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O teatro que escuta o terreiro
Semana Onisajé no Espaço O Poste

Fernanda Júlia, a Onisajé, diretora, encenadora, dramaturga. Foto: Danilo Sampaio

Fernanda Júlia nasceu em São Paulo. Há 35 anos mora em Alagoinhas, na Bahia, cidade na divisa entre o Agreste e o Litoral Norte. No bairro do Ferro Aço, em Alagoinhas, fica o Ilê Axé Oyá L’adê Inan, terreiro reconhecido como Ponto de Cultura, onde Fernanda exerce a função de yakekerê, a mãe pequena, segunda sacerdotisa. No teatro, assina Onisajé: diretora, encenadora, dramaturga, doutora em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Entre 22 e 26 de setembro, pela primeira vez no Espaço O Poste, no centro do Recife, ela conduz a semana de encontros Teatro Preto de Candomblé: acompanha o ensaio aberto e as apresentações, participa das vivências artístico-culturais e encerra a programação com a palestra sobre a própria pesquisa, ao lado de Mãe Rosa de Oyá, yalorixá da casa.

A pesquisa que Onisajé defendeu na UFBA carrega no título o programa da semana: Teatro Preto de Candomblé: uma construção ético-poética de encenação e atuação negras. Na tese, o candomblé ocupa o centro epistemológico da criação artística – a fonte de saber que orienta o corpo, o tempo e a cena. A dissertação de mestrado anterior, Ancestralidade em cena: Candomblé e Teatro na formação de uma encenadora, já apontava o caminho, a linhagem como fio condutor do trabalho.

Na programação, a pesquisa deixa o papel e ganha o palco. Na terça, o ensaio aberto de Maria Preta abre o processo de criação ao público. Na quarta, A Receita, solo de Naná Sodré. Na quinta, Longussu Xenupre Dudu Yatílhade, espetáculo cuja pesquisa Onisajé assessorou. Na sexta, Ombela, a peça que rendeu a Agrinez Melo e Naná Sodré o Prêmio Leda Maria Martins de melhor atuação em 2025. No sábado, a palestra em que Onisajé apresenta a pesquisa ao público.

Agrinez Melo, Naná Sodré e Samuel Santos, integrantes d’O Poste. Foto: Divul.gação

As quatro peças, todas com direção de Samuel Santos, formam um percurso. Maria Preta, encenada por Cecília Chá, Larissa Lira, Sthe Vieira e Thallis Ítalo – integrantes do Núcleo O Postinho, o braço de formação do grupo -, abre a semana em ensaio aberto. A Receita circula há mais de dez anos; nasceu de uma cena curta que Naná Sodré, carioca radicada no Recife desde os anos 1990, construiu em 2013 com Eugenio Barba e Julia Varley, do Odin Teatret, da Dinamarca. No palco, o texto de Samuel Santos borda a violência doméstica sofrida por uma mulher negra e o caminho da liberdade feminina. Longussu Xenupre Dudu Yatílhade, a mais recente, estreou em maio na aldeia Fulni-ô, em Águas Belas, no Agreste, e conecta línguas originárias. Ombela traz na bagagem a premiação: Agrinez Melo e Naná Sodré receberam por ela o Prêmio Leda Maria Martins de melhor atuação em 2025, título que faz homenagem à pesquisadora dedicada ao estudo das performances negras, autora do conceito de tempo espiralar, o passado que retorna transformado.

Samuel Santos assina a direção das quatro peças; com Agrinez Melo e Naná Sodré, forma o O Poste Soluções Luminosas, grupo criado em 2004 que começou fazendo iluminação cênica e passou a encenar seus próprios espetáculos a partir de 2008. Na base do trabalho, uma pesquisa de matriz africana e afro-indígena: o teatro físico e antropológico, a ancestralidade corporal e vocal, o paralelo com as incorporações dos orixás nos terreiros. Essa poética, Onisajé diz querer “sentir e ver de perto”: “Vamos sentir e ver de perto as peças, compostas por narrativas e perspectivas de identidade racial, gênero e classe social.”

Fora do palco, o trabalho se estende. Na periferia do Ferro Aço, em Alagoinhas, Onisajé e Mãe Rosa de Oyá conduzem ações sociais e afirmativas junto à comunidade; dentro do terreiro, a iniciação candomblecista e o incentivo às artes cênicas se cruzam. Desde 1998, o Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas (NATA) forma gente de teatro na cidade; Onisajé o dirigiu por vinte anos, entre 1999 e 2019. Na UFBA, ela integra o grupo de pesquisa “Pé na Cena – Poéticas de Atuação e Encenação”, do CNPq.

A semana integra o projeto Luz negra: o negro em estado de representação, realizado com fomento da Funarte, entidade vinculada ao Ministério da Cultura. “A programação caminha por diversas maneiras de fazer, pensar e encontrar a cena”, diz o grupo. “Do ensaio aberto às apresentações, chegando à palestra que propõe um mergulho nas relações entre teatro, ancestralidade, corpo, axé e criação negra.” Uma semana para ver, de perto, um teatro preto de candomblé como território de memória e resistência cultural.

Espetáculo A Receita, com Naná Sodré. Foto: Ivana Moura

Programação – Espaço O Poste (Rua do Riachuelo, 641, Boa Vista)

22/09 (terça), 17h
Ensaio aberto de Maria Preta, com a presença Onisajé. Entrada gratuita.

23/09 (quarta), 19h
A Receita, com a presença Onisajé. Entrada gratuita.

24/09 (quinta), 19h
Longussu Xenupre Dudu Yatílhade, com a presença de Onisajé. Entrada gratuita.

25/09 (sexta), 19h
Ombela, com a presença de Onisajé. Entrada: R$ 10 e R$ 20.

26/09 (sábado), 15h
Palestra Teatro Preto de Candomblé, com Onisajé. Entrada gratuita.

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Mostra de Mulheres Pretas discute visibilidade

Aline Gomes performa Mãe Maria. Foto: Shilton Araújo

Nesta quinta-feira, 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela, líder quilombola do século 18, O Poste Soluções Luminosas abre a programação de uma iniciativa fundamental: a PretAção – I Mostra de Mulheres Pretas.

A invisibilidade da mulher negra é um dos muitos reflexos do racismo institucional. Quando pensamos no contexto da arte, essa realidade não é diferente. Talvez por isso, os trabalhos que compõem a PretAção tratem sobre representatividade, o enfrentamento cotidiano do preconceito e de todas as formas de violência sofridas pelas mulheres negras.

“Queremos visibilizar todas essas artistas que estão participando da primeira edição da PretAção, visibilizar as que vieram antes de nós e, inclusive, quem vem depois, como Eloísa, minha filha, que tem só dois anos. A gente quer deixar esse espaço de representatividade, esse lugar de fala, para que outas pretas, as que estão vindo, as que vão chegar, possam assumir esse lugar. E que o discurso não seja de resistência, mas de existência”, afirma Agrinez Melo, uma das idealizadoras da ação, que não conta com nenhum apoio governamental.

Muitos dos espetáculos e performances transitam pelo documental, pelo autobiográfico, como é o caso de Mi Madre, de Jhanaína Gomes, que traça relações entre a sua história e as histórias de mulheres da sua família, explicitando uma relação de tensão entre a presença masculina e feminina. Ou do solo da própria Agrinez Melo, Histórias Bordadas em Mim, um convite para um chá e para ouvir sobre a trajetória da atriz.

Na PretAção, essas mulheres pretas, artistas, são protagonistas das próprias narrativas. “Os quatro espetáculos falam de nós mesmas, das nossas experiências, das novas vivências ressignificadas. Ressignificar é uma palavra forte neste momento. A partir das nossas vivências, falamos de várias questões, como empoderamento, a reafirmação da mulher negra na sociedade e da artista negra nesse espaço, questionar o porquê dessa invisibilidade”, comenta Agrinez. Para a atriz, a mostra é também um espaço de irmandade. “É uma mostra de comemoração, que festeja o nosso encontro, a nossa união. E nada melhor do que essa data, que nos representa”.

A programação montada por Agrinez e Naná Sodré, ambas do grupo O Poste Soluções Luminosas – um espaço de referência e resistência do teatro negro em Pernambuco e no Brasil –, em parceria com várias artistas, inclui espetáculos, performances e rodas de diálogos.

A programação vai até o próximo domingo (28), no O Poste Soluções Luminosas (Rua da Aurora, 529, Boa Vista). Os ingressos custam R$ 15 + 1 quilo de alimento não perecível ou R$ 20. Os alimentos arrecadados serão doados a instituições que trabalham com o empoderamento da mulher negra e contra a violência.  

Agrinez Melo no solo Histórias Bordadas em Mim. Foto: Fernando Azevedo

Programação:

25 de julho (quinta-feira), às 18h
Abertura PretAção – I Mostra de Mulheres Pretas
Onde:  Ao ar livre, no entorno do Espaço O Poste
Performance de abertura com Camila Mendes (Nós), Jhanaína Gomes (Mi Madre), Yasmmyn Nejaim (poesia) e Odailta Alves (poesia).

26 de julho (sexta-feira)
Onde: Espaço O Poste Soluções Luminosas
19h: A Receita
Sinopse: Morte, violência, loucura e a intolerância de uma maneira peculiar são narradas nesse solo, que traz uma personagem no seu processo limite. A dramaturgia é de Samuel Santos. Atuação: Naná Sodré
20h: Performances Mãe Maria, De Corpo e Dandara
Sinopses:
Mãe Maria: A personagem Mãe Maria nasceu dentro do espetáculo O Mensageiro, a partir da necessidade da atriz, dançarina e pesquisadora Aline Gomes de trazer à cena a condição feminina no início do século XX na Região Metropolitana do Recife. Atuação: Aline Gomes
De Corpo: Resgata a exposição das maranhas ancestrais que percorrem o corpo feminino. Dos fios que cercam de chagas nativas e genéticas a vivência da pele negra. Narra em movimentos o grito do pulso, da pausa, da prosa, da carne, da víscera, da dor e da beleza da mulher preta. Atuação: Brunna Martins
Dandara: Inspirada na heroína Dandara, que lutou ao lado de homens e mulheres nas muitas batalhas e ataques a Palmares, a atriz Érika Nery nos mostra sua força, fé e ancestralidade traduzida em arte. Atuação: Érika Nery
20h30: Roda de Diálogo com as performers

Dandara. Foto: Fernando Azevedo

27 de julho (sábado)
Onde: Espaço O Poste Soluções Luminosas
17h: Mi Madre
Sinopse: Inspirada por imagens e histórias contadas durante seu período de infância, Jhanaína Gomes remonta memórias de suas antepassadas alinhavando pontos de convergência entre sua própria história e a de suas matriarcas, tecendo uma correlação de tensão entre a presença masculina e o feminino ferido no percurso da vida dessas mulheres. Atuação: Jhanaína Gomes
18h15: Performances Kami** e Nada Mais me Deixará Calada
Sinopses:
Kami**: Traz à tona o corpo presente e potente da mulher. Construída a partir de técnicas utilizadas no Teatro Antropológico, das referências dos orixás Oxum e Iansã, e de elementos da natureza, mostra de forma muito simples, coesa e poética, que as mulheres querem liberdade. Atuação: Camila Mendes
Nada Mais me Deixará Calada: Durante sua jornada, enfrentando o processo de aceitação, a mulher negra se depara sempre com a solidão. Entretanto, em um momento crucial, ela acaba descobrindo que toda sua essência foi posta em segundo plano, e depois de ser enganada, maquiada e sexualizada, ela se rebela, mostrando que não irá aguentar mais nada e nem ficará mais calada. Atuação: Yasmmyn Nejaim
19h: Histórias Bordadas em Mim
Sinopse: Uma atriz, um baú, uma borboleta e uma conversa…é assim que se inicia Histórias Bordadas em Mim. Um convite para um chá, acompanhado de tareco e pão doce, e assim vão se alinhavando as histórias reais, vividas pela atriz em diversos momentos de sua vida. Atuação: Agrinez Melo
20h: Roda de Diálogo com as performers

28 de julho (domingo)
18h: Ombela
Sinopse: Ombela é uma palavra africana na língua Umbundo angolana, que em português significa “chuva”. É através da sacralidade da água que o espetáculo se desvela ao público; do elemento físico, Ombela se transforma em duas entidades que ganham corpo e voz. Atuação: Agrinez Melo e Naná Sodré.
19h10: Roda de Diálogo com as performers e encerramento da mostra

Ingressos: R$15,00 + 1kg de alimento não perecível ou R$20,00, sem o alimento.

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Agenda 3ª semana de DEZEMBRO

O ECO DO SILÊNCIO E CONVERSA COM EUGENIO BARBA

Eugenio Barba e Julia Foto:

Eugenio Barba e Julia Varley, do Odin Teatret. Foto: Marcelo Dischinger / Divulgação

Com Júlia Varley, do Odin Teatret, O eco do silêncio é uma demonstração de trabalho que descreve as vicissitudes da voz de uma atriz e os estratagemas que ela cria para ‘interpretar’ um texto.
A voz da atriz e o texto apresentado aos espectadores compõem a música de um espetáculo. No teatro, que aparentemente é livre dos códigos que conhecemos na música, a atriz precisa criar um labirinto de regras, referências e resistências para seguir ou não, de modo a atingir uma expressão pessoal e reconhecer sua própria voz.
O eco do silêncio toca em alguns momentos desse processo permitindo à percepção do espectador deslizar através da disciplina técnica revelando a pessoa por traz do ator e o silêncio por traz da voz. Trabalho integra programação do grupo pernambucano O Poste junto ao Odin Teatret  da Dinamarca. 
SERVIÇO
Quando: Dia 13 de dezembro de 2016 (terça-feira), às 16h
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho.
Quanto:R$ 30,00 (inteira) R$ 15,00 (meia)
Conversa com Eugenio Barba sobre o tema Antropologia Teatral, o que é?
Quando: Dia 13 de dezembro de 2016 (terça-feira), às 17h
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho.

 A RECEITA 

Naná Sodré em A Receita. Foto: Thais Lima /Divulgação

Naná Sodré em A Receita. Foto: Thais Lima /Divulgação

A receita foi gestada na VI Masters-in-Residence com Eugenio Barba e Julia Varley -Edição Comemorativa – O Diálogo das Técnicas 2013, em Brasília. A atriz pernambucana Naná Sodré exibiu o embrião do espetáculo numa cena de cinco minutos. Nessa apresentação a interprete terá na plateia os mentores do Teatro Antropológico – Barba e Julia.
Na peça, Naná compõe uma mulher comum transforma em alimentos suas ilusões. Entre rezas, e cânticos tempera os alimentos com sal, alho, coentro e cebolinha enquanto prepara sua libertação. A dramaturgia e direção são de Samuel Santos. Espetáculo integra programação do grupo pernambucano O Poste junto ao Odin Teatret  da Dinamarca. 
SERVIÇO
Quando: Dia 12 de dezembro de 2016 (segunda-feira), às 20h
Onde: Espaço O Poste Soluções Luminosas
Quanto: R$ 30,00 (inteira) R$ 15,00 (meia);
Ficha técnica
Direção, autoria, adereços, sonoplastia e iluminação: Samuel Santos
Atuação, figurino e maquiagem:
Naná Sodré
Técnica em rolamento:
Mestre Sifu Manoel

OMBELA

Naná Sodré e Agrinês Melo. Foto: Lucas Emanuel/Divulgação

Naná Sodré e Agrinês Melo. Foto: Lucas Emanuel/Divulgação

Inspirada no poema épico Ombela (chuva em português), do escritor africano Manuel Rui, a peça transforma as atrizes Agrinez Melo e Naná Sodré em duas gotas de chuva que se transformam em entidades. A direção é de Samuel Santos e realização do grupo O Poste Soluções Luminosas. Espetáculo integra programação do grupo pernambucano O Poste junto ao Odin Teatret  da Dinamarca. 
Quando: Dia 13 e dezembro, terça-feira, às 20h.
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista).
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia).
Informações: 99594-0626.

AVE MARIA

avemaria

A atriz Julia Varley. Foto: /Rina Skeel / Divulgação

A atriz inglesa Julia Varley, mulher do diretor teatral Eugenio Barba, do grupo de teatro Odin Teatret da Dinamarca, evoca o encontro e a amizade com a atriz chilena María Cánepa no espetáculo Ave Maria. Na peça é a Morte que celebra a fantasia criativa e a devoção de María, que soube deixar um rastro após sua partida. A morte aparece como um personagem que narra a vida e suas transformações. Espetáculo integra programação do grupo pernambucano O Poste junto ao Odin Teatret  da Dinamarca. 
SERVIÇO 
Quando: Dia 14 de dezembro de 2016 (quarta-feira), às 20h
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho.
Ficha técnica
Atriz: Julia Varley
Direção: Eugenio Barba
Assistente de Direção: Pierangelo Pompa
Texto: Improvisações e citações de Gonzalo Rojas e Pablo Neruda

RETOMADA

Grupo Totem em Retomada. Foto Fernando Figueredo

Grupo Totem em Retomada. Foto Fernando Figuerôa

A performance Retomada leva para a cena as vozes que ecoam sobre a terra arrasada. Da persistência dessas vozes, o Grupo Totem corporifica a sacralidade das terras indígenas. O espaço sagrado pelo qual esses povos lutam é a inspiração desse trabalho, uma ode à mãe geradora e mantenedora de tudo. O Totem manifesta sua identificação com o sentimento de resistência dos povos primordiais. Para erguer o espetáculo, a trupe realizou pesquisa em aldeias localizadas em Pernambuco entre as etnias Xucuru, Pankararu e Kapinawá, dentro do projeto Rito Ancestral, Corpo Contemporâneo.
SERVIÇO
Retomada, com o Grupo Totem
Quando: 12 de dezembro de 2016, segunda-feira, 20h
Onde: Escola Municipal de Arte João Pernambuco/PCR (Av. Barão de Muribeca, 216 – Várzea – Recife – fone: 3355-4092 / 93 / 94)
Quanto: Grátis.
FICHA TÉCNICA
Encenação: Fred Nascimento
Atrizes-performers: Gabi Cabral, Gabriela Holanda, Inaê Veríssimo, Juliana Nardin, Lau Veríssimo e Taína Veríssimo
Música original: Cauê Nascimento, Fred Nascimento e Gustavo Vilar
Direção de palco: Tatiana Pedrosa
Cenografia: grupo Totem
Figurino: grupo Totem
Maquiagem: grupo Totem
Designer de luz:Natalie Revorêdo
Vj: bio Quirino
Pintura corporal: Airton Cardin
Assistente técnico: Ronaldo Pereira
Fotografia: Fernando Figueirôa
Designer gráfico: Iara Sales
Preparador vocal: Conrado Falbo

KATASTROPHÈ

DIG se apresenta no projeto Dança de Algibeira. Foto: Aline Rodrigues / Divulgação

DIG se apresenta no projeto Dança de Algibeira. Foto: Aline Rodrigues / Divulgação

Katastrophè, com a Companhia de Teatro e Dança Pós-Contemporânea d’Improvizzo Gang, conhecida por DIG, dentro do projeto Dança de Algibeira da Compassos Cia de Dança. Baseado livremente no texto de Samuel Beckett, o espetáculo fala sobre a relação de poder, preconceito e intolerância, e aproveita na dramaturgia das experiências dos integrantes do grupo em situações de opressões – como oprimidos ou opressores. Pollyana Monteiro assina a coreografia e direção geral. Nos dias 12 e 13 de dezembro, às 19h. No 13 de dezembro é oferecido Chá com arte e conversa, com o grupo DIG, às 20h
A entrada é gratuita.
Serviço
Katastrophè, com a Companhia de Teatro e Dança Pós-Contemporânea d’Improvizzo Gang, dentro do projeto Dança de Algibeira
Onde: Espaço Compassos (Rua da Moeda, 93, Bairro do Recife)
Quando: Segunda (12/12) e terça (13/12) às 19h
Gratuito
Ficha técnica
Espetáculo Katastrophè
Texto: Samuel Beckett
Tradução: Paulo Michelotto
Dançarinos- intérpretes- criadores: Bob Silveira, Edcarlos Rodrigues, Gardênia Coleto, Higor Tenório, Lili Guedes, Paulo Michelotto, Pollyanna Monteiro e Will Siquenas.
Iluminação: Cleison Ramos
Figurino e trilha musical: Pollyanna Monteiro
Sonoplastia: Cynthya Dias
Cenário, pesquisa e direção: Paulo Michelotto
Adaptação, coreografia e direção geral: Pollyanna Monteiro
Créditos de fotografias: Toni Rodrigues
Classificação: 16 anos
Duração: 40′
Realização: Cia. De Teatro e Dança Pós- Contemporânea d’Improvizzo Gang

TIJOLOS DE ESQUECIMENTO

Acupe Grupo de Dança. Foto: Rogerio Alves / Sobrado 423

Acupe Grupo de Dança. Foto: Rogerio Alves / Sobrado 423

Espetáculo faz uma imersão no imaginário urbano, a partir da obra do escritor italiano Ítalo Calvino, onde a cidade deixa de ser um conceito geográfico para se tornar o símbolo complexo e inesgotável da existência humana. Tijolos de Esquecimento busca mostrar os diversos focos da cidade: da que sufoca, a que dá liberdade, a da memória, a do afeto e do abandono, da transgressão e das contradições, das disputas. Reinventada pelo olhar do humor e do amor de quem lhe dá forma.
Quando: 2 a 17 de dezembro. Sextas e sábados, às 20h.
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (Rua da Aurora, 457, Boa Vista).
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia).
Informações: 3184-3057.
Classificação: 16 anos.
FICHA TÉCNICA
Direção: Paulo Henrique Ferreira
Coreografias: O grupo em processo colaborativo
Direção de Arte: Marcondes Lima
Dramaturgia e texto: Flávia Gomes
Intérpretes criadores: Anne Costa, Henrique Braz, Jadson Mendes, Silas Samarky e Valeria Barros.
VJ e criação de vídeos: Alberto Saulo
Sonoplastia: Rodrigo Porto Cavalcanti
Iluminação: Luciana Raposo

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