Arquivo do Autor: Pollyanna Diniz

Morre Jones Melo

Jones Melo, à esquerda, em cena da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém

Jones Melo, à esquerda, em cena da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém

Ontem à noite, o Satisfeita, Yolanda? estava em Nova Jerusalém para acompanhar a sessão para a imprensa da Paixão de Cristo. Na área da piscina, reunimos um grupo de atores: Ricardo Mourão, Karla Martins, José Barbosa, Luciana Lyra, Alexandre Sampaio. Um dos assuntos foi como era a convivência entre os atores. Jones Melo não estava no grupo, mas logo depois que saímos, ele se juntou aos amigos e foi comemorar a sessão de lançamento. “Ele cantou, recitou poesias. Ficou até umas três horas da madrugada brincando. Ficamos até impressionados, porque ele nunca ficava até tão tarde! Foi uma despedida”, disse emocionada a atriz Karla Martins há poucos instantes.

Jones Melo faleceu esta manhã, vítima de um enfarto fulminante. “Ele estava tomando café da manhã. Estava em um momento feliz. Ontem à tarde nós fizemos uma oração, eu, Ricardo Mourão, Luciana Lyra. Estamos todos muito tristes”, contou. Jones ainda foi socorrido para o Hospital Santa Efigênia, em Caruaru, mas não resistiu.

O ator tinha 66 anos e fazia Nicodemos e o Homem do Sermão no espetáculo. Estava no elenco da Paixão de Cristo desde 1969. Na Paixão, fez vários papeis, como João, Anás e príncipe e foi também assessor de imprensa da Paixão na década de 1970.

Alexandre Sampaio, que entrou no elenco para substituir Morse Lyra, que faleceu ano passado, agora também terá a difícil missão de substituir o amigo Jones Melo. “Sabemos que não pode parar. Mas vai ser muito difícil”, afirmou Karla Martins. Jones Melo deixa cinco filhos – dois deles estão fora do país.

Jones Melo estava na Paixão desde 1969

Jones Melo estava na Paixão desde 1969

Postado com as tags: ,

Geraldo Julio – Visitas e promessas

Geraldo Julio e Marcos Frota. Foto: Andrea Rêgo Barros

Geraldo Julio e Marcos Frota. Foto: Andrea Rêgo Barros

Uma visita do ator Marcos Frota ao prefeito do Recife rendeu a promessa da implantação do que seria o Núcleo Nordeste da Universidade Livre do Circo – Unicirco. “Ficamos muito felizes porque é um projeto que abre uma janela pra o jovem recifense viver sua realização profissional e pessoal através da arte e da cultura. Vamos nos mobilizar imediatamente para identificar uma área onde possa ser instalada a unidade do Unicirco no Recife e vamos apoiar institucionalmente também, ajudando a encontrar parceiros”, disse Geraldo Julio na notícia que foi divulgada pelo site da Prefeitura.

Os meios de comunicação simplesmente replicaram: “O prefeito do Recife, Geraldo Julio, se reuniu com o ator Marcos Frota nesta segunda-feira (11) e colocou em pauta um tema importante para o desenvolvimento da cultura no Estado: a implantação de um centro de formação circense na capital pernambucana. A proposta tem como principal objetivo tirar da violência e das drogas jovens em situação de risco”, diz a matéria do portal NE10.

Um adendo: lembro que, no começo do ano, quando o maestro Israel de França chegou ao Recife para participar do Janeiro de Grandes Espetáculos, depois da violência que sofreu na Espanha, ele também foi recebido por Geraldo Julio. E saiu de lá com a promessa de que, junto com a PCR, desenvolveriam um projeto para inclusão social de crianças carentes por meio da música. A nota do site da prefeitura ainda diz: “O formato será definido futuramente”. E o prefeito destacava: “O Maestro Israel já é o símbolo do potencial da cultura recifense que se espalha pelo Brasil e pelo mundo. Vamos difundir a vida, o exemplo, o símbolo que ele representa para todas as crianças da nossa cidade. Vamos exaltar a força da cultura; uma pessoa que tem a história de luta, de aprendizado”.

Precisa dizer mais algo? Precisa sim. Precisa de uma resposta. Foi o que fez Fátima Pontes, coordenadora executiva da Escola Pernambucana de Circo (EPC), que usou o Facebook para se manifestar. Embora não seja um posicionamento institucional da Escola, mas da coordenadora e de seus integrantes; e que eles reafirmem que não são contra o projeto capitaneado por Marcos Frota, o texto é um questionamento não só importante, mas necessário.

“Realmente, ser prefeito de uma cidade requer muito mais do que ser gestor. Requer conhecer o que a cidade produz em todos os âmbitos e principalmente no âmbito da Cultura, numa cidade como Recife e toda a sua riqueza cultural. O que mais nos impressiona na forma como são tratadas algumas questões de parcerias para implantação de projetos, sejam eles em que esfera forem, é a questão “amigos do rei”. Pois bem, respeito o trabalho realizado por Marcos Frota como ator, produtor, ou mesmo gestor de projeto social… Só que como é que um Prefeito diz que vai apoiar um projeto de circo numa cidade onde existem 02 projetos de circo social com mais de 15 anos cada e que lutam através de editais públicos para se manterem, sem nenhum apoio direto de nenhuma instância governamental? Há, na cidade de Recife, a Escola Pernambucana de Circo e o Arricirco, dois projetos com reconhecimento nacional e que atendem cada um em média 500 crianças, adolescentes e jovens por ano gratuitamente. Por que não apoiar esses projetos? Como é que se vai dar um terreno a Marcos Frota de graça, sem ele passar por nenhum edital público? Por que ele é amigo do rei? Que diferença tem o projeto do Marcos Frota dos dois citados acima? Como é que o Prefeito vai dar um terreno para Marcos Frota, quando até hoje a Escola Pernambucana de Circo luta para ter pelo menos condições de manter sua sede, toda equipada como é e que serve de exemplo nacional para os que de fora aqui chegam? O Arricirco está até hoje provisoriamente num prédio antigo da Sudene/UFPE, que o cedeu porque não consegue reformá-lo. A Escola Pernambucana de Circo está atrás de apoio para reformar e ampliar sua sede, mas nunca procuramos nenhum político para apoio a essa reforma. Estamos fazendo projetos para editais públicos e é assim que sempre procuramos recursos para nossa ações e também através dos serviços que prestamos com apresentações e oficinas e que, por sinal, quando somos contratados pela Prefeitura, aguardamos meses para receber o cachê. Isso é conosco, mas também com diversos grupos e trupes de artistas circenses na cidade. Isso sem falar nos circos tradicionais que não tem apoio da Prefeitura para se regularizarem, tirarem alvará, etc… Como nos sentimos quando fazemos projetos a todo tempo para nos manter e manter as atividades todas gratuitas e da melhor qualidade, quando nem o resultado do SIC saiu ainda, quando não se tem nenhuma resposta do Fundo de Incentivo às Artes Cênicas da cidade desde a gestão passada? Bom, isso só aumenta nossa indignação pela falta de respeito e compromisso desse Prefeito, que diz estar montando “uma nova prefeitura” quando na verdade está desmontando tudo que poderia ser aproveitado, que o diga a decisão sobre a Escola Municipal de Artes João Pernambuco, que o diga os teatros sem administração e tantas outras mancadas desse Prefeito na área da Cultura na cidade de Recife. Senhor Prefeito, cadê a igualdade de direitos? Para que são criados editais públicos se uma pessoa de fora da cidade tem acesso a coisas que ninguém da cidade nunca teve? Pergunte quantos grupos de teatro, dança, música precisam de espaços para pelo menos ensaiar e não encontram? Quantos grupos de teatro e dança nessa cidade não tem espaço para trabalhar? A prioridade é Marcos Frota, por que? Ressalto e deixo bem claro: NÃO queremos esse tratamento de “amigo do rei”. Queremos igualdade no tratamento a todo e qualquer produtor cultural, de toda e qualquer área da Arte e da Cultura que faz a história dessa cidade. Afinal, os editais públicos são uma conquista da classe artística no país, justamente para acabar com as políticas de balcão. Mas parece que elas estão de volta e com toda força!” (Fátima Pontes)

Na página de Geraldo Julio no Facebook, o post sobre a visita de Marcos Frota teve até esta manhã 165 compartilhamentos.

Ilusão - Um ensaio melodramático circense, espetáculo da Escola Pernambucana de Circo. Foto: Paulo Estevan

Ilusão-Um ensaio melodramático circense, espetáculo da Escola Pernambucana de Circo. Foto: Paulo Estevan

Postado com as tags: , , , , , , , , ,

Dois irmãos e uma companhia na trilha de Guimarães Rosa

Eu aprendi a contar histórias com palavras velhas ainda cedo. Acho que ainda me lembro de todas as palavras e silêncios. Era assim… Ou não era. Era quente. Então era verão. Dias amarelecidos. Crianças brincavam no parque. Brincavam de carrossel. Era um carrossel encantado. Brinquedo esquisito. Brinquedo que levava as crianças para os lugares felizes e as traziam antes de anoitecer. E tudo sempre estava no começo. Havia sorrisos. Brincadeiras. Todos viajavam e voltavam. Viajavam e voltavam. Ainda havia brinquedos e sorrisos naquela época.
(Mariano, irmão meu)

O ator, diretor e dramaturgo Alexsandro Souto Maior lança nesta sexta-feira (8), às 19h, o livro Mariano, irmão meu. Será na SBS Livraria Internacional, que fica no térreo do Bloco A da Unicap. É um texto poético e triste; Damião cria o irmão mais novo Mariano. Só que Damião não conta o que aconteceu com a mãe dos dois. “A dramaturgia segue um percurso de experimentação da linguagem, inspirada no pensamento poético de Guimarães Rosa, autor mineiro que nos impulsionou a pensar o nosso fazer teatral buscando ressignificar a linguagem cênica”, explica o autor.

O texto será levado ao palco em breve, com o próprio Alexsandro e Tatto Medinni. Os ensaios já começaram, sob a direção de Eron Villar. Será o quinto espetáculo do Engenho de Teatro, criado em 1999. Desde então o grupo já montou O terceiro dia (2002), Nero (2004), Luzia no caminho das águas (2006) e Meninas de engenho (2009). Desses, apenas um não é texto de Alexsandro: Meninas de engenho, que tem a assinatura de Eron Villar.

Mariano, irmão meu ganhou em 2011 o Prêmio Literário Cidade de Manaus e a encenação foi viabilizada graças ao Myriam Muniz. No lançamento do livro haverá um bate-papo com Alexsandro e Eron Villar sobre a dramaturgia no grupo Engenho de Teatro.

O terceiro dia foi o primeiro espetáculo do Engenho de Teatro. Foto: Engenho/Divulgação

O terceiro dia foi o primeiro espetáculo do Engenho de Teatro. Foto: Engenho/Divulgação

Postado com as tags: , , , , , , , , ,

Sábado à noite tem teatro

Em nome do jogo. Foto: Guga Melgar/Divulgação

Em nome do jogo. Foto: Guga Melgar/Divulgação

O texto original da peça Em nome do jogo, intitulado Sleuth, foi escrito em 1970 pelo inglês Anthony Shaffer. Além de várias montagens no teatro, ganhou duas versões cinematográficas: em 1972, com Laurence Olivier e Michael Caine; e em 2007, com Michael Caine e dessa vez Jude Law. O texto e os filmes foram bastante premiados – a lista inclui o prêmio Tony de melhor peça.

É um texto inteligente, de suspenses e reviravoltas. E aqui ainda ganhou as pitadas de humor nas tiradas sobre casamento, relacionamento e o quanto uma mulher pode ser cara para um homem. Nem precisava tanto para que a plateia do Teatro da UFPE desse risada no sábado à noite – logo no início do espetáculo, nos primeiros movimentos do ator Marcos Caruso (sim, o que fez Leleco em Avenida Brasil), alguém na primeira fila já se descontrolava com uma gargalhada aparentemente sem causa.

Marcos Caruso é Andrew Wyke, escritor de romances policiais que convida o amante da sua esposa para uma conversa. É um ator talentoso; domina o texto, as nuances dele e as mudanças que elas provocam no personagem; e até a risada que deixa Andrew com jeito de idiota e que a determinado momento nos causa irritação, serve ao propósito de mostrar o quanto aquele personagem é desequilibrado, embora extremamente calculista.

Erom Cordeiro é o amante Milo Tindolini; e também cumpre bem o seu papel. Os dois têm uma troca interessante em cena, sem desníveis na atuação. E tudo é muito bem marcado e amarrado, com soluções cênicas interessantes, a maioria delas ligadas ao cenário. A direção é de Gustavo Paso, com codireção de Fernando Philbert; e o cenário – bonito, com escadas, espelhos, trabalhando reflexos, luz e sombra, também tem assinatura de Paso e ainda de Ana Paula Cardoso e Carla Berri.

Só que tudo isso serve ao propósito de entreter. Nada contra. Deveria mesmo ir além? É como um desses filmes que ocupam o nosso tempo por duas horas – e no caso da peça a primeira hora é bem mais interessante do que a segunda; mas depois que acabam tudo está do mesmo jeito. Não fica uma reflexão, um sentimento, um lampejo de vida ou de morte, que fosse. Mas é competente no que se pretende – entreter. E que mal há, não é mesmo? Que falta farão essas duas horas na sua existência? Algo tem que ficar além do: “E aí, gostou da peça? Vamos jantar onde?”.

Educação, dinheiro, descaso – É triste ver a situação em que se encontra o Teatro da UFPE. Ontem a peça estava prestes a começar – já passava um bom tempo das 21h; e as pessoas entravam no teatro com lanche, salgadinho, refrigerante, água. Tudo que teoricamente é proibido dentro do teatro. Ou será que deixou de ser? Também não havia ninguém do staff do teatro para fazer esse controle.

Mas esse não é o único problema. O carpete está completamente pintado por marcas de chiclete; o ar condicionado não funciona – a gente passa a noite se abanando e dá graças a Deus quando a peça acaba e recebe uma brisa no foyer; há fiação exposta logo atrás da porta de vidro – é só olhar para o alto. E não estamos nem falando das condições técnicas para receber uma montagem.

Ouvi que o aluguel por noite do Teatro da UFPE não custa menos de R$ 6 mil. É uma pergunta tão óbvia, né? Mas tem que ser feita, paciência: onde está sendo investido esse dinheiro? Porque no teatro, visivelmente, é que não é.

Para completar o capítulo ‘sábado à noite no teatro’, lá pelas tantas, no meio do espetáculo, uma luz se acende. Um espectador mais atento nota que, no Teatro da UFPE, nas laterais, há pelo menos duas salas com janelões de vidro. A luz acesa da sala obviamente interfere na cena e na plateia. E a luz permaneceu ligada até que alguém fosse lá e avisasse o que não deveria precisar: ‘está atrapalhando’. Ainda assim, a porta da sala foi aberta e fechada várias vezes depois disso, com a luz do corredor alcançando a plateia. Será que não tinha outra sala naquele teatro enorme para fazer a apuração da noite?

Por outro lado, um problema recorrente desta vez não aconteceu: nenhum celular atrapalhou a cena (milagre!) e câmeras fotográficas também não foram utilizadas. Ainda há de existir uma luz no fim do túnel.

Em nome do jogo
Quando: hoje, às 19h
Onde: Teatro da UFPE
Quanto: R$ 50 e R$ 25 (meia-entrada)
Informações: (81) 3207-5757

Postado com as tags: , , , , , , , , , , ,

Lugar de criança é no teatro!

Babau abre a Mostra Marco Camarotti de Teatro para a Infância e Juventude. Foto: Pollyanna Diniz

Babau abre a Mostra Marco Camarotti de Teatro para a Infância e Juventude. Foto: Pollyanna Diniz

No fim de 2009, o Sesc inaugurava o Teatro Marco Camarotti, uma homenagem ao professor, diretor, ator, encenador, escritor e arte-educador falecido em 2004. Desde então já havia um foco para o espaço: abrigar e tentar difundir a produção para a infância e juventude. Uma das ações nesse sentido é a Mostra Marco Camarotti de Teatro para a Infância e Juventude que está em sua 3ª edição e começa neste domingo (3).

A escolha dos espetáculos não é tarefa fácil – e não é só pela curadoria em si, pelas escolhas estéticas ou afins. Mas por conta da produção pouco numerosa mesmo. Problema enfrentado, aliás, pelo Janeiro de Grandes Espetáculos este ano. “Acho que ano passado tivemos uma produção forte no teatro adulto, mas sentimentos falta de mais espetáculos infantis”, explica Rodrigo Cunha, coordenador pedagógico do curso de interpretação para teatro do Sesc Santo Amaro.

“São muitos fatores. Mas uma das coisas que percebemos é que a produção está muito amarrada ao Funcultura (Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura). Os projetos só são realizados quando aprovados. Mas existem sim vários grupos interessados no teatro para a infância”, complementa Ailma Andrade, supervisora de Cultura do Sesc Santo Amaro. “Não seria possível, por exemplo, fazer uma mostra seguindo alguma temática, por exemplo. Mas geralmente são grupos com um trabalho continuado neste segmento”, finaliza Ailma.

Olhando a programação, o que disse a supervisora de Cultura do Sesc se confirma. Este ano, a mostra presta homenagem, por exemplo, ao grupo Mão Molenga Teatro de Bonecos, que tem 27 anos de trajetória. Será uma ótima oportunidade para rever ou conhecer de forma mais ampla o grupo – só do repertório do Mão Molenga serão cinco montagens: Babau ou a vida desembestada do homem que tentou engabelar a morte (3), Fio mágico (10), Era uma vez (12), A cartola encantada (19) e Algodão doce (17 e 24).

E a mostra tem ainda Seu rei mandou… (7), da Cia Meias Palavras (leia aqui as críticas ao espetáculo); Pindorama, caravela e malungo (9), do Quadro de Cena; Baú encantado: Conta daí que eu conto de cá (14), com Adriano Cabral e Hilda Torres; As Levianinhas em pocket show para crianças (16), da Cia Animé (também já escrevemos sobre o espetáculo); Passaredo (21), do grupo Proscênio; e a estreia Le Petit Grandezas do Ser (23), da Companhia Circo Godot de Teatro.

Seu Rei Mandou..., espetáculo da Cia Meias Palavras

Seu Rei Mandou…, espetáculo da Cia Meias Palavras

Os ingressos para os espetáculos da mostra custam R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada), mas escolas públicas com prévio agendamento não pagam. O agendamento pode ser feito através do telefone (81) 3216-1728.

Confira a programação:

03/3, às 16h
Babau ou a vida desembestada do homem que tentou engabelar a morte, do Mão Molenga Teatro de Bonecos
Sinopse: Babau é um espetáculo que ilustra o processo de criação dos mamulengueiros de Pernambuco. Mostra como esses artistas desenvolvem suas práticas e técnicas, a importância e a graça da arte do mamulengo e a difícil realidade na qual os mestres populares estão inseridos. O universo do espetáculo é baseado na vida e obra de bonequeiros reconhecidamente virtuosos, misturando informações obtidas em conversas com mestres Zé Lopes e Zé Divina. O elo entre vários mamulengueiros é Babau, um boneco que passa de geração em geração pelas mãos dos mestres. Ele é o personagem que sempre consegue enganar a morte, numa situação inversa a de seus manipuladores e criadores, muitos dos quais morrem esquecidos e miseráveis.
*O ESPETÁCULO CONTARÁ COM OS RECURSOS DE ÁUDIODESCRIÇÃO E TRADUÇÃO EM LIBRAS.
Faixa etária indicativa: 8 anos

07/3, às 10h
Seu Rei Mandou…, da Cia Meias Palavras
Sinopse:Inspirado pela tradição oral, o espetáculo narra, com música ao vivo, humor e poesia, a trajetória de tirania, bravura, esperteza e bonanças de três reis através das histórias: A Lavadeira Real, O Rato que roeu a Roupa do Rei de Roma e O Rei chinês Reinaldo Reis. Todas recontadas e criadas pelo escritor, ator, palhaço, bonequeiro e contador de histórias Luciano Pontes, pesquisador desse ofício desde 2005, acompanhado pela flauta e tambor do músico Gustavo Vilar.
Faixa etária indicativa: 06 anos

09/3, às 16h
Pindorama, caravela e malungo, do Grupo Quadro de Cena
Sinopse: Pindorama, caravela e malungo é uma história sobre uma expedição às águas profundas da formação do povo brasileiro. História cheia de bichos, de coisas de mar, de índio, de negro e de branco, de heróis, de bonecos, de verdade verdadeira e de mentira que virou verdade, que se aninham ao universo infanto-juvenil para lembrar da poesia da origem do Brasil.
*O ESPETÁCULO CONTARÁ COM OS RECURSOS DE ÁUDIODESCRIÇÃO E TRADUÇÃO EM LIBRAS.
Faixa etária indicativa: Livre

Fio mágico conta a história de um garoto que descobre que pode adiantar o tempo. Foto: Mão Molenga

Fio mágico conta a história de um garoto que descobre que pode adiantar o tempo. Foto: Mão Molenga

10/3, às 16h
Fio mágico, do Mão Molenga Teatro de Bonecos
Sinopse: A peça é uma parábola sobre o tempo e a importância de se viver e aprender com cada experiência vivida. Conta a história de um menino impaciente, que recebe o dom de adiantar o tempo manipulando o fio de sua própria vida. Esta montagem foi contemplada com o Prêmio Funarte Myriam Muniz 2007.
Faixa etária indicativa: 6 anos

12/3, às 15h
Era uma vez, do Mão Molenga Teatro de Bonecos
Sinopse: Um grupo de bonecos resolve encenar uma adaptação do tradicional conto de fadas Rapunzel. Acontece que a bruxa, orgulhosa da sua beleza, decide inverter os papeis. Tenta de todas as formas ser a princesa da história e provoca um rebuliço geral na Companhia de Bonecos. A verdadeira princesa, indignada, decide defender seu posto. Trava-se uma disputa bem humorada pelo papel de princesa. Entre mágicas, números musicais, aparições fantasmagóricas e brincadeiras a história toma rumos inesperados.
Público alvo – Crianças a partir dos quatro anos de idade.
Faixa etária indicativa: Livre

14/3, às 10h
Baú Encantado: conta daí que eu conto de cá, com Adriano Cabral e Hilda Torres
Sinopse: Traz a história de dois idosos que nunca largaram o “faz de conta” e para tanto quando se encontram transformam-se em duas crianças: Aninho e Didinha (processo que resgata a infância dos próprios atores). Toda história será contada com muita ludicidade: o texto das Sete Saias da Lua será norteador; em paralelo serão contadas histórias de autores pernambucanos e a última intervenção será das crianças que também contarão estórias.
Faixa etária indicativa: Livre

Palhaças-cantoras-divertidíssimas! As Levianinhas em pocket show para crianças. Foto: Pollyanna Diniz

Palhaças-cantoras-divertidíssimas! As Levianinhas em pocket show para crianças. Foto: Pollyanna Diniz

16/3, às 16h
As Levianinhas em pocket show para crianças, da Cia Animé
Sinopse: Além do repertório infantil, a banda de palhaças apresenta algumas canções que agradam a todas as idades, a exemplo de Biquíni de bolinhas amarelinho. Com histórico de sucesso com seu pocket show para adultos, agora a Companhia apresenta a versão para crianças do espetáculo.
*O ESPETÁCULO CONTARÁ COM TRADUÇÃO EM LIBRAS.
Faixa etária indicativa: Livre

19/3, às 16h
A Cartola Encantada, do Mão Molenga Teatro de Bonecos
Sinopse: A peça começa com o Sapinho que decide realizar um show de mágicas com sua cartola encantada. Apesar de todos os seus esforços, algo sai errado e ao invés de coelhos, o que sai da cartola é um rato vilão que vem sabotar o show. Personagens como a macaca Heleninha, flores, abelhas e uma cobra dançarina conduzem a história.
Faixa etária – Crianças a partir dos quatro anos de idade.

21/3, às 10h
Passaredo, do Grupo Proscênio (Sesc Surubim)
Sinopse: Utilizando o universo do diálogo entre o humano e aves, Passaredo conta de forma lúdica uma ‘história de gente e pássaro’ – as mais lindas (ou não) relações que estabelecemos com a natureza. Além da poesia e vida de Luiz Gonzaga, o espetáculo se apropria de elementos trágicos para contar a saga fictícia de um pequeno “herói”, que por causa da sua amada, aventura-se no sertão em busca do seu amor.
Faixa etária indicativa: 10 anos

23/3, às 16h
Le Petit – Grandezas do Ser, da Cia Circo Godot de Teatro
Sinopse: Livremente inspirado na mais famosa personagem de Antoine de Saint-Exupéry, Le Petit Grandezas do Ser apresenta um universo fabular em que a corrida contra o relógio, a fidelidade a um amigo doente e o medo da solidão são os princípios dramatúrgicos para ações que fundam uma narrativa lúdica e poética, a qual, abolindo por completo o uso da palavra, como um filme mudo, propõe uma diversidade de imagens, sonoridades e situações.
Faixa etária indicativa: 8 anos

17/3 e 24/3, às 16h
Algodão Doce, do Mão Molenga Teatro de Bonecos
Sinopse: A peça marca os 25 anos de trabalho da companhia pernambucana Mão Molenga Teatro de Bonecos. É um espetáculo infanto-juvenil de teatro-dança e de formas animadas, onde atores-manipuladores, bailarinos, bonecos e objetos ilustram o processo de construção da chamada Civilização de Açúcar. As situações dramáticas e as criações coreográficas baseiam-se nesse rico imaginário. Sua concepção foi criada a partir de dados históricos, das narrativas populares e de elementos presentes em manifestações espetaculares genuinamente nordestinas como o Mamulengo e o Cavalo-Marinho.
*O ESPETÁCULO CONTARÁ COM TRADUÇÃO EM LIBRAS.
Faixa etária indicativa: 8 anos

Algodão doce tem bonecos com textura de algodão doce e ainda bonecos maiores do que os manipuladores. Foto: Ivana Moura

Algodão doce tem bonecos com textura de algodão doce e ainda bonecos maiores do que os manipuladores. Foto: Ivana Moura

Postado com as tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,