Arquivo do Autor: Pollyanna Diniz

Gabriela provoca pequenas explosões interiores

Último encontro entre Nelsinho e Luis Antônio

Último encontro entre Luis Antônio e Nelsinho

Satisfeita, Yolanda? no Palco Giratório

“I hope you don´t mind that I put down in words”

Não só em palavras. Em Luis Antonio – Gabriela, o diretor Nelson Baskerville levou ao palco uma profusão de imagens que vão compondo um quadro caótico. Lembra uma pintura de Pollock e o seu processo de feitura, o ritmo da action painting. Como se o pintor fosse uma extensão da sua arte, com as tintas gotejando, escorrendo, enquanto ele anda descalço pelo próprio quadro. É esse ritmo alucinante de work in progress, de camadas que vão se sobrepondo e de uma obra que não tem as arestas de “bem-acabada”, que está na montagem da Cia Munguzá de Teatro, apresentada em duas sessões dentro do festival Palco Giratório.

Não foi a primeira vez que o grupo esteve na cidade. Em 2011, Valmir Santos, que era curador do festival Recife do Teatro Nacional, trouxe o repertório do coletivo; e Luis Antonio – Gabriela foi apresentada no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu. Definitivamente, não era o melhor espaço para a peça. Apesar de obviamente ocuparem toda a extensão daquele palco italiano enorme e do final ter tido um efeito lindo, com a vista da esplanada do parque, a montagem ficou distante do público. No Santa Isabel a encenação já me pareceu completamente diferente. E despertou uma multiplicidade de sentimentos difíceis de serem traduzidos, digeridos; é como algo que vai causando pequenas explosões interiores.

Para realizar a montagem, Baskerville revirou o baú das próprias memórias, de uma família desajustada, do falecimento da mãe no parto, das brigas entre o pai e a madrasta e, o mais importante, das histórias com um dos irmãos, oito anos mais velho, que desde cedo enfrentou problemas por causa da sua sexualidade e mais tarde se tornaria Gabriela.

 Verônica Gentilin que assina a dramaturgia e faz a figura do drietor

Verônica Gentilin assina a dramaturgia e interpreta a figura do diretor

Os elementos do jogo proposto pelo diretor ficam muito claros ao espectador. Os atores começam a peça se apresentando e dizendo quais personagens irão interpretar e como eles poderão ser identificados, seja por uma peruca ou por um lençol. E a ficção vai se misturando à realidade, já que a história é verídica, mas aqui contada segundo os recortes de alguns familiares e, principalmente, de Baskerville. Há inclusive uma opção, talvez uma necessidade, muito gritante na montagem de que a figura de Nelson esteja em cena. A imagem dele é projetada no telão e no meio da encenação há mais uma ruptura na estrutura dramática, quando o vídeo de uma reunião do diretor com os atores é projetado.

Seguindo ao pé da letra a cartilha do teatro contemporâneo, o discurso cênico é construído num território completamente híbrido, que traz performance, música, cinema, artes plásticas. Uma narrativa que é muito imagética e tocante – com resoluções simples, cenas de grande força e densidade são executadas. E isso faz com que o choque, a identificação, se dê não pela maneira como estão sendo mostradas em si, já que são recobertas por um cuidado artístico grande, mas pelo que realmente está sendo contado.

São imagens dispersas no palco, mas há a construção de um sentido muito claro; o que se quer, apesar do caos e da multiplicidade de signos e elementos, é contar uma história. Neste caminho, a qualidade dos atores é fundamental – o elenco mostra uma sintonia muito grande em cena, uma cumplicidade e se entrega com verdade ao jogo. Para contar uma história que se propaga, que não acaba quando as luzes apagam. Um pedido de desculpas que encontra eco e reverbera de diferentes maneiras não só no palco, mas na plateia.

Luis Antônio - Gabriela participa do circuito Palco Giratório nacional

Luis Antônio – Gabriela participa do circuito Palco Giratório nacional

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De guarda-chuvas e poesia no Centro da cidade

{pingos&pigmentos} , intervenção urbana realizada no Centro do Recife. Foto: Pollyanna Diniz

{pingos&pigmentos} , intervenção urbana realizada no Centro do Recife. Foto: Pollyanna Diniz

Pingos & Pigmentos

Pingos & Pigmentos

Satisfeita, Yolanda? no Palco Giratório

O filme O som ao redor , de Kleber Mendonça, foi a primeira imagem que me veio à memória quando atravessei a ponte Maurício de Nassau, passei pela Pracinha do Diario e pela Avenida Dantas Barreto, até chegar ao Pátio do Carmo, no Centro do Recife. As paisagens pareciam imagens estouradas e saturadas pelo sol do quase meio-dia – o céu de um azul forte; e me dei conta de que há muito não olhava o céu. E não ouvia o som ao redor – principalmente no Centro da cidade. A música do camelô, o cantor de música gospel que insistia em dizer que os CD´s e DVD´s estavam acabando, o vendedor da barraca de fruta. Na igreja, mesmo com o calor agoniante, os fieis cantavam e ouviam as palavras do padre.

Foi em meio a esse cenário que o Coletivo Construções Compartilhadas, de Salvador, propôs a intervenção urbana chamada {pingos&pigmentos}. De repente, guarda-chuvas rosa, cerca de 30 deles (eles fizeram uma oficina na cidade e a partir dela reuniram os performers) começaram a aparecer naquela paisagem. Primeiro de maneira quase displicente, espalhada, imperceptíveis aos olhares dos afazeres cotidianos. Em questão de instantes, a imagem ganha força. Aqueles que carregam os guarda-chuvas ficam lado a lado, interagem, se complementam.

Não tenho a menor intenção de querer dar conta das possibilidades da performance – neste caso, da intervenção urbana; “o que está em jogo nesse caso é o sentido, e não as formas das ações corporais; ou, em termos linguísticos, seus significados, não seus significantes. Expressão e conteúdo, categorias básicas de compreensão das performances, resultam estreitas para abarcar o vasto e desconhecido campo das manifestações corporais”, explica Jorge Glusberg no seu livro A arte da performance. “O que interessa primordialmente numa performance é o processo de trabalho, sua sequência, seus fatores constitutivos e sua relação com o produto artístico: tudo isso se fundindo numa manifestação final”, diz noutro trecho do livro.

{pingos&pigmentos} modificou não só a paisagem urbana – óbvio por demais que fosse assim. Construiu imagens plasticamente belas, principalmente na interação com os personagens da vida real e com a arquitetura do Centro da cidade. Noutra chave, foi interessante notar o quanto aquela aparição de guardas-chuvas alterou a rotação cotidiana daquele espaço. O espectador foi trazido para o tempo dos artistas, como se, de alguma forma, aqueles minutos não estivessem passando, como se a simples autopermissão para notar que havia algo de diferente já trouxesse consequências. E realmente traz. Despertar o olhar, a curiosidade. Fazer respirar e olhar ao redor. E nem vamos discutir o quanto isso altera o conceito de arte que as pessoas têm, passando pelas artes plásticas e por Duchamp.

Geralmente a primeira reação dos espectadores é querer saber porque aquelas pessoas estão com aqueles guarda-chuvas; porque andam em fila, param daquele jeito, sentam no chão, sobem na torre da igreja. Na sociedade do pensamento cartesiano, embora já tão fragmentado, as explicações contam muito. Seu João, mais conhecido como “Homem da cobra”, vende pomadas para aliviar a dor há mais de 20 naquele local. Quando puxei assunto, queria logo saber o que era aquela filmagem (ah, sim, ainda há uma relação complicada que se estabelece, já que equipes de imagens e fotografias sempre acompanham as performances). Assim como as mulheres da lojinha de produtos para cabelo e os dois homens que vendiam comida e disseram que por ali sempre acontecia alguma coisa estranha.

Também conversei com uma senhora que participava da performance. Eu era alguém que estava passando e tinha achado interessante, bonito, resolvi fotografar. “Ah, minha filha! Isso é para trazer poesia para o dia das pessoas. Essa não é a função de uma atriz?”, perguntou. Realmente não sei responder se essa é a função só da atriz. Deveria haver mais gente no mundo para nos trazer poesia. Se não poesia, ao menos um respiro, uma sombra. O aconchego de um guarda-chuva cor de rosa no sol do meio-dia.

*Texto extensivo ao projeto editorial do jornal Ponte Giratória, que circula impresso durante o 7º Festival Palco Giratório Recife, organizado pelo SESC PE. Outras informações no hotsite do festival.

Pingos & Pigmentos

Pingos & Pigmentos

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Vamos ao Palco Giratório!

Divinas, da Duas Companhias, abre o festival. Foto: Pollyanna Diniz

Divinas, da Duas Companhias, abre o festival. Foto: Pollyanna Diniz

Os números do Festival Palco Giratório sempre impressionam. É o maior projeto de artes cênicas do país – para fazer jus a quem diz que o Sesc é o verdadeiro Ministério da Cultura do Brasil. São 16 grupos circulando, 732 apresentações, 133 cidades. No Recife, esse circuito nacional ganha muitos reforços: ações específicas, programação local, outros grupos convidados, parcerias. “É uma equipe nacional que se reúne no ano anterior, com 80 projetos, para discutir quais serão selecionados; momento também de firmar algumas parcerias”, explica Galiana Brasil, coordenadora geral do Palco Giratório em Pernambuco.

Este ano há pelo menos três: com Alagoas (Cena Alagoana, que trará o espetáculo Baldroca, da Associação Teatral Joana Gajuru), Rio Grande do Sul (Rec-Poa, que acontece desde o ano passado; por aqui veremos Coração Randevú, do grupo Independente) e Espírito Santo (Diálogos Capixabas, com os espetáculos A Terra Prometida, do Grupo Quintal; Sonata para Despertar, do Repertório Artes Cênicas e Cia.; Benjamin, do Coletivo Moinho; e A Saga Amorosa dos Amantes Píramo e Tisbe, do Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira).

A peça que abre o festival no dia 3 de Maio, no Barreto Júnior, às 19h30, é Divinas, da Duas Companhias. Não é um espetáculo inédito; há dois anos, quando ainda não tinha nem estreado, as atrizes Lívia Falcão, Fabiana Pirro e Odília Nunes fizeram uma demonstração de trabalho no Teatro Marco Camarotti; ano passado, elas participaram da programação com a peça pronta. “Geralmente escolhemos um espetáculo local para abrir. E este ano a Duas Companhias é o nosso representante na circulação nacional. Não temos problema com o fato de ser um espetáculo que já fez temporadas, participou de festivais. Ainda há um público grande para ser conquistado, que ainda não viu”, diz Galiana. A Duas Companhias fará quase 60 apresentações em 2013 em todo o país; já começaram, inclusive, por Fortaleza.

A grade traz duas estreias. A primeira é De Íris ao Arco-Íris, que conta a história de uma lagarta muito curioda chamada Íris. O texto foi uma criação coletiva a partir da obra homônima de Jorge de Paula, que também assina a encenação. A segunda é Mariano, irmão meu, direção de Eron Villar, texto de Alexsandro Souto Maior, que conta a história de dois irmãos que sofrem com a ausência da mãe.

Entre os espetáculos que estão na seleção nacional do Palco, ao menos dois já estiveram no Recife: Luis Antonio – Gabriela, da Cia Mungunzá (SP), direção de Nelson Baskerville; e O filho eterno, da Cia Atores de Laura (RJ), direção de Daniel Herz a partir do texto de Cristovão Tezza. Os dois espetáculos, aliás, são significativos quando tentamos delinear “tendências” que, de alguma forma, unam os espetáculos do Palco este ano. “Temos muitas montagens que discutem a questão de gênero, apropriação da literatura e solos e monólogos”, evidencia Galiana Brasil.

O filho eterno. Foto: Pollyanna Diniz

O filho eterno. Foto: Pollyanna Diniz

Entre as ações especiais, a Cena Gastrô, com seis restaurantes que criaram menus exclusivos a partir do título de algumas peças; e a Cena Bacante, que este ano será concentrada no CASA (Centro de Articulação de Saberes Artísticos), espaço na Tamarineira, sempre às sextas-feiras, a partir das 23h. Além disso, o festival terá um jornal chamado Ponte Giratória, que terá edição do jornalista Valmir Santos e colaboração do blog!

O festival vai de 3 a 31 de Maio e os ingressos custam R$ 12 e R$ 6 (meia-entrada).

Confira a programação:

03/05 (sexta-feira)
Divinas (Duas Companhias/PE)
Teatro Barreto Júnior, às 19h30

04/05 (sábado)

Júlia (Grupo de Teatro Cirquinho do Revirado/SC)
Parque Dona Lindu (área externa), às 16h

São Manuel Bueno, Martir (Cia Sobrevento/SP)
Teatro Marco Camarotti, às 19h e às 21h

05/05 (domingo)

O circo de Lampezão e Maria Botina (Caravana Tapioca/PE)
Teatro Marco Camarotti, às 16h

Amor por Anexins (Grupo de Teatro Cirquinho do Revirado/SC)
Parque Dona Lindu (área externa), às 16h

Objeto Gritante (Mauricio de Oliveira & Siameses/SP)
Teatro Barreto Júnior, às 19h

07/05 (terça-feira)

Pingos & Pigmentos (intervenção urbana, Coletivo Construções Compartilhadas/BA)
Praça do Carmo, às 12h

La Perseguida (Teatro Vagamundo/RS)
Praça Campo Santo, Santo Amaro, às 16h

O alfaite de livro e vestido de noiva (Otávio Bastos/PE)
Teatro Capiba (Sesc Casa Amarela), às 19h

08/05 (quarta-feira)

Pingos & Pigmentos (intervenção urbana, Coletivo Construções Compartilhadas/BA)
Praça do Carmo, às 12h

Propriedade Condenada (Érico José/BA)
Teatro Marco Camarotti, às 19h

Propriedade Condenada tem direção de Érico José. Foto: Pollyanna Diniz

Propriedade Condenada tem direção de Érico José. Foto: Pollyanna Diniz

O homem vermelho (Marcelo Braga/RJ)
Teatro Hermilo Borba Filho, às 20h

09/05 (quinta-feira)

A Pereira da Tia Miséria(Grupo Ás de paus/PR)
Praça do Carmo, às 16h

O homem vermelho (Marcelo Braga/RJ)
Teatro Hermilo Borba Filho, às 20h

O filho eterno (Cia Atores de Laura/RJ)
Teatro Apolo, às 20h

10/05 (sexta-feira)

O filho eterno (Cia Atores de Laura/RJ)
Teatro Apolo, às 20h

11/05 (sábado)

O pássaro do sol (A roda/BA)
Teatro Marco Camarotti, às 16h

Luis Antonio – Gabriela (Cia Munguzá de Teatro/SP)
Teatro de Santa Isabel, às 20h

12/05 (domingo)

O pássaro de sol (A roda/BA)
Teatro Marco Camarotti, às 16h

Luis Antonio – Gabriela (Cia Munguzá de Teatro/SP)
Teatro de Santa Isabel, às 20h

Luis Antonio - Gabriela será apresentada no Santa Isabel. Foto: Ivana Moura

Luis Antonio – Gabriela será apresentada no Santa Isabel. Foto: Ivana Moura

14/05 (terça-feira)

O grande circo ínfimo (Grupo Z de Teatro/ES)
Praça Campo Santo, Santo Amaro, às 16h

Fantástico Circo-Teatro de um homem só (Cia Rústica/RS)
Teatro Marco Camarotti, às 19h

A terra prometida (Grupo Quintal/ES/ Diálogos Capixabas)
Teatro Capiba (Sesc Casa Amarela), às 20h

15/05 (quarta-feira)

Insone (Grupo Z de teatro/ES)
Teatro Hermilo Borba Filho, às 20h

Sonata para despertar (Cia Repertório/ES/Diálogos Capixabas)
Teatro Capiba (Sesc Casa Amarela), às 20h

16/05 (quinta-feira)

Insone (Grupo Z de teatro/ES)
Teatro Hermilo Borba Filho, às 20h

Benjamim (Coletivo Moinho/ES/Diálogos Capixabas)
Teatro Capiba, às 20h

17/05 (sexta-feira)

A saga amorosa dos amantes Píramo e Tisbe (Grupo Gota, Pó e Poeira/ES/Diálogos Capixabas)
Praça Campo Santo, Santo Amaro, às 16h

Boi (SerTão Teatro Infinito Cia/GO)
Teatro Hermilo Borba Filho, às 20h

Coração Randevú (Independente/RS/REC-POA)
Teatro Apolo, às 20h

18/05 (sábado)

De Íris ao Arco-Íris (PE)
Teatro Marco Camarotti, às 16h

Tempostepegoque Delícia e Bundaflor, Bundamor (Eduardo Severino Companhia de Dança/RS)
Teatro Capiba, às 20h

19/05 (domingo)

As aventuras de uma viúva alucinada (Grupo Mamelungo/SE)
Parque Dona Lindu (área externa), às 16h

De Íris ao Arco-Íris (PE)
Teatro Marco Camarotti, às 16h

Olivier e Lili: Uma história de amor em 900 frases (Teatro de Fronteira/PE)
Teatro Hermilo Borba Filho, às 19h

Tempostepegoque Delícia e Bundaflor, Bundamor (Eduardo Severino Companhia de Dança/RS)
Teatro Capiba, às 20h

21/05 (terça-feira)

Baldroca (Associação Teatral Joana Gajuru/AL/Cena Alagoana)
Praça Campo Santo, Santo Amaro, às 16h

Compartilhados (Grupo Experimental/PE)
Teatro Marco Camarotti, às 19h

Amor Confesso (Cia Falácia/RJ)
Teatro Apolo, às 20h

Amor confesso, com Cláudia Ventura e Alexandre Dantas. Foto: Silvana Marques

Amor confesso, com Cláudia Ventura e Alexandre Dantas. Foto: Silvana Marques

22/05 (quarta-feira)

No caminho das alimentadeiras (Coletivo Trippe/PE)
Teatro Marco Camarotti, às 19h

Amor Confesso (Cia Falácia/RJ)
Teatro Apolo, às 20h

23/05 (quinta-feira)

A Pereira da Tia Miséria (Grupo Ás de Paus/PR)
Praça do Carmo, às 16h

Tu sois de onde? (Grupo Peleja/PE)
Teatro Hermilo Borba Filho, às 19h

O miolo da estória (Santa Ignorância Cia de Artes/MA)
Teatro Marco Camarotti, às 20h

24/05 (sexta-feira)

Gaiola das Moscas(Grupo Peleja/PE)
Teatro Hermilo Borba Filho, às 19h

Gaiola de moscas, do Grupo Peleja. Foto: Pollyanna Diniz

Gaiola de moscas, do Grupo Peleja. Foto: Pollyanna Diniz

Tombé (Dimenti/BA)
Teatro Apolo, às 20h

25/05 (sábado)

Simbá, o Marujo (Trupe de Truões/MG)
Teatro Marco Camarotti, às 16h

O beijo no asfalto (Andrezza Alves e Renata Phaelante/PE)
Teatro Barreto Júnior, às 20h

O beijo no asfalto, direção de Cláudio Lira. Foto: Pollyanna Diniz

O beijo no asfalto, direção de Cláudio Lira. Foto: Pollyanna Diniz

26/05 (domingo)

Simbá, o Marujo (Trupe de Truões/MG)
Teatro Marco Camarotti, às 16h

Sacos vermelhos (Coletivo Passarinho/PE)
Teatro Capiba (Sesc Casa Amarela), às 20h

O beijo no asfalto (Andrezza Alves e Renata Phaelante/PE)
Teatro Barreto Júnior, às 20h

28/05 (terça-feira)

Um inimigo do povo (Grupo de Teatro Cena Aberta/PE)
Teatro Marco Camarotti, às 19h

Duas mulheres em preto e branco (Remo Produções/PE)
Teatro Apolo, às 21h

Duas mulheres em pretoe  branco, com Paula de Renor e Sandra Possani. Foto: Pollyanna Diniz

Duas mulheres em pretoe branco, com Paula de Renor e Sandra Possani. Foto: Pollyanna Diniz

29/05 (quarta-feira)

O malefício da mariposa (Ave Lola Espaço de Criação/PR)
Teatro Hermilo Borba Filho, às 20h

Duas mulheres em preto e branco (Remo Produções/PE)
Teatro Apolo, às 21h

30/05 (quinta-feira)

O malefício da mariposa (Ave Lola Espaço de Criação/PR)
Teatro Hermilo Borba Filho, às 20h

Mariano, Irmão meu (Grupo Engenho de Teatro/PE)
Teatro Marco Camarotti, às 20h

31/05 (sexta-feira)

Viúva, porém honesta (Grupo Magiluth/PE)
Teatro de Santa Isabel, às 20h

Viúva, porém honesta, do Magiluth, encerra festival. Foto: Pollyanna Diniz

Viúva, porém honesta, do Magiluth, encerra festival. Foto: Pollyanna Diniz

FESTAFESTIVAL
Cantor Rubi/SP e DJ Pepe/PE
Sede Coletivo Angu de Teatro, às 23h

OFICINAS

Oficina de Pernas-de-Pau para Iniciante, com Grupo de Teatro Cirquinho
do Revirado – Reveraldo Joaquim e Yonara Marques
2 e 3/05 9h às 13h – 9h às 13h – c/h 8h – Local: Sesc Piedade
Para artistas ou estudantes de teatro. Número máximo de participantes: 20.

Voz e(m) Movimento, com Coletivo Lugar Comum – Conrado Falbo e Renata Muniz
2 e 3/05 14h às 17h – c/h 6h – Local: Instituto dos Cegos
Para jovens e adultos, a partir de 18 anos, com ou sem deficiência visual. Não precisa ter experiência prévia em dança.

Teatro de Objetos e Identidade, com Grupo Sobrevento – Sandra Vargas
3 e 4/05 14h às 17h – c/h 6h – Local: Sesc de Santo Amaro
Para atores.

Oficina Poéticas de Multidão: {pingos&pigmentos}, com Coletivo
Construções Compartilhadas – Rita Aquino
4 e 5/05 9h às 13h – c/h 8h – Local: Salão de Festas do Sesc de Santo Amaro
Para artistas ou estudantes de teatro. Número máximo de participantes: 50.

Pensamento Giratório, com Cia Mungunzá de Teatro
10/05 16h às 18h – c/h 2h – Local: Teatro Marco Camarotti
Livre.

Introdução ao Teatro de Sombras, com Grupo A Roda – Olga Gómez
12/05 8h30 às 12h30 – c/h 4h – Local: Banco de Texto do Sesc de Santo Amaro
Não há necessidade de ter experiência prévia com bonecos.

Oficina Poéticas Festivas, com Cia Rústica – Heinz Limaverde
12 e 13/05 dia 12 – 9h às 13h e dia 13 – 14h às 18h – c/h 8h – Local: Sala de Dança do Sesc de
Santo Amaro
Para artistas ou estudantes de teatro, a partir de 16 anos. Número máximo de participantes: 20 .

Fotografia de Espetáculo Instituto Candela, com Ivan Alecrim
27 e 28/04 14h às 18h – c/h 8h – Local: Espaço C.A.S.A.
Para pessoas que tenham o objetivo de aprofundar o conhecimento fotográfico
voltado para a fotografia de espetáculos e que tenham equipamento fotográfico.

Do Chão ao Voo, Da Palavra ao Corpo, com Grupo Z de Teatro –
Carla Van Den Bergen ou Fernando Marques
13/05 9h às 13h e 14h às 16h – c/h 6h – Local: Sesc Casa Amarela
Faixa etária: acima de 16 anos. Atores e bailarinos ou estudantes de artes cênicas.

Palhaço e Comicidade Física, com Grupo Laminima – Fernando Sampaio
14, 15 e 16/05 15h às 18h – c/h 9h – Local: Escola Pernambucana de Circo
Para profissionais ou estudantes de artes cênicas, interessados nas artes circenses e do palhaço. Número
máximo de participantes: 20.

Corpo e poesia, com Coletivo Lugar Comum – Maria Agrelli e Silvia Góes
16 e 17/05 14h às 17h – c/h 6h – Local: Instituto dos Cegos
Jovens e adultos, a partir de 18 anos, com ou sem deficiência visual. Não precisa ter experiência prévia em dança.

Exercício Prático de Elaboração de Projetos, com Eduardo Severino Cia de Dança – Luka Ibarra
18/05 14h às 16h – c/h 4h – Local: Sesc Casa Amarela
Interessados em aprimorar a escrita de projetos.

Criação e exploração do movimento, com Eduardo Severino Cia de Dança – Eduardo Severino
18 e 19/05 10h às 12h – c/h 2h – Local: Teatro Capiba
Bailarinos e público em geral.

Oficina O Corpo Individual e Coletivo no Espaço, com Núcleo Ás de Paus – Adalberto Pereira, Bruna Stépanhie, Camila Feoli, Guilherme Kirchheim, Luan Valero, Rogério Costa e Thunay Tartari
22/05 14h às 18h – c/h 4h – Local: Sala de Dança do Sesc de Santo Amaro
A partir de 14 anos. Número máximo de participantes: 30.

Técnicas para o teatro infanto-juvenil: contação de histórias por meio de objetos e sombras, com Trupe de Tuões – Ronan Vaz e Thiago Di Guerra
24/05 13h às 19h – c/h 6h – Local: Sesc de Santo Amaro
Estudantes de teatro, atores e comunidade em geral. Número máximo de participantes: 20.

Oficina de Interpretação, com Ave Lola Espaço de Criação – Ana Rosa Genari Tezza
31/05 9h às 13h e 14h às 16h – c/h 6h – Local: Teatro Capiba
Número máximo de participantes: 30.

Ainda há uma programação de performances no Espaço de Convivência do Centro Apolo-Hermilo e a programação da Cena Bacante, além da Cena Gastrô.

Pingos e Pigmentos vai alterar a paisagem do Recife. Foto: Tiago Lima

Pingos e Pigmentos vai alterar a paisagem do Recife. Foto: Tiago Lima

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Corra, Lola! Último fim de semana

Algumas montagens farão, neste fim de semana, as últimas apresentações no Recife. Vamos fazer uma listinha. Ao teatro, já!

Algodão doce – A mais recente montagem do Mão Molenga Teatro de Bonecos une teatro, dança e formas animadas para falar sobre a construção da Civilização do Açúcar a partir de narrativas populars. No elenco, Elis Costa, Íris Campos, Fábio Cai, Fátima Caio e Marcondes Lima. Como de costume, a confecção dos bonecos é um espetáculo à parte: há bonecos enormes e outros com textura de algodão doce. Sábado e domingo, às 16h, no Teatro Marco Camarotti, no Sesc Santo Amaro. R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada).

Algodão doce. Foto: Ivana Moura

Algodão doce. Foto: Ivana Moura

Le Petit – Grandezas do ser – A Cia Circo Godot de Teatro resolveu propor uma continuação para O pequeo príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry. Não há o uso da palavra – é como um filme mudo. No palco estão o ator Damiano Massaccesi e três manipuladores de bonecos: Andrezza Alves, Flávia Fernanda e Rafaela Fagundes. A direção é de Quiercles Santana e Ana Paula Sá é a dramaturgista. Sábado e domingo, às 16h, no Teatro Hermilo Borba Filho, no Bairro do Recife. R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada). Indicação: crianças a partir de oito anos. Informações: 3424-5429.

Il Trasporto Umano – Com direção de Soraya Silva, a montagem é um divertido encontro entre dois personagens. Um deles é o ilusionista, que está à procura do líquido do transporte humano. E Alice representa a figura do clown. Um espetáculo que tem circo, mágica e diversão. No elenco, D’Angelo Fabiano, Soraya Silva e Sueudo Fernandes. Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Shopping RioMar, sábado às 19h e domingo às 17h. R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada).

Il Trasporto Umano

Il Trasporto Umano

Os Embromation – Está terminando a sexta temporada de Os Embromation. Hoje, Tiago Gondim, Mauro Monezi e Evilásio de Andrade recebem Eduardo Filho, do elenco dos Doutores da Alegria, e no domingo, Múcio Eduardo, do grupo Os Magros em Cena. São jogos de improviso que pedem a participação da plateia. Teatro Barreto Júnior, no Pina, às 20h. R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada).

A Filha do Teatro – Com texto de Luís Augusto Reis, a montagem da Cênicas Cia de Repertório traz uma história que vai sendo reconstituída a partir de nove pequenos monólogos. Estão no palco as atrizes Bruna Castiel, Sônia Carvalho e Manuela Costa. A direção é de Antônio Rodrigues. Somente hoje, às 19h, no Teatro Arraial, na Rua da Aurora. R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada).

A Filha do Teatro. Foto: Ivana Moura

A Filha do Teatro. Foto: Ivana Moura

Como nascem as estrelas – Adaptação do livro homônimo de Clarice Lispector, publicado em 1977, com 12 lendas brasileiras, uma para cada mês do ano. Foi republicado em 1987, já depois da morte de Clarice. No palco, onças, macacos e jabutis – a prosa e a poesia de Clarice Lispector. A música é tocada ao vivo. A direção é de Kátia Brito. Caixa Cultural, na Praça do Marco Zero. Sábado, às 17h, e domingo, às 10h30. R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada).

ESPECIAL – I Festival de Circo a Céu Aberto

Termina neste domingo o I Festival de Circo a Céu Aberto, realizado pela Caravana Tapioca, dos artistas Giulia Cooper e Anderson Machado. Hoje e amanhã a programação será na Praça do Carmo, em Olinda. Para começar o fim de semana com muita risada, Cavaco e Sua Pulga Adestrada: o espetáculo conta a história de um dono de circo falido que resolve reconstruir a carreira com a pulga Maria. Cavaco é o palhaço de Anderson Machado, idealizador do projeto. De graça!!!

O palhaço Cavaco. Foto: Marília Chalegre

O palhaço Cavaco. Foto: Marília Chalegre

Sábado, dia 27, Praça do Carmo (Olinda)16h – Cavaco e Sua Pulga Adestrada (Caravana Tapioca/PE)
18h – No Pocket – Um Espetáculo Para Todos os Bolsos (Coletivo Nopok/RJ)
20h – Noite de Variedades Circenses com convidados (Apresentador Cavaco/PE). Atrações: “Feeling”, com Lumineiro; “Karatê”, com Trupe Irmãos Atada; “Dirty Dancing”, com Coletivo Km2; “A Palhaça é a Mãe!”, com Trupe Puxincói, Teatro e Variedades; “Malabarismo na Velocidade da Luz”, com Irmãos Becker.

Domingo, dia 28, Praça do Carmo (Olinda)
15h – Palco Aberto (com participação do Coletivo Nopok/RJ)
16h – Bang Bang a Pastelana (Trupe Irmãos Atada/SP)
18h – Circo Malabarístico (Irmãos Becker/SP)
20h – Noite de Variedades Circenses com convidados (Apresentador Cavaco/PE). Atrações: “A Lição”, com Cia. 2 Em Cena de Teatro, Circo e Dança; “Tudo se Encaixa”, com Lumineiro; “Um Dia de Mágico”, com Rapha Santacruz; “JanisTANTANJoplin”, com Cia. Animeé/As Levianas; “Chapelando”, com Irmãos Becker.
21h30 – As Severinas (show de encerramento/PE)

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Na Jerusalém do Agreste

Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. Foto: Pollyanna Diniz

Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. Foto: Pollyanna Diniz

Quando perguntam se ele é humorista, Tiago Gondim responde que é ator. Que adora fazer comédia, é verdade. Mas quem diria que um dos sonhos desse cara, integrante do grupo Os embromation, era participar da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém? Pois é. E conseguiu: está lá fazendo o apóstolo João não só por talento ou merecimento, mas porque realmente correu atrás do papel.

“Sempre fui religioso, fui coroinha. E algumas coisas loucas acontecem, né? Em 2010 vim aqui com meu irmão e disse a ele que um dia estaria no espetáculo. Carlos Reis (um dos diretores, ao lado de Lúcio Lombardi) até foi ver A morte do artista popular (espetáculo com texto de Luís Reis e direção de Antonio Edson Cadengue), peça que eu fiz em 2010, e lá conheceu Roberto Brandão, que fez o papel ano passado”, conta.

Ainda não era daquela vez – mas como o mundo gira, Gondim fez uns trabalhos no Shopping RioMar e conheceu um maquiador que conseguiu um teste. “Fiz o teste numa quarta e na sexta recebi a resposta. Depois disso vi muita coisa, filmes, sentei com os meus pais, que sabem muito da Bíblia, e li o evangelho de João”.

Tiago está no espetáculo de Nova Jerusalém no momento em que acompanhamos uma volta dos atores pernambucanos aos papeis principais – Jesus é interpretado por José Barbosa desde o ano passado; e Maria, encenada por Luciana Lyra. “Não dá para dizer que é um movimento definitivo, porque os interesses comerciais existem e o elenco muda muito, mas é uma sinalização importante e o público respondeu muito bem”, explica o ator e assistente de direção José Ramos.

“Digo que faço um percurso de conversão no espetáculo. Começo com o demônio que faz a tentação de Cristo, e aí vem o templário, que está na prisão de Cristo, o cirineu que ajuda Jesus a carregar a cruz e ainda o servo de Arimateia, que tira Jesus da cruz e leva para o túmulo”, conta José Ramos, há 14 anos assistente de direção, responsável principalmente pelo time de figuração. “O ator no teatro é fundamental e o papel da figuração é servir ao teatro, mas em grupo. O importante ali não é ser indivíduo, mas multidão”, complementa.

Se todos os anos há algumas mudanças, em 2013 a mais gritante é o figurino: estão sombrios, escuros. E pesados também, conta o ator Ricardo Mourão, que interpreta Caifás. “A gente ainda está se adaptando, limitou um pouco a movimentação. Você carrega a roupa junto com você. Mas é uma questão de adaptação mesmo. Digo que 2013 é a versão mais atualizada do Caifás”, brinca.

Jesus e Maria

José Barbosa gosta de dizer que o espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém é um veículo de evangelização. O pernambucano de Limoeiro tem a responsabilidade de interpretar Jesus pelo segundo ano. “Boa parte do ano é dedicada mesmo à Paixão de Cristo. E isso limita um pouco até outros trabalhos, trabalhos publicitários, por exemplo. A primeira pergunta é se eu posso cortar o cabelo, tirar a barba! Mas ainda faço muita coisa de publicidade sim, inclusive fora de Pernambuco, outros trabalhos como ator e também sou ilustrador, designer gráfico”, conta Zé.

José Barbosa interpreta Jesus pelo segundo ano

José Barbosa interpreta Jesus pelo segundo ano

O ator construiu um personagem doce, mas extremamente forte, que com a sua delicadeza e discurso realmente emociona o público. E, neste segundo ano, ele conseguiu aprimorar ainda mais o seu trabalho de corpo, a expressão. Talvez isso tenha sido facilitado pelo feliz encontro com a atriz Luciana Lyra, pernambucana radicada em São Paulo há muitos anos, integrante do elenco dos Os Fofos Encenam, dramaturga, diretora, mestra e doutora em Artes Cênicas, pós-doutoranda em Antropologia pela Universidade de São Paulo (USP).

“Foi um encontro muito feliz com José Barbosa em cena. Ele é muito talentoso. E há muito tempo estudo o feminino. Então é a coroação de um trabalho, poder voltar a Nova Jerusalém fazendo Maria”, explica Luciana, que fez a concepção de uma Maria embuída do trágico. Entre 2001 e 2004 Luciana esteve no espetáculo fazendo outros papeis, como o de cortesã.

José Barbosa e Luciana Lyra

José Barbosa e Luciana Lyra

No elenco deste ano estão ainda Marcos Pasquim, como Herodes, Carlos Casagrande como Pilatos, e Carol Castro interpretando Madalena. Carol, aliás, surpreende com a sua atuação. Está muito bem em cena. Conseguiu medir os gestos, as expressões, não está caricata, mas também não é engolida pela superprodução.

Paixão sem Diva
Ano passado, Diva Pacheco, atriz que por tantos anos interpretou Maria, idealizadora de Nova Jerusalém ao lado do marido Plínio Pacheco, estava com a saúde debilitada. Ainda assim, estava nos bastidores e sua presença era celebrada pelos atores. Ano passado Diva faleceu e o seu corpo foi, inclusive, enterrado no jardim da Pousada da Paixão. Este ano, além de Diva, algumas outras presença fazem falta, como Xuruca Pacheco, filha de Plínio e Diva, que era responsável pelo figurino da encenação.

Outro filho do casal – Robson Pacheco – tomou para si a responsabilidade de levar Nova Jerusalém a trilhar os próximos passos. “Temos que pensar, por exemplo, em aumentar a temporada. Mas ainda não foi possível”. Foi Robson quem organizou o relançamento do livro Réu, réu, se desta eu escapei, já sei que vou pro céu, de Diva Pacheco, escrito em 1973. “Tiramos algumas coisas que ela falava muito da família e deixamos mais a parte em que ela fala sobre a construção daqui mesmo, as histórias”, explica. O livro será relançado hoje, depois da apresentação do espetáculo.

Paixão de Cristo de Nova Jerusalém
Quando: hoje e amanhã, às 18h
Quanto: R$ 90 (sexta) e R$ 70 (sábado)
Informações: (81) 3732-1129 / 1180

Temporada termina neste sábado

Temporada termina neste sábado

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