A beleza não dura para sempre

Doroteia comemora os 60 anos de carreira de Rosamaria Murtinho e tem Letícia r no elenco. Foto: Carol Beiriz

Doroteia celebra os 60 anos de carreira de Rosamaria Murtinho e tem Letícia Spiller no elenco. Foto: Carol Beiriz

Depois de perder o filho, Doroteia (Letícia Spiller), procura as primas puritanas Dona Flávia (Rosamaria Murtinho), Maura (Alexia Deschamps) e Carmelita (Jacqueline Farias). Ela quer largar a vida de prazeres, mudar sua trajetória, se redimir dos pecados. Linda de viver, Doroteia é recebida com desconfiança. As mulheres duvidam do parentesco porque existem dois sinais hereditários da família, que elas não identificam na visitante: os olhos não enxergam os homens e todas, desde a bisavó, sentiram náuseas após a primeira relação sexual nas noites de núpcias. Para oferecer abrigo, Dona Flávia, a prima mais velha, impõe que a bela aceite as condições de se tornar tão feia quanto o resto da estirpe.

A praga começou com a bisavó, que amou um homem e se casou com outro. Com isso recaiu sobre todas as gerações de mulheres da linhagem  a “maldição do amor”. Elas casam com um marido invisível e sofrem da náusea nupcial.

Doroteia comemora os 60 anos de carreira de Rosamaria Murtinho e tem Letícia r no elenco. Foto: Carol Beiriz

Montagem da peça de Nelson Rodrigues faz curta temporada no Recife. Foto: Carol Beiriz

Escrita em 1949 por Nelson Rodrigues (1912-1980), a peça foi classificada e agrupada pelo crítico Sábato Magaldi no rol dos textos míticos, composta também por Álbum de família, Anjo negro e Senhora dos afogados.

Com direção e encenação de Jorge Farjalla, assistido por Diogo Pasquim e por Raphaela Tafuri, Doroteia faz duas apresentações no Recife, nos dias 20 e 21 de agosto, no Teatro RioMar.

Doroteia tem direção de arte e cenografia de Zé Dias, figurinos de Lulu Areal, e maquiagem e visagismo de Anderson Calixto, desenho de luz do diretor, do cenógrafo e de Patrícia Ferraz.  A encenação traz um coro masculino batizado como Homens Jarro, alusão às figuras que passaram pela vida da ex-prostituta, defendido pelos atores/músicos Bastian Estevan, Pablo Vares, André Américo, Du Machado, Daniel Veiga Martins e Rafael Kalil, que executam ao vivo os sons e a trilha do espetáculo. A direção musical é assinada por João Paulo Mendonça com trilha original dele, de Leila Pinheiro e de Fernando Gajo.

Encenação compõe uma mistura de sonho, pesadelo, desatino e destino irremediável . Foto:

Encenação compõe uma mistura de sonho, pesadelo, desatino e destino irremediável . Foto: Carol Beiriz

A peça trabalha com o mito da beleza, de uma sensualidade latente, mas reprimida. A linda e loura Letícia precisa se enfear na peça, enquanto Rosamaria Murtinho, aos 80 anos, também desconstrói a imagem que defendeu em personagens ricas, elegantes e glamorosas.

A montagem traça diálogo com questões contemporâneas. As três viúvas pudicas e repugnantes não dormem para não sonhar. Com o amor, com o exercício sexual. Ao recusar o prazer, exaltar a feiura e o insulamento social a peça também aponta para posicionamentos religiosos retrógrados, em comportamento de condenação do diferente.

Das Dores, filha de Dona Flávia, cuja noite de núpcias ocorre ao longo da encenação, é a única personagem que parece não sentir culpa após a relação sexual. A expectativa é a de que a noiva sinta as náuseas como as outras mulheres do clã. No texto de Nelson Rodrigues, ela não nasceu; isto é, saiu morta do ventre da mãe e adolesceu sem consciência dessa condição.

Ficha Técnica
Dorotéia, de Nelson Rodrigues
Direção: Jorge Farjalla
Assistente direção: Diogo Pasquim
Elenco: Rosamaria Murtinho, Letícia Spiller, Alexia Deschamps, Dida Camero, Anna Machado e Jaqueline Farias
Homens jarro (músicos): Fernando Gajo, Pablo Vares, André Américo, Du Machado, Daniel Veiga Martins e Rafael Kalil
Cenografia: Zé Dias
Figurino: Lulu Areal
Direção Musical: JP Mendonça
Direção de produção: Bruna Petit
Produção executiva: Sandra Valverde
Coordenação de Produção: Lu Klein
Realização: Duka Produções
Apoio: Avianca – transportadora oficial
Produção Local: Art Rec Produções

SERVIÇO
Dorotéia
Quando: Dia 20 de agosto (sábado), às 21h; Dia 21 de agosto (domingo), às 19h
Onde: Teatro RioMar Recife: Av. República do Líbano, 251, 4º piso – RioMar Shopping
Informações: (81) 4003.1212
Duração: 90 minutos
Classificação etária: 16 anos
Ingressos:
Balcão Nobre: R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia)
Plateia: R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia)
Canais de venda oficiais: bilheteria do teatro (terça a sábado, das 12h às 21h, e domingos e feriados, das 14h às 20h) e site Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br)
* Meia-entrada válida para maiores de 60 anos, professores estudantes e assinantes do Jornal do Commercio.

Postado com as tags: , , , , , , , , ,

“A liberdade era vivida na imediatez daqueles tempos”

Puro lixo. Foto: Rodrigo Monteiro

Puro lixo – o espetáculo mais vibrante da cidade celebra o Vivencial. Foto: Rodrigo Monteiro

Puro Lixo – O Espetáculo Mais Vibrante da Cidade, a derradeira parte do projeto Transgressão em Três Atos,  estreou no fim de semana no Teatro Hermilo Borba Filho, onde fica em cartaz aos sábados e domingos até 4 de setembro. O projeto Transgressão foi iniciado em 2008 e rendeu as encenações Os fuzis da Senhora Carrar, de Bertolt Brecht (2010), com direção de João Denys, em homenagem ao Teatro Hermilo Borba Filho (THBF); e Auto do salão do automóvel, de Osman Lins (2012), com direção de Kleber Lourenço, que celebrou o Teatro Popular do Nordeste (TPN). O programa leva a assinatura dos jornalistas e professores Alexandre Figueirôa, Claudio Bezerra e Stella Maris (também produtora e atriz).

Desta vez a ode é ao Grupo Vivencial – que entre precariedades e purpurinas dava seu grito de liberdade em plena ditadura militar. De cara o dramaturgo Luís Reis e o diretor Antonio Cadengue chegaram ao consenso de que a encenação não iria tentar reproduzir a experiência do Vivencial.  “Os tempos são outros, então o que queremos é pensar o Vivencial hoje, refletindo também sobre o papel do teatro”, destaca o encenador.

A base para a dramaturgia foi o artigo Vivencial Diversiones apresenta: Frangos falando para o mundo, de João Silvério Trevisan, publicado no jornal Lampião da Esquina, em novembro de 1979, quando a trupe inaugurou sua sede nos limites entre Recife e Olinda, o Vivencial Diversiones.

No elenco de Puro lixo estão os atores Eduardo Filho, Gilson Paz, Marinho Falcão, Paulo Castelo Branco, Samuel Lira e Stella Maris Saldanha.

Puro lixo. Foto: Rodrigo Monteiro

Gilson Paz, em primeiro plano, e Stella Maris Saldanha em Puro lixo. Foto: Rodrigo Monteiro

A estrutura da peça mostra uma noite num cabaré, onde são apresentados experimentos cênicos, flashes das memórias dos artistas nos bastidores, e a defesa de posicionamentos, como o de dar pinta como recurso do fazer político. Cadengue diz que a montagem expõe feridas da nossa sociedade e que toca em questões fortes da teoria queer, de gênero, de raça.

“A conjunção de todas as cenas resulta em algo muito sofisticado (você pode perceber que uma fala dita por um personagem em off no início da peça, vai reverberar em carnadura noutra cena mais adiante)”, pontua Cadengue.

Com a palavra, o encenador.

Entrevista // ANTONIO EDSON CADENGUE

Foto: Yeda Bezerra de Melo

Foto: Yeda Bezerra de Melo

O grupo Vivencial é apontado como um oásis de liberdade naquele tempo de ditadura. Que diabo de liberdade era essa?

Tenho a vaga lembrança que a liberdade não era “uma calça suja e desbotada”, mas algo por vir, algo que se conquistava no exato momento em que se realizava, algo vivido na imediatez daqueles tempos. Talvez a isto se chame oásis. Mas isso não era simples: viviam-se amores e perdições, vivia-se com felicidade a incerteza, porque não interessava, a mim parece hoje, o futuro, mas o presente.

Como é a peça Puro lixo? São quadros justapostos? Revelando os bastidores? As luzes da ribalta?

A dramaturgia de Luís Reis, a partir da reportagem de João Silvério Trevisan, agrupou outras cenas que trouxeram aos dias de hoje algo inusitado, mesmo quando parecem serem meras paródias: a conjunção de todas as cenas resulta em algo muito sofisticado (você pode perceber que uma fala dita por um personagem em off no início da peça, vai reverberar em carnadura noutra cena mais adiante). A peça não revela os bastidores: ela é a revelação da associação íntima entre a cena e a plateia.

Tive ontem (sábado), na estreia, a sensação de que já havia, antes de fazer a peça, um diálogo muito animado com Karl Valentin e Frank Wedekind. Uma sensação esquisita, mas pulsante: cheguei a pensar que Brecht estava assistindo ao Puro Lixo, completamente entusiasmado ou entediado. É que Valentin e Wedekind foram admirados por Brecht e ele poderia estar considerando uma heresia eu ter-me utilizado de procedimentos epicizantes como aqueles que estão presentes em O Despertar da Primavera.

Ou no caso do cômico Karl Valentin, de quem recebeu influências determinantes para a elaboração de muitas de suas obras, onde a ironia e o grotesco estão em sintonia e se abrem a uma educação dos sentidos, uma leitura crítica, sem didatismos. Melhor: tendo-se uma atitude racional e crítica perante o mundo, para não dizer que não falei de flores. Não tive como esquecer os cabarés alemães do pré-guerra, que produziu, dentre outras obras no cinema, Anjo Azul, fantasmal na montagem (escute a bela trilha de Eli-Eri Moura…) e… Quanto à ribalta, neste caso, perdeu seu chão, há tempo: preferi que ela se espalhasse pelos ares, por isso Luciana Raposo nos deu a luz que foi possível em tão precárias condições.

Equipe de Puro lixo: Samuel,Paulo,Stella Eduardo, Marinho e Gil: Manoel, Antonio e Igor. Foto Yeda Bezerra de Melo

Equipe de Puro lixo: Samuel,Paulo,Stella, Eduardo, Marinho, Gil; Manoel, Antonio e Igor. Foto: Yeda Bezerra de Melo

Como funcionam esses personagens anjos?

Como digo no programa da peça, são anjos que têm luz própria por serem anjos erráticos, cambiantes: “Por vezes, os atores Eduardo Filho, Gil Paz, Marinho Falcão, Paulo Castelo Branco, Samuel Lira e Stella Maris Saldanha são eles mesmos; outras vezes, desfazem a si próprios: esse é o movimento desta peça em fragmentos. Os intérpretes têm consigo a incompletude de seus personagens. Há um fluxo de vozes que se cruzam no palco, como se um coro fizesse uma narração em que reverbera um esgarçado diálogo, um comentário fingido, uma citação identificável e, ao mesmo tempo, tudo atravessado. Neste ato de criação, neste jogo, há um prazer infindo. Poder-se-ia dizer que, nesse aspecto, nesse ponto, paira sobre o trabalho dos que compõem o elenco, uma espécie de gozo, pelo desdobramento de tantos seres alheios a cada um deles. Gozo pela vivência dos atos de criação, gozo coletivo, não solitário. Gozo por tomar figuras que devem ser tomadas como suas, mesmo que por pequenos átimos.” Nada a acrescentar ao que foi dito e trabalhando em cena. Arduamente.

A precariedade do Vivencial serviu de trampolim para criar uma estética de desbunde, da irreverência e da transgressão? Como isso chega ao espetáculo Puro lixo?

Chegamos a uma configuração estética por meio da transcendência (se isso é possível) ao desbunde, já tendo ele se firmado na cultura brasileira e especialmente no Recife. O desbunde e a irreverência estão enraizados em nós, como o Manifesto Antropófago, de Oswald de Andrade, mas agora sob novas dimensões. Sob nova dentição.

Foi noticiado que o ator Gilson Paz protagoniza um manifesto contra o racismo no espetáculo? Como é isso? Há outros manifestos?

É tudo verdade e mentira. Como no teatro. É o momento mais evidentemente político do espetáculo, uma fratura na representação.

Você afirmou que “Os personagens e situações evocados são narrados, comentados, representados, sobretudo tratados com jocosidade e, ao mesmo tempo, pertinência, no que concerne à sexualidade e à realidade brasileira”. Gostaria de saber como entra essa jocosidade. Esse procedimento, que desperta ambiguidade, pode ser considerado tipo veneno, mensagem subliminar com endereço certo?

Não há perversidade alguma no que fazemos, mas celebração ao teatro de ontem, de hoje e de sempre. E, em se tratando de teatro, lá se espraiam a jocosidade, a seriedade, a sexualidade… E tudo isso no contexto em que vivemos: o Brasil.

“Não adianta fazer ou assistir teatro sem considerarmos as características do tempo em que vivemos. O teatro é o reflexo das realidades de uma época e não um fenômeno isolado cujas dificuldades sejam exclusivamente suas, mas de todo um processo criativo em crise.” O que dizer sobre isso?

Este era um texto-chave que o Grupo de Teatro Vivencial usou e abusou em várias de suas montagens. É o texto de uma época que ainda ressoa hoje, com certeza. Mas penso que todo processo criativo está em permanente crise, senão torna-se impossível viver sem estar em crítica permanente. Crise-Crítica. De raiz.

Sabemos que o Vivencial não nasceu unanimidade. Foram muitos embates e tensões enfrentadas pelo grupo, inclusive com a rivalidade de outros coletivos “mais sérios” da época. O tempo, como sempre, trata de canonizar pessoas, grupos etc. Como apontou João Silvério Trevisan, o Vivencial foi uma das experiências mais fascinantes e originais na transfiguração do lixo em beleza. Mas “Um dia o Vivencial acabou. Sua ambiguidade se esgotara, sua originalidade também. Não sei até que ponto o sucesso foi responsável por seu fim. Arrisco a dizer que o Vivencial não conseguiu sobreviver porque se aproximou demais dos centros de poder e, com isso, abandonou a difícil arte da corda bamba que a marginalidade lhe permitia. Secou. Ao absorver sua proposta, a sociedade cooptou o grupo e transformou-o num modismo rapidamente exaurido. Assim confiscou-lhe o passaporte para a poesia”.

Poderia comentar… os apontamentos de Trevisan?! O poder acaba com a irreverência e a poesia?

O próprio João Silvério Trevisan, responde de maneira enviesada (porque não trata agora do Vivencial), a questão maior que você levanta: se é possível hoje haver transgressão, em meio à sociedade do espetáculo. Copio o texto de Trevisan publicado no e-book do SESC Pernambuco (2016): “Nas circunstâncias atuais da sociedade espetacular e de cultura narcísica ser transgressivo (ou maldito) pode se reduzir a uma grife para conquistar mídia e mercado. Criou-se uma fórmula narcisista para aparecer graças à condição transgressiva. Hoje existem muitos artistas autointitulados marginais que cultivam a “maldição” como instrumento de marketing e, em consequência, de poder. Lembro de um personagem como o cantor Mano Brown, do grupo musical Racionais MCs. Ostenta há anos um discurso político cheio de chavões de rebeldia, bota pose de machão marrento em fotos de coluna social e chega a frequentar eventos burgueses para celebrar… a periferia. Chegou-se ao nível do mais autêntico radical chic (na expressão americana) ou revolucionário de algibeira. Em outras palavras, um maldito para alto consumo.”

Mas o que mais chama atenção no texto de Trevisan são algumas de suas considerações finais (infelizmente não pudemos publicá-lo no programa, por razões de ordem econômica): “Cabe aqui a pergunta: o conceito de transgressão perdeu o sentido e se esvaiu? Se transformado em fórmula para consumo, sim, sua força se esvaiu. Mas se levada até a última instância, a transgressão continua incomodando. Afinal, transgredir é próprio da criação, da poesia, da invenção que está na base de toda arte. Trata-se, tão somente, de subverter a subversão. A desmistificação do conceito de transgressão leva necessariamente à subversão do próprio conceito mistificado – e tem potencial para renovar a transgressão. O componente “maldito” permanece apesar e contra as aparências e obviedades, desde que mantenha sua transgressividade viva. Ao invés de consumir o rótulo de “maldito” como uma grife, é preciso lembrar que a transgressão não se confunde com um musical cheio de glamour, tal como faz crer a cooptação dentro da sociedade do espetáculo. Simplesmente não há glamour na vida que se põe à margem. O quotidiano na realidade de quem a sociedade coloca o rótulo de maldito acarreta, quase necessariamente, incompreensão, injustiça e dor, na medida mesma das punições impostas a quem diverge das regras impostas.” Tenho dito.

No que concerne à cena, muitos procedimentos adotados pelo Vivencial e que eram considerados sujeira ou falta de rigor formal, são adotados na produção da cena contemporânea. Poderia comentar?!

Muito do que hoje se considera “arte” pode ser qualquer coisa. Ali, havia uma necessidade estética e ideológica que permitia um rigor formal da sujeira. Hoje, não sei.

Qual a sua ligação com o Vivencial, além da montagem de Viúva, porém Honesta, de 1977, e do relacionamento com Beto Diniz?

Uma ligação próxima e, ao mesmo tempo distante com Guilherme Coelho e com todos os que eu pude conviver à época de Sobrados e Mocambos. Especialmente quando o grupo morava em Santa Teresa, em Olinda, e eu praticamente me mudei para lá. Mas havia, sobretudo, um encantamento por tudo que estava longe de meu horizonte de expectativas: aquela cena era tudo que eu admirava, mas jamais a faria como reprodução, por ter outra formação estética (no entanto, homenageei o Vivencial em um espetáculo que fiz na Universidade Federal da Paraíba, em junho de 1980: Soy loco por ti latrina e no programa escrevi algo assim: sem a estética do Vivencial, este espetáculo não teria sido viável). Amava a “sujeira” dos espetáculos do grupo, sua “precariedade”, mas era um encantamento para mim mesmo, deleite pessoal sem que reverberasse na minha cena.

Stella Maris Saldanha. Foto:

Stella Maris Saldanha. Foto: Rodrigo Monteiro

SERVIÇO
Puro Lixo – O Espetáculo Mais Vibrante da Cidade
Quando: de 13 de agosto até 4 de setembro, sempre aos sábados às 18h
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife)
Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação: 16 anos
Informações: (81) 3355-3320

Postado com as tags: , , ,

Agenda de AGOSTO – terceira semana

DOROTÉIA

Rosamaria Murtinho e Letícia interpretam Nelson Rodrigues dias 20 e 21 de agosto, no Teatro RioMar

Rosamaria Murtinho e Letícia Spiller interpretam Nelson Rodrigues dias 20 e 21 de agosto, no Teatro RioMar

Na galeria de personagens de Rosamaria Murtinho predominam as mulheres ricas e sofisticadas. Nos 60 anos de carreira, a atriz quis desconstruir essa imagem. Dona Flávia, a protagonista de Dorotéia, uma mulher feia, frustrada e infeliz busca destruir a beleza da prima Dorotéia, uma criatura voluptuosa, porém arrependida, interpretada por Letícia Spiller. A fera e a bela de Nelson Rodrigues, com encenação de Jorge Farjalla.
Quando: Dia 20 de agosto (sábado), às 21h; Dia 21 de agosto (domingo), às 19h
Onde: Teatro RioMar Recife (Av. República do Líbano, 251, 4º piso – RioMar Shopping)
Informações: (81) 4003-1212
Duração: 90 minutos
Classificação etária: 16 anos
Ingressos
Balcão Nobre:
R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia)
Plateia:
R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia)
Canais de venda oficiais: bilheteria do teatro (terça a sábado, das 12h às 21h, e domingos e feriados, das 14h às 20h) e site Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br)
* Meia-entrada válida para maiores de 60 anos, professores estudantes e assinantes do Jornal do Commercio.

ESTREIA

GALILEU, GALILEI

Atriz Denise Fraga faz o papel do cientista italiano. Foto: João Caldas / Divulgação

A atriz Denise Fraga interpreta o cientista italiano perseguido pela Inquisição na comédia Galileu Galilei, do dramaturgo alemão Bertolt Brecht. Trata de questões como intolerância, fundamentalismos e disputas político-religiosas. A peça questiona a figura de Galileu e realiza um embate entre o papel social de cada um e o conforto individual. No elenco estão os atores Ary França, Lúcia Romano, Théo Werneck, Maristela Chelala, Vanderlei Bernardino, Jackie Obrigon, Luís Mármora, Silvio Restiffe e Daniel Warren.
Quando: 18, 19, 20 e 21 de agosto; de quinta a sábado, às 20h; domingo, às 19h
Onde: Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Santo Antônio)
Ingresso: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada)
Informações: 3355-3323

HISTÓRIAS BORDADAS EM MIM

Agrinez Melo. Foto: Reprodução da internet

Agrinez Melo. Foto: Reprodução da internet

Primeiro solo da atriz Agrinez Melo, Histórias Bordadas Em Mim, abarca histórias reais e vivências com a costura e com a vida. São depoimentos pessoais que traçam a dramaturgia, que resgata momentos de infância e da tempos recentes.
Quando: De 19 de agosto a 26 de setembro, sextas, às 20h 
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Ingresso: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)
Informações: (81) 98768-5804 / (81) 99505-4201

ESPECIAL

AS CRIADAS MALCRIADAS

Genet com a Trupe do Barulho. Foto: Divulgação

Genet com a Trupe do Barulho. Foto: Divulgação

As diabólicas Clair e Solange não desistem de acabar com o glamour de Madame X, uma poderosa drag queen, que se dedica a concorrer a todos os títulos disponíveis no mercado como Miss Traveca. E que faz de tudo para conquistar os troféus, inclusive comprar jurados. O texto assinado por Luiz Navarro, é baseado na dramaturgia do francês Jean Genet e a direção de Manoel Constantino. O humor irreverente da Trupe do Barulho, ganha pitadas policialesca e carnavalizada. Com um elenco renovado, a Madame X é defendida por Ricardo Silva, ao lado de Filipe Endrrio (Clair) e Thiago Ambriell (Solange) junto com os experientes e talentosos Jô Ribeiro e Aurino Xavier que trazem ainda mais humor na trama policialesca, cômica e carnavalizada.
Quando: 20 De Agosto, às 20h
Onde: Teatro Experimental Roberto Costa – Paulista North Way Shopping
Quanto: R$ 20 (preço único)
Informações: (81)98463-8388

In-di-ví-duo

Espetáculo é dirigido por Santiago

Espetáculo é dirigido por Santiago

In-di-ví-duo, é o nome de uma jornalista que detém segredos comprometedores para alguns poderosos. Ele vive no País Sem Nome, que passa por um momento de crise e abandona os princípios ideológicos para aderir a um sistema totalitário. A construção cênica do espetáculo está calcada na atmosfera fantástica, não linear, de uma trama de cunho político-dialético e no gestual. Com a companhia teatral Artemanha, grupo paulista que firma residência no Recife. A dramaturgia e a encenação de Luciano Santiago. Elenco: Daniel Gomes, Luciana Lemos, Luciano Santiago, Ronald Santos Cruz e Washington Machado.
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (Rua da Aurora, 457, Boa Vista)
Quando: 20 de agosto, Sábado, às 20h.
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (meia).
Informações: 3184-3057.

FESTIVAL PAGUE QUANTO PUDER 

DE SEGUNDA-FEIRA (15/08) A QUARTA-FEIRA (17/08)
Oficina ‘Suzuki’, com Luciana Brandão (BH)
No Edf. Texas, 3º andar, das 9h às 12h
TERÇA-FEIRA (16/08)
Espetáculo Leve cicatriz, com a Cia. TEMO e Luciana Brandão (BH), direção de Léo Kildare Louback, no Edf. Texas, 3º andar, às 20h

Leve Cicatriz, com Luciana Brandão e direção de Léo Kildare Louback – Foto: Claudia Saito /Coletivo Fotomix 2015

Leve Cicatriz, com Luciana Brandão. Foto: Claudia Saito

Show com Juvenil Silva, No Edf. Texas (bar), às 22h
QUARTA-FEIRA (17/08) E QUINTA-FEIRA (18/08)
Oficina Estranha resistência, com Marcelo Castro (BH),  no Edf. Texas, 3º andar, das 14h às 17h
QUARTA-FEIRA (17/08)
Espetáculo Leve cicatriz, com a Cia. TEMO e Luciana Brandão (BH), No Edf. Texas, 3º andar, às 20h
Show de Aninha Martins, No Texas Café Bar, às 22h
QUINTA-FEIRA (18/08)
Performance ‘Ruído’, com Grupo Espanca (BH), No Edf. Texas (bar), às 17h
Cinema e debate ‘Fincar: narrativas experimentais’, com curadoria de Maria Cardoso e Mariana Porto; no Edf. Texas, 3º andar, às 19h
Festa, No Edf. Texas, às 22h

EM CARTAZ

PURO LIXO, O ESPETÁCULO MAIS VIBRANTE DA CIDADE

Marinho e Eduardo em Puro lixo. Foto: Rodrigo Monteiro

Marinho Falcão e Eduardo Filho em Puro lixo. Foto: Rodrigo Monteiro

Puro lixo – O espetáculo mais vibrante da cidade celebra a atuação do Grupo Vivencial, trupe de Olinda que, com coragem e purpurina, protagonizou uma experiência  radicalmente transformadora de arte e liberdade no Brasil sob a repressão da ditadura militar.
A montagem destaca o clima de alegria e festa das montagens e das vivecas.
Última parte da trilogia Transgressão em três atos – projeto de Stella Maris Saldanha, Alexandre Figueirôa e Cláudio Bezerra desde 2008, que exalta o  legado do Teatro Hermilo Borba Filho (THBF), do Teatro Popular do Nordeste (TPN) e do grupo Vivencial. Tem texto de Luís Augusto Reis, com consultoria de João Silvério Trevisan e direção de Antonio Cadengue. No elenco Eduardo Filho, Gil Paz, Marinho Falcão, Paulo Castelo Branco, Samuel Lira e Stella Maris Saldanha.
Quando: Sábado e domingos, às 18h. Temporada de  de 13 de agosto a 4 de setembro. (Nos dia 3 e 4 de setembro, serão duas sessões: às 18h e às 20h)
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (Rua do Apolo, 121, bairro do Recife)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)

A RECEITA

Solo com Naná Sodré. Foto: Thais Lima

Solo com Naná Sodré. Foto: Thais Lima

O solo A Receita, com a atriz Naná Sodré faz curta temporada no Teatro Luiz Mendonça, nos dias 18 e 25 de agosto (quintas-feiras), às 20h, dentro do projeto Hoje tem Espetáculo. Com texto e direção de Samuel Santos, mostra a história tragicômica de uma mulher anônima, que entra em abstração, depois de maus-tratos e abandono do marido. Morte, violência, loucura e a intolerância são narradas nesse monólogo explorando diversos pontos de vista.
A Receita começou a ser construída em Brasília, no VI Masters-in-Residence com Eugenio Barba e Julia Varley, do grupo dinamarquês Odin Teatret – Edição Comemorativa – O Diálogo das Técnicas 2013. O solo foi exercitado a partir das observações do diretor Eugênio Barba e da atriz Julia Varley. O processo teve sua continuidade no Recife com direção de Samuel Santos que também assina o texto. Tudo que é construído na cena vem do ator, não há subterfúgios na cenografia, no figurino e na luz, garante o diretor.
Quando: Dias 11, 18 e 25 de agosto (Quintas), às 20h
Onde: Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu – Av. Boa Viagem, S/N – Boa Viagem, Recife)
Classificação: 14 anos
Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Informações: (81) 3355-9821

A GLORIOSA VIDA E O TRISTE FIM DE ZUMBA SEM DENTE

A Gloriosa Vida e o Triste Fim de Zumba sem Dente" fica em cartaz nas terças-feiras de agosto. Foto: Eduarda Portella/ Divulgação

Zumba sem Dente em cartaz nas terças-feiras de agosto. Foto: Eduarda Portella/ Divulgação

Baseado no conto O Traidor, de Hermilo Borba Filho. Narra a história de Zumba, sapateiro de Palmares que foi sequestrado e morto após se candidatar a prefeito da cidade. A montagem tem adaptação e direção de Carlos Carvalho, e direção musical de Juliano Holanda. No elenco Mario Miranda, Andrezza Alves, Flávio Renovatto e Daniel Barros.
Quando: 16, 23 e 30 de agosto, terças, às 19h30
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife)
Ingresso: Entrada gratuita
Informações: (81) 3355-3318

O MASCATE, A PÉ-RAPADA E OS FORASTEIROS

O Mascate, a Pé rapada e os Forasteiros com o ator Diógenes D. Lima. Foto: Toni Rodrigues

Recife e Olinda têm histórias divertidas que o ator Diógenes D. Lima leva à cena com linguagem do teatro de objetos. Segundo a produção, o espetáculo urde uma trama real baseada em fatos fictícios sobre as duas cidades de forma inusitada, picante e criativa.
Quando: 17, 18, 24, 25 e 31 de agosto. Quartas e quintas, às 20h
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife)
Ingresso: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)
Informações: (81) 3355-3320

NA BEIRA

Espetáculo é apresentado na residência do ator Plínio Maciel. Foto: Divulgação

Espetáculo é apresentado na residência do ator Plínio Maciel. Foto: Divulgação

Na Beira é um solo autobiográfico com Plínio Maciel e direção de Rodrigo Dourado, do Teatro de Fronteira. Faz curta temporada aos sábados 13, 20 e 27 de agosto e 3 de setembro, às 20h, numa residência no bairro da Boa Vista. O ator, aderecista, artesão e bonequeiro Plínio resgata suas memórias de menino de Surubim, agreste pernambucano, que se transferiu para o Recife e se encantou com a contação de “causos”. É apontado como um Forrest Gump pernambucano (Forrest Gump é um filme norte-americano de 1994, dirigido por Robert Zemeckis com Tom Hanks no papel-título, baseado no romance homônimo Winston Groom. O protagonista é um homem simples do Alabama que encontra figuras históricas ao viajar pelo mundo e é testemunha de momentos marcantes). Plínio Maciel resgata histórias e lembranças pessoais, personagens e pessoas que marcaram sua vida.
Quando: 20 e 27 de Agost0 e 3 de setembro sábados), às 19h
Onde: Boa Vista/Recife/PE. Endereço completo enviado por email na confirmação da reserva
Ingressos: R$ 20 (meia-entrada para todos)
Lotação: Apenas 20 lugares
Reservas: exclusivamente pelo email teatrodefronteirape@gmail.com
Duração: 1h30min
Classificação: 14 anos

 SISTEMA 25

Sistema 25 Foto: Camila Sérgio

A situação carcerária do Brasil é o tema central da peça, construída em conjunto pelos atores-narradores e pelo diretor José Manoel Sobrinho. O ponto de partida é uma visita a um presídio no dia de uma rebelião. Apenas 25 espectadores por sessão.
Quando: De 4 a 27 de agosto; quintas e sextas, às 19h; sábados, às 15h e às 19h
Onde: Caixa Cultural Recife – Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife
Ingresso: R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada)
Informações: (81) 3425-1915

O DIÁRIO QUASE RIDÍCULO DE AURORA

atores Rose Quirino e Leonardo Bouças. Foto: Divulgação

Atores Rose Quirino e Leonardo Bouças. Foto: Divulgação

O espetáculo da Cia. de Teatro Omoiós traz a história de Aurora, uma mulher em eterna busca por amores, com esperança e desejo de liberdade. Ela narra encontros e desencontros nas páginas de um diário. Faz de uma mesa de bar seu próprio divã e dos goles de uísque a chave para abrir seu coração. Aurora é o alter ego feminino do jornalista, diretor teatral e escritor Manoel Constantino. No elenco, os atores Rose Quirino e Leonardo Bouças.
Quando: 18 e 25 de agosto, quintas, às 19h
Onde: Bar Conchitas (Rua Manoel Borba, 709, Boa Vista)
Ingresso: R$ 5

 FEBRE QUE ME SEGUE

Montagem dirigida por Wellington Jr a partir do conto de Breno Fittipaldi. Foto: Divulgação

A Máquina de Sonhos Cia. de Teatro apresenta Febre que me segue, baseado em conto de Breno Fittipaldi. Conta a história dos encontros amorosos entre Pedro e Lui, um homem de quarenta e um e um garoto de dezoito anos, seus conflitos e desejos. O grupo investiga as relações entre teatro e literatura. Direção Geral de Wellington Júnior. Elenco: Binha Lemos , Diogo Gomes , Diogo Sant´ana, Elisa Nascimento, Ito Soares, Janaina Almeida, Javila Lima , Karol Soares , Júlia Marques , Lígia Buarque, Luiz Carlos Filho, Maria Eduarda Carvalho , Melissa Franzen, Natália Cozzan, Nayara Lane , Landau, Rafael Ummem , Rodrigo Hermínio, Sabrina França, Shica Farias, Thiago Aznavour e Vicente Simas.
Quando: 20 e 27 de agosto, sábados, às 20h
Onde:Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Escrevemos sobre uma leitura dramatizada do texto em 2011. Quando o assunto é homoerotismo, a faca é afiada

OSSOS

Daniel Barros e Robério Lucado interpretam garotos de programa em Ossos. Foto: Ivana Moura

Daniel Barros e Robério Lucado interpretam garotos de programa em Ossos. Foto: Ivana Moura

O amor moveu Heleno de Gusmão para o exílio e lá ele encontrou o prazer fortuito, o sucesso e a morte. O espetáculo Ossos explora essa viagem do protagonista as suas lembranças e origens, a pretexto de entregar os restos mortais do seu amante aos familiares, em Sertânia, no interior de Pernambuco. A montagem do Coletivo Angu de Teatro faz uma curta temporada no Teatro Barreto Júnior. Um coro de Urubus pontua os fatos embaralhados entre passado e presente. A peça tem dramaturgia de Marcelino e direção de Marcondes Lima. A montagem é patrocinada pelo prêmio Myriam Muniz da FUNARTE – Ministério da Cultura – Governo Federal. Com Arilson Lopes, Ivo Barreto, André Brasileiro, Marcondes Lima, Daniel Barros e Robério Lucado. A trilha sonora é assinada por Juliano Holanda.
Quando: de 19/08 a 25/09, sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h30
Onde: Teatro Barreto Júnior
Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)
Vendas online pelo site: http://vendas.ne10ingressos.com.br

INFANTIL

VENTO FORTE PARA ÁGUA E SABÃO

Segunda montagem da Fiandeiro para o público mirim. Foto: Divulgação

Segunda montagem da Fiandeiro para o público mirim. Foto: Divulgação


Musical mostra a incrível amizade entre uma bolha de sabão chamada Bolonhesa e Arlindo, uma rajada de vento. Os riscos são grandes, mas as recompensas também. É a segunda montagem da Companhia Fiandeiros dedicada ao público infanto-juvenil. O texto é de Giordano Castro, do grupo Magiluth e de Amanda Torres.
Onde:: Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina).
Quando: De 20 de agosto a 25 de setembro, Sábados e domingos, às 16h30.
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (meia).
Informações: 3355-6398.

AS PERIPÉCIAS DA TRUP DA ALEGRIA

Peça está em temporada em Paulista, região metropolitana do Recife. Foto: Divulgação

Peça está em temporada em Paulista, região metropolitana do Recife. Foto: Divulgação


Os palhaços Bituca, Bu, Leca e a boneca Loli são amigos e nas suas brincadeiras descobrem o valor por trás das palavras amor, perdão, alegria e coragem. Bituca, interpretado por Dodi Fontes, também autor do texto e diretor do espetáculo, se apresenta como valentão e prega uma peça de terror, para que a turma fique apavorada.
Onde: Teatro Experimental Roberto Costa – Paulista North Way Shopping, Região Metropolitana do Recife
Quando: 21 e 28 de agosto, às 16h30.
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (meia).

Postado com as tags: , , , , , , , , , , , , ,

O homem que negou sua verdade

Denise Fraga protagoniza espetáculo Galileu Galilei. Fotos: João Caldas/ Divulgação

A Terra não é o centro do Universo, proclamou Galileu Galilei (1564-1642). Por isso quase foi queimado na fogueira pela Inquisição. Para sobreviver, abjurou. Em A Vida de Galileu, Bertolt Brecht (1898-1956) conta as façanhas desse cientista italiano. Ao negar seus próprios estudos, o físico decepcionou seus discípulos. Um deles reclama que uma terra sem heróis é desgraçada. Galileu responde: “Não. Desgraçada é a terra que precisa de heróis”.

Com Denise Fraga no papel central da encenação assinada por Cibele Forjaz, Galileu Galilei dispara metáforas sobre a realidade brasileira, parecendo encomendada para 2016. A montagem bem-humorada, posicionada politicamente, debochada e crítica abre espaço para a aparição dos “coxinhas batedores de panela”, de cabeleiras louras e pela execução do hino da Internacional Comunista. A trilha, assinada por Théo Werneck e Lincoln Antônio, aguça o espírito carnavalesco da encenação.

A montagem produzida por José Maria traz no elenco Ary França, Lúcia Romano, Théo Werneck, Maristela Chelala, Vanderlei Bernardino, Jackie Obrigon, Luís Mármora, Silvio Restiffe e Daniel Warren. A peça chega ao Recife para um curta temporada no Teatro de Santa Isabel, de 18 a 21 de agosto, quinta, sexta e sábado às 20h; e domingo, às 19h.

Brecht põe em xeque a figura do herói e a sociedade que embaraça a liberdade com seus estranhos jogos de poder

Bertolt Brecht levou mais de uma década para compor o texto dramático Vida de Galileu (Das Leben des Galilei), de 1933, lançado em plena Alemanha nazista, e reelaborado depois. Exilado, o dramaturgo assinou um segundo tratamento, em 1938, na Dinamarca. E conferiu a estreia da a peça em 1943, na Suíça. Ele concebeu uma nova encenação nos Estados Unidos, onde morava, depois do fim da Segunda Guerra e ainda sob o efeito das bombas atômicas de Hiroshima e de Nagasaki. Nas versões apresentadas Galileu ganha as marcas do herói, vítima da Inquisição, mas que continuou a desenvolver suas teorias às escondidas. Ou o protagonista aparece como um homem comum, coberto pela ambição e afetado pelos próprios vícios.

Em 1956, já de volta à Alemanha, Brecht ensejava uma nova montagem para a quarta versão do texto, que seria encenado em seu próprio teatro, o Berliner Ensemble, mas morreu antes da  estreia.

Galileu_Galilei_-_Joao_Caldas_2-

O cientista vira uma ameaça e cai nas garras da Santa Inquisição

Há muitas camadas de interesses nesse mapa geopolítico habitado por Galileu. No século 17, em plena Contrarreforma, a contenda pela hegemonia política e econômica do mundo movia os reinos conhecidos hoje como Espanha, Inglaterra, França, Alemanha e Holanda (entre outros). O alvo era posse de colônias na América, África e na Ásia. A Europa estava dividida entre União Evangélica de um lado e Liga Católica do outro. Lutero (Alemanha), Calvino (França) e Henrique VIII (Inglaterra) já haviam desafiado a força do Vaticano. A Inquisição precisava mostrar sua força.

Galileu construiu um telescópio com o qual conseguiu comprovar a teoria heliocêntrica do polonês Nicolau Copérnico (1473-1543), que sustentava que a Terra gravitava em torno do Sol, e não o oposto, como se aceitava desde o modelo geocêntrico de Ptolomeu, do século II. Mas sob a perspectiva da Igreja era inadmissível que Deus não tivesse colocado o homem no centro do universo.

Amigo do Papa Urbano VIII, apreciador de pequenos luxos e dos prazeres mundanos, o astrônomo, físico e matemático italiano tentava harmonizar suas pesquisas e as benesses do poder. Um controverso e rico personagem. Que desperta conflitos éticos. Herói e anti-herói.

A atuação de Denise Fraga no papel do cientista reforça o caráter brechitano da montagem. Alguns procedimentos evidenciam essa quebra da ilusão teatral, como a colocação e retirada da peruca e a exibição da barriga pela atriz, ao assumir as funções de narradora e comentarista.

Galileu, Galilei

Elenco é formado por 10 atores, sob direção de Cibele Forjaz

José Celso Martinez Corrêa dirigiu para o Teatro Oficina uma montagem histórica de Galileu Galilei, que estreou em São Paulo no dia 13 de dezembro de 1968, dia da promulgação do Ato Institucional número 5 – AI5. No elenco estavam os atores Cláudio Corrêa e Castro, Ítala Nandi, Esther Góes, Fernando Peixoto, Renato Borghi, Raul Cortez, Othon Bastos, Otávio Augusto, Pedro Paulo Rangel e muitos outros atores. O espetáculo, de quase 2h30 sem intervalo, estreou em maio de 2015, em São Paulo e ficou nove meses em cartaz.

5 DIII

Montagem traça paralelo com a realidade brasileira

Ficha técnica
Texto: Bertolt Brecht
Elenco: Denise Fraga, Ary França, Lúcia Romano, Théo Werneck, Maristel Chelala, Vanderlei Bernardino, Jackie Obrigon, Luís Mármora, Silvio Restiffe e Daniel Warren
Direção: Cibele Forjaz
Trilha Sonora: Lincoln Antônio e Théo Werneck
Cenografia: Márcio Medina
Figurinista: Marina Reis
Iluminação: Wagner Antônio
Produção Executiva: Lili Almeida
Direção de Produção: José Maria
Assessoria de Imprensa: Barata Comunicação
Transportadora Oficial: AVIANCA | Patrocínio Exclusivo: BRADESCO
Realização: NIA Teatro, Ministério da Cultura e Governo Federal

Serviço
GALILEU GALILEI
QUANDO: de 18 a 21 de Agosto; Quinta, Sexta e Sábado às 20h; Domingo às 19h
ONDE: Teatro de Santa Isabel – Praça da República, s/n
Quanto: R$70 (inteira) | R$35 (meia-entrada) *** R$52,50 (clientes Bradesco para compra de até 02 ingressos para o titular do Cartão Bradesco, AMEX. Desconto válido para compras na bilheteria, não acumulativo com outros descontos). *** R$ 35,00 (Para clientes e funcionários Avianca na compra de até́ 2 ingressos, mediante apresentação do bilhete aéreo ou do crachá Avianca e documento de identificação. Desconto válido para compras na bilheteria, não acumulativo com outros descontos).
Duração: 130 minutos
Classificação indicativa: 12 anos
Informações: (81) 3355-3322

Postado com as tags: , , , , , , , , , , , , ,

Diva absoluta celebra 75 anos de carreira

Bibi Ferreira

Bibi Ferreira vem ao Recife em setembro com o espetáculo 4xBibi. Foto: Divulgação

Abigail Izquierdo Ferreira nasceu com o gene do teatro. Com 24 dias de vida já estava no palco, substituindo uma boneca que desaparecera pouco antes do início do espetáculo. Foi na peça Manhã de Sol, e a menina “atuou” no colo da madrinha Abigail Maia, esposa do autor e padrinho Oduvaldo Viana. 94 anos depois, Bibi Ferreira é o exemplo mais perfeito do amor e dedicação a essa arte.

Filha do ator Procópio Ferreira e da bailarina espanhola Aída Izquierdo, foi morar na Espanha com a mãe depois da separação dos pais e lá estudou balé; na volta ao Brasil, teve sua matrícula negada no tradicional Colégio Sion, no Rio de Janeiro, por ser herdeira de um artista de teatro; seu pai bancou os estudos em Londres. Sua estreia profissional ocorreu no Brasil, pelas mãos do pai, em 1941, no papel da esfuziante Mirandolina, da peça La locandiera, de Carlo Goldoni.

Três anos depois monta sua própria companhia, por onde passaram nomes marcantes do teatro, como Cacilda Becker, Maria Della Costa, Henriette Morineau, Sérgio Cardoso e Nydia Licia. Torna-se uma das primeiras mulheres a dirigir teatro no Brasil.

Bibi Ferreira completa 75 anos de carreira e comemora com o show 4XBIBI. No espetáculo de Jubileu de Diamante, ela canta sucessos da portuguesa Amália Rodrigues, do argentino Carlos Gardel, da francesa Édith Piaf e do norte-americano Frank Sinatra, seus intérpretes favoritos.

Além do repertório dos quatro, Bibi inclui outras músicas e abre o show com Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás, de Raul Seixas e Paulo Coelho, numa alusão bem-humorada a própria idade.

O espetáculo faz turnê pelo Nordeste e chega ao Recife para duas apresentações, dias 9 e 10 de setembro, no Teatro RioMar, numa produção local da Art Rec Produções. Os ingressos já estão à venda a partir de R$ 110.

4XBIBI celebra os 75 anos de carreira da artista. Foto: Divulgação

Bibi Ferreira interpreta canções de Amália Rodrigues, Carlos Gardel, Édith Piaf e Frank Sinatra. Foto: Divulgação

Bibi se apresenta acompanhada por 11 músicos e sob a regência do maestro Flávio Mendes, responsável também pelos arranjos e direção musical. A narração e a idealização do show estão sob tutela de Nilson Raman, que assina o roteiro ao lado de Flávio e Bibi.

Entre uma canção e outra, Bibi conversa com o público e revela curiosidades da carreira, as músicas, o legado de Sinatra. Uma das histórias é sobre a fadista Amália Rodrigues. A portuguesa havia declarado que a artista ideal para interpretar sua vida seria a brasileira. Amália assistiu Bibi cantando Piaf 14 vezes em Lisboa.

Dentro das celebrações do jubileu de diamante estão programados o lançamento de uma nova fotobiografia, além de uma caixa box com seis CD’s e um novo portal na internet, onde será disponibilizado um extenso material sobre a vida e obra de Bibi Ferreira.

Essa artista fascinante, com uma disposição incrível para o trabalho, nem pensa em se aposentar. Aliás, se diz até ofendida quando questionada sobre o assunto. Costuma dizer que vive do seu trabalho, dependo dele para pagar suas contas e para comer. E vai além ao salientar que, mesmo que não dependesse, nunca deixaria de trabalhar.

A mais veterana das atrizes em atividade está cheia de planos profissionais. Um deles é um espetáculo dedicado às cantoras Elizeth Cardoso, Clara Nunes e Maísa.

Ao longo de sete décadas e meia, Bibi já encarou grandes desafios, cantou Edith Piaf, Amália Rodrigues, Carlos Gardel, Dolores Duran, Chico Buarque, entre outros. Por sua atuação como a personagem Joana, da peça Gota D’Água, de Paulo Pontes e Chico Buarque (adaptação da tragédia Medéia, de Eurípedes, para os morros cariocas), com direção de Gianni Ratto, recebeu o prêmio Molière em 1975.

Roteiro:
Amália Rodrigues : Fadinho serrano, Povo q lavas no rio,
Carlos Gardel: Esta noche me emborracho, Questa abarro
Frank Sinatra: Thats life, Baladas românticas, All the way, The lady is a trump
Edith Piaf: Millord, L’accordeniste, A quoi ça sert l amour, Je ne regrette rien, Hymne a l’amour
Bis: New York New York

Espetáculo 4xBibi chega ao Recife em setembro

Entre uma canção e outra, Bibi conversa com o público e revela curiosidades da carreira. Foto: Divulgação

SERVIÇO
“4XBIBI”
Quando: 9 de setembro (sexta), às 21h; e 10 (sábado), às 21h
Onde: Teatro RioMar Recife (Av. República do Líbano, 251, 4º piso – RioMar Shopping)
Informações: (81) 4003-1212
Duração: 70 minutos
Classificação etária: livre
Ingressos: Balcão Nobre: R$ 220 (inteira) e R$ 110 (meia-entrada) / Plateia alta: R$ 240 (inteira) e R$ 120 (meia) / Plateia baixa: R$ 260 (inteira) e R$ 130 (meia)
Canais de venda oficiais: bilheteria do teatro (terça a sábado, das 12h às 21h, e domingos e feriados, das 14h às 20h) e site Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br)
* Meia-entrada válida para maiores de 60 anos, estudantes e assinantes do Jornal do Commercio

Postado com as tags: , , ,