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Coragem de ser Terra para mãos, pés e vistas

 

Maria Paula Costa Rêgo no espetáculo Terra. Foto: Guto Muniz / Divulgação

Maria Paula Costa Rêgo no espetáculo Terra. Foto: Guto Muniz / Divulgação

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As conquistas e perdas dos povos indígenas e a certeza de que a luta continua. Foto: Guto Muniz/ Divulgação

O quanto de índio há em você, cidadão brasileiro? questiona o espetáculo Terra, derradeira parte da trilogia Uma história, duas ou três, do Grupo Grial, concebido e dançado pela bailarina e coreógrafa Maria Paula Costa Rêgo. E se posiciona a favor dos povos primordiais, que historicamente foram ameaçados, subjugados e rebelados; que tiveram seus territórios confiscados por leis feitas pelos beneficiários. Resistiu, Resiste.

Terra condena nos passos da dança contemporânea o genocídio desses povos e o preconceito que persiste até hoje. No corpo da bailarina pulsa a identidade e os movimentos das manifestações populares indígenas do Nordeste brasileiro.

Diálogo com o presente e com a luta. A peça coreográfica tem direção assinada por Maria Paula Costa Rêgo e Erick Valença. A trilha sonora, criada pelo percussionista Naná Vasconcelos, está carregada de efeitos sonoros, com onomatopeias e sons da natureza. E o cenário é assinado pelo artista plástico Manuel Dantas Suassuna.

A temporada integra as comemorações de 20 anos do grupo Grial, criada por Ariano Suassuna e Maria Paula Costa Rêgo e vai de 2 a 4 e de 9 a 11 de fevereiro de 2017, na CAIXA Cultural Recife.

A encenação é uma das mais premiadas do grupo. Terra ganhou o Prêmio APCA de 2013, na categoria Intérprete-Criadora, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte. O solo também arrebatou cinco troféus do Prêmio Apacepe de Dança 2014, do Festival Janeiro de Grandes Espetáculos.

Entrevista: Maria Paula Costa Rêgo

 Bailarina e coreógrafa do Grupo Grial. Foto: Victor Muzzi

Bailarina e coreógrafa do Grupo Grial. Foto: Victor Muzzi

Ariano Suassuna criou junto com você o Grupo Grial em 1997. Que falta faz Ariano Suassuna para você?
Eu gostava de mostrar a obra finalizada para Ariano, e discutir aquele material. A conversa era sempre muito maior, ele mostrava vídeos e músicas e dava muitas voltas em torno da arte almejada por nós. Este PAR, está me fazendo muita falta.

Qual a importância do Balé Popular na sua vida?
Foi minha segunda grande vivência, e sem ter passado pelo Balé Popular do Recife, eu certamente não teria chegado ao Grupo Grial.

Prêmio é importante? Por quê e para quê?
Quando uma instituição de respeito reúne pessoas conceituadas na sua área, para decidirem quem deve ganhar um prêmio pela sua obra, este prêmio tem um valor imensurável. Abre portas, chama olhares, além de confirmar que as suas escolhas estéticas reverberam de alguma forma.

Como você ultrapassou os limites territoriais e venceu o Prêmio APCA de 2013?
Os limites territoriais são ultrapassados quando acreditamos que ele não existe. Existe a dificuldade financeira, mas criamos espetáculos pensando em alcançar o mundo, então estas dificuldades diminuem.

Qual o seu pensamento em dança e como ele foi construído?
A minha primeira experiência de dança foi com Improvisação, e com o aprimoramento desta técnica, eu tive conhecimento do meu corpo e da capacidade que este corpo tem de materializar sentimentos através da qualidade dos seus movimentos. Ao vivenciar o Balé Popular, eu me joguei naquilo que, para mim, era muito mais que o movimento da dança popular, era o jogo cênico da brincadeira. Estava largada a minha jornada no universo das tradições.
Quando viajei para a França, meus estudos giravam em torno desta questão, mas eram sempre na teoria que eu evoluía. A prática deste discurso veio a se concretizar com a criação do Grupo Grial em 1997. De lá para cá, são as criações que me dão as respostas para minhas questões de construção de uma dança onde o cerne é a tradição popular. Cada criação coreográfica, uma pergunta e, certamente, 2500 respostas!

Poderia elucidar a frase de que o Grupo Grial faz criações com temas e inspirações populares trabalhadas numa chave erudita, porque isso parece um bordão.
O Grupo Grial trabalha com o UNIVERSO DAS TRADIÇÕES festivas e sagradas brasileiras. Quando adentramos nestes universos, os percebemos pelos nossos “olhos” de estrangeiros. Vivenciamos de dentro, ao mesmo tempo que ligamos uma segunda intenção que fica no alerta, “à cata” de elementos de criação contemporânea, de composição coreográfica (e tudo que ela engloba). Essa percepção pode acontecer muito rápido, como pode durar anos! Esse material (imaterial) se amalgama com nosso fazer de dança diário (estudos técnicos e teóricos), e que, juntos, ficam à serviço das nossas criações coreográficas.

Terra é um solo da Maria Paula, criação do grupo Grial que leva para a cena uma discussão densa sobre as origens do Brasil, através da metáfora da terra, do chão que pisamos. O que você acrescenta para falar de Terra.
TERRA, é também uma metáfora do homem moderno que tem se deixado roubar seus espaços (a palavra espaço significa também conquistas sociais).

O tempo traz experiência, mas deixa suas marcas no corpo, na presteza do gesto. Como criadora o que significa dançar hoje? Quais as diferenças de 20 atrás?
TODAS AS DIFERENÇAS! Antes eu colocava o vigor à serviço do que eu estava interpretando, hoje eu coloco a minha dramaturgia corporal a serviço da história.

Sempre me parece muito estranho traduzir corpo em movimento, energia, desenho coreográfico, a dança contemporânea para texto. Colocações como “O trabalho aborda temáticas como memória, tempo e transformações da nossa história” me parecem muito vagas.
Então o que significaria: “As coreografias trazem referências das manifestações populares do Nordeste transformadas em DNA para os passos de Maria Paula Costa Rêgo”?

DNA é algo que nos pertence, do que somos feitos. O Brasil tem muita dificuldade de assumir sua descendência indígena ou africana. Para a maioria de nós, somos descendentes apenas dos povos europeus!! Quando falamos que trago nos meus movimentos este DNA é que assumo a minha herança e a do lugar em que vivo, e coloco minhas criações à serviço deste norte.

Ficha técnica:
Direção: Maria Paula Costa Rêgo e Eric Valença
Intérprete: Maria Paula
Trilha sonora: Naná Vasconcelos
Figurino: Gustavo Silvestre
Luz: Luciana Raposo
Pintura de cenário: Manuel Dantas Suassuna.

Serviço
Terra – Grupo Grial de Dança
Onde:CAIXA Cultural Recife (Av. Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife, Recife/PE)
Quando: 2 a 4 e 9 a 11 de fevereiro de 2016, às 20h
Ingresso: R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia)
Bilheteria: vendas a partir das 10h do dia 1/02 (para os dias 2 a 4) e do dia 8/02 (para os dias 9 a 11)
Informações:(81) 3425-1915
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 45 minutos

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Indicados ao Prêmio Apacepe 2017

Ossos, Mascate, Alguém para fugir e Paideia são indicados a melhor montagem

Ossos; Mascate, Alguém para fugir comigo e pa(IDEIA) – Pedagogia da Libertação são indicados a melhor peça 

Depois de uma maratona de quase um mês, o 23º Janeiro de Grandes Espetáculos – Festival Internacional de Artes Cênicas de Pernambuco divulga as produções indicadas ao Prêmio Apacepe de Teatro e Dança deste ano. Os vencedores serão conhecidos na festa de entrega que ocorre na próxima sexta-feira (03/02), às 19h, no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife. Fone. 3355 3321). Não existe gratificação em dinheiro, mas as estatuetas são de grande valia para os artistas pernambucanos.

Mas para que serve um prêmio no campo das artes do espetáculo? É uma distinção, funciona para criar acontecimento midiático, incentivar novas criações, consagrar projetos ou projetar artistas individuais ou coletivos.

Anos atrás questionei a validade da premiação a Apacepe. Houve reações fortes. Hoje entendo que o teatro pernambucano precisa realçar o talento, a atuação dos artistas dentro de um determinado contexto e é também o momento de confraternizar (que às vezes funciona, às vezes não). Isso acontece no cinema, que proteja cineastas e atores e outras funções da indústria, com muito dinheiro e um concursos espalhados pelo mundo. No jornalismo os prêmios alavancam carreiras.

Mas em todas essas disputas, é fundamental pensar no perfil de quem julga. Isso vale para uma sessão num tribunal, os destinos da Lava Jato, o resultado do Oscar ou da premiação da Apacepe.

Então meus caros, o resultado é uma combinação da sensibilidade, percepção de quem viu, comparou e atribuiu um valor de prêmio. Com outros avaliadores, os resultados possivelmente seriam diferentes. 

Segue a lista dos indicados

INDICAÇÕES TEATRO ADULTO

Melhor Espetáculo
Alguém Pra Fugir Comigo – Resta 1 Coletivo de Teatro (Recife)
O Mascate, a Pé Rapada e os Forasteiros – Cia. de Artes Cínicas Com Objetos (Paulista)
Ossos – Coletivo Angu de Teatro e Atos Produções Artísticas (Recife)
pa(IDEIA) – Pedagogia da Libertação – Coletivo Grão Comum e Gota Serena (Recife)

Melhor Diretor
Analice Croccia e Quiercles Santana – Alguém Pra Fugir Comigo
Júnior Aguiar – pa(IDEIA) – Pedagogia da Libertação
Marcondes Lima – Ossos

Melhor Ator
André Brasileiro – Ossos
Diógenes D. Lima – O Mascate, a Pé Rapada e os Forasteiros
Gil Paz – Puro Lixo, o Espetáculo Mais Vibrante da Cidade
José Neto Barbosa – A Mulher Monstro
Júnior Aguiar – pa(IDEIA) – Pedagogia da Libertação

Melhor Atriz
Apenas uma indicação

Melhor Ator Coadjuvante
Arilson Lopes – Ossos
Daniel Barros – pa(IDEIA) – Pedagogia da Libertação

Melhor Atriz Coadjuvante
Não há indicação

Melhor Ator Revelação
Não há indicação

Melhor Atriz Revelação
Não há indicação

Melhor Sonoplastia ou Trilha Sonora
Juliano Muta, Leonardo Vila Nova e Tiago West – pa(IDEIA) – Pedagogia da Libertação
Katarina Menezes e Kleber Santana – Alguém Pra Fugir Comigo
Juliano Holanda – Ossos

Melhor Iluminação
Elias Mouret – Alguém Pra Fugir Comigo
Játhyles Miranda – Ossos
Júnior Aguiar – pa(IDEIA) – Pedagogia da Libertação
Natalie Revorêdo – A Rã
Natalie Revorêdo – Olhos de Café Quente

Melhor Cenário
Charles Eugênio – A Rã
Diógenes D. Lima, Gustavo Teixeira, Triell Andrade e Bernardo Júnior – O Mascate, a Pé Rapada e os Forasteiros
Marcondes Lima – Ossos
Otto Neuenschwander – Puro Lixo, o Espetáculo Mais Vibrante da Cidade

Melhor Figurino
Agrinez Melo – Histórias Bordadas em Mim
Manuel Carlos de Araújo – Puro Lixo, o Espetáculo Mais Vibrante da Cidade
Marcondes Lima – Ossos
Resta 1 Coletivo de Teatro – Alguém Pra Fugir Comigo

Melhor Maquiagem
Álcio Lins – Baba Yaga
Diógenes e José Neto Barbosa – A Mulher Monstro
Manuel Carlos de Araújo – Puro Lixo, o Espetáculo Mais Vibrante da Cidade

*Haverá três Prêmios Especiais do Júri.

Corpo de Jurados Teatro Adulto: Breno Fittipaldi, Jorge de Paula e Rita Marize
Coordenação/Produção de Corpo de Júri: Augusta Ferraz

INDICAÇÕES TEATRO PARA A INFÂNCIA

Vento Forte para Água e Sabão; Chico e Flor Contra os Monstros na Ilha do Fogo; Brinquedos & Brincadeiras e DORalice

Vento Forte; Chico e Flor Contra os Monstros na Ilha do Fogo; Brinquedos & Brincadeiras e DORalice

Melhor Espetáculo
Chico e Flor Contra os Monstros na Ilha do Fogo – Cia. Biruta de Teatro (Petrolina)
Vento Forte Para Água e Sabão – Companhia Fiandeiros de Teatro (Recife)

Melhor Diretor
André Filho – Vento Forte Para Água e Sabão
Antonio Veronaldo – Chico e Flor Contra os Monstros na Ilha do Fogo

Melhor Ator
Antonio Veronaldo – Chico e Flor Contra os Monstros na Ilha do Fogo
Tiago Gondim – Vento Forte Para Água e Sabão

Melhor Atriz
Juliene Moura – Chico e Flor Contra os Monstros na Ilha do Fogo
Daniela Travassos – Vento Forte Para Água e Sabão

Melhor Ator Coadjuvante
Ricardo Angeiras – Vento Forte Para Água e Sabão
Victor Chitunda – Vento Forte Para Água e Sabão

Melhor Atriz Coadjuvante
Geysa Barlavento – Vento Forte Para Água e Sabão
Kéllia Phayza – Vento Forte Para Água e Sabão

Ator Revelação
Não há indicação

Atriz Revelação
Beatriz Cavalcanti – Brinquedos & Brincadeiras
Gabriela Melo – Brinquedos & Brincadeiras

Melhor Sonoplastia ou Trilha Sonora
André Filho e Samuel Lira – Vento Forte Para Água e Sabão
Mateus Marques – DORalice
Moésio Belfort & Carlos Hiury – Chico e Flor Contra os Monstros na Ilha do Fogo

Melhor Iluminação
Beto Trindade – DORalice
Carlos Tiago Alves Novais – Chico e Flor Contra os Monstros na Ilha do Fogo
João Guilherme de Paula – Vento Forte Para Água e Sabão

Melhor Cenário
Antonio Veronaldo e Uriel Bezerra – Chico e Flor Contra os Monstros na Ilha do Fogo
João Denys e Manuel Carlos – Vento Forte Para Água e Sabão

Melhor Figurino
Apenas uma indicação

Melhor Maquiagem
Não há indicação

*Haverá dois Prêmios Especiais do Júri.

Corpo de Jurados Teatro Para Crianças: Ana Elizabeth Japiá, Márcia Cruz e Samuel Santos
Coordenação/Produção de Corpo de Júri: Augusta Ferraz

INDICAÇÕES DANÇA

Amor, Segundo as Mulheres de Xangô;  Enchente; Os Superficiais; e Segunda Pele

Amor, Segundo as Mulheres de Xangô; Enchente; Os Superficiais; e Segunda Pele

Melhor Espetáculo
Amor, Segundo as Mulheres de Xangô – Grupo Grial (Recife)
Enchente – Flávia Pinheiro (Recife)
Os Superficiais – Cia. Etc. (Recife)
Segunda Pele – Coletivo Lugar Comum (Recife)

Melhor Coreografia
Não há indicação

Melhor Bailarino
Apenas um indicado

Melhor Bailarina
Iara Campos – Microclima
Maria Agrelli – Segunda Pele
Marcela Felipe – Enchente
Maria Paula Costa Rêgo – Amor, Segundo as Mulheres de Xangô

Bailarino Revelação
Não há indicação

Bailarina Revelação
Não há indicação

Melhor Iluminação
Cleison Ramos – Dúvido
Luciana Raposo – Amor, Segundo as Mulheres de Xangô
Luciana Raposo – Segunda Pele

Melhor Figurino
Gustavo Silvestre – Amor, Segundo as Mulheres de Xangô
Marcondes Lima – Os Superficiais

Melhor Cenário
Não há indicação

Melhor Sonoplastia ou Trilha Sonora
Caio Lima e Hugo Medeiros – Segunda Pele
Tarsísio Resende – Amor, Segundo as Mulheres de Xangô

*Haverá dois Prêmios Especiais do Júri.

Corpo de Jurados Dança: Dielson Pessôa, Nadja Maria e Viviane Ferreira
Coordenação/Produção de Corpo de Júri: Augusta Ferraz

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O que ver no Janeiro – parte 4

Grito. Com nne Costa e Marta Guimarães. Foto: Rafael Bandeira / Divulgação

Grito. Com nne Costa e Marta Guimarães. Foto: Rafael Bandeira / Divulgação

São alarmantes os números de violência contra mulher, alguns que chegam ao homicídio. Pernambuco está entre os cinco estados que mais exercem esse tipo de brutalidade no país. Inspirado em relatos de meninas de diferentes idades, bairros e classes sociais do Recife, o espetáculo Grito discute a atuação da mulher na sociedade e o combate à violência de gênero. A peça é fruto de um ano de ações da pesquisa Ver-ter: Um olhar sobre os sentimentos periféricos, desenvolvida pelo Coletivo Soma.

Durante esse tempo, o grupo – composto pelas bailarinas Anne Costa e Marta Guimarães e pela fotógrafa Dani Neves – recolheu relatos de violência sexual e agressões diárias e com esse material criou a primeira encenação. A montagem leva a assinatura na direção da atriz e bailarina Lili Rocha e trilha sonora do pianista Vitor Araújo. Grito propõe ouvir essas falas emudecidas e refletir sobre os papeis da mulher neste século 21.

A etapa final do Janeiro de Grandes Espetáculos vira maratona mesmo, se você quiser aproveitar ao máximo a programação. São três peças nesta sexta-feira no mesmo horário, 20h. Não dá para conciliar. h(EU)stória – o tempo em transe, do Coletivo Grão Comum e Gota Serena (Recife/PE), no Teatro Arraial; Grito, do Coletivo Soma (Recife/PE), no Espaço Experimental e A Gaivota, no Teatro Barreto Júnior. Além do show com Zé da Flauta e Ave Sangria – Noite da Psicodelia Nordestina, no Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu), às 21h.

O cineasta baiano Glauber Rocha é o personagem em agonia do h(EU)stória – o tempo em transe, primeiro espetáculo da Trilogia Vermelha. A montagem do Coletivo Grão Comum e Gota Serena, tem Júnior Aguiar e Márcio Fecher no elenco.

A Gaivota é um Tchekhov. Reflete sobre criação artística e do que pode ser velho e novo no teatro, com direção de Sandra Possani e elenco do Curso de Interpretação Para Teatro do SESC Piedade (Jaboatão dos Guararapes/PE)

Dois shows compõe a Noite da Psicodelia Nordestina. Zé da Flauta lança seu primeiro CD solo, Psicoativo. E a banda Ave Sangria, apresenta O Novo Voo da Ave Sangria, que junta ritmos nordestino com o rock e a psicodelia.

SERVIÇO

Espetáculo Grito, do Coletivo Soma
Quando: Sexta (27) e sábado (28), às 20h; e domingo (29), às 19h
Onde: Espaço Experimental – Rua Tomazina, 199, Bairro do Recife
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Vendas: bilheterias do Teatro de Santa Isabel e do Espaço Experimental
Classificação etária: a partir dos 18 anos
Duração: 45 min.

h(EU)stória – o tempo em transe – Coletivo Grão Comum e Gota Serena (Recife/PE)
Onde: Teatro Arraial
Quando: Dia 27 de janeiro de 2017 (sexta-feira), às 20h
Quanto: R$: 30,00 (Inteira) | 15,00 (Meia)
Classificação etária: a partir dos 16 anos
Duração: 1h15

Zé da Flauta e Ave Sangria – Noite da Psicodelia Nordestina – Wellima Produções (Recife/PE)
Onde: Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu)
Quando: Dia 27 de janeiro de 2017 (sexta-feira), às 21h
Quanto: R$: 80,00 (Inteira) | 40,00 (Meia)
Classificação etária: a partir dos 12 anos
Duração: 40 min. (Zé da Flauta) + 20 min. (intervalo) + 1h20 (Ave Sangria) = 2h20

O diretor Marcondes Lima interpreta Estrela no espetáculo. Foto: Divulgação

Daniel Barros, Marcondes Lima, Robério Lucado e André Brasileiro em Ossos Foto: Divulgação

A melancólica história de um escritor famoso, que carrega dentro de si o peso incomensurável do abandono é exposto em Ossos. Por honra, Heleno de Gusmão precisa dar um destino digno aos restos mortais do seu amante e fazer um acerto de contas com o seu passado. Montagem do Coletivo Angu de Teatro.

Para os pequenos, tem o poético encontro entre uma bolha de sabão, Bolonhesa e o inquieto Arlindo, uma rajada de vento, para os pequenos. Vento Forte para Água e Sabão, com a Companhia Fiandeiros de Teatro (Recife/PE).

Chamado de bispo vermelho pela atitude esquerdista na época dos militares Dom Helder Camara (1909-1999), arcebispo emérito de Olinda e Recife tem muito a nos sinalizar nestes tempos de temeridades. Defensor da não-violência e de uma Igreja Católica voltada aos pobres, ele se notabilizou nos anos de 1970 e 1980, por denunciar internacionalmente os crimes de tortura no Brasil. 

Habilidoso defensor dos direitos humanos esse baixinho incomodou os ditadores e continua sendo um sinal de luz. Sob a direção de Rodrigo Mercadante e Dinho Lima Flor, que faz o papel do bispo, O Avesso do Claustro junta a biografia de Camara com a trajetória de três personagens fictícios. Um pesquisador que vai em busca de Dom Helder no Recife, uma mulher que encara um duro cotidiano em São Paulo e uma cozinheira do Rio de Janeiro.

A mais temida das bruxas eslavas, canibal é interpretada por Sônia Carvalho, da Cia. Cênicas de Repertório. Baba Yaga que clama por seu filho Olaf, faz do público confidente de uma degradada relação familiar.

Temos também Terror e Miséria no Terceiro Reich – O Delator, com Germano Haiut e Stella Maris Saldanha, encenação de José Francisco Filho. Na Alemanha nazista, o clima de desconfiança e possibilidade de traição chega a níveis tão elevados, que um casal de classe média desconfia que o filho pode ser um dedo-duro e denunciá-los junta a polícia do ditador Hitler. Obra escrita entre 1935 e 1938 pelo dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht. Qualquer associação com a realidade atual não pode ser mera coincidência.

Stereo Franz é inspirado em

Stereo Franz é inspirado em

A versão da companhia [pH2] Estado de Teatro, de São Paulo para Woyzeck, texto inacabado do alemão George Büchner é ambientada em uma espécie de bar. Em Stereo Franz, é exposto o cotidiano dos personagens enquanto uma banda toca e destaca pontos da narrativa.

Com dramaturgia de Nicole Oliveira e dirigido por Paola Lopes, a peça refaz a trajetória de Franz, um homem que não domina a sua própria língua, é obcecado por questionamentos sobre a morte, é traído pela mulher que ama, rejeitado por si mesmo e por pessoas que admira e é incapaz de argumentar qualquer coisa a seu favor.

No domingo temos uma viagem pelo São Francisco, guiada por Chico, que conhece os segredos do rio como ninguém no infantil Chico e Flor Contra os Monstros na Ilha do Fogo, da Cia. Biruta de Teatro (Petrolina/PE). A fértil criatividade do barqueiro inventa personagens e historias e sonha em reencontrar os pais que sumiram em uma noite de chuva.

Duas autoras negras falam de suas vivências. A prosa da Carolina Maria de Jesus, que foi catadora de papel e habitante da extinta favela do Canindé, e Elisa Lucinda, com uma poesia que vasculha os mistérios do feminino. O que há de injustiça social nessas vidas é bradado ora sussurrado em Olhos de Café Quente.

Viva La Vida junta o universo da pintora mexicana Frida Kahlo e a Festa de Los Muertos, utiliza referências pessoais dos atores, que contribuem com imagens-homenagens a seus mortos e discursos sobre a resistência das minorias.

SERVIÇO

Vento Forte Para Água e Sabão
Onde: Teatro Marco Camarotti (SESC Santo Amaro)
Quando: Dia 28 de janeiro de 2017 (sábado), às 16h30
Quanto: R$: 20,00 (Inteira) e 10,00 (Meia)
Classificação etária: livre
Duração: 55 min.

Ossos – Coletivo Angu de Teatro e Atos Produções Artísticas (Recife/PE)
Onde: Teatro Apolo
Quando: Dia 28 de janeiro de 2017 (sábado), às 18h
Quanto: R$: 30,00 (Inteira) e 15,00 (Meia)
Classificação etária: a partir dos 16 anos
Duração: 1h30

O Avesso do Claustro – Cia. do Tijolo (São Paulo/SP)
Onde: Teatro de Santa Isabel
Quando: Dias 28 e 29 de janeiro de 2017 (sábado e domingo), respectivamente às 20h e 18h
Quanto: R$: 60,00 (Inteira) | 30,00 (Meia
Classificação etária: a partir dos 12
Duração: 2h30

SERVIÇO
O Delator – Terror e Miséria no Terceiro Reich
Quando: sábados e domingos de janeiro, às 18h
Onde: Teatro Arraial (Rua da Aurora, 457, Boa Vista)
Classificação: 16 anos
Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia)
Informações: 3184-3057

Baba Yaga – Cênicas Cia. de Repertório (Recife/PE)
Onde: Espaço Cênicas
Quando: Dias 28 e 29 de janeiro de 2017 (sábado e domingo), respectivamente às 20h e 18h
Quanto: R$: 30,00 (Inteira) e 15,00 (Meia)
Classificação etária: a partir dos 12 anos
 Duração: 1h

Chico e Flor Contra os Monstros na Ilha do Fogo – Cia. Biruta de Teatro (Petrolina/PE)
Onde: Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu)
Quando: Dia 29 de janeiro de 2017 (domingo), às 16h30
Quanto: R$: 20,00 (Inteira) | 10,00 (Meia)
Classificação etária: livre
Duração: 50 min.

Stereo Franz – [pH2]: estado de teatro (São Paulo/SP)
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho
Quando: Dias 28 e 29 de janeiro de 2017 (sábado e domingo), respectivamente às 20h e 18h
Quanto: R$ 40,00 (Inteira) e 20,00 (Meia)
Classificação etária: a partir dos 16 anos
Duração: 1h15

Olhos de Café Quente – N’Útero de Criação e Phaelante & Phaelante Ltda. (Recife/PE)
Onde: Teatro Marco Camarotti (SESC Santo Amaro)
Quando: Dia 29 de janeiro de 2017 (domingo), às 17h e 19h
Quanto: R$: 30,00 (Inteira) e 15,00 (Meia)
Classificação etária: a partir dos 16 anos
Duração: 1h

Viva La Vida – Coletivo Multus (Recife/PE)*
*Atração convidada do Festival Estudantil de Teatro e Dança
Onde: Teatro Apolo
Quando: Dia 29 de janeiro de 2017 (domingo), às 20h
Quanto: R$: (Inteira) e 10,00 (Meia)
Classificação etária: a partir dos 14 anos
Duração: 1h

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O que ver no Janeiro – parte 3

Enchente, criação de Flávia Pinheiro, nesta quinta-feira, no Teatro Hermilo Borba Filho. Foto: Rogério Alves/Sobrado 423.

Enchente, criação de Flávia Pinheiro, no Teatro Hermilo Borba Filho. Foto: Rogério Alves/Sobrado 423.

Uma peça coreográfica inspirada na obra de Hermilo Borba Filho inevitavelmente traz uma carga política na sua poética. Enchente, inspirado em conto homônimo de HBF, é um espetáculo que deveria ser visto por toda a gente que tem preocupações com o mundo atual, pela qualidade do trabalho enquanto dança contemporânea e pela construção de sentidos que a montagem desperta, como a da crise migratória na Europa.

Em catástrofes naturais e humanas, o capitalismo faz o papel de rejeitar pessoas, a partir de sua origem, cor, conta bancária. E Enchente pulsa dessa revolta contra ações de catalogar, valorizar e menosprezar o ser humano.

Na narrativa curta de HBF, com climas surrealistas, uma mulher luta por sobreviver durante uma inundação. Ela, um morto no caixão, e os animais (cavalos, cachorro, ovelha) são surpreendidos com o dilúvio.

A diretora Flávia Pinheiro transforma as palavras do escritor pernambucano em imagens poderosas e materializa as sensações no corpo das bailarinas /performers Gardênia Coleto, Marcela Aragão e Marcela Filipe, nos gestos e movimentos, reforçados pelo vídeo e pela fúria sonora.

Nas projeções, grupos de pessoas tentam atravessar muros e são impedidas com violência por soldados, os guardiões das propriedades. O mundo está habitado pela barbárie, indiferença e intolerância.

SERVIÇO
Enchente – Flávia Pinheiro (Recife/PE)
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho
Quando: Dia 26 de janeiro de 2017 (quinta-feira), às 20h
Quanto: R$ 30,00 (Inteira) e 15,00 (Meia)
Classificação etária: a partir dos 16 anos
Duração: 45 min.

Hermila Guedes, Juliano Holanda, Marcondes Lima, Ivo Barreto e André Brasileiro

Hermila Guedes, Juliano Holanda, Marcondes Lima, Ivo Barreto e André Brasileiro

Uns são afinados, outros nem tanto, mas soltam a voz. Todos têm atitude e auto-estima para brilhar. Estou muito curiosa com Angu das Canções. Show que o músico Juliano Holanda e convidados leva ao palco as composições que ele fez para o Coletivo Angu e trilhas sonoras de outras montagens. Em 13 anos de trajetória, o grupo já montou Angu de Sangue, Rasif – Mar que Arrebenta e Ossos, com textos de Marcelino Freire; Ópera, de Newton Moreno e Essa Febre que não Passa, de Luce Pereira. 

Henrique Macedo, que criou o som de outras peças, faz participação especial. A direção musical é assinada conjuntamente por Marcondes Lima e André Brasileiro. E sobem ao palco os atores Arilson Lopes, Gheuza Sena, Hermila Guedes, Ivo Barreto, Lilli Rocha e Nínive Caldas.

O autor Marcelino Freire participa do show declamando textos de autores pernambucanos de ontem e hoje, como Miró da Muribeca, João Cabral, Bandeira e alguns de sua autoria. A proposta é mais uma provocação do Coletivo e uma celebração desses artistas.  

Serviço
Angu de Canções Coletivo Angu de Teatro (Recife/PE)
Onde: Teatro de Santa Isabel
Quando: 26 de janeiro (quinta-feira), 20h
Quanto: R$ 40 e R$ 20

Cena de A Gaivota, com turma dos formandos do Sesc de Piedade. Foto: Divulgação

Cena de A Gaivota, com turma dos formandos do Sesc de Piedade. Foto: Divulgação

Vanessinha ainda estou na dúvida entre ir ao Santa Isabel ver Angu das Canções ou seguir para o Pina para conferir o trabalho de Sandra Possani com a turma de atores do Curso de Interpretação para Teatro do Sesc Piedade. Ontem não deu para assistir porque chocava o horário com Alguém para fugir Comigo.

Mas eu adoro as peças de Anton Tchekhov. E  A Gaivota tem um sabor especial porque fala de criação, da arte inscrita tempo, de negociações, do que pode ser velho e novo no teatro. Esse universo é fascinante. E também gosto muito de ver jovens atores em cena, com o frescor de quem está descobrindo o mundo, um mundo da arte.  

A Gaivota – Curso de Interpretação Para Teatro do SESC Piedade (Jaboatão dos Guararapes/PE)
Onde: Teatro Barreto Júnior
Quando: dias 25, 26 e 27 de janeiro de 2017 (quarta, quinta e sexta-feira), 20h
Quanto: R$ 10 e R$ 5

Severinos

Severinos com Lívia Lins e Madson de Paula

João Cabral de Melo Neto, Virgulino, o Lampião e Vitalino, o artesão são personagens que sustentam as lonas do circo erguido pelo dramaturgo e diretor Samuel Santos e pela Dispersos Cia de Teatro. O espetáculo Severinos, Virgulinos e Vitalinos mergulha na história de Muriqueta e Tramboeta, figuras que sonham em descobrir o paradeiro dos pais mambembes.

O musical tem uma pegada bem jovial e mostra de forma leve a saga nordestina da seca e da fome, da violência e da criação artística nem sempre bem-compreendida.

No elenco da peça estão Lívia Lins e Madson de Paula interpretam Os atores são acompanhados pelos músicos, Danielle Sena, Tiago Nunes, Leila Chaves, Victor Chitunda, com direção musical de Chitunda e Leila.

Confira crítica:  Magia do circo para encarar vida Severina

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Segunda sessão de Alguém para fugir comigo. Foto: Ivana Moura

Alguém pra Fugir comigo, faz a segunda sessão neste Janeiro. Estreou ontem no Teatro Marco Camarotti, aplaudida com entusiasmo. Com uma estrutura dramatúrgica fragmentada, a peça explora situações em o “sujeito da vez” corre risco, toma consciência do abandono ou é vítima da violência direta – numa delegacia – ou indireta, num ônibus em que os passageiros são tratados como animais pelo sistema de exploração e ganância dos capitalistas.

Como são muitos fragmentos de textos Margareth Atwood, Harold Pinter, Louis Vauthier, Karl Marx, Gilles Chantelet, Enrique Buenaventura, Sandor Márai, Albert Camus, Bertolt Brecht, Marcelino Freire, Quiercles Santana e do próprio elenco formado por alunos-atores do Curso de Formação do Sesc de Santo Amaro, o resultado é desigual.

Montagem em que a emoção joga com as teorias do teatro numa sinalização de que no palco, o que importa mesmo é esse embate / debate / abraço criação de sentidos junto com a plateia. Com Analice Croccia, Ane Lima, Caíque Ferraz, Ludmila Pessoa, Luís Bringel, Nataly Sousa, Pollyanna Cabral e Willams Rosendo. Vale acreditar na subversão, nas urgências das questões que esses jovens atores defendem com tanta garra e talento.

SERVIÇO
Alguém Pra Fugir Comigo
Resta 1 Coletivo de Teatro (Recife/PE)
Onde: Teatro Marco Camarotti (SESC Santo Amaro)
Quando: dias 25 e 26 de janeiro de 2017 (quarta e quinta-feira), às 19h
Quanto: R$ 30,00 (Inteira) e 15,00 (Meia)
Classificação etária: a partir dos 14 anos

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Teatro das Canções

Coletivo Angu de Teatro faz show com repertório musical. Na foto, o grupo em início de carreira

Coletivo Angu de Teatro faz show com repertório musical dos espetáculos. Na foto, o grupo em início de carreira

Ivo Barreto integra o elenco do espetáculo musical e de Ossos

Ivo Barreto integra o elenco do show musical e de Ossos

A música está no nascedouro do Angu de Teatro. A trilha sonora faz parte da narrativa dos espetáculos do grupo, que usa e abusa das canções para surpreender e emocionar. E o Coletivo resolveu soltar a voz no Janeiro de Grandes Espetáculos para saudar o pessoal do som que o acompanha nessa estrada há 13 anos. Angu de Canções é uma parceria entre a trupe e o músico Juliano Holanda, compositor do roteiro musical da mais recente encenação Ossos e um dos artistas mais celebrados de Pernambuco.

Para passar em revista a trajetória, os músicos e atores vestem os figurinos de todas as montagens do Coletivo, assinadas por Marcondes Lima. A apresentação está agendada para esta quinta-feira (26), no Teatro de Santa Isabel.

As músicas dos outros espetáculos da companhia foram compostas por Henrique Macedo, que faz participação especial. Com direção musical de Marcondes Lima e André Brasileiro, o show conta com os atores Arilson Lopes, Gheuza Sena, Hermila Guedes, Ivo Barreto, Lilli Rocha e Nínive Caldas.

Marcelino Freire, autor de três peças do repertório do Angu de Teatro – Angu de Sangue, Rasif – Mar que arrebenta e Ossos – também participa da apresentação recitando textos de Miró da Muribeca, João Cabral, Bandeira e alguns de sua autoria.

Serviço
Angu de Canções Coletivo Angu de Teatro (Recife/PE)
Onde: Teatro de Santa Isabel
Quando: 26 de janeiro (quinta-feira), 20h
Quanto: R$ 40 e R$ 20

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