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Trema! e Feteag para oxigenar a cena teatral

O grupo paulista Lume abre a programação hoje com o espetáculo Café com queijo. Foto: Tina Coelho

O grupo paulista Lume abre a programação hoje com o espetáculo Café com queijo. Foto: Tina Coelho

A primeira edição do Trema!- Festival de Teatro de Grupo do Recife no ano passado já foi na raça, sintonizando o pulsar contemporâneo de outros coletivos, harmonizando possibilidades e organizando a vinda para cá dos grupos que de alguma forma já tinham garantidas as circulações fora dos seus estados. Este ano, o Magiluth, bando que organiza essa empreitada, está mais experiente e faz a segunda edição também na raça, com orçamento próprio e alguns apoios. Reforça a rede que a trupe recifense vem tramando pelo Brasil afora. O festival começa hoje e vai até domingo, com a participação de oito encenações.

Como o festival não foi aprovado no Funcultura ou em outros editais, o Magiluth estabeleceu uma parceria com o Festival de Teatro do Agreste (Feteag), que começa efetivamente amanhã em Caruaru (já teve uma sessão pré de Rei Lear no último sábado) e segue até o dia 27. O 23º Feteag conta com incentivo do Funcultura e apoio da Caixa Econômica Federal para seu orçamento de R$ 280 mil. Vale lembrar que o festival não era realizado desde 2010, justamente por falta de grana. Já o Magiluth investiu cerca de R$ 100 mil no Trema! do próprio cofrinho.

A parceria Trema! e Feteag será celebrada com uma abertura conjunta dos festivais hoje, às 20h, no Marco Camarotti, com o grupo paulista Lume – que veio a Pernambuco pela primeira vez em 2005, através do festival de Caruaru. Agora eles trazem o espetáculo Café com queijo, montagem de 1999, que foi construída nas andanças do bando pelo interior do Brasil. São conversas e histórias encadeadas por canções e versos. As coisas que atingem os humanos, narradas com simplicidade: das curas para as enfermidades da saúde aos males do coração, festividades, quem chega e quem parte, sabores e cheiros de comida, artimanhas da conquista bem-sucedida e a solidão.

Todos os grupos participantes carregam pesquisas de linguagem em suas trajetórias, arriscam, inventam, vasculham, e põem pelo avesso a própria investigação da teatralidade, que se cruza, dialoga, flerta com outras expressões artísticas.

A Cia. Hiato foi apresentada à cidade há dois anos, com três encenações Escuro, O jardim e Cachorro morto), durante o festival Recife do Teatro Nacional de 2011, com curadoria do jornalista e pesquisador Valmir Santos (uma corajosa curadoria que trouxe para os palcos recifenses uma batida fresca de um teatro que vai se inventando e se descobrindo pelo caminho).

Ficção, da Cia. Hiato. Foto: LIgia Jardim

Ficção, da Cia. Hiato. Foto: LIgia Jardim

Ficção, da Cia. Hiato, (em cartaz amanhã e quinta, no Teatro Camarotti) é inspirada nas experiências reais dos atores, que servem de trampolim para um mergulho no espaço ficcional. São cinco experimentos, com direção e dramaturgia geral de Leonardo Moreira, que salientam as duplicidades e simulacros dessa investigação dramatúrgica. E borra os limites entre ficção e realidade. Dois deles poderão ser vistos tanto no Recife quanto em Caruaru.

Uma das novidades do Trema este ano foi a inclusão de montagens locais, além das peças do próprio Magiluth, na programação. A versão de Cênicas Cia de Repertório (PE), com direção de Antônio Rodrigues, para o texto A filha do teatro, de Luís Augusto Reis, será mostrada na sexta, no Teatro Barreto Junior, no Pina. Com uma trama bem articulada através de três monólogos, A filha… celebra o próprio exercício teatral.

A partir da obra poética de Marco Polo Guimarães, vocalista e compositor da banda Ave sangria, o Grupo de Teatro de Rua Loucos e Oprimidos da Maciel, outro grupo pernambucano, aponta os problemas da cidade. O espetáculo Polo Marginal –  Opereta de Rua será exibido domingo, na Praça do Arsenal, Recife Antigo, 16h. O roteiro e a encenação são de Carlos Salles, morto recentemente e homenageado nesta edição do Trema.

Quatro atrizes e um diretor tentam encenar Esperando Godot, de Samuel Beckett, sem sucesso.. Pode ser o resumo da montagem Vazio é o que não falta, Miranda, que o Teatro Inominável (RJ) apresenta sábado, no Teatro Camarotti. Mas há muitas camadas de questionamentos existenciais, inclusive sobre a construção dessa arte tão efêmera. “Vimos esse espetáculo em Curitiba e depois fizemos um intercâmbio no mesmo teatro que eles no Rio”, explica Pedro Vilela, diretor do Magiluth.

Grupo Espanca! (MG). vem com texto e direção do argentino Daniel Veronese

Grupo Espanca! (MG). vem com texto e direção do argentino Daniel Veronese

Novamente o território híbrido entre vida e a arte aparece em O Líquido tátil, do Grupo Espanca! (MG). Desta vez com texto e direção do argentino Daniel Veronese, um dos artistas teatrais mais incensados da atualidade. Três pessoas discutem sobre artes e ganha força o debate teatro versus cinema, numa rivalidade que estampa à superfície com  humor. No elenco, Grace Passô como Nina Hagëken, Marcelo Castro e Gustavo Bones. Sábado, no Teatro Barreto Junior.

O Grupo Magiluth fecha a programação do Trema! domingo, no Teatro Barreto Júnior, com Viúva, porém honesta, irreverente montagem da obra de Nelson Rodrigues, com encenação de Pedro Vilela.

Muitos motivos para ir ao teatro.

Trema!

15 de outubro

Café com Queijo – LUME Teatro (SP)

Teatro Marco Camarotti – 20h

16 de outubro

Ficção – Ficção # Thiago [campos] Amaral + Ficção # Fernanda Stefanski [bernardes] – Cia Hiato (SP)

Teatro Marco Camarotti – 20h

17 de outubro

Ficção – Ficção #Aline [moreira] Filócomo + Ficção # Maria Amélia [bethovem] Farah –  Cia Hiato (SP)

Teatro Marco Camarotti – 20h

18 de outubro

Mar me quer – A Outra Cia (BA) — Teatro Marco Camarotti – 20h

A Filha do Teatro – Cênicas Cia de Repertório – Teatro Barreto Júnior – 21h

 19 de outubro

Vazio é o que não falta, Miranda – Teatro Inominável (RJ)

Teatro Marco Camarotti – 18h

O Líquido Tátil – Grupo Espanca (MG)

Teatro Barreto Júnior – 21h

 20 de outubro

Polo Marginal – Loucos e Oprimidos da Maciel (PE)

Praça do Arsenal – 16h

Vazio é o que não falta, Miranda – Teatro Inominável (RJ)

Teatro Marco Camarotti – 18h

Viúva, porém Honesta – Grupo Magiluth (PE)

Teatro Barreto Júnior – 20h

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23º Feteag – Festival de Teatro do Agreste

Dia 12/10//2013 – Sábado

O Rei Lear No Meu Quintal (Pré-lançamento do FETEAG) – Pareia Produções – Recife/PE

Teatro João Lyra Filho – Caruaru, 20h

Dia 15/10/2013 – Terça-feira

Café Com Queijo – LUME Teatro – Campinas/SP (Lançamento em Recife)

Teatro Marco Camarotti – SESC de Santo Amaro – Recife,  20h

Dia 16/10 – Quarta-feira

No Pocket – Um Espetáculo Para Todos os Bolsos – Coletivo Nopok – Rio de Janeiro/RJ

Praça da Conceição – Caruaru,  18h

Café Com Queijo – LUME Teatro – Campinas/SP

Teatro Rui Limeira Rosal – SESC Caruaru,  20h

Dia 17/10/2013 – Quinta-feira

Café Com Queijo – LUME Teatro – Campinas/SP

Teatro Rui Limeira Rosal – SESC Caruaru, 19h

Ficção – Cia. Hiato – São Paulo/SP

Teatro João Lyra Filho – Caruaru, 21h

Dia 18/10/2013 – Sexta-feira

Ficção – Cia Hiato – São Paulo/SP

Teatro João Lyra Filho – Caruaru, 20h

Dia 19/10/2013 – Sábado

Ópera – Coletivo Angu de Teatro – Recife/PE

Teatro Rui Limeira Rosal – SESC Caruaru,  20h

Dia 20/10/2013 – Domingo

O Líquido Tátil – Grupo Espanca! – Belo Horizonte/MG

Teatro João Lyra Filho – Caruaru, 20h

 Dia 21/10/2013 – Segunda-feira

A Flor e o Sol – Colégio Diocesano – Caruaru/PE

Teatro Rui Limeira Rosal – SESC Caruaru, 10h

Oficina de Jogos Dramáticos – Grupo Magiluth – Recife/PE

Teatro Lício Neves – Caruaru, 13h às 17h

Que Coisa! – Espaço Criança Esperança de Jaboatão – Jaboatão/PE

Teatro Rui Limeira Rosal – SESC Caruaru, 17h

Auto das 7 Luas de Barro – Cia Feira de Teatro Popular – Caruaru/PE

Teatro João Lyra Filho – Caruaru, 20h

 Dia 22/10/2013 – Terça-feira

Coisas do Mar – Grupo Teatral Ariano Suassuna e Escola Estadual Santos Cosme e Damião –

Igarassu/PE

Teatro Rui Limeira Rosal – SESC Caruaru,  10h

Oficina de Jogos Dramáticos – Grupo Magiluth – Recife/PE

Teatro Lício Neves – Caruaru, 13h às 17h

XEQUE – Associação de Apoio a Criança e ao Adolescente (AACA) – Recife/PE

Teatro Rui Limeira Rosal – SESC Caruaru,  17h

Um Inimigo do Povo – Grupo de Teatro Cena Aberta do SESC – Caruaru/PE

Teatro João Lyra Filho – Caruaru, 20h

Dia 23/10/2013 – Quarta-feira

Retrato de Família – Grupo Teatral Se Der Certo Continua e Escola Municipal Casa do

Ferroviário – Recife/PE

Teatro Rui Limeira Rosal – SESC Caruaru, 10h

Oficina de Jogos Dramáticos – Grupo Magiluth – Recife/PE

Teatro Lício Neves – Caruaru, 13h às 17h

A Incrível Confeitaria do Sr. Pellica – Cênicas Cia. de Repertório – Recife/PE

Teatro Rui Limeira Rosal – SESC Caruaru,  17h

Dorotéia Vai à Guerra – Grupo Arte Em Cena – Caruaru/PE

Teatro João Lyra Filho – Caruaru, 20h

Dia 24/10/2013 – Quinta-feira

Chuva Chuvarada – Escola Municipal de Arte João Pernambuco – Recife/PE

Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC Caruaru, 10h

Oficina de Jogos Dramáticos – Grupo Magiluth – Recife/PE

Teatro Lício Neves – Caruaru, 13h às 17h

Koka Kola – Academia Santa Gertrudes – Olinda/PE

Teatro Rui Limeira Rosal – SESC Caruaru,  17h

Solteira, Casada, Viúva, Divorciada – Arena Produções Artísticas – Caruaru/PE

Teatro João Lyra Filho – Caruaru,  20h

 Dia 25/10/2013 – Sexta-feira

Sonho do Circo – ONG Grande Circo Arraial – Escola Pernambucana de Circo – Recife/PE

Teatro Rui Limeira Rosal – SESC Caruaru, 10h

Oficina de Jogos Dramáticos – Grupo Magiluth – Recife/PE

Teatro Lício Neves – Caruaru, 13h às 17h

Um Molière Imaginário – Escola de Referência em Ensino Médio Austro Costa – Limoeiro/PE

Teatro Rui Limeira Rosal – SESC Caruaru, 17h

Asilo – Grupo de Teatro Avoar – Caruaru/PE

Teatro João Lyra Filho – Caruaru, 20h

Dia 26/10/2013 – Sábado

Avaliação dos Espetáculos Participantes da Mostra Estudantil

Avaliadores: Sônia Rangel (UFBA) e Antonio Cadengue (UFPE)

Teatro Lício Neves, 9h às 17h

Viúva, Porém Honesta – Grupo Magiluth – Recife/PE

Teatro Rui Limeira Rosal – SESC Caruaru,  20h

 Dia 27/10/2013 – Domingo

Cavaco e Sua Pulga Adestrada – Caravana Tapioca – Recife/PE

Teatro João Lyra Filho – Caruaru,  16h

Premiação da Mostra Estudantil

Teatro João Lyra Filho – Caruaru, 17h

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Artes cênicas no FIG

Os gigantes da montanha. Foto: Guto Muniz

Os gigantes da montanha. Foto: Guto Muniz

Com algum atraso, mas sempre importante registrar, publicamos aqui a programação completa (ou quase, porque há algumas apresentações de artes cênicas em outros polos, como o Polo Castainho, que terá, por exemplo, Eu vim da ilha, da Cia de Dança do Sesc Petrolina) do Festival de Inverno de Garanhuns deste ano.

Como já havíamos adiantado, para quem acompanha o circuito de artes cênicas, a maior expectativa deve ser mesmo Os gigantes da montanha, do Grupo Galpão, porque é um espetáculo que estreou muito recentemente, em maio, e ainda não circulou fora de Minas Gerais. Além disso, é mais uma parceria do Galpão com Gabriel Villela.

Há ainda Por Elise, primeira montagem do Grupo Espanca!, de Minas Gerais, e O filho eterno, da Cia Atores de Laura, monólogo que já foi apresentado no Recife em pelo menos duas ocasiões. Nos eventos especiais, show de Cida Moreira, sempre imperdível.

Entre os grupos pernambucanos, como tínhamos dito, duas montagens do Magiluth, inclusive Luiz Lua Gonzaga, que ainda foi pouco apresentada; e A filha do teatro, da Cênicas Cia de Repertório. Na programação infantil, vale a pena conferir Pindorama, caravela e malungo, do Quadro de Cena.

Um dos alvos de reclamação dos artistas, mais uma vez, é o apoio aos grupos locais de Garanhuns. “Garanhuns não tem nenhum espetáculo adulto na programação. Foi porque não houve inscrição? Não, porque a Troupe Azimute inscreveu espetáculo adulto e nem a segunda-feira, que era o dia oficial dos espetáculos de Garanhuns, nossa cidade conseguiu. Pra não dizer que não inseriram alguma coisa da Troupe Azimute no FIG 2013, colocaram o espetáculo de teatro de rua Tudo vira tudo no Palco de Cultura Popular, às 19h, ou seja, um belíssimo cala-a-boca”, escreveu a atriz Duvennie Pessôa.

E vocês? O que acharam da programação??? Comentem!

ARTES CÊNICAS

TEATRO ADULTO
Local: Teatro Luiz Souto Dourado
Horário: 19h

Sexta-feira, 19/07
Por Elise / Grupo Espanca! | Belo Horizonte-MG

Domingo, 21/07
Na Comédia de Edgar, Alan põe o Bico / Associação Teatral Cia. P’Atuá | Belo Horizonte-MG

Segunda-feira, 22/07
Uma de Duas – A Vida Comum de LucyLady / Christiane de Lavor e Ricardo Tabosa | Fortaleza-CE

O filho eterno. Foto: Pollyanna Diniz

O filho eterno. Foto: Pollyanna Diniz

Terça-feira, 23/07
O Filho Eterno / Cia. Atores de Laura | Rio de Janeiro-RJ

Quarta-feira, 24/07
A Filha do Teatro / Cênicas Cia. de Repertório | Recife-PE

A filha do teatro. Foto: Ivana Moura

A filha do teatro. Foto: Ivana Moura

Quinta-feira, 25/07
De Malas Prontas / Cia. Pé de Vento Teatro | Florianópolis-SC

Sexta-feira, 26/07
Como Nasce um Cabra da Peste / Agitada Gang – Trupe de Atores e Palhaços da Paraíba | João Pessoa-PB

Sábado, 27/07
Viúva, Porém Honesta / Grupo Magiluth | Recife-PE

Viúva, porém honesta. Foto: Pollyanna Diniz

Viúva, porém honesta. Foto: Pollyanna Diniz

EVENTO ESPECIAL
Local: Teatro Luiz Souto Dourado
Horário: 17h30

Sábado, 20/07
Cida Moreira – Show Dama Indigna | São Paulo-SP

TEATRO DE RUA

Sábado, 20/07
Os Gigantes da Montanha / Grupo Galpão | Belo Horizonte-MG
Local: Praça do Mosteiro de São Bento
Horário: 10h

Quinta-feira, 25/07
Tudo vira Tudo / Troupe Azimute | Garanhuns-PE
Local: Av. Santo Antônio (Espaço de Cultura Popular)
Horário: 19h

Sexta-feira, 26/07
Luiz Lua Gonzaga / Grupo Magiluth | Recife-PE
Local: Av. Santo Antônio (Espaço de Cultura Popular)
Horário: 19h

TEATRO PARA INFÂNCIA
Local: Pavilhão da Dança e do Teatro para Infância (Parque Euclides Dourado)
Horário: 16h30

Sábado, 20/07
Tá Namorando! Tá Namorando! / Grupo Bagaceira de Teatro | Fortaleza-CE

Segunda-feira, 22/07
Em Busca do Ingrediente Secreto / Cia. Chica e Olga Ateliê de Criações | São Paulo-SP

Quarta-feira, 24/07
Pindorama, Caravela e Malungo / Grupo Teatral Quadro de Cena | Recife-PE

Pindorama, caravela e malungo. Foto: Pollyanna Diniz

Pindorama, caravela e malungo. Foto: Pollyanna Diniz

DANÇA
Local: Pavilhão da Dança e do Teatro para Infância (Parque Euclides Dourado)
Horário: 16h30

Sexta-feira, 19/07
A Barca / Grupo Grial | Recife-PE

Domingo, 21/07
Amazônia / Espaço Bailarte | Garanhuns-PE

Trupecada / Geração Salu | Olinda-PE

Terça-feira, 23/07
Lady Jan e João / Rogério Alves | Recife-PE

Tu Sois de Onde? / Lineu Gabriel | Recife-PE

Quinta-feira, 25/07
Sonhos / Mangue Boys | Recife-PE

Sobre um Paroquiano / Compassos Cia. de Danças | Recife-PE

Sexta-feira, 26/07
As Canções que Você Dançou pra Mim /Focus Cia. de Dança | Rio de Janeiro-RJ

Sábado, 27/07
Compartilhados / Grupo Experimental | Recife-PE

PERFORMANCES DE DANÇA
Local: Galeria das Artes (Av. Dantas Barreto, 44 – Santo Antônio)

Domingo, 21/07 | 18h
Âmbar: Três Bailarinas de Degas / Gardência Coleto (PE)
Saída / Denilce Freitas (PB)
Ela sobre o silêncio / Helijane Rocha (PE)

Ela sobre o silêncio. Foto: Ivana Moura

Ela sobre o silêncio. Foto: Ivana Moura

CIRCO
Local: Av. Caruaru – Heliópolis (área próxima ao Terminal Rodoviário)

Sexta-feira, 19/07
16h – Acrobatas Aéreos / Circo Bambolê | PE

Sábado, 20/07
16h – Circo Arlequin / Trupe Arlequin | João Pessoa-PB

Domingo, 21/07
14h e 16h30 – O Mundo Mágico de Entretenimento do Circo Alakazam /Circo Mágico Alakazam | PE

Segunda-feira, 22/07
16h – A Tradição Centenária da Família Alves / Circo Itinerante Alves | PE

Terça-feira, 23/07
16h – Sonho de Circo / Trupe Circus | Recife-PE

Quarta-feira, 24/07
16h – Disney Circo – A Tradição da Família Vidal / Disney Circo | PE

Quinta-feira, 25/07
14h e 16h30 – No Pocket – Um Espetáculo para Todos os Bolsos / Coletivo Nopok | Rio de Janeiro-RJ

Sexta-feira, 26/07
14h e 16h30 – Um Concerto em Ri Maior / Cia. dos Palhaços | Curitiba-PR

Sábado, 27/07
14h e 16h30 – Picadeiro Pernambuco – A Tradição Milenar / Centro Carcará | Cabo de Santo Agostinho-PE

AÇÕES ESPECIAIS

Teatro
Papo de Bar
Teatro Lambe Lambe | Jaraguá do Sul-SC
Domingo, 21/07 | 15h | Parque Euclides Dourado
Segunda-feira, 22/07 | 15h | Castainho
Terça-feira, 23/07 | 10h | Av. Santo Antônio (Espaço de Cultura Popular)

Circo
Palhaços na Feira, Saltimbancos em Brincadeira – Uma Intervenção de Palhaçaria
Cia. 2 em Cena de Teatro, Circo e Dança | Recife-PE
Sexta-feira, 26/07 | manhã | Mercado Público
Sábado, 27/07 | manhã | Feira Livre

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Corra, Lola! Último fim de semana

Algumas montagens farão, neste fim de semana, as últimas apresentações no Recife. Vamos fazer uma listinha. Ao teatro, já!

Algodão doce – A mais recente montagem do Mão Molenga Teatro de Bonecos une teatro, dança e formas animadas para falar sobre a construção da Civilização do Açúcar a partir de narrativas populars. No elenco, Elis Costa, Íris Campos, Fábio Cai, Fátima Caio e Marcondes Lima. Como de costume, a confecção dos bonecos é um espetáculo à parte: há bonecos enormes e outros com textura de algodão doce. Sábado e domingo, às 16h, no Teatro Marco Camarotti, no Sesc Santo Amaro. R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada).

Algodão doce. Foto: Ivana Moura

Algodão doce. Foto: Ivana Moura

Le Petit – Grandezas do ser – A Cia Circo Godot de Teatro resolveu propor uma continuação para O pequeo príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry. Não há o uso da palavra – é como um filme mudo. No palco estão o ator Damiano Massaccesi e três manipuladores de bonecos: Andrezza Alves, Flávia Fernanda e Rafaela Fagundes. A direção é de Quiercles Santana e Ana Paula Sá é a dramaturgista. Sábado e domingo, às 16h, no Teatro Hermilo Borba Filho, no Bairro do Recife. R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada). Indicação: crianças a partir de oito anos. Informações: 3424-5429.

Il Trasporto Umano – Com direção de Soraya Silva, a montagem é um divertido encontro entre dois personagens. Um deles é o ilusionista, que está à procura do líquido do transporte humano. E Alice representa a figura do clown. Um espetáculo que tem circo, mágica e diversão. No elenco, D’Angelo Fabiano, Soraya Silva e Sueudo Fernandes. Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Shopping RioMar, sábado às 19h e domingo às 17h. R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada).

Il Trasporto Umano

Il Trasporto Umano

Os Embromation – Está terminando a sexta temporada de Os Embromation. Hoje, Tiago Gondim, Mauro Monezi e Evilásio de Andrade recebem Eduardo Filho, do elenco dos Doutores da Alegria, e no domingo, Múcio Eduardo, do grupo Os Magros em Cena. São jogos de improviso que pedem a participação da plateia. Teatro Barreto Júnior, no Pina, às 20h. R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada).

A Filha do Teatro – Com texto de Luís Augusto Reis, a montagem da Cênicas Cia de Repertório traz uma história que vai sendo reconstituída a partir de nove pequenos monólogos. Estão no palco as atrizes Bruna Castiel, Sônia Carvalho e Manuela Costa. A direção é de Antônio Rodrigues. Somente hoje, às 19h, no Teatro Arraial, na Rua da Aurora. R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada).

A Filha do Teatro. Foto: Ivana Moura

A Filha do Teatro. Foto: Ivana Moura

Como nascem as estrelas – Adaptação do livro homônimo de Clarice Lispector, publicado em 1977, com 12 lendas brasileiras, uma para cada mês do ano. Foi republicado em 1987, já depois da morte de Clarice. No palco, onças, macacos e jabutis – a prosa e a poesia de Clarice Lispector. A música é tocada ao vivo. A direção é de Kátia Brito. Caixa Cultural, na Praça do Marco Zero. Sábado, às 17h, e domingo, às 10h30. R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada).

ESPECIAL – I Festival de Circo a Céu Aberto

Termina neste domingo o I Festival de Circo a Céu Aberto, realizado pela Caravana Tapioca, dos artistas Giulia Cooper e Anderson Machado. Hoje e amanhã a programação será na Praça do Carmo, em Olinda. Para começar o fim de semana com muita risada, Cavaco e Sua Pulga Adestrada: o espetáculo conta a história de um dono de circo falido que resolve reconstruir a carreira com a pulga Maria. Cavaco é o palhaço de Anderson Machado, idealizador do projeto. De graça!!!

O palhaço Cavaco. Foto: Marília Chalegre

O palhaço Cavaco. Foto: Marília Chalegre

Sábado, dia 27, Praça do Carmo (Olinda)16h – Cavaco e Sua Pulga Adestrada (Caravana Tapioca/PE)
18h – No Pocket – Um Espetáculo Para Todos os Bolsos (Coletivo Nopok/RJ)
20h – Noite de Variedades Circenses com convidados (Apresentador Cavaco/PE). Atrações: “Feeling”, com Lumineiro; “Karatê”, com Trupe Irmãos Atada; “Dirty Dancing”, com Coletivo Km2; “A Palhaça é a Mãe!”, com Trupe Puxincói, Teatro e Variedades; “Malabarismo na Velocidade da Luz”, com Irmãos Becker.

Domingo, dia 28, Praça do Carmo (Olinda)
15h – Palco Aberto (com participação do Coletivo Nopok/RJ)
16h – Bang Bang a Pastelana (Trupe Irmãos Atada/SP)
18h – Circo Malabarístico (Irmãos Becker/SP)
20h – Noite de Variedades Circenses com convidados (Apresentador Cavaco/PE). Atrações: “A Lição”, com Cia. 2 Em Cena de Teatro, Circo e Dança; “Tudo se Encaixa”, com Lumineiro; “Um Dia de Mágico”, com Rapha Santacruz; “JanisTANTANJoplin”, com Cia. Animeé/As Levianas; “Chapelando”, com Irmãos Becker.
21h30 – As Severinas (show de encerramento/PE)

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O teatro tem seus filhos

Espetáculo A filha do teatro está em cartaz no Teatro Arraial. Foto: André Barreto

Espetáculo A filha do teatro está em cartaz no Teatro Arraial. Foto: André Barreto

Estruturada em nove monólogos e três movimentos, o espetáculo A Filha do Teatro esquadrinha uma complexa relação familiar, a partir do olhar de três personagens: o da diretora teatral, mãe adotiva; o de uma ex-atriz pornô, a mãe biológica; e o da própria filha.

A peça está em temporada desde o dia 22 de março, no Teatro Arraial, onde fica em cartaz até 27 de abril. Ao tratar dos desejos e frustrações dessas mulheres, a encenação, que tem texto Luís Augusto Reis, busca refletir sobre essa arte tão efêmera, que é o teatro. O texto recebeu o 1° Lugar no Prêmio Funarte de Dramaturgia em 2003.

As atrizes Bruna Castiel, Sônia Carvalho e Manuela Costa se revezam nas personagens e revelam ao público um pouco desse quebra-cabeça. A direção é de Antônio Rodrigues.

Essa é a 10° montagem da Cênicas Cia de Repertório, que fez sua pré-estreia nacional no 19° Janeiro de Grandes Espetáculos 2013. No festival, Bruna Castiel recebeu o prêmio de Melhor Atriz.

Serviço:

A Filha do Teatro
Onde: Teatro Arraial (Rua da Aurora, 457, Boa Vista)
Quando: Sextas e sábados, às 19h – até 27 de abril
Ingresso: R$ 20 e R$ 10
Duração: 1:30h
Indicação: a partir dos 16 anos

FICHA TÉCNICA

Texto: Luís Augusto Reis
Direção e Concepção Geral: Antônio Rodrigues
Assistência de Direção: Alexandre Guimarães
Elenco: Bruna Castiel, Sônia Carvalho e Manuela Costa
Figurinos: Antônio Rodrigues e Sônia Carvalho
Cenografia: Antônio Rodrigues
Cenotécnico: Marcos Antônio
Maquiagem: Vinícius Vieira
Iluminação: Luciana Raposo e Sergio Costa
Sonoplastia: Antônio Rodrigues
Preparação Corporal: Alexandre Guimarães
Preparação Vocal: Grupo
Programação Visual: Alexandre Siqueira
Operação de Luz: Sergio Costa
Operação de Som: Raul Elvis
Contra-regra: Rogério Wanderley e Monique Nascimento
Bilheteria: Ana Souza
Fotos do Processo: Wilson Lima
Produção Geral: Sônia Carvalho
Produção Executiva: Antônio Rodrigues
Assistência de Produção: Carolina Lira
Assistência de Marketing: Alexandre Siqueira
Administração Financeira: Antônio Rodrigues e Sônia Carvalho
Realização: Cênicas Cia de Repertório

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O que os atores querem – e podem

A Filha do Teatro. Foto: Ivana Moura

A Filha do Teatro. Foto: Ivana Moura

Trazer o próprio ofício ao palco não é uma tarefa fácil. Porque há o risco, gigantesco por sinal, de ficarmos rodando em círculos, falando do próprio umbigo. E muitas vezes os autores esquecem que não estão escrevendo para os seus pares. Não conhecia o texto A Filha do Teatro, de Luís Augusto Reis, até ver a montagem da Cênicas Cia de Repertório, que estreou no Janeiro de Grandes Espetáculos, no Teatro Arraial. E em meio a tantas montagens do Janeiro – algumas nem tão boas assim -, A Filha do Teatro foi um achado. Um respiro. Bom texto e boas atrizes, ufa! Que combinação difícil de encontrar!

O texto é intrigante, interessante, nos envolve logo de cara e faz com que a gente permaneça assim até o fim. E olhe que (nada mais óbvio de dizer), neste caso, é importante ressaltar sim: é um texto que depende em muito das atrizes que vão encená-lo. A primeira personagem mesmo diz: “Como diretora de teatro, eu já devia ter aprendido isto: não adianta querer consertar tudo. Por mais que você mostre os melhores caminhos, os atores terminam fazendo o que eles querem – ou podem.”

A Cênicas Companhia de Repertório fez uma escolha muito consciente e feliz. Mostra o amadurecimento do grupo, a vontade de continuar crescendo e apostando no trabalho continuado. É o décimo espetáculo do grupo em onze anos de atividade; e, para esta montagem, eles não tiveram nenhum apoio financeiro.

A opção pela narração na dramaturgia se sustenta pela qualidade das atrizes e pelo jogo que se estabelece entre elas – Bruna Castiel, Sônia Carvalho e Manuela Costa. Quatro mulheres são citadas no texto e apenas três delas são representadas, com as atrizes trocando os mesmos papeis com o desenrolar da história.

A atuação de Manuela logo na abertura da montagem já nos captura de pronto. Bruna Castiel causa impacto com corpo e, principalmente, voz. É uma jovem atriz que ainda pode nos surpreender muito. Pelo papel em A Filha do Teatro, aliás, ela levou o prêmio Apacepe de melhor atriz no Janeiro de Grandes Espetáculos 2013.

Claro que foi uma estreia – e aí há sempre os percalços. Sônia Carvalho, por exemplo, tropeçou no texto. Aqueles instantes de angústia para ator e público.

A direção de Antônio Rodrigues é correta, mas o ritmo da montagem ainda soava um pouco arrastado, lento. E talvez esse texto, essas atrizes, mereçam uma experimentação mais ousada; seja nos cenários, na movimentação em cena, na iluminação. A cena pode trazer mais tensão, pode capitalizar o texto.

O espetáculo, que deve entrar em temporada no fim de março, merece tempo em cartaz para amadurecer, para ter o ritmo ajustado e para que o público tenha a oportunidade de ajudar a construir essa obra.

Volto ao texto de Luís. “Todo mundo de teatro tem essa pretensão de querer mostrar “as verdades” para o público. Mas é o público que nos mostra a verdade! Ficamos meses, às vezes anos, concebendo um espetáculo, e aí vem a plateia, paga o ingresso, e só quer uma boa diversãozinha. Quer esquecer as verdades, por uma ou duas horas, de preferência dando muitas gargalhadas. Nos meus espetáculos, eu odiava quando a plateia ria por qualquer coisa”.

Bruna Castiel (centro) ganhou prêmio de melhor atriz por sua atuação na montagem

Bruna Castiel (centro) ganhou prêmio de melhor atriz por sua atuação na montagem

Manuela Costa

Manuela Costa

Sônia Carvalho

Sônia Carvalho

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