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A arte de abrir portas no coração do Recife
Crítica: Baile do Menino Deus
Por Ivana Moura

Um quadro que mescla inspirações sagradas e profanas na mesma cena. Maria, José e o Menino; dois Mateus, o Boi e seus dançantes. Foto: Hans Manteuffel

Os Mateus Arilson Lopes e Sóstenes Vidal. Foto: Paulinho Filizola / Divulgação

Assistir ao Baile é uma experiência altamente recomendável. Na imagem Zabilin e Lucas dos Prazeres. Foto: Hans Manteuffel

No roteiro cultural de qualquer brasileiro, o Baile do Menino Deus, apresentado no Marco Zero, no Recife, impõe-se como experiência fundamental. Este espetáculo natalino constitui um daqueles momentos raros que marcam para sempre nossa percepção da cultura brasileira. Esta celebração deveria estar na lista obrigatória de qualquer pessoa que deseja decifrar a alma nordestina e a genialidade da nossa cultura popular.

Com concepção do espetáculo e direção geral de Ronaldo Correia de Brito, texto original e letras de Ronaldo Correia de Brito e Assis Lima, e música de Antônio Madureira, esta criação construída ao longo de mais de quatro décadas continua a conquistar novos espectadores e emocionar.

E o impacto desse espetáculo se revela em cada história individual. Ir uma vez é encantar-se; voltar todo ano é garantir uma dose anual de pura alegria. A garota Ana Júlia, de 10 anos, foi pela primeira vez ao Baile, mas já conhecia todas as músicas e estava ansiosa pelo quadro do Jaraguá. Sua avó, assídua frequentadora há 15 anos, não esconde a satisfação de estar com a neta. Moradora de Águas Compridas, ela só neste ano conseguiu levar a menina – depois de tentativas anteriores que encontraram obstáculos, finalmente pôde compartilhar essa tradição que passa de geração em geração, criando vínculos através da arte.

Uma das características mais admiráveis do Baile do Menino Deus é essa capacidade de se reinventar mantendo-se fiel à essência. Todo ano traz novidades: figurinos repensados, novos atores e bailarinos que se integram ao elenco experiente, criando camadas de frescor sobre uma base sólida construída ao longo de 42 anos de existência e 22 edições no Marco Zero. O espetáculo mantém sua força artística com um elenco tarimbado. O talento dos Mateus engrandece no palco e no primeiro dia da temporada Sóstenes Vidal e Arilson Lopes esbanjaram vivacidade, talento e energia – fizeram gracejo até com a chuva que interrompeu o espetáculo, realizado ao ar livre e a céu aberto. Eles se revezam com Daniel Barros e o novo integrante Djaelton Quirino, garantindo diferentes nuances interpretativas ao longo das três apresentações.

Maestro Spok e Joyce Alane. Foto: Hans Manteuffel / Divulgação

Silvério Pessoa, brilho de veterano. Foto: Hans Manteuffel / Divulgação

A prática de convidar artistas consagrados da música pernambucana se renova com Joyce Alane, cantora e compositora do gênero MPB pop em plena ascensão, finalista do Grammy Latino 2025 e indicada ao Prêmio Multishow. A cantora interpreta três músicas do repertório da peça – Beija-Flor e Borboleta, Cigana e Baile do Menino Deus.

Em sua segunda participação nessa brincadeira de natal única, Maestro Spok consolida sua parceria com o espetáculo através de aparições que exploram sua versatilidade artística. Na finalização de Zabilim, ele presta homenagem à Lia de Itamaracá, rainha do coco que participou do Baile no ano passado, entoando o bordão “ai mamãe”, ressaltando esse gesto de reverência.

A riqueza sonora do Baile do Menino Deus é alicerçada por um conjunto de 11 instrumentistas especializados, que formam a orquestra base do espetáculo. Nomes como Karol Maciel no acordeon, Rafael Marques no bandolim e cavaco, João Pimenta no contrabaixo, Raquel Paz na viola e Aristide Rosa no violão e viola nordestina, além dos percussionistas Emerson Coelho, Jerimum de Olinda e José Emerson, e os sopros de Alexandre Rodrigues (Copinha) e Jonatas Gomes no trompete, constroem a tapeçaria musical. 

Por trás da magia dos 70 artistas que se apresentam no palco, há um universo de dedicação e rigor. Com a produção coordenada por Carla Valença e a Relicário Produções, são trezentos profissionais envolvidos no total, a maioria trabalhando incansavelmente nos bastidores, a excelência artística e técnica se manifesta em cada aspecto da montagem. A contribuição de Quiercles Santana na preparação de elenco e assistência de direção é fundamental, garantindo a coesão e o alto nível das performances. Desde a direção musical até a coordenação de som (Estúdio Carranca), luz (Jathyles Miranda) e cenografia (Sephora Silva), tudo demonstra um rigor técnico e um cuidado artístico meticulosos. Mas é justamente a presença do elemento humano — com seus improvisos e espontaneidade — que torna a apresentação ainda mais tocante e verdadeira.

Nesse contexto grandioso, o elenco vocal do auto de natal, por sua vez, representa um verdadeiro mapa da música pernambucana contemporânea, reunindo desde veteranos consagrados até jovens promessas em uma sinfonia coletiva de rara expressividade. Carlos Filho e Sue Ramos formam uma dupla vibrante que conduz Ciganas e Ciganos e Salve Maria. Elon Barbosa se reveza entre parcerias, ora com Gabriela Martinez em Ô de casa, ora com Isadora Melo no delicado Amanheceu. A própria Isadora, cuja carreira começou nos palcos do Baile quando ainda adolescente, também empresta sua voz encantadora à tradicional Ciganinha – música que integra o espetáculo desde 1983 e que ela interpreta nesta temporada, alternando com Joyce Alane. Cláudio Rabeca transita entre sua rabeca em Quando cheguei ao lado de Lucas Dan e os vocais de Acendei uma luz, confirmando a multiplicidade de talentos do espetáculo.

Entre as participações especiais, Silvério Pessoa dedica sua força interpretativa a Boca de forno e Jaraguá, enquanto Lucas dos Prazeres combina seus tamancos em Todos os dias com a sensibilidade de Anjo. A nova geração se sobressai através de Alice de Souza, Guilherme Simões e Julia Souza, que se alternam entre os elementos cósmicos da Louvação – Sol, Lua e Estrela – e se unem em Vinde Pastoras, revelando a força da nova safra de intérpretes pernambucanos. Nesse panorama de talentos, Laís Senna, que dá vida à personagem Maria na peça, também se distingue por sua voz deslumbrante, interpretando lindamente o Acalanto. Ricardo Pessoa conduz com sua voz potente o quadro Santos Reis, que exalta os povos formadores do Brasil, com o apoio dos coros adulto e infantil.

Coro infantil. Foto: Paulinho Filizola / Divulgação

Dimas Popping, especialista na dança popularizada por Michael Jackson. Foto: Hans Manteuffel / Divulgação

PE Original Style tira o fôlego com as manobras. Foto: Hans Manteuffel / Divulgação

As coreografias são assinadas por Sandra Rino. Foto: Hans Manteuffel / Divulgação

Novos figurinos de Marcondes Lima. Foto: Hans Manteuffel / Divulgação

No centro da narrativa, Maria e José, interpretados por Laís Senna e Lucas Dan, constroem um casal que equilibra o extraordinário e o cotidiano. Não são figuras distantes, mas pessoas comuns tocadas pela transcendência – reflexo da proposta do Baile de humanizar o sagrado através da cultura popular.

O coro infantil de 13 crianças, preparado por Célia Oliveira, traz ao espetáculo a renovação que o Natal proclama. Suas vozes cristalinas contrastam com a complexidade do mundo adulto, lembrando que celebramos, fundamentalmente, o nascimento de uma criança.

Sandra Rino, com sua dedicação incansável e olhar visionário, enfrenta o desafio hercúleo de juntar e encaixar danças tradicionais nordestinas, dança contemporânea e elementos de street dance. A coreógrafa constrói um vocabulário corporal que faz diferentes tradições dialogarem, transformando a complexidade dessa combinações em pura energia cênica. Se a arte, como diria Shakespeare, é feita de som e fúria, Sandra Rino é essa fúria criativa que dá forma e sentido ao movimento.

Este ano, a ousadia artística de ampliar o leque expressivo trouxe elementos surpreendentes. A inclusão de Dimas Popping, especialista na dança popularizada por Michael Jackson, pode parecer estranha à primeira vista. Mas é exatamente nessa audácia que reside o traquejo do diretor Ronaldo Correia de Brito. Fazer o universo natalino abraçar diversas expressões da celebração humana. O popping se soma ao grupo PE Original Style com seus 9 breakers (Bboy Akira, Bboy Eddy, Bboy Fábregas e outros), criando um mosaico cultural que reflete o Brasil contemporâneo sem abandonar sua identidade cultural.

A renovação dos figurinos, criados por Marcondes Lima e executados por uma equipe de 9 costureiras, revela uma cabedal de referências que se combinam e dialogam. Além das cores vibrantes da cultura nordestina, o vestuário também adotou brancos e pretos, tecidos e texturas que remetem ao artesanato local, além de adereços criados por Álcio Lins e Wilson Aguiar que criam pontes com o imaginário dos folguedos populares. Os mantos e panos se movimentam com o vento da beira do cais, criando efeitos visuais que incorporam até mesmo as condições climáticas do Marco Zero. O figurino constitui discurso visual que reafirma a brasilidade do espetáculo. A manipulação de bichos fantásticos por Luan Lucas, Marcílio Santos e Ruan Henrique adiciona elementos lúdicos que encantam especialmente o público infantil.

Quando São Pedro testa a paciência do público

Ronaldo Correia de Brito subindo a rampa com suas crianças ao final da peça. Foto: Hans Manteuffel

O primeiro dia da temporada 2025 ofereceu um exemplo eloquente da relação especial entre o Baile e seu público. Uma chuva de verão daquelas típicas do Recife – caprichosa e intensa – desabou  com apenas 15 minutos de espetáculo. A produção precisou de uma pausa de aproximadamente uma hora para esperar a chuva passar, enxugar completamente o palco, verificar todo o equipamento elétrico de som e luz e garantir a segurança de artistas e público.

Nesse intervalo forçado por São Pedro, algo singular aconteceu. Enquanto a animadora mantinha o público aquecido, o diretor Ronaldo Correia de Brito aproveitou o momento para compartilhar duas histórias do seu arsenal. Ele comentou que antigamente não chovia em dezembro no Recife durante a época do Baile, mas a crise climática mudou isso. Para exemplificar, recordou que na década de 1970, em viagem pelo Ceará com Assis Lima, visitou um mestre de reisado. Durante a jornada a cavalo, foram pegos por uma chuva torrencial – “no Ceará não chove muito, mas quando chove, um pingo d’água banha a gente. São gotas muito grossas”. Chegaram encharcados à casa do mestre, que os recebeu com vinho. Após beberem e se acomodarem nas redes, o anfitrião realizou um gesto de altíssima dignidade: lavou os pés dos visitantes em uma bacia d’água, reproduzindo o gesto de Jesus.

Na segunda narrativa, Ronaldo refletiu sobre sua própria trajetória e lembrou que quando fazia teatro popular no Ceará, no Crato, no Cariri cearense, bastavam “uma casa e quatro cadeeiros”. Hoje, “a partir do momento em que passamos a depender de tecnologia de luz e de som, passamos a viver essas vicissitudes”.

Músicos que tocam no Baile do Menino Deus. Foto: Paulinho Filizola / Divulgação

O repertório de 23 composições de Antonio Madureira (Zoca) constitui um dos maiores tesouros desse Baile. O espetáculo alterna entre composições mais animadas e outras mais contemplativas, criando ondulações rítmicas que garantem o desenvolvimento dramático. Desde a Abertura que estabelece o tom festivo até o Acalanto de maior ternura, cada música funciona como capítulo musical da narrativa, conduzindo a emoção do público através dos arranjos assinados por Antônio Madureira, Nelson Almeida e Rafael Marques.

Expandindo a riqueza sonora, a beleza dos múltiplos quadros – dos Mateus brincalhões aos Santos Reis solenes, do coro infantil lúdico aos bailarinos contemporâneos – compõe uma sinfonia visual que transforma a praça em território sagrado da alegria. Ali se desenha um acalanto coletivo, talvez uma utopia temporária de acolhimento. O Baile do Menino Deus carrega o reisado em sua essência de “procurar uma casa, achar uma porta”. Como refletiu Ronaldo naquela noite chuvosa, “esse tema parece antigo, mas é muito atual, porque nós atravessamos um tempo em que o que todos estão procurando é uma casa para morar, e a gente está querendo o fim das fronteiras, que as portas se abram”. O Baile se confirma, então, como festa da hospitalidade – materialização provisória desse sonho ancestral de portas abertas.

Leia AQUI crítica do Baile do Menino Deus 2024

SERVIÇO

Baile do Menino Deus: Uma Brincadeira de Natal – 2025
Quando: 23, 24 e 25 de dezembro, às 20h
Onde: Praça do Marco Zero, Bairro do Recife
Acesso gratuito
Serão disponibilizadas 2.500 cadeiras ao público
Acessibilidade: Espaço reservado para pessoas com cadeira de rodas, audiodescrição e intérprete em Libras
Informações@bailedomeninodeusoficial

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Festival Reside Amaro
Uma experiência artística inovadora no Recife

Vizinhos no bairro de Santo Amaro participam de ações artísticas. Foto: Rogério Alves

O Festival Reside Amaro, que ocorre nestes dias 7, 8 e 9 de fevereiro de 2025, é mais que um evento no calendário cultural do Recife; é um manifesto vivo, uma declaração ousada sobre o potencial transformador da arte quando esta pulsa organicamente com o tecido social de uma comunidade.

Paula de Renor, uma produtora cultural com uma visão ousada, sempre sonhou em realizar um festival teatral inovador, diferente dos modelos tradicionais. A inspiração que faltava surgiu quando ela conheceu o trabalho do Teatro Bombón e o conceito de “teatro vecinal” (teatro de vizinhança) da artista argentina Monina Bonelli. Com essa nova perspectiva, Paula uniu forças com Bonelli e o curador Celso Curi para dar vida ao Reside Amaro, um projeto que leva o teatro para o coração do bairro de Santo Amaro, no Recife. Essa proposta única transforma a comunidade no centro pulsante da experiência teatral, promovendo uma colaboração íntima entre artistas e moradores locais para criar performances autênticas e envolventes.

A escolha de Santo Amaro como palco para esta experiência não foi aleatória. O bairro, com sua rica vivência histórica e cultural, serve como um microcosmo perfeito do Recife e, por extensão, do Brasil urbano contemporâneo.

“Santo Amaro é um paradoxo vivo,” aponta Roger de Renor, produtor e ativista cultural e vizinho inspirador. Neste território, casarões coloniais expõem a luta pelo espaço urbano com prédios altíssimos. Comunidades de pescadores, cujas tradições remontam a séculos, convivem lado a lado com startups de tecnologia de ponta.

Esta complexidade sociocultural de Santo Amaro serve como um terreno fértil para o tipo de narrativas plurais que o Reside Amaro busca explorar.

Monina Bonelli_Paula de Renor_Celso Curi._Foto Rogério Alves

O Reside Amaro destaca-se por sua natureza site-specific, onde cada apresentação é cuidadosamente elaborada para se integrar e dialogar com o ambiente específico em que ocorre. Esta técnica transforma espaços cotidianos – desde casas particulares até bares locais – em cenários teatrais singulares, criando uma experiência imersiva tanto para os artistas quanto para o público.

O aspecto comunitário do festival é igualmente central. Ao envolver ativamente os moradores de Santo Amaro no processo criativo, o Reside Amaro opera essa via de mão dupla: traz o teatro para a comunidade, mas também traz a comunidade para o teatro. Esta abordagem resulta em performances que são autênticas reflexões das histórias, culturas e experiências locais.

A maioria das performances é criação original, desenvolvida especificamente para o festival. Outra característica marcante do Reside Amaro é seu caráter processual. Muitas das ações e performances começaram a ser desenvolvidas apenas nas últimas semanas antes do festival. Este curto período de gestação confere às apresentações um frescor e uma espontaneidade raramente vistos em produções teatrais tradicionais. 

“É fascinante ver como as técnicas de teatro comunitário desenvolvidas em Buenos Aires se adaptam e ganham novos significados no contexto de Recife”, observa Monina Bonelli. “Há um diálogo intercultural acontecendo aqui que é verdadeiramente enriquecedor”.

Espetáculos internacionais Rainha, com Maiamar Abrodos e Da Melhor Maneira com Federico Liss e David Rubinstein. Foto: Divulgação

O festival apresenta duas peças argentinas em espanhol com legendas em português. Rainha (Reina en el Gondo), dirigida e escrita por Natalia Villamil e estrelada por Maiamar Abrodos, retrata a vida de uma mulher transgênero idosa no Gondolín, um hotel-refúgio em Buenos Aires, explorando suas memórias e reflexões sobre identidade. Já Da Melhor Maneira (De la mejor manera) é uma obra de Jorge Eiro, Federico Liss e David Rubinstein, dirigida por Eiro e atuada por Liss e Rubinstein. Esta peça acompanha dois irmãos que retornam ao bar da família durante o velório do pai, enfrentando o vazio deixado por sua perda e o desafio de seguir em frente diante de um “abismo silencioso”.

Além das performances, o Reside Amaro tem um forte componente educacional. Alunos do Curso de Interpretação para Teatro do Sesc Santo Amaro estão ativamente envolvidos em todas as etapas do festival, desde a concepção até a execução. Esta iniciativa aprimora o aprendizado dos estudantes, contribuindo para a formação de uma nova geração de artistas.

Com mais de 70 apresentações distribuídas ao longo de três dias, o festival oferece uma programação diversificada e acessível. Todas as apresentações são gratuitas, com ingressos distribuídos uma hora antes de cada sessão. O evento também prioriza a acessibilidade, oferecendo tradução em Libras para várias performances e garantindo que os espaços sejam acessíveis para pessoas com deficiência.

PROGRAMAÇÃO

CASA 1 (Rua Capitão Lima) CENTRAL DE INFORMAÇÕES

Casa 2 Rua (Rua Capitão Lima) LENE CONVIDA
Performance participativa onde Lene estreia um programa de entrevistas intimista. Recebe personalidades para conversas sinceras e inspiradoras sobre Pernambuco.
Dramaturgia/Direção: Giordano Castro, Mateus Condé.
Atuação: Lene Maria.
07/02: 19h30-22h, 08-09/02: 18h30-21h30. Fluxo contínuo.

Casa 3 (Rua Capitão Lima) COMUNHÃO MUSICAL
Espetáculo musical que une diferentes gerações e histórias de vida. Performances de um padre, uma cozinheira e um cantor profissional.
Direção musical: Douglas Duan.
Vozes: Padre Caetano, Alê Maria, Carlinhos Monteverde.
07/02: 19h, 08-09/02: 18h.

Casa 4 (Rua da Piedade) ÁLBUM DOS VIZINHOS
Projeção de retratos que capturam a essência dos moradores da vila. Transformação de memórias em arte, reforçando laços comunitários.
Fotos: Rogério Alves. Coordenação: Ingredy Barbosa.
07/02: 19h30-22h, 08-09/02: 18h30-21h. Fluxo contínuo.

Casa 5 (Rua Capitão Lima) SOM NA RURAL
Festa itinerante que transforma as ruas em palco de celebração. Picadeiro sonoro que constrói novas histórias e memórias.
comunicação: Roger de Renor. DJ: Dj Vibra.
07/02: 22h-23h.

Casa 6 (Travessa do Ferreira) HEY, HEY, HEY! ROBERTO É O NOSSO REI!
Karaokê em homenagem a Roberto Carlos, realizando o sonho de João Paulo. Inclui mural no Beco do Roberto, multiplicando a presença do Rei.
Artista vizinho: João Paulo Silva. Artista ativador: Douglas Duan.
07/02: 20h-22h, 08-09/02: 19h-21h30. Fluxo contínuo.

Casa 7 (Rua da Piedade) ALTA VIGILÂNCIA
Instalação dramatúrgica que explora a cultura da fofoca em Pernambuco. Narradoras compartilham histórias bisbilhotadas na rua Piedade.
Dramaturgia: Newton Moreno. Narradoras: Amanda Menelau, Márcia Luz.
07/02: 20h-22h, 08-09/02: 19h-21h30.

Casa 8 (Rua da Piedade) CASINHA DE ROGÊ
Instalação/performance que convida à intimidade da casa de Roger de Renor. Reflexões sobre cidades horizontais, utopias e memória. Performance: Roger de Renor.
Duração: 30min.
Capacidade: 20 pessoas/sessão.
07/02: 20h e 21h, 08-09/02: 19h e 20h.

Casa 9 (Rua da Piedade) INDO PARA LÁ
Performance documental sobre uma travessia imaginária de barco. Explora conversas, histórias e imagens que permanecem na memória. Direção: Quiercles Santana. Atuação: Clau Barros, Dorgival Fraga. Duração: 30min. Capacidade: 20 pessoas/sessão. 07/02: 20h e 21h, 08-09/02: 19h e 20h.

Casa 10 (Rua da Piedade) PRONTA PRA GUERRA; PULANDO FOGUEIRAS E DECORANDO O TEXTO COM FUXICOS
Performance inspirada na vida de Joana d’Arc e Ivete Alves de Mesquita. Explora a luta pela existência através de costura, fuxicos e memórias.
Dramaturgia/Encenação: Anderson Leite.
Atuação: Augusta Ferraz.
Duração: 30min.
Capacidade: 20 pessoas/sessão. 07/02: 20h30 e 21h30, 08-09/02: 19h30 e 20h30.

Casa 11 (Rua da Piedade) NO FRIGIR DOS OVOS TUDO TEM SOM
Performance documental que explora os sons e aromas da cozinha. Inspirada na vida de Geraldo Maximiano de Lima, o Rei do Omelete.
Direção: Quiercles Santana. Atuação: Djalma Albuquerque, Anne Andrade, Lua Alves.
Duração: 30min.
Capacidade: 20 pessoas/sessão.
07/02: 20h30 e 21h30, 08-09/02: 19h30 e 20h30.

Casa 12 (Rua Capitão Lima) SABOR DO DESTINO
Audioguia e experiência sensorial baseada na vida de Detinha. Percurso sonoro guiado pelos sabores, com participantes de olhos vendados.
Dramaturgia/Direção: Júnior Sampaio.
Narração: Fabiana Pirro.
Duração: 30min.
Capacidade: 20 pessoas/sessão.
07/02: 20h e 21h, 08-09/02: 19h e 20h.

Casa 13 ((Rua Capitão Lima) RITO DE PASSAGEM
Performance em movimento conduzida por HBlynda até a casa de Reina. Compartilha desafios enfrentados na jornada de reafirmação de identidade.
Criação/Performance: HBlynda Morais.
Duração: 30min.
Capacidade: 30 pessoas/sessão.
08-09/02: 19h.

Casa 14 (Rua Capitão Lima) AMARO
Exibição do curta-metragem desenvolvido durante a residência do festival. Retrata um dia na vida de Amaro, homem emocionalmente contido.
Roteiro/Direção: Diogo Cabral.
09/02: 19h-21h. Fluxo contínuo.

Casa 15 (Rua Capitão Lima) RECEITA PARA CONTAR HISTÓRIAS
Performance documental sobre histórias familiares e receitas. Mistura memórias do Maranhão a Pernambuco através do doce de banana.
Dramaturgia/Direção: João Pedro Pinheiro, Larissa Pinheiro. Com: Lannje Falcão, Aurian Falcão.
Duração: 30min.
Capacidade: 20 pessoas/sessão.
07/02: 20h30 e 21h30, 08-09/02: 19h30 e 20h30.

Casa 16 (Rua Capitão Lima, 410) UMA DOR MENOR
Teatro documental sobre impasses de um enterro familiar. Explora o conflito entre luto pessoal e cerimônia pública de um político.
Dramaturgia/Atuação: Ivana Moura.
Direção: Luiz Felipe Botelho.
Duração: 30min.
Capacidade: 20 pessoas/sessão.
07/02: 20h30 e 21h30, 08-09/02: 19h e 20h30.

Casa 17 (Rua Capitão Lima, 408) RAINHA
Peça argentina sobre a vida de uma mulher transgênero idosa. Explora memórias e reflexões sobre identidade no hotel Gondolín.
Dramaturgia/Direção: Natalia Villamil. Atuação: Maiamar Abrodos.
Duração: 60min.
Capacidade: 30 pessoas/sessão.
08-09/02: 19h30.

Casa 18 (Rua Capitão Lima – auditório da TV Jornal) NOS BASTIDORES DOS PROGRAMAS DE AUDITÓRIO: CONHEÇA A HISTÓRIA DA TV JORNAL
Vídeo que relembra 65 anos da TV Jornal pernambucana. Destaca programas de auditório e participações importantes.
Criação/Produção: TV Jornal.
Duração: 5min. Capacidade: 20 pessoas/sessão.
07/02: 19h, 19h15, 19h30 e 19h45.

Casa 19 (Rua Capitão Lima) CASAR, PARA QUE?
Quadrilha que desafia superstições sobre casamento. Celebra o casamento de dona Neta e Luiz com pompa e circunstância.
Direção/Coreografia: Mônica Lira. Casal: Erivonete Barbosa, Luiz Elias.
08/02: 21h30-23h.

Casa 20 (Rua Capitão Lima – na rua) BOI MARINHO
Cortejo que mistura tradições populares, com destaque para o Cavalo Marinho. Ativação com alunos da Escola Sylvio Rabello e vizinhos.
Mestre/Direção: Helder Vasconcelos. Contra mestra: Laura Tamiana.
09/02: 18h-18h40.

Casa 21 (Rua Capitão Lima – Restaurante Casa Capitão) DA MELHOR MANEIRA
Peça argentina sobre dois irmãos lidando com a perda do pai. Explora o luto e o desafio de seguir em frente após uma perda.
Dramaturgia: Jorge Eiro, Federico Liss, David Rubinstein. Direção: Jorge Eiro.
Duração: 60min.
Capacidade: 30 pessoas/sessão.
08-09/02: 20h.

FICHA TÉCNICA

Idealização
Monina Bonelli

Criação
Monina Bonelli e Celso Curi

Artista criador convidado
Quiercles Santana

Curadores
Paula de Renor e Celso Curi

Vizinho inspirador
Roger de Renor

Vizinha embaixadora
Ingredy Barbosa

Assistente de criação
Márcio Allan

Artistas convidados
Álefe Passarin, Amanda Menelau, Anderson Leite, Augusta Ferraz, Bailarinos da Quadrilha Evolução (Damas – Giovanna Seabra Paiva Carneiro, ⁠Hellen Cavalcante, Perollah Hair, Rayssa Gomes de Vasconcelos, Thadgya Dos Santos Silva e Thais Maely Sidronio. Cavalheiros – Adones Vasconcelos, Aleson Willam Souza, Anthony Matheus de Aquino, Lourival Rodrigues, Rodrigo de Oliveira e ⁠Wladiel Queiroz), Boris Trindade Júnior (palhaço Tapioca), Carlinhos Lua, Carlinhos Monteverde, Carlos Santos, Clau Barros, David Rubinstein, Dj Vibra, Douglas Duan, Fabiana Pirro, Federico Liss, Giordano Castro, HBlynda Morais, Helder Vasconcelos e o Boi Marinho, Ivana Moura, Jeison Wallace, Jerlane Silva (palhaça Bilack), João Pedro Pinheiro, Jorge Eiro, Júlio Brito, Júnior Sampaio, Jurema Fox, Kleber Santana, Larissa Pinheiro, Luiz Felipe Botelho, Maiamar Abrodos, Mônica Lira, Natalia Villamil, Newton Moreno, Pinho Fidelis, Rafael Chamié e Roger de Renor.

Vizinhos artistas
Alê Maria, Alice Barbosa, Aurian Falcão, Dorgival Fraga (Paizinho), Erivonete Barbosa (dona Neta), Everton de Holanda Júnior, Geraldo Maximiano de Lima (Rei do Omelete), Ivete Alves de Mesquita, Joana d’Arc Dantas Mesquita, João Paulo Silva, Lannje Falcão, Lene Maria, Ligia Vieira, Luiz Elias, Maria José (dona Detinha), Maria Laura (Laurinha), Padre Caetano e Thiago Santos.

Artistas Residentes
Alunos do CIT / Sesc Santo Amaro – Anne Andrade, Bibi Santos, Caví Baso, Diogo Cabral, Djalma Albuquerque, Fanny França, Lua Alves, Márcio Allan e Mateus Condé.

Beco do Roberto
Produção: Arte da Imagem Produções
Apoio: Gabinete de Inovação Urbana

Fotos álbum dos vizinhos
Rogério Alves

Fotos registro
Gianny Melo

Fotos e vídeos making of
Ivo Barreto e Wesley Kawaai

Comunicação comunitária
Djalma Albuquerque

Designer
Clara Negreiros

Assessoria de imprensa
Márcio Bastos

Gestão de redes sociais
Cognos Comunicação – Luiza Maia e Tiago Barbosa

WebDesigner / Front-End
Sandro Araújo (SandroWeb)

Acessibilidade comunicacional
CENTRAE

Coordenador de produção
Ivo Barreto

Produção
Remo Produções Artísticas
Paula de Renor e Wesley Kawaai

Assistente de produção
Elias Vilar

Coordenador técnico
Eron Villar

Assistente técnico
Caví Baso

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