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Do lixo à magia com a Caravana Tapioca

Caravana Tapioca estreia novo espetáculo. Foto: Renata Pires

Dupla Anderson Machado e Giulia Cooper estreia novo espetáculo. Foto: Renata Pires

O público recifense já conhece a alegria e inventividade da Caravana Tapioca, trupe formada pela dupla de atores, circenses e músicos, Giulia Cooper e Anderson Machado, paulistanos radicados na capital pernambucana há cinco anos. Nesta sexta-feira o dueto estreia o espetáculo Flor do Lixo, a partir das 19h, na área externa do Parque Dona Lindu (Boa Viagem).

Essa montagem direciona suas preocupações com o destino do lixo e a riqueza que é possível tirar do material reciclado.

Dois artistas e amigos descobrem o Beco da Ilusão e resolvem desenvolver seu trabalho no local. Uma série de contratempos os obriga a usar a imaginação e improvisar com coisas descartáveis para superar os problemas. Garrafas plásticas são usadas como malabares, bolas de papel e sacos de lixo se transformam em objetos animados.

Ilusionismo, malabarismo, música, humor e poesia são substâncias desse espetáculo sem palavras.

A Caravana Tapioca já montou Brincando no Picadeiro, Cavaco e Sua Pulga Adestrada e O Circo de Lampezão e Maria Botina. E também assinou a realização, em 2013, do I Festival de Circo a Céu Aberto, com nova edição programada ainda para este ano.

A montagem Flor do Lixo foi concebida desde 2013 e tem roteiro e direção de Anderson Machado e supervisão cênica de Marcelo Oliveira. “Queremos tratar desses seres invisíveis, garis, pedintes, moradores de rua, etc., e propondo também uma reflexão sobre o consumo desenfreado que nos faz gerar tanto lixo. Outro ponto importante é a necessidade de valorizarmos mais os espaços que temos na nossa cidade, lugares esquecidos que podem, sim, ganhar outra utilidade, outra vida”, explica Giulia Cooper.

flor do lixo com a caravana tapioca foto renata pires
AGENDA DE APRESENTAÇÕES GRATUITAS NO RECIFE E OLINDA
Dia 15/05 – Parque Dona Lindu, 19h
Dia 16/05 – Parque 13 de Maio, 16h30
Dia 17/05 – Praça do Arsenal da Marinha, 16h
Dia 18/05 (segunda-feira) – Ilha de Deus, no Centro Educacional Saber Viver, 17h
Dia 20/05 (quarta-feira) – Escola Governador Barbosa Lima, 9h
Dia 21/05 (quinta-feira) – Escola Vidal de Negreiros, 10h30
Dia 21/05 (quinta-feira) – Comunidade de Santo Amaro, no Largo do Albuquerque, ONG Pé no Chão, 17h30
Dia 22/05 (sexta-feira) – Rua da Alfândega, 21h
Dia 23/05 (sábado)- Praça de Boa Viagem, 17h e 20h
Dia 24/05 (domingo) – Parque da Jaqueira, 10h
Dia 24/05 (domingo) – Alto da Sé/Olinda, 16h30
Classificação indicativa: livre para todas as idades e públicos.

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Nova temporada de Breguetu

Grupo Experimental. Fotos: Camila Sergio

Encenação do Grupo Experimental, com direção de Mônica Lira. Fotos: Camila Sergio

Brega é um estado de espírito. De festa e de vida. Alguém duvida? O Grupo Experimental dança essa celebração no espetáculo Breguetu. A montagem estica a temporada por mais três fins de semana, no Espaço Experimental, no bairro do Recife, às sextas e sábados, às 20h, de 1º a 16 de maio.

Sabemos que a palavra brega carrega significados, história, classe social e rótulos de exclusão. Pode ser apontada como algo cafona, feio. Na moda pode ser o exagerado. Na música, a melodia simples, de fácil apelo popular, que traga um conteúdo de “sofrencia” em suas letras. Pode ser um pensamento menos elaborado. Dizem que até o amor é brega.

A bailarina e coreógrafa Mônica Lira captou que todos somos bregas em alguma coisa na vida. E teceu sua narrativa de dança-teatro de forma intimista, com a leveza de quem se entrega à felicidade de rostinho colado, dos românticos populares que enchem os salões de baile. Mas inclui o pensamento crítico para encarar o gênero e sua relação com as classes sociais.

Breguetu começou com a pesquisa A dança no corpo desse lugar, quando o Experimental investigou os movimentos e as manifestações culturais do Recife. Desse trabalho, a equipe identificou o brega como um fenômeno que cresce atualmente, em festas de todas as facções. O espetáculo é resultado desse diagnóstico e das experiências individuais de cada bailarino.

A montagem estreou no 21º Janeiro de Grandes Espetáculos, e ganhou o prêmio de Melhor Espetáculo pelo júri técnico do festival.

Serviço
Espetáculo Breguetu
Quando: Sextas e sábados, sempre às 20h, de 1º a 16 de maio, ,
Onde: Espaço Experimental – Rua Tomazina, nº 199, 1º andar, Recife Antigo
Ingresso: R$ 20 e R$10 (meia), à venda no local, uma hora antes do espetáculo
Informações: (81) 3224-1482

Breguetu é resultado de pesquisa e experiência dos bailarinos

Breguetu é resultado de pesquisa e experiência dos bailarinos

Ficha Técnica
Concepção e Direção: Mônica Lira (Grupo Experimental)
Intérpretes Criadores: Lilli Rocha, Jorge Kildery, Jennyfer Caldas, Rafaella Trindade, Gardênia Coleto e Márcio Filho
Projeto de Iluminação: Beto Trindade
Produção musical: Marcelo Ferreira e João Paulo Oliveira
Design Gráfico: Carlos Moura
Produção: Emeline Soledade
Assessoria de Comunicação: Paula Caal
Figurino: Carol Monteiro
Concepção e produção de cabelo e maquiagem: Jennyfer Caldas
Cenotécnico: Eduardo Autran
Ator convidado: Vavá Schön-Paulino
Colaboração: Adelmo do Vale
Duração: 60’
Indicação: 16 anos

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Amebas, caracóis e outros corpos em trânsito

Por Daniele Avila Small – Revista Questão de Crítica
(www.questaodecritica.com.br)

Intercâmbio de grupos

Intercâmbio de grupos

No dia 3 de agosto, no Centro Cultural São Paulo, aconteceu o primeiro encontro de intercâmbio entre companhias da IX Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo. A conversa foi breve, tendo em vista o potencial de assuntos e curiosidades, bem como o número de participantes. Como o encontro aconteceu bem no começo da Mostra, apenas um ou outro grupo tinha apresentado seu trabalho. Assim, a tônica da conversa foi mais a de apresentação e apontamento de questões da formação de cada grupo do que a de uma troca artística sobre questões estéticas ou de pensamento sobre teatro. Participaram os integrantes dos seguintes grupos: Cia Experimentus Teatrais, de Itajaí, SC; GRRR (Grupo Risos, Raiva e Resistência) da França e da Argentina; Contralviento Teatro, do Equador; e Redimunho, da cidade de São Paulo.

Uma das questões que logo se fez presente – e que me chamou a atenção porque tem me interessado particularmente – é o que constitui um grupo na prática. Foi o comentário de Susana Lastreto, do grupo GRRR, que suscitou a questão: ela disse (não me lembro das palavras exatas) que o GRRR é um grupo mas também não é, pela natureza informal da sua constituição. Então me vem à mente que esta na verdade deve ser a condição da grande maioria dos grupos de teatro que não têm uma subvenção do estado ou patrocínio constante. Cada grupo tem a sua dinâmica de constituição, sua política interna e seu entendimento específico do que é ser um grupo. Aquela ideia de um único diretor com um grupo fixo e imutável de atores já me parece um pouco distante, quase velha – não apenas economicamente inviável, mas engessada do ponto de vista das possibilidades de trânsito entre competências técnicas.

No Rio de Janeiro, por exemplo, em que – fora raríssimas exceções – os agrupamentos só conseguem patrocínio para montagens de novos espetáculos e, mais recentemente e em muito menor medida, para uma breve circulação, a continuidade do trabalho é pautada por estas ocasiões em que é preciso muito jogo de cintura para conciliar agendas. Nos intervalos entre espetáculos patrocinados, a continuidade fica dissolvida, atravessada pelas demandas financeiras e por trabalhos pontuais em outros contextos. Nas outras capitais do Brasil, a situação não é diferente. É muito comum que o sustento dos integrantes venha de outras fontes que não o grupo. Com isso, quero dizer que não existe de fato um jeito certo de ser grupo, que ser grupo é justamente essa tentativa, sempre meio ameaçada, de costurar uma continuidade na marra, com seus buracos, perdas e desvios.

Patrício Vallejos, do Contalviento Teatro, em primeiro plano. Foto: Fernanda Pessoa

Patrício Vallejos, do Contalviento Teatro, em primeiro plano. Foto: Fernanda Pessoa

A definição de Patrício Vallejos, do Contalviento Teatro, ofereceu uma imagem que me parece bastante precisa: a ameba. Um grupo é uma ameba na medida em que tem um núcleo muito forte e uma forma maleável. A ameba, uma forma de vida pré-histórica, é capaz de se desenvolver em ambientes diversos. Ela se alimenta por um processo de fagocitose – uma imagem coerente com a nossa maneira de se apropriar de materiais para a criação e com a forma como um grupo às vezes “captura” um colaborador. Numa breve pesquisa no Google, descubro que a ameba tem um recurso muito parecido com o nosso: em ambientes inóspitos, ela se transforma num cisto e assim sobrevive até poder ser ameba novamente.

Outra associação possível seria com a condição do caracol, que carrega a casa nas costas, como os artistas que não conseguem ter sede própria – outro assunto levantado no debate e que, como apontado por Marcelo Bones, curador da Mostra, é um problema em evidência – ou que estão sempre migrando ou tentando migrar, para apresentar seus trabalhos pelo mundo (um desejo quase unânime).

A condição de estrangeiro e migrante também foi levantada e comentada. E pode ser pensada não apenas no seu sentido literal. A identidade, tema em questão na Mostra e que foi amplamente discutido no debate que se seguiu ao encontro, com ainda outros integrantes de outros grupos, foi colocada como uma identidade tensa: uma tensão a ser habitada.

* Esse texto faz parte da ação do DocumentaCena – Plataforma de Crítica formada por Daniele Avila Small (Questão de Crítica – Revista Eletrônica de Críticas e Estudos Teatrais), Ivana Moura (Satisfeita, Yolanda?), Luciana Eastwood Romagnolli (Horizonte da Cena), Maria Eugênia de Menezes (Teatrojornal – Leituras de Cena), Pollyanna Diniz (Satisfeita, Yolanda?), Soaraya Belusi (Horizonte da Cena) e Valmir Santos (Teatrojornal – Leituras de Cena), que acompanha a IX Mostra Latino-americana de Teatro de Grupo

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Programação para crianças no Marco Camarotti

Noite dos palhaços abriu Mostra Marco Camarotti. Foto: Renata Pires

Noite dos palhaços abriu Mostra Marco Camarotti. Foto: Renata Pires

Começou na última quinta-feira (20), com dois shows de variedades de palhaços, a Mostra Marco Camarotti de Teatro para a Infância e Juventude. Além de fazer um recorte da produção para a infância, a programação – que teve curadoria de Ailma Andrade e Rodrigo Cunha – resolveu abarcar várias montagens que trabalham com a linguagem do clown. Os Doutores da Alegria, por exemplo, voltam a apresentar Poemas esparadrápicos, a primeira montagem do seu repertório, de 2005, que não era vista no Recife desde 2009, e Palhaços em ConSerto. Tem ainda produções de grupos como a Cia 2 em Cena, Circo Godot e Animée.

Os ingressos para os espetáculos custam R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada). Escolas públicas podem fazer agendamento prévio pelo telefone (81) 3216-1728 e não pagam entrada.

Programação // Mostra Marco Camarotti de Teatro para a Infância e Juventude

22/03, às 16h
Poemas Esparadrápicos – Doutores da Alegria (PE)

Poemas esparadrápicos

Poemas esparadrápicos

O que você imagina de um encontro entre palhaços? Muito riso, alegria, gargalhada… e Música? Pois é, quando os palhaços dos Doutores da Alegria se reúnem para uma brincadeira chamada “Eu sou o poeta” muita música aparece… Poemas Esparadrápicos – o musical é um espetáculo para crianças estruturado a partir de um feliz encontro entre palhaços e músicos. Uma viagem pela delicadeza do cômico, inspirado nos micro-poemas para crianças contidos no livro “Poemas Esparadrápicos” (publicado em 2004) pelos Doutores da Alegria. Neste espetáculo nem tudo que você vê é o que é, mas pode ser aquilo que você deseja que seja.

23/03, às 16h
Palhaços em ConSerto – Doutores da Alegria(PE)

Palhaços em ConSerto. Foto: Pollyanna Diniz

Palhaços em ConSerto. Foto: Pollyanna Diniz

Musical idealizado a partir dos números improvisados durante as visitas hospitalares, a montagem mescla canções criadas pelo elenco e algumas de domínio público. Primando por espetáculos que privilegiam a música, os doze palhaços cantam e tocam ao vivo. Os palhaços interagem com a platéia na comunicação baseada na ética da alegria, no bom gosto e, sobretudo no bom humor.

26/03, às 15h
Quem Tem, Tem Medo – Remo Produções Artísticas (PE/BR) e ENTREtanto Teatro (PT)

Releitura do clássico original dos irmãos Grimm, Capuchinho Vermelho – Chapeuzinho Vermelho. Uma produção Luso – Brasileira, dos grupos Entretanto Teatro, de Valongo e Remo Produções Artísticas do Recife –PE. Três autores em cena interpretam através do canto e da dança a história da Chapeuzinho Vermelho.

27/03, às 10h
Como a Lua – Carlos Lira e Elias Vilar / PE

Como a lua. Foto: Laryssa Moura

Como a lua. Foto: Laryssa Moura

Oito atores em cena interpretam, cantam e tocam ao vivo músicas compostas por João Falcão. A história de amor do índio Payá, pela bela índia Colón. O deus Rudá brinca com os sentimentos do indiozinho, que não é um bravo guerreiro nem um bom caçador. Rudá faz com que Colón despreze Payá, que é ridicularizado pelos bichos (macaco, papagaio, arara, capivara e cutia) da mata. Payá fica sabendo através de uma capiviara, que Colón partiu para bem longe, com um bravo guerreiro e bom caçador. Payá pede ajuda ao deus Rudá, que com pena do pobre índio, faz com que ele durma por 100 anos, na tentativa de esquecer Colón. Quando Payáacorda, toda a mata se transformou numa grande cidade. As crianças que brincavam com um fantoche, ao vê-lo chegar, acreditam que Payá é um palhaço de um circo que chegou à cidade.Payá vê entre os brinquedos das crianças, uma flor, idêntica à que Colón usava no cabelo e diz: ” Tudo que nasce, morre. E tudo que morre, torna a nascer. Como a Lua!”

29/03, às 16h
De Íris ao Arco-Íris – Andréa Veruska, Jorge de Paula e Karla Martins (PE)

Uma lagarta muito curiosa, chamada Íris, sonha em morar em um lugar onde possa encontrar as respostas para os seus questionamentos. O espetáculo de Íris ao Arco-íris é um mergulho em um universo fantástico repleto de personagens carregados de sentimentos,indagações e conflitos, além de fazer refletir sobre uma temática inevitável a qualquer ser e vista como tabu para a maioria das pessoas: a morte.

30/03, às 16h
As Levianinhas em pocket show para crianças – Cia Animée (PE)

As Levianinhas em pocket show para crianças. Foto: Pollyanna Diniz

As Levianinhas em pocket show para crianças. Foto: Pollyanna Diniz

Híbrido de teatro, música e circo, As Levianas – banda de palhaças cantam e tocam ao vivo um repertório especialmente para as crianças neste espetáculo. Com canções como “La Vaca Lola”, “O sapo não lava o pé” e repertório de “Alvin e os Esquilos”, as quatro palhaças constróem o show a partir do humor leve e irreverente. Entremeado de gag’s, trapalhadas e interações, Aurhelia, Baju, Mary En e Tan Tan entram no palco e aos poucos subvertem a ordem no sentido de que a boa desordem é sempre bem vinda!

02/04, às 15h
Era Uma Vez Um Rio – Cênicas Cia de Repertório (PE)

Era uma vez um rio. Foto: Diego Melo

Era uma vez um rio. Foto: Diego Melo

Nesta comovente história de amor à natureza, Guto ao voltar adulto à sua cidade natal, fica surpreso com a degradação em que seu velho amigo, o Rio, se encontra. É desse encontro que surge uma incrível viagem no tempo, e, através da memória, ele irá reviver os passos deste amor, desde sua infância até os dias de hoje. Nesta jornada, Guto irá se deparar com incríveis personagens: de familiares à antiga professora e amigos dos tempos de menino. Com trilha sonora executada ao vivo, a peça revela os encantos de uma comunidade ribeirinha e suas cantigas e lendas, numa história de aprendizagem, repleta de ternura, poesia e memórias.

03/04, às 10h
O Circo de Lampezão e Maria Botina – Caravana Tapioca (PE)

Cavaco e Nina contam a história de um casal anônimo que viveu no sertão: Maria Botina, que sonha em ser levada por um cangaceiro; e Lampezão, que finge ser valente para impressioná-la. Em meio a muitas trapalhadas nessa conquista, os dois tocam música ao vivo, fazem malabarismo com baldes, mágicas, número de chicotes, entre outras habilidades circenses.
* Espetáculo com audiodescrição e tradução em libras

05/04, às 16h
Le Petit, Grandezas do Ser – Circo Godot de Teatro (PE)

Terceiro trabalho da Companhia Circo Godot de Teatro, Le Petit Grandezas do Ser parte das relações de amizade descritas por Antoine de Saint-Exupéry para apresentar um universo fabular em que a fidelidade a um amigo doente e o medo da solidão são os princípios dramatúrgicos para ações que fundam uma narrativa lúdica e poética. Lançando mão de de gags, brincadeiras, malabares, equilibrismos e acrobacias Le Petit Grandezas do Ser é um lírico e engraçado germinador de reflexões, para adultos e crianças sobre viver, morrer e aprender a ser verdadeiramente companheiro do outro.
* Espetáculo com audiodescrição e tradução em libras

06/04, às 16h
Estação dos Contos – Grupo Estação de Teatro (RN)

Espetáculo de contação de histórias intercaladas com músicas executadas ao vivo e brincadeiras populares. As histórias de tradição popular “Brinquinhos de Ouro”, “O macaco e a velha”, “A procissão dos mortos”, “O céu de estrelas” e “O caso do Bolinho” são intercaladas com músicas originais, especialmente compostas para o espetáculo, além de músicas do cancioneiro infantil como “Se essa rua fosse minha” e “Encontrei Nossa Senhora”, entre outras. Três atores criam um enredo dinâmico com interferências da plateia. Já as brincadeiras populares como “Boca de Forno”, “Se eu digo sim, você diz não”, “Bambu” e “Coco dos animais” garantem na prática, uma vivência fundamental e a diversão da criançada.

09/04, às 15h
Camaleão e as Batatas Mágicas – Laboratório de Artes Cênicas da Licenciatura em Teatro/UFPE (PE)

Espetáculo resultante do processo de encenação dos alunos da Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Pernambuco, utilizando-se de textos dramáticos de Maria Clara Machado (1921-2001), por intermédio da tetralogia a partir da personagem do Camaleão Alface.
O espetáculo é uma prática exploratória de encenação a partir de uma concepção e direção coletiva, que busca uma relação com o público infantil a partir de uma experiência estética.

10/04, às 10h
Brincando no Picadeiro – Caravana Tapioca (PE)

Espetáculo de variedades circenses com cenas variadas do repertório do grupo. Malabarismo, magia, improviso e muita palhaçaria fazem parte do roteiro. Tudo isso embalado aos sons do saxofone da Nina e do acordeon do Cavaco, que transportam o espectador para o mundo do circo. Um espetáculo para todas as idades, onde o público participa ativamente do início ao fim!

12/04, às 16h
Reprilhadas e Entralhofas: Um Concerto para Acabar com a Tristeza – Cia 2 Em Cena (PE)

Quando três palhaços descobrem quão grande é a tristeza do mundo, resolvem fazer um concerto de palhaçadas espalhando alegria mundo a fora. Mas em meio às reprises, palhaçadas, entradas e galhofas, eles descobrem que no mundo tem muita tristeza pra pouco palhaço, mas também como é grande o batalhão trabalhando em prol da alegria.

13/04, às 16h
Salada Mista – Cia 2 em Cena (PE)

Divertida brincadeira de criança que mescla teatro, música e palhaçaria. Sete crianças recriam o clássico conto de fadas “Chapeuzinho vermelho”, que vira uma telenovela ambientada na década de 60 e com músicas clássicas da Jovem Guarda. Entre um capítulo e outro o público se diverte com números de palhaços. Com música ao vivo o espetáculo fala de amor de uma forma lúdica e divertida, discutindo questões como: conquista, namoro, casamento, traição, separação e violência domestica.
O espetáculo é indicado para crianças a partir de 03 anos.
* Espetáculo com audiodescrição e tradução em libras

Ações formativas

25/03, às 19h30
Ensino do teatro na educação infantil: brincando com os diversos aspectos do fazer teatral. – Uma roda de conversa com Professor Luís Reis e os alunos da disciplina Metodologia do Ensino de Teatro 2, Curso de Licenciatura em Teatro, da UFPE.
Mediação: Galiana Brasil
Local: Teatro Marco Camarotti
Entrada Franca

10/04, às 19h30
Teatro para Crianças no Recife – 60 Anos de História no Século XX
Apresentação da pesquisa realizada pelo jornalista e ator Leidson Ferraz que faz um mapeamento histórico das mais significativas realizações teatrais para crianças no Recife desde 1939, ano de lançamento das matinais infantis dominicais no palco do Teatro de Santa Isabel, até o encerramento do século XX, no ano de 1999, ou seja, 60 anos de produções teatrais recifenses para a infância, com extensão a outros municípios pernambucanos.
Apresentação: Leidson Ferraz
Participação: José Manoel Sobrinho
Mediação: Galiana Brasil
Local: Teatro Marco Camarotti
Entrada Franca

Oficinas

Vivência de Palhaços para Crianças
Crianças de 5 a 10 anos
05 e 04/04, no horário das 09h às 12h
Oficineira: Tâmara Floriano

Pírulas de Palhaço
Para atores e palhaços iniciantes
12 e 13/04 (Pírulas), no horário das 8h às 13h (10 horas)
Oficineira: Enne Marx

Enne Marx. Foto: Pollyanna Diniz

Enne Marx. Foto: Pollyanna Diniz

Exposição

Teatro para Crianças no Recife – 60 Anos de História no Século XX
Exibição das fotos raras das peças, programas de espetáculos e de personalidades que fazem parte da pesquisa realizada pelo jornalista e ator Leidson Ferraz, que faz um mapeamento histórico das mais significativas realizações teatrais para crianças no Recife desde 1939.
Local: Foyer do Teatro Marco Camarotti
Quando: Durante 2 horas antes da apresentação dos espetáculos e ações da Mostra Marco Camarotti de Teatro para a Infância e Juventude.
Entrada Franca

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E começou o Festival Recife do Teatro Nacional

Os gigantes da montanha, do grupo Galpão. Foto: Pollyanna Diniz

Os gigantes da montanha, do grupo Galpão. Foto: Pollyanna Diniz

O Festival Recife do Teatro Nacional começou neste último fim de semana com duas das suas principais atrações de fora: o Galpão, de Minas Gerais, e a Armazém Cia de Teatro, do Rio de Janeiro. A abertura foi com Os gigantes da montanha, do Galpão, na sexta-feira, para um bom público no Sítio da Trindade, depois de um discurso breve da secretária de Cultura Leda Alves. “Esta gestão tem uma política cultural traçada e que, aos pouquinhos, a gente está cumprindo, implantando, na medida do possível, uma cultura comprometida com a democracia, com possibilidades e oportunidades”, afirmou.

Foi um início de altos e baixos, tanto na qualidade da programação quanto com relação à lotação das casas. Se a Armazém teve um bom público no sábado no Teatro Barreto Júnior, sem nenhuma dificuldade para que as pessoas conseguissem ingresso, a montagem infantil pernambucana De Íris ao arco-íris, por exemplo, levou só 22 pessoas ao teatro no sábado. As Bufa, no Santa Isabel, teve pouca gente na plateia tanto no sábado quanto no domingo.

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Os gigantes da montanha – Grupo Galpão (MG)

Definitivamente, o texto de Luigi Pirandello não é fácil. Principalmente para uma montagem de rua, em que a dispersão se dá facilmente. Tanto em Garanhuns quanto aqui no Recife, no Sítio da Trindade, a proximidade com a plateia diminuiu a dificuldade de imersão na obra, mesmo que ela seja intrincada, tenha várias camadas: a realidade, o sonho, a loucura, a ficção, o mito, a peça dentro da peça. O Galpão não abriu concessões, não seguiu o caminho mais fácil, ao montar Os gigantes da montanha. Ao mesmo tempo, criou uma peça que encanta os sentidos – é plasticamente bela, com seus cenários e figurinos; e a trilha sonora tocada e cantada ao vivo é de músicas italianas.

Montagem tem texto de Pirandello

Montagem tem texto de Pirandello

A marca da água – Armazém Cia de Teatro (RJ)

A peça que comemora os 25 anos da Armazém Cia de Teatro nos surpreende pela plasticidade. O cenário tem um espelho de água, uma piscina em que os atores se molham, jogam água para cima e acabam construindo imagens que se somam às projeções e à iluminação de Maneco Quinderé. Apuro técnico e delicadeza visual que não necessariamente encontram paridade no texto. É a história de uma mulher, dos seus traumas e tragédias familiares, das suas relações, da memória, da loucura. Mas o texto não consegue de fato se aproximar do público, há um desnível nessa recepção. Patrícia Selonk assume o papel chave da montagem e a responsabilidade de segurar um elenco disperso, sem brilho, sem composições de destaque.

Armazém Cia de Teatro voltou ao Recife com A marca da água. Foto: Pollyanna Diniz

Armazém Cia de Teatro voltou ao Recife com A marca da água. Foto: Pollyanna Diniz

Luiz Lua Gonzaga – Magiluth (PE)

O Magiluth sempre foi um grupo de temáticas e escolhas muito “urbanas”. Então era mesmo um grande desafio falar sobre Luiz Gonzaga, mesmo que grande parte dos seus integrantes tenha vindo de lugares do interior, onde São João, forró e sanfona são elementos tão fortes. O Magiluth se aproxima de Gonzaga de maneira muito despretensiosa e conquista o público aos pouquinhos, com a inteligência na costura do enredo, que parte do mote de uma espera. Todos aguardam a chegada de um homem; enquanto isso, preparam a festa, desfiam memórias de lugares, de tradições, de cotidianos simples. O São João da infância de Giordano Castro serve para falar dos nossos próprios ou, porque não, a aversão à festa que tinha Pedro Wagner. Todos sentimos saudades e bebemos o morto. Celebramos a fartura e ficamos tristes na sequidão. Rimos e cantamos juntos as músicas tão clássicas que compõem o espetáculo. Mais uma vez, o que se sobressai no palco é o jogo entre os atores e a sensação de que eles nasceram para fazer aquilo. Que não estariam mais felizes em nenhum outro lugar, senão ali, fazendo o que acreditam. Ainda quero voltar a esse trabalho!

Peça Luiz Lua Gonzaga foi apresentada no Sítio da Trindade. Foto: Pollyanna Diniz

Peça Luiz Lua Gonzaga foi apresentada no Sítio da Trindade. Foto: Pollyanna Diniz

As Bufa – Casa de Madeira (RS)

Aline Marques e Simone De Dordi são as intérpretes de duas mendigas que ocupam um teatro abandonado. Um local de ratos, sujeira e decadência. Apesar do vigor das duas atrizes e da intensidade com quem se jogam nos papeis, é no texto que está o principal problema de As bufa. Nas escolhas dramatúrgicas que não vão além do óbvio, na costura de críticas tão claras e rasas que perdem o vigor. São caricaturas pelas caricaturas. A massificação, o consumismo, a falsa religiosidade, a globalização. Tudo isso de uma forma rasteira, sem raízes, sem aprofundamentos, sem sutilezas, nuances ou surpresas para o público.

As bufa fez humor raso e sem consistência. Foto: Pollyanna Diniz

As bufa fez humor raso e sem consistência. Foto: Pollyanna Diniz

Agenda desta noite:

Vestígios (Relicário / PE)
Onde: Teatro Apolo, às 19h

Hospital da gente (Grupo Clariô de Teatro / SP)
Onde: Espaço Fiandeiros, às 20h

As Três Irmãs (Traço Cia de Teatro / Companhia Zero/ SC)
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho, às 21h

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