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Uma montagem festiva da tradição
Crítica: Auto da Compadecida
Por Ivana Moura

Sóstenes Vidal e Williams Sant’anna como João Grilo e Chicó. Foto: Hans von Manteuffel

A montagem de Auto da Compadecida – uma farsa modernesca dirigida por Célio Pontes e Eron Villar, com produção de Paulo de Castro, conquista seu público. Teatros lotados nas primeiras sessões, plateia vidrada na cena e rindo nos momentos esperados, elenco experiente entregando exatamente o que a tradição teatral pernambucana consolidou ao longo de décadas. O espetáculo cumpre com eficiência sua promessa de entretenimento popular, mas provoca uma reflexão necessária: em que medida uma montagem contemporânea deve dialogar criticamente com seu próprio tempo ao encenar um clássico? Esta revela-se comercialmente exitosa, porém levanta questões sobre o papel do teatro popular brasileiro diante de textos que já se cristalizaram no imaginário cultural.

Escrita por Ariano Suassuna em 1955, a obra tece uma fusão dramatúrgica singular entre o cordel, os autos medievais e o imaginário sertanejo, resultando numa comédia ou farsa ou auto ou… que é simultaneamente retrato social agudo e profunda reflexão sobre poder e justiça. Essa riqueza textual impõe um duplo desafio: reverenciar o clássico e fazê-lo vibrar com urgência contemporânea. Como equilibrar fidelidade à tradição com pertinência aos nossos tempos?

A direção responde a esta questão de forma categórica, priorizando a conexão imediata com o público através de escolhas que confirmam expectativas em detrimento da provocação. Os diretores imprimem fluidez cênica, enquanto cortes textuais conferem ritmo acelerado à narrativa. O elenco, reunindo intérpretes experientes – alguns veteranos de outras encenações do texto de Suassuna -, demonstra habilidade no andamento da história. Uma energia coletiva palpável transforma a experiência teatral numa celebração popular.

Outra encenação de muito sucesso, da Dramart, permaneceu em cartaz por 21 anos ininterruptos (1992-2012), dirigida por Marco Camarotti e produzida por Socorro Raposo – a primeira intérprete da Compadecida na montagem inaugural de 1956. Embora Fernanda Montenegro seja a referência nacional através do cinema, Socorro Raposo consolidou-se como figura querida do teatro pernambucano. Esta notável longevidade da encenação criou padrões interpretativos e um público fiel que naturalmente influencia qualquer nova abordagem.

A atual produção preserva estereótipos que, embora funcionem como gatilhos de reconhecimento, merecem análise.

Cleusson Vieira, Carlos Lira, Célio Pontes, Clenira Melo e Gil Paz

Clenira Melo interpreta a mulher do padeiro com manobras cômicas que demonstram domínio técnico absoluto, ainda que a direção pareça ter refreado sua inventividade. Sua parceria com Douglas Duan (o padeiro) oferece momentos de elevada qualidade cômica.

Alexandre Sampaio veste de forma hilariante o Major Antônio Moraes, personificação do poder coronelista nordestino. Autoritário, vaidoso e violento, representa esse sertão atávico que confunde força com autoridade. Quanto mais tenta parecer grandioso, mais revela o ridículo de quem exerce poder sem legitimidade.

Foi acertada a opção de manter o Tinhoso como personagem masculino, evitando dificuldades interpretativas que podem comprometer a clareza da personagem.

Já a figura do sacristão (Cleusson Vieira) é construída dentro do estereótipo do homem gay afeminado, aproveitador e escorregadio – representação que, embora agrade enormemente ao público, perpetua leituras questionáveis. Esta projeção em lugares exclusivamente risíveis projeta uma visão reducionista da figura gay.

O trio Carlos Lira (Padre), Mário Miranda (Bispo) e Cleusson Vieira (Sacristão) atuam para evidenciar a corrupção clerical: covardia, subserviência aos poderosos, ética duvidosa. Este parecer institucional cumpre tarefa dramatúrgica, embora permaneça genérico, perdendo oportunidades de estabelecer conexões específicas entre as problemáticas suscitadas por Suassuna e dilemas políticos contemporâneos.

A encenação trabalha com o universo nordestino povoado por cangaceiros, coronéis e tipos populares. Suassuna escreveu em contexto histórico específico (anos 1950), inclusive com algumas posições consideradas ousadas – como a escolha de um Cristo negro, que mirava a imagem da fé ocidental. 

Contudo, setenta anos depois, o cangaceiro romantizado, o coronel autoritário, os tipos populares caricaturais parecem pedir outras lentes para evitar que se reforce a visão estereotipada do Nordeste, aquela que simplifica a complexidade social da região. A direção opta por preservar integralmente essas imagens, mantendo coerência com o texto original, mas abdicando da possibilidade de problematizar na cena esses elementos.

Gil Paz, Simone Figueiredo e Sóstenes Vidal 

Sóstenes Vidal (João Grilo) brilha na liderança, demonstrando presença e timing cômico apurados. Williams Sant’anna constrói um Chicó medroso e cativante. É perceptível, contudo, dificuldade em acompanhar falas de alguns atores pela junção do sotaque carregado e velocidade da dicção. A produção poderia reconsiderar se vale manter os dois atores cantando, pois suas performances vocais não parecem inteiramente satisfatórias.

Paula Tássia traz leveza com estética mendicante, um ar beckettiano e dos Pierrots do Recife, 
costurando cenas com habilidade. Simone Figueiredo oferece uma Aparecida humana e educadora maternal, beneficiada por figurino bem concebido. Merece destaque o acento feminista que imprime à personagem, buscando ressaltar sobre o papel da mulher na sociedade.

Gil Paz como Emanuel/Jesus entrega um Cristo que consegue ser simultaneamente acessível e imponente, bondoso e austero, humanizando a figura sem pieguice e mantendo solenidade sem excessos. Célio Pontes interpretou o cangaceiro nas primeiras apresentações.

A cenografia é formada por duas casas simbolizando igreja e padaria, transformadas no final em céu, purgatório e inferno. É pouco criativa, mas funciona. Os figurinos são mais inspirados e elaborados, de impacto visual, baseados no imaginário dessas personagens, embora persistam em enquadrar protagonistas pobres com remendos e trapos, apostando numa imagem da pobreza que pode soar pitoresca.

A encenação reforça expectativas, opera através do reconhecimento de personagens, situações e códigos estéticos familiares que geram identificação imediata. Esta montagem cria uma experiência festiva que dialoga diretamente com o público pernambucano, que lotou por anos as apresentações da antiga encenação do Auto da Compadecida. O elenco experiente contribui eficazmente para o projeto estabelecido pela direção, o que deve garantir longevidade e sucesso dessa empreitada.

Ficha técnica
Texto: Ariano Suassuna 
Elenco: Alexandre Sampaio, Carlos Lira, Celio Pontes, Clenira Melo, Cleusson Vieira, Douglas Duan, Gil Paz, Mário Miranda, Paula Tássia, Simone Figueiredo, Sóstenes Vidal e Williams Sant’anna.
Direção: Célio Pontes e Eron Villar
Direção Musical: Douglas Duan
Direção de Arte, Figurino e Identidade Visual: Célio Pontes
Design de Luz: Eron Villar
Cenotécnico e Aderecista: Cleusson Vieira
Técnico de Som: Davison Wescley
Contrarregra: Diney Castro e Paulo de Lima Castro
Assessoria de Imprensa: Paula Schver
Mídias Sociais: Nuvon Branding
Filmagem: Pedro Raiz Produções
Fotografia: Thiago Farias
Captação de Recursos: Pedro Castro
Produção Executiva: Paulo De Castro
Realização: Roda Produções Culturais 

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Crise existencial de ator pernambucano na quarentena

Paulo de Pontes passa a quarentena dentro de um teatro, que é também sua casa. Foto: Keity Carvalho

Um ator em confinamento durante 72 dias, dentro de um teatro que é a sua própria casa. Ele está em vias de enlouquecer. Delírios, incertezas, sonhos, conflitos pessoais. No contexto desses dias de isolamento são exploradas a dúvida do futuro, a solidão de um artista e como ele constrói, como ele pensa o mundo, como ele reage à pandemia. De acordo com Paulo de Pontes 72 dias – WORK IN PROCESS é um exercício, um experimento, um diário de bordo pandêmico. “Desde que começou a quarentena estou levantando possibilidades, refletindo sobre a experiência de vida, o teatro, minha carreira, o teatro pernambucano, os problemas políticos. É um reality teatral pandêmico, com performance, vídeo e tecnologia, que pode se tornar um embrião para um espetáculo”.

O público vai ver como ator trabalha um processo. Paulo de Pontes transformou esse processo o mais próximo possível de uma apresentação cênica. O diretor Quiercles Santana fez a direção virtualmente, da sua casa. 

A dramaturgia se baseia na realidade, mas vai ser criada praticamente ao vivo, a partir do roteiro desenvolvido por ator e diretor, performada a partir das memórias de Paulo, sua trajetória artística no Recife, em São Paulo, nessa volta para o Recife.

O programa tem previsão de durar 40 minutos. “uma coisa rápida urgente e eu tenho que condensar esses 72 dias em 40 minutos. é praticamente improvisação dirigida”, diz ele.

“Assista sem a preocupação de achar que é teatro… isso não tem nome…para mim que sou ator, tudo é teatro, tudo na vida é teatro. Mas como as pessoas em meio a uma pandemia estão muito preocupadas em nominar esse negócio que a gente está levando para internet. Estão muito preocupadas com isso… eu não estou… é um experimento cênico de um ator em crise construído a partir de memórias do confinamento”.

Sobre o teatro pernambucano quais as conclusões?
O caos!
Parece que se rema contra a maré o tempo todo.
Mas há muita luta e resistência.
Artistas passando fome.
Tudo lento demais nas secretarias de cultura. Parece que trabalham contra o artista

Quem sabe a lei Aldir Blanc resgate pelo menos 30 por cento dos escombros.

Uma cidade que não conhece seus próprios artistas… daí … uma luta pra dar conta de um cadastro obsoleto dos mapas culturais é motivo de estresse e incerteza de que a lei Aldir Blanc vá contemplar a todos… nunca houve interesse dos órgãos de cultura do estado em cadastrar seus artistas e isso atrasa a vida numa pandemia… agora querem resolver tudo em menos de um mês?

Vínhamos querendo organizar isso há 2 anos no BATENDO TEXTO NA COXIA e nem a classe deu atenção… agora tá aí uma realidade que nos obriga uma organização burocrática em tempo recorde… artista não é prioridade nem pra receber cachê

Dia 5 entregaremos a Casa maravilhas… menos um espaço de resistência na cidade
E por aí vai.

E vai para onde?

Pra lugar nenhum… vamos ficar só com a Cia maravilhas para realizar os projetos apenas

Que pena!!!!

É… mas continuamos na luta

Ator voltou para o Recife, para passar uma temporada.  E não parou de trabalhar. E foi ficando…

Ele ressalta que sua construção pessoal, social e artística foi toda no Recife. Na prática. “Tudo que aprendi, como me transformei no profissional que sou, é tudo fruto do que aprendi no Recife. Com a Seraphim (cia dirigida por Antonio Cadengue), Trupe do Barulho, José Manoel, Companhia do Sol, grandes diretores, Cinderela, com as minhas peças, com o trabalho para escolas”.

Ele passou 14 anos em São Paulo, com os Fofos em Cena. Com um convite de trabalho no Recife viu a possibilidade de passar uma temporada. Que temporada foi essa que o “cabra” já está na capital pernambucana há quase três anos sem botar os pés em Sampa?! “Acabei me envolvendo. Eu voltei também porque quero fazer teatro com os meus amigos, com a minha raiz, com as pessoas com as quais eu comecei, que eu me identifico. Aí eu voltei para o Recife e desde então eu não paro de trabalhar”.

Só de montagens teatrais foram mais de 10 em menos de três anos. Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, O Baile do Menino Deus, Obsessão, Cinderela a História que sua mãe não contou, Em nome do Desejo, A ceia dos Cardeais, Procenium – teatro-jogo 2.0, Berço Esplêndido, Muito Tempo Com Você, só para citar algumas.

Além disso ele abriu junto com a atriz e produtora Márcia Cruz, a Casa Maravilhas e comprometeu-se com movimentos políticos culturais. “Eu me acorrentei ao Teatro do Parque dentro do movimento Virada Cultural Teatro Parque. Se não fosse o movimento talvez o Parque ainda estivesse abandonado”.

Teatro do Parque. Plateia. 

Hall de entrada. Fotos: Reprodução da TV Globo 24/08

O equipamento da prefeitura do Recife está fechado há pelo menos uma década. Com idas e vindas na reforma, está em processo de restauração desde 2015, paralisada no mesmo ano e retomada em 2018 depois de muita articulação e pressão da classe cultural recifense. O Teatro do Parque completou 105 anos no dia 24 de agosto. Está com promessa de ser reaberto em novembro.

 

“Então eu também me envolvi. Senti essa necessidade de lutar, não apenas artisticamente, com minha força política. Eu acredito e quero que Recife volte a ser o que era em termos de teatro, da dignidade do teatro. O Recife é um celeiro de artistas competentíssimos, talentosíssimos, que não fica devendo a nenhum lugar do mundo. Só precisa ser reconhecido e respeitado. E isso foi mola propulsora para lutar também politicamente, junto com os meus amigos. Vamos lá ser mais um grito, mais uma voz, mais uma mão, mais uma força”.

E aí a gente abriu a Casa Maravilhas. Com muita garra para receber esses artistas, mesmo sem dinheiro, sem ter o respeito necessário que a gente precisa ter dos órgãos públicos de Cultura, né?

É isso que não é só o meu trabalho artístico, mas é essa força de construir e reconstruir uma dignidade, para nós no mercado de trabalho.

Porque a gente tinha um trabalho melhor antes de eu ir para São Paulo, e está cada vez mais escasso conquistar esse mercado de trabalho.

E Casa Maravilhas a gente teve uma série de ações positivas na cidade. Uma casa pequena, mas a gente conseguiu, em dois anos, fazer cursos de formação, receber grupos. E aí veio a  pandemia.

Com a pandemia o primeiro pensamento foi: ‘vamos entregar a casa, porque não tem dinheiro para pagar, a gente não tem recursos”. Pensamos melhor e ficamos trabalhando o nome da casa, porque a gente pensava que seria pouco tempo de quarentena.

Abrimos um canal no YouTube para oferecer conteúdo de teatro, de literatura. A gente criou o  Ocupa Maravilhas, para grupos se apresentarem na casa. Isso mudou para o formato virtual com a quarentena. Então muitos artistas se apresentaram virtualmente dentro da Casa Maravilhas sem público.

Isso foi o que nos segurou até agora, além da vaquinha que nós fizemos.

O diário de bordo junta experimentos do que Paulo de Pontes pensa como cidadão, como artista no momento da pandemia e o que vislumbra para o futuro. “Criei 16 exercícios, que estão disponíveis no canal do YouTube. São experimentos para câmera, que atrás é teatro. Claro que não tem público, é uma coisa solitária, mas o exercício em si é para o artista de teatro, ele não diferencia nada”.

Eu tô no meio de uma guerra. Não quero conceituar nada. Isso é a minha experiência no teatro, então não tem porque o negar: isso é teatro. Eu estou dentro disso fazendo todo meu instrumento, que sou eu mesmo, é teatral embora, eu esteja fazendo dentro de um celular, para um celular, virtualmente para um público.

Além de Paulo de Pontes, o técnico Fernando Calábria divide o local, com os devidos cuidados, porque o trabalho mistura vídeo, projeções. “A gente conseguiu a liberação do Sonic Júnior, (Juninho, marido de Tati Azevedo, que é músico), e a gente precisava de uma trilha legal com a liberação do músico, né?, para não cair a transmissão”.

 

Serviço
72 dias – WORK IN PROCESS
Segunda, 28/09, 20h
No YouTube SESC PE
Grátis

Ficha técnica
72 dias – WORK IN PROCESS
Criação e atuação: Paulo De Pontes
Dramaturgia: Quiercles Santana e Paulo De Pontes
Direção: Quiercles Santana
Direção de arte e vídeos: Célio Pontes
Músicas: Sonic Júnior
Técnica: Fernando Calábria
Fotos: Keity Carvalho
Produção: Márcia Cruz
Realização: Companhia Maravilhas de Teatro – Sesc PE – Cultura em Rede Sesc PE.

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Angelicus Prostitutus vai ao shopping dos endinheirados

 

 Angelicus Prostitutus. Foto: Ivana Moura

Marcelino Dias e Lucrécia Forcioni em Angelicus Prostitutus. Fotos: Ivana Moura

A hipocrisia é uma praga. Os humanos se vendem por cargos, ascensão social, sexo e dão um jeitinho de legitimar suas ações degradantes. Com visual colorido, Angelicus Prostitutus amplia a escala dessas corrupções para provocar cócegas na plateia. A peça detona seu arsenal de comicidade em 3 de fevereiro, no Teatro RioMar (shopping recifense dos endinheirados).

Na peça, o cidadão comum Angelicus – quando recebe uma pressão a mais da vida – mata, rouba e mente. Vai a julgamento, mas os juízes são mais confiáveis: Nossa Senhora e Demônio. Humor na veia extraído do jogo teatral que provoca o riso crítico.                                                                                                                                                                                                            100 palavras

Angelicus Foto: Ivana Moura

Célia Regina observa performance de Nossa Senhora (Mauricio Azevedo) e do Demônio (Douglas Duan)

Angelicus Foto: Ivana Moura

Carlos Lira no papel do Padre na peça dirigida por Rudimar Constâncio

FICHA TÉCNICA
Elenco:
Marcelino Dias: Angelicus e Coro
Carlos Lira: Padre e Coro
Célia Regina: Mulher de Prendas Domésticas e Coro
Douglas Duan: Palhaço e Coro
Lucrécia Forcioni: Terezinha e Coro
Bruna Bastos: Prostituta e Coro
Luciana Lemos: Prostituta e Coro
Edes di Oliveira: Policial e Coro
Marinho Falcão: Policial e Coro
Mauricio Azevedo: Cidão e Coro
Gabriela Fernandes: Jornaleiro e Coro
Gabriel Conolly: Músico e Coro
Texto: Hamilton Saraiva
Encenação: Rudimar Constâncio
Assistência de Direção: Almir Martins
Direção de Arte (figurinos, cenários, adereços e maquiagem): Célio Pontes
Assistente de Direção de Arte: Manuel Carlos
Músicas e Arranjos: Demetrio Rangel e Douglas Duan
Direção musical: Demetrio Rangel e Douglas Duan
Iluminação e Operação de Luz: Luciana Raposo
Preparação Corporal e Coreografias: Saulo Uchôa
Preparação da Voz para a cena: Leila Freitas
Preparação Circense: Boris Trindade Júnior
Preparação da Voz para o canto: Douglas Duan
Preparação Percussiva: Charly Du Q
Contrarregragem e Cenotécnica: Elias Vilar e Clovis Júnior
Vídeo Maker: Almir Martins
Direção de Produção: Ana Júlia da Silva
Produção Executiva: Lucrécia Forcioni
Confecção de Adereços: Manuel Carlos, Jerônimo Barbosa
Confecção de Figurinos: Manuel Carlos, Helena Beltrão, Irani Galdino
Confecção de Máscaras: Douglas Duan e Célia Regina
Confecção de Materiais de Iluminação: Luciana Raposo
Execução de Cenários: Manuel Carlos.
Programação Visual: Claudio Lira
Fotos e Filmagem: Maker Mídia
Direção Geral: Rudimar Constâncio
Realização: Sesc Piedade

Realização: Opus, Ministério da Cultura e Governo Federal

SERVIÇO
Angelicus Prostitutus
Quando: Dia 3 de fevereiro (sexta), às 21h
Onde:</strong> Teatro RioMar: Av. República do Líbano, 251, 4º piso – RioMar Shopping
www.teatroriomarrecife.com.br

Duração: 90 minutos
Classificação: 14 anos

Ingressos:
Balcão: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)
Plateia Alta: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)
Plateia Baixa: R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia)

Canais de vendas oficiais: bilheteria do Teatro RioMar Recife (terça a sábado, das 12h às 21h, e domingos e feriados, das 14h às 20h)
Vendas online: www.ingressorapido.com.br
Televendas: 4003-1212

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Viva la Vida encerra Festival Estudantil

Viva la Vida tem direção de Fred Nascimento. Foto: Fernando Figueiroa.

Viva la Vida tem direção de Fred Nascimento. Foto: Fernando Figueiroa.

O 14º Festival Estudantil de Teatro e Dança apresenta as derradeiras atrações desta edição neste fim de semana, no Teatro Apolo, no Recife. Viva La Vida, interpretado por alunos do Curso Básico de Teatro da Escola Municipal de Arte João Pernambuco, do Recife; O Labirinto, da Academia Santa Gertrudes, de Olinda; Central Park West da Hipérion Escola de Artes, do Recife e Era Uma Vez no Fundo do Mar, do Espaço Criança Esperança de Jaboatão, de Jaboatão dos Guararapes são as atrações. A programação reuniu 37 grupos, sendo cinco de teatro infanto-juvenil, sete de teatro adulto e 25 grupos de dança e coreografia.

As encenações de O Labirinto e Viva La Vida contam com a presença de intérpretes de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), como participação da Semana Estadual da Pessoa com Deficiência.

Viva La Vida é um espetáculo/ritual guiado por textos de Eduardo Galeano, Pablo Neruda, Vladimir Maiakovski, Victoria Santa Cruz, Antonin Artaud, com direção de Fred Nascimento. Esses fragmentos tensionam as noções de vida e morte. A obra investe na projeção da luta pela liberdade e pela democracia, as guerras travadas pelos povos indígenas, contra o preconceito. Alguns desses artistas latino-americanos afrontaram os ditadores desses países na busca por libertação.

A obra de Frida Kahlo e a festa de Los Muertos são inspirações da montagem, que lança mão do surrealismo e ressalta um ditado popular mexicano que diz: “Não deixem nossos mortos morrerem”. E busca com essa ideia reverenciar a vida.

O Festival tem como meta a difusão das artes cênicas entre alunos das escolas públicas e privadas de todo o Brasil, possibilitando o intercâmbio e o incentivo da produção cultural no âmbito escolar, bem como a formação de plateias e de artistas para os palcos profissionais.
Como incentivo aos grupos participantes do festival, será selecionado uma peça para compor a programação do Janeiro de Grandes Espetáculos, 2017, no Recife. O grupo que vai fazer essa escolha é formado pelo produtor Pedro Portugal; pelo ator, diretor e dramaturgo Albemar Araújo; e pelo ator e diretor Célio Pontes.

Central Park West, da Hipérion Escola de Artes. Foto: Divulgação

Central Park West, da Hipérion Escola de Artes. Foto: Divulgação

SERVIÇO
14º Festival Estudantil de Teatro e Dança
Onde: Teatro Apolo, Rua do Apolo, 121 – Recife.
Ingresso: R$10 (preço promocional).

Dia 27 de agosto de 2016 (sábado), 16h
O Labirinto – Academia Santa Gertrudes – Olinda
Texto e direção: Gabi Cabral

Dia 27 de agosto de 2016 (sábado), 20h
Central Park West – Hipérion Escola de Artes – Recife.
Texto: Wood Alen
Direção: Edson Aranha

Dia 28 de agosto de 2016 (domingo), 16h
Era Uma Vez no Fundo do Mar – Espaço Criança Esperança de Jaboatão- Jaboatão dos Guararapes.
Texto: Elis Costa
Direção: Altino Francisco

Dia 28 de agosto de 2016 (domingo), 20h
Viva La Vida – Escola Municipal de Arte João Pernambuco – EMAJPE – Recife.
Preparação corporal: Juliana Nardin
Direção de elenco: Lau Veríssimo
Iluminação: Ronaldo Pereira
Maquiagem e Figurino: Samuel Siebra
Fotografia: Fernando Figueirôa
Dramaturgia e direção: Fred Nascimento
Elenco: Damyeres Barbosa, Lucas De Valois, Caio Rique, Robson Thiago,Leonardo Mello, Sueli Do Arte, Bruna Luiza Barros, Marcelo M. Barros,Elaine Cristina e El Maria.

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Sessão especial de Obsessão

Mulheres apaixonadas, ideias  fixas e traições alimentam a peça

Mulheres apaixonadas, ideias fixas e traições alimentam a peça

Amizade e rivalidade duelam na comédia Obsessão, que faz uma sessão especial no Teatro de Santa Isabel, nesta quinta-feira, às 20h. A peça é uma adaptação pernambucana de uma montagem de sucesso que está em cartaz desde 2012, no Rio de Janeiro. A dramaturgia é de Carla Faour (Tapas e Beijos), indicada ao Prêmio Shell 2012 de Melhor Autor. A direção é do carioca Henrique Tavares (Amor e Sexo), também indicado ao Prêmio Shell 2012 de Melhor Diretor pela peça.

A Obsessão pernambucana é encabeçada pelos atores Simone Figueiredo, Nilza Lisboa e Silvio Pinto, que também assumem a produção sem nenhum apoio de Leis de Incentivo.

O espetáculo fez curta temporada no Teatro Boa Vista, no último mês de maio. Os ingressos custam R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada).

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