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Jorge Lafond e a memória adiada
Crítica e bate-papo:
Jorge pra Sempre Verão

Jorge pra Sempre Verão. Em primeiro plano Aretha Sadick e Alexandre Mitre. Foto Guará Siqueira / Divulgação

Poucos espetáculos recentes do teatro brasileiro assumem com tanta frontalidade a tarefa de disputar a memória quanto JORGE pra Sempre VERÃO. A peça dirigida por Rodrigo França, com dramaturgia de Aline Mohamad e Diego do Subúrbio, surge da vontade de homenagear Jorge Lafond, eternizado no imaginário popular como Vera Verão. Mas parte, antes, de uma espécie de atraso histórico de um país que consagrou a imagem do artista em horário nobre, transformou seu corpo em signo reconhecível da cultura de massa, mas não converteu essa centralidade em um esforço de preservação e reconhecimento à altura da complexidade de sua trajetória, nem em vida nem depois da morte. Mais do que relembrar um ícone cômico dos anos 1990 ou promover uma justiça sentimental em torno de um artista querido, a montagem interroga os mecanismos que fazem certos corpos virarem patrimônio e outros, caricatura. Nesse sentido, a peça acerta ao recolocar Jorge Lafond para além da moldura estreita do bordão, da gargalhada fácil e da memória televisiva achatada. A encenação insiste em perguntar quem foi esse homem negro, afeminado, popular, inteligente e solitário – e o que a sociedade brasileira fez com ele.

Mas a peça não escolhe o caminho mais óbvio. Em vez de construir uma biografia convencional, organizada em marcos de vida, ascensão, fama e queda, opta por uma dramaturgia de memória fragmentária e biografia coletiva. Essa é uma de suas escolhas mais potentes. Aline não pretende falar em nome total de Jorge, nem reconstituir uma verdade definitiva sobre ele. O espetáculo prefere assumir o recorte, a falta, o fragmento, a memória incompleta. E, com isso, realiza um movimento particularmente interessante: desloca Jorge do lugar de indivíduo isolado e o reinscreve numa constelação de experiências negras, suburbanas, LGBTQIA+, afeminadas e periféricas.

É daí que vem a força mais política da peça. Jorge não aparece apenas como “ele mesmo”, mas como ponto de convergência de muitas histórias. A ofensa “Vera Verão” como apelido de humilhação, a vergonha de ser associado a um corpo afeminado, o processo de ressignificar isso como potência, o convívio com a exclusão dentro e fora de casa, a tentativa de sobreviver a uma sociedade racista e homofóbica: tudo isso é convocado para que o espetáculo fale não só de Jorge, mas a partir de Jorge. A recepção do público confirma esse movimento. Repetidamente, surgem relatos de identificação – menos no sentido de reconhecer apenas a trajetória de uma figura pública e mais no de se perceber na cena em pedaços de si, de suas feridas, da infância e das próprias experiências de exclusão.

No plano artístico, a montagem também encontra soluções expressivas. A divisão entre Jorge e Vera em corpos distintos é uma escolha feliz, porque dramatiza o desdobramento entre sujeito e entidade, pessoa e figura pública, homem e símbolo. Em vez de repetir a mímica da personagem televisiva, o espetáculo a desloca para outro plano. Vera deixa de ser somente caricatura humorística e ganha espessura mítica, política e afetiva. A presença de Aretha Sadick nesse eixo é decisiva. Ao assumir Vera como uma mulher preta e trans, a peça atualiza o debate sobre gênero e dissidência, como propõe uma leitura crítica daquilo que Jorge talvez não pudesse nomear ou viver publicamente em seu tempo. Essa decisão é reforçada por um projeto de cena coerente: corpos pretos retintos no palco, figurinos e direção de arte que não banalizam a imagem de Lafond, uso de imagens de arquivo que ajudam a contextualizar sua trajetória e uma iluminação que costura, com precisão, os movimentos entre documento, evocação e rito.

Outro ponto alto está na forma como a montagem lê o desamparo estrutural de Jorge Lafond como condição persistente de um artista que ocupava um lugar ao mesmo tempo central e sem amparo. Jorge foi um rosto nacionalmente reconhecido, um corpo que sustentou humor, audiência e impacto popular por anos. Ainda assim, a peça insiste em mostrar que ele seguia só. O episódio relacionado à entrada de Padre Marcelo Rossi no programa em que Lafond atuava é tratado como síntese desse mecanismo: a dor maior não está na exposição pública em si, mas na descoberta de que a estrutura que lucra com você não necessariamente o sustenta. O espetáculo é especialmente forte quando identifica que o sofrimento de Jorge vem do preconceito da sociedade, mas também da ausência de respaldo das engrenagens que se beneficiaram de sua presença.

Também merece atenção a maneira como a obra se posiciona no debate sobre apagamento histórico. O espetáculo já realizou mais de 100 apresentações, circulou por diferentes cidades e chega ao Recife carregando a marca de uma trajetória de resistência material. Não por acaso, o tema do financiamento aparece com força no bate-papo. A comparação feita por Aline Mohamad com o reconhecimento póstumo dado a Paulo Gustavo é incômoda, mas eficaz. Enquanto alguns artistas se tornam rapidamente nome de rua, musical, filme, lei e grande projeto de memória, Jorge Lafond precisou esperar décadas por uma peça montada com orçamento muito mais precário. A observação não vale como competição simplista entre trajetórias, e sim como denúncia da desigualdade racial na administração da memória cultural brasileira.

Espetáculo também expõe os limites, as lacunas e os impasses de uma obra que tenta devolver humanidade a ao artista Jorge Lafond. Foto Guará Siqueira / Divulgação

E é justamente por ser forte que a peça também pede leitura crítica. E aqui vamos pensar em suas zonas mais tensas. A primeira delas está no tratamento dado ao subúrbio, à família e ao entorno social. O espetáculo tem razão ao reivindicar a cultura suburbana carioca como matriz sensível e política. Mas acontece que, em alguns momentos, essa reivindicação parece excessivamente protegida pela própria dramaturgia. Há afeto, há pertencimento, há memória coletiva – mas nem sempre há fricção suficiente. O resultado é que certas dimensões da violência cotidiana, da homofobia doméstica, do conservadorismo comunitário e das ambiguidades familiares surgem suavizadas em excesso. Em vez de expor plenamente essas rachaduras, a peça por vezes prefere uma forma de acolhimento que as amortece.

Mais do que individualizar a violência em figuras isoladas, a peça parece interessada em mostrar como racismo, homofobia e apagamento circulam de forma difusa, atravessando linguagem, afetos, instituições e sociabilidades. Esse enfoque tem força, porque impede uma leitura simplificadora em que bastaria localizar “culpados evidentes” para dar conta do problema. Ao mesmo tempo, essa opção faz com que, em certos momentos, a violência apareça mais como atmosfera histórica e social do que como conflito efetivamente tensionado em cena.

Há também passagens em que a peça parece reencenar, sem atrito suficiente, resíduos de violência internalizada. Isso aparece, por exemplo, na conversa entre Jorge e Vera sobre a cor do batom – “charque” ou “carne de sol” – e no gesto usado para indicar que uma tia era “sapata”. Nos dois casos, a cena pode ser lida menos como simples reprodução de uma fala social e mais como reativação de um imaginário preconceituoso que a montagem nem sempre desarma por completo. São momentos breves, mas significativos, porque introduzem uma ambiguidade importante: a peça critica a violência, mas, em alguns instantes, também deixa escapar traços dela sem submetê-los a maior tensão crítica.

Outra questão é a reiteração. Mesmo que, em alguma medida, a repetição pareça deliberada – ao insistir na dor, no insulto, no apagamento e na exclusão, como quem sabe que uma única formulação não basta para enfrentar a amnésia social -, há trechos em que a ênfase retorna mais como reafirmação do já dito do que como desdobramento novo.

Tudo isso mostra que JORGE pra Sempre VERÃO é um espetáculo vivo, que admite disputa, leitura e tensão. Sua força está também em não se esgotar na reverência. A peça busca restituir complexidade a Jorge Lafond e ao mesmo tempo discutir o país que o transformou em sucesso e o deixou à margem de sua memória oficial. Ao fazer isso, revela que a cultura brasileira ainda escolhe com profunda desigualdade quais mortos quer monumentalizar e quais prefere apenas recordar de maneira superficial. O teatro, aqui, não reverte sozinho a violência histórica. Mas contribui para desnaturalizá-la.

Aline Mohamad (autora, prima de Jorge e atriz), Alexandre Mitre (ator) e Aretha Sadick (atriz). Foto: Ivana Moura

 

 

A voz dos criadores

Principais pontos do bate-papo com a plateia e a equipe da peça – Aline Mohamad (autora, prima de Jorge e atriz), Alexandre Mitre (ator) e Aretha Sadick (atriz) após a sessão de 26 de junho, na Caixa Cultural Recife. Mais do que celebrar Jorge Lafond, a conversa evidencia que o espetáculo se propõe a disputar a memória pública em torno de sua trajetória, interrogando quais nomes o Brasil escolhe preservar, sob quais enquadramentos os preserva e por que certos artistas ainda precisam lutar contra o apagamento para permanecer na história cultural do país.

A peça nasceu de um pedido de perdão

Aline Mohamad: “Tudo começou com uma carta. Uma carta de pedido de perdão que escrevi para o Jorge depois que ele já tinha falecido. Eu mandei para algumas pessoas, incluindo o Rodrigo França, e cheguei a apagar, mas o impacto foi imediato. Cinco pessoas me disseram que tínhamos a obrigação de montar essa peça. Demoramos cerca de dois anos e meio para captar recursos, enfrentando todas as barreiras possíveis, até que conseguimos realizar em 2022. A peça nasce desse desejo de cruzar histórias, porque descobrimos que todos nós temos uma grande história com o Jorge, tenhamos conhecido ele pessoalmente ou não.”

A recusa da biografia tradicional

Aline Mohamad: “Eu tinha uma única certeza: não seria uma biografia estrita. Eu não tinha o direito de tentar fazer isso. O que queríamos era construir a nossa biografia. A biografia de quem foi xingado de ‘Jorge Lafond’ ou ‘Vera Verão’ na infância. Para muitos de nós, esses nomes eram usados como ofensa. O texto, escrito com o Diego do Subúrbio, mistura as vivências das ‘bichas pretas’ urbanas com a minha história familiar. É uma costura de memórias fragmentadas, fotos e relatos orais para preencher os vazios que a história oficial deixou.”

O critério das escolhas dramatúrgicas

Aline Mohamad: “A gente foi descobrindo que todos nós tínhamos uma grande história com o Jorge, independente de ter conhecido ou não. Então a dramaturgia foi sendo montada a partir dessas vivências cruzadas. Era a minha história, a do Diego, a de outras pessoas, e tudo isso foi costurado para virar uma biografia coletiva.”

Alexandre Mitre: “Muitas vezes, na leitura do texto, eu travava porque aquilo me tocava num lugar muito pessoal. E isso acontece também com o público. Muitas pessoas chegam e falam: ‘você estava falando do que aconteceu comigo’.”

A solidão e a violência institucional

Alexandre Mitre: “A violência física que mostramos no palco não é maior que a dor da rejeição. Imagine um artista negro, nos anos 1990, sustentando sozinho o peso de ser o único corpo daquele tipo em um programa de humor líder de audiência. Quando ele precisou de apoio, após ser retirado do palco por uma pressão institucional externa e branca, ele se viu só. A emissora onde ele se fez não o protegeu. Essa falta de acalanto é o que desmonta o artista. Por que voltar para o camarim? Qual o fundamento de continuar se tudo o que você construiu cai diante da decisão de outro homem?”

A memória como quebra-cabeça e responsabilidade coletiva

Aretha Sadick: “A vida pessoal dele foi muito pouco registrada. Então o espetáculo também é um recorte de memórias. Tem o que alguém contou, tem o que apareceu numa foto, tem um relato daqui, outro dali. Isso faz com que a peça também compartilhe com o público a responsabilidade de manter essas histórias vivas, para que os próximos Jorges não sejam esquecidos da mesma forma.”

Corpos negros e trans no centro da cena

Aretha Sadick: “É raro termos um elenco 100% de pessoas pretas retintas no palco. Levar esses corpos escuros para os teatros do Brasil é uma demarcação política necessária. No nosso espetáculo, a Vera é deliberadamente uma mulher trans. Queríamos explorar essa possibilidade: se Jorge já sofria tanto por ser negro e afeminado, como seria se ele pudesse ter expressado essa identidade trans? Além disso, temos uma política de entrada gratuita para pessoas trans, porque queremos que esses corpos se vejam refletidos e reconhecidos.”

Aline Mohamad: “No nosso espetáculo, a Vera sempre será uma mulher preta e trans. Isso também faz parte da política da peça, assim como a decisão de montar uma equipe majoritariamente negra e LGBT.”

Dinheiro, racismo e o valor da memória

Aline Mohamad: “A comparação é inevitável. Nada contra o Paulo Gustavo, mas quando ele morreu, virou lei, musical, filme e rua. Jorge Lafond não teve nada disso, e ele abriu as portas para que muitos chegassem onde chegaram. Montamos essa peça com R$ 100.000,00, o que deve ser 10% do orçamento de um grande musical do eixo Rio-São Paulo. Existe um projeto de apagamento das nossas histórias. Precisamos que as instituições entendam que essas trajetórias importam e que precisamos de dignidade e recursos para circular além dos grandes centros.”

Alexandre Mitre: “Muitas personalidades pretas importantes para o entretenimento brasileiro pereceram no mais puro ostracismo, sem investigação, sem valorização. Jorge Lafond foi mais um desses nomes. Contar a história dele é também impedir que esse esquecimento continue.”

O apagamento como projeto de sociedade

Aretha Sadick: “A gente não gosta muito da palavra dívida, mas ao mesmo tempo é um projeto de sociedade: o apagamento, o esquecimento da história, propositalmente. A gente mantém a memória dessas pessoas vivas porque existe um projeto para que essas histórias sejam apagadas o tempo todo, como se passasse uma borracha.”

Ficha técnica

Espetáculo: JORGE pra Sempre VERÃO
Direção: Rodrigo França
Dramaturgia: Aline Mohamad e Diego do Subúrbio
Elenco na temporada atual: Alexandre Mitre, Aline Mohamad e Aretha Sadick; Noêmia Oliveira em etapas anteriores da montagem
Direção de movimento: Tainara Cerqueira
Trilha original: Dani Nega
Direção de imagens: Carolina Godinho
Iluminação: Ana Luzia de Simoni
Cenário: Rodrigo França e Wanderley Wagner
Figurinos: Marah Silva
Visagismo: Diego Narang

Serviço
JORGE pra Sempre VERÃO
Local: Caixa Cultural Recife
Endereço: Av. Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife, Recife–PE

Quando: 2, 3 e 4 de julho de 2026, 19h30; Sessão extra no sábado: 16h30
Bate-papo com a plateia: após a apresentação de 3 de julho
Acessibilidade: sessões de sábado com tradução em Libras
Ingressos: R$ 30 e R$ 15

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FarOFFa no Sofá prossegue até domingo

Ham-let, com direção de José Celso Martinez Corrêa, em montagem do Teatro Oficina

Cia. do Atores utiliza um computador portátil como instrumento de articulação cênica e de interação com o público, no espetáculo de 2009

Atriz Nena Inoue transforma o luto em luta na peça Para não morrer. Foto: Divulgação

FarOFFa no Sofá é uma verdadeira maratona de teatro, dança e performance em formato digital. A mostra começou na terça-feira (11) e segue até domingo (16), contabilizando 130 obras na programação. Há uma diversidade de gêneros e estilos, um programa afinado com a prática democrática, com o debate de ideias, com as experimentações estéticas e uso ético dessas escolhas. Trabalhos incríveis para ver ou rever.

Neste fim de semana é possível conferir gravações de espetáculos da Cia dos Atores (RJ), com Talvez; do Teatro Oficina Uzyna Uzona (SP) com Bacantes e Ham-let, do Bando de Teatro Olodum (BA) com Áfricas, da Motoserra Perfumada (SP) com Respublica, da Lia Rodrigues Companhia de Danças (RJ) com Encarnado; Companhia Brasileira de Teatro (PR) com KRUM,; Cia. Les Commediens Tropicales (SP), com (VER[ ]TER) À DERIVA, Nena Inoue, do Espaço Cênico (PR) em Para Não Morrer, Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare (RN), com Abrazo; a atriz Maria Alice Vergueiro e o Grupo Pândega (SP) em Why The Horse e muitas peças memoráveis.

Além dos espetáculos também foram disponibilizadas as gravações de mesas de debates do Ecum (Encontro Mundial das Artes Cênicas) e alguns ainda podem ser vistos como a palestra Tradições e Inovações: Artes do Espetáculo e Novas Tecnologias, com Béatrice Picon-Vallin (França).

“A FarOFFa se debruça em trajetórias, em memória, contexto de criação dos espetáculos, dos artistas, da pesquisa, um envolvimento intenso com a obra e com quem a criou”, atesta a “cuidadoria”. Gabi Gonçalves, da Corpo Rastreado. Ela diz que a cuidadoria tem investido em “não considerar esse período como um hiato, uma espera para o futuro, mas ser um tempo de valorizar os recursos digitais e considerá-los parceiros importantes e indissociáveis das obras artísticas”.

Mesmo gratuita, a mostra sugere o sistema “pague quanto puder”. A quantia arrecadada será doada às instituições #SolidarizaGoiânia (GO), Arte Salva (PR), Associação Redes de Desenvolvimento da Maré (RJ), Campo Arte Contemporânea (PI), Casa Aurora (BA), É Da Nossa Cor (SC), Em Cena Arte e Cidadania (PE), Fundo Marlene Colé / APTI – Associação de Produtores Teatrais Independentes (SP), Haja Amor – A Revolução (RJ), IBCM – Instituição Beneficente Conceição Macedo (BA), Instituto Raiz da Serra (SP), N’Zinga – Coletivo de Mulheres Negras de BH (MG), Pela Vida de Nossas Mães (RJ) e Sim! Rede Solidária (PI), que atendem pessoas em situação de extrema vulnerabilidade.

PROGRAMAÇÃO

Sala Teatro Vila Velha

14/08/20 às 18h
JULIA | Christiane Jatahy (RJ)
Teatro | 18 anos | 75 min

14/08/20 às 20:30
TALVEZ | Cia dos Atores (RJ)
Teatro | 12 anos | 40 min

Versão do Teatro Oficina Uzyna Uzona para o texto de Eurípedes . Jennifer Glass / Divulgação 

14/08/20 às 21h30
BACANTES | Teatro Oficina Uzyna Uzona (SP)
Teatro | 18 anos | 295 min

15/08/20 às 10h30
FILMINHO | Natália Mallo (SP)
Para Crianças | 60 min

15/08/20 às 12h | Maurício Florez (COL)
BOLERO
Dança | Livre | 40 min

15/08/20 às 13h
AZIRILHANTE | Flavia Melman (SP)
Teatro | 14 anos | 80 min

15/08/20 às 15h
CORPOS OPACOS | Sara Antunes (SP) e Carolina Virguez (RJ/COL)
Teatro | 12 anos | 50 min

15/08/20 às 16h30 
LOS POSIBLES | Grupo KM29 + La Unión de los Rios (ARG)
Dança | Livre | 50 min

15/08/20 às 18h
NÃO POSSO ESQU CER | Valeria Braga e Maria Ângela Ambrosis (GO)
Performance | 14 anos | 20 min

15/08/20 às 19h
CRAVO, LÍRIO E ROSA | Lume Teatro (SP)
Teatro  Livre | 90 min

15/08/20 às 22h
NEVA | Ernani Sanchez, Michelle Gonçalves, Flavia Melman, Diego Moschkocivh (SP)
Teatro | 16 anos | 70 min

16/08/20 às 11h
INIMIGOS | Cia de Feitos (SP)
Para Crianças | Livre | 55 min

Áfricas, do Bando Olodum, da Bahia. Foto: João Meirelles / Divulgação

16/08/20 às 13h30
ÁFRICAS | Bando de Teatro Olodum (BA)
Teatro | Livre | 50 min

16/08/20 às 15h
RESPUBLICA 2023 | A Motoserra Perfumada (SP)
Teatro | 18 anos | 110 min

16/08/20 às 18h
LO ÚNICO QUE NECESITA UNA GRAN ACTRIZ, ES UNA GRAN OBRA Y LAS GANAS DE TRIUNFAR | Vaca 35 (MX)
Teatro | 14 anos | 50 min

16/08/20 às 19h30
AFROLOVE | Muato (RJ)
Música | Livre | 60 min

Espetáculo de 2005 explora os múltiplos sentidos da palavra Encarnado.Foto: Sammi Landweer

16/08/20 às 20h
ENCARNADO | Lia Rodrigues Companhia de Danças (RJ)
Dança | 18 anos | 60 min

Sala Galpão Cine Horto

14/08/20 17h
ME MATO EL 24
Teatro
16 anos
90 min.
Corporación Teatriados (COL)

14/08/20 19h
PALESTRA: Música Tradicional da infância no Brasil
Livre
70 min.
Lydia Hortélio (Brasil)

14/08/20 20h30
PALESTRA: Porque eu Odeio Palhaços
Palestra
Livre
90 min.
Sue Morrisson (Canadá)

15/08/20 11h
PRESENTE! FEITO DA GENTE
Para Crianças
60 min.
Balangandança Cia (SP)

15/08/20 12h30
O FIGURANTE
Teatro
12 anos
60 min.
Teatro Voador Não Identificado (RJ)

15/08/20 14h
ANIMAL
Teatro
16 anos
80 min.
Animal
Gustavo Miranda (COL)

Parede livremente inspirada na vida e obra de Qorpo-Santo. Foto:  Helena Wolfenson / Divulgação

15/08/20 16h
PAREDE
Teatro
14 anos
110 min.
28 Patas Furiosas (SP)

15/08/20 19h
PALESTRA: Enquanto recusarmos a pagar com a ingratidão com benefícios morreremos na escravidão.
Palestra
Livre
30 min.
Adama Traoré (Mali)

15/08/20 20h
NOMES DO PAI
Teatro
12 anos
80 min.
Companhia da Memória (SP)

15/08/20 22h
LA BALADA LA P…
Teatro
18 anos
40 min.
Casa del Teatro de Medellín (COL)

16/08/20 10h
A FAMOSA INVASÃO DOS URSOS NA SICÍLIA
Para Crianças
55 min.
Companhia Delas de Teatro (SP)

16/08/20 12h
HISTÓRIAS POR TELEFONE
Para Crianças
55 min.
Companhia Delas de Teatro (SP)

16/08/20 14h
MARY E OS MONSTROS MARINHOS
Para Crianças
60 min.
Companhia Delas de Teatro (SP)

ver ter à deriva na região da Pauilsta_Foto: Mariana Chama 

16/08/20 16h
(VER[ ]TER) À DERIVA
Teatro
Livre
60 min.
Cia. Les Commediens Tropicales (SP)

16/08/20 17h30
DESVIOS TÁTICOS – ESTRATÉGICOS PARA SOBREVIVER A VIDA URBANA
Dança
Livre
30 min.
Três em Cena (GO)

16/08/20 19h
PALESTRA: Expressão como a transmissão da experiência humana

Palestra
Livre
65 min.
Viliam Docolomansky (Eslováquia)

Pesquisadora francesa especialista em Teatro, Beatrice Picon Vallin

16/08/20 20h30
PALESTRA: Tradições e Inovações: Artes do Espetáculo e Novas Tecnologias

palestra
Livre
100 min.
Béatrice Picon-Valin (França)

Sala Teat(r)o Oficina

14/08/20 17h
HYSTERIA
Teatro
18 anos
100 min.
Grupo XIX de Teatro (SP)

14/08/20 19h
PARA NÃO MORRER
Teatro
14 anos
75 min.
Nena Inoue / Espaço Cênico (PR)

14/08/20 20h30
KRÍSIS – Fragmento Hades
Teatro
16 anos
7 min.
Companhia Nova de Teatro (SP)

14/08/20 20h30
CONVERSA COM GRUPO TEAT(R)O OFICINA UZYNA UZONA
Teatro
Livre
30 min.
Teatro Oficina Uzyna Uzona (SP)

14/08/20 21h
HAM-LET
Teatro
18 anos
Ham-let
Teatro Oficina Uzyna Uzona (SP)

15/08/20 12h
QUANDO EU MORRER VOU CONTAR TUDO A DEUS
Para Crianças
60 min.
O Bonde (SP)

15/08/20 13h30
ESPÉCIE
Performance
14 anos
20 min.
Valeria Braga e Rodrigo Cunha (GO)

15/08/20 14h
PULSO
Teatro
14 anos
50 min.
VULCÃO [criação e pesquisa cênica] (SP)

15/08/20 15h
TRINDADE (a drag, o cavalo e o xaile).
Dança
16 anos
55 min.
Só Homens Cia de Dança (PI)

15/08/20 16h
SÍSIFOS
Teatro
12 anos
70 min.
Companhia Candongas e Outras Firulas (MG)

15/08/20 18h
SEGUNDA QUEDA
Teatro
16 anos
65 min.
Ave Terrena (SP)

15/08/20 20h
DEZEMBRO
Teatro
12 anos
70 min.
Ernani Sanchez, Carolina Fabri, Michelle Gonçalves, Diego Moschkocivh (SP)

15/08/20 22h
GUANABARA CANIBAL
Teatro
14 anos
80 min.
Aquela Cia (RJ)

Espetáculo do Grupo Clowns de Shakespeare, de Natal, sofreu censura na temporada na Caixa Cultural Recife

16/08/20 11h
ABRAZO
Para Crianças
50 min.
Abrazo
Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare (RN)

16/08/20 13h
CELESTE – Cosmologia de um salto
Dança
Livre
45 min.
Marina Guzzo (SP)

16/08/20 14h30
PASSAGEIROS
Teatro
12 anos
75 min.
César Gouvêa e Gustavo Miranda (SP/COL)

Habitam o mundo de KRUM seres pequenos, sem pudor na palavra, vivendo sob um teto baixo. Foto: Nana Moraes / Divulgação

16/08/20 16h
KRUM
Teatro
14 anos
100 min.
Companhia Brasileira de Teatro (PR)

16/08/20 16h
O PINTOR
Circo
LIvre
60 min.
Esio Magalhães / Barracão Teatro (SP)

16/08/20 18h
OS CORVOS
Dança
16 anos
70 min.
Luis Ferron (SP)

16/08/20 19h30
PARAÍSØ EM PEDAÇØS
Teatro
16 anos
50 min.
Cia Paraladosanjos (SP)

16/08/20 20h30
KRÍSIS – Fragmento Tirésias
Teatro
16 anos
7 min.
Companhia Nova de Teatro (SP)

A atriz Maria Alice Vergueiro, falecida recentemente, encenou o próprio enterro

16/08/20 22h
WHY THE HORSE
Teatro
14 anos
90 min.
Grupo Pândega (SP)

Ficha técnica da FarOFFa no Sofá
Cuidada e feita por: Todes
Pensada por: Corpo Rastreado e Périplo Produções
Junte de: Canal Aberto, Casarini Produções, Ecum – Encontro Mundial das Artes Cênicas, MITsp – Mostra Internacional de Teatro, Junta Festival Internacional de Dança, Trema Festival e Manga de Vento.
Equipe digital:
Alba Roque, Aline Mohamad, Ariane Cuminale, Danusa Carvalho, David Costa, Gabi Gonçalves, Gisely Alves, Graciane Diniz, Leonardo Devitto, Ludmilla Picosque, Monique Vaillé, Murilo Chevalier, Natasha Bueno, Pedro de Freitas, Ricardo Suzart, Rodrigo Fidelis, Tamara Andrade, Thaís Cris e Thaís Venitt.

 

Serviço

FarOFFa no Sofá
Abertura: 10 de agosto, a partir das 19h, com shows de Marina Mathey, Luiza Loroza e Juliana Linhares
De 11 e 16 de agosto de 2020
Onde: www.faroffa.com.br
Quanto: pague quanto quiser.
A verba será destinada às instituições #SolidarizaGoiânia (GO), Arte Salva (PR), Associação Redes de Desenvolvimento da Maré (RJ), Campo Arte Contemporânea (PI), Casa Aurora (BA), É Da Nossa Cor (SC), Em Cena Arte e Cidadania (PE), Fundo Marlene Colé / APTI – Associação de Produtores Teatrais Independentes (SP), Haja Amor – A Revolução (RJ), IBCM – Instituição Beneficente Conceição Macedo (BA), Instituto Raiz da Serra (SP), N’Zinga – Coletivo de Mulheres Negras de BH (MG), Pela Vida de Nossas Mães (RJ) e Sim! Rede Solidária (PI).
Redes sociais da FarOFFa:
Instagram: @faroffasp
Facebook: facebook.com/faroffasp

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