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Estreias e reestreias nos palcos paulistanos em 2022

Sem Palavras, da cia brasileira de teatro. Foto: Nana Moraes / Divulgação

Para quem estava com fome de teatro, 2022 chega como um banquete. Depois de tantos adiamentos provocados pela pandemia de Covid-19, a produção cênica refreada chega aos palcos como finos biscoitos sortidos, com toda garra e força da cultura brasileira.

Uma parceria do músico Tom Zé, do encenador Felipe Hirsch e do coletivo Ultralíricos investiga as origens do português falado no país no espetáculo Língua Brasileira, que estreia nesta quinta-feira (06/01). Em quase três horas de duração, a montagem propõe uma experiência poética, sonora e sensorial. A peça é narrada em latim, tupi, bantô, iorubá, até a linguagem trocada nas ruas atualmente.

O Grupo pernambucano Magiluth estreia Estudo n° 1: Morte e Vida (14/01, no Sesc Ipiranga) uma versão de Morte e Vida Severina, de Joao Cabral de Melo Neto, com aquela pegada de misturar referências. A busca do personagem Severino inevitavelmente levou a outras questões bem atuais, como as lutas por terras e o drama dos refugiados ao redor do mundo. O olhar inquieto do coletivo, com direção de Luiz Fernando Marques, tensiona os movimentos migratórios acendidos por adversidades climáticas, políticas e sociais.

Corpos se tocam, se encontram, com palavras ou na ausência delas, para criar fragmentos de histórias, impulsos de vida. O novo espetáculo da companhia brasileira de teatro, Sem Palavras, tem direção e texto de Marcio Abreu e estreou na França no ano passado, esteve no festival Mirada, em Santos, e chega ao Sesc Pompeia para uma temporada. Com música ao vivo executada por Felipe Storino, a peça fala da convivência das diferenças, na arte e na vida. A partir da questão de gênero, das identidades sexuais e culturais, a companhia ergue um espetáculo híbrido, uma dramaturgia carnal e potente. É inspirado em Um apartamento em Urano, uma obra que reúne as crônicas publicadas no jornal Libération, de Paul B. Preciado, filósofo trans, e nos textos de Eliane Brum. O elenco é formado por Fábio Osório Monteiro, Giovana Soar, Kauê Persona, Kenia Dias, Key Sawao, Rafael Bacelar, Viní Ventanía Xtravaganza e Vitória Jovem Xtravaganza.

A Cia. Les Commediens Tropicales e o quarteto À Deriva revisitam o mito grego de Medusa por meio do teatro e da música no espetáculo Medusa in.conSerto. A genialidade, o virtuosismo e a existência medíocre são pontos discutidos na peça O Náufrago, com direção de William Pereira, a partir da obra de Thomas Bernhard. Luiza Tomé estrela Loucas para amar, no Teatro Renaissance.

A Zózima Trupe e o CoraLeste apresentam o espetáculo Adeus, um musical operístico em homenagem às vítimas de Covid-19.

Mais um Matei Visniec chega aos palcos, com Edgar Castro e Donizeti Mazonas, em Com os bolsos cheios de pão.

Retomam temporada as peças A Pane de Friedrich Dürrenmatt; As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão, de Newton Moreno; Nossos Ossos, da Cia da Revista; A Importância de ser Prudente, da Cia London; O Vendedor de Sonhos, do best-seller de Augusto Cury; Romeu e Julieta 80, com o Teatro Promiscuo de Renato Borghi; Quarto De Despejo, com Evoé Cia de Teatro.

E estão previstos Misery para fevereiro, com Mel Lisboa, Marcello Airoldi e Alexandre Galindo, e PÓS-F, Com Maria Ribeiro, para abril , depois da temporada on-line do ano passado.

Tom Sé e Felipe Hirsch, parceiros no espetáculo Língua brasileira. Foto Juuar / Divulgação

Língua Brasileira – De 06/01 a 20/02, Teatro Anchieta, Sesc Consolação

Peça dos Ultralíricos e Tom Zé

Língua Brasileira fala da epopeia dos povos que formaram a língua que falamos, seus mitos e cosmogonias. O trabalho passeia pelas remotas origens ibéricas, por romanos, bárbaros e árabes, pela África e América Nativa. É um mergulho no inconsciente do português falado no Brasil, inspirado na canção homônima de Tom Zé. O espetáculo nasceu da colaboração entre o compositor, o encenador Felipe Hirsch e o coletivo Ultralíricos. No elenco, estão Amanda Lyra, Danilo Grangheia, Georgette Fadel, Laís Lacorte, Pascoal da Conceição e Rodrigo Bolzan e quatro músicos.

Música: Tom Zé
Direção geral: Felipe Hirsch
Elenco: Amanda Lyra, Danilo Grangheia, Georgette Fadel, Laís Lacôrte, Pascoal da Conceição,
Rodrigo Bolzan
Direção musical: Maria Beraldo
Músicos: Fábio Sá, Fernando Sagawa, Luiza Brina, Thomas Harres,
Diretora assistente: Juuar
Dramaturgia: Ultralíricos, Felipe Hirsch, Juuar, Vinícius Calderoni
Dramaturgista / consultor geral: Caetano Galindo
Direção de arte: Daniela Thomas, Felipe Tassara
Iluminação: Beto Bruel
Figurino: Cássio Brasil
Design de som: Tocko Michelazzo
Preparação vocal: Yantó
Design de vídeo: Henrique Martins
Assistente de direção e operação de vídeo: Sarah Rogieri
Assistente de pesquisa: Adriano Scandolara
Direção de palco: Nietzsche
Assistente de iluminação: Sarah Salgado
Assistente de figurino: Alice Tassara, Marcelo X
Operação de luz: Sarah Salgado, Igor Sane
Operação de som: Le Zirondi, Lúdi Lucas
Design gráfico e assistente de cenografia: Bárbara Bravo
Assessoria de imprensa: Factoria Comunicação / Vanessa Cardoso
Produção Tom Zé: Neusa Santos Martins
Produção primeira fase: Bruno Girello e Ricardo Frayha
Difusão Internacional: Ricardo Frayha
Assistente de produção primeira fase: Renata Bruel
Assistente de produção: Diogo Pasquim
Produção executiva: Arlindo Hartz
Direção de produção: Luís Henrique Luque Daltrozo

Quando: De 06/01 a 20/02, quintas, sextas e sábados, às 20h, e domingos às 18h
Onde: Teatro Anchieta, Sesc Consolação
Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia-enttada)
Duração: 160 minutos
Haverá intervalo de 15 minutos após 1h30 de espetáculo. Após a pausa, a peça continua por mais uma hora.

Medusa in.conSerto Foto Mariana Chama

Medusa In.conserto – De 7 a 23 de janeiro, Sesc Belenzinho

Medusa é considerada uma das figuras mais temidas da mitologia grega, de olhar petrificante e serpentes nos cabelos. Sacerdotisa do templo de Atena, Medusa teve seu corpo violado por Poseidon, o rei dos mares, e foi castigada pela própria Atena, deusa da justiça e da sabedoria. A Cia. Les Commediens Tropicales e Quarteto à Deriva inventam outra narrativa para Medusa nesta peça-show, contrariando o lugar de punição divina e lançando novos olhares (e novas pedras) à cultura de culpabilização da vítima.

Cia. Les Commediens Tropicales e Quarteto à Deriva
Concepção, encenação, elenco: Beto Sporleder, Carlos Canhameiro, Daniel Müller, Guilherme Marques, Michele Navarro, Paula Mirhan, Rodrigo Bianchini, Rui Barossi e Tetembua Dandara
Textos: Michele Navarro e Carlos Canhameiro (a partir do mito de Medusa)
Música: Quarteto à Deriva e Paula Mirhan
Pensamento visual (cenário, figurino): José Valdir e Renan Marcondes

Quando: De 7 a 23 de janeiro, sextas e sábados às 21h30, e domingos, às 18h30
Onde: Sala de Espetáculos I Sesc Belenzinho
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)
Duração: 80 minutos

Luiza Tomé e o maestro Miguel Briamonte em Loucas para amar. Foto: Glauber Dias / Divulgação 

Louca para Amar – De 7/01 até 25/02 – Teatro Renaissance 

A cada nova paixão, a personagem Graça assume uma nova personalidade. Vira especialista em sexo tântrico, com um, mística com outro, franciscana com mais outro. Passou a fumar, tornou-se judia ortodoxa, obsessiva por limpeza, nacionalista, boêmia, esportista, tudo dependendo do parceiro, às vezes acumulando mais de uma função. A ansiedade de ser amada faz com que essa mulher incorpore os desejos, os gostos, as características e os enganos de amores, amigos, família. Protagonizada pela atriz Luiza Tomé, a peça Louca para Amar tem participação do maestro Miguel Briamonte e direção de Rogério Fabiano. O texto inédito de Claudia Tajes é inspirado no seu best-seller Louca por Homem.

Texto: Cláudia Tajes
Direção: Rogério Fabiano
Direção de produção: Gerardo Franco
Elenco: Luiza Tomé
Iluminador: César Pivetti
Cenografia: Rogério Fabiano
Figurinos: Luiza Tomé
Trilha sonora: Miguel Briamonte
Fotos: Glauber Dias 
Visagismo: Ramon de Souza 
Assessoria de imprensa: Fabio Camara 
Leis de incentivo e prestação de contas: Márcia Amaral 
Administração geral e coordenação de projeto: Gerardo Franco 
Produtores associados: Gerardo Franco, Luiza Tomé e Rogério Fabiano 

Onde: Teatro Renaissance (Alameda Santos 2233, – Jardim Paulista)
Quando: De 7/01 até 25/02, sextas, às 21h30
Quanto: R$ 80 e R$ 40 (meia-entrada)
Duração: 60 minutos

Espetáculo ADEUS, com Zózima Trupe e CoraLeste. Foto: Christiane Forcinito

Adeus – Dia 09/01, Praça de Eventos do Sesc Itaquera

Mais que nunca é preciso cantar. Os cânticos da despedida, as canções de honrar a memória, a música de esperançar. A Zózima Trupe e CoraLeste apresentam um espetáculo musical operístico que homenageia às vítimas de covid-19. Dividida em 3 atos (outono – a notícia, inverno – a morte e primavera – a esperança), essa ópera urbana celebra o movimento da vida com suas histórias singulares. Adeus é uma peça que saúda a ciência e aposta na cura.

Com Zózima Trupe e CoraLeste

Direção: Anderson Maurício
Direção musical: Cristiane Mesquita e Marcello Mesquita
Dramaturgia: Cleide Amorim
Atuação: Cleide Amorim e Júlio Cesar Perrud
Cantores(as): Aylton Macedo, Carla Vitor, Carlos Fagundes, Cauã Vitor, Cláudia Vitor, Claudius Jordão, Cleide Amorim, Cleiton Cabral, Cristiane Mesquita, Dany Lyma, Jefferson Dimbarre, Ianca Cristina, Larissa Rosa, Marcello Mesquita, Maria Matteo, Rita Benedito e Silvia Bolanho.
Composições: Cleide Amorim e Dany Lima
Percussionista: Fernando Gamba
Violão: Dany Lima
Guitarra: Cauã Vitor
Violoncelo: Ianca Cristina
Preparação vocal: Cristiane Mesquita
Maestro: Marcello Mesquita
Auxiliar do coro: Larissa Rosa
Trilha sonora: Cleide Amorim e Devão Souza
Sonoplastia: Devão Souza
Cenário e figurino: Clau Carmo
Produção geral: Tatiane Lustosa
Assistência de produção: Brenda Rebeka e Jonathan Araujo

Onde: Praça de Eventos do Sesc Itaquera
Quando: 09/01, domingo, às 15h30
Quanto: Grátis
Duração: 90 minutos

Luciano Chirolli e Romis Ferreira em O Náufrago. Foto: João Maria

O Náufrago – De 13/01 a 05/02 – Sesc Bom Retiro

O náufrago (1983) é o primeiro tomo de uma trilogia sobre as artes do escritor austríaco Thomas Bernhard (1931-1989). Árvores abatidas, que teve uma montagem exibida na MITsp, infere sobre a artificialidade do meio teatral austríaco e é a segunda parte. E Alte Meister (no inglês, Old masters), o último, é sobre pintura.

O náufrago traça complexas teias entre três músicos: o narrador, Wertheimer (o náufrago do título) e o famoso pianista canadense Glenn Gould (1932 – 1982). Ainda estudante no Mozarteum de Salzburgo, ao tocar “Variações” [as “Variações Goldberg”, de Bach] Glenn Gould fere mortalmente os dois amigos-ouvintes. Os efeitos da genialidade de Gould são devastadores na vida do narrador e de Wertheimer. O Náufrago traça um retrato de obsessões – a de Gould pela arte e a de Wertheimer por não ser Gould.

A narrativa, que no romance é feita por um único personagem, no palco é realizada por dois atores. O protagonista/Narrador (Luciano Chirolli) e Wertheimer (Romis Ferreira), o personagem que é citado e é uma sombra daquele que conta a história.

Texto: Thomas Bernard
Tradução: Sérgio Tellaroli
Adaptação, encenação e direção: William Pereira
Elenco: Luciano Chirolli/narrador, Romis Ferreira/Wertheimer
Cenários e figurinos: William Pereira
Iluminação: Caetano Vilela
Direção de palco: Elisete Jeremias
Contrarregra e operador de vídeo: Henrique Pina
Produção executiva: Rafaela Penteado
Assistente de produção: Adriana Florence
Direção de produção: Leopoldo De Léo Jr
Produção: LNW Produções Artísticas Ltda

Quando: 13/01 a 05/02, de quinta a sábado, às 20h
Onde: Teatro do Sesc Bom Retiro
Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada)
Duração: 80 minutos

Grupo Magiluth: Giordano Castro, Bruno Parmera, Mário Sergio Cabral, Erivaldo Oliveira, Lucas Torres. Foto: Pedro Escobar / Divulgação

Estudo n° 1: Morte e Vida – De 14/01 a 06/02 – Sesc Ipiranga

Morte e Vida Severina – Um Auto de Natal, de João Cabral de Melo Neto, é uma narrativa poética da trajetória do retirante Severino, que se apresenta como sujeito individual e coletivo. Na procura desse nordestino pela vida, ele se depara com várias mortes Severinas.
O Grupo Magiluth propõe um estudo cênico sobre a trajetória de imigrantes que deixam o solo nordestino na esperança de encontrar melhores condições de vida e trabalho.

Grupo Magiluth (PE)
Criação e Realização: Grupo Magiluth
Direção: Luiz Fernando Marques
Assistente de direção e direção musical: Rodrigo Mercadante
Dramaturgia: Grupo Magiluth
Elenco: Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres e Mário Sergio Cabral
Produção: Grupo Magiluth e Amanda Dias Leite
Produção local: Roberto Brandão

Quando: 14/01 a 06/02, sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 18h
Onde: Sesc Ipiranga
Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada(
Duração: 120 minutos

 Edgar Castro e Donizeti Mazonas em Com os bolsos cheios de pão. Foto Keiny Andrade / Divulgação

Com os bolsos cheios de pão – De 14/01 a 06/02, Sesc Pompeia

Ao redor de um poço abandonado, dois homens: um de bengala, outro de chapéu. Eles mantêm um diálogo que desliza entre amistoso, argumentativo, absurdo, enquanto um cachorro agoniza dentro do poço. O animal sofre enquanto os dois indivíduos conjecturam sobre como o cão foi parar ali. Com falas radicalmente subjetivas, a montagem do texto do romeno Matéi Visniec compõe uma metáfora para refletir sobre o cenário social brasileiro.

Texto: Matei Visniec
Tradução: Fábio Fonseca de Melo
Direção: Vinícius Torres Machado
Elenco: Edgar Castro e Donizeti Mazonas
Trilha sonora: Pedro Canales
Cenário e figurinos: Eliseu Weide
Iluminação: Wagner Antonio
Assistente de direção: Rafael Costa e Jéssica Mancini
Produção executiva: Jota Rafaelli – MoviCena Produções

Onde: Espaço Cênico / Sesc Pompeia
Quando: De 14/01 a 06/02, sextas e sábados, às 20h, domingos, às 18h30. Sessão com tradução em libras no dia 29/01, sábado
Duração: 70 minutos
Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)

A Pane, direção de Malú Bazán para o texto de Friedrich Dürrenmatt. Foto: Rogério Alves / Divulgação

A Pane –  De 14/01 a 20/02 – Teatro FAAP

A Pane é uma comédia sobre a justiça, de Friedrich Dürrenmatt (1921-1990), um dos maiores dramaturgos de língua alemã do século 20. Escrita no formato de conto, o texto transforma um forasteiro em réu num jogo-tribunal intrigante.

O carro do executivo bem-sucedido Alfredo Traps dá defeito e ele termina hospedado na casa de um juiz aposentado, onde ocorre a “audiência”, com a presença de outros personagens jurídicos da história. Durante o jantar gastronômico / simulacro de julgamento, Traps vai se convencendo de que é um assassino.

A direção de Malú Bazán incorpora recursos épicos de narração. Estão no palco atores de várias gerações: Antonio Petrin, Oswaldo Mendes, Heitor Goldflus, Roberto Ascar, Cesar Baccan e Marcelo Ullmann. O elenco de veteranos está atravessado por muitas camadas da trajetória de interpretações cênicas, o que confere um brilho especial ao risco de estar em cena.

Texto: Friedrich Dürrenmatt
Tradução: Diego Viana
Direção: Malú Bazán
Elenco: Antonio Petrin, Cesar Baccan, Heitor Goldflus, Marcelo Ullmann, Oswaldo Mendes,
Roberto Ascar
Concepção cenográfica: Anne Cerutti e Malú Bazán
Figurino: Anne Cerutti
Assistente de figurino e cenário: Adriana Barreto
Cenotécnico: Douglas Caldas
Desenho de luz: Wagner Pinto
Música original: Dan Maia
Operador de luz: Gabriel Greghi
Operador de som: Silney Marcondes
Contrarregra: Márcio Polli
Fotos: Ronaldo Gutierrez
Visagismo: Dhiego Durso
Programador visual: Rafael Oliveira
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Assistente de produção: Rebeca Oliveira
Assistente de produção: Beatriz Nominato
Co-produção: Kavaná Produções
Produção e realização: Baccan Produções

Quando: de 14 de janeiro a 20 de fevereiro, sextas às 21h; sábados, às 20h; domingos, às 18h
Onde: Teatro FAAP (Rua Alagoas, 903 – Higienópolis)
Quanto: Sábados: R$ 80 e R$ 40. Sextas e domingos; R$ 60 e R$ 30.
Duração: 70 minutos
Vendas online: https://teatrofaap.showare.com.br/
Televendas: 11 3662-7233 / 11 3662-7234

As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão. Foto: Priscila Prade / Divulgação

As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão – De 15/01 a 20/02 – Teatro TUCA

A montagem As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão ostenta o caráter fabular na sua dramaturgia e não segue a trilha histórica e factual do Cangaço. No espetáculo, Serena (Amanda Acosta) descobre que seu filho está vivo. Ela acreditava que a criança tinha sido assassina por ordens do marido, Taturano (Marco França). Serena larga o bando chefiado por Taturano, para seguir em busca de seu bebê.

Outras mulheres aderem a essa luta, a essa rebelião contra mecanismos de opressão situados dentro do próprio Cangaço. O espetáculo reflete sobre as forças do feminino nesse espaço de libertação e sobre a ideia de cidadania e heroísmo.

As canções originais são assinadas por Fernanda Maia (música) e Newton Moreno (letras), inspiradas em ritmos da cultura nordestina.

Dramaturgia: Newton Moreno
Direção: Sergio Módena
Produção: Rodrigo Velloni
Elenco: Amanda Acosta, Marco França, Vera Zimmermann, Luciana Ramanzini, Luciana Lyra,
Rebeca Jamir, Jessé Scarpellini, Marcello Boffat, Milton Filho, Pedro Arrais, Nábia Villela, Carol Bezerra e Eduardo Leão. Músicos: Pedro Macedo (contrabaixo), Clara Bastos (contrabaixo), Daniel Warschauer (acordeon), Dicinho Areias (acordeon), Carlos Augusto (violão), Abner Paul (bateria), Pedro Henning (bateria), Felipe Parisi (violoncelo), Samuel Lopes (violoncelo)
Direção musical: Fernanda Maia
Canções Originais: Fernanda Maia e Newton Moreno
Coreografia: Erica Rodrigues
Figurino: Fabio Namatame
Cenário: Marcio Medina
Iluminação: Domingos Quintiliano
Assistente de Dramaturgia: Almir Martines
Diretor Assistente: Lurryan Nascimento
Pianista Ensaiador e Assistente de Direção Musical: Rafa Miranda
Designer Gráfico e Ilustrações: Ricardo Cammarota
Fotografia: Priscila Prade
Produção Executiva: Swan Prado
Assistente de Produção: Adriana Souza e Bruno Gonçalves
Gestão Financeira: Vanessa Velloni
Administração: Velloni Produções Artísticas
Assessoria de imprensa: Pombo Correio.
Apresenta: Atlas Schindler.
Patrocínio: Magnus e Lukscolor.
Apoio: Autoluks, Arte e Atitude, Tuca, PUC, Competition e EPA química.
Produção original do Sesi-SP, encenado em 2019, no Teatro do Sesi-SP, Centro Cultural Fiesp. Co-produção: Calla Produções Artísticas.
Realização: Velloni Produções Artísticas.
Promoção: Nova Brasil FM.

As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão
Onde: Teatro TUCA – Rua Monte Alegre, 1024, Perdizes
Quando: de 15 de janeiro a 20 de fevereiro, sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 19h
Quanto: R$ 100
Duração: 120 minutos

Nossos Ossos. Foto: Cleber Correa / Divulgação

Nossos Ossos – De 15/01 a 06/02 – Espaço Cia da Revista

Há um flerte entre amor e morte em Nossos Ossos, espetáculo da Cia. da Revista para o romance homônimo de Marcelino Freire. Com direção de Kleber Montanheiro, Nossos Ossos é a primeira parte da trilogia de peças do projeto Conexão São Paulo —> Pernambuco. A segunda encenação, Tatuagem, é uma versão teatral do filme de Hilton Lacerda, prevista para estrear ainda em 2022. O terceiro espetáculo, que celebra os 25 anos da companhia, será definido no segundo semestre deste ano.

Com dramaturgia de Daniel Veiga (paulistano) e música original de Isabela Moraes (pernambucana), a Cia. da Revista utiliza múltiplas linguagens, como a música (em forma de texto cantado), cenas visuais que potencializam o discurso da fala, o teatro gestual como dramaturgia do corpo, para contar a saga do dramaturgo premiado Heleno em sua determinação de cumprir as honras fúnebres a um garoto de programa, Cícero, brutalmente assassinado nas ruas de São Paulo. Durante o percurso até́ Poço do Boi, em Pernambuco, o protagonista relembra a própria história, da infância pobre no Sertão ao sucesso na metrópole paulistana.

Com a Cia. da Revista

Do romance de Marcelino Freire.
Adaptação: Daniel Veiga.
Direção e cenografia: Kleber Montanheiro.
Figurinos: Marcos Valadão.
Desenho de luz: Gabriele Souza.
Direção Musical e arranjos: Marco França.
Músicas Originais: Isabela Moraes.
Assistente de Direção: Gabrielle Britto.
Elenco: Vitor Vieira, Aivan, EvasCarretero, Demian Pinto, João Victor Silva e Edu Rosa.
Costureira: Salomé Abdala.
Máscara: Franklin Almeida.
Direção de Cenotecnia: EvasCarretero.
Serralheiro: Airton Lemos.
Assistente de Cenografia: Thais Boneville.
Microfonista: Eder Sousa.
Fotos: Cleber Correa.
Visagismo: Louise Helène.
Produção: MoviCena Produções.
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Quando: De 15/01 a 06/02, Sábados às 21h30 e domingos às 19h.
Onde: Espaço Cia da Revista (Alameda Nothmann, 1135, Campos Elíseos, São Paulo, SP)
Duração: 70 minutos
Quanto 40 (inteira) e 20 (meia-entrada)
Pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/2-temporada-espetaculo-nossos-ossos-cia-da-revista/1406078

A Importância de ser Prudente. Foto: Divulgação

A Importância de ser Prudente – De 15/01 a 19/02, Teatro Commune

Oscar Wilde satirizou como pôde a alta sociedade vitoriana, que o prendeu e condenou por sodomia. As observações ferinas do inconsequente dândi Algernon de A importância de ser prudente tem muito de Wilde. Na peça, um grupo de pessoas mantém disfarces, utiliza nomes fictícios para fugir de uma realidade em que as aparências parecem ter maior prestígio do que a verdade. Manter uma boa reputação não está fácil para Jack, que se passa por seu irmão inventado, Prudente. Mas ele está apaixonado a para se casar precisa se livrar da mentira.

Texto original: Oscar Wilde
Tradução e Adaptação: Rafael Mallagutti
Direção geral: Rafael Mallagutti
Assistência de direção: Bárbara Trabasso
Produção executiva: CIA LONDON
Sonoplastia e Iluminação: Yumi Mandu
Elenco: Gabriel Boani, Rafael Mallagutti, Felipe Cantoni, Natália Santana, Hellen Kazan, Bárbara Trabasso, Margareth Rodrigues, Natália Santana, Vitor Colli, Carlos Alberto Neves, Fernanda Goulart e Natani Luiza

Onde: Teatro Commune (Rua da Consolação 1218) 
Quando: de 15 de janeiro a 19 de fevereiro, sábados, às 21h
Quanto: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada)
Ingressos antecipados: cialondon.com.br

Júlio César (Mateus Carrieri) é impedido de cometer suicídio por uma figura misteriosa, o Mestre (Luiz Amorim), que lhe vende uma vírgula, para que continue a escrever a sua história. um bêbado boa-praça chamado Bartolomeu (Adriano Merlini) se junta a dupla na função de vender sonhos para sacudir a sociedade. O espetáculo cultiva lições de compaixão e na busca do significado da vida enquanto questiona as prioridades distorcidas da nossa sociedade. 

A adaptação do best-seller para o palco é do próprio Augusto Cury com Erikah Barbin e Cristiane Natale (que também assina a direção) e o elenco é formado por Luiz Amorim, Mateus Carrieri, Adriano Merlini, Fernanda Mariano, Pedro Casali, Marcus Veríssimo e Guilherme Carrasco.

Mateus Carrieri e Luiz Amorim em O vendedor de sonhos. Foto: Divulgação

O Vendedor de Sonhos – De 15/01 a 06/03 – Teatro Gazeta 

Gênero: Comédia dramática
Adaptação: Augusto Cury, Cristiane Natale e Erikah Barbin
Direção: Cristiane Natale
Elenco: Luiz Amorim, Mateus Carrieri, Adriano Merlini, Fernanda Mariano, Pedro Casali,
Marcus Veríssimo e Guilherme Carrasco
Direção geral de produção: Luciano Cardoso
Produção executiva: Marcus Veríssimo
Comunicação: Bruna Padoan
Design gráfico: Rafael Choaire
Gestão tráfego digital: AT Marketing Digital
Design de luz: Bruno Henrique França
Técnico: Pitty Santana
Trilha sonora: Lino Colantoni
Figurino: Valentina Oliveira
Cenário: Cristiane Natale e Applaus
Assessoria jurídica: Ranzolin – Propriedade Intelectual
Promoção: Dreamsellers
Realização: Applaus

Onde: Teatro Gazeta (Avenida Paulista, 900 – São Paulo)
Quando: De 15 de janeiro a 6 de março de 2022, sábados às 20h30, e domingos, às 19h
Quanto: de R$ 45 a R$ 90
Duração: 70 min
Link para compra: https://bileto.sympla.com.br/event/70372/d/117158/s/691058

Sem Palavras, da companhia brasileira de teatro. Foto: Nana Moraes / Divulgação

Sem Palavras – De 20/01 a 20/02, no Sesc Pompeia

Com companhia brasileira de teatro

Em um dia, num apartamento posto à venda, um encadeamento de possibilidades de encontros. corpos diversos estão em trânsito. Esses deslocamentos fabricam imagens sociais, referências, histórias de vida, mundos imaginados. Pode ser uma só persona. Podem ser muitas. Ou aparências do imaginário de alguém. Uma pessoa e uma multidão.

O espetáculo Sem palavras combina teatro, dança, música e performance investigar os velozes acontecimentos contemporâneos, com histórias de amor, de violência, de consumo, entre outros temas. Reflete sobre a palavra e sua ausência, num jogo de visualidades de forte comunicação com o público.

A montagem da companhia brasileira de teatro com direção e texto de Marcio Abreu é uma ficção livremente inspirada no livro Um apartamento em Urano, do filosofo espanhol transgênero Paul B. Preciado, e nos escritos da autora e ativista brasileira Eliane Brum.

Direção e texto: Marcio Abreu
Dramaturgia: Marcio Abreu e Nadja Naira
Elenco: Fábio Osório Monteiro, Giovana Soar, Kauê Persona, Kenia Dias, Key Sawao, Rafael Bacelar, Viní Ventania Xtravaganza e Vitória Jovem Xtravaganza
Direção de produção e administração: José Maria e Cássia Damasceno
Iluminação e assistência de direção: Nadja Naira
Direção musical e trilha sonora original: Felipe Storino
Direção de movimento: Kenia Dias
Cenografia: Marcelo Alvarenga | Play Arquitetura
Figurinos: Luiz Cláudio Silva| Apartamento 03
Produção no RJ: Miriam Juvino e Valéria Luna
Vídeos – instalação “Antes de tudo”: Batman Zavareze
Captação e edição dos vídeos – instalação “Antes de tudo”: João Oliveira
Fotos: Nana Moraes
Programação visual: Pablito Kucarz
Captação de imagens do espetáculo: Clara Cavour
Teaser – criação e edição: Aristeu Araújo
Colaboração artística: Cássia Damasceno, Grace Passô, José Maria e Rodrigo Bolzan
Técnico de palco e vídeo: Ricardo Barbosa e Michelle Bezerra
Técnico de som: Chico Santarosa e Luan Casado
Assistência de produção: Luiz Renato Ferreira
Distribuição Internacional: PLAN B – Creative Agency for Performing Arts
Assessoria de imprensa: Márcia Marques | Canal Aberto
Uma produção da companhia brasileira de teatro
Em co-produção com Künstlerhaus Mousonturm Frankfurt am Main/GE, Théâtre Dijon Bourgogne – Centre Dramatique National/FR, A Gente Se Fala Produções Artísticas – Rio de Janeiro/BR, Passages Transfestival Metz/FR.
Apoio cultural: Oi e Centro Cultural Oi Futuro.
Realização: Sesc SP

Onde: Sesc Pompeia
Quando: De 20/01 a 20/02, quintas, sextas e sábados às 21h, e domingos, às 18h
Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada)
Duração: 110 minutos
Apresentação em libras: dia 19/02

Miriam Mehler, Renato Borghi, Carolina Fabri e Elcio Nogueira Seixas em Romeu e Julieta 80

Romeu e Julieta 80 – 28/01 e 29/01, Sesc Pinheiros

Com Teatro Promiscuo de Renato Borgui

A história de amor mais famosa de todos os tempos. Romeu Montecchio e Julieta Capuleto se apaixonam perdidamente, em Verona, na Itália, por volta de 1600. Mas existe um problemão: os Montecchios e os Capuletos são inimigos mortais, sentimento que se estende a toda parentada e criadagem de ambas as famílias. Os jovens revolvem se casar secretamente e o final trágico é conhecido por todos.

Nesta adaptação e direção de Marcelo Lazzarato para o clássico de Shakespeare as coisas foram diferentes. Romeu e Julieta serão interpretados pelos consagrados atores Renato Borghi e Miriam Mehler, ambos na casa dos 80 anos de idade. Os outros personagens da peça são interpretados pelos atores Elcio Nogueira Seixas e Carolina Fabri.

Texto: William Shakespeare
Concepção, adaptação, iluminação e direção: Marcelo Lazzaratto
Elenco: Renato Borghi, Miriam Mehler, Elcio Nogueira Seixas e Carolina Fabri
Direção de arte, cenografia e figurinos: Simone Mina
Trilha sonora: Daniel Maia
Produção: Pedro de Freitas / Périplo
Realização: Teatro Promíscuo

Quanto: R$ 20 e R$ 40
Onde: Teatro Paulo Autran, Sesc Pinheiros
Quando: 28/01 e 29/01, sexta e sábado, às 21h
Duração: 90 minutos

Quarto de despejo, com Evoé Cia de Teatro. Foto Gil Oliveira – Divulgação

Quarto De Despejo – 29/01 e 30/01 – Sesc Guarulhos

com Evoé Cia de Teatro

Baseado no diário de Carolina Maria de Jesus, escrito em papéis encontrados nas ruas de São Paulo, o espetáculo Quarto De Despejo narra a existência poética de uma mulher que, em meio aos excluídos, se tornou escritora. Com adaptação e direção de Rodrigo Ximarelli, o espetáculo mostra a trajetória de uma mulher negra, moradora da favela do Canindé e mãe solteira de três filhos, que não conseguia dormir sem ler um livro. A potência artística e literária da obra de Carolina expõe a leitura do mundo de uma autora marginalizada diante dos problemas da fome, das desigualdades sociais e da miséria no Brasil.

Baseado na obra Quarto de Despejo – diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus
Direção, adaptação, cenário: Rodrigo Ximarelli
Elenco: Arce Correia, Lucas Barbugiani, Luana Tonetti, Maggie Abbreu, Wesley Salatiel e Shanny Segade
Músicas e letras: Arce Correia
Produção VS: Thiago Siqueira e Gustavo Perri
Preparação para voz cantada: Roberto de Paula
Iluminação: Carlos Marroco
Operação de som: Evelyn Silva
Figurinos, fotos e visagismo: Gil Oliveira
Confecção de cartazes: Alessandro Rodrigues
Designer gráfico: Dimas Stecca
Produção executiva: Bruna Silvestre
Duração: 60min
Classificação : 12 anos

Onde: Sesc Guarulhos
Quando: 29/01 e 30/01, sábado, às 20h, domingo, às 18h
Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada)
Duração: 60 minutos

Mel Lisboa, Marcello Airoldi  em Misery. Foto: Leekyung Kim / Divulgação

Misery – De 4 de fevereiro a 27 de março, Teatro Porto Seguro

O escritor Paul Sheldon (Marcello Airoldi) é reconhecido pela série de best-sellers protagonizados pela personagem Misery Chastain. Após sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira Annie Wilkes (Mel Lisboa). Ela, uma leitora voraz de sua obra, se autointitula principal fã do autor.

A personagem da enfermeira Annie Wilkes, obcecada pelo escritor Paul Sheldon, sempre foi retratada no teatro e no cinema de forma estereotipada, como louca e histérica, enquanto Paul ocupava sempre o papel de vítima.

O diretor Eric Lenate diz que procurou nesta montagem trazer uma Annie mais esférica, “olhar para dentro dela e ampliar as possíveis leituras desta obra para além daquela que coloca o gênero feminino no lugar da instabilidade trágica que precisa ser comandada pelo masculino”.

De Stephen King
Dramaturgia: William Goldman
Tradução/adaptação: Claudia Souto e Wendell Bendelack
Direção artística: Eric Lenate
Elenco: Mel Lisboa, Marcello Airoldi e Alexandre Galindo

Quando: De 4 de fevereiro a 27 de março, sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h. As sessões de domingo contam com intérprete de Libras
Onde: Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo
Ingressos: R$ 80 plateia / R$ 60 balcão/frisas.
Vendaswww.sympla.com.br/teatroportoseguro
Duração: 120 minutos

Maria Ribeiro em PosF. Foto: Bob Wolfenson / Divulgação

PÓS-F – De 1º de abril a 29 de maio – Teatro Porto Seguro 

Pós-F, Para Além do Masculino e do Feminino, de Fernanda Young é um livro que reúne textos autobiográficos e ilustrações da própria Fernanda que provocam o debate sobre o que significa ser um homem e uma mulher nos dias de hoje. Essa primeira obra de não-ficção de Young venceu o Prêmio Jabuti 2019, mesmo depois da precoce morte da autora em agosto daquele ano.

PÓS-F é um solo é inspirado no livro, um espetáculo-relato, que busca levar para a cena a experiência da artista, baseada na visão pessoal da diretora Mika Lins e da atriz Maria Ribeiro no convívio com Fernanda .

De Fernanda Young
Com Maria Ribeiro
Direção: Mika Lins

Onde: Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo. 
Quando: De 1º de abril a 29 de maio, sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h.
Ingressos: R$ 80 plateia / R$60 balcão/frisas
Classificação: 14 anos
Duração: 50 minutos

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Lançamento de livros
Mais dois títulos do teatro pernambucano

grupo gente nossa 1938 foto Acervo Projeto Memórias da Cena Pernambucana

A Pena e a Lei, de Ariano Suassuna – 1984 – Acervo Grupo de Teatro do SESC Caruaru

O teatro pernambucano já se vangloriou de ser o terceiro em produção no país, lá pela segunda metade do século 20. A historiografia teatral brasileira nunca prestou muito atenção em mais esse orgulho nordestino e sempre concentrou no Sudeste –Rio e São Paulo, principalmente – o mérito da trajetória do teatro brasileiro, suas conquistas, modernização, desconstrução. São campos de disputa constantes e os mais fortes (economicamente, politicamente, de articulação) deixaram suas marcas e seus livros. Esse cenário vem mudando nos últimos anos, graças a muitas mãos e muitas vontades.

Um lançamento duplo, que contempla o teatro na capital e no interior de Pernambuco coloca mais duas obras na prateleira dessa biblioteca, que ainda tem muito para contar. O Teatro no Recife da Década de 1930: outros significados à sua história, do jornalista, crítico e pesquisador teatral Leidson Ferraz e Grupo de Teatro do SESC Caruaru – Fazendo e Aprendendo, organizado pelos artistas Severino Florêncio, Moisés Gonçalves, Josinaldo Venâncio e Maylson Ricardo são dois livros que o Selo editorial do SESC Pernambuco, com apoio da CEPE, lança nesta segunda-feira (20 de dezembro de 2021), a partir das 19h, no hall do SESC Santo Amaro, no Recife, com show da cantora Andréia Luiza.

Leidson Ferraz, autor de vários títulos sobre a memória dessa arte em Pernambuco, é uma figura de destaque na recuperação desse caminho. Pesquisador incansável, organizou os quatro volumes da coleção Memórias da Cena Pernambucana. Atualmente é Doutorando em Artes Cênicas na UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro).

A década de 1930, tão repleta de reviravoltas políticas e deslocamentos regionais de poder, sofreu no que se refere as artes cênicas uma desvalorização. O estudo do período foi sua dissertação de mestrado em história na UFPE. Ele mergulhou em arquivos esquecidos para resgatar alguns desses episódios. No livro, Leidson mapeia peças, e atuações de grupos e artistas independentes nos teatros do centro Recife e dos bairros de subúrbio, chamados “arrabaldes”. Explora as características da cena da época, ocupada principalmente por comédias, burletas e operetas.

Trajetórias do Grupo Gente Nossa e do Grêmio Familiar Madalenense (liderado pelos Irmãos Valença), ou de artistas como Samuel Campello, Elpídio Câmara, Barreto Júnior, Lenita Lopes e Valdemar de Oliveira, entre outros, estão no foco da pesquisa. Mas a obra “busca ir além do discurso que ocupa posição dominante no campo historiográfico nacional, sempre a abordar o ‘modo antigo’ de se fazer teatro em suas tão depreciadas contradições”.

Para isso, Ferraz trabalhou com as ideias de campo e capital simbólico do sociólogo Pierre Bourdieu, que iluminam os espaços ocupados, suas hierarquias e lutas internas.

O design do livro é assinado por Claudio Lira e traz imagens raras, de críticos, artistas nacionais e internacionais que estiveram no Recife, como Clara Weiss, Procópio Ferreira, Jayme Costa, Alda Garrido e Dulcina de Moraes, e técnicos daquele período, além de uma descrição pormenorizada do repertório e ficha apresentados por companhias locais e visitantes na década de 1930.

O teatro no interior

Severino Florêncio, Moisés Gonçalves, Josinaldo Venâncio e Maylson Ricardo, atuam na equipe de Cultura do SESC Caruaru e conhecem muito bem os meandros desse grupo, fundado em 1980, pelo ator, diretor e professor teatral Severino Florêncio, com o espetáculo de criação coletiva Fuga de Lampião.

O coletivo se tornou uma escola de formação de artistas e técnicos importante cena teatral em Caruaru e na região. O livro traça um paralelo entre o grupo e o Teatro caruaruense; aponta as montagens exibidas nos dois teatros da cidade (o Rui Limeira Rosal, do SESC, e o João Lyra Filho, da municipalidade); traz as participações em festivais pelo Brasil e reconhecimentos de premiação.

O livro Grupo de Teatro do SESC Caruaru – Fazendo e Aprendendo tem prefácio de José Manoel Sobrinho, diretor teatral e gestor cultural com experiências no SESC e em órgãos públicos da Cultura, que atesta que os autores “amplificam as experiências e vivências da trupe, disseminam parte relevante dos saberes construídos e dão amplitude para as novas gerações entenderem a força e o papel significativo que o teatro teve e tem para uma cidade da dimensão de Caruaru”. O design também é de Claudio Lira,

Cada livro custa R$ 40 (quarenta reais). A coordenação editorial do SESC Pernambuco é do Gerente de Cultural da instituição, Rudimar Constâncio. O selo á publicou 34 livros.
O SESC Santo Amaro fica na Rua Treze de Maio, 455, Santo Amaro.

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Cuidado e política em Amor Mundi

Amor Mundi se inspira na condição de responsabilidade com o mundo. Foto: Alex Merino/ Divulgação

Cia Fragmento de danca, de São Paulo. Foto: Alex Merino / Divulgação

Espetáculo é dirigido por Vanessa Macedo. Foto: Alex Merino / Divulgação

O espetáculo de dança Amor Mundi, da Cia Fragmentos de Dança, de São Paulo, com direção de Vanessa Macedo, é atravessado pela obra da filósofa alemã de origem judaica Hannah Arendt (1906-1975), no que vibra sobre cuidado e política. O trabalho coreográfico, que toca em questões como a partilha com o outro e a responsabilidade com o mundo, faz três apresentações no Sesc Belenzinho, nos dias 17, 18 e 19 de dezembro, com sessões sexta e sábado, às 21h e domingo, às 18h.

Em meados do século 20, Arendt advertia para não duvidarmos da nossa capacidade de destruir a vida orgânica na Terra. De lá para cá, as coisas só pioraram.

“O que proponho, portanto, é muito simples: trata-se apenas de pensar o que estamos fazendo”.
Hannah Arendt 

O conceito de amor mundi é utilizado como mobilizador para identificar a apatia, o descuido, o isolamento, a dessubjetivação como origens dos totalitarismos e por outro lado a responsabilidade com o mundo como as condições de possibilidades históricas para a política e as revoluções.

“É sobre ação que se faz em grupo, espreita o risco, a imprevisibilidade, a codependência, a eminência de colisão e emerge num desejo de insurgir, romper e deixar nascer o que não se sabe”, resume a diretora Vanessa Macedo.

A obra do artista turco Ugur Gallen também foi disparadora para o espetáculo. Gallen expõe a desigualdade social e de costumes nas suas impactantes fotomontagens de reflexões duras, que integram cenas do cotidiano com tragédias e sofrimento, contrastes, desigualdades e contradições.

Concebido originalmente antes da pandemia, o projeto foi adaptado para o ambiente digital, lançado em sessões virtuais ainda em 2020. Para a estreia presencial, o espetáculo retorna ao formato que foi originalmente idealizado, com suas construções coreográficas relacionadas ao toque, cenas de colisões e contato corporal.

A Cia Fragmento de Dança atua desde 2002, com sede na cidade de São Paulo. Durante esse período, ergueu uma linguagem estética autoral interessada em discutir gênero, autoimagem, atrito entre vida e obra. Nos últimos anos, tem se voltado para a investigação do autodepoimento, a experiência da alteridade e a dimensão política do falar sobre si em processos de criação e a fricção entre privado e público na cena.

Ficha Técnica

Amor Mundi
Coreografia e direção: Vanessa Macedo
Intérpretes: Cristiano Saraiva, Diego Hazan, Letícia Mantovani, Maitê Molnar, Thainá Souza, Vanessa Macedo e Vinicius Francês
Iluminação: André Prado
Concepção de vídeo projeção: Bianca Turner
Composição, síntese sonora, gravação e mixagem: Ricardo Pesce
Participação especial : Paulo Jesus
Figurino: Daíse Neves
Assistente de figurino: Pablo Azevedo
Consultoria para cenário: Rogério Marcondes
Produção Executiva: AnaCris Medina

Dança
AMOR MUNDI
Com a Cia Fragmento de Dança
Dias 17, 18 e 19 de dezembro de 2021. Sexta e sábado, 21h. Domingo, 18h
Local: Teatro do Sesc Belenzinho (374 lugares) Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.
Belenzinho – São Paulo (SP)
Acesso somente com uso de máscara e apresentação do comprovante de vacinação
Ingressos: R$ 40,00 (inteira); R$20,00 (meia entrada/ Credencial Plena do Sesc).
Venda online a partir de 14/12 (terça), às 12h, em sescsp.org.br/unidades/belenzinho. Venda presencial, em todas as unidades da rede Sesc, a partir de 15/12 (quarta), às 17h.
Recomendação etária: 16 anos
Duração: 50 minutos
Telefone: (11) 2076-9700
sescsp.org.br/unidades/belenzinho

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Medea contemporânea da Cia. do Sopro

 Fani Feldman (Medea) e Daniel Infantini (Jasão). Foto: Murilo Alvesso / Divulgação

Montagem se localiza na periferia de uma grande cidade. Foto: Murilo Alvesso @mualvesso

A Cia do Sopro quer discutir a situação da mulher atualmente Foto: Murilo Alvesso / Divulgação

A versão contemporânea de Medea (2012), de Mike Bartlett para o clássico de Eurípides, ganha montagem da Cia. do Sopro, com três apresentações presenciais de 26 a 29 de novembro no Teatro do Sesc Pompeia, e segue para temporada online de 29 de novembro a 7 de dezembro. Com tradução de Diego Teza, a peça tem no elenco Fani Feldman (Medea), Daniel Infantini (Jasão), Juliana Sanches (Pam), Maristela Chelala (Sarah), Plínio Meirelles (Andrew) e Bruno Feldman (Nick Carter) e Zé Henrique de Paula como diretor convidado.

O dramaturgo desloca o território e a realidade originais da Grécia antiga para um conjunto habitacional de subúrbio, que pode existir em qualquer parte do mundo. Medea foi largada pelo marido e está atordoada em seu lar conjugal, sem conseguir lidar com a situação, sem ânimo para trabalhar nem sossego para dormir. Seu filho perdeu a fala e ela planeja vingança.

Bartlett explora as engrenagens do universo masculino, mostra como os homens são incapazes de negar sua luxúria sexual. O autor busca tratar esse homem contemporâneo sem condescendência, por seus atos mordazes, ambivalentes, nem sempre justificáveis. Ao expor suas chagas diante de Jasão, Medea diz: “Eu divido os homens em três grupos: idiotas, tios e estupradores. Os idiotas precisam de uma mãe, os tios nos tratam como crianças e os estupradores querem nos foder, gostemos ou não”.

Nesta versão da tragédia clássica de Eurípedes, o autor Bartlett explora a “fúria privada que borbulha sob o comportamento público” e como, no mundo de hoje, uma mãe, alimentada pela raiva pela infidelidade, pode ser conduzida a cometer o crime contra o próprio filho.

A Cia do Sopro quer com a peça discutir a situação da mulher atualmente, e as condições e forças contrárias que sabotam a emancipação efetiva de direitos e lugar de fala. Formada por Fani Feldman, Rui Ricardo Diaz, Plínio Meirelles, Osvaldo Gazotti e Antonio Januzelli a Cia. do Sopro, que tem em sua trajetória os espetáculos A Hora e Vez e Como Todos os Atos Humanos.

“Medeia é um dos grandes clássicos do teatro grego”, discorre o diretor Zé Henrique de Paula. “A protagonista acuada, traída, vilipendiada, eviscerada por uma sociedade alicerçada pelo machismo estrutural fala integralmente aos dias de hoje. E infelizmente, fala demais ao Brasil de 2021, um país aterrorizado permanentemente por notícias diárias de abuso e feminicídio”.

Para Zé Henrique de Paula, “dirigir essa peça sendo um homem é exercitar a humildade e servir meramente de canal para que a voz – no nosso caso, o grito – das mulheres seja ouvido. Ouvido de verdade, o que significa permitir que esse grito, esse lamento, esse coro, sejam ferramentas de modificação de uma tremendamente injusta situação social”.

Mike Bartlett é um dramaturgo aclamado da Grã-Bretanha. No Brasil já foram montadas as peças Love, Love, Love (2018), com direção de Eric Lenate, e elenco formado por Débora Falabella, Yara de Novaes, Augusto Madeira, Mateus Monteiro e Alexandre Cioletti, que traça um retrato político e provocador das idiossincrasias geracionais de uma mesma família, de 1967 a 2014; Contrações (2013) também com as atrizes mineiras do Grupo 3 de Teatro – Débora Falabella e Yara de Novaes – sob direção de Grace Passô, investiga os conflitos da vida pessoal em meio ao cenário corporativo e critica a degradação nas relações de trabalho. Bull, uma tentativa não tão bem-sucedida de Bartlett de abordar o bullying no ambiente corporativo,  foi encenada em 2014, com direção de Eduardo Muniz e Flavio Tolezani, com elenco composto por Bruno Guida, Cynthia Falabella, Muniz e Tolezani.

Medea. Foto: Murilo Alvesso / Divulgação

Ficha Técnica
Texto: Mike Bartlett
Tradução: Diego Teza
Idealização: Fani Feldman e Cia. do Sopro
Direção: Zé Henrique de Paula
Elenco: Fani Feldman (Medea), Daniel Infantini (Jasão), Juliana Sanches (Pam), Maristela Chelala (Sarah), Plínio Meirelles (Andrew) Bruno Feldman (Nick Carter) e David Uander (TOM)
Preparação: Inês Aranha
Trilha Original: Fernanda Maia
Assistência de direção: Marcella Piccin
Iluminação: Fran Barros
Cenário: Bruno Anselmo
Figurino e visagismo: Daniel Infantini
Direção de vídeo, montagem e fotografia: Murilo Alvesso
Direção audiovisual – Murilo Alvesso | Câmeras – Murilo Alvesso, Jorge Yuri e Ju Lima | Som Direto – Tomás Franco | Assistênica de câmera e Grafismos – João Marcello Costa | Produção Audiovisual – Assum Filmes
Concepção do projeto: Fani Feldman e Bruno Feldman
Produção: Quincas e Cia. do Sopro
Direção de Produção: Fani Feldman e Rui Ricardo Diaz
Assistente de Produção: Laura Sciulli
Realização: ProAc | Quincas I Cia. do Sopro
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Agradecimentos e apoios: Teatro do Núcleo Experimental, Teatro Santa Cruz/ Raul Teixeira, teatro FAAP/ Cláudia Hamra, Cláudia Miranda, Tati Marinho/ Casa dos Achados – Brechó, Refúgios Urbanos/ Bárbara Tegone, Una Muniz Viegas/ Cristiane Viegas, Jairo Leme, Marina Feldman, e Ariel Moshe.
Cia. do Sopro: Fani Feldman, Rui Ricardo Diaz, Plínio Meirelles, Osvaldo Gazotti e Antonio Januzelli.

Serviço
Presencial:
Estreia 26 de novembro
SESC Pompeia
26, 27 e 28 de novembro. (Sexta e Sábado 21h e domingo 18h)
Rua Clélia, 93 – Pompéia, São Paulo – SP.
Temporada online:
29 de novembro a 07 de dezembro, com sessões diárias, sempre às 21h00. (ingressos pelo Sympla)
Haverá bate-papo após as transmissões, nos dias 29/11 e 07/12. O link do Zoom estará disponível para acesso no Canal da Cia. do Sopro no YouTube.

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Ocupação Mirada 2021,
espetáculos e reflexões sobre a cena contemporânea

Sem Palavras, da cia brasileira. Foto: Nana Moraes / Divulgação

Michelle Boesche, Leopoldo Pacheco, Denise Weinberg; Simone Evaristo e Paulo de Pontes Foto: João Caldas Fº

A Ocupação Mirada 2021, programação especialmente idealizada para o momento de retomada entre as edições do Mirada – Festival Ibero-americano de Artes Cênicas, evento bienal organizado pelo Sesc SP, ocorre de 24 a 28 de novembro, em formato híbrido (com dois espetáculos com sessões presenciais e várias atrações on-line). São onze encenações, entre estreias e obras inéditas no Brasil.

O evento internacional também se ocupa de ações formativas, mesas de conversas, mostras digitais e aberturas de processos de criação. Nesta edição hibrida, o festival tem participantes de Portugal, Chile, México, Peru, Bolívia, Equador e Colômbia, além do Brasil, é claro, nas peças ou ações formativas.

Sem Palavras, da companhia brasileira de teatro, com direção de Márcio Abreu, abre programação de espetáculos nesse dia 24 de novembro, presencialmente, no Sesc Santos (SP). É a estreia do espetáculo em território brasileiro, depois de passar por festivais internacionais na França e Alemanha. Se a palavra provoca uma exaustão e não mais dá conta de traduzir o horror e o assombro desses tempos, os corpos potencializam as falas de lugares sociais diferentes na encenação.

A outra montagem com apresentação presencial é Sueño, que o diretor e dramaturgo Newton Moreno espelha Sonho de uma Noite de Verão, de Shakespeare, na luta de uma trupe teatral chilena, no período do golpe de 1973. A peça traça conexões da luta dos artistas, de ontem e de hoje, pela expressão poética e contra o autoritarismo.

Espetáculos on-line

Aquela Cia (RJ), de Caranguejo Overdrive e Guanabara Canibal estreia Chega de Saudade! uma projeção da história da Bossa Nova na visão de artistas negros do grupo.

O Monstro da Porta da Frente, d’A Digna Coletivo Teatral investe na discussão lúdica da memória, a partir da história de Laurinha e Lanterninha, que fazem um filme para evitar a destruição do bairro.

A produção portuguesa Aurora Negra discute a presença do corpo negro na cena artística europeia. As três criadoras Cleo Tavares (Cabo Verde), Isabel Zuaa (Portugal, de origem de Angola e Guiné-Bissau) e Nádia Yracema (Angola) participam ainda da mesa “Corpo Político e Presencialidades“, dia 27 de novembro, on-line, e que conta com a dramaturga peruana Diana Daf Collazos.

A justaposição de imagens das últimas décadas no Brasil e em Portugal movimenta o ensaio literário e dramatúrgico, Trauma, de Alexandre Dal Farra (Brasil) e Patrícia Portela (Portugal). A obra coproduzida pelo FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (Portugal) foi adaptada para o formato audiovisual a partir do projeto original chamado Reconciliação.

O lançamento da TePi – plataforma que reúne a produção teatral baseada no Festival Teatro e os Povos Indígenas, Encontros de Resistência, liderada pela diretora artística Andrea Duarte, em parceria e co-curadoria com o ambientalista e filósofo Ailton Krenak será no dia 26 de novembro.

Trewa. Foto Paula Gonzalez Seguel

Para marcar o lançamento da plataforma duas obras que tem a ver com a prática teatral dos povos originários são exibidas: Ino Moxo, do Grupo Íntegro, do Peru (uma aventura pela Amazônia em busca de um lendário shaman da ayahuasca) e Trewa, do KIMVN Teatro, cena documental das raízes do povo Mapuche do Chile. A diretora deste espetáculo, Paula González Seguel, participa de uma das mesas que integram a programação, “Teatralidades e Povos Indígenas“.

Preludio – Ficciones del Silencio, concebido pela atriz e diretora peruana Diana Daf Collazos, trata das memórias coletivas, lembranças pessoais e políticas, e de silêncio. Já o chileno Guillermo Calderón faz uma irônica reflexão sobre arte (e sobre fracasso), carregando a cena com uma crítica a artistas, instituições, mercado e sociedade na peça La segunda vida de un Dragón.

Uma trama sentimental sobre o ritual de despedida dos mortos é o que propõe a obra La Casa de tu Alma, do México, com direção de Conchi León para a Saas’Tun Teatro.

Mais espetáculos do #EmCasaComSesc

Dez espetáculos apresentados nas lives do #EmCasaComSesc, reunindo produções exibidas durante a pandemia estão na programação: Felipe Rocha, em Ele precisa começar; Matheus Nachtergaele, em Desconscerto; Hilton Cobra, em Traga-me a cabeça de Lima Barreto!; Grace Passô, em Frequência 20.20; Mariana Lima, em Cérebro Coração; Bete Coelho, em Mãe Coragem; Sara Antunes, em Dora; Cláudia Missura e Tata Fernandes, em O Menino Teresa; Cristina Moura, em MASCARADO – Ägô Pra Falar, Ägô Pra Dançar, Ägô Pra Existir; e Fragmento Urbano, em Espaço Seguro para Ficar em Risco.

Refletir sobre a linguagem

Quatro mesas de conversas on-line, com transmissão nas redes do Sesc SP estão agendadas para o Ocupação Mirada 2021,. São elas: “Desafios e Perspectivas da Ação Cultural“, com Danilo Miranda, Carmen Romero (Chile), Otávio Arbelaez (Colômbia) e Gonçalo Amorim (Portugal); “Percursos Criativos“, com Alexandre Dal Farra, Marcio Abreu (Brasil), Guillermo Calderón (Chile) e Patrícia Portela (Portugal); “Teatralidades e Povos Indígenas“, com Ailton Krenak, Paula González Seguel (Chile) e Andrea Duarte; e “Corpo Político e Presencialidades“, com Diana Daf Collazos (Peru), Cleo Tavares (Cabo Verde), Isabel Zuaa (Portugal), Nádia Yracema (Angola).

Antonio Araújo, do Teatro da Vertigem vai falar sobre a investigação crítica do ambiente do agronegócio brasileiro, especialmente aquele das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte de Rondônia, suas manifestações culturais e seus costumes.

A ColetivA Ocupação apresenta um ensaio aberto do próximo espetáculo Erupção, transmitido pela internet (mediante inscrição), obra que discute catástrofes.

As questões ambientais, econômicas e sociais da Baixada Santista são investigadas pelo Coletivo 302, que mostra ao público o desenvolvimento do próxima peça Vila Fabril, pesquisa histórica e geográfica de Cubatão (SP),

A construção eurocentrista na criação de monumentos (reais e simbólicos) vai ser questionado no “Telas Abertas da América Latina“, e com proposição de novas formas de se narrar histórias. Conta com a participação do Clowns de Shakespeare (RN/Brasil), teatro del Embuste (Colômbia), Grupo Cultural Yuyachkani (Peru), Malayerba (Equador) e Teatro de los Andes (Bolívia). Haverá transmissão ao vivo, pelo YouTube,

“Mirada Digitais”

Artistas de diferentes origens e áreas de atuação (e especialidades) criam e argumentam na mostra “Mirada Digitais“, sobre uma coletânea especial, a partir de séries e documentários originais do Sesc Digital. As playlists são assinada pelos dramaturgos André Guerreiro Lopes, Dione Carlos e Jé Oliveira; os grupos Magiluth e Nós do Morro; as atrizes Renata Carvalho e Priscila Obaci; a escritora Paula Autran; a diretora Onisajé; e os jornalistas Wellington Andrade e Dib Carneiro.

Ocupação Mirada 2021

De 24 a 28 de novembro de 2021
Informações em www.sescsp.org.br/mirada
Nas redes do Sesc SP e Sesc Santos

Programação

Matheus-Nachtergaele em Desconscerto. Foto: Divulgação

[#EMCASACOMSESC]
DESCONSCERTO
Matheus Nachtergaele
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21—31/12/21
Recomendação etária: 14 anos
INGRESSOS: GRÁTIS

O ator está em cena dizendo os poemas que guardou como única herança de sua mãe, a poeta Maria Cecília Nachtergaele, que faleceu quando o filho tinha três meses de idade.

Ficha técnica
Concepção e atuação:
 Matheus Nachtergaele
Textos: Maria Cecília Nachtergaele
Produção executiva: Valéria Luna
Diretora de produção: Miriam Juvino
Realização: A Gente Se Fala/Pássaro da Noite
instagram.com/mathnachtergaele/

Sara Antunes em Dora. Foto: Alessandra Nhovais / Divulgação

[#EMCASACOMSESC]
DORA
Sara Antunes
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21—31/12/21
Recomendação etária: Livre
INGRESSOS: GRÁTIS

Maria Auxiliadora Lara Barcelos (1945-1976), estudante de medicina, entrou para a luta armada contra a ditadura militar aos 23 anos. Foi presa, torturada, exilada e suicidou-se na Alemanha em 1976, aos 31 anos. A peça Dora conta a trajetória dessa militante, a partir de trechos de cartas, imagens de arquivo e relatos autobiográficos.

Ficha técnica
Direção, texto e atuação:
Sara Antunes
Concepção audiovisual: Henrique Landulfo e Sara Antunes
Direção de fotografia e assistência de direção: Henrique Landulfo
Direção de arte e figurino: Sara Antunes
Luz: Wagner Antônio
Desenho sonoro: Edson Secco
Participação: Angela Bicalho
instagram.com/sarantunes/

Felipe Roca em Ele precisa começar. Foto: Roberto Setton / Divulgação

[#EMCASACOMSESC]
ELE PRECISA COMEÇAR
Felipe Rocha
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21—31/12/21
Recomendação etária: 12 anos
INGRESSOS: GRÁTIS

O ator passeia entre camadas de realidade e ficção e dá voz e corpo aos inúmeros futuros espetáculos que imagina. Felipe Rocha une saltos de paraquedas e instalações de arte contemporânea, mafiosos romenos e super-heróis, canções românticas e estratégias performáticas.

Ficha técnica
Texto e interpretação: Felipe Rocha
Direção da peça: Alex Cassal e Felipe Rocha
Direção da versão audiovisual: Alex Cassal, Felipe Rocha, Luisa Espindula e Stella Rabello
Câmera, direção de fotografia e projeções: Lucas Canavarro
Iluminação: Stella Rabello
Operação de som: Luisa Espindula
Interlocução artística: Marina Provenzzano e Renato Linhares
Criação e produção: Foguetes Maravilha
instagram.com/felipe___rocha/
instagram.com/foguetesmaravilha/
foguetesmaravilha.wordpress.com

Douglas Iesus em Espaço seguro para ficar em risco, do Fragmento Urbano. Foto Kuruf

[#EMCASACOMSESC]
ESPAÇO SEGURO PARA FICAR EM RISCO
Fragmento Urbano
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21—31/12/21
Recomendação etária: 14 anos
INGRESSOS: GRÁTIS

Dançar em casa é privilégio de quantos? É resistência para quantos? Quem pode se manter em isolamento? A partir de perguntas como essas, o trabalho reflete sobre as condições das pessoas que moram nas periferias da cidade.

Ficha técnica
Concepção e interpretação:
Anelise Mayumi e Douglas Iesus
Luz e som: Cic Morais 
instagram.com/fragmento_urbano/

Grace Passô em FREQUÊNCIA 20.20. Foto Divulgação

[#EMCASACOMSESC] FREQUÊNCIA 20.20
Grace Passô
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21—31/12/21
Recomendação etária: 16 anos
INGRESSOS: GRÁTIS

A atriz, dramaturga e diretora mineira reúne trechos de espetáculos teatrais que escreveu e encenou: Preto (coautoria com Márcio Abreu e Nadja Naira), Mata Teu Pai e Por Elise e recuperar memórias e sensações dos três espetáculos.

Ficha técnica
Criação e atuação:
 Grace Passô

Bete Coelho em Mãe Coragem. Foto: Jennifer Glass / Divulgação

[#EMCASACOMSESC]
MÃE CORAGEM
Bete Coelho
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21—31/12/21
Recomendação etária: 16 anos
INGRESSOS: GRÁTIS

Em um monólogo denso, esta versão do espetáculo Mãe Coragem costura a trajetória da protagonista Anna Ferling por meio de cenas da peça de Bertolt Brecht e de narrações de Bete Coelho.

Ficha técnica
Atuação:
 Bete Coelho
Atuação e câmera: Gabriel Fernandes
Direção: Daniela Thomas
Texto: Bertolt Brecht
Tradução:Marcos Renaux

Cristina Moura em MASCARADO – ÄGÔ PRA FALAR, ÄGÔ PRA DANÇAR, ÄGÔ PRA EXISTIR

[#EMCASACOMSESC]
MASCARADO – ÄGÔ PRA FALAR, ÄGÔ PRA DANÇAR, ÄGÔ PRA EXISTIR
Cristina Moura
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21—31/12/21
Recomendação etária: 14 anos
INGRESSOS: GRÁTIS

Combinando linguagens e símbolos, o espetáculo busca uma escrita cênica e corporal que expresse as ambiguidades e possibilidades de um corpo feminino negro dançante.

Ficha técnica
Criação, direção e interpretação: Cristina Moura
Colaboração: Mariana Lima e Renato Linhares
Direção de fotografia e câmera: Clara Cavour
Direção de arte: Julia Deccache
Direção musical: Bruno Balthaza
Figurinos: Luana de Sá
Produção: Dadá Maia | Ciranda de 3 Trupe Produções
Textos: Achille Mbembe, Ana Miranda, Angela Davis, Bell Hooks, Edna St. Vincent Millay, Franz Fanon, Grada Kilomba, Maya Angelou, Marcelo Yuka, Pedro Rocha e Wislawa  Szymborska
instagram.com/cristinamourareal/

Cláudia Missura em O Menino Teresa Foto Alessandra Fratus / Divulgação

[#EMCASACOMSESC]
O MENINO TERESA
Banda Mirim
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21—31/12/21
Recomendação etária: Livre
INGRESSOS: GRÁTIS

Numa aventura no estilo Indiana Jones, Teresa busca desvendar com muita convicção e ingenuidade o mundo dos meninos e para isso conta com a companhia de sua amiga imaginária, sra. Cabeçuda.

Ficha técnica
Dramaturgia e direção:
Marcelo Romagnoli
Elenco:Cláudia Missura e Tata Fernandes
Músicas:Tata Fernandes
Objetos cenográficos:Marisa Bentivegna
Figurinos:Verônica Julian
Produção executiva:Andrea Pedro
www.bandamirim.com
instagram.com/bandamirim/

Mariana Lima em Cerebro Coraçãoo Foto: Mauricio Fidalgo / Divulgação

[#EMCASACOMSESC]
SIM – CÉREBRO|CORAÇÃO EM CONFERÊNCIA PARA TERRA
Mariana Lima
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21—31/12/21
Recomendação etária: 14 anos
INGRESSOS: GRÁTIS

Versão adaptada da peça Cérebro Coração. O título traduz um pouco da distopia, da ausência do outro, como se estivéssemos todos em um outro planeta vivendo de memórias e da especulação de um futuro, ainda incerto. Os assuntos centrais são neurociência, memória, cérebro, coração.

Ficha técnica (performance)
Atuação:
 Mariana Lima
Texto adaptado e direção:
 Mariana Lima, Renato Linhares e Enrique Diaz
Ambientação: Dina Salem Levy
Vídeos e projeções: Lina Kaplan
Pesquisa de som ambiente: Joana Guimarães
Música “For India”: João Bittencourt
Trilha sonora: Lucas Marcier
Voz: Greace Passô (Filme República)
Produção: Quintal Produções
Direção geral: Verônica Prates
Coordenação artística: Valencia Losada
Classificação indicativa: 14 anos
instagram.com/mariana.lima/

Hilton Cobra em Traga-me a cabeça de Lima Barreto. Foto: Divulgação

[#EMCASACOMSESC]
TRAGA-ME A CABEÇA DE LIMA BARRETO!
Hilton Cobra
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21—31/12/21
Recomendação etária: 14 anos
INGRESSOS: GRÁTIS

Para discutir questões como o racismo, a loucura e a vida literária, o diretor e dramaturgo Luiz Marfuz imaginou uma autópsia da cabeça do escritor carioca Lima Barreto, realizada por médicos eugenistas, defensores da higienização racial no Brasil.

Ficha técnica
Atuação:
 Hilton Cobra
Dramaturgia: Luiz Marfuz
Direção: Onissajé (Fernanda Júlia)
Cenário: Erick Saboya, Igor Liberato e Márcio Meireles | Vila de Taipa
Desenho de luz: Jorginho de Carvalho e Valmyr Ferreira
Figurino: Biza Vianna
Direção de movimentos: Zebrinha
Direção musical: Jarbas Bittencourt
Direção de vídeo: David Aynan
Design gráfico: Bob Siqueira e Gá
Produção executiva: Elaine Bortolanza e Júlio Coelho
Direção de fotografia/câmera: Lílis Soares
Operação de áudio e vídeo: Duda Fonseca
Operação de luz: Lucas Barbalho
Participações especiais (voz em off): Caco Monteiro, Frank Menezes, Harildo Deda, Hebe Alves, Lázaro Ramos, Rui Manthur e Stephane Bourgade
instagram.com/hiltoncobra/

Michelle e Leopoldo em Sueño. Foto: João Caldas / Divulgação

[PRESENCIAL]

SUEÑO

Newton Moreno (Brasil)
Complexo Esportivo e Recreativo Rebouças
DATA E HORA
26/11, às 19h
27/11, às 19h 00 às 21h30
Duração 150 min.
Recomendação etária: 14 anos
INGRESSOS:
INTEIRA R$ 40,00
MEIA R$ 20,00
CREDENCIAL PLENA R$ 20,00
Ingressos esgotados
A sessão do dia 27/11 será transmitida pelo Youtube @Sescsp e pelo Instagram @SescAoVivo GRATUIO
Parcerias e apoios: Projeto contemplado pela 12ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro para a Cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura

Vine, um diretor teatral chileno no exílio, passa vinte anos alimentando Sonho de uma Noite de Verão, de Shakespeare, seu espetáculo interrompido pelo golpe de 1973. O jogo teatral se revela entre declarações contundentes dos personagens sobre torturas e assassinatos da ditadura chilena.

Ficha técnica
Dramaturgia e direção geral: Newton Moreno
Direção de produção:Emerson Mostacco
Direção musical: Gregory Slivar
Direção de movimentos: Erica Rodrigues
Elenco: Denise Weinberg, José Roberto Jardim, Leopoldo Pacheco, Michelle Boesche, Paulo de Pontes, Simone Evaristo e Gregory Slivar (músico ao vivo)
Desenho de luz: Wagner Pinto
Figurinos: Chris Aizner e Leopoldo Pacheco
Cenário: Chris Aizner
instagram.com/newtonmoreno9/

Espetáculo português Aurora Negra. Foto: Divulgação

[EXIBIÇÃO]
AURORA NEGRA
Cleo Diára, Isabél Zuaa e Nádia Yracema (Portugal)
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21 a 27/11/21, às 21h
Duração 90 min.
Recomendação etária: 14 anos
INGRESSOS: GRÁTIS
Espetáculo vencedor da segunda edição da Bolsa Amélia Rey Colaço. Parceria com o Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães; O Espaço do Tempo, em Montemor-o-Novo; e Teatro Viriato, em Viseu.

As idealizadoras e performers concretizam em seus corpos variadas situações racistas e misóginas que elas e outras mulheres negras ainda vivenciam em Portugal e no mundo.
As artistas respondem a estereótipos e clichês em torno do corpo feminino negro lançando mão de humor e revolta.

FICHA TÉCNICA
Direção artística, criação e interpretação: Cleo Diára, Isabél Zuaa e Nádia Yracema
Cenografia: Tony Cassanelli
Figurinos: José Capela
Desenho de luz e vídeo: Felipe Drehmer
Sonoplastia e composição original: Carolina Varela e Yaw Tembe
Produção: Cama A. C.
Direção de produção: Maria Tsukamoto
Coprodução: Centro Cultural Vila Flor, O Espaço do Tempo, Teatro Viriato, TNDM II
Produção no Brasil: Pedro de Freitas – Périplo Produções
instagram.com/auroranegra.agora/

Chega de Saudade!, com Aquela Cia

[EXIBIÇÃO]
CHEGA DE SAUDADE!
Aquela Cia. (Brasil)
Exibição | Youtube @SescSP 
DATA E HORA
28/11/21—02/12/21, às 19h
Duração 65 min.
Recomendação etária: Livre
INGRESSOS: GRÁTIS

É , ao mesmo tempo, uma homenagem à bossa nova, que propunha rompimentos com a música de fins dos anos 1950, e um estímulo para que aquele sonho de jovens brancos de classe média da zona sul carioca seja revisto, passados mais de 50 anos.

FICHA TÉCNICA
Eletrobras apresenta Chega de Saudade!
Direção: Marco André Nunes
Texto: Pedro Kosovski
Atores:Andrea Bak, Flávio Bauraqui, Hugo Germano, Matheus Macena, Muato, Ona Silva e Vilma Melo
Direção de fotografia: Guilherme Tostes
Direção musical: Felipe Storino
Edição: Acácia Lima
Produção executiva: Cuca Dias e Júlia Andrade
Produção: Corpo Rastreado
Realização: Aquela Cia. de Teatro
instagram.com/aquela_cia/
facebook.com/aquelacia/

Ino Moxo, do Integro Grupo de Arte. Foto: J. Sullivan

[EXIBIÇÃO]
INO MOXO
Integro Grupo de Arte (Peru)
Exibição | Plataforma TePI
Sessão única
DATA E HORA
27/11, 21h às 22h
Duração 60 min.
Recomendação etária: 14 anos
INGRESSOS: GRÁTIS

O misticismo, o ritualismo e a natureza da Amazônia peruana transportam o espectador para uma viagem espiritual. Percorre imagens poéticas, oníricas, por vezes abstratas. Quadros performáticos promovem um ritual; alguns deles são embalados por ícaros, cantos medicinais que acompanham cerimônias espirituais de xamãs e curandeiros.

Ficha técnica:
Performers: Ana Zavala, Francesca Sissa, Gonzalo del Águila, Marisol Otero e Rawa
Figurino: Ana Teresa Barboza
Iluminação: Chacho Guerra e Óscar Naters
Esculturas: Silvia Westphalen
Ícaros (cantos): Rawa
Música: Santiago Pillado
Vídeo e animação: Juan Carlos Yanaura
Coreografia:Ana Zavala e Óscar Naters
Direção e produção: Óscar Naters
integroperu.com
instagram.com.br/integroperuoficial/

La Casa de Tu Alma, do grupo mexicano Conchi León. Foto: Ivan Aguilar / Divulgação

[EXIBIÇÃO]
LA CASA DE TU ALMA
Conchi León (México)
Exibição | Plataforma Sesc Digital
DATA E HORA
26/11/21—01/12/21, às 21h
Duração 70 min.
Recomendação etária: 16 anos
INGRESSOS: GRÁTIS

Lendas de cemitérios do mundo todo e depoimentos dos atores compõem a produção audiovisual da mexicana Conchi León que se debruça sobre o tema da morte com poesia e humor. A obra utiliza variados recursos teatrais – como a transformação dos atores em personagens de alguns relatos, uso de marionetes e uma suposta improvisação de apresentação.

Ficha técnica:
Criação, dramaturgia e direção:
 Conchi León
Música original e direção musical: Alejandro Preisser
Elenco: Conchi León, Oswaldo Ferrer e Susy Estrada
Direção audiovisual: Iván Aguilar
Produção no Brasil: Paula Rocha – Arueira Expressões Brasileiras
www.conchileon.com
instagram.com/laleonaconchi/
instagram.com/suxstrada/
instagram.com/oswoferrer/
instagram.com/ivvan/

La Segunda Vida de um Dragón, do chileno Guillermo Calderón. Foto: Eugenia Paz / Divulgação

[EXIBIÇÃO]
LA SEGUNDA VIDA DE UN DRAGÓN
Guillermo Calderón (Chile)
Exibição | Plataforma Sesc Digital
DATA E HORA
24/11/21—28/11/21, às 19h
Duração 20 min.
Recomendação etária: 12 anos
INGRESSOS: GRÁTIS

O processo de criação de uma obra de arte é tematizado em camadas sobrepostas. O trabalho explora a criação da peça Dragón, de 2019, e das instabilidades políticas e sociais que vêm provocando revisões no espetáculo: os protestos no Chile que tiveram início em outubro daquele ano e levaram a uma revolução ainda em curso, transformada pela pandemia de covid-19. Questões semelhantes são trabalhadas na segunda camada: a peça Dragón, que é tema do vídeo, enreda seus criadores em questionamentos sobre a contribuição social da arte.

Ficha técnica:
Direção e dramaturgia: Guillermo Calderón
Assistência de direção e desenho de som: Ximena Sánchez
Elenco: Camila González, Francisca Lewin, Luis Cerda
Design de luz: Rocío Hernández
Técnica de cenografia e iluminação: Manuela Mege
Produção: María Paz González
Coprodução: Fundación Teatro a Mil, Teatro UC e Theater der Welt 2020 Düsseldorf
Produção no Brasil: Celso Curi
fundacionteatroamil.cl/que-hacemos/circulacion-nacional-e-internacional/catalogo/dragon/
instagram.com/fundacionteatroamil/

O monstro da porta da frente, com A Digna companhia. Foto Jamil Kubruk / Divulgação

[EXIBIÇÃO]
O MONSTRO DA PORTA DA FRENTE
A Digna (Brasil)
Exibição | Youtube @SescSP 
DATA E HORA
27/11/21—01/12/21, às 15h
Duração 75 min.
Recomendação etária: Livre
INGRESSOS: GRÁTIS
Parcerias e apoios: Espetáculo contemplado pelo ProAC 2019 de Produção e Temporada de Espetáculos Inéditos para o Público Infantojuvenil

O Monstro da Porta da Frente pinça gêneros cinematográficos e trilhas sonoras icônicas para homenagear o cinema – tanto a sétima arte quanto as próprias salas de projeção. Voltado para o público infantil. Com seu celular, a menina Laura cria cenas de filmes no antigo cinema e conhece Lanterninha, que encarna a memória do lugar.

Ficha técnica
Direção: Kiko Marques
Dramaturgia: Victor Nóvoa
Elenco: Ana Vitória Bella, Caio Marinho, Helena Cardoso e Luís Mármora
Trilha sonora e direção musical: Carlos Zimbher
adigna.com
instagram.com/adigna.sp/

Preludio, com a peruana Diana Daf Collazos. Still. Direção de Fotografia: Carlos Sánchez / Divulgação

[EXIBIÇÃO]
PRELUDIO, FICCIONES DEL SILENCIO
Diana Daf Collazos (Perú)
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
25/11/21—30/11/21, às 21h
Duração 60 min.
Recomendação etária: 14 anos
INGRESSOS: GRÁTIS
Parcerias e apoios: Ganhador do Fondo de Estímulos para la Cultura 2019, do Ministério de Cultura do Peru. Apoio do Centro Cultural de la Universidad del Pacífico; elgalpon.espacio Asociación Cultural; Bombillo, Técnica para Espectáculos Escénicos

A peruana Diana Daf Collazos escava os sentidos do silêncio para falar de seu país e da América Latina. Combinando performance, documentário e videoarte, a artista investiga como o corpo pode transmitir as memórias que herdou diante de sua própria mudez progressiva, consequência de ter nascido sem uma corda vocal. Ela registrou em um gravador, antes que sua voz desaparecesse, as histórias da morte de seu avô, sua avó e seu pai, e reproduz essa narração enquanto realiza no palco ações cênicas que elaboram o luto.

Ficha técnica
Idealização, direção e performance: Diana Daf Collazos
Produção: Diana Castro Sánchez
Assessoria dramatúrgica: Miguel Rubio Zapata
Direção de vídeos: Carlos Sánchez e Diana Daf Collazos
Diretor técnico: Igor Moreno
Som: José Carlos Valencia
Música: Erick del Aguila
Assistência geral: Josselin Urco
Participação: Martha Palomino
Produção no Brasil: Carla Estefan – Metropolitana Gestão Cultural
dianadafcollazos.com
instagram.com/dianadafnis/
instagram.com/preludio_ficciones_delsilencio/

Reconciliação, de Alexandre Dal Farra e Patrícia Portela Foto: Plinio Leite Dal Farra/ Divulgação

[EXIBIÇÃO]
RECONCILIAÇÃO
Alexandre Dal Farra e Patrícia Portela/Brasil e Portugal
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21—29/11/21, às 19h
Duração 41 min.
Recomendação etária: 16 anos
INGRESSOS: GRÁTIS
Parcerias e apoios: DGArtes – República Portuguesa

Cinco quadros propõem uma espécie de expurgo – seja em uma conversa que aborda diretamente temas como a pandemia de covid-19, num monólogo vociferado por um ator que, caminhando apressado pela cidade, fala da ascensão da extrema-direita, seja na imagem de um iceberg se rompendo. O que está em foco no projeto é a ideia de reconciliação como um processo de aceitação e de convivência com o outro.

Ficha técnica
Direção, dramaturgia e textos: Alexandre Dal Farra e Patrícia Portela
Performers e cocriadores: Célia Fechas e Clayton Mariano
Convidado: Nicolas Fernando de Warren
Composição musical e interpretação: Gabriel Ferrandini
Trilha sonora glaciar: Sérgio Hydalgo
Cinematografia: Leonardo Simões (Portugal), Otávio Dantas (Brasil) e Patrícia Portela (Bélgica)
Edição de vídeo: Patrícia Portela e Tomás Pereira
Gravação e edição de som: Hélder Nelson (Gabriel Ferrandini) e Kellzo (Célio Fechas)
www.alexandredalfarra.com.br
www.patriciaportela.pt  
instagram.com/peixinho_da_horta/
instagram.com/clayton_mariano/
instagram.com/celia_fechas/

Trauma, de Alexandre Dal Farra e Patricia Foto: Joao Peixoto Dviulgação

[EXIBIÇÃO]
TRAUMA
Alexandre Dal Farra e Patrícia Portela (Brasil e Portugal)
Exibição| Youtube @SescSP 
DATA E HORA
25/11/21—29/11/21, às 19h
Duração 85 min.
Recomendação etária: 14 anos
INGRESSOS: GRÁTIS
Parcerias e apoios: DGArtes, Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (Fitei) e Prado Produções

Os quadros do vídeo evocam acontecimentos traumáticos que rondam a cena mas não se mostram diretamente sejam eles da história das personagens, referentes à pandemia de covid-19 ou comentários sobre o contexto político contemporâneo. As cenas cotidianas, diálogos e imagens, apesar das palavras, permanecem em tensão contínua do que não é dito, sugerindo uma convivência do trauma com a rotina.

Ficha técnica
Texto e direção: Alexandre Dal Farra e Patrícia Portela
Elenco: Célia Fechas, Clayton Mariano, Gabriela Elias e José Genoino
Câmera: Otávio Dantas
Som: Amarelo
Montagem: Tomás Pereira
Produção: Corpo Rastreado
alexandredalfarra.com.br
patriciaportela.pt
instagram.com/peixinho_da_horta
instagram.com/clayton_mariano
instagram.com/celia_fechas
 

Travessias apresenta gravação do processo de Sem Palavras, da cia brasileira. Foto: Nana Moraes / Divulgação

[EXIBIÇÃO]
TRAVESSIAS
companhia brasileira de teatro/Brasil
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21—28/11/21, às 21h
Duração 53 min.
Recomendação etária: 18 anos
INGRESSOS: GRÁTIS
Correalização: Centro Cultural Oi Futuro
Apoios e parcerias: Lei Estadual de Incentivo à Cultura e Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro

No documentário, dirigido por Marcio Abreu e Clara Cavour, a companhia brasileira de teatro compartilha o processo de criação de Sem Palavras, seu mais recente espetáculo, apresentando trechos de ensaios do momento final de sua elaboração.

Ficha técnica
Direção: Clara Cavour e Marcio Abreu
Câmera e edição: Clara Cavour
Mixagem: Estevão Casé
Direção e texto de Sem Palavras: Marcio Abreu
Dramaturgia: Marcio Abreu e Nadja Naira
Elenco: Fábio Osório Monteiro, Giovana Soar, Kauê Persona, Kenia Dias, Key Sawao, Rafael Bacelar, Viní Ventania Xtravaganza e Vitória Jovem Xtravaganza
Direção de produção e administração: Cássia Damasceno e José Maria
Iluminação e assistência de direção: Nadja Naira
Direção musical e trilha sonora original: Felipe Storino
Direção de movimento: Kenia Dias
Cenografia: Marcelo Alvarenga | Play Arquitetura
Figurinos: Luiz Cláudio Silva | Apartamento 03
www.companhiabrasileira.art.br
instagram.com/ciabrasileira/

Peça sobre ativista Yudi Macarena Valdés Muños, encontrada morta em 2016. Foto: Paula Gonzalez Seguel 

[EXIBIÇÃO]
TREWA, ESTADO-NACIÓN O EL ESPECTRO DE LA TRAICIÓN
KIMVN Teatro/Chile
Exibição | Plataforma TePI
DATA E HORA
26/11, das 19h às 20h30
Sessão única
Duração 90 min.
Recomendação etária: 14 anos
INGRESSOS: GRÁTIS
Financiamento: Ministerio de las Culturas, las Artes y el Patrimonio – Fondart Nacional – Trayectoria Artística

A violência contra os mapuches, povo originário da região centro-sul do Chile e da Argentina, a partir da morte da ativista Yudi Macarena Valdés Muños é o tema central da obra. Em 2016, dias depois de uma manifestação contra a instalação de uma central hidroelétrica no rio Tranguil, ela foi encontrada morta em casa; desde então familiares, amigos e ativistas contestam a versão oficial de suicídio.

Ficha técnica
Direção, pesquisa, encenação e dramaturgia: Paula González Seguel
Codramaturgia: David Arancibia Urzúa e Felipe Carmona Urrutia
Assistência de direção: Andrea Osorio Barra
Cenografia: Natalia Morales Tapia
Projeções e edição de som: Niles Atallah
Autoria, composição e direção musical: Evelyn González Seguel
Arranjos musicais: Juan Flores Ahumada e Sergio Ávila Muñoz
Músicos: Evelyn González, Juan Flores, Nicole Gutiérrez, Sergio Ávila e William García
Elenco: Amaro Espinoza, Benjamín Espinoza, Claudio Riveros, Constanza Hueche, Elsa Quinchaleo, Fabián Curinao, Francisca Maldonado, Hugo Medina, Norma Hueche, Paula Zúñiga e Rallen Montenegro
Desenho de luz: Francisco Herrera
Figurino: Natalia Geisse
Assessoria de pesquisa: Fernando Pairican (historiador), Helene Risor (antropóloga) e Marcela Cornejo (psicóloga)
Educadoras mapuzungun: Constanza Hueche e Norma Hueche
Treinamento psicofísico: Natalia Cuellar
facebook.com/kimvnteatro 

Sem Palavras, da cia brasileira. Foto: Nana Moraes / Divulgação

[PRESENCIAL – ESTREIA]
SEM PALAVRAS
Companhia Brasileira de Teatro (Brasil) | Estreia Nacional
Presencial | Teatro Sesc Santos

DATA E HORA

24/11, às 21h às 22h50
25/11, às 21h às 22h50
Duração 110 min.
Recomendação etária: 18 anos
INGRESSOS:
INTEIRA R$ 40,00
MEIA R$ 20,00
CREDENCIAL PLENA R$ 20,00

Parcerias e apoios: Passages Transfestival Metz/FR

A companhia brasileira de teatro tensiona perspectivas do país, como nos trabalhos anteriores PROJETO bRASIL e Preto. Por meio de teatro, dança, música e performance, o espetáculo traz histórias que não foram contadas e estão contidas nos corpos que passam pelo palco, propondo uma reinvenção da linguagem que tente dar conta dos velozes acontecimentos contemporâneos.

Ficha técnica
Direção e texto: Marcio Abreu
Dramaturgia: Marcio Abreu e Nadja Naira
Elenco: Fábio Osório Monteiro, Giovana Soar, Kauê Persona, Kenia Dias, Key Sawao, Rafael Bacelar, Viní Ventanía Xtravaganza e Vitória Jovem Xtravaganza
Direção de produção e administração: Cássia Damasceno e José Maria
Iluminação e assistência de direção: Nadja Naira
Direção musical e trilha sonora original: Felipe Storino
Direção de movimento: Kenia Dias
Cenografia: Marcelo Alvarenga | Play Arquitetura
Figurinos: Luiz Cláudio Silva | Apartamento 03
Produção: companhia brasileira de teatro
Coprodução: A Gente Se Fala Produções Artísticas – Rio de Janeiro/BR, Künstlerhaus Mousonturm Frankfurt am Main/GE e Théâtre Dijon Bourgogne – Centre Dramatique National/FR
Correalização: Centro Cultural Oi Futuro
companhiabrasileira.art.br/
instagram.com/ciabrasileira/

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