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A Invenção do Nordeste em
temporada na Caixa Cultural Recife

Henrique Fontes interpreta um diretor que prepara um ator nordestino para fazer, com maestria, um personagem nordestino. É pura ironia. Foto: Carlos Gomes / Divulgação

Dois atores do Rio Grande do Norte passam sete semanas em preparação para parecer nordestinos o suficiente. A fábula é o ponto de partida de A Invenção do Nordeste, do Grupo Carmin, e de uma pergunta que incomoda o país inteiro. Quem inventou o Nordeste, e para quê? A montagem dirigida por Quitéria Kelly estreou em 2017, já percorreu 23 estados e várias cidades da Europa, e chega ao Recife na semana que antecede o segundo turno da eleição presidencial, com o estigma nordestino de volta ao centro do debate.

Em cena, uma grande produtora do Sudeste contrata um diretor para escolher e preparar um ator nordestino que interprete, com maestria, um personagem nordestino. Dois concorrentes chegam à final, um do litoral, outro do interior, e disputam o papel num workshop de sete semanas. Os atores entram em palco com os próprios nomes e profissões, e a fronteira entre realidade e ficção vai se dissolvendo. No palco estão Henrique Fontes, Rafa Guedes e José Neto Barbosa, com Ian Medeiros como coberta, o coringa do elenco, pronto para entrar em qualquer papel. A lição que o teste ensina é cruel. Não basta ser nordestino, é preciso parecer ser, corresponder à expectativa de quem contrata. No processo, cada um descobre que a própria ideia que fazia de si também era um estereótipo.

Projeções de vídeo, celular, tablet, maquetes e miniaturas convivem, no palco, com a reperformance de cenas de Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, e com registros que transitam da comédia ao teatro épico, da sátira à dança. Quitéria Kelly conduz esse hibridismo de linguagens que fez da montagem uma referência do teatro documentário brasileiro. O humor é a ferramenta de investigação. Cada quadro encena um lugar-comum, exagera, devolve a imagem ao público e pergunta de onde ela veio e a quem serve. A dramaturgia de Henrique Fontes e Pablo Capistrano se atualiza a cada temporada com o que o grupo registra nas viagens, e por isso a peça conversa com o presente. O trabalho rendeu o Prêmio Shell de melhor dramaturgia e o Cesgranrio de melhor espetáculo.

Espetáculo que estreou em 2017 utiliza projeções de vídeo, maquetes e miniaturas, performance de cenas de filme brasileiro e registros que vão da comédia ao teatro épico, da sátira à dança. Foto: Divulgação 

Natal, 2007. O Grupo Carmin estreava Pobres de Marré e firmava uma pesquisa sobre exclusão social urbana no Nordeste brasileiro. O coletivo foi fundado pelas atrizes Quitéria Kelly e Titina Medeiros, morta em janeiro deste ano. O nome do grupo vem do vermelho vivo e intenso do carmim. Henrique Fontes não assina a fundação, mas esteve lá desde a primeira obra. Ele escreveu e dirigiu Pobres de Marré e segue na formação atual como ator e dramaturgo. A trajetória soma O Auto do Menino Deus (2009), o experimento Olha a Água (2010), a partir de Brecht, a peça infantil Castelo de Lençóis (2011) e Por Que Paris? (2015), inspirada em Marguerite Duras. Com Jacy, montagem de 2012, o grupo iniciou a pesquisa de teatro documental que desembocaria nesta peça. Jacy entrou na lista dos dez melhores espetáculos do ano do jornal Estadão e circulou pelo país no Sesc Palco Giratório. O repertório do Carmin acumula mais de 500 apresentações para mais de 30 mil pessoas. Neste ano, o grupo estreou Gente de Classe, sátira sobre a classe média em colapso, também dirigida por Quitéria Kelly.

A tese que sustenta a dramaturgia vem do historiador paraibano Durval Muniz de Albuquerque Jr., consultor da montagem e autor de A Invenção do Nordeste e outras artes. Para Durval, o Nordeste não existia como região antes do início do século 20, quando intelectuais, relatórios sobre a seca, romances regionalistas, cinema e cordel costuraram um retrato único para nove estados muito diferentes, de Gilberto Freyre a Ariano Suassuna. A diretora resume o problema. A música, a poesia, a literatura, a dança, tudo que é feito artisticamente no Nordeste parece obrigado a carregar a linguagem da seca, do chão rachado, das cores ocres. O objetivo, diz o historiador, não é buscar a verdadeira representação da região, mas entender como essa ficção funciona e a quem serve. O estereótipo não descreve o Nordeste. Ele o produz, e produz também o lugar de quem fala sobre ele. Não por acaso, a peça foi concebida como resposta aos ataques xenófobos que nordestinos sofreram nas redes sociais durante as eleições presidenciais de 2014.

O estigma voltou ao centro na eleição deste ano. O Nordeste reúne nove estados e dezenas de milhões de eleitores e, nas últimas duas décadas, decidiu corridas presidenciais no país. Em 2022, Lula levou dois terços dos votos válidos da região, e essa vantagem assegurou sua vitória nacional. No primeiro turno de 4 de outubro, ele repetiu a vitória nos nove estados, com 63,77% dos válidos e 21,49 milhões de votos, 11,1 milhões a mais que Flávio Bolsonaro, que venceu em 15 estados e leva a disputa ao segundo turno. A margem, porém, encolheu. O bolsonarismo saltou de 26,97% para 30,85% dos votos nordestinos, e Lula perdeu cerca de 258 mil votos na região em relação a 2022. O mapa que pinta o Nordeste de um lado e o Sul de outro voltou a circular, e com ele o discurso (equivocado) de que o nordestino vota errado.

A Invenção do Nordeste mostra como funciona a máquina que fabrica regiões e inimigos. Foto: Divulgação

Vivemos um momento de avanço do fascismo, no Brasil e no mundo. O mecanismo é conhecido. Escolhe-se um inimigo, transforma-se um povo em estigma, converte-se diferença em ameaça. O nordestino já foi tratado como o brasileiro que estraga o país, o migrante que invade a cidade grande, o eleitor que não entende o próprio interesse. A história ensina que o pleito popular pode ser a porta de entrada do totalitarismo. O partido nazista se tornou a maior força da política alemã nas urnas, Hitler foi empossado chanceler dentro da legalidade, em 1933, e meses depois usou um crime, um decreto e uma lei para fechar o parlamento, eliminar adversários e concentrar todo o poder. A democracia alemã não foi derrubada de fora. Foi esvaziada por dentro, com votação, aplauso e instituição.

Ver A Invenção do Nordeste nesta semana, no Recife, é ver funcionar a máquina que fabrica regiões e inimigos. A montagem devolve ao público a possibilidade de recusar o Nordeste que nos foi imposto como insulto e reivindicar o que a região é de verdade, diversa, criativa, plural, decisiva. A peça tem lado. É o lado de quem cansou de ser estereótipo. O nome do candidato o espetáculo pode até não dizer. Mas esse nome grita em toda a peça. O voto é secreto, sabemos, mas reconhecemos quando ele é carmim. A última sessão acontece em 24 de outubro, véspera do segundo turno. Quem inventou o Nordeste já respondeu para quê. O Nordeste inventado vai às urnas. O Nordeste real decide o país.

Serviço

🎭 A Invenção do Nordeste 🎪 Grupo Carmin (RN), direção de Quitéria Kelly
📍 Caixa Cultural Recife, Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife
🗓️ de 15 a 24 de outubro, quinta a sábado, às 19h30
🎟️ R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada), dois ingressos por CPF
🎁 sessão de abertura gratuita para clientes Caixa, em 15 de outubro, com retirada prévia
🤟 intérprete de Libras e bate-papo com o público aos sábados
⏳ 60 minutos
⭐ 14 anos
📞 (81) 3425-1915 Instagram @caixaculturarecife
🏛️ patrocínio da Caixa Econômica Federal

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Olhares sobre o Nordeste brasileiro em cena no Itaú

Boca, com Erivelto Viana, do Maranhão, está na programação do Cena Agora, do Itaú Cultural, que dedica a  primeira edição à temática Encruzilhada Nordeste(s): (contra)narrativas poéticas. Foto: Divulgação

Manifestações xenófobas e de ódio contra o povo nordestino vem e voltam. Já ocorreram de forma velada, em comentários comparativos de sotaque ou de postura, de posses ou de feições; ou em enxurrada de xingamentos na Internet. O atual presidente já utilizou o termo “paraíba” de forma depreciativa São atitudes fincadas na ideia de uma suposta superioridade de pessoas do Sudeste e do Sul. 

O Nordeste é uma invenção, asseverou o historiador Durval Muniz de Albuquerque Jr., em sua tese de doutorado, publicada em livro A Invenção do Nordeste e Outras Artes, que se tornou uma das principais referências para desconstruir esse painel repleto de clichês preconceituosos.

Não se iluda. Não nos iludamos. Essa representação reducionista foi forjada pelas classes dominantes e é uma arma de manutenção de poder das elites.

O Nordeste – formado por 9 estados, uma extensão de 1.558.000 km², com 1.793 municípios –
não poderia ser chapado, com identidade única ligada à seca, à pobreza, um lugar atrasado e anacrônico.

Há riqueza e diversidade nessa região produtora de economia, de ciência, de tecnologia, de saberes e de cultura brasileira potente em variadas linguagens, literatura, cinema, música, pintura, teatro etc.

A região Nordeste, que surge na paisagem imaginária do país […], foi fundada na saudade e na tradição. […] Antes que a unidade significativa chamada Nordeste se constituísse perante nossos olhos, foi necessário que inúmeras práticas e discursos “nordestinizadores” aforassem de forma dispersa e fossem agrupados posteriormente.
Durval Muniz de Albuquerque Jr., A Invenção do Nordeste e Outras Artes,

 

O projeto Cena Agora, que o Itaú Cultural promove desta quinta-feira a domingo (de 15 a 18 de abril), às 20h, dedica sua primeira edição à temática Encruzilhada Nordeste(s): (contra)narrativas poéticas com o propósito de tramar/elaborar uma pluralidade de perspectivas sobre o enunciado, tensionando as construções estereotipadas ou colonizadas das identidades nordestinas frente à heterogeneidade polifônica dessa constelação.

A programação virtual é orientada na criação de cenas teatrais curtas, de cerca de 15 minutos, acionando questões contemporâneas como alavancas poéticas. Fazem parte dessa primeira edição seis trabalhos inéditos, criados por artistas da Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco e Rio Grande do Norte, seguidas por conversas dos elencos com críticos e artistas convidados. As atividades serão transmitidas pela plataforma Zoom. Os ingressos gratuitos podem ser reservados via Sympla. Mais informações no site www.itaucultural.org.br.

Clowns de Shakespeare, do Rio Grande do Norte, exibe o trabalho Sem título. Foto: Rafael Telles 

Cena Agora – Encruzilhada Nordeste(s): (contra)narrativas poéticas começa nesta quinta-feira, com a mesa de abertura, uma conversa do historiador Durval Muniz de Albuquerque Jr., autor do já citado livro A invenção do Nordeste e outras artes com Galiana Brasil, gerente do Núcleo de Artes Cênicas do Itaú Cultural. O livro inspirou o espetáculo teatral A invenção do Nordeste, do grupo Carmin, do Rio Grande do Norte, que questiona o papel estereotipado do nordestino.

As repetições do senso comum em relação ao fluxo dos nordestinos para o sudeste, tanto em um recorte histórico, quanto em um contexto mais atual, são investigadas na cena do grupo de teatro Clowns de Shakespeare, do Rio Grande do Norte, com elenco dirigido por Fernando Yamamoto, na sexta-feira, 16.

Ainda na sexta-feira será mostrado, cênica e poeticamente, um pequeno recorte da caminhada de vida da yalorixá Mãe Rosa de Oyá, sacerdotisa do Ilê Axé Oyá L´adê Inan, na cidade baiana de Alagoinhas, intitulado Onan Yá – A caminhada da sacerdotisa. A criação é da diretora teatral e dramaturga baiana Onisajé, que assina a direção, o roteiro e a concepção e conta no elenco com a atriz e dançarina Fabíola Nansure e o ator Nando Zâmbia. Neste dia, eu, Ivana Moura, e Pollyanna Diniz,  as “Yolandas”, vamos conduzir a conversa pós-cenas. 

Figuras em situações ou dilemas heroicos reverberam na cena do sábado. O coletivo No barraco da Constância tem! do Ceará, exibe O Desaparecimento do Jangadeiro Jacaré em Alcácer-Quibir. O jangadeiro cearense Manuel Olímpio Meira (1903-1942), conhecido como Jacaré, viajou até o Rio de Janeiro, em 1941, para reivindicar ao presidente Getúlio Vargas os direitos trabalhistas de sua classe pesqueira. A empreitada foi bem-sucedida e ele foi convidado, no ano seguinte, pelo cineasta Orson Welles, a participar de um filme sobre os pescadores e a reproduzir com sua tripulação a cena da chegada dos jangadeiros à baía de Guanabara. Mas, durante as gravações, a embarcação virou e Jacaré desapareceu e nunca foi encontrado. A cena explora inúmeras hipóteses sobre sumiço de Jacaré.

Coletivo Agridoce, de Pernambuco, apresenta cena inspirada no romance Homens e Caranguejos, de Josué de Castro.  Foto: Anny Stone / Divulgação

O Coletivo de dança-teatro Agridoce, de Pernambuco, é o outro convidado da noite e apresenta a cena Rhizophora – Estudo nº 01, baseado no livro Homens e Caranguejos, de Josué de Castro. A fome é apontada por Josué de Castro como a grande tragédia existencial, política e estética brasileira. Escrito em 1966, Homens e Caranguejos é o único romance do cientista, que narra a história de vida de um menino pobre que descobre o mundo a partir da miséria e da lama do mangue.

O ator, diretor e dramaturgo amazonense Henrique Fontes é quem faz a mediação da conversa com os elencos e o público nessa noite. Autor da dramaturgia da premiada peça A Invenção do Nordeste, ao lado de Pablo Capistrano, Fontes é sócio fundador e atual presidente do Espaço Cultural Casa da Ribeira, no Rio Grande do Norte.

O artista Erivelto Viana, do Maranhão, sob direção de Urias de Oliveira, analisa no experimento Boca a energia evocação no encontro (entre) eu/Exu. O dentro, o fora, o centro, o tudo e o nada são pensados poeticamente .

O grupo Dimenti, da Bahia, fecha essa primeira etapa da programação com Web-Strips: Volume Encruzilhadas, que tem como ponto de partida o projeto de 2018 Strip Tempo – stripteases contemporâneos, motivado pela pergunta: como despir a poética de uma carreira? Com direção de Jorge Alencar e codireção de Larissa Lacerda e Neto Machado, a cena revela zonas relativamente ocultas do corpo e da carreira de cada artista. Na configuração de vídeo-performances reúne os artistas Fábio Osório Monteiro, Jaqueline Elesbão e João Rafael Neto, que desnudam corpos, casas, carreiras, a memória e o digital.

No domingo, nós, as Yolandas, seremos as responsáveis pela condução da conversa.

O recorte Encruzilhada Nordeste(s):(contra)narrativas poéticas terá continuidade em maio, durante três finais de semana, de quinta-feira a domingo, contando, ao todo, com a participação de todos os estados do Nordeste no projeto e de grupos/artistas que estão sediados também noutras regiões.

Serviço:
Cena Agora – Encruzilhada Nordeste
De 15 a 18 de abril (quinta-feira a domingo), sempre às 20h

No site do Itaú Cultural: www.itaucultural.org.br
Todos as apresentações são seguidas de bate-papo com o elenco.
Pela plataforma Zoom. Ingressos via Sympla.
Mais informações em: www.itaucultural.org.br

PROGRAMAÇÃO

15 de abril, quinta-feira, 20h

Mesa Encruzilhada Nordeste(s): (contra)narrativas poéticas
Com Maria Thais e Durval Muniz
Duração: 90 minutos
Capacidade: 270 lugares
Classificação Indicativa: 10 anos (para melhor fruição com o tema)
Pela plataforma Zoom. Ingressos via Sympla.

16 de abril, sexta-feira, 20h

Onan Yá – A caminhada da sacerdotisa
De Onisajé (BA)
Após a apresentação, acontece um bate-papo com mediação de Pollyana Diniz e Ivana Moura
Duração: 15 minutos
Capacidade: 270 lugares
Classificação Indicativa: Livre
Pela plataforma Zoom. Ingressos via Sympla. 

Sinopse:
Um breve recorte da caminhada de vida da yalorixá Mãe Rosa de Oyá, sacerdotisa do Ilê Axé Oyá L´adê Inan, na cidade baiana de Alagoinhas. sua ação sacerdotal, e o encruzilhamento de suas identidades de mulher negra, nordestina, periférica, sacerdotisa de axé.

Ficha Técnica:
Direção, roteiro e concepção: Onisajé (Fernanda Júlia)
Atuantes: Mãe Rosa de Oyá, Fabíola Nansure e Nando Zâmbia
Direção de imagem, edição e iluminação: Nando Zâmbia
Figurino e maquiagem: Fabíola Nansure
Direção musical e trilha: Jarbas Bittencourt
Locação: Ilê Axé Oyá L´adê Inan

Sem título
Com Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare (RN)
Após a apresentação, acontece um bate-papo com mediação de  Ivana Moura e Pollyanna Diniz Duração: 15 minutos
Capacidade: 270 lugares
Classificação Indicativa: Livre
Pela plataforma Zoom. Ingressos via Sympla. Mais informações em: www.itaucultural.org.br

Sinopse:
O trabalho propõe uma relação de jogo com o público, questionando recorrências do senso comum em relação ao fluxo dos nordestinos para o sudeste, tanto num recorte histórico, quanto num contexto mais atual, em especial sobre São Paulo ser a nova capital do Nordeste.

Ficha Técnica:
Direção: Fernando Yamamoto
Assistência de direção: Diogo Spinelli
Elenco: Camille Carvalho, Diogo Spinelli, Nicoli Dichoff, Paula Queiroz e Renata Kaiser
Produção: Rafael Telles

17 de abril, sábado, 20h

O Desaparecimento do Jangadeiro Jacaré em Alcácer-Quibir
Com o coletivo No barraco da Constância tem! (CE)
Após a apresentação, acontece um bate-papo com mediação de Henrique Fontes
Duração: 15 minutos
Capacidade: 270 lugares
Classificação Indicativa: 10 anos (para melhor fruição com o tema)
Pela plataforma Zoom. Ingressos via Sympla. 

Sinopse:
O jangadeiro Jacaré desaparece em 1942, forjando um enorme buraco. Na história, na rede ou no tecido do espaço e do tempo, essa fenda apresenta inúmeras hipóteses a respeito do seu sumiço e da sua saga. A fábula do nordestino em direção ao epicentro do Brasil toma outros rumos, inaugurando novas possibilidades empreendedoras com a profecia do seu reaparecimento.

Ficha Técnica:
Direção, roteiro e interpretação: Felipe Damasceno, Honório Félix, Renan Capivara, Sarah Nastroyanni e William Pereira Monte
Edição e montagem: Breno de Lacerda
Realização: No barraco da Constância tem!

RHIZOPHORA – Estudo nº 01
Com o Coletivo de dança-teatro Agridoce (PE)
Após a apresentação, acontece um bate-papo com mediação de Henrique Fontes
Duração: 15 minutos
Capacidade: 270 lugares
Classificação Indicativa: 10 anos (para melhor fruição com o tema)
Pela plataforma Zoom. Ingressos via Sympla. 

Sinopse:
Baseado no romance Homens e Caranguejos, de Josué de Castro, Rhizophora conta a história do anti-herói João Paulo, que se vê em um dilema quando a construtora onde ele trabalha resolve construir um condomínio de luxo no lugar onde fica a comunidade onde ele morou. Entre lembranças da infância ribeirinha nos manguezais e planejamentos megalomaníacos, começa uma grande viagem ao passado e um retorno a sua ancestralidade.

Ficha Técnica:
Dramaturgia e Adaptação: Coletivo de Dança-Teatro Agridoce
Direção: Aurora Jamelo e Nilo Pedrosa
Elenco: Aurora Jamelo, Flávio Moraes, Igor Cavalcanti, Nilo Pedrosa e Sophia William
Coreografia: Sophia William
Preparação de elenco: Sophia William
Direção artística: Aurora Jamelo
Cenografia: Aurora Jamelo e Nilo Pedrosa
Figurinos: Aurora Jamelo
Iluminação: Aurora Jamelo
Produção: Coletivo de Dança-teatro Agridoce
Produção executiva: Flávio Moraes e Sophia William
Foto: Anny Stone, Jessica Maia, Erick Sgobe, Zito Junior
Assessoria de imprensa: Igor Cavalcanti Moura
Vídeo: Tuca Colleto
Captação de som: Anderson Barros
Realização Agridoce

18 de abril, domingo, 20h

Boca
Com Erivelto Viana e Urias Oliveira (MA)
Após a apresentação, acontece um bate-papo com mediação de Pollyanna Diniz e Ivana Moura
Duração: 15 minutos
Capacidade: 270 lugares
Classificação Indicativa: 18 anos (nudez frontal)
Pela plataforma Zoom. Ingressos via Sympla. Mais informações em: www.itaucultural.org.br

Sinopse:
O dentro, o fora. O tudo e o nada. O centro. Boca que tudo come, buraco da criação. Corpo lugar de passagem, atravessamento, encruzilhadas. Energia evocação no encontro (entre) Exu/Eu.
Ficha técnica:
Concepção: Erivelto Viana e Urias de Oliveira
Criação e performance: Erivelto Viana
Direção: Urias de Oliveira

Web-Strips: Volume Encruzilhadas
Com o grupo Dimenti (BA)
Após a apresentação, acontece um bate-papo com mediação de Ivana Moura e Pollyanna Diniz
Duração: 15 minutos
Capacidade: 270 lugares
Classificação Indicativa: 18 anos (nudez frontal)
Pela plataforma Zoom. Ingressos via Sympla. 

Sinopse:
Desnudar corpos, casas, carreiras, a memória e o digital. Web-Strips buscam despir o trajeto estético e erótico de criadores contemporâneos da Bahia, enquanto também revela a intimidade de seus ambientes domésticos. Utilizando cenas, figurinos, trilhas sonoras e coreografias do repertório dos/as artistas em cena, propõe outras percepções ao famoso striptease (do inglês strip, desnudar; e tease, provocar), gênero tão popular quanto marginal, presente desde as casas noturnas até os clássicos do cinema.

Ficha Técnica:
Direção: Jorge Alencar
Codireção: Larissa Lacerda e Neto Machado
Com: Fábio Osório Monteiro, Jaqueline Elesbão, João Rafael Neto
Direção de fotografia, câmera e som direto: Larissa Lacerda
Edição: Lane Costa e Larissa Lacerda
Trilha sonora: Ricardo Caian
Direção de Produção: Ellen Mello
Equipe de Produção: Fábio Osório Monteiro, Marina Martinelli, Francisco Sena e Trini Opelt
Financeiro: Marília Pereira
Comunicação: Marcatexto
Realização: Dimenti Produções Culturais

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