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A arte de ser estrangeiro

Pupik - Fuga em 2, dueto de Naomi Silman, do LUME Teatro e Yael Karavan, do Karavan Ensemble (Israel -Inglaterra). Foto: Arthur Amaral

Pupik – Fuga em 2, com Naomi Silman, do LUME e Yael Karavan, do Karavan Ensemble. Foto: Arthur Amaral

“Somos Estrangeiros Onde quer que estejamos” sentencia poeticamente Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa. E é desse território movediço de sentir-se alheio, do não pertencimento que trata o espetáculo Pupik – Fuga em 2, dueto de Naomi Silman, do LUME Teatro e Yael Karavan, do Karavan Ensemble (Israel -Inglaterra). A montagem participa do 26º Festival de Teatro do Agreste – FETEAG 2016 e faz apresentações neste dia 7 de outubro, às 20h, no Teatro Hermilo Borba Filho, no Recife e em Caruaru no dia 9 de outubro, também às 20h, no Teatro Rui Limeira Rosal – SESC Caruaru.

Pupik, que em hebraico significa umbigo leva à cena aspectos erráticos ancestrais e as histórias pessoais das duas intérpretes. Para divisar o mundo e o próprio umbigo, Naomi e Yael usam várias linguagens do teatro físico e visual, da dança e da arte do palhaço.  E perseguem vários fluxos, do cômico e do poético, de movimentos abstratos e imagens, improvisos e depoimentos.

Naomi nasceu na Inglaterra, morou em Israel e França e agora vive no Brasil. Já Yael nasceu em Israel, cresceu na França e Itália e hoje está radicada na Inglaterra. As duas se conheceram há 20 anos, quando estudavam na École Philippe Gaulier, na França.  Depois, cada uma seguiu seu rumo. Mesmo de longe, os laços foram mantidos e alimentados na base do afeto.

FICHA TÉCNICA
Concepção, atuação e roteiro: Naomi Silman e Yael Karavan
Assessoria artística: Ricardo Puccetti
Trilha sonora: Greg Slivar
Figurinos: Sandra Pestana
Desenho de luz e coordenação técnica: Francisco Barganian
Design gráfico e fotografia: Arthur Amaral
Registro audiovisual: Alessandro Poeta Soave
Assessoria de comunicação: Marina Franco
Direção de produção: Cynthia Margareth
Realização: Lume Teatro e Karavan Ensemble

SERVIÇO
RECIFE
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho –
Quando:: 7 de outubro, 20h
Quanto: Grátis (retirada do ingresso uma hora antes no próprio teatro)
Duração: 80 minutos
Indicação etária: 14 anos

CARUARU
Onde: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC
Quando: 9 de outubro, 20 h
Quanto: Grátis (retirada do ingresso uma hora antes no próprio teatro)
Duração: 80 minutos

Indicação etária: 14 anos

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Uma voz contra a misoginia

Christiane Tricerri faz duas apresentações gratuitas no Festival de Teatro do Agreste – FETEAG. Foto: Gal Oppido

Christiane Tricerri faz duas apresentações gratuitas no Festival de Teatro do Agreste – FETEAG. Fotos: Gal Oppido

Provocação para pensar sobre a contemporaneidade

Provocação para pensar sobre a contemporaneidade

Um grito contra a violência

Um grito contra a violência

Apesar de que tudo que já foi feito pela liberdade feminina, com a atuação de feministas e o sacrifício de militantes, parece (e espero que esteja enganada) que a história em muitos lugares está dando uma marcha ré em muitas conquistas. A violência é uma ameaça real ao direito de ir e vir das mulheres. O pensamento arcaico, conservador e sufocante ganha terreno no Brasil e em outras partes do mundo. Nesses momentos, encenar um texto que discute o lugar do feminino na sociedade, que combate o machismo com a força da palavra é muito oportuno. Contra a misoginia uma voz que não se dobra. A atriz Christiane Tricerri encena nesta quinta-feira (6), no Teatro Santa Isabel, e sexta-feira (7), no Rui Limeira Rosal, em Caruaru, o espetáculo A Merda (La Merda)com texto do italiano Christian Ceresoli. A peça integra a programação do 26º Festival de Teatro do Agreste – Feteag, que neste ano ocorre no Recife e em Caruaru.

No centro do palco, sozinha e nua sob os holofotes do teatro e munida de um microfone, a atriz desfia freneticamente a trajetória de uma mulher fora das normas dominantes. E chega para provocar. Ativar pontos adormecidos, sacolejar ideias preconcebidas, numa concepção quase musical.

A montagem A Merda (La Merda) faz uma crítica à ditadura da beleza a partir de uma personagem que faz de tudo para se tornar uma celebridade. E também rechaça a violência contra as mulheres e o machismo.

A atriz da peça Christiane Tricerri atua no Teatro do Ornitorrinco há três décadas, ao lado de Cacá Rosset. Na montagem de Sonho de Uma Noite de Verão, – que estreou em Nova York, no New York Shakespeare Festival, no Central Park, em 1991 – apareceu nua no papel do Titânia, a rainha das fadas e causou frisson entre os norte-americanos. Atualmente a nudez no palco é algo bastante comum no teatro contemporâneo, mas ainda chama atenção dos conservadores para esse detalhe. A atriz participou recentemente do filme Sangue Azul (2014) do pernambucano Lírio Ferreira.

A entrada para assistir ao espetáculo A Merda (La merda) é grátis, com retirada de senhas uma hora antes na bilheteria do teatro.

Serviço
Espetáculo A Merda (La Merda)
Onde: Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Santo Antônio) RECIFE
Quando: Nesta quinta-feira (6), às 20h
Quanto: Gratuito
Informações: (81) 3355-3323

Onde: Teatro Rui Limeira Rosal (Sesc Caruaru) CARUARU
Quando: Nesta Sexta-feira (7), às 20h
Quanto: Gratuito

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Sensualidade e fé em peça de Vitória

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Ator Raphael Gustavo estreia solo na sede da Fiandeiros. Foto: Lucivânio Moura

O solo A Última Cólera no Corpo de Meu Negro, com interpretação e dramaturgia de Raphael Gustavo, investiga o racismo, a sexualidade, a cultura e a fé. O espectro é amplo. Mas para trabalhar todas essas questões o atuador nos conduz a uma senzala, onde encontramos Bastião trancado com outro ser humano escravizado (presente de seu pai). Em meio a um jogo de humilhações e luta algo estranho é construído. O personagem relembra desse passado em que ódio e amor se enroscam num território onde religiosidade e sensualidade duelam. Há segredos que precisam ser liberados para libertação dos sentimentos que enclausuram.

A história ocorreu no século passado e atravessa o tempo para revelar os fios que ainda ligam os mesmos conflitos. “Eles pensavam que estavam sozinhos naquela senzala. Mas os orixás e os deuses não dormem. Exu não dorme. Estavam o tempo todo ali, dançando e girando naquele lugar, enquanto os observavam. Dois falos, dois meninos, dois homens e o desespero. Um tinha cal no couro, o outro tinha café. Um falava a língua dos bichos, o outro se desfazia de sua fé”.

A Última Cólera no Corpo de Meu Negro, da Cia. Experimental de Teatro de Vitória – PE, faz sua estreia nesta quarta-feira, às 19h, no Espaço Fiandeiros, dentro da programação do
Outubro ou Nada – 1º festival de Teatro Alternativo do Recife. Volta a se apresentar no 21 de Outubro, às 19h no Espaço O POSTE.

A Cia. Experimental de Teatro desenvolve os seus trabalhos há 14 anos. Fundada pelo ator e diretor, César Leão, atualmente é formada por Arlan Brum, Bianca Lira, Cecília Lopes, César Leão, Fabiano Falcão e Raphael Gustavo. Eles mantêm a Cia sem qualquer ajuda governamental.

Ficha técnica
Texto: Raphael Gustavo
Direção: César Leão
Preparação Corporal: Cleiton Santiago
Preparação De Ator: O Poste- Soluções Luminosas (Samuel Santos, Naná Sodré)
Sonoplastia: Fabiano Falcão
Cartazes: Ian de Andrade
Fotos: Lucivânio Moura

SERVIÇO
A Última Cólera no Corpo de Meu Negro, com a Cia Experimental de Teatro
Dia 5 de Outubro, às 19h, na FIANDEIROS, Matriz da Boa Vista, 46;
Dia 21 de Outubro, às 19h no Espaço O POSTE, Rua da Aurora, 529
Quanto: R$ 20 e R$ 10

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Jaboatão entra na onda da dança

Tijolos de esquecimento. Foto: Rogério Alves

Tijolos de esquecimento. Foto: Rogério Alves

O Festival na Onda da Dança em Jaboatão junta espetáculos de temática feminina e montagens que viajam nas fronteiras artísticas, além das ações formativas. A programação gratuita começa nesta terça-feira (4) e vai até o dia 9 no Sesc Piedade e homenageia o coreografo e bailarino Paulo Henrique Ferreira. A montagem Tijolos do Esquecimento, da Acupe Grupo de Dança abre o evento, às 19h30, no Teatro Samuel Campelo. Inspirada no livro A Cidade Invisível, de Italo Calvino, a peça coreográfica investiga o lugar que cabe ao indivíduo no imaginário urbano. A direção é de Paulo Henrique Ferreira e a dramaturgia assinada por Flávia Gomes.

Cárcere, do Grupo Corpore de Dança, do Sesc Piedade, agendado para quarta-feira (5),leva para cena fatos políticos no Brasil, desde a ditatura militar até os dias de hoje. O processo de criação começou em 2014, marco dos 50 anos do golpe. A montagem dirigida por Ivana Motta mostra a falta de liberdade e a repressão, através dos movimentos das bailarinas Débora Freitas, Graci Costa, Ildete Mendonça, Luara Mendonça, Milla Flor e Vitória Mendes.

Cara de mãe trata da abrangência do universo feminino com ênfase na maternidade e suas inquietudes. O espetáculo de dança contemporânea vai ser apresentado no dia 6. A direção é de Luciana Lyra e no elenco estão as bailarinas Luiza Bione, Íris Campos e Janaína Gomes, do Coletivo Cênico Tenda Vermelha.

No dia 7, o Locomotivo Corredor, do Sesc Arcoverde, sobe ao palco com o espetáculo Carne Viva, questionando a cultura da opressão e da violência contra o gênero feminino. O festival também abriga as encenações Três Mulheres e um Bordado de Sol” (8) e Segunda Pele (9). A entrada é gratuita e os ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência. Os espetáculos podem ser conferidos às 19h30, exceto no último dia, que começa às 18h.

Formação – Entre os dias 5 e 8 de outubro, Raimundo Branco, da Compassos Cia de Dança, ministra a oficina sobre Os processos de Composição e Criação em Dança, das 9h às 12h. No dia 6, será realizado o debate Construindo Pontes – diálogo sobre processos de criação em dança. O encontro contará com a participação de Silvia Góes, Marcelo Sena, Ivana Motta, Almir Martins, Paulo Henrique, Raimundo Branco, Adriana Dantas e Márcia Lima e mediação de Valéria Barros. Ainda neste dia, tem início a conversa de Técnicas em Diálogos, que pretende refletir sobre diferentes caminhos para a construção do corpo expressivo, por meio de vivências que permitem a consciência do potencial físico, energético e sensorial. A primeira é a de Yoga, com Adriana Dantas. No dia 7, tem a de Pilates, e no dia 8, a de Biodança com Márcia Lima. Para participar, os interessados devem enviar os dados pessoais, a atividade de interesse e uma carta de intenção para o e-mail culturasescpiedade@gmail.com.

Homenageado – Paulo Henrique Ferreira é professor de dança, bailarino, coreógrafo, preparador corporal e diretor de movimentos, graduado em Artes Cênicas pela UFPE. Pós-graduado em Ensino de História das Artes e Religiões pela UFRPE e em Sistema Laban/Bartenieff pela FAV (Faculdade Angel Vianna). Fundou em 2007, o Acupe Grupo de Dança, importante grupo da cidade que realiza projetos integrando dança e educação, tais como: Curso Acupe Formação do Intérprete-pesquisador e o Seminário Nacional de Dança e Educação de PE.

SERVIÇO
Festival na Onda da Dança
Quando: de 4 e 9 de outubro, às 19h30, no último dia às 18h
Onde: Teatro Samuel Campelo, Sesc Piedade
Quanto: gratuito

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Feteag com peças gratuitas no Recife e Caruaru

A merda foto Gal Oppido

A Merda (La Merda), com Christiane Tricerri. Foto: Gal Oppido

Aquela que é considerada “feia” por um certo padrão vigente expõe sua revolta em forma de confidência pública no espetáculo A Merda (La Merda), com Christiane Tricerri, que dirigiu e protagoniza o solo. A peça é apresentada no dia 6 de outubro no Teatro de Santa Isabel, na abertura do braço recifense da programação da 26ª edição do Festival de Teatro do Agreste – FETEAG 2016. Essa fêmea do monólogo, escrito pelo italiano Cristian Ceresoli, busca um lugar no mundo machista em que vivemos. Como uma musicista, a intérprete toca uma nota poética, para falar desse nosso tempo com seus horrores e misérias.

As ações artísticas do Feteag  começam nesta sexta-feira (30 de setembro). Em Caruaru, a performer Flávia Pinheiro, do argentino Colectivo Mazdita, apresenta o trabalho  Contato Sonoro. Nele, a artista experimenta a produção de ruído em qualquer superfície e explora o corpo humano como circuito de som.

Land foto Divulgação

Land um ensaio poético sobre o tecido da cidade. Foto Divulgação

No Recife, o ator, performer e músico português Bruno Humberto expõe LAND – Instalação Coreográfica no tecido urbano da cidade, para uma audiência em movimento, no Pátio de São Pedro, às 16h. A apresentação é resultado da oficina Land, desenvolvida durante esta semana no Teatro Hermilo Borba Filho. São coreografias efêmeras e instalação criadas num diálogo entre indivíduos e a paisagem urbana, arquitetônica e cultural da cidade. Serão mostradas micronarrativas criadas a partir da oficina.

Land é um projeto já passou por Gateshead-Newcastle (Inglaterra), San Jose (Costa Rica) e Porto (Portugal) e que fez brotar poéticas diferentes em cada centro urbano. A oficina também será ministrada de 3 a 7 de outubro, em Caruaru.

O programa comemora 35 anos de existência e resistência e tem toda sua programação gratuita. São 12 espetáculos profissionais, quatro peças estudantis e uma roda de diálogo dos alunos com especialistas. Ao todo somam 21 sessões em Caruaru e mais quatro no Recife. Essa temporada festeja os 54 anos de fundação do TEA (Teatro Experimental de Arte), coordenado por Argemiro Pascoal (falecido) e Arary Marrocos, pais de Fábio Pascoal, diretor do Feteag. Este ano, o Feteag conta com incentivo do Fundo de Incentivo à Cultura – Funcultura.

Com o tema Corpos Fluidos – Liminaridade entre Teatro, Dança e Performance, o festival procura aprofundar o olhar e proporcionar espaços de discussão sobre os limites, muitas vezes tênues, na nossa contemporaneidade.  Há algo desse mote que reverbera nos espetáculos do festival.

Espetáulo O filho, do Tetro da Vertigem, tem oito sessões em Caruaru. Foto: Flavio Morbach Portella

Espetáulo O filho, do Teatro da Vertigem, tem oito sessões em Caruaru. Foto: Flavio Morbach Portella

A principal atração deste ano é o Teatro da Vertigem, que chega a Caruaru com Kafka na Estrada – um projeto de viagem, que inclui oito sessões da peça O Filho, mostra de filmes, roda de conversa com os diretores da companhia e Laboratório Cênico com a diretora Lili Monteiro, que vai escolher cinco pessoas para participarem do coro da peça.  A fragilidade das relações familiares na contemporaneidade é explorada na montagem dirigida por Eliana Monteiro e inspirada em Carta ao Pai, de Franz Kafka (1883-1924), escrita em 1919, destinada a seu pai e nunca enviada.

No fundo e na superfície, a peça investiga o que é ser um homem nos dias que correm, a partir dos embates apresentados, o corrosivo acúmulo de raiva e frustração, e do revezamento no papel de pai.

A utilização de locações inusitadas, como presídios, igrejas, hospitais, rios ou andaimes é um das marcas do Teatro da Vertigem, que desta vez transforma o Espaço Cultural Tancredo Neves em um brechó de móveis usados. O cenário de Marisa Bentivegna arma um clima sombrio, com dezenas de objetos domésticos empilhados caoticamente. O texto é de Alexandre Del Farra, com dramaturgia de Antônio Duran. No elenco estão  Edison Simão, Mawusi Tulani, Paula Klein, Rafael de Bona e Sergio Pardal.

Além de A Merda (La Merda), o roteiro do festival no Recife inclui  Pupik: Fuga em 2, do Lume Teatro e Karavan Ensemble no dia 7; Conversas Com Meu Pai, com Janaina Leite, no dia 8 e A Morte da Audiência (A Morte do Público), no dia 9. Essas três últimas com apresentações no Teatro Hermilo Borba Filho.

Pupik – Fuga em 2 cavouca os sentidos da condição de estrangeira nesse dueto cênico de Naomi Silman, do Lume Teatro, e da israelense Yael Karavan.  Em hebraico, Pupik significa umbigo. Naomi nasceu na Inglaterra, morou em Israel e França e agora vive no Brasil. Yael nasceu em Israel, cresceu na França e Itália e hoje está radicada na Inglaterra. Usando a bagagem de mais de 20 anos de pesquisas em teatro físico e visual, dança e palhaço, as atrizes se espraiam nas múltiplas linguagens e deslizam por cenas cômicas, poéticas, de movimentos abstratos e imagens, improvisos e depoimentos.

Desdobramento da pesquisa sobre teatro documentário, que a atriz Janaina Leite (do paulista grupo XIX de Teatro) desenvolve desde 2008, Conversas Com Meu Pai passa pelos nervos, ossos e emoções da intérprete. Os bilhetes escritos por seu pai Alair, que sofreu uma traqueostomia, foram a base da dramaturgia de Janaina em parceria com o dramaturgo Alexandre Dal Farra.

O público não vai ficar indiferente ao espetáculo A Morte da Audiência, do português Bruno Humberto. O artista  provoca a plateia a participar da ação, com orientações e detonadores de situações.

Alexandre Guimaraes em O acougueiro. Foto: B. Emanuel

Alexandre Guimaraes em O açougueiro. Foto: B. Emanuel

Com boa receptividade na circulação que vem realizando pelos festivais no Brasil, o pernambucano Alexandre Guimarães apresenta O Açougueiro. Na peça o ator se multiplica em sete personagens para narrar, entre aboios e toadas de vaqueiros, uma história de paixão e intolerância.

O caruaruense Severino Florêncio leva seu personagem Antônio a resgatar parte de sua infância para tentar encher de vida o seu coração no espetáculo A visita, que tem texto de Moncho Rodiguez.

O valor da amizade e as aventuras que ficam impregnadas na alma com a alegria desse encontro estão na essência do espetáculo infantil Vento forte para Água e Sabão, da companhia Fiandeiros, que faz sessão em Caruaru. A partir das aventuras entre uma Rajada de Vento e uma Bolha de Sabão, o público é convidado a pensar sobre o vasto território dos afetos.

O Grupo Magiluth apresenta sua oitava montagem, O Ano em que Sonhamos Perigosamente, baseada no livro homônimo, do esloveno Slavoj Zizek e inquietações filosóficas do cotidiano.

Quatro espetáculos compõem a Mostra Estudantil, em Caruaru: Quem Roubou o Branco do Mundo?, do Grupo de Teatro Exato – Exato Colégio e Curso; Era Uma Vez no Fundo do Mar…, da Garagem Cia de teatro – Espaço Criança Esperança de Jaboatão; Zapt e Zupt – Traques e Truques Para Manter O Verde Vivo, do- Grupo Jesuína de Teatro – Escola Jesuína Pereira Rego e É Verdade, É Mentira, do Cacos Grupos de Teatro. E, no dia 15 de outubro, o dramaturgo e diretor  Luiz Felipe Botelho e o gestor Jorge Clésio traçam os Diálogos Sobre A Produção Estudantil , das 9 às 12h,  com participantes da Mostra Estudantil.

O 26º FETEAG homenageia Zácaras Garcia e Edson Tavares. Zácaras foi presidente da FETEAPE – Federação de Teatro de Pernambuco de 1998 a janeiro de 2003, diretor teatral e atuou como assistente de produção durante quinze edições do FETEAG. E Edson, professor de Literatura da Universidade Estadual da Paraíba, em Campina Grande, foi coordenador do festival durante 10 anos.

PROGRAMAÇÃO

ESPETÁCULOS – MOSTRA PROFISSIONAL
DIA: 30 DE SETEMBRO
CONTATO SONORO – Colectivo Mazdita/ARG
15h
Local: Marco Zero/Praça da Conceição – CARUARU

DIA: 1º DE OUTUBRO
CONTATO SONORO – Colectivo Mazdita/ARG
às 7h
Local: Portal da Feira – CARUARU
CONTATO SONORO – Colectivo Mazdita/ARG
às 10 horas
Local: Feira de Artesanato CARUARU

DIA: 6 DE OUTUBRO
A MERDA (La Merda) – Christiane Tricerri/SP
20h
Local: Teatro de Santa Isabel – RECIFE

DIA: 7 DE OUTUBRO
LAND – Instalação Coreográfica no tecido urbano da cidade, para uma audiência em movimento – Bruno Humberto/PORTUGAL
Local: Marco Zero/Praça da Conceição CARUARU
16h

A MERDA (La Merda) – Christiane Tricerri/SP
20h
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC CARUARU

PUPIK: FUGA EM 2 – Lume Teatro/SP e Karavan Ensemble/ING
20H
Local: Teatro Hermilo Borba Filho RECIFE
Classificação etária: 16 anos

DIA: 8 DE OUTUBRO
CONVERSAS COM MEU PAI – Janaina Leite/SP
20H
Local: Teatro Hermilo Borba Filho – RECIFE
Classificação etária: 16 anos

A MORTE DA AUDIÊNCIA (A MORTE DO PÚBLICO) – Bruno Humberto/POR
20H
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC CARUARU
Classificação etária: 16 anos

DIA: 9 DE OUTUBRO
A MORTE DA AUDIÊNCIA (A MORTE DO PÚBLICO) – Bruno Humberto/POR
20H
Local: Teatro Hermilo Borba Filho – RECIFE
Classificação etária: 16 anos

PUPIK: FUGA EM 2 – Lume Teatro/SP e Karavan Ensemble/ING
20H
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC CARUARU
Classificação etária: 16 anos

DIA: 10 DE OUTUBRO
CONVERSAS COM MEU PAI – Janaina Leite/SP
20H
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC CARUARU
Classificação etária: 16 anos

DIA: 11 DE OUTUBRO
A VISITA – Grupo Arte em Cena/PE
20H
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC CARUARU
Classificação etária: 16 anos

O FILHO – TEATRO DA VERTIGEM
20h
Local: Espaço Cultural Tancredo Neves. CARUARU

DIA: 12 DE OUTUBRO
VENTO FORTE PARA ÁGUA E SABÃO – Grupo de Teatro Fiandeiros
16h
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC CARUARU
Classificação etária: Livre

DIAFRAGMA: Ensaio sobre a impermanência – Colectivo Mazdita/ARG
ÀS 20H
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC Caruaru
Classificação etária: Livre

O FILHO – TEATRO DA VERTIGEM
20h
Local: Espaço Cultural Tancredo Neves. CARUARU

DIA: 13 DE OUTUBRO
O ANO EM QUE SONHAMOS PERIGOSAMENTE – Grupo Magiluth/PE
ÀS 20H
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC CARUARU
Classificação etária: 18 anos

O FILHO – TEATRO DA VERTIGEM
20h
Local: Espaço Cultural Tancredo Neves. CARUARU CARUARU

DIA: 14 DE OUTUBRO
O AÇOUGUEIRO – Alexandre Guimarães/PE
ÀS 20H
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC CARUARU
Classificação etária: 18 anos

O FILHO – TEATRO DA VERTIGEM
20h
Local: Espaço Cultural Tancredo Neves. CARUARU

DIA: 15 DE OUTUBRO
O FILHO – TEATRO DA VERTIGEM
17h30 e 20h30
Local: Espaço Cultural Tancredo Neves. CARUARU

DIA: 16 DE OUTUBRO
O FILHO – TEATRO DA VERTIGEM
17h30 e 20h30
Local: Espaço Cultural Tancredo Neves. CARUARU

ESPETÁCULOS – MOSTRA ESTUDANTIL – CARUARU
DIA: 10 DE OUTUBRO
QUEM ROUBOU O BRANCO DO MUNDO? – Grupo de Teatro Exato – Exato Colégio e Curso – Caruaru/PE
10H
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC CARUARU
Classificação etária: Livre

DIA: 11 DE OUTUBRO
ERA UMA VEZ NO FUNDO DO MAR… – Garagem Cia de teatro – Espaço Criança Esperança de Jaboatão/PE
10H
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC Caruaru
Classificação etária: Livre

DIA: 13 DE OUTUBRO
ZAPT E ZUPT – TRAQUES E TRUQUES PARA MANTER O VERDE VIVO – Grupo Jesuína de Teatro – Escola Jesuína Pereira Rego – Caruaru/PE
ÀS 10H
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC CARUARU
Classificação etária: Livre

DIA: 14 DE OUTUBRO
É VERDADE, É MENTIRA – Cacos Grupos de Teatro
ÀS 10H
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC CARUARU
Classificação etária: Livre

DIA: 15 DE OUTUBRO

DIÁLOGOS SOBRE A PRODUÇÃO ESTUDANTIL – Luiz Felipe Botelho/Jorge Clésio
DAS 9 às 12h
Local: Teatro Lício Neves/Caruaru
Público Alvo: Participantes da Mostra Estudantil e interessados em geral

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