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Como viver plenamente? pergunta Tchekhov na montagem da cia. brasileira de teatro

O elenco é composto por Camila Pitanga (foto), Cris Larin, Edson Rocha, Josy.Anne, Kauê Persona, Rodrigo Bolzan (foto), Rodrigo Ferrarini e Rodrigo de Odé. Foto de Nana Moraes / Divulgação

A peça trata de temas recorrentes na obra de Tchekhov, como o conflito entre gerações, as transformações sociais através das mudanças internas do indivíduo, as questões do homem comum e do pequeno que existem em cada um de nós. Foto Nana Moraes / Divulgação

Por Que não Vivemos tem direção de Márcio Abreu Foto Nana Moraes

Qual o momento em que abandonamos potências pessoais? Abdicamos de sonhos? Abrimos mão da plenitude da vida? O espetáculo Por que não vivemos?, adaptação de Platonov, primeiro texto escrito pelo dramaturgo russo Anton Tchecov (1860-1904) persegue essas perguntas. A encenação da cia brasileira de teatro é a primeira montagem no Brasil desse texto identificado após a morte do autor e publicado em 1923.

Com direção de Marcio Abreu, a temporada foi interrompida em São Paulo devido à covid-19. Adaptada para o formato digital, a peça está dividida em três atos, exibidos um por dia em duas sessões diárias (11, 12 e 13 de dezembro, às 18h e às 21h), em apresentações gratuitas, com reservas pela Sympla.

“São pessoas que gostariam de estar em outro lugar, mas não fizeram nada para isso. Mostra como a trama da vida vai se desenrolando e as pessoas vão caindo na armadilha de ficar onde estão” Giovana Soar, assistente de direção.

Os atores Camila Pitanga, Cris Larin, Edson Rocha, Josy.Anne, Kauê Persona, Rodrigo Bolzan, Rodrigo Ferrarini e Rodrigo de Odé movimentam a cena de uma história que ocorre num lugar indefinido, uma propriedade rural de uma jovem viúva. Platonov, um aristocrata falido, se tornou professor por despeito e para camuflar sua revolta contra seu falecido pai e a sociedade. Bem articulado, brilhante e sedutor, ele é admirado e invejado. Seu reencontro com Sofia, um amor de juventude, reaviva seu desespero.

“É o primeiro texto de Tchekhov, um texto muito jovem, mas muito revisitado em diversos países porque tem nele o que depois vem a ser o cerne do Tchekhov”, Márcio Abreu, diretor.

Dessa galeria de personagens é possível identificar pessoas do nosso convívio. A provocação existencial é destaca de um desses encontros entre Platonov (Rodrigo dos Santos) e Sofia (Josi Lopes). Ele levanta a bola: por que não vivemos como poderíamos ter vivido?

A reunião se torna um hábito entre o grupo, e passa a acontecer todos os anos após a passagem do inverno, prolongando-se por dias. Desta vez, numa festa, determinadas tensões, até então ocultas, vêm à tona, deflagrando um conflito marcado pela pergunta-chave da peça, um dilema para uma aristocracia em decadência. Afinal, por que todos não poderiam ter sido ou vivido ou amado como desejaram certa vez?

Por que não vivemos? estreou em julho de 2019 no CCBB do Rio de Janeiro, fez temporada no CCBB Brasília no mês de setembro e no CCBB Belo Horizonte em novembro do mesmo ano. Em 2020, o espetáculo chegou a São Paulo, no Teatro Municipal Cacilda Becker, desta vez com patrocínio do Banco do Brasil e Eletrobras Furnas, mas teve sua temporada interrompida após a realização de 10 sessões.

A adaptação digital de Por que não vivemos?

As pesquisas sobre a escuta, a manipulação e detalhe do som, em especial àquele aliado às palavras, às dramaturgias – que a cia brasileira de teatro iniciou em junho de 2020 – renderam duas peças sonoras da série Escutas Coletivas: Maré, uma reação artística ao real sobre o Complexo da Maré, localizado no Rio de Janeiro, e Luto, um exercício sonoro a partir da peça Rubricas, de Israël Horovitz.

“A montagem tem um foco muito específico nas personagens femininas. São elas que causam transformação, que caminham, que querem mudanças, contravenções e que enfrentam conceitos pré-estabelecidos na sociedade da época”, Giovana Soar, assistente de direção.

Essa experiência da Escuta Coletiva é retomada no primeiro ato da transposição de Por que não vivemos? para a versão digital. Neste episódio – com duas sessões, no dia 11 de dezembro – o destaque é para o formato da ESCUTA COLETIVA, sem imagens e com a apresentação, pelo elenco, de suas personagens e relações na obra, além da “festa de reencontro”, proposta na dramaturgia de Tchekhov.

O segundo ato, dia 12 de dezembro, imprime outros significado às imagens gravadas para o espetáculo presencial, com cenas executadas ao vivo pelos atores, o que torna mais próxima a experiência realizada digitalmente.

O terceiro e último ato, programado para dia 13 de dezembro, focaliza atores e atrizes, a partir de suas casas, em super closes narrando as ações/cenas para o desfecho da peça.

Ficha Técnica
Por que não vivemos?
Da obra Platonov, de Anton Tchekhov
Direção: Marcio Abreu
Assistência de Direção: Giovana Soar e Nadja Naira
Elenco: Camila Pitanga, Cris Larin, Edson Rocha, Josy.Anne, Kauê Persona, Rodrigo Ferrarini, Rodrigo de Odé e Rodrigo Bolzan
Adaptação: Marcio Abreu, Nadja Naira e Giovana Soar
Tradução: Pedro Augusto Pinto e Giovana Soar
Direção de Produção: José Maria
Produção Executiva: Cássia Damasceno
Assistência de Produção: Leonardo Shamah
Iluminação: Nadja Naira
Trilha e efeitos sonoros: Felipe Storino
Direção de movimento: Marcia Rubin
Cenografia: Marcelo Alvarenga | Play Arquitetura
Figurinos: Paulo André e Gilma Oliveira
Direção de arte das projeções: Batman Zavareze
Edição das imagens das projeções: João Oliveira
Câmera: Marcio Zavareze
Técnico de som | projeções: Pedro Farias
Assistente de câmera: Ana Maria
Operador de Luz: Henrique Linhares e Ricardo Barbosa
Operador de vídeo: Marcio Gonçalves e Michelle Bezerra
Operador de som: Bruno Carneiro e Felipe Storino
Contrarregragem: Hevaldo Martins e Alexander Peixoto
Máscaras: José Rosa e Júnia Mello
Fotos: Nana Moraes
Programação Visual: Pablito Kucarz
Assessoria de Imprensa São Paulo: Canal Aberto
Difusão Internacional: Carmen Mehnert | Plan B
Produção: companhia brasileira de teatro
Projeto realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura
Apoio: Secretaria Municipal da Cultura
Patrocínio: Banco do Brasil e Eletrobras Furnas
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal e companhia brasileira de teatro
Direção de Produção: Giovana Soar e José Maria
Administrativo e Financeiro: Cássia Damasceno
Assistente Administrativo: Helen Kaliski

Serviço
Por que não vivemos?
Temporada Digital: 11, 12 e 13 de dezembro de 2020
Dia 11 de Dezembro – Sexta – 1º Episódio – sessões às 18h e 21h. Duração: 60 minutos
Dia 12 de Dezembro – Sábado – 2º Episódio – sessões às 18h e 21h. Duração: 30 minutos
Dia 13 de Dezembro – Domingo – 3º Episódio – sessões às 18h e 21h, seguidas de bate-papo com elenco, direção e produção sobre a obra e sua experiência digital. Duração: 90 minutos
Gênero: Comédia Dramática
Classificação indicativa: 16 anos
Grátis

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Brasil Cena Aberta Ato 2020 pulsa “porque somos fortes e vingativos como o jabuti”

(IN)JUSTIÇA, Companhia de Teatro Heliópolis, mira os meandros do sistema judiciário brasileiro

(IN)JUSTIÇA. Foto: Rick Barneschi / Divulgação

Espetáculo Still Reich, da Focus Cia de Dança. Foto Paula Kossatz / Divulgação

O chão em que se pisa, a possibilidade de ir mais longe é ponto de reflexão de Wood Steps, inspirado na vida nômade, das pessoas que moram no “mundo” e fazem de seus pés as suas casas. Wood Steps é uma das quatro coreografias do espetáculo Still Reich, da Focus Cia de Dança. O trabalho, criado a partir de músicas do compositor norte-americano Steve Reich, com direção de Alex Neoral, está na programação desta terça-feira do Brasil Cena Aberta Ato 2020, que tem versão online transmitida diretamente do Teatro Cacilda Becker.

Também nesta terça-feira, a Companhia de Teatro Heliópolis, com direção de direção de Miguel Rocha, chega forte questionando ‘o que os veredictos não revelam?’, no ensaio cênico, (In)justiça, que mira o sistema jurídico brasileiro. Na peça, o jovem Cerol pratica um crime sem querer. A partir disso, a justiça vira um caleidoscópio, de avaliações praticadas pelo judiciário ou sentenciada pela sociedade.

Essa edição especial está intensa com espetáculos de teatro e dança, encontros entre artistas e curadores internacionais, bate-papos, workshops, apresentação de novos projetos e técnicos de palco e coxia. Além de uma feira de livros online, Página Aberta, com lançamento de livros de artes cênicas e afins. Já está rolando desde hoje até sexta-feira.

O ato tem como slogan a frase “Porque somos fortes e vingativos como o jabuti”, para demonstrar o desejo de toda a cadeia produtiva das artes cênicas de continuar produzindo mesmo depois da parada por conta da pandemia de Covid-19. “Nós, profissionais das artes cênicas, seguimos tateando o desconhecido e engatinhando em modo remoto. Os últimos setes meses aceleraram o processo de imersão virtual do setor, passamos por uma espécie de batismo de choque”, diz Andrea Caruso Saturnino, a idealizadora do Brasil Cena Aberta.

Uma das principais atrações do festival são os encontros entre artistas e programadores internacionais. E um ciclo sobre técnica e tecnologia na construção da cena, workshops, apresentação de novos projetos e outros bate-papos. Todas as atrações que envolvem convidados internacionais terão tradução simultânea.

Quanto aos espetáculos, está agendada a estreia do inédito Ôma, um ex-petáculo, da companhia ultraVioleta_s, que mistura teatro com o universo dos games.

Ao todo são dez espetáculos de dança e sete de teatro, com transmissão online do vídeo via streaming seguida por bate-papos com os artistas. As montagens de dança são: Dilúvio, de Joana Ferraz (o único espetáculo que se apresenta no formato live streaming); R.A.L.E. – Realidade Apropriada Libera Evidência, de Jessé Batista; O QUE MANCHA, de Beatriz Sano e Eduardo Fukushima; Still Reich, da Focus Cia de Dança; Paradoxo, de Zanzibar Vicentino; Desvios tático-estratégicos para sobreviver à vida urbana, do Grupo Três em Cena;  Filhxs – da – Po##@! TODA, do Coletivo Calcâneos; d o l o r e s, de Loretta Pelosi; Titiksha, de Nalini Cia de Dança; e Ägô, de Cristina Moura.

As peças de teatro são: Refúgio, de Alexandre Dal Farra; (In)justiça, da Companhia de Teatro Heliópolis; Manifesto Traspofágico, de Renata Carvalho; Outros, do Grupo Galpão; Desmonte, de Girino; Ôma, um ex-petáculo”, de ultraVioleta_s; e Os uns e os outros, da Cia. Livre de Teatro.

Confira a programação completa em http://www.brasil-cenaaberta.org/

Brasil Cena Aberta Ato 2020
Quando: 2, 3 e 4 de dezembro
Quanto
Para profissionais da área: encontros e apresentação de novos projetos: ): R$35 Inscrição pelos site http://www.brasil-cenaaberta.org/

Workshops profissionais (Gratuitos para profissionais inscritos no evento)
Para público em geral: peças apresentadas online com conversas entre público e artistas custam entre R$10 e R$40 (cada um paga quanto quiser).
Espetáculo Dilúvio (via streaming ao vivo); gratuito no canal de Youtube do Brasil Cena Aberta
Palestras e mesas redondas: aberta a todos no canal de Youtube do Brasil Cena Aberta (gratuito)

Onde: Encontros profissionais, apresentação de novos projetos e workshops: Por streaming (via Zoom).
Espetáculo Dilúvio (no Teatro Cacilda Becker, via streaming ao vivo); gratuito no canal de Youtube do Brasil Cena Aberta
Espetáculos: Por streaming (via Zoom) (de R$ 10 a R$ 40).
Mesas redondas e palestras: canal de YouTube do Brasil Cena Aberta (programação gratuita)
Encontros e lançamentos de livros (programação da feira Página Aberta): canal de YouTube do Brasil Cena Aberta (programação gratuita)

 

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Para percorrer as nervuras do mundo, palestra não acadêmica com Rabih Mroue

Estreia mundial de Antes de cair procure o amparo da sua bengala, do libanês Rabih Mroue ocorre nesta segunda-feira (23), às 19h, em apresentação única e gratuita via YouTube da Complexo Sul. Foto: Bobby Rogers

O trabalho que o diretor de teatro, performer, dramaturgo e artista visual Rabih Mroué desenvolve é simplesmente apaixonante. Se pensarmos em temática ampla, ele vasculha vida e morte. Para quem cresceu atravessado pela experiência da Guerra Civil Libanesa (1975-1990), ele tem muito a questionar. E o artista nos envolve com perguntas ampliadas sobre a representação, o poder das imagens e a natureza subjetiva da história. A política contemporânea do Oriente Médio pulsa nas suas obras, que ardem de dúvidas sobre o estado da humanidade. Suas investigações sobre o estatuto das imagens e sua influência na percepção já levaram esse libanês radicado Beirute a muitos lugares do mundo. Inclusive ao Brasil. Mroué participou da MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, em 2017, com três peça Revolução em pixels (2012), Cavalgando nuvens (2013) e Tão pouco tempo (2016).

Rabih Mroué já disse que considera o teatro e as artes como a filosofia, que, talvez, não possam mudar o mundo, mas podem fabricar novas inquietações, inspirações, estímulos a novos debates. A palestra não acadêmica Antes de cair procure o amparo da sua bengala versa sobre arte e esfera pública, o que inclui um instigante diálogo sobre legitimação da arte e dos artistas e esgarça ainda mais os limites entre ficção e realidade. Quais são as fronteiras entre arte e vida quando estas se encontram fora da instituição da arte? Como um objeto de arte perde a sua definição enquanto arte, e se torna um objeto-ameaça? São instigações que desencadeiam e se entrelaçam com outras histórias, como os panfletos de aviso jogados por aviões de guerra estadunidenses em diferentes ocasiões, como os bombardeios a Hiroshima e Nagasaki (1945), a Guerra do Iraque (2003-2011) e a Guerra Civil Libanesa (1975-1990).

Com estreia internacional na Complexo Sul 2020, nesta segunda-feira, 23/11, no canal YouTube do Complexo Duplo (youtube.com/complexoduplo), Antes de cair procure o amparo da sua bengala teve como disparador um incidente que envolveu a polícia de Salzburgo, acionada para deter uma suposta ameaça aos cidadãos numa exposição de Mroué numa galeria na Áustria. A apresentação online ao vivo é em inglês com legendas em português e não ficará gravada. Após a apresentação, segue uma conversa com o artista, com tradução consecutiva, tendo como provocador o crítico de teatro e professor de filosofia Patrick Pessoa e mediação de Daniele Avila Small.

Nesta segunda edição da Complexo Sul, toda online, a reflexão e a experimentação da linguagem da palestra-performance norteiam as atividades deste ano de 2020, em novembro e dezembro.

A primeira parte da programação, ocorreu de 2 a 17 de novembro, no Palco Virtual do Itaú Cultural. A segunda parte da programação segue até 18 de dezembro, no canal do YouTube do Complexo Duplo. Esta edição da Complexo Sul conta com o Itaú Cultural, o Goethe Institut e o Consulado Geral da República Federal da Alemanha no Rio de Janeiro como realizadores.

OUTRAS AÇÕES – OFICINAS

Plataforma de intercâmbio internacional para artistas da cena, a Complexo Sul aposta na incrementação da tarefa criativa na perspectiva de que encenação, dramaturgia e pensamento crítico constituem faces de um mesmo trabalho, intrincados e interdependentes. Do Rio de Janeiro, os diretores artísticos do Complexo Duplo, Felipe Vidal e Daniele Avila Small, associados ao curador e produtor Paulo Mattos, investem em inscrever o Brasil no circuito de ações latino-americanas, para reforçar o diálogo da cultura teatral no continente.

As inscrições para os laboratórios criativos da Complexo Sul 2020 foram prorrogadas e podem ser feitas até o dia 25/11. Cada participante pode se inscrever em apenas um dos laboratórios. Os laboratórios conduzidos por Daniele Avila Small e Felipe Vidal serão realizados em português. A oficina de Andrés Castañeda, em espanhol. Em todos eles, haverá uma monitora presente para colaborar com o intercâmbio entre falantes de português e espanhol. Candidaturas podem ser feitas no site Complexo Sul – Plataforma de Intercâmbio Internacional, complexosul.com.br

Andrés Castañeda, do Mapa Teatro Laboratório de Artistas, da Colômbia. Foto: Reprodução do Facebook

SITIO SPECIFIC, UNA PUESTA ON-LINE
OFICINA ONLINE COM ANDRÉS CASTAÑEDA
Segundas e quartas das 15h às 18h, pelo Zoom
De 07.12.20 a 16.12.20

O artista interdisciplinar, ator, performer e diretor Andrés Castañeda, mestre em Teatro e Artes Vivas pela Universidade Nacional da Colômbia e integrante do Mapa Teatro Laboratório de Artistas, vai investir no site site-specific. Pode ser casa, escritório, rua, automóvel, edifício. O termo se refere a um tipo de trabalho especificamente desenhado para um lugar em particular, no qual se pretende uma interação única com o espaço. O laboratório se propõe a investigar as casas como ambientes de confinamento durante pandemia, numa condição de site specific (o banheiro, a cozinha, o quarto, a janela), para desta vez colocar estes lugares no plano da construção e da criação-poética. O trabalho será desenvolvido a partir dos textos: Espécies de espaços, de George Perec, Corpos dóceis, de Michel Foucault e O livro das passagens, de Walter Benjamin. A oficina será realizada em espanhol, com a presença de uma monitora para colaborar com o intercâmbio entre falantes de português e espanhol
Carga horária: 12 horas
Número máximo de participantes: 10
As inscrições devem ser feitas até o dia 25 de novembro pelo formulário https://forms.gle/W9vXSbypEcXEon327

Daniele Avila Small. Foto: Reprodução do Instagram

MUSEU, TEATRO E HISTÓRIA
LABORATÓRIO CRIATIVO ONLINE COM DANIELE AVILA SMALL
Encontros coletivos às terças e sextas das 10h às 12h, pelo Zoom
De 01.12.20 a 18.12.20
A crítica, pesquisadora e curadora de teatro Daniele Avila Small, Doutora em Artes Cênicas pela UNIRIO, vai ministrar o laboratório, que busca é reunir artistas de teatro para experimentar a criação na linguagem da palestra-performance, tendo como tema as relações possíveis entre teatro e história em museus. Cada participante vai criar, ao longo dos encontros, uma palestra-performance online de curta duração que aborde alguma questão relativa ao tema proposto, exercitando uma espécie de crítica historiográfica das narrativas que aparecem em museus, sítios históricos ou monumentos, bem como as teatralidades dos seus dispositivos de apresentação. O laboratório será realizado em português, com a presença de uma monitora para colaborar com o intercâmbio entre falantes de português e espanhol.
O trabalho é um desdobramento das pesquisas iniciadas com a peça Há mais futuro que passado – Um documentário de ficção, projeto idealizado por Clarisse Zarvos e Daniele Avila Small, e que tem uma filmagem disponível neste link, com opção de legendas em inglês: https://vimeo.com/210527894
Número máximo de participantes: 20
As inscrições devem ser feitas até o dia 25 de novembro pelo formulário https://forms.gle/oFnzYYJbKcHmm7eW7[/caption]

Felipe Vidal. Foto: Reprodução do Instagram

OUTROS MUNDOS
LABORATÓRIO CRIATIVO COM FELIPE VIDAL
Encontros coletivos às terças e quintas das 18h às 20h, pelo Zoom
De 01.12.20 a 17.12.20

O diretor de teatro, ator, dramaturgo, tradutor e preparador de elenco de cinema e TV Felipe Vidal vai conduzir esse laboratório para dialogar com as canções do lado B do álbum Dois da Legião Urbana, continuando a pesquisa para a obra Dois (mundos) do Complexo Duplo. A ideia é que cada participante crie, ao longo dos encontros, uma palestra-performance online de curta duração que dialogue com uma das canções do álbum. Ao final, cada integrante deverá fazer uma apresentação de até vinte minutos. Como a equipe inicial de criação de Dois (mundos) parte do elenco de Cabeça (Um documentário cênico), que é formado só por homens, esta convocatória busca parceiras criadoras mulheres, atrizes e criadoras de teatro e cinema do Brasil e de toda a América Latina. O laboratório será realizado em português, com a presença de uma monitora para colaborar com o intercâmbio entre falantes de português e espanhol.

Link para o primeiro episódio do Lado A de Dois (mundos), Daniel da cova dos leões:
https://www.youtube.com/watch?v=mn8zwrsPm7g

Esse trabalho é também um desdobramento das pesquisas iniciadas com Cabeça (um documentário cênico), espetáculo do Complexo Duplo de 2016 e que tem uma filmagem disponível neste link: https://www.youtube.com/watch?v=7uqaNUpxO6Q

Número máximo de participantes: 18
As inscrições devem ser feitas até o dia 25 de novembro pelo formulário https://forms.gle/mzZDotmYJdLYKgQx8

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Grupo 3 de Teatro comemora 15 anos com reedição de repertório online

Peça Contrações inicia celebrações de aniversário. Foto: Guto Muniz / Divulgação

A Serpente, de Nelson Rodrigues, marcou o debut do Grupo 3 de Teatro, na Casa de Cultura Laura Alvim, no Rio de Janeiro, no  dia 7 de setembro de 2005. De lá para cá, a trinca Débora Falabella, Gabriel Fontes Paiva e Yara de Novaes ergueu seis montagens teatrais, com mais de mil apresentações pelo Brasil e exterior. E não menos importante na trajetória do trio renovam-se o envolvimento, a troca de afeto, a escolha de repertório que traduz os anseios desses artistas na luta e resistência por condições melhores para a arte e para a vida.

Contrações, de 2013, inicia as celebrações virtuais do Grupo 3 de Teatro, com transmissões ao vivo gratuitas pelo aplicativo Zoom através do site do Itaú Cultural. Para hoje, os ingressos estão esgotados. As outras sessões ocorrem nos dias 13 e 20 de outubro, sempre às 20h.

Débora Falabella e Yara de Novaes interpretam uma funcionária e uma gerente de uma corporação. O assédio emocional é violento. Ai que ódio que dá da amada Yara por essa personagem. Ela trabalha minúcias de crueldade para sabotar de todas as formas sua empregada. A situação é terrível, mas a peça é incrível num trabalho magnífico das duas atrizes e da direção de Grace Passô em alta voltagem. O mundo capitalista é absolutamente cruel, não nos esqueçamos.

Com um humor nonsense, o texto do inglês Mike Bartlet apresenta esse universo coorporativo que estrangula os direitos individuais da funcionária. A trabalhadora cede, para manter o próprio emprego, e é invadida cada vez mais na sua vida privada. Faz ainda mais sentido nestes tempos de pandemia e home office. A direção de Grace modula com primor as temperaturas dessa conexão abusiva e materializa o terror da situação. Nesse formato virtual, as atrizes atuam cada uma de sua casa, filmadas por diferentes ângulos. Elas estão num “escritório on-line” e se encontram em reuniões remotas. 

Love, love, love (2016) e Neste mundo louco, nesta noite brilhante (2019), também compõem a programação comemorativa. No dia 27, às 20h, uma gravação da peça Love, love, love ganha transmissão via Zoom. Neste mundo louco, nesta noite brilhante rendeu a websérie homônima, com direção de João Wainer, a partir do espetáculo escrito por Silvia Gomez. Será lançada pela plataforma do Itaú Cultural, com episódios semanais com cerca de 30 minutos, liberados de 16 de outubro a 13 de novembro (sextas-feiras, às 18h)

Publicação online

Ainda nesta terça (6), para marcar o início da “temporada”, será lançado o catálogo digital 15 anos do Grupo 3 de Teatro da trajetória do grupo, com texto do jornalista e crítico teatral Valmir Santos. O design é da artista visual Patrícia Cividanes.

O acervo da companhia (registros fotográficos, vídeos, entrevistas, programas, catálogos e apontamentos de processos) foram a base do catálogo, que traça uma linha do tempo atravessada por histórias e ilustrações.

A trupe encenou os espetáculos A Serpente (2005) e O Amor e Outros Estranhos Rumores (2011), ambos com direção de Yara de Novaes, além de O Continente Negro (2007), dirigida por Aderbal Freire Filho, Contrações (2013), por Grace Passô, Love Love Love (2017), por Eric Lenate, e Neste Mundo Louco, Nesta Noite Brilhante (2019), de Silvia Gomez, com direção de Gabriel Fontes Paiva.

Conflitos geracionais são explorados na peça Love Love Love 

Elenco é formado por Débora Falabella, Augusto Madeira, Alexandre Ciolleti, Mateus Monteiro e Yara de Novaes

Love, love, love

Libertárias na juventude, elas são seduzidas pelo capitalista quando chegam ao período produtivo ou alcançam postos de comando. Love, love, love, também de Mike Bartlet, mete o dedo nessa ferida. De novo as corporações a interferir e sufocar nossa vida. No projeto comemorativo, será exibida a versão gravada da encenação no teatro.

Com direção de Eric Lenate, Débora e Yara dividem o palco com Augusto Madeira, Alexandre Ciolleti e Mateus Monteiro. A peça acompanha as mudanças no núcleo familiar. A história começa na noite da primeira transmissão ao vivo de TV via satélite, em 1967. Sandra, caloura na universidade, tem um encontro com Henry, mas flerta com o irmão mais novo, Kenneth. Avanço temporal. Nos anos 1990, a família de classe média é descuidada com os filhos e nem sabe porque ainda insiste num casamento falido.

A geração de paz e amor foi uma derrota para os descendentes. E é isso que a filha do casal joga na cara dos pais em 2011. Com uma estrutura familiar frágil, a violonista, antes promissora, agora frustrada, avança na acusação: “Você não alterou o mundo, você o comprou”. É… para o capitalismo tudo é mercadoria.

Neste mundo louco, nesta noite brilhante fala de violência e solidariedade. Fotos:  Joao Caldas Fº

Yara de Novaes interpreta vigia do KM 23. Foto:  Joao Caldas Fº

Yara de Novaes e Débora Falabella, Foto: Joao Caldas Fº

Vítima de estupro coletivo, uma garota delira. Naquela noite estrelada, ela recebe a ajuda de uma anja, porque elas existem. É a vigia do KM 23 de uma rodovia abandonada, que acompanha o movimento dos aviões. Se lembrarmos, a terra também vem sendo violentada. O texto de Silvia Gomez se expande para outras preocupações urgentes, do feminicídio, no trato predador do homem com o Natureza, dos abusos de poder.

Neste mundo louco, nesta noite brilhante, a websérie, foi gravada em quatro dias, na mesma sala de ensaio em que o grupo montou o espetáculo. 

Dirigida pelo fotógrafo, cineasta e documentarista João Wainer em parceria com a companhia e com apoio do Itaú Cultural, Neste Mundo Louco, Nesta Noite Brilhante, conta com episódios de aproximadamente 30 minutos, compostos da apresentação da dramaturga Silvia Gomez, cenas de ensaio, discussões do processo de mesa, além do espetáculo filmado.

Ao final de cada episódio, ocorre Conversas com Heroínas do Mundo Real: uma mulher que faz a diferencia no contemporâneo dá seu testemunho das ações para melhorar o mundo, o seu entorno. A artista paraense Berna Reale, que realiza performances para refletir sobre a violência, é a primeira convidada.

RETROSPECTIVA 15 ANOS – Sessões virtuais do Grupo 3 de Teatro

CONTRAÇÕES
Texto de Mike Bartlett, direção de Grace Passô. O assédio moral no ambiente de trabalho é explorado na peça, a partir da relação entre a gerente de uma corporação e uma funcionária. Transmissões via Zoom. Bate-papo com o grupo após a sessão. Dias 6 (esgotado), 13 e 20 de outubro, às 20h. Gratuito. Capacidade: 270 pessoas.

LOVE, LOVE, LOVE
Texto de Mike Bartlett, direção de Eric Lenate. Peça segue quase 50 anos de uma família, focalizando o contexto político-social de cada momento e revelando o impacto de cada época na vida das pessoas. Exibição via Zoom. Após a sessão, haverá bate-papo com o grupo. Dia 27 de outubro, às 20h. Gratuito. Capacidade: 270 pessoas.

NESTE MUNDO LOUCO, NESTA NOITE BRILHANTE
Texto de Silvia Gomez, direção de Gabriel Fontes Paiva e João Wainer. Enquanto aviões decolam e aterrissam em várias partes do mundo, uma garota delira, em uma rodovia abandonada, após ser violentada. Websérie em cinco episódios. Após a exibição, haverá o encontro Conversas com heroínas do mundo real. Dias 16, 23 e 30 de outubro e 6 e 13 de novembro, às 18h, no Itaú Cultural. Os episódios ficarão disponíveis até 4 de dezembro.

15 anos Grupo 3 de Teatro

FICHA TÉCNICA
Idealização: Grupo 3 de Teatro
Diretor técnico: André Prado
Assistente Administrativo: Rogerio Prudêncio
Direção de Produção: Heloisa Andersen
Gestão de Projeto: Luana Gorayeb
Coordenação Geral: Gabriel Fontes Paiva
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Artes gráficas: Patrícia Cividanes
Grupo 3 de Teatro: Débora Falabella, Gabriel Fontes Paiva e Yara de Novaes

Informações e reservas de ingressos no site do Itaú Cultural: www.itaucultural.org.br

 

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Arte como Respiro prossegue nesta semana

Luta Live, com Teuda Bara. Foto Luiza Palhares

Esta quarentena mexeu com os movimentos, deslocamentos possíveis, perspectivas de vida e imprimiu novas buscas de energia para enfrentar o período. O isolamento social e suas circunstâncias estão na essência de alguns trabalhos produzidos para a programação do Festival Arte como Respiro – Edição Cênicas, do Itaú Cultural. Entre eles estão os espetáculos Luta, da atriz mineira Teuda Bara, e Gente de Classe –Transparente, do Grupo Carmin, do Rio Grande do Norte. Ao todo, nesta edição, são 18 projetos de 10 diferentes estados, exibidos de 7 a 11 de outubro (quarta-feira a domingo), sempre às 20h.

Compõem o quadro desse bloco criações em dança, teatro, performance e circo, de artistas da Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os trabalhos ficam disponíveis no site da instituição (www.itaucultural.org.br) por 24 horas para serem assistidos virtualmente.

Entre o fechar e o abrir dos olhos. Foto Drica Rocha / Divulgação

Mulher do Fim do Mundo, da Nau de Ícaros. Foto Ale Catan / Divulgação

Rede de Pulgas, das artistas cearenses Gabriela Jardim e Lívia Soares, atravessa o circo tradicional para mostrar como as artistas autônomas estão revivendo e recriando composições cênicas em casa. A moradia também está no centro da partitura da dança Menina em Casa, da carioca Amanda Gouveia, que encontra no autocuidado uma forma de reinventar o cotidiano. A performance Entre o Fechar e o Abrir dos Olhos, de Drica Rocha, da Bahia, vai buscar sustentação na poesia, no olhar e na janela. Mulher do Fim do Mundo: Manutenção e Criação em Cena, da Cia Nau de Ícaros, de São Paulo, é Inspirada pela música homônima de Elza Soares.

Cruz Credo. Foto Esteban Bisio / Divulgação

Filho Homem. Divulgação

As questões de gênero dominam a quinta-feira, dia 8. Esmea, dos paulistas Leonardo Cuspamos e Lucas Andrade, se agarra aos vestígios depois do fim de um romance. Filho Homem, do carioca Bernardo de Assis, situa as possíveis diferenças entre dois Irmãos, um criado para ser homem e outro criado para ser mulher. As fases do luto amoroso são exploradas em #ressignifiCASA – Cozinha, do multiartista Murilo Toledo, de São Paulo, que utiliza dança, acrobacia e interpretação para expor emoções do término de um casamento homoafetivo. Cruz Credo, do Coletivo Emaranhado, do Espírito Santo, expõe as marcas das retaliações sofridas pelo corpo-vivência de um humano negro, cisgênero e gay em espaços sociais. No monólogo O Hétero, do Rio de Janeiro, a figura Fulano de Tal, criado por Zé Wendell, é um nordestino, artista, homem comum, que sai em uma jornada de autoconhecimento e aceitação de si.

O Melhor Trapezista do Mundo. Foto Allan Lira / Divulgação

Ponto De Vista De Um Palhaço.Foto Wilian Aguiar / Divulgação

A linguagem circense norteia as produções de sexta-feira, dia 9. Chàrlá Táon – O Contorcionista, do palhaço, ator e bailarino paulista André Doriana, ensina um antídoto milenar contra a dor: o riso. O Melhor Trapezista de Todo o Mundo, da gaúcha Cia Fundo Mundo, faz uma sátira aos números clássicos de acrobacia aérea. O solo Pontos de Vista de Um Palhaço do ator Daniel Warren, de São Paulo, situa a busca da personagem por ajuda em uma sessão de terapia online.

Gente de Classe do Grupo Carmin. Divulgação

Projetos pensados e criados na quarentena, que refletem sobre o digital e os novos formatos seguem na pauta de sábado (10). Um Passinho de Cada Vez, de Marzia Zambianchi e Olivia Orthof, do Distrito Federal, realizada por alunos circenses, mostra uma videodança baseada na dança carioca do passinho. Gente de Classe: Transparentes, do Grupo Carmin, do Rio Grande do Norte, investe na comicidade para expor o quadro de mãe solteira e seus dois filhos que se falam apenas por videoconferência. Uma das fundadoras do grupo Galpão, a atriz mineira Teuda Bara, ficcionaliza sua trajetória, cria imagens, conta casos e elege a luta como alegoria para o teatro e a própria vida em Luta Live.

Maré. Foto Marcondes Filho / Divulgação

As relações criadas pelo indivíduo consigo, com o mundo e com os outros fazem os elos de reflexões dos projetos exibidos domingo, dia 11. Toque de Quarentena registra em vídeo uma cena performática do casal Livia Vilela e Cezar Siqueira, que expressa a experiência do isolamento e seus efeitos nos corpos. Já O Mundo Está ao Contrário e Ninguém Reparou, de Camila Cequinel, do Paraná, chama a atenção para a ideia de que mudar de ponto de vista pode ser a solução para os problemas. Maré, do Coletivo CIDA, do Rio Grande do Norte, é uma peça coreográfica sobre o amor.

O segundo bloco da edição Cênicas de outubro acontece entre os dias  21 e  25.

SERVIÇO:
Festival Arte como Respiro – Edição Cênicas
Quando: De 7 a 11 de outubro (quarta-feira a domingo), sempre a partir das 20h
Onde: No site do Itaú Cultural: www.itaucultural.org.br
Quanto: Gratuito

*Cada espetáculo fica disponível para visualização por 24h

PROGRAMAÇÃO, SINOPSES E SERVIÇO
SEMANA 5

7 de outubro, quarta-feira

Rede de Pulgas (CE), de Gabriela Jardim
Duração: 7 minutos
Composições cênicas carregadas de ações, lembranças, inquietude provocadas pelo isolamento.
Ficha técnica:
Direção: Gabriela Jardim e Lívia Soares
Intérprete criadora: Gabriela Jardim

Menina em Casa (RJ), de Amanda Gouveia
Duração: 5 minutos
Uma mulher aproveita a quarentena para eleger o autocuidado no seu cotidiano.
Ficha técnica:
Direção, roteiro, interpretação: Amanda Gouveia
Direção de fotografia: Klaus Schmaelter
Trilha sonora: Victor Ribeiro
Montagem: Rená Tardin

Entre o Fechar e o Abrir dos Olhos (BA), de Drica Rocha
Duração: 9 minutos
Alicerçado na poesia Não Basta Abrir a Janela, de Alberto Caeiro; no olhar e na janela.
Ficha técnica:
Intérprete-criadora: Drica Rocha
Orientação: Agatha Oliveira, Clara Trigo e Marta Bezerra
Filmagem: Alexandra Martins Costa, Eduardo Senna e Jota Júnior
Filmagem da investigação em casa: Eduardo Sena
Escultora sonora: Marion Monnot
Edição de vídeo: Alexandra Martins Costa
Gravado em dezembro de 2019 no Prédio Inacabado do IHAC
Universidade Federal da Bahia – Campus Ondina

Mulher do Fim do Mundo: Manutenção e Criação em Cena (SP), da Cia Nau de Ícaros
Duração: 65 minutos
Inspirado pela música de Elza Soares, espetáculo aponta para a criação de novos modos de existência.
Ficha técnica:
Criação e concepção: Erica Rodrigues e Letícia Olomidará Doretto
Cocriadoras: todas as mulheres visíveis e invisíveis que encontramos nesse processo
Direção colaborativa: Roberto Alencar, Dani Lima e Marco Vettore
Figurino: Chris Aizner
Trilha sonora: Simone Sou e Gustavo Souza
Cenografia: André Cortez
Iluminação: Wagner Freire
Fotos: Alexandre Catan
Design gráfico: Naná Mendes da Rocha e Maria Cau Levy
Vídeo: Bruta Flor Filmes
Preparação corporal (workshops): Vera Passos, Miriam Druwe, Henrique Lima, Roberto Alencar
Produção artística: Junior Guimarães
Operação de som: Celso Reeks
Operação de luz e direção geral: Marco Vettore
Administração: Álvaro Barcellos

8 de outubro, quinta-feira

Esmea (SP), de Lucas Andrade
Duração: 6 minutos
Em completo estado de solidão, personagem relembra momentos de amor ao reler cartas antigas.
Ficha técnica:
Com Leonardo Cuspamos e Lucas Andrade

Filho Homem (RJ), de Bernardo de Assis
Duração: 10 minutos
Sinopse:
Documentário ficcional investiga as repercussões entre dois irmãos: um criado para ser homem e outro para ser mulher.
Ficha técnica:
Concepção e atuação: Bernardo de Assis

#ressignifiCASA – Cozinha (SP), de Murilo Toledo
Duração: 11 minutos
Fim de um casamento homoafetivo, marcado por padrões heterocisnormativos e processo de cura.
Ficha técnica:
Com Murilo Toledo

Cruz Credo (ES), de Coletivo Emaranhado
Duração: 15 minutos
Sinopse:
O corpo-vivência de um humano negro, cisgênero, gay, que sofre retaliações dos espaços sociais.
Ficha técnica:
Direção de produção e Coreográfica: Maicom Souza
Intérprete-criador/Bailarino: Ricardo Reis
Arte gráfica: Wendel Alexandre
Iluminação: Léia Rodrigues
Organização: Coletivo Emaranhado e Bule

O Hétero (RJ), de Zé Wendell
Duração: 40 minutos
Monólogo que conta com humor a história de Fulano de Tal, nordestino, artista e sonhador.
Ficha técnica:
Da Filmagem:
Autoria, atuação, direção de produção e edição vídeo no celular: Zé Wendell
Filmagem e operação de trilha sonora: Andrea Menezes
Do Espetáculo:
Texto e atuação: Zé Wendell
Direção: Alice Steinbruck
Direção de produção: Zé Wendell
Produção executiva: Andrea Menezes
Iluminação: Ana Luzia de Simoni
Figurino: Ticiana Passos
Cenário: Mina Quental
Visagismo: Márcio Mello
Direção musical: Marcelo Alonso Neves
Programação visual: André Senna
Assessoria de imprensa: Marrom Glacê Assessoria – Gisele Machado & Bruno Morais

9 de outubro, sexta-feira

Chàrlá Táon – O Contorcionista (SP), de André Doriana
Duração: 6 minutos
O palhaço faquir Chàrlá procura a partir de seu corpo não-engenhoso, compreender as leis da natureza e o que são a pele, o medo, a carne, a alegria, as articulações, o encantamento e a respiração.
Ficha técnica:
Roteiro, direção e atuação: André Doriana
Fotografia e edição: Ana Tardivo Alves
Provocações: Fernando Borges

O Melhor Trapezista de Todo o Mundo (RS), de Cia Fundo Mundo
Duração: 7 minutos
As coisas não saem como planejado no show do autointitulado o melhor trapezista de todos os tempos.
Ficha técnica:
Elenco: Noam Scapin
Criação: Noam Scapin
Produção e assistência: Lui Castanho

Pontos de Vista de Um Palhaço (SP), de Daniel Warren
Duração: 45minutos
Um palhaço busca ajuda numa sessão de terapia online. Adaptação teatral do romance homônimo do alemão Heinrich Boll (1917-1985).
Ficha técnica:
Concepção artística: Maristela Chelala e Daniel Warren
Texto original: Ansichten Eines Clown, de Heinrich Boll
Dramaturgia e direção: Maristela Chelala
Elenco: Daniel Warren
Preparação e técnicas de Palhaço: Esio Magalhães
Iluminação e cenografia: Marisa Bentivegna
Figurino: Carol Badra
Trilha sonora: Frederico Vasconcelos
Operador som e luz: Andrea Dupré
Cenotécnico: Cesar Resende Santana
Assistente de cenografia: Amanda Vieira
Fotos: Ligia Jardim/Willian Aguiar
Assessoria de imprensa: Juliana Araújo e Ivan Marsiglia
Programação visual: Phillipe Marks
Produção: Fenetre Produções

10 de outubro, sábado

Um Passinho de Cada Vez (DF), de Marzia Zambianchi e Olivia Orthof
Duração: 2 minutos
Videodança realizada por alunos circenses a partir da dança carioca do passinho durante a pandemia.
Ficha técnica:
Produção e edição: Olivia Orthof
Dança: Marzia Zambianchi e Olivia Orthof
Participação especial: Davide Milani
Câmera: Fillipe Rufino
Trilha: Dj Seduty -Violão Dançante

Gente de Classe: Transparentes (RN), do Grupo Carmin
Duração: 19 minutos
Num condomínio de classe média, moram uma mãe solteira e seus dois filhos, que se falam apenas por videoconferência, ainda que estejam na mesma casa. A cena é um trecho cômico do futuro espetáculo do Grupo Carmin.
Ficha técnica:
Diretor: Pedro Fiuza
Texto: Henrique Fontes e Pablo Capistrano
Atores: Quitéria Kelly, Mateus Cardoso, Robson Medeiros
Editor de vídeo: Juliano Barreto
Produção: Mariana Hardi
Assistente de direção: Tereza Duarte

Luta Live (MG), de Teuda Bara
Duração: 57 minutos
Desenvolvido a partir do espetáculo Luta, criado com e para Teuda Bara e baseado em suas memórias e particularidades como atriz.
Ficha técnica:
Solo de Teuda Bara
Concepção e edição: João Santos
Comentários em vídeo: Teuda Bara, Cléo Magalhães, João Santos e Marina Viana
Direção e intervenções cênicas: Cléo Magalhães, João Santos e Marina Viana
Dramaturgia: Cléo Magalhães, João Santos e Marina Viana a partir de relatos de Teuda Bara
Colaboração Artística: Marta Aurélia
Iluminação: Marina Arthuzzi e Rodrigo Marçal
Cenografia: Taísa Campos
Figurino: Cléo Magalhães
Filmagem: Byron O’Neill
Vídeos: Pedro Estrada e Lucas Calixto
Vídeo mapping: Fabiano Lana
Trilha original: Barulhista
Fotos: Luiza Palhares
Produção executiva: Beatriz Radicchi

11 de outubro, domingo

Toque de Quarentena (SP), de Livia Vilela
Duração: 4 minutos
O casal Livia Vilela e Cezar Siqueira realizou e registrou em vídeo uma cena performática que expressa, através do movimento, a experiência do isolamento e seus efeitos sobre os corpos.
Ficha técnica:
Idealização, intérpretes, edição e trilha sonora: Livia Vilela e Cezar Siqueira

O Mundo Está ao Contrário e Ninguém Reparou (PR), de Camila Cequinel
Duração: 4 minutos
Criado e gravado em sua residência em um único dia, o trabalho é um possível embrião do seu novo espetáculo.
Ficha técnica:
Criação e elenco: Camila Cequinel
Filmagem e direção: João Ricardo Rocha
Contra-regra: Ravilson Cequinel

Maré (RN), de Coletivo CIDA
Duração: 40 minutos
Uma metáfora sobre a modificação, os vários níveis, as intensidades e profundidades do amor, esse sentimento tão complexo.
Ficha técnica:
Coreografia e direção: René Loui e Rozeane Oliveira
Artistas convidados: Álvaro Dantas, André Rosa, Gabriela Gorges
Produção geral: René Loui
Produção executiva: Arthur Moura
Assistente de produção: Raquel Lucena
Registro de vídeo: Eduardo Pinheiro / Estúdios Megafone
Sonorização: Paulo de Oliveira / Studio Pró Mídia
Imagens de divulgação: Marcondes Filho
Designer de iluminação: Priscila Araújo
Operação de iluminação: Anderson Galdino
Realização: CIDA – Coletivo Independente Dependente de Artistas.

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