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Festival celebra infâncias no Recife em julho

 

O 22º Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco reúne 15 espetáculos, inclusive a produção portuguesa Vamos para Bremen, da companhia TeatroPlage, de Lisboa.  

Pluft, o Fantasminha, da Cênicas Cia de Repertório Foto: Wilson Lima / Divulgação 

Edição homenageia os 40 anos do Mão Molenga. Foto: Reprodução do Youtube

Um balão que não consegue voar, um burrinho que decide sair de casa, uma menina em busca de um baobá sagrado, um Pinóquio em versão musical e até um Hamlet levado para o circo. A 22ª edição do Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco aposta na versatilidade de linguagens, temas e formatos. De 4 a 26 de julho, o evento ocupa os teatros de Santa Isabel, do Parque e Barreto Júnior com 15 espetáculos, além de programação gratuita em espaços públicos e ações formativas voltadas a artistas, educadores e público.

Com o tema “Aplausos para a Imaginação”, essa edição se organiza em três frentes: palco, com os espetáculos apresentados nos teatros; rua, com atrações gratuitas de artes cênicas e circo; e formação, com o 12º Colóquio do Teatro para Infâncias e Juventude, oficinas e palestras presenciais e online. A realização é da Métron Produções, de Edivane Bactista e Ruy Aguiar, com incentivo do SIC – Sistema de Incentivo à Cultura do Recife, Fundação de Cultura Cidade do Recife, Secretaria de Cultura e Prefeitura do Recife.

A curadoria deste ano é assinada por Marcondes Lima, Ruy Aguiar e Williams Sant’Anna. Marcondes atua como encenador, cenógrafo, figurinista, maquiador, ator e docente; Ruy Aguiar reúne trabalhos em coordenação de produção, dramaturgia, direção e gestão cultural; e Williams Sant’Anna transita entre teatro e circo, com atuação como pesquisador, encenador, palhaço, ator, dramaturgo e gestor cultural. O festival homenageia os 40 anos do Mão Molenga Teatro de Bonecos, grupo pernambucano de referência na cena para infâncias.

A abertura, no Teatro de Santa Isabel, será com Vamos para Bremen, da companhia portuguesa TeatroPlage, de Lisboa. Inspirado em Os Músicos de Bremen, dos irmãos Grimm, o espetáculo parte da história de personagens que seguem juntos em busca de outro lugar, apoiando-se na ideia de cooperação. Ainda no Santa Isabel, o festival reúne dois títulos baseados em contos já conhecidos do público infantil. O Sapatinho de Cristal, de Roberto Costa Produções / Yuri Costa, retoma a história de Cinderela, a jovem explorada pela madrasta e pelas irmãs até ter o destino alterado pelo baile e pelo famoso sapato perdido. Já Bonezinho Vermelho, da Métron Produções, parte do universo de Chapeuzinho Vermelho para uma encenação musical. Fecha a programação no Santa Pluft, o Fantasminha, da Cênicas Cia de Repertório, nova passagem do clássico de Maria Clara Machado sobre o fantasma que teme gente e acaba encontrando amizade na convivência com a menina Maribel.

Dia da Libélula. Foto: Raffael Quirino / Divulgação

A programação vem com um recorte mais heterogêneo no Teatro do Parque. Hélio, o Balão que não Consegue Voar, de Cleyton Cabral e Coletivo de Artistas, usa formas animadas e manipulação de objetos para contar a história de um balão de loja de festas que não consegue fazer aquilo que todos esperam dele. A peça tem dramaturgia premiada no Prêmio Ariano Suassuna de Cultura Popular e Dramaturgia e trata do autismo por meio da trajetória desse personagem. Em O Dia da Libélula, da Companhia Teatralizar, o centro da ação é Babete, uma jovem libélula que descobre que viverá apenas um dia e, a partir daí, atravessa um pântano habitado por figuras estranhas e poéticas. É uma peça construída como jornada: há uma personagem, uma descoberta e um percurso.

Também no Parque, Helô, em Busca do Baobá Sagrado, da DoceAgri, acompanha uma menina negra de cabelos crespos que percebe a tristeza se espalhar pelo lugar onde vive. Orientada pela avó, conhecida como Velha Cachimbeira, e acompanhada pelo pai, Helô sai em busca do baobá sagrado, numa história que articula aventura, ancestralidade e identidade. João e o Pé de Feijão, da Capibaribe Produções, leva ao palco a narrativa do menino que troca a vaca da família por feijões mágicos e sobe até o território do gigante. Os 3 Super Porquinhos, de Roberto Costa Produções / Yuri Costa, transforma o conto dos porquinhos e do lobo em comédia musical. Já Queijo & Goiabada, da Cia 2 em Cena, aparece como uma das estreias da grade e parte de uma recriação para infâncias de Romeu e Julieta, filtrada por referências populares. Encerrando a programação do Parque, Quem Mente o Nariz Cresce, uma História de Pinóquio, da Arretado Produções, retoma o personagem criado por Carlo Collodi em montagem que combina teatro, música, circo e bonecos animados.

No Teatro Barreto Júnior, a sequência convoca alguns dos trabalhos mais marcados pela visualidade. O Burro Errante, da dupla Habib e Valeria, é baseado no livro homônimo de Habib Zahra e acompanha um burrinho criado numa família superprotetora que decide partir. A montagem utiliza teatro de sombras coloridas e música ao vivo, apoiando-se mais na construção imagética da travessia. Os Protetores dos Oceanos, do Espaço Cultural Vovozito/Falcões Produções, usa teatro de bonecos para narrar a saga de animais marinhos e, a partir dela, discutir a relação humana com o mar e com a preservação ambiental. Em Histórias Pontilhadas, da Companhia Conta Gotas, o público acompanha Zeca, Olga e Bina, uma família de alfaiates e costureiras que percorre caminhos reais e imaginários com sua carroça-casa. Já Hamlet no Circo, da Circus Produções Artísticas / Davison Wescley, desloca a tragédia de Shakespeare para a linguagem do circo e da palhaçaria.

No festival convivem clássicos reencenados, dramaturgias recentes, teatro de bonecos, sombras, musicais, circo e formas animadas. E com isso apresenta um recorte do que diferentes grupos têm produzido para crianças hoje, com companhias de Pernambuco, Paraíba e Portugal.

Ao homenagear os 40 anos do Mão Molenga Teatro de Bonecos, o festival celebra nesta edição uma referência importante da cena pernambucana para crianças. Fundado em 1986, o grupo construiu uma trajetória ligada ao teatro de bonecos e ao diálogo entre elementos visuais, música e atuação. A escolha do Mão Molenga também encontra eco na própria programação, marcada pela presença de bonecos, formas animadas e encenações em que a visualidade tem peso decisivo.

O Burro Errante. Foto: José Rebelatto / Divulgação

Programação

Teatro de Santa Isabel

04 de julho, 16h30Vamos para Bremen – TeatroPlage (Lisboa, Portugal)
05 de julho, 11hO Sapatinho de Cristal – Roberto Costa Produções / Yuri Costa (Paulista-PE)
11 de julho, 11hBonezinho Vermelho – Métron Produções (Recife-PE)
12 de julho, 16h30Pluft, o Fantasminha – Cênicas Cia de Repertório (Recife-PE)

Teatro do Parque

05 de julho, 11hHélio, o Balão que não Consegue Voar – Cleyton Cabral e Coletivo de Artistas (Recife-PE)
11 de julho, 11hO Dia da Libélula – Companhia Teatralizar (Abreu e Lima-PE)
12 de julho, 16hHelô, em Busca do Baobá Sagrado – DoceAgri (Recife-PE)
18 de julho, 11hJoão e o Pé de Feijão – Capibaribe Produções (Moreno-PE) – estreia
19 de julho, 11hOs 3 Super Porquinhos – Roberto Costa Produções / Yuri Costa (Paulista-PE)
25 de julho, 16hQueijo & Goiabada – Cia 2 em Cena (Recife-PE) – estreia
26 de julho, 16h – Quem Mente o Nariz Cresce, uma História de Pinóquio – Arretado Produções (João Pessoa-PB)

Teatro Barreto Júnior

11 de julho, 11h – O Burro Errante – Habib e Valeria (Olinda-PE)
12 de julho, 16hOs Protetores dos Oceanos – Espaço Cultural Vovozito / Falcões Produções (Igarassu-PE)
18 de julho, 11hHistórias Pontilhadas – Companhia Conta Gotas Produções / Tarcísio Vieira (Recife-PE)
19 de julho, 11hHamlet no Circo – Circus Produções Artísticas / Davison Wescley (Jaboatão dos Guararapes-PE)

Rua

A programação inclui apresentações gratuitas de artes cênicas e circo em espaços públicos do Recife

Formação

12º Colóquio do Teatro para Infâncias e Juventude
Oficinas e palestras presenciais e online
Atividades gratuitas para artistas, educadores e público

Serviço

22º Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco
Quando: de 4 a 26 de julho de 2026, aos sábados e domingos
Horários: 11h, 16h e 16h30
Onde: Teatro de Santa Isabel, Teatro do Parque e Teatro Barreto Júnior, no Recife
Ingressos: entre R$ 30 e R$ 120; ingressos sociais entre R$ 40 e R$ 50
Realização: Métron Produções
Incentivo: SIC – Sistema de Incentivo à Cultura do Recife / Fundação de Cultura Cidade do Recife / Secretaria de Cultura / Prefeitura do Recife
Informações: teatroparacrianca.com.br

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21º Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco
aposta na criatividade sem limite

Jornada teatral promete encantar público com histórias instigantes como O Segredo da Arca de Trancoso. Foto: Wilson Lima

Pinoquio. Foto: Cesar Almeida

Por que levar as crianças ao teatro?
O teatro é uma arte poderosa para o desenvolvimento infantil. Além de estimular a imaginação e a criatividade, as apresentações teatrais ajudam as crianças a desenvolverem empatia, pensamento crítico e habilidades sociais. Não tem contraindicação. 

“Quando uma criança assiste a um espetáculo teatral, ela não está apenas se divertindo, mas também aprendendo sobre emoções, valores e diferentes perspectivas de vida”, destaca Edivane Bactista, produtora do 21º Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco (FTCPE), que neste 2025 tem como tema Criatividade sem Limite.

O universo lúdico e encantador do teatro infantil ganha as principais casas de espetáculo do Recife a partir deste final de semana e traz 14 espetáculos que prometem transportar o público para mundos de fantasia, aventura e aprendizado.

De 5 a 27 de julho, sempre aos sábados e domingos, os teatros de Santa Isabel, Parque e Barreto Júnior serão palco de montagens que celebram a diversidade cultural brasileira e a imaginação sem fronteiras. A programação reúne companhias de Arcoverde, Moreno, Paulista, Recife, João Pessoa (PB), além de uma montagem luso-brasileira vinda do Rio de Janeiro e uma produção olindense com influências egípcias e espanholas.

“O Festival busca oferecer ao público infantil uma mostra das muitas possibilidades que o teatro proporciona através da dramaturgia, da música, das formas animadas e do circo, linguagens que dialogam naturalmente com o universo da criança”, explica Ruy Aguiar, diretor artístico do evento.

Uma novidade desta edição é que todas as sessões contarão com acessibilidade em Libras, tornando o festival ainda mais inclusivo.

A solenidade de abertura acontece neste sábado (05/07), às 16h30, no Teatro de Santa Isabel, dez minutos antes da apresentação do espetáculo Mundo em Busca do Coração da Terra, da Tropa do Balacobaco de Arcoverde. Na ocasião, serão homenageados três artistas pernambucanos que dedicaram mais de 50 anos às artes cênicas, com destaque para as dramaturgias negras e quilombolas: as atrizes Carmelita Pereira e Juraci Vicente, e o ator, diretor e dramaturgo Didha Pereira.

Os espetáculos selecionados para o 21º FTCPE abordam temas relevantes como amizade, coragem, diversidade cultural e respeito ao meio ambiente, sempre de forma lúdica e acessível ao público infantil.

Em 21 anos de atividade, o Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco consolidou-se como um dos mais longevos do Brasil. Até a edição de 2024, foram realizados 270 espetáculos presenciais em mais de 485 apresentações, alcançando 154 mil espectadores e gerando mais de 5.200 trabalhos diretos e indiretos. Além das apresentações, o Festival também promove o Colóquio do Teatro para Infância e Juventude, que em 2025 completará 11 anos.

MUNDO em busca do coração da Terra – Foto_ Kaian Alves 

Programação do Final de Semana de Abertura

Sábado (05/07)
Teatro de Santa Isabel – 16h30

Mundo em Busca do Coração da Terra (Tropa do Balacobaco/Arcoverde-PE) : Uma aventura emocionante sobre um menino sertanejo que sonha conhecer a noite, em um tempo onde o sol reina sozinho. A jornada o leva a encontrar lendas das cinco macrorregiões do Brasil.
Ingressos: R$ 60,00 (inteira)/ R$ 30,00 (meia-entrada)
Duração: 70 minutos
Classificação: Livre

Teatro do Parque – 16h30

O Segredo da Arca de Trancoso (Cênicas Cia de Repertório/ Recife-PE): A história de um menino que recebe a missão de entregar uma arca misteriosa, enfrentando personagens inusitados e descobrindo que o objeto tem poderes surpreendentes.
Ingressos: R$ 60,00(inteira)/ R$ 30,00 (meia-entrada)
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre

Domingo (06/07)
Teatro de Santa Isabel – 16h30

Pinóquio (Roberto Costa Produções/ Paulista-PE): O clássico boneco de madeira que sonha em se tornar um menino de verdade ganha vida no palco, em uma adaptação que encanta gerações.
Ingressos: R$100,00 (inteira) /R$ 50,00 (meia-entrada)
Duração: 50 minutos
Classificação: Livre

O Segredo da Arca de Trancoso. Foto: Wilson Lima

Pinoquio. Foto: Cesar Almeida

PROGRAMAÇÃO POR POLO

Teatro de Santa Isabel (16h30)
13 de julhoJoão por um Fio – (Companhia Boto-Vermelho / Rio de Janeiro–RJ e Lisboa–Portugal) Ingressos: R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (meia-entrada)

Teatro do Parque (16h30)
12 de julhoPra não dormir – Cutia Coletivo (Recife–PE)
R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia-entrada)

Teatro Barreto Júnior (16h)
12 de julhoO Reizinho Negro – Companhia Fuá de Terreiro (João Pessoa–PB)
R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia-entrada)

13 de julhoO Dia em que a Morte Sambou – Grupo Habib e Valeria (Olinda/Egito/Espanha)
R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia-entrada)

19 de julhoTatu-do-Bem – Catalumari e os Giguiotes (Recife–PE)
R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada)

20 de julhoA Batalha de Botas – Trupe Arlequin (João Pessoa–PB)
R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia-entrada)

Serviço
21º Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco

Data: De 5 a 27 de julho (sábados e domingos)
Locais: Teatro de Santa Isabel e Teatro do Parque (16h30)
Teatro Barreto Júnior (16h)
Ingressos: Preços variados, com meia-entrada para crianças a partir de 2 anos, autistas e acompanhantes, estudantes, professores, doadores regulares de sangue ou de medula óssea e idosos com apresentação da carteira.
Vendas: Plataforma Sympla (link disponível no site
www.teatroparacrianca.com.br) e nas bilheterias dos teatros a partir das 15h nos dias das apresentações (sujeito à lotação).
O 21º Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco é uma realização da Métron Produções, com incentivo cultural do SIC – Sistema de Incentivo à Cultura / Fundação de Cultura Cidade do Recife / Secretaria de Cultura / Prefeitura da Cidade do Recife.

 

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Recife do teatro nacional
11 dias de festival

Peça Traidor, com Marco Nanini, abre Festival Recife do Teatro Nacional. Foto: Annelize Tozetto / Divulgação

A 23ª edição do Festival Recife do Teatro Nacional começa nesta quinta-feira, 21 de novembro, prometendo uma intensa maratona cultural até o dia 1º de dezembro. Este evento, que se firmou como um dos mais significativos no panorama teatral brasileiro, reúne 31 espetáculos de companhias pernambucanas e de outros estados, em diversos teatros e espaços públicos do Recife. A programação inclui apresentações gratuitas, oficinas e rodas de diálogo, com ingressos distribuídos mediante a doação de um quilo de alimento não perecível, promovendo uma ação solidária que beneficia a comunidade local.

Este ano, o festival presta homenagem a Marco Nanini e Ivonete Melo (in memoriam).

Marco Nanini é uma figura icônica no cenário artístico brasileiro, com uma carreira que se estende por mais de seis décadas. Nascido no Recife, Nanini se mudou ainda criança para o Rio de Janeiro, onde iniciou sua trajetória no teatro, televisão e cinema. Ele é amplamente reconhecido por sua versatilidade como ator, capaz de transitar entre o drama e a comédia com maestria. Nanini ganhou destaque nacional por seu papel na série de televisão A Grande Família, onde interpretou o personagem Lineu Silva, conquistando o carinho do público brasileiro.

No teatro, Nanini é conhecido por sua dedicação e paixão pela arte cênica. Ele já participou de inúmeras produções teatrais, muitas delas ao lado de outros grandes nomes do teatro brasileiro. Sua contribuição para as artes cênicas é inestimável, e sua presença no Festival Recife do Teatro Nacional é uma celebração de suas raízes pernambucanas e de sua trajetória.

Ivonete Melo. Foto: Reprodução

Ivonete Melo é lembrada como uma das grandes referências do teatro pernambucano. Com uma carreira marcada pela militância e dedicação, Ivonete presidiu o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Pernambuco (SATED-PE) por mais de 20 anos. Ela foi uma figura central no grupo Vivencial, conhecido por sua atuação inovadora e provocativa no teatro entre as décadas de 1970 e 1980, frequentemente desafiando normas sociais e artísticas da época.

A influência de Ivonete Melo no teatro pernambucano é inegável, refletindo seu compromisso inabalável com a defesa dos direitos dos artistas e a promoção da cultura local. Admirada por sua habilidade em inspirar e liderar, ela desempenhou um papel crucial no fortalecimento da comunidade artística. A homenagem a Ivonete no festival celebra sua dedicação e militância, ao mesmo tempo em que reconhece o impacto duradouro de seu legado na cena teatral pernambucana.

Foto: Matheus José Maria / Divulgação

Traidor é uma peça que marca a abertura do Festival Recife do Teatro Nacional, estrelada por Marco Nanini e dirigida por Gerald Thomas.

Marco Nanini, em uma performance tour de force, encarna um náufrago da própria mente, isolado em uma ilha que é tanto física quanto metafórica. Seu personagem, batizado com seu próprio sobrenome, “Nanini”, navega por um mar de memórias fragmentadas e delírios vívidos, confrontando sua identidade como ator e a própria essência do que significa ser humano em um mundo cada vez mais desconexo.

A frase que norteia Traidor, citada várias vezes ao longo da peça, é justamente aquela que encerrava Um Circo de Rins e Fígados, outra parceria Nanini Thomas: “A gente se emociona, a gente se emociona sim.” Esta declaração ressoa como um manifesto da arte da interpretação, ecoando através do tempo e das obras de Gerald Thomas. Em Traidor, que estreou em novembro de 2023 em São Paulo, essa afirmação ganha novas camadas de significado, transformando-se em um farol que ilumina a jornada labiríntica de um ator perdido entre realidade e ficção.

A dramaturgia fragmentada de Thomas encontra em Nanini um intérprete capaz de dar corpo e voz às angústias e contradições de um artista acusado de um crime que não cometeu, mas que talvez tenha cometido em alguma de suas múltiplas personas teatrais. A peça trata de muitos assuntos, refletindo o caos contemporâneo, a ansiedade gerada pelo excesso de informações e o uso viciante das redes sociais, enquanto simultaneamente se apresenta como uma declaração de amor ao ofício da representação. 

Programação Diversificada

Édipo Rec. Foto: Camila Macedo / Divulgação

Márcia Luz em Antígona – A Retomada. Foto: Divulgação

Othon Bastos em Não me entrego não. Foto: Beti Niemeyer/ Divulgação

Rei Lear. Foto: Mariana Chama / Divulgação

A programação diversificada do festival inclui 13 espetáculos nacionais e 18 locais na programação principal (ver programação completa abaixo), abrangendo desde peças infantis e sátiras até musicais e dramas. Entre as produções estão Édipo REC; Eu Não Me Entrego, Não; Antígona , Rei Lear.

Édipo REC, produção do grupo recifense Magiluth, é uma releitura contemporânea da tragédia grega de Sófocles. Ambientada em um imaginário Recife de 2024, a peça explora temas como o excesso de produção de imagens e a manipulação da realidade nas redes sociais. A direção de Luiz Fernando Marques traz elementos do cinema, com referências a filmes como Édipo Rex de Pasolini. O espetáculo brinca com a cronologia e questiona a noção de tempo no teatro. 

Solo da atriz pernambucana Márcia Luz, Antígona – A Retomada reinterpreta a clássica tragédia grega de Sófocles sob uma perspectiva contemporânea e afro-brasileira. A montagem radicaliza o protagonismo feminino já presente na obra original, entrelaçando a voz da personagem Antígona com as vivências da própria atriz como mulher negra. Dirigida por Quiercles Santana, a peça busca fazer reflexões sobre raça, gênero e poder na sociedade atual.

Eu Não Me Entrego, Não marca a estreia solo do veterano ator Othon Bastos. Escrita e dirigida por Flávio Marinho, a peça percorre os principais momentos da carreira de Othon, incluindo seu papel icônico em Deus e o Diabo na Terra do Sol. E utiliza um formato  descrito como “monólogo híbrido”, onde a atriz Juliana Medella atua como uma “memória” em cena, interagindo com Othon. 

Adaptação ousada da Cia. Extemporânea, Rei Lear traz a tragédia de Shakespeare para o universo das drags queens. Com um elenco composto inteiramente por artistas drag, o trabalho funde a estética drag com a poesia trágica shakespeariana. Dirigida por Ines Bushatsky e adaptada por João Mostazo, o espetáculo utiliza elementos como lipsync (Sincronia Labial) e performances de boate para reinterpretar cenas clássicas. A produção celebra a arte drag, destaca sua capacidade de expressar emoções complexas e desafiar normas de gênero, oferecendo uma visão contemporânea de Rei Lear.

Jéssica Teixeira em Monga. Foto: Ligia Jardim / Divulgação

O evento também marca a estreia do OffREC, uma agenda dedicada a experimentos e espetáculos em processo, que ocorrerá no Teatro Hermilo Borba Filho, de 25 a 30 de novembro. Na programação estão a provocante peça Monga, da cearense radicada em São Paulo Jéssica Teixeira, o  espetáculo itinerante ONÁ DÚDÚ: Caminhos Negros no Bairro do Recife, com Marconi Bispo e Coletivos e a Roda de Diálogo Vedetes e Vivecas: Mulheres do Vivencial, uma homenagem a Ivonete Melo, com as atrizes Suzana Costa, Auriceia Fraga e Zélia Sales, com mediação de Hilda Torres. A curadoria do OffREC é assinada por Rodrigo Dourado.

Projeto Arquipélago de Crítica

Nesta 23ª edição do Festival Recife do Teatro Nacional quatro profissionais ligados ao Projeto Arquipélago participam de uma ação de  prática da crítica. Kil Abreu, da Cena Aberta, Heloisa Sousa, da Farofa Crítica, Fredda Amorim (convidada) e Ivana Moura, do Satisfeita, Yolanda? tod_s com ampla experiência na produção de conteúdos críticos. 

O projeto arquipélago é uma iniciativa coletiva inovadora de fomento à crítica apoiado pela produtora Corpo Rastreado, de São Paulo, que surgiu em novembro de 2022 para fortalecer a crítica teatral independente no Brasil. Atualmente, seis casas virtuais participam do projeto: Guia Off, Farofa Crítica, ruína acesa, Satisfeita, Yolanda?, Tudo, Menos Uma Crítica, Cena Aberta e Horizonte da Cena.

Programação Principal

Quinta-feira (21 de novembro)

19h30 – Traidor, com Marco Nanini (direção: Gerald Thomas/RJ), no Teatro do Parque.

Sexta-feira (22 de novembro)

15h – Palhaçadas – História de um Circo sem Lona (Cia. 2 em Cena/PE), no Teatro Barreto Júnior.
18h – Cara do Pai (Coletivo Opte/PE), no Teatro Hermilo Borba Filho.
20h – Édipo REC (Magiluth/PE), no Teatro Luiz Mendonça.
20h – Traidor, com Marco Nanini (direção: Gerald Thomas/RJ), no Teatro do Parque.
20h – Eu no Controle (Cia da Baju/PE), no Teatro Apolo.

Sábado (23 de novembro)

17h – As Charlatonas (Trupe-Açu Cia. de Circo/TO), no Parque da Macaxeira.
18h – Sinapse Darwin (Cia. Casa de Zoé/RN), na Rua da Aurora.
18h – Antígona – A Retomada (Luz Criativa/PE), no Teatro Hermilo Borba Filho.
19h – 2 Mundos (Lumiato Formas Animadas/DF), no Teatro Apolo.
20h – Rei Lear (Cia. Extemporânea/SP), no Teatro de Santa Isabel.
20h – Traidor (RJ), no Teatro do Parque.
20h – Édipo REC (Magiluth/PE), no Teatro Luiz Mendonça.

Domingo (24 de novembro)

16h – Hélio, o Balão que não consegue voar (Coletivo de Artistas/PE), no Teatro do Parque.
17h – As Charlatonas (Trupe-Açu Cia. de Circo/TO), no Parque da Tamarineira.
17h – Frankinh@ (Coletivo Gompa/RS), no Teatro Apolo.
18h – Mulheres de Nínive (Nínive Caldas/PE), no Teatro Hermilo Borba Filho.
18h – Sinapse Darwin (Cia. Casa de Zoé/RN), na Rua da Aurora.
20h – Rei Lear (Cia. Extemporânea/SP), no Teatro de Santa Isabel.

Segunda-feira (25 de novembro)

20h – Instinto (Coletivo Gompa/RS), no Teatro Apolo.

Terça-feira (26 de novembro)

20h30 – Não me entrego não (Othon Bastos/RJ), no Teatro do Parque.

Quarta-feira (27 de novembro)

15h – Malassombros – Contos do Além Sertão (Grupo Teatro de Retalhos/PE), no Teatro Barreto Júnior.
20h30 – Não me entrego não (Othon Bastos/RJ), no Teatro do Parque.

Quinta-feira (28 de novembro)

20h – Kalash – Ensaio sobre a Extinção do Outro (Coletivo Opte/PE), no Teatro Apolo.

Sexta-feira (29 de novembro)

20h – Inacabado (Grupo Bagaceira/CE), no Teatro Luiz Mendonça.

Sábado (30 de novembro)

17h – Paraíso (Grupo Teatro Máquina/CE), no Teatro Apolo.
19h – Pequeno Monstro (Quintal Produções Artísticas, com Silvero Pereira/RJ), no Teatro do Parque.
20h – Inacabado (Grupo Bagaceira/CE), no Teatro Luiz Mendonça.
20h30 – Brás Cubas (Armazém Cia. de Teatro/RJ), no Teatro de Santa Isabel.

Domingo (1º de dezembro)

17h – Quatro Luas (O Bando Coletivo de Teatro/PE), no Teatro Apolo.
18h – Esquecidos por Deus (Cícero Belmar/PE), no Teatro Hermilo Borba Filho.
19h – Pequeno Monstro (Quintal Produções Artísticas, com Silvero Pereira/RJ), no Teatro do Parque.
20h30 – Brás Cubas (Armazém Cia. de Teatro/RJ), no Teatro de Santa Isabel.

Programação OffREC (25 a 30 de novembro, no Teatro Hermilo Borba Filho)

25 de novembro

16h às 18h – Roda de Diálogo Corporalidades e Estranhamentos, com Johnelma Lopes (UFPE), Ana Marques (UFPE) e Alexsandro Preto (Vale PCD). Mediação: Clara Camarotti.
20h – Espetáculo Monga, de Jéssica Teixeira (CE).

26 de novembro

9h às 12h – Vivência de Teatro Hip Hop, com o coletivo À Margem (PE) e Bento Francisco (PE).
15h às 17h – Espetáculo ONÁ DÚDÚ: Caminhos Negros no Bairro do Recife, com Marconi Bispo e Coletivos (PE). Espetáculo itinerante, com concentração no Teatro Apolo.
17h30 às 19h – Roda de Diálogo Teatro Negro em Perspectiva, com Marcos Alexandre (UFMG). Mediação: Jefferson Vitorino (Cia. Máscara Negra).
20h – Espetáculo Xirê, do Coletivo À Margem.

27 de novembro

9h às 12h – Vivência Criando Autoficções, com a Cia. Teatro da UFPE (PE).
16h às 17h30 – Roda de Diálogo Processos Criativos Autoficcionais, com Marcondes Lima (UFPE) e Rodrigo Dourado (UFPE). Mediação: Fátima Pontes (Escola Pernambucana de Circo).
18h – Espetáculo Não. Tá. Fácil, do Coletivo À Margem (PE).
20h – Espetáculo Palestra Babau, Pancadaria e Morte, com Marcondes Lima e Mão Molenga (PE).

28 de novembro

9h às 12h – Vivência Contornos do Tempo: Ensaio na Terceira Idade, com o grupo Memória em Chamas (PE).
16h às 18h – Roda de Diálogo Teatro, Memória e Envelhecimento, com Rodrigo Cunha (IFPB) e equipe do espetáculo Senhora. Mediação: Manu de Jesus, da Creative’se Cultural.
18h – Espetáculo Baba Yaga, da Cênicas Cia. de Repertório (PE).
20h – Espetáculo Senhora, de João Pedro Pinheiro (UFPE).

29 de novembro

9h às 12h – Vivência Dramaturgias Urgentes: Escritas e Cenas Negras, com Kléber Lourenço (PE).
18h – Espetáculo Poema – Desmontagem, da Cia do Ator Nu (PE).
20h – Espetáculo Negro de Estimação – Desmontagem, com Kléber Lourenço (PE).

30 de novembro

10h às 12h – Abertura de Processo Senhora dos Sonhos, com Ceronha Pontes e Gonzaga Leal (PE).
14h às 17h – Roda de Diálogo Teatro e Comunicação na Era Digital: por e para onde caminhamos, com Aline (Vendo Teatro), Fernanda (Teatralizei), Ricardo Maciel (Palco Pernambuco). Mediação: Márcio Bastos.
18h – Performance O Problema é a Cerca, com Renna Costa (PE).
20h – Roda de Diálogo Vedetes e Vivecas: Mulheres do Vivencial, uma homenagem a Ivonete Melo, com Suzana Costa, Auriceia Fraga e Zélia Sales. Mediação: Hilda Torres.

O Satisfeita, Yolanda? faz parte do projeto arquipélago de fomento à crítica,  apoiado pela produtora Corpo Rastreado, junto às seguintes casas : CENA ABERTA, Guia OFF, Farofa Crítica, Horizonte da Cena, Ruína Acesa e Tudo menos uma crítica

 

 

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Semana Hermilo apresenta sete espetáculos

Espetáculo O Estopim Dourado, Foto: Ivana Moura.

O espetáculo O Estopim Dourado, encenado pelas atrizes pernambucanas Anny Rafaella Ferli, Gardênia Fontes e Taína Veríssimo, propõe uma releitura crítica e feminina do texto João Sem Terra de Hermilo Borba Filho. Baseando-se no conceito de Corpo-território, inspirado nos estudos de Sandra Benites (Guarani Nhandeva), a peça transpõe a narrativa masculina da obra original para uma perspectiva feminina, explorando a relação íntima entre as mulheres e a terra. O

A peça combina diferentes linguagens teatrais, como o uso de máscaras, mamulengo, corporeidade e música ao vivo, dialogando com a cultura indígena e a cosmologia Guarani, associada à Terra e à natureza. Esta produção faz parte da programação da Semana Hermilo, um evento que celebra a vida e obra de um dos maiores expoentes da dramaturgia nordestina.

A Semana Hermilo, que acontece de 6 a 14 de julho no Teatro Hermilo Borba Filho, no Recife Antigo, é uma homenagem ao legado de Hermilo Borba Filho. Dramaturgo, encenador, professor, crítico e ensaísta, Hermilo foi fundamental para a cultura nordestina. Sua obra, marcada pelo realismo fantástico, bebe na fonte das tradições populares e do imaginário coletivo do Nordeste brasileiro.

Através de suas peças, Hermilo buscava retratar a vida e os dilemas do homem nordestino, utilizando elementos como o cordel, o bumba-meu-boi e o mamulengo para criar uma linguagem teatral singular.

História de um Pano de Roda, com Bóris Trindade Júnior (Borica) e André Ramos. Foto: Divulgação

A programação da Semana Hermilo inclui outros espetáculos. No domingo, 7 de julho, a Cia. Brincantes de Circo apresenta História de um Pano de Roda, um espetáculo documental que narra a relação entre um velho palhaço e seu jovem aprendiz em um circo de lona furada nos rincões de Pernambuco. A peça destaca a transmissão de conhecimentos e a paixão pela arte circense, enquanto denuncia as condições precárias e a marginalização enfrentadas pelos artistas de circo. A peça é costurada com depoimentos de artistas circenses, expondo os bastidores de sua luta contra o preconceito, o descaso e a exploração. No elenco estão André Ramos e Bóris Trindade Júnior (Borica). E a direção é assinada por Ceronha Pontes.

Na segunda-feira, Marcondes Lima, do Mão Molenga Teatro de Bonecos, traz Babau, Pancadaria e Morte ou Com Quantos Paus se Faz uma Canoa para o Além. Na quarta-feira, João Lira apresenta Terreiro Trajetória, enquanto na sexta-feira, Claudio Lira e a Luz Criativa encenam Noite. No sábado, a Subitus Company da UFPE apresenta Matilda, dirigida por Neves da Senna.

Encerrando a semana, no domingo, 14 de julho, a Cênicas Cia de Repertório apresenta Baba Yaga, primeiro solo da atriz Sônia Carvalho. Com texto de Álcio Lins e direção de Antônio Rodrigues, o trabalho traz à cena a trajetória da terrível bruxa eslava homônima. Ambientado em sua cabana, o monólogo coloca o público como confidente da bruxa enquanto ela busca por seu filho, Olaf, explorando a dualidade entre amor e ódio, culpa e desejo de posse.

A Semana Hermilo é promovida pela Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife. Todos os eventos acontecem no Teatro Hermilo Borba Filho, no Recife Antigo, com entrada gratuita.

Sônia Carvalho em Baba Yaga. Foto Divulgação

Programação da Semana Hermilo:

  • Dia 6 (sábado): 19h15: Abertura da exposição Luiz Marinho, um resgate do autor que veio da mata. 20h: Espetáculo O Estopim Dourado
  • Dia 7 (domingo): 19h: História de um Pano de Roda
  • Dia 8 (segunda-feira): 19h: Babau, Pancadaria e Morte ou Com Quantos Paus se Faz uma Canoa para o Além
  • Dia 10 (quarta-feira): 16h e 19h: Terreiro Trajetória
  • Dia 12 (sexta-feira): 20h: Noite
  • Dia 13 (sábado): 19h: Matilda
  • Dia 14 (domingo): 19h: Baba Yaga

 

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Pintando o 7 nas férias do Recife

Bichos do Brasil, da Cia Pia Fraus, de São Paulo. Foto: Beto Andreeta / Divulgação

O segredo da arca de Trancoso. Foto: Divulgação

Para a produtora Iris Macedo, a arte é essencial na formação criativa e crítica das crianças. Estimular vínculos de afeição nos pequenos cidadãos pela arte pode contribuir na transformação do mundo. Como idealizadora e realizadora do Festival Pintando o 7 ela investe na força das atividades culturais como diferenciais na construção de outras realidades possíveis. Em sua sétima edição, o Festival Pintando o 7 ocorre no Recife, de 9 a 15 de julho de 2022, no Teatro do Parque, no centro do Recife, e no Teatro Barreto Júnior, na zona sul da cidade.

Interimaginários é o tema dessa edição. Segundo o ator e diretor Luciano Pontes, que faz a curadoria do festival pelo segundo ano consecutivo, é uma maneira de pensar e de interatuar com as crianças, de como vemos e como experimentamos brincar com a nossa imaginação.

Os espetáculos dessa edição buscam despertar sensações diferentes no teatro. Entre eles estão Bichos do Brasil, da Cia Pia Fraus, de São Paulo, que provoca a reflexão de como a sociedade está atentando para a natureza; e O Segredo da Arca de Trancoso, da Cênicas Cia de Repertório, de Pernambuco, que recupera o símbolo da arca como lugar onde se guardam objetos e memórias e oferece ao público as histórias antigas que vibram até hoje.

Já as oficinas culturais promovem treinamento de música, movimento, escrita, criação e montagem com arte em estêncil.

Um dos destaques da ocupação de cinco dias no Compaz Miguel Arraes (localizado na Avenida Caxangá, zona oeste do Recife) fica por conta de Lulu Araújo, que apresenta oficina sobre música, e para o espetáculo Timtim por TimTim, que acontece na área externa do Compaz. Além, disso, o evento engloba intervenções culturais, através de performances de músicos e dançarinos do Recife.  

O Projeto Pintando o 7 conta com o incentivo do Sistema de Incentivo à Cultura, Fundação de Cultura Cidade do Recife, Secretaria de Cultura – Prefeitura do Recife, com parcerias do Sesc e Compaz, sob a curadoria da Cia Meias Palavras e realização da Fervo Projetos Culturais.

Os ingressos estão à venda no site https://fervoprojetos.com/pintandoo7/recife-2022/

Projeto Pintando o 7

PROGRAMAÇÃO:

Espetáculos:

Bichos Do Brasil (Pia Fraus – Sp)
Teatro Do Parque
Dia 09/07/22 (Sábado)
Horário: 16h
 
Dia 10/07/22 (Domingo)
Horário: 10h
Ingressos: R$40 E R$20

O Segredo Da Arca De Trancoso (Cênicas Cia De Repertório – Pe)
Teatro Barreto Júnior
Dia 15/07/22 (Sexta-Feira)
Horário: 16h (Sessão Única)
Ingressos: R$40 E R$20

Oficinas e Atrações Artísticas:

Dia 11/07/22
Horário: 16h Às 18h
Oficina De Estêncil “Meio De Um, Meio Do Outro”, Com Emerson Pontes, Na Área Externa Do Compaz Governador Miguel Arraes – Gratuito

Dia 11/07/22
Horário: 16h Às 16h40
Orquestra Bichos Soltos, Na Área Externa Do Compaz Governador Miguel Arraes – Gratuito

Dia 11/07/22
Horário: 18h Às 18h40
Orquestra Dos Palhaços, Na Área Externa Do Compaz Governador Miguel Arraes – Gratuito

Dia 12/07/22
Horário: 9h Às 11h
Oficina Caixa De Ritmos, Com Lulu AraújoNo Compaz Governador Miguel Arraes, Dentro Do Cineteatro Joana Batista

Dia 12/07/22
Horário: 14h Às 16h
Oficina Frevarte, Frevo Para Crianças, Com O Balé DeverasNo Compaz Governador Miguel Arraes, Dentro Do Cineteatro Joana Batista

Dia 12/07/22
Horário: 16h Às 16h40 E 18h Às 18h40 
Balé DeverasNo Compaz Governador Miguel Arraes, Na Área Externa Do Compaz Governador Miguel Arraes – Gratuito

Dia 13/07/22
Horário: 9h Às 11h           
Oficina Caixa De Ritmos, Com Lulu AraújoNo Compaz Governador Miguel Arraes, Dentro Do Cineteatro Joana Batista

Dia 13/07/22
Horário: 16h Às 18h         
 Oficina De Estêncil “Meio De Um, Meio Do Outro”, Com Emerson Pontes, Na Área Externa Do Compaz Governador Miguel Arraes – Gratuito

Dia 13/07/22
Horário: 16h Às 16h40 E 18h Às 18h40 
Maracatu Nação ErêNo Compaz Governador Miguel Arraes, Na Área Externa Do Compaz Governador Miguel Arraes – Gratuito

Dia 14/07/22
Horário: 9h Às 11h           
Oficina Caixa De Ritmos, Com Lulu AraújoNo Compaz Governador Miguel Arraes, Dentro Do Cineteatro Joana Batista

 Dia 14/07/22
Horário: 14h Às 16h         
 Oficina Brincart, Com Alcione AquinoNo Compaz Governador Miguel Arraes, Dentro Do Cineteatro Joana Batista

 Dia 14/07/22
Horário: 16h Às 16h50     
Timtim Por Timtim, No Compaz Governador Miguel Arraes, Na Área Externa Do Compaz – Gratuito

Dia 15/07/22
Horário: 9h Às 11h           
Oficina Caixa De Ritmos, Com Lulu AraújoNo Compaz Governador Miguel Arraes, Dentro Do Cineteatro Joana Batista

Dia 15/07/22
Horário: 14h Às 16h         
 Oficina Brincart, Com Alcione AquinoNo Compaz Governador Miguel Arraes, Dentro Do Cineteatro Joana Batista
 

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