O Monstro de Olhos Azuis
Ocupação Tônia Carrero no Itaú Cultural

Tônia Carrero. Foto: Acervo Da Família / Divulgação

Tônia Carrero foi uma mulher de atitude, além de ostentar uma beleza estonteante. Depois de trilhar muitos caminhos e vencer jornadas, comentou que fez da vida o que sempre quis. Nascida Maria Antonietta de Farias Portocarrero, filha do militar Hermenegildo, e da dona de casa conservadora Zilda, ela foi incentivada pelo pai no universo das artes. Mesmo com a reprovação da mãe, Tônia seguiu sua vocação.

A atriz brilhou em todos os terrenos que pisou – teatro, cinema, televisão – e também como empresária teatral. A carioca Tônia Carrero (1922 – 2018), que, se viva, completaria 100 anos no dia 23 de agosto, é a estrela da nova Ocupação no Itaú Cultural.

A Ocupação Tônia Carrero está em cartaz de 13 de agosto até 6 de novembro com exposição e outras celebrações em sinergia durante este período, com mostra de filmes na plataforma de cinema brasileiro Itaú Cultural Play, encenação de Navalha na Carne, com Luisa Thiré no papel da prostituta Neusa Sueli interpretada por sua avó na década de 1960; leitura dramática das memórias da atriz em seu livro O Monstro de Olhos Azuis, na atuação de seus netos Luisa, Carlos Arthur, João e Miguel, e uma série de quatro episódios do teleteatro, Tônia, um corpo político, sob direção de Fabiano Dadado de Freitas.

Também fazem parte do rito de celebração um Almanaque – disponível no formato impresso e on-line –, o site e a playlist da Ocupação no Spotify, além de ações educativas diversas, presencial e virtual.

Tônia e Paulo Autran em Um Deus Dormiu Lá em Casa, de 1949. Estreia profissional dos dois. Foto: Acervo da Família / Divulgação

Tônia e Autran em Seis Personagens à Procura de Um Autor, de  1959. Foto: Acervo da Família

No filme É Proibido Beijar, de 1954, de De Ugo Lombardi. Foto: Acervo da Família

Tônia e seu filho, o ator Cecil, em A Divina Sarah, de 1984. Foto Acervo da Familia

Mais de 230 peças fazem parte da exposição, que mergulha na vida, obra e processo de criação da homenageada. Compõem o painel fotografias, audiovisuais, trechos de filmes, roteiros originais, documentos, jornais, bilhetes, cadernos de anotações da atriz, cartazes de filmes e peças, entre outros. O material vem de fontes como o próprio baú de sua família, os arquivos da Cinemateca, TV Cultura, Instituto Moreira Salles, Museu da TV, Centro Cultural São Paulo, Arquivo Nacional e a coleção de figurinos de Marcelo Del Cima.

A visita ao universo de Tônia Carrero inclui o núcleo Navalha na Carne, um dos seus papéis mais emblemáticos. Com texto de Plínio Marcos e direção de Fauzi Arap, ela estreou esta peça em 1967, plena ditadura militar, ao lado de Emiliano Queiroz e Nelson Xavier. Seu papel, o da prostituta Neusa Sueli, exigiu que engordasse e falasse palavrões. Ganhou o Prêmio Molière de Melhor Atriz por esse trabalho e expressou seu posicionamento político ao tomar frente do processo de liberação da peça, inicialmente proibida pela censura da época.

Tônia, Emiliano Queiroz e Nelson Xavier, em Navalha na Carne (1968), de Plínio Marcos. Foto: Reprodução

Marcha contra a censura realizada em 1968 no Rio de Janeiro; Tônia é a segunda mulher, da esquerda 

Sua postura foi de defesa pela liberdade de expressão e pelas peças em que acreditava. Uma foto icônica, presente na mostra, Tônia aparece em frente à passeata da greve dos artistas contra a censura e a ditadura, ao lado das atrizes Eva Todor, Eva Wilma, Leila Diniz, Odete Lara e Norma Bengell, em 1968, no Rio de Janeiro.

O percurso da artista no mundo das artes começou pelo cinema e o teatro. Tônia se formou em educação física, casou-se com o artista visual e diretor de cinema Carlos Thiré, com quem teve o único filho, Cecil. Foi estudar na França com Jean-Louis Barrault que a desincentivou de ser atriz. Tinha 25 anos quando voltou ao Brasil e estreou no cinema com Querida Suzana, de Alberto Pieralise, ao lado de Anselmo Duarte e Nicette Bruno. Na sequência foi dirigida por Fernando de Barros em Caminhos do Sul (1949) e Perdida pela Paixão (1950).

A televisão entrou em sua vida no final da década de 1960, pelas mãos de Vicente Sesso para fazer, na extinta Excelsior, a telenovela Sangue do Meu Sangue, ao lado de Fernanda Montenegro e Francisco Cuoco, com direção de Sergio Britto.

Atriz, produtora e empresária, ela foi responsável do então aspirante a advogado Paulo Autran se tornar um reconhecido ator. Tônia participou de 19 filmes. fez 15 telenovelas, entre a Tupi, SBT e Globo, recebeu nove prêmios, encenou 25 peças com Paulo Autran e sete com seu filho. Na Companhia Tônia-Celi-Autran (CTCA), encenou outras 17. No total, a atriz participou de 54 montagens diferentes. Tônia morreu em 2018, aos 95 anos.

A exposição tem pesquisa, concepção, curadoria e realização da equipe Itaú Cultural, formada pelos núcleos de Artes Cênicas e da Enciclopédia. A cocuradoria é de Luisa Thiré e o projeto expográfico de Kleber Montanheiro.

SERVIÇO:

Ocupação Tônia Carrero
De 13 de agosto a 6 de novembro de 2022
Terças-feiras a sábado das 11h às 20h
Domingos e feriados das 11h às 19h

Pesquisa, concepção, curadoria e realização: Itaú Cultural
Cocuradoria: Luisa Thiré
Projeto expográfico: Kleber Montanheiro

Programação Cênica

Navalha na Carne – Uma homenagem a Tônia Carrero
Com Luisa Thiré, Alex Nader e Ranieri Gonzalez
Dia 23 (terça-feira), às 20h
Sala Itaú Cultural
Capacidade: 224
Duração: 1h
Classificação Indicativa: 16 anos (violência psicológica, violência física, discriminação, vocabulário chulo)
Distribuição de ingressos: INTI. Consulte o site a partir de 17 de agosto, quando serão abertas as reservas

O Monstro de Olhos Azuis – Memórias de Tônia Carrero
Com Luisa, Carlos Arthur, João e Miguel Thiré
De 25 a 27 (quinta-feira a sábado), às 20h
Dia 28 (domingo), às 19h
Sala Itaú Cultural
Capacidade: 224
Duração: 1h
Classificação Indicativa: 12 anos (vocabulário culto)
Distribuição de ingressos: INTI. Consulte o site a partir de 17 de agosto, quando serão abertas as reservas

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Cultura lésbica no Itaú Cultural

 

Equipe de Cavalos Pretos São Imensos, da esquerda para a direita, em pé, as atrizes: Fernanda Gomes, Valquiria Rosa, Rebeka Teixeira, Martinha Soares e Rosangela Roma, da esquerda para a direita, sentadas, a encenadora Thais Dias e a dramaturga Bárbara Esmenia.. Foto: Divulgação

Dodi Leal em Traved. Foto: Gau Saraiva / Divulgação

As mudanças de mentalidades, de imaginários, de posturas e comportamentos sociais são operadas também através de ações positivas. Da valorização do modo de existir do outro. Uma crítica firme ao androcentrismo é necessária para o fortalecimento da chamada diversidade sexual no combate da exclusão social.

Em sua 9ª edição, o programa Todos os Gêneros: Mostra de Arte e Diversidade investe na desconstrução da heterossexualidade obrigatória e no respeito inegociável a todas as corpas. A montagem deste ano está voltada para o universo artístico e para pautas reflexivas em torno da cultura lésbica.

Realizado pelo Itaú Cultural de 27 a 31 de julho (quarta-feira a domingo), a atividade de cinco dias, reflete sobre a lesbianidade em debates, shows, performances, peça de teatro, poesia e mostra audiovisual, numa programação híbrida – presencial e online. As mulheres convidadas desenvolvem alguma ação artística com esse recorte ou ocupa esse lugar de fala.

Portanto as atrações se colocam em combate a conotações pejorativas ou desqualificações vinculadas à cultura lésbica. Assumem discursos e ações que valorizem a lesbianidade e outros existires fora da heteronormatividade. Mulheres de todo o mundo, uni-vos !

 Presencial e online

A compositora, atriz, MC e ativista do movimento negro e LGBTQI+ Dani Nega apresenta show de lançamento da música e videoclipe oficial da autoral, Sai Boy, com participação da cantora Ellen Oléria e de uma banda formada por jovens músicos da cena musical preta. Em Sai Boy, ela rebate a ideia heteronormativa de que mulheres são lésbicas por falta de homens. (Oh! Mulher, dá uma pena!) Na apresentação ela também fala do racismo, violência urbana e apropriação cultural. Quarta-feira,  dia 27, às 20h.

 

Indígena do povo Boe Bororo, paulista Katú Mirim é rapper, cantora, compositora, atriz, ativista e fundadora do coletivo Tibira. Pela perspectiva indígena ao som do rap e do rock, ela questiona  a demarcação de terras, a presença do indígena no contexto urbano, e como é tratado o grupo indígena LGBTQI+ no país. Apresentação na quinta,20h

A palestra-performance em VR (realidade virtual) TRAVED faz três sessões na sexta-feira: às 17h, 19h e 21h. A performer e professora de artes cênicas Dodi Leal examina cenicamente o estatuto das biotecnologias no teatro junto com uma reflexão sobre a sua transição de gênero em analogia a um acidente de bicicleta que sofreu em 2015.

O Sarau das Pretas, com as poetas Débora Garcia, Elizandra Souza e Jô Freitas, acompanhadas pelos percussionistas Taisson Ziggy e Fernando Coelho está marcado para sábado.

Já cantora Zélia Duncan faz show intimista no domingo, dia 31, com repertório dos sucessos da carreira como CatedralLá Vou EuSentidos e Enquanto Durmo.

O espetáculo Cavalos Pretos São Imensos tem sessões de sexta a domingo, na Sala Multiuso. Uma figura em situação de cárcere sonha com o seu filho e se projeto como um imenso cavalo preto, nas estratégias coletivas de sobrevivência

As atividades virtuais incluem mesas e mostras audiovisuais.  Criando melhores mundos: sapas, suas literaturas e os afetos; Criando mulheres mundos: o gênero e os seus atravessamentos nos processos criativos e (Re)Existência ou Insistência? Pontuações sobre a presença das mulheres nas áreas técnicas são as três mesas programadas.

No site do Itaú Cultural www.itaucultural.org.br, tem programação audiovisual das 19h do dia 27 de julho às 23h59 de 28 de agosto, com a Mostra Coletivo Incendiárias. Dedicado à pesquisa e experimentação entre as linguagens do teatro, da performance e do audiovisual, o grupo exibe seis produções realizadas especialmente para Todos os Gêneros, a convite do Itaú Cultural, de artistas do Maranhão, Pará, Rio de Janeiro e São Paulo.

Uma publicação feita especialmente para a mostra está disponível em formato digital e físico – oferecida no prédio da instituição. Contém artigos sobre música e literatura, além da diversidade de terminologias utilizadas na identidade das mulheres homoafetivas, suas representatividades e autoestima.

Afinado com a programação do Todos os Gêneros: Mostra de Arte e Diversidade, a plataforma de streaming do cinema brasileiro Itaú Cultural Play subirá em seu catálogo, no dia 29 de julho, uma mostra de filmes. As produções selecionadas ficam em cartaz por um ano. São elas Cassandra Rios: a Safo de Perdizes; Trópico de Capricórnio; Tea for Two; Minha História é Outra; Fragmentos; A Felicidade Delas e À Beira do Planeta Mainha Soprou a Gente. O acesso é gratuito em itauculturalplay.com.br e nos dispositivos móveis IOS e Android.

CONVERSAS/MESAS (online)

28 de julho, quinta-feira, 16h

MESA 1 – Criando melhores mundos: sapas, suas literaturas e os afetos
Com Natália Borges Polesso (RS) e Yakecan Potyguara (CE).
Mediação: Renata Pimentel (PE)
Duração total: 90 minutos
Capacidade: 270 lugares
Classificação Indicativa: Não recomendado para menores de 14 anos (conteúdo sensível e estigma/preconceito)
Pela plataforma Zoom. Ingressos via Sympla. Mais informações: www.itaucultural.org.br
Sinopse:
Esta mesa aborda a presença lésbica na literatura.

29 de julho, quinta-feira, 16h

MESA 2 – Criando mulheres mundos: o gênero e os seus atravessamentos nos processos criativos
Com Dani Nega (SP), Bárbara Esmenia (SP) e Katú Mirim (SP).
Mediação: Elizandra Souza (SP)
Duração total: 90 minutos
Capacidade: 270 lugares
Classificação Indicativa: Não recomendado para menores de 14 anos (conteúdo sensível e estigma/preconceito)
Pela plataforma Zoom. Ingressos via Sympla. Mais informações: www.itaucultural.org.br
Sinopse:
O encontro reflete sobre os processos criativos realizados por mulheres.

30 de julho, sábado, 16h

MESA 3 – (Re)Existência ou Insistência? Pontuações sobre a presença das mulheres nas áreas técnicas
Com Aline Santini (SP), Camila Pedrassoli e Juliana Furtado (RN) e Luciana Raposo (PE).
Mediação: Dodi Leal (SP)
Duração total: 90 minutos
Capacidade: 270 lugares
Classificação Indicativa: Não recomendado para menores de 14 anos (conteúdo sensível e estigma/preconceito)
Pela plataforma Zoom. Ingressos via Sympla. Mais informações: www.itaucultural.org.br
Sinopse:
A presença de mulheres nas áreas técnicas é o tema da mesa final do encontro.

SHOWS / ESPETÁCULOS (presenciais)

27 de julho, quarta-feira, 20h

Show de Dani Nega, com participação especial de Ellen Oléria
Local: Sala Itaú Cultural (Piso térreo do Itaú Cultural)
Capacidade:  224 lugares
Duração: 60 minutos
Classificação Indicativa: Livre
Inscrições pela plataforma INTI (acesso pelo site www.itaucultural.org.br)
Sinopse:
Show de lançamento do novo trabalho solo autoral de Dani Nega. Participação especial da cantora e compositora Ellen Oléria. Embalado pela mistura da música eletrônica contemporânea com as sonoridades pretas, como o funk/soul e o R&B, interpretada por uma nova banda formada de jovens músicos da cena musical preta, o show traz elementos autobiográficos da rapper que aborda, do seu ponto de vista singular, temas como racismo, violência urbana e apropriação cultural. Um retrato de seu dia a dia na cidade, trabalhando, criando e vivendo afetos como mulher negra e lésbica é contado e cantado através das linguagens do Spoken Word, das tradições poéticas vindas das cenas dos Slams e do Rap.

28 de julho, quinta-feira, 20h

Katú Mirim. Foto: Divulgação

Show de Katú Mirim
Local: Sala Itaú Cultural (Piso térreo do Itaú Cultural)
Capacidade:  224 lugares
Duração: 60 minutos
Classificação Indicativa: 12 anos
Inscrições pela plataforma INTI (acesso pelo site www.itaucultural.org.br)
Sinopse:
Apresentação musical de Katú Mirim dentro da mostra Todos os Gêneros na Sala Itaú Cultural

29 de julho, sexta-feira, 17h, 19h e 21h

Espetáculo TRAVED, com Dodi Leal
Local: Sala Itaú Cultural (Piso térreo do Itaú Cultural)
Capacidade: 15 lugares por sessão
Duração: 40 minutos
Classificação indicativa: melhor aproveitado a partir de 14 anos
A reserva de ingressos será feita presencialmente, uma hora antes de cada sessão.
Sinopse:
Apresentada pela performer e professora de artes cênicas Dodi Leal, sob direção de Robson Catalunha, consiste numa palestra-performance em VR (realidade virtual) que interroga cenicamente o estatuto das biotecnologias da cena teatral atual.
Ficha técnica:
Direção, roteiro e produção: Robson Catalunha
Atuação e dramaturgia: Dodi Leal
Captação de vídeo em 360°: André Stefano
Edição de vídeo: Rodrigo Rímoli
Fotos e teaser: Gau Saraiva

29 e 30 de julho, sexta-feira e sábado, às 21h, e 31 de julho, domingo, às 20h
 
Espetáculo Cavalos Pretos São Imensos
Local: Sala Multiúso
Capacidade: 70 lugares
Duração: 80 minutos
Classificação indicativa:  12 anos (ato violento e descrição de violência)
Inscrições pela plataforma INTI (acesso pelo site www.itaucultural.org.br)
Sinopse:
Nininha está em situação de cárcere. Mas, como um dia sonhou seu filho Nino, sabe que pode ser um imenso cavalo preto quando bem queira. Assim como as outras companheiras de cela, todas são possíveis “cavalos pretos imensos” em seus sonhos individuais e estratégias coletivas de sobrevivência ao encarceramento. Contudo, não há fantasias, não há romantismo. O que há é o cárcere brasileiro.
Ficha técnica:
Encenação: Thais Dias
Dramaturgia: Bárbara Esmenia
Elenco: Fernanda Gomes, Martinha Soares, Rebeka Teixeira, Rosangela Roma, Valquíria Rosa
Cenografia: Carolina Gracindo e Helena Menezes
Iluminação e operação de luz: Carolina Gracindo
Sonoplastia e operação de som: Helena Menezes
Figurinos: Duda Viana e Ouroboros Produções Artísticas
Preparação corporal: Verônica Santos
Preparação vocal: Lilian de Lima
Fotografias: Daisy Serena

30 de julho, sábado, às 19h

Escritora, MC e slammer Jô Freitas participa do Sarau das Pretas. Foto: Rafael Salvador  Divulgação

Sarau das Pretas
Com as poetas Débora Garcia, Elizandra Souza e Jô Freitas, e os percussionistas Taisson Ziggy e Fernando Coelho
Local:  Sala Itaú Cultural (Piso térreo)
Capacidade: 224 lugares
Duração: 60 minutos
Classificação indicativa: Livre
Inscrições pela plataforma INTI (acesso pelo site www.itaucultural.org.br)
Sinopse:
Idealizado pela poeta Débora Garcia em março de 2016, o Sarau das Pretas apresenta uma trajetória sólida e promissora, e segue como uma importante referência artística e literária na cidade de São Paulo. O sarau artístico-literário é protagonizado por Débora, ao lado de Elizandra Souza, Jô Freitas e Taisson Ziggy, artistas negras com atuação marcante no cenário cultural periférico da cidade de São Paulo.
Ficha técnica:
Poetas (Sarau das Pretas): Débora Garcia, Elizandra Souza, Jô Freitas e Taisson Ziggy
Produção: Admiro Pedro Soto e Lourdes Aparecida da Silva

31 de julho, domingo, às 19h

Zélia Ducan. Foto: Divulgação

Show de Zélia Duncan, em voz e violão
Local: Sala Itaú Cultural (Piso térreo)
Capacidade:  224 lugares
Classificação Indicativa: Livre
Inscrições pela plataforma INTI (acesso pelo site www.itaucultural.org.br)
Sinopse:
No palco com seu violão e quase na sua intimidade, Zélia Duncan apresenta seus maiores sucessos como Catedral, Lá Vou Eu, Sentidos, Enquanto Durmo, além de canções de seu repertório afetivo e de sua trajetória.

MOSTRA COLETIVO INCENDIÁRIAS (online)
De 27 de julho, quinta-feira, às 19h, até 28 de agosto, às 23h59
A convite do Itaú Cultural, o Coletivo Incendiárias criou seis vídeos inéditos, inspirados na cultura lésbica, recorte curatorial que norteia a 9ª edição de Todos os Gêneros: Mostra de arte e diversidade.
No site do Itaú Cultural: www.itaucultural.org.br
SINOPSES:
Lixo
Com Luiza Braga (PA)
Classificação indicativa: para maiores de 12 anos
Descritor: Linguagem Imprópria, medo
Descarte, mau uso, lixo. Os comportamentos pautados pelo modelo patriarcal de relação são reproduzidos entre mulheres. Descartar pessoas, não permitir que o afeto se estabeleça, não se expor. Não dizer para não se responsabilizar. Mas na trajetória de encontro consigo mesma, ela se questiona, se revê e parte em busca de um novo jeito de existir sapatão.

Lua Cheia
Com Chris Ubach (RJ)
Classificação indicativa: para maiores de 12 anos (linguagem imprópria, medo)
Ser homem, ser mulher. Quando uma corpa não se encaixa em nenhum lugar, pra onde ela vai? Onde ela cabe? A mulher-bicho que nasceu sem ser aceita, ficou feroz e aprendeu a ocupar sua existência. Sapatão, bicho solto. Livre.

Tu
Com Tay O`Hanna (SP)
Classificação indicativa: para maiores de 14 anos (linguagem imprópria, nudez, conteúdo sexual)
Existir. Resistindo. Uma corpa preta e a busca incessante pelo direito de existir mulher, homem, mulher e homem. E todas as outras formas que cabem na imaginação, no desejo, no corpo e na luta. Uma corpa que se transforma e existe da maneira que quiser. A cada dia, uma nova existência.

Nós 4
Com Angela Ribeiro (SP)
Classificação indicativa: para maiores de 14 anos (linguagem imprópria, conteúdo sexual, drogas lícitas)
Mãe de dois. Um pai. Uma segunda mãe. Como uma mulher que descobre o amor por outra mulher enfrenta as dificuldades das instituições: escola, família, estado. Duas mães, duas crianças e um pai distante. O amor entre essas mulheres transgride e transforma.

Vem
Com Monalisa Eleno (SP)
Classificação indicativa: para maiores de 12 anos (temas sensíveis, linguagem imprópria, drogas lícitas)
Medo. Medo dos próprios desejos, medo do corpo que deseja corpos femininos. Quantas são as amarras que uma mulher precisa romper para viver seus desejos verdadeiramente? Devorar o mundo para se encher de si, esse é o caminho.

A Mulher que Sou
Com Áurea Maranhão (MA)
Classificação indicativa: para maiores de 12 anos (temas sensíveis, linguagem imprópria)
As corpas femininas, desde a primeira infância, são violentadas, condicionadas, impedidas de ocupar o espaço com o tamanho e a intensidade que têm. Ao se tornar mulher, a menina deixada para trás leva consigo os desejos secretos que só as meninas compartilham entre si. O toque, as primeiras descobertas, os primeiros desejos. Ao se tornar mulher, voltar a ser menina pode ser libertador.

FICHA TÉCNICA:
Realização: Coletivo Incendiárias
Direção e Dramaturgia: Chris Ubach
Produção e Idealização: Luiza Braga
Performers: Tay O`hanna, Luiza Braga, Áurea Maranhão, Ângela Ribeiro, Monalisa Eleno e Chris Ubach
Direção de fotografia: Caio Oviedo
Locação: Galeria DoisOito
Edição e Finalização: Luiza Braga
Trilha sonora: Armando Mendonça F. e Thales Branche
Produção e gravação: Armando de Mendonça F. em Estúdio Casa (Belém-PA)
Finalização de áudio: Armando de Mendonça F. em Estúdio Casa (Belém-PA)
Trilha Sonora performance EU – TU: Marcozi dos Santos
Ilustrações performance EU – TU: Teukiwi

MOSTRA NA ITAÚ CULTURAL PLAY (online)
De 29 de julho de 2022 a 29 de julho de 2023
Paralelamente a esta programação, no dia 29 de julho a plataforma de streaming do cinema brasileiro Itaú Cultural Play subirá em seu catálogo uma mostra de filmes em sinergia com Todos os Gêneros. Ela ficará em cartaz por um ano com as produções Cassandra Rios: a Safo de Perdizes, Trópico de Capricórnio, Tea for Two, Minha História é Outra, Fragmentos, A Felicidade Delas e À Beira do Planeta Mainha Soprou a Gente.

SERVIÇO
Todos os Gêneros: Mostra de Arte e Diversidade – 9ª edição
De 27 a 31 de julho (quinta-feira a domingo)
Programação presencial e virtual gratuitas (completa no material anexado).
Mais informação em www.itaucultural.org.br

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Gerald Thomas encena aborto às avessas

F.E.T.O. (Estudos de Doroteia Nua Descendo a Escada) é inspirado em Doroteia, de Nelson Rodrigues. Foto: Matheus José Maria / Divulgação

Peça envereda pelo universo fantástico para propor uma operação em que a figura regressa morta ao útero materno para em seguida renascer viva. Foto: Matheus José Maria / Divulgação

Na cena uma referência ao readymade Roda de Bicicleta, obra de Marcel Duchamp.  Foto: Matheus José Maria 

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos em derrubar o direito ao aborto legal naquele país, em 24 de junho, repercutiu na vida política norte-americana e em outros campos e lugares. A revogação de direit os históricos por um tribunal de maioria conservadora se mostra um reflexo da cavalgada regressista deflagrada pelo mundo. Essa sentença, de alguma forma, atravessa o espetáculo F.E.T.O. (Estudos de Doroteia Nua Descendo a Escada), novo trabalho de Gerald Thomas que estreia no Teatro Anchieta (Sesc Consolação), nesta quarta-feira, 27 de julho.

 F.E.T.O. (Estudos de Doroteia Nua Descendo a Escada) é livremente inspirado na farsa irresponsável Doroteia, escrita por Nelson Rodrigues em 1949. Na peça rodrigueana, as mulheres dessa família estão condenadas à negação do corpo, da sexualidade e dos sentimentos. Linda, amorosa, acesa, Doroteia recusa esse destino e vivencia os prazeres sensuais e por esse “crime” pagará com a vida do filho. Em busca de remissão, Doroteia reaproxima-se das primas celibatárias e desfiguradas e acaba por acolher o fado dessas mulheres para ter uma vida virtuosa: enfeiar-se e apodrecer.

O surrealismo de Doroteia é o ponto de partida para tratar de questões urgentes que dizem respeito ao feminino. A encenação envereda pelo universo fantástico para propor um aborto às avessas, operação em que a figura regressa morta ao útero materno para em seguida renascer viva.

Thomas pega as provocações da dramaturgia de Nelson para produzir um estudo que cruza com a pintura Nu Descendo uma Escada (Nu descendant un escalier) – peça que foi rejeitada pelos cubistas por ser considerada demasiadamente futurista – e Roda de Bicicleta, obra que inaugurou a proposta de readymade, ambas de de Marcel Duchamp e No Vento e na Terra I, do artista gaúcho Iberê Camargo, quadro em que aparece um homem nu deitado quase fundido à terra, solo matéria da pintura e com uma bicicleta ao fundo.

O espetáculo reconhece que as mulheres estão à frente de seu tempo, mesmo com as ocupações desiguais de poder e apesar de todo o tipo de violência cometido contra nós.

Muitas liberdades individuais são atacadas quando homens estão no comando das decisões sobre o corpo feminino. O espetáculo F.E.T.O. (Estudos de Doroteia Nua Descendo a Escada) investe em muitas camadas dessa temática e suas redes de articulação.

No elenco da encenação criada e dirigida por Gerald Thomas estão Fabiana Gugli, Rodrigo Pandolfo, Raul Barreto, Lisa Giobbi, Beatrice Sayd e Ana Gabi.

Ficha técnica

Criação e Direção: Gerald Thomas
CoDireção, Coreografia e Performance Aérea: Lisa Giobbi
Elenco: Fabiana Gugli, Rodrigo Pandolfo, Lisa Giobbi, Beatrice Sayd, Ana Gabi e Raul Barretto.
Dramaturgismo: David George
Desenho de Luz: Wagner Pinto
Cenografia e Direção Técnica: Fernando Passetti
Adereços: Clau Carmo, Raíssa Milanelli
Figurinos: João Pimenta
Poeta: Luciene Carvalho
Sonoplastia e Trilha Sonora: Ale Martins
Músicas:
Portugal é um Nerologismo: Fatima Vale & Charles Sangnoir
SKÆLV B: Kasper Toeplitz & Jørgen Teller
A Guerra, A Guerra II, Marcha Fúnebre: Eduardo Agni
Lamento: Eduardo Agni (com participação especial de Mônica Salmaso – voz)
Direção de Produção: Dora Leão
Assistente de Direção: André Bortolanza
Assistente de Produção: Ingrid Lais Monreal
Assistentes de Iluminação: Gabriel Greghi, Gabriela Cezario
Assistente de Cenografia: Vinicius Cardoso
Assistente Técnico: Samuel Kobayashi
Contrarregras: Calú Batista, Raíssa Milanelli
Maquinistas: ClaudioBoi, Mazinho, Rafael Dias, Zé DaHora
Cenotécnicos: Carol Nogueira, Casa Malagueta, Neide Cecilia, Rafa Dias, Su Martins, Usina da Alegria Planetária, Zé DaHora
Auxiliar de Montagem: Eron Dias, Iuri Dias, Leandro Wildenes, Rodrigo do Nascimento, Willians dos Reis
Direção e técnica do vídeo (de Ana Gabi): Carol Thusek
Visagismo: Louise Helène
Aulas de Corpo: Fabricio Licursi
Camareiras: Andrea Lima (Temporada), Maria Rosa Nepomuceno (Ensaios)
Segurança: Juliana Ferreira
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Desenho e Pintura: Gerald Thomas
Fotos de Divulgação: Carol Thusek, Claudia Santos de Oliveira
Produção e Administração: PLATÔproduções
Realização: Sesc SP

Serviço

F.E.T.O. (Estudos De Doroteia Nua Descendo a Escada)
Quando 27/7 a 28/8 (quinta, sexta, e sábado, às 21h, e domingo, às 18h)
Onde: Sesc Consolação, Rua dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, São Paulo
Quanto: Entre R$ 15 e R$ 50
Classificação16 anos

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Grupo Clariô encena crônicas de Miró da Muribeca

Espetáculo Uubu Come Carniça e Voa!. Foto: João Cláudio Senna/ Divulgação

Montagem é inspirada em escritos do poeta Miró da Muribeca. Foto: João Cláudio Senna/ Divulgação

Miró da Muribeca é um artista do Recife, um poeta popular que desconcerta com seus versos diretos, sua performatividade urbana, suas verdades periféricas. Miró arrisca na costura das palavras, tecendo a ins(trans)piração com suas vivências pessoais. Sua obra é motivo de teses e base para outras artes, como a montagem Miró, que vem sendo construída pelo Grupo Magiluth do Recife com previsão de estreia em novembro no Itaú Cultura e o espetáculo Urubu como carniça e voa!, de 2010, do repertório do Grupo Clariô de Teatro, de São Paulo.

Urubu como carniça e voa! trafega pelos escritos crônicos e relatos da vida do poeta pernambucano João Flávio Cordeiro da Silva, o “cronista lírico do cotidiano” Miró da Muribeca, que ganha apresentações de sexta-feira a domingo (22 a 24 de julho), no Itaú Cultural

O artista mapeia e critica a sociedade a partir de seu lugar “marginal” de poeta negro, pobre e que boa parte da vida residiu num conjunto habitacional construído em torno de um imenso lixão chamado Muribeca.

Intenso por natureza e opção, ele carrega no corpo a visceralidade da violência sofrida pelos mais vulneráveis economicamente, pelas pessoas sensíveis, pelos artistas e constrói sua verve poética. Sua criação pode ser feroz – uma devolutiva da violência sofrida e observada em seu cotidiano – , concreta, mas cheia de humor e com umas quebradas de ironias.  E o que é melhor repleta de sementes e/ou explosões de vida.

O Grupo Clariô pensa a arte – o teatro, a música etc. – a partir das bordas da metrópole de São Paulo, com sede em Taboão da Serra, desde 2005. Montou Hospital da Gente, a partir dos contos de Marcelino Freire. Em Urubu Come Carniça e Voa! expõe as condições de vida de moradores de periferias, como também as inquietações políticas e existenciais da população pobre, negra, marginalizada.  

 

FICHA TÉCNICA
Urubu come carniça e voa!
Escritos crônicos: Miró de Muribeca
Direção: Mário Pazini
Atores/criadores: Alexandre Souza, Martinha Soares, Naloana Lima, Naruna Costa e
Washington Gabriel
Dramaturgia: Grupo Clariô de Teatro
Assessoria dramatúrgica: Will Damas
Cenário: Alexandre Souza (João) e Mário Pazini
Figurinos e adereços: Martinha Soares e Naruna Costa
Iluminação: Will Damas
Composição da trilha da peça: Giovanni Di ganzá e Naruna Costa

SERVIÇO
Urubu come carniça e voa
Grupo Clariô de Teatro, com direção de Mario Pazini
Dias 22 e 23 de julho (sexta-feira e sábado), às 19h
Dia 24 (domingo), às 18h
Na Sala Multiuso (piso 2 do Itaú Cultural)
Duração: 60 minutos
Capacidade: 70 pessoas
Classificação indicativa: 12 anos (temas sensíveis, linguagem imprópria e medo)
Reservas pela plataforma INTI (acesso pelo site www.itaucultural.org.br)

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Duas peças simultâneas da Cia. da Memória:
As Três Irmãs e A semente da Romã

Lucia Bronstein no papel de Irina e Walter Breda como Tchebutíkinem em As Três Irmãs. Foto: Ale Catan 

Ondina Clais e Luiz Carlos Vasconcelos em As Três Irmãs. Foto: Ale Catan 

Antonio Petrin (Ferapont), Walderez de Barros (Anfissa) e Ondina Clais em As Três Irmãs. Foto: Ale Catan 

A semente da romã. Foto: Ale Catan / divulgação

A arquiteta Lina Bo Bardi (1914-1992) iria gostar, creio, desse jogo de simultaneidade da Cia da Memória, instaurado no Sesc Pompeia, teatro que Lina idealizou. De um lado do palco o clássico As Três Irmãs (1901), do russo Anton Tchekhov (1860-1904). Do outro A Semente da Romã, do dramaturgo brasileiro contemporâneo Luís Alberto de Abreu. Mesmo com a sincronia da ação cênica, as peças só podem ser apreciadas uma por vez. O diretor Ruy Cortez, que assina a encenação junto com Marina Nogaeva Tenório, defende que os dois espetáculos traçam um diálogo entre si.

Se As Três Irmãs reflete sobre os sonhos de uma classe na sociedade russa do início do século 20; A Semente da Romã investiga o papel do teatro no Brasil de hoje. Nesse período em que a arte no país atua como defensora dos direitos de todas as ordens, inclusive o de existir, esse díptico reflete sobre o lugar da criação de um sonho partilhado, da memória para as vozes silenciadas e do futuro comum desejado. 

A situação política e cultural do país atravessa as duas peças nos cruzamentos entre memória e utopia.

Sufocadas no ambiente em que vivem, Irina, Macha e Olga idealizam Moscou como o lugar onde podem voltar a ser felizes, como foram na infância, um projeto sempre adiado em As Três Irmãs.

Durante a apresentação da peça As Três Irmãs, seis atores coadjuvantes vivem nos bastidores conflitos pessoais, profissionais e existenciais enquanto esperam a entrada em cena. A Semente da Romã discute o que é ser artista de teatro no Brasil, o trabalho exaustivo, a frustração e o sacrifício como também o terreno fértil para a imaginação e a utopia.

A PENTALOGIA DO FEMININO

A Companhia da Memória dedicou-se, em suas três obras iniciais, ao estudo da linhagem patriarcal. Seja como força fugidia em Rosa de Vidro (2007), como força castradora em Nomes do Pai (2010) e interrompida através do ato parricida nos três espetáculos que compunham a obra Karamázov (2014).

O projeto artístico Pentalogia do Feminino é iniciado em 2016 interessado na investigação da linhagem matriarcal e dos arquétipos femininos a partir de cinco obras com temas autônomos.
As Três Irmãs e A Semente da Romã integram a Pentalogia. Antes foram montados o monólogo Katierina Ivânovna – K.I. (2017), baseado na personagem do romance Crime e Castigo; a peça Punk Rock (2018), do dramaturgo inglês Simon Stephens; e Réquiem para o Desejo (2018), uma recriação da obra Um Bonde Chamado Desejo de Tennessee Williams, com dramaturgia de Alexandre Dal Farra.

Miriam Rinaldi( Masha), Ondina Clais (Olga), Lucia Bronstein (Irina) e Luciano Gatti: Andrei em As três Irmãs

Serviço:
De quinta a domingo, às 20h e às 18h (domingos e feriados)
Local: Teatro do Sesc Pompeia
Ingressos: De R$ 12,00 a R$ 40,00
à venda em sescsp.org.br/pompeia

As Três Irmãs
Com a Cia. da Memória
Duração: 180 minutos, com intervalo de 10 minutos
Livre

A Semente Da Romã
Com Cia. da Memória
Duração: 180 minutos, com intervalo de 10 minutos
14 anos

FICHA TÉCNICA
Texto As Três Irmãs: Anton Tchekhov
Texto A Semente da Romã: Luís Alberto de Abreu
Tradução de As Três Irmãs: Marina Nogaeva Tenório e Ruy Cortez
atuação As Três Irmãs
Antonio Petrin: Ferapont
Walderez de Barros: Anfissa
Walter Breda: Tchebutíkin
Ondina Clais: Olga
Luiz Carlos Vasconcelos: Verchínin
Miriam Rinaldi: Masha
Eduardo Estrela: Kuliguin
Lucia Bronstein: Irina
Marcos Suchara: Tusenbach
Maria Manoella: Natasha
Luciano Gatti: Andrei
Rodrigo Fidelis: Soliôni
João Vasconcellos: Fedótik
Conrado Costa: Rodê

atuação A Semente da Romã
Sérgio Mamberti: Guilherme (participação especial em vídeo)
Walderez de Barros: Ariela
Antonio Petrin: Raul
Ondina Clais: Katia
João Vasconcellos: Díon
Maria Manoella: Tônia
Eduardo Estrela: Augusto
Direção: Marina Nogaeva Tenório e Ruy Cortez
Cenografia: André Cortez
Figurino: Fábio Namatame
Iluminação: Nicolas Caratori
Composição original: Thomas Roher
Sonoplastia: Aline Meyer
Design Sonoro: André Omote
Vídeo Arte: Manoela Rabinovitch
Mapping: Fernando Timba
Pesquisa videográfica (A Semente da Romã): Álvaro Machado
Identidade visual e design: Beatriz Dorea e João Marcos de Almeida
Fotografia: Ale Catan
Registros Audiovisuais: Renata Pegorer e Yghor Boy
Assessoria de Imprensa: Adriana Monteiro
Mídias Sociais: Ofício das Letras
Assistente de direção: Conrado Costa
Assistente de Produção: Júlia Tavares
Assistente de cenografia: Stéphanie Frentin
Assistente de Iluminação: Marcel Rodrigues
Assistente de Figurinos: André Von Schimonsky
Diretor de palco: Ronaldo Dias
Contrarregragem: Júlia Tavares e Conrado Costa
Programador e 1º operador de Luz: Diego Rocha
2º operador de Luz: Olivia Munhoz e Cynthia Monteiro
Operador de aúdio 1: Anderson Franco
Operador de áudio 2: Kleber Marques
Operador de Vídeo 1: Aline Almeida
Operador de vídeo 2: Fagner Lourenço
Modelista: Juliano Lopes
Costura: Fernando Reinert e Maria José de Castro
Cesta de Flores (As Três Irmãs): Mira Haar
Colagens (As Três Irmãs) Sheila Kruger
Direção de produção: Gabi Gonçalves
Produção executiva: Carol Buček
Idealização: Companhia da Memória (João Vasconcellos, Marina Nogaeva Tenório, Ondina Clais e Ruy Cortez)
Produção: Companhia da Memória e Núcleo Corpo Rastreado

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