Despedida do espetáculo Ossos

Marcondes Lima e André Brasileiro na montagem Ossos. Foto: Ivana Moura

Marcondes Lima e André Brasileiro na montagem Ossos. Foto: Ivana Moura

Últimas sessões do espetáculo Ossos, do Coletivo Angu de Teatro. Hoje às 18h e 21h e amanhã (domingo), às 19h. A peça tem texto de Marcelino Freire e direção de Marcondes Lima, que também está no elenco. Ainda estão no palco os atores André Brasileiro, Arilson Lopes, Ivo Barreto, Daniel Barros e Roberio Lucado. A trilha sonora original é do talentoso Juliano Holanda.

A montagem eletriza os nervos em algumas questões, como o abandono amoroso que pode atingir qualquer um; a vida de zumbi depois do cadafalso afetivo; o envolvimento carnal com o comércio de sexo, o destino inexorável e o orgulho besta de alguns, que terminam em ossos e pó sem escapatória. As vaidades expostas em lente de aumento soam ridículas, mas profundamente humanas. Todos estão mortos, aponta um urubu para a plateia.

A encenação percorre a trilha do dramaturgo Heleno de Gusmão, que saiu de Sertânia rumo ao Recife, onde começou a fazer teatro e se mudou para São Paulo nas pisadas do namorado e na busca de êxito. A montagem de Marcondes Lima trabalha com o texto já fragmentado de Marcelino Freire. As cenas tecem um ziguezague da trajetória desse artista desiludido com a vida e o sucesso.

ossos. Coro de urubus. Foto Ivana Moura

Coro de urubus. Foto Ivana Moura

O amor fede e não tem bons sentimentos grita o coro de urubus no bailado insano e às vezes desconjuntado, exercendo a função de lembrar que essas existências tão orgulhosas de si mesmas valem muito pouco. Alimento deles. A morte está sempre à espreita.

Um homossexual de meia idade é o protagonista dessa peça triste com rasgos de irônicas gargalhadas. O intelectual nordestino que venceu na cidade grande, mas que busca nos becos sujos e nos garotos de programa a razão para continuar vivo.

Ossos disseca os traumas do desejo. Uma libido que foge ao controle do letrado. Muitas histórias parecidas nesse sentido. De muitos outros intelectuais.

A cena planejada pelo iluminador Jathyles Miranda é escura. São recônditos psíquicos, becos da paixão que não aceitam a plena luz. Os holofotes jogados do palco para a plateia é um traço propositalmente incômodo. Os sujeitos da peça se movimentam em suas ilusões de grandeza desfocados. Ambientes distorcidos vão se transformando em sala de ensaio, casa de Estrela, carro funerário, quarto, ruelas.

Ouvi gente reclamar da mimetização do coito dos dois amantes no palco. Algumas cenas exercem marco político. Além de muito interessante, traça um posicionamento. Numa época em que os direitos das chamadas minorias correm riscos, em que a intolerância recrudesce, a cena é defesa do gozo para todos, do jeito que se queira.

O espetáculo esbanja testosterona. Nos corpos dos personagens michês principalmente. E celebra o teatro poeticamente, mas lembrando que é duro chegar ao tutano.

ossos. Daniel Barros e Robério Lucado interpretam garotos de programa. Foto: Ivana Moura

Daniel Barros e Robério Lucado interpretam garotos de programa. Foto: Ivana Moura

SERVIÇO
Ossos, do Coletivo Angu de Teatro
Quando: Sextas, às 20h, sábados, às 18h e às 21h e aos domingos, às 19h
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (meia)
Classificação indicativa: 16 anos
Informações: 3355-3321

FICHA TÉCNICA
Texto: Marcelino Freire
Direção: Marcondes Lima
Direção de arte, cenários e figurinos: Marcondes Lima
Assistência de direção: Ceronha Pontes
Elenco: André Brasileiro, Arilson Lopes, Daniel Barros, Ivo Barreto, Marcondes Lima, Robério Lucado
Trilha sonora original – composição, arranjos e produção: Juliano Holanda
Criação de plano de luz: Jathyles Miranda
Preparação corporal: Arilson Lopes
Preparação de elenco: Ceronha Pontes, Arilson Lopes
Coreografia: Lilli Rocha e Paulo Henrique Ferreira
Coordenação de produção: Tadeu Gondim
Produção executiva: André Brasileiro, Fausto Paiva, Arquimedes Amaro, Gheuza Sena e Nínive Caldas
Designer gráfico: Dani Borel
Fotos divulgação: Joanna Sultanum
Visagismo: Jades Sales
Assessoria de imprensa: Rabixco Assessoria
Técnico de som Muzak – André Oliveira
Confecção de figurinos: Maria Lima
Confecção de cenário e elementos de cena: Flávio Santos, Jorge Batista de Oliveira.
Operador de som e luz: Fausto Paiva / Tadeu Gondim
Camareira: Irani Galdino

 

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Família e fantasmas do passado

Desafio do elenco é interpretar filhos e depois o pai ou a mãe. foto: Priscila Prade

Desafio do elenco é interpretar filhos e depois o pai ou a mãe. foto: Priscila Prade

Conflito de gerações em drama quase policialesco, mas com rasgos de humor. O espetáculo Três Dias na Chuva, do dramaturgo norte-americano Richard Greenberg (texto indicado ao prêmio Pulitzer), adaptado e dirigido por Jô Soares, faz temporada no Recife neste feriadão de São João. Hoje e amanhã, às 21h, e domingo, às 19h, no Teatro RioMar. Com dois atos curtos, a peça apresenta dois momentos de uma família. O primeiro ato, situado em 1995, e o segundo, recuado para 1960. A montagem tem no elenco Carolina Ferraz, Otávio Martins e Fernando Pavão.

No primeiro ato, Walker (Otávio Martins) e sua irmã Anna (Carolina Ferraz) recebem com indignação a leitura do testamento do pai, Ned. Ele deixou parte da herança para um amigo deles, Pip (Fernando Pavão). Os manos vão atrás das pistas para entender as motivações do morto e desenterram um passado surpreendente.

Trinta e cinco anos antes, os amigos e sócios Ned (Martins) e Theo (Pavão) planejam revolucionar a arquitetura. Mas Ned se apaixona por Lina (Ferraz), mulher de seu parceiro de sonhos e a vida prega uma peça nos três.

O cenário (Marco Lima) recria um típico loft de Nova York que marca a passagem do tempo. Começa com a casa caindo aos pedaços. E no segundo ato está intacta e abriga as discussões sobre diferenças e emancipação filial.

SERVIÇO

Três Dias de Chuva
Quando: 24 e 25 de junho, às 21, e 26, às 19h
Onde: Teatro RioMar (Av. República do Líbano, 251, Pina).
Ingressos: R$ 100 e R$ 50 (plateia baixa) e R$ 80 e R$ 40 (balcão nobre e plateia alta).
Informações: 4003-1212

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Artes cênicas nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos

Indefinidamente-Indivisivel. integra o programa do Janeiro na Funarte. Foto: Jaime Aciolli

Indefinidamente Indivisivel integra o programa do Janeiro de Grandes Espetáculos na Funarte. Foto: Jaime Aciolli

Dois projetos recifenses – Cena Cumplicidades e Mostra Acessível Rio Das Olimpíadas (22º Janeiro de Grandes Espetáculos – Festival Internacional De Artes Cênicas De Pernambuco) – foram selecionados para integrar a Mostra Funarte de Festivais – Circo, Dança e Teatro, que ocorrerá durante o período dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio de Janeiro 2016. Os dois programas e mais o IV Olonadé – A Cena Negra Brasileira, da cidade de Guapimirim, do Rio de Janeiro, vão ocupar o Teatro Cacilda Becker.

O edital recomendou nove projetos para compor a programação artística dos teatros Dulcina e Cacilda Becker e da Escola Nacional de Circo, no Rio de Janeiro, no período de 30 de julho a 4 de setembro. O investimento total neste programa é de R$ 1,9 milhão e o prêmio para cada contemplado é de R$ 200 mil.

A Mostra Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília; o Festival do Teatro Brasileiro, Edição Especial Terceira Idade, também de Brasília; e Floripa TAP nas Olimpíadas, de Florianópolis foram os eleitos para o Teatro Dulcina. Esse Monte de Mulher Palhaça, d’As Marias da Graça Associação de Mulheres Palhaças, do Rio De Janeiro; o Festival Mundial De Circo Belo Horizonte e Battle Brazil, de Campinas, São Paulo, vão apresentar os espetáculos na Escola Nacional de Circo.

Corpo sobre Tela, com o artista

Corpo sobre Tela, com o artista, com bailarino Marcos Abranches, é inspirado em Francis Bacon

A Mostra Acessível, da Remo Produções Artísticas de Paula de Renor, agrega os universos da arte e da acessibilidade. Cinco espetáculos dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, São Paulo e Rio de Janeiro serão exibidos por artistas com diferentes tipos de deficiência. Também estão previstos o workshop Dança contemporânea e consciência através do movimento, a mesa de discussão Curadoria Inclusiva e como o produtor pode se preparar melhor para trabalhar com artistas com deficiência? e uma conversa com o público depois da peça Avental todo Sujo de Ovo.

Paula de Renor adianta que as montagens de teatro e circo contarão com recursos de audiodescrição e a mesa de discussão com tradução em libras e descrição das imagens pelos participantes da mesa. “Também está prevista a visita tátil, ou seja, antes da apresentação acessível, o público formado por pessoas cegas ou de baixa visão poderá visitar o cenário, antes da apresentação, e assim, ter uma vivência espacial a ser incorporada aos diálogos, sons e a audiodescrição”.

Os espetáculos são: Corpo Sobre Tela – Marcos Abranches/SP; Avental Todo Sujo de Ovo – Grupo Ninho de Teatro/CE; Indefinidamente Indivisível – Pulsar Cia de Dança/RJ; Se Fosse Fácil, Não Teria Graça – Nando Bolognesi/SP; Sem Conservantes – Cia Gira Dança/RN.

Em Avental todo Sujo de Ovo o casal Alzira e Antero, acompanhado da comadre Noélia, esperam a volta do filho Moacir. Certo dia eles recebem a visita de Indienne Du Bois.

A Pulsar Cia. da Dança utiliza bolas infláveis para provocar a experiência de transformação e a imprevisibilidade do tempo e do movimento nos corpos dos bailarinos. E trabalha com o risco. Criação e Direção de Indefinidamente Indivisível é de Maria Teresa Taquechel y Saiz.

A partir de fragmentos da memória colhidas em fotografias de processos de coreografias anteriores, a Cia Gira Dança desenvolve traços do desapego e do abandono em Sem Conservantes. A direção artística, coreografia e pesquisa de linguagem são assinadas por Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira.

Se Fosse Fácil, Não Teria Graça narra história real de ator Nando Bolognesi, portador de esclerose múltipla. O artista usa sua experiência como clown na vida real para contar como tem enfrentado as situações mais corriqueiras.

O solo Corpo sobre Tela, do bailarino Marcos Abranches, criado em parceria com o diretor artístico Rogério Ortiz, é inspirado na vida e obra do pintor irlandês Francis Bacon. O artista que tem paralisia cerebral em decorrência do parto, propõe conjugar o caráter figurativo, ilustrativo e narrativo que as cores possam codificar em seu corpo.

cartografia do abismo está no programa da Mostra Cena Contemporânea

cartografia do abismo está no programa da Mostra Cena Contemporânea

A programação da Mostra Cena Contemporânea inclui as montagens Cartas Libanesas; Noctiluzes; O Imortal e Cartografia do Abismo, do Oco Teatro Laboratório e Teatro Terceira Margem/Ba. curadoria é de Alaôr Rosa e coordenação geral de Michele Milani.

Um pouco da história da imigração libanesa no Brasil é tema do solo Cartas Libanesas, com Eduardo Mossri. O texto é assinado pelo dramaturgo José Eduardo Vendramini e a direção de Marcelo Lazzaratto.

O dramaturgo argentino Santiago Serrano promove um encontro entre enigmáticos personagens, três covardes que se arriscam num ato de ousadia em Noctiluzes. A montagem é da companhia brasiliense Plágio.

O monólogo O Imortal é inspirado no conto homônimo – que abre a coletânea O Aleph, de Jorge Luis Borges – junto com outros escritos do autor argentino. É um solo da atriz carioca Gisele Fróes, dirigido pelos irmãos Adriano e Fernando Guimarães, de Brasília.

Uma reflexão a partir do texto Para acabar com o juízo de Deus, do dramaturgo, ator, diretor e poeta francês Antonin Artaud, é a base do espetáculo Cartografia do Abismo. A encenação baiana tem direção de Luis Alonso e atuação de Caio Rodrigo.

Sua Incelença Ricardo III foi selecionado para integrar a programação do

Sua Incelença Ricardo III foi selecionado para integrar a programação do Circuito Funarte Cena Pública

O Circuito Funarte Cena Pública também divulgou seus selecionados. Com um investimento total de R$ 1,1 milhão, dez projetos vão receber uma premiação de R$ 100 mil (cada) apresentar espetáculos, performances cênicas ou intervenções em espaços públicos abertos nas cidades onde serão disputadas partidas de futebol durante os Jogos: Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Salvador e São Paulo. A programação será realizada entre os dias 3 e 20 de agosto.

Do Recife foi escolhido o Clube Carnavalesco Mixto Seu Malaquias, com Frevando Nas Olimpíadas.

Na lista estão os projetos O Hipnotizador De Jacarés – 10 Anos De Sucesso, da Girassol Produções Artísticas e Culturais de Porto Alegre; Olho Nu, da Cia. Híbrida do Rio De Janeiro; Outro Lugar, da Neoral Garcias Prod. Artísticas, do Rio De Janeiro; Carrilhão Olímpico, da Nopok Prod. Artísticas e Culturais do Rio De Janeiro;  Sua Incelença Ricardo III – Circuito SP/MG, do Grupo de Teatro Clowns De Shakespeare, de Natal.

E ainda Teatro E Memória Nos Espaços Públicos, da Associação dos Amigos da Terceira Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, de Porto Alegre; Gigante Pela Própria Natureza, da  Associação Nacional De Artes e Cultura do Rio De Janeiro;  Minúsculas Cenas – Gran Circo Stopim a Ternes, Barreiros e Cia. de Curitiba; Bumba-Meu-Boi De Santa Fé: Arte Popular do Maranhão e a encenação do Auto do Bumba-meu-Boi, da Associação Cultural do Bumba Meu Boi e Tambor de Crioula Unidos de Santa Fé, de São Luís do Maranhão.

O prazo para interpor recurso, em ambos os editais, terminou nesta quarta-feira, dia 22 de junho. Pode haver modificação no resultado.

 

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A valentia da João Pernambuco

Programação da Mostra A Porta Aberta desca trabalho dos alunos. Foto: Lorena Lopez

Programa A Porta Aberta destaca trabalhos dos alunos. Samuel Siebra em A Roda. Foto: Lorena Lopez

A peça Doroteia, Nelson Rodrigues, é um oásis para investigação da complexidade da vida psíquica. Convivem numa casa feita só de salas três viúvas beatas, uma prostituta reformada, a mãe de um noivo, uma adolescente que nasceu morta, mas não sabe, homens apenas nomeados – o Nepomuceno, que impõe as chagas e o noivo Eusébio, o filho morto. Além de alguns objetos como o jarro e as botinas desabotoadas que funcionam como símbolos de virilidade.

A náusea e o defeito de visão perpassam tudo e todos nesta peça de interditos da pulsão da vida, da negação da intimidade e dos segredos de alcova pelas três viúvas, D. Flávia, Carmelita e Maura, que encarnam o horror ao sexo. E a volúpia da protagonista.

A turma concluinte Curso Básico de Teatro da Escola Municipal de Artes João Pernambuco encena esse texto no encerramento da Mostra cênica A Porta Aberta. A apresentação será nesta terça-feira, às 20h, na Várzea, sob direção de Júnior Foster. Nesta mesma noite também será exibido o Cortejo Performático Aonde Nossa Lembrança se Esconde, sob Coordenação Fred Nascimento.

A 17ª edição de A Porta Aberta começou na segunda-feira recheada de produções teatrais e outras atividades como, oficinas, contação de histórias, palestras. O evento prestou homenagem a Noêmia Varela, uma das maiores arte-educadoras do país, fundadora da Escolinha de Arte do Recife.

Entre as ações dos convidados, o jornalista e pesquisador Leidson Ferraz lançou o livro Panorama do Teatro para Crianças em Pernambuco. A pesquisadora Liana Gesteira ministrou oficina sobre os editais do Funcultura. E o grupo Totem promoveu uma aula aberta sobre o processo de criação da pesquisa Rito Ancestral Corpo Contemporâneo e da performance Retomada. Também passaram pela programação o Coral da UFRPE e do Grupo de Flauta Doce da EMAJP.

Viva la vida. Foto: Fernando Figueiroa

Viva la vida. Foto: Fernando Figueiroa

As produções da escola são assinadas por Tatiana Pedrosa, Junior Foster, Givaldo Tenório e Fred Nascimento, com as temáticas Cenas Breves, Ator Narrador, Minha Infância Querida e Experimentos Brechtianos. Um dos trabalhos apresentados foi Viva la Vida, inspirado no universo mexicano da pintora Frida Kahlo e da Festa de Los Muertos, assinado por Fred Nascimento.

No vídeo Fred fala sobre a João Pernambuco e o projeto A Porta Aberta, além de trechos dos trabalhos apresentados.

SERVIÇO
17º A Porta Aberta – 2016.1 – De 13 a 21 de junho de 2016
Escola Municipal de Arte João Pernambuco/PCR.
Av. Barão de Muribeca, 216 – Várzea – Recife – fone: 3355-4092 / 93 / 94.

17º A Porta Aberta
PROGRAMAÇÃO

Segunda (13)

16h –  Apresentação do Grupo de Flauta Doce da EMAJPE – coord. Prof. Rogério Wanderley

17h30 – Lançamento do livro Panorama do Teatro Para Crianças em Pernambuco, do jornalista e pesquisador Leidson Ferraz

19h – Homenagem à Noêmia Varela.

Alice no País das Emoções – Teatro
Oficina de Teatro da EMAJPE
Criação Coletiva

Exercícios Teatrais de Ator-narrador – Teatro
Urubu – Leonardo Leitão
A Roda – Samuel Siebra
Demônio – Patrícia Casavelha
Curso Profissional de Teatro – 3º período
Coordenação Fred Nascimento

Minha Infância Querida – Teatro
Curso Básico de Teatro
Texto Maria Clara Machado
Direção Givaldo Tenório

Diário de um Louco – Teatro
Curso Profissional de Teatro – 1º período
Texto Gogol
Direção Patrícia Barreto

Terça (14)

15h30 – Palestra Teatro para Infância: a experiência do Núcleo de Pesquisa em Teatro para Infância (NUPETI) da UFPE, com Waldomiro Ribeiro – Local: biblioteca.

16h30 – Audição de violões – Prof. Antero Madureira – Local: teatro
Andino/A. Cano – Maria Inês Aguiar
Prelúdio/Henrique Pinto e Minha Fogueira/Folclore Russo – Larissa Chevtchenko
Minha Fogueira/Folclore Russo – Manuel Batista
Valsa/F.Carulli – Márcia Amori

17h – Contação de Histórias para Crianças – Mitafá

19h Cenas Breves – Teatro
Oficina de Teatro
Profª Tatiana Pedrosa

Exercícios Teatrais de Ator-narrador – Teatro
O Menor que Pôde Ser – Denise Mendonça
Uma Flor Venenosa – Gabi Pires
Olorum – Daiana Fernanda
Curso Profissional de Teatro – 3º período
Coordenação Fred Nascimento

Katastrophè – Teatro Dança
D’Improvizzo Gang
Direção Paulo Michelloto

BRÁÁ !!!– Teatro
A Casa Coletivo de Teatro
Criação e direção coletiva

Quarta (15)

16h – Oficina de Projetos do Edital Funcultura – Liana Gesteira – equipe do RecorDança

17h30 – Coral da UFRPE – Regência Evani Barbosa

19h – Audição de violão – alunos de música – prof. Mateus

Em Que Direção? – Dança
Grupo J D Dance
Daiana Fernandes e Jhonatas Reis
Criação Coletiva

Hoponopono – performance sonora
Curso Profissional de Teatro – 3º período
Prof. Márcio Beltrão

Teresinha – Teatro
Dramaturgia e atuação Rafael Paixão

Experimentos Brechtianos – Teatro
Curso Básico de Teatro – 2º período diurno
Direção Júnior Foster

Exercícios Teatrais de Ator-narrador – Teatro
Teresa – Edilsa Leão
Lixo? – Alexandre Lopes
O Ateu – Fabiano Leão
Curso Profissional de Teatro – 3º período
Coordenação Fred Nascimento

O Mentiroso – Teatro
Curso Básico de Teatro – 1º período
Texto Jean Cocteau
Direção Patrícia Barreto

Quinta (16)

16h – Pesquisa Rito Ancestral Corpo Contemporâneo – palestra/aula sobre a pesquisa Rito Ancestral Corpo Contemporâneo e o processo de criação da performance Retomada – grupo Totem.

19hExperimentos Brechtianos – Teatro
Curso Básico de Teatro – 2º período noturno
Direção Júnior Foster

Persuasão – performance
Coletivo Filhos do Sol
Direção Lito Veríssimo e Patrícia Casavelha

Exercícios Teatrais de Ator-narrador – Teatro
Os Desiludidos do Amor – Kelvin Luiz
Apaixonite – Joselito Veríssimo
A felicidade – Tatá Ferreira e Alison Felipe
Curso Profissional de Teatro – 3º período
Coordenação Fred Nascimento

Viva La Vida – Teatro performático
Recorte de textos de Eduardo Galeano, Pablo Neruda, Vladimir Maiakovski e outros autores.
Curso Profissional de Teatro – 4º período
Dramaturgia e encenação Fred Nascimento

Terça (21)
19h – Aonde Nossa Lembrança se Esconde – Cortejo Performático
Curso Básico de Teatro – 3º período
Coordenação Fred Nascimento

20hDoroteia – Teatro
Curso Básico de Teatro – 4º período
Texto Nelson Rodrigues
Direção Júnior Foster

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Cênicas festeja 15 anos

Um gesto por outro foi a primeira montagem da companhia. Foto: Divulgação

Um gesto por outro foi a primeira montagem da companhia. Foto: Divulgação

Para alguns, fazer teatro é uma opção de vida. A Cênicas Cia. de Repertório segue essa pulsão há 15 anos.  Na sede que mantém no bairro do Recife atua em atividades contínuas de criação, formação e difusão das artes. O núcleo duro do grupo formado por Antônio Rodrigues, Monique Nascimento, Raul Elvis, Rogério Wanderley, Sônia Carvalho, Manu Costa e os estagiários Alcio Lins, Gustavo Patriota organizam uma festa para convidados neste sábado no espaço da trupe. E com isso abrem a temporada comemorativa, que consta de apresentações de esquetes, temporadas de espetáculos do repertório e estreia do novo trabalho, prevista para o ano que vem.

Um Gesto Por Outro; Que Muito Amou; Pinóquio e suas Desventuras; Pluft o Fantasminha, Era Uma Vez Um Rio, A Filha do Teatro e Salmo 91 fazem parte do acervo do grupo.

A maior parte da trupe fundadora da Cênicas veio de Garanhuns, agreste de Pernambuco. O desejo de pesquisar a linguagem da cena com ênfase no trabalho do ator ligava essa turma.  A primeira montagem foi Um Gesto por Outro do dramaturgo francês Jean Tardieu., Teatro do Absurdo. A jovem companhia identificada com a crítica às convenções, regras de etiquetas, enfim às hipocrisias da sociedade estreou em Garanhuns em 2001. Na VIII Mostra de Artes Cênicas de Garanhuns ficou em segundo lugar e conquistou os prêmios de melhor atriz (Duvennie Pessoa), figurino, maquiagem, cenário, coreografia. E fez uma temporada no Recife, no Teatro Joaquim Cardozo em 2002.

A ousadia da juventude motivou o grupo a se aventurar no Festival de Curitiba, onde apresentou Um gesto por outro no Fringe.

Os prêmios da IX Mostra de Artes Cênicas para a montagem Transe (2002) de Ronald Radde, serviram de incentivo.  O grupo arrebatou os troféus de Melhor espetáculo, atriz (Duvennie Pessoa), ator revelação (Edjalma Freitas), figurino, maquiagem iluminação e coreografia. No ano seguinte fez uma temporada no Recife, desta vez no Teatro Arraial em 2003.

Depois de Apaga a Luz (2003), do autor gaúcho Ronald Radde, o grupo investiu em Caio Fernando Abreu na montagem Que Muito Amou (2004). Foram selecionados três contos do livro Os Dragões Não Conhecem o Paraíso: Sapatinhos Vermelhos, Praiazinha e Dama da Noite.

A linguagem dos quadrinhos e dos desenhos animados – dos HQ em preto e branco até os mangás japoneses – foi a base do espetáculo NEUROSES a comédia (2006), que marcou os cinco anos da companhia.

Com o prêmio do Concurso Especial de Montagem Jean Genet – FUNDARPE, o grupo montou As Criadas (2006) de Jean Genet, que teve como diretores convidados  a dupla Marcondes Lima e Kleber Lourenço.

Pinóquio e suas Desventuras (2008) foi o primeiro infantil da companhia. O segundo espetáculo para infância foi Pluft o Fantasminha (2011)  de Maria Clara Machado.

O Prêmio Myrian Muniz de Teatro possibilitou a encenação de Senhora dos Afogados (2010), do dramaturgo pernambucano Nelson Rodrigues, com direção de Érico José. Por sua atuação na peça, Bruna Castiel recebeu o prêmio de atriz revelação do Janeiro de Grandes Espetáculos 2011.

Bruna Castiel em A Filha do Teatro. Foto: Marcelo Soares/ Secult/ Fundarpe.

Bruna Castiel em A Filha do Teatro. Foto: Marcelo Soares/ Secult/ Fundarpe.

Os espetáculos mais recentes são A Filha do Teatro (2013) de Luís Reis; o infantil Era uma vez um rio (2014), texto de Lavínia Pannunzio baseado em obra de Martha Pannunzio, e  Salmo 91 (2015), texto de Dib Carneiro Neto baseado na obra Carandiru de Dráuzio Varela.

PROGRAMAÇÃO 15 ANOS CÊNICAS CIA DE REPERTORIO / 2016

Festa de 15 anos
Dia: 09/07, às 20h, no Espaço Cênicas
* Entrada exclusiva para convidados

Pequenos Grandes Trabalhos – Mostra de esquetes com ex-alunos do curso Dramaturgia do ator
Dia: 09/07, às 20h, no Espaço Cênicas

3° temporada do espetáculo Salmo 91
Estreia: 27/08 até 25/09/2016, aos sábados, às 20h; e aos domingos, às 18h, no Espaço Cênicas

Temporada de Pinóquio e suas desventuras
Estreia: 08 até 29/10/2016, aos domingos, às 16h, no Teatro Eva Herz – Shopping RioMar

Projeto Cênicas em Cena – Série de solos com integrantes do grupo

Pedaços de Iracema – Com a atriz Sônia Carvalho
Estreia: 08 até 29 de outubro de 2016, aos sábados, às 20h, no Espaço Cênicas

Baba Yaga – Com o ator Álcio Lins
Estreia: 05 a 26 de novembro de 2016, aos sábados, às 29h, no Espaço Cênicas

Pequenos Grandes Trabalhos – Mostra de esquetes com alunos da turma 2016 do curso Dramaturgia do ator
Dia: 17 e 18/12/2016, às 20h, no Espaço Cênicas

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