Bukowski Blues Bar, 2º episódio encerra Mostra A Porta Aberta. Foto: Fernando Figueiroa
“É este o problema com a bebida, pensei, enquanto me servia dum copo. Se acontece algo de mau, bebe-se para esquecer; se acontece algo de bom, bebe-se para celebrar, e se nada acontece, bebe-se para que aconteça qualquer coisa”. Charles Bukowski (1920-1994) poeta e escritor alemão que viveu e morreu nos Estados Unidos é o inspirador do espetáculo Bukowski Blues Bar, 2º episódio, que encerra a 17ª Mostra de Artes Cênicas – A Porta Aberta – 2016.2, da Escola Municipal de Arte João Pernambuco, nesta sexta-feira, às 19h.
O último escritor “maldito” da literatura norte-americana, apontado como autor beat honorário, deixou uma obra de caráter extremamente autobiográfica, com seus personagens marginais e afinidade com os excluídos e perdedores. O velho Buk deu voz aos que negaram ou recusaram o ‘sonho americano’, os solitários, os loucos, e sua descrença na humanidade.
Seu senso de humor ferino auto irônico e cáustico estão impressos em mais de 45 livros de poesia e prosa.
Sendo seis romances: Cartas na rua (1971), Factótum (1975, 2007), Mulheres (1978), Misto-quente (1982, 2006), Hollywood (1989, 2000) e Pulp (1994, 1995). Oito livros de contos e histórias: Ereções, ejaculações e exibicionismos (1972), Crônica de um amor louco e Fabulário geral do delírio cotidiano (2006) ,South of No North: Stories of Buried Life (1973), Tales of Ordinary Madness (1983), Hot Water Music (1983), Bring Me Your Love (1983), Numa fria (1983), There’s No Business (1984) e Septuagenarian Stew (1990).
E mais de 30 livros de poesias, entre eles Flower, Fist and Bestial Wail (1960), You Get So Alone at Times that It Just Makes Sense (1996), grande parte inédita no Brasil. Fora as antologias publicadas posturmanente.
Patríca Casavelha e Fabiano Leão. Foto: Fernando Figueirôa
O espetáculo Bukowski Blues Bar é um experimento de teatro seriado, composto por dois episódios com dramaturgia processual e fragmentada assinada por Fred Nascimento. A primeira parte foi apresentada ontem.
Criada a a partir de uma colagem poética e com encenação também de Fred, a montagem arrisca com os princípios de tempo/espaço, dividido em cenas do ‘presente’ e do ‘passado’.
Vários atores dividem o papel do velho Buk, num rodízio, em interação com personagens extraídos de seu universo. As cenas do ‘presente’ ocorrem no espaço cênico do Bukowski Blues Bar, uma cenografia/instalação, mixando realidade e ficção.
Já as cenas do passado, articuladas a partir dos contos A Mulher Mais Linda da Cidade e Traga-me Seu Amor, são exibidas algumas passagens da vida do escritor e suas relações embaraçadas com as mulheres.
Clássicos do blues compõem a trilha sonora. O figurino foi inspirado na fase azul de Pablo Picasso.
O 2º episódio do Bukowski Blues Bar também funciona como prova pública para os formandos do Curso Profissional de Teatro, com a presença do SATED Pernambuco.
SERVIÇO Bukowski Blues Bar Dramaturgia e direção Fred Nascimento Onde: Escola Municipal de Arte João Pernambuco/PCR (Av. Barão de Muribeca, 216 – Várzea – Recife – fone: 3355-4093 / 4094) Quando: 16 dezembro 2016, às 19h
Aberto ao público
Lau Veríssimo comanda performance Retomada. Fotos: Fernando Figueirôa
É guerra, meu bem, é guerra! Uma batalha covarde que começou com a chegada dos portugueses, a passagem dos holandeses e a interferência de outros europeus, homens brancos, ricos e no comando de alguma ação catastrófica. O resultado, sabemos, foi o extermínio de milhões de nativos desde a invenção do “descobrimento” do Brasil. Mas não findou. A cobiça, a ambição, a ganância, o mercantilismo dos herdeiros dessa mentalidade tacanha continuam a perseguir e querer sujeitar, calar ou extinguir os legítimos filhos da terra.
Eles eram cinco milhões, segundo algum cálculo oficial. Muitos foram dizimados, outros morreram contaminados pelas doenças dos brancos. Mas o espírito guerreiro, de preservação do território sagrado pulsa e impele para a luta.
Uma das mais significativas montagens deste ano de 2016 no Pernambuco do Recife chama-se Retomada, é uma produção do Totem, esse grupo que trabalha com multilinguagem performática desde os anos 1980 e alimenta desde então a nossa cena “udigruidi”.
Com experimentações estéticas nem sempre bem compreendidas; muitas vezes difíceis de encaixar nos quadrados dos festivais de teatro ou dança, ou nos editais, a turma orientada por Fred Nascimento e Lau Veríssimo ergue um dos mais belos poemas cênicos de resistência, de demonstração de bravura inspirado nos povos primordiais.
Essa performance com encenação de Fred Nascimento, faz uma apresentação especial nesta segunda-feira, dentro da programação da 17ª Mostra A Porta Aberta, da Escola Municipal de Arte João Pernambuco, que começa nesta segunda-feira e segue até sexta.
Grupo realizou pesquisa em aldeias indígenas de Pernambuco
Como parte da pesquisa Rito Ancestral, Corpo Contemporâneo, o grupo visitou as aldeias indígenas situadas em Pernambuco das etnias dos Xucuru, Pankararu e Kapinawá. Guardaram no corpo e sentimento a dimensão da ancestralidade desses povos pra recriar no gesto a força guerreira e respeito pelos rituais sagrados.
Retomada atravessa territórios para compor suas dramaturgias do corpo, do espaço, e propor uma profusão de sentidos guiados por sentimentos da grandeza indígena. A cena híbrida, performática, desierarquizada em sua solvência de fronteiras convoca as vozes que reverberam da terra arrasada.
Nos passos coletivos em que avançam pelo palco estão contaminados da beleza da resistência, nas danças em que traçam desenhos explodem o desejo de justiça. A terra deve ser respeitada defendem as coreografias. As vozes projetam seus cânticos e são límpidos para dizer que dos elementos da natureza eles tiram a força do combate.
E a beleza se faz na cena, nos corpos expandidos. Enquanto houver injustiça, vai ter luta anunciam na pele, no gesto, no olhar, na energia feminina as atrizes-performers Lau Veríssimo, Gabi Cabral, Gabi Holanda, Inaê Veríssimo, Juliana Nardin, Taína Veríssimo e Tatiana Pedrosa. Uma injeção de ânimo nesses tempos tão nebulosos.
SERVIÇO Retomada, com o Grupo Totem Quando: 12 de dezembro de 2016, segunda-feira, 20h Onde: Escola Municipal de Arte João Pernambuco/PCR (Av. Barão de Muribeca, 216 – Várzea – Recife – fone: 3355-4092 / 93 / 94) Quanto: Grátis.
FICHA TÉCNICA Encenação:Fred Nascimento Atrizes-performers: Gabi Cabral, Gabriela Holanda, Inaê Veríssimo, Juliana Nardin, Lau Veríssimo e Taína Veríssimo Música original: Cauê Nascimento, Fred Nascimento e Gustavo Vilar Direção de palco: Tatiana Pedrosa Cenografia: grupo Totem Figurino: grupo Totem Maquiagem: grupo Totem Designer de luz: Natalie Revorêdo Vj: bio Quirino Pintura corporal: Airton Cardin Assistente técnico: Ronaldo Pereira Fotografia: Fernando Figueirôa Designer gráfico: Iara Sales Preparador vocal: Conrado Falbo
Eugenio Barba e Julia Varley, do Odin Teatret. Foto: Marcelo Dischinger / Divulgação
Com Júlia Varley, do Odin Teatret, O eco do silêncioé uma demonstração de trabalho que descreve as vicissitudes da voz de uma atriz e os estratagemas que ela cria para ‘interpretar’ um texto.
A voz da atriz e o texto apresentado aos espectadores compõem a música de um espetáculo. No teatro, que aparentemente é livre dos códigos que conhecemos na música, a atriz precisa criar um labirinto de regras, referências e resistências para seguir ou não, de modo a atingir uma expressão pessoal e reconhecer sua própria voz.
O eco do silêncio toca em alguns momentos desse processo permitindo à percepção do espectador deslizar através da disciplina técnica revelando a pessoa por traz do ator e o silêncio por traz da voz. Trabalho integra programação do grupo pernambucano O Poste junto ao Odin Teatret da Dinamarca. SERVIÇO Quando: Dia 13 de dezembro de 2016 (terça-feira), às 16h Onde: Teatro Hermilo Borba Filho. Quanto:R$ 30,00 (inteira) R$ 15,00 (meia) Conversa com Eugenio Barba sobre o tema Antropologia Teatral, o que é? Quando: Dia 13 de dezembro de 2016 (terça-feira), às 17h Onde: Teatro Hermilo Borba Filho.
A RECEITA
Naná Sodré em A Receita. Foto: Thais Lima /Divulgação
A receita foi gestada na VI Masters-in-Residence com Eugenio Barba e Julia Varley -Edição Comemorativa – O Diálogo das Técnicas 2013, em Brasília. A atriz pernambucana Naná Sodré exibiu o embrião do espetáculo numa cena de cinco minutos. Nessa apresentação a interprete terá na plateia os mentores do Teatro Antropológico – Barba e Julia.
Na peça, Naná compõe uma mulher comum transforma em alimentos suas ilusões. Entre rezas, e cânticos tempera os alimentos com sal, alho, coentro e cebolinha enquanto prepara sua libertação. A dramaturgia e direção são de Samuel Santos. Espetáculo integra programação do grupo pernambucano O Poste junto ao Odin Teatret da Dinamarca. SERVIÇO Quando: Dia 12 de dezembro de 2016 (segunda-feira), às 20h Onde: Espaço O Poste Soluções Luminosas Quanto: R$ 30,00 (inteira) R$ 15,00 (meia); Ficha técnica Direção, autoria, adereços, sonoplastia e iluminação: Samuel Santos
Atuação, figurino e maquiagem: Naná Sodré
Técnica em rolamento: Mestre Sifu Manoel
OMBELA
Naná Sodré e Agrinês Melo. Foto: Lucas Emanuel/Divulgação
Inspirada no poema épico Ombela (chuva em português), do escritor africano Manuel Rui, a peça transforma as atrizes Agrinez Melo e Naná Sodré em duas gotas de chuva que se transformam em entidades. A direção é de Samuel Santos e realização do grupo O Poste Soluções Luminosas. Espetáculo integra programação do grupo pernambucano O Poste junto ao Odin Teatret da Dinamarca. Quando: Dia 13 e dezembro, terça-feira, às 20h. Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista). Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia). Informações: 99594-0626.
AVE MARIA
A atriz Julia Varley. Foto: /Rina Skeel / Divulgação
A atriz inglesa Julia Varley, mulher do diretor teatral Eugenio Barba, do grupo de teatro Odin Teatret da Dinamarca, evoca o encontro e a amizade com a atriz chilena María Cánepa no espetáculo Ave Maria. Na peça é a Morte que celebra a fantasia criativa e a devoção de María, que soube deixar um rastro após sua partida. A morte aparece como um personagem que narra a vida e suas transformações. Espetáculo integra programação do grupo pernambucano O Poste junto ao Odin Teatret da Dinamarca. SERVIÇO Quando: Dia 14 de dezembro de 2016 (quarta-feira), às 20h Onde: Teatro Hermilo Borba Filho. Ficha técnica Atriz: Julia Varley Direção: Eugenio Barba Assistente de Direção: Pierangelo Pompa Texto: Improvisações e citações de Gonzalo Rojas e Pablo Neruda
RETOMADA
Grupo Totem em Retomada. Foto Fernando Figuerôa
A performance Retomada leva para a cena as vozes que ecoam sobre a terra arrasada. Da persistência dessas vozes, o Grupo Totem corporifica a sacralidade das terras indígenas. O espaço sagrado pelo qual esses povos lutam é a inspiração desse trabalho, uma ode à mãe geradora e mantenedora de tudo. O Totem manifesta sua identificação com o sentimento de resistência dos povos primordiais. Para erguer o espetáculo, a trupe realizou pesquisa em aldeias localizadas em Pernambuco entre as etnias Xucuru, Pankararu e Kapinawá, dentro do projeto Rito Ancestral, Corpo Contemporâneo. SERVIÇO Retomada, com o Grupo Totem Quando: 12 de dezembro de 2016, segunda-feira, 20h Onde: Escola Municipal de Arte João Pernambuco/PCR (Av. Barão de Muribeca, 216 – Várzea – Recife – fone: 3355-4092 / 93 / 94) Quanto: Grátis. FICHA TÉCNICA Encenação: Fred Nascimento Atrizes-performers: Gabi Cabral, Gabriela Holanda, Inaê Veríssimo, Juliana Nardin, Lau Veríssimo e Taína Veríssimo Música original: Cauê Nascimento, Fred Nascimento e Gustavo Vilar Direção de palco: Tatiana Pedrosa Cenografia: grupo Totem Figurino: grupo Totem Maquiagem: grupo Totem Designer de luz:Natalie Revorêdo Vj: bio Quirino Pintura corporal: Airton Cardin Assistente técnico: Ronaldo Pereira Fotografia: Fernando Figueirôa Designer gráfico: Iara Sales Preparador vocal: Conrado Falbo
KATASTROPHÈ
DIG se apresenta no projeto Dança de Algibeira. Foto: Aline Rodrigues / Divulgação
Katastrophè, com a Companhia de Teatro e Dança Pós-Contemporânea d’Improvizzo Gang, conhecida por DIG, dentro do projeto Dança de Algibeira da Compassos Cia de Dança. Baseado livremente no texto de Samuel Beckett, o espetáculo fala sobre a relação de poder, preconceito e intolerância, e aproveita na dramaturgia das experiências dos integrantes do grupo em situações de opressões – como oprimidos ou opressores. Pollyana Monteiro assina a coreografia e direção geral. Nos dias 12 e 13 de dezembro, às 19h. No 13 de dezembro é oferecido Chá com arte e conversa, com o grupo DIG, às 20h
A entrada é gratuita. Serviço Katastrophè, com a Companhia de Teatro e Dança Pós-Contemporânea d’Improvizzo Gang, dentro do projeto Dança de Algibeira Onde: Espaço Compassos (Rua da Moeda, 93, Bairro do Recife) Quando: Segunda (12/12) e terça (13/12) às 19h Gratuito Ficha técnica
Espetáculo Katastrophè Texto: Samuel Beckett Tradução: Paulo Michelotto Dançarinos- intérpretes- criadores: Bob Silveira, Edcarlos Rodrigues, Gardênia Coleto, Higor Tenório, Lili Guedes, Paulo Michelotto, Pollyanna Monteiro e Will Siquenas. Iluminação: Cleison Ramos Figurino e trilha musical: Pollyanna Monteiro Sonoplastia: Cynthya Dias Cenário, pesquisa e direção: Paulo Michelotto Adaptação, coreografia e direção geral: Pollyanna Monteiro Créditos de fotografias: Toni Rodrigues Classificação: 16 anos Duração: 40′ Realização: Cia. De Teatro e Dança Pós- Contemporânea d’Improvizzo Gang
TIJOLOS DE ESQUECIMENTO
Acupe Grupo de Dança. Foto: Rogerio Alves / Sobrado 423
Espetáculo faz uma imersão no imaginário urbano, a partir da obra do escritor italiano Ítalo Calvino, onde a cidade deixa de ser um conceito geográfico para se tornar o símbolo complexo e inesgotável da existência humana. Tijolos de Esquecimentobusca mostrar os diversos focos da cidade: da que sufoca, a que dá liberdade, a da memória, a do afeto e do abandono, da transgressão e das contradições, das disputas. Reinventada pelo olhar do humor e do amor de quem lhe dá forma. Quando: 2 a 17 de dezembro. Sextas e sábados, às 20h. Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (Rua da Aurora, 457, Boa Vista). Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia). Informações: 3184-3057. Classificação: 16 anos. FICHA TÉCNICA Direção: Paulo Henrique Ferreira Coreografias: O grupo em processo colaborativo Direção de Arte: Marcondes Lima Dramaturgia e texto: Flávia Gomes Intérpretes criadores: Anne Costa, Henrique Braz, Jadson Mendes, Silas Samarky e Valeria Barros. VJ e criação de vídeos: Alberto Saulo Sonoplastia: Rodrigo Porto Cavalcanti Iluminação: Luciana Raposo
Retomada, do Totem, está na programação Foto: Fernando Figueiroa / Divulgação
Fred Nascimento e sua trupe prosseguem com a guerrilha pela arte e pelo teatro a partir da atuação na Escola Municipal de Arte João Pernambuco/PCR. Um dos resultados dessa ação pode ser conferido na 17ª Mostra A Porta Aberta – 2016.2, que ocorre de 12 a 16 de dezembro. A programação junta a produção de artes cênicas da EMAJPE, grupos e profissionais convidados. E consolida a parceria com o SATED-PE, que acompanha o desempenho dos formandos do Curso Profissional de Teatro na última noite do encontro.
A clássica narrativa da tradição oriental é o alicerce para a peça A Conferência dos Pássaros, de Peter Sís que abre a mostra nesta segunda-feira, às 16h. O exercício cênico desenvolvido na disciplina Interpretação 3, do Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Pernambuco, tem direção de Marianne Cosentino.
Ainda estão agendados para esta segunda-feira os espetáculos Mar e Placebo, encenado por Otacílio Júnior e Experimentos Brechtianos 1, dirigido por Júnior Foster. À noite será lançada a oitava edição da Trema Revista de Teatro, a Edição do Esquecimento. E a jornalista Tatiana Meira recebe homenagem da Mostra.
A principal atração da noite é a performance do Totem Retomada, fruto da pesquisa Rito Ancestral Corpo Contemporâneo, junto aos povos Pankararu, Xukuru e Kapinawá. O grupo entende a performance como ritual contemporâneo e desse mergulho nos processos ritualísticos das tribos leva para a cena questões como pertencimento, memória e identidade.
O espetáculo estreou no Trema Festival de Teatro, passou pelo Cirkula e participou da 1ª Mostra de Teatro Alternativo do Recife-Outubro ou Nada. Com direção de Fred Nascimento, Retomada conte no seu elenco com as performers Lau Veríssimo, Gabi Cabral, Gabi Holanda, Inaê Veríssimo, Juliana Nardin, Taína Veríssimo e Tatiana Pedrosa.
17º A Porta Aberta 2016.1 – Mostra de Artes Cênicas De 12 a 16 de dezembro de 2016 Escola Municipal de Arte João Pernambuco/PCR Homenagem a Tatiana Meira
PROGRAMAÇÃO SEGUNDA 12/12 16H – A Conferência dos Pássaros
Texto Peter Sís
Lic. em Teatro-UFPE – Int.3
Dir. Mariane Cosentino
– Mar e Placebo
Experimento Coreográfico
Otacílio Júnior
17h – Curtas Cenas
Of. Teatro Adulto
Dir. Tatiana Pedrosa
17h – Experimentos Brechtianos 1
Básico de Teatro- 2ºper. EMAJPE
Dir. Júnior Foster
19h – Lançamento da oitava edição da Trema Revista de Teatro – Edição do Esquecimento Homenagem à Tatiana Meira
19h30 – Retomada
Performance
Grupo Totem.
Dir. Fred Nascimento
TERÇA 13/12 9h30Ombela
Texto do Tablado
Of. Inf. de Teatro e Of. Inf. de Musicalização-EMAJPE
Dir. Tatiana Pedrosa e Bruna
15h – Ombela
Texto do Tablado
Of. Inf. de Teatro e Of. Inf. de Musicalização-EMAJPE
Dir. Tatiana Pedrosa e Bruna
17h – O Caso do Recenciamento
Of. Inf. de Teatro – EMAJPE
Dir. Tatiana Pedrosa
17h30 – Curtas Cenas
Of. Teatro Adulto
Dir. Tatiana Pedrosa
19h – O Segredo da Arca de Trancoso
Texto Luiz Felipe Botelho
Básico de Teatro – 1º per. EMAJPE
Dir. Givaldo Tenório
20h – Experimentos Brechtianos 2
Curso Prof. de Teatro-2º per. EMAJPE
Dir. Júnior Foster
QUARTA 14/12 16h – A Tarde dos Palhaços Adestrados
Lic. em Teatro-UFPE – 6º per.
Dir. Marianne Cosentino
16h30 – Quanto Pesa sua Bagagem?
Curso Básico de Teatro – 3º per.-EMAJPE
Texto Coletivo
Dir. Júnior Foster
17h – Fofocas
Curso Bas.de Teatro-1º per.-EMAJPE
Texto Coletivo do Tablado
Dir. Patrícia Barreto
19h – Pantone
Sonância em Cena
Curso Prof. de Teatro-2º per. EMAJPE
Dir. Gabriela Martinez
20h – Cabareth Valentin – (recorte)
Dramaturgia Bertold Brecht
Básico de Teatro-2º per.
Dir. Patrícia Barreto
QUINTA 15/12 16h – Grupo de Flauta Doce da EMAJPE
Curso de Música
Regência Prof. Rogério
16h30 – As Dez mais do Córtex Cerebral
Grupo Teatral do IFPE
Texto Cyrano Rosalén
Dir. Eduardo Bringuel
17h – Roda Espetáculo de Capoeira Angola
Mestre Jorge Augusto
Ayres Sales
19h – Através de Si
Básico de Teatro-3º per. EMAJPE
Texto Coletivo e colagem de diversos autores
Dir. Júnior Foster
19h30 – Viva La Vida – versão pocket performance
Coletivo Multus
Dramaturgia e direção Fred Nascimento
Peça inspirada na obra de Charles Bukowski. Foto: Fernando Figueiroa / Divulgação
20h – Bukowski Blues Bar – 1º episódio
Curso Básico de Teatro-1º per.-EMAJPE
A partir da obra de Charles Bukowski
Dramaturgia e direção Fred Nascimento
SEXTA 16/12 19h – Bukowski Blues Bar – 2º episódio
Curso Prof. de Teatro-4º per. EMAJPE
A partir da obra de Charles Bukowski
Dramaturgia e direção Fred Nascimento
Todas as atividades são abertas ao público. 17º A Porta Aberta – 2016.1 – De 13 a 17 de junho de 2016
Escola Municipal de Arte João Pernambuco/PCR.
Av. Barão de Muribeca, 216 – Várzea – Recife – fone: 3355-4092 / 93 / 94.
A atriz Julia Varley. Foto: /Rina Skeel / Divulgação
A atriz inglesa Julia Varley, que se juntou ao grupo de teatro Odin Teatret em 1976, na Dinamarca, evoca o encontro e a amizade com a atriz chilena María Cánepa no espetáculo Ave Maria. Na peça é a Morte que celebra a fantasia criativa e a devoção de María, que soube deixar um rastro após sua partida. A morte aparece como um personagem que narra a vida e suas transformações. SERVIÇO Quando: Dia 14 de dezembro de 2016 (quarta-feira), às 20h Onde: Teatro Hermilo Borba Filho. Ficha técnica Atriz: Julia Varley Direção: Eugenio Barba Assistente de Direção: Pierangelo Pompa Texto: Improvisações e citações de Gonzalo Rojas e Pablo Neruda
Eugenio Barba e Julia Varley. Foto: Marcelo Dischinger.
O diretor teatral Eugenio Barba e a atriz Julia Varley, do grupo dinamarquês ODIN TEATRET RECIFE realizam no Recife um workshop de voz inédito intitulado O Eco do Silêncio, uma demonstração de trabalho da atriz Julia Varley, uma conversa com o diretor Eugenio Barba sobre o tema Antropologia Teatral e a apresentação do espetáculo Ave Maria, dirigido por Eugenio e interpretado por Julia. A vinda do Odin está diretamente ligada ao trabalho continuado do grupo pernambucano “O Poste Soluções Luminosas. Mais informações: oposte.oposte@gmail.com PROGRAMAÇÃO Dia 12 de dezembro de 2016 (segunda) – credenciamento de participantes e abertura do ODIN TEATRET RECIFE. Apresentação do espetáculo “A RECEITA” do grupo O Poste Soluções Luminosas, 20h. Local: Espaço O Poste Soluções Luminosas. Dia 13 de dezembro de 2016 (terça) – Primeiro dia da oficina “O Eco do Silêncio” ministrada por Julia Varley (9h as 12h). Local: Teatro Hermilo Borba Filho;
– Demonstração de trabalho “O Eco do Silêncio” de Julia Varley (16h). Local: Teatro Hermilo Borba Filho.
– Conversa com Eugenio Barba sobre o tema “Antropologia Teatral, o que é?” (17). Local Teatro Hermilo Borba Filho;
– Apresentação do espetáculo Ombela do grupo O Poste Soluções Luminosas (20h). Local Espaço O Poste Soluções Luminosas; Dia 14 de dezembro de 2016 (quarta) – Segundo e último dia da oficina “ O Eco do Silêncio” ministrada por Julia Varley (9h as 12h). Local: Teatro Hermilo Borba Filho;
– Apresentação do espetáculo Ave Maria do grupo Odin Teatret (Monólogo de Julia Varley com direção de Eugenio Barba (20h). Local: Teatro Hermilo Borba Filho. Quando:
* Espetáculo A Receita R$ 30,00 (inteira) R$ 15,00 (meia);
* Demonstração de trabalho O Eco do Silêncio R$30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia);
* Espetáculo Ave Maria R$ 30,00(inteira) e R$ 15,00 (meia);
* Espetáculo Ombela R$30,00 (inteira) e R$15,00(meia).
EM CARTAZ
COMO MANTER-SE VIVO?
Flávia Pinheiro. Foto: Danilo Galvao
Como manter-se vivo? É a terceira parte da pesquisa Diafragma, desenvolvida por Flávia Pinheiro. O primeiro, Diafragma: versão beta, centrou-se nos dispositivos analógicos. No segundo, Ensaio sobre a impermanência, a artista usava um sensor para captar o movimento em tempo real e que produzia uma série de visualizações gráficas. Como manter-se vivo?trata da existência em tempos de crise em todos os campos. Seja macro, da política global e conflitos brasileiros. Ou das micro estratégias de poder nos relacionamentos humanos. Como resistir ao desequilíbrio e a instabilidade da existência? Como persistir no tempo? O trabalho investiga a relação do corpo com a tecnologia e a urgência de permanecer em movimento como um procedimento de sobrevivência. SERVIÇO Quando: 9, 10 e 11 de dezembro; sextas, sábados e domingos, às 19h. Onde: Tulasi Mercado Orgânico (Rua das Graças, 178, Graças). Quanto: R$ 10 e R$ 5 (meia). Mais informações: fpinheiro86@gmail.com. FICHA TÉCNICA Criação e Performance: Flavia Pinheiro Direção de Arte: Flavia Pinheiro Coaching: Peter Michael Dietz Desenho sonoro: Leandro Oliván Desenho de luz: Pedro Vilela Designer gráfico: Guilherme Luigi Produção: Flavia Pinheiro, Pedro Vilela e Mariana Holanda
DOMITILA
Soprano carioca Neti Szpilmann se reveza com a pernambucana Tarcyla Perboire no pepel da Marquesa de Santos
Personagem fascinante que desperta desde o Império comentários críticas e admiração. Domitila de Castro Canto e Melo, conhecida como a Marquesa de Santos canta suas próprias memórias. Composta pelo músico carioca João Guilherme Ripper, a peça mostra os momentos em que a marquesa passou ao lado do primeiro imperador do Brasil, Dom Pedro I, de quem foi amante durante sete anos. A ópera de câmara para soprano, piano, violoncelo e clarinete conta o último dia da Marquesa de Santos na corte – o dia em que ela escreve sua última carta a Pedro I, pois as regras da Casa dos Bragança impuseram ao jovem imperador e viúvo uma nova esposa, não a que ele desejava e sim outra escolhida, D. Amélia, de estirpe real. A direção cênica e idealização são de Luiz Kleber Queiroz e a direção musical de Antônio Nigro. A soprano carioca Neti Szpilmann se reveza com a pernambucana Tarcyla Perboire nas récitas. O escritor Paulo Rezzutti, autor de “Domitila: a verdadeira história da Marquesa de Santos”, percebe a marquesa foi um exemplo de mulher emancipada, que rompeu com a moralidade corrupta de uma época de falsos pudores para viver a vida conforme ditava sua consciência. Elenco / músicos
Neti Szpilmann – Domitila, a marquesa de Santos (dias 09 / 11)
Tarcyla Perboire – Domitila, a marquesa de Santos (dias 08 / 10)
Antônio Nigro – piano
Gueber Santos – Clarinete
PedroHuff – Violoncelo
*A cantora Neti Szpilmann foi gentilmente cedida pela Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Ficha Técnica Idealização: Luiz Kleber Queiroz Elaboração do Projeto e Coordenação Geral: Maria Aída Barroso Direção Musical: Antonio Nigro Direção Cênica: Luiz Kleber Queiroz Direção de Movimento: Marisa Avellar Cenário: Thiago Luna Figurino: Marcondes Lima Direção de Arte: Marcondes Lima Iluminação: João Guilherme de Paula Maquiagem: Geraílton Sales Audiodescrição: Acessibilidade Comunicacional – Liliana Tavares Assessoria de Imprensa: Mila Portela/VERBO Assessoria Designer Gráfico: Letícia Matos / Azul Pavão Produção: Aymara Almeida e Alice Alves SERVIÇO
Ópera Domitila, de Guilherme Ripper Quando: Dias 8, 9, 10 e 11 de dezembro Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (R. do Apolo, 121 – Recife) Informações: 3355-3220. Quanto: Entrada franca
ANDARTE ANDARILHO
Márcio Fecher. Foto-Caio Tiburtino
O autor abandona a personagem no início de sua criação. Surpreendido com a atitude do criador e sem saber o que fazer, o personagem resolver tomar as rédeas de sua própria história, ser senhor do seu destino e decidir os caminhos a tomar. Com isso, o personagem atravessa várias situações, inventa um passado para si mesmo, cria um futuro, e através da imaginação e da criatividade edifica sua personalidade. Há anos o ator Márcio Fecher articula esse espetáculo, que traduz um pouco de sua labuta cênica. Ficha técnica Criação Cênica, Atuação – Márcio Fecher Cenários, Figurino e Adereços – Rebeka Barros e Danilo Mota Plano De Luz, Operador De Luz E Sonoplastia – Felipe Silva Preparação Corporal – Alan Jones – Professor Pezão e Dalvan Ferreira Pesquisa Sonora – Felipe Silva e Márcio Fecher Identidade Visual – Danilo Mota e Márcio Fecher Assesoria De Comunicação – ABBC por Fernando Fagundes Apoios/Parcerias – ABBC COmunicação, FUAH ATELIÊ, ART HUNTER, GRUPO CAPOEIRA POSITIVA Colaboradores – Junior Sampaio, Otiba e Júnior Aguiar Realização – GOTA SERENA PRODUÇÕES
SERVIÇO Quando: 10 e 11 de dezembro; sábados, às 20h e domingos, às 19h. Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife). Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia). Informações: 3355-3320.
KATASTROPHÈ
DIG se apresenta no projeto Dança de Algibeira. Foto: Aline Rodrigues / Divulgação
Katastrophè, com a Companhia de Teatro e Dança Pós-Contemporânea d’Improvizzo Gang, conhecida por DIG, dentro do projeto Dança de Algibeira da Compassos Cia de Dança. Baseado livremente no texto de Samuel Beckett, o espetáculo fala sobre a relação de poder, preconceito e intolerância, e aproveita na dramaturgia das experiências dos integrantes do grupo em situações de opressões – como oprimidos ou opressores. Pollyana Monteiro assina a coreografia e direção geral. Nos dias 12 e 13 de dezembro, às 19h. No 13 de dezembro é oferecido Chá com arte e conversa, com o grupo DIG, às 20h
A entrada é gratuita. Serviço Katastrophè, com a Companhia de Teatro e Dança Pós-Contemporânea d’Improvizzo Gang, dentro do projeto Dança de Algibeira Onde: Espaço Compassos (Rua da Moeda, 93, Bairro do Recife) Quando: Segunda (05/12) e terça (06/12) às 19h Gratuito Ficha técnica
Espetáculo Katastrophè Texto: Samuel Beckett Tradução: Paulo Michelotto Dançarinos- intérpretes- criadores: Bob Silveira, Edcarlos Rodrigues, Gardênia Coleto, Higor Tenório, Lili Guedes, Paulo Michelotto, Pollyanna Monteiro e Will Siquenas. Iluminação: Cleison Ramos Figurino e trilha musical: Pollyanna Monteiro Sonoplastia: Cynthya Dias Cenário, pesquisa e direção: Paulo Michelotto Adaptação, coreografia e direção geral: Pollyanna Monteiro Créditos de fotografias: Toni Rodrigues Classificação: 16 anos Duração: 40′ Realização: Cia. De Teatro e Dança Pós- Contemporânea d’Improvizzo Gang
TIJOLOS DE ESQUECIMENTO
Acupe Grupo de Dança. Foto: Rogerio Alves / Sobrado 423
Espetáculo faz uma imersão no imaginário urbano, a partir da obra do escritor italiano Ítalo Calvino, onde a cidade deixa de ser um conceito geográfico para se tornar o símbolo complexo e inesgotável da existência humana. Tijolos de Esquecimentobusca mostrar os diversos focos da cidade: da que sufoca, a que dá liberdade, a da memória, a do afeto e do abandono, da transgressão e das contradições, das disputas. Reinventada pelo olhar do humor e do amor de quem lhe dá forma. Quando: 2 a 17 de dezembro. Sextas e sábados, às 20h. Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (Rua da Aurora, 457, Boa Vista). Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia). Informações: 3184-3057. Classificação: 16 anos. FICHA TÉCNICA Direção: Paulo Henrique Ferreira Coreografias: O grupo em processo colaborativo Direção de Arte: Marcondes Lima Dramaturgia e texto: Flávia Gomes Intérpretes criadores: Anne Costa, Henrique Braz, Jadson Mendes, Silas Samarky e Valeria Barros. VJ e criação de vídeos: Alberto Saulo Sonoplastia: Rodrigo Porto Cavalcanti Iluminação: Luciana Raposo