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Terceira semana do Festival Arte como Respiro
com dança e teatro para adultos e crianças

Camila Pitanga em Duelo, peça inspirada em Thechov Foto Renato Mangolin

Lucimélia Romão com Josefa Ambrósio de Souza e Maria Lúcia de Souza em Mil Litros de Preto: A Maré está cheia,.  Foto: Edouard Fraipont. 

Maurício Soares é Baiana Rica do Maracatu Nação Estrela Brilhante do Recife. Foto: Gabriel Albertin

Atriz Lívia Falcão como Zanoia. Foto: Reprodução do YouTube

– Salve, salve Xamãe Zanoia. Quais as novas?

Para quem não sabe ainda, essa figura é uma índia que reside em terras distantes e manda uns recadinhos para os terráqueos. E sabemos que essa turma do planetinha azul está precisado de todo tipo de ajuda, vinda de qualquer lugar do espaço.

Zanoia realiza uma vídeo-chamadas para a Terra para compartilhar saberes e melhorar as percepções desse momento. São dicas preciosas que esquecemos nas raias da corrida  capitalista. O resumo dessa 4ª ligação: omar é para lembra ao povo deste mundo que amar é uma decisão. A melhor escolha, penso. Sua benção Xamãe Zanoia!

A semana do Festival Arte como Respiro – Edição Cênicas, começa nesta fase com os Rezos da Xamãe Zanoia, quarto vídeo da série da atriz pernambucana Lívia Falcão, nesta quarta-feira, dia 2, às 20h.

O Festival reúne nessa leva 16 espetáculos contemplados no edital de emergência. De 2 a 6 de setembro (quarta-feira a domingo) estão disponíveis para serem assistidos por 24h, no site do Itaú Cultural (www.itaucultural.org.br) espetáculos completos, cenas teatrais, performances, quadros de dança e circo, para o público adulto e infanto-juvenil, registrados antes ou durante o período da quarentena.

Neste recorte podem ser vistas várias modalidades de dança – do breaking (Pediu pra Parar, Parou, de Brasília) e maracatu ( Mestre Mauricio Soares Arte e Vida) ao vogue (17 Dia #40tena) – teatro (com registro atual encenado em prédio vazio (Shakespeare Isolado), assim como registro pré-pandemia como a adaptação de Anton Tchekhov (Duelo), com Camila Pitanga no elenco) e performance que condena as mortes da população negra (Mil Litros de Preto: A Maré está cheia). As produções nasceram no Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

Breaking, comicidade e fotografia são ingredientes de Pediu pra Parar, Parou, criação coletiva dos intérpretes criadores brasilienses Júlia Maia e Mirley Allef com a alemã Viola Luba, repensado para o espaço doméstico. São três solos de dança e uma série de batalhas show com a contribuição de oito dançarinos convidados da cena breaking nacional, vindos de seis estados do país.

Os atores Cícero Neves e Patrícia Ragazzon ensaiam-apresentam-experimentam trechos de peças de Shakespeare, explorando os espaços disponíveis de um prédio vazio, numa proposta de encenação que se ajuste ao cotidiano.  Shakespeare Isolado, da Ato Espelhado Companhia Teatral, da Bahia,busca pensar a produção nas condições atuais de Isolamento social, convidando o público a um exercício de criação e imaginação.

Rezo de verdade, simplicidade e amor é a 5ª ligação: unidade, que faz parte dos Rezos da Xamãe Zanoia, personagem de Lívia Falcão, que entra no ar na quinta-feira, dia 3. Nessa chamada, ela convida todos a fazerem sua parte na grande transição e a confiar na Guiança do Amor.

Mil Litros de Preto (a maré está cheia), da artista mineira Lucimélia Romão, faz uma crítica contundente ao extermínio da juventude preta no Brasil. Para isso ela traça uma analogia dos sete litros sangue que escoam de cada corpo, enquanto a vida se esvai, e enche uma piscina de mil litros. No entendimento da artista, a necropolítica – com escolhas de corpos que devem sobreviver e dos que não-, é uma tática de guerra travada contra o povo preto.

O Híbrido é uma videoperformance criada pelo do paulista Robson Catalunha que traduz na cena suas impressões e sensações vividas durante a pandemia, como um ser em mutação. Ainda nessa linha mais pessoal e subjetiva, o o ator-dançarino Eduardo Colombo, da cidade paulista de Mogi das Cruzes, exibe VISITAÇÃO – Jornada à Natureza de si mesmo, uma série de performances e videodanças inspiradas na exuberância da Mata Atlântica.

Vem da natureza a inspiração do espetáculo Quem anda no chão, quem anda nas árvores, quem tem asas, do artista carioca Gustavo Ciríaco. O mundo à beira do colapso é visto como tragédia nesse musical distópico, encenado em um diorama em movimento. Comuns nos museus de história natural, os dioramas são reproduções realistas de paisagens.

Também para os pequenos

No fim de semana tem programação infanto-juvenil, livre de restrições etárias.
Circo Valise é teatro de formas animadas e mostra uma misteriosa elefanta que entrega a um caixeiro viajante uma pequena mala, o Circo Valise, que ele carrega consigo desde então e que guarda uma surpresa. A criação é do paulista Eduardo Salzane.

Rio 2066, da companhia carioca Guimarães Produções, tem como protagonista Hugo, que vive no ano de 2066. Nessa ficção, o avanço tecnológico convive com uma paisagem cinza e árida. Os rios estão poluídos, mas o personagem avista uma raposa e a esperança nas margens do Rio Carioca. Hugo passa a ser treinado para assumir o papel de guardião de uma floresta preservada e escondida dos homens.

Um grupo de pessoas trans conta suas histórias por meio da dança Vogue (estilo de dança que empodera e fortalece artistas LGBTQI+ do mundo todo, surgido nos 1960 pelas mãos, pernas e quadris da cena gay periférica dos Estados Unidos). 17 Dia #40tena é projeto da Luna Akira Produções, de São Paulo, que foca no uso da dança como entretenimento para essa época de transformação.

Duelo é uma adaptação de novela de Anton Tchekhov feita pela Andara Filmes sob direção de Georgette Fadel. Existe uma atmosfera de ódio crescente entre o zoólogo e o funcionário, que culmina numa luta. Narrada a partir de diversas perspectivas, Duelo, explora a tentativa dos personagens de esquecer os dias que eles perderam, para aproveitar da melhor maneira os que ainda têm para viver. O elenco é liderado por Camila Pitanga e Pascoal da Conceição.

Lá vem o Rio, é o espetáculo amazonense do Coletivo Experimental de Teatralidades que trata da relação entre a garça e a capivara. Ambientada nas águas dos rios Negro e Solimões, a história faz uma menção à parcela da população que resiste às recomendações da saúde púbica de distanciamento social devido ao Covid-19, e por sua vez insiste em práticas nada cidadãs, como a poluição do meio ambiente.

Brincadeiras, imagens e sonoridades da infância no interior, a partir do universo imaginativo, compõe O Barquinho Amarelo, dos catarinenses da Associação Eranos – Círculo de Arte. O espetáculo é baseado no livro homônimo de Iêda Dias da Silva, referência na alfabetização em escolas públicas no Brasil, nas décadas de 1970 a 1990.

Baiana Rica é o personagem que o pernambucano Mauricio Soares encarna há mais de 20 anos no Maracatu Nação Estrela Brilhante, no Recife. No quadro de dança Mestre Mauricio Soares Arte e Vida, ele expõe a sua vivência no maracatu e a influência dos saberes orais, corporais, espirituais e ancestrais na construção da figura.

A pegada da cultura e saberes populares também está presente no espetáculo A Carroça é Nossa, do grupo maranhense Xama Teatro. Quatro personagens viram o mundo no intuito de encontrar um animal perfeito para conduzir uma carroça mágica até os seus sonhos. O registro exibido foi feito em 2013, na comunidade do Renascer, zona rural de São Luís, com os artistas acolhidos, sintonizados e em exercício dialógico com os moradores que trabalham na terra.

Na segunda quinzena do mês, mais 24 obras das artes cênicas entram no ar.

PROGRAMAÇÃO, SINOPSES E SERVIÇO – SEMANA 3

Festival Arte como Respiro – Edição Cênicas
De 2 a 6 de setembro (quarta-feira a domingo)
No site do Itaú Cultural: www.itaucultural.org.br

2 de setembro, quarta-feira

Lívia Falcão em Rezos da Xamae. Foto: Divulgação

Às 20h

Para adultos: Rezos da Xamãe Zanoia – 4ª ligação: omar (PE)
De Lívia Falcão (PE)
Nesse encontro, a Xamãe Zanoia recebe uma ligação importante do invisível, que nos lembra
que amar é uma decisão.
Duração: 5 minutos
Classificação indicativa: Livre
Em www.itaucultural.org.br 
Ficha Técnica:
Palhaça, produtora, roteirista: Lívia Falcão
Direção, edição e câmera: Dea Ferraz
Câmeras adicionais (celular): Hugo Coutinho, Olga Ferrario e Lívia Falcão
Trilhas incidentais: Beto Lemos, Johann Bremer, Hugo Coutinho, Narciso Fernandes, Siba e
Gui Amabis

Pediu Pra Parar Parou Foto: Mirley Allef

Às 20h

Para adultos: Pediu pra parar, parou (DF)
De Julia Maia
O espetáculo é composto por três solos que mesclam a dança breaking, a comicidade e a fotografia, mais a apresentação de quatro Batalhas Show, com a participação especial de oito dançarinos convidados da cena breaking nacional, de seis estados diferentes.
Duração: 23 minutos
Classificação indicativa: livre
Em www.itaucultural.org.br
Ficha técnica:
Produção e Direção artística: Júlia Maia
Direção de Vídeo, Filmagem e Edição: Mirley Allef
Intérpretes Criadores: Júlia Maia, Mirley Allef e Viola Luba
Dançarinos Convidados:
Fabiana Balduina (Bgirl Fabgirl)
Lucas Ferreira (Bboy Perninha)
Isabela Gonçalves (Bgirl Itsa)
Rodnei Miranda (Bboy Ruddy)
Carolaine Navarro (Bgirl Karolzinha)
Yuri da Silva (Bboy Yuri)
João Marcos Saboia (Bboy Zulu-Fu)
Cleidson Seabra de Almeida (Bboy Kley)

Shakespeare Isolado. Foto: Divulgação

Às 20h

Para adultos: Shakespeare Isolado (BA)
De Ato Espelhado Companhia Teatral

Os atores Cícero Neves e Patricia Ragazzon experimentam Shakespeare a partir de trechos de algumas de suas peças. Ocupando um um prédio de seis apartamentos, exploram os espaços
disponíveis, ressignificando os lugares em uma proposta de encenação que se mistura ao
cotidiano. Um recorte da quarentena,
Duração: 24 minutos
Classificação indicativa: livre (recomendado a partir de 12 anos para melhor fruição da obra)
Em www.itaucultural.org.br

Ficha Técnica:
Concepção, captação de imagens e atuação: Cícero Neves e Patrícia Ragazzon
Textos: Willian Shakespeare – Seleção: Patrícia Ragazzon
Músicas: Patrícia Ragazzon
Montagem das cenas: Cícero Neves
Realização: Ato Espelhado Companhia Teatral

3 de setembro, quinta-feira

Ligação de Zanoia

Às 20h

Para adultos: Rezos da Xamãe Zanoia | 5ª ligação : unidade (PE)

Nessa ligação, a Xamãe Zanoia traz seu rezo de verdade, simplicidade e amor, e convida todes
a fazer a sua parte na grande transição e confiar na Guiança do Amor.
De Lívia Falcão (PE)
Duração: 6 minutos
Classificação indicativa: Livre
Em www.itaucultural.org.br
Ficha Técnica:
Palhaça, produtora, roteirista: Lívia Falcão
Direção, edição e câmera: Dea Ferraz
Câmeras adicionais (celular): Hugo Coutinho, Olga Ferrario e Lívia Falcão
Trilhas incidentais: Beto Lemos, Johann Bremer, Hugo Coutinho, Narciso Fernandes, Siba e Gui
Amabis

Mil Litros De Preto Foto: Edouard Fraipon

Às 20h

Para adultos: Mil litros de preto (a maré está cheia) (MG)
De Lucimélia Romão

O primeiro tiro fere, o segundo causa dificuldade de respirar e o terceiro mata! Então, para
que serve o quarto? O quinto? O sexto? O sétimo? O oitavo? O nono? E o décimo tiro? A maré
está cheia de balas e de corpos. Cheia de corpos negros atravessados pelas balas.
Transbordam dor, morte, lágrimas dos olhos das mães periféricas, que sabem que colocaram
seus filhos no mundo para serem alvejados pelo estado e pela polícia racista brasileira. É nesse
cenário estratégico de abandono que o estado mantém a população negra, em condições sub-
humanas.
Duração: 16 minutos
Classificação indicativa: 12 anos
Em www.itaucultural.org.br

Ficha Técnica:
Concepção, direção, Iluminação: Lucimélia Romão
Performer: Lucimélia Romão
Orientadora: Juliana Monteiro
Sonoplastia: Matheus Correa e Lucimélia Romão
Produtora executiva e bióloga: Liliane Crislaine
Filmagem: Priscila Natany

MIL LITROS DE PRETO: A MARÉ ESTÁ CHEIA

Uma performance que ecoa dias, uma instalação que perpetua. MIL LITROS DE PRETO. É uma performance instalação que dimensiona a mortandade do jovem negro brasileiro.

Publicado por Mil Litros De Preto em Quinta-feira, 29 de agosto de 2019

 

4 de setembro, sexta-feira

Híbrido Foto: Robson Catalunha

Às 20h

Para adultos – Abertura: O Híbrido (SP)
De Robson Catalunha

Videoperformance de um ser em mutação criada a partir de impressões, sensações e observações vividas durante quarentena. 
Duração: 5 minutos
Classificação indicativa: livre
Em www.itaucultural.org.br
Ficha Técnica:
Concepção e performance: Robson Catalunha

Às 20h

Visitacao. Foto: Divulgacao

Para adultos: VISITAÇÃO – Jornada à Natureza de si mesmo (SP)
De Eduardo Colombo

Uma série de performances e vídeodanças criadas pelo ator e dançarino Eduardo Colombo em contato com a exuberância da Mata Atlântica. O trabalho é fruto do Programa Práticas do Presente de pesquisa em artes performativas, conduzido pelo artista desde 2015, em colaboração com o músico Victor Kinjo, na SAMAUMA Residência Artística Rural, em Mogi das Cruzes (SP).
Duração: 10 minutos
Classificação indicativa: livre
Em www.itaucultural.org.br

Ficha Técnica:
Concepção e Dança: Eduardo Colombo
Assessoria Musical: Victor Kinjo
Música: Song of the Stars (Dead Can Dance/Spiritchaiser, 1996)
Produção: ÁGUA VIVA Cultura

Quem anda no chão

Às 20h

Para adultos: Quem anda no chão, quem anda nas árvores, quem tem asas (RJ)
De Gustavo Ciríaco

Quem anda no chão, quem anda nas árvores, quem tem asas, quem mora na água, assim os
povos amazônicos descrevem os seres da floresta. Na origem dos tempos, eram todos
humanos: as onças, as araras, as antas, os porcos-do-mato, os pirarucus. Depois, se
transformaram em outra coisa e viraram caça. 
Duração: 69 minutos
Classificação indicativa: livre
Em www.itaucultural.org.br
Ficha Técnica:
Concepção e direção: Gustavo Ciríaco
Assistência de direção: Priscila Maia
Performers e colaboradores: António Pedro Lopes, Fred Araújo, Isabel Zuaa, Leo Nabuco,
Luciana Fróes, Priscila Maia e Tiago Cadete
Cenografia: Dina Salem Levy e Pedro Rivera
Desenho de luz: Tomás Ribas
Operação de luz: Hermes Ericeira
Figurino: Paula Stroher
Fotos: Gustavo Ciríaco, Paula Kossatz e Diana Sandes
Vídeo: Leo Nabuco
Cameramen: Joaquim Castro e André Mantelli
Direção de produção: Anna Ladeira
Assistência de produção: Gabrielle Barbosa e Arantxa Cianfrino
Administração e realização: Curto-Circuito Produções
Patrocínio: Oi Futuro e Secretaria de Cultura de Estado do Rio de Janeiro – SEC

5 de setembro, sábado

CircoValise. Foto: Gabriel Albertini

Às 15h

Para Crianças: Circo Valise (SP)
De Eduardo Salzane

Em um tempo não muito distante, uma misteriosa elefanta encontra um caixeiro viajante e lhe
entrega uma pequena mala. Daquele dia em diante, o caixeiro carrega consigo o Circo Valise,
mas uma surpresa o espera depois de muitos anos e apresentações.
Duração: 9 minutos
Classificação indicativa: livre
Em www.itaucultural.org.br
Ficha Técnica
Criação, construção e manipulação: Eduardo Salzane

Rio 2066 Foto Ayrton

Às 15h

Para Crianças: Rio 2066 (RJ)
De A Guimaraes Produções Ltda

O ano é 2066 e tudo é desenvolvido tecnologicamente. Apesar de tanto progresso, a paisagem é cinza e árida, os mares, rios e lagos são totalmente poluídos, a atmosfera se tornou irrespirável. Quem quer respirar ar puro, beber água potável e apreciar as plantas tem de comprá-los em garrafas. Tudo pode ser comprado. Até sonhos e felicidade. Só que, por trás dessa realidade distópica, a natureza segue viva, longe da percepção das pessoas. 

Duração: 32 minutos
Classificação indicativa: Livre
Em www.itaucultural.org.br
Ficha Técnica:
Concepção e direção geral: Áurea Bicalho Guimarães
Texto: Andrea Batitucci e Gustavo Bicalho
Direção: Gustavo Bicalho e Henrique Gonçalves
Elenco: Lívia Guedes, Márcio Nascimento, Marise Nogueira e Tatá Oliveira
Produção: Kátia Camello
Cenografia: Karlla de Luca
Criação dos bonecos: Bruno Dante
Adereços de cena: Karlla de Luca e Bruno Dante
Assistente de confecção de bonecos: Cleyton Kirr
Figurino: Fernanda Sabino
Música original e som cênico: Eric Camargo
Assistente de produção: Dayse Mendonça
Operador de som: Adolfo Cruz
Contrarregra: Carlos Gil e Andre Santana Franco
Registro do Espetáculo em vídeo – Chamon Audiovisual
Imagens – Eduardo Chamon, Luís Simpson, Vitor Aguiar
Edição – Hugo Rocha
Direção e montagem – Eduardo Chamon
Legendas – STN Caption
Videografismo: Gabriela Alcoar

17 Dia Yamakasi Foto: Cintia Rizoli

Às 20h

Para adultos: 17 Dia #40tena (SP)
De Luna Akira Produções

Em tempos de #40tena, as pessoas buscam entretenimento através da dança, do trabalho,
esporte e momento de diversão. É por meio da dança Vogue que as pessoas trans estão
movimentando o corpo e mantendo a mente saudável. No vídeo, um pouco dessa história por
meio da dança.
Duração: 2 minutos
Classificação indicativa: livre
Em www.itaucultural.org.br
Ficha Técnica:
Projeto: Vogue For Live
Direção: Luna Ákira Lopes da Silva
Gravação: Ruda Almeida Silveira
Edição: Luna Ákira Lopes da Silva
Dancers: Yamakazi Velvet Zion e Luna Ákira Lopes da Silva
Modalidade: Vogue
Música: IronsHade (Kill Bill Vogue Edit)

Às 20h

Peça dirigida por Georgette Fadel. Camila Pitanga e Guilherme Calzavara. Foto: Renato Manolin 

Para adultos: Duelo (SP)
De Andara Filmes

O Duelo é uma novela narrada na perspectiva de diversas personagens reunidas no
mesmo objetivo: esquecer os dias que perderam e aproveitar da melhor forma os que ainda
têm para viver. Tchekhov coloca em confronto um funcionário e a sua jovem mulher, um
médico militar, um zoólogo de ideias radicais e um diácono dado ao riso. É nesse ambiente que
o ódio crescente entre o zoólogo e o funcionário culmina em um duelo e, consequentemente,
em uma espécie de redenção.
Duração: 120 minutos
Classificação indicativa: 14 anos
Em www.itaucultural.org.br
Ficha Técnica:
Produção: Andara Filmes e mundana companhia
Adaptação da novela de Anton Tchekhov
Elenco: Aury Porto (Ivan Laiévski), Camila Pitanga (Nadiejda Fiódorovna), Carol Badra (Mária
Bitiugova), Fredy Állan (Diácono Pobêdov), Guilherme Calzavara (Atchmiánov), Pascoal da
Conceição (Nikolai von Koren), Sergio Siviero (Fantasma de Dímov / Kirílin), Vanderlei
Bernardino (Aleksandr Samóilenko) e Rafael Matede (Serviçal Reginaldo)
Direção: Simone Elias
Co-direção e montagem: Juliana Munhoz
Produção: Andara Filmes
Produzido por: Aury Porto e Julia Bock
Fotografia: Leonardo Maestrelli, Tomaz Viola e Carol Quintanilha
Som direto: Juliano Zoppi e Tiago Bittencourt
Consultoria de áudio: Fernando Henna
Equipe do espetáculo O Duelo
Direção do espetáculo: Georgette Fadel
Assistente de Direção: Diego Moschkovich
Direção de Arte / Cenografia: Laura Vinci
Iluminação: Guilherme Bonfanti
Direção Musical: Otávio Ortega e Lucas Santtana
Operação de Som / Música ao Vivo: Otávio Ortega
Direção Vocal e Interpretativa: Lucia Gayotto
Preparação Corporal: Tarina Quelho
Figurino: Diogo Costa
Estilistas Convidados: Alexandre Herchcovitch, Paula Pinto, Lino Villaventura
Produção: Camila Pitanga e Aury Porto
Direção de Produção: Bia Fonseca e Aury Porto

6 de setembro, domingo

 

La Vem o Rio Foto Victor Lucas Olivera

Às 15h

Para crianças – Abertura: Lá vem o Rio (AM)
De Coletivo Experimental de Teatralidades

Narra a relação da garça e da capivara, representantes da fauna amazônica, no período da cheia do rio. A história, que se passa nas águas dos rios Negro e Solimões, é uma alusão aos tempos de COVID-19 em que parte da população resiste em fazer o distanciamento social na pandemia e insiste em práticas condenáveis, como a poluição do meio ambiente.
Duração: 10 minutos

Classificação indicativa: livre
Em www.itaucultural.org.br

Ficha Técnica:
Direção, Edição, Dramaturgia e Sonoplastia: Iris Brasil
Direção de Arte, Manipulação, Concepção e Dramaturgia: Victor Lucas Oliver
Manipulação e Iluminação: Matheus Fortes

Barquinho Amarelo; Foto Kamila Souza

Às 15h

Para crianças: O barquinho amarelo (SC)
De Associação Eranos – Círculo de Arte

Faz uma ponte entre gerações, traz ao público brincadeiras, imagens e sonoridades da infância no interior, atravessada por aquilo que é comum em todas as crianças: o universo imaginativo. Conta com dramaturgia livremente inspirada no livro homônimo de Iêda Dias da Silva, referência na alfabetização em escolas públicas no Brasil, nas décadas de 1970 a 1990.
Duração: 37 minutos
Classificação indicativa: Livre
Em www.itaucultural.org.br
Ficha técnica:
Direção: Leandro Maman
Elenco: Sandra Coelho e João Freitas
Dramaturgia original: Sandra Coelho e Leandro Maman
Bonecos: João Freitas e Leandro Maman
Ambientação Sonora: Hedra Rockenbach
Coreografias: Mauro Filho
Figurinos e Cenário: o Grupo
Design de projeção: Leandro Maman
Execução de figurinos: Angela Borges
Filmagem: Leonam Nagel

Mestre Mauricio Soares. Foto Rafaela Catao

Às 20h

Para adultos: Mestre Mauricio Soares Arte e Vida (PE)
De Mestre Mauricio Soares

Um pouco da vivência de Mestre Maurício Soares no Maracatu, a influência dos saberes orais,
corporais, espirituais e ancestrais na construção da personagem Baiana Rica, que interpreta para defender o Pavilhão azul e branco do Maracatu Nação Estrela Brilhante do Recife há mais de 20 anos.
Duração: 8 minutos
Classificação indicativa: livre
Em www.itaucultural.org.br
Ficha Técnica:
Roteiro, Coreografia, Cenário e Figurino: Mestre Maurício Soares
Filmagem: Joyce Ara’i Firmiano
Produção e Edição de vídeo: Renata Andrade

A Carroça e Nossa Foto: Beto Pio

Às 20h

Para adultos: A carroça é nossa (MA)
De Grupo Xama Teatro

O espetáculo foi organizado a partir das etapas de apresentação das toadas do bumba-meu-boi, no Maranhão. Nessa obra teatral, quatro personagens, Pedoca (Lauande Aires), Cecé (Renata Figueiredo), Toinha (Gisele Vasconcelos) e Joaninha (Cris Campos), partem em uma jornada em busca do animal para puxar uma carroça mágica até os seus sonhos. Durante a busca, percebem que precisam desvendar um enigma.
Duração: 60 minutos
Classificação indicativa: Livre
Em www.itaucultural.org.br
Ficha Técnica:
Dramaturgia, Encenação e Música: Lauande Aires; Elenco: Gisele Vasconcelos, Renata
Figueiredo, Lauande Aires e Cris Campos
Figurino: Cacau de Aquino
Concepção Original: Claudio Vasconcelos
Técnica: Cid Campelo
Vídeo do espetáculo na íntegra: Beto Pio
Fotografia: Márcio Vasconcelos

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Centro de Pesquisa Teatral – CPT
retoma atividades em formato digital

Legado de Antunes Filho é tema de seminário Foto: Emidio Luisi / Divulgação

A Pedra do Reino, montagem de 2006. Foto Isabel DElia / Divulgação

O escritor Ariano Suassuna e Antunes Filho na estreia d’A Pedra do Reino. Foto: Emidio Luisi / Divulgação

Última peça de Antunes, Eu Estava em Minha Casa e Esperava que a Chuva Chegasse. Foto: Matheus José Maria

Antunes dirigindo Xica da Silva, em 1988

Desde a década de 1980 que muitos aspirantes a atrizes e atores de todo Brasil sonhavam ou se arriscavam na concorrida seleção para integrar as turmas de formação do Centro de Pesquisa Teatral – CPT-Sesc. Criado em 1982 e coordenado por Antunes Filho, até a morte do encenador, em maio do ano passado, o laboratório permanente de concepções teatrais, aprendizado de atores e de dramaturgos ganhou corpo e fez história. Virou referência no Brasil e exterior. O trabalho inestimável de Antunes é destacado neste momento em que o CPT investe na expansão de ações para o digital, numa busca de ampliação de acesso.

O CPT-SESC formou mais de mil profissionais das artes cênicas entre atores, dramaturgos, cenógrafos e iluminadores e criou 46 espetáculos – Macunaíma, Antígona, Xica da Silva, A Pedra do Reino, Blanche, Eu Estava em Minha Casa e Esperava que a Chuva Chegasse, entre outros.

No material de divulgação, o diretor regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda destaca esse momento urgente de valorização do teatro. “É num mundo que exclama por autocrítica e autorreflexão que o CPT-SESC, inspirado no legado do eterno Antunes Filho e irmanado a tantas mentes talentosas, reitera a força transformadora e necessária do teatro”.

Disposta em cinco frentes, a programação, está dividida em Formação de Atores; Criação e Experimentação; Dramaturgia; Cenografia; e Memória, Acervo e Pesquisa.

As atividades começam já nesta terça-feira, 1º de setembro, e abrangem seminários, bate-papos, debates, ateliês de dramaturgia, mostras digitais do acervo, laboratórios, cursos, entre outras. Alguns profissionais que participam dessas jornadas e que nutrem ligações com o CPT são os fotógrafos Emídio Luisi, Lenise Pinheiro e Bob Sousa, as dramaturgas Silvia Gomez e Michelle Ferreira e o cenógrafo JC Serroni.

O seminário CPT 2020 é a primeira ação desta nova fase e ocorre desta terça a quinta, dias 1º, 2 e 3 de setembro, às 11h, com transmissão pelas redes do CPT-SESC. Os assuntos devem rondar o legado de Antunes e as novas perspectivas para a criação e experimentação teatrais.

Samir Yazbek, Marcio Abreu, Gabriel Villela, Bia Lessa, Christiane Jatahy e Janaina Leite participam do seminário

No primeiro dia, participam os diretores Samir Yazbek, Gabriel Villela e Bia Lessa e o diretor regional do Sesc-SP, Danilo Santos de Miranda. Na quarta-feira, dia 2, o foco é a teatralidade nos dias de hoje, com Marcio Abreu (diretor-encenador da Cia Brasileira de Teatro), Christiane Jatahy (diretora-encenadora) e Grace Passô (atriz, diretora e dramaturga). Na quinta, dia 3, encerrando o seminário está agendada a primeira edição do Diálogos e Intercâmbios, evento mensal criado para promover o intercâmbio entre diretores de coletivos ibero-americanos -, este dia com conversa entre os colombianos Rolf Abderhalden e Ximena Vargas, do Mapa Teatro, e os brasileiros Marcos Felipe (diretor da Cia Mungunzá) e Janaina Leite (pesquisadora e fundadora do Grupo XIX).

 

Outras ações

        • Videodepoimento Antunes Filho em Primeira Pessoa concedido em 2014 ao CPF – Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, entra no ar, na plataforma do Sesc Digital, no dia 9 de setembro, quarta-feira
      •  
        • De 5 de setembro a 29 de novembro, sábados e domingos, às 14h, quinzenalmente ocorre a primeira etapa do Círculo de Dramaturgia, a ser desenvolvido por sete dramaturgos convidados – entre eles Dione Carlos e Francisco Carlos. Eles conduzirão um ateliê imersivo de criação dramatúrgica, com duração de um final de semana, inspirado em seus próprios conceitos e metodologias de escrita.
      •  
        • Cenografia Contemporânea em Primeira Pessoa tem organização e mediação de Aby Cohen. A série de debates acontece de 8 de setembro a 15 de dezembro, terças-feiras, às 20h, e e vai mergulhar no pensamento cenográfico contemporâneo, seus entrecruzamentos e especificidades.
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        • No dia 14 de setembro, acontece o primeiro debate da série Círculo de Debates – Memória, Acervo e Pesquisa, A Pedra do Reino, peça baseada na obra de Ariano Suassuna, que esteve em cartaz em 2006. No primeiro encontro-preservação de acervos teatrais, estarão Chico Pelúcio, Elisabeth Azevedo e Fausto Vianna e a mediação será de Ilona Hertel. Os temas seguintes – Fotografia de Teatro, Crítica Teatral e Dramaturgia – acontecem nos dias 21, 28 de setembro e 5 de outubro.
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        • Até dezembro, ficam em cartaz mostras digitais do acervo de peças encenadas pelo CPT, com figurinos, cartas, peças gráficas e outros itens. Integram a mostra:
          de 14 de setembro a 13 de outubro A Pedra do Reino (de 2006);
          de 14 de outubro a 13 de novembro, A Hora e a Vez de Augusto Matraga (de 1986);
          de 14 de novembro a 13 de dezembro, Xica da Silva (de 1988);
          e de 10 a 31 de dezembro, Tragédias (de 2001, 2002 e 2005), acompanhadas por novos encontros que compõem o Círculo de Debates – Memória, Acervo e Pesquisa. 
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        • Uma série de minicursos individuais e complementares de iniciação às técnicas e recursos tecnológicos que podem ser empregados na criação de espetáculos online e presenciais, é a proposta dos Minicursos Laboratórios, de 15 de setembro a 5 de novembro, terças e quintas-feiras, às 19h. Entre os temas estão: Videoatuação – O uso da câmera de vídeo em cena e no ambiente virtual, com Yghor Boy; Iluminação, com Aline Santini; Ambiência Sonora, com Julia Zakia e Guile Martins; e Zoom – A Quinta Parede, com Bruno Kott. As atividades estarão conectadas ao programa do Espaço de Tecnologias e Artes do Sesc – ETA.
      •  
        • A partir do dia 16 de setembro, acontece o laboratório cênico Vagamundos coordenado pela diretora Maria Thais. Com duração de nove meses, a residência artística terá três etapas. Os primeiros encontros, virtuais, compõem o “Abrindo Terreiros” e contam com participantes de diversos saberes e fazeres. Acontecerão às quartas e quintas-feiras, às 15h e estarão abertos a todos, no canal do CPT no YouTube. A partir da segunda parte, denominada “Talhar”, um grupo inscrito e selecionado participa de um ateliê prático para criação e fabricação de estudos cênicos a partir de materiais narrativos diversos. 
        • Em Decupando Espetáculos, que acontece a partir do dia 18 de setembro, artistas que foram cocriadores nos espetáculos do CPT selecionaram trechos das obras disponíveis na plataforma do Sesc Digital para tecer comentários sobre suas participações nessas realizações. O primeiro deles é Eu Estava em Minha Casa e Esperava que a Chuva Chegasse – último espetáculo dirigido por Antunes e estreado em 2018. Entre os comentadores das peças estão Simone Mina, Suzan Damasceno, Marcos de Andrade, Raul Teixeira, Telumi Hellen, Rodrigo Mercadante e Fernanda Maia.
      •  
        • No curso livre Primeiro Recorte – Corpo, de 20 de outubro a 5 de novembro, o conhecimento de diferentes linguagens – dança, performance, ioga – amplia o corpo cênico/poético do intérprete no teatro.
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        • Ex-integrantes que participaram de processos e pesquisas no CPT e seguiram caminhos diferentes que não só o teatro, dividem suas experiências no Outras Trajetórias, vídeo que será lançado a partir de novembro.
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        • Reforçando o intercâmbio e o incentivo à circulação de informações, serão realizadas Aproximações Pedagógicas com entrevistas exclusivamente sonoras com profissionais ligados às coordenações pedagógicas das escolas de formação em teatro. Serão disponibilizados oito episódios, no período de 28 de outubro a 16 de dezembro.
      •  
        • De 7 de novembro a 19 de dezembro (sábados, às 13h, quinzenalmente), quatro mestres, ex-integrantes do CPT, participam da série Pílulas de Pesquisas Acadêmicas, na qual falarão sobre suas teses. Seus estudos tratam justamente sobre essa formação e a pesquisa acerca do trabalho de Antunes Filho e do próprio CPT.

PROGRAMAÇÃO DE ABERTURA

SEMINÁRIO CPT 2020
Atividade online no youtube.com/cptsesc
Série de três encontro: reflexão sobre o legado de Antunes Filho com as perspectivas para a criação e experimentação nas artes cênicas.

1º setembro – terça-feira, às 11h
O LEGADO DE ANTUNES FILHO
Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc-SP, recebe os diretores Samir Yazbek, Gabriel Villela e Bia Lessa para uma conversa sobra a influência de Antunes Filho no processo criativo deles.
apresentação e mediação: Sérgio Luís

2 setembro – quarta-feira, às 11h
NOVAS TEATRALIDADES E ESTRATÉGIAS PARA A EXISTÊNCIA DO TEATRO
Marcio Abreu (diretor-encenador da Cia Brasileira de Teatro), Christiane Jatahy (diretora-encenadora) e Grace Passô (atriz, diretora e dramaturga) discutem a continuidade e transformação de seus fundamentos nos novos tempos.
apresentação e mediação: Tommy Pietra

3 setembro – quinta-feira, às 11h
DIÁLOGOS E INTERCÂMBIOS
Estreia da série Diálogos e Intercâmbios – atividade mensal para promover o intercâmbio entre diretores de coletivos ibero-americanos – com a participação dos diretores Rolf Abderhalden e Ximena Vargas, do Mapa Teatro (Colômbia) e dos encenadores brasileiros Marcos Felipe, diretor da Cia Mungunzá e Janaina Leite, pesquisadora e fundadora do Grupo XIX.
apresentação e mediação: Emerson Pirola

PROGRAMAÇÃO CPT 2020

5 e 6 setembro – sábado e domingo, às 14h
UMA DRAMATURGIA – ATELIÊ DE ESCRITA
com Silvia Gomez, dramaturga e jornalista, mineira de Belo Horizonte, radicada em São Paulo desde o início dos anos 2000. Autora das peças O céu cinco minutos antes da tempestade (2008) e Mantenha fora do alcance do bebê (2015), prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) de melhor texto, entre outas.

8 setembro a 15 dezembro – terças-feiras, às 17h [quinzenalmente]
CENOGRAFIA CONTEMPORÂNEA EM PRIMEIRA PESSOA
atividade online no youtube.com/cptsesc
Coordenada por Aby Cohen, a série de oito encontros discute temas do pensamento cenográfico contemporâneo, seus entrecruzamentos e especificidades

9 de setembro – quarta-feira, às 11h
ANTUNES FILHO EM PRIMEIRA PESSOA
disponível na plataforma Sesc Digital
Registrado em 2014 pelo Centro de Produção Audiovisual do Sesc, esse depoimento em áudio revela os processos, os objetivos e os caminhos do trabalho realizado no CPT.

14 setembro a 13 outubro
A PEDRA DO REINO – coleções e acervos históricos CPT_SESC
disponível na plataforma Sesc Digital
Figurinos, objetos de cena, materiais gráficos em coleção virtual que apresenta o acervo do espetáculo A Pedra do Reino, romance homônimo de Ariano Suassuna, montado em 2006 pelo CPT/Sesc, com direção de Antunes Filho.

14 setembro – segunda-feira, às 18h
CIRCULO DE DEBATES

MEMÓRIA, ACERVO E PESQUISA – PRESERVAÇÃO DE ACERVOS TEATRAIS
atividade online no youtube.com/cptsesc
com Elisabeth Azevedo, Fausto Vianna e Chico Pelúcio
apresentação e mediação: Ilona Hertel

15 a 24 setembro – terças e quintas-feiras, às 19h
MINICURSO LABORATÓRIO – ILUMINAÇÂO

atividade online na plataforma Teams
coordenado por Aline Santini, o curso oferece iniciação à técnica e recursos tecnológicos de iluminação que podem ser empregados na criação de espetáculos online e presenciais
Inscrições a partir de 8 de setembro

Serviço
Reabertura do Centro de Pesquisa Teatral CPT_SESC
A partir de 1º de setembro de 2020
www.sescsp.org.br/cpt | instagram/cptsesc

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Encontro com o bailarino de butoh Tadashi Endo e exibição do solo Fukushima Mon Amour

Tadashi Endo em Fukushima mon amour. Foto: Reprodução do YouTube

Espetáculo fal da dor provocada pelo desastre nuclear ocorrido no Japão em 2011. Foto: Maciej Rusinek

A produtora Périplo faz um convite irresistível. Celebrar a vida do artista japonês Tadashi Endo, prestes a completar 73 anos. Além de circular pelo Brasil com espetáculos como Maboroshi, IKIRU – Réquiem para Pina Bausch, One-Nine-Four Seven e MA, Endo dirigiu peças do LUME Teatro e do Bando de Teatro de Olodum e ministrou oficinas de Butoh-MA. A proposta para este domingo, dia 30 de agosto às 19h, inclui uma conversa ao vivo entre Tadashi Endo e alguns convidados, pelo site www.periplo.com.br. E, a partir das 19h30, a transmissão por streaming do espetáculo Fukushima Mon Amour.

O bailarino Tadashi Endo sempre maravilha o público com a maestria dos seus trabalhos solos. Em Fukushima Mon Amour o artista traduz com seu corpo, gestos, movimentos a dor de uma tragédia para não esquecer. O desastre nuclear ocorrido no Japão em 2011 – um tsunami que sacudiu parte da costa do Japão e fez explodir a Central Nuclear de Fukushima – e a esperança de reconstrução alimentam o espetáculo. Mas também questiona o que o ser humano está fazendo para a preservação da vida. Endo dança a sensibilidade dos japoneses, o sentido de cooperação, a resistência e a resiliência frente aos desastres naturais. Mas também pergunta “por que o homem nunca aprende com os desastres causados por ele mesmo”.

O título do solo remete ao filme Hiroshima, mon amour (1959), do cineasta francês Alain Resnais – a história de amor de uma atriz francesa com um arquiteto japonês, após o ataque das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki. Mas a montagem não faz menção direta ao filme.

Endo reside na Alemanha desde a década de 1980. Bailarino de Butô, coreógrafo e diretor do “MAMU – Butoh Center” em Göttingen, Alemanha, ele acumula em sua carreira a sabedoria das tradições do teatro e da dança, ocidental e oriental. Kazuo Ohno (1906-2010) foi seu mestre.

Com uma trilha sonora composta pelo brasileiro Daniel Maia, a dramaturgia de Fukushima Mon Amour busca levar ao palco as sensações do impacto provocado pelo desastre (que deixou centenas de mortos e feridos, além da liberação de material radioativo) utilizando projeções como elemento cênico.

A dança Butoh-MA, trabalha com o mínimo de movimentos para alcançar elevada intensidade da expressão dos sentimentos, cultivando um equilíbrio entre energia, controle e tensão. A obra de Tadashi destaca questões essenciais do amor, da vida e da morte.

Essa programação se articula à ação da FarOFFa solidária que solicita ao público que faça doações para apoiar 14 instituições que trabalham com pessoas em situação de vulnerabilidade por conta dos efeitos da pandemia. Para obter mais informações de como doar acesse faroffasolidaria.

Em 2015, escrevi sobre Fukushima Mon Amour, ocasião em que Tadashi Endo levou o espetáculo ao Recife.
Confira a crítica!

SERVIÇO
Conversa com Tadashi Endo + exibição de Fukushima Mon Amour
Quado: 30 de agosto, às 19h
A exibição será feita pelo site e pelo YouTube da Périplo.

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Masculinidades em constantes (des)construções

O artista Elilson participa da Mostra Todos os Gêneros do Itaú Cultural com tributo ao irmão morto

Barrela, de Plínio Marcos. Foto: Marta Santos

Bola de Fogo, de Fabio Osório Monteiro. Foto Patricia Almeida

Existe uma única forma de ser homem? É claro que não!!! Mesmo que alguns insistam em assumir o papel de troglodita, esse tipo não serve mais, se é que um dia prestou. A encrenca do termo sexualidade apareceu no século 19, como aponta Foucault, n’A História da Sexualidade, portanto é um conceito que ocupa as sociedades modernas e pós-modernas. Se já houve um tempo em que a mulher era percebida como um homem invertido, ao longo desse trajeto, o masculino passou de modelo de perfeição, domínio e superioridade à crise de masculinidade. Outros corpos exigiram o protagonismo e repeito às singularidades. Muitas lutas travadas em vários campos abalaram a virilidade hegemônica do modelo macho-man.

Então, masculinidades, no plural, é o mote da sétima edição de Todos os Gêneros: Mostra de Arte e Diversidade promovida pelo o Itaú Cultural deste 24 a 30 de agosto (segunda-feira a domingo) integralmente online, no site do www.itaucultural.org.br. Essa programação gratuita reúne exibições de cenas encomendadas, peça de Plínio Marcos, rap paulistano, músicas do interior do país, dança e debates.

“Cada edição desse projeto recupera os temas das mostras anteriores para agregar outras perspectivas de existência. Nunca partimos do zero, mas de um histórico de vozes que ecoam novamente a cada edição”, defende Galiana Brasil, gerente do Núcleo de Artes Cênicas do Itaú Cultural, no material de divulgação. “Assim chegamos nesse momento de colocar em foco as tantas possibilidades de construção – e, mesmo, desconstrução – a fim de refletirmos a pluralidade de uma existência homem”.

A programação inicia com Filho Homem, uma investigação do ator carioca Bernardo de Assis nos cruzamentos entre violência, amor e a descoberta da transexualidade, na ficção que mostra dois irmãos, que foram forjados um para ser homem e o outro para ser mulher. Encerra com shows carregados da sonoridade queer. O cantor pernambucano do Agreste Ciel Santos, autodenominado brincante de saia e batom, apresenta faixas do disco Enraizado. O  rapper paulista Rico Dalasam toca músicas do recém-lançado disco Dolores Dala Guardião do Alívio.

São muitos mergulhos no universo de identidade de gênero, sexualidade, corpo e afetividade. Faz parte da programação o espetáculo Barrela, de Plínio Marcos (1935-1999), encenado pela companhia Cemitério de Automóveis, dirigida por Mário Bortolotto. A peça aproveita um fato real de um jovem preso por um pequeno delito e violentado pelos companheiros de cela.

Já em Bola de Fogo, o baiano Fábio Osório Monteiro exibe uma performance de si mesmo como baiana de acarajé, função que abraçou em 2017, inclusive contando com registro oficial na Associação Nacional das Baianas de Acarajé e Mingau, ABAM.

Oboró. Foto: Julio Ricardo

A realidade e a subjetividade de homens negros, marcadas por questões como a hipersexualização do corpo numa sociedade de estrutura racista formam as cenas de Oboró, com os atores Cridemar Aquino, Drayson Menezzes e Sidney Santiago Kuanza, gravadas especialmente para esta edição de Todos os Gêneros. Oboró tem texto de Adalberto Neto e direção de Rodrigo França.

Cenas encomendadas

Cinco artistas convidados respondem à provocação “a masculinidade que me deram e a masculinidade que criei” com cenas criadas para web.

O dramaturgo e ator paulista Ronaldo Serruya utiliza a reza tradicional judaica em homenagem aos mortos, permitida aos filhos homens da pessoa falecida, para aproximar-se desse padrão masculino judaico-cristão que o formou. Kaddish, uma Oração para os Homens que Eu Matei, manifesta a urgência de acabar com esse modelo para afirmar, diante do mundo, o seu corpo queer e portador de HIV.

O pernambucano Elilson explora a representação do número 24 usado como ofensa contra os gays na cena C(h)ancela 24. Ele ergue uma ação-tributo a um irmão, também homossexual, que se suicidou aos 24 anos. O amazonense Odacy Oliveira indaga sobre a couraça como efeito do medo e da vergonha de ser livre. Em CorazA o artista libera a musculatura e se assume.

Já o performer André Vitor Brandão, de Petrolina, Sertão de Pernambuco, discute a a construção de uma masculinidade hegemônica no sertão em Para Não Dançar em Segredo. A masculinidade se torna um princípio energético dinâmico que pode ser alterado em Nkisi Hongolô – A Divindade do Arco-Íris, do coreógrafo gaúcho Rui Moreira.

Para não dançar em segredo, de André Vitor Brandão

Debates

A mesa Masculinidades em Trânsitos vasculha a construção das masculinidades dos participantes – o jornalista gaúcho Airan Albino, que atua nos campos da cultura e das questões de identidade racial com o grupo MilTons, Lino Arruda, quadrinista transmasculino paulista e doutor em literatura com tese sobre autorrepresentação travesti/trans em zines latino-americanos, e o escritor pernambucano Marcelino Freire – numa conversa mediada por Thiago Rosenberg, produtor e editor de conteúdo do Itaú Cultural. O poeta pernambucano Miró faz uma participação especial, lendo um poema de sua autoria.

O carioca Jordhan Lessa, primeiro homem trans publicamente reconhecido da Guarda Municipal da Cidade do Rio de Janeiro, o terapeuta baiano Marcus Boaventura, que atua como facilitador de grupo de homens, e o antropólogo pernambucano Sirley Vieira, coordenador da Rede de Homens Pela Equidade de Gênero (RHEG) e do Instituto Papai participam da roda de conversa A Construção das Masculinidades. A mediação é do mineiro Guilherme Valadares, fundador do Papo de Homem, portal de conteúdo e de formação e transformação das masculinidades.

O debate Paternidades vai compartilhar as experiências do paulista Luis Baron, criador do Canal Topassado, voltado ao bem-estar e ao elevação da autoestima das pessoas LGBTQIA+ idosas; do capoeirista e bailarino pernambucano Orun Santana, filho do mestre de capoeira Meia-Noite, que criou um espetáculo solo dedicado ao pai, e o naturólogo gaúcho Tiago Koch, criador do projeto Homem Paterno, que ajuda homens que anseiam exercer a paternidade integral. A mediação é de Viviane Duarte, fundadora e CEO da iniciativa Plano Feminino e presidente do Instituto Plano de Menina.

Publicação

Uma publicação associada à mostra busca agregar, aprofundar e trazer outras perspectivas sobre a temática masculinidades em um leque de gêneros textuais. Ensaios, contos e poemas criados para o canal digital estão ilustrados com a arte do uruguaio Troche e uma HQ do quadrinista paulista Lino Arruda. Assinam os textos o escritor moçambicano Mia Couto (Um Corpo Extracorpóreo) e o paulistano Ferréz (Patriarcado no Meu Crucifixo).

O pernambucano Miró comparece com o poema Agora Recolho-me a Mim, Marcelino Freire contribui com a publicação com a prosa A Última Flor. Há ainda as reflexões sobre identidade do jornalista Airan Albino em Carnaval Não se Pula Sozinho e os pensamentos sobre o legado da figura paterna descritos pelo psicanalista carioca Tiago Mussi em A Carta (roubada) ao Pai. A jornalista e cineasta Luiza Fagá escreve em Desde a Fronteira, seu percurso por terrenos das masculinidades.

TODOS OS GÊNEROS: MOSTRA DE ARTE E DIVERSIDADE

Sétima edição
De 24 a 30 de agosto
No site do Itaú Cultural www.itaucultural.org.br

Concepção e realização: Itaú Cultural
Curadoria: Núcleo de Artes Cênicas do Itaú Cultural

PROGRAMAÇÃO, SINOPSES E SERVIÇO

24 de agosto (segunda-feira)

18h30
Cenas Teatrais – Filho Homem
Um documentário ficcional sobre as diferenças e proximidades entre dois irmãos – um criado
para ser homem e outro criado para ser mulher. Violência, amor e a descoberta da
transexualidade estão entre os temas abordados em cena.
FICHA TÉCNICA:
Concepção e atuação: Bernardo de Assis (RJ)
Duração aproximada: 10 minutos
Classificação Indicativa: não recomendada para menores de 12 anos
Interpretação em Libras

19h
Mesa de abertura – Masculinidades em trânsitos
Com Airan Albino (RS), Lino Arruda (SP) e Marcelino Freire (PE)
Mediação: Thiago Rosenberg (SP)
Duração aproximada: 60 minutos
Classificação indicativa: livre
Interpretação em Libras

25 de agosto (terça-feira)

17h
Roda de Conversa – A construção das masculinidades
Com Jordhan Lessa (RJ), Marcus Boaventura (BA) e Sirley Vieira (PE)
Mediação: Guilherme Valadares (MG)
Duração aproximada: 60 minutos
Classificação Indicativa: não recomendada para menores de 10 anos por conter diálogos
não estimulantes sobre sexo dentro de um contexto educativo
Interpretação em Libras

20h
Cenas Teatrais – Oboró
A obra expõe a realidade e a subjetividade de homens negros, marcadas por questões como
a hipersexualização do corpo e a busca por perfeição em troca de um lugar ao sol numa
sociedade de estrutura racista.
FICHA TÉCNICA:
Texto: Adalberto Neto
Direção: Rodrigo França
Atuação: Cridemar Aquino (RJ), Drayson Menezzes (RJ) e Sidney Santiago Kuanza (SP)
Produção: Fábio França e Mery Delmond
Realização: Diverso Cultura e Desenvolvimento
Duração aproximada: 40 minutos
Classificação Indicativa: não recomendada para menores de 12 anos
Interpretação em Libras

26 de agosto (quarta-feira)

17h
Roda de Conversa – Paternidades
Com Luis Baron (SP), Orun Santana (PE) e Tiago Koch (RS)
Mediação: Viviane Duarte (SP)
Duração aproximada: 60 minutos
Classificação Indicativa: livre
Interpretação em Libras

20h
Espetáculo – Bola de Fogo
Devidamente trajado, o ator e diretor Fábio Osório Monteiro prepara e frita a massa do
acarajé enquanto performa a si próprio e a outros corpos negros. O trabalho explora questões
de política, espiritualidade, memória, afeto e ancestralidade.
FICHA TÉCNICA:
Direção: Fábio Osório Monteiro (BA)
Codireção: Leonardo França
Colaboração: Jorge Alencar e Neto Machado
Produção executiva: Natália Valério
Produtor assistente/contrarregra: Gabriel Pedreira
Interpretação em Libras: Cintia Santos
Produção: Dimenti Produções Culturais
Duração aproximada: 45 minutos
Classificação indicativa: não recomendado para menores de 12 anos por conter linguagem
imprópria
Interpretação em Libras

27 de agosto (quinta-feira)

20h
Espetáculo – Barrela
Encenação do primeiro texto do dramaturgo paulista Plínio Marcos (1935-1999), a peça traz a
história real de um menino que, preso por um pequeno delito, foi violentado por
companheiros de cela – os quais, mais tarde, foram mortos por ele. O espetáculo discute o
estado de exceção que se cria em determinados ambientes e o código de conduta entre
criminosos.
FICHA TÉCNICA:
Texto: Plínio Marcos
Direção e trilha sonora: Mário Bortolotto
Elenco: Mário Bortolotto, Walter Figueiredo, Marcos Gomes, Nelson Peres, Paulo Jordão
(Rodrigo Cordeiro), André Ceccato (Marcos Amaral), Daniel Sato e Alexandre Tigano
Iluminação: Caetano Vilela
Cenário e arte do cartaz: André Kitagawa
Assistentes de direção: Marilia Medina e Gabriela Fortanell
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Fotos: Marta Santos
Duração aproximada: 55 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Interpretação em Libras

28 de agosto (sexta-feira)

20h
Cenas Encomendadas
Duração: 30 minutos no conjunto dos vídeos
Kaddish, uma Oração para os Homens que Eu Matei
Partindo da reza tradicional judaica em homenagem aos mortos, que só pode ser recitada
pelos filhos homens da pessoa falecida, Ronaldo Serruya ficcionaliza elementos
autobiográficos para abordar o modelo masculino judaico-cristão que o formou e a
necessidade de matá-lo para afirmar diante do mundo seu corpo queer e que convive com o
HIV.
FICHA TÉCNICA:
Criação, dramaturgia e atuação: Ronaldo Serruya (SP)
Direção e edição de imagens: Luiz Fernando Marques
Classificação indicativa: não recomendado para menores de 12 anos por conter linguagem
imprópria e descrição de violência
Interpretação em Libras

C(h)ancela 24
Partindo do uso recorrente no Brasil do número 24 – que remete à figura do “veado” e à
condição de ser “viado” – como xingamento contra homens gays, o artista vê essa herança
vocabular da normatividade hétero-masculina e traz na performance e texto ação-tributo que
fez aos 24 anos para um irmão, também homossexual, suicidado com a mesma idade.
FICHA TÉCNICA:
Criação e performance: Elilson (PE)
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos por conter citação de ato violento que pode causar angústia
Interpretação em Libras

29 de agosto (sábado)

20h
Cenas Encomendadas
Duração: 45 minutos no conjunto dos vídeos
Para Não Dançar em Segredo
A obra revisita memórias e construções identitárias de gênero do performer André Vitor
Brandão, abordando as problemáticas da construção de uma masculinidade hegemônica no
Sertão. O vídeo é um convite para a celebração das masculinidades na dança e um desejo de tornar manifesta a pluralidade imanente dos corpos masculinos, sobretudo aqueles que
habitam o Sertão.
FICHA TÉCNICA:
Roteiro, direção e interpretação: André Vitor Brandão (PE)
Direção de fotografia, montagem e edição: Fernando Pereira e Robério Brasileiro
Direção de arte: Ana Paula Maich
Trilha sonora original: Gean Ramos
Assessoria criativa: Jailson Lima
Produção: Alan Barbosa
Classificação indicativa: livre
Interpretação em Libras

CorazA
“A couraça era o medo e a vergonha de ser livre. Eu resolvi soltar e liberar minha musculatura
para respirar e ser o que sou!”
FICHA TÉCNICA:
Direção e interpretação: Odacy Oliveira (AM)
Auxiliar de direção: Alan Panteón
Produção e consultoria artística: Valdemir Oliveira
Iluminação: Alan Panteon e Odacy Oliveira
Cenografia: Odacy Oliveira e Alan Panteón
Filmagem: Alan Panteón
Paisagem sonora: Moncho Bunge
Classificação indicativa: livre
Interpretação em Libras

Nkisi Hongolô – A Divindade do Arco-Íris
Uma abordagem da masculinidade como um princípio energético dinâmico e que pode ser
alterado. Assim, os padrões sociais deixam de ser dados para serem construídos e formatados
pela individualidade de cada um. Hongolô é um Nkisi – uma divindade – de princípio
masculino. Está ligado às mudanças e recebe vários nomes, dependendo do seu local de culto
em terras bantus. É também Hongolô que auxilia na comunicação entre os seres humanos e as
divindades.
FICHA TÉCNICA:
Concepção: Pablo Bernardo, Ricardo Aleixo e Rui Moreira (RS)
Câmeras e atuação: Rui Moreira e Ricardo Aleixo
Concepção de design sonoro: Ricardo Aleixo
Montagem de vídeo e áudio: Pablo Bernardo
Classificação indicativa: livre
Interpretação em Libras

30 de agosto (domingo)

20h
Show
Ciel Santos (PE)
Rico Dalasam (SP)
Duração aproximada: 30 minutos
Classificação indicativa: não recomendado para menores de 16 anos por conter diálogos
sexuais e nudez velada.
Interpretação em Libras

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FarOFFa no Sofá prossegue até domingo

Ham-let, com direção de José Celso Martinez Corrêa, em montagem do Teatro Oficina

Cia. do Atores utiliza um computador portátil como instrumento de articulação cênica e de interação com o público, no espetáculo de 2009

Atriz Nena Inoue transforma o luto em luta na peça Para não morrer. Foto: Divulgação

FarOFFa no Sofá é uma verdadeira maratona de teatro, dança e performance em formato digital. A mostra começou na terça-feira (11) e segue até domingo (16), contabilizando 130 obras na programação. Há uma diversidade de gêneros e estilos, um programa afinado com a prática democrática, com o debate de ideias, com as experimentações estéticas e uso ético dessas escolhas. Trabalhos incríveis para ver ou rever.

Neste fim de semana é possível conferir gravações de espetáculos da Cia dos Atores (RJ), com Talvez; do Teatro Oficina Uzyna Uzona (SP) com Bacantes e Ham-let, do Bando de Teatro Olodum (BA) com Áfricas, da Motoserra Perfumada (SP) com Respublica, da Lia Rodrigues Companhia de Danças (RJ) com Encarnado; Companhia Brasileira de Teatro (PR) com KRUM,; Cia. Les Commediens Tropicales (SP), com (VER[ ]TER) À DERIVA, Nena Inoue, do Espaço Cênico (PR) em Para Não Morrer, Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare (RN), com Abrazo; a atriz Maria Alice Vergueiro e o Grupo Pândega (SP) em Why The Horse e muitas peças memoráveis.

Além dos espetáculos também foram disponibilizadas as gravações de mesas de debates do Ecum (Encontro Mundial das Artes Cênicas) e alguns ainda podem ser vistos como a palestra Tradições e Inovações: Artes do Espetáculo e Novas Tecnologias, com Béatrice Picon-Vallin (França).

“A FarOFFa se debruça em trajetórias, em memória, contexto de criação dos espetáculos, dos artistas, da pesquisa, um envolvimento intenso com a obra e com quem a criou”, atesta a “cuidadoria”. Gabi Gonçalves, da Corpo Rastreado. Ela diz que a cuidadoria tem investido em “não considerar esse período como um hiato, uma espera para o futuro, mas ser um tempo de valorizar os recursos digitais e considerá-los parceiros importantes e indissociáveis das obras artísticas”.

Mesmo gratuita, a mostra sugere o sistema “pague quanto puder”. A quantia arrecadada será doada às instituições #SolidarizaGoiânia (GO), Arte Salva (PR), Associação Redes de Desenvolvimento da Maré (RJ), Campo Arte Contemporânea (PI), Casa Aurora (BA), É Da Nossa Cor (SC), Em Cena Arte e Cidadania (PE), Fundo Marlene Colé / APTI – Associação de Produtores Teatrais Independentes (SP), Haja Amor – A Revolução (RJ), IBCM – Instituição Beneficente Conceição Macedo (BA), Instituto Raiz da Serra (SP), N’Zinga – Coletivo de Mulheres Negras de BH (MG), Pela Vida de Nossas Mães (RJ) e Sim! Rede Solidária (PI), que atendem pessoas em situação de extrema vulnerabilidade.

PROGRAMAÇÃO

Sala Teatro Vila Velha

14/08/20 às 18h
JULIA | Christiane Jatahy (RJ)
Teatro | 18 anos | 75 min

14/08/20 às 20:30
TALVEZ | Cia dos Atores (RJ)
Teatro | 12 anos | 40 min

Versão do Teatro Oficina Uzyna Uzona para o texto de Eurípedes . Jennifer Glass / Divulgação 

14/08/20 às 21h30
BACANTES | Teatro Oficina Uzyna Uzona (SP)
Teatro | 18 anos | 295 min

15/08/20 às 10h30
FILMINHO | Natália Mallo (SP)
Para Crianças | 60 min

15/08/20 às 12h | Maurício Florez (COL)
BOLERO
Dança | Livre | 40 min

15/08/20 às 13h
AZIRILHANTE | Flavia Melman (SP)
Teatro | 14 anos | 80 min

15/08/20 às 15h
CORPOS OPACOS | Sara Antunes (SP) e Carolina Virguez (RJ/COL)
Teatro | 12 anos | 50 min

15/08/20 às 16h30 
LOS POSIBLES | Grupo KM29 + La Unión de los Rios (ARG)
Dança | Livre | 50 min

15/08/20 às 18h
NÃO POSSO ESQU CER | Valeria Braga e Maria Ângela Ambrosis (GO)
Performance | 14 anos | 20 min

15/08/20 às 19h
CRAVO, LÍRIO E ROSA | Lume Teatro (SP)
Teatro  Livre | 90 min

15/08/20 às 22h
NEVA | Ernani Sanchez, Michelle Gonçalves, Flavia Melman, Diego Moschkocivh (SP)
Teatro | 16 anos | 70 min

16/08/20 às 11h
INIMIGOS | Cia de Feitos (SP)
Para Crianças | Livre | 55 min

Áfricas, do Bando Olodum, da Bahia. Foto: João Meirelles / Divulgação

16/08/20 às 13h30
ÁFRICAS | Bando de Teatro Olodum (BA)
Teatro | Livre | 50 min

16/08/20 às 15h
RESPUBLICA 2023 | A Motoserra Perfumada (SP)
Teatro | 18 anos | 110 min

16/08/20 às 18h
LO ÚNICO QUE NECESITA UNA GRAN ACTRIZ, ES UNA GRAN OBRA Y LAS GANAS DE TRIUNFAR | Vaca 35 (MX)
Teatro | 14 anos | 50 min

16/08/20 às 19h30
AFROLOVE | Muato (RJ)
Música | Livre | 60 min

Espetáculo de 2005 explora os múltiplos sentidos da palavra Encarnado.Foto: Sammi Landweer

16/08/20 às 20h
ENCARNADO | Lia Rodrigues Companhia de Danças (RJ)
Dança | 18 anos | 60 min

Sala Galpão Cine Horto

14/08/20 17h
ME MATO EL 24
Teatro
16 anos
90 min.
Corporación Teatriados (COL)

14/08/20 19h
PALESTRA: Música Tradicional da infância no Brasil
Livre
70 min.
Lydia Hortélio (Brasil)

14/08/20 20h30
PALESTRA: Porque eu Odeio Palhaços
Palestra
Livre
90 min.
Sue Morrisson (Canadá)

15/08/20 11h
PRESENTE! FEITO DA GENTE
Para Crianças
60 min.
Balangandança Cia (SP)

15/08/20 12h30
O FIGURANTE
Teatro
12 anos
60 min.
Teatro Voador Não Identificado (RJ)

15/08/20 14h
ANIMAL
Teatro
16 anos
80 min.
Animal
Gustavo Miranda (COL)

Parede livremente inspirada na vida e obra de Qorpo-Santo. Foto:  Helena Wolfenson / Divulgação

15/08/20 16h
PAREDE
Teatro
14 anos
110 min.
28 Patas Furiosas (SP)

15/08/20 19h
PALESTRA: Enquanto recusarmos a pagar com a ingratidão com benefícios morreremos na escravidão.
Palestra
Livre
30 min.
Adama Traoré (Mali)

15/08/20 20h
NOMES DO PAI
Teatro
12 anos
80 min.
Companhia da Memória (SP)

15/08/20 22h
LA BALADA LA P…
Teatro
18 anos
40 min.
Casa del Teatro de Medellín (COL)

16/08/20 10h
A FAMOSA INVASÃO DOS URSOS NA SICÍLIA
Para Crianças
55 min.
Companhia Delas de Teatro (SP)

16/08/20 12h
HISTÓRIAS POR TELEFONE
Para Crianças
55 min.
Companhia Delas de Teatro (SP)

16/08/20 14h
MARY E OS MONSTROS MARINHOS
Para Crianças
60 min.
Companhia Delas de Teatro (SP)

ver ter à deriva na região da Pauilsta_Foto: Mariana Chama 

16/08/20 16h
(VER[ ]TER) À DERIVA
Teatro
Livre
60 min.
Cia. Les Commediens Tropicales (SP)

16/08/20 17h30
DESVIOS TÁTICOS – ESTRATÉGICOS PARA SOBREVIVER A VIDA URBANA
Dança
Livre
30 min.
Três em Cena (GO)

16/08/20 19h
PALESTRA: Expressão como a transmissão da experiência humana

Palestra
Livre
65 min.
Viliam Docolomansky (Eslováquia)

Pesquisadora francesa especialista em Teatro, Beatrice Picon Vallin

16/08/20 20h30
PALESTRA: Tradições e Inovações: Artes do Espetáculo e Novas Tecnologias

palestra
Livre
100 min.
Béatrice Picon-Valin (França)

Sala Teat(r)o Oficina

14/08/20 17h
HYSTERIA
Teatro
18 anos
100 min.
Grupo XIX de Teatro (SP)

14/08/20 19h
PARA NÃO MORRER
Teatro
14 anos
75 min.
Nena Inoue / Espaço Cênico (PR)

14/08/20 20h30
KRÍSIS – Fragmento Hades
Teatro
16 anos
7 min.
Companhia Nova de Teatro (SP)

14/08/20 20h30
CONVERSA COM GRUPO TEAT(R)O OFICINA UZYNA UZONA
Teatro
Livre
30 min.
Teatro Oficina Uzyna Uzona (SP)

14/08/20 21h
HAM-LET
Teatro
18 anos
Ham-let
Teatro Oficina Uzyna Uzona (SP)

15/08/20 12h
QUANDO EU MORRER VOU CONTAR TUDO A DEUS
Para Crianças
60 min.
O Bonde (SP)

15/08/20 13h30
ESPÉCIE
Performance
14 anos
20 min.
Valeria Braga e Rodrigo Cunha (GO)

15/08/20 14h
PULSO
Teatro
14 anos
50 min.
VULCÃO [criação e pesquisa cênica] (SP)

15/08/20 15h
TRINDADE (a drag, o cavalo e o xaile).
Dança
16 anos
55 min.
Só Homens Cia de Dança (PI)

15/08/20 16h
SÍSIFOS
Teatro
12 anos
70 min.
Companhia Candongas e Outras Firulas (MG)

15/08/20 18h
SEGUNDA QUEDA
Teatro
16 anos
65 min.
Ave Terrena (SP)

15/08/20 20h
DEZEMBRO
Teatro
12 anos
70 min.
Ernani Sanchez, Carolina Fabri, Michelle Gonçalves, Diego Moschkocivh (SP)

15/08/20 22h
GUANABARA CANIBAL
Teatro
14 anos
80 min.
Aquela Cia (RJ)

Espetáculo do Grupo Clowns de Shakespeare, de Natal, sofreu censura na temporada na Caixa Cultural Recife

16/08/20 11h
ABRAZO
Para Crianças
50 min.
Abrazo
Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare (RN)

16/08/20 13h
CELESTE – Cosmologia de um salto
Dança
Livre
45 min.
Marina Guzzo (SP)

16/08/20 14h30
PASSAGEIROS
Teatro
12 anos
75 min.
César Gouvêa e Gustavo Miranda (SP/COL)

Habitam o mundo de KRUM seres pequenos, sem pudor na palavra, vivendo sob um teto baixo. Foto: Nana Moraes / Divulgação

16/08/20 16h
KRUM
Teatro
14 anos
100 min.
Companhia Brasileira de Teatro (PR)

16/08/20 16h
O PINTOR
Circo
LIvre
60 min.
Esio Magalhães / Barracão Teatro (SP)

16/08/20 18h
OS CORVOS
Dança
16 anos
70 min.
Luis Ferron (SP)

16/08/20 19h30
PARAÍSØ EM PEDAÇØS
Teatro
16 anos
50 min.
Cia Paraladosanjos (SP)

16/08/20 20h30
KRÍSIS – Fragmento Tirésias
Teatro
16 anos
7 min.
Companhia Nova de Teatro (SP)

A atriz Maria Alice Vergueiro, falecida recentemente, encenou o próprio enterro

16/08/20 22h
WHY THE HORSE
Teatro
14 anos
90 min.
Grupo Pândega (SP)

Ficha técnica da FarOFFa no Sofá
Cuidada e feita por: Todes
Pensada por: Corpo Rastreado e Périplo Produções
Junte de: Canal Aberto, Casarini Produções, Ecum – Encontro Mundial das Artes Cênicas, MITsp – Mostra Internacional de Teatro, Junta Festival Internacional de Dança, Trema Festival e Manga de Vento.
Equipe digital:
Alba Roque, Aline Mohamad, Ariane Cuminale, Danusa Carvalho, David Costa, Gabi Gonçalves, Gisely Alves, Graciane Diniz, Leonardo Devitto, Ludmilla Picosque, Monique Vaillé, Murilo Chevalier, Natasha Bueno, Pedro de Freitas, Ricardo Suzart, Rodrigo Fidelis, Tamara Andrade, Thaís Cris e Thaís Venitt.

 

Serviço

FarOFFa no Sofá
Abertura: 10 de agosto, a partir das 19h, com shows de Marina Mathey, Luiza Loroza e Juliana Linhares
De 11 e 16 de agosto de 2020
Onde: www.faroffa.com.br
Quanto: pague quanto quiser.
A verba será destinada às instituições #SolidarizaGoiânia (GO), Arte Salva (PR), Associação Redes de Desenvolvimento da Maré (RJ), Campo Arte Contemporânea (PI), Casa Aurora (BA), É Da Nossa Cor (SC), Em Cena Arte e Cidadania (PE), Fundo Marlene Colé / APTI – Associação de Produtores Teatrais Independentes (SP), Haja Amor – A Revolução (RJ), IBCM – Instituição Beneficente Conceição Macedo (BA), Instituto Raiz da Serra (SP), N’Zinga – Coletivo de Mulheres Negras de BH (MG), Pela Vida de Nossas Mães (RJ) e Sim! Rede Solidária (PI).
Redes sociais da FarOFFa:
Instagram: @faroffasp
Facebook: facebook.com/faroffasp

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