MITsp lança convocatória para espetáculos nacionais

Altíssimo integrou MITbr este ano. Espetáculo foi apresentado com legendas em inglês. Foto: Nereu Jr

Sessenta e oito programadores e curadores internacionais de artes cênicas (Alemanha, Argentina, Bélgica, Canadá, Chile, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Itália, Polônia, Portugal, Reino, Unido, Rússia, Suíça, Uruguai) e 17 brasileiros de vários festivais (incluindo Paula de Renor, do RESIDE.FIT/PE) acompanharam os dois primeiros anos da programação da MITbr – Plataforma Brasil, eixo da MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, uma andada com perspectiva na circulação e visibilidade do teatro brasileiro.

Representantes de festivais grandiloquentes, como O Edinburgh Fringe e O FITB – Festival Iberoamericano de Teatro de Bogotá, na Colômbia, famosos pelos números que ostentam vieram conferir as peças produzidas por aqui. Especialistas em estratégias criativas e conexões para circulação e turnês de artes cênicas, como Iva Horvat, do Art Republic, da Espanha, também lançaram suas lupas sobre a produção brasileira. Grande parte busca projetos artísticos originais, inovadores e relevantes.

O NYT Skirball Center for the Performing Arts, dos Estados Unidos, por exemplo, se interessa por produções nada ortodoxas e artistas pioneiros e proclamam “orgulhosamente abraçar artistas renegados, acadêmicos e líderes do pensamento que sejam corajosos, ultrajantes e surpreendentes”.

O time de “olheiros profissionais” pode dar um impulso na carreira de um espetáculo ou de um grupo para se inserir no mapa nacional ou internacional.

A MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo talvez seja atualmente o programa brasileiro mais instigante no tocante ao teatro contemporâneo mundial, com “produções que enveredam pela experimentação de linguagens, mas também possuem uma postura crítica ao seu tempo”, afirmam os seus materiais de divulgação. Em 2020, chega à sétima edição e vai ocorrer entre 5 a 15 de março de 2020, na capital paulista. A MITbr – Plataforma Brasil – que vai ao terceiro ano – recebe projetos de todo o país para a seleção. A convocatória fica aberta de 1º a 27 de agosto de 2019. O resultado do chamamento será anunciado em 14 de novembro no site mitsp.org.

A MIT-br vem aperfeiçoando sua breve trajetória para ser um canal de potencialização das montagens nacionais. Nas duas edições, recebeu 477 propostas de 19 estados brasileiros (AL, AM, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PB, PE, PR, RJ, RN, RS e SC). Trinta e quatro deles foram escolhidos e apresentados, além de seis aberturas de processo. De Pernambuco, o espetáculo Dinamarca , do Grupo Magiluth, esteve na programação de 2018. Altíssimo, de Pedro Vilela, foi exibido este ano.

Para a próxima edição, os artistas Alejandro Ahmed, Francis Wilker e Grace Passô compõe a equipe de seleção. Na primeira e segunda edições, o grupo curatorial foi formado por Christine Greiner (2018), Felipe de Assis, Sonia Sobral (2019) e Welington Andrade.

A MITsp é um festival amplo, que abarca programações, os chamados eixos, diversos. Atualmente, há a Mostra de Espetáculos (formada prioritariamente por espetáculos internacionais), a MITbr – Plataforma Brasil, o eixo Olhares Críticos, voltado à reflexão sobre questões estéticas e políticas; e o eixo Ações Pedagógicas, com residências, oficinas, intercâmbios e atividades que mobilizam corpos para pensar poéticas, práticas e políticas.

Inscrições:
Quando: De 1º a 27 de agosto de 2019, pelo site mitsp.org
Resultado: 14 de novembro de 2019, no site mitsp.org

Postado com as tags: , , , ,

Corpo estranho, lírico e político
Crítica do espetáculo E.L.A

E.L.A Foto: Guilherme Silva

E.L.A é primeiro solo da atriz cearense Jéssica Teixeira. Tem pouco a ver com o Ela (Her)¸ do diretor e roteirista Spike Jonze, que explora a relação de um homem que se apaixona pelo sistema operacional de uma máquina. O filme expõe a solidão contemporânea e novas configurações de relacionamento amoroso. Se pensarmos em esgotamento de modelos há sempre fios de conexão nas investigações artísticas atuais. Cito a obra cinematográfica por conta do nome da peça. O título do espetáculo remete à abreviatura de uma doença: Esclerose Lateral Amiotrófica – ELA.

Segundo informações em sites de saúde, trata-se da degeneração progressiva dos neurônios motores no cérebro e na medula espinhal. Isso quer dizer que esses neurônios não conseguem transmitir os impulsos nervosos de forma adequada. Essa degeneração provoca atrofia muscular, seguida de fraqueza muscular crescente. Também designada de Lou Gehrig, calcula-se que, no Brasil, 10 mil pessoas têm a doença.

Num mundo tão preconceituoso com os que não estão dentro de uma bolha hegemônica, vale destacar que Ela não atinge o raciocínio intelectual, a visão, a audição, o paladar, o olfato e o tato. E que, em grande parte dos casos, a esclerose lateral amiotrófica não afeta as funções sexual, intestinal e vesical.

O astrofísico britânico Stephen Hawking foi diagnosticado com a doença quando tinha 21 anos de idade. Mesmo sem poder movimentar o corpo ou falar durante a maior parte de sua vida, o cientista avançou em pesquisas na Física, com destaque para os trabalhos sobre as origens e estrutura do Universo, fundamentais para entender o papel dos buracos negros.

Atriz Jessica Teixeira. Foto: Carol Veras

Eu me tornei um ser indiscernível. Não pertenço a mim mesma”, registra uma fala do espetáculo. “Não queremos ver coisa alguma. Não queremos que as coisas nos vejam. Como Narciso, que recusa o espelho. Como Salomé, que decepa a própria cabeça”.

Ao tratar de assuntos relacionados diretamente ao corpo – beleza, saúde, política, feminilidade -, a artista envereda pela dinâmica da exclusão capitalista. É perversa e calculada essa eliminação de corpos que tem algumas miras prioritárias .

“Pudesse ser apenas um enigma. Mas não. O corpo faz problema. O corpo dá trabalho. Pode ser muitos. Pode ser, inclusive, o que não queremos. O corpo será sempre o que ele quiser? É social. É político. É tecnológico. É inconsciente. Pensamento. Desejo. Invisível. Invasor. O corpo se despedaça. É estrutura. É movimento. Mas, sobretudo, é estranho. Eu sou o outro e a outra. Teimo e re-existo. Ele se degenera e E.L.A se faz impossível”.

Texto de apresentação do espetáculo

Ao carregar episódios biográficos, a atriz traça em paralelo uma linha histórica desde o corpo da Grécia, encontrando as guerras mundiais e as ações mais recentes.

Jéssica fala sobre beleza, outras formas de beleza, jeitos de estar no mundo. Faz do seu corpo um ato político. Subverte lógicas. Convoca o protagonismo para si. Esquadrinha a ditadura do corpo bonito e funcional, aquele que não se encaixasse nessa régua seria exterminado.

A artista desafia a regra e assume sua diferença. A beleza da sua diferença exposta em cena para deslocar olhares contaminados. Jéssica convoca um olhar lírico para um lugar ético, onde os corpos importam em suas singularidades, sem hierarquizações de lutas contra as opressões.

O espetáculo não apresenta propriamente uma história. São fragmentos trançados por uma lógica de luta, em várias angulações e miragens. Com a utilização de vídeos e imagens em foto, a atriz cita, por exemplo, Josef Mengele – oficial alemão da Schutzstaffel (SS) e médico no campo de concentração de Auschwitz durante a Segunda Guerra Mundial – que liderou os procedimentos científicos em pessoas que aparentassem algum caractere de deficiência física ou psíquica, adotando o método da eutanásia.

Em seguida, projeta robôs com camisas da seleção canarinha a defender nas ruas o indefensável. Triste Brasil.

Sabemos que as técnicas de extermínio foram sofisticadas e até mesmo legalizadas com manobras do Judiciário, Legislativo e Executivo. Os golpes na economia – previdência, direitos trabalhistas, direitos à saúde; redução de acesso a educação,cultura, futuro, comprometimento das reservas naturais e atentados contra o meio ambiente são mecanismos de aniquilamento de corpos indesejados.

 

E.L.A . Foto: Carol Veras

No escuro, uma voz com ligeiro sotaque cearense mergulha na subjetividade de autoimagem e autocrítica para construir uma narrativa. A voz quer que entendamos o corpo, suas dores, limites e prazeres. Que haja um diálogo honesto com outros corpos.

São alguns minutos. De repente, o espetáculo dirigido por Diego Landin, explode num clarão, um branco chocante que de imediato irrita e machuca os olhos de quem vê. Esse choque gera uma sensação de desconforto. Jéssica também sente desconforto quando seu corpo singular, estranho, com o tronco reduzido – esse registro diferente do convencional – chega antes dela para dizer um oi.

Entremeando dados sobre uma possível história dos impositores da beleza, a atriz assume pose de diva pop, desafiando as convenções do olhar atua como ciborgue e vai desconstruindo uma estética. A protagonista acende que é o mesmo patamar de opressão de que são vítimas mulheres, nordestinos, pretos, indígenas, quilombolas, indivíduos com algum tipo de deficiência, periféricos e LGBTs.

O teatro é uma máquina muito poderosa. E.L.A tem um figurino-síntese da peça, criativo, delicado e agressivo, de Yuri Yamamoto, do Grupo Bagaceira de Teatro, que também assina a direção de arte. A iluminação, de Fábio Oliveira, com videomapping, contracena com a atriz. E os músicos Fernando Catatau e Artur Guidugli estão na composição da música Dancing Barefoot.

A montagem mescla momentos de ataque combativos e outros mais líricos, de uma história geral do corpo, às especificidades da trajetória de Jéssica. A artista é muito generosa ao desenhar como os poderosos elegem seus alvos de destruição, das ameaças de manda-chuvas e políticos à saúde do povo.

Com arte, energia, vigor Jéssica celebra a vida. É testemunha de que a vida é extraordinária em muitos aspectos. E comenta quão valioso é estar presente, com a possibilidade de se reinventar e, com muita criatividade, ativar os sentidos.

Ficha Técnica
Elenco: Jéssica Teixeira
Direção: Diego Landin
Diretor de arte: Yuri Yamamoto
Diretor de videomapping: Pedro Henrique
Consultora dramatúrgica: Maria Vitória
Figurinista: Yuri Yamamoto e Isac Bento
Coreógrafa: Andréia Pires
Vocal coach: Priscila Ribeiro
Escultor: Kazane
Trilha Sonora: Diego Landin (Dancing Barefoot por Fernando Catatau e Artur Guidugli)
Cenotécnico: Marsuelo Sales
Iluminador: Fábio Oliveira
Videoclipe: Gustavo Portela
Música do videoclipe: Saúde Mecânica de Edgar
Textos: Jéssica Teixeira, Vera Carvalho e fragmentos de Eliane Robert Moraes e Paul Beatriz Preciado
Produção: Jéssica Teixeira
Realização: Catástrofe Produções

Postado com as tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Vamos ao teatro?
Agendo-me em São Paulo

Terror e Miséria no Terceiro Milênio, do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, (em cima, à esquerda) segue no Sesc Bom Retiro. Stabat Mater, da Janaina Leite (foto maior) , está no porão do CCSP. Yolanda já viu os dois espetáculos e ficou bem empolgada com as provocações. Oroboro, do Grupo XPTO (foto de objetos animados) em cartaz com entrada gratuita, no Sesc Interlagos, está na lista de desejos. Fotos: Divulgação

As temporadas teatrais em São Paulo estão cada vez mais aceleradas; então, a pessoa (né, Silvia Sabadell?) tem que correr. Ofertas à mancheia (como registrou Castro Alves!), para tudo que é estilo. Bem, tenho minhas prioridades e preferências. Os mais experimentais, os posicionados politicamente pela liberdade e pela luta contra a barbárie desses tempos bicudos (posso dizer isso, que tem outras camadas), os que valorizam o humor e a ironia, que move toda a estrutura da sociedade (salve, salve Angela Davis).

Então correndo para ver essa cena ofertada com tanta garra. E.L.A, da cearense Jéssica Teixeira, no Sesc Pompéia; As Mil e Uma Noites da Cia carioca Teatro Voador Não Identificado; Buraquinhos ou o Vento É Inimigo do Picumã, com direção da Naruna Costa, no Itaú Cultural (consegui!!); As Comadres, com supervisão artística de Ariane Mnouchkine, Théâtre du Soleil; O Caso Severina, com a Fraternal Companhia de Arte e Malas-Artes no Espaço do Folias; Espaço Arcabouço, espetáculo de circo de Porto Alegre, no Centro Cultural Tendal da Lapa. E Oroboro, do Grupo XPTO, uma encenação sem palavras para seguir viagem na contundência das imagens. 

Das peças já assistidas, recomendo-me seis: Stabat Mater, da Janaína Leite, com participação da sua mãe, no porão do Centro Cultural São Paulo; Terror e Miséria no Terceiro Milênio do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, no Sesc Bom Retiro; a temporada popular do musical Elza, no Teatro Sérgio Cardoso; Mãe Coragem, com Bete Coelho no papel título e direção de Daniela Thomas, no Sesc Pompeia; Terrenal, no Teatro Raul Cortez. E As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão, com texto do Newton Moreno e um elenco de atrizes arretadas. Temporadas curtas. E potentes. E todas as montagens falam de hoje, de nossas desditas. Pode pegar numa quina aquela dor do que ainda resta de humano em nós.

Do espetáculo Stabat Mater, só sei que ninguém vai sair imune. É o espetáculo mais pedreira desta temporada paulista que eu assisti e ainda está em cartaz. Quer dizer outros foram, outros virão (espero), mas neste julho friorento de São Paulo, a cena mais soco na moleira e na alma do diacho é a da Janaina Leite. É bom avisar que é preciso ânimo para encarar uma atriz repleta de coragem que questiona as próprias certezas. É dança sensual pole dance de cérebros grávidos diante da aridez do real expandido. Um exercício potente sobre traumas e ainda no século 21 tabus sobre o feminino. A peça abriu a edição de número 5 da Mostra de Dramaturgia em Pequenos Formatos Cênicos do Centro Cultural São Paulo e viva.

Olha lá o que pretendo ver

Com o espetáculo E.L.A, a atriz cearense Jéssica Teixeira instiga a aceitação das diferenças, busca driblar os clichês e padrões de beleza impostos pela mídia e encoraja um olhar mais sensível para a diversidade na construção do ser político contemporâneo. Foto: Carol Veras / Divulgação

E.L.A

A cearense Jéssica Teixeira é portadora de uma síndrome que encurtou seu tronco. O primeiro solo da atriz apresenta uma investigação cênica do seu corpo inquieto, estranho e disforme, numa tentativa de desestabilizar e potencializar outros corpos e olhares. A artista traça um histórico das representações do corpo, composição química e das noções de beleza. O espetáculo perpassa por ramos de saúde, política, feminilidade, acessibilidade e estética. Dirigida por Diego Landim, E.L.A envolve colagens e textos autobiográficos de Jéssica. A montagem de Fortaleza (Ceará) mescla dramaturgia, artes plásticas e vídeo.éssica Teixeira também investiu na leitura do livro “O Corpo Impossível”, de Eliane Robert Moraes, como disparador de dispositivos dramatúrgicos para a expansão da cena.
Ficha Técnica
Direção: Diego Landin.
Elenco: Jéssica Teixeira.
Serviço
Quando: Quinta a sábado, 21h30; domingo às 18h30. Até 14/07
Onde: Sesc Pompeia – espaço cênico
Quanto: R$ 6 até R$ 20
Classificação etária: 14 anos
Telefone: 3871-7700

Cena de As Mil e Uma Noites, adaptação do clássico da literatura encenada pelos cariocas da Cia Teatro Voador Não Identificado. Com três horas de duração, a montagem tem cinco atrizes como Sherazade: Adassa Martins, Clarisse Zarvos, Elsa Romero, Julia Bernat e Larissa Siqueira. Foto:  Renato Mangolin / Divulgação

As Mil e Uma Noites

Foi como ser fabulante que a princesa Sherazade escapou da morte. A cada noite, uma história, que deixava o rei encantado e curioso e adiava o final trágico da mocinha. O clássico da literatura As Mil e Uma Noites tem encenação carioca da Cia Teatro Voador Não Identificado, que mistura episódios inspirados nos contos de Sherazade com relatos reais de refugiados árabes colhidos em entrevistas e interpretados pelos atores. Nas narrativas há referências à Primavera Árabe, onda de manifestações ocorridas no Oriente Médio a partir do começo desta década e que levou, entre outras coisas, à queda do ditador Hosni Mubarak no Egito. E lógico que a política brasileira é lembrada.Uma especificidade da peça é que cada apresentação é única, nenhuma delas é repetida nas encenações seguintes, com exceção do prólogo. 
Ficha Técnica
Concepção e Direção: Leandro Romano
Dramaturgia: Gabriela Giffoni e Luiz Antonio Ribeiro
Elenco: Adassa Martins, Bernardo Marinho, Clarisse Zarvos, Elsa Romero, Gabriel Vaz, João Rodrigo Ostrower, Julia Bernat, Larissa Siqueira, Pedro Henrique Müller e Romulo Galvão
Duração aproximada: 180 minutos
Serviço
Quando: Quinta a sábado, 20h; domingo às 17h. Até 14/07
Onde: Sesc Avenida Paulista; Arte II (13º andar)
Quanto: R$ 6 até R$ 20
Classificação etária: 14 anos
Telefone: 3871-7700

Um jovem negro de 12 anos da periferia de São Paulo sai de casa para comprar pão. Encarado como suspeito, ele corre o mundo para não ser baleado pela polícia. Foto: Alexandra Nohvais / Divulgação. Com direção de Naruna Costa e Ailton Barros, Clayton Nascimento e Jhonny Salaberg, no elenco

Buraquinhos ou o Vento É Inimigo do Picumã

A peça ostenta com uma poética trilhada em cima do genocídio e etnocentrismo da população negra. Foi contemplada com prêmio de montagem na Mostra CCSP de Pequenos Formatos Cênicos do ano passado. Com uma narrativa em primeira pessoa, abraçado ao universo do realismo fantástico, o espetáculo apresenta um garoto negro de periferia – personagem nascido e criado em Guaianases, zona leste de São Paulo – que, no primeiro dia do ano, recebe um bascolejo de um policial quando chega à padaria. Ciente do que acontece com gente preta e pobre diante dessas autoridades, o miúdo começa a correr e sai numa viagem sem rumo certo, passando por países da América Latina e da África, buscando sempre dispositivos de sobrevivência para continuar existindo.
Ficha Técnica
Idealização, coordenação e dramaturgia: Jhonny Salaberg
Direção: Naruna Costa
Elenco: Ailton Barros, Clayton Nascimento e Jhonny Salaberg
Serviço
Quando: Quinta e sexta, 19h. Até 12/07
Onde: Itaú Cultural – sala multiuso (Avenida Paulista, 149 – Bela Vista – São Paulo)
Quanto: Grátis
Classificação etária: 14 anos
Telefone: 2168-1777

20 atrizes brasileiras revezando-se em 15 papéis — o espetáculo é uma adaptação musical de René Richard Cyr de uma peça canadense.

As Comadres
Com supervisão artística de Ariane Mnouchkine, Théâtre du Soleil, companhia francesa fundada em 1964, o musical As Comadres é uma versão Versão de uma comédia que chocou o Québec nos anos 1960. A protagonista Germana Louzan é uma dona de casa suburbana. Ao ganhar um milhão de selos promocionais, trocáveis por uma variedade de produtos, ela decide chamar 14 “comadres” para ajudá-la a colar os adesivos para mobiliar sua casa. Linda, Mariângela, Branca, Romilda, Lisa, Rosa, Ivete, Lisete, Angelina, Teresa, Pietra, Gabriela, Olivina e Ginete são as amigas, mulheres trabalhadoras, eu cuidam de maridos e filhos, e eu juntas colando selos vão desfiando um rosário de desejos, anseios, frustrações, medos, inveja. O encontro vira um angu e as mulheres passam a cobiçar a sorte da protagonista.
Ficha Técnica
Supervisão artística: Ariane Mnouchkine.
Texto original: Michel Tremblay.
Versão musical original: René Richard Cyr.
Músicas originais: Daniel Bélanger.
Direção musical: Wladimir Pinheiro.
Serviço
Quando: Quinta a sábado, 21h. Domingo: 18h. Até 28/7
Onde: Sesc Consolação – R. Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque
Quanto: R$ 12 a R$ 40.
Telefone: 3234-3000

Inspirada em faros reais, ocorridos no Agreste pernambucano, em 2005, a peça O Caso Severina narra a incrível história de uma agricultora, de 44 anos, que mandou matar o próprio pai. Foto: 

O caso Severina

Uma mulher, de 44 anos manda matar o próprio pai. “Por que uma agricultora, mãe de cinco filhos, contrata dois matadores de aluguel para matar o genitor, com seu próprio facão?” Essa é a pergunta que a Fraternal Companhia de Arte e Malas-Artes se fez ao iniciar o processo de construção da peça O Caso Severina. Inspirada em história real, ocorrida na Região do Agreste de Pernambuco, em 2005, a Fraternal realizou um extenso trabalho de pesquisa, que durou oito meses e utilizou tanto o material publicado pela mídia quanto os autos do processo, dentro de um projeto da Companhia intitulado Do Fato ao Ato. A direção é assinada por Ednaldo Freire e texto de Alex Moletta, e no elenco estão Mirtes Nogueira, Aiman Hammoud, Maria Siqueira, Giovana Arruda, Carlos Mira.
FICHA TÉCNICA
O Caso Severina

Concepção, Criação e Produção: Fraternal Companhia de Arte e Malas-Artes
Apoio: Prêmio Cleyde Yáconisda Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo
Direção: Ednaldo Freire
Dramaturgia: Alex Moletta
Elenco: Mirtes Nogueira, Aiman Hammoud , Maria Siqueira, Giovana Arruda, Carlos Mira.
Cenografia, figurinos e Adereços: Luiz Augusto dos Santos
Música: Luiz Carlos Bahia
Trilha e Direção Musical: Luiã Borges e Luiz Carlos Bahia
Iluminação e Operação de Luz: Marco Vasconcellos
Operação de Som: Ian Noppeney
Cenotécnico: Edson Freire
Design Gráfico e Audiovisual: Alex Moletta
Costureira: Célia Márcia Makarovsky
Duração:70 minutos
Recomendação etária:16 anos

Serviço
Temporada:05/07/2019 a 18/08/2019, de sexta a domingo
Horário:Sextas e sábados, 21h; domingos, 19h
Espaço do Folias: Rua Ana Cintra, 213, Santa Cecília,
telefone: (11) 3361-2223.
Capacidade:99 lugares
Ingressos:R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00
Ingressos antecipados:http://galpaodofolias.eventbrite.com
Estacionamento conveniado
Wi-Fi Público
Acesso para pessoas com mobilidade reduzida
Aceita cartões de débito e crédito
Café do Folias
, no piso superior

Gabriel Martins propõe um diálogo entre o malabarismo, a dança e a performance, buscando instaurar um espaço no qual corpos e objetos se relacionam. O espetáculo trabalha com o conceito de Corpo Desvelado, no qual se coloca em vulnerabilidade e com toda a exposição dos procedimentos em cena. Foto: Rafael da Silva / Divulgação

ESPAÇO ARCABOUÇO (Circo adulto)

Espaço Arcabouço é um espetáculo de circo contemporâneo fincado principalmente no malabarismo. O trabalho é construído em diálogo com a dança e a performance, buscando instaurar, assim, um “espaço” no qual as relações entre corpo(s) e objeto(s) são mais que possibilidades. O público, disposto ao redor da cena, em arena, compartilha de perto a exposição deste “arcabouço”: o corpo exposto em estado de vulnerabilidade. A proposta é se entregar ao risco e as oposições presentes no malabarismo, oscilando entre a virtuose do malabarismo tradicional, até a mais simples tarefa de manipulação. As luzes, o som, a estrutura de malabarismo de rebote, os objetos cênicos e todas as necessidades que surgem ao longo do espetáculo, são manipulados e resolvidos pelo artista de maneira desvelada, tornando o espectador testemunha dos acontecimentos. Espaço Arcabouço foi contemplado com prêmio Açorianos de Dança de Porto Alegre – 2015 – na categoria de melhor iluminação. O projeto também foi vencedor em 2014 do Prêmio Caixa Carequinha de Estímulo ao Circo da Funarte. O espetáculo foi contemplado com o Prêmio FUNARTE para circulação de espetáculos circenses (2018).
FICHA TÉCNICA
Concepção, direção e atuação: Gabriel Martins
Orientação cênica: Paola Vasconcelos
Iluminação: Mirco Zanini
Cenário: Luís Cocolichio
Figurino: Ana Carolina Klacewicz e Thayse Martns
Produção: Consoante Cultural
Distribuição: Michele Rolim
Classificação: LIVRE

Serviço
Quando: Sexta e sábado, 20h. Até 12 e 13/7 Após a sessão de sábado haverá bate papo com o artista.
Onde: Centro Cultural Tendal da Lapa (R. Constança, 72 – Lapa, São Paulo).
Quanto: R$ 20/ R$ 10 .
Telefone: 3862-1837 / (51) 98145-8419
Duração: 50 minutos

a atriz trans cubana Phedra D. Córdoba (1938-2016), que viveu no Brasil por mais de 40 anos. Márcia Dailyn é a protagonista, que faz confissões e relembra sua trajetória pessoal e profissional para o repórter, representado por Raphael Garcia. Foto: Aannelize Tozetto/ Divulgação

Entrevista com Phedra

O escritor João Silvério Trevisan definiu a atriz trans cubana Phedra D. Córdoba (1938-2016), como “uma muralha de resistência ao preconceito”. A diva da praça Roosevelt, de sotaque carregado e artista multifacetada viveu no Brasil por mais de 40 anos. Atuou na companhia de teatro Os Satyros, em muitas criações do diretor Rodolfo García Vázquez. Integrou o elenco de peças como  A Filosofia na Alcova, A Vida na Praça Roosevelt, Transex, Divinas Palavras, Liz, Hipóteses para o Amor e a Verdade e Cabaret Stravaganza. Foi personagem do documentário Cuba Libre”, primeira produção cinematográfica da companhia Os Satyros. A atriz Márcia Dailyn, primeira bailarina trans do Theatro Municipal de São Paulo, interpreta Phedra, na peça que o jornalista Miguel Arcanjo escreveu. Entrevista com Phedra é a primeira incursão de Arcanjo na dramaturgia. Na peça a atriz relembra seu percurso pelos palcos do teatro de revista da América Latina. O cenário que reproduz a sala de seu apartamento na praça Roosevelt, em que é entrevistada por Raphael Garcia, que faz o papel do jornalista.

Texto: Miguel Arcanjo Prado.
Direção: Juan Manuel Tellategui e Robson Catalunha.
Elenco: Márcia Dailyn e Raphael Garcia.
Direção de produção: Gustavo Ferreira.
Realização: Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez – Os Satyros.
Figurino e visagismo: Walério Araújo.
Cenografia: Robson Catalunha.
Iluminação: Diego Ribeiro e Rodolfo García Vázquez.
Sonoplastia: Juan Manuel Tellategui.
Arte visual: Henrique Mello.
Cenotécnico: Carlos Orelha.
Acessórios: Lavish by Tricia Milaneze.
Perucas: Divina Núbia.
Castanholas: Sissy Girl e Bene Reis.
Palco dos Bonecos: Luís Maurício.
Fotografia: Annelize Tozetto, Bob Sousa, Bruno Poletti, Edson Lopes Jr. e Felipe Margarido.
Vídeo: Laysa Alencar.
Operadores: Dennys Leite e Laysa Alencar.
Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes.
Apoio: A Casa do Porco, Bar da Dona Onça e Hot Pork – Janaina Rueda e Jeerson Rueda; Frango com Tudo – Rede Biroska – Lilian Gonçalves, Consulado General de Cuba em São Paulo e Consulado General de Argentina em São Paulo e Translúdica.
Agradecimentos: Livia La Gatto, Ferdinando Martins, Guttervil Guttervil, Lauanda Varone, Neiva Varone e Irlane Galvão.

Serviço
Onde: Espaço dos Satyros I Praça Franklin Roosevelt, 214 – Consolação – São Paulo
Quanto: R$ 40 (meiaentrada, R$ 20).
Quando: Segunda – 21h. Até 02/09
Telefone: 3255-0994
Capacidade: 50 assentos
Duração: 50 minutos.
Classificação: 14 anos.

Grupo XPTO em ação. Oroboro, uma alegoria sobre o caráter cíclico da existência. Foto: Divulgação

Oroboro

Personagens do mundo real estão sujeitos à ação de entidades mitológicas em Oroboro. um náufrago à deriva que, na iminência de sua morte, se vê diante do dilema de se deixar devorar por urubus ou atirar-se ao mar. Ele prefere arriscar a sorte no caminho do desconhecido e mergulha nas águas profundas do oceano. Numa ilha próxima, uma enorme serpente deixa um estranho ovo que provoca a curiosidade e a ambição dos habitantes do lugar. Humor, mistério, trapaças, lutas pelo poder, revolta, aniquilação são alguns dos temas abordados de forma simbólica em Oroboro, uma alegoria sobre o caráter cíclico da existência. A montagem emprega a linguagem de teatro de bonecos e formas animadas. A narrativa é desenvolvida sem a utilização da palavra, sendo conduzida tanto pela música executada ao vivo, como pela ação dos atores que manipulam os bonecos e objetos, emitindo ruídos guturais que funcionam como vozes dos personagens. Recentemente o grupo de teatro XPTO participou do festival The Ishara Puppet Theatre Trust, na Índia, sendo o único representante latino-americano no programa.
Ficha Técnica
Direção, cenografia, bonecos e iluminação: Osvaldo Gabrieli
Direção musical e músico: Beto Firmino
Elenco: Bruno Caetano, João Bernardes, Ozamir Araújo e Tay Lopes
Serviço
Quando: Domingo, 15h. Até 28/07
Onde: SESC Interlagos (Avenida Manuel Alves Soares, 1100 – Parque Colonial – São Paulo)
Quanto: Grátis. Distribuição gratuita 1 hora antes do início da sessão.
Classificação indicativa: 8 anos
Capacidade 362 assentos
Telefone: 5662-9500

Eu já vi… Se eu fosse você… também iria assistir

Musical expõe os altos e baixos da trajetória de cantora Elza Soares. Aos 12 anos, casou-se praticamente obrigada pelo pai. Aos 13 teve o primeiro filho. Aos 21 anos, já com cinco rebentos, ficou viúva. Consagrou-se como cantora. Com o jogador Mané Garrincha (1933-1983) conheceu uma vida de amor e sofrimento. Hoje ela é referência absoluta de determinação, talento, perseverança, luta. Foto: Divulgação

Elza

Elza Soares foi ficando cada vez mais múltipla com o passar do tempo. Para dar conta desse mosaico de força, o musical  Elza explora os principais episódios da vida da artista, que como poucos soube levantar a cabeça e dar a volta por cima nos momentos difíceis. Com texto de Vinícius Calderoni e direção de Duda Maia, conta como elenco formado por Larissa Luz, Janamô, Júlia Tizumba, Késia Estácio, Khrystal, Laís Lacorte e Verônica Bonm. Todas fazem o papel da cantora na peça. As atrizes também incorporam / narram / comentam os homens importantes da trajetória de Elza, como o compositor e apresentador Ary Barroso (1903-1964), e o jogador de futebol Mané Garrincha (1933-1983), com quem ela foi casada. É uma história densa, mas carrega o DNA da guerreira.

Serviço
Quando: Quinta a sábado, 21h. Domingo: 18h. Até 28/7
Onde: Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista – São Paulo
Quanto: R$ 30 até R$ 150.
Telefone: 3288-0136 Capacidade 835 assentos

Bete Coelho em cena de Mãe Coragem, adaptação de Brecht, dirigida por Daniela Thomas – Jennifer Glass/Divulgação

Mãe Coragem

A comerciante Anna Fierling vende mercadorias aos soldados da Guerra dos Trinta Anos (1618-1648). Portanto, ela também lucra com os sofrimentos, as mortes, a barbárie. Traduzido diretamente do alemão, a adaptação de Daniela Thomas para Mãe Coragem e Seus Filhos, o texto de Bertolt Brecht propõe uma reflexão pungente sobre o lugar da moral em tempos de guerras do guerras do passado e de outras guerras do presente.  A Mãe Coragem do título chega à conclusão que não é ela quem lucra com a guerra quando perde os três filhos, Eilif, Queijinho e Kattrin, em batalhas como as mães dos jovens negros ue tem seus filhos subtraídos em A tragédia se desenrola no ginásio e o público assiste das arquibancadas o elenco charfurdar na lama que traça ligações com Mariana e Brumadinho.

FICHA TÉCNICA
Texto – Bertolt Brecht
Música original – Paul Dessau
Tradução – Marcos Renaux
Direção – Daniela Thomas
Assistência de direção – Gabriel Fernandes
Direção musical e arranjos – Felipe Antunes
Cenário – Daniela Thomas e Felipe Tassara
Figurino – Cassio Brasil
Iluminador – Beto Bruel
Desenho de som – Gustavo Breier
Elenco: Bete Coelho, Luiza Curvo, Amanda Lyra, Carlota Joaquina, Luisa Renaux, Ricardo Bittencourt,
Murilo Grossi, Roberto Audio, Rodrigo Penna, Wilson Feitosa, Cacá Toledo, Murillo Carraro
Músicos: Juliana Perdigão/ Gui Augusto , Felipe Antunes, Allan Abbadia/Ednaldo Santos, Wilson Feitosa
Murilo Grossi, Cacá Toledo
Produtora de figurino – Patricia Sayuri Sato
Assistentes cenografia – Iara Ito e Tania Menecucci
Assistente figurino – Daniela Tocci
Assistente e operadora de luz – Sarah Salgado
Engenheiro de Som, Gravações e Mixagem – Gustavo Breier
Direção de palco – Murillo Carraro
Contrarregras – Theo Moraes e Davi Puga
Camareira – Lili Santa Rosa
Aderecistas – Jesus (Walkir Pedroso) e Bosco Bedeschi
Costureiras – Yrondi Moço Rillo, Salete Paiva e Lili Santa Rosa
Harmonização das partituras originais – Kezo Nogueira e Felipe Antunes
Estagiários – Alice Tassara, Annick Matalon, Maria Pini Piva e Thomas Carvalho
Diretor técnico – Nietzsche
Arquitetura – Alvaro Razuk
Equipe de Arquitetura – Daniel Winnik, Ligia Zilbersztejn, Tabata Sung e Anselmo Turazzi
Assessoria Jurídica: Olivieri Advogados (pro bono) / NBPF Advogados
Assessoria de imprensa – Pombo Correio
Arte gráfica – Celso Longo e Daniel Trench
Fotógrafa – Jennifer Glass
Assistentes de produção – Diogo Pasquim, Theo Moraes e Davi Puga
Produtor executivo – Arlindo Hartz
Direção de produção – Luís Henrique Luque Daltrozo
SERVIÇO
Serviço
Quando: Terça a sábado, 20h30. Domingo: 18h30. Até 21/7
Onde: Sesc Pompeia – ginásio primavera Rua Clélia, 93 – Água Branca – São Paulo
Quanto: R$ 12 até R$ 40.
Telefone: 3871-7700
Classificação: 12 anos
Duração: 150 minutos

AS cangaceiras

As Cangaceiras,Guerreiras do Sertão

Newton Moreno conta que um grupo de mulheres se rebelam contra mecanismos de opressão que encontravam dentro do próprio Cangaço. As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão é uma fábula inspirada nas mulheres que seguiam os bandos nordestinos. O musical busca refletir sobre as forças do feminino nesse espaço de libertação e sobre a ideia de cidadania e heroísmo.
Ficha técnica
Elenco: Amanda Acosta, Marco França, Vera Zimmermann, Carol Badra, Luciana Lyra, Rebeca Jamir, Jessé Scarpellini, Marcelo Boffat, Milton Filho, Pedro Arrais, Carol Costa, Badu Morais, Eduardo Leão e mais 5 músicos
Dramaturgia: Newton Moreno
Direção: Sergio Módena
Produção: Rodrigo Velloni
Direção Musical: Fernanda Maia
Canções Originais de Fernanda Maia e Newton Moreno
Coreografia: Erica Rodrigues
Figurino: Fabio Namatame
Cenário: Marcio Medina
Iluminação: Domingos Quintiliano
Assistente de Dramaturgia: Almir Martines
Diretora Assistente: Lorena Morais
Designer Gráfico: Ricardo Cammarota
Fotografia: Priscila Prade
Produção Executiva: Swan Prado e Luana Fioli
Assistente de Produção: Adriana Souza e Bruno Gonçalves
Administração Financeira: Vanessa Velloni
Realização: Velloni
Produções Artísticas e Sesi-SP.

Serviço
Quando: Quinta a sábado, 20h. Domingo: 19h. Até 04/8
Onde: Centro Cultural Fiesp – teatro Sesi São Paulo (Avenida Paulista, 1313 – Bela Vista – São Paulo
Quanto: Grátis.
Telefone: 3322-0050
Capacidade 456

terrenal leekyung kim

Terrenal

Uma das histórias mais famosas de todos os tempos: o conflito bíblico entre os irmãos Caim e Abel. Esse mito é vertido para um paraíso às avessas. Em um loteamento, Caim (Dagoberto Feliz) produz pimentões e vive apegado à terra e ao acúmulo de bens, enquanto Abel (Sergio Siviero) trabalha apenas aos domingos, o “dia santo”, vendendo iscas aos pescadores da região. Sem se entenderem, os irmãos não conseguem decidir sobre o que fazer com o terreno, até que Tata (Celso Frateschi), o pai que os abandonou ainda crianças, reaparece justamente na data que marca 20 anos de seu desaparecimento. A montagem levanta questões contemporâneas sobre justiça, divisão de riquezas e aceitação de visões de mundo distintas. Com recursos circenses e trilha sonora ao vivo, executada por Demian Pinto, o episódio do livro do Gênesis narra o fratricídio considerado o primeiro assassinato do mundo.

Texto: Mauricio Kartun
Direção de Marco Antonio Rodrigues
Duração 90 minutos.
Classificação é 16 anos.
Serviço
Quando: Quinta 21h. Até Até 25/07

Onde: Teatro Raul Cortez (Rua Doutor Plínio Barreto, 285 – Bela Vista – São Paulo)
Quanto: R$ 50 e R$ 25.
Telefone: 3254-1631
Capacidade :513 assentos

Janaína Leite e Amália Fontes Leite

Stabat Mater

A maternidade e a imagens construídas da Virgem Maria são um pretexto para um mergulho profundo, desafiador, inquietante e original da artista Janaina Leite. Na companhia da sua mãe em cena, Janaina verticaliza sua investigação sobre o real no teatro, investe na categoria do obsceno e explode pornografia… Com um pedido de desculpas do apagamento da mãe no solo anterior, Conversas Com Meu Pai, Stabat Mater é daqueles raros espetáculos em criatividade, rigor de pesquisa, ousadia, coragem, autoria, comungam na mesma cena para dizer porque o teatro é uma arte tão potente. Mas tudo o que se disser sobre essa encenação será pouco. Aviso aos puritanos: a peça contém cenas de nudez e sexo.
Ficha técnica
Concepção, direção, dramaturgia: Janaina Leite
Performance: Janaina Leite, Amália Fontes Leite e Priapo
Dramaturgismo e assistência de direção: Lara Duarte e Ramilla Souza
Direção de arte, cenário e figurino: Melina Schleder.
SERVIÇO
Quando: Sexta e sábado 21h domingo 20h. Sessão extra: quinta-feira 18/07. Até Até 21/07
Onde: CCSP – espaço cênico Ademar Guerra (Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade – São Paulo)
Quanto: R$ 20 e R$ 10.
Telefone: 3397-4002
Capacidade 100 assentos
Indicação: 18 anos

Nilcéia Vicente, Roberta Estrela D’Alva. Foto: Sérgio Silva

Terror e Miséria no Terceiro Milênio

Nove atores e dois DJs ensaiam. Sentados em dois bancos, refletem e criam. O disparador é o texto Terror e Miséria no Terceiro Reich, de Bertolt Brecht; e a matéria bruta, a realidade brasileira. Desses dois tempos de barbárie – ascensão do fascismo no mundo, os artistas improvisam recortes e samples com os embates de visões de mundo. Para erguer a peça Terror e Miséria no Terceiro Milênio – Improvisando Utopias foi realizado o encontro entre integrante do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos e artistas parceiros. A diretora Claudia Schapira diz que a os choques desses tempos e o conflito da diversidade foram levados para dentro da cena. E aí o grupo evidencia que essas segregações também são construções perversas do capitalismo e seus mecanismos de privilégios. A montagem acompanha a estrutura episódica do texto original e arquitetada uma dramaturgia fragmentada, entremeada de comentários, em que os atores constroem e desconstroem imagens e narrativas, que se desmantelam diariamente. Mas lançam utopias para o futuro.
Ficha técnica
Direção: Claudia Schapira
Atores mcs: Fernanda D’Umbra, Georgette Fadel, Jairo Pereira, Luaa Gabanini, Lucienne Guedes, Nilcéia Vicente, Roberta Estrela D’Alva, Sérgio Siviero e Vinícius Meloni.
Atores DJs: Dani Nega e Eugênio Lima
Inserções de poemas: Jairo pereira e Roberta Estrela D’Alva
Direção Musical: Eugênio Lima, Roberta Estrela D’Alva e Dani Nega
Direção de Movimento e Coreografias: Luaa Gabanini
Assistência de Direção: Maria Eugenia Portolano
Vídeo-intervenção: Bianca Turner
Cenário: Bianca Turner e Claudia Schapira
Figurino: Claudia Schapira
Figurinista assistente: Isabela Lourenço
Kempô e Treinamento de Luta: Ciro Godói
Danças Urbanas: Flip Couto
Preparação Vocal: Andrea Drigo
Técnicas de spoken word: Roberta Estrela D’Alva
Iluminação: Carol Autran
Engenharia de Som: Eugênio Lima e Viviane Barbosa
Costureira: Cleusa Amaro da Silva Barbosa
Cenotécnico: Wanderley Wagner da Silva
Design gráfico: Murilo Thaveira
Estagiárias: Isa Coser, Junaída Mendes, Maitê Arouca
Direção de Produção: Mariza Dantas
Produção Executiva: Victória Martinez, Jessica Rodrigues
e Núcleo Bartolomeu de Depoimentos
Serviço
Quando: Sexta e sábado 21h, domingo 18h. Até Até 28/07
Onde: Sesc Bom Retiro Alameda Nothmann, 185 – Campos Elíseos – São Paulo
Quanto: R$ 6 a R$ 20.
Telefone: 3332-3600
Capacidade 250 assentos
Capacidade: 250 lugares.
Duração: 90 minutos.
Recomendação: 14 anos

Postado com as tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

As perguntas não dão trégua
Crítica da peça Hearing

Espetáculo iraniano Hearing (Escuta) em curta temporada em São Paulo. Foto: Christophe Raynaud de Lage

Parece a idade das trevas, com segredos e códigos de honra específicos de um longínquo Oriente Médio. O que é proibido instiga a imaginação. E é proibido por quê? Por qual autoridade? Curiosidade e atração pelo mistério associados ao desejo de liberdade e hormônios em ebulição. No ambiente do espetáculo Hearing (Escuta), por questões religiosas e culturais, o acesso de homens aos dormitórios das meninas é totalmente proibido. A peça do encenador e dramaturgo iraniano Amir Reza Koohestani, produzida pelo Mehr Theatre Group, abre portas e alçapões para as regras rígidas comandadas por mãos invisíveis. O desejo de dominação está em um ponta e o que é verdade, ficção, se multiplicam por inúmeras possibilidades.

Um dia, uma garota relata ter escutado a voz de um homem em um dos quartos.  A história corre. O novelo está feito com seus véus, percepção da realidade, manipulações, “verdades” distorcidas, usadas para se defender, para acusar. Fantasias adolescentes. O que se falou, se ouviu bem ou não, já comprometeu o futuro da outra pessoa envolvida em auditivas convicções. 

Hearing teve como disparador o documentário Homework (Lição de casa), de 1989, do cineasta também iraniano Abbas Kiarostami (1940-2016) – diretor de Gosto de Cereja (1997), Através das Oliveiras (1994), Dez (2002), Cópia Fiel (2010), Um Alguém Apaixonado (2012) e O Vento nos Levará (1999).

A peça se passa em dois tempos: do interrogatório sobre o ocorrido naquela residência universitária, supostamente intransponível à curiosidade masculina, e um olhar sobre o passado. Os garotos reais estavam interditados de andar por lá, mas os rapazes imaginários não deixavam de plainar pelo espaço. É aí é que entra a importante questão de que, nesse caso, a veracidade pouco vale.

Na primeira parte de Hearing, Samaneh está lá a responder um interrogatório sobre o que se passou naquela noite de Ano Novo. Ela diz ter ouvido uma voz de homem no quarto da sua amiga Neda. Mas confrontada com a posição da acusada, ela não tem mais certeza. Para a acusadora não importa a transgressão, mas um relatório que ninguém assume a autoria e a construção de uma narrativa que vai ficando cada vez mais kafkiana.

A segunda parte avança em cerca de 15 anos, em que essa memória fica mais rarefeita e está povoada de culpas e arrependimentos pelas consequências dos testemunhos. O incidente marca o destino de Neda, perseguida pelas mesmas perguntas quando vai pedir asilo político na Suécia.

O diretor Koohestani é sutil, simples nas suas escolhas cênicas. Um palco escuro, iluminação sóbria e uma narrativa em camadas que constrói entrelaçamentos verbais para expor uma atmosfera opressiva à beira do absurdo. Lembrar e confessar vai ficando cada vez mais pesado.

A verdade é degastada nas defesas e refutação. A supervisora apontada para condenação, seja qual for o crime, se houve crime. Nesse ambiente de medo e ameaças, uma câmera que capta imagens ao vivo em sequência com outras gravadas dá conta de subjetividades controladas.

Hearing trata de um sistema de poder que esmaga ou controla a intimidade de mulheres no Irã. Mas penso no Brasil, atingido em pleno voo democrático com fakenews, manobras midiáticas, jurídicas e políticas. E como combater tudo isso.

HEARING [Escuta]
Quando: 9 e 10 de julho, terça-feira, às 18h, e quarta-feira, às 21h
Onde: Sesc Pompeia
Quanto: R$ 40,00 (inteira); R$ 20,00 (estudante, servidor da escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência) e R$ 12,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes)
Duração: 70 minutos
Classificação indicativa: recomendado para maiores de 12 anos

Ficha técnica:
Texto e direção: Amir Reza Koohestani
Elenco: Mona Ahmadi, Ainaz Azarhoush, Elham Korda e Mahin Sadri
Assistente de direção: Mohammad Reza Hosseinzadeh
Vídeo: Ali Shirkhodaei
Música e sonoplastia: Ankido Darash
Desenho de luz: Saba Kasmaei
Cenografia: Amir Reza Koohestani / assistência de Golnaz Bashiri
Figurinos e adereços: Negar Nemati / assistência de Negar Bagheri / Segundo assistente: Mohammad Khaksari
Direção de palco: Mohammad Reza Najafi
Produção: Mehr Theatre Group
Coprodução: La Bâtie – Festival de Genève, Künstlerhaus Mousonturm Frankfurt am Main, BOZAR – Centre for Fine Arts Brussels
Diretores de produção: Mohammad Reza Hosseinzadeh e Pierre Reis
Responsável de turnê: Pierre Reis
Produção/Brasil: CenaCult Produções/Julia Gomes
O espetáculo foi escrito durante a residência na Akademie Schloss Solitude (outubro de 2014 – março de 2015) em Stuttgart, Alemanha. 

 

 

Postado com as tags: , , , , , , , ,

FIT Rio Preto chega aos 50 anos

Festival movimenta cidade paulista até o dia 13 de julho

SÃO PAULO – A trajetória de uma artista negra, que venceu a fome e o preconceito para garantir o seu lugar de fala (e com que voz!) forma o quadro da programação do Festival Internacional de Teatro, o FIT, de São José do Rio Preto (SP), nesta quinta-feira (04/07). Sete atrizes se multiplicam para expor a trajetória da cantora de A Mulher do Fim do Mundo e Maria da Vila Matilde, e de outras tantas músicas em seis décadas de carreira. Elza, o musical vibrante dá o tom inicial do que é o repertório deste ano, com 34 espetáculos, espalhados por 25 locais da cidade até 31 de julho. É tempo de luta, mas sem abandonar a alegria é tembém o que proclama a montagem de Gabriel Villela para O Auto da Compadecida, texto de Ariano Suassuna.

A escolha das montagens para compor o caleidoscópio curatorial avisa que corpos femininos trans e cis, negros e marginalizados estão de prontidão para se defenderem e defender o que é possível de democracia. Com espetáculos nacionais e internacionais, ações formativas e um ponto de encontro com intervenções e performances, o FIT Rio Preto celebra 50 anos para horar sua história.

A curadoria desta edição – do dramaturgo, diretor e escritor Alexandre Dal Farra, da jornalista e gestora cultural Adriana Macedo e do idealizador e editor da revista Antro Positivo Ruy Filho -, aponta para o futuro, para o momento em constante ebulição nas cênicas e da criatividade como arte impossível de ser barrada pelos poderosos da vez.

Os espetáculos refletem a urgência de tomar posições progressivas, de se posicionar e enfrentar de cabeça erguida as tentativas de desmantelar a cultura no Brasil. E dos enfrentamentos que ocorrem em outras partes do planeta.

Cada obra traz sua específica contundência. Seja para se colocar contra a censura, como em Domínio Público (Elisabete Finger, Maikon K, Renata Carvalho e Wagner Schwartz), seja mirar os racimos em Buraquinhos ou O Vento é Inimigo do Picumã (Coletivo Carcaça de Poéticas Negras), seja para dizer NÃO à homofobia de Tom na Fazenda ou enfrentar a repressão de Quando quebra queima.

O Festival abriga companhias do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Amapá, Bahia, Piauí e Santa Catarina. França, Gana, Irã, México e Bolívia chegam com obras contemporâneas em diálogo com outras áreas artísticas.

A artista Va-Bene Fiatsi, de Gana (África) vem com três espetáculos – agbanWu – [Velório] [Lying in State], dZikudZikui-aBiku-aBiikus – [Nascido Depois do Nascido-Morto] – [Born to death-born to die] e Strikethrough – [Tachado]. Suas obras lidam com as tensões culturais e propõem uma reflexão sobre nossas contribuições, ações e inações em relação a direitos humanos, gênero, sexualidade, preconceitos, sexismo, fanatismo religioso, injustiças políticas e minorias marginalizadas nas sociedades civis. Ela concebe seus trabalhos como rituais de identidade que examinam a vulnerabilidade das minorias e a tensão entre exibicionismo e voyeurismo.

Hearing – [Escuta], do Mehr Theatre Group, do diretor e dramaturgo Amir Reza Koohestani do Irã, acende a importância do ouvir (e relatar o que ouviu) na determinação do futuro dos envolvidos. A peça apresenta dois tempos: o da infância e o da maturidade, em reflexão sobre esse passado. Num colégio para meninas, a jovem Samaneh ouve (ou pensa ouvir) a voz de um homem no meio da noite. O dormitório feminino da escola é um lugar proibido aos homens. Muitos anos depois Samaneh necessita relembrar daquele episódio. E avaliar suas consequências. A peça Escuta tem sessões agendadas no Sesc Pompeia nos dias 9 e 10/7.

Romeo y Julieta de Aramburo é uma versão sem fantasias da versão original de Shakespeare. Com a peça, os bolivianos do Kinteatr denunciam o patriarcado ainda reinante na Bolívia. Por favor cierra la puerta, gracias [Por Favor Feche a Porta, Obrigado], do grupo mexicano Vaca 35 Teatro propõe com seu teatro-documentário um passeio por Juarez, cidade mexicana que faz fronteira com os Estados Unidos.

Companhias, artistas e coletivos residentes em São José do Rio Preto foram escolhidos para apresentar trabalhos prontos e obras ainda em processo de construção, em formato de residência artística na Cena Rio Preto. A categoria foi criada em 2007 e nesta edição, seis trabalhos foram selecionados.

As ações formativas deste ano partem da noção de encruzilhada como lugar múltiplo, diverso, oposto, único, plural, de construção, de improvisação, proposta por Leda Martins, poeta, ensaísta, acadêmica e dramaturga brasileira. A dupla de curadores – formada pela encenadora integrante do grupo Teatro da Vertigem Eliana Monteiro e pelo diretor, dramaturgo, pesquisador e professor José Fernando Peixoto de Azevedo – desenvolveu atuações práticas, reflexivas, provocadoras e pedagógicas para a troca de experiências e ideias.

O FIT Rio Preto é realizado pela Prefeitura Municipal de São José do Rio Preto e pelo Sesc São Paulo,

PROGRAMAÇÃO

Alice _ Baltazar ou Indevassável. Foto: Clara Castañon

Alice&Baltazar ou INDEVASSÁVEL
Homero Ferreira – São José do Rio Preto/SP
Alice é uma jovem que se sente imóvel diante da dificuldade de encontrar um lugar para morar no Rio de Janeiro. Baltazar é rico, branco e herdeiro de empreendimentos imobiliários. Ele não imagina o que Alice planejou para chamar sua atenção…
11/7 – 19h e 23h – Teatro Municipal Paulo Moura
Texto e direção: Homero Ferreira
Orientação: Carmem Gadelha
Elenco: Jasmin Sánchez, Lucas Garbois e Rodrigo Andrade
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 55 minutos

HUMALTERIDADE. Foto: Paulo Amaral

HUMALTERIDADE
Asa de Borboleta Performance Art – São José do Rio Preto/SP
A obra pesquisa as construções do corpo performático limitado pela dificuldade de locomoção, inserindo-o numa perspectiva da alteridade. Busca provocar o espectador usando como fio condutor a noção da realidade do distinto, abordando o “estranho” enquanto percorre a fronteira cartográfica corpórea.
5/7 – 16h – Calçadão
Rua Jorge Tibiriçá com General Glicério
7/7 – 22h – Swift – Graneleiro
9/7 – 16h – Associação das Pess oas com Deficiência – Acadef
10/7 – 21h – Praça Cacilda Becker
(ao lado do Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto)
Direção e performance: Vanessa Cornélio
Classificação indicativa: livre
Duração: 30 minutos

Imprudências Poéticas. Foto: Bruno Camargo

IMPRUDÊNCIAS POÉTICAS
Cia. dos Pés – São José do Rio Preto/SP
Inspirado em textos do escritor moçambicano Mia Couto, a interferência poética invade o horizonte da construção urbana e com uma dança-poema pausa o conturbado espaço de concreto, propondo um questionamento sobre a criação do medo. Um guindaste de 33 metros é utilizado como parte do cenário.
7/7 – 17h30 – Praça São Sebastião
Distrito de Talhado
11/7 – 17h30 – Praça dos Esportes e da Cultura
Distrito de Engenheiro Schmitt
Inspirado nas obras “As baleias de Quissico”, “A menina, as aves e o sangue” e “Murar o medo”, de Mia Couto.
Direção e roteiro: Angélica Zignani
Elenco: Mariane Cerilo e Daniel Neves
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 50 minutos

Corpomáquina. Foto: Diego-Santos

CORPOMÁQUINA
Robo.art – São José do Rio Preto/SP
Repensar o lugar do corpo na cena contemporânea exige que discutamos as mudanças estruturais e representacionais ligadas ao uso de novas tecnologias. O corpo pós-humano, contaminado pelo devir-tecnológico, é um corpo-imagem transfigurado que descobre sua potência na inter-relação com o mundo.
6/7 – 23h – Swift – Graneleiro
Direção: Vinicius Dall’Acqua
Coreografia/performer: Vinicius Francês
Classificação indicativa: 18 anos
Duração: 40 minutos

Não tem véu, nem réu, tem revolução. Foto: Elissa Pomponio

NÃO TEM VÉU, NEM RÉU, TEM REVOLUÇÃO!
Manas no Coletivo – São José do Rio Preto/SP
Através de intervenções artísticas em fotografias produzidas durante o processo de construção da peça, a mostra aborda a infâmia do feminino perante a sociedade. Durante a exposição, o elenco do espetáculo fará intervenções, apresentando algumas cenas.
11/7 – 22h – Swift – Mezanino
Fotografia, intervenção artística e concepção: Elissa Pomponio
Intervenções ao vivo de cenas: Amine Boccardio, Carol Campos, Fabiana Pezzotti e Lila Santiago
Produção: Fabiana Pezzotti e Denise Cristina
Classificação indicativa: 18 anos
Duração: 60 minutos

Teoremas. Foto: Divulgação

TEOREMAS
Grupo Kahlos – São José do Rio Preto/SP
As memórias da atriz Vanessa Cornélio. A amnésia pós-traumática que a protagonista sofreu após o acidente automobilístico que lesionou sua medula. Os dias esquecidos são apresentados como novas e improváveis memórias das memórias reais, num jogo cênico onde se edita a realidade através da ficção.
5/7 – 23h – Swift – Graneleiro
Encenação e dramaturgia: Tauã Teixeira
Elenco: Vanessa Cornélio, Milton F. Verderi, Lucas Leal e Marcela Galhardo
Classificação indicativa: 18 anos
Duração: 90 minutos

INTERNACIONAIS

agbanWu. Foto: Kresiah Mukwazhi / Divulgação

agbanWu [Velório]
Va-Bene Fiatsi [crazinisT artisT] – Gana
Imagens dos tradicionais ritos fúnebres inundam a performance “agbanWu”, que questiona as relações de poder entre indivíduos, governo, militares e igreja na África.
09/07 – 18h30 às 22h30 – Swift – Área interna
Criação: Va-Bene Fiatsi [crazinisT artisT]
Direção técnica: Martin Toloku
Flautista: Alice Guel
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 240 minutos
(o tempo de permanência na performance é livre)

dZikudZikui-aBiku-aBikus – Foto: Anwar Sadat Mohammed

dZikudZikui-aBiku-aBiikus – [Nascido depois do nascido-morto]
Va-Bene Fiatsi [crazinisT artisT] – Gana
A obra propõe uma reflexão sobre nossas contribuições, ações e inações em relação à violência, ódio, preconceito, vulnerabilidades e mortalidade. A performance questiona o fracasso da Igreja/Cristianismo e sua participação contraditória em atos desumanos.
11/7 – 21h30 – Swift – Estacionamento
Criação: Va-Bene Fiatsi [crazinisT artisT]
Direção técnica: Martin Toloku
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 60 a 120 minutos

Hearing. Foto: Pierre Borasci

HEARING – [Escuta]
Mehr Theatre Group – Irã
Espécie de castelo inatingível, o dormitório das meninas sempre foi trancado a sete chaves. Mas um dia, uma garota relata ter ouvido um homem em um dos quartos. A peça tematiza com culpas, remorsos, desejos e fantasias e a confusão entre o virtual e o real.
5 e 6/7 – 21h30 – Sesc – Ginásio
Texto e direção: Amir Reza Koohestani
Elenco: Mona Ahmadi, Ainaz Azarhoush, Elham Korda e Mahin Sadri
Classificação indicativa: 12 anos
Duração: 70 minutos

Por Favor Cierra la Puerta, Gracias. Foto: Raul Kriga

POR FAVOR CIERRA LA PUERTA, GRACIAS – [Por favor feche a porta, obrigado]
Vaca 35 Teatro – México
A encenação propõe um passeio por Ciudade Juarez, suas histórias e seus fantasmas. Essas narrativas chegam e se acomodam em um pequeno apartamento no centro da cidade e nos abrem a porta de memórias dos que se foram e dos que ficaram.
5, 6 e 7/7 – 19h – Casa – Avenida das Hortênsias, 263, Jardim dos Seixas.
Dramaturgia: criação coletiva Vaca 35 Teatro
Direção e concepção: Damián Cervantes
Elenco: Guadalupe Balderrama, Alan Posada, José Rafael Flores, Laura Galindo, Mario Vera, Humberto Morales e Abril Badillo
Classificação indicativa: 18 anos
Duração: 90 minutos
Lotação: 90 lugares

Romeo y Julieta de Aramburo. Foto: Sandra Zea

ROMEO Y JULIETA DE ARAMBURO
Kiknteatr – Bolívia
A encenação investe na intimidade do conflito dos jovens amantes, do relativismo e do niilismo de nossos tempos. A versão denuncia, sobretudo, o patriarcado ainda reinante – muitas mulheres, na Bolívia, quando se casam perdem “seu” sobrenome paterno para receber o de seu marido usando o “de”, que expressa propriedade.
12 e 13/7 – 21h30 – Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto
Texto: Diego Aramburo (intervenção na obra de William Shakespeare, sobre tradução própria)
Direção: Diego Aramburo
Elenco: Camila Rocha, Diego Aramburo e Ariana Stambuk
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 50 minutos

strikethrough. Foto: crédito Greg Goodale 

STRIKETHROUGH – [Tachado]
Va-Bene Fiatsi [crazinisT artisT] – Gana
A narração performativa navega pelas fronteiras coloniais nos espaços que não foram feitos para “outres” ou “corpos estranhos”. Diversos vídeos registraram a confusão de seguranças de fronteiras ao lidar com documentos de artistas não binários.
7/7 – 21h30 – Sesc – Ginásio
Criação: Va-Bene Fiatsi [crazinisT artisT]
Direção técnica: Martin Toloku
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 90 minutos

 

NACIONAIS

Auto da Compadecida. Foto: Tati Motta

AUTO DA COMPADECIDA – Grupo Maria Cutia e Gabriel Villela
Belo Horizonte/MG
Músicas que entrelaçam o regionalismo mineiro e o pernambucano compõem o repertório dessa montagem, que explora as aventuras picarescas de Chicó e João Grilo. O cenário e o figurino trazem um sincretismo entre a estética oriental das tapeçarias, o cangaço de Pernambuco e o barroco mineiro com motivos chineses da Igreja de Nossa Senhora do Ó de Sabará.
13/7 – 19h – Teatro Municipal Paulo Moura
Texto: Ariano Suassuna
Concepção e direção geral: Gabriel Villela
Elenco: Leonardo Rocha, Hugo da Silva, Mariana Arruda ou Jimena Castiglioni, Lucas Dê Jota Torres, Malu Grossi, Marcelo Veronez e Polyana Horta
Classificação indicativa: livre
Duração: 80 minutos

BURAQUINHOS. Foto_Alessandra Nohvais

BURAQUINHOS OU O VENTO É INIMIGO DO PICUMÃ
Carcaça de Poéticas Negras
São Paulo/SP
Um menino negro correr o mundo, e, ao longo do caminho, é atingido por 111 tiros de arma de fogo do policial que o persegue. Com fortes tintas de realismo fantástico, a obra traz à cena o genocídio da população jovem, negra e periférica.
5 e 6/7 – 21h30 – Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto
Idealização, coordenação e dramaturgia: Jhonny Salaberg
Direção: Naruna Costa
Elenco: Ailton Barros, Clayton Nascimento e Jhonny Salaberg
Classificação indicativa: 12 anos
Duração: 90 minutos

Renata Crvalho em Domínio Público. Foto_Humberto Araujo 

DOMÍNIO PÚBLICO
Elisabete Finger, Maikon K, Renata Carvalho e Wagner Schwartz – Núcleo Corpo Rastreado – Curitiba/PR, São Paulo/SP e Paris/França
Os quatro artistas se juntam para uma reflexão a partir dos ataques que sofreram em 2017. Tomando como ponto de partida um dos ícones da história da arte, revelam como uma obra pode ser utilizada em diferentes narrativas ao longo do tempo, espelhando os fatos e incongruências de nossas sociedades.
6 e 7/7 – 19h – Sesc – Teatro
Criação, texto e performance: Elisabete Finger, Maikon K, Renata Carvalho e Wagner Schwartz
Colaboração artística: Ana Teixeira
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 40 minutos

Elza. Foto: Elena Moccagatta

ELZA
Sarau Agência de Cultura Brasileira – Rio de Janeiro/RJ
Elza Soares é sinônimo de resistência e reinvenção. Sete atrizes se multiplicam na artes em diferentes fase de sua trajetória.
04/07 – 19h30 – Anfiteatro Nelson Castro (Represa Municipal)
Texto: Vinícius Calderoni
Direção: Duda Maia
Elenco: Janamô, Júlia Tizumba, Késia Estácio, Khrystal, Laís Lacôrte, Larissa Luz e Verônica Bonfim
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 150 minutos

Epidemia Prata. Foto: Letícia Godoy

EPIDEMIA PRATA
Cia Mungunzá de Teatro – São Paulo/SP
A encenação traz uma costura entre duas linhas narrativas: a visão pessoal dos atores sobre personagens reais que conheceram em sua atual residência no Teatro de Contêiner, Centro de São Paulo, e o mito da Medusa.
9 e 10/7 – 21h30 – Sesc – Ginásio
Argumento e texto: Cia Mungunzá de Teatro
Direção: Georgette Fadel
Elenco: Gustavo Sarzi, Leonardo Akio, Lucas Beda, Marcos Felipe, Pedro Augusto, Verônica Gentilin e Virginia Iglesias
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 60 minutos

Lugar da Chuva. Foto: Nu Abe

LUGAR DA CHUVA
Frêmito Teatro e Agrupamento Cynétiko – Macapá/AP e São Paulo/SP
A dramaturgia cartográfica, que organiza o texto por ilhas, acompanha a trajetória de dois narradores-viajantes por diversos locais na foz do Rio Amazonas, reinventando as sensações que os atravessam durante o percurso entre a cidade e a floresta
11 e 12/7 – 19h – Sesc – Teatro
Dramaturgismo: Ave Terrena
Direção: Otávio Oscar
Elenco: Raphael Brito e Wellington Dias
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 70 minutos

Medeia Negra. Foto:  Adeloyá Magnoni

MEDEIA NEGRA
Grupo Vilavox – Salvador/BA
Medeia é vista, por nós, como a fundação de uma exclusão fundamental: a invisibilização da voz feminina. A peça revela ao público outras possíveis leituras do mito. A personagem desconstrói o mito para convocar as mulheres à retomada do poder.
7 e 8/7 – 21h30 – Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto
Dramaturgia: Márcio Marciano e Daniel Arcades
Direção: Tânia Farias
Concepção e atuação: Márcia Limma
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 60 minutos

Monstra. Foto: Debby Gram 

MONSTRA
Elisabete Finger e Manuela Eichner – São Paulo/SP
Monstra se coloca entre os campos da dança e das artes visuais, tendo o corpo como ponto de partida e de chegada. Mulheres e plantas constroem e destroem situações e imagens, colocando a prova algumas certezas sobre o feminino, o belo e o dócil.
12 e 13/7 – 21h30 – Sesc – Ginásio
Direção: Elisabete Finger e Manuela Eichner
Criação e performance: Barbara Elias, Danielli Mendes, Josefa Pereira, Mariana Costa e Patrícia Bergantin
Classificação indicativa: 18 anos
Duração: 50 minutos

PEÇA DE ADULTO, FEITA POR CRIANÇAS. Foto: João Caldas Fº

PEÇA PARA ADULTOS FEITA POR CRIANÇAS
Elisa Ohtake -São Paulo/SP
Cinco crianças aventureiras atuam, dançam, vivem, mergulham em Hamlet, no transumano, no além do humano, inventam brincadeiras para adultos contra a chatice, contra o antropocentrismo, contra a morte em vida.
8 e 9/7 – 19h – Sesc – Teatro
Dramaturgia: Elisa Ohtake e elenco
Concepção e direção: Elisa Ohtake
Elenco: Davi Hamer, Felipe Bisetto, Joana Arantes, Michel Felberg e Vitória Reich
Performance especial: Paulo Cesar Pereio
Classificação indicativa: 10 anos
Duração: 90 minutos

Protocolo Elefante. Foto: Cristiano Prim

PROTOCOLO ELEFANTE
Cena 11 Cia. de Dança – Florianópolis/SC
O grupo investiga a ação de afastamento e isolamento do elefante na iminência de sua morte como metáfora de separação e exílio.
9 e 10/7 – 19h – Teatro Municipal Paulo Moura
Criação, direção e coreografia: Alejandro Ahmed
Criação e performance: Adilso Machado, Aline Blasius, Edú Reis Neto, Hedra Rockenbach, Jussara Belchior, Karin Serafin, Kitty Katt, Luana Leite, Marcos Klann, Mariana Romagnani e Natascha Zacheo
Direção de trilha, iluminação e performance: Hedra Rockenbach
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 90 minutos

Quando Quebra Queima Foto: Mayra_Azzi

QUANDO QUEBRA QUEIMA
ColetivA Ocupação – São Paulo/SP
Quinze corpos insurgentes deslocam para a cena a experiência que tiveram dentro das escolas ocupadas entre 2015 e 2016, criando uma narrativa coletiva e comum a partir da perspectiva de quem viveu intensamente o dia a dia dentro do movimento.
11 e 12/7 – 19h – Escola Municipal Darcy Ribeiro
Dramaturgia: ColetivA Ocupação
Direção: Martha Kiss Perrone
Criação e performance: Abraão Santos, Alicia Esteves, Alvim Silva, Ariane Fachinetto, Beatriz Camelo, Gabriela Fernandes, Ícaro Pio, Letícia Karen, Marcela Jesus, Matheus Maciel, Mel Oliveira, Mayara Baptista, Pedro Veríssimo, André Dias Oliveira e Heitor de Andrade
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 90 minutos

Tom na Fazenda. Foto:  José Limongi

TOM NA FAZENDA
ABGV Produções Artísticas – Rio de Janeiro/RJ
O publicitário Tom é envolvido numa trama de mentiras quando vai à fazenda da família para o funeral de seu companheiro. Ao chegar, descobre que a sogra nunca tinha ouvido falar dele e tampouco sabia que o filho era gay.
6 e 7/7 – 19h – Teatro Municipal Paulo Moura
Texto: Michel Marc Bouchard
Tradução: Armando Babaioff
Direção: Rodrigo Portella
Elenco: Armando Babaioff, Analu Prestes, Gustavo Vaz e Camila Nhary
Classificação indicativa: 18 anos
Duração: 120 minutos

tReT. Foto:  Maurício Pokemon

tReta
Original Bomber Crew – Teresina/PI
É um conflito, uma explosão, um ato premeditado para envolver o outro, onde o público se arrisca para fazer a selfie do dia. A treta do Palácio do Planalto, a do vizinho, a da batalha de breaking. A treta do Dirceu com as outras quebradas e a nossa própria treta…
8 e 9/7 – 23h – Swift – Graneleiro
Concepção: Allexandre Santos e Cesar Costa
Direção: Allexandre Santos
Criação e performance: Allexandre Santos, Carlos Adriano (Nenem), Cesar Costa, Javé Montuchô, Malcom Jefferson, Maurício Pokemon e Phillip Marinho
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 50 minutos

Violento – Melanina Digital. Foto: Pablo Bernardo

violento.
Preto Amparo, Alexandre de Sena e Grazi Medrado – Belo Horizonte/MG
violento. adjetivo. 1. que ocorre com uma força extrema ou uma enorme intensidade. 2. em que se emprega força bruta; brutal, feroz. 3. que possui grande força, grande poder de ataque ou de destruição. 4. falta de moderação, excessivamente enfático; veemente. 5. que apresenta agitação intensa; agitado, revolto, tumultuoso. 6. que perde facilmente o controle sobre si mesmo; irascível, colérico. 7. que contraria o direito e a justiça. 8. diz-se da morte causada pela força ou por acidente.
9 e 10/7 – 21h30 – Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto
Dramaturgia: Alexandre de Sena e Preto Amparo
Direção: Alexandre de Sena
Elenco: Preto Amparo
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 50 minutos

 

NACIONAL PARA TODOS OS PÚBLICOS

Inimigos. Foto: Mariana Chama 

INIMIGOS
Cia. De Feitos – São Paulo/SP
Em algum lugar … há dois buracos. Neles, dois soldados. Eles são inimigos. A guerra os colocou em lados opostos. E assim brincam de inimigos conforme ensinou o manual (que diz tudo sobre o inimigo). Os inimigos são exatamente iguais… Então, por que lutam?
8 e 9/7 – 15h – Teatro Waldemar de Oliveira Verdi – Sesi
Dramaturgia e direção: Carlos Canhameiro
Elenco: Artur Kon, Carla Massa, Giscard Luccas, Paula Mirhan, Paula Serra e Rui Barossi
Classificação indicativa: livre
Duração: 55 minutos

Mary e os Monstros Marinhos. Foto: Tuca Fanchin

MARY E OS MONSTROS MARINHOS
Companhia Delas de Teatro – São Paulo/SP
Em cena, a história de Mary Anning, famosa paleontóloga que viveu na Inglaterra no início do século XIX. Mas nessa fábula, a cientista vem de família pobre, começou a trabalhar aos 12 anos, sobreviveu a tempestades e deslizamentos de terra para fazer grandes descobertas.
11 e 12/7 – 15h – Teatro Waldemar de Oliveira Verdi – Sesi
Dramaturgia original: Rhena de Faria, Cecília Magalhães, Julia lanina e Thaís Medeiros
Direção: Rhena de Faria
Elenco: Cecília Magalhães, Julia Lanina e Thaís Medeiros
Classificação indicativa: livre
Duração: 60 minutos

Nerina – A Ovelha Negra. Foto: Cacá Diniz

NERINA – A OVELHA NEGRA
Maracujá Laboratório de Artes – São Paulo/SP
Baseado no livro do cartunista Michele Iacocca, a opereta com bonecos e atores conta a história de Nerina, uma ovelha que é expulsa do rebanho por ter a cor diferente das outras.
6 e 7/7 – 15h – Teatro Waldemar de Oliveira Verdi – Sesi
Dramaturgia: baseada no livro ilustrado original de Michele Iacocca
Adaptação, concepção e direção: Sidnei Caria
Elenco: Camila Ivo, Lucas Luciano, Piva Silva, Sidnei Caria, Silas Caria e Yasmin Olí
Classificação indicativa: livre
Duração: 50 minutos

Cegos. Foto: Eduardo Bernardino

CEGOS
Desvio Coletivo – São Paulo/SP
Homens e mulheres, em trajes sociais e de olhos vendados caminham lentamente interferindo de forma poética no fluxo cotidiano da cidade. O trabalho propõe uma reflexão acerca do modo de vida da sociedade contemporânea.
11/7 – 13h – Mercado Municipal / ruas do centro
12/7 – 15h – Represa Municipal – Lago 2 (em frente ao AME)
Concepção: Marcelo Denny e Marcos Bulhões
Direção artística da performance: Marcos Bulhões e Priscilla Toscano
Classificação indicativa: livre
Duração: 180 minutos

Entre Ladeiras. Foto: Pedro Ivo

-entre-ladeiras
Núcleo Aqui Mesmo – São Paulo/SP
Da invisibilidade à visibilidade, uma constelação de corpos se configura percorrendo, permanecendo, sinalizando e preenchendo o espaço. A performance de dança site specific foi originalmente criada e apresentada na Ladeira da Memória, no centro de São Paulo.
5/7 – 17h – Praça Rui Barbosa
6/7 – 11h – Praça Rui Barbosa
Concepção e direção geral: Carmen Morais
Bailarinos-performers:
Amanda Correa, Arthur Sebast, Carmen Morais, Fabíola Camargo, Felipe Cirilo e Thais Ushirobira
Classificação indicativa: livre
Duração: 50 minutos

Mão – Translação da Casa pela Paisagem. Foto: Renato Mangolin

MÃO – Translação da Casa pela Paisagem
Coletivo Mão – Rio de Janeiro/RJ
A performance expõe a construção, ao vivo, de uma estrutura de 8 metros de altura, de ferro e madeira. Movimentos ordinários como aparafusar, carregar e encaixar, se misturam aos equilíbrios em pêndulo, às escorregadas acrobáticas em uma enorme rampa de madeira.
6/7 – 16h30 – Parque Ecológico Danilo Santos de Miranda
7/7 – 16h30 – Zoológico Municipal (Bosque)
Direção: Renato Linhares
Elenco: Adelly Constantini, Camila Moura, Carolina Cony, Daniel Elias, Daniel Poittevin, Fábio Freitas e Bartolo.
Classificação indicativa: livre
Duração: 60 minutos

Os Minutos que se Vão com o Tempo. Foto: Christiane Forcinito

OS MINUTOS QUE SE VÃO COM O TEMPO
Zózima Trupe – São Paulo/SP
O espetáculo é um caminho que se propõe a acompanhar os passageiros em seus variados destinos. Uma jornada de trajetos afetivos e geográficos, proposto por figuras que alteram as bordas do cotidiano no transporte coletivo, local onde é encenada a peça.
8/7 – 16h – Terminal Rodoviário Urbano
Linha 416 – Vida Nova Fraternidade (Plataforma 07 – Pista da direita)
9/7 – 16h – Terminal Rodoviário Urbano
Linha 202 – Nato Vetorazzo (Plataforma 12 – Pista do meio)
Dramaturgia (em processo colaborativo): Cláudia Barral
Direção: Anderson Maurício
Artistas pesquisadores: Anderson Maurício, Cleide Amorim, Junior Docini, Maria de Alencar, Priscila Reis, Tatiana Nunes Muniz e Tatiane Lustoza
Classificação indicativa: livre
Duração: 120 minutos

Serviço

FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – FIT RIO PRETO
De 4 a 13 de julho – São José do Rio Preto – SP/ Brasil.
Realização: Prefeitura Municipal de São José do Rio Preto e Sesc São Paulo.
Programação completa no site fitriopreto.com.br.

Postado com as tags: , , , , ,