DocumentaCena debate sobre crítica em Curitiba

A Maldade Humana está na Mostra DocumentaCena

A Maldita Raça Humana está na Mostra DocumentaCena

Na famosa concepção de Roland Barthes, “a crítica não é uma ‘homenagem’ à verdade do passado, ou à verdade do ‘outro’, ela é construção da inteligência do nosso tempo”. [1] Os enfrentamentos da crítica com a obra não perseguem a descoberta de uma verdade cifrada, mas potências interpretativas para dialogar com assuntos atuais. Assim pode ser na construção de vários caminhos.

“Problemática, polêmica, ameaçada de falência e de estar à margem do seu próprio universo de atuação, ela não se cala. Sob olhares desconfiados por todos os lados ela permanece, há séculos, como pedra, sobrevivendo aos que não lhe querem. Maldita, é infalível e independente. Se não há mais lugar para ela aqui, encontra acolhimento ali, transita, transmuda, se move. A crítica não está falida, não está morta e pertence mais ao mundo da arte do que muitos eventos que se autodenominam artísticos. Ela está apenas em crise. Bom para ela: este é o seu habitat natural”[2]. Começa dessa forma um artigo de 2008 da crítica e pesquisadora Daniele Avila Small.

A crítica aceita novas configurações e merece ser discutida no contexto de aproximação com artistas e público. É o que propõe a 1ª Mostra DocumentaCena, promovida pela DocumentaCena – Plataforma de Crítica, que ocorre de 8 a 10 de novembro, e o Idiomas – Fórum Ibero-Americano de Crítica de Teatro, de 11 a 13, ambos em Curitiba.

A ideia na mostra é que artistas, pesquisadores e críticos possam acompanhar peças teatrais de artistas curitibanos, conversas com os grupos, uma oficina de crítica e dramaturgia, além do lançamento de publicações especializadas em teatro.

Ilíada – Canto XIII, com direção de Octávio Camargo e performance da artista Katia Horn; Os Pálidos, da Cia Senhas de Teatro, com direção de Sueli Araujo, e A Maldita Raça Humana, da Companhia Teatro de Breque, com direção de Nina Rosa Sá, integram o repertório de peças e exibem diferentes linguagens e gerações do teatro de Curitiba.  Após as sessões, os grupos se dispõem a conversar sobre os trabalhos com o público.

Daniele Avila Small, fundadora e editora da revista eletrônica Questão de Crítica está na curadoria da Mostra DocumentaCena ao lado de Luciana Romagnolli, fundadora e editora do site Horizonte da Cena. Essa é a  primeira mostra realizada pela DocumentaCena – Plataforma de Crítica, coletivo formado pelo site Horizonte da Cena (Belo Horizonte/MG), pelo blog Satisfeita, Yolanda? (Recife/PE) e pela revista eletrônica Questão de Crítica (Rio de Janeiro/RJ).

Ilíada Canto-13

Ilíada Canto 13, com a artista Katia Horn

“Claro que me aborrece deixar os criadores aborrecidos comigo. Seria mais fácil continuar a dar e receber palmadinhas nas costas”, escreveu o crítico português Jorge Louraço, no Manifesto (2006) Como fazer inimigos. Para depois perguntar, no mesmo artigo, “como garantir que o crítico não se deixa influenciar pelos amigos? É difícil. Cada vez que ele dá uma opinião sincera, tem de pedir desculpa, ou aceitar o desafio para o duelo e arranjar um padrinho de armas”. Muitas críticas pelo caminho e 10 anos depois, ele ministra As Mãos Sujas de Sangue, Oficina de Crítica e Dramaturgia.

No encontro de três dias no Centro Cultural Sesi Heitor Stockler de França (8 a 10 de novembro) o dramaturgo e crítico teatral Jorge Louraço, vai dissecar várias possibilidades da criação cênica. Sua proposta é edificar a relação da crítica teatral com a adaptação dramatúrgica. Para isso será analisado o texto Macbeth, de Shakespeare. Os participantes irão colaborar na re-escrita de uma cena da peça.

No dia 10 de novembro, às 16h, na Casa Selvática, acontece o lançamento da Trema! Revista, de Pernambuco, e do Caixa de Pont[o] – Jornal de Teatro, de Santa Catarina.

Oscar Conargo participa do Fórum Idiomas

O espanhol Óscar Cornago participa do Fórum Idiomas. Foto: Divulgação

Depois da Mostra, começa o Idiomas – Fórum Ibero-Americano de Crítica de Teatro, na CAIXA Cultural Curitiba. O exercício da crítica de teatro e seus desafios na atualidade são os temas-chaves do fórum. Especialistas nacionais e internacionais (pensadores de Portugal, Espanha, Uruguai e Argentina), participam da empreitada.

Rui Pina Coelho (Portugal) e Óscar Cornago (Espanha) debatem as transformações da crítica na Península Ibérica, enquanto o teórico Jorge Dubatti (Argentina) e a crítica María Esther Burgüeño (Uruguai) tratam do mesmo tema na América Latina. A mesa com Bernardo Borkenztain (Montevidéu), Welington Andrade (São Paulo) e a encenadora Sueli Araújo (Paraná) trata de poderes e legitimação. Patrick Pessoa e Mariana Barcelos (Rio de Janeiro), Daniel Toledo (Minas Gerais) e Jorge Louraço (Portugal) trabalham com o pêndulo do crítico como artista e espectador.

Teórico Jorge Dubatti fala no Idiomas. Foto: Divulgação

Teórico Jorge Dubatti fala no Idiomas. Foto: Divulgação

[1] BARTHES, Roland. O que é a crítica. In: Crítica e verdade. Tradução de Leyla Perrone-Moisés. São Paulo: Perspectiva, 2013, p. 163

[2] AVILA SMALL, Daniele. O que é, mais uma vez, a crítica? Breve estudo sobre a crítica de teatro. In: Questão de Crítica – Revista eletrônica de críticas e estudos teatrais. 10 de junho de 2008.

  • SERVIÇO
    MOSTRA DOCUMENTACENA

    Crítico de teatro português Jorge Louraço. Foto: Divulgação

    Crítico de teatro português Jorge Louraço. Foto: Divulgação

    De 8 a 10 de novembro de 2016
    As Mãos Sujas De Sangue
    Oficina de Crítica e Dramaturgia com Jorge Louraço (PT)
    Esta oficina parte da análise de uma crítica teatral para a exploração das várias dimensões da realização cênica, estabelecendo a relação da crítica teatral com a adaptação dramatúrgica, culminando na simulação de uma adaptação teatral de Macbeth.
    Centro Cultural Sesi Heitor Stockler De França
    (Av. Marechal Floriano Peixoto, 458 – centro)
    das 10h às 13h
    ENTRADA FRANCA via inscrição através do email: sesicultura.hsf@sesipr.org.br
    (enviar uma biografia de 5 linhas)

    Ilíada  – Canto XIII
    Ilíada, obra de tradição oral atribuída a Homero, é um dos mais importantes poemas épicos da Grécia Antiga. Trata da guerra de Troia, iniciada pelo sequestro de Helena (a mais bela mortal do mundo) por Páris, príncipe de Troia. Helena era a esposa de Menelau, o rei de Esparta, uma das principais cidades-Estado da Grécia. No canto XIII, Poseidon se apieda dos gregos e os motiva para a guerra. Nessa peleja os deuses gregos ficaram divididos. Do lado dos gregos (aqueus) estavam Hera, Atena, Poseidon, Hefesto, Tétis (mãe de Aquiles). E do lado dos troianos, Apolo, Afrodite, Ares, Ártemis, Leto. Zeus e Hades mantiveram-se neutros.

    Teatro Sesi Portão
    (R. Padre Leonardo Nunes, 180 – Portão, Curitiba – PR)
    às 19h30
    Entrada franca.
    Ficha Técnica
    Direção: Octavio Camargo | Elenco: Katia Horn|  Iluminação: Beto Bruel | Assistência, desenho de mapa e execução de luz: Daniele Regis | Cenografia: Eneas Lour |  Figurino: Ricardo Garanhani | Captação de áudio: Filipe Castro |  Arte gráfica: Foca Cruz |  Fotografia e documentação: Gilson Camargo| Tradução: Manoel Odorico Mendes | Realização: Ilíadohomero Companhia de Teatro
    Duração: 65 minutos | Classificação: 12 anos

    9 de novembro de 2016
    Os Pálidos

    Os pálidos Foto: Elenize Dezgeniski

    Os pálidos Foto: Elenize Dezgeniski

    Dois clássicos de Luis Buñuel: O Anjo Exterminador e O Discreto Chame da Burguesia são os detonadores da peça Os Pálidos, que questiona sobre estados de inércia, paralisação e anestesia em um ato urgente de pensar o mundo e a cena. Com texto e direção de Sueli Araujo, o espetáculo ocorre em dois ambientes simultaneamente, dividindo a plateia e propondo um diálogo permanente com o público.
    Sede Da Ciasenhas de Teatro
    (R. São Francisco, 35 –  centro)
    às 19h30
    Entrada franca 
    Ficha Técnica
    Dramaturgia e Direção: Sueli Araujo | Atuação: Anne Celli, Ciliane Vendruscolo, Greice Barros, Luiz Bertazzo e Rafa di Lari | Cenário e Figurino: Paulo Vinícius | Designer de Som: Ary Giordani | Designer de Luz: Wagner Corrêa | Direção de Produção: Marcia Moraes | Produção Executiva: Edran Mariano | Assistente de Produção: Mariana Freitas | Designer Gráfico: Adriana Alegria | Assessoria de Imprensa: Fernando de Proença | Fotos: Elenize Dezgeniski
    Duração: 90 minutos | Classificação: 12 anos
    8 de novembro de 2016

    10 de novembro de 2016

    peça desloca o olhar da plateia ao abrir mão da linguagem falada e investir na dramaturgia do gesto para potencializar os sentidos e contar uma história

    Peça investe na dramaturgia do gesto para potencializar os sentidos e contar uma história. Foto Daniel Assal

    A Maldita Raça Humana
    Peça livremente inspirada no livro Dicas Úteis para uma Vida Fútil, de Mark Twain, A Maldita Raça Humana desmascara o bestial por trás do verniz altruísta do homem, trazendo o politicamente incorreto para a discussão em cena. A ironia é quem dá leveza ao enredo, construído com recortes aparentemente banais do cotidiano, mas que reunidos levantam uma suspeita: a sociedade não é tão inocente assim. 
    Teatro Sesi Portão
    (R. Padre Leonardo Nunes, 180 – Portão, Curitiba – PR)
    às 19h30
    Entrada franca
    Ficha Técnica
    Direção: Nina Rosa Sá | Elenco: Rodrigo Ferrarini, Pablito Kucarz e Gabriel Gorosito | Luz: Nadja Naira | Sonoplastia: Marcelo Torrone | Cenário: Paulo Vinícius | Direção de Movimento: Carmem Jorge | Figurinos: Maureen Miranda | Direção de Produção: Michele Menezes | Dramaturgia: Criação Coletiva
    Duração: 65 minutos | Classificação: Livre

    Lançamento da Trema! Revista e do Caixa de Pont[O] – Jornal de Teatro
    Casa Selvática
    (R. Nunes Machado, 950 – Rebouças, Curitiba – PR)
    às 16h
    Entrada franca.

  • Programação

    IDIOMAS – FÓRUM IBERO-AMERICANO DE CRÍTICA DE TEATRO

    Data: 11 de novembro (sexta-feira)

    Horário: das 19h às 22h
    TRANSFORMAÇÕES E DESAFIOS DA CRÍTICA CONTEMPORÂNEA – PENÍNSULA IBÉRICA – com Rui Pina Coelho (Portugal) e Óscar Cornago (Espanha). Mediação: Daniele Avila Small (Rio de Janeiro).

    Data: 12 de novembro (sábado) 

    Horário: das 10h às 12h30
    PODERES E LEGITIMAÇÕES DA CRÍTICA DE TEATRO – com os críticos Bernardo Borkenztain (Montevidéu) e Welington Andrade (São Paulo) e da encenadora Sueli Araújo (Paraná). Mediação: Francisco Mallman (Paraná).

    Horário: das 14h30 às 17h00
    CRÍTICA DE CURADOR E DE PESQUISADOR – com a curadora Paula de Renor (Pernambuco), Rodrigo Eloi da Silva (São Paulo) e a pesquisadora Michele Rolim (Rio Grande do Sul). Mediação: crítica Soraya Belusi (Minas Gerais).

    Horário: 18h
    Lançamento do site DocumentaCena – Plataforma de crítica

    Horário: das 19h00 às 21h30
    O CRÍTICO COMO ARTISTA E ESPECTADOR – com os críticos Patrick Pessoa e Mariana Barcelos (Rio de Janeiro), Daniel Toledo (Minas Gerais) e Jorge Louraço (Portugal). Mediação: Pollyanna Diniz (Pernambuco).

    Data: 13 de novembro (domingo)

    Horário: das 11h às 13h30
    TRANSFORMAÇÕES E DESAFIOS DA CRÍTICA CONTEMPORÂNEA – AMÉRICA LATINA. Com o crítico teórico Jorge Dubatti (Argentina) e a crítica María Esther Burgüeño (Uruguai). Mediação: Luciana Romagnolli (Minas Gerais).

    Serviço
    Fórum: Idiomas – Fórum Ibero-Americano de Crítica de Teatro

    Local: CAIXA Cultural Curitiba, Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba (PR)
    Data: 11 a 13 de novembro de 2016 (sexta a domingo)
    Horário: sexta, das 19h às 22h. Sábado, das 10h às 12h30, das 14h30 às 17h00, 18h00 e  das 19h00 às 21h30. Domingo, das 11h às 13h30.
    Ingressos: entrada franca mediante retirada de ingressos na bilheteria para a palestra do dia
    Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sexta, das 12h às 20h, sábado, das 9h às 18h30, domingo, das 10h às 19h)
    Classificação etária: livre para todos os públicos
    Lotação máxima: 125 lugares (2 para cadeirantes)

    Site: idiomasforum.wordpress.com

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Macbeth para crianças

Bruxas da Escócia, uma livre tradução de Macbeth para crianças.Foto: João Caldas Filho

Bruxas da Escócia, uma livre tradução de Macbeth para crianças. Foto: João Caldas Filho

Catapultar significa arremessar por meio de catapulta. Mas o que é essa coisa que quase faz enrolar a língua? Catapulta é uma “máquina de guerra que se destinava a lançar, sobre o inimigo, pedras, dardos ou outros projéteis de grande tamanho”, ensina o Dicionário Houaiss. Numa rápida pesquisa pelo Google encontramos que as “catapultas são mecanismos de cerco que utilizam uma espécie de braço para lançar um objeto (pedras e outros) a uma grande distância, evitando assim possíveis obstáculos como muralhas e fossos”.

Esses equipamentos apareceram em épocas gregas tardias (400 a.C. – 300 a.C.), adotadas por Dionísio de Siracusa e Onomarchus da Fócida. Alexandre, o Grande utilizou no campo de batalha durante as guerras. E foram desenvolvidas nos domínios romanos e medievais, até o aparecimento da pólvora e do canhão. Então, elas se tornaram obsoletas.

Encontramos essa primitiva máquina de guerra em filmes antigos ou desenhos animados, quando grandes pedras são arremessadas contra as fileiras inimigas. Mas a a palavra atualmente é mais uada em seu sentido figurativo, quando as competências são questionadas. Consta no Dicionário Informal: “Quando alguém é alçado a um posto muito além de sua capacidade, em detrimento de outros, merecedores do cargo, diz-se que esta pessoa foi “catapultada”.

Soluções divertidas na lógica do palhaço

Soluções divertidas na lógica do palhaço

A ação de catapultar e a máquina que catapulta são centrais no espetáculo infantil Bruxas da Escócia. É um achado de criatividade e solução cênica para a história de Macbeth, uma das tragédias mais sanguinolentas de William Shakespeare (1554-1616). A ambição é um verme que contamina corpo e mente do general do exército escocês, que de defensor leal do rei e de sua pátria se transforma em cobiçador da coroa, traidor e assassino.

Ao voltar de uma batalha, o general Macbeth encontra três bruxas que lançam uma profecia: ele se tornará rei. Aquilo mexeu com a cabeça do “plebeu” militar, despertou suas aspirações mais secretas. E lógico contou com os desejos sem limites de Lady Macbeth, essa uma verdadeira estrategista na série de crimes.

Macbeth já foi montada de diversas formas. Com todas as nuances de densidade. A Cia. Vagalum Tum Tum encara o desafio de levar peça para o universo infanto-juvenil. Utilizando para isso as técnicas do palhaço, da Comedia Dell´arte e dos Bobos. E eles vencem essa difícil batalha.

As mortes e maldades na encenação entram na lógica do palhaço, onde os defeitos são ampliados em gestos largos, em repetições, em gags. O jogo de corpo explora as deformações morais e inabilidade de alguns personagens. O elenco – formado por Tereza Gontijo, Christiane Galvan, Anderson Spada, Val Pires, Layla Ruiz, Erickson Almeida – domina plenamente o métier.

Bruxas da Escócia

Cia Vagalum Tum Tum montou vários peças de Shakespeare para pequenos espectadores e seus acompanhantes

As batalhas são apresentadas com bofetadas e escorregões, sempre na perspectiva engraçada. A montagem é ágil e as cenas coreografadas trazem a riqueza técnica do palhaço. Muitos truques encantadores. Os artifícios na maquilagem, figurinos e máscara corporal diminuem a gravidade da trama original.

A ousadia do grupo transpõe a tragédia para um ambiente mais divertido e brincalhão simplifica essa corrente de maldade que povoa Macbeth. O diretor Ângelo Brandini amenizou as cenas mais pesadas. O sangue, por exemplo, é substituído por graxa. Os assassinatos e suicídios do texto original ganham a solução dos arremessos de catapultas em direção à floresta. Solução criativa.

Bruxas da Escócia é a quarta adaptação de Shakespeare da Cia Vagalum Tum Tum para crianças e seus acompanhantes. O grupo já verteu Otelo em Othelito, Rei Lear em O Bobo do Rei e Hamlet em O Príncipe da Dinamarca.

As músicas originais do espetáculo em clima de opereta, compostas pelo diretor musical Fernando Escrich, são executadas ao vivo pelo elenco. A encenação começa com uma coreografia de luta, como um esquente para os diálogos que se seguem.

Macbeth é um homem meio atrapalhado e irresoluto diante da mulher determinada. E os atores exploram bem essa ideia.  Essa dupla face do protagonista: corajoso e medroso; sedento por poder, mas hesitante em praticar o mal. De melhor amigo do rei (o título é ótimo) a monarca, o general passa por situações, algumas vexatórias, que são as mais divertidas.

A floresta se moverá em direção ao castelo de Macbeth, formada por seus inimigos mal disfarçados de árvores, para cumprir a profecia das bruxas de que o general só seria derrotado no dia em que a floresta se movesse.

Mas a peça Bruxas da Escócia preserva o tônus do original. Da ambição pelo poder que deixa os homens insensíveis, da cobiça que passa por cima das pessoas, do juiz da própria consciência que aciona tumultos mentais. Não é uma peça para rir muito, embora haja momentos engraçados. O território de Macbeth é sombrio, apesar do colorido dos figurinos e do cenário. E é muito boa essa iniciativa da cia de levar Shakespeare para crianças. Com a tradução facilitadora que me parece necessária.

Eu adoraria ter tido essa oportunidade na infância. Melhor para os filhos e netos.

Ficha Técnica
Texto e Direção: Angelo Brandini.
Elenco:
Tereza Gontijo – Macbeth
Christiane Galvan – Lady Macbeth
Anderson Spada – Bruxa e mensageiro
Val Pires – Bruxa e Rei
Layla Ruiz – Bruxa e filho 1
Erickson Almeida – Filho 2 e Músico
Direção Musical: Fernando Escrich
Assistente de Direção: Val Pires
Figurinos: Christiane Galvan.
Assistente de Figurino: Mariana Lima
Cenário: Bira Nogueira
Iluminação: Wagner Freire
Confecção de Cenário e Adereços cenicos: Bira Nogueira
Produção geral: Cia. Vagalum Tum Tum
Stand-ins: Layla Ruiz, Rodrigo Freitas, Suzana Aragão
Assistente de Produção: Marina Mioni

SERVIÇO
Bruxas da Escócia
Onde: CAIXA Cultural Recife (Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife, Recife/PE)
Quando: 27, 28, 29/10 e 03, 04 e 05/11. Quintas e Sextas, às 19h; Sábados, às 17h.
Ingresso: R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia)
Classificação indicativa: Livre
Duração: 60 minutos
Informações: (81) 3425-1915

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Circo para encantar a vida

Peça Apesar, da companhia franco-brasileira Sôlto, abre programação do festival. Foto: Tom Proneur/ Divulgação

Conviver com alguém é um exercício de extrema tolerância e bom-humor. Se acionarmos o zoom pode ser que não sobre ninguém para compartilhar essa experiência. Nem mesmo o espelho. Mas apesar de tudo – da rotina, dos risos roubados, dos sonhos frustrados, das catástrofes – aqueles dois continuam ligados. Há tempos eles vivem juntos. Um contra o outro, um sobre o outro, um pelo outro. O espetáculo de circo contemporâneo Apesar, da Sôlta Compagnie, explora a relação entre dois personagens que decidiram viver conectados, a despeito de tudo. A peça faz a abertura do Festival de Circo do Brasil, na próxima sexta-feira, às 20h,no Teatro de Santa Isabel.

Apesar estreou ano passado na Bienal de Circo de Marseille. No elenco estão o músico, bailarino, trapezista e videomaker Tom Prôneur, ao lado da bailarina e trapezista brasileira Alluana Ribeiro.  Seus personagens estão confinados em um universo fantástico, no qual o movimento pendular do mastro marca o ritmo do tempo, que não para nunca. Além do mastro pendular, acrobacia, malabares e equilíbrios sobre as mãos são as (in)disciplinas circenses utilizadas na encenação.

Eles interpretam um velho casal que esqueceu como se comportar “normalmente” e o circo se tornou seu modus operandis. A dramaturgia da peça é baseada na noção do pesar (físico e afetivo) como fonte de conflitos consigo mesmo e com o outro. Apesar confronta o homem com seus limites. O espetáculo tem patrocínio da Pôle National des Arts du Cirque Méditerranée (FR) e do Conseil Général du Var (FR).

A 12ª edição do festival ocorre entre 4 e 13 de novembro e tem como tema a “arte portátil”, em referência a uma das grandes características do circo, que é a de ser itinerante. Durante 10 dias serão exibidos trabalhos cênicos da França, Finlândia, Itália e Brasil. Ao todo serão 17 apresentações em teatros, 10 no Santa Isabel, 3 no teatro Luiz Mendonça e 4 no Apolo-Hermilo, com ingressos a R$ 20 e R$ 10.

Dez pontos da região metropolitana, incluindo Parque da Jaqueira, Boa Viagem, Poço da Panela, Sítio Histórico de Olinda e Praça do Arsenal também recebem as atrações do evento.

Nos dias 5 e 6 de outubro, às 16h, o Santa Isabel acolhe o Circo do Só EU, do palhaço Esio Magalhães. O artista tenta apresentar sozinho um espetáculo com números de equilíbrio de pratos, macacos em monociclo, hipnose, mágica, acrobacia, música. Zabobrim, o palhaço, tenta cobrir o buraco deixado pelo Circo do Sol, que cancelou o convite da apresentação de última hora, depois de receber uma proposta muito mais lucrativa. Ele quer realizar sozinho o espetáculo de uma companhia inteira.

Fabiana Pirro (na foto por trás da boneca) e Lívia Falcão dividem palco em Caetana

Fabiana Pirro (nesta foto por trás da boneca) e Lívia Falcão dividem palco em Caetana

O repertório de peças inclui Caetana, com a pernambucana Duas Companhias, das atrizes Lívia Falcão e Fabiana Pirro. O título é inspirado na forma poética do escritor Ariano Suassuana denominar a morte. O espetáculo explora ludicamente o embate entre a rezadeira Benta, que já indicou o caminho para muitas almas, e a própria Caetana. A peça tem direção de Moncho Rodriguez.


Vizinhos brinca com o surrealismo das artes plásticas. No espetáculo, da companhia paulista Artinerant’s, os objetos de uso cotidiano de um homem e uma mulher se transformam, assumem novos usos e ganham novos significados para mostrar, através de números circenses, as dificuldades que enfrentamos em nosso dia a dia. Os jogos cênicos misturam acrobacias, equilíbrio, humor e poesia. Os artistas Daniel Pedro e Maíra Campos, integrantes do Circo Zanni, estão no elenco deste espetáculo, com direção de Lu Lopes (a Palhaça Rubra).

Irmãos Sartori. Foto: Andre Baumecker

Irmãos Sartori. Foto: Andre Baumecker

Os irmãos Luis Sartori do Vale e Pedro são artistas circenses formados pela renomada Escola Superior de Arts do Circo (Esac), na Bélgica. Pela primeira vez juntos eles encenam Dois, em que investigam temas como empatia, confiança, desafio e rivalidade. Inspirados pelos contos clássicos, arte de performance e experiências pessoais, misturam arco e flecha, teatro visual e circo, criando interpretações sutis, bem-humoradas e imagens potentes dessa relação fraternal.

Três filmes entram na programação deste ano., são os documentários HotXuá (dirigido por Letícia Sabetella), Circo é…Circo (direção Daniela Cucchiarelli). E o longa francês Chocolate (direção de Roschdy Zem, com Omar Sy), que narra a história verídica de um escravo negro que se torna um artista circense bastante popular na Paris do século 19. Os documentários serão exibidos no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco de Casa Forte, enquanto Chocolate será projetado na tela do São Luiz.

O Festival de Circo do Brasil estreou em 2004, com a proposta de criar um intercâmbio cultural entre artistas e público de diferentes países. Para este ano está reservado o Circus Incubator, com o apoio da La Granierie (França) e União Europeia. Jovens artistas de 4 países participam deste intercâmbio, em festivais na Finlândia, Canadá, Recife, França e Estocolmo. De Pernambuco foram selecionados três artistas: Euler Kalebe, que esteve na Finlândia e Canadá, e João Lucas e Vitor Lima, que vão à Suécia em fevereiro.

Realizado pela Luni Produções, o Festival de Circo do Brasil tem o patrocínio da Petrobras desde a sua primeira edição, em 2004. Nesta edição o evento conta com o apoio da Prefeitura do Recife, Institut Français, Consulado da França para o Nordeste e Califórnia Filmes.

Programação  

Dia 04/11 (sexta)

Santa Isabel
Abertura: Grand Teatro Dentro, Rufino Clown (ITA)
20h – Apesar; Cie Sôlta (FRA/BRA)

Dia 05/11 (sábado)

Santa Isabel
16h- Circo do só EU, Ésio Magalhães (SP)
Abertura: Cia Grand Teatro Dentro, Rufino Clown (ITA)
20h- Apesar; Cie Sôlta (FRA)

Parque da Jaqueira – Palco Portátil
17h- Caravana Tapioca (PE)

Dia 06/11 (domingo)

Santa Isabel
16h- Circo do Só EU, Ésio Magalhães (SP)
Abertura: Cia Grand Teatro Dentro, Rufino Clown (ITA)
20h- Apesar; Cie Sôlta (FRA)

Poço da Panela – Palco Portátil
17h- Caravana Tapioca (PE)

Dia 07/11 (segunda)

Teatro Hermilo Borba Filho
9h às 17h- Oficina Circus Incubator

Dia 08/11 (terça)

Teatro Hermilo Borba Filho
9h às 17h- Oficina Circus Incubator

Santa Isabel
15h- Giullari Clássico (ITA)

20h- Caetana
, Cia Duas em Cena (PE)

Cine Fundaj (Casa Forte)
20h- HotXuá (documentário)
22h- Circo é... Circo (documentário)

Dia 09/11 (quarta)

Teatro Hermilo Borba Filho
9h às 17h- Oficina Circus Incubator

Cinema São Luiz
17h- Chocolate (FRA, 2016)
19h30- Chocolate (FRA, 2016)

Dia 10/11 (quinta)

Teatro Hermilo Borba Filho
9h às 17h- Oficina Circus Incubator

Teatro Apolo
9h30- Carpinteiros em Domicílio, Cia Suno
15h30- Carpinteiros em Domicílio, Cia Suno

Santa Isabel
20h- Vizinhos, Artinerant’s (SP)

Dia 11/11 (sexta)

Teatro Hermilo Borba Filho
9h às 17h- Oficina Circus Incubator

Teatro Apolo
9h30- Carpinteiros em Domicílio, Cia Suno (SP)
15h30- Carpinteiros em Domicílio, Cia Suno (SP)

Santa Isabel
20h- Vizinhos, Artinerant’s (SP)

Dia 12/11 (sábado)

Teatro Hermilo Borba Filho
9h às 17h- Oficina Circus Incubator

Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu)
16h30- Circo Zanni (SP)
18h30- Circo Zanni (SP)

Teatro Apolo
16h- Carpinteiros em Domicílio, Cia Suno (SP)

Santa Isabel
20h- Dois, Luis e Pedro Sartori do Vale (BRA/FIN)

Dia 13/11 (domingo)

Teatro Apolo
16h- Carpinteiros em Domicílio, Cia Suno (SP)

Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu)
16h30- Circo Zanni (SP)

Santa Isabel
19h- Dois, Luis e Pedro Sartori do Vale (BRA/FIN)

Serviço

Festival de Circo do Brasil
Onde: Teatros de Santa Isabel, Hermilo Borba Filho, Apolo, Luiz Mendonça, Parque da Jaqueira, Boa Viagem, Poço da Panela, Sítio Histórico de Olinda e Praça do Arsenal.
Quando: de 4 a 13 de novembro
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia) (preços referentes aos espetáculos teatrais)

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Erupções do real em Vulcão

Diane Veloso no monólogo Vulcão. Foto: Ivana Moura

Diane Veloso no monólogo Vulcão. Foto: Ivana Moura

O chamado teatro do real absorve em sua tessitura textual ou cênica algo factual e pode ir do biodrama ao teatro autobiográfico, deslizando pelo teatro documentário, teatro reportagem, ou docudrama. É amplo seu espectro. E permite erupções do real na acepção política, social, coletiva ou individual. Detectamos uma profusão de peças autobiográficas na cena teatral contemporânea. No Brasil, no mundo. E essas peças problematizam as mais variadas questões.

Em Vulcão, com atuação e concepção de Diane Veloso, texto da dramaturga brasiliense Lucianna Mauren e direção de Sidney Cruz, o material biográfico ganha um tratamento poético, fragmentado, de forte e contagiante carga musical. O texto é composto por quadros, feito fotogramas descontínuos.

O monólogo Vulcão, do grupo Caixa Cênica, de Sergipe faz a segunda sessão nesta quinta-feira Estúdio da produtora Luni, de Danielle Hoover e Lula Queiroga. A apresentação ocorre às 20h. A peça encerrou a programação da 9ª Mostra Capiba de Teatro, do Sesc de Casa Amarela, na último sábado.

A música é potente no espetáculo

A atriz fala para a plateia que está doente. Mas sua movimentação – ela canta, dança, corre, – vai em outra direção. É um teatro muito pulsante. Se ela está debilitada, a cena carrega para uma vitalidade no limite.

Diane Veloso não assenta documentos, para confirmar a natureza autobiográfica da encenação. Mas projeta gravações de encontros seus sem áudio e descontextualizadas. Além de imagens de vulcões, de erupções de explosões, que remetem ao título do espetáculo. Também não está especificado na cena os motivos da criação do espetáculo. A sinopse da obra e eventuais debates denunciam essa condição.

A experiência da atriz em seu processo de enfermidade e constante superação é revisitado e ganha uma fábula de uma cantora de rock que mergulha em delírios poéticos no início de um show e embaralha lembranças, desejos e realidade. Sua batalha é levar a performance até o fim.

A montagem trafega entre a percepção fabular e a decisão de uma atriz em transformar uma experiência dolorosa em uma obra de arte cênica. E com muitos méritos de atuação e qualidades dramatúrgicas e de encenação.

A trilha sonora original é carregada de fragmentos de bases melódicas, usados como leitmotiv, como repetições e variações, que possibilita uma atmosfera de delírio. As músicas são assinadas por Alex Sant’Anna e Leo Airplane.

Vencedor do Prêmio de Circulação Funarte de Teatro Myriam Muniz/2015, faz turnê em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Ceará.
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FICHA TÉCNICA
Realização: Grupo Teatral Caixa Cênica.
Direção: Sidnei Cruz
Assis. Direção: Olga Gutierrez e Amanda Steinbach
Dramaturgia – Lucianna Mauren
Iluminação: Sérgio Campos
Produção: Nah Donato e Diane Veloso
Figurino: Vivy Cotrim e Roberto Laplagne
Adereços: Luna Safira, Roberto Laplagne, Essência Sublime e Mirella Brasil
Cenário: Sidnei Cruz, Denver Paraizo, Manoel Passos Filho e Marcelo Paz
Arte plástica: Fábio Sampaio
Fotografia de espetáculo e Foto designer: Marcelinho Hora.
Arte design: Gabi Etinger.
Trilha sonora: Alex Sant´Anna e Leo AirPlane.
Operador Audiovisual: Marcelo Paz Vieira Isidoro.
Operador de luz: Audevan Caiçara.
Vídeos e Assessoria de comunicação: Manoela Veloso Passos.

SERVIÇO
Espetáculo Vulcão, com Diane Veloso, do grupo Caixa Cênica (SE).
Quando: Dia 27 de outubro, quinta-feira, às 20h
Onde: Luni Produções (Rua Olimpio Tavares, 46, Casa Amarela. Fones: 81 3441-1241 / 3268-9546)
Classificação: 14 anos.
Duração: 45min.

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A gestação do Brasil

Espetáculo  Pitoresca, de Goiás

Espetáculo Pitoresca, de Goiás

 

 

 

 

Duas sessões  hoje e amanhã no Teatro Arraial

Duas sessões hoje e amanhã no Teatro Arraial

No espetáculo Pitoresca, uma índia velha e grávida interpreta a história do Brasil, os cruzamentos de suas identidades, num caleidoscópio do período entre os séculos XV e XIX. O texto da peça tem como alicerce relatos de cientistas e artistas europeus, a autobiografia de um escravo africano e diários de viagens de aventureiros que passaram pelo Brasil.

Desse caldeirão textual destacam as de figuras como Pero Vaz de Caminha, Langsdorff, John Emmanuel Pohl, Gardo Baquaqua, Gobineau, Francis Castelnau, Hans Staden, Maria Graham. As iconografias e relatos elaborados por artistas e cientistas de expedições, como Rugendas, Taunay, Florence, Debret, Frans Post, Albert Eckhout e dos “Relatórios de Província” que o Governo de Goiás encaminhava ao império. São visões do alvorecer da globalização e que norteiam às contradições do mundo moderno.

A comédia da Cia de Teatro Nu Escuro, de Goiânia (GO) está em turnê pelo país e terá apenas duas apresentações no Recife, quarta e quinta (nos dias 26 e 27 de outubro), às 20h, no Teatro Arraial Ariano Suassuna com entrada franca.

A montagem, dirigida por Hélio Froes, integra a trilogia “Goyaz”, uma investigação cênica que tem como objetivo expor de forma crítica e poética a formação do Estado de Goiás. Pitoresca é a terceira obra da trilogia, que conta com Plural (2012) e Gato Negro (2013).

A Cia. de Teatro Nu Escuro, em atividade desde 1996, trabalha com teatro de pesquisa e tem suas vertentes na investigação da dramaturgia, na música executada ao vivo, pelo próprio elenco, e na poética do teatro de animação. Com o projeto O Iconógrafo, patrocinado pela Petrobras, a Cia. de teatro Nu Escuro realizou oficinas, seminários e apresentações a fim de aprimorar técnicas e propostas conceituais e estéticas para a montagem de Pitoresca. A peça realizará turnê de 40 apresentações pelo Brasil neste ano.

Documentário da montagem: https://www.youtube.com/watch?v=P3b51q6yTMk

FICHA TÉCNICA
Elenco: Adriana Brito, Eiana Santos, Izabela Nascente, Lázaro Tuim, Liomar Veloso
Direção e dramaturgia: Hélio Fróes
Colaboração na dramaturgia: Abilio Carrascal e Izabela Nascente.
Consultoria em encenação: Julio Adrião
Preparação Corporal: Luciana Caetano
Coreografia: Luciana Caetano e Duda Paiva
Workshop Viewpoints: Fernanda Pimenta
Direção de Arte e cenografia: Benedito Ferreira
Assistente de Arte: Wilma Morais
Figurino: Rita Alves
Adereços e cenotécnia: Wagner Gonzalves
Iluminação: Junior de Oliveira
Bonecos: Izabela Nascente, Guilherme Oliveira e Marcos Marrom
Máscaras: Marcos Lotufo
Orientação em manipulação de bonecos: Duda Paiva e Adriano Bittar
Músicas: Cristiane Perné, Hélio Fróes, Izabela Nascente e Rui Bordalo
Arranjos percussivos: Abilio Carrascal
Narração off: Rui Bordalo
Direção de Vídeo: Benedito Ferreira
Produção e edição de Vídeo: Maurélio Toscano (Semáforo Audiovisual)
Projeção Mapeada: Lina Lopes
Desing Gráfico: Marcos Lotufo (Oficina Cultural Geppetto)
Assessoria de Imprensa: Nádia Junqueira.
Preparação Vocal: Patrícia Mello
Fotografias: Layza Vasconcelos (Oficina de Photos)
Documentação em Vídeo: Andreia Miklos e Sérgio Valério (Fora da Lei)
Produção: Luana Otto e Bruno Garajau (Balaio Produções)
Assistentes de Produção: Valmir Filho, Danilo Viera Fernandes e Larissa Bueno.
Coordenador técnico do Projeto: Marcelo Carneiro (Arte Brasil)
Coordenação do Projeto: Lázaro Tuim e Hélio Fróes.
Fotos: Layza Vasconcelos

SERVIÇO
Pitoresca
Quando: 26 e 27 de outubro (quarta e quinta), às 20h.
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (Rua da Aurora, 457 – Boa Vista, Recife – PE)
Gênero: Comédia dramática
Classificação indicativa: 12 anos
Duração: 60 minutos
Capacidade do Teatro: 94 lugares
ENTRADA FRANCA | Os ingressos serão entregues 1 hora antes do espetáculo.

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