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Núcleo Bartolomeu desafia o fascismo

Espetáculo Terror e Miséria no Terceiro Milênio – Improvisando Utopias, do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, está em cartaz no Sesc Bom Retiro, em São Paulo, até 28 de julho. Foto: Sérgio Silva / Divulgação

O Núcleo Bartolomeu de Depoimentos é um grupo teatral que articula o teatro épico com o hip-hop na pesquisa de linguagem. É um coletivo militante da autorrepresentação como discurso artístico, que vibra com questões contemporâneas. Isso pode parecer óbvio, mas como “não sei com quem estou falando” nesses tempos de cinismo exacerbado e chamamentos conservadores no teatro… Voilà, talvez apareça alguém fora da bolha (da minha pobre bolha) interessado nessas artes cênicas. Pois bem, o espetáculo Terror e Miséria no Terceiro Milênio – Improvisando Utopias, do Bartolomeu, estreou nesta sexta-feira (28 de junho), às 21h, no Teatro do Sesc Bom Retiro e segue até 28 de julho.

Um dos impulsos da montagem do Núcleo é o texto Terror e Miséria no Terceiro Reich, do dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht (1898-1956), composto entre 1935 e 1938. A produção também valeu-se das ideias de escritores e ativistas como Angela Davis, Grada Kilomba, Frantz Fanon, Achille Mbembe, Walter Benjamin, e outras, e outros, e outrxs para erguer a encenação.

Terror e Miséria no Terceiro Milênio – Improvisando Utopias traça um paralelo entre a barbárie espalhada no nosso cotidiano com aqueles anos que precederam a Segunda Guerra Mundial e a ascensão do fascismo e do nazismo. A diretora Claudia Schapira sugou da realidade do presente muitos fluxos de uma arena de contradições, com vistas ao futuro.

 

Luaa Gabanini em Terror e Miséria no Terceiro Milênio – Improvisando Utopias. Foto: Sérgio Silva 

Brecht traçou um panorama da decadência da sociedade alemã, sufocada pelo pavor, nas 24 cenas curtas da peça, que expõe a repercussão do regime de Hitler no cotidiano de gente comum. O ditador emporcalhou até a dinâmica familiar, como expõe uma das cenas de Terror e Miséria no Terceiro Reich, em que um professor de História sente o peso do nazismo tanto no trabalhou quanto na sua vida privada em casa.

Quando chegou ao poder na Alemanha, lá nos idos de 1933, Bozonazi (eita, ato falho!!!) Adolf Hitler surrupiou liberdades e desmantelou instituições democráticas. Fincou na História uma violenta ditadura. Deixou “tudo dominado”: economia, educação, artes, meios de comunicação etc.

Mas até corporificar o poder, o cabra não era grande coisa. Poucos levavam a sério aquele ex-militar bizarro de baixo escalão, “famoso” pelas falas contra gays, mulheres, feministas, políticos de esquerda, elites progressistas, minorias, imigrantes, mídia, judeus. Numa rápida pesquisa sobre a subida desse sujeito me deparo com a pergunta “Por que tantos alemães instruídos votaram em um patético bufão que levou o país ao abismo?”.

Mas estamos falando de quem mesmo???

Um anti-político que conseguia usar a mídia da época para seus propósitos, difundindo fake news. Um elemento que insuflou a agressividade de seus apoiadores – da afronta verbal à violência física. Um charlatão oportunista.

 

Nilcéia Vicente e Vinícius Meloni. Foto: Sérgio Silva 

Terror e Miséria no Terceiro Milênio – Improvisando Utopias, do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, com direção de Claudia Schapira chega para problematizar criticamente esses dias vivenciados com crueza em todos os recantos da vida social. Essa crise de civilização, com efeitos devastadores, é esquadrinhada na montagem pelos 11 atores MC’s : Fernanda D’Umbra, Georgette Fadel, Jairo Pereira, Luaa Gabanini, Lucienne Guedes, Nilcéia Vicente, Roberta Estrela D’Alva, Sérgio Siviero e Vinícius Meloni, Dani Nega e Eugênio Lima.

A diretora se vale do procedimento de uma peça dentro da peça numa escolha metalinguística que espelha tempos – passados e presentes. O elenco ensaia algumas cenas do Terror e Miséria no Terceiro Reich, de Brecht. A partir desse disparador é estabelecido um jogo entre atores e personagens.

Composta por 8 cenas e respectivos comentários, além do prólogo e epílogo, os artistas discutem temas contemporâneos que giram em torno da fome e da pobreza,  da flexibilização do porte de armas, da destruição do meio ambiente; da retirada de direitos conquistados na luta de classes; do genocídio negro, da LGBTfobia, do machismo e outras violências cotidianas da concentração de renda, do desemprego estrutural; o desmonte dos bens e serviços públicos; da instabilidade, da precarização, da “obsolescência planejada” em textos falados e cantados. 

Nascido no ano 2000, o o Núcleo Bartolomeu de Depoimento atua com contundência nas suas montagens. Utiliza os recursos do teatro épico e da cultura hip-hop para discutir o “ser” em processo. Na mão desses artistas o teatro é uma ótima arma.  

SERVIÇO
Terror e Miséria no Terceiro Milênio – Improvisando Utopias
Quando: De 28 de junho até 28 de julho. Sextas e sábados, às 21h e domingos, às 18h
DIA 12/07 Não haverá espetáculo
Onde: Sesc Bom Retiro (Rua Alameda Nothmann, nº 185).
Ingressos: R$ 20 (inteira), R$ 10 (meia) e R$ 6 (credencial plena).
Capacidade: 250 lugares.
Duração: 120 minutos.
Classificação: 14 anos.

 

Elenco do espetáculo Terror e Miséria no Terceiro Milênio – Improvisando Utopias. Foto: Sérgio Silva 

FICHA TÉCNICA
Direção: Claudia Schapira
Dramaturgia: Claudia Schapira em colaboração com Lucienne Guedes e elenco – livremente inspirado em “Terror e Miséria no Terceiro Reich” de Bertolt Brecht.
Inserções de poemas: Jairo Pereira e Roberta Estrela D’Alva
Giovane Baffô e Paulo Faria
Tradução auxiliar: Camilo Shaden
Direção Musical: Dani Nega, Eugênio Lima e Roberta Estrela D’Alva
Direção de Movimento e Coreografias: Luaa Gabanini
Assistência de Direção: Maria Eugenia Portolano
Atores-MCs: Fernanda D’Umbra, Georgette Fadel, Jairo Pereira, Luaa Gabanini, Lucienne Guedes, Nilcéia Vicente, Roberta Estrela D’Alva, Sérgio Siviero e Vinícius Meloni.
Atores-MCse DJs: Dani Nega e Eugênio Lima
Direção de arte: Bianca Turner e Claudia Schapira
Vídeo e cenário: Bianca Turner
O vídeo Contém samples dos documentários “SLAM: Voz de Levante” de Roberta Estrela D’Alva e Tatiana Lohmann (poeta Kika Sena) e “Mães de Maio – um grito por justiça” de Daniela Santana )
Figurino: Claudia Schapira
Figurinista assistente: Isabela Lourenço
Técnica de spoken word e métricas: Roberta Estrela D’Alva
Kempô e Treinamento de Luta: Ciro Godói
Danças Urbanas: Flip Couto
Preparação Vocal: Andrea Drigo
Iluminação: Carol Autran
Engenharia de Som: Eugênio Lima e Viviane Barbosa
Costureira: Cleusa Amaro da Silva Barbosa
Cenotécnico: Wanderley Wagner da Silva
Design gráfico: Murilo Thaveira
Estagiárias: Isa Coser, Junaída Mendes, Maitê Arouca
Direção de Produção: Mariza Dantas
Produção Executiva: Jessica Rodrigues e Victória Martínez (Contorno Produções) e Núcleo Bartolomeu de Depoimentos- Teatro Hip-Hop
Assistente de Produção: Leticia Gonzalez (Contorno Produções)

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Brasil Cena Aberta é mais que um festival; é uma rede de possibilidades com traçados no mundo

Flavia Pinheiro vai apresentar trabalhos que desenvolve no Recife (PE): Projeto: Antílope + Diafragma: dispositivo versão Beta. Foto Amanda Pietra / Divulgação

Renata Sorrah, Grace Passô e Nadja Naira em cena de Preto – Foto: Tiago Lima/Sesc SP/Divulgação

Diretora Elisa Ohtake ergueu peça com cinco crianças para reinventar o texto de Hamlet. Foto: João Caldas

Brasil Cena Aberta é mais que uma mostra, atravessa a ideia de festival, mas ganha potência ao abrir possibilidades de construção de futuros, com trocas de experiências artísticas e colaborações contínuas. Encontro é uma palavra boa. O primeiro Brasil Cena Aberta ocorre de 4 a 9 de junho, em São Paulo. Muitas atividades serão realizadas nesses seis dias: espetáculos teatrais e de dança, performances, painéis, grupos de trabalho, oficinas, mesas redondas, discussões, partidas de negócios, apresentação de novos projetos, feira e lançamentos de livros. As ações serão desenvolvidas em unidades do Sesc – 24 de Maio, Avenida Paulista, Consolação, Ipiranga, Pinheiros, Pompeia e Vila Mariana; na Ocupação 9 de Julho, no Teatro de Contêiner, na Praça das Artes e no Theatro Municipal.

O foco é a expansão de fronteiras, do pensamento à atuação. Um convite a reflexões sobre outras configurações de produção na cena teatral. Artistas, pensadores, gestores, programadores, produtores, realizadores de festivais, empresários, representantes do poder público, gente da cultura mexem esse caldeirão.

A plataforma Brasil Cena Aberta é lançada nessa primeira edição. Na mira estão o fomento a intercâmbios e residências artísticas, capacitação profissional, construção de uma rede de trocas e reflexões para atuar em movimentos de internacionalização e interiorização. É ambicioso e alentador para esses tempos.

O programa inédito no Brasil é idealizado por Andrea Caruso Saturnino e efetivado em parceria com Ricardo Muniz Fernandes e João Carlos Couto.

Entre as oficinas estão Circulação Internacional de Espetáculos, com Carmen Mehnert (Alemanha); Diplomacia Cultural, com Cindy Huang (China) e Modos de circular e coproduzir na França, com Philippe Bachman. E entre as mesas destaque para Transcrições poéticas e sensibilidades diversas, com Paula Lopez (São Paulo), Bell Machado (Campinas), Estela Lapponi (São Paulo), Viviana Susena (Argentina) e Nicole Somera (Campinas).

Espetáculo Fim. Foto: Elisa Mendes / Divulgação

A mostra traz montagens consagradas – como Fim que repercute sobre o fim das fronteiras, da arte e da história, com direção de Felipe Hirsch; A Ira de Narciso, com direção de Yara de Novaes, que reflete sobre arte contemporânea; Preto, da Cia. Brasileira de Teatro, com direção de Marcio Abreu; Peça para adultos feita por crianças, da diretora Elisa Ohtake; e ainda a pré-estreia de Mãe Coragem, com direção de Daniela Thomas.

A programação também resgata montagens antigas, como Auto da Paixão: 12 Cânticos de Amor e Morte, de 1993, do Grupo Circo Branco (SP/PE) concebida a partir da exposição das obras do artista plástico Romero de Andrade Lima na Galeria Renato Magalhães Gouveia. Um exercício musical inspirado da literatura de cordel e dos folhetos dos romanceiros populares do Nordeste agora re-performado.

Ou ainda a força da pesquisa do corpo em movimento no espaço, sensores biométricos e ópticos espaciais e avanços tecnológicos que a artista Flavia Pinheiro desenvolve no Recife (PE) nos dois espetáculos Projeto: Antílope + Diafragma: dispositivo versão Beta, respectivamente de 2017 e 2015.

O encerramento contra com a exibição do projeto Novos Modernistas, com direção de Hugo Possolo, com a participação de vários artistas convidados e um show-festa da cantora Ava Rocha.

PROGRAMAÇÃO BRASIL CENA ABERTA

4 a 9 Junho de 2019

04/06
9h – 10h
Praça as Artes
Credenciamento
Credenciamento dos participantes inscritos

04/06
10h – 10h20
Praça das Artes
Iniciação
Cantos e ritos de abertura, com Carol Bezerra

04/06
10h45 – 11h15
Praça das Artes
Palimpsesto Antropófago
Leitura performance com e sobre o Manifesto antropófago

04/06
11h15 – 12h
Praça das Artes
Abertura oficial
com representantes da plataforma Brasil Cena Aberta e parceiros

04/06
12h – 13h
Praça das Artes
Almoço

04/06
13h – 14h30
Praça das Artes
Painel: Saberes e fazeres de mundos
Falas abertas sobre novos mundos possíveis

04/06
15h – 16h
Praça das Artes
Lançamento de livro: Antropofagia Palimpsesto Selvagem
De Beatriz Azevedo

04/06
16h – 16h50
SESC 24 de Maio
Espetáculo: Cine-Olho Rádio-Olho
2019 | O Grivo | Belo Horizonte | MG | Duração: 50 min

04/06
17h – 19h
Praça das Artes
Oficina: Circulação internacional de espetáculos
Com Carmen Mehnert

04/06
19h – 20h30
SESC Avenida Paulista
Espetáculo: Peça para adultos feita por crianças
2017 | Elisa Ohtake | São Paulo | SP | Duração: 1h30

04/06
21h – 22h
SESC Avenida Paulista
Espetáculo: Antígona Recortada – Contos que Cantam sobre Pouso pássaros
2013 | Núcleo Bartolomeu de Depoimentos | São Paulo | SP | Duração: 1h

05/06
10h – 12h
Praça das Artes
Sessão de Pitching
Artistas selecionados irão apresentar seus projetos em 7 minutos e terão 3 minutos para responder a perguntas da plateia

05/06
12h – 16h
Praça das Artes
Almoço + Estandes de feira
Espaço aberto a exposição dos trabalhos dos participantes

05/06
17h – 17h50
SESC 24 de Maio
Espetáculo: Desastro
2013 | Neto Machado | Salvador | BA | Duração: 50 min

05/06
17h – 19h
Praça das Artes
Oficina: Circulação internacional de espetáculos
Com Carmen Mehnert

05/06
18h – 20h
Praça das Artes
Oficina: Modos de circular e coproduzir na França
Com Philippe Bachman

05/06
19h – 19h50
SESC Avenida Paulista
Espetáculo: Nebulosa
2017 | Vanessa Nunes | Teresina | PI | Duração: 50 min

05/06
21h – 22h40
SESC Vila Mariana
Espetáculo: A Ira de Narciso
2018 | com Gilberto Gawronski, direção de Yara de Novaes | São Paulo | SP | Duração: 1h40

06/06
10h – 11h30
Praça das Artes
Painel: Modos de colaborar e criar
Como resistir e lutar contra a paralisia

06/06
11h30 – 13h00
Praça das Artes
Mesa redonda: Transcrições poéticas para sensibilidades diversas
Pensar e viver de uma forma diferente. Pela rexistência poética

06/06
13h – 14h
Praça das Artes
Almoço

06/06
14h – 16h
SESC 24 de Maio
Showcases
Artistas selecionados irão apresentar extratos de seus trabalhos com duração de 15 minutos

06/06
16h30 – 17h05
SESC 24 de Maio
Espetáculo: Cartas à Madame Satã ou me desespero sem notícias suas
2014 | Cia. Os Crespos | São Paulo | SP |Duração: 35 min

06/06
17h – 19h
Praça das Artes
Oficina: Diplomacia cultural – agenciamento de artistas em zonas de conflito
Com Cindy Huang

06/06
18h – 19h25
SESC Consolação
Espetáculo: Projeto: Antílope + Diafragma: dispositivo versão Beta
2017 e 2015 | Flavia Pinheiro | Recife | PE | Duração: 1h25

06/06
20h30 – 20h50
SESC Pompeia
Performance: pequeno ATO para sobrevivência – MANIFESTO DO INVISÍVEL
Intervenção na área de convivência Sesc Pompeia

06/06
21h – 23h
SESC Pompeia
Espetáculo: Mãe Coragem
Trupe Coragem

07/06
10h – 11h30
Praça das Artes
Sessão de pitching
Artistas selecionados irão apresentar seus projetos em 7 minutos e terão 3 minutos para responder a perguntas da plateia

07/06
11h30 – 13h30
Praça das Artes
Almoço

07/06
13h30 – 15h
Praça das Artes
Painel | Saberes e fazeres de mundos
Mais ideias e palavras sobre mundos possíveis

07/06
16:00 – 17:40
SESC 24 de Maio
Espetáculo | Preto
2017 | companhia brasileira de teatro | Curitiba | PR | Duração: 1h40

07/06
16h – 20h
Vão livre Praça das Artes
Página Aberta | Feira de Livros
Esta feira também é uma cena aberta

07/06
16:00 – 20:00
Praça das Artes
Instalação do dispositivo CHAMADA ABERTA CONTRA O FASCISMO
Página Aberta + N-1 edições + Nolibros + Casa Plana

07/06
17h – 19h
Praça das Artes
Oficina | Diplomacia cultural – agenciamento de artistas em zonas de conflito
Com Cindy Huang

07/06
18h – 19h
Praça das Artes (Av. São João, 281 – Centro – São Paulo – SP)
Espetáculo:  Auto da Paixão: 12 Cânticos de Amor e Morte
1993 | Grupo Circo Branco | São Paulo/Recife | SP/PE | Duração: 1h
Gratuito

07/06
19h – 20h
Praça das Artes
Lançamento de livro | O artista com deficiência no Brasil
Lançamento de livro De Nicole Somera

07/06
21h – 21h50
SESC Pinheiros
Espetáculo | Estou sem silêncio
2019 | Cia. Quasar | Goiânia | GO | Duração: 50 min

08/06
10h- 12h
Praça das Artes
Oficina | Cinema: a parte invisível do olhar
Atividade com necessidade de inscrição específica | Vagas limitadas

08/06
11h – 18h
Vão livre Praça das Artes
Página Aberta | Feira de Livros
Esta feira também é uma cena aberta

08/06
11h – 12h10
Teatro de Contêiner
Espetáculo | Epidemia Prata
2019 | Cia. Mungunzá | São Paulo | SP

08/06
12:30 – 14:00
Praça das Artes
Almoço

08/06
13h – 15h
Praça das Artes
Oficina | Movedique HORS ACVÉ
os participantes poderão junto aos integrantes da Cia. Teatral Ueinzz partir em busca da baleia

08/06
13h – 17h
Praça das Artes
Oficina | Poesia dos problemas concretos –  Carimbos e Cartazes
Oficina gratuita e aberta a todos, com Coletivo BijaRi

08/06
14h – 14h50
Vão livre Praça das Artes
Encruzilhada
2016 | Fragmento Urbano | São Paulo | SP | Duração: 50min

08/06
16h – 17h
SESC 24 de Maio
Espetáculo | Quando Efé
2014 | Cia Fusion de Danças Urbanas | Belo Horizonte |MG | Duração: 1h

08/06
18h – 19h30
SESC Ipiranga
Espetáculo | Gritos
2016 | Cia. Dos à Deux | Rio de Janeiro/Paris | RJ/FR | Duração: 1h30

08/06
21h – 23h
SESC Consolação
Espetáculo | FIM
2016 | Coletivo Ultralíricos | São Paulo | SP | Duração: 2h

09/06
11h – 18h
Vão livre Praça das Artes
Página Aberta | Feira de Livros
Esta feira também é uma cena aberta

09/06
13h- 15h
Ocupação 9 de Julho
Almoço Ocupação 9 de Julho
Almoço preparado pelos moradores da Ocupação 9 de Julho

09/06
16h – 17h25
SESC 24 de Maio
Espetáculo | Eles não usam tênis naique
2015 | Cia. Marginal | Rio de Janeiro | RJ | Duração: 1h25

09/06
16h – 17h
Praça das Artes
Lançamento de livro | Projeto Ficção | Cia. Hiato
Lançamento do livro que contém as 6 dramaturgias dos solos

09/06
18h – 19h30
Theatro Municipal
Espetáculo | Novos Modernistas – Uma futuro sem país
Un futuro sem país. Encerramento no Theatro Municipal

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Carne ou Vodka? distende a dor do outro

Daniel Barros, Hermínia Mendes e Eric Valença dividem a cena em Carne ou Vodka?

A barbárie marca o percurso da dita humanidade. Já a espetacularização da barbárie ganha menu variado em todas as mídias e é consumida com gosto por muitos ou enfiada goela abaixo. O espetáculo Carne ou Vodka? faz vibrar algumas manifestações dessas violências em três historietas.

A peça tem sessão extra de encerramento da temporada nesta quarta-feira (29/05) no Teatro Hermilo Borba Filho, no Bairro do Recife, às 20h.

A temática do abuso se desdobra em três eixos alçado ao limite do absurdo: feminicídio, pedofilia e violência contra idosos . Hermínia Mendes, Daniel Barros e Eric Valença dividem a criação coletiva na dramaturgia, na direção e interpretação. O trabalho vem sendo desenvolvido há um ano, sem patrocínios públicos ou privados, e está aberto a novos desdobramentos.

O trio adjunta a potência acusatória de Carne ou Vodka? na violência dos atos que chegam ao limite do suportável. Os corpos dos atores encaram o estado de tensão para provocar o espectador a um posicionamento mais ativo e com mais empatia pela dor do outro.

E sabemos que as possíveis associações entre as cenas do teatro e o acirramento da intolerância não são obras do acaso. Mas sim envenenamentos causados por atitudes preconceituosas do mandatário temporário no Brasil e seus asseclas. 

SERVIÇO
Carne ou Vodka
Quando: Nos dias 08 e 15 de maio às 20h
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho – Cais do Apolo
Ingressos: R$ 40 inteira e R$ 20 meia entrada
Classificação Etária: 16 anos.

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Magiluth: uma nova peça para falar de amor

Magiluth comemora 15 anos com a estreia de Apenas o fim do mundo. Foto: Estúdio Orra

Grupo pernambucano comemora 15 anos com a estreia de Apenas o fim do mundo. Foto: Estúdio Orra

Desde os últimos dias do mês de março, o 13º andar do Sesc Avenida Paulista, inaugurado em abril do ano passado em São Paulo, é ocupado pelos atores do Magiluth. Através das paredes envidraçadas, a cidade se exibe, apressada e urgente, como sempre, a partir de uma das paisagens mais icônicas da capital. Do lado de dentro, apesar da aparente proteção em meio ao caos, também há urgências e a rotina está exaustiva. Prazerosa, desafiadora, mas exaustiva. Além de apresentar os espetáculos Aquilo que o meu olhar guardou para você e Dinamarca em semanas consecutivas e sessões sempre cheias, o grupo recebeu oficineiros que se inscreveram, interessados em acompanhar o processo de montagem do novo espetáculo, Apenas o fim do mundo, que estreia nesta quinta-feira (11), na mesma sala em que foi criado.  

A ação se passa em um domingo, ou ainda, ao longo de quase um ano inteiro, somos avisados logo no início do texto do francês Jean Luc-Lagarce. Talvez tenha sido mais ou menos assim a gestação de Apenas o fim do mundo. Em julho do ano passado, já tendo se aproximado da dramaturgia, o grupo fez uma residência artística no mesmo Sesc Paulista, aberta a interessados, com Giovana Soar, que traduziu o texto para uma montagem da Companhia Brasileira de Teatro em 2005, e Luiz Fernando Marques, Lubi, do grupo XIX. Em outubro, numa parceria com o Feteag, uma nova residência artística, desta vez no Centro Cultural Benfica, no Recife. Nos dois momentos, o processo contou com a apresentação de ensaios abertos ao público. Os atores passaram ainda duas semanas no sítio Valado, em Chã Grande, a 80 km da capital pernambucana, ao redor de uma mesa, dedicados ao texto.

Apesar de muito coerente com a trajetória do grupo, a escolha de montar essa dramaturgia é uma tarefa de grandes proporções para o Magiluth. “Como atores, eles nunca tinham encarado um texto com essa complexidade, tanto em tamanho quanto em profundidade e formalismo”, explica Giovana, que assume a direção ao lado de Lubi. A atriz, diretora e tradutora conheceu o grupo no Rumos Teatro, em 2011. Antes da estreia de Viúva, porém honesta, assistiu aos ensaios, mas trabalhou mais diretamente com os atores durante o processo de Dinamarca. Já com Lubi, a parceria vem desde a direção de Aquilo que o meu olhar guardou para você (2012).

Acostumados a trabalhar com dramaturgias próprias ou mesmo com adaptações, mas em processos mais livres, que permitiam, por exemplo, o improviso, os atores agora encaram palavras que precisam ser ditas com cuidado, para que não corram o risco de se perderem ou de não alcançarem a devida dimensão. “Eles estão acostumados a uma dramaturgia muito mais coloquial, a falar a palavra que querem, a colocar um caco, fazer piada com o cotidiano, e isso está proibido! Eu tenho sempre um chicote na mão!”, brinca Giovana.

Dramaturgia é do francês Jean Luc-Lagarce

Dramaturgia é do francês Jean Luc-Lagarce

Apenas o fim do mundo é um texto vertical, que esmiúça sentimentos a partir de uma relação familiar. Luiz decide reencontrar a mãe, o irmão e a irmã ao se deparar com a iminência da morte. Basicamente, é uma peça sobre o amor. Uma observação interessante é que Pedro Wagner e Mário Sérgio Cabral, irmãos na vida real, serão irmãos também na ficção. Pedro faz Luiz; Mário é Antônio; Erivaldo Oliveira é a mãe; Suzana, a irmã, é feita por Giordano; e a cunhada, Catarina, ficou com Bruno Parmera. Lucas Torres não está com nenhum personagem, mas é fundamental para o espetáculo, avisa Giovana. “Eles têm uma coisa louca de fazerem tudo! Não tem técnico de luz, de som, eles montam tudo, operam tudo! Por isso Lucas é uma peça primordial”.

Diante da iminência da morte, Luiz (Pedro Wagner) reencontra a família

Diante da iminência da morte, Luiz (Pedro Wagner) reencontra a família

Mesmo com o rigor no trabalho com a palavra, o jogo que é a base da performatividade do grupo se revela na construção das cenas. O espetáculo foi erguido a partir da ideia de site specific, da apropriação do espaço, explica o ator Giordano Castro. “Essa estreia será de muitas descobertas. Nunca vamos ter um espetáculo fechado: ele vai acontecer aqui em São Paulo, mas não necessariamente vai acontecer do mesmo jeito no Recife. Estamos usando o espaço, com o que ele nos proporciona. Em cada lugar que a gente chegar, vamos ter que repensar o trabalho novamente. Isso é muito doido!”, comenta.

A expectativa é que o Recife só veja a peça no segundo semestre. “Estamos terminando uma pesquisa sobre o bairro de São José, vamos fazer a criação de parte do roteiro de uma série em parceria com Hilton Lacerda, e ainda queremos fazer um novo espetáculo de rua. No meio disso tudo, tem a comemoração dos 15 anos do grupo. Pretendemos apresentar algumas peças do repertório e o trabalho novo”, adianta.

A temporada em São Paulo vai até 5 de maio. Antes disso, entre os dias 17 e 20 de abril, os atores ministram uma oficina intitulada “Jogo Total”. As inscrições já estão encerradas. No dia 17, às 20h30, haverá um bate-papo com Ivana Moura, uma das editoras do Satisfeita, Yolanda?, e o diretor do grupo Clowns de Shakespeare, de Natal, Fernando Yamamoto, sobre “Os últimos 15 anos de teatro no Nordeste”. A entrada é gratuita.

Ficha técnica

Direção: Giovana Soar e Luiz Fernando Marques
Assistência de direção: Lucas Torres
Dramaturgia: Jean Juc-Lagarce
Atores: Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Mário Sérgio Cabral e Pedro Wagner
Desenho de luz: grupo Magiluth
Direção de arte: Guilherme Luigi
Fotografia: Estúdio Orra
Design Gráfico: Guilherme Luigi
Realização: Grupo Magiluth

Serviço:
Apenas o fim do mundo
Quando: de 11 de abril a 5 de maio, de quinta a sábado, às 21h, e aos domingos, às 18h
Onde: Sesc Avenida Paulista
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)
Duração: 1h40 min

 

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CURTA SÃO PAULO com os pernambucanos Magiluth de Teatro e Grupo Experimental de Dança

Magiluth

Pedro Wagner na cena mais interativa do espetáculo Aquilo que meu Olhar guardou para você

Lucas Tprres em Aquiçp qie meu olhar guardu para você

Lucas Torres em em cena da peça

Aquilo que o meu olhar guardou para você é o quinto espetáculo do grupo Magiluth, de 2012,  Pode-se dizer que é um quebra-cabeça de cenas curtas, que tratam das inquietações do homem contemporâneo e sua relação com as cidades. A peça tem sessões marcadas entre os dias 28 e 31/3. Os atores do Magiluth investigam a pulsação de figuras com o entorno urbano, articulando esses materiais com vários tipos de procedimentos cênicos. Composta por sequências fragmentadas, a montagem tem direção de Luiz Fernando Marques e Grupo Magiluth.

As apresentações de Aquilo que o meu olhar guardou para você fazem parte dos festejos de 15 anos do grupo recifense, que conta com série de atividades, no Sesc Avenida Paulista até 5 de maio. Três peças do repertório da companhia estão na programação. Aquilo que Meu Olhar Guardou para Você, já citada; Dinamarca (2017), uma versão magiluthiana de Hamlet, com sessões entre 4 e 7 de abril.

E a inédita Apenas o Fim do Mundo, que trata do momento na vida de um homem que retorna à casa para anunciar sua morte iminente. Com texto do francês Jean-Luc Lagarce e direção conjunta de Luiz Fernando Marques (Lubi) e Giovana Soar, a peça estreia no dia 11/4,

Além dos espetáculos, o Magiluth também trabalha com as oficinas Construindo a Cena, (até 10/4) e Jogo Total”, (de 17 a 20/4). um bate-papo, no dia 17/4, sobre o teatro nordestino nos últimos 15 anos completa a programação.

SERVIÇO

Aquilo que meu olhar guardou para você (2012)
De 28 a 31 de março de 2019
Duração: 90 minutos
Quinta a sábado, às 21h, e domingo, às 18h
Sesc Avenida Paulista (Av. Paulista, 119 – Paraiso)
Arte II (13º Andar)
Classificação indicativa: 18 anos.
Transporte público: Estação Brigadeiro do Metrô – 350m
Informações: 3170.0800
Bilheteria: Terça a sábado, das 10h às 21h30. Domingos e feriados, das 10h às 18h30
Ingressos:
R$ 30,00 (inteira)
R$ 15,00 (meia)
R$ 9,00 (Credencial Plena)

DIREÇÃO: Luiz Fernando Marques Grupo Magiluth
DRAMATURGIA: Giordano Castro
ATORES: Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Mário Sergio Cabral e Pedro Wagner
STAND IN: Bruno Parmera
DIREÇÃO DE ARTE: Thaysa Zooby Guilherme Luigi
ILUMINAÇÃO: Pedro Vilela
DESIGN GRÁFICO: Guilherme Luigi
TÉCNICO: Bruno Parmera
PRODUÇÃO E REALIZAÇÃO: Grupo Magiluth

Dinamarca (2017)
De 4 a 7 de abril de 2019
Quinta a sábado, às 20h30 e domingo, às 17h30
Praça (térreo)
Duração: 80 minutos
Classificação indicativa: 18 anos.
Ingressos:
R$ 30,00 (inteira)
R$ 15,00 (meia)
R$ 9,00 (Credencial Plena)

Apenas o fim do mundo (2019)
De 11 de abril a 5 de maio de 2019, exceto dia 19 de abril
Quinta a sábado, às 21h. Domingos e feriados, às 18h
Arte II (13º Andar)
Duração: 120 minutos
Classificação indicativa: 18 anos.
Ingressos:
R$ 30,00 (inteira)
R$ 15,00 (meia)
R$ 9,00 (Credencial Plena)

Oficinas
Desenvolvimento de experimentações Construindo a Cena
De até 10 de abril de 2019
Terça a sexta, das 14h às 17h
Arte II (13º Andar)
Grátis

Oficina Jogo Total
Dias 17, 18 e 20 de abril de 2019
Quarta, quinta e sábado, das 14h às 18h
Arte II (13º Andar)
Grátis

Bate-papo
Os últimos 15 anos de teatro no Nordeste
Com Grupo Magiluth, Fernando Yamamoto (Cia Clowns de Shakespeare) e Ivana Moura (pesquisadora de teatro).
Dia 17 de abril de 2019, quarta-feira, 20h30
Arte II (13º Andar)
Grátis

 

Paixão, movimento e sensualidade na peça coreográfica do grupo recifense. Foto: Paula Alencastro / Divulgação

Paixão, movimento e sensualidade na peça coreográfica Breguetu . Foto: Paula Alencastro / Divulgação

O brega da periferia recifense fala alto que é preciso se valorizar. Vale muitas coisas para melhorar o visual e não ligar para a opinião alheia. Se a vida é sofrida, uma dica é exagerar na dança. A montagem do Grupo Experimental coreografa o estilo de vida das periferias do Recife no palco, em cenas de gente comum, que salienta a atitude.

A música amplifica as paixões e os dramas afetivos, do fracasso ao sucesso, Breguetu convida o público para ser cúmplice dessas intimidades do cotidiano periférico. A diretora da companhia, Mônica Lira, defende que “O brega, ritmo que definimos e defendemos aqui, vai muito além da música. Brega é estado de felicidade e modo de vida”.

SERVIÇO

Breguetu
Grupo Experimental

Dias: 27 e 28/03
Quarta e Quinta– Feira às 20h
Teatro de Contêiner Mungunzá
R$ 30,00 (inteira) / R$ 15,00 (meia) / R$ 5,00 (moradores)
Duração: 60 min.
Classificação: 14 anos

Ficha Técnica:

Direção: Mônica Lira
Elenco: Jennyfer Caldas, Rafaella Trindade, Anne Costa, Lilli Rocha, Kildery Kildery, Everton Gomes
Trilha Sonora: Marcelo Ferreira e João Paulo Oliveira
Projeto de Luz e Operação: Beto Trindade
Figurinos: Carol Monteiro
Concepção de Maquiagem e Cabelo: Jennyfer Caldas
Projeto Cenográfico: Carlos Moura, Emeline Soledade, Danilo Carias e Rafael
Produção Geral: Danilo Carias
Assessoria de Produção: Caio Trindade
vendas online até 2 horas antes do evento
bilheteria aberta 2 horas antes do evento

 

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