Arquivo mensais:abril 2011

Sua Incelença Ricardo III em três momentos

Sua Incelença Ricardo III, apresentação no Museu Oscar Niemeyer. Foto: Daniel Sorrentino/Divulgação

PRIMEIRA APRESENTAÇÃO

O cenário foi erguido no Museu Oscar Niemayer (conhecido como o museu do olho). Os últimos ventos de março sopravam amenos. Abertura da vigésima edição do Festival de Curitiba para autoridades e convidados. Isto é, patrocinadores, políticos, empresários, artistas, jornalistas e os organizadores do evento, dirigido por Leandro Knolpfolz. A arquibancada lotada. Expectativa lá no alto para conferir a versão de Ricardo III, sobre o vilão mais sanguinolento de Shakespeare pela trupe potiguar Clowns de Shakespeare e o encenador Gabriel Vilella.

Vilella transportou a história para o universo lúdico do circo, dos palhaços mambembes e das carroças ciganas. E com isso criou um diálogo entre as tramas da Inglaterra Elisabetana e a realidade do Sertão Nordestino.

Cheguei ao local nas palmas entusiasmadas da plateia. Foram quase oito horas de voo. Conexão. E com espera infindável no Rio de Janeiro.

E só vi o show de pirotecnia. Durante alguns minutos iluminando o céu de Curitiba.

Depois, os comentários de algumas pessoas sobre o espetáculo oscilavam entre maravilhoso a genial.

Encontrei o Fernando Yamamoto na festa nas dependências do museu. Parecia impactado com a experiência. E eram muitas congratulações.

Soube que o diretor Gabriel assistiu ao espetáculo pendurado numa árvore. Dias depois, em conversas com os atores, eles falaram que o entorno dessa apresentação criou um clima especial.

Humor para falar das falcatruas dos poderosos. Foto: Daniel Isolani

Titina Medeiros no papel da rainha. Foto: daniel sorrentino

Diretor Gabriel Vilella assiste ao espetáculo. Foto: Daniel Isolani/Divulgação

SEGUNDA APRESENTAÇÃO – Um espetáculo arretado

Mal estreou, a montagem do Grupo Clowns de Shakespeare foi convidada para participar de dois festivais internacionais. A edição de 2013 do Festival Tchekhov, na Rússia, um dos principais do mundo e o Festival de Santiago do Chile, no próximo janeiro. Méritos não faltam à encenação Sua Incelença Ricardo III, do grupo potiguar, que abriu o para o público o Festival de Curitiba, na terça-feira (29/03), dia do aniversário da cidade, no Largo da Ordem lotado.

O drama histórico Ricardo III, escrito pelo dramaturgo inglês William Shakespeare, já ganhou muitas versões nos palcos do mundo e no cinema. A do Clowns de Shakespeare, dirigida pelo mineiro Gabriel Villela é permeada por uma ironia fina e cruel e denuncia o cinismo dos poderosos. Eles usam qualquer artimanha para se agarrar ao poder e desqualificar os desejos alheios.

Largo da Ordem lotado. Fotos: Ivana Moura

A tragicidade do original é diluída. Sabemos que não há do que rir nesse texto de Shakespeare. Mas a encenação, com suas técnicas de teatro de rua, está mais próxima das brincadeiras de mamulengo do que das companhias inglesas tradicionais. E se afasta do puro naturalismo. E o público ri em alguns momentos.

A realidade se tornou muito mais sangrenta, cruel e violenta do que qualquer ficção que narre as atrocidades cometidas por um tirano. Para isso, basta ligar a televisão ou abrir qualquer jornal, não mais aqueles sensacionalistas. Todos trazem, suas doses de carnificina.

Pois bem, o último rei da Inglaterra da casa de York utilizou os mais variados ardis para chegar ao poder. Para subir ao trono ele precisava varrer do mapa outros herdeiros e ele mandou matar sobrinhos, parentes, amigos e inimigos. O troncho Ricardo fez tudo para conseguir a coroa.

Lindo espetáculo nordestino

Esse episódio inglês é transferido para o Sertão nordestino, inserido num reino de fantasia, onde a sangrenta trajetória de Ricardo, Duque de Gloucester, e sua trajetória de assassinatos e traições rumo à coroa da Inglaterra, ganha pequenas sutilezas, colorido do material cênico. De figurinos e cenários, que mesclam cipó, couro e outros materiais típicos da região Nordeste a sedas e tecidos nobres. O figurino assinado por Gabriel Villela, recebeu a colaboração do artesão Shicó do Mamulengo, do município de Acari.

Para mostrar a crueldade desse personagem em sua subida e queda, a peça junta elementos diferentes, que alguns podem achar díspares, do Nordeste e lembranças da Inglaterra. Faz a sua mestiçagem em grande estilo. Transforma personagens do bardo inglês em cangaceiros, em ciganas, em bonecos gigantes.

O grupo explora o universo lúdico do picadeiro do circo, dos palhaços mambembes e carroças ciganas, da estética do cangaço e da memória ibérica. Isso é feito quase como uma festa, que borbulha nos detalhes. Cocos secos ou verdes, por exemplo, mimetizam decapitações ou estrangulamentos. São soluções ricas e simples.

É louvável a atuação do elenco, preparo vocal e corporal. Marco França interpreta de Ricardo III, carregando no charme do vilão. Titina Medeiros canta de forma encantadora e interpreta a rainha Elizabeth como uma perua desbocada que tropeça na língua portuguesa. No elenco estão, além dos já citados, Camille Carvalho, Cesár Ferrario, Dudu Galvão, Joel Monteiro, Paula Queiroz e Renata Kaiser.

Elenco tem boa atuação

A música é executada ao vivo e consegue fazer uma ponte entre a Inglaterra e o Nordeste, com suas incelenças tão cantadas nos rituais fúnebres pelas carpideiras. O grupo mistura Bohemian Rhapsody, da banda inglesa Queen, no álbum A Night at the Opera com Assum Preto de Luiz Gonzaga, além de músicas de Supertramp e outros forrós e xotes.

O dramaturgista e produtor Fernando Yamamoto, lembra que esa ponte não é só da ordem da estética, mas também da política. “Ricardo III é tão cruel quanto fascinante e sedutor. E sua conduta fica muito próximo dos nossos ‘reis’ nordestinos. A forma como ele, ardilosamente, elimina seus concorrentes à coroa para chegar ao poder, abraçando em um dia e matando no outro, é muito familiar às nossas referências políticas”, argumentou ele em conversa após a apresentação.

Essa peça que usa de várias formas de hibridismo, carnavaliza a ascensão e queda desse poderoso, ganha o púbico com seu humor popular e sua crítica disfarçada de escracho

TERCEIRA APRESENTAÇÃO – A chuva foi a vilã

Público lotou Largo do Ordem, no centro de Curitiba. FOTO: Rubens Nemitz Jr/Cortesia

Sua Incelença, Ricardo III teve que enfrentar um inimigo a mais para levar até o fim a sua proposta, na sessão de quarta-feira (30/03). Única peça de rua da Mostra Oficial, o espetáculo da Cia. Clowns de Shakespeare encarou a forte chuva e saiu ovacionada do Bebedouro do Largo da Ordem, onde foi armado o palco.

As arquibancadas e o chão do espaço estavam lotados de pessoas. A chuva criou um problema no sistema elétrico. Os atores voltaram para o começo. O aguaceiro caindo, os técnicos tentando resolver a questão, as pessoas ansiosas. Aparece o diretor Gabriel Villela, que garante que se o sistema de iluminação for solucionado vai ter peça. Aí não tinha mais jeito. Quem estava na chuva era para se molhar.

Nem o cangaceiro escapou. Foto Rubens Nemitz Jr/ Cortesia

Com as roupas encharcadas os atores apresentaram o espetáculo. As luzes pifaram novamente e o elenco, por um tempo, levou sua versão de Ricardo III no escuro e no gogó (sem microfones). O sistema voltou.

Foi uma noite de superação. Com riscos que a combinação água x parafernália elétrica pode gerar. Graças aos deuses do teatro, nada de grave aconteceu. No final, dez minutos de aplausos entusiasmados da plateia e a emoção do elenco. Valeu Clows de Shakespeare.

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Imagens de O canto de Gregório

O espetáculo O Canto de Gregório, com o Grupo Magiluth, estreou ontem no Teatro Hermilo Borba Filho. O texto é de Paulo Santoro e a direção de Paulo (Pedro!!!!) Vilela. Participam do elenco Pedro Wagner (no papel de Gregório), Giordano Castro, Erivaldo Oliveira e Lucas Torres.

O personagem Gregório é um homem atormentado pela razão. E ele percorre um labirinto de indagações sem fim. São tentativas para entender. O mundo e a si mesmo. Fluxos e contrafluxos de questionamentos.

Mas a versão magiluthiana de Gregório é mais leve, mais clara e diria até mais debochada do a que eu consegui apreender da montagem de Antunes Filho, anos atrás. Essa sim, densa, escura, praticamente um beco sem saída.

Mas nosso Gregório também dialoga com Buda, Jesus e Sócrates…
O nosso Gregório também apertou o gatilho… Ele é culpado???

Gregório é questionado, acusado, acuado. Em Cena: Erivaldo Oliveira e Pedro Wagner. Fotos: Ivana Moura

Gregório segura a arma do crime

Lucas Torres e Pedro Wagner

Giordano Castro no papel de jurado

Atores Lucas Torres e Erivaldo Oliveira. Fábio Caio na plateia

Embate de ideias e de gestos

O Buda esá nu

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Você é bom?

O canto de Gregório, nova empreitada do Magiluth

O grupo pernambucano Magiluth estreia hoje um espetáculo que define como “uma metralhadora racional”. Depois de 1 Torto, espetáculo que tinha um personagem sensitivo, intuitivo, emotivo, O canto de Gregório traz um homem que vai em busca de respostas. Quer saber, prioritariamente, o que é a bondade. Trilhando esse caminho, encontra com personagens como Jesus Cristo, Buda, Sócrates.

O texto é do paulista Paulo Santoro e já foi encenado pelo CPT, sob direção de Antunes Filho, em 2004. A Yolandinha Ivana Moura me disse que tanto a encenação quanto o texto eram ótimos.

Ao que parece, os meninos do Magiluth optaram por uma encenação “limpa”. Tão limpa que queriam uma “caixa branca” para fazer a encenação, pronta desde janeiro. Fizeram uma peregrinação por vários teatros e espaços da cidade, inclusive algumas galerias de arte, quando finalmente veio a confirmação de que apresentariam no Teatro Hermilo Borba Filho. A direção é de Pedro Vilela e no elenco estão Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres e Pedro Wagner.

Serviço:

O canto de Gregório, do grupo Magiluth
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (Bairro do Recife)
Quando: estreia hoje e fica em cartaz sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h, só até 01 de maio
Quanto: R$ 16 e R$ 8 (meia)

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Teatro do Amazonas, teatro do mundo

Francisco Carlos apresentou sete peças no Festival de Curitiba

Dizem que o amazonense Francisco Carlos tem aproximadamente 40 peças escritas. Mas ele não sabe ao certo. Considera essa informação uma lenda. Pode até ser. Mas foi o único que ganhou uma pequena mostra dentro do Festival de Curitiba, tendo a oportunidade de apresentar sete montagens, sendo que, de uma delas, não foi realizada uma encenação propriamente dita, mas uma leitura dramatizada. O convite foi feito por Ivam Cabral, dramaturgo e ator da companhia Os Satyros, que organizou a chamada Conexão Roosevelt, no Teatro HSBC, com peças prioritariamente da cena paulistana.

O amazonense de sotaque característico e óculos de aros pretos mora desde 2004 em São Paulo (começou a fazer teatro desde que tinha sete anos), mas ainda não conseguiu uma sede para os seus ensaios e apresentações. Atualmente, se apresenta na Praça Roosevelt, no espaço dos Satyros. Por isso, o convite para compor a grade curitibana.

Mas independente das dificuldades – reveladas nos poucos recursos para montar as encenações – fazer teatro pra Francisco Carlos é o mesmo que fazer rock and roll. “Só sei fazer isso. Foi a única coisa que quis na vida”. E pode ser que ele ainda não tenha projeção, mas as coisas já mudaram desde que ele montou Banana mecânica (um dos espetáculos apresentados aqui em Curitiba) e recebeu uma crítica elogiosa de um jornal de grande circulação. As pessoas apareceram e, com isso, houve a possibilidade de começar a produzir outros espetáculos.

Os textos do Francisco Carlos podem assustar numa primeira observação. Isso porque conseguem reunir referências filosóficas, antropológicas, sociais e ainda cultura pop. As histórias não apresentam uma linearidade convencional ou tem personagens bem definidos. Mas há nelas um frescor de novidade, que mistura criatividade e capacidade de se relacionar com os problemas e situações da contemporaneidade, e isso não de forma óbvia.


“Do meu teatro, acho que as pessoas têm que sair enfeitiçadas, tentadas, angustiadas, chocadas”

Dentro do seu trabalho ele explica que há uma divisão clara. Existem as peças consideradas “urbanas” e aquelas do “pensamento selvagem”. “As urbanas são aquelas focadas em situações que vem do que Walter Benjamim refletiu sobre Baudelaire. De que as metrópoles trouxeram um novo tipo de humanidade, da multidão. E essas montagens são as que tratam dos fenômenos urbanos extremos”, diz. Fazem parte dessa classificação, por exemplo, as montagens Namorados da catedral bêbada e Românticos da Idade Mídia (as duas vistas na mostra Conexão Roosevelt).

Românticos da Idade Mídia

Já da segunda classificação, o melhor exemplo é a tetralogia Jaguar cibernético (apresentada completa no Paraná), que teve sua primeira versão escrita em 1993, mas ainda não entrou em cartaz. “Virou meu work in progress”, conta. O personagem Jaguar, “que seria meu Hamlet-Dionísio”, atravessa as quatro montagens, autônomas, mas que têm uma linearidade e formam uma história completa. Essas peças, que ele não considera antropológicas, são “um salto no abismo. É o meu lugar mais criativo e produtivo”, diz. As montagens, em geral, discutem etnografia, colonização, história, humanidade.

Jaguar Cibernético - Ato IV

O Recife já conhece uma peça do Francisco Carlos enquadrada entre as do “pensamento selvagem”. Trata-se de MuraOutside, que foi lida durante durante o Festival Recife do Teatro Nacional em 2007. “Foi uma experiência muito legal. Estávamos discutindo dramaturgia”. Numa época de sua vida, aliás, Francisco Carlos imaginou que o teatro não precisava mais de dramaturgos, com tantos materiais disponíveis na literatura. Mas mudou de ideia. “A minha admiração era pela cena moderna. Então entendi que, se eu escrevesse para esse tipo de cena, seria necessário”.

Depois disso, se preparou muito para escrever – não só na faculdade de Filosofia, já que diz que nos primeiros períodos já participava de festivais de teatro e isso atrapalhava, mas na literatura mesmo. “Um dramaturgo precisa ter um projeto claro de dramaturgia. Os dramaturgos históricos precisam realizar o que chamo de filosofia da cultura, uma reflexão sobre a cultura do seu tempo”.

Vê só como são as peças dele:
Banana mecânica – Tem como inspiração a chanchada (comédia carnavalesca produzida no Rio de Janeiro nos anos 1940 e 1950) e o teatro de revista. Aborda “a tragédia urbana carnavalizada sobre mitos alucinantes, oníricos, surrealistas e fantasiosos, por meio de temas e personagens que compõem a mitologia do Carnaval carioca”, como uma Chiquita-bacana-existencialista-sado-masoquista; seu filho-Adônis-Moleque-indigesto; um Pierrot-Adão-Melancólico; um marinheiro Genetiano; uma Eva-Disney; uma atriz-Medusa-Super-Ego; e um Zé-Pereira Baco.

Namorados da catedral bêbada – Bárbara Bêbada vive numa casa-adega em São Paulo. É apaixonada por Dom Diogo, que satisfaz seus desejos sexuais com a vedete Sandra-Spotlight e também com um garoto de ar inocente, que engravida e é enjaulado. Tem também um garoto-segurança que ela tirou da Febem e abrigou, e protege a casa do Porcão, que já transou com Bêbada e aproveitou para assaltá-la. Outro personagem é o Gato-Bruxo que faz uma porção mágica para matar a vedete Sandra. Fala de violência, drogas, relacionamento, cultura pop.

Românticos da Idade Mídia – Francisco Carlos diz que escreveu esta peça na década de 1980. Por dificuldades em reunir o elenco, aqui em Curitiba foi realizada uma leitura dramatizada, ou melhor, um experimento cênico, inclusive com interferências do diretor. Ele diz que é uma “tragédia-pastiche”, criada a partir da ideia de Umberto Eco de que estaríamos vivendo uma nova Idade Média. São três casais, sendo que um deles é o patriarca.

Jaguar Cibernético – São quatro atos: Banquete Tupinambá, Aborígene em metrópolis, Xamanismo the connection e Floresta de carbono: de volta ao paraíso perdido. Embora sejam autônomas, as montagens conversam entre si. O personagem Jaguar, um índio, está em todas elas. Desde os conflitos com o homem branco, o enfrentamento com a terra estrangeira, a volta à floresta. Essas obras conversam com muitas outras artes, como o cinema, os quadrinhos e até a moda.

Jaguar Cibernético - Ato II

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Angu de sangue, de graça, no Arraial

Fábio Caio em Angu de sangue. Foto: Divulgação

Já faz tempo que estreou Angu de sangue, o espetáculo que marcou o lançamento do Coletivo Angu de Teatro. Sete anos, acho. De lá pra cá, foram montadas mais duas peças (Ópera, com texto de Newton Moreno e Rassif- mar que arrebenta, texto do mesmo Marcelino Freire de Angu). As três com direção do encenador, figurinista e cenógrafo Marcondes Lima. Atualmente, o grupo ensaia a quarta encenação, Essa febre que não passa, com texto da jornalista Luce Pereira e direção do ator e produtor André Brasileiro, que faz sua estreia na função de encenador.

Marcelino avisou… “nem arroz, nem feijão, nem bife. em meu jantar de ontem foi servido angu. puro e seco. quer dizer, com um pouco de sangue. é, sangue. esse que corre nas veias, sabe?”

E dessas coisas que correm nas veias a trupe denunciou, explorou, projetou que a miséria está em qualquer parte. A solidão, a violência, a exclusão, a dor estão soltas por aí. As pessoas não conversam ou não se entendem.

Angu de sangue é baseada em contos do livro homônimo e de Balé ralé, ambos de Marcelino Freire.

É dividido em quadros. Da história de um menino de rua assassinado em faz de conta que não foi. nada. De Socorrinho, que narra o estupro de uma garota, cantado por Hermila Guedes e com uma boneca manipulada por Fábio Caio. Ou de novo Fábio Caio no papel da catadora de lixo, que defende o lixão que vai ser desativado, no quadro Muribeca. Mas há outros quadros mais engraçados, críticos, mas com humor.

Angu de sangue faz uma apresentação neste sábado, às 20h, no Teatro Arraial. É o encerramento do projeto de circulação da peça por Pernambuco. O espetáculo passou por Fernando de Noronha, Garanhuns, Caruaru e Triunfo, além do Recife. O projeto teve incentivo do Funcultura.


SERVIÇO

Angu de sangue
Quando: Sábado,(09/04), às 20h – única apresentação
Onde: Teatro Arraial
Quanto: Entrada gratuita

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