Erupções do real em Vulcão

Diane Veloso no monólogo Vulcão. Foto: Ivana Moura

Diane Veloso no monólogo Vulcão. Foto: Ivana Moura

O chamado teatro do real absorve em sua tessitura textual ou cênica algo factual e pode ir do biodrama ao teatro autobiográfico, deslizando pelo teatro documentário, teatro reportagem, ou docudrama. É amplo seu espectro. E permite erupções do real na acepção política, social, coletiva ou individual. Detectamos uma profusão de peças autobiográficas na cena teatral contemporânea. No Brasil, no mundo. E essas peças problematizam as mais variadas questões.

Em Vulcão, com atuação e concepção de Diane Veloso, texto da dramaturga brasiliense Lucianna Mauren e direção de Sidney Cruz, o material biográfico ganha um tratamento poético, fragmentado, de forte e contagiante carga musical. O texto é composto por quadros, feito fotogramas descontínuos.

O monólogo Vulcão, do grupo Caixa Cênica, de Sergipe faz a segunda sessão nesta quinta-feira Estúdio da produtora Luni, de Danielle Hoover e Lula Queiroga. A apresentação ocorre às 20h. A peça encerrou a programação da 9ª Mostra Capiba de Teatro, do Sesc de Casa Amarela, na último sábado.

A música é potente no espetáculo

A atriz fala para a plateia que está doente. Mas sua movimentação – ela canta, dança, corre, – vai em outra direção. É um teatro muito pulsante. Se ela está debilitada, a cena carrega para uma vitalidade no limite.

Diane Veloso não assenta documentos, para confirmar a natureza autobiográfica da encenação. Mas projeta gravações de encontros seus sem áudio e descontextualizadas. Além de imagens de vulcões, de erupções de explosões, que remetem ao título do espetáculo. Também não está especificado na cena os motivos da criação do espetáculo. A sinopse da obra e eventuais debates denunciam essa condição.

A experiência da atriz em seu processo de enfermidade e constante superação é revisitado e ganha uma fábula de uma cantora de rock que mergulha em delírios poéticos no início de um show e embaralha lembranças, desejos e realidade. Sua batalha é levar a performance até o fim.

A montagem trafega entre a percepção fabular e a decisão de uma atriz em transformar uma experiência dolorosa em uma obra de arte cênica. E com muitos méritos de atuação e qualidades dramatúrgicas e de encenação.

A trilha sonora original é carregada de fragmentos de bases melódicas, usados como leitmotiv, como repetições e variações, que possibilita uma atmosfera de delírio. As músicas são assinadas por Alex Sant’Anna e Leo Airplane.

Vencedor do Prêmio de Circulação Funarte de Teatro Myriam Muniz/2015, faz turnê em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Ceará.
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FICHA TÉCNICA
Realização: Grupo Teatral Caixa Cênica.
Direção: Sidnei Cruz
Assis. Direção: Olga Gutierrez e Amanda Steinbach
Dramaturgia – Lucianna Mauren
Iluminação: Sérgio Campos
Produção: Nah Donato e Diane Veloso
Figurino: Vivy Cotrim e Roberto Laplagne
Adereços: Luna Safira, Roberto Laplagne, Essência Sublime e Mirella Brasil
Cenário: Sidnei Cruz, Denver Paraizo, Manoel Passos Filho e Marcelo Paz
Arte plástica: Fábio Sampaio
Fotografia de espetáculo e Foto designer: Marcelinho Hora.
Arte design: Gabi Etinger.
Trilha sonora: Alex Sant´Anna e Leo AirPlane.
Operador Audiovisual: Marcelo Paz Vieira Isidoro.
Operador de luz: Audevan Caiçara.
Vídeos e Assessoria de comunicação: Manoela Veloso Passos.

SERVIÇO
Espetáculo Vulcão, com Diane Veloso, do grupo Caixa Cênica (SE).
Quando: Dia 27 de outubro, quinta-feira, às 20h
Onde: Luni Produções (Rua Olimpio Tavares, 46, Casa Amarela. Fones: 81 3441-1241 / 3268-9546)
Classificação: 14 anos.
Duração: 45min.

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A gestação do Brasil

Espetáculo  Pitoresca, de Goiás

Espetáculo Pitoresca, de Goiás

 

 

 

 

Duas sessões  hoje e amanhã no Teatro Arraial

Duas sessões hoje e amanhã no Teatro Arraial

No espetáculo Pitoresca, uma índia velha e grávida interpreta a história do Brasil, os cruzamentos de suas identidades, num caleidoscópio do período entre os séculos XV e XIX. O texto da peça tem como alicerce relatos de cientistas e artistas europeus, a autobiografia de um escravo africano e diários de viagens de aventureiros que passaram pelo Brasil.

Desse caldeirão textual destacam as de figuras como Pero Vaz de Caminha, Langsdorff, John Emmanuel Pohl, Gardo Baquaqua, Gobineau, Francis Castelnau, Hans Staden, Maria Graham. As iconografias e relatos elaborados por artistas e cientistas de expedições, como Rugendas, Taunay, Florence, Debret, Frans Post, Albert Eckhout e dos “Relatórios de Província” que o Governo de Goiás encaminhava ao império. São visões do alvorecer da globalização e que norteiam às contradições do mundo moderno.

A comédia da Cia de Teatro Nu Escuro, de Goiânia (GO) está em turnê pelo país e terá apenas duas apresentações no Recife, quarta e quinta (nos dias 26 e 27 de outubro), às 20h, no Teatro Arraial Ariano Suassuna com entrada franca.

A montagem, dirigida por Hélio Froes, integra a trilogia “Goyaz”, uma investigação cênica que tem como objetivo expor de forma crítica e poética a formação do Estado de Goiás. Pitoresca é a terceira obra da trilogia, que conta com Plural (2012) e Gato Negro (2013).

A Cia. de Teatro Nu Escuro, em atividade desde 1996, trabalha com teatro de pesquisa e tem suas vertentes na investigação da dramaturgia, na música executada ao vivo, pelo próprio elenco, e na poética do teatro de animação. Com o projeto O Iconógrafo, patrocinado pela Petrobras, a Cia. de teatro Nu Escuro realizou oficinas, seminários e apresentações a fim de aprimorar técnicas e propostas conceituais e estéticas para a montagem de Pitoresca. A peça realizará turnê de 40 apresentações pelo Brasil neste ano.

Documentário da montagem: https://www.youtube.com/watch?v=P3b51q6yTMk

FICHA TÉCNICA
Elenco: Adriana Brito, Eiana Santos, Izabela Nascente, Lázaro Tuim, Liomar Veloso
Direção e dramaturgia: Hélio Fróes
Colaboração na dramaturgia: Abilio Carrascal e Izabela Nascente.
Consultoria em encenação: Julio Adrião
Preparação Corporal: Luciana Caetano
Coreografia: Luciana Caetano e Duda Paiva
Workshop Viewpoints: Fernanda Pimenta
Direção de Arte e cenografia: Benedito Ferreira
Assistente de Arte: Wilma Morais
Figurino: Rita Alves
Adereços e cenotécnia: Wagner Gonzalves
Iluminação: Junior de Oliveira
Bonecos: Izabela Nascente, Guilherme Oliveira e Marcos Marrom
Máscaras: Marcos Lotufo
Orientação em manipulação de bonecos: Duda Paiva e Adriano Bittar
Músicas: Cristiane Perné, Hélio Fróes, Izabela Nascente e Rui Bordalo
Arranjos percussivos: Abilio Carrascal
Narração off: Rui Bordalo
Direção de Vídeo: Benedito Ferreira
Produção e edição de Vídeo: Maurélio Toscano (Semáforo Audiovisual)
Projeção Mapeada: Lina Lopes
Desing Gráfico: Marcos Lotufo (Oficina Cultural Geppetto)
Assessoria de Imprensa: Nádia Junqueira.
Preparação Vocal: Patrícia Mello
Fotografias: Layza Vasconcelos (Oficina de Photos)
Documentação em Vídeo: Andreia Miklos e Sérgio Valério (Fora da Lei)
Produção: Luana Otto e Bruno Garajau (Balaio Produções)
Assistentes de Produção: Valmir Filho, Danilo Viera Fernandes e Larissa Bueno.
Coordenador técnico do Projeto: Marcelo Carneiro (Arte Brasil)
Coordenação do Projeto: Lázaro Tuim e Hélio Fróes.
Fotos: Layza Vasconcelos

SERVIÇO
Pitoresca
Quando: 26 e 27 de outubro (quarta e quinta), às 20h.
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (Rua da Aurora, 457 – Boa Vista, Recife – PE)
Gênero: Comédia dramática
Classificação indicativa: 12 anos
Duração: 60 minutos
Capacidade do Teatro: 94 lugares
ENTRADA FRANCA | Os ingressos serão entregues 1 hora antes do espetáculo.

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Reinado sanguinolento na linguagem do palhaço

Bruxas da Escócia é uma livre adaptação do clássico Macbeth, de Shakespeare. Foto: João Caldas / Divulgação

Bruxas da Escócia é uma livre adaptação do clássico Macbeth, de Shakespeare. Fotos: João Caldas / Divulgação

Macbeth é uma história sobre cobiça, poder e loucura do dramaturgo William Shakespeare. Acompanhamos a ascensão do general Macbeth ao trono da Escócia. No início ele é leal e corajoso. Mas encontra três bruxas, que revelam uma profecia de grandeza: em breve ele será barão de Cawdor, e em seguida rei; e isso alimenta sua ambição, inflamada por sua mulher, Lady Macbeth.

A obra escrita provavelmente entre 1603 e 1607, já recebeu centenas de montagens e inspirou ópera e muitos filmes. Bruxas da Escócia é uma livre adaptação do clássico do bardo inglês para crianças, assinada pela Cia Vagalum Tum Tum e dirigida por Angelo Brandini.

A montagem faz temporada de 27 de outubro a 5 de novembro, de quinta a sábado, na Caixa Cultural Recife e tem classificação livre. As sessões ocorrem às 19h nas quintas e sextas e às 17h nos sábados. Os ingressos custam R$ 10 e R$ 5 (meia) e serão vendidos a partir das 10h do dia 26 de outubro, para as sessões da primeira semana – 27 a 29/10, e no dia 2 de novembro, para as apresentações de 3 a 5/11.

Bruxas da Escócia é a quarta adaptação de um clássico shakespeariano para a infância produzida pela Cia Vagalum Tum Tum. O grupo já fez de Otelo, Othelito; Rei Lear virou O Bobo do Rei e Hamlet foi transformado em O Príncipe da Dinamarca. A montagem estreou em 2014 e conquistou alguns prêmios como o APCA de Melhor Espetáculo com Texto adaptado.

A trupe lança mão da linguagem do palhaço para contar essa trama trágica e densa de uma maneira engraçada, com músicas em clima de opereta e truques de mágica. O diretor adianta que as batalhas estão recheadas de bofetadas e escorregões.

Montagem da Cia Vagalum Tum Tum tem direção de Angelo Brandini, que é integrante dos Doutores da Alegria

Montagem da Cia Vagalum Tum Tum tem direção de Angelo Brandini, que é integrante dos Doutores da Alegria

Para chegar ao poder, Macbeth elimina várias pessoas: de guardas palacianos, passando por seu amigo Banquo ao rei Duncan para usurpar seu trono. Em Bruxas da Escócia os personagens somem por meio de truques de mágica.

Além desses recursos, o grupo aposta nas canções de Fernando Escrich, que criou músicas para as personagens. A vilã Lady Macbeth, mentora dos assassinatos cometidos por Macbeth, – uma mulher que usa da sedução e artimanhas para conseguir o que quer – é apresentada no infantil com uma música divertida, que a define como a “dona da bola”, que consegue tudo na base do beliscão.

As tradicionais saias masculinas escocesas – kilt – são destaque dos figurinos, criados por Christiane Galvan. A figurinista lembra que os homens usavam saias nas batalhas na Escócia durante as guerras para facilitar na hora de fazer xixi, sem precisar descer do cavalo. O cenário assinado por Bira Nogueira é cheio de transparências e a coxia – aquele lugar do teatro onde funcionam os bastidores da encenação – fica visível ao público.

Com adaptação e direção assinadas por Angelo Brandini, a peça tem no elenco as atrizes Christiane Galvan, Layla Ruiz, Tereza Gontijo e os atores Anderson Spada, Erickson Almeida, e Val Pires. A trupe executa, também ao vivo, as músicas originais do espetáculo.

A companhia surgiu em 2001 com o espetáculo homônimo Vagalum Tum Tum que focava na saga de um palhaço atrás de um vagalume. O diretor Angelo Brandini faz parte dos Doutores da Alegria desde 1994, onde é coordenador nacional de criação.

FICHA TÉCNICA
Texto e Direção: Angelo Brandini
Elenco: Anderson Spada: Bruxa, Mensageiro e Rebelde; Christiane Galvan: Lady Macbeth e Soldado; Erickson Almeida: Músico, Filho 2 e Rebelde; Layla Ruiz: Bruxa, Filho 1 e Rebelde; Tereza Gontijo: Macbeth; Val Pires: Bruxa, Rei e Soldado; Stand in:

Direção Musical: Fernando Escrich;
Preparação Corporal: Vivien Buckup;
Cenografia: Bira Nogueira;
Iluminação: Wagner Freire;
Figurinos: Christiane Galvan;
Assistente de Figurinos: Mariana Lima;
Técnico de som: Vitor Osório;
Técnica de Luz: Giuliana Cerchiari;
Costureira: Cleide MezzacapaHissa;
Fotografia: João Caldas;
Produção geral: Cia.Vagalum Tum Tum;
Produção: Marina Mioni.

SERVIÇO
Bruxas da Escócia
Onde: CAIXA Cultural Recife (Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife, Recife/PE)
Quando: 27, 28, 29/10 e 03, 04 e 05/11. Quintas e Sextas, às 19h; Sábados, às 17h.
Ingresso: R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia)
Bilheteira: Vendas a partir das 10h do dia 26/10 (para sessões de 27 a 29/10) e a partir das 10h do dia 02/11 (para sessões de 3 a 5/11)
Classificação indicativa: Livre
Duração: 60 minutos
Informações: (81) 3425-1915

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Vulcão encerra Mostra Capiba

Fragmentos biográficos da atriz Diane Veloso são base do espetáculo. Foto Divulgação

Fragmentos biográficos da atriz Diane Veloso são base do espetáculo. Foto Divulgação

Uma cantora de Punk Rock mergulha em delírios poéticos no início de um show e embaralha lembranças, desejos e realidade. Sua batalha é levar a performance até o fim. Essa é uma das portas de entrada do monólogo Vulcão, da atriz Diane Veloso, numa produção do grupo Caixa Cênica, de Sergipe. A peça faz uma apresentação hoje, às 20, na 9ª Mostra Capiba de Teatro do Sesc de Casa Amarela.

O texto é composto por quadros, como fotogramas descontínuos, elaborado a partir de material biográfico da atriz, que ganha um tratamento poético da dramaturga brasiliense Lucianna Mauren. A direção é de Sidney Cruz.

A trilha sonora original é carregada de fragmentos de bases melódicas usados como leitmotiv, como repetições e variações, que possibilita uma atmosfera de delírio. As músicas são assinadas por Alex Sant’Anna e Leo Airplane.

Vencedor do Prêmio de Circulação Funarte de Teatro Myriam Muniz/2015, faz turnê em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Ceará.

Diane Veloso é atriz de teatro e cinema. Foto: Reprodução do Facebook

Diane Veloso é atriz de teatro e cinema. Foto: Reprodução do Facebook

Vulcão é um monólogo desafiador em que sentido?
Tem uma coisa interessante nesse espetáculo porque o tempo todo eu falo para a plateia que eu estou doente. E ao mesmo tempo é um teatro muito pulsante. Eu canto, danço, corro. Então essa contradição exige muito de mim fisicamente.
Além do que é um teatro autobiográfico, então é uma exposição pessoal grande, mas não tem uma linguagem naturalista ou realista. É um texto bastante fragmentado, poético, que usou como referências fatos meus. Mas também é desafiador porque acabo chegando em cavernas pessoais .

Estamos em tempos de refletir, de mergulhar em questões mais profundas? Isso não parece ir na contramão do que exige esses tempos líquidos?
Estava conversando sobre esses trabalhos mais autobiográficos – não fiz uma análise um estudo sobre isso, mas parece que é uma tendência que acontece de forma orgânica. Acho que a gente precisa se humanizar. Desnaturalizar essa violência em todos os sentidos.
A gente vive esses tempos de relações fugazes, do medo desse futuro. Mas tem as relações das redes sociais, que nada aprofunda, nada é pessoal. Por outro lado, a gente vê as pessoas se expondo de uma forma que talvez nem pessoalmente elas iram se expor. A arte entra aí no lugar de humanizar mesmo, de tirar desse lugar do que parece comum.

Como você falaria sobre Vulcão para uma criança de seis anos?
Um conto de fadas que não faz concessões. Os personagens morrem, são assassinados. Tem bruxa, caverna…

Ficha Técnica

Atuação: Diane Velôso
Direção: Sidnei Cruz
Assistência de Direção: Olga Gutierrez e Amanda Steinbach
Texto: Lucianna Mauren
Iluminação: Sergio Robson
Produção: Nah Donato e Diane Velôso
Figurino: Vivy Cotrim e Roberto Laplagne
Sombrinha: Luna Safira
Adereço de cabeça: Roberto Laplagne
Cenário: Sidnei Cruz, Denver Paraízo e Manoel Passos Filho
Arte plástica: Fábio Sampaio
Fotografia de espetáculo e foto design: Marcelinho Hora
Arte design: Gabi Etinger
Trilha sonora: Alex Sant’Anna e Leo Airplane
Operador de luz: Audevan Caiçara
Operação Audiovisual, Vídeo e Assessoria: Manoela Veloso Passos Colaboração: Maicyra Leão
Produção PE: Fabiana Pirro

SERVIÇO

Vulcão – (Grupo Caixa Cênica) – Aracaju – SE
Quando: Sábado, 22/10 , às 20h
Onde: Teatro Capiba. SESC Casa Amarela (Av. Professor José dos Anjos, 1190. Bairro: Mangabeira) ​
Ingressos: R$ 20 e R$ 10
teatrocapiba@gmail.com
81 – 3267-4410
Duração: 40’
Classificação etária: 14 anos

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Recife mostra sua dança

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Balé Popular do Recife com Nordeste. Foto: Philip Moura / Divulgação

O 21º Festival de Dança do Recife começa neste sábado (22) com um Campeonato de Breaking e Popping, com grupos de hip hop, a partir das 9h, na Torre Malakoff. Durante todo o dia acontecem os confrontos artísticos individuais. A categoria breaking masculino mostra o talento e versatilidade com a palavra das 9h às 12h. Os duelos de de popping estão marcados para o período das 14h às 17h. O breaking feminino ocupa espaço das 18h às 21h. Cada categoria conta com 28 participantes.

A abertura oficial ocorre às 20h no Teatro de Santa Isabel, com o espetáculo Nordeste, a Dança do Brasil, do Balé Popular do Recife, que comemora seus 40 anos. O grupo leva ao palco os quatro ciclos festivos. As coreografias tratam das manifestações culturais e artísticas do Carnaval, de São João, do Natal, com seus autos e folguedos populares. Além de expressões de origem afro-ameríndia, entre eles Quilombiana, Afro Primitivo, Caboclos de Lança e Maracatu Nação. A direção de Ângela Fisher, com direção artística e coreografias de André Madureira.

A edição deste do festival ocorre entre os dias 22 e 29 de outubro. São 18 sessões nos palcos dos Teatros de Santa Isabel, Apolo, Hermilo Borba Filho, Barreto Junior e Luiz Mendonça. O Paço do Frevo, a Torre Malakoff e a Praça do Arsenal também recebem encenações.

O Campeonato de Batalhas de Breaking e Popping prossegue no domingo (23), com as batalhas em grupo. As 32 crews (tripulações) se enfrentam em trios das 9h às 12h. As eliminatórias continuam das 14h às 22h, até que o grupo campeão seja eleito. O campeonato acontece dentro da Mostra de Danças Urbanas, evento organizado pela Associação Metropolitana de Hip Hop, e que há 11 anos integra a programação do Festival. Um júri formado por integrantes da cena hip hop local, de São Paulo e Brasília processa as seleções.

A montagem Chetuá – a transição entre o universo do vaqueiro do sertão e o boiadeiro da jurema sagrada, da Cia Riacho de Pedra, de Olinda/PE, é a atração do domingo, no Teatro Hermilo Borba Filho, às 19h. A peça coreográfica investiga as vivências, crenças e histórias do povo. A figura do vaqueiro é focalizada no seu universo do Sertão e sua religião da Jurema Sagrada. É uma coautoria dos artistas Aldene Ferreira, Emerson Dias e Mestre Ulisses Cangaia.

Dùvido faz questionamentos existenciais

Dùvido faz questionamentos existenciais

O espetáculo Dùvido, da Cia. Sopro de Zéfiro & Aria Social, leva ao palco movimentos que exploram os conflitos existenciais. O espetáculo questiona a concepção de um outro universo, impalpável, abstrato e transcendente. Um mundo muito além do mundo conhecido, em outra dimensão. A apresentação é no domingo, às 20h, no Teatro de Santa Isabel.

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Um dos destaques nacionais é Saudade de Mim, que usa referencias de Portinari a Chico Buarque. A montagem celebra os 15 anos da Focus Cia. de Dança, do Rio de Janeiro, que se apresenta na terça-feira, 25, no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu.

Como parte da ação formativa, Saudade de mim, também tem apresentações gratuitas nos dias 25 e 26, às 16h no Teatro Barreto Junior, e está direcionada a escolas de dança e da rede pública de ensino. Os interessados devem enviar uma lista com os nomes dos alunos para servicosdedancafccr@gmail.com ou confirmar os nomes pelo telefone (81) 3355-3137/38.

Na segunda (24), o grupo argentino Archipiélago Danza exibe Um animal dentro de um animal no Teatro Apolo, às 19h. A peça de dança-teatro e música especula a subjetividade feminina. O corpo aparece como território de indagação. E a produção adianta que a montagem propõe ao espectador ingressar em uma atmosfera de intensidades.

Processo Meia Noite, com criação e performance do bailarino Orun Santana, também indaga questões ligadas ao corpo. A montagem explora a capoeira como elemento criador e motivador do movimento dançado.

A realização do 21º Festival de Dança do Recife é da Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife.

PROGRAMAÇÃO

Ginga B Boys e B Girls

Ginga B Boys e B Girls

DIA 22 – SÁBADO
Ginga B.Boys e B.Girls – Associação Metropolitana de Hip Hop Em PE.
Local: Torre Malakoff
Horário: 9h
Classificação: Livre
Entrada franca

Nordeste, a dança do Brasil – Balé Popular do Recife
Local: Teatro de Santa Isabel
Horário: 20h
Classificação: Livre

DIA 23 – DOMINGO

Ginga B.Boys e B.Girls – Associação Metropolitana de Hip Hop Em PE.
Local: Torre Malakoff
Horário: 9h
Classificação: Livre
Entrada franca

Chetuá – Riacho de Pedra
Local: Teatro Hermilo Borba Filho
Horário: 19h
Classificação: Livre

Dùvido – Cia. Sopro de ZéfIro & Aria Social
Local: Teatro de Santa Isabel
Horário: 20h
Classificação: Livre


DIA 24 – SEGUNDA

Un animal dentro de un animal – Archipiélago Danza Teatro (Argentina)
Local: Teatro Apolo
Horário: 19h
Classificação: maiores de 14 anos

Processo Meia-Noite – com Orun Santana
Local: Teatro Hermilo Borba Filho
Horário: 20h30
Classificação: Livre

DIA 25 – TERÇA

Saudade de mim – Focus Cia. de Dança (RJ)
Local: Teatro Luiz Mendonça
Horários: 16h (gratuita para escolas)
Classificação: Livre

Dupla Cômica
– Brow e Taw – & – 8°Sinfonia Fusion – Animatroonicz
Local: Área livre do Centro Apolo/Hermilo
Horário: 20h
Classificação: Livre
Entrada franca

Saudade de mim – Focus Cia. de Dança (RJ)
Local: Teatro Luiz Mendonça
Horários: 20h
Classificação: Livre

DIA 26 – QUARTA

Saudade de mim – Focus Cia. de Dança (RJ)
Local: Teatro Luiz Mendonça
Horários: 16h (gratuita para escolas)
Classificação: Livre

Saudade de mim – Focus Cia. de Dança (RJ)
Local: Teatro Luiz Mendonça
Horários: 20h
Classificação: Livre

DIA 27 – QUINTA

Tijolos do esquecimento – Acupe Grupo de Dança
Local: Teatro Barreto Júnior
Horário: 19h
Classificação: 16 anos

Majho Majhobê Olubajé – Cia. Pé-Nambuco de Dança
Local: Teatro Luiz Mendonça
Horário: 20h
Classificação:Livre

DIA 28 – SEXTA

Programa Duplo
Frevariando e Entre passos e sombrinhas – Cia. de Frevo do Recife & Studio Viégas
Local: Teatro Barreto Júnior
Horário: 19h
Classificação: 16 anos

Traz-humante – Camaleão Grupo de Dança (MG)
Local: Teatro de Santa Isabel
Horário: 20h
Classificação: maiores de 14 anos

Segunda pele – Coletivo Lugar Comum
Local: C. Lugar Comum (Rua do Lima, 210 – Sto. Amaro)
Horário: 20h30
Classificação: maiores de 14 anos

DIA 29 – SÁBADO

Palestra: Patrimônio Vivo, quem pode ser? – Com Marcelo Renan
Local: Paço do Frevo
Horário: 15h
Entrada Franca

Maracambuco: santos, rainhas e leões – Maracambuco
Local: Praça do Arsenal
Horário: 18h
Classificação: Livre
Entrada franca

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