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Pernambuco no Porto Alegre em Cena

 

Mudando de pele. com Taís Araújo. Foto Nana Moraes

Lia Lia, com Bete Coelho e Camila Pitanga. Foto: Divulgação

Bando do Nada com o espetáculo Imorais. Foto Divulgação

Pela Noite, produção do Recife inspirada em Caio Fernando Abreu. Foto: Divulgação

Porto Alegre tem um festival que, há 33 edições, transforma a cidade em um acontecimento teatral. A cena se expande para além das casas de espetáculos e ocupa ruas, praças e espaços alternativos. São 13 espaços, dos tradicionais às salas independentes, que viram endereços do Porto Alegre em Cena, um dos maiores festivais de artes cênicas da América Latina, que desde 1994 arrasta em média 100 mil espectadores por ano, e que neste ano, entre 10 e 20 de setembro, ocupa a capital gaúcha. Esse é o tamanho de uma prática que virou tradição. Em 2026, esse encontro se confirmou rápido. Metade dos ingressos esgotou em menos de 24 horas após a abertura das bilheterias virtuais, e a maioria dos espetáculos já não tem mais lugares disponíveis para venda. Por trás dessa operação está o coordenador-geral Luciano Alabarse, com a direção geral de Letícia Vieira, a coordenação geral de produção de Claudia D’Mutti e a curadoria da programação local assinada por Adriana Jorgge, Gabriela Munhoz, Luísa Dias Rosa e Rodrigo Marquez.

Os ingressos desta edição abriram na quarta-feira (12), às 17h, no site oficial. uma semana depois, estão praticamente todos esgotados. As quatro montagens pernambucanas no festival lotaram; duas delas, Imorais e Pela Noite, voaram em poucas horas e estiveram entre as primeiras sessões esgotadas da edição, na companhia das produções estreladas de artistas que o grande público conhece da televisão e do cinema, como Taís Araújo (Mudando de Pele), Bete Coelho e Camila Pitanga (Lia Lia), Danielle Winits (Choque! Procurando Sinais de Vida Inteligente) e Grace Gianoukas (Dora).

Um festival que já foi trincheira do teatro mundial

Falar de Porto Alegre em Cena é falar do festival de artes cênicas mais longevo da capital gaúcha; e um dos mais respeitados do país. Desde 1994, o evento pavimentou uma relação incomum entre uma capital do Sul e o que há de mais radical na cena internacional. A lista de quem passou por seus palcos é impressionante. Peter Brook, o encenador inglês que redefiniu o que se entende por clássico; Pina Bausch, a coreógrafa alemã que reinventou a dança-teatro; Bob Wilson e Patrice Chéreau, dois gigantes da direção contemporânea; Philip Glass, o compositor minimalista; a companhia japonesa Sankai Juku, com seu butô hipnótico; o músico bósnio Goran Bregovic; e Marianne Faithfull, cantora e atriz britânica, para além do teatro.

O festival também foi porta de entrada do Brasil para companhias que dificilmente desembarcariam em território nacional por outros caminhos. O caso mais célebre é o do Théâtre du Soleil, de Ariane Mnouchkine. Na 14ª edição, em 2007, o grupo francês apresentou Les Éphémères  em Porto Alegre; e, para recebê-lo, a produção do festival construiu uma réplica da Cartoucherie, o lendário teatro em que a companhia atua no bosque de Vincennes, em Paris. A experiência rendeu um retorno. Anos depois, o festival foi co-realizador da vinda de Os Náufragos da Louca Esperança ao Rio Grande do Sul. Coisas que só um festival com essa musculatura consegue fazer.

EDDY – violência & metamorfose. Foto: Divulgação

O tamanho desta edição

São 46 espetáculos de teatro, dança, circo e música vindos de dez estados – São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Pernambuco, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul – e mais produções da Argentina e do Canadá. Além dos nomes já citados, o festival reúne ainda Sandra Pêra em Eu Apenas Queria que Você Soubesse – A Música de Gonzaguinha; Juliana Linhares e Laila Garin em As Centenárias, versão musical da obra de Newton Moreno, com 16 canções originais de Chico César sob direção de Luís Carlos Vasconcelos. Também na programação Mãos Trêmulas, texto premiado de Victor Nóvoa sobre amor na terceira idade, etarismo e o apagamento dos idosos, com Cleide Queiroz e Plínio Soares sob direção de Yara de Novaes; EDDY – violência & metamorfose, inspirado na obra do escritor francês Édouard Louis; Corpomundo, mais recente espetáculo da Cia. de Teatro e Dança Fábrica de Sonhos, que une arte, inclusão, diversidade e pertencimento; Medeia, espetáculo solo de Tânia Farias, do Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, de Porto Alegre.

A curadoria atravessa temas como  corpo, racismo, maternidade, envelhecimento, memória, desejo, solidão e pertencimento e faz reverências a Caio Fernando Abreu (30 anos de morte) e Guimarães Rosa (70 anos de Grande Sertão: Veredas). A abertura, no dia 10, é com La Pampa Grande, encontro musical entre artistas gaúchos e argentinos que reúne nomes como Dolores Solá, Liliana Herrero, Hique Gomez, Arthur de Faria, Vitor Ramil e Nina Nicolaiewsky.

Nem sempre foi fácil. Entre crises de financiamento, a pandemia que fechou teatros por quase dois anos e a disputa por atenção num cenário cultural cada vez mais fragmentado, o festival conheceu edições enxutas, de orçamento apertado e público hesitante. A edição passada, por exemplo, levou 31 espetáculos. A atual traz 46; um salto de 15 montagens, com três internacionais, 28 nacionais e 15 locais.

Que Muito Amou, da Cênicas Cia. de Repertório, com direção de Antônio Rodrigues, que também atua

HBLYNDA EM TRANSito, da artista HBlynda Morais. Foto: Divulgação

Pernambuco em quatro atos

A participação pernambucana no festival é um microcosmo da cena recifense: dramaturgia autoral, adaptações literárias e um solo de afirmação de existência. As quatro montagens estão com lotação máxima.

Imorais, o espetáculo de estreia do Bando de Nada Coletivo de Teatro, com texto de Cristiano Primo, mergulha numa família atravessada por comportamentos fora da norma como abuso, traição, incesto, para discutir a hipocrisia das convenções morais.

Outra adaptação abre caminho por um território afetivo: Pela Noite, da NOZ Produz, parte do conto homônimo de Caio Fernando Abreu para reconstruir o reencontro de dois homens separados há quase vinte anos. Um coro de duas vozes conduz a narrativa, feita de solidão, memória, desejo e erotismo, enquanto Pérsio e Santiago decidem, juntos, sair pela noite. A direção é de Edjalma Freitas, com Amanda Clélia, Wydi Silva, Paulo César Freire e Rogério Wanderley em cena. 

Já Que Muito Amou, da Cênicas Cia. de Repertório, com direção de Antônio Rodrigues, reúne três contos de Os Dragões Não Conhecem o Paraíso – Sapatinhos Vermelhos, Praiazinha e “Dama da Noite– para investigar as múltiplas faces do amor, do desejo, da perda e da solidão. Personagens “fora da roda”, à margem, expõem afetos levados ao limite, com Barbara Brendel, Antônio Rodrigues e Guga Patriota.

Há ainda um solo que amplia o leque temático. HBLYNDA EM TRANSito, da artista HBlynda Morais, que transforma a própria trajetória de mulher gorda, preta, candomblecista e não binária em performance, teatro, dança e música, com direção musical de Monique Sampaio.

Por trás do contingente pernambucano há uma ponte que vem de longe. A relação entre a produção teatral do Recife e o Porto Alegre em Cena tem na APACEPE – Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco – uma de suas articuladoras centrais. Presidida por Paulo de Castro, ator, diretor e produtor que há 27 anos realiza o Janeiro de Grandes Espetáculos, festival internacional do Recife, que também tem recebido produções gaúchas ao longo dos anos. 

Caio Fernando Abreu com sotaque pernambucano

Uma coincidência bonita da edição é  que dos três trabalhos que celebram os 30 anos da morte de Caio Fernando Abreu, dois vêm do Recife. O escritor nascido em Santiago, na Região Central do Rio Grande do Sul (autor de Morangos Mofados e Os Dragões Não Conhecem o Paraíso) , é homenageado por Pela Noite e Que Muito Amou, ambas pernambucanas, além de uma edição especial do Sarau Voador, com Deborah Finocchiaro e Roger Lerina. O gaúcho mais universal da literatura brasileira encontrou no Nordeste leitores que o devolvem, em cena, à sua terra.

Reside Amaro: a semente que brotou no Recife

Antes de Porto Alegre, a ideia nasceu no Recife. O Reside Alegre, que aquece o festival gaúcho desde 2025, é um desdobramento do Reside Amaro, festival realizado em fevereiro de 2025 no bairro de Santo Amaro, na região central da capital pernambucana. A proposta era a mesma que depois atravessaria o país: transformar as histórias de moradores em dramaturgia, apresentada dentro das próprias casas, bares e ruas do bairro.

O projeto foi gestado pela a produtora Paula de Renor, diretora do Reside Festival, que se inspirou no “teatro vecinal” (teatro de vizinhança) da argentina Monina Bonelli, do coletivo Teatro Bombón, de Buenos Aires. Juntas, com o curador Celso Curi (SP), idealizaram uma ação inédita no Brasil: por três dias, o quarteirão entre as ruas Capitão Lima e Rocha Pita, em Santo Amaro, no Recife,  virou palco de mais de 70 apresentações gratuitas, com vizinhos como artistas e intérpretes das próprias histórias. O produtor e agitador cultural Roger de Renor, morador do local, abriu as portas de casa e se tornou o anfitrião do encontro entre artistas e moradores.

A experiência, que contou com alunos do Curso de Interpretação para Teatro (CIT) do Sesc Santo Amaro em todas as etapas, foi a quinta edição do Reside.FIT/PE – Festival Internacional de Teatro de Pernambuco, realizado pela Remo Produções Artísticas, com patrocínio do Banco do Nordeste via Lei Rouanet, apoio do Ministério da Cultura e incentivo do Funcultura e do SIC Recife.

A segunda edição no Recife, porém, ainda não saiu do papel. O Reside Amaro ainda não conquistou um edital que viabilize sua realização novamente. A proposta, porém, não se perdeu. Foi justamente essa ideia – a de um festival que mora dentro do bairro e nasce das histórias de quem vive ali –  que o Porto Alegre em Cena enxergou como algo inédito.

Reside Alegre: a cidade como matéria de dramaturgia

Ao ver na proposta do Reside Amaro um formato inédito de festival, o Porto Alegre em Cena propôs aos envolvidos (a mesma equipe que gestou o projeto no Recife) a realização do Reside em Porto Alegre. Nasceu assim o Reside Alegre, que estreou em 2025 integrando as ações formativas do festival gaúcho e agora realiza sua segunda edição.

O projeto escuta histórias de moradores e as transforma em dramaturgia, apresentada depois nas ruas e em espaços fora dos teatros convencionais, como casas, lojas, esquinas. Depois de estrear no Centro Histórico, a iniciativa ocupa agora a rua Alberto Torres, na Cidade Baixa, onde funciona a sede do festival, com a diretora e iluminadora Nara Maia como “vizinha embaixadora”, ao lado da atriz, diretora e produtora Sandra Possani.

A coordenação reúne a argentina Monina Bonelli (direção), a pernambucana Paula de Renor (curadoria), e os paulistas Celso Curi (curadoria e direção) e Wesley Kawaai (coordenação). A mostra resultante das vivências com os moradores da Cidade Baixa acontece nos dias 5 e 6 de setembro, às vésperas da abertura do festival.

 

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Festival Reside Amaro
Uma experiência artística inovadora no Recife

Vizinhos no bairro de Santo Amaro participam de ações artísticas. Foto: Rogério Alves

O Festival Reside Amaro, que ocorre nestes dias 7, 8 e 9 de fevereiro de 2025, é mais que um evento no calendário cultural do Recife; é um manifesto vivo, uma declaração ousada sobre o potencial transformador da arte quando esta pulsa organicamente com o tecido social de uma comunidade.

Paula de Renor, uma produtora cultural com uma visão ousada, sempre sonhou em realizar um festival teatral inovador, diferente dos modelos tradicionais. A inspiração que faltava surgiu quando ela conheceu o trabalho do Teatro Bombón e o conceito de “teatro vecinal” (teatro de vizinhança) da artista argentina Monina Bonelli. Com essa nova perspectiva, Paula uniu forças com Bonelli e o curador Celso Curi para dar vida ao Reside Amaro, um projeto que leva o teatro para o coração do bairro de Santo Amaro, no Recife. Essa proposta única transforma a comunidade no centro pulsante da experiência teatral, promovendo uma colaboração íntima entre artistas e moradores locais para criar performances autênticas e envolventes.

A escolha de Santo Amaro como palco para esta experiência não foi aleatória. O bairro, com sua rica vivência histórica e cultural, serve como um microcosmo perfeito do Recife e, por extensão, do Brasil urbano contemporâneo.

“Santo Amaro é um paradoxo vivo,” aponta Roger de Renor, produtor e ativista cultural e vizinho inspirador. Neste território, casarões coloniais expõem a luta pelo espaço urbano com prédios altíssimos. Comunidades de pescadores, cujas tradições remontam a séculos, convivem lado a lado com startups de tecnologia de ponta.

Esta complexidade sociocultural de Santo Amaro serve como um terreno fértil para o tipo de narrativas plurais que o Reside Amaro busca explorar.

Monina Bonelli_Paula de Renor_Celso Curi._Foto Rogério Alves

O Reside Amaro destaca-se por sua natureza site-specific, onde cada apresentação é cuidadosamente elaborada para se integrar e dialogar com o ambiente específico em que ocorre. Esta técnica transforma espaços cotidianos – desde casas particulares até bares locais – em cenários teatrais singulares, criando uma experiência imersiva tanto para os artistas quanto para o público.

O aspecto comunitário do festival é igualmente central. Ao envolver ativamente os moradores de Santo Amaro no processo criativo, o Reside Amaro opera essa via de mão dupla: traz o teatro para a comunidade, mas também traz a comunidade para o teatro. Esta abordagem resulta em performances que são autênticas reflexões das histórias, culturas e experiências locais.

A maioria das performances é criação original, desenvolvida especificamente para o festival. Outra característica marcante do Reside Amaro é seu caráter processual. Muitas das ações e performances começaram a ser desenvolvidas apenas nas últimas semanas antes do festival. Este curto período de gestação confere às apresentações um frescor e uma espontaneidade raramente vistos em produções teatrais tradicionais. 

“É fascinante ver como as técnicas de teatro comunitário desenvolvidas em Buenos Aires se adaptam e ganham novos significados no contexto de Recife”, observa Monina Bonelli. “Há um diálogo intercultural acontecendo aqui que é verdadeiramente enriquecedor”.

Espetáculos internacionais Rainha, com Maiamar Abrodos e Da Melhor Maneira com Federico Liss e David Rubinstein. Foto: Divulgação

O festival apresenta duas peças argentinas em espanhol com legendas em português. Rainha (Reina en el Gondo), dirigida e escrita por Natalia Villamil e estrelada por Maiamar Abrodos, retrata a vida de uma mulher transgênero idosa no Gondolín, um hotel-refúgio em Buenos Aires, explorando suas memórias e reflexões sobre identidade. Já Da Melhor Maneira (De la mejor manera) é uma obra de Jorge Eiro, Federico Liss e David Rubinstein, dirigida por Eiro e atuada por Liss e Rubinstein. Esta peça acompanha dois irmãos que retornam ao bar da família durante o velório do pai, enfrentando o vazio deixado por sua perda e o desafio de seguir em frente diante de um “abismo silencioso”.

Além das performances, o Reside Amaro tem um forte componente educacional. Alunos do Curso de Interpretação para Teatro do Sesc Santo Amaro estão ativamente envolvidos em todas as etapas do festival, desde a concepção até a execução. Esta iniciativa aprimora o aprendizado dos estudantes, contribuindo para a formação de uma nova geração de artistas.

Com mais de 70 apresentações distribuídas ao longo de três dias, o festival oferece uma programação diversificada e acessível. Todas as apresentações são gratuitas, com ingressos distribuídos uma hora antes de cada sessão. O evento também prioriza a acessibilidade, oferecendo tradução em Libras para várias performances e garantindo que os espaços sejam acessíveis para pessoas com deficiência.

PROGRAMAÇÃO

CASA 1 (Rua Capitão Lima) CENTRAL DE INFORMAÇÕES

Casa 2 Rua (Rua Capitão Lima) LENE CONVIDA
Performance participativa onde Lene estreia um programa de entrevistas intimista. Recebe personalidades para conversas sinceras e inspiradoras sobre Pernambuco.
Dramaturgia/Direção: Giordano Castro, Mateus Condé.
Atuação: Lene Maria.
07/02: 19h30-22h, 08-09/02: 18h30-21h30. Fluxo contínuo.

Casa 3 (Rua Capitão Lima) COMUNHÃO MUSICAL
Espetáculo musical que une diferentes gerações e histórias de vida. Performances de um padre, uma cozinheira e um cantor profissional.
Direção musical: Douglas Duan.
Vozes: Padre Caetano, Alê Maria, Carlinhos Monteverde.
07/02: 19h, 08-09/02: 18h.

Casa 4 (Rua da Piedade) ÁLBUM DOS VIZINHOS
Projeção de retratos que capturam a essência dos moradores da vila. Transformação de memórias em arte, reforçando laços comunitários.
Fotos: Rogério Alves. Coordenação: Ingredy Barbosa.
07/02: 19h30-22h, 08-09/02: 18h30-21h. Fluxo contínuo.

Casa 5 (Rua Capitão Lima) SOM NA RURAL
Festa itinerante que transforma as ruas em palco de celebração. Picadeiro sonoro que constrói novas histórias e memórias.
comunicação: Roger de Renor. DJ: Dj Vibra.
07/02: 22h-23h.

Casa 6 (Travessa do Ferreira) HEY, HEY, HEY! ROBERTO É O NOSSO REI!
Karaokê em homenagem a Roberto Carlos, realizando o sonho de João Paulo. Inclui mural no Beco do Roberto, multiplicando a presença do Rei.
Artista vizinho: João Paulo Silva. Artista ativador: Douglas Duan.
07/02: 20h-22h, 08-09/02: 19h-21h30. Fluxo contínuo.

Casa 7 (Rua da Piedade) ALTA VIGILÂNCIA
Instalação dramatúrgica que explora a cultura da fofoca em Pernambuco. Narradoras compartilham histórias bisbilhotadas na rua Piedade.
Dramaturgia: Newton Moreno. Narradoras: Amanda Menelau, Márcia Luz.
07/02: 20h-22h, 08-09/02: 19h-21h30.

Casa 8 (Rua da Piedade) CASINHA DE ROGÊ
Instalação/performance que convida à intimidade da casa de Roger de Renor. Reflexões sobre cidades horizontais, utopias e memória. Performance: Roger de Renor.
Duração: 30min.
Capacidade: 20 pessoas/sessão.
07/02: 20h e 21h, 08-09/02: 19h e 20h.

Casa 9 (Rua da Piedade) INDO PARA LÁ
Performance documental sobre uma travessia imaginária de barco. Explora conversas, histórias e imagens que permanecem na memória. Direção: Quiercles Santana. Atuação: Clau Barros, Dorgival Fraga. Duração: 30min. Capacidade: 20 pessoas/sessão. 07/02: 20h e 21h, 08-09/02: 19h e 20h.

Casa 10 (Rua da Piedade) PRONTA PRA GUERRA; PULANDO FOGUEIRAS E DECORANDO O TEXTO COM FUXICOS
Performance inspirada na vida de Joana d’Arc e Ivete Alves de Mesquita. Explora a luta pela existência através de costura, fuxicos e memórias.
Dramaturgia/Encenação: Anderson Leite.
Atuação: Augusta Ferraz.
Duração: 30min.
Capacidade: 20 pessoas/sessão. 07/02: 20h30 e 21h30, 08-09/02: 19h30 e 20h30.

Casa 11 (Rua da Piedade) NO FRIGIR DOS OVOS TUDO TEM SOM
Performance documental que explora os sons e aromas da cozinha. Inspirada na vida de Geraldo Maximiano de Lima, o Rei do Omelete.
Direção: Quiercles Santana. Atuação: Djalma Albuquerque, Anne Andrade, Lua Alves.
Duração: 30min.
Capacidade: 20 pessoas/sessão.
07/02: 20h30 e 21h30, 08-09/02: 19h30 e 20h30.

Casa 12 (Rua Capitão Lima) SABOR DO DESTINO
Audioguia e experiência sensorial baseada na vida de Detinha. Percurso sonoro guiado pelos sabores, com participantes de olhos vendados.
Dramaturgia/Direção: Júnior Sampaio.
Narração: Fabiana Pirro.
Duração: 30min.
Capacidade: 20 pessoas/sessão.
07/02: 20h e 21h, 08-09/02: 19h e 20h.

Casa 13 ((Rua Capitão Lima) RITO DE PASSAGEM
Performance em movimento conduzida por HBlynda até a casa de Reina. Compartilha desafios enfrentados na jornada de reafirmação de identidade.
Criação/Performance: HBlynda Morais.
Duração: 30min.
Capacidade: 30 pessoas/sessão.
08-09/02: 19h.

Casa 14 (Rua Capitão Lima) AMARO
Exibição do curta-metragem desenvolvido durante a residência do festival. Retrata um dia na vida de Amaro, homem emocionalmente contido.
Roteiro/Direção: Diogo Cabral.
09/02: 19h-21h. Fluxo contínuo.

Casa 15 (Rua Capitão Lima) RECEITA PARA CONTAR HISTÓRIAS
Performance documental sobre histórias familiares e receitas. Mistura memórias do Maranhão a Pernambuco através do doce de banana.
Dramaturgia/Direção: João Pedro Pinheiro, Larissa Pinheiro. Com: Lannje Falcão, Aurian Falcão.
Duração: 30min.
Capacidade: 20 pessoas/sessão.
07/02: 20h30 e 21h30, 08-09/02: 19h30 e 20h30.

Casa 16 (Rua Capitão Lima, 410) UMA DOR MENOR
Teatro documental sobre impasses de um enterro familiar. Explora o conflito entre luto pessoal e cerimônia pública de um político.
Dramaturgia/Atuação: Ivana Moura.
Direção: Luiz Felipe Botelho.
Duração: 30min.
Capacidade: 20 pessoas/sessão.
07/02: 20h30 e 21h30, 08-09/02: 19h e 20h30.

Casa 17 (Rua Capitão Lima, 408) RAINHA
Peça argentina sobre a vida de uma mulher transgênero idosa. Explora memórias e reflexões sobre identidade no hotel Gondolín.
Dramaturgia/Direção: Natalia Villamil. Atuação: Maiamar Abrodos.
Duração: 60min.
Capacidade: 30 pessoas/sessão.
08-09/02: 19h30.

Casa 18 (Rua Capitão Lima – auditório da TV Jornal) NOS BASTIDORES DOS PROGRAMAS DE AUDITÓRIO: CONHEÇA A HISTÓRIA DA TV JORNAL
Vídeo que relembra 65 anos da TV Jornal pernambucana. Destaca programas de auditório e participações importantes.
Criação/Produção: TV Jornal.
Duração: 5min. Capacidade: 20 pessoas/sessão.
07/02: 19h, 19h15, 19h30 e 19h45.

Casa 19 (Rua Capitão Lima) CASAR, PARA QUE?
Quadrilha que desafia superstições sobre casamento. Celebra o casamento de dona Neta e Luiz com pompa e circunstância.
Direção/Coreografia: Mônica Lira. Casal: Erivonete Barbosa, Luiz Elias.
08/02: 21h30-23h.

Casa 20 (Rua Capitão Lima – na rua) BOI MARINHO
Cortejo que mistura tradições populares, com destaque para o Cavalo Marinho. Ativação com alunos da Escola Sylvio Rabello e vizinhos.
Mestre/Direção: Helder Vasconcelos. Contra mestra: Laura Tamiana.
09/02: 18h-18h40.

Casa 21 (Rua Capitão Lima – Restaurante Casa Capitão) DA MELHOR MANEIRA
Peça argentina sobre dois irmãos lidando com a perda do pai. Explora o luto e o desafio de seguir em frente após uma perda.
Dramaturgia: Jorge Eiro, Federico Liss, David Rubinstein. Direção: Jorge Eiro.
Duração: 60min.
Capacidade: 30 pessoas/sessão.
08-09/02: 20h.

FICHA TÉCNICA

Idealização
Monina Bonelli

Criação
Monina Bonelli e Celso Curi

Artista criador convidado
Quiercles Santana

Curadores
Paula de Renor e Celso Curi

Vizinho inspirador
Roger de Renor

Vizinha embaixadora
Ingredy Barbosa

Assistente de criação
Márcio Allan

Artistas convidados
Álefe Passarin, Amanda Menelau, Anderson Leite, Augusta Ferraz, Bailarinos da Quadrilha Evolução (Damas – Giovanna Seabra Paiva Carneiro, ⁠Hellen Cavalcante, Perollah Hair, Rayssa Gomes de Vasconcelos, Thadgya Dos Santos Silva e Thais Maely Sidronio. Cavalheiros – Adones Vasconcelos, Aleson Willam Souza, Anthony Matheus de Aquino, Lourival Rodrigues, Rodrigo de Oliveira e ⁠Wladiel Queiroz), Boris Trindade Júnior (palhaço Tapioca), Carlinhos Lua, Carlinhos Monteverde, Carlos Santos, Clau Barros, David Rubinstein, Dj Vibra, Douglas Duan, Fabiana Pirro, Federico Liss, Giordano Castro, HBlynda Morais, Helder Vasconcelos e o Boi Marinho, Ivana Moura, Jeison Wallace, Jerlane Silva (palhaça Bilack), João Pedro Pinheiro, Jorge Eiro, Júlio Brito, Júnior Sampaio, Jurema Fox, Kleber Santana, Larissa Pinheiro, Luiz Felipe Botelho, Maiamar Abrodos, Mônica Lira, Natalia Villamil, Newton Moreno, Pinho Fidelis, Rafael Chamié e Roger de Renor.

Vizinhos artistas
Alê Maria, Alice Barbosa, Aurian Falcão, Dorgival Fraga (Paizinho), Erivonete Barbosa (dona Neta), Everton de Holanda Júnior, Geraldo Maximiano de Lima (Rei do Omelete), Ivete Alves de Mesquita, Joana d’Arc Dantas Mesquita, João Paulo Silva, Lannje Falcão, Lene Maria, Ligia Vieira, Luiz Elias, Maria José (dona Detinha), Maria Laura (Laurinha), Padre Caetano e Thiago Santos.

Artistas Residentes
Alunos do CIT / Sesc Santo Amaro – Anne Andrade, Bibi Santos, Caví Baso, Diogo Cabral, Djalma Albuquerque, Fanny França, Lua Alves, Márcio Allan e Mateus Condé.

Beco do Roberto
Produção: Arte da Imagem Produções
Apoio: Gabinete de Inovação Urbana

Fotos álbum dos vizinhos
Rogério Alves

Fotos registro
Gianny Melo

Fotos e vídeos making of
Ivo Barreto e Wesley Kawaai

Comunicação comunitária
Djalma Albuquerque

Designer
Clara Negreiros

Assessoria de imprensa
Márcio Bastos

Gestão de redes sociais
Cognos Comunicação – Luiza Maia e Tiago Barbosa

WebDesigner / Front-End
Sandro Araújo (SandroWeb)

Acessibilidade comunicacional
CENTRAE

Coordenador de produção
Ivo Barreto

Produção
Remo Produções Artísticas
Paula de Renor e Wesley Kawaai

Assistente de produção
Elias Vilar

Coordenador técnico
Eron Villar

Assistente técnico
Caví Baso

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