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A falsa brasileira rodou a baiana na cara da ditadura

Sorriso largo, alegria de viver e uma vivacidade contagiante são legados que atriz e cantora Elke Maravilha deixa para os seus fãs. E isso vai fazer falta. Ela sabia que a alegria também liberta. Sempre bem arrumada, maquiada com sua voz grave e forte e aquele sorriso acolhedor. Nada mais apropriado do que ser chamada de Maravilha.

Elke Grunnupp nasceu na Rússia, em 1945. Veio para o Brasil fugida da guerra ainda criança com a família, para morar em Minas Gerais.

Foi modelo e manequim. Também secretária, bibliotecária, bancária, professora e tradutora. Começou a carreira na televisão na Discoteca do Chacrinha. Depois fez novelas, filmes e espetáculos de teatro. Uma das últimas aparições na televisão foi no quadro O Grande Plano, do Fantástico, em dezembro do ano passado.

Era poliglota, sabia falar oito línguas: russo, alemão, inglês, francês, italiano, espanhol, grego e português. Escrachada, culta, politizada, humanitária. Com aquele seu jeitinho sempre tinha uma palavra de incentivo e nunca se soube que ela humilhou ninguém.

Engajou-se na luta contra a Ditadura Militar, e ao lado de Zuzu Angel denunciou o desaparecimento do filho da estilista, Stuart Angel, assassinado na Base Aérea do Galeão, no Rio. Passou seis dias presa por desacato, após rasgar um cartaz de procurado com a foto de Stuart.

A artista veio ao Recife no início do ano, com o espetáculo Elke canta e conta, com direção de Ruben Curi, dentro da programação do 22º Janeiro de Grandes Espetáculos. Acompanhada do músico Adriano Salhab ela narrou vivências e histórias que pareciam de pescador e cantou um repertório de canções em alemão, grego, espanhol e português.

Um altar uma trilha Russa de nascimento, Elke soube expressar como poucos o Brasil das misturas, da alegria e do sofrimento

Russa de nascimento, Elke soube expressar como poucos o Brasil das misturas, da alegria e do sofrimento

No perfil da artista no Facebook, foi postada a mensagem na terça pelo administrador da página:
“Avisamos que nossa Elke já não está por aqui, conosco. Como ela mesma dizia, foi brincar de outra coisa. Que todos os deuses, que ela tanto amava, estejam com ela nessa viagem. ‘Eros anikate mahan’ (O amor é invencível nas batalhas). Crianças: conviver é o grande barato da vida, aproveitem e convivam.”

Aos 71 anos, a artista morreu no Rio de Janeiro, no início da madrugada da terça-feira (16/08).Ela estava internada na Casa de Saúde Pinheiro Machado, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, desde o dia 20 de junho. Elke foi operada de uma úlcera, ficou em coma induzido, mas não se recuperou.

Como aclamou Itamar Assunção: Uma prenda / Ogã um pilar / O ar mãe e filha… Foto: Reprodução do Facebook

Casou-se várias vezes. Foi rainha de associação de prostitutas no Rio, madrinha dos veados. Veio ao mundo para brilhar. E viveu a vida intensamente. Como na música de Itamar Assumpção.

Elke mulher maravilha
Uma negra alemã um radar
Um mar uma pilha
Elke mulher maravilha
Uma branca maçã avatar
Um luar uma ilha
Elke mulher maravilha
Uma deusa pagã um sonar
Um altar uma trilha
Elke mulher maravilha
Uma prenda Ogã um pilar
O ar mãe e filha

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Amor ao teatro através da crítica

Sábato Magaldi faleceu aos 89 anos. Foto: Bob Souza/colaboração para o blog

Sábato Magaldi faleceu aos 89 anos. Foto: Bob Souza/colaboração para o blog

Sábato Antonio Magaldi atestou que as qualidades fundamentais ao exercício da crítica seriam o amor ao teatro e a boa-fé. Isso é grande. O escritor, ensaísta, crítico, autor de livros de referência na área teatral, professor e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) desde 1995, ocupante da cadeira 24, que já foi de Manuel Bandeira, e antes de Sábato pertenceu ao escritor Cyro dos Anjos, tinha o teatro como profissão de fé. Ele pertencia à geração de críticos de teatro da qual também faziam parte Décio de Almeida Prado, Anatol Rosenfeld e Yan Michalski.

Magaldi morreu aos 89 anos, por volta das 23h desta quinta-feira (14), em São Paulo. Ele estava internado desde o dia 2 de julho no Hospital Samaritano com quadro de choque séptico e comprometimento pulmonar. Seu corpo foi cremado em cerimônia no Cemitério Memorial Parque Paulista, no Embu das Artes, na Grande São Paulo, nesta sexta-feira (15). A causa da morte foi insuficiência renal e comprometimento pulmonar. Suas cinzas ficarão no mausoléu da ABL, no Cemitério São João Batista, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro.

Mineiro de Belo Horizonte (MG), Sábato nasceu em 9 de maio de 1927. Antes dos 20 anos de idade escreveu o primeiro artigo publicado no Brasil sobre uma peça de Jean Paul Sartre. Em 1948, aos 21 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro onde concluiu, no ano seguinte, o curso de Direito iniciado na Universidade de Minas Gerais.

Por coincidência, seu primeiro emprego foi como chefe de gabinete do Departamento de Assistência do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado, conduzido pelo escritor Cyro dos Anjos, que ele viria a suceder na cadeira na ABL décadas depois.

Crítico do Diário Carioca de 1950 a 1953, ele sucedeu Paulo Mendes Campos. Em 1952 foi estudar estética na Universidade de Sorbonne, em Paris, como bolsista do governo francês. Na volta, em 1953, foi convidado por Alfredo Mesquita para lecionar História do Teatro na Escola de Arte Dramática, fundada por Mesquita em 1948. Mudou-se para São Paulo e, no mesmo ano, passou a colaborar para o jornal O Estado de S.Paulo como redator e tornou-se, em 1956, titular da coluna de Teatro do Suplemento Literário, trabalhando ao lado de Décio de Almeida Prado, diretor do Suplemento. Quando o Jornal da Tarde foi fundado, em 1966, começou a escrever crítica para o periódico, até 1988. Na EAD criou, em 1962, a disciplina de História do Teatro Brasileiro. Nos jornais Estado e JT atuou como crítico teatral durante 32 anos.

Dizem as boas línguas que parte dos críticos executava o papel de divulgadores dos espetáculos, alguns recebendo gorjetas das companhias teatrais. Vale lembrar que, naquela época, a crítica tinha um papel preponderante para o sucesso ou fracasso de bilheteria das temporadas.

Magaldi. Foto: Edições Sesc/ Divulgação

Magaldi. Foto: Edições Sesc/ Divulgação

Magaldi é autor de Panorama do teatro brasileiro (1962 e 1997, ed. Perspectiva), Moderna dramaturgia brasileira (1998), Nelson Rodrigues: dramaturgia e encenações (1987, ed. Perspectiva), O texto no teatro (1989, ed. Perspectiva), Cem anos de teatro em São Paulo (2000, com Maria Thereza Vargas, ed. Senac), Depois do espetáculo (2003, ed. Perspectiva), Teatro da ruptura: Oswald de Andrade (2004, Global Editora), Teatro sempre (2006, ed. Perspectiva) e Amor ao teatro (2015, Edições Sesc), entre outros.

Foi um dos primeiros a reconhecer o talento de Nelson Rodrigues, nos anos 1950, quando a obra rodriguiana recebia ataques da crítica moralista e conservadora. Em 1980, a pedido de Nelson Rodrigues, de quem era amigo pessoal, organizou uma edição do teatro completo do dramaturgo. O crítico alinhou as 17 peças levando em conta os estilos e procedimentos dramáticos. As peças de Nelson Rodrigues passaram a ser categorizadas como psicológicas, míticas e tragédias cariocas.

Não era um crítico dono da verdade. O teor relativo de suas análises às vezes estava no próprio texto. Sobre a obra rodriguiana publicou uma autocritica em Dramaturgia e Encenações, revendo a apreciação publicada anteriormente no Panorama: “Formado na estética da sobriedade europeia, eu não admitia os extravasamentos, para mim de mau gosto. Hoje, estou convencido de que o melodramático dos textos rodriguianos corresponde à permanência de uma estética popular, que vai da oratória e da frase feita à chanchada. Sou obrigado a reconhecer que também nesse particular o dramaturgo revelava sua profunda brasilidade”.

Também reconheceu o engano quanto a Oswald de Andrade – o modernista foi tema de sua tese de Doutoramento pela Universidade de São Paulo, depois publicada em livro com o título Teatro da Ruptura: Oswald de Andrade. No seu Panorama do Teatro Brasileiro atestava que O Rei da Vela era impraticável de ser levado palco por suas características literárias.

Foi o primeiro secretário municipal de Cultura de São Paulo, quando o cargo foi criado na gestão do prefeito Olavo Setúbal (1975-1979).

Casado por 38 anos com a escritora catarinense Edla Van Steen, era pai de dois filhos. “Ele era casado com o teatro”, comentou Edla várias vezes, que o acompanhava a todos os espetáculos.

Sábayo tinha um olhar apurado para reconhecer talentos de diretores, dramaturgos e atores. Na década de 1960 apontou Plínio Marcos, Leilah Assunção José Vicente, Antônio Bivar e Consuelo de Castro como figuras que ajudaram na renovação da dramaturgia no Brasil. José Wilker, em começo de carreira, recebeu os elogios de Magaldi em O Arquiteto e o Imperador da Assíria (1970, direção de Ivan de Albuquerque,): “já aparece como ator completo, e dominando como poucos a expressão corporal. Dotado de espantosa agilidade, ele é bem o arquiteto de Arrabal, ser primitivo que reina sobre os elementos na ilha deserta”.

A geração de Sábato Magaldi apostou na crítica teatral como instrumento de reflexão a partir de sólida formação humanista. Ele gostava de afirmar que, se acertou em 10% do que escreveu, estava satisfeito.

Ano passado, lançou o livro Amor ao teatro, organizado por Edla Van Steen, reunindo 783 textos críticos, escritos para o Jornal da Tarde entre 1966 e 1988. São 1.224 páginas. Sábato foi crítico teatral desse jornal paulista por 22 anos.

No artigo Sobre a crítica (Teatro em foco. São Paulo: Perspectiva, 2008), Sábato apontava critérios que, a seu ver, deveriam nortear o crítico teatral. Entre elas: identificar a proposta do espetáculo e avaliar se ela foi concretizada a contento em todos os aspectos da encenação: o diretor, os intérpretes, o dramaturgo, o cenógrafo, o figurinista, iluminação, etc.

Clareza, objetividade e honestidade são preceitos básicos na sua visão. Isso acompanhado de um comportamento ético. O crítico não deveria se influenciar por amizades ou desafetos e, para ele, era imprescindível deixar a ranzinzice fora do teatro e longe da mente da hora de escrever. Também alertava que um comentário mais severo não precisa ser rude ou grosseiro. Enfim, uma prática intelectual que deveria ser exercida por pessoas capacitadas, como deveriam ser a profissão de políticos e outras funções públicas que exercem influência nos destinos do país.

Quando Amor ao Teatro foi lançado, o jornalista e crítico teatral Nelson de Sá, da Folha de S.Paulo, enviou para alguns blogs e sites perguntas sobre Sábato Magaldi, para reportagem que foi publicada no jornal paulistano. A seguir as perguntas e respostas do Satisfeita, Yolanda?, sobre esse intelectual que escrevia com elegância, acuidade analítica e generosidade.

Fotomontagem para o lançamento do livro Amor ao Teatro. Foto: Edições Sesc/Divulgação

Fotomontagem para o lançamento do livro Amor ao Teatro. Foto: Edições Sesc/Divulgação

Entrevista // Ivana Moura, sobre Sábato Magaldi

Sábato serviu de modelo para você em algo específico, na prática? Algum livro dele foi mais significativo? A influência dele sobre você, se houve, foi mais como crítico de jornal, como editor (de Nelson Rodrigues, por exemplo) ou como historiador do teatro?
Como sabemos o teatro é uma arte efêmera, cada sessão é única e nada será exatamente repetido. E se hoje é muito fácil conseguir vídeos, informações imediatas, há 20 ou 30 anos isso era muito complicado. Então os escritos de Décio de Almeida Prado e Sábato Magaldi ganharam além da dimensão histórica, também uma formativa e informativa. Somos todos devedores a ambos. Para quem mora no Nordeste isso ficava mais evidente e esses textos se tornaram valiosos. Eles direcionaram o nosso olhar e colaboraram na construção da subjetividade e do gosto estético. É lógico que os escritos dos dois vinham impregnados pela ruptura do se fez no início do século 20. Estavam antenados com seu tempo. Absorveram uma nova onda de valores estéticos que chegaram aos palcos do país, a partir da década de 1940, na esteira da vinda dos diretores Zbgniev Ziembinski e Louis Jouvet (ambos aportaram no Brasil no final da década de 1930, fugidos da Guerra). Era uma nova forma de análise dos espetáculos, diferente da que se praticava até então. Comprometidos com a renovação teatral, eles lançaram sementes, com seus textos para diretores, atores e grupos, além de estudantes e futuros críticos. Primeiro, Décio, depois Sábato. Primeiro através dos jornais, que chegavam com atraso de um dia, depois dos livros. Eles foram críticos cúmplices, mas pautados por um determinado modelo. A maneira de pensar a cena ampliava o escopo desses profissionais da função de críticos jornalísticos para o papel de historiadores culturais. Todos os livros de Sábato são importantes para mim. Iniciação ao Teatro foi o livro dos primeiros passos. Panorama do Teatro Brasileiro foi fundamental (apesar de sempre achar que essa amplitude de brasileiro não abarcava a multiplicidade do que existia fora do eixo Rio-São Paulo). Aspectos da Dramaturgia Moderna foi livro de cabeceira durante algum tempo. O que mais admiro é o trabalho que ele desenvolveu sobre a obra de Nelson Rodrigues. Foi ele que lançou luz sobre a amplitude da obra do Nelson, dissecou questões, desafiou outras posições, e defendeu esses textos como poucos. É um valioso trabalho.

Sábato detalhou uma fórmula para a crítica teatral: Detectar a proposta da peça, julgar sua qualidade e salientar sutilezas, escrevendo com clareza, honestidade e conhecimento da história do teatro. À luz do que você mesma escreve, hoje, você ainda considera esses conselhos úteis? Alteraria alguma coisa? Priorizaria qual ou quais deles?
Os conselhos de Sábato são úteis, mas para analisar o teatro contemporâneo esse modelo é insuficiente. Todos os pontos da fórmula são válidos. Mas a profusão de significados e ressignificações exigem outras ousadias. Sábato Magaldi é o mais profícuo dos críticos, publicou mais livros sobre história do teatro brasileiro e ainda faz atualização de sua obra. Mas ele mesmo utilizava superlativos e adjetivos que são pouco convincentes para a feitura de uma crítica de espetáculo hoje.

Em suma, o que diferencia o que você faz no Satisfeita, Yolanda? do que ele fazia no JT?
Acho que os críticos de hoje podem até usar as bengalas das fórmulas da crítica moderna, essa que Sábato nos ensinou, mas têm que ampliar horizontes nas contextualizações desse mundo, em que mais ninguém é senhor absoluto de um julgamento estético da cena. Vivemos de incertezas, os riscos são grandes. E não temos nenhuma hegemonia, como ocorreu a vida inteira com o Sábato.

Sábato descrevia Décio de Almeida Prado como “mestre de todos os que o secundaram”, ele inclusive, Sábato. O que os escritos de Sábato têm de diferente em relação a Décio?
Décio de Almeida Prado sempre me pareceu o mais sóbrio, o mais equilibrado dos críticos brasileiros. E com um vocabulário com menos adjetivos. Aquele que nas suas análises criava hipóteses para defender. Seu livro Exercício findo me orientou durante muito tempo, como os jovens artistas plásticos a imitar os mestres nos trabalhos.

Sábato Magaldi sistematizou obra de Nelson Rodrigues. Foto: Carlos/Cedoc/ Funarte

Sábato Magaldi sistematizou obra de Nelson Rodrigues. Foto: Carlos/Cedoc/ Funarte

Depoimentos

“Com a morte do professor Sábato Magaldi fecha-se, ao menos em termos cronológicos (mas não de influência) o ciclo da crítica ao teatro moderno no Brasil. Os dois outros grandes críticos centrais dessa cena (no meu ponto de vista) foram Décio de Almeida Prado e Anatol Rosenfeld. A estes o teatro deve, além da atividade crítica e pedagógica propriamente ditas, a colaboração na construção de uma cena nova, a partir dos anos 40 do século passado. Foram eles os incentivadores e em certa medida os orientadores informais de toda uma geração de artistas, na época em que os sistemas estéticos ainda eram mais firmes e a crítica ainda podia fazer valorações categóricas a partir deles. Sábato Magaldi deixa também obras de referência na área da Historiografia e estudos pontuais ainda hoje indispensáveis, sobretudo em torno da dramaturgia. A compreensão das obras de Nelson Rodrigues e Jorge Andrade, por exemplo, não seria a mesma sem ele. Evoé, jovens críticos vivos! É bom não esquecer que quando se está procurando caminhos novos para o teatro e a crítica é com uma História deste tamanho que querendo ou não se está dialogando. Quem chamou para si a tarefa tem que honrar, do seu modo próprio e autônomo, essa geração.”
Kil Abreu, jornalista e crítico teatral

“Exemplo de grandeza humana e intelectual, a morte de Sábato Magaldi me deixa em completo desalento, sinto-me enlutado. Em 1982 me recebeu para fazer prova de ingresso no mestrado e, desde então, nos tornamos amigos; mais que amigos, tivemos uma relação de mestre-discípulo, sem nenhuma cartilha a ser seguida. Deixava-nos livres para pensar, duvidar. Ele “pegou-me pela mão” e, como um pai, foi muito afetivo. Com sua solidez de conhecimentos e sua tenacidade crítica, apresentou-me um “outro” teatro brasileiro, cheio de nuanças e ambiguidades. Suscitava o desejo permanente de estudarmos a História do Teatro Brasileiro. E, sob sua orientação, pude concluir minha dissertação de mestrado (1989) e a tese de doutorado (1991), sobre o Teatro de Amadores de Pernambuco, cujo resultado foi publicado pela CEPE e SESC Pernambuco, em 2011: TAP – SUA CENA & SUA SOMBRA: O Teatro de Amadores de Pernambuco (1941-1991), para cuja edição escreveu o prefácio. Sou extremamente grato a este homem de teatro, este homem singular, que foi movido pelo amor à docência e ao teatro. Um HOMEM como poucos”.
Antonio Cadengue, encenador

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A valentia da João Pernambuco

Programação da Mostra A Porta Aberta desca trabalho dos alunos. Foto: Lorena Lopez

Programa A Porta Aberta destaca trabalhos dos alunos. Samuel Siebra em A Roda. Foto: Lorena Lopez

A peça Doroteia, Nelson Rodrigues, é um oásis para investigação da complexidade da vida psíquica. Convivem numa casa feita só de salas três viúvas beatas, uma prostituta reformada, a mãe de um noivo, uma adolescente que nasceu morta, mas não sabe, homens apenas nomeados – o Nepomuceno, que impõe as chagas e o noivo Eusébio, o filho morto. Além de alguns objetos como o jarro e as botinas desabotoadas que funcionam como símbolos de virilidade.

A náusea e o defeito de visão perpassam tudo e todos nesta peça de interditos da pulsão da vida, da negação da intimidade e dos segredos de alcova pelas três viúvas, D. Flávia, Carmelita e Maura, que encarnam o horror ao sexo. E a volúpia da protagonista.

A turma concluinte Curso Básico de Teatro da Escola Municipal de Artes João Pernambuco encena esse texto no encerramento da Mostra cênica A Porta Aberta. A apresentação será nesta terça-feira, às 20h, na Várzea, sob direção de Júnior Foster. Nesta mesma noite também será exibido o Cortejo Performático Aonde Nossa Lembrança se Esconde, sob Coordenação Fred Nascimento.

A 17ª edição de A Porta Aberta começou na segunda-feira recheada de produções teatrais e outras atividades como, oficinas, contação de histórias, palestras. O evento prestou homenagem a Noêmia Varela, uma das maiores arte-educadoras do país, fundadora da Escolinha de Arte do Recife.

Entre as ações dos convidados, o jornalista e pesquisador Leidson Ferraz lançou o livro Panorama do Teatro para Crianças em Pernambuco. A pesquisadora Liana Gesteira ministrou oficina sobre os editais do Funcultura. E o grupo Totem promoveu uma aula aberta sobre o processo de criação da pesquisa Rito Ancestral Corpo Contemporâneo e da performance Retomada. Também passaram pela programação o Coral da UFRPE e do Grupo de Flauta Doce da EMAJP.

Viva la vida. Foto: Fernando Figueiroa

Viva la vida. Foto: Fernando Figueiroa

As produções da escola são assinadas por Tatiana Pedrosa, Junior Foster, Givaldo Tenório e Fred Nascimento, com as temáticas Cenas Breves, Ator Narrador, Minha Infância Querida e Experimentos Brechtianos. Um dos trabalhos apresentados foi Viva la Vida, inspirado no universo mexicano da pintora Frida Kahlo e da Festa de Los Muertos, assinado por Fred Nascimento.

No vídeo Fred fala sobre a João Pernambuco e o projeto A Porta Aberta, além de trechos dos trabalhos apresentados.

SERVIÇO
17º A Porta Aberta – 2016.1 – De 13 a 21 de junho de 2016
Escola Municipal de Arte João Pernambuco/PCR.
Av. Barão de Muribeca, 216 – Várzea – Recife – fone: 3355-4092 / 93 / 94.

17º A Porta Aberta
PROGRAMAÇÃO

Segunda (13)

16h –  Apresentação do Grupo de Flauta Doce da EMAJPE – coord. Prof. Rogério Wanderley

17h30 – Lançamento do livro Panorama do Teatro Para Crianças em Pernambuco, do jornalista e pesquisador Leidson Ferraz

19h – Homenagem à Noêmia Varela.

Alice no País das Emoções – Teatro
Oficina de Teatro da EMAJPE
Criação Coletiva

Exercícios Teatrais de Ator-narrador – Teatro
Urubu – Leonardo Leitão
A Roda – Samuel Siebra
Demônio – Patrícia Casavelha
Curso Profissional de Teatro – 3º período
Coordenação Fred Nascimento

Minha Infância Querida – Teatro
Curso Básico de Teatro
Texto Maria Clara Machado
Direção Givaldo Tenório

Diário de um Louco – Teatro
Curso Profissional de Teatro – 1º período
Texto Gogol
Direção Patrícia Barreto

Terça (14)

15h30 – Palestra Teatro para Infância: a experiência do Núcleo de Pesquisa em Teatro para Infância (NUPETI) da UFPE, com Waldomiro Ribeiro – Local: biblioteca.

16h30 – Audição de violões – Prof. Antero Madureira – Local: teatro
Andino/A. Cano – Maria Inês Aguiar
Prelúdio/Henrique Pinto e Minha Fogueira/Folclore Russo – Larissa Chevtchenko
Minha Fogueira/Folclore Russo – Manuel Batista
Valsa/F.Carulli – Márcia Amori

17h – Contação de Histórias para Crianças – Mitafá

19h Cenas Breves – Teatro
Oficina de Teatro
Profª Tatiana Pedrosa

Exercícios Teatrais de Ator-narrador – Teatro
O Menor que Pôde Ser – Denise Mendonça
Uma Flor Venenosa – Gabi Pires
Olorum – Daiana Fernanda
Curso Profissional de Teatro – 3º período
Coordenação Fred Nascimento

Katastrophè – Teatro Dança
D’Improvizzo Gang
Direção Paulo Michelloto

BRÁÁ !!!– Teatro
A Casa Coletivo de Teatro
Criação e direção coletiva

Quarta (15)

16h – Oficina de Projetos do Edital Funcultura – Liana Gesteira – equipe do RecorDança

17h30 – Coral da UFRPE – Regência Evani Barbosa

19h – Audição de violão – alunos de música – prof. Mateus

Em Que Direção? – Dança
Grupo J D Dance
Daiana Fernandes e Jhonatas Reis
Criação Coletiva

Hoponopono – performance sonora
Curso Profissional de Teatro – 3º período
Prof. Márcio Beltrão

Teresinha – Teatro
Dramaturgia e atuação Rafael Paixão

Experimentos Brechtianos – Teatro
Curso Básico de Teatro – 2º período diurno
Direção Júnior Foster

Exercícios Teatrais de Ator-narrador – Teatro
Teresa – Edilsa Leão
Lixo? – Alexandre Lopes
O Ateu – Fabiano Leão
Curso Profissional de Teatro – 3º período
Coordenação Fred Nascimento

O Mentiroso – Teatro
Curso Básico de Teatro – 1º período
Texto Jean Cocteau
Direção Patrícia Barreto

Quinta (16)

16h – Pesquisa Rito Ancestral Corpo Contemporâneo – palestra/aula sobre a pesquisa Rito Ancestral Corpo Contemporâneo e o processo de criação da performance Retomada – grupo Totem.

19hExperimentos Brechtianos – Teatro
Curso Básico de Teatro – 2º período noturno
Direção Júnior Foster

Persuasão – performance
Coletivo Filhos do Sol
Direção Lito Veríssimo e Patrícia Casavelha

Exercícios Teatrais de Ator-narrador – Teatro
Os Desiludidos do Amor – Kelvin Luiz
Apaixonite – Joselito Veríssimo
A felicidade – Tatá Ferreira e Alison Felipe
Curso Profissional de Teatro – 3º período
Coordenação Fred Nascimento

Viva La Vida – Teatro performático
Recorte de textos de Eduardo Galeano, Pablo Neruda, Vladimir Maiakovski e outros autores.
Curso Profissional de Teatro – 4º período
Dramaturgia e encenação Fred Nascimento

Terça (21)
19h – Aonde Nossa Lembrança se Esconde – Cortejo Performático
Curso Básico de Teatro – 3º período
Coordenação Fred Nascimento

20hDoroteia – Teatro
Curso Básico de Teatro – 4º período
Texto Nelson Rodrigues
Direção Júnior Foster

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Palco é solo sagrado

Trilha sonora do espetáculo Ossos é assinada por Juliano Holanda. Foto: Ivana Moura

Trilha sonora do espetáculo Ossos é assinada por Juliano Holanda. Foto: Ivana Moura

Antígona desafia o decreto do rei Creonte, que proibia que fossem prestadas honras fúnebres a seu irmão Polinices. Para a jovem filha de Édipo e Jocasta esse era um dever sagrado. Por esse ato, ela foi condenada a ser encerrada viva no túmulo da família. A peça Antígona é uma das mais belas tragédias do dramaturgo grego Sófocles, que completa a Trilogia Tebana, com Édipo Rei e Édipo em Colono.

O dramaturgo e ator francês Jean-Baptiste Poquelin, o nosso Molière se sentiu mal no palco, quando encenava o Doente Imaginário. Seu texto atacava com sarcasmo os doutores da medicina.  Nenhum médico quis cuidar dele. Molière despertou a ira de outros: padres e devotos.

E negaram sepultura em cemitério ao autor de O Tartufo. O dramaturgo mais célebre da sua época, foi plantado em solo não-consagrado, como um proscrito.

O poeta Federico García Lorca foi fuzilado em 1936 na Guerra Civil Espanhola. Seu corpo permanece desaparecido. Seus restos mortais não tem endereço certo.  Crueldade e injustiça aos artistas que “não tiveram sequer o direito de ser enterrados” ou a uma sepultura digna.

Na última música da trilha sonora de Ossos, assinada por Juliano Holanda, o espetáculo do Coletivo Angu de Teatro homenageia seus artistas. Até porque “o palco é nosso solo sagrado”. E clamam pelos ossos de Luiz Mendonça, Pernalonga, Dona Dinah (de Oliveira), Hermilo Borba Filho.

Segue o vídeo.

 

SERVIÇO
Ossos, do Coletivo Angu de Teatro
Quando: Sextas, às 20h, sábados, às 18h e às 21h e aos domingos, às 19h
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (meia)
Classificação indicativa: 16 anos
Informações: 3355-3321

FICHA TÉCNICA
Texto: Marcelino Freire
Direção: Marcondes Lima
Direção de arte, cenários e figurinos: Marcondes Lima
Assistência de direção: Ceronha Pontes
Elenco: André Brasileiro, Arilson Lopes, Daniel Barros, Ivo Barreto, Marcondes Lima, Robério Lucado
Trilha sonora original – composição, arranjos e produção: Juliano Holanda
Criação de plano de luz: Jathyles Miranda
Preparação corporal: Arilson Lopes
Preparação de elenco: Ceronha Pontes, Arilson Lopes
Coreografia: Lilli Rocha e Paulo Henrique Ferreira
Coordenação de produção: Tadeu Gondim
Produção executiva: André Brasileiro, Fausto Paiva, Arquimedes Amaro, Gheuza Sena e Nínive Caldas
Designer gráfico: Dani Borel
Fotos divulgação: Joanna Sultanum
Visagismo: Jades Sales
Assessoria de imprensa: Rabixco Assessoria
Técnico de som Muzak – André Oliveira
Confecção de figurinos: Maria Lima
Confecção de cenário e elementos de cena: Flávio Santos, Jorge Batista de Oliveira.
Operador de som e luz: Fausto Paiva / Tadeu Gondim
Camareira: Irani Galdino

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Dança da acessibilidade

Equipe Acupe

Equipe Acupe que assina a realizaçao do Seminário Nacional de Dança e Educação em Pernambuco

A acessibilidade é o principal tema da 4ª edição do Seminário Nacional de Dança e Educação de Pernambuco. De 30 de maio a 2 de junho, a programação é construída com palestras, workshops, performances, coreografias e espetáculos gratuitos. O encontro, intitulado Por Uma Dança Acessível, pretende mapear, ampliar e aprofundar territórios e fronteiras entre a dança, educação e a acessibilidade, unindo todos os agentes da área: estudantes, professores, bailarinos, pesquisadores, deficientes ou não.

Políticas Públicas, Dança e Pessoas com deficiência engrossam o intercâmbio de ideias nas palestras, que contam com nomes como o bailarino e curador nacional do seminário Edu O. (BA), a pesquisadora Lúcia Matos (BA) e a artista Estela Lapponi (SP). O curador e coordenador pernambucano do evento, Paulo Henrique (diretor do Acupe, grupo responsável pela realização do seminário no Recife) defende o fortalecimento do diálogo pedagógico entre teoria e prática do universo em questão. As mesas terão também tradução em Libras.

Além das palestras, o Seminário engloba workshops e exibições de espetáculos, com o recurso de audiodescrição. Durante os quatro dias o Teatro Hermilo Borba Filho, Caixa Cultural e Paço do Frevo recebem respectivamente os workshops Diversos Corpos Dançantes (ministrada por Carla Vendramin, RS), Audiodescrição (com Andreza Nóbrega, PE) e Danceability (com Estela Lapponi, SP).

Entre as atrações estão Sem Conservante, da Cia. Gira Dança (RN), a performance Ah, Se Eu Fosse Marilyn!, de Edu O. e a estreia Tijolos de Esquecimento, do Acupe.

Cia Potiguar Gira Dança apresenta espetáculo Sem Conservantes com direção e coreografia de Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira

Cia Potiguar Gira Dança apresenta Sem Conservantes, com direção de Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira

Sem Conservantes, da Gira Dança, tem direção e coreografia de Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira, direção artística e geral de Anderson Leão. Em fragmentos de memória, os movimentos trançam o desapego e o abandono para chegar a questão de ‘o que se relaciona com o quê?’. Essa memória está impregnada nas fotografias dos processos anteriores dos coreógrafos, tiradas de vídeos dos trabalhos Somtir (2003), Outras Formas (2004) e Clandestino (2006), para compor o “corpo fotográfico”.

Performance de Estela Lapponi

Performance de Estela Lapponi

A criadora/intérprete Estela Lapponi apresenta INTENTO 3257,5 performance+instalação que faz parte das práticas investigativas do projeto Corpo Intruso. Já a performance Ah, Se Eu Fosse Marilyn!  reflete sobre o que nos tornamos com a passagem dos anos. A partir da construção/desconstrução de imagens corporais e do cotidiano de uma travesti explora o tempo que nos consome e nos transforma

As inscrições para o seminário (100 vagas/mesa temática) e para os workshops (25 vagas/workshop) são gratuitas e devem ser feitas através do site www.acupegrupodedanca.com.br.

O seminário conta com incentivo do Prêmio Funarte Klauss Vianna 2014, apoio cultural do Paço do Frevo, Caixa Cultural Recife, SESC PE e Centro Apolo Hermilo.

Serviço

IV Seminário Nacional de Dança e Educação de Pernambuco
Por uma dança acessível
De 30 de Maio à 2 de Junho

Palestras e apresentações**: Centro Apolo Hermilo
**Distribuição de ingressos com uma hora de antecedência
Participação gratuita

Inscrições: www.acupegrupodedanca.com.br

Mais informações: acupegrupodedanca@gmail.com ou (81) 9.9145-7259

PROGRAMAÇÃO

Segunda-feira (30.05)

14h às 17h – Políticas Públicas, Dança e Pessoas com deficiência
Palestrantes: Edu O. (BA) e Lúcia Matos (BA). Mediador: Paulo Henrique Ferreira

18h- Espetáculo Sem Conservante/ Cia. Gira Dança (RN)

19h30 às 20h30- Mapeamento da Dança: diagnóstico da dança em oito capitais de cinco regiões brasileiras.
Palestrantes: Lúcia Matos (coordenadora nacional – PPGDança – UFBA),  Roberta Ramos (coordenadora do Núcleo Recife – UFPE) e Adriana Gehres (pesquisadora Núcleo Recife – UPE) 

Terça-feira (31.05)
14h às 17h – Palestras sobre Mídia e Acessibilidade
Palestrantes: Flávia Cintra (RJ) e Andreza Nóbrega(PE). Mediadora: Duda Freire

18h- Intento 3257,5 performance+instalação com Estela Lapponi

19h às 22h Palestras sobre Dança, artistas e seus fazeres
Palestrantes: Fátima Daltro (BA) e Estela Lapponi (SP). Mediador: Marcelo Sena

Quarta-feira (1° de junho)
14h às 17h  Palestras Por uma dança acessível
Palestrantes: Tereza França (PE) e Carla Vendramin (RS). Mediadora: Liana Gesteira

18h- AH, SE EU FOSSE MARILYN! Performance criada e interpretada por Edu O.

Quinta-feira (02/06)
14h às 17h
 Palestras sobre Dança e Deficiência
 Palestrantes: Ana Cecília Soares (PE) e Carolina Teixeira (RN). Mediadora: Ailce Moreira

18h- Espetáculo Tijolos de esquecimento/ Acupe Grupo de Dança

19h- JAM Session e entrega de certificados

Workshops

Diversos Corpos Dançantes com Carla Vendramin (RS)
Irá possibilitar aos participantes uma experiência sobre a metodologia de Carla Vendramin no trabalho com grupos de habilidades mistas (pessoas com e sem de/eficiência). Será abordado alguns temas, como: princípios chave de comunicação e relacionamento, elementos do ambiente e estratégias para uma prática de dança acessível;
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho
Período: 30/5 a 02/06 das 9 às 13h
Total 15 h

Audiodescrição com Andreza Nóbrega (PE)
Estudos da tradução audiovisual, envolvendo a audiodescrição (AD) como um recurso de acessibilidade para a dança. Elaboração de notas proêmias e reflexão sobre estratégias de mediação inclusiva. Universo da pessoa com deficiência visual.
Onde: Auditório da Caixa Cultural
Período: 31/05 a 02/06 das 8 às 13h
Total 15 h

Danceability com Estela Lapponi(SP)
Danceability propõe a investigação do movimento que é próprio de cada pessoa. Esta investigação se dá de maneira particular e ao mesmo tempo coletiva, possibilitando o intercâmbio criativo e a construção de um ambiente de confiança e de liberdade criativa a partir dos seguintes princípios da “Escuta Cênica”: SENSAÇÃO: é a atenção no que se passa dentro e fora do corpo, RELAÇÃO: com a pessoa ou pessoas com quem está dançando dupla, trio, quarteto e grupo, e espaço, TEMPO: a sensação do tempo interno e externo do corpo de cada um, as diferentes sensações do tempo e COMPOSIÇÃO: o desenho, composição no Espaço, coreografia.
Onde: Paço do Frevo
Período: 30/05 a 02/06 das 9 às 13h
Total 15 h

FICHA TÉCNICA

Coordenação geral e curador local: Paulo Henrique Ferreira
CuradorIa nacional: Edu O.
Consultoria: Ana Cecília Soares
Palestrantes: Ana Cecília Soares, Carolina Teixeira, Lúcia Matos, Estela Lapponni, Flávia Cintra, Andreza Nóbrega, Tereza França, Carla Vendramin, Edu O. e Fátima Daltro.
Professores dos workshops: Carla Vendramin, Estela Lapponi e Andreza Nóbrega.
Mediadores: Ailce Moreira, Duda Freire, Liana Gesteira, Marcelo Sena e Paulo Henrique Ferreira.
Coordenação das palestras: Silas Samarky
Coordenação dos espetáculos: Anne Costa
Coordenação dos workshops: Valéria Barros
Coordenação de transporte: Henrique Braz
Coordenação de credenciamento: Karla Cavalcanti
Coordenação técnica: Jadson Mendes

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