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A festa é do Magiluth! O sanfoneiro é catarinense…

Magiluth estreia Luiz Lua Gonzaga. Foto: Magiluth/divulgação

O ator Pedro Wagner detestava São João. Nascido em Garanhuns, a data lembrava logo a fumaça das fogueiras no meio da rua, o cachorro que sofria com os fogos, a obrigação de dançar com menina na escola. Quando começou a ensaiar o espetáculo Luiz Lua Gonzaga, que estreia neste fim de semana, o resgate de memórias tinha sempre um quê de revolta! Mas até Pedro Wagner encontrou o seu lugar na nova montagem do Grupo Magiluth, um trabalho realizado graças a um edital da Funarte, com direção de Pedro Vilela e direção de arte de Guilherme Luigi e Pedro Toscano, e produção executiva de Mariana Holanda Rusu.

O que esses meninos que fazem “teatro contemporâneo” estão se metendo a falar de Luiz Gonzaga? Embarcaram na onda só por causa do centenário mesmo? É isso, produção? Perguntas que vão surgir e que eles respondem muito tranquilamente. “Sim e não. Depois da estreia do Aquilo (Aquilo que meu olhar guardou para você) em janeiro, o grupo levou um banho de água fria inicial. A estreia foi caótica. Pensávamos que as coisas fossem acontecer e elas não aconteceram tão rapidamente. E a nossa ideia de gestão de grupo tem a ver com trabalho continuado. É difícil fazer com que um grupo de teatro gere renda por ele mesmo. E, pra complicar, o processo de montagem do Aquilo praticamente acabou com o nosso caixa. Então quando abriram os editais, vimos sim as possibilidades, tanto no edital com Nelson Rodrigues (que resultou na montagem de Viúva, porém honesta) quanto nesse de Luiz Gonzaga”, explica o ator Giordano Castro.

“As pessoas da cidade sabem que a gente vive do Magiluth. Não fazemos teatro de forma bissexta, não é complemento de renda, não é nada disso. É foda dizer isso, né?”, para por dois segundos pra respirar antes de prosseguir. “Mas é isso mesmo. Quando você joga um produto no mercado e ele começa a não ser aceito, você tem que pensar noutras coisas. É, realmente, se o grupo estivesse riquíssimo, provavelmente não teríamos feito nenhum dos dois trabalhos. Até porque estávamos caminhando pela dramaturgia própria. Mas encontramos nichos dentro disso tudo. Com Nelson era a possibilidade de trabalhar com uma dramaturgia formal e fomos catar o texto que nos era mais próximo. E Luiz Gonzaga faz parte do imaginário de todo mundo”, complementa Pedro Wagner. “Cara, a gente é um grupo de teatro. É o que gostamos de fazer, é o que queremos”, continua Giordano, numa discussão enérgica na sala do grupo, no Bairro do Recife, onde o Satisfeita, Yolanda? conversou com atores e músicos.

A ideia de celebrar Gonzaga já tinha sido proposta ao grupo desde a inscrição no edital, mas eles só tiveram tempo mesmo de se dedicar por inteiro ao projeto depois do Trema! – Festival de Teatro de Grupo do Recife, idealizado e coordenado pela companhia em outubro. “Nos processos de criação as coisas se misturam. E foi um ano muito louco. Com este, é o terceiro espetáculo que estamos estreando este ano. Não são trabalhos pontuais. Não é para fazer e jogar fora. O nosso repertório é vivo, ativo. Sábado passado encenamos Ato“, diz Pedro Wagner.

Quando decidiram homenagear Luiz Gonzaga, partiram de algumas premissas: “a gente não queria fazer um especial da Globo, um Som Brasil, a estética da novela, a espetacularização. Nada disso. Vimos o espetáculo de João Falcão, por exemplo. Eu gostei muito, outros não. Mas não é a nossa pegada”, adianta Giordano. Também não queriam contar a biografia de Gonzagão, embora dentro do processo de pesquisa tenham se debruçado em livros, filmes, documentários.

Montagem reverbera memórias individuais e coletivas

A dramaturgia foi novamente construída por Giordano Castro, assim como em Um torto e Aquilo que meu olhar guardou para você. “São trabalhos que têm uma pegada completamente diferente de O canto de Gregório e Viúva, porém honesta, com dramaturgias prontas. E aí a marca de Pedro Vilela na direção é ainda mais forte, o humor, a rapidez, as soluções”, diz Giordano. No caso do processo de Luiz Lua Gonzaga, segundo Pedro Wagner o lugar é o de um ator muito mais consciente e integrado. “A estrutura da criação foi diferente da do Aquilo. A partir das nossas referências, íamos trazendo as cenas, que podiam contar ou não com a participação de outros do grupo”.

No caso dessa montagem, ao contrário de Aquilo que meu olhar guardou para você, há uma história que acaba por permear toda a dramaturgia: algumas pessoas preparam uma festa; estão esperando o retorno de alguém. O espírito é mesmo de celebração – eles dizem logo que não queriam inventar a roda. “Tivemos muito cuidado mesmo com o trabalho com essa figura, que é quase Jesus Cristo. Até porque é um espetáculo de rua”, diz Giordano, quando pergunto se eles iam fazer a mesma greia que conseguiram com Nelson Rodrigues. “Não. Aqui vamos mais devagar!”, brinca. Para explicar, apesar de Ato também ser encenado não rua hoje, o espetáculo não foi inicialmente idealizado para ser teatro de rua. E este é de rua, embora também possa ser adaptado, o que não é desejo dos atores.

Apesar da celebração e da presença inevitável, bem-vinda, mas ao mesmo tempo difícil da música ao vivo, o espetáculo não pode ser considerado um musical. A trilha sonora e a preparação vocal foram de João Tragtenberg, que toca sanfona no espetáculo. A banda tem ainda Pedro Cardoso e Pedro Vilela. Giordano, que era o que tinha uma proximidade um pouquinho maior com os instrumentos (diz que arranha no violão), até tentou fazer aulas de sanfona. Voltou da terceira incursão dizendo ao grupo pra desistir da ideia (maluca, mesmo!) de tê-lo como sanfoneiro. Aí foi quando surgiu João, que é catarinense, estudou Física, mas ama música e já tinha trabalhado com alguns grupos de teatro em Florianópolis; e Pedro Cardoso, que tem uma proximidade com o teatro; fez artes cênicas, foi amigo de faculdade dos meninos, é bonequeiro. Ele chegou no processo para dar oficina de zabumba e triângulo – mas logo viram que isso também não ia dar certo. “Triângulo é difícil pra caralho”, se diverte Giordano. Bom, resumindo: Cardoso foi incorporado à cena.

O espetáculo Luiz Lua Gonzaga – que eles queriam que chamasse Lembrar só por lembrar (mas como ia ser complicado mudar, por causa do edital) – estreia neste sábado, com duas apresentações. E ainda fará apresentações em Caruaru, Pirituba (distrito de Vitória de Santo Antão), Garanhuns e Caetés. Próximo ano eles juram que não vão montar espetáculo. Já há algumas circulações previstas com o repertório e querem muito apresentar Viúva, porém honesta, fazer uma temporada na cidade, o que ainda não aconteceu. Depois da estreia, Luiz Lua Gonzaga deve dar uma maturada. Mas não se admire se isso mudar…se a força dele for maior do que eles pensam. Podem repensar tudo. Ainda bem! O compromisso é exclusivamente com o amor que eles têm ao teatro.

Confira a agenda de apresentações:

Luiz Lua Gonzaga, do Grupo Magiluth

Dia 8, sábado
16h – Praça Tertuliano Feitosa (Praça do Hipódromo)
20h – Praça da Sé

Dia 10, segunda-feira
16h – Biblioteca Comunitária Amigos da Leitura – Alto José Bonifácio
20h – Biblioteca Popular do Coque – Coque

Dia 11, terça-feira
16h – Terminal do Alto do Capitão
19h – Praça do Arsenal, Bairro do Recife

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Urgências de uma trupe mineira

Assis Benevenuto, Marcos Coletta, Rejane Faria e Ítalo Laureano. Foto: Arquivo pessoal

O grupo Quatroloscinco – Teatro do Comum nasceu em Belo Horizonte. Uma terra propícia ao teatro do grupo. É só lembrar do Galpão e dos seus 30 anos na estrada. Mas a entrevista de Marcos Coletta – que é ator, dramaturgo e assina também a direção coletiva do espetáculo Outro lado, apresentado aqui no Recife semana passada dentro da programação do Trema! – nos mostra um retrato que não é distante: “As políticas públicas para a cultura em BH são extremamente precárias”. A entrevista também fala de teatro de grupo, teatro contemporâneo, anseios e urgências.

ENTREVISTA // MARCOS COLETTA – GRUPO QUATROLOSCINCO – TEATRO DO COMUM

Como o grupo se reuniu? Quais preocupações estéticas e artísticas que vocês tinham há cinco anos? Quais delas se mantem e quais já se dissiparam?
Em 2007, o grupo se reuniu como um núcleo de estudos sobre o Teatro Latinoamericano, quando éramos alunos do Curso de Teatro da UFMG. Este núcleo era composto por Marcos Coletta, Ítalo Laureano e Rejane Faria, além de Sérgio Andrade e Polyana Horta, que hoje não são mais do grupo. Em 2009, o Assis (que já era um colaborador externo do grupo) entrou efetivamente pra equipe. Quando começamos a nos encontrar queríamos colocar em prática toda a teoria e estudo que discutíamos no curso de Teatro, já interessados por uma estética contemporânea, porém “comum”, ou seja, que pudesse ser fruída e lida por diversos tipos de espectador (iniciados ou não). Também tínhamos forte ligação com o teatro latinoamericano, nosso principal objeto de estudo. Após esses cinco anos, percebo que seguimos os mesmos interesses do início, mas com um entendimento mais aprofundado e uma forma de abordá-lo artisticamente muito mais amadurecida. Hoje, uma das principais preocupações do grupo como núcleo de pesquisa é construir nossa própria identidade, nossa própria assinatura como criadores.

Porque a decisão por escrever textos próprios? Do que vocês têm urgência de falar?
O desejo pela dramaturgia autoral vem da necessidade de nos apropriar do que nos atravessa, passando pelo nosso filtro e por nossas experiências. Se, por exemplo, nos interessamos muito por um texto de um tal autor, ao invés de montar o texto, fazemos um trabalho de deglutição e reapropriação das ideias e pontos que nele nos interessam. Nossa urgência é por falar do nosso lugar de enunciação, trabalhar e defender nosso próprio discurso, afinado ao nosso contexto e à nossa realidade, sempre ligado às pessoalidades dos atores-criadores. Nossas criações, apesar de autorais, são sempre alimentadas de dezenas de referências, sejam textos teatrais, filmes, literatura, imagens, e outras fontes diversas.

Há relatos biográficos nas montagens? De que forma realidade e ficção se “contaminam”?
Sim. Nos dois espetáculos que mantemos em repertório tem muito da vida dos atores. Dos nossos dramas, sonhos e angústias pessoais. Ambos os espetáculos brincam com os limites entre realidade e ficção, não somente no que é contado, mas no como é contado. As histórias pessoais se juntam a uma interpretação “limpa”, buscando mais uma presença sincera do ator do que uma construção de personagem. Isso coloca o acontecimento teatral e o espectador no limiar entre o que é inventado, fictício e o que é real. Se é que podemos dizer que há algo absolutamente “real” no mundo…

Outro lado foi apresentada semana passada no Marco Camarotti, no Trema! Foto: Pollyanna Diniz

Há papeis definidos dentro da companhia? A direção coletiva, por exemplo, como isso acontece? Não dá confusão?!
Há vários papéis. Alguns mais definidos que outros. Principalmente no quesito produção, já que não contamos com uma equipe de produção, apenas um produtora. Por isso, somos obrigados a sermos, além de atores, produtores, gestores, assessores de imprensa, planejadores, etc… Na criação, porém, preferimos não delimitar papéis a priori. Deixamos que esses papéis surjam naturalmente. Nossa direção é totalmente coletiva, e também a criação dramatúrgica, mesmo que a escrita do texto acabe ficando com um ou outro. Em Outro lado, por exemplo, eu e o Assis assinamos o texto, mas sua criação foi muito compartilhada e discutida coletivamente. Obviamente acontecem muitas discussões, confusões, momentos de total desorientação, mas nós já adquirimos certas habilidades pra trabalhar dessa forma, e, antes de tudo, há grande respeito pela opinião e pela proposta do outro. É claro que o fato de possuirmos tendências e gostos estéticos parecidos ajuda. Existem as diferenças de cada ator, mas existe um olhar coletivo, que mira um mesmo fim, ou pelo menos uma equalização de nossos matizes criativos. A verdade é que gostamos da divergência, da alteridade, do conflito, isso nos motiva a criar e nos coloca em permanente estado de alerta e desconforto – duas coisas que considero essenciais para o avanço de nosso trabalho.

Como vocês encaram o teatro de grupo no país? Em BH, o teatro de grupo é muito forte. Isso foi fundamental pra vocês? E no resto do país – como vocês enxergam, por exemplo, essa iniciativa do Magiluth de fazer essa mostra?
Encaramos o teatro de grupo como uma alternativa digna e legítima de sobreviver no mercado cultural, respeitando nossas ideologias artísticas e políticas. Sempre difícil e em crise, claro, mas digna. Em BH não é possível falar de teatro sem falar de teatro de grupo. São muitos grupos sólidos, com pesquisas relevantes, com sedes que se transformaram em centros culturais, e dezenas de grupos novos, com menos de 10 anos, que são fruto dessa tradição do teatro de grupo e também dos cursos profissionalizantes de teatro de ótima qualidade que temos na cidade. Grupos de todo tipo de estética e pesquisa. Isso é legal em BH, a diversidade. Apesar disso, as políticas públicas para a cultura em BH são extremamente precárias, a prefeitura e o governo não tem noção da cultura que pulsa na cidade e parecem seguir caminho contrário a todo esse movimento. Talvez isso tenha feito com que os grupos de BH tenham ganhado tanta força, pois sempre tiveram que lutar contra uma política que valoriza muito pouco a arte a cultura. Além disso, Minas Gerais parece sofrer com um curioso ofuscamento por estar entre Rio e São Paulo. Muitas vezes ignoram o teatro feito em Minas. Costumamos brincar que é culpa das montanhas mineiras, que não deixam as coisas saírem muito daqui. Apesar da força interna, enfrentamos dificuldade pra circular e ter contato com o resto do país. Por isso achamos vitais ações como esta do Magiluth, ao propor o Trema. É algo necessário e urgente – criar essas pontes de contato, diálogo e trânsito entre os grupos de teatro do país. É importante tirar do eixo Rio-São Paulo a quase exclusividade sobre o mercado cultural do País.

As relações humanas são tão instáveis nesses dias. Porque no teatro isso seria diferente? Porque vocês ainda apostam no relacionamento de grupo?
Não sei… Talvez por achar que ainda resta alguma utopia em nossas mentes pós-modernas… Talvez por buscarmos alguma ética, alguma filosofia de vida, que vá além do simples trabalhar pra comer e pagar o aluguel. Eu, e acredito que os outros membros do Quatroloscinco, sou um pouco avesso ao “teatro de elenco” que acaba depois da prestação de contas pro patrocinador. Essa instabilidade, essa liquidez das coisas, das relações, talvez nos faça agarrar em algo que nos pareça mais sólido, menos superficial, no nosso caso, o teatro de grupo. Talvez ainda tenhamos um “ranço setentista” parafraseando uma amiga nossa aqui de BH, a atriz Marina Viana.

Qual a importância do espectador para o trabalho de vocês? Que tipo de público vocês atingem?
A relação com o espectador é uma de nossos principais interesses. Nossas peças são criadas para lugares pequenos, pra pouca gente, com o público bem perto da cena. Queremos que o espectador se sinta, de alguma forma, dentro daquele acontecimento. Aquela velha busca do olhar ativo, da co-criação. Nosso público é naturalmente de iniciados no meio cultural, estudantes de teatro, classe artística, apesar disso não ser um alvo exclusivo, pois nunca quisemos fazer teatro só para uma fatia. Ultimamente, por causa de dois projetos de circulação que estamos realizando, temos recebido outro tipo de público – aquele que não vai muito ao teatro, e isso está sendo maravilhoso, pois confirmamos que o teatro que fazemos é de fácil comunicação, é “comum”. Há um fato curioso e contraditório: BH sofre com escassez de público mesmo com uma agenda cultural tão abundante. Nossos maiores públicos são fora de BH. Isso é reflexo da falta de políticas culturais pra formação de público na cidade. Há muito oferta e pouco consumo. Falta uma tradição, um pensamento cultural na cidade que seja coletivo e democrático. Existe algo de provinciano em BH que precisa ser ultrapassado, essa coisa terrível de que cultura é privilégio da elite, de que você precisar vestir roupa cara e elegante pra ir ao teatro.

Vocês já vieram ao Nordeste?
Estivemos pela primeira vez em 2009 para um projeto de intercâmbio com o Grupo Piollin em João Pessoa, convidados pela Cia Clara, realizadora do projeto. Ficamos uma semana na cidade e apresentamos É só uma formalidade na sede do Piollin. Em 2010, participamos do FIAC-Bahia com É só uma formalidade, em Salvador. Essas foram nossas únicas incursões pelo Nordeste. E agora, o Trema!

Que teatro contemporâneo é esse que vocês fazem?
Para além de qualquer enquadramento estético ou formal, “contemporâneo” para nós é uma questão de tempo e espaço. Fazer um teatro que seja reflexo do nosso momento, da nossa forma de viver e se comportar, agora, neste instante, neste lugar. Isso é o nosso “contemporâneo”.

É só uma formalidade. Foto: Nubia Abe

Nós vimos aqui O outro lado. E É só uma formalidade? Do que trata?
É só uma formalidade foi nosso primeiro espetáculo de longa duração. É uma criação coletiva sobre as frustrações, os sonhos, as perdas, a sensação de fracasso do ser humano, muitas vezes causadas pela obrigação que temos em cumprir certos rituais do mundo civilizado como uma receita para viver bem, como casar, ter um bom emprego, um carro na garagem, e morrer dentro de um bom caixão, em um belo velório… Uma peça ao mesmo tempo política e existencial conduzida pelo discurso pessoal dos atores e por uma estrutura que intercala duas fábulas: um homem que saiu de casa para defender uma ideologia e que agora precisa retornar para o enterro do pai e outro que se casou, possui um trabalho comum, uma vida ordinária, e que pretende se separar da esposa. Ambos experimentam o sentimento de fracasso, e agora refletem o rumo de suas vidas.

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Maio é do Palco Giratório

Eu vim da ilha abre programação do festival. Foto: Chico Egidio

De 4 a 26 de maio, Recife recebe 30 espetáculos, de 26 companhias, dentro do Festival Palco Giratório. Esse é o sexto ano do evento aqui, com uma programação que envolve teatro, circo, dança e atividades formativas. As apresentações estão agendadas para seis teatros da cidade (Marco Camarotti, Capiba, Barreto Júnior, Hermilo Borba Filho, Apolo e Luiz Mendonça), além das sessões gratuitas na Praça da Independência, no bairro de Santo Antônio, no Parque Dona Lindu, em Boa Viagem, e na Praça do Campo Santo, em Santo Amaro.

Antropólogo italiano, Eugenio Barba participa do palco Giratório. Foto: Divulgação

Dois destaques dessa edição são demonstrações de trabalho. O primeiro com o diretor de teatro italiano Eugenio Barba, fundador da companhia norueguesa Odin Teatret e um fragmento da atuação de Júlia Varley, esposa de Barba, chamado O Eco do Silêncio. O outro é Prisão para a Liberdade, do ator, pesquisador e cofundador do LUME (SP), Carlos Simioni.

Uma novidade do festival é o chamado Palco REC POA, um intercâmbio entre a cena teatral pernambucana e a do Rio Grande do Sul. “Os festivais daqui e de lá acontecem na mesma época. Na realidade, sempre estamos em contato, mas resolvemos aprofundar a parceria”, explicou Galiana Brasil, coordenadora do Palco em Pernambuco.

A parceria entre as regionais do Sesc do Rio Grande do Sul e de Pernambuco proporciona o deslocamento de algumas peças. Do Sul vêm as montagens Xirê das Águas e Louça Cinderella, da Cia. Gente Falante, e Play Beckett, do GRUPOJOGO de ExperimentAção Cênica. Daqui seguem Eu Vim da Ilha, da Cia de Dança do Sesc Petrolina, e Decripolou Totepou, da artista Odília Nunes.

PROGRAMAÇÃO

04/05 | Sexta-feira, 19h30
Eu vim da Ilha / Cia. de Dança do Sesc Petrolina (PE)
Teatro Barreto Júnior
Faixa etária livre | Gênero: Dança Contemporânea | Duração: 45 minutos
áudio-descrição e tradução em libras
Entrada gratuita

05/05 | sábado, 19h
Um príncipe chamado Exupéry / Cia. Mútua (SC)
Teatro Hermilo Borba Filho
Faixa etária: Adultos e crianças a partir de 8 anos | Gênero Formas Animadas  | Duração: 50 minutos

05/05 | sábado, 21h
Escapada/Cia. Mário Nascimento (MG)
Teatro Barreto Júnior
Faixa etária: Livre | Gênero | Duração: 1 hora

06/05 | domingo, 19h
Um príncipe chamado Exupéry / Cia MútUa (SC)
Teatro Hermilo Borba Filho
Faixa etária: Adultos e crianças a partir de 8 anos | Gênero Formas Animadas  | Duração: 50 minutos

06/05 | domingo, 20h
Faladores / Cia. Mário Nascimento (MG)
Teatro Barreto Júnior
Faixa etária: Livre | Gênero | Duração: 1 hora

08/05 | terça-feira, 17h
Lambe-lambe (Intervenção) / Cia. Mútua (SC)
Sesc Santo Amaro
Faixa etária: 12 anos |Gênero Intervenção

Pólvora e poesia

08/05 |terça-feira, 20h
Pólvora e poesia / Hiperativa Comunicação e Cultura (BA)
Sesc Santo Amaro
Faixa etária: 18 anos | Gênero: Drama | Duração: 75 minutos

08/05 | terça-feira, 21h
Aluga-se um coração /Cia. Qualquer um dos dois (PE)
Teatro Luiz Mendonça
Faixa etária: 16 anos | Gênero: dança | Duração: 40 minutos

09/05 |quarta-feira, 19h
O pranto de Maria Parda / Paulo de Castro Produções (PE)
Teatro Marco Camarotti
Faixa etária: 12 anos | Gênero: comédia | Duração: 1 hora

09/05 |quarta-feira, 20h
Pólvora e poesia / Hiperativa Comunicação e Cultura (BA)
Teatro Hermilo Borba Filho
Faixa etária: 18 anos | Gênero: Drama | Duração: 75 minutos

10/05 | quinta-feira, 16h
Este lado para cima / Brava Companhia (SP)
Praça da Independência
Áudio-descrição e tradução em libras
Faixa etária: 16 anos | Gênero Teatro de Rua | Duração: 1 hora e 20 min

10/05 | quinta-feira, 21h
Cabeção de nego / Laso Cia. de Dança (RJ)
Teatro Barreto Júnior
Faixa etária: livre | Gênero Dança| Duração: 1 hora

11/05 | sexta-feira, 16h
O eco do silêncio
Demonstração de trabalho com Júlia Varley | Palestra “Aprender a aprender – A evolução técnica de um actor”, por Eugenio Barba (Odin Teatret – Dinamarca) | Duração: 1 hora e 30 minutos
Teatro Apolo

11/05 | sexta-feira, 17h
Este lado para cima /Brava Companhia (SP)
Parque Dona Lindu
Áudio-descrição e tradução em libras
Faixa etária: 16 anos| Gênero Teatro de Rua | Duração: 1 hora e 20 minutos

11/05 | sexta-feira, 21h
Caminhos / Laso Cia de Dança (RJ)
Teatro Barreto Júnior
Faixa etária: livre | Gênero Dança| Duração: 55 minutos

Vila Tarsila, dança para crianças. Foto: Marco Lima

12/05 | sábado, 16h30
Vila Tarsila / Cia. Druw (SP)
Teatro Luiz Mendonça
Áudio-descrição e tradução em libras
Faixa etária: Adolescentes e crianças acima de 5 anos | Gênero Dança | Duração: 1 hora

12/05 | sábado, 20h
Cru / Cia. Plágio de Teatro (DF)
Teatro Capiba
Faixa etária: 16 anos| Gênero Drama| Duração: 50 minutos

13/05 | domingo, 16h30
Vila Tarsila / Cia. Druw (SP)
Teatro Luiz Mendonça
Áudio-descrição e tradução em libras
Faixa etária: Adolescentes e crianças acima de 5 anos | Gênero Dança | Duração: 60 minutos

13/05 | domingo, 19h
Divinas / Duas Companhias (PE)
Teatro Marco Camarotti
Áudio-descrição e tradução em libras
Faixa etária: Livre|  Gênero Comédia Poética| Duração: 53 minutos

15/05 | terça-feira, 16h30
Menininha / JML em Companhia (RJ)
Teatro Marco Camarotti
Faixa etária: Livre | Gênero Musical Infantio| Duração: 50 minutos

15/05 | terça-feira, 19h
Espaçamento urbano / Dança Amorfa Cláudio Lacerda (PE)
Teatro Capiba
Faixa etária: Livre | Gênero Dança | Duração: 40 minutos

15/05 | terça-feira, 21h
Anjo negro / Cia. Teatro Mosaico (MT)
Teatro Luiz Mendonça
Faixa etária: 14 anos | Gênero Tragédia| Duração: 1 hora e 40 minutos

Roteiro escrito com a pena...Foto: Fernando Martinez

16/05 | quarta- feira, 20h
Roteiro escrito com a pena da galhofa e a tinta do inconformismo
/Pausa Cia. (PR)
Teatro Hermilo Borba Filho
Faixa etária: Livre | Gênero Comédia | Duração: 60 minutos

17/05|quinta-feira, 19h
Pai e filho / Pequena Companhia de Teatro (MA)
Teatro Marco Camarotti
Faixa etária: 14 anos | Gênero Drama| Duração: 1 hora

17/05 | quinta-feira, 20h
Roteiro escrito com a pena da galhofa e a tinta do inconformismo/ Pausa Cia. (PR)
Teatro Hermilo Borba Filho
Faixa etária: Livre | Gênero Comédia | Duração: 1 hora

17/05 | quinta-feira, 21h
Dia desmanchado / Teatro Torto (RS)
Teatro Barreto Júnior
Faixa etária: 14 anos | Gênero Drama| Duração 60 minutos

18 |  sexta-feira, 16h
Prisão para a liberdade – Demonstração técnica do trabalho de Carlos Simioni / Lume (SP)
Teatro Capiba
Faixa etária: livre | Gênero Demonstração de trabalho | Duração: 1 hora

18/05 | sexta-feira, 19h
Pai e filho / Pequena Companhia de Teatro (MA)
Teatro Marco Camarotti
Faixa etária: 14 anos | Gênero Drama| Duração 60 minutos

18/05 | sexta-feira, 21h
Dia desmanchado / Teatro Torto (RS)
Teatro Barreto Júnior
Faixa etária: Livre | Gênero: teatro gestual | Duração: 50 minutos

19/05 | sábado, 16h30
Algodão doce / Mão Molenga (PE)
Teatro Marco Camarotti
Áudio-descrição e tradução em libras
Faixa etária: 8 anos | Gênero Infanto-juvenil | Duração: 1 hora

19/05 | sábado, 20h
Instantâneos /Cia. dos Bondrés (RJ)
Teatro Hermilo Borba Filho
Faixa etária: Livre | Gênero | Duração

Uma versão infantil das Levianas. Foto: Lana Pinho

20/05| domingo, 16h30
As levianinhas em pocket show para crianças / Cia Animé (PE)
Teatro Marco  Camarotti
Faixa etária: 2 anos | Gênero: banda de palhaças | Duração: 50 minutos

20/05 | domingo, 19h
Círculos que não se fecham / Escola Pernambucana de Circo (PE)
Sede da Escola Pernambucana de Circo
Faixa etária: 16 anos | Gênero: circo | Duração: 80 minutos

22 | terça-feira, 19h
Louça Cinderella /Cia. Gente Falante (RS) / (Palco REC POA)
Teatro Marco Camarotti
Faixa etária: Livre | Gênero Teatro de Objetos | Duração: 20 minutos

22 | terça-feira, 21h
Catrevage / Grupo Andanças Sesc Caruaru (PE)
Teatro Barreto Júnior
Faixa etária: Livre | Gênero Dança Contemporânea | Duração: 50 minutos

23/05, quarta-feira, 19h
Xirê das águas / Cia. Gente Falante (RS) / Palco REC POA
Teatro Marco Camarotti
Faixa etária: Livre ( a partir de 8 anos)

24/05| quinta-feira, 21h
Play Beckett / Grupo Jogo de Experimentação Cênica (RS) / Palco REC POA
Classificação etária: 12 anos | Gênero Dança /Teatro | Duração: 52 minutos

25/05 | sexta-feira, 17h
A barca / Grupo Grial de Dança (PE)
Praça do Campo Santo
Faixa etária: Livre

26/05 | sábado, 19h e 21h
Travessia (Trilogia Uma história, duas ou três – Parte II) / Grupo Grial de Dança (PE)
Sesc Casa Amarela
Faixa etária: Livre | Gênero Dança Contemporânea| Duração: 50 minutos

26/05 | sábado, 19h
Guarda Sonhos / Grupo Peleja (PE)
Teatro Capiba
Faixa etária: Livre | Gênero Dança  | Duração: 40 minutos

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De janeiro a janeiro, tem festival!

Essa febre que não passa (foto) e Aquilo que meu olhar guardou para você estarão no Festival de Curitiba. Foto: Ivana Moura

Duas montagens pernambucanas – Essa febre que não passa, do Coletivo Angu de Teatro, e Aquilo que meu olhar guardou para você, do grupo Magiluth – estão na programação da mostra oficial do Festival de Teatro de Curitiba. Depois do Janeiro de Grandes Espetáculos e do hiato no mundo das artes – para tudo que não é música e folia carnavalesca, claro – é Curitiba quem abre o calendário de festivais de teatro no país.

De janeiro a janeiro, tem festival em vários lugares do Brasil, com enfoques e objetivos diferentes, mas sempre proporcionando a circulação dos espetáculos e, geralmente, o acesso do público a montagens que dificilmente conseguiriam ser vistas sem o suporte de um festival – já que não há patrocínio para todas as peças e bilheteria definitivamente não garante a possibilidade dos grupos viajarem.

Conversamos com diretores e curadores dos principais festivais do país – Festival de Curitiba, Porto Alegre em Cena, Londrina, Festival de São José do Rio Preto, Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (Fiac), Cena Contemporânea e Tempo_Festival. Procuramos saber quais as propostas para este ano e, mais ainda, tentamos revelar os méritos de cada um deles para, de alguma forma, contribuir para que os nossos próprios festivais (ao menos os três maiores) – Janeiro de Grandes Espetáculos, Palco Giratório e Festival Recife do Teatro Nacional (esses também foram ouvidos, obviamente) – consigam avançar (ou também servir de espelho) em diversos aspectos.

Curitiba, por exemplo, recebe muitas críticas de que prioriza e incentiva na cidade a proliferação do teatro comercial. Apesar disso, o festival que já vai para a 21ª edição é, indiscutivelmente, um dos mais bem-sucedidos do Brasil. Consegue reunir produções de qualidade na cena nacional, inclusive muitas estreias acontecem lá, e ainda fomentar o experimentalismo, graças à mostra paralela intitulada Fringe, que foi inspirada no Festival Internacional de Edimburgo, na Escócia. Este ano, o Fringe deve ter 368 espetáculos. O grupo Magiluth, que nunca participou do festival, além de estar na mostra oficial, apresenta outros dois espetáculos: 1 Torto e O canto de Gregório, numa mostra dentro do Fringe organizada pela Companhia Brasileira de Teatro, que será realizada no Teatro HSBC.

Los pájaros muertos abre festival no Paraná

A mostra oficial do festival, que acontece entre 27 de março e 8 de abril, terá 29 espetáculos de seis estados brasileiros – São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco -, além de dois internacionais – da Espanha e da Inglaterra. “Apesar dessas atrações, não queremos ser um festival internacional. O nosso grande mote é a produção nacional e mantemos esse foco”, explica Leandro Knopfholz, um dos criadores e diretor geral do evento.

A abertura da mostra será com a peça espanhola Los pájaros muertos; mas o festival tem ainda duas remontagens da companhia carioca Os Fodidos Privilegiados – O casamento e Escravas do amor -, as duas textos de Nelson Rodrigues; a estreia de Eclipse, do grupo Galpão; e de Licht & Licht, da Cia de Ópera Seca; e ainda montagens como Gargólios, de Gerald Thomas; O idiota, de Cibele Forjaz; e O libertino, de Jô Soares.

Recorte holandês no Rio de Janeiro

Qual o teatro feito na Holanda? Você já se fez essa pergunta? Os diretores e curadores Márcia Dias, Bia Junqueira e César Augusto, do Tempo_Festival das Artes – Festival Internacional de Artes Cênicas do Rio de Janeiro, já. Tanto que um recorte dessa cena teatral poderá ser visto entre 5 e 12 de outubro no chamado 2° Tempo do festival. “O festival é realizado em três tempos: o primeiro é dedicado ao pensamento – trazemos artistas internacionais para fazer residência, debates, encontros com filosófos, pessoas de outros segmentos. Já o segundo é aquele dedicado à programação artística propriamente dita. E há ainda o Tempo_Contínuo, que é o site, um suporte permanente”, conta Márcia.

Para quem duvida sobre o quanto o teatro na Holanda é profícuo, Márcia Dias responde: “Estou com material de mais de 60 espetáculos, entre teatro e dança, para que possamos fazer a curadoria”. Ano passado, o Tempo fez um recorte da cena argentina – inclusive co-produziu (com o Festival Internacional Santiago a Mil, o Festival d’Automne de Paris e a Maison des Arts et de la Culture de Créteil, na França), O vento num violino, do Teatro Timbre 4, que esteve pela primeira vez no Recife no último Janeiro de Grandes Espetáculos.

Espetáculo do grupo argentino Timbre 4 foi co-produzido por festival carioca

Londrina tem o festival de teatro mais antigo do Brasil

O festival de teatro mais antigo do Brasil é o Festival Internacional de Londrina – Filo. São 44 anos (a mostra só não foi realizada uma única vez e, por isso, o festival vai para a sua 43ª edição) e a programação inclui não só teatro, mas dança, circo, música. “Tentamos montar uma programação diversificada. E conseguimos uma média de 80, 90 e até 100 mil pessoas por edição”, conta o diretor da mostra, Luiz Bertipaglia.

A relação do Filo com a cidade, explica Bertipaglia, é bastante especial. “O festival tem 44 anos e a cidade 77. O festival foi crescendo com Londrina. As pessoas entendem que o festival faz parte da história da cidade”. Outra facilidade com relação à público é que Londrina não é tão grande – tem cerca de 600 mil habitantes e aí as ações conseguem ser mais efetivas junto ao espectador.

Segundo o diretor, a cena teatral londrinense foi impulsionada pelo Filo. “Muitas companhias foram criadas em função do festival. E acho que foi fundamental também para a criação, em 1998, do curso de Artes Cênicas da Universidade Estadual”.

Grupo belga vai encenar texto de Alejandro Jodorowsky no Filo

As inscrições para os grupos nacionais no Filo terminaram no dia 9 de fevereiro. A curadoria dos internacionais é feita pelo próprio Luiz Bertipaglia. Em primeira mão, o diretor nos confirmou a apresentação de The ventriloquist’s school, do grupo belga Poit Zero (um texto de Alejandro Jodorowsky), e Translunar paradise, montagem do grupo da Inglaterra Theatre Ad Infinitum (uma história sobre vida, morte e amor eterno que começa depois que a esposa de William morre e ele vai para uma ilha da fantasia, das suas memórias passadas). O festival será realizado entre 8 e 30 de junho.

Teatro africano no Distrito Federal

Geralmente o festival Cena Contemporânea, de Brasília, é realizado em agosto ou setembro. Esse ano, no entanto, será um pouco mais cedo: de 17 a 29 de julho. Guilherme Reis, coordenador do festival, diz que a mudança é por conta de um convite da Universidade de Brasília (UnB), que está completando 50 anos. “Vamos fazer uma edição especial, voltada para América Latina e África. Em 1987 e 1989, a UnB realizou o Festival Latino Americano. Por isso essa ação”, explica Reis que garante que terá liberdade para realizar suas escolhas, de forma independente da universidade.

El rumor del incendio, do México, estará no Cena Contemporânea

“Tenho uma oferta grande de espetáculos africanos e algumas co-produções que passam também por Portugal, Canadá e Espanha”. A grade de programação ainda não está fechada, mas o coordenador adianta que devem ser 12 ou 13 espetáculos internacionais, sendo seis ou sete latino-americanos e o restante de espetáculos africanos, além da produção nacional com a presença de montagens de diretores como Henrique Dias e Cibele Forjaz. Dos internacionais, estão confirmados The butcher brothers, da África do Sul, e El rumor del incendio, do México.

O Cena é um festival privado que nasceu em 1995, mas está indo para a 13ª edição. “Em alguns anos, não conseguimos realizar. Mas desde 2003 não paramos mais. Brasília tem uma situação atípica com relação a apoio. Pela primeira vez, ano passado, recebemos incentivo do Distrito Federal”, conta Reis. Um dos méritos do Cena é envolver a cidade – mesmo quem não vai ao teatro, não fica ileso ao Ponto de Encontro, um espaço montado na Praça do Museu Nacional da República, que abriga apresentações musicais.

Teatro de dois em dois anos

O Festival Internacional de Teatro Palco & Rua de Belo Horizonte (FitBH), em Minas Gerais, acontece de dois em dois anos. “Essa já era a proposta desde que ele foi criado, em 1994. Era para ter fôlego mesmo, para fazer sempre um grande festival”, explica Marcelo Bones, diretor do evento que, ao lado da diretora Yara de Novaes e da atriz Grace Passô, fará a curadoria da mostra. O evento está marcado para acontecer entre 12 e 24 de junho. A grade de programação ainda não está fechada, mas já há algumas definições. Bones adianta que devem ser 12 espetáculos internacionais, 15 nacionais e ainda 10 montagens de Belo Horizonte – que ocupam não só os palcos dos teatros, mas também as ruas.

“Vamos trabalhar a partir de três conceitos: o teatro e a cidade; o teatro e outras linguagens artísticas; e a cooperação e o intercâmbio entre criadores”, explica Marcelo Bones. O festival, que vai para a 11ª edição, é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte – responsável por 60% dos custos do evento. “Apesar de depender da agenda política, é um evento consolidado, importante para a cidade. Todas as pessoas sabem que o evento está acontecendo, gera movimentação”, diz o diretor.

Expandindo fronteiras

Where were you on January 8th? integrou programação do festival em São José do Rio Preto ano passado

O teatro contemporâneo é sempre o mote do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto (Fit). Cerca de 40 companhias participam da programação que, este ano, vai de 4 a 14 de julho. Para se ter uma ideia, o festival recebeu 570 inscrições de grupos interessados em participar – desses, seis são pernambucanos. A curadoria é formada por Kil Abreu (que, durante quatro anos, foi curador do Festival Recife do Teatro Nacional), Sérgio Luis Venitt de Oliveira, Beth Lopes e Natália Noli Sasso. “Como festival internacional, estamos indo para a 12ª edição, mas o festival já tem 43 anos. Só na época da ditadura militar é que a programação não aconteceu uns dois ou três anos”, conta Marcelo Zamora, diretor do Fit.

“A gente achava que o festival precisava do recorte internacional”, complementa Zamora. O festival é realizado pela prefeitura, embora, o órgão seja responsável por apenas 10% do orçamento. “Somos um festival que vai atrás de propostas mais radicais, conceituais, com riscos maiores. E isso é sempre uma provocação para o nosso público”, diz o diretor. 60% da programação do festival em São José do Rio Preto, em São Paulo, é gratuita.

Relacionamento internacional

Em 18 anos, o festival Porto Alegre em Cena conseguiu estabelecer uma relação invejável com grupos internacionais. Muitas companhias vêm ao Brasil apenas para se apresentar lá. Ano passado, por exemplo, o diretor Bob Wilson só passou por Porto Alegre com A última gravação de Krapp, em que ele mesmo está em cena. “O trabalho sério e de respeito aos grupos ampliou muito os contatos do festival. É um meio onde as informações circulam. Então hoje conversamos com o mundo inteiro e, quando há um cenário propício, convidamos esses grupos”, diz Luciano Alabarse, que além de diretor é muito da alma do festival de Porto Alegre.

Bob Wilson era o diretor e o ator de A última gravação de Krapp, espetáculo apresentado no último POA em Cena. Foto: Mariano Czarnobai/Divulgação

Apesar de toda dedicação de Alabarse, a mostra não é privada, mas realizada pela Secretaria de Cultura da cidade. “A equação da qualidade é um grande desafio. Harmonizar a burocracia pública com a agilidade requerida por um festival internacional de grande porte é difícil. Há momentos em que penso em pegar em armas”, brinca Alabarse. “Importante é que não haja concessões artísticas. O festival não flerta com sucessos televisivos, celebridades duvidosas, peças de apelo comercial. O que está em jogo é a discussão cênica que faz diferença. Essa postura estabelece limites”, complementa.

Como um festival que já tem uma carreira consolidada, as negociações para que os grupos participem do POA em Cena podem durar anos. “Em 2012, o Berliner Ensemble vai visitar Porto Alegre pela primeira vez. O compositor inglês Michael Nyman, da mesma forma. E o Fuerza Bruta, sucesso mundial, vai aterrisar nos pampas. Essas são atrações já confirmadas”, adianta Luciano Alabarse.

O mais jovenzinho entre os festivais

O Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (Fiac) só teve quatro edições e, ao que parece, um longo percurso pela frente. A data da próxima edição já está marcada: será de 28 de setembro a 6 de outubro. “Como nos anos anteriores, não direcionaremos a seleção em torno de um conceito pré-definido. Adotamos um caráter mais panorâmico, buscando alcançar uma mostra caracterizada pela diversidade e levando espetáculos que, de alguma forma consideramos, significativos, seja pela proposta de inovação na linguagem, aposta em um processo artístico ou experimentação, ou pelo ineditismo de grupos ou artistas importantes”, explica Ricardo Libório, coordenador do Fiac.

Um dos desafios do festival, aliás, não só dele, mas de praticamente todos no Brasil, é a formação de plateia. “Estamos amadurecendo algumas ações, que vão desde a ampliação do número de sessões por espetáculos, o fortalecimento de nossa coordenação de formação de platéias e a busca de parcerias estratégicas com a Secretaria de Educação, além de buscar modelos de promoção focada em grupos específicos que tenham potencial de ampliar o público ‘consumidor’ de teatro, para beneficiar não apenas o alcance do Festival em si, mas a atividade teatral em Salvador ao longo de todo o ano”, finaliza. A grade do festival ainda não foi definida.

OS PERNAMBUCANOS

Janeiro de Grandes Espetáculos faz escala em Portugal

O próximo Janeiro de Grandes Espetáculos pode ser aberto por uma montagem idealizada na ponte áerea Recife – Portugal. A ideia é que cinco atores daqui façam um intercâmbio com o Centro Póvoa de Lanhoso, que fica na vila de mesmo nome no distrito de Braga. O projeto é de Paulo de Castro, um dos produtores do festival, ao lado de Paula de Renor e Carla Valença. “Ainda estamos fechando os detalhes; porque devemos lançar uma seleção para essa escolha. Queremos proporcionar essa vivência com um centro internacional”, explica Paula de Renor.

Curadores do Janeiro pensam em estruturar intercâmbios e parcerias

Desde 2011, o Janeiro de Grandes Espetáculos é um dos integrantes do Núcleo de Festivais Internacionais do Brasil. “Aqui em Pernambuco, somos o único festival internacional. E o que queremos realizando parcerias é melhorar a programação e ainda trabalhar o público para essas montagens, porque as pessoas ainda têm receio da qualidade; talvez pela língua, embora as montagens tenham legenda sempre que preciso”, comenta Paula.

Realmente, não são todas as montagens internacionais que empolgam o público mesmo – ao contrário da programação das peças locais. É delas, independente de quantos meses ficaram em cartaz durante o ano anterior, o maior público do festival. “Esse é realmente o nosso foco. Dar visibilidade à produção local e possibilitar melhorias na cadeia do teatro para o resto do ano”, complementa Paula.

Além do intercâmbio com Portugal, provavelmente começam aqui as comemorações dos 20 anos da companhia Clowns de Shakespeare, do Rio Grande do Norte, no Janeiro do próximo ano. “Queríamos fazer uma residência com atores daqui e talvez com outros grupos. O Teatro Timbre 4, por exemplo, da Argentina, quer voltar com outros dois espetáculos. Achamos que talvez o formato de vivência seja mais interessante do que a oficina”, diz a produtora.

Espetáculo de Petrolina abre o Palco Giratório em maio

É do Sesc o festival que proporciona a maior circulação de espetáculos no país – o Palco Giratório. Em Pernambuco, além de promover a exibição de montagens em vários locais do estado, em maio, Recife recebe uma edição especial do Palco Giratório. Será praticamente um mês inteiro de programação – incluindo os espetáculos que estão circulando nacionalmente e ainda montagens convidadas, entre elas espetáculos internacionais. Este ano, o Palco Giratório no Recife será aberto no dia 4 de maio, com o espetáculo Eu vim da Ilha, da Companhia de Dança do Sesc Petrolina, no Teatro Barreto Júnior, que ganhou o Prêmio Apacepe 2012 de melhor espetáculo de dança pelo júri oficial – por conta da apresentação no Janeiro de Grandes Espetáculos.

Dois motes especiais: 15 anos e Nelson Rodrigues

Este ano, o Festival Recife do Teatro Nacional vai comemorar 15 primaveras. Como “adolescente” está no momento de repensar o seu papel para a cidade. “Sou positivo, otimista. Espero um festival muito bom. Nas conversas internas, a ideia é que a gente proponha que o mote para o festival seja essa data: os 15 anos”, explica Vavá Schön-Paulino, coordenador da mostra, promovida pela Prefeitura do Recife. Um dos desafios é agregar público; fazer parte do calendário não só para os artistas, mas para a cidade.

Segundo Vavá, Nelson Rodrigues não será o homenageado do festival – porque já foi uma vez, mas os eventos especiais devem lembrar a efeméride dos 100 anos de nascimento do dramaturgo pernambucano. “Tudo ainda vai ser conversado, mas existe sim a possibilidade de termos algum espetáculo de Nelson na grade”, complementa. A data do festival ainda não está fechada, mas deve ser provavelmente entre 15 e 30 de novembro.

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Começa maratona do 18º Janeiro de Grandes Espetáculos

Amour, Acide et Noix, da companhia Daniel Léveillé Danse, de Quebec/Canadá se apresenta nos dias 14 e 15, no Teatro de Santa Isabel. Foto John Morstad/ Divulgação

Ao todo são mais de 100 apresentações. De teatro, dança, circo, intervenção, shows musicais além de uma série de atividades extras, como aula-espetáculo, lançamentos de livros, seminário de dança, mesas de discussão e debates de teatro e dança. Mais de 30 produções pernambucanas, 12 shows e montagens do Rio Grande do Norte, Paraíba, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Porto Alegre e Brasília dão corpo ao festival. O programa também conta com encenações de cinco outros países, Canadá, Argentina, Portugal, Equador e Chile.

O Janeiro de Grandes Espetáculos – Festival Internacional de Artes Cênicas de Pernambuco chega à 18ª edição mais abrangente, ambicioso e com muita vontade de fazer amigos pelo mundo, dialogar com criadores e público.

Começa hoje e segue até o dia 29 de janeiro nos teatros do Recife: Santa Isabel, Apolo, Hermilo Borba Filho, Barreto Júnior, Marco Camarotti, Capiba, Luiz Mendonça e Arraial, além de espaços alternativos como a Casa Mecane, Espaço Muda, Centro Cultural Correios e Espaço Fiandeiros. Em Olinda as montagens serão na rua. Em Caruaru, toda as sessões serão alojadas no Teatro Rui Limeira Rosal, do Sesc Caruaru.

A realização é da Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco (Apacepe), sob a coordenação dos produtores Carla Valença, Paula de Renor e Paulo de Castro.

Os ingressos populares variam de R$ 10 a R$ 20, além de atrações gratuitas.

Grupo Magiluth estreia Aquilo Que Meu Olhar Guardou Para Você no Janeiro de Grandes Espetáculos

Desde que foi criado, o Janeiro investe em dar visibilidade à produção pernambucana, principalmente os destaques do ano anterior. Em 2012, o festival conta também com três estreias: Caxuxa (Duas Companhias – Recife/PE), Aquilo Que Meu Olhar Guardou Para Você (Grupo Magiluth – Recife/PE) e O Pássaro de Papel ((Pedro Portugal E Paulo De Castro Produções – Recife/PE).

As produções locais concorrem ao Troféu Apacepe de Teatro e Dança.

O projeto conta com patrocínio da Chesf, Correios, Governo do Estado de Pernambuco, Prefeituras do Recife e de Olinda, Caixa Econômica Federal e Sesc Pernambuco. A programação internacional conta com o apoio do Programa Iberescena, que fomenta um intercâmbio da produção cultural de países iberoamericanos.

O Janeiro de Grandes Espetáculos também vai sediar o Encontro do Núcleo dos Festivais Internacionais do Brasil, de 25 a 29 de janeiro, em reuniões fechadas. Estão confirmadas as participações de Marcelo Zamora (FIT – Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto/SP), Guilherme Reis (Cena Contemporânea/DF), Paulo Braz (Filo – Festival Internacional de Londrina/PR), Vanise Carneiro (Porto Alegre em Cena/RS), Ricardo Libório (Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia/BA), Marcelo Bones (Festival Internacional de Teatro Palco & Rua de Belo Horizonte/MG), Márcia Dias (Tempo Festival de Artes/RJ) e Carla Valença, Paulo de Castro e Paula de Renor (Janeiro de Grandes Espetáculos – Festival Internacional de Artes Cênicas de Pernambuco/PE).

Estão agendadas três mesas de discussão: “Processo Colaborativo e Resultados” (dia 26), com a presença de Anderson Aníbal (Cia. Clara de Teatro – MG); Pedro Vilela (Grupo Magiluth – PE) e Francis Wilker (Teatro do Concreto – DF); e uma especial sobre “Intercâmbios Internacionais” (dias 27 e 28).

Para debater a ampliação de mercado para as artes cênicas participarão Liliane Rabelo (SP – British Council); Marcelo Castillo (Argentina – Mercado de Las Artes Escénicas y La Música de Argentina e site Girart / Puerta al Mundo); e Mireia Branera (Espanha – A Portada). Dia 27 de janeiro (sexta), das 14h30 às 17h30.

Sobre Intercâmbios Internacionais – Novas Perspectivas irão conversar Celso Curi (SP – La Red – Rede de Promotores Culturais da América Latina e Caribe); Guillermo Heras (Espanha – Programa Iberescena); e Moncho Rodriguez (Portugal – Centro de Criatividade – Póvoa de Lanhoso). Dia 28 de janeiro (sábado), das 9h30 às 12h30. Os debates serão no Centro Cultural Correios, com entrada franca.

Em parceria com o Movimento Dança Recife será realizado ainda no Centro Cultural Correios o Seminário “Dança e Política – Perspectivas para 2012” (dias 16 e 17).

Os homenageados desta edição são o ator Germano Haiut, e o coreógrafo Ubiracy Ferreira, diretor do Bacnaré – Balé de Cultura Negra do Recife.

Abertura oficial do Festival
Dia 11 (quarta) 19h Teatro de Santa Isabel

As Três Velhas (Teatro Pândega – São Paulo/SP)
Dias 11 e 12 (quarta e quinta), às 20h, no Teatro de Santa Isabel.
Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Indicação: 18 anos.

9 Mentiras Sobre a Verdade (Cia. Teatro Líquido – Porto Alegre/RS)
Dias 12 e 13 (quinta e sexta), às 19h, no Teatro Marco Camarotti (SESC de Santo Amaro).
Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Indicação: 14 anos.

Cordões e Sob a Pele (Grupo Peleja – Olinda/PE e Dante Cia. de Dança e Teatro – Recife/PE)
Dia 13 (sexta), às 21h, no Teatro Hermilo Borba Filho.
Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Direção: Black Escobar.
Indicação: 12 anos.

Tango, Bolero e Cha Cha Cha (Brainstorming Entretenimento – Rio de Janeiro/RJ)
Dias 13 e 15 (sexta e domingo), às 21h, e dia 14 (sábado), às 21h30, no Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu).
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (estudantes, professores, artistas e maiores de 60 anos com identificação)
Indicação: 14 anos.

O Urubu Cor de Rosa (Grupo Scenas – Olinda/PE)
Dia 14 (sábado), às 16h, no Teatro Marco Camarotti (SESC de Santo Amaro).
Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)

Amour, Acide et Noix (Daniel Léveillé Danse – Quebec/Canadá) (Espetáculo internacional)
Dias 14 e 15 (sábado e domingo), respectivamente às 21h e 19h, no Teatro de Santa Isabel.
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (estudantes, professores, artistas e maiores de 60 anos com identificação)
Indicação: 18 anos.

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Mostra Iberoamericana de Artes Cênicas

Tercer Cuerpo (Teatro Timbre 4 – Buenos Aires/Argentina)
Dias 14 e 15 (sábado e domingo), às 19h, no Teatro Barreto Júnior
Ingresso: R$ 20 e R$10 (estudantes, professores, artistas e maiores de 60 anos com identificação)
Indicação: 13 anos.

Karaoke (Orquestra Vacía) (El Muégano Teatro – Guayaquil/Equador)
Dias 17 e 18 (terça e quarta), às 19h, no Teatro Marco Camarotti (SESC de Santo Amaro).
Ingresso: R$ 20 e R$10 (estudantes, professores, artistas e maiores de 60 anos com identificação)
Indicação: 12 anos.

Carnes Tolendas – Retrato Escénico de un Travesti (Grupo Banquete Escénico – Córdoba/Argentina)
Dias 19 e 20 (quinta e sexta), às 21h, no Teatro Apolo. Ingresso: R$ 20 e R$10 (estudantes, professores, artistas e maiores de 60 anos com identificação)
Indicação: 16 anos.

Sin Testear Al Outro Lado (Cia. Sin Testear – Santiago/Chile)
Dias 21 e 22 (sábado e domingo), às 20h30, no Teatro Barreto Júnior. Ingresso: R$ 20 e R$10 (estudantes, professores, artistas e maiores de 60 anos com identificação)

A Bailarina vai às compras, com Júnior Sampaio. Foto Divulgação


A Bailarina Vai às Compras (ENTREtanto TEATRO – Valongo/Portugal)
Dias 24 e 25 (terça e quarta), às 20h30, no Teatro Barreto Júnior.
Ingresso: R$ 20 e R$10 (estudantes, professores, artistas e maiores de 60 anos com identificação)
Indicação: 16 anos.

Niñas Araña (Compañía CIT/Centro de Investigación Teatral – Santiago/Chile)
Dias 28 e 29 (sábado e domingo), às 19h, no Teatro Hermilo Borba Filho. Ingresso: R$ 20 e R$10 (estudantes, professores, artistas e maiores de 60 anos com identificação)
Indicação: 14 anos.

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Nem Sempre Lila (Grupo Quadro de Cena – Recife/PE)
Dia 15 (domingo), às 16h, no Teatro Marco Camarotti (SESC de Santo Amaro).
Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)

Metaformose Leminski foto Chico Nogueira. ESPETÁCULO FOI CANCELADO


<strong>Metaformose Leminski – Reflexões de Um Herói Que Não Quer Virar Pedra (Grupo Delírio Cia. de Teatro – Curitiba/PR)
Dias 16 e 17 (segunda e terça), às 19h, no Teatro Hermilo Borba Filho. Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Indicação: 16 anos.

Ballet Coppélia (Escola de Ballet Cláudia São Bento – Recife/PE)
Dia 17 (terça), às 20h, no Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu). Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)

R&J de Shakespeare – Juventude Interrompida (Turbilhão de Ideias, Cultura e Entretenimento – Rio de Janeiro/RJ)
Dias 17 e 18 (terça e quarta), às 20h30, no Teatro de Santa Isabel. Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Indicação: 16 anos.

Palhaços – O Reverso do Espelho (Dramart Produções – Recife/PE)
Dia 18 (quarta), às 20h30, no Teatro Barreto Júnior.
Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Indicação: 14 anos.


Gerlane Lops Festeja o DVD “Da Branca”
(Produção Gil Lisboa – Recife/PE)
Dia 18 (quarta), às 21h, no Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu). Ingresso: R$ 20 e R$10 (estudantes, professores, artistas e maiores de 60 anos com identificação)

Allexa, Num Instante o Dia Fica Rosa (Produção Juliana Viana – Recife/PE)
Dia 19 (quinta), às 21h, no Teatro de Santa Isabel. Ingresso: R$ 20 e R$10 (estudantes, professores, artistas e maiores de 60 anos com identificação)

Rei e Menestrel, Gonzaga e Noel (Banda Som da Terra – Olinda/PE)
Dia 19 (quinta), às 21h, no Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu). Ingresso: R$ 20 e R$10 (estudantes, professores, artistas e maiores de 60 anos com identificação)

Capiba, Valsas e Choros (Produção Elyanna Caldas – Recife/PE)
Dia 20 (sexta), às 20h, no Teatro Capiba (SESC de Casa Amarela). Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Indicação: 12 anos.

O Canto de Gregório (Grupo Magiluth – Recife/PE)
Dia 19 (quinta), às 19h e 21h, no Teatro Marco Camarotti (SESC de Santo Amaro). Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Indicação: 16 anos.
* O espetáculo tem capacidade para 50 pessoas por sessão.

Aluga-se Um Coração
(Qualquer Um Dos 2 Cia. de Dança – Petrolina/PE)
Dia 19 (quinta), às 20h30, no Teatro Barreto Júnior. Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Indicação: 16 anos.

Manual Prático de Felicidade (Teodora Lins e Silva Cia. de Teatro – Recife/PE)
Dia 20 (sexta), às 19h, no Teatro Marco Camarotti (SESC de Santo Amaro). Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Indicação: 12 anos.

As Levianas em Cabaré Vaudeville (Cia. Animé – Recife/PE)
Dia 20 (sexta), às 21h, no Teatro de Santa Isabel. Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Indicação: 14 anos.

Assim Me Contaram, Assim Vou Contando… (Enlassos Cia. de Teatro – Recife/PE)
Dia 21 (sábado), às 16h, no Teatro Marco Camarotti (SESC de Santo Amaro). Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)

O Circo do Futuro – Uma Aventura Musical (Ilusionistas Corporação Artística e Chocolate Produções Artísticas – Recife/PE)
Dia 21 (sábado), às 17h30, no Teatro de Santa Isabel.
Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)

Divinas (Duas Companhias – Recife/PE)
Dia 21 (sábado), às 19h, no Teatro Hermilo Borba Filho.
Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)

Geraldo Maia Canta Chico (Produção Geraldo Maia – Recife/PE)
Dia 21 (sábado), às 20h, no Teatro Capiba (SESC de Casa Amarela). Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Indicação: 10 anos. Direção musical: Geraldo Maia.

Fábrica de Canções com Isabela Moraes (Produção Pablo Patriota – Caruaru/PE)
Dia 21 (sábado), às 20h, no Teatro Apolo. Ingresso: R$ 20 e R$10 (estudantes, professores, artistas e maiores de 60 anos com identificação)

Caxuxa (Duas Companhias – Recife/PE) – estreia nacional
Dia 22 (domingo), às 10h30, no Teatro de Santa Isabel.
Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)

O Pirata Tubarão e o Índio Xavante (Circus Produções Artísticas – Recife/PE)
Dia 22 (domingo), às 16h, no Teatro Marco Camarotti (SESC de Santo Amaro). Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
* O espetáculo vai contar com tradução em Libras.

Pluft, o Fantasminha (Cênicas Núcleo Paralelo – Recife/PE)
Dia 22 (domingo), às 16h, no Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu). Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)

AbraCASAbra! – A Mágica Mora Aqui
(Produção Christianne Galdino – Recife/PE)
Dia 22 (domingo), às 20h, no Teatro Capiba (SESC de Casa Amarela). Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)

Heróis – O Caminho do Vento (Grupo Cena – Brasília/DF)
Dias 23 e 24 (segunda e terça), às 19h, no Teatro Hermilo Borba Filho. Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Indicação: 14 anos.

Espaçamento (Cláudio Lacerda/Dança Amorfa – Recife/PE)
Dia 24 (terça), às 19h, no Centro Cultural Correios. Gratuito

Dolores (Ronaldo Negromonte Produções – Natal/RN)
Dia 24 (terça), às 20h, no Teatro de Santa Isabel. Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Indicação: 12 anos.

Noturnos (Cia. Fiandeiros de Teatro – Recife/PE)
Dia 25 (quarta), às 19h, no Teatro Marco Camarotti (SESC de Santo Amaro). Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Indicação: 16 anos.


Noite de Performances Corpos Compartilhados
(Coletivo Lugar Comum – Recife/PE)
Dia 25 (quarta), às 19h, na Casa Mecane. Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)

Todos Cantam Pra Gonzaga (Produção Fernanda Santiago e Gil Cordas – Recife/PE)
Dia 25 (quarta), às 20h, no Teatro de Santa Isabel. Ingresso: R$ 20 e R$10 (estudantes, professores, artistas e maiores de 60 anos com identificação)
Indicação: 10 anos.

Cantigas do Sol – Dom Quixote de Cordel (Edgar Albuquerque e Marcus Siqueira Produções Artísticas – Recife/PE)
Dias 25 e 26 (quarta e quinta), às 20h30, no Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu). Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Indicação: 14 anos.

Ilhados: Encontrando as Pontes (Grupo Experimental – Recife/PE)
Dia 25 (quarta), às 21h, no Teatro Hermilo Borba Filho. Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)

Essa Febre Que Não Passa (Coletivo Angu de Teatro – Recife/PE)
Dia 26 (quinta), às 19h, no Teatro Hermilo Borba Filho.
Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Indicação: 16 anos.

Ceronha Pontes e Hermila Guedes em Essa febre que não passa, do Coletivo Angu de Teatro. Foto: Ivana Moura

Dark Room (Cia. Etc – Recife/PE)
Dia 26 (quinta), às 19h e 21h, na Casa Mecane. Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Indicação: 18 anos. Direção: Marcelo Sena.

E Sentirás o Meu Cuidado: Gonzaga Leal Canta Capiba (Leal Produções Artísticas – Recife/PE)
Dia 26 (quinta), às 20h, no Teatro de Santa Isabel. Ingresso: R$ 20 e R$10 (estudantes, professores, artistas e maiores de 60 anos com identificação)

Continue Reto, Sempre em Linha Reta! E Vai com Deus… (Camaleão Grupo de Dança – Belo Horizonte/MG)
Dia 26 (quinta), às 20h30, no Teatro Barreto Júnior. Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Indicação: 14 anos.

Aquilo Que Meu Olhar Guardou Para Você (Grupo Magiluth – Recife/PE) – estreia nacional
Dia 27 (sexta), às 19h, no Teatro Hermilo Borba Filho. Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Indicação: 16 anos.

O Pranto de Maria Parda, com Gilberto Brito, é uma coprodução entre Brasil e Portugal.Sessões marcdas para os diaas 27, 28 e 29, no Teatro Capiba (SESC de Casa Amarela). Foto Rui Pitaes

O Pranto de Maria Parda (Centro de Criatividade – Póvoa de Lanhoso e Paulo de Castro Produções – Póvoa de Lanhoso/Portugal e Recife/PE)
Dias 27, 28 e 29 (sexta a domingo), às 20h, no Teatro Capiba (SESC de Casa Amarela).
Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
* Coprodução internacional Brasil/Portugal.
Indicação: 10 anos.


Caetana
(Duas Companhias – Recife/PE)
Dia 27 (sexta), às 20h30, no Teatro Barreto Júnior. Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)

O Solo do Outro (Centro de Formação e Pesquisa das Artes Cênicas Apolo-Hermilo – Recife/PE)
Dia 27 (sexta), às 22h, na Casa Mecane. Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Indicação 16 anos.

Valentim e o Boizinho de São João (Cia. Máscaras de Teatro – Recife/PE)
Dia 28 (sábado), às 16h, no Teatro Marco Camarotti (SESC de Santo Amaro). Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)

O Pássaro de Papel (Pedro Portugal E Paulo De Castro Produções – Recife/PE) – estreia nacional
Dias 28 (sábado), às 16h, e dia 29 (domingo), às 18h, no Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu).
Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)

Diálogos Sobre Nijinsky (Virtual Companhia De Dança – São José do Rio/SP)
Dias 28 e 29 (sábado e domingo), às 20h30, no Teatro Barreto Júnior. Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Indicação: 12 anos.

A Mulher Sem Pecado (Cia. Arlecchino de Teatro – Belo Horizonte/MG)
Dia 28 (sábado), às 21h, e dia 29 (domingo), às 19h, no Teatro de Santa Isabel. R$ 10 (preço único promocional)
Indicação: 14 anos

Algodão Doce (Mão Molenga Teatro de Bonecos – Recife/PE)
Dia 29 (domingo), às 16h, no Teatro Marco Camarotti (SESC de Santo Amaro). Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Indicação: 8 anos.

Prêmio APACEPE de Teatro e Dança – Entrega e Confraternização
Dia 29 (domingo), às 20h30, na Praça do Arsenal (Bairro do Recife). Gratuito. Coordenação artística: Coletivo Angu de Teatro.


PROGRAMAÇÃO DE RUA EM OLINDA

Gratuito. Parceria da Apacepe com a Prefeitura Municipal de Olinda/Secretaria de Patrimônio e Cultura.

A inconveniência de ter coragem foto Erivaldo Carvalho



A Inconveniência de Ter Coragem
(Centro de Criação Galpão das Artes – Limoeiro/PE)
Dia 14 (sábado), às 16h, na Praça do Carmo. Gratuito

Exaltação a Olinda (Associação de Teatro de Olinda – ATO – Olinda/PE)
Dia 21 (sábado), às 16h, na Praça Laura Nigro (Ribeira). Gratuito

Eu Vim da Ilha (Companhia de Dança do SESC Petrolina – Petrolina/PE)
Dia 21 (sábado), às 20h, na Praça Laura Nigro (Ribeira). Gratuito
Direção e coreografia: Jailson Lima.

Horas Possíveis… Enquanto Seu Lobo Não Vem (Camaleão Grupo de Dança – Belo Horizonte/MG)
Dias 28 e 29 (sábado e domingo), às 16h, no Alto da Sé. Gratuito

Flor de Macambira (Grupo Ser Tão Teatro – João Pessoa/PB)
Dia 28 (sábado), às 20h, na Praça Lauro Nigro (Ribeira). Gratuito

Estar Aqui Ou Ali? (Visível Núcleo de Criação – Recife/PE)
Dia 28 (sábado), às 18h, no Alto da Sé. Gratuito

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PROGRAMAÇÃO PRAÇA DO ARSENAL (BAIRRO DO RECIFE)
Gratuito. Parceria da Apacepe com a Secretaria de Turismo da Prefeitura do Recife.

100 Anos de Gonzagão (Ed Carlos – Recife/PE)
Dia 13 (sexta), às 20h

Projeto Alegres Bandos – Encontro de Blocos (Homenagem ao Bloco da Saudade) (Claudionor Germano e Pedro Castro Produções – Recife/PE)
Dia 14 (sábado), às 17h

Noel Dá Samba (Cláudia Beija e Quarteto – Recife/PE)
Dia 14 (sábado), às 20h

Quatro (Cia. Brincantes de Circo – Recife/PE)
Dia 15 (domingo), às 16h30

Nosso Forró (Spok e Orquestra Forrobodó – Recife/PE)
Dia 20 (sexta), às 20h

Projeto Alegres Bandos – Encontro de Blocos (Homenagem ao Bloco das Ilusões) (Claudionor Germano e Pedro Castro Produções – Recife/PE)
Dia 21 (sábado) 17h

No Tablado do Véio Mangada (Paulo de Castro Produções – Recife/PE)
Dia 21 (sábado), às 20h
Texto: Romildo Moreira e Walmir Chagas. Direção cênica: Romildo Moreira.

Os Três Porquinhos (Pedro Portugal e Paulo De Castro Produções – Recife/PE)
Dia 22 (domingo), às 17h

Capiba: Madeira que o Cupim Não Rói (Paulo de Castro Produções – Recife/PE)
Dia 27 (sexta), às 20h

Projeto Alegres Bandos – Encontro de Blocos (Homenagem ao Bloco Carnavalesco Amante das Flores) (Claudionor Germano e Pedro Castro Produções – Recife/PE)
Dia 28 (sábado), às 17h

As Mônicas (Monica Tomasi e Mônica Feijó – Porto Alegre/RS e Recife/PE)
Dia 28 (sábado), às 20h
Direção musical: Monica Tomasi e Mônica Feijó.

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PROGRAMAÇÃO CARUARU

Parceria da Apacepe com o SESC Pernambuco
Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru – Av. Rui Limeira Rosal, s/n, Petrópolis. Tel. 3721 3967)

Amour, Acide et Noix (Daniel Léveillé Danse – Quebec/Canadá)
Dia 21 (sábado), às 20h. Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Indicação: 18 anos.

O Pranto de Maria Parda (Centro de Criatividade – Póvoa de Lanhoso e Paulo de Castro Produções – Póvoa de Lanhoso/Portugal e Recife/PE)
Dia 22 (domingo), às 20h. Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Indicação: 10 anos.
* Coprodução internacional Brasil/Portugal.

Munganga (documentário) e Guarda Sonhos (Grupo Peleja – Olinda/PE)
Dias 25 e 26 (quarta e quinta), às 20h. Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)

A Bailarina Vai às Compras (ENTREtanto TEATRO – Valongo/Portugal)
Dia 27 (sexta), às 20h. Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
Indicação: 16 anos.

O Amor de Clotilde Por Um Certo Leandro Dantas (Trupe Ensaia Aqui e Acolá – Recife/PE)
Dia 28 (sábado), às 20h. Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)

Reprilhadas e Entralhofas – Um Concerto para Acabar com a Tristeza (Cia. 2 Em Cena de Teatro, Circo e Dança – Recife/PE)
Dia 29 (domingo), às 16h30. Ingresso: R$ 10 (preço único promocional)
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PROJETOS SOCIAIS

Strega
(Companhia Maria Sem-Vergonha de Teatro e Circo e Centro de Diversidade Cultural Teatro Armazém – Recife/PE)
Dia 26 (quinta), às 19h, no Teatro Marco Camarotti (SESC de Santo Amaro). Gratuito
Indicação: 14 anos.

Ainda Há Cristais nas Flores do Sal (Companhia Maria Sem-Vergonha de Teatro e Circo e Centro de Diversidade Cultural Teatro Armazém – Recife/PE)
Dia 27 (sexta), às 20h, no Teatro Arraial. Gratuito
Indicação: 14 anos.

A Quase Morte de Zé Malandro (Grupo de Teatro Drão e Movimento Cultural Fazendo Arte – Recife/PE)
Dia 28 (sábado), às 20h, no Teatro Arraial. Gratuito

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