A luta de Zumba-Dentão

A Gloriosa Vida e o Triste Fim de Zumba sem dente tem entrada franca ao público

A Gloriosa Vida e o Triste Fim de Zumba sem dente tem entrada franca ao público

“Pertenço a uma cultura de resistência e justamente porque a liberdade e a dignidade do homem estão em crise é que utilizo a única arma que tenho – minha ficção, para combater a intolerância sob qualquer aspecto em que se apresente”. Enquanto houver injustiça neste mundo, as palavras de Hermilo Borba Filho cintilam feito faca afiada.

A Gloriosa Vida e o Triste Fim de Zumba sem Dente é uma dessas lâminas. O espetáculo está em cartaz às terças-feiras do mês de agosto, às 19h30, no teatro que leva o nome do escritor pernambucano, com entrada franca. Os ingressos para a encenação podem ser retirados na bilheteria do teatro, a partir das 18h.

Zumba é um personagem que aparece nas narrativas de Hermilo Borba Filho primeiro no conto A gravata, do livro O general está pintando. Vítima da repressão policial, com requintes de crueldade, ele carrega o sinal da tortura inclusive na alcunha de “Zumba-Dentão”. Chamado de bolchevista por anunciar mudanças ele é uma figura que atua como metáfora da resistência.

Baseada no texto O Traidor do escritor Hermilo Borba Filho, conta a história do sapateiro candidato a prefeito na cidade de Palmares e que aniquilado.

” Zumba-Dentão, assim chamado porque nas centenas de prisões por que passara arrancaram-lhe as unhas e todos os dentes menos o grandão da frente, jamais nada se provando porque coisa nenhuma existia, mas ele pagando por qualquer malfeito impune na cidade.”

A peça tem adaptação e direção de Carlos Carvalho. A direção musical, criada pelo instrumentista Juliano Holanda, é executada ao vivo durante a peça. No elenco estão Mario Miranda, Andrezza Alves, Flávio Renovatto e Daniel Barros.

Outra encenação de A Gloriosa Vida e o Triste Fim de Zumba-Sem-Dente, também com assinatura de Carlos Carvalho, foi erguida no início dos anos 2000. Contava com direção musical de André Freitas, que buscou inspiração no cavalo-marinho.

Na atual montagem, a tradição do teatro popular como o mamulengo, o cavalo-marinho, está conectada à temática da idealização de um mundo melhor, a luta pelo poder, a urgência da democracia durante o governo militar. E prossegue falando sobre as questões atuais.

Estudioso da obra de Hermilo, Carlos Carvalho já ergueu as montagens Mucurana, o Peixe, a partir do conto O Peixe, protagonizado por Azaias Rodrigues (Zaza) e O Palhaço Jurema e os Peixinhos Dourados, elaborado com base em O Palhaço, com Gilberto Brito no elenco.

Serviço
A Gloriosa Vida e o Triste Fim de Zumba sem Dente
Quando: Nas terças-feiras de agosto, às 19h30
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho, Av. Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife
Quanto: Grátis
Informações: (81) 3355-3318

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Programa de AGOSTO

ESTREIA

PURO LIXO, O ESPETÁCULO MAIS VIBRANTE DA CIDADE

Puro lixo

Grupo Vivencial é homenageado no espetáculo Puro lixo

Puro lixo – O espetáculo mais vibrante da cidade celebra a atuação do Grupo Vivencial, trupe de Olinda que, com coragem e purpurina, protagonizou uma experiência  radicalmente transformadora de arte e liberdade no Brasil sob a repressão da ditadura militar.
A montagem destaca o clima de alegria e festa das montagens e das vivecas.
Última parte da trilogia Transgressão em três atos – projeto de Stella Maris Saldanha, Alexandre Figueirôa e Cláudio Bezerra desde 2008, que exalta o  legado do Teatro Hermilo Borba Filho (THBF), do Teatro Popular do Nordeste (TPN) e do grupo Vivencial. Tem texto de Luís Augusto Reis, com consultoria de João Silvério Trevisan e direção de Antonio Cadengue. No elenco Eduardo Filho, Gil Paz, Marinho Falcão, Paulo Castelo Branco, Samuel Lira e Stella Maris Saldanha.
Quando: Estreia dia 13 de agosto, Sábado,  18h e 20h. Temporada de  de 13 de agosto a 4 de setembro, 18h (Nos dia 13 e 14, serão duas sessões: às 18h e às 20h)
Quanto: R$ 20 e R$ 10.
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (Rua do Apolo, 121, bairro do Recife).

IN-DI-VÍ-DU-O

Espetáculo In-di-ví-duo. Foto: Alessandro Moura

Espetáculo In-di-ví-duo. Foto: Alessandro Moura

In-di-ví-duo, é o nome de uma jornalista que detém segredos comprometedores para alguns poderosos. Ele vive no País Sem Nome, que passa por um momento de crise e abandona os princípios ideológicos para aderir a um sistema totalitário. A construção cênica do espetáculo está calcada na atmosfera fantástica, não linear, de uma trama de cunho político-dialético e no gestual. Com a companhia teatral Artemanha, grupo paulista que firma residência no Recife. A dramaturgia e a encenação de Luciano Santiago. Elenco: Daniel Gomes, Luciana Lemos, Luciano Santiago, Ronald Santos Cruz e Washington Machado.
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (Rua da Aurora, 457, Boa Vista)
Quando: 12 e 13 de agosto, sexta e sábado, às 20h.
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (meia0.
Informações: 3184-3057.

GALILEU, GALILEI

Atriz Denise Fraga faz o papel d cientista italiano. Foto: João Caldas Divulgação

Atriz Denise Fraga faz o papel do cientista italiano. Foto: João Caldas Divulgação

A atriz Denise Fraga interpreta o cientista italiano perseguido pela Inquisição na comédia Galileu Galilei, do dramaturgo alemão Bertold Brecht. Trata de questões como intolerância, fundamentalismos e disputas político-religiosas. A peça questiona a figura de Galileu e realiza um embate entre o papel social de cada um e o conforto individual. No elenco estão os atores Ary França, Lúcia Romano, Théo Werneck, Maristela Chelala, Vanderlei Bernardino, Jackie Obrigon, Luís Mármora, Silvio Restiffe e Daniel Warren.
Onde: Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Santo Antônio).
Quando: 18, 19, 20 e 21 de agosto; de quinta a sábado, às 20h; domingo, às 19h.
Ingresso: R$ 70 e R$ 35 (meia).
Informações: 3355-3323.

HISTÓRIAS BORDADAS EM MIM

Agrinez Melo. Foto: Reprodução da internet

Agrinez Melo. Foto: Reprodução da internet

Primeiro solo da atriz Agrinez Melo, Histórias Bordadas Em Mim, abarca histórias reais e vivências com a costura e com a vida. São depoimentos pessoais que traçam a dramaturgia, que resgata momentos de infância e da tempos recentes.
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista).
Quando: De 19 de agosto a 26 de setembro, sextas, às 20h. 
Ingresso: R$ 30 e R$ 15 (meia).
Informações: 98768-5804 e 99505-4201.

DOROTÉIA

Rosamaria Murtinho e Letícia interpretam Nelson Rodrigues dias 20 e 21 de agosto, no Teatro RioMar

Rosamaria Murtinho e Letícia Spiller interpretam Nelson Rodrigues dias 20 e 21 de agosto, no Teatro RioMar

Na galeria de personagens de Rosamaria Murtinho predominam as mulheres ricas e sofisticadas. Nos 60 anos de carreira a atriz quis desconstruir essa imagem. Dona Flávia, a protagonista de Dorotéia, uma mulher feia, frustrada e infeliz que busca destruir a beleza da prima Dorotéia, uma criatura voluptuosa, porém arrependida, interpretada por Letícia Spiller. A fera e a bela de Nelson Rodrigues, com encenação de Jorge Farjalla.
Quando: Dia 20 de agosto (sábado), às 21h; Dia 21 de agosto (domingo), às 19h
Onde: Teatro RioMar Recife: Av. República do Líbano, 251, 4º piso – RioMar Shopping
Informações: (81) 4003.1212
Duração: 90 minutos
Classificação etária: 16 anos
Ingressos
Balcão Nobre:
R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia)
Plateia:
R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia)
Canais de venda oficiais: bilheteria do teatro (terça a sábado, das 12h às 21h, e domingos e feriados, das 14h às 20h) e site Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br)
* Meia-entrada válida para maiores de 60 anos, professores estudantes e assinantes do Jornal do Commercio.

 

ESPECIAL

AS CRIADAS MAL-CRIADAS

Com Thiago Ambrieel, Thyna Flyer e Trupe Do Barulho. Foto: Divulgação

Com Thiago Ambrieel, Thyna Flyer e Trupe Do Barulho. Foto: Divulgação

As diabólicas Clair e Solange não desistem de acabar com o glamour de Madame X, uma poderosa drag queen, que se dedica a concorrer a todos os títulos disponíveis no mercado como Miss Traveca. E que faz de tudo para conquistar os troféus, inclusive comprar jurados. O texto assinado por Luiz Navarro, é baseado na dramaturgia do francês Jean Genet e a direção de Manoel Constantino O humor irreverente da Trupe do Barulho, ganha pitadas policialesca e carnavalizada.
Serviço
As Criadas Malcriadas
Quando: 20 De Agosto, às 20h
Onde: Teatro Experimental Roberto Costa – Paulista North Way Shopping
Quanto:
Ingresso antecipado com 50% de desconto na bilheteria do teatro.
Informações: (81)98463-8388.

FESTIVAL PAGUE QUANTO PUDER 

Alegria de Náufragos Foto: Rafael Passos

Alegria de Náufragos, do grupo paraibano Ser Tão Teatro está no Festival Pague quanto Puder  Foto: Rafael Passos

O Grupo Magiluth realiza o Festival Pague Quanto Puder de Artes Integradas, de 6 a de agosto. Apresentações teatrais, musicais e de dança, performances, oficinas, exposições, no Teatro Barreto Júnior, Edf. Texas e Pátio de Santa Cruz. Participam grupos de Pernambuco, Minas Gerais, Paraíba e São Paulo.
DE SEGUNDA-FEIRA (08/08) A QUINTA-FEIRA (11/08) – Oficina de dramaturgia Nem tudo o que eu falei foi pensado, com Giordano Castro (PE), no Edf. Texas, 1º andar, das 14h às 17h
DE TERÇA-FEIRA (09/08) A A QUINTA-FEIRA (11/08)  – Oficina ‘Manifesto de um corpo delirante’, com Carolina Bianchi (SP), no Edf. Texas, 3º andar, das 14h às 17h
TERÇA-FEIRA (09/08) –
Performance Grupo Magiluth e Ex-exus, No Edf. Texas, 3º andar, às 20h

Magiluth e ex-exus. reprodução do facebook

Magiluth e ex-exus. reprodução do facebook

Show ‘Pernalonga, a banda de um homem só’, No Edf. Texas (bar), às 22h
QUARTA-FEIRA (10/08)
Espetáculo ‘Elegún – um corpo em trânsito’, com Jorge Kildery (PE), No Edf. Texas, 3º andar, às 20h
Show com Publius, no Edf. Texas (bar), às 22h
QUINTA-FEIRA (11/05)
Espetáculo 1 Torto, com Grupo Magiluth (PE), No Edf. Texas, 3º andar, às 20h.

1 Torto, terceiro espetáculo do Magiluth está na programção. Foto: Val Lima

1 Torto, terceiro espetáculo do Magiluth. Foto: Val Lima

Festa Vodalevu, No Edf. Texas (bar) e Mundo Novo, às 22h
SEXTA-FEIRA (12/08)
Espetáculo Alegria de náufragos (ou A Capacidade de Suportar), com o Ser Tão Teatro (PB), no Edf. Texas, 3º andar, às 20h.

Alegria de Náufragos (ou A Capacidade de Suportar). Foto: Rafael Passos

Alegria de Náufragos Foto: Rafael Passos

Festa Hellcife Sound System, No Edf. Texas (bar), às 22h
SÁBADO (13/08)
Abertura da exposição, com Java Araújo, Priscila Lins, Raoni Assis, Nathália Queiroz, Hugo Castro, No Edf. Texas, 1º andar, a partir das 18h
Espetáculo Alegria de náufragos, com o Ser Tão Teatro (PB), no Edf. Texas, 3º andar, às 20h.
‘Tatuagem’, com Hugo Castro, No Edf. Texas, 1º andar, às 18h
Show com Semente de Vulcão, No Texas Café Bar, às 19h
Show ‘Forró na Caixa’, No Texas Café Bar, às 22h
DE SEGUNDA-FEIRA (15/08) A QUARTA-FEIRA (17/08)
Oficina ‘Suzuki’, com Luciana Brandão (BH)
No Edf. Texas, 3º andar, das 9h às 12h
TERÇA-FEIRA (16/08)
Espetáculo Leve cicatriz, com a Cia. TEMO e Luciana Brandão (BH), direção de Léo Kildare Louback, no Edf. Texas, 3º andar, às 20h

Leve Cicatriz, com Luciana Brandão e direção de Léo Kildare Louback – Foto: Claudia Saito /Coletivo Fotomix 2015

Leve Cicatriz, com Luciana Brandão. Foto: Claudia Saito

Show com Juvenil Silva, No Edf. Texas (bar), às 22h
QUARTA-FEIRA (17/08) E QUINTA-FEIRA (18/08)
Oficina Estranha resistência, com Marcelo Castro (BH),  no Edf. Texas, 3º andar, das 14h às 17h
QUARTA-FEIRA (17/08)
Espetáculo Leve cicatriz, com a Cia. TEMO e Luciana Brandão (BH), No Edf. Texas, 3º andar, às 20h
Show de Aninha Martins, No Texas Café Bar, às 22h
QUINTA-FEIRA (18/08)
Performance ‘Ruído’, com Grupo Espanca (BH), No Edf. Texas (bar), às 17h
Cinema e debate ‘Fincar: narrativas experimentais’, com curadoria de Maria Cardoso e Mariana Porto; no Edf. Texas, 3º andar, às 19h
Festa, No Edf. Texas, às 22h

 

EM CARTAZ

A RECEITA

Solo com Naná Sodré. Foto: Thais Lima

Solo com Naná Sodré. Foto: Thais Lima

O solo A Receita, com a atriz Naná Sodré faz curta temporada no Teatro Luiz Mendonça, nos dias 11,18 e 25 de agosto (Quintas), às 20h, dentro do projeto Hoje tem Espetáculo. Com texto e direção de Samuel Santos mostra a história tragicômica de uma mulher anônima, que entra em abstração, depois de maus-tratos e abandono do marido. Morte, violência, loucura e a intolerância são narradas nesse monólogo explorando diversos pontos de vista.
A Receita começou a ser construída em Brasília, no VI Masters-in-Residence com Eugenio Barba e Julia Varley do grupo dinamarquês Odin Teatret – Edição Comemorativa – O Diálogo das Técnicas 2013. O solo foi exercitado a partir das observações do diretor Eugênio Barba e da atriz Julia Varley. O processo teve sua continuidade no Recife com direção de Samuel Santos que também assina o texto.
Tudo que é construído na cena vem do ator, não há subterfúgios na cenografia, no figurino e na luz, garante o diretor.
A Receita
Quando: Dias 11,18 e 25 de agosto (Quintas), às 20h
Onde: Teatro Luiz Mendonça fica no Parque Dona Lindu – Av. Boa Viagem, S/N – Boa Viagem, Recife
Classificação: 14 anos.
Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Informações: (81) 3355-9821

A GLORIOSA VIDA E O TRISTE FIM DE ZUMBA SEM DENTE

A Gloriosa Vida e o Triste Fim de Zumba sem Dente" fica em cartaz nas terças-feiras de agosto. Foto: Eduarda Portella/ Divulgação

Zumba sem Dente em cartaz nas terças-feiras de agosto. Foto: Eduarda Portella/ Divulgação

Baseado no conto O Traidor, de Hermilo Borba Filho. Narra a história de Zumba, sapateiro de Palmares que foi sequestrado e morto após se candidatar a prefeito da cidade. A montagem tem adaptação e direção de Carlos Carvalho, e direção musical de Juliano Holanda. No elenco Mario Miranda, Andrezza Alves, Flávio Renovatto e Daniel Barros.
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife).
Quando: 9, 16, 23 e 30 de agosto, terças, às 19h30. 
Ingresso: Entrada gratuita.
Informações: 3355-3318.

O MASCATE, A PÉ-RAPADA E OS FORASTEIROS

O Mascate, a Pé rapada e os Forasteiroscom o ator Diógenes D. Lima. Foto: Toni Rodrigues

O Mascate, a Pé rapada e os Forasteiros com o ator Diógenes D. Lima. Foto: Toni Rodrigues

Recife e Olinda têm histórias divertidas que o ator Diógenes D. Lima leva à cena com linguagem do teatro de bonecos.
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife).
Quando: 10, 11, 17, 18, 24, 25 e 31 de agosto. Quartas e quintas, às 20h.
Ingresso: R$ 30 e R$ 15 (meia).
Informações: 3355-3320.

 SISTEMA 25

Ssistema 25. Foto: Rogerio Alves.

Ssistema 25. Foto: Rogerio Alves.

A situação carcerária do Brasil é o tema central da peça, construída em conjunto pelos atores-narradores e pelo diretor José Manoel Sobrinho. O ponto de partida é uma visita a um presídio no dia de uma rebelião. Apenas 25 espectadores por sessão.
Onde: Caixa Cultural Recife – Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife.
Quando: De 4 a 27 de agosto; quintas e sextas, às 19h; sábados, às 15h e às 19h. 
Ingresso: R$ 10 e R$ 5 (meia).
Informações: 3425-1915.

A BICHA BORRALHEIRA

Flavio Andrade (Príncipe) e Filipe Enndrio (Burralheira). Foto: Ivana Moura

Flavio Andrade (Príncipe) e Filipe Enndrio (Burralheira). Foto: Ivana Moura

A Bicha Borralheira (Cinderela a estória que sua mãe não contou) faz uma única apresentação no dia 13 de agosto, às 20h no recém inaugurado Teatro Experimental Roberto Costa, em Paulista.  A Cinderela suburbana do Recife, gay e pobre vai à luta pelo sua felicidade, com a ajuda da fada-madrinha. A Bicha Borralheira é a versão original que deu origem ao fenômeno Cinderela, a estória que sua mãe não contou, a peça mais vista nos anos 1990. Henrique Celibi assina texto, direção, produção. No elenco estão Carlos Mallcom (Madrasta), Filipe Enndrio (Burralheira), Flavio Andrade (Príncipe), Renê Ribeiro e Robério Lucado (as irmãs), Henrique Celibi (Bicha Madrinha), Ítalo Lima (vassalo do rei)
Onde: Teatro Experimental Roberto Costa (Paulista no Shopping North Way)
Quando: sábado dia 13 de agosto
Ingresso: R$ 20
Informações:

O DIÁRIO QUASE RIDÍCULO DE AURORA

atores Rose Quirino e Leonardo Bouças. Foto: Divulgação

atores Rose Quirino e Leonardo Bouças. Foto: Divulgação

O espetáculo da Cia. de Teatro Omoiós traz a história de Aurora, uma mulher em eterna busca por amores, com esperança e desejo de liberdade. Ela narra encontros e desencontros nas páginas de um diário. Faz de uma mesa de bar seu próprio divã e dos goles de uísque a chave para abrir seu coração. Aurora é o alter ego feminino do jornalista, diretor teatral e escritor Manoel Constantino. No elenco, os atores Rose Quirino e Leonardo Bouças.
Onde: Bar Conchitas (Rua Manoel Borba, 709, Boa Vista).
Quando: 11, 18 e 25 de agosto, quintas, às 19h.
Ingresso: R$ 5.

ANDARTE ANDARILHO

O ator Marcio Feche em seu primeiro monólogo. Foto: Caio Tiburtino

O ator Marcio Feche em seu primeiro monólogo. Foto: Caio Tiburtino

O monólogo Andarte Andarilho apresenta um personagem que é abandonado pelo autor no início de sua criação. Desamparado, sem rumo e sem saber o que fazer dali pra frente, ele está livre / obrigado a arquitetar seu próprio destino, fazer suas próprias escolhas e superar várias dificuldades para se firmar. Com o ator pernambucano Márcio Fecher.
Onde: Espaço Cênicas (Rua Vigário Tenório, 199, 2º andar, Bairro do Recife – entrada pela rua Vigário Tenório).
Quando: 5 e 12 de agosto,  sextas, às 20h. 
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (meia).
Informações:99609-3838 ou 99166-7344.

ALGUÉM PRA FUGIR COMIGO

Ensaio aberto da montagem assinada por Analice Croccia e Quiercles Santana . Foto: Mariá Villar

Ensaio aberto da montagem assinada por Analice Croccia e Quiercles Santana . Foto: Mariá Villar

O Resta 1 Coletivo de Teatro realiza ensaios abertos do espetáculo Alguém pra fugir comigo, um desabafo contra as banais injustiças do cotidiano. O espetáculo renuncia à coerência dramática e é desenvolvido em ondas. A dramaturgia é inspirada em trechos de textos políticos, líricos, filosóficos; em relatos de fatos verídicos (e fictícios), ocorridos recentemente ou no séc. XIX, no Brasil (mais especificamente no Recife) ou fora dele. Põe em evidência a crise ética, social e humana. De viés político, busca desestabilizar certezas. É uma peça sobre urgências. A encenação é assinada por Analice Croccia e Quiercles Santana. No elenco estão Analice Croccia, Ane Lima, Caíque Ferraz, Gustavo Soares, Ludmila Pessoa, Luís Bringel, Nataly Oliveira, Pollyanna Cabral e Wilamys Rosendo.
Onde: Espaço Cênicas (Avenida Marquês de Olinda, 199, 2º andar, Bairro do Recife – acesso pela rua Vigário Tenório)
Quando: 13 de agosto. Horário: sábado, às 19h.
 Ingresso:Contribuição espontânea a partir de R$ 15.
Informações: <ahref=”mailto:resta1coletivodeteatro@gmail.com”>resta1coletivodeteatro@gmail.com

FEBRE QUE ME SEGUE

Montagem dirigida por Wellington Jr a partir do conto de Breno Fittipaldi. Foto: Divulgação

A Máquina de Sonhos Cia. de Teatro apresenta Febre que me segue, baseado em conto de Breno Fittipaldi. Conta a história dos encontros amorosos entre Pedro e Lui, um homem de quarenta e um e um garoto de dezoito anos, seus conflitos e desejos. O grupo investiga as relações entre teatro e literatura. Direção Geral de Wellington Júnior. Elenco: Binha Lemos , Diogo Gomes , Diogo Sant´ana, Elisa Nascimento, Ito Soares, Janaina Almeida, Javila Lima , Karol Soares , Júlia Marques , Lígia Buarque, Luiz Carlos Filho, Maria Eduarda Carvalho , Melissa Franzen, Natália Cozzan, Nayara Lane , Landau, Rafael Ummem , Rodrigo Hermínio, Sabrina França, Shica Farias, Thiago Aznavour e Vicente Simas.
Onde:Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Quando: 13, 20 e 27 de agosto, sábados, às 20h.
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (meia).
Escrevemos sobre uma leitura dramatizada do texto em 2011. Quando o assunto é homoerotismo, a faca é afiada

 

DANÇA

MORDER A LÍNGUA

Cecilia Colacrai e João Lima dividem a cena nesta turnê. Foto: Tristán Pérez-Martín

Cecilia Colacrai e João Lima dividem a cena nesta turnê. Foto: Tristán Pérez-Martín

O espetáculo de dança contemporânea Morder a Língua, criado em coautoria pelos artistas João Lima (Brasil), Anna Rubirola (Espanha) e Cecilia Colacrai (Argentina), fica em cartaz de. A turnê é contemplada pelo Prêmio Funarte Klauss Vianna 2014, do Ministério da Cultura e já passou por cinco capitais brasileiras.
Morder a língua tem como tema a comunicação entre as pessoas. É um trabalho que investiga as relações entre palavra e gesto, linguagem e movimento, coreografia e possibilidade de gerar diferentes significados. Estreou na Espanha em dezembro de 2014. Nesta circulação, é executado por João Lima e Cecília Colacrai.
SERVIÇO
Morder a Língua
Onde: Teatro Marco Camarotti – Sesc Santo Amaro
Quando: 11 a 14 de agosto. De quinta a sábado às 20h, domingo às 18h.
Ingresso: R$ 20 inteira e R$ 10

 

CIRCULANDO

CAMILE CLAUDEL

Há quase vinte anos a atriz Ceronha Pontes anda as voltas com Camile Claudel

Há quase vinte anos a atriz Ceronha Pontes anda as voltas com Camile Claudel. Foto: Bárbara Umbra

São quase vinte anos de convivência e mais de dez em cena da atriz Ceronha Pontes com a escultora francesa Camille Claudel. Pesquisando, escrevendo, atuando, dirigindo, produzindo. A artista morreu em 1943, aos 79 anos de idade, pobre, sozinha numa cama de hospício, onde ficou por mais de 30 anos. Atormentada pelo um amor que nutria por Rodin, pelos preconceitos da sociedade francesa do século 19 e pela doença que a levou ao isolamento. A própria família a renegou. Apresentação em Petrolina, dia 13 de agosto, às 20h, no Teatro D. Amélia, na programação do Aldeia Velho Chico.
Camille Claudel na Aldeia do Velho Chico – XII Festival de Artes do Vale do São Francisco
Onde: Teatro D. Amélia (Petrolina).
Quando: 13 de agosto, às 20h.
Ingresso: R$ 30 e R$ 15 (meia).
Informações:

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Surpresas do amor

BRUTAFlor, com a Companhia Experimental de Teatro, de Vitória de Santo Antão

BRUTAFlor, com a Companhia Experimental de Teatro, de Vitória de Santo Antão

Freud identifica o amor como celeiro da libido em função a um objeto, que traça um arco com o ideal narcísico perdido. Erich Fromm concebe o amor como uma arte. Fernando Pessoa sentencia: “quem ama nunca sabe o que ama / nem sabe por que ama, nem o que é amar”. Não há consenso sobre esse sentimento que nos move. Se vivos, sentimos em algum momento. E ficamos indefesos. Esse “troço” enigmático, encarado na contemporaneidade por uma lógica consumista – do uso e descarte, é o mote do espetáculo BRUTAFlor, da Cia. Experimental de Teatro de Vitória de Santo Antão. A peça faz sessão neste domingo (07/08), no Espaço O POSTE, no centro do Recife.

Mas as abordagens sobre o amor são amplas feito o mundo e as configurações dos vínculos afetivo-amorosos variadas. O espectro da montagem investe no relacionamento entre dois irmãos (Flor e Neco) que dividem uma casa modesta. Por meio das fotografias, as lembranças traem segredos nunca revelados. O desejo de partir, a dúvida em ficar naquele lugar simples do Sertão.

O amor não torna indefesos contra o sofrimento e tão desamparadamente infelizes quando perdemos o nosso objeto amado.

“O cheiro do café, do feijão no fogão de lenha, a mão que junta os retalhos na costura de uma colcha, aquele retrato que ainda tem o cheiro da família ajuntada num dia de domingo rodeada de menino e cachorro que tinha nome de tudo que é peixe, os santinhos que a vó guardava, a sanfoninha do velho avô, uma derrota de seca e sol onde o brotar de uma flor é a esperança de que a beleza nasce até da mais danada tristeza e dor. A saudade do que foi, e a coragem de deixar o que se faz presente ir também e virar outra nova saudade. Porque o amor sempre será essa frescura de segurar o ser amado, mas saber a hora de soltar.”

Ficha técnica:
Cia Experimental de Teatro
Texto e Direção: César Leão
Elenco: Cecília Lopes e Raphael Gustavo
Cenografia: Fabiano Falcão e César Leão
Iluminação: César Leão
Figurinos: César Leão e Raphael Gustavo
Maquiagem: Cecília Lopes
Sonoplastia: César Leão e Raphael Gustavo
Cartazes: Ian de Andrade

Serviço

BRUTAFlor, Espetáculo da Cia Experimental de Teatro
Quando: 7 de agosto (Domingo) às 20h
Onde: Espaço O POSTE – Rua da Aurora, 529 – Boa Vista
Ingressos: R$ 20,00 para o público em geral; à venda nas bilheterias antes da sessão.
Duração: 60min
Classificação: 18 anos
Número limitado de público

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Um festival inteiro pagando quanto puder

Magiluth promove festival de artes. Foto: Renata Pires

Magiluth promove festival de artes. Foto: Renata Pires

Quantas vezes você ouviu alguém dizer que não vai ao teatro porque é muito caro? A desculpa – que pode ser desconstruída rapidamente – perde completamente o sentido no IV Festival Pague Quanto Puder de Artes Integradas, promovido pelo grupo Magiluth deste sábado (6) ao dia 18 de agosto. Na realidade, a questão mais importante aqui é a ideia de delegar ao público a tarefa de decidir quanto deve (ou pode) pagar para assistir a um espetáculo. E, aliada a isso, a proposição de um festival que inclua as várias linguagens, música, dança, teatro, performance, artes visuais, cinema.

Em 2013, o Magiluth realizou o primeiro projeto Pague quanto puder, uma mostra de repertório no Teatro Marco Camarotti, que tinha o apoio do Funcultura. Desde então, algumas constatações ficaram mais claras ao grupo: “Percebemos que, financeiramente, o retorno era muito parecido ao de uma temporada normal, com os preços que cobramos habitualmente. E, ao mesmo tempo, os teatros estavam sempre lotados”, comenta o ator Giordano Castro. Um dos resultados dessa prática parece ser exatamente a atração de público. “Quem ia ver algum espetáculo, acabava voltando ao teatro e trazendo mais gente”, complementa Castro.

Além da mostra de repertório, durante as mostras Pague Quanto Puder, realizadas consecutivamente, o grupo sempre teve convidados, como o Coletivo Lugar Comum, a bailarina e performer Flávia Pinheiro, e o elenco de uma oficina que o próprio Magiluth ofereceu (que acabou montando o espetáculo War Nam Nihadan ou Qual o nome do suco?); mas não havia o conceito de festival. Para Giordano Castro, esse movimento tem muita relação com a instalação da sede do grupo no Edifício Texas, no Pátio de Santa Cruz, na Boa Vista, desde o ano passado. “Começamos a dialogar mais com outras influências. Sempre fomos consumidores, mas nunca tivemos um diálogo tão direto, por exemplo, com muita gente de banda”.

Sem patrocínio (o projeto está concorrendo ao edital do Funcultura) e sem uma proposta curatorial delineada de fato, o Festival Pague Quanto Puder de Artes Integradas foi sendo montado a partir das relações que se estabeleceram no entorno do Texas (alguns shows, por exemplo, já estariam na programação do bar) ou nas andanças do grupo pelo país. É o caso, por exemplo, de Carolina Bianchi, de São Paulo, que o Magiluth conheceu no Cena Brasil Internacional, no Rio de Janeiro. A artista de São Paulo participa com a oficina “Manifesto de um corpo delirante”. Outro convidado é Marcelo Castro, um dos integrantes do Espanca!, de Belo Horizonte, que também dá uma oficina e apresenta uma performance. Detalhe: todos os convidados de fora estão arcando com as passagens.

A abertura do Pague Quanto Puder será com duas apresentações de O ano em que sonhamos perigosamente, espetáculo mais recente do Magiluth, no Teatro Barreto Júnior. Todo o restante da programação acontece no Edifício Texas e no Largo de Santa Cruz.

Mesmo as oficinas são no esquema “pague quanto puder”. Para se inscrever, é preciso mandar carta de intenção e currículo para o e-mail oficinasmagiluth@gmail.com .

As apresentações de O ano em que sonhamos perigosamente já fazem parte da circulação nacional contemplada pelo prêmio Myriam Muniz de Teatro – Funarte. Além do Recife, o espetáculo também poderá ser visto em Porto Alegre, Belo Horizonte, Florianópolis e Salvador.

IV FESTIVAL PAGUE QUANTO PUDER DE ARTES INTEGRADAS

Sábado (6) e domingo (7):

O ano em que sonhamos perigosamente / Grupo Magiluth (PE)
Teatro Barreto Júnior | 20h

Domingo (7):

Dia de Brincar, com Gabriela Vasconcellos (PE)
Edf. Texas – Rua | 14h-17h

Contação de histórias, com a Cia Agora Eu Era (PE)
Edf. Texas – Rua | 16h

Segunda (8):

Oficina de Dramaturgia Nem tudo o que falei foi pensado, com Giordano Castro (PE)
Edf. Texas, 1º andar | 14h-17h

Terça-feira (9):

Oficina de Dramaturgia Nem tudo o que falei foi pensado, com Giordano Castro (PE)
Edf. Texas, 1º andar | 14h-17h

Oficina Manifesto de um corpo delirante, com Carolina Bianchi (SP)
Edf. Texas, 3º andar | 14h-17h

Performance Grupo Magiluth e Ex-Exus – Grupo Magiluth e EX-Exús (PE) –
Edf. Texas, 3º andar | 20h

Pernalonga. A banda de um homem só – Show
Edf. Texas (Bar) | 22h

Quarta-feira (10)

Oficina de Dramaturgia Nem tudo o que falei foi pensado, com Giordano Castro (PE)
Edf. Texas, 1º andar | 14h-17h

Oficina Manifesto de um corpo delirante, com Carolina Bianchi (SP)
Edf. Texas, 3º andar | 14h-17h

Espetáculo Elégun – Um corpo em trânsito
Com Jorge Kildery (PE)
Edf. Texas, 3º andar | 20h

Show com Publius
Edf. Texas (Bar) | 22h

Quinta-feira (11):

Oficina de Dramaturgia Nem tudo o que falei foi pensado, com Giordano Castro (PE)
Edf. Texas, 1º andar | 14h-17h

Oficina Manifesto de um corpo delirante, com Carolina Bianchi (SP)
Edf. Texas, 3º andar | 14h-17h

Espetáculo 1 TORTO
Grupo Magiluth – Solo de Giordano Castro
Edf. Texas, 3º andar | 20h

Festa Vodalevu
Edf. Texas (Bar) e Mundo Novo | 22h

Sexta-feira (12):

Espetáculo Alegria de Náufragos
Ser Tão Teatro (PB)
Edf. Texas, 3º andar | 20h

Alegria de Náufragos, do grupo Ser Tão Teatro. Foto: Divulgação

Alegria de Náufragos, do grupo Ser Tão Teatro. Foto: Rafael Passos

Festa Hellcife Sound System
Edf. Texas (Bar) | 22h

Sábado (13):

Abertura de exposição
Com Java Araújo, Priscila Lins, Raoni Assis, Nathália Queiroz, Hugo Castro.
Edf. Texas, 1º Andar | A partir das 18h e continuando ao longo da semana.

Espetáculo Alegria de Náufragos
Ser Tão Teatro (PB)
Edf. Texas, 3º andar | 20h

Tatuagem com Hugo Castro
Edf. Texas, 1º Andar | 18h

Semenre de vulcão – Show
Texas Café Bar | 19h

Forró na Caixa – Show
Texas Café Bar | 22h

Segunda-feira (15):

Oficina Suzuki, com Luciana Brandão (BH)
Edf. Texas, 3º andar | 9h – 12h

Terça-feira (16):

Oficina Suzuki, com Luciana Brandão (BH)
Edf. Texas, 3º andar | 9h – 12h

Espetáculo Leve cicatriz
Cia TEMO com Luciana Brandão (BH)
Edf. Texas, 3º Andar | 20h

Leve cicatriz, com Luciana Brandão. Foto: Divulgação

Leve cicatriz, com Luciana Brandão. Foto: Divulgação

Show com Juvenil Silva
Edf. Texas (Bar) | 22h

Quarta-feira (17):

Oficina Suzuki, com Luciana Brandão (BH)
Edf. Texas, 3º andar | 9h – 12h

Oficina Estranha Resistência, com Marcelo Castro (BH)
Edf. Texas, 3º Andar | 14h – 17h

Espetáculo Leve cicatriz
Cia TEMO com Luciana Brandão (BH)
Edf. Texas, 3º Andar | 20h

Aninha Martins – Show
Texas Café Bar | 22h

Quinta-feira (18):

Oficina Estranha Resistência, com Marcelo Castro (BH)
Edf. Texas, 3º Andar | 14h – 17h

Performance Ruído
De Marcelo Castro (BH)
Edf. Texas (Bar) | 17h

Cinema e Debate / Fincar: Narrativas experimentais
Curadoria de Maria Cardoso e Mariana Porto
Edf. Texas, 3º Andar | 19h

Festa de encerramento
Edf. Texas, Texas Café Bar | 22h

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Zambo harmoniza quatro gerações

Remontagem de Zambo integra programação da 13ª Mostra Brasileira de Dança. Foto: Dudu Contreras

“Modernizar o passado é uma evolução musical…”, anunciava o líder do movimento Manguebeat Chico Science, nos anos 1990. Cultura de Pernambuco em estado de ebulição, contaminando outras artes. O Grupo Experimental de Dança também fincou sua antena na lama e captou ondas contemporâneas para levar ao palco. A leitura coreográfica do Manguebeat rendeu o espetáculo Zambo. Com o movimento do corpo em sincronia com a sonoridade percussiva da época. Fase de redescobertas de um Recife afetivo carregado de contradições. Dos choques de uma herança colonial, oligárquica e conservadora ao empoderamento da arte das periferias de várias magnitudes.

A encenação é uma baliza na história do Experimental. O registro acústico da percussão dos maracatus e outras manifestações da cultura popular pernambucana sintonizou aos elementos eletrônicos do rock e a outros ritmos. O caranguejo mostrava suas patas para o mundo.

Zambo faz referência ao personagem Charles Zambohead, inventado por Chico Science. Charles era, como entendia seu criador, “um cientista do groove”, que embaralhava danças negras à afrociberdelia, concepção da estética-mangue.  Inspirado no perfil de Zamboheade e na performance cênica de Chico, Zambo desliza nesse trânsito da tradição, mas impregnado por pulsação contemporânea.

Turnê internacional em 2009. Foto: Vincenzo Fratta

Turnê internacional em 2009. Foto: Vincenzo Fratta

A montagem original de Zambo ocorreu ainda sob o impacto da morte precoce de Chico Science, mas amparada pelo guarda-chuva de uma estética político-artística em construção. Para tratar desse Recife, das conexões com o mundo, desses corpos em transformação, as coreógrafas Sonaly Macedo e Mônica Lira ergueram o espetáculo. Jorge Du Peixe, que assumiu a liderança da Nação Zumbi após a morte de Chico, participou da montagem, criando e executando a música de abertura do projeto, ao vivo.

A quarta versão do espetáculo Zambo, de 1997 foi articulada para a 13ª Mostra Brasileira de Dança, que homenageia nesta edição, a bailarina, coreógrafa e diretora do grupo Mônica Lira. A peça reúne quatro gerações de intérpretes – que fizeram parte da trajetória da equipe – , neste sábado (06/08), no Teatro Luiz Mendonça, às 20h.

Além de saudar o nascedouro do Grupo Experimental, a remontagem é um ato que reflete sobre a cultura de resistência e do respeito à arte no cotidiano de uma cidade e de um estado com poucas ações de política pública para o setor.

Serviço

Zambo
Onde: Teatro Luiz Mendonça, (Parque Dona Lindu – Av. Boa Viagem, s/n, Boa Viagem)
Ingresso: R$30,15, 10 e R$5
Informações: (81) 3355-9821 / 3355-9823 / 9822
www.mostrabrasileiradedanca.com.br
Duração: 45 minutos
Indicação: Livre

Ficha Técnica  Zambo (por gerações)
Concepção/Coreografia: Mônica Lira e Sonaly Macedo
Figurino: Período Fértil
Iluminação: Beto Trindade
Concepção, Maquiagem e Penteados: Ivan Dantas
Cenário: Evêncio Vasconcelos
Músicas: Nusrat Fateh Ali Khan; Dj Spooky; Geoffrey Oryema; Antúlio Madureira; Jorge Du Peixe; Gilson Santana; Gustavo Oliveira.
Texto: Gardênia Coleto
Assessoria De Comuicação: Paula Caal
Design Gráfico: Carlos Moura
Produção: Emeline Soledade
Consultoria Técnica: Danilo Carias
Iluminação: Beto Trindade
Fotos: Ivan Dantas

Elenco 1ª Montagem (1997): Ana Emília Freire, Eduardo Góes, Ivan Dantas, Fernanda Lisboa, Gilson Santana (Mestre Meia-Noite), Gustavo Oliveira, Mônica Lira, Renata Lisboa, Sonaly Macedo, Jorge Du Peixe (músico convidado)

Elenco 2ª Montagem (2007): Anne Costa, Calixto Neto, Lilli Rocha, Kleber Candido, Gilson Santana (Mestre Meia Noite), Maria Agrelli, Renata Muniz, Silvio Barreto, Valéria Vicente, Tarcísio Resende (músico convidado)

Elenco 3ª Montagem (2012): Daniel Silva, Everton Gomes, Januária Finizola, Jennyfer Caldas, Lilli Rocha, Patrícia Pina, Rafaella Trindade, Ramon Milanez

Elenco 4ª Montagem (2016 – 13ª Mostra Brasileira de Dança): Gardênia Coleto, Jorge Kildery, Lilli Rocha, Márcio Filho, Rafaella Trindade, Rebeca Gondim

Artistas convidados: Ana Emília Freire, Eduardo Góes, Fernanda Lisboa, Mônica Lira, Renata Lisboa, Anne Costa, Maria Agrelli, Renata Muniz, Silvio Barreto, Everton Gomes, Januária Finizola, Jennyfer Caldas, Ramon Milanez

Músicos convidados: Tarcísio Resende, Paula Caal, Adriana Milet

Participação especial: Gilson Santana (Mestre Meia Noite), Orun Santana

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