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Estreias e reestreias nos palcos paulistanos em 2022

Sem Palavras, da cia brasileira de teatro. Foto: Nana Moraes / Divulgação

Para quem estava com fome de teatro, 2022 chega como um banquete. Depois de tantos adiamentos provocados pela pandemia de Covid-19, a produção cênica refreada chega aos palcos como finos biscoitos sortidos, com toda garra e força da cultura brasileira.

Uma parceria do músico Tom Zé, do encenador Felipe Hirsch e do coletivo Ultralíricos investiga as origens do português falado no país no espetáculo Língua Brasileira, que estreia nesta quinta-feira (06/01). Em quase três horas de duração, a montagem propõe uma experiência poética, sonora e sensorial. A peça é narrada em latim, tupi, bantô, iorubá, até a linguagem trocada nas ruas atualmente.

O Grupo pernambucano Magiluth estreia Estudo n° 1: Morte e Vida (14/01, no Sesc Ipiranga) uma versão de Morte e Vida Severina, de Joao Cabral de Melo Neto, com aquela pegada de misturar referências. A busca do personagem Severino inevitavelmente levou a outras questões bem atuais, como as lutas por terras e o drama dos refugiados ao redor do mundo. O olhar inquieto do coletivo, com direção de Luiz Fernando Marques, tensiona os movimentos migratórios acendidos por adversidades climáticas, políticas e sociais.

Corpos se tocam, se encontram, com palavras ou na ausência delas, para criar fragmentos de histórias, impulsos de vida. O novo espetáculo da companhia brasileira de teatro, Sem Palavras, tem direção e texto de Marcio Abreu e estreou na França no ano passado, esteve no festival Mirada, em Santos, e chega ao Sesc Pompeia para uma temporada. Com música ao vivo executada por Felipe Storino, a peça fala da convivência das diferenças, na arte e na vida. A partir da questão de gênero, das identidades sexuais e culturais, a companhia ergue um espetáculo híbrido, uma dramaturgia carnal e potente. É inspirado em Um apartamento em Urano, uma obra que reúne as crônicas publicadas no jornal Libération, de Paul B. Preciado, filósofo trans, e nos textos de Eliane Brum. O elenco é formado por Fábio Osório Monteiro, Giovana Soar, Kauê Persona, Kenia Dias, Key Sawao, Rafael Bacelar, Viní Ventanía Xtravaganza e Vitória Jovem Xtravaganza.

A Cia. Les Commediens Tropicales e o quarteto À Deriva revisitam o mito grego de Medusa por meio do teatro e da música no espetáculo Medusa in.conSerto. A genialidade, o virtuosismo e a existência medíocre são pontos discutidos na peça O Náufrago, com direção de William Pereira, a partir da obra de Thomas Bernhard. Luiza Tomé estrela Loucas para amar, no Teatro Renaissance.

A Zózima Trupe e o CoraLeste apresentam o espetáculo Adeus, um musical operístico em homenagem às vítimas de Covid-19.

Mais um Matei Visniec chega aos palcos, com Edgar Castro e Donizeti Mazonas, em Com os bolsos cheios de pão.

Retomam temporada as peças A Pane de Friedrich Dürrenmatt; As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão, de Newton Moreno; Nossos Ossos, da Cia da Revista; A Importância de ser Prudente, da Cia London; O Vendedor de Sonhos, do best-seller de Augusto Cury; Romeu e Julieta 80, com o Teatro Promiscuo de Renato Borghi; Quarto De Despejo, com Evoé Cia de Teatro.

E estão previstos Misery para fevereiro, com Mel Lisboa, Marcello Airoldi e Alexandre Galindo, e PÓS-F, Com Maria Ribeiro, para abril , depois da temporada on-line do ano passado.

Tom Sé e Felipe Hirsch, parceiros no espetáculo Língua brasileira. Foto Juuar / Divulgação

Língua Brasileira – De 06/01 a 20/02, Teatro Anchieta, Sesc Consolação

Peça dos Ultralíricos e Tom Zé

Língua Brasileira fala da epopeia dos povos que formaram a língua que falamos, seus mitos e cosmogonias. O trabalho passeia pelas remotas origens ibéricas, por romanos, bárbaros e árabes, pela África e América Nativa. É um mergulho no inconsciente do português falado no Brasil, inspirado na canção homônima de Tom Zé. O espetáculo nasceu da colaboração entre o compositor, o encenador Felipe Hirsch e o coletivo Ultralíricos. No elenco, estão Amanda Lyra, Danilo Grangheia, Georgette Fadel, Laís Lacorte, Pascoal da Conceição e Rodrigo Bolzan e quatro músicos.

Música: Tom Zé
Direção geral: Felipe Hirsch
Elenco: Amanda Lyra, Danilo Grangheia, Georgette Fadel, Laís Lacôrte, Pascoal da Conceição,
Rodrigo Bolzan
Direção musical: Maria Beraldo
Músicos: Fábio Sá, Fernando Sagawa, Luiza Brina, Thomas Harres,
Diretora assistente: Juuar
Dramaturgia: Ultralíricos, Felipe Hirsch, Juuar, Vinícius Calderoni
Dramaturgista / consultor geral: Caetano Galindo
Direção de arte: Daniela Thomas, Felipe Tassara
Iluminação: Beto Bruel
Figurino: Cássio Brasil
Design de som: Tocko Michelazzo
Preparação vocal: Yantó
Design de vídeo: Henrique Martins
Assistente de direção e operação de vídeo: Sarah Rogieri
Assistente de pesquisa: Adriano Scandolara
Direção de palco: Nietzsche
Assistente de iluminação: Sarah Salgado
Assistente de figurino: Alice Tassara, Marcelo X
Operação de luz: Sarah Salgado, Igor Sane
Operação de som: Le Zirondi, Lúdi Lucas
Design gráfico e assistente de cenografia: Bárbara Bravo
Assessoria de imprensa: Factoria Comunicação / Vanessa Cardoso
Produção Tom Zé: Neusa Santos Martins
Produção primeira fase: Bruno Girello e Ricardo Frayha
Difusão Internacional: Ricardo Frayha
Assistente de produção primeira fase: Renata Bruel
Assistente de produção: Diogo Pasquim
Produção executiva: Arlindo Hartz
Direção de produção: Luís Henrique Luque Daltrozo

Quando: De 06/01 a 20/02, quintas, sextas e sábados, às 20h, e domingos às 18h
Onde: Teatro Anchieta, Sesc Consolação
Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia-enttada)
Duração: 160 minutos
Haverá intervalo de 15 minutos após 1h30 de espetáculo. Após a pausa, a peça continua por mais uma hora.

Medusa in.conSerto Foto Mariana Chama

Medusa In.conserto – De 7 a 23 de janeiro, Sesc Belenzinho

Medusa é considerada uma das figuras mais temidas da mitologia grega, de olhar petrificante e serpentes nos cabelos. Sacerdotisa do templo de Atena, Medusa teve seu corpo violado por Poseidon, o rei dos mares, e foi castigada pela própria Atena, deusa da justiça e da sabedoria. A Cia. Les Commediens Tropicales e Quarteto à Deriva inventam outra narrativa para Medusa nesta peça-show, contrariando o lugar de punição divina e lançando novos olhares (e novas pedras) à cultura de culpabilização da vítima.

Cia. Les Commediens Tropicales e Quarteto à Deriva
Concepção, encenação, elenco: Beto Sporleder, Carlos Canhameiro, Daniel Müller, Guilherme Marques, Michele Navarro, Paula Mirhan, Rodrigo Bianchini, Rui Barossi e Tetembua Dandara
Textos: Michele Navarro e Carlos Canhameiro (a partir do mito de Medusa)
Música: Quarteto à Deriva e Paula Mirhan
Pensamento visual (cenário, figurino): José Valdir e Renan Marcondes

Quando: De 7 a 23 de janeiro, sextas e sábados às 21h30, e domingos, às 18h30
Onde: Sala de Espetáculos I Sesc Belenzinho
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)
Duração: 80 minutos

Luiza Tomé e o maestro Miguel Briamonte em Loucas para amar. Foto: Glauber Dias / Divulgação 

Louca para Amar – De 7/01 até 25/02 – Teatro Renaissance 

A cada nova paixão, a personagem Graça assume uma nova personalidade. Vira especialista em sexo tântrico, com um, mística com outro, franciscana com mais outro. Passou a fumar, tornou-se judia ortodoxa, obsessiva por limpeza, nacionalista, boêmia, esportista, tudo dependendo do parceiro, às vezes acumulando mais de uma função. A ansiedade de ser amada faz com que essa mulher incorpore os desejos, os gostos, as características e os enganos de amores, amigos, família. Protagonizada pela atriz Luiza Tomé, a peça Louca para Amar tem participação do maestro Miguel Briamonte e direção de Rogério Fabiano. O texto inédito de Claudia Tajes é inspirado no seu best-seller Louca por Homem.

Texto: Cláudia Tajes
Direção: Rogério Fabiano
Direção de produção: Gerardo Franco
Elenco: Luiza Tomé
Iluminador: César Pivetti
Cenografia: Rogério Fabiano
Figurinos: Luiza Tomé
Trilha sonora: Miguel Briamonte
Fotos: Glauber Dias 
Visagismo: Ramon de Souza 
Assessoria de imprensa: Fabio Camara 
Leis de incentivo e prestação de contas: Márcia Amaral 
Administração geral e coordenação de projeto: Gerardo Franco 
Produtores associados: Gerardo Franco, Luiza Tomé e Rogério Fabiano 

Onde: Teatro Renaissance (Alameda Santos 2233, – Jardim Paulista)
Quando: De 7/01 até 25/02, sextas, às 21h30
Quanto: R$ 80 e R$ 40 (meia-entrada)
Duração: 60 minutos

Espetáculo ADEUS, com Zózima Trupe e CoraLeste. Foto: Christiane Forcinito

Adeus – Dia 09/01, Praça de Eventos do Sesc Itaquera

Mais que nunca é preciso cantar. Os cânticos da despedida, as canções de honrar a memória, a música de esperançar. A Zózima Trupe e CoraLeste apresentam um espetáculo musical operístico que homenageia às vítimas de covid-19. Dividida em 3 atos (outono – a notícia, inverno – a morte e primavera – a esperança), essa ópera urbana celebra o movimento da vida com suas histórias singulares. Adeus é uma peça que saúda a ciência e aposta na cura.

Com Zózima Trupe e CoraLeste

Direção: Anderson Maurício
Direção musical: Cristiane Mesquita e Marcello Mesquita
Dramaturgia: Cleide Amorim
Atuação: Cleide Amorim e Júlio Cesar Perrud
Cantores(as): Aylton Macedo, Carla Vitor, Carlos Fagundes, Cauã Vitor, Cláudia Vitor, Claudius Jordão, Cleide Amorim, Cleiton Cabral, Cristiane Mesquita, Dany Lyma, Jefferson Dimbarre, Ianca Cristina, Larissa Rosa, Marcello Mesquita, Maria Matteo, Rita Benedito e Silvia Bolanho.
Composições: Cleide Amorim e Dany Lima
Percussionista: Fernando Gamba
Violão: Dany Lima
Guitarra: Cauã Vitor
Violoncelo: Ianca Cristina
Preparação vocal: Cristiane Mesquita
Maestro: Marcello Mesquita
Auxiliar do coro: Larissa Rosa
Trilha sonora: Cleide Amorim e Devão Souza
Sonoplastia: Devão Souza
Cenário e figurino: Clau Carmo
Produção geral: Tatiane Lustosa
Assistência de produção: Brenda Rebeka e Jonathan Araujo

Onde: Praça de Eventos do Sesc Itaquera
Quando: 09/01, domingo, às 15h30
Quanto: Grátis
Duração: 90 minutos

Luciano Chirolli e Romis Ferreira em O Náufrago. Foto: João Maria

O Náufrago – De 13/01 a 05/02 – Sesc Bom Retiro

O náufrago (1983) é o primeiro tomo de uma trilogia sobre as artes do escritor austríaco Thomas Bernhard (1931-1989). Árvores abatidas, que teve uma montagem exibida na MITsp, infere sobre a artificialidade do meio teatral austríaco e é a segunda parte. E Alte Meister (no inglês, Old masters), o último, é sobre pintura.

O náufrago traça complexas teias entre três músicos: o narrador, Wertheimer (o náufrago do título) e o famoso pianista canadense Glenn Gould (1932 – 1982). Ainda estudante no Mozarteum de Salzburgo, ao tocar “Variações” [as “Variações Goldberg”, de Bach] Glenn Gould fere mortalmente os dois amigos-ouvintes. Os efeitos da genialidade de Gould são devastadores na vida do narrador e de Wertheimer. O Náufrago traça um retrato de obsessões – a de Gould pela arte e a de Wertheimer por não ser Gould.

A narrativa, que no romance é feita por um único personagem, no palco é realizada por dois atores. O protagonista/Narrador (Luciano Chirolli) e Wertheimer (Romis Ferreira), o personagem que é citado e é uma sombra daquele que conta a história.

Texto: Thomas Bernard
Tradução: Sérgio Tellaroli
Adaptação, encenação e direção: William Pereira
Elenco: Luciano Chirolli/narrador, Romis Ferreira/Wertheimer
Cenários e figurinos: William Pereira
Iluminação: Caetano Vilela
Direção de palco: Elisete Jeremias
Contrarregra e operador de vídeo: Henrique Pina
Produção executiva: Rafaela Penteado
Assistente de produção: Adriana Florence
Direção de produção: Leopoldo De Léo Jr
Produção: LNW Produções Artísticas Ltda

Quando: 13/01 a 05/02, de quinta a sábado, às 20h
Onde: Teatro do Sesc Bom Retiro
Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada)
Duração: 80 minutos

Grupo Magiluth: Giordano Castro, Bruno Parmera, Mário Sergio Cabral, Erivaldo Oliveira, Lucas Torres. Foto: Pedro Escobar / Divulgação

Estudo n° 1: Morte e Vida – De 14/01 a 06/02 – Sesc Ipiranga

Morte e Vida Severina – Um Auto de Natal, de João Cabral de Melo Neto, é uma narrativa poética da trajetória do retirante Severino, que se apresenta como sujeito individual e coletivo. Na procura desse nordestino pela vida, ele se depara com várias mortes Severinas.
O Grupo Magiluth propõe um estudo cênico sobre a trajetória de imigrantes que deixam o solo nordestino na esperança de encontrar melhores condições de vida e trabalho.

Grupo Magiluth (PE)
Criação e Realização: Grupo Magiluth
Direção: Luiz Fernando Marques
Assistente de direção e direção musical: Rodrigo Mercadante
Dramaturgia: Grupo Magiluth
Elenco: Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres e Mário Sergio Cabral
Produção: Grupo Magiluth e Amanda Dias Leite
Produção local: Roberto Brandão

Quando: 14/01 a 06/02, sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 18h
Onde: Sesc Ipiranga
Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada(
Duração: 120 minutos

 Edgar Castro e Donizeti Mazonas em Com os bolsos cheios de pão. Foto Keiny Andrade / Divulgação

Com os bolsos cheios de pão – De 14/01 a 06/02, Sesc Pompeia

Ao redor de um poço abandonado, dois homens: um de bengala, outro de chapéu. Eles mantêm um diálogo que desliza entre amistoso, argumentativo, absurdo, enquanto um cachorro agoniza dentro do poço. O animal sofre enquanto os dois indivíduos conjecturam sobre como o cão foi parar ali. Com falas radicalmente subjetivas, a montagem do texto do romeno Matéi Visniec compõe uma metáfora para refletir sobre o cenário social brasileiro.

Texto: Matei Visniec
Tradução: Fábio Fonseca de Melo
Direção: Vinícius Torres Machado
Elenco: Edgar Castro e Donizeti Mazonas
Trilha sonora: Pedro Canales
Cenário e figurinos: Eliseu Weide
Iluminação: Wagner Antonio
Assistente de direção: Rafael Costa e Jéssica Mancini
Produção executiva: Jota Rafaelli – MoviCena Produções

Onde: Espaço Cênico / Sesc Pompeia
Quando: De 14/01 a 06/02, sextas e sábados, às 20h, domingos, às 18h30. Sessão com tradução em libras no dia 29/01, sábado
Duração: 70 minutos
Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)

A Pane, direção de Malú Bazán para o texto de Friedrich Dürrenmatt. Foto: Rogério Alves / Divulgação

A Pane –  De 14/01 a 20/02 – Teatro FAAP

A Pane é uma comédia sobre a justiça, de Friedrich Dürrenmatt (1921-1990), um dos maiores dramaturgos de língua alemã do século 20. Escrita no formato de conto, o texto transforma um forasteiro em réu num jogo-tribunal intrigante.

O carro do executivo bem-sucedido Alfredo Traps dá defeito e ele termina hospedado na casa de um juiz aposentado, onde ocorre a “audiência”, com a presença de outros personagens jurídicos da história. Durante o jantar gastronômico / simulacro de julgamento, Traps vai se convencendo de que é um assassino.

A direção de Malú Bazán incorpora recursos épicos de narração. Estão no palco atores de várias gerações: Antonio Petrin, Oswaldo Mendes, Heitor Goldflus, Roberto Ascar, Cesar Baccan e Marcelo Ullmann. O elenco de veteranos está atravessado por muitas camadas da trajetória de interpretações cênicas, o que confere um brilho especial ao risco de estar em cena.

Texto: Friedrich Dürrenmatt
Tradução: Diego Viana
Direção: Malú Bazán
Elenco: Antonio Petrin, Cesar Baccan, Heitor Goldflus, Marcelo Ullmann, Oswaldo Mendes,
Roberto Ascar
Concepção cenográfica: Anne Cerutti e Malú Bazán
Figurino: Anne Cerutti
Assistente de figurino e cenário: Adriana Barreto
Cenotécnico: Douglas Caldas
Desenho de luz: Wagner Pinto
Música original: Dan Maia
Operador de luz: Gabriel Greghi
Operador de som: Silney Marcondes
Contrarregra: Márcio Polli
Fotos: Ronaldo Gutierrez
Visagismo: Dhiego Durso
Programador visual: Rafael Oliveira
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Assistente de produção: Rebeca Oliveira
Assistente de produção: Beatriz Nominato
Co-produção: Kavaná Produções
Produção e realização: Baccan Produções

Quando: de 14 de janeiro a 20 de fevereiro, sextas às 21h; sábados, às 20h; domingos, às 18h
Onde: Teatro FAAP (Rua Alagoas, 903 – Higienópolis)
Quanto: Sábados: R$ 80 e R$ 40. Sextas e domingos; R$ 60 e R$ 30.
Duração: 70 minutos
Vendas online: https://teatrofaap.showare.com.br/
Televendas: 11 3662-7233 / 11 3662-7234

As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão. Foto: Priscila Prade / Divulgação

As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão – De 15/01 a 20/02 – Teatro TUCA

A montagem As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão ostenta o caráter fabular na sua dramaturgia e não segue a trilha histórica e factual do Cangaço. No espetáculo, Serena (Amanda Acosta) descobre que seu filho está vivo. Ela acreditava que a criança tinha sido assassina por ordens do marido, Taturano (Marco França). Serena larga o bando chefiado por Taturano, para seguir em busca de seu bebê.

Outras mulheres aderem a essa luta, a essa rebelião contra mecanismos de opressão situados dentro do próprio Cangaço. O espetáculo reflete sobre as forças do feminino nesse espaço de libertação e sobre a ideia de cidadania e heroísmo.

As canções originais são assinadas por Fernanda Maia (música) e Newton Moreno (letras), inspiradas em ritmos da cultura nordestina.

Dramaturgia: Newton Moreno
Direção: Sergio Módena
Produção: Rodrigo Velloni
Elenco: Amanda Acosta, Marco França, Vera Zimmermann, Luciana Ramanzini, Luciana Lyra,
Rebeca Jamir, Jessé Scarpellini, Marcello Boffat, Milton Filho, Pedro Arrais, Nábia Villela, Carol Bezerra e Eduardo Leão. Músicos: Pedro Macedo (contrabaixo), Clara Bastos (contrabaixo), Daniel Warschauer (acordeon), Dicinho Areias (acordeon), Carlos Augusto (violão), Abner Paul (bateria), Pedro Henning (bateria), Felipe Parisi (violoncelo), Samuel Lopes (violoncelo)
Direção musical: Fernanda Maia
Canções Originais: Fernanda Maia e Newton Moreno
Coreografia: Erica Rodrigues
Figurino: Fabio Namatame
Cenário: Marcio Medina
Iluminação: Domingos Quintiliano
Assistente de Dramaturgia: Almir Martines
Diretor Assistente: Lurryan Nascimento
Pianista Ensaiador e Assistente de Direção Musical: Rafa Miranda
Designer Gráfico e Ilustrações: Ricardo Cammarota
Fotografia: Priscila Prade
Produção Executiva: Swan Prado
Assistente de Produção: Adriana Souza e Bruno Gonçalves
Gestão Financeira: Vanessa Velloni
Administração: Velloni Produções Artísticas
Assessoria de imprensa: Pombo Correio.
Apresenta: Atlas Schindler.
Patrocínio: Magnus e Lukscolor.
Apoio: Autoluks, Arte e Atitude, Tuca, PUC, Competition e EPA química.
Produção original do Sesi-SP, encenado em 2019, no Teatro do Sesi-SP, Centro Cultural Fiesp. Co-produção: Calla Produções Artísticas.
Realização: Velloni Produções Artísticas.
Promoção: Nova Brasil FM.

As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão
Onde: Teatro TUCA – Rua Monte Alegre, 1024, Perdizes
Quando: de 15 de janeiro a 20 de fevereiro, sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 19h
Quanto: R$ 100
Duração: 120 minutos

Nossos Ossos. Foto: Cleber Correa / Divulgação

Nossos Ossos – De 15/01 a 06/02 – Espaço Cia da Revista

Há um flerte entre amor e morte em Nossos Ossos, espetáculo da Cia. da Revista para o romance homônimo de Marcelino Freire. Com direção de Kleber Montanheiro, Nossos Ossos é a primeira parte da trilogia de peças do projeto Conexão São Paulo —> Pernambuco. A segunda encenação, Tatuagem, é uma versão teatral do filme de Hilton Lacerda, prevista para estrear ainda em 2022. O terceiro espetáculo, que celebra os 25 anos da companhia, será definido no segundo semestre deste ano.

Com dramaturgia de Daniel Veiga (paulistano) e música original de Isabela Moraes (pernambucana), a Cia. da Revista utiliza múltiplas linguagens, como a música (em forma de texto cantado), cenas visuais que potencializam o discurso da fala, o teatro gestual como dramaturgia do corpo, para contar a saga do dramaturgo premiado Heleno em sua determinação de cumprir as honras fúnebres a um garoto de programa, Cícero, brutalmente assassinado nas ruas de São Paulo. Durante o percurso até́ Poço do Boi, em Pernambuco, o protagonista relembra a própria história, da infância pobre no Sertão ao sucesso na metrópole paulistana.

Com a Cia. da Revista

Do romance de Marcelino Freire.
Adaptação: Daniel Veiga.
Direção e cenografia: Kleber Montanheiro.
Figurinos: Marcos Valadão.
Desenho de luz: Gabriele Souza.
Direção Musical e arranjos: Marco França.
Músicas Originais: Isabela Moraes.
Assistente de Direção: Gabrielle Britto.
Elenco: Vitor Vieira, Aivan, EvasCarretero, Demian Pinto, João Victor Silva e Edu Rosa.
Costureira: Salomé Abdala.
Máscara: Franklin Almeida.
Direção de Cenotecnia: EvasCarretero.
Serralheiro: Airton Lemos.
Assistente de Cenografia: Thais Boneville.
Microfonista: Eder Sousa.
Fotos: Cleber Correa.
Visagismo: Louise Helène.
Produção: MoviCena Produções.
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Quando: De 15/01 a 06/02, Sábados às 21h30 e domingos às 19h.
Onde: Espaço Cia da Revista (Alameda Nothmann, 1135, Campos Elíseos, São Paulo, SP)
Duração: 70 minutos
Quanto 40 (inteira) e 20 (meia-entrada)
Pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/2-temporada-espetaculo-nossos-ossos-cia-da-revista/1406078

A Importância de ser Prudente. Foto: Divulgação

A Importância de ser Prudente – De 15/01 a 19/02, Teatro Commune

Oscar Wilde satirizou como pôde a alta sociedade vitoriana, que o prendeu e condenou por sodomia. As observações ferinas do inconsequente dândi Algernon de A importância de ser prudente tem muito de Wilde. Na peça, um grupo de pessoas mantém disfarces, utiliza nomes fictícios para fugir de uma realidade em que as aparências parecem ter maior prestígio do que a verdade. Manter uma boa reputação não está fácil para Jack, que se passa por seu irmão inventado, Prudente. Mas ele está apaixonado a para se casar precisa se livrar da mentira.

Texto original: Oscar Wilde
Tradução e Adaptação: Rafael Mallagutti
Direção geral: Rafael Mallagutti
Assistência de direção: Bárbara Trabasso
Produção executiva: CIA LONDON
Sonoplastia e Iluminação: Yumi Mandu
Elenco: Gabriel Boani, Rafael Mallagutti, Felipe Cantoni, Natália Santana, Hellen Kazan, Bárbara Trabasso, Margareth Rodrigues, Natália Santana, Vitor Colli, Carlos Alberto Neves, Fernanda Goulart e Natani Luiza

Onde: Teatro Commune (Rua da Consolação 1218) 
Quando: de 15 de janeiro a 19 de fevereiro, sábados, às 21h
Quanto: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada)
Ingressos antecipados: cialondon.com.br

Júlio César (Mateus Carrieri) é impedido de cometer suicídio por uma figura misteriosa, o Mestre (Luiz Amorim), que lhe vende uma vírgula, para que continue a escrever a sua história. um bêbado boa-praça chamado Bartolomeu (Adriano Merlini) se junta a dupla na função de vender sonhos para sacudir a sociedade. O espetáculo cultiva lições de compaixão e na busca do significado da vida enquanto questiona as prioridades distorcidas da nossa sociedade. 

A adaptação do best-seller para o palco é do próprio Augusto Cury com Erikah Barbin e Cristiane Natale (que também assina a direção) e o elenco é formado por Luiz Amorim, Mateus Carrieri, Adriano Merlini, Fernanda Mariano, Pedro Casali, Marcus Veríssimo e Guilherme Carrasco.

Mateus Carrieri e Luiz Amorim em O vendedor de sonhos. Foto: Divulgação

O Vendedor de Sonhos – De 15/01 a 06/03 – Teatro Gazeta 

Gênero: Comédia dramática
Adaptação: Augusto Cury, Cristiane Natale e Erikah Barbin
Direção: Cristiane Natale
Elenco: Luiz Amorim, Mateus Carrieri, Adriano Merlini, Fernanda Mariano, Pedro Casali,
Marcus Veríssimo e Guilherme Carrasco
Direção geral de produção: Luciano Cardoso
Produção executiva: Marcus Veríssimo
Comunicação: Bruna Padoan
Design gráfico: Rafael Choaire
Gestão tráfego digital: AT Marketing Digital
Design de luz: Bruno Henrique França
Técnico: Pitty Santana
Trilha sonora: Lino Colantoni
Figurino: Valentina Oliveira
Cenário: Cristiane Natale e Applaus
Assessoria jurídica: Ranzolin – Propriedade Intelectual
Promoção: Dreamsellers
Realização: Applaus

Onde: Teatro Gazeta (Avenida Paulista, 900 – São Paulo)
Quando: De 15 de janeiro a 6 de março de 2022, sábados às 20h30, e domingos, às 19h
Quanto: de R$ 45 a R$ 90
Duração: 70 min
Link para compra: https://bileto.sympla.com.br/event/70372/d/117158/s/691058

Sem Palavras, da companhia brasileira de teatro. Foto: Nana Moraes / Divulgação

Sem Palavras – De 20/01 a 20/02, no Sesc Pompeia

Com companhia brasileira de teatro

Em um dia, num apartamento posto à venda, um encadeamento de possibilidades de encontros. corpos diversos estão em trânsito. Esses deslocamentos fabricam imagens sociais, referências, histórias de vida, mundos imaginados. Pode ser uma só persona. Podem ser muitas. Ou aparências do imaginário de alguém. Uma pessoa e uma multidão.

O espetáculo Sem palavras combina teatro, dança, música e performance investigar os velozes acontecimentos contemporâneos, com histórias de amor, de violência, de consumo, entre outros temas. Reflete sobre a palavra e sua ausência, num jogo de visualidades de forte comunicação com o público.

A montagem da companhia brasileira de teatro com direção e texto de Marcio Abreu é uma ficção livremente inspirada no livro Um apartamento em Urano, do filosofo espanhol transgênero Paul B. Preciado, e nos escritos da autora e ativista brasileira Eliane Brum.

Direção e texto: Marcio Abreu
Dramaturgia: Marcio Abreu e Nadja Naira
Elenco: Fábio Osório Monteiro, Giovana Soar, Kauê Persona, Kenia Dias, Key Sawao, Rafael Bacelar, Viní Ventania Xtravaganza e Vitória Jovem Xtravaganza
Direção de produção e administração: José Maria e Cássia Damasceno
Iluminação e assistência de direção: Nadja Naira
Direção musical e trilha sonora original: Felipe Storino
Direção de movimento: Kenia Dias
Cenografia: Marcelo Alvarenga | Play Arquitetura
Figurinos: Luiz Cláudio Silva| Apartamento 03
Produção no RJ: Miriam Juvino e Valéria Luna
Vídeos – instalação “Antes de tudo”: Batman Zavareze
Captação e edição dos vídeos – instalação “Antes de tudo”: João Oliveira
Fotos: Nana Moraes
Programação visual: Pablito Kucarz
Captação de imagens do espetáculo: Clara Cavour
Teaser – criação e edição: Aristeu Araújo
Colaboração artística: Cássia Damasceno, Grace Passô, José Maria e Rodrigo Bolzan
Técnico de palco e vídeo: Ricardo Barbosa e Michelle Bezerra
Técnico de som: Chico Santarosa e Luan Casado
Assistência de produção: Luiz Renato Ferreira
Distribuição Internacional: PLAN B – Creative Agency for Performing Arts
Assessoria de imprensa: Márcia Marques | Canal Aberto
Uma produção da companhia brasileira de teatro
Em co-produção com Künstlerhaus Mousonturm Frankfurt am Main/GE, Théâtre Dijon Bourgogne – Centre Dramatique National/FR, A Gente Se Fala Produções Artísticas – Rio de Janeiro/BR, Passages Transfestival Metz/FR.
Apoio cultural: Oi e Centro Cultural Oi Futuro.
Realização: Sesc SP

Onde: Sesc Pompeia
Quando: De 20/01 a 20/02, quintas, sextas e sábados às 21h, e domingos, às 18h
Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada)
Duração: 110 minutos
Apresentação em libras: dia 19/02

Miriam Mehler, Renato Borghi, Carolina Fabri e Elcio Nogueira Seixas em Romeu e Julieta 80

Romeu e Julieta 80 – 28/01 e 29/01, Sesc Pinheiros

Com Teatro Promiscuo de Renato Borgui

A história de amor mais famosa de todos os tempos. Romeu Montecchio e Julieta Capuleto se apaixonam perdidamente, em Verona, na Itália, por volta de 1600. Mas existe um problemão: os Montecchios e os Capuletos são inimigos mortais, sentimento que se estende a toda parentada e criadagem de ambas as famílias. Os jovens revolvem se casar secretamente e o final trágico é conhecido por todos.

Nesta adaptação e direção de Marcelo Lazzarato para o clássico de Shakespeare as coisas foram diferentes. Romeu e Julieta serão interpretados pelos consagrados atores Renato Borghi e Miriam Mehler, ambos na casa dos 80 anos de idade. Os outros personagens da peça são interpretados pelos atores Elcio Nogueira Seixas e Carolina Fabri.

Texto: William Shakespeare
Concepção, adaptação, iluminação e direção: Marcelo Lazzaratto
Elenco: Renato Borghi, Miriam Mehler, Elcio Nogueira Seixas e Carolina Fabri
Direção de arte, cenografia e figurinos: Simone Mina
Trilha sonora: Daniel Maia
Produção: Pedro de Freitas / Périplo
Realização: Teatro Promíscuo

Quanto: R$ 20 e R$ 40
Onde: Teatro Paulo Autran, Sesc Pinheiros
Quando: 28/01 e 29/01, sexta e sábado, às 21h
Duração: 90 minutos

Quarto de despejo, com Evoé Cia de Teatro. Foto Gil Oliveira – Divulgação

Quarto De Despejo – 29/01 e 30/01 – Sesc Guarulhos

com Evoé Cia de Teatro

Baseado no diário de Carolina Maria de Jesus, escrito em papéis encontrados nas ruas de São Paulo, o espetáculo Quarto De Despejo narra a existência poética de uma mulher que, em meio aos excluídos, se tornou escritora. Com adaptação e direção de Rodrigo Ximarelli, o espetáculo mostra a trajetória de uma mulher negra, moradora da favela do Canindé e mãe solteira de três filhos, que não conseguia dormir sem ler um livro. A potência artística e literária da obra de Carolina expõe a leitura do mundo de uma autora marginalizada diante dos problemas da fome, das desigualdades sociais e da miséria no Brasil.

Baseado na obra Quarto de Despejo – diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus
Direção, adaptação, cenário: Rodrigo Ximarelli
Elenco: Arce Correia, Lucas Barbugiani, Luana Tonetti, Maggie Abbreu, Wesley Salatiel e Shanny Segade
Músicas e letras: Arce Correia
Produção VS: Thiago Siqueira e Gustavo Perri
Preparação para voz cantada: Roberto de Paula
Iluminação: Carlos Marroco
Operação de som: Evelyn Silva
Figurinos, fotos e visagismo: Gil Oliveira
Confecção de cartazes: Alessandro Rodrigues
Designer gráfico: Dimas Stecca
Produção executiva: Bruna Silvestre
Duração: 60min
Classificação : 12 anos

Onde: Sesc Guarulhos
Quando: 29/01 e 30/01, sábado, às 20h, domingo, às 18h
Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada)
Duração: 60 minutos

Mel Lisboa, Marcello Airoldi  em Misery. Foto: Leekyung Kim / Divulgação

Misery – De 4 de fevereiro a 27 de março, Teatro Porto Seguro

O escritor Paul Sheldon (Marcello Airoldi) é reconhecido pela série de best-sellers protagonizados pela personagem Misery Chastain. Após sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira Annie Wilkes (Mel Lisboa). Ela, uma leitora voraz de sua obra, se autointitula principal fã do autor.

A personagem da enfermeira Annie Wilkes, obcecada pelo escritor Paul Sheldon, sempre foi retratada no teatro e no cinema de forma estereotipada, como louca e histérica, enquanto Paul ocupava sempre o papel de vítima.

O diretor Eric Lenate diz que procurou nesta montagem trazer uma Annie mais esférica, “olhar para dentro dela e ampliar as possíveis leituras desta obra para além daquela que coloca o gênero feminino no lugar da instabilidade trágica que precisa ser comandada pelo masculino”.

De Stephen King
Dramaturgia: William Goldman
Tradução/adaptação: Claudia Souto e Wendell Bendelack
Direção artística: Eric Lenate
Elenco: Mel Lisboa, Marcello Airoldi e Alexandre Galindo

Quando: De 4 de fevereiro a 27 de março, sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h. As sessões de domingo contam com intérprete de Libras
Onde: Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo
Ingressos: R$ 80 plateia / R$ 60 balcão/frisas.
Vendaswww.sympla.com.br/teatroportoseguro
Duração: 120 minutos

Maria Ribeiro em PosF. Foto: Bob Wolfenson / Divulgação

PÓS-F – De 1º de abril a 29 de maio – Teatro Porto Seguro 

Pós-F, Para Além do Masculino e do Feminino, de Fernanda Young é um livro que reúne textos autobiográficos e ilustrações da própria Fernanda que provocam o debate sobre o que significa ser um homem e uma mulher nos dias de hoje. Essa primeira obra de não-ficção de Young venceu o Prêmio Jabuti 2019, mesmo depois da precoce morte da autora em agosto daquele ano.

PÓS-F é um solo é inspirado no livro, um espetáculo-relato, que busca levar para a cena a experiência da artista, baseada na visão pessoal da diretora Mika Lins e da atriz Maria Ribeiro no convívio com Fernanda .

De Fernanda Young
Com Maria Ribeiro
Direção: Mika Lins

Onde: Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo. 
Quando: De 1º de abril a 29 de maio, sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h.
Ingressos: R$ 80 plateia / R$60 balcão/frisas
Classificação: 14 anos
Duração: 50 minutos

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Pterodátilos – A extinção do humano

Mariana Lima, Felipe Abib e Marco Nanini. Fotos: Ivana Moura

Uma “semana do trabalho de Deus”, como canta Gilberto Gil, está ameaçada de extinção. Sem mais nem menos, como ocorreu com os pterodátilos. Tome a humanidade como a família de Arthur – um retrato da sociedade de consumo em plena desintegração, no espetáculo Pterodátilos. O texto do norte-americano Nicky Silver com seus diálogos cruéis, suas frases de efeito cortante e humor ácido é material mais que perfeito para a experimentação cênica de Felipe Hirsch. Marco Nanini comanda o elenco e se desdobra em duas personagens: Ema, uma adolescente gorda, carente, comedora compulsiva que sofre com provável incesto de seu pai e a rejeição da mãe. E o apático Arthur, presidente de um banco, que é demitido no decorrer da peça.

Além do desinteressante pai, e a infantil filha, Pterodátilos reúne nessa família a mãe ensandecida e alcóolatra, personagem de Mariana Lima. Além de estar ao lado de Nanini, a atriz (a doce rainha da novela Cordel encantado) explora uma interpretação extremamente exteriorizada, que se não fosse uma grande atriz iria desafinar. Mas ela apresenta um estado levemente ébrio e o tom histérico e às vezes gritado com propriedade.

Completam o elenco Álamo Facó, como o filho pródigo Toddy, que volta para casa dos pais depois que descobre que está com aids e Felipe Abib, que faz Tom, o namorado de Ema transformado em empregada.

Nanini como o pai e Álamo Facó, como o filho pródigo Toddy

A casa em que essa família vive fica sobre um cemitério de fósseis da ave pré-histórica. Esse cenário de Daniela Thomas traduz o espírito da peça: o desequilíbrio, os buracos como falta, o interior formado de lixo, ruínas e fósseis. O palco tem um mecanismo hidráulico que proporciona movimento, inclinações. As tábuas também estão soltas e o personagem Toddy vai escavando e tirando esses pedaços, criando dificuldades de locomoção para as personagens. O palco vai desmontando como a família. Que chega com a ruína financeira do pai, a paixão incestuosa da mãe pelo filho, o apaixonamento do namorado de Ema pelo irmão dela. Até mesmo a catarse de Ema como saída.

As misérias de cada um são expostas em diálogos, monólogos, discussões e conversas. No começo do espetáculo Tom diz para Ema: “Seu cabelo cheira Hershey’ Kisses..”. Em outro momento Ema diz para Tom “Se ao menos você ficasse doente pra eu poder te doar um rim”. Ou se autoflagela: “Eu era tão gorda que em Tóquio morariam 2 famílias dentro de mim”. E quando não quer mais encarar a realidade informa: “Eu agora sou surda”.

Texto ácido do norte-americano Nicky Silver

Frases de outros personagens também são reveladoras. “Deus, eu estou exausta. Eu comprei um tubinho nude do Valentino e um tailleur off white da Miu Miu. Eu adoro fazer compras. Nós devemos sempre manter a melhor aparência. Nós somos o que vestimos””, comenta Grace, antes de transformar Tom em empregadinha da casa.

Mas o grande deleite é ver Nanini. O seu domínio cênico. O seu talento depurado pelos anos. Mesmo que em algum momento Ema lembre Irma Vap, o megassucesso de Nanini e Ney Latorraca. Mas Nanini sempre se recria e pode fazer rir e pensar.

* Esse material foi escrito durante o Festival Porto Alegre em Cena e publicado no Diario de Pernambuco no dia 19 de setembro de 2011

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Quando o dinossauro está no meio da sala

Em Pterodátilos, Nanini interpreta uma adolescente e um presidente de banco. Fotos: Ivana Moura

O chão da sala ainda está inteiro quando a peça começa. O teatro lotadíssimo. Depois vão se abrindo fendas que se transformam em buracos enormes, até que tudo esteja destruído e o público também seja levado a se sentir caindo ali dentro. Todos acompanham com risos – que podem ser nervosos – ou num silêncio cheio de expectativa e espanto. A cenografia construída por Daniela Thomas não é só um elemento de apoio, complementa a dramaturgia, serve como metáfora e reflexo do espetáculo Pterodátilos, que ganhou três prêmios Shell de teatro (levou a estatueta nas três categorias em que concorreu: melhor ator, melhor atriz e cenário) e quatro categorias no APTR: melhor espetáculo, produção, ator protagonista e cenografia. A montagem estrelada por Marco Nanini, Mariana Lima, Alamo Facó e Felipe Abib foi apresentada ontem no Porto Alegre em Cena no Salão de Atos da UFRGS. A direção é de Felipe Hirsch. A peça deve chegar ao Recife nos dias 28 e 29 de outubro, no Teatro da UFPE.

O texto de Nicky Silver é desconcertante. Tem tiradas rápidas e frases de efeito que surpreendem. Toca em questões como esfacelamento das relações, consumismo exacerbado, ditadura da beleza, sexualidade. Aliás, não é a primeira vez que Nanini entra em contato com esse texto. Em 2002, ele e Marieta Severo encenaram Os solitários, que era formado por dois textos do norte-americano: Pterodátilos e Homens gordos de saia. (Alguém viu essa peça?)

Todd voltou para casa com uma notícia: está com Aids

Na família de Pterodátilos, em determinado momento os laços de afeto parecem inexistir. Ou melhor, cada um foi se isolando no seu mundo e depois que os nós que os uniam foram sendo afrouxados, não tinha mais como apertar. Se é que algum dia eles estiveram rígidos. Nanini interpreta Ema e Artur, pai e filha. Depois de uma relação ‘intensa’ de três semanas, Ema decide se casar. Vai apresentar o namorado garçom (Felipe Abib) à mãe (Mariana Lima) viciada em grifes e whisky e o garoto acaba virando empregada da casa. O filho Todd (Alamo Facó) chega de uma longa temporada em Londres com a notícia de que tem Aids. E o pai que só queria ser locutor de rádio até tenta se aproximar do filho (ouvindo detalhadamente as descrições de suas relações) e perde o emprego como presidente de uma grande empresa. Tudo é instável, está em ruínas, mas há egoísmo demais para que alguém consiga olhar para o outro.

Nanini alterna o histerismo da garotinha de 15 anos à austeridade do pai de família apenas com a rápida troca de roupas. E a sua interpretação deixa à mostra a superficialidade dos dois personagens. Quando está no palco, o pernambucano de nascimento concentra as atenções: tem pleno domínio do que faz e das suas potencialidades, seja usando terno ou envergando um vestido de noiva.

Montagem fez temporadas premiadas no Rio e em São Paulo

Já o papel da Mariana Lima (a rainha Helena em Cordel encantado) parece ‘exigir’ muito mais dela. E ela não deixa barato. É uma mãe louca, que desprezava a filha gorda, tinha adoração pelo filho e (sexual) pelos amiguinhos de adolescência dele, uma mulher que prefere que o marido tenha amantes do que seja um desempregado. Além disso, está sempre com um copo de whisky na mão. Mariana achou o tom certo para que o personagem não virasse uma caricatura. Os outros dois atores – Álamo e Felipe – também estão bem em cena.

Cenografia – Tenho que voltar a falar da cenografia, que é de Daniela Thomas; e da iluminação de Beto Bruel. Daniela imaginou uma sala que é uma plataforma suspensa; como já disse, as madeiras do chão vão sendo retiradas pelos atores e valas se abrem no assoalho. Lá estão os ossos do pterodátilo do título. Além disso, a plataforma pende para um lado ou outro, o que faz com que os atores tenham que lidar com o desequilíbrio e que essa mesma característica na história seja acentuada. A sala tem só três sofás austeros, pretos. Já a iluminação é bastante precisa. Tem sempre uma névoa cobrindo aquelas pessoas e a distância entre elas pode aumentar bastante dependendo da iluminação, mesmo que elas teoricamente estejam travando uma conversa que deveria ser íntima. Como? Se pai nem olha no olho do filho? Foram as relações humanas que entraram em extinção. Não os dinossauros.

Pterodátilos será apresentada no Recife nos dias 28 e 29 de outubro, no Teatro da UFPE

Ah…achei esse link no New York Times. É o autor Nicky Silver falando sobre os seus personagens: http://nyti.ms/pKmSiK

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Três divas reabrem teatro no Rio

Teatro Dulcina será reaberto hoje. Foto: S.Castellano

O Teatro Dulcina, no Centro do Rio de Janeiro, será reaberto nesta terça-feira com um espetáculo criado especialmente para a ocasião: Um brinde a Dulcina!, reunindo no mesmo palco as atrizes Bibi Ferreira, Nathália Timberg e Marília Pêra. O teatro está sob a administração da Funarte desde 2008, mas estava em péssimas condições.

Em agosto de 2010, começaram as obras de recuperação da casa, cujo projeto original é do estilo art déco. De acordo com a Funarte, o investimento foi de R$ 2,3 milhões. As informações são de que foi um “extreme makeover”: fachada, foyer, instalações prediais e de ar condicionado, poltronas da plateia, camarins, balcões e frisas, equipamentos cênicos e de cenotécnica. Tudo estaria novinho!

Programação – Para o público, a casa reabre no dia 5 de agosto, com a apresentação Bibi in concert IV, com a atriz e diretora Bibi Ferreira. A programação já está delineada pelo até setembro. Depois disso, o teatro deve passar a ser ocupado por projetos selecionados através de editais.

Bom, pelo menos até lá, a programação já me fez olhar os sites de todas as companhias aéreas em busca de passagens em promoção para o Rio!!! No dia 19 de agosto, por exemplo, Fernanda Montenegro vai reestrear o monólogo Viver sem tempos mortos, com direção de Felipe Hirsch e direção de arte de Daniela Thomas. Serão três apresentações até o dia 21 de agosto, sempre às 19h.

No dia 26 de agosto, Os Fodidos Privilegiados, companhia que apresentou os seus espetáculos entre 1991 e 2001 no Dulcina, comemoram 20 anos de companhia com Uma festa privilegiada!.

Já em setembro, nos dias 7, 8 e 9, o grande destaque é Peter Brook. O inglês faz a estreia sul-americana de Uma flauta mágica, adaptação da ópera de Mozart. A montagem ganhou o Prêmio Molière de melhor espetáculo musical da França em 2010 e será apresentada também no Porto Alegre em Cena nos dias 21, 22 e 23 de setembro.

Fernanda Montenegro volta a apresentar espetáculo com direção de Felipe Hirsch

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Theatro Municipal de São Paulo é reaberto

Theatro Municipal de São Paulo será reaberto nesta sexta. Fotos: Prefeitura de SP

Três anos de reformas e restaurações chegaram ao fim. O Theatro Municipal de São Paulo será reaberto neste fim de semana com concerto da Orquestra Sinfônica Municipal, do Coral Lírico, e do Quarteto de Cordas, além da participação de solistas. A regência será de Abel Rocha. Hoje e amanhã, as apresentações são fechadas para convidados, mas no domingo, dia 12, três meses antes de completar 100 anos, o público em geral voltará à casa.

O investimento na reforma do Municipal ficou em torno de R$ 28 milhões, mas o processo não ocorreu sem atropelos. As obras começaram em 2008, o teatro fechou mesmo no mês de Dezembro de 2009 e a expectativa era de que fosse reaberto em Agosto do ano passado, mas problemas com o processo de licitação impediram que o prazo fosse cumprido.

Uma matéria do Estadão sobre a reabertura da casa cita, inclusive, um pernambucano. João Ventura da Silva, 58 anos, é funcionário da Telem, empresa especializada em iluminação e cenotecnia responsável pela renovação do palco, que entrou no projeto de reforma há dez meses. Além de João, mais de 100 operários estão envolvidos na reforma.

Foram instalados equipamentos de áudio e vídeo, 70 varas do cenário, motorizadas e mecânicas (antes cada vara não suportava mais do que 150 quilos; hoje, são 900), 600 refletores. De acordo com o site da prefeitura de São Paulo, “as obras foram divididas em três fases e tiveram 85% de cada uma delas, custeadas com recursos do BID, e os 15% restantes pagos pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

A primeira, no valor de R$ 7,2 milhões, conferiu a reforma do salão nobre (piso e vitrais), da fachada, além do restauro do restaurante. A segunda, no valor de R$ 19 milhões, contemplou a reforma das poltronas e atualização tecnológica do palco. A terceira e última, no valor de R$ 1,5 milhão, se refere à pintura e restauração interna do prédio”.

Programação – Se o mês de junho será dedicado à música, em julho, o palco do Municipal será da dança. Estão previstas apresentações de companhias como o Ballet Stagium, o Balé da Cidade de São Paulo (com suas duas novas coreografias) e a São Paulo Companhia de Dança. A comemoração do centenário, em setembro, será com a ópera Rigoletto, de Verdi, que terá direção cênica de Felipe Hirsch e cenografia de Daniela Thomas. (Confira aqui a programação do Theatro Municipal)

O corpo artístico do Theatro Municipal de São Paulo é composto pela Orquestra Sinfônica Municipal, Orquestra Experimental de Repertório, Balé da Cidade de São Paulo, Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, Coral Lírico, Coral Paulistano e as Escolas de Dança e de Música de São Paulo.

Na comemoração do centenário, ópera de Verdi terá direção cênica de Felipe Hirsch

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