Na garra é feito o Festival Estudantil

Haverá um Maldito Aqui Dentro,com o ator Joselito Veríssimo, abre programação do FETD. Foto Alex Chagas

Haverá um Maldito Aqui Dentro,com o ator Joselito Veríssimo, abre programação do FETED. Foto Alex Chagas

Promover cultura no Brasil é ato de resistência. E quando se trata dos segmentos de formação, beira à teimosia. Que o diga o produtor Pedro Portugal, que chega à 15ª edição do Festival Estudantil de Teatro e Dança (FETED), o mais significativo lançador de talentos na área de artes cênicas no estado de Pernambuco. A programação inclui peças adultas, para a infância, de formas animadas e dança. Nada está muito bem neste país de confiscos de direito amparados por interpretações jurídicas e pela política do golpe. Mas o FETED teve que demonstrar mais tenacidade para não parar. Portugal expõe que apenas em seis vezes o evento teve incentivo de algum edital público, “três vezes aprovados no Funcultura (Fundo de Cultura do Estado de Pernambuco) e três vezes no saudoso Sistema de Incentivo à Cultura da Prefeitura do Recife. Ou seja, a batalha sempre foi enorme!”. O festival ocorre por conta da garra dos artistas e técnicos participantes.

A variedade é o lema, que junta produções do Recife, Olinda, Camaragibe e Paulista. A temática do amor é explorada nas peças de formas animadas para maiores de 14 anos. E tem também montagens de cunho político e 22 peças coreográficas, do balé clássico ao contemporâneo e popular.

Haverá Um Maldito Aqui Dentro, do Laboratório de Aprofundamento Cênico da Escola Municipal de Arte João Pernambuco, abre a programação na próxima quarta-feira (23/08), às 19h. A encenação foi articulada pelo diretor Fred Nascimento, com assistência de direção de Lau Veríssimo, e tem por base em 22 poemas e dois contos de Charles Bukowski. Participam da cena os atores-alunos Ronaldo Pereira, Hugo Peixoto, Joselito Veríssimo e Pablo Batista. O velho Buk dessa cena fala de sua descrença na humanidade, da luta contra o sistema, da hipocrisia, da violência e demonstra simpatia pelos excluídos e perdedores.

Os homenageados desta edição são a arte-educadora, diretora teatral e atriz Lúcia Machado e Alexandre Macedo, professor, coreógrafo e bailarino.

Alexandre Macedo é uma dos homenageados. Foto Pedro Portugal

Alexandre Macedo é uma dos homenageados. Foto Pedro Portugal

15º FESTIVAL ESTUDANTIL DE TEATRO E DANÇA 
Todas as apresentações no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife. Fone: 3355 3320).
Ingressos: R$ 10 (preço único promocional)

PROGRAMAÇÃO TEATRAL

Dia 23 de agosto de 2017 (quarta-feira), às 19h
Haverá Um Maldito Aqui Dentro(Escola Municipal de Arte João Pernambuco – Recife). Texto: Fred Nascimento, a partir do universo de Charles Bukowski. Direção: Fred Nascimento.

Dia 24 de agosto de 2017 (quinta-feira), às 19h
De Quem é a Culpa Se Nunca Chegamos?(Grupo Arte em Movimento e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco – Recife). Texto: criação coletiva do Grupo Arte em Movimento. Direção: Eduardo Bringel.

Dia 25 de agosto de 2017 (sexta-feira), às 19h
Homens e Caranguejos(Grupo Arte em Movimento e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco – Recife). Texto: criação coletiva, sob coordenação de Higor Tenório. Direção: Higor Tenório.

Dia 26 de agosto de 2017 (sábado), às 16h
Edifício Máximus(Academia Santa Gertrudes – Olinda). Texto e direção: Gabi Cabral.

Isadora, Um Espetáculo de Plagiocombinação,com os alunos da UFPE

Isadora, Um Espetáculo de Plagiocombinação,com os alunos da UFPE

Dia 26 de agosto de 2017 (sábado), às 20h
Isadora, Um Espetáculo de Plagiocombinação (Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Pernambuco – Recife). Criação coletiva. Direção: Marianne Consentino, com assistência de Rafael Dayon e Rosa Amorim.

Dia 27 de agosto de 2017 (domingo), às 16h
Willy na Terra dos Meninos Invisíveis (Grupo Pedra Polida e CEAEC – Centro de Artes, Educação e Cultura – Olinda). Texto e direção: Anderson Abreu.

Dia 27 de agosto de 2017 (domingo), às 20h
O Mar do Sertão (Colégio Marista São Luís – Recife). Texto e direção: Emmanuel Matheus.

Ritos de Vingança, Amor e Sangue. Foto: Toni Rodrigues

Ritos de Vingança, Amor e Sangue. Foto: Toni Rodrigues

Dia 30 de agosto de 2017 (quarta-feira), às 19h
Ritos de Vingança, Amor e Sangue (Cênicas Cia. de Repertório – Recife). Texto: livre adaptação da obra de William Shakespeare. Direção: Antônio Rodrigues.

Ascensão e Queda da Cidade, dos alunos do Sesc Santo Amaro. Foto: Felipe Prado

Ascensão e Queda da Cidade, dos alunos do Sesc Santo Amaro. Foto: Felipe Prado

Dia 31 de agosto de 2017 (quinta-feira), às 19h
Ascensão e Queda da Cidade (Curso Avançado de Teatro do SESC Santo Amaro – Recife). Texto baseado na obra Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny, de Bertolt Brecht. Direção: Pedro Rodrigues, com assistência de Alcione Aquino.

Dia 1º de setembro de 2017 (sexta-feira), às 19h
VudéjàVu (Academia Santa Gertrudes – Olinda). Texto: Gabi Cabral e Valentina Lima. Direção: Gabi Cabral.

Dia 2 de setembro de 2017 (sábado), às 16h
Espetáculo de formas animadas, indicado para maiores de 14 anos
Retratos de Amor (Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Pernambuco – Recife). Criação coletiva. Direção: Izabel Concessa.

Dia 2 de setembro de 2017 (sábado), às 20h
Os Sobreviventes (Coletivo Em Duo e Curso de História da Universidade Federal de Pernambuco – Recife). Texto: Camila Mendes, livremente inspirada em conto de Caio Fernando Abreu. Direção: Camila Mendes e Fábio Alves.

PROGRAMAÇÃO COREOGRAFIAS

Dia 3 de setembro de 2017 (domingo), às 17h

Aurora (Battu Grupo de Dança e Colégio Virgem Imaculada – Paulista). Coreografia e direção: Thuan César Nascimento.

Eita! Nordeste da Peste !Pré-Grupo de Dança e Colégio Virgem Imaculada – Paulista). Coreografia e direção: Thuan César Nascimento.

Amigas (Stúdio de Danças – Recife). Coreografia e direção: Viviane Luz.

Aquela Coisa Toda (Grupo NAP de Dança e Colégio NAP – Recife). Coreografia e direção: Viviane Lira.

Bandolins (Grupo NAP de Dança e Colégio NAP – Recife). Coreografia e direção: Viviane Lira.

Bonecas Francesas (Stúdio de Danças – Recife). Coreografia e direção: Brenda Schettini e Lúcia Roberta Dumaresq Valle. Direção: Brenda Schettini.

Elo (Grupo Equipe de Dança e Colégio Equipe – Recife). Coreografia e direção: Taynanda Carvalho e Viviane Lira.

Sangrando (Grupo NAP de Dança e Colégio NAP – Recife). Coreografia e direção: Viviane Lira.

Paysant (Stúdio de Danças – Recife). Coreografia: Jules Perrot Jean Coralli. Adaptação e direção: Brenda Schettini.

Princesa Florine (Stúdio de Danças – Recife). Coreografia: Marius Petipa. Adaptação e direção: Brenda Schettini.

Dia 3 de setembro de 2017 (domingo), às 19h

Louvação Bandeira de São João e Acorda Povo (Grupo Artístico e Cultural Boi Ta Ta Tá – Recife) Coreografia e direção: Grupo Artístico e Cultural Boi Ta Ta Tá.

Brinquedos Populares (Academia Santa Gertrudes – Olinda). Coreografia e direção: Gigi Albuquerque.

Cartomantes (Escola Gesttus – Recife). Coreografia e direção: Mayara Mesquita

Dandara (Escola Gesttus – Recife). Coreografia e direção: Larissa Porto

 (Escola Gesttus – Recife). Coreografia e direção: Mayara Mesquita

No Passo do Frevo (Centro Comunitário Vivendo e Aprendendo – Camaragibe). Coreografia: criação coletiva. Direção: Anderson Henry.

Nós Duas (Escola Gesttus – Recife). Coreografia e direção: Mayara Mesquita

O Grito da Liberdade (Grupo Cultural Faceta Cia. de Dança – Recife). Coreografia e direção: Conceição Silva.

Quando o Tempo Para (Escola Gesttus – Recife). Coreografia e direção: Mayara Mesquita

Tempos Modernos (Escola Gesttus – Recife). Coreografia e direção: Vannina Porto

Sobre Sonhos e Balões (Escola Gesttus – Recife). Coreografia e direção: Larissa Porto

Dançar da Alegria (Centro Comunitário Vivendo e Aprendendo – Camaragibe). Coreografia e direção: Anderson Henry.

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Crítica: Hilária provocação de Shakesfood

Thiago Ambrieel e Diógenes D. Lima em Shakesfood. Foto: Ricardo Maciel/ Divulgação

Thiago Ambrieel e Diógenes D. Lima em Shakesfood. Foto: Ricardo Maciel / Divulgação

Shakesfood desconstrói o dramaturgo inglês com graça, picardia, uma tonelada de cinismo, trapalhadas e ironia. Irreverentes, Thiago Ambrieel e Diógenes D. Lima transformam os personagens de William Shakespeare em comida, tampa de panela e outros utensílios de cozinha e servem como uma “comédia teatral gastronômica”. A peça é inteligente, engraçada e beira o absurdo em algumas situações. Chama o pastelão, a farsa, o pós-dramático e dessa mistura inusitada saímos satisfeitos. O espetáculo Shakesfood faz a sexta e última sessão da primeira temporada neste domingo (20/08), no Teatro Apolo, no Recife. Eu recomendo. Insisto: Não perca! 

Por quê? Principalmente porque eles se arriscam. Na construção de linguagem do teatro de objetos, no exercício da criatividade de encontrar as peças e os movimentos para avivar personagens. Pela crítica política, de costumes à indústria cultural,  e pela defesa do teatro. Mas nada disso é dito ou apresentado de forma séria. Eles são iconoclastas.

E instalam um jogo potente que envolve o espectador desde a porta do teatro. A trilha sonora do músico Samuel Nóbrega, com trechos de músicas de filmes famosos, e a iluminação de Jathyles Miranda reforçam o pastiche.

Bem, ninguém espere uma peça bem-acabada, limpa, asséptica sóbria e recatada – estamos numa cozinha, mas ali ninguém é “do lar”, no sentido temerário do termo. Há uma sujeira na cena, tempo estendido entre um quadro e outro, imbróglios que os atores ainda estão a ajustar e toda aquela parafernália de dar vida àqueles objetos inanimados. A cena flui no meio desse “caos”.

O food do título faz alusão ao fast-food que é transformado o espaço do teatro, porque “as pessoas saem de casa para ir a um restaurante, mas não ao teatro”. Eles provocam de forma bem-humorada essa febre dos programas de TV, e avalanche de restaurantes, cafés e cia. no Recife.

O espetáculo está dividido em três quadros. Macbeth infeliz transformado em sanduíche que quer dar o golpe; Hamet no papel de omelete; Romeu e Julieta, aquele tradicional doce. Os ingredientes da cobiça, poder, traição, essas coisas todas que conhecemos das peças de Shakespeare estão lá. Há detalhes deliciosos nas cenas que pagam o ingresso. E algumas surpresas, que não posso contar. 

Shakesfood tem texto e direção de Diógenes D. Lima, que gosta e sabe tirar proveito daquelas piadinhas infames do cotidiano e das charadas ligeiras. Ele atua ao lado de Thiago Ambrieel, e com a participação da contrarregra Kátia Virgínia.

O espetáculo tem possibilidade também de ampliar para um público infanto-juvenil, num horário diferenciado e com pequenos ajustes. As crianças alfabetizadas que conheço iriam adorar se deparar com esses personagens de forma tão irreverente e divertida.

Shakesfood
Temporada até 20 de agosto:Domingo, às 19h.
Teatro Apolo –
Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife.
Classificação:14 anos
Informações: 999822910- 986332717

FICHA TÉCNICA :
Autoria/Direção:Diógenes D. Lima
Atuação:Diógenes D. Lima e Thiago Ambrieel
Assistência De Direção:Thiago Ambrieel
Trilha Sonora Original:Samuel Nóbrega
Direção De Arte:;Diógenes D. Lima
Supervisão Artística:Jorge De Paula
Direção De Produção:Luciana Barbosa
Produção Executiva:Alexandre Sampaio
Light Designer:Jathyles Miranda
Cenotécnia :Eduardo  Autran
Adereços:Altino Francisco
Programação Visual:Sócrates Guedes
Assessoria De Imprensa:Flora Noberto
Foto:Ricardo Maciel
Operação De Luz:Rodrigo Oliveira
Contrarregragem: Kátia Virgínia.

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Razões para ir ao teatro – Em cartaz

Alguém pra fugir comigo.Foto: Maria Vilar

Alguém pra fugir comigo faz temporada no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu. Foto: Maria Vilar

O que nos torna humanos? Esse é um questionamento-chave do espetáculo Alguém Pra Fugir Comigo, do Resta Um Coletivo de Teatro, que articula temas políticos e sociais e expõe que tudo pode ser ressignificado ao longo da vida. A peça faz provocações e busca abalar certezas e combater as opressões. Com encenação Analice Croccia e Quiercles Santana, e assistência dramatúrgica Ana Paula Sá, a montagem chega como um grito de dor contra qualquer barbárie.

Alguém Pra Fugir Comigo investiga fatos reais e fictícios, históricos e contemporâneos do Brasil e da Europa, para falar sobre corrupção, o trabalho escravo, a solidão e a discriminação. E utiliza provérbios e canções, imagens numa série de cenas justapostas e intercambiáveis que formam uma narrativa não-linear.

O elenco – composto pelos atores Analice Croccia, Ane Lima, Caíque Ferraz, Luís Bringel, Nataly Sousa, Pollyanna Cabral e Wilamys Rosendo – se desdobra em vários personagens de épocas e situações variadas. Mas cada um enfrenta uma crise moral ou social, como as agressões aos homossexuais, às mulheres e a escravidão na monarquia.

As malas do cenário remetem para a vontade de fugir, as memórias possíveis de carregar e os afetos ensimesmados. As fotografias de refugiados foram a inspiração para dar o motor desses deslocamentos.

ALGUÉM PRA FUGIR COMIGO
Quando: 19 e 26 de agosto e 2 de setembro (sábados), às 19h30.
Onde: Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu, s/n, Boa Viagem).
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia).
Informações: 3355-9822.

Comédia Shakesfood mistura gastronomia e Teatro de Objetos. Foto: Ricardo Maciel / Divulgação

Comédia Shakesfood mistura gastronomia e Teatro de Objetos. Foto: Ricardo Maciel / Divulgação

Romeu e Julieta, Hamlet, Macbeth, as três tragédias de Shakespeare servem de inspiração para experimento teatral-gastronômico hilariante. Com doses de ironia e crítica política, os personagens do bardo inglês são transformados em ingredientes ou utensílios de cozinha para a composição de alimentos rápidos. Com Thiago Ambrieel e Diógenes D. Lima. Um comédia de teatro de objetos com chance de agradar os mais diversos paladares.

SHAKESFOOD
Quando: 19 e 20 de agosto – sábado, às 20h e domingo, às 19h.
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife).
Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia).
Informações: 3355-3320.

Espetáculo A Receita, com Naná Sodré. Foto: Thais Lima

Espetáculo A Receita, com Naná Sodré. Foto: Thais Lima

Atriz Naná Sodré comemora 20 anos de carreira com mais uma temporada do espetáculo A Receita, que tem texto e direção de Samuel Santos.
A opressão conjugal é denunciada na peça que tem texto e direção de Samuel Santos. A rotina de uma dona de casa – em meio a temperos de cozinha – é alimentada pela busca de uma saída para a situação de violência doméstica. A temporada comemora os 20 anos de carreira da atriz Naná Sodré.

A RECEITA
Quando: 19 e 26 de agosto (sábados), às 20h.
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista).
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia).
Informações: 98484-8421

Alexandra Richter e Bruno Garcia protagonizam a comédia romântica

Alexandra Richter e Bruno Garcia protagonizam a comédia romântica A História de Nós 2. Foto: Divulgação

A comédia romântica A história de nós 2 faz a segunda sessão no Recife, neste sábado (19/08). A peça é estrelada por Alexandra Richter e pelo pernambucano Bruno Garcia, que há 17 anos não se apresenta no Recife. Trata das as aventuras e desencontros de um casal já separado, que revisa a própria trajetória quando o publicitário vai buscas suas coisa no antigo lar.

Edu concentra o sonho de muitos homens, que vivem divididos entre a ânsia de de ascender profissionalmente, formar uma família perfeito e gozar da liberdade. A advogada Lena também quer vencer na profissão, mas anda desconjuntada entre a maternidade e paixão. Os dois personagens se multiplicam por seis, dos seus desejos ou facetas.

A comédia é um fenômeno de bilheteria e já foi vista, desde que estreou em 2009, por mais de 800 mil espectadores.

A HISTÓRIA DE NÓS 2.
Quando: Neste sábado (19/08), às 21h. Teatro RioMar,(RioMar Shopping)
Quanto: Entre R$ 40 e R4 120.
www.ingressorapido.com.br . Televendas: 4003-1212.
Informações: 4003-1212

Hamlet Fragmentado. Foto: Rogerio Alves/ Sobrado423

Hamlet Fragmentado. Foto: Rogerio Alves/ Sobrado423

Hamlet Fragmentado, faz ainda duas sessões neste mês de agosto no espaço da Trupe Artemanha de Investigação Teatral na Várzea, Zona Oeste do Recife. A peça cruza Hamlet de Shakespeare, e Hamlet Máquina, do dramaturgo alemão Heiner Müller. A montagem explora as crises do jovem príncipe que descobre que o pai foi assassinado pelo tio, e que o reino da Dinamarca está fedendo de corrupção. A encenação também dá destaque para as pulsações de Ofélia. O espetáculo tem roteiro dramatúrgico e encenação de Luciano Santiago, que também está no elenco ao lado de Daniel Gomes e Damyeres Barbosa.

HAMLET FRAGMENTADO – Encerramento de Temporada
Quando: 19 e 26 de agosto, às 20h
Onde:  Galpão CITTA – Centro de Investigação Teatral Trupe Artemanha
Rua João Francisco Lisboa, 170 – Várzea, Recife – PE
Classificação: 16 anos
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Informações: 98318-1191.

Comédia com o grupo brasiliense Os Melhores do Mundo

Comédia com o grupo brasiliense Os Melhores do Mundo

Os clichês dos filmes policiais e as peripécias dos homens da lei são os combustíveis do espetáculo Um tira chamado perigo que o grupo de teatro Os Melhores do Mundo apresenta neste sábado (19/08) no Recife em única sessão, no Teatro Guararapes (Centro de Convenções). Conhecidos por montagens como Hermanoteu na Terra de Godah e Notícias populares, a trupe brasiliense satiriza o cinema enlatado norte-americano. A peça é junção de duas outras do bando, Tira – Adrenalina em Combustão, de 1994, e Tira 2 – McCoy is back, de 1995.

O grupo injeta mais humor, suspense e umas pitadas da política brasileira – da Lava-Jato e de Temer – na trama. E busca dar cores locais ao enredo com menções ao Náutico, Sport e outras coisas do Recife. A história mostra a volta herói McCoy – que havia se recolhido a uma floresta depois da morte do parceiro – para salvar a Chicago. Isso ocorre quando o vilão ameaça explodir a cidade.

UM TIRA CHAMADO PERIGO, da Companhia de Comédia Os Melhores do Mundo
Quando: Neste sábado (19/08), às 21h
Onde: Teatro Guararapes – Centro de Convenções, s/n, Olinda
Ingressos: R$ 80 e R$ 40 (meia), à venda na bilheteria do teatro e no site Compre Ingressos
Informações: 3181-8020

Peça é inspirada em obra espírita. Foto: Divlgação

Peça é inspirada em obra espírita. Foto: Divlgação

A adaptação do Livro Nosso Lar, clássica obra espírita de André Luiz, psicografada por Chico Xavier, aborda o aperfeiçoamento espiritual na vida pós-terrena, entre mensagens de solidariedade, esperança e renovação. A montagem tem versão teatral e direção assinadas por Izaltino Caetano e mostra a atuação do médico André Luiz quando chega à colônia espiritual Nosso Lar. Esse é o local de treinamento onde os Espíritos aprendem sobre a imortalidade da alma e têm a oportunidade de aperfeiçoarem-se. Os ensinamentos do espiritismo são expostos como a Lei Universal de Causa e Efeito que norteia a vida de, encarnados e desencarnados.

A encenação contou com a consultoria de Carlos Pereira reconhecido defensor e pesquisador da Doutrina Espírita com vários livros lançados. No elenco da peça estão os atores Emanuel David D’ Lucard, Feliciano Félix, Beto Silva, Francis de Souza, Méri Lins, Patrícia Breda, Wilson Aguiar, e Erdras Aguiar.

NOSSO LAR – CAMINHOS PARA EVOLUÇÃO

Quando: 19, 20, 26 e 27 de agosto – sábados, às 20h e domingos, às 19h.
Onde: Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina).
Quanto: R$ 30 + 1kg de alimento não-perecível.
Informações: 3355-6398.

Zambo em sessões no Experimental. Foto: Wellington Dantas

Zambo em sessões no Experimental. Foto: Wellington Dantas

As ideias, comportamento e espírito do Movimento Mangue são matérias-primas de Zambo, espétaculo de dança contemporânea do Grupo Experimental de 1997. A peça coreográfica comandada por Mônica Lira, tem como forte aliada a trilha sonora executada ao vivo.

A montagem foi renovada por quatro gerações de bailarinos. Nesta temporada, do projeto Espetáculos em Sala, a cena fica mais intimista, mais próxima do público num diálogo mais orgânico entre artistas e plateia. A concepção original do espetáculo é de Mônica Lira e Sonaly Macedo. E os intérpretes são Jennyfer Caldas, Rafaella Trindade, Gardênia Coleto, Rebeca Gondim e Jorge Kildery.

ZAMBO , do Grupo Experimental
Quando: 19, 25 e 26 de agosto, às 20h
Onde: Espaço Experimental (Rua Tomazina,199, 1º andar, Recife Antigo)
Ingressos: R$ 30 (inteira) / R$ 15 (meia-entrada)
Duração: 45 minutos
Livre
Informações: (81) 3224-1482/98812-1036

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O tempo é de luta, lembra Frei Caneca

Buarque de Aquino faz o religioso revolucionário. Foto: Roberto Soarez/ Divulgação

Buarque de Aquino faz o religioso revolucionário. Foto: Roberto Soarez/ Divulgação

Pernambuco tem seus heróis. Frei Caneca é um dos grandes. Símbolo de resistência e luta; mártir e herói da história brasileira, ele foi um dos articuladores da Revolução Pernambucana de 1817, de caráter republicano, e da Confederação do Equador de 1824. No Largo das Cinco Pontas, região central do Recife, foi espingardeado junto à forca (“por não haver réu que se prestasse a garroteá-lo”), em 13 de janeiro de 1825. O percurso político de Frei Joaquim do Amor Divino Caneca é exposto no espetáculo Suplício de Frei Caneca, encenado por José Francisco Filho e com texto de Cláudio Aguiar. A peça tem sessão nesta sexta-feira (18/08), às 20h, na Igreja de Santa Tereza D’Ávila, que fica ao lado da Basílica do Carmo do Recife (avenida Dantas Barreto), com entrada gratuita e distribuição de senhas uma hora antes.

A dramaturgia do escritor Cláudio Aguiar faz um recorte na biografia do carmelita revolucionário e foca no período que vai da ordenação até a sentença de morte. A montagem ressalta a complexidade nas escolhas do religioso. Na análise da peça, o poeta e crítico literário Ângelo Monteiro diz que o autor elegeu uma figura paradoxal e aparentemente dividida como Joana D’Arc que foi santa, guerreira, e queimada como feiticeira ao tentar salvar a França.

“Cláudio Aguiar neste oratório dramático, tem como protagonista uma figura da mesma têmpera e grandeza: Frei Caneca que, sendo frade e sacerdote, foi levado à atividade revolucionária e condenado pela Coroa brasileira à pena capital como traidor da Pátria. As grandes personagens do drama não só da arte, porém da vida, são todas marcadas pelo sentido do paradoxo e mesmo da contradição,”, atesta Monteiro.

Na encenação, o ator Buarque de Aquino assume o a papel do protagonista e a equipe conta com 20 pessoas, entre artistas e técnicos. A trilha é executada ao vivo por Júlio César Brito e Matheus Marques. Cláudio Aguiar musicou os poemas escritos pelo próprio Frei Caneca.

Não posso cantar meus males
Nem a mim mesmo em segredo;
É tão cruel o meu fado,
Que até de mim tenho medo

José Francisco Filho já montou Frei Caneca em dois outros momentos. No Teatro do Parque, em 1977 e na década de 1980, na mesma Igreja de Santa Tereza D’Ávila. Para o encenador o local da apresentação tem algo de místico porque fica próximo do Convento do Carmo, onde o religioso fez seus votos, foi ordenado e teve seus restos mortais sepultados.

Encenar a peça fora dos edifícios tradicionais também é uma postura política ressaltada pelo diretor, que atenta para os teatros sucateados e para a luta da classe artística pela reabertura do Teatro do Parque.

Sobre os motivos de de erguer o Suplício de Frei Caneca nesses tempos marcados por um golpe jurídico-político-midiático, o diretor aposta que nada mais oportuno que mostrar/montar a vida de Frei do Amor Divino Caneca. “Neste país devassado pela corrupção, pelo ódio e pela violência, Caneca nos mostra e lembra que é preciso lutar sempre: ‘Abaixo a escravidão’! ‘Viva a revolução’!!! A contemporaneidade do texto e dos fatos não nos deixa escolha: Lutar!!”

Quem passa a vida que eu passo,
Não deve a morte temer;
Com a morte não se assusta
Quem está sempre a morrer

Apresentações ocorrem na

Apresentações ocorrem na Igreja de Santa Tereza D’Ávila

Joaquim do Amor Divino Rabelo nasceu numa família pobre do Recife, em agosto de 1779. Entrou para o convento carmelita da capital e foi ordenado em 1801, quando trocou o nome de família pelo apelido do pai, que era tanoeiro. Por sua participação no movimento de 1817 ficou preso na Bahia por quatro anos. Voltou ao Recife, fundou o jornal Typhis Pernambucano, de ideias liberais, e participou da Confederação do Equador (1824), movimento separatista de caráter republicano, derrotado pelas tropas imperiais.

O movimento emancipatório que instaurou uma república no Estado durante 74 dias chega a 200 anos e o governo de Pernambuco criou uma comissão de notáveis para organizar as celebrações do bicentenário. Em março foram anunciadas as comemorações que seguem até o final do ano, com exposições, publicação de livros pela CEPE, concurso de redação para alunos e a construção de um monumento para conectar a Praça da República, aos outros espaços de referência da revolução, além de outras ações festivas.

O Suplicio de Frei Caneca não faz parte dessa programação, segundo o diretor José Francisco Filho e não recebeu nenhum tostão para sua produção do governo do Estado de Pernambuco. A montagem tem projeto aprovado pela Lei Rouanet, e busca captar recursos com as empresas. Até agora, a temporada com apresentações hoje e nos dias 27 de agosto e 1º de setembro só conta com patrocínio da Copergás.

José Francisco Filho, Cláudio Aguiar, Célia guiar, Buarque de Aquino

José Francisco Filho, Cláudio Aguiar, Célia Salsa e Buarque de Aquino

Serviço
Espetáculo Suplício de Frei Caneca
Quando: Nesta sexta-feira (18), às 20h. E nos dias 27/08 e 1º/09
Onde: Igreja de Santa Tereza D’Ávila (av. Dantas Barreto, bairro de Santo Antônio. Ao lado da Basílica do Carmo do Recife)
Entrada gratuita

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Solo visceral de Dielson encerra Mostra de Dança

Coreografia mostra as sensações da experiência do bailarino com a bipolaridade. Foto: Pedro Escobar / Divulgação

Coreografia mostra a experiência do bailarino com a bipolaridade. Foto: Pedro Escobar / Divulgação

O solo de dança contemporânea O Silêncio e o Caos explora, em movimentos frenéticos, os estágios de um surto psicótico. Criado pelo bailarino Dielson Pessoa de Melo, a peça propõe uma reflexão sobre a bipolaridade, transtorno que atingiu Dielson em 2010. A montagem encerra a programação da Mostra Brasileira de Dança no Teatro de Santa Isabel, neste sábado.

Os elementos disparadores da composição da cena foram os próprios transtornos mentais. Esses sofrimentos psíquicos normalmente atraem o olhar preconceituoso da sociedade. Dielson resolveu combater esse silenciamento com sua dança e principalmente, debater por meio da arte os atos excludentes e de pré-julgamento por parte dos que se acham normais.

As ações corporais intensas e desconexas, mas em sincronismo técnico com a música, procuram provocar a sensação de incômodo na plateia.

A encenação conta com três lances. A violência motivada pelo impulso de protestar contra as agruras do mundo. O erotismo, estranho e selvagem, com um corpo a pulsar fora do padrão. E o retorno a um território mais acolhedor, de amor e compreensão profunda pela aflição do outro.

Prêmio de melhor bailarino pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) em 2007 quando ainda integrava o Balé da Cidade de São Paulo, Dielson é muito prestigiado no mundo da dança e já interpretou coreógrafos renomados como Cayetano Soto (da Espanha), Jorge Garcia (Brasil), Ohad Naharin (Israel), Mauro Bigonzzett (Itália), entre outros.

Pernambucano, ele foi, durante anos, um dos principais bailarinos da companhia de Deborah Colker. Com ela Dielson interpretou e protagonizou alguns espetáculos como 4X4, Velox e Tatyanna. Estava escalado para O Cão sem plumas, mas resolveu dar novo rumo à carreira e mergulhar em outro processo de autoconhecimento.

Ficha Técnica:
Intérpetre/Criador: Dielson Pessoa e Melo
Luz: Jathyles Miranda
Trilha e DJ: Lucas Ferraz
Classificação: 16 anos

O Silêncio e o Caos na Mostra Brasileira de Dança
Quando: Sábado (12/08) às 20h
Onde:Teatro de Santa Isabel. Praça da República, Bairro de Santo Antônio, Centro
Ingressos: R$ 10 (meia) e R$ 20

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