Genet com escracho da Trupe do Barulho

As criadas malcriadas

As criadas malcriadas faz sessão especial no Teatro Experimental Roberto Costa, em Paulista. Foto: Divulgação

Você acha mesmo que essa perversa relação entre opressor e oprimido é coisa que foi derrubada com o muro de Berlim? Ou com a chegada no mercado do celular “pode tudo” de última geração??? Então vá assistir As Criadas Malcriadas, com a Trupe do Barulho, em apresentação especial neste sábado, no Teatro Experimental Roberto Costa, Paulista North Way Shopping, na Região Metropolitana do Recife. Essa história policialesca e carnavalizada, de sotaque popular, com o perfil histriônico dos atores do grupo, expõe os planos das diabólicas Clair e Solange, que querem acabar com a patroa. Madame X é uma figura sinistra, uma poderosa Drag Queen, que não mede esforços para aumentar sua coleção de títulos, mesmo que para isso precise comprar os jurados.

A peça de Luiz Navarro é baseada no clássico As Criadas, escrita pelo dramaturgo e poeta francês Jean Genet (1910-1986) em 1947, e tem direção de Manoel Constantino. Madame é linda, rica e agora concorre ao título de “Miss Traveca”. Mortas de cobiça com o sucesso de Madame, as maninhas tramam derrubar esse império. O passatempo preferido da dupla é se fantasia com as roupas e as joias da chefa e reproduzir o jogo de dominação e submissão, com uma delas no papel da Madame.

Num dos diálogos de Genet, Claire fala: “Ela, ela gosta de nós. Ela é boa. Madame nos adora”. E Solange responde: “Gosta de nós como das poltronas dela. E olha lá!” Imagine uma conversa dessas, de comadres, com pitadas cômicas, humor kitsch o escracho da exultante Trupe do Barulho, companhia pernambucana de teatro que já montou Cinderela, a estória que sua mãe não contou, Deu a louca na estória que sua mãe não contou, As filhas da P…, As Malditas. 

Em As criadas malcriadas o bando explora o complô com tratamento cotidiano, debochado, farsesco, cômico. E investe nas piadas escrachadas e até escatológicas, nas intervenções abusadas junto ao público para mostrar como se destrói o glamour de uma biscate.

O discurso social é pulverizado com situações do cotidiano das periferias das grandes cidades, e ganha uma carga de ironia no humor irreverente da equipe. Você verá manifestações de arrogância e prepotência de um lado e submissão e subserviência do outro, numa manobra  carregada na caricatura. O jogo de poder das envolvidas inclui rancor, admiração, submissão, amor e ódio.

 e fulana estão no elenco

Ricardo Silva, (Madame X) no centro e Thiago Ambriell (Solange) à direita, estão no elenco. Foto: Divulgação

Vários atores já atuaram nessa peça, que agora conta com elenco formado por Ricardo Silva (Madame X), Filipe Enndrio (Clair) e Thiago Ambriell (Solange), além dos veteranos Jô Ribeiro (Divina), e Aurino Xavier (Chupingole),

Solange e Clair abusam de astúcias, maldades e magias para evitar o apogeu de Madame. O conflito de classes pode ganhar proporções gigantescas se Madame ganhar o concurso de Miss. As empregadas planejam envenenar a glamorosa patroa com um chá. Elas armam para se transformar em herdeiras naturais, e consequentemente, nas próprias “Madames”.

Filipe faz

Filipe Enndrio interpreta a empregada Clair. Foto: Reprodução do Facebook

Serviço
As Criadas Malcriadas
Onde: Teatro Experimental Roberto Costa, Paulista North Way Shopping.
Quando: Sábado, 20/08, às 20h. Única Apresentação
Quanto: R$ 20 (preço único).
Informações: (81) 98463-8388

Postado com as tags: , , , , , ,

Ossos faz temporada no Teatro Barreto Júnior

 

Marcondes Lima, o diretor, interpreta Estrela no espetáculo. Foto: Divulgação

Marcondes Lima, o diretor, interpreta Estrela no espetáculo. Foto: Divulgação

Ossos é o quinto espetáculo do Angu de Teatro, Coletivo pernambucano com 13 anos de existência. O terceiro da letra de Marcelino Freire – Angu de Sangue e Rasif – Mar que arrebenta são os outros dois. Além de Ópera, de Newton Moreno e Essa febre que não passa, de Luce Pereira. Todos com direção de Marcondes Lima, sendo Essa febre em parceria com André Brasileiro. Ossos narra uma história de amor e suas perversidades. O amor que move para a mudança, que traz a estagnação e a infertilidade afetiva, que lança para a morte.

O dramaturgo Heleno de Gusmão é o protagonista dessa peleja que começa em Sertânia, Sertão pernambucano, passa por Recife e chega a São Paulo e faz o caminho de volta. A estrutura da peça não segue uma linha cronológica, mas traça círculos, dá saltos, inunda de lembranças e de uma atmosfera fantástica.

A montagem volta à cena para uma segunda temporada, desta vez no Teatro Barreto Júnior, neste 19 de Agosto e fica em cartaz até 25 de Setembro, às sextas e sábados, sempre às 20h e domingo às 19h30. A primeira temporada ocorreu no Teatro Apolo.

Coro de Urubus. Foto: Divulgação

Um coro de Urubus pontua a narrativa, Urubus, sabemos, são aves de rapina necrófogas. Existem sete espécies e cinco delas circulam no Brasil. É possível observar essas aves planando sob o céu das cidades, pousando no alto de prédios, ou esquadrinhando os lixões em busca de material orgânico, pois são capazes de eliminar desde carcaças até ossos. Eles têm olfato apurado, estômago privilegiado apto a processar até carne podre e um sistema imunológico invejável. Esses faxineiros da natureza são incompreendidos. Até Charles Darwin, quando visitou a América em 1832 teria comentado: “São aves nojentas, que se divertem na podridão”.

Os Urubus da ficção de Marcelino Freire e Marcondes Lima comentam os acontecimentos da peça, são experts em dar matacão uns nos outros. Às vezes se aproximam dos personagens do teatro infantil ou dos desenhos animados e as vezes cansam ao expor de forma tão crua os sentimentos humanos. E apesar do trabalho difícil que exercem  da fama, eles também amam.

O espetáculo se desenvolve em vários cenários; nos guetos paulistanos do negócio do sexo,  nas esquinas dos michês, nos bastidores de um teatro amador, no interior de Pernambuco onde os ossinhos de bois são material para nutrir a imaginação do futuro escritor, na estrada de volta para à terra natal.

A encenação explora os acontecimentos sob a ótica do protagonista, o dramaturgo Heleno de Gusmão. Seus fragmentos de memória que aparecem como sonho ou um estado hiper-real. Ele fala diretamente ao público ou atua nas suas recordações ou projeções, às vezes de forma distorcida.

A iluminação de Jathyles Miranda é fundamental para impor esse clima que vagueia entre traços expressionistas. Sombras produzem formas bizarras e deformidades visuais, colaborando para o rompimento de continuidade de cena e aproximando de um processo cinematográfico de sobreposições, fusões de cenas e cortes secos.

O universo LGBT é mostrado sem maquiagem, os sonhos, as carências, e o lado sentimental de figuras marginalizadas com o garoto de programa e a travesti. E ergue o caráter político da existência e posicionamento das minorias aflitas no mar do consumismo. A peça é carregada de humor, às um humor doído.

E não podemos esquecer da trilha sonora do músico pernambucano Juliano Holanda, uma obra que merece levar uma vida autônoma por sua qualidade intrínseca. E que no espetáculo transborda em meio a tantos signos.

A montagem de Ossos é patrocinada pelo prêmio Myriam Muniz da FUNARTE – Ministério da Cultura – Governo Federal.

André Brasileiro (C) faz o papel do dramaturgo Heleno Gusmão. Foto: Divulgação

André Brasileiro (C) faz o papel do dramaturgo Heleno de Gusmão. Foto: Divulgação

 

Ficha Técnica
Texto: Marcelino Freire
Direção: Marcondes Lima
Direção de arte, cenários e figurinos: Marcondes Lima
Assistência de direção: Ceronha Pontes
Elenco: André Brasileiro, Arilson Lopes, Daniel Barros, Ivo Barreto, Marcondes Lima, Ryan Leivas (Ator stand in) e Robério Lucado
Trilha sonora original – composição, arranjos e produção: Juliano Holanda
Criação de plano de luz: Jathyles Miranda
Operação de Som: Sávio Uchôa
Preparação corporal: Arilson Lopes
Preparação de elenco: Ceronha Pontes, Arilson Lopes
Coreografia: Lilli Rocha e Paulo Henrique Ferreira
Coordenação de produção: Tadeu Gondim
Produção executiva: André Brasileiro, Fausto Paiva, Arquimedes Amaro, Gheuza Sena e Nínive Caldas
Designer gráfico: Dani Borel
Fotos divulgação: Joanna Sultanum
Visagismo: Jades Sales
Assessoria de imprensa: Rabixco Assessoria
Técnico de som Muzak – André Oliveira
Confecção de figurinos: Maria Lima
Confecção de cenário e elementos de cena: Flávio Santos, Jorge Batista de Oliveira.
Operador de som e luz: Fausto Paiva / Tadeu Gondim
Camareira: Irani Galdino

SERVIÇO

OSSOS, de Marcelino Freire, pelo Coletivo Angu de Teatro
Quando: Temporada de De 19/08 a 25/09; Sextas e sábados, às 20h, Domingos, às 19h30
Onde: Teatro Barreto Júnior
Ingressos: R$30,00 inteira / R$15,00 meia-entrada
Classificação indicativa: 16 anos

Postado com as tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

A falsa brasileira rodou a baiana na cara da ditadura

Sorriso largo, alegria de viver e uma vivacidade contagiante são legados que atriz e cantora Elke Maravilha deixa para os seus fãs. E isso vai fazer falta. Ela sabia que a alegria também liberta. Sempre bem arrumada, maquiada com sua voz grave e forte e aquele sorriso acolhedor. Nada mais apropriado do que ser chamada de Maravilha.

Elke Grunnupp nasceu na Rússia, em 1945. Veio para o Brasil fugida da guerra ainda criança com a família, para morar em Minas Gerais.

Foi modelo e manequim. Também secretária, bibliotecária, bancária, professora e tradutora. Começou a carreira na televisão na Discoteca do Chacrinha. Depois fez novelas, filmes e espetáculos de teatro. Uma das últimas aparições na televisão foi no quadro O Grande Plano, do Fantástico, em dezembro do ano passado.

Era poliglota, sabia falar oito línguas: russo, alemão, inglês, francês, italiano, espanhol, grego e português. Escrachada, culta, politizada, humanitária. Com aquele seu jeitinho sempre tinha uma palavra de incentivo e nunca se soube que ela humilhou ninguém.

Engajou-se na luta contra a Ditadura Militar, e ao lado de Zuzu Angel denunciou o desaparecimento do filho da estilista, Stuart Angel, assassinado na Base Aérea do Galeão, no Rio. Passou seis dias presa por desacato, após rasgar um cartaz de procurado com a foto de Stuart.

A artista veio ao Recife no início do ano, com o espetáculo Elke canta e conta, com direção de Ruben Curi, dentro da programação do 22º Janeiro de Grandes Espetáculos. Acompanhada do músico Adriano Salhab ela narrou vivências e histórias que pareciam de pescador e cantou um repertório de canções em alemão, grego, espanhol e português.

Um altar uma trilha Russa de nascimento, Elke soube expressar como poucos o Brasil das misturas, da alegria e do sofrimento

Russa de nascimento, Elke soube expressar como poucos o Brasil das misturas, da alegria e do sofrimento

No perfil da artista no Facebook, foi postada a mensagem na terça pelo administrador da página:
“Avisamos que nossa Elke já não está por aqui, conosco. Como ela mesma dizia, foi brincar de outra coisa. Que todos os deuses, que ela tanto amava, estejam com ela nessa viagem. ‘Eros anikate mahan’ (O amor é invencível nas batalhas). Crianças: conviver é o grande barato da vida, aproveitem e convivam.”

Aos 71 anos, a artista morreu no Rio de Janeiro, no início da madrugada da terça-feira (16/08).Ela estava internada na Casa de Saúde Pinheiro Machado, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, desde o dia 20 de junho. Elke foi operada de uma úlcera, ficou em coma induzido, mas não se recuperou.

Como aclamou Itamar Assunção: Uma prenda / Ogã um pilar / O ar mãe e filha… Foto: Reprodução do Facebook

Casou-se várias vezes. Foi rainha de associação de prostitutas no Rio, madrinha dos veados. Veio ao mundo para brilhar. E viveu a vida intensamente. Como na música de Itamar Assumpção.

Elke mulher maravilha
Uma negra alemã um radar
Um mar uma pilha
Elke mulher maravilha
Uma branca maçã avatar
Um luar uma ilha
Elke mulher maravilha
Uma deusa pagã um sonar
Um altar uma trilha
Elke mulher maravilha
Uma prenda Ogã um pilar
O ar mãe e filha

Postado com as tags: , ,

Bordados da memória

Primeiro solo da atriz Agrinez Melo.  Foto: Divulgação

Primeiro solo da atriz Agrinez Melo. Foto: Divulgação

Agulhas, linhas e costura. Cortar, coser, cerzir com música e poesia é a proposta do espetáculo Histórias bordadas em mim, que estreia neste 19 de agosto e fica em cartaz até 26 de setembro, todas as sextas, às 20h, no Espaço O Poste Soluções Luminosas. O solo com a atriz Agrinez Melo aposta na delicadeza das memórias pessoais dessa mulher, negra, mãe, guerreira e trabalhadora.

O tom é confessional e aconchegante para expor dores, amores, alegrias e conquistas. A intérprete compartilha os fatos da própria vida com a plateia. Das memórias de infância às vivências atuais. Ela investe no resgate da fé no amor com a possibilidade de, no palco, ressignificar as próprias experiências.

“As histórias narradas, tão minhas, também serão do outro, pois se assemelham a diversas pessoas”, pensa Agrinez, que trabalha com a ancestralidade e a oralidade.

Neste primeiro monólogo a atriz, que também assinada produção, direção, dramaturgia, figurino e cenografia, contou com o apoio de consultores como Ana Paula Sá que assume a função de assessora em dramaturgia, além de Samuel Santos, Quiercles Santana e Naná Sodré.

Agrinez Melo criou uma campanha no site Catarse para arrecadar recursos para a produção do espetáculo. Quem puder e quiser colaborar pode fazer sua contribuição até hoje. O teatro pernambucano agradece.

Espetáculo fica em cartaz nas sextas na Espaço O Poste. Foto: Divulgação

Espetáculo fica em cartaz nas sextas na Espaço O Poste. Foto: Divulgação


FICHA TÉCNICA
Atuação, Produção, Dramaturgia, Figurino, Cenografia e Direção: Agrinez Melo
Assessoria em Dramaturgia: Ana Paula Sá
Assessoria em Direção: Naná Sodré, Quiercles Santana e Samuel Santos
Concepção Musical e Sonoplastia: Cacau Nóbrega
Assessoria em toadas: Maria Helena Sampaio (YaKêkêrê do Terreiro Ilê Oba Aganju Okoloyá)
Maquiagem: Vinicius Vieira
Aderecista: Álcio Lins
Cenotécnico: Felipe Lopes
Foto, Áudio e Filmagem: Lucas Hero
Direção e edição de vídeo: Taciana Oliveira (Zest Artes e Comunicação)
Assistente de produção: Nayara Oliveira
Designer: Curinga Comuniquê
Execução de figurino: Agrinez Melo e Vilma Uchoa
Assessoria de imprensa: Alessandro Moura

Serviço
Histórias bordadas em mim – Temporada Recife
Quando: De 19 de agosto a 26 de setembro, Todas as sextas, às 20h
Onde: Espaço O Poste Soluções Luminosas – Rua da Aurora, 529, Boa Vista
Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (estudantes, professores e idosos)

Postado com as tags: , , ,

Festival Estudantil chega à 14ª edição

Estresse noCallcenter, do Grupo ArtDom abre a programação. Foto: Fernando Figueiroa / Divulgação

Estresse noCallcenter, do Grupo ArtDom abre a programação. Foto: Fernando Figueiroa / Divulgação

Um laboratório de talentos amadores das artes cênicas em pleno exercício de desenvolvimento. O Festival Estudantil de Teatro e Dança (FETED) funciona como vitrine das habilidades artísticas e chega 14ª edição cumprindo essa importante incumbência. Começa nesta quarta-feira (17/08) e segue até o dia 28 de agosto. Reúne neste ano 37 grupos, sendo cinco de teatro infanto-juvenil, sete de teatro adulto e 25 grupos de dança e coreografia. As apresentações ocorrem de quarta a domingo, às 16h, 19h e 20h, no Teatro Apolo, no centro do Recife.

“É uma mostra não competitiva que há 14 anos tem como objetivo a difusão das artes cênicas entre alunos de escolas públicas e privadas, permitindo o incentivo da produção cultural no âmbito escolar, bem como a formação de plateias e de artistas para os palcos profissionais”, conta o produtor cultural Pedro Portugal, idealizador e realizador do evento.

A diversidade da programação permite que sejam exibidas leituras de William Shakespeare como as montagens A Megera Domada, do Grupo de Teatro Dose Humana e Colégio Marista São Luís e Mulheres de Shakespeare, da Academia Santa Gertrudes passando por encenações de dramaturgos pernambucanos como Adriano Marcena, Luiz Felipe Botelho, em Bote a Mão que Ainda tá Quentinha, do Grupo Teatral o Tempo Não Para – SESC Santo Amaro e Os Sacos Vermelhos, da Oficina de Atores do Recife, respectivamente.

A dança também reflete a multiplicidade contemporânea e as coreografias também são marcadas pela variedade de ritmos, que vão do jazz ao xaxado.

A peça Estresse no Call Center, do grupo teatral Artedom, de Olinda, abre a programação do festival. O fechamento fica a cargo da encenação Viva La Vida, com os alunos do Curso Básico de Teatro da Escola Municipal de Arte João Pernambuco, do Recife.

Os homenageados deste ano são o coreógrafo André Madureira e a atriz Fátima Aguiar. A cerimônia de abertura acontece às 18h40 desta quarta, no Apolo.

Coreógrafo André Madureira, homenageado do festival. Foto: Divulgação

Coreógrafo André Madureira, homenageado do festival. Foto: Divulgação

André Madureira é fundador do Balé Popular do Recife, grupo que nasceu em 20 de maio de 1977, e desde lá recriou autos e folguedos populares de Pernambuco. Ganhou fama e partiu para o mundo na na década de 1980, com a turnê do espetáculo Prosopopeia – um auto de guerreiro.

Além do resgate de dança, o BPR permutou passos e ritmos, ao inventar a dança Brasílica, um método com linguagem própria e movimentos diferenciados.

O percurso do BPR é assinalado por altos e baixos. Da glória de circular por três meses pela Europa ao desespero do incêndio de 2009, que destruiu centenas de figurinos e das pesquisas feitas pelo grupo.

O Balé se levantou, sacudiu a poeria e montou As andanças do divino. E agora prepara as comemorações dos 40 anos da associação, que mantém dois subgrupos: Forrobodó e Balé Brasílico. Se ficou interessado, entrar em contato com os responsáveis na sede da instituição Rua do Sossego, n° 52, bairro de Santo Amaro ou ligar no (81)3266-8392 ou pelo e-mail: bale.popular@hotmail.com .

Atriz e diretora Fátima Aguiar, homenageada do festival

Atriz e diretora Fátima Aguiar, homenageada do festival

Fátima Aguiar é uma atriz e educadora com uma folha artística de muitas montagens, como intérprete ou diretora. Desenvolve atividades de formação de plateia e de novos criadores na área de arte-educação. Por sua atuação na peça Agnes de Deus, da Companhia das Artes, recebeu prêmios de melhor atriz e melhor espetáculo no projeto Janeiro de Grandes Espetáculos (2002 e 2004).

O Festival recebe o incentivo do Funcultura, da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).

PROGRAMAÇÃO

Dia 17 de agosto (quarta-feira), 19h.
Estresse no Call Center (Grupo Teatral Artedom – Olinda/PE)
Texto e direção: Thina Neves

Dia 18 de agosto (quinta-feira), 19h
Bote a Mão que Ainda tá Quentinha (Grupo Teatral o Tempo Não Para SESC Santo Amaro) – Recife/PE
Texto: Adriano Marcena; Direção: Flavio Santos

Dia 19 de agosto (sexta-feira), 19h
Mulheres de Shakespeare (Academia Santa Gertrudes – Olinda/PE)
Texto: William Shakespeare; Adaptação e Direção: Gabi Cabral

Dia 20 de agosto (sábado), 16h
As Reticências da Minha Pré-adolescência (Centro Comunitário Vivendo e Aprendendo – Camaragibe/PE)
Texto e Direção: Cláudia Alves

Dia 20 de agosto (sábado), 20h
A Megera Domada (Grupo de Teatro Dose Humana e Colégio Marista São Luís – Recife/PE)
Texto: William Shakespeare; Direção: Fátima Aguiar

Dia 21 de agosto (domingo), 16h
Os Sacos Vermelhos (Oficina de Atores – Recife)
Texto: Luiz Felipe Botelho; Direção: Pollyanna Cabral

Dia 21 de agosto (domingo), 20h
A Mais Forte (Colégio Grande Passo – Recife/PE)
Texto: August Strindberg; Direção: Edinaldo Ribeiro

Dia 24 de agosto (quarta-feira), 19h
A Podridão que Há em Mim (Associação Cultural Boi Menino – Recife/PE)
Texto e Direção: Anderson Leite

Mostra de Dança e Coreografia (dias 25 e 26 de agosto)
Dia 25 de agosto de 2016 (quinta-feira), 19h

Fadas das Estações – Arte Ballet/Colégio Dom – Olinda. Coreografia: Thamara Moreira

Fada Lilás – Espaço de Dança Thamara Moreira – Olinda. Thamara Moreira

Harlequinade – Espaço de Dança Thamara Moreira – Olinda. Thamara Moreira

Paysant – Espaço de Dança Thamara Moreira – Olinda. Thamara Moreira

Amigas de Clara – Espaço de Dança Thamara Moreira – Olinda. Thamara Moreira

Valsa das Flores – Espaço de Dança Thamara Moreira – Olinda. Thamara Moreira

Fayre Doll – Espaço de Dança Thamara Moreira – Olinda. Thamara Moreira

Chão Batido – Colégio Marista São Luís/Grupo Andança – Recife. Julcelio Nobrega Santos

Pássaro Azul – UM HIATO – Luará Espaço de Arte e Dança Cabo de Santo Agostinho. Silas Samarky

Alice, De Maravilha A Maravilha – Luará Espaço de Arte e Dança- Cabo de Santo Agostinho. Coreografia Leide Dornelas

Entre e Elas – Colégio Equipe de Dança – Recife. Coreografia Taynanda Carvalho e Viviane Lira

Baque – Colégio NAP/Grupo NAP de Dança – Recife. Coreografia: Viviane Lira.

Dia 26 de agosto (sexta-feira), 19h

Caranguejo Esperto – Criativo Espaço de Arte – Recife. Coreografia Gigi Albuquerque

África – Colégio Virgem Imaculada – Janga – Paulista. Coreografia Thuan Cesar Nascimento Batista

Xaxado, A dança de Lampião – Escola de Referência Luiz Rodolfo de Araujo Jr – Abreus e Lima. Coreografia: Katyucia Lima

Lampião: Amor Crença e Dança – Cia de Dança Teatro Luardat – Recife. Coreografia: Claudineide Rodrigues.

Morte e Ressurreição do Boi Ta Tá Tá – Grupo Artístico e Cultural Boi Ta Ta Tá – Recife. Coreografia: Coletivo OBS.

Gigi – Escola Gesttus de Dança – Recife. Coreografia: Mayara Mesquita

Por falta d’água – Escola Gesttus de Dança – Recife. Coreografia: Mayara Mesquita

Maiouy – Escola Gesttus de Dança – Recife. Coreografia: Vannina Porto

Shílí – Escola Gesttus de Dança – Recife. Coreografia: Vannina Porto

Coração Confuso – Jazz Heloisa Duque – Recife. Coreografia: Heloisa Duque

Xaxateado – Grupo de Sapateado do Colégio Motivo– Recife. Coreografia: Bianca Morais

Jazz com Groove – Grupo de Jazz do Colégio Motivo– Recife. Coreografia: Bianca Morais

Mistura de Ritmos – Grupo Contemporâneo do Colégio Motivo – Recife. Coreografia: Cristiane Barbosa

Dia 27 de agosto (sábado), 16h
O Labirinto – Academia Santa Gertrudes – Olinda
Texto e direção: Gabi Cabral

Hipérion Escola de Artes apresenta Central Park West Foto: Divulgação

Hipérion Escola de Artes apresenta Central Park West Foto: Divulgação

Dia 27 de agosto (sábado), 20h
Central Park West – Hipérion Escola de Artes – Recife.
Texto: Wood Allen; Direção: Edson Aranha

Dia 28 de agosto (domingo), 16h
Era Uma Vez no Fundo do Mar – Espaço Criança Esperança de Jaboatão- Jaboatão dos Guararapes.
Texto: Elis Costa; Direção: Altino Francisco

Viva La Vida, da Escola de Arte Joao Pernambuco, encerra a mostra. Foto: Fernando Figueiroa /Divulgação

Viva La Vida, da Escola de Arte Joao Pernambuco, encerra a mostra. Foto: Fernando Figueiroa /Divulgação

Dia 28 de agosto (domingo), 20h
Viva La Vida – Escola Municipal de Arte João Pernambuco – EMAJPE – Recife.
Dramaturgia: Fred Nascimento a partir de recorte de textos de Antonin Artaud, Eduardo Galeano, Pablo Neruda, Vladimir Maiakóvski, Victória Santa Cruz e outros autores. Direção: Fred Nascimento.

Serviço
14º Festival Estudantil de Teatro e Dança
Onde: Teatro Apolo, Rua do Apolo, 121 – Recife.
Quando: De 17 a 28 de agosto de 2016
Ingresso: R$ 10 (preço promocional).
Mais informações: (81) 99146-2402 / 99842-1521
E-mail: festivalestudantil@gmail.com
Facebook: festivalestudantil
Instagrma:@festivalestudantil

Postado com as tags: ,