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Antônio Abujamra, o eterno provocador

Antônio Abujamra é festejado com debates, show, espetáculo e leitura no Itaú Cultural

Ator e diretor paulista Antônio Abujamra (1932-2015) deixou marcas de irreverência nos palcos e nas telas; na história do teatro brasileiro. O Itaú Cultural inicia suas atividades cênicas de 2021 com uma homenagem a esse homem do teatro com Antônio Abujamra – A Voz do Provocador. A programação online ocorre de 18 a 21 e de 25 a 28 de fevereiro, de quinta-feira a domingo, com conversas, encenações inéditas e música. O legado de Abujamra é celebrado no ano em que se comemora três décadas de fundação da Cia Os Fodidos Privilegiados, criada pelo ator e diretor no Rio de Janeiro.

Abu, de Cabo a Rabo é a mesa que abre a programação – no dia 18 (quinta-feira), às 20h, e conta com a participação do crítico teatral e professor Edélcio Mostaço para distinguir a trajetória desse artista influenciado pelo dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898-1956), de inteligência brilhante, sensível, de humor ácido e que não renunciava à autoironia. A conversa será mediada pela diretora, roteirista e produtora de teatro e eventos Márcia Abujamra, sobrinha do ator, que idealizou essa mostra junto com o Itaú Cultural.

Cia Os Fodidos Privilegiados – Exorbitâncias e O Casamento, a Renovação do grupo é o tema da segunda mesa (sexta-feira, 19, também às 20h), com as atrizes Filomena Mancuzzo, Guta Stresser e Paula Sandroni, e o diretor João Fonseca. Eles apresentam histórias e gravação de cenas de espetáculos.

Fundada em 1991, no Rio de Janeiro, a Cia Os Fodidos Privilegiados montou três peças naquele ano: Um Certo Hamlet, A Serpente e Phaedra. Em 1995, juntou 60 atores em cena no espetáculo Exorbitâncias. Em 1997, o grupo estreou O Casamento, de Nelson Rodrigues.

O Casamento, montagem de 1997. Foto Chico Lima / Divulgação

Coroa para o povo

O Veneno do Teatro, espetáculo criado Antônio Abujamra e interpretado por ele por mais de 10 anos, ganha nova versão, interpretado pelo ator Elias Andreato e com roteiro e direção de Marcia Abujamra, nos dias 20 e 21 (sábado e domingo), às 20h. A encenação junta trechos de histórias biográficas da encenação original com trecho de vídeos de espetáculos que Abujamra dirigiu e depoimentos de arquivo de alguns artistas, a exemplo de Antunes Filho, Alcides Nogueira e Felipe Hirsch.

Crítico teatral e professor Edélcio Mostaço e diretor e dramaturgo Sérgio de Carvalho. Fotos: Reprodução do Facebook

A mesa Antônio Abujamra e o teatro épico no Brasil ocorre na quinta-feira, dia 25, às 20h, conduzida pelo dramaturgo e encenador Sérgio de Carvalho, fundador da Companhia do Latão. Carvalho vai focar na importância do trabalho de Antônio Abujamra em diálogo com o movimento de renovação da cena brasileira.

A leitura online de Um outro Hamlet, com companhia Os Fodidos Privilegiados, avança para a montagem do espetáculo Hamleto – que o grupo prepara para 2021, para celebrar seus 30 anos de fundação – dá prosseguimento ao programa Antônio Abujamra – A Voz do Provocador, na sexta-feira e no sábado, dias 26 e 27, às 20h.

Com direção de João Fonseca e de Johayne Ildefonso, Hamleto se baseia no texto escrito em 1972 pelo italiano Giovanni Testori (1923-1993), com adaptação de Antônio Abujamra, que dá novos rumos à história de Hamlet, de Shakespeare, com ingredientes políticos e de deboche. Sugere uma relação homossexual entre Hamlet e Horácio, e permite que o protagonista ceda as riquezas da coroa para o povo no ato de sua morte.

O Teatro Dissonante de Antônio Abujamra: A Temporada Carioca é o título do último debate, no sábado, 27, às 17h, com participação do professor André Dias.

No domingo, 28, às 20h, o encerramento da programação Antônio Abujamra – A Voz do Provocador é com o show online Abujamra Presente, com o músico André Abujamra, filho caçula do diretor. Cantor, compositor, guitarrista, percussionista, pianista, produtor musical com mais de 70 trilhas feitas para cinema, onde também tem trabalhos como ator e diretor, André Abujamra apresenta um repertório sacado de seus quatro discos – Mafaro, Homem Bruxa, Omindá e Emidoinã.

Antônio Abujamra – A Voz do Provocador acontece pela plataforma Zoom e os ingressos podem ser reservados via Sympla. Informações pelo site www.itaucultural.org.br.

Serviço:

Antônio Abujamra, a Voz do Provocador
Quando: De 18 a 21 e de 25 a 28 de fevereiro (quinta-feira a domingo)
Onde: No site do Itaú Cultural: www.itaucultural.org.br  

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Mais aprendizados sobre teatro brasileiro, iluminação, produção cultural e crítica teatral

Leda Maria Martins. Captura de tela do YouTube

Uma das principais pensadoras do teatro brasileiro, especialmente do teatro negro brasileiro, a poeta, dramaturga, pesquisadora, ensaísta, e rainha de Nossa Senhora das Mercês da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário do Jatobá, Leda Maria Martins vai ministrar o curso Fragmentos e Intensidades no Teatro Brasileiro: Experimentações e Poéticas, de 23 de fevereiro a 25 de março, às terças e quintas-feiras, em ambiente digital, pela plataforma Zoom. O programa está sendo oferecido pelo Centro de Pesquisa Teatral CPT-SESC .

A professora adianta que o conteúdo não segue uma linha histórica, nem cronológica. O foco está direcionado para temas e momentos de experimentações através da história do teatro brasileiro e que trazem, individualmente, propostas e vieses diferenciados.

Os encontros vão salientar os saberes derivados da diversidade de autores e estilos da produção dramatúrgica nacional. Entram no roteiro autoras e autores importantes na dramaturgia brasileira, sejam do século 19 e 20, como Álvares de Azevedo e Oswald de Andrade. Ou contemporâneos, feito Grace Passô, Dione Carlos e Denise Stoklos.

Nos dez encontros, a primeira parte será reservada à exposição e a segunda para reflexão, compartilhamento de experiências e trabalhos conjuntos. Dois dias do curso terão convidados – o diretor Márcio Abreu (na aula 4, sobre o espetáculo Nós) e atriz e diretora Yara de Novaes (na aula 5, falando sobre a peça-jogo Desmemória).

As inscrições ocorrem no dia 16 de fevereiro, no portal Sesc São Paulo. Como praticamente todos os cursos oferecidos pelo Centro de Pesquisa Teatral CPT-SESC acabam em poucos minutos, os interessados devem estar atentos para o horário de abertura dos cadastros virtuais. Boa sorte!

Serviço:
Fragmentos e Intensidades no Teatro Brasileiro: experimentações e poéticas
Curso com Leda Maria Martins
Centro de Pesquisa Teatral CPT-SESC
Quando: de 23 de fevereiro a 25 de março, terças e quintas, das 19h às 21h
Inscrições: de 16 de fevereiro às 14h a 19 de fevereiro, no site sescsp.org.br/cpt
Ingressos: R$24 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$40 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$80 (inteira).
Plataforma: Zoom
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 16 anos.
Vagas limitadas

Iluminador Beto Bruel_ Foto: Larissa de Lima / Divulgação

A Trupe Ave Lola de Teatro promove duas palestras dentro do projeto Tempo de Formação Teatral – 2ª Ed – Minha praia é o teatro: História da Iluminação no Paraná, com o iluminador Beto Bruel e Gestão de projetos Culturais, com Dara van Doorn e Laura Tezza. Ambas as atividades são gratuitas e abertas ao público em geral, com vagas limitadas a 80 pessoas por palestra. As inscrições estão abertas até 21 de fevereiro.

Com um espaço independente em Curitiba há 10 anos, a Ave Lola mantém uma equipe de cerca de 20 pessoas entre produtoras, atrizes, atores, músicos, técnicos, além de artistas aprendizes. Trabalha com pesquisas dramatúrgicas e de linguagem e recebe artistas residentes de várias partes do mundo para ampliação e trocas estéticas e filosóficas.

Serviço:
Tempo de Formação Teatral – 2ª Ed – Minha praia é o teatro | 01 a 25 de FEV/2021
Inscrição: Até 21 de fevereiro, pelo site: http://www.avelola.net.br/agenda/tempo-de-formacao-teatral-2a-ed-minha-praia-e-o-teatro/.
Plataforma: Zoom
Projeto Realizado com o apoio do Programa de Apoio e Incentivo À Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba

Diogo Spinelle e Heloisa Sousa ministram oficina de crítica

A crítica teatral é um disparador de diálogo para o pessoal do site Farofa Crítica, de Natal, Rio Grande do Norte. Nessa pisada, a turma propõe uma iniciação no campo da crítica teatral contemporânea, nos dias 20, 21, 27 e 28 de fevereiro, das 14h às 16h30 pela plataforma Zoom. Estão planejadas 15 vagas, sendo oito delas reservadas para moradores do estado nordestino.

O trabalho Oficina Online de Crítica Teatral será desenvolvido por Diogo Spinelli e Heloísa Sousa, a partir da leitura, análise, e produção de críticas. A proposta é que, além das discussões ao longo da oficina, os participantes escrevam seus textos críticos, com chances de serem postados no site Farofa Crítica.

As inscrições podem ser feitas até o dia 17 de fevereiro, pelo Instagram do @farofa crítica ou pelo link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdj5SySUMkMKbucVhZVMbGrL15zPQj-0j-CtcFWFpZ2fZJm1w/viewform

Serviço:
OFICINA ONLINE DE CRÍTICA TEATRAL, ministrada por Diogo Spinelli e Heloísa Sousa
Inscrições: Até 17/02. Formulário de inscrição no Instagram do @farofa crítica
O projeto é realizado com recursos da Lei Aldir Blanc Rio Grande do Norte. Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

lorenna rdrigo

Lorenna Rocha e Rodrrigo Dourado ministram oficina de crítica teatral 

Investindo num espaço de debates sobre os teatros online e os arquivos audiovisuais de teatro, apostando no tensionamento de visões eurocêntricas em torno das artes cênicas e do exercício crítico, será desenvolvida A Oficina de Crítica Teatral, em sua segunda edição, ministrada por Lorenna Rocha (Quarta Parede) e Rodrigo Dourado (UFPE).

Para incentivar a reflexão crítica, eles convocam diferentes epistemologias para a produção do pensamento, deslocando os olhares para outros territórios criativos que compõem a cena contemporânea. 

Serão realizados exercícios individuais e coletivos de escrita, além de textos norteadores para as discussões propostos pelos ministrantes. A atividade será realizada via Google Meets, nos dias 24, 25 e 26 de fevereiro e 1º, 2 e 3 de março de 2021, em única turma, de 18h30 às 21h30.

 As inscrições estão abertas até o dia 20 de fevereiro e podem ser feitas no link aqui. Os resultados desta atividade poderão ser conferidos no Instagram e Facebook do Quarta Parede (@4.parede), site parceiro da ação. 

Serviço:
Oficina de Crítica Teatral com Lorenna Rocha e Rodrigo Dourado – 2ª edição
Quando: 24, 25 e 25 de fevereiro e 01, 02 e 03 de março (Única turma), das 18h30 às 21h30
Inscrições: Até 20 de fevereiro
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf_4LQd8QnMQswqgu_GQYb-YvmE2p0FtQmO1xlfB34SkUpp0A/viewform
Informações: oficinadecriticateatral@gmail.com.
Incentivo: Lei Aldir Blanc – Pernambuco / Governo do Estado de Pernambuco / Secretaria de Cultura de Pernambuco
Parceria: Quarta Parede (PE)

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27º Janeiro de Grandes Espetáculos tem programação enxuta, presencial e digital

Janelas para Navegar Mundos, do Coletivo Trippé, de Petrolina. Foto: Wiharlley Rubson

Tudo é uma questão de referencial. A 27ª edição do Janeiro de Grandes Espetáculos – JGE Conecta começa nesta quinta-feira (7) com uma programação enxuta: 35 espetáculos exibidos on-line e 13 presenciais, no Teatro de Santa Isabel, Teatro do Parque e Teatro Luiz Mendonça. No ano passado, uma edição construída depois do revés de 2019 –  que cancelou a apresentação da atriz Renata Carvalho, ocasionando desistências de apresentações de vários grupos em solidariedade à artista – , o festival contou com 90 atrações e programação na capital e em mais seis cidades: Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe, Goiana, Caruaru, Garanhuns e Serra Talhada.

As circunstâncias relativas à pandemia do coronavírus e as restrições econômicas brecaram o ímpeto megalomaníaco costumeiro do festival, mas marcaram uma posição importante de existência/resistência. Além disso, é possível dizer que a programação 2021 tem coerência e a marca de José Manoel Sobrinho, gerente de programação do festival, recém empossado presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife.

A programação inclui, por exemplo, três espetáculos da região Norte: Mestiçagem / Megesitsem, da Contém Dança Cia; Jogo do Bicho, do grupo Garagem (ambos grupos do projeto de residência de Artes Cênicas do Sesc Amazonas, de Manaus); e Lugar da Chuva, do coletivo Frêmito Teatro, do Macapá, em parceria com o Agrupamento Cynétiko, de São Paulo. “O Nordeste precisa dialogar com a produção de todas as regiões do Brasil. Procurei aproximar um pouco mais o Norte, apesar da dificuldade que se tem”, diz José Manoel.

Outra marca dessa programação é a participação massiva de grupos do interior do estado – uma queixa antiga que foi resolvida este ano, em parte, pelas “facilidades” do digital. Só de Petrolina, no Sertão pernambucano, temos os espetáculos Cavalo, da Qualquer um dos 2 Companhia de Dança, que será presencial, no Teatro do Parque; Janelas para navegar mundos (on-line) e Debaixo d’Água, presencial, no Teatro de Santa Isabel, ambos do Coletivo Trippé; Rua dos Encantados, da Cia de Teatro Sarau das Seis; Sentimentos Gis, de Cleybson Lima; Desalinho, do Núcleo 27 de Dança; e Processo Medusa, do Núcleo Biruta de Teatro.

Cavalo, espetáculo da Qualquer um dos 2 Companhia de Dança. Foto: Thierri Oliveira

Grupos consolidados da capital pernambucana, que participam com frequência do Janeiro de Grandes Espetáculos, desta vez não estão na programação. “Os grupos de referência não estão presentes porque não se inscreveram”, explica José Manoel. “O interior inscreveu muito mais do que a Região Metropolitana do Recife. Nenhum espetáculo de dança da Região Metropolitana se inscreveu para a programação presencial. Nós não tínhamos nem a oportunidade da escolha, porque não houve inscrição”, complementa.

Outra perspectiva para a ampliação das inscrições do interior pode estar na participação da Ripa – Rede Interiorana de Produtores, Técnicos e Artistas de Pernambuco na comissão de seleção, que pensou a programação 2021, e fez uma divulgação massiva do edital. Além de Djaelton Quirino, representante da Ripa, participaram da comissão Gheuza Sena (atriz do Recife), Genivaldo Francisco (representante da Amotrans – Articulação e Movimento para Travestis e Transexuais de PE) e Clara Isis Gondim (bailarina de Petrolina).

O Botequim da Elizeth Cardoso, espetáculo assinado pela Amotrans. Foto: Divulgação

Outra questão que talvez deva ser levada em conta é que o edital pedia que os espetáculos inscritos nunca tivessem se apresentado no festival, o que pode ter inviabilizado a participação de grupos da capital que não estrearam trabalhos no 2020 pandêmico.

A programação não inclui também nomes mais consagrados no cenário nacional e internacional. “Não há e não houve nenhuma intenção do Janeiro de Grandes Espetáculos de manter uma distância dos ícones, das referências do teatro brasileiro ou internacional. O que houve foi uma limitação real do atual contexto que a gente vive”, confessou o gerente de programação.

Até a primeira semana de dezembro de 2020, as equipes de trabalho envolvidas no festival não tinham certeza do orçamento do JGE. A programação foi pensada com grupos que aceitaram receber percentuais de bilheteria, ao invés de cachês fixos, ou toparam se apresentar gratuitamente – principalmente aqueles que possuem ligações com grupos de pesquisas de universidades ou com o Sesc do Amazonas, por exemplo. De acordo com Paulo de Castro, diretor geral do festival, o orçamento total do JGE Conecta é de R$ 630 mil.

Novidades – Uma parte substancial da programação do Janeiro este ano integra a Mostra de Escolas Independentes de Teatro, Dança e Circo, com apresentações sem cobrança de ingressos. O público será chamado a colaborar com os valores que desejar e o total será dividido entre os grupos.

Segundo José Manoel, “a mostra tem um caráter pedagógico, de discutir sustentabilidade, como sobrevivem as escolas independentes de teatro, dança e circo que, de fato, são grandes formadores hoje de artistas em Pernambuco. O conceito de qualidade passa pela possibilidade da vivência”.

Outra novidade é a inclusão da linguagem do circo como uma categoria do Janeiro, ao lado de Teatro adulto, Teatro para infância e juventude, Dança, Música e Mostra de Escolas Independentes de Teatro, Dança e Circo.

Desobediência, da Escola O Poste. Foto: divulgação

Abertura – Mesmo que a cerimônia de abertura vá acontecer de forma online, não vai ser desta vez que os espectadores se livraram dos tradicionais e tediosos – com raríssimas exceções – discursos da noite inaugural. A conta do Instagram do festival marcou a participação do secretário de Cultura de Pernambuco, Gilberto Freyre Neto, do prefeito do Recife, João Campos, do secretário de Cultura do Recife, Ricardo Mello, e de José Manoel Sobrinho, gerente de programação da edição 2021 e agora presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife.

Os homenageados desta edição foram divididos por categoria. Na música, o maestro Ademir Araújo e a pianista Ellyana Caldas. No teatro, o escritor e dramaturgo Ronaldo Correia de Brito e a atriz Arari Marrocos, de Caruaru. No circo social, a artista-educadora Fátima Pontes; e, no circo popular, o mágico Alakazam. Na dança, o artista e pesquisador Jailson Lima, de Petrolina, e a bailarina Cláudia São Bento.

A programação de abertura, que será gratuita, contará com apresentações de Laís de Assis, violeira e violonista, e de Gabi da Pele Preta, que se autodenomina “cantriz”. A mestre de cerimônias será a atriz Fernanda Spíndola.

Bilheteria – Tanto para os espetáculos presenciais quanto para os que vão acontecer on-line, os ingressos custam R$ 20 (com cobrança de taxa adicional de R$ 2,50 pela Sympla). As transmissões dos espetáculos online vão acontecer pelo YouTube do festival e algumas conversas chamadas de “Palavração”, pelo Instagram.

PROGRAMAÇÃO GERAL
27º JANEIRO DE GRANDES ESPETÁCULOS – JGE CONECTA

07/01 – quinta-feira

19h30 – Abertura do 27º JGE  (on-line)
Apresentações de Laís de Assis (Recife) e Gabi da Pele Preta (Caruaru)
Gratuito

08/01 – sexta-feira

19h30 – JGE CONECTA AO VIVO – Música (presencial) – Teatro Luiz Mendonça
Augusto Silva & Frevo Novo (Recife) 

21h – JGE CONECTA TEATRO (on-line) – Caipora Quer Dormir  – um espetáculo infantil para adultos (Giselle Rodrigues Britto e Jonathan Andrade, Grupo de Pesquisa MOVER, do Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Brasília – UnB     

Caipora Quer Dormir – um espetáculo infantil para adultos. Foto: Diego Bresani

09/01 – sábado

16h – MOSTRA JGE ESCOLAS INDEPENDENTES DE TEATRO, DANÇA E CIRCO (on-line)
Desobediência (Escola O Poste de Antropologia Teatral, Recife)
Gratuito com campanha de arrecadação no Picpay e QR Code

19h30h – JGE CONECTA AO VIVO – DANÇA (presencial) – Teatro do Parque
Cavalo (Qualquer um dos 2 Companhia de Dança, Petrolina) 

21h – JGE CONECTA MÚSICA – (on-line)
Chris Nolasco – Sou Negra (Recife) 

10/01 – domingo

19h30 – JGE CONECTA AO VIVO – CIRCO (presencial) – Teatro Luiz Mendonça
Enquanto Godot não Vem (Cia. 2 em Cena, Recife) 

21h – JGE CONECTA DANÇA (on-line) – À um Endroit du Début (A um lugar do Início, com Germaine Acogny, École des Sables,, Dakar – Senegal)

11/01 – segunda-feira

10h – JGE CONECTA PALAVRAÇÃO – (on-line)
Conversas virtuais

16h – JGE CONECTA TEATRO PARA INFÂNCIA E JUVENTUDE (on-line)
Re te Tei (Tropa do Balacobaco, Arcoverde) 

21h – JGE CONECTA TEATRO ADULTO (on-line)
A Paixão de Brutus – Um Teatro – Canção sobre o Julio Cesar de Shakespeare (Pedro Sá Moraes, Rio de Janeiro) 

12/01 – terça-feira

21h – JGE CONECTA DANÇA (on-line)
Janelas para navegar mundos (Coletivo Trippé, Petrolina) 

13/01 – quarta-feira

19h – JGE CONECTA TEATRO ADULTO (on-line)
Cachorros não Sabem Blefar (Grupo? Que absurdo!, Caruaru) 

21h – JGE CONECTA MÚSICA. (On-line)
Trajetória Instrumental (Recife) 

14/01– quinta-feira

10h – JGE CONECTA PALAVRAÇÃO – (on-line)
Conversas virtuais

16h – MOSTRA JGE ESCOLAS INDEPENDENTES DE TEATRO, DANÇA E CIRCO (on-line)
E nós que nos Queríamos tão Bem (Curso de Interpretação para o Teatro, CIT, Sesc Piedade – Jaboatão dos Guararapes)                                                                                                                              Gratuito com campanha de arrecadação no Picpay e QR Code

20h – JGE CONECTA AO VIVO – TEATRO (presencial) – Teatro de Santa Isabel
Depois do Fim do Mundo (Cia Experimental de Teatro, Vitória de Santo Antão)

21h – JGE CONECTA DANÇA (on-line)
DNA do Passo (Grupo Destramelar, Recife) 

15/01 – sexta-feira

18h – MOSTRA JGE ESCOLAS INDEPENDENTES DE TEATRO, DANÇA E CIRCO (on-line)
Experimento Multimídia: um Jogo Dialético (Curso de Interpretação para o Teatro, CIT, Santo Amaro, Recife                                                                                                                                     Gratuito com campanha de arrecadação no Picpay e QR Code

19h30 – JGE CONECTA AO VIVO – MÚSICA (presencial) – Teatro do Parque
Viva Pernambuco Ano 20 – André Rio e Convidados: Maestro Fábio Valois e Luciano Magno (Recife) 

21h – JGE CONECTA TEATRO ADULTO (on-line)
Rua dos Encantados (Cia de Teatro Sarau das Seis, Petrolina)

16/01 – sábado

16h – JGE CONECTA AO VIVO – DANÇA PARA CRIANÇAS (presencial) – Teatro de Santa Isabel
Debaixo d`Agua (Coletivo Trippé, Petrolina) 

18h – MOSTRA JGE ESCOLAS INDEPENDENTES DE TEATRO, DANÇA E CIRCO (on-line)
O Despertar (Curso de Teatro Cênicas Cia de Repertório, Recife)                                                          Gratuito com campanha de arrecadação no Picpay e QR Code

21h – JGE CONECTA MÚSICA (on-line)
Revoredo (Garanhuns) 

17/01 – domingo

16h – JGE CONECTA AO VIVO – Teatro para Crianças e Jovens (presencial) – Teatro do Parque
O Espelho da Lua (Tropa do Balacobaco, Arcoverde) 

18h – JGE CONECTA CIRCO (on-line)
O Matuto (Rapha Santacruz, Recife) 

21h – JGE CONECTA DANÇA (on-line)
Sentimentos Gis (Cleybson Lima, Petrolina) 

18/01 – segunda-feira

10h – JGE CONECTA PALAVRAÇÃO – (on-line)
Conversas virtuais

16h – JGE CONECTA TEATRO PARA INFÂNCIA E JUVENTUDE (on-line)
Salve o Marmulengo (Mamulengo Jurubeba, Recife) 

21h – JGE CONECTA Dança (on-line)                                                                                                 Trastos (Juliana Atuesta, Bogotá, Colômbia) 

19/01 – terça-feira

10h – JGE CONECTA PALAVRAÇÃO – (on-line)
Conversas virtuais

16h – JGE CONECTA TEATRO PARA INFÂNCIA E JUVENTUDE (on-line)
Memórias da Emilia (Grupo de Teatro Ená Iomerê, do Colégio Diocesano de Caruaru) 

21h – JGE CONECTA TEATRO (on-line)                                                                                                  Lugar da Chuva (Frêmito Teatro, Macapá, e Agrupamento Cynétiko, São Paulo )

20/01 – quarta-feira

10h – JGE CONECTA PALAVRAÇÃO – (on-line)
Conversas virtuais

19h – JGE CONECTA TEATRO ADULTO (on-line)
Congresso do Kaos (Teatro do Amanhã, Jaboatão dos Guararapes) 

20h – JGE CONECTA AO VIVO – MÚSICA (presencial) – Teatro de Santa Isabel
Pajeú de Cantoria e Contações: Paulo Matricó (Tabira) 

21/01 – quinta-feira

19h – JGE CONECTA AO VIVO – TEATRO (presencial) – Teatro do Parque/jardim
Ópera D’Água (Reduto CenaLAB, Surubim) 

19h – JGE CONECTA DANÇA (on-line)                                                                                      Mestiçagem / Megesitsem (Contém Dança Cia, Projeto de Residência de Artes Cênicas do Sesc Amazonas, Manaus)
Gratuito

21h – JGE CONECTA TEATRO (on-line)                                                                                                      Sonhares (Teatro do Instante, vinculado ao Grupo de Pesquisa Poéticas do Corpo, da Universidade de Brasilia – UnB)
Gratuito

22/01 – sexta-feira

16h – MOSTRA JGE ESCOLAS INDEPENDENTES DE TEATRO, DANÇA E CIRCO (on-line)
Processo Medusa (Núcleo Biruta de Teatro, Petrolina)
Gratuito com campanha de arrecadação no Picpay e QR Code

19h30 – JGE CONECTA AO VIVO – MÚSICA (presencial)
Lua Costa Canta Vanessa da Mata (Jaboatão dos Guararapes) – Teatro Luiz Mendonça

21h – JGE CONECTA TEATRO (on-line)                                                                                                       Jogo do Bicho (Grupo Garagem, Projeto de Residência de Artes Cênicas do Sesc Amazonas, Manaus                                                                                                                                              

23/01 – sábado

16h – MOSTRA JGE ESCOLAS INDEPENDENTES DE TEATRO, DANÇA E CIRCO (on-line)
Contos em Dor Maior (Escola de Teatro Fiandeiros, Recife
Gratuito com campanha de arrecadação no Picpay e QR Code

20h – JGE CONECTA AO VIVO – TEATRO (presencial) – Teatro de Santa Isabel
Desatinos (Cia Capela Alquímica, Recife) 

21h – JGE CONECTA MÚSICA (on-line)
Istmo Digital (Sargaço Nightclub, Recife)

24/01 – domingo

10h – JGE CONECTA PALAVRAÇÃO – (on-line)
Conversas virtuais

18h – MOSTRA JGE ESCOLAS INDEPENDENTES DE TEATRO, DANÇA E CIRCO (on-line)
DiverCircus (Escola Pernambucana de Circo, Recife)
Gratuito com campanha de arrecadação no Picpay e QR Code

19h30 – JGE CONECTA AO VIVO – TEATRO (presencial) – Teatro do Parque
O Botequim de Elizeth Cardoso (Amotrans – Articulação e Movimento para Travestis e Transexuais de Pernambuco, Recife) 
Ingresso: 1 quilo de alimento

21h – JGE CONECTA TEATRO (on-line)                                                                                                   Pele Negra, Máscaras Brancas (Cia de Teatro da UFBA, Salvador)

Pele Negra, Máscaras Brancas. Foto: Adeloyá Magnoni

25/01 – segunda-feira

10h – JGE CONECTA PALAVRAÇÃO – (on-line)
Conversas virtuais

18h – JGE CONECTA ESCOLAS INDEPENDENTES DE TEATRO, DANÇA E CIRCO (on-line)
Desalinho (Núcleo 27 de Dança, Petrolina)
Gratuito com campanha de arrecadação no Picpay e QR Code

21h – JGE CONECTA MÚSICA (on-line)
Violão Solo Nordestino (Renan Melo, Pesqueira) 

26/01 – terça-feira

10h – JGE CONECTA PALAVRAÇÃO – (on-line)
Conversas virtuais

16h – MOSTRA JGE ESCOLAS INDEPENDENTES DE TEATRO, DANÇA E CIRCO (on-line)
O Desagradável Nelson Rodrigues (Teatralizar Curso de Teatro, Paulista)
Gratuito com campanha de arrecadação no Picpay e QR Code

21h – JGE CONECTA TEATRO (on-line)                                                                                              Opereta Popular Canto de Reis (Coletivo Terra, Crato)

27/01 – quarta-feira

10h – JGE CONECTA PALAVRAÇÃO – (on-line)
Conversas virtuais

16h – MOSTRA JGE ESCOLAS INDEPENDENTES DE TEATRO, DANÇA E CIRCO (on-line)
Ubu, O Rei do Gado (Escola Municipal de Arte João Pernambuco, Recife)
Gratuito com campanha de arrecadação no Picpay e QR Code

20h – JGE CONECTA AO VIVO – Música Instrumental (presencial) – Teatro de Santa Isabel 
Festa Eslovaco Pernambucana  (Coletivo Brasil-Eslováquia, Conselho de Artes Eslováquia)

28/01 – quinta-feira

10h – JGE CONECTA PALAVRAÇÃO – (on-line)
Conversas virtuais

19h30 – JGE CONECTA ENCERRAMENTO
PRÊMIO JGE COPERGÁS – Teatro do Parque

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Teatro Viradalata, de São Paulo, celebra 15 anos com mostra infantil gratuita, com sessões presenciais e online

História do Brasil é uma das peças da programação, que é realizada graças a 1ª Edição do Prêmio Aldir Blanc de Apoio à Cultura da Cidade de São Paulo

Coquetel de fadas, às segundas; Os 3 Mosqueteiros, às terças; Viralatas – o Musical, às quartas; História do Brasil, às quintas; Medinho Medão, às sextas. Com sessões híbridas (presencial e online), o Teatro Viradalata celebra 15 anos de trajetória com essa mostra de repertório infantil neste janeiro de 2021. Os cinco espetáculos infantis da companhia entram em cartaz no Teatro Viradalata a partir de 4 de janeiro e ficam em temporada até dia 29 de janeiro. A programação ocorre de segunda a sexta-feira, às 16h, com acesso gratuito e é executada por meio da 1ª Edição do Prêmio Aldir Blanc de Apoio à Cultura da Cidade de São Paulo.

Fundada em 2005 por Alexandra Golik, a Cia Viradalata tem como uma das suas principais características a utilização dos fundamentos do teatro físico, além de estar intimamente ligada ao cômico e a técnica do palhaço.

Alexandra Golik se autoquestiona por que fazer teatro infantil. A resposta não é simples. Mas ela lembra que o teatro infantil permite que as crianças, através do jogo lúdico, possam compreender “algumas das questões mais profundas da vida como o respeito, a amizade, a compaixão, a tolerância, a justiça, o amor, a dignidade, a honestidade, a força de vontade, o senso de humor, assim como a raiva, o egoísmo, a intolerância, a injustiça, a discriminação, a desonestidade, a falta de respeito, a inimizade, e tantas outras “.

Com formação em Interpretação Teatral pela Escola de Comunicação e Artes de São Paulo – ECA-USP e estudos na École Internationale de Théâtre de Jacques Lecoq e na École Philippe Gaulier, ambas em Paris, Alexandra Golik pondera sobre o lugar ocupado pelas artes cênicas feitas para os pequenos. “Embora com uma grande produção na cidade de São Paulo, o teatro para crianças ainda é considerado como uma arte de menor importância, tanto pelos órgãos públicos da cultura e da educação como pelos patrocinadores e até mesmo pelos artistas, na sua grande maioria, encarando-o muitas vezes como arte para o início de carreira”.

Ela pensa que isso é resultado de uma visão estreita que ainda prevalece em relação ao tema e à sua importância no conjunto das artes, da educação e da cultura. Alexandra entende que o grande desafio é ampliar o campo de compreensão e de reconhecimento do valor do teatro para crianças.

Coquetel de Fadas, com Rennata Airoldi e Bebel Ribeiro. Foto: Natalia Angelieri

Coquetel de fadas
Segundas-feiras, às 16h

Chapeuzinho Vermelho, Cinderela e Branca de Neve estão na floresta, apressadas, correndo de volta para casa. Chapeuzinho se perdeu ao procurar a casa da avó, Cinderela se perdeu porque se atrasou ao sair do baile e Branca de Neve se perdeu ao fugir da bruxa malvada. Na corrida, as três personagens perdem um de seus sapatos. Agora, além de precisarem chegar ao lugar desejado, elas precisam recuperar o pisante perdido.

Ficha técnica
Texto e Direção: Alexandra Golik
Elenco: Rennata Airoldi e Bebel Ribeiro
Cenário: Paula de Paoli e Alexandra Golik
Trilha Original Composta: Gus Bernardo
Supervisão Musical: Marco Boaventura
Letra das Músicas: Alexandra Golik
Figurino: Luciano Ferrari
Sapatos: Alexandra Golik
Adereços: Beto Silveira
Programação Visual e Ilustrações: Paula de Paoli
Iluminação: André Lemes
Fotos: Natalia Angelieri
Contra-regra: Fernando Sagas
Produção e Realização: Cia. Viradalata

Os 3 Mosqueteiros, baseada no livro de Alexandre Dumas. Foto: Natalia Angelieri

Os 3 Mosqueteiros
Terças-feiras, às 16h

Adaptação livre do livro Os 3 mosqueteiros de Alexandre Dumas. A França de 1625 vive uma grande convulsão política e religiosa. O Rei Luís XIII e seu conselheiro, O Cardeal Richellieu, querem manter a qualquer custo o controle de seus compatriotas protestantes na defesa dos interesses franceses. D’Artagnan, um jovem provinciano, sai de sua terra natal no Sul da França em direção a Paris com a intenção de se tornar um fiel mosqueteiro do rei. No entanto, antes de atingir seu objetivo, muitas peripécias acontecem, entre intrigas, romances e segredos. O perigo é constante neste universo de espiões e delatores, mas ao juntar-se aos mosqueteiros Athos, Porthos e Aramis, D’Artagnan faz com que até o impossível se torne possível, tamanha é a força desta união. “Um por todos e todos por um” resume alguns dos grandes significados desta história: a luta pelo poder e a importância capital da amizade.

Ficha técnica:
Texto e direção: Alexandra Golik
Assistente de direção: Bebel Ribeiro
Elenco: Bebel Ribeiro, Marco Barretto e Renatta Airoldi
Figurinos: Luciano Ferrari
Produção de figurinos: Elen Zamith
Cenário: Alexandra Golik, Michele Rolandi e Tide Nascimento
Trilha sonora original: Gus Bernard e Alexandra Golik
Letras das músicas: Alexandra Golik
Adereços e desenho gráfico: Victor Poeta
Iluminação: André Lemes
Fotos: Lenon Bastos e Natalia Angelieri
Administração: André Oliveira
Direção de produção e produção executiva: Cia Viradalata
Realização: Cia Viradalata

Viralatas discute a situação dos animais abandonados. Foto: Natalia Angelieri

Viralatas, o Musical
Quartas-feiras, às 16h

O musical discute a questão da adoção de animais abandonados. Na peça, Fifi é uma lady paparicada por sua dona e passeia com frequência na badalada Rua Oscar Freire. Mesmo cercada de todo “luxo” se sente muito sozinha. Ela faz amizade com alguns vira-latas que dão um choque de realidade para Fifi e a colocam em uma grande enrascada, que desencadeia sua devolução ao Pet Shop. Muito arrependidos, os colegas criam um plano para resgatar a cachorrinha.

Ficha técnica
Texto e Direção: Alexandra Golik
Assistente de direção: Bebel Ribeiro
Elenco: Bebel Ribeiro, Diego Rodda, Marco Baretho
Cenário e Figurino: Paula de Paoli
Trilha Sonora Original: Gus Bernard
Iluminação: André Lemes
Fotos: Natalia Angelieri
Direção de Produção e Produção Executiva: Cia Viradalata

 

História do Brasil. Foto: Natalia Angelieri

História do Brasil
Quintas-feiras, às 16h

De forma lúdica e musical, a peça expõe alguns acontecimentos históricos do Brasil, desde a chegada de Pedro Álvares Cabral até os dias atuais. Com leveza e humor o espetáculo passeia pelos períodos da Colônia, Reino Unido, Império e República, por cada uma das sete Constituições que já vigoraram e pelas algumas das principais mobilizações populares que existiram ao longo de nossa história.

Ficha técnica
Texto e direção: Alexandra Golik
Assistente de direção: Bebel Ribeiro
Elenco: Diego Rodda, Humberto Morais, Joice Jane Teixeira, Marco Barretho e Rennata Airoldi
Cenário e design gráfico: Paula de Paoli
Figurinos: Luciano Ferrari
Produção de Figurino: Lord Lu Entreterimento
Iluminação: André Lemes
Vídeos: Dani Taks
Projeção Mapeada: Eduardo Artoud
Música e Letras: Alexandra Golik
Arranjos das Músicas: Gus Bernard
Trilha Incidental: Diego Rodda
Operador de Som e Vídeo: Fernando Sagas
Adereços: Michelle Rolandi
Fotos: Natalia Angelieri

 

Medinho Medão

Medinho Medão ressalta como enfrentar os medos. 

Medinho, Medão
Sextas-feiras, às 16h

Rafa sofre com a ausência de seus pais, que vivem na correria do trabalho. O menino desenvolve medo de muitas coisas: de elevador, de formiga, de cair da cama, de barata, de barulho, de ficar sozinho, do escuro, do fundo, do fogo, do frio, da professora de matemática, de monstro e de minhoca. Esquecido na escola, certa vez, Rafa dorme e sonha com um espaço diferente, onde ter medo não é uma vergonha, mas um desafio e enfrentá-lo pode ser até divertido.

Ficha técnica
Texto, direção e cenário: Alexandra Golik
Elenco: Diego Rodda e Marco Barretho
Programação visual e ilustração: Paula di Paolli
Trilha sonora – trilha original, composição e arranjos: Guga Bernardo
Supervisão musical: Marco Boaventura
Letras de músicas: Alexandra Golik
Figurino: Kleber Montanheiro
Iluminação: André Lemes
Adereços: Beto Silveira
Fotos: Natalia Angelieri

Ficha Técnica da Mostra de Repertório

Direção Artística: Alexandra Golik
Direção de Produção: André Oliveira
Produção: Natalia Angelieri
Designer: Giulia Vilaverde
Operador de Som: Bianca Livorno e Fernando Freitas
Operador de Luz: André Lemes
Coordenação e Prestação de Contas: Michelle Gabriel
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Serviço:

De 4 a 29 de janeiro de 2021 – de segunda a sexta-feira, às 16h
Gratuito – retirar ingresso na bilheteria ou acessar o canal do youtube do Teatro Viradalata
** A bilheteria abre duas horas antes das apresentações.
Rua Apinajés 1387 – Perdizes
11 3868-2535

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Como viver plenamente? pergunta Tchekhov na montagem da cia. brasileira de teatro

O elenco é composto por Camila Pitanga (foto), Cris Larin, Edson Rocha, Josy.Anne, Kauê Persona, Rodrigo Bolzan (foto), Rodrigo Ferrarini e Rodrigo de Odé. Foto de Nana Moraes / Divulgação

A peça trata de temas recorrentes na obra de Tchekhov, como o conflito entre gerações, as transformações sociais através das mudanças internas do indivíduo, as questões do homem comum e do pequeno que existem em cada um de nós. Foto Nana Moraes / Divulgação

Por Que não Vivemos tem direção de Márcio Abreu Foto Nana Moraes

Qual o momento em que abandonamos potências pessoais? Abdicamos de sonhos? Abrimos mão da plenitude da vida? O espetáculo Por que não vivemos?, adaptação de Platonov, primeiro texto escrito pelo dramaturgo russo Anton Tchecov (1860-1904) persegue essas perguntas. A encenação da cia brasileira de teatro é a primeira montagem no Brasil desse texto identificado após a morte do autor e publicado em 1923.

Com direção de Marcio Abreu, a temporada foi interrompida em São Paulo devido à covid-19. Adaptada para o formato digital, a peça está dividida em três atos, exibidos um por dia em duas sessões diárias (11, 12 e 13 de dezembro, às 18h e às 21h), em apresentações gratuitas, com reservas pela Sympla.

“São pessoas que gostariam de estar em outro lugar, mas não fizeram nada para isso. Mostra como a trama da vida vai se desenrolando e as pessoas vão caindo na armadilha de ficar onde estão” Giovana Soar, assistente de direção.

Os atores Camila Pitanga, Cris Larin, Edson Rocha, Josy.Anne, Kauê Persona, Rodrigo Bolzan, Rodrigo Ferrarini e Rodrigo de Odé movimentam a cena de uma história que ocorre num lugar indefinido, uma propriedade rural de uma jovem viúva. Platonov, um aristocrata falido, se tornou professor por despeito e para camuflar sua revolta contra seu falecido pai e a sociedade. Bem articulado, brilhante e sedutor, ele é admirado e invejado. Seu reencontro com Sofia, um amor de juventude, reaviva seu desespero.

“É o primeiro texto de Tchekhov, um texto muito jovem, mas muito revisitado em diversos países porque tem nele o que depois vem a ser o cerne do Tchekhov”, Márcio Abreu, diretor.

Dessa galeria de personagens é possível identificar pessoas do nosso convívio. A provocação existencial é destaca de um desses encontros entre Platonov (Rodrigo dos Santos) e Sofia (Josi Lopes). Ele levanta a bola: por que não vivemos como poderíamos ter vivido?

A reunião se torna um hábito entre o grupo, e passa a acontecer todos os anos após a passagem do inverno, prolongando-se por dias. Desta vez, numa festa, determinadas tensões, até então ocultas, vêm à tona, deflagrando um conflito marcado pela pergunta-chave da peça, um dilema para uma aristocracia em decadência. Afinal, por que todos não poderiam ter sido ou vivido ou amado como desejaram certa vez?

Por que não vivemos? estreou em julho de 2019 no CCBB do Rio de Janeiro, fez temporada no CCBB Brasília no mês de setembro e no CCBB Belo Horizonte em novembro do mesmo ano. Em 2020, o espetáculo chegou a São Paulo, no Teatro Municipal Cacilda Becker, desta vez com patrocínio do Banco do Brasil e Eletrobras Furnas, mas teve sua temporada interrompida após a realização de 10 sessões.

A adaptação digital de Por que não vivemos?

As pesquisas sobre a escuta, a manipulação e detalhe do som, em especial àquele aliado às palavras, às dramaturgias – que a cia brasileira de teatro iniciou em junho de 2020 – renderam duas peças sonoras da série Escutas Coletivas: Maré, uma reação artística ao real sobre o Complexo da Maré, localizado no Rio de Janeiro, e Luto, um exercício sonoro a partir da peça Rubricas, de Israël Horovitz.

“A montagem tem um foco muito específico nas personagens femininas. São elas que causam transformação, que caminham, que querem mudanças, contravenções e que enfrentam conceitos pré-estabelecidos na sociedade da época”, Giovana Soar, assistente de direção.

Essa experiência da Escuta Coletiva é retomada no primeiro ato da transposição de Por que não vivemos? para a versão digital. Neste episódio – com duas sessões, no dia 11 de dezembro – o destaque é para o formato da ESCUTA COLETIVA, sem imagens e com a apresentação, pelo elenco, de suas personagens e relações na obra, além da “festa de reencontro”, proposta na dramaturgia de Tchekhov.

O segundo ato, dia 12 de dezembro, imprime outros significado às imagens gravadas para o espetáculo presencial, com cenas executadas ao vivo pelos atores, o que torna mais próxima a experiência realizada digitalmente.

O terceiro e último ato, programado para dia 13 de dezembro, focaliza atores e atrizes, a partir de suas casas, em super closes narrando as ações/cenas para o desfecho da peça.

Ficha Técnica
Por que não vivemos?
Da obra Platonov, de Anton Tchekhov
Direção: Marcio Abreu
Assistência de Direção: Giovana Soar e Nadja Naira
Elenco: Camila Pitanga, Cris Larin, Edson Rocha, Josy.Anne, Kauê Persona, Rodrigo Ferrarini, Rodrigo de Odé e Rodrigo Bolzan
Adaptação: Marcio Abreu, Nadja Naira e Giovana Soar
Tradução: Pedro Augusto Pinto e Giovana Soar
Direção de Produção: José Maria
Produção Executiva: Cássia Damasceno
Assistência de Produção: Leonardo Shamah
Iluminação: Nadja Naira
Trilha e efeitos sonoros: Felipe Storino
Direção de movimento: Marcia Rubin
Cenografia: Marcelo Alvarenga | Play Arquitetura
Figurinos: Paulo André e Gilma Oliveira
Direção de arte das projeções: Batman Zavareze
Edição das imagens das projeções: João Oliveira
Câmera: Marcio Zavareze
Técnico de som | projeções: Pedro Farias
Assistente de câmera: Ana Maria
Operador de Luz: Henrique Linhares e Ricardo Barbosa
Operador de vídeo: Marcio Gonçalves e Michelle Bezerra
Operador de som: Bruno Carneiro e Felipe Storino
Contrarregragem: Hevaldo Martins e Alexander Peixoto
Máscaras: José Rosa e Júnia Mello
Fotos: Nana Moraes
Programação Visual: Pablito Kucarz
Assessoria de Imprensa São Paulo: Canal Aberto
Difusão Internacional: Carmen Mehnert | Plan B
Produção: companhia brasileira de teatro
Projeto realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura
Apoio: Secretaria Municipal da Cultura
Patrocínio: Banco do Brasil e Eletrobras Furnas
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal e companhia brasileira de teatro
Direção de Produção: Giovana Soar e José Maria
Administrativo e Financeiro: Cássia Damasceno
Assistente Administrativo: Helen Kaliski

Serviço
Por que não vivemos?
Temporada Digital: 11, 12 e 13 de dezembro de 2020
Dia 11 de Dezembro – Sexta – 1º Episódio – sessões às 18h e 21h. Duração: 60 minutos
Dia 12 de Dezembro – Sábado – 2º Episódio – sessões às 18h e 21h. Duração: 30 minutos
Dia 13 de Dezembro – Domingo – 3º Episódio – sessões às 18h e 21h, seguidas de bate-papo com elenco, direção e produção sobre a obra e sua experiência digital. Duração: 90 minutos
Gênero: Comédia Dramática
Classificação indicativa: 16 anos
Grátis

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