Arte para ficar atento e forte!

ALTÍSSIMO

Peça questiona a atuação dos fundamentalistas religiosos, que avançam como censores da arte e guardiões da moral e bons costumes. Foto: Flora Negri

Peça questiona a atuação dos fundamentalistas religiosos, que avançam como censores da arte. Foto: Flora Negri

Qual o poder das igrejas neopentecostais e o que elas fazem com a cabeça e o coração dos brasileiros nos domínios público e privado, político e social? Essa interrogação perpassa o solo Altíssimo, com Pedro Vilela, que estreia neste sábado (14), às 19h, no Teatro Arraial, onde fica em cartaz por mais três sessões, até o dia 22. É o primeiro espetáculo de Pedro Vilela desde que ele saiu em 2015 do grupo Magiluth, coletivo que integrou por sete anos. Desde então, ele comanda a Trema! Plataforma, que produz um festival e edita revista de artes cênicas.
A dramaturgia de Altíssimo é do paulista Alexandre Dal Farra, que investigou a religiosidade em Mateus, 10 e pesquisa temas incômodos, como a ascensão e queda da esquerda no país em Trilogia Abnegação e Branco, sobre o racismo institucionalizado. As monetizações da fé a a crença no divino são escavacadas de forma complexa. Pedro Vilela expõe camadas desse processo: como pastor em momento de reflexão e autoanálise, a projeção do processo que trilhou durante a pesquisa e os aspectos biográficos presentes na obra. A crítica de práticas comerciais de religiões neopentecostais vem carregada de autocritica da constituição do brasileiro.
Altíssimo
Quando: Sábados e domingos (14, 15, 21 e 22/10) às 19h.
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna. Rua da Aurora, 457, Boa Vista.
Ingressos: R$ 15 (meia) e R$ 30.

SOLO DE GUERRA

Clayton Cabral em seu primeiro solo

Cleyton Cabral em seu primeiro solo

Uma batalha por dia. Os inimigos podem estar em qualquer parte. Disfarçados. Para ser o que se é, o personagem de Solo de Guerra“abre fogo” contra seu passado e o mundo que o cerca. Entre desejos e gritos de amor, o ator e dramaturgo Cleyton Cabral explora esse combate entre soldadinhos verdes e Barbies. O primeiro monólogo de Cabral estreia neste sábado, no Outubro ou Nada – Mostra de Teatro Alternativo do Recife e tem direção de Luciana Pontual.
Solo de Guerra – Estreia na Mostra de Teatro Alternativo do Recife Outubro ou Nada (ingressos esgotados)
Quando: 14 de outubro (sábado), às 20h.
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Solo de Guerra – Curta Temporada
Quando: 04 e 11 de novembro (sábados), às 20h.
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Ingressos: R$ 30 e 15
Capacidade: 40 lugares
Classificação: 14 anos
Ingressos antecipadosbit.ly/solodeguerra-novembro

QUE MUITO AMOU

Três contos do livro Os Dragões Não Conhecem o Paraíso, de Caio Fernando Abreu são adaptados para a cena: Sapatinhos Vermelhos, Praiazinha e Dama da Noite. As histórias tratam dos amores exponenciais espalmados com a morte, saudade, ódio e de novo amor.
Quando: 14, 21 e 28 de outubro, às 20h. 
Onde: Espaço Cênicas (Avenida Marquês de Olinda, 199, Sala 201, 2° Andar (Entrada pela Vigário Tenório), Recife Antigo). 
Quanto: R$ 20, R$ 10 (meia).

RITMO KENTE – UM BREGA DE MUSICAL

Concurso vai eleger a dançarina para a equipe do famoso MC Kivara. Duas finalistas se enfrentam: Lady Gaga, a mocinha da história que acaba se apaixonado pelo popstar, é auxiliada por sua mãe, a extrovertida Cher; e Fabíola, a vilã que unirá forças com o também vilão Patrick para tentar ganhar a competição de qualquer forma. 
Quando: 13 e 14 de outubro (sextas e sábados), às 20h. 
Onde: Teatro Eva Herz Recife – Livraria Cultura do Shopping RioMar (Avenida República do Líbano, 251, Pina). 
Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia). 
Informações: 2102-4033.

ANDANÇAS – LOUVAÇÃO A SÃO JOÃO

Montada originalmente como quadrilha junina, a peça foi adaptada para o palco

Montada originalmente como quadrilha junina, a peça foi adaptada para o palco

A quadrilha junina Raio de Sol migra dos arraiais e chega ao palco com Louvação a São João. A peça exalta São João menino, a chegada de um novo tempo e a cultura popular nordestina.
Quando: 18 de outubro, às 20h. 
Onde: Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, Pina). 
Quanto: R$ 20, R$ 10 (meia).

GANGA MEU GANGA, O REI

O apresenta um espetáculo que tem como objetivo, levando o público a conhecer
A influência africana em Pernambuco é mote do espetáculo do Grupo Teatral Ariano Suassuna, de Igarassu, que tem como meta desmistificar o preconceito religioso. Ao final de cada apresentação haverá um debate com a plateia sobre o assunto. 
Quando: 15 de outubro, às 19h,
Onde no Axé Layra Omim Kaia Lofim (Rua Transamazônica, 575, Abreu e Lima).
22 de outubro, às 19h, no Ilê Axé Omô Ogundê (Travessa Joaquim Távora, 794, Paulista).
29 de outubro, 05, 12 e 26 de novembro, locais e horários a definir. 
Quanto: Gratuito. 
Informações: 99592-2288, 98765-6633.

MÃEZONA: A COMÉDIA

Os tipos de mães e famílias são dissecadas na peça escrita e dirigida por Jeison Wallace (Cinderela). 
Quando: 15 de outubro, às 19h. 
Onde: Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina). 
Quanto: R$ 40, R$ 20 (meia), R$ 20 + um livro ou um quilo de alimento (meia social). 
Informações: 99829-3797, 3355-6398.
 

CIRCO

É NÓIS NA XITA!

Grupo Namakaca, de São Paulo

Grupo Namakaca, de São Paulo

O espetáculo É Nóis na Xita, do grupo paulista Namakaca, promove 50 minutos de uma disputa incansável entre os palhaços DU CIRCO, Montanha e Cafi, que querem ganhar o público com improvisações e números circenses. Os três personagens apresentam números de acrobacias, equilibrismo e palhaçadas.
Quando: 14 de outubro, às 17h,
Onde: Parque Santana (Rua Jorge Gomes de Sá, Santana). 
Quanto: Gratuito.

FESTIVAL DE CIRCO – VARIETÉ

Com 13 anos de experiência, o Circo da Trindade (PE) apresenta números tradicionais com artistas locais.
Quando: 14 de outubro, às 17h.
Onde: Recanto de Aldeia.
Quanto: R$ 20, R$ 10 (meia).

FESTIVAL DE CIRCO – RÊVES D’ÉTÉ

Circo Pitanga

Circo Pitanga

O Circo Pitanga (BEL) combina proeza técnica dos dois artistas Loïse Haenni e Oren Schreiber e intensidade interpretativa. Isso faz de Rêves d’Été um espetáculo sensível que mescla circo, teatro com técnicas inovadoras e muita poesia. A grande bagagem de estilos e técnicas se reflete na habilidade dos artistas de manifestar emoções universais através da linguagem corporal de maneira divertida.
Quando: 13 de outubro, às 20h.
Onde: Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Santo Antônio).
Quanto: R$ 20, R$ 10 (meia). 
Duração: 60min
Indicação: 7 anos
Informações: 3355-3322.

FESTIVAL DE CIRCO – THE LETTER

Espetáculo clássico de Paolo Nani

Espetáculo clássico de Paolo Nani

Paolo Nani se propõe a encenar a mesma história de 15 maneiras completamente diferentes nesse espetáculo de 1992 que não contém texto, apenas a linguagem universal da mímica e do clown. A Carta está recheada de piadas originais.
Quando: 14 de outubro, às 20h. 
Onde: Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Santo Antônio). 
Quanto: R$ 20, R$ 10 (meia). 
Informações: 3355-3322.

FESTIVAL DE CIRCO – ANIMO FESTAS

O palhaço veterano Klaus narra suas memórias da época em que tinha como ganha-pão a participação como animador no “submundo” das festas infantis. O paulistano Marcio Douglas, criador da La Cascata Cia. Cômica, encarna o anti-herói da palhaçaria. Esse freak-show de humor ácido reflete sobre questões como o valor do trabalho artístico, a felicidade e a sobrevivência.
Quando: 14 de outubro, às 20h e 15 de outubro, às 19h. 
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife). 
Quanto: R$ 20, R$ 10 (meia). 
Informações: 3355-3321 e 3355-3319.

O DESCOTIDIANO

Cia do Relativo

Cia do Relativo

Espetáculo da Cia do Relativo, de São Paulo.  Otavio Fantinato interpreta um ser excêntrico e solitário, que vive em uma casa de poucos móveis e escassos sentimentos na peça O Descotidiano. Entre os estados de estresse e fadiga, ele busca razão para sorrir. Manipulando objetos do cotidiano como colheres e livros, xícaras, vassouras e pás de lixo, até objetos clássicos do malabarismo, o personagem vive situações surreais.
Quando: Quinta e sexta, 12 e 13/10, 20h
Onde: Teatro Apolo
Quanto: R$20 e R$10
Duração: 45min
Indicação: Livre

FESTIVAL DE CIRCO – CONCERTO EM RI MAIOR

A Cia dos Palhaços, companhia de circo-teatro de Curitiba (PR), leva ao palco a brincadeira dos jogos de improvisação de palhaço com a música. O maestro e palhaço Wilson Chevchenco apresenta um concerto baseado em sua origem russa e conta com a ajuda de Sarrafo, seu fiel amigo, para executar as obras de sua família e ser compreendido pela plateia, já que não fala português.
Quando: 14 de outubro, às 16h30. 
Onde: Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Santo Antônio). 
Quanto: R$ 20, R$ 10 (meia). 
Informações: 3355-3322.

FESTIVAL DE CIRCO – A TRADIÇÃO MILENAR

A Trupe Carcará, do Recife, reúne artistas itinerantes – que nasceram e foram criados sob a lona, e jovens artistas de trupes circenses. Apresenta números de equilíbrio, força, palhaçaria, pirofagia, contorção, música e ilusionismo.
Quando: 14 e 15 de outubro, às 17h. 
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (Avenida Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife). 
Quanto: Gratuito. 
Informações: 3355-3321 e 3355-3319.

FESTIVAL DE CIRCO – JEKYLL ON ICE

Espetáculo vem com balões infláveis gigantes, mímicas, pegadinhas e música para todos os gostos

Paolo Nani, ator, diretor artístico e aclamado palhaço, nascido na Itália e naturalizado dinamarquês, vem com as aventuras e desventuras de um curioso sorveteiro chamado Jekyll. O personagem, na tentativa de descobrir um sabor irresistível para os seus sorvetes, transforma-se, inusitadamente, num roqueiro temerário e brincalhão.
Quando: 15 de outubro, à 18h.
Onde: Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Santo Antônio). 
Quanto: R$ 20, R$ 10 (meia).
Informações: 3355-3322.

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As aventuras de Aladim no Recife

Victor Leal é o protagonista do musical

Victor Leal é o protagonista do musical que tem sessões no Teatro Guararapes, nos dias 12 e 13 de outubro

O menino pobre que tem sua vida transformada num passe de mágica instiga a imaginação há milhares de anos.  O conto de Aladim, da coletânea árabe As Mil e Uma Noites, ganhou muitas versões no teatro, no cinema e em outras mídias. Aladim o Musical Recife é a nova versão de Aladim e a Lâmpada Maravilhosa, uma produção pernambucana, com apresentações nesta quinta (12) e sexta-feira (13), no palco do Teatro Guararapes, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, em duas sessões, 16h e às 20h.

Elementos da cultura pernambucana são misturados à fabula de origem árabe. A produtora pernambucana Nível 241 promete surpresas e e efeitos encantadores, seja do tapete mágico que voa, das coreografias e aventuras. O musical conta com 19 canções interpretadas por uma orquestra ao vivo. O pernambucano Israel de França, maestro da Sinfonieta de Granada, na Espanha, vai reger a orquestra.

Ao todo, 39 artistas fazem parte do elenco do musical. Os atores Victor Leal e Camila Bastos interpretam Aladim e a Princesa Jasmine. Aladim é dirigido pelos também produtores Ana Letícia Lopes e Gabriel Lopes. A direção artística é assinada por Emmanuel Matheus, com assistência de Thiago Ambrieel; direção coreográfica de Stepson Smith e assistência de Jorge Kildery. Valdetaim do Monte e Hugo Leonardo, assinam a direção musical.

SERVIÇO:
Musical Aladim Recife
Onde: Teatro Guararapes (Avenida Professor Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho, Olinda)
Quando: 12 e 13 de outubro de 2017, em duas sessões: Às 16h e às 20h
Ingressos: Plateia VIP: R$ 165,00 e R$ 82,50 (meia). Plateia A: R$145,00, meia R$72,50, enquanto plateia B custa R$120,00, meia R$ 60,00. Os valores do balcão variam entre R$100,00 (inteira) e R$50,00 (meia). Os bilhetes podem ser adquiridos na internet (http://www.eventim.com.br/aladdin-o-musical-recife-ingressos.html?affiliate=BR1&doc=artistPages%2Ftickets&fun=artist&action=tickets&erid=1990466),nas lojas do Ticket Folia e na bilheteria do Teatro Guararapes.
Mais informações: (81) 3132.4477
Classificação Indicativa: Livre

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Outubro ou Nada chega à segunda edição

Alguém para fugir comigo. Foto: Kleber Santana/Divulgação

Alguém para fugir comigo. Foto: Kleber Santana/ Divulgação

A constatação é geral. Esse período é de grave crise política, econômica, social, existencial. Os artistas estão na mira do conservadorismo. Retração de incentivos para a área cultural e medidas para embaralhar ideologias. Tempos difíceis. Mas o quadro não pode paralisar os sonhos. A mostra Outubro ou Nada junta a força de grupos teatrais independentes de Pernambuco e realiza sua segunda versão. Durante 10 dez dias, de 5 a 14 de outubro, com 30 apresentações. O programa homenageia o ator, diretor e dramaturgo pernambucano Henrique Celibi, que morreu em maio deste ano.

Sem uma seleção de exclusão, a programação foi montada, aceitando os grupos que se prontificaram a participar. Três estreias estão agendadas: Solo de Guerra com Cleyton Cabral, Descomeço, do Coletivo Ocaso e As lebres são maiores que os ursos, do Coletivo Despudorado.

Entre os destaques estão Alguém pra fugir comigo, do Coletivo Resta 1 de Teatro, vencedor de cinco prêmios Apacepe no Janeiro de Grandes Espetáculos deste ano, a montagem de teatro de objetos O mascate, a pé-rapada e os forasteiros, de Diógenes D. Lima e a leitura dramatizada Electra no Circo, de Hermilo Borba Filho, com as Violetas da Aurora.

Neste ano, a mostra chega a três espaços culturais de Olinda (Casa Azul, Com Domínio.Art e
Solar da Marquesa). E também vai mais longe no Recife, com apresentações no Galpão CITTA na Várzea, Centro de Capoeira São Salomão, também na Várzea, Recife e Escola Pernambucana de Circo (EPC) na Macaxeira.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Dia 5 – ABERTURA RECIFE (19h)
19h – Haverá um maldito aqui dentro – Coletivo Loucura Roubada, no Espaço O Poste

Dia 5 – ABERTURA OLINDA: Solar da Marquesa
21h – Performance A chegada de Godot – Coletivo Caverna
21h30 – Risoflora – A história de uma Drag Queen – Emanuel David D’ Lúcard (será cobrado ingresso para ter acesso a este espetáculo)
22h30 – Exibição do documentário Henrique, o que faz Celibi – Luis Bringel, Brunna Martins e Sandri Rodrigues
23h – Festa de lançamento da 2ª Mostra Outubro ou Nada

Dia
19h – Descomeço – Coletivo Ocaso, no Com Domínio.Art (Estreia)
20h – Morreu! Antes ela do que eu – Álcio Lins, no Espaço O Poste (Terá intérprete de Libras)
19h – Senhora de Engenho – Entre a Cruz e a Torá – Cia. Popular de Teatro de Camaragibe, no Solar da Marquesa

Dia 7
10h – Territoré – Totem, no Parque 13 de Maio
18h – Alguém para fugir comigo – Resta 1 Coletivo de Teatro, na Casa Azul
18h – As Violetas de Aurora – Violetas da Aurora, no Com Domínio.Art
18h – (In)Cômodos – Coletivo 4 no Ato, no Espaço Fiandeiros
20h – A podridão que há em mim – Grupo São Gens de Teatro, no Espaço Cênicas
20h – Assombros – Vivaz Cia. De Artes, no Solar da Marquesa

Ana Nogueira e Fbiana Pirro estão na leitura dramatizada de Electra no Circo

Ana Nogueira e Fabiana Pirro estão na leitura dramatizada de Electra no Circo

Dia 8
16h – Domingo Alegre no Circo – Escola Pernambucana de Circo, na Escola Pernambucana de Circo
17h – Electra no Circo – Violetas da Aurora, na Casa Azul
17h – As lebres são maiores que os ursos – Coletivo Despudorado, no Espaço Fiandeiros (Estreia)
18h – A Partida – Claudia Soares, no Espaço O Poste
18h – Café – Cia. de Teatro Pós-Contemporânea d’Improvizzo Gang (DIG), no Espaço Cênicas
19h – Viva La vida – Multus coletivo, no Espaço São Salomão

Dia 9 
Mostra pedagógica // 20h – O casamento do pequeno burguês – Escola de Teatro Fiandeiros, no Espaço Fiandeiros

Dia 10
Mostra pedagógica // 19h – Seres – O Poste Soluções Luminosas, no Espaço O Poste

Dia 11
Mostra pedagógica // 20h – Pequenos Grandes Trabalhos – Cênicas Cia. de Repertório, no Espaço Cênicas

19h – Caravana de Palhaços – Caravana de Palhaços, no Com Domínio.Art (Estreia)
20h – O Mascate, a Pé Rapada e os Forasteiros – AGM Produções, no Solar da Marquesa
20h – Flúvio e o Mar – Vivaz Cia. De Artes, no Espaço O Poste (Leitura Dramatizada)

Dia 12
20h – Triz – Nínive Caldas, Lili Rocha e Eric Valença, no Espaço O Poste (Experimento Cênico)

Dia 13 
20h – Assombros – Vivaz Cia. De Artes, no Solar da Marquesa

Dia 14
20h – Solo de Guerra – Cleyton Cabral, no Espaço O Poste (Estreia)
20h – O velho diário da insônia – Grupo Independente de Teatro Alternativo (GITA), no Solar da Marquesa
20h – Que muito amou – Cênicas Cia. de Repertório, no Espaço Cênicas
21h – O que acontece – Eric Valença e Tati Azevedo, no Com Domínio.Art (Experimento Cênico)
22h – Festa de encerramento, no Com Domínio.Art

SERVIÇO
2° Outubro ou Nada – Mostra de Teatro Alternativo do Recife
De 5 a 14 de outubro de 2017
Ingressos: De entrada franca até R$ 40 (inteira)
Informações: www.facebook.com/mostraoutubroounada

Endereços
Casa Azul – Rua 13 de maio, 121, Carmo, Olinda
Com Domínio.Art – Rua do Sol, 82, Carmo, Olinda
Solar da Marquesa – Rua Joaquim Nabuco, 5, Varadouro, Olinda
Espaço  O  Poste – Rua da Aurora, 529, Boa Vista
Galpão CITTA/Centro de Investigação Teatral Trupe Artemanha – Rua João Francisco Lisboa, 37, Várzea, Recife-PE
Espaço  Fiandeiros  – Rua da Matriz, 46, Boa Vista
Pátio Criativo – Rua das Águas Verdes, Casarão 52, Pátio de São Pedro – Santo Antônio
Espaço  Cênicas – Av. Marquês de Olinda, 199, Bairro do Recife (Entrada pela rua Vigário Tenório)
Centro de Capoeira São Salomão – Rua Dr. Corrêa da Silva, 267 – Várzea, Recife – PE
Escola Pernambucana de Circo (EPC) –  Avenida José Américo de Almeida, 5, Macaxeira

Ingressos:
De entrada franca até R$ 40 (inteira)

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Nuances de palhaças

Cortejo Sampalhaças. Foto: Lana Pinho/ Divulgação

Cortejo Sampalhaças. Foto: Lana Pinho/ Divulgação

Enne Marx e Nara Menezes, curadoras do festival Palhaçaria. Foto: Lana Pinho

Enne Marx e Nara Menezes, curadoras do festival Palhaçaria. Foto: Lana Pinho / Divulgação

Manuela Castelo Branco, a palhaça Matusquella. Foto: Lana Pinho

Manuela Castelo Branco, a palhaça Matusquella. Foto: Lana Pinho / divulgação

“Somos muitas, somos ótimas”, é quase um mantra da atriz e pesquisadora Manuela Castelo Branco, a palhaça Matusquella de Brasília. É verdade. Você são sim, Manu. E o PalhaçAria – Festival Internacional de Palhaças do Recife esbanjou exemplo  dessa comicidade feminina tão rica e variada, cheia de nuances e de atitudes. Ser palhaça é assumir uma luta permanente contra preconceito de gênero, contra todos os retrocessos e contra a invisibilidade. Ser palhaça é um exercício político de liberdade e em combate a todas as violências contra a mulher. Mas tudo isso com graça e inteligência que derruba resistências, ganha adesão e cumplicidade no riso e nas linhas tênues que aproximam cômico do trágico, a essência humana e suas facetas grotescas e sublimes.

A terceira edição do Festival Internacional de Palhaças do Recife compõe um mosaico do trabalho desenvolvido por essas mulheres. No Fórum Palhaças do Mundo, Manuela Castelo Branco apresentou um pouco do percurso, dessa história de anônimas que são resgatadas como as pesquisas e no fortalecimento de uma rede para robustecer a voz desse mulherio.

Existem muitas palhaças espalhadas por esse mundão de Deus. A primeira palhaça de Portugal, Teresa Ricou, é a homenageada do festival. Além de uma trajetória de enfrentamentos e conquistas individuais ela também criou um espaço que treina novos artistas na Escola Chapitô, em Lisboa.

Um festival de cinco dias e de muita emoção, de talentos consolidados e em evolução. E de muita pulsação de vida.

O programa começou na quarta-feira (13/09) com o cortejo da trupe paulista Sampalhaças, 10 artistas com gramáticas e afinações variadas a arrancar o riso com uma performance cheia de personalidade. Com paradas em três estações (área de convivência do Apolo-Hermilo, no hall e no palco do Hermilo Borba Filho) elas fizeram a festa com variações de quadros circenses tradicionais e invenções do próprio grupo.

atriz-palhaça Letícia Vetrano. Foto: Lana Pinho / Divulgação

Atriz-palhaça Letícia Vetrano. Foto: Lana Pinho / Divulgação

A atriz-palhaça Letícia Vetrano se apresentou como María Peligro, uma garota órfã, meio paralisada pela morte dos pais. No dia do aniversário promove uma festa para si em busca de uma revolução. O espetáculo Fuera! é calcado nas ações físicas da artista, destrezas corporais, exposições ridículas. Além da apropriação crítica  de gestual masculino.

 Aloprada, melancólica e solitária essa personagem dialoga com o púbico, joga bolo para plateia e busca afeto, abraço coletivo e até um companheiro que compreenda sua esquisitices.

Juliana Balsalobre e Marina Quinan, as clownescas Bifi e Quinam vieram para o festival com três montagens Divagar e Sempre, O Dia Da Caça e SemiBreve. Inspirados na pesquisa realizada no Norte do Brasil, elas buscaram levar o universo amazônico para a cena.

Cabaré Varieté com quase 30 palhaças. Foto: Lana Pinho /Divulgação

Cabaré Varieté com quase 30 palhaças. Foto: Lana Pinho /Divulgação

Um dos pontos altos do Palhaçaria foi o Cabaré Varieté. De tudo um pouco. Com a bandinha Sampalhaças a esquentar e acelerar o ritmo do riso. Acrobacias, contorcionismo, piadas, dançarinas virtuosas, números cômicos e um humor contagiante. A energia circulou pelo Teatro Hermilo Borba Filho numa comunhão de artistas com o público encantado e cúmplice. Foi uma noite incrível.

Argentina Maku Fanchulini,. Foto: Lana Pinho / Divulgação

Argentina Maku Fanchulini,. Foto: Lana Pinho / Divulgação

Metro Y Medio, outro destaque internacional, com Maku Fanchulini, criação da atriz, malabarista, clown e artista de rua Maria Eugenia Favale. Baixinha, franzina, mas com uma força incrível, Maku colocou o público no bolso, ou na mão, se preferirem. Com um carisma espantoso.

Sem palavras, nesse espetáculo acrobático a comunicação cômica se estabelece em momentos técnicos, lúdicos e explosivos. Com a cumplicidade da plateia, as apuradas habilidades circenses da artista garantem ações surpreendentes. A palhaça se arrisca o tempo todo e isso nos assombra. É humor Hardcore, num jogo que vai do lúdico e beira o horror.

Depois de alguns números delirantes e admiráveis, Maku convoca do público dois assistentes para participar dos números.  Em um deles, ela sobe nos ombros para suprersa de todos. Tira sarro do outro quando ele tenta assobiar e não consegue. Ou mostra como é hábil do jogo quando o assistente tenta passar a perna na palhaça. A terceira convidada do público, uma garota, também entrou na brincadeira até o açúcar na testa.

Entre gags e acrobacias, números de equilíbrio e malabares excêntricos, o espetáculo termina explosivo, depois de ter percorrido muitas nuances emotivas da arte da vibrante Maku.

Valdorf mostra que as crianças não são tão inocentes assim, em espetáculo para adulto

Valdorf mostra que as crianças não são tão inocentes assim, em espetáculo para adulto 

Valdorf é uma comédia cruel. Porque reflete os porões sombrios do humano. E tem uma dramaturgia instigante e divertida. É um humor inteligente e cáustico. Uma peça de palhaça que toca o drama de um menino de seis anos, que sofre com a negligencia dos adultos, o atraso da mãe, a rejeição dos colegas e sua proporia imaginação fertilíssima.

Sozinha no palco, a gaúcha Aline Marques, da Casa de Madeira Produções Artísticas, expõe o universo interior dessa criança que se projeta presa no fraco de pepino e quando se liberta conta sua história, com uma franqueza desconcertante.

Ele é um menino mimado e carente, que exerce sua perversidade masculina com a coleguinha de classe, com o melhor amigo e até mesmo com a mãe desleixada.

A dramaturgia e a direção também são assinadas por Aline. Ela explora bem os erros gramaticais e equívocos de nomenclaturas, suscitando o riso que as crianças despertam quando falam errado. Sua caracterização do menino Valdorf é incrível e desperta variados sentimentos.

Vestida com um macacão marrom fraco, blusa verde, sapatos azuis, meias vermelhas, peruca e óculos, ela trabalha uma queixadura para a frente e os lábios salientes. Esse conjunto da obra compõe a imagem de um menino meio nerd, meio tabacudo e com atitudes autoritárias, agressivas. Mas também convoca para um mundo de afetos e carências.

Sua movimentação no palco destila o grotesco desse pequeno ser excêntrico e transparente nas suas narrativas. As imagens que desperta dos episódios contados pelo guri são bem envolventes. E personagem tem potência grande de virar filme, peça de campanha publicitária, série de Tv.

 

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Tem Palhaçaria até domingo

Alessandra Siqueira participa do Cabaré Varieté como A Mulher mais Forte do Mundo. Foto: Divulgação

Alessandra Siqueira participa do Cabaré Varieté como A Mulher mais Forte do Mundo. Foto: Divulgação

A comicidade feminina tem seus segredos. Alguns são compartilhados com o público nesta terceira edição do PalhaçAria – Festival Internacional de Palhaças do Recife,  que segue até domingo, com boas atrações. Com graça e particularidades da linguagem, essas artistas conquistam o coração da plateia. Neste sábado, o grupo Las Cabaças que veio ao festival com três espetáculos do repertório, apresenta O Dia da Caça, às 16h30. Domingo, a trupe mostra Semibreve.

Juliana Balsalobre e Marina Quinan criaram o grupo Las Cabaças em São Paulo, em 2006. Elas desejavam pesquisar diferentes formas de intervenções nos espaços públicos e no cotidiano de comunidades de pequeno porte no interior do Brasil. Foram morar em Alter do Chão, no Pará, durante seis anos. Lá nasceram as palhaças Bifi e Quinan, protagonistas dos três espetáculos.

Em O Dia da Caça, a dupla se aventura na mata fechada para caçar, encara imprevistos e tem sonhos alucinantes.

O Dia da Caça. Foto: Danilo Batista.

Semibreve, do grupo Las Cabaças. Foto: Danilo Batista/ Divulgação

Cinco números tradicionais de palhaços ganham releitura da dupla em Semibreve. Os desajustes dessas figuras no mundo provocam boas gargalhadas nas cenas A Pulga, Soldado, Sen-tido!, O Salto no Copo d’Água, A Mágica e O Nome dos Santos. É uma trapalhada atrás da outra, como quando Bifi, atleta e ginasta de saltos ornamentais, promete dar um duplo salto mortal em um copo de água. Ohhhh! E Quinan decide dar uma mãozinha na façanha.

A atriz palhaça Giullia Cooper leva a ludicidade para uma cozinha sem teto para fazer a imaginação voar.  Entre equilíbrios, malabarismos, suspenses, ela prepara uma bebida para os convidados em Chá Comigo, peça também para os pequenos, neste domingo às 17h.

O assunto é mais sério em Valdorf, do grupo Casa de Madeira de Porto Alegre. A atriz palhaça Aline Marques articula questionamentos sobre responsabilidade dos adultos na formação de crianças que são negligenciadas no cotidiano.   

E para encerrar o Palhaçaria no domingo, o segundo Cabaré Varieté, que vislumbra uma apoteose. A Banda de palhaças As Levianas solta pílulas do seu repertório e traz novidades musicais, com suas subversões bem-humoradas. Andréa Macera , a palhaça Mafalda Mafalda, atua como mestre de cerimônia da noite que tem  números cômicos de dança, uma palhaça “sensitiva” especialmente conectada, a mulher mais forte do mundo, Dança Maroca com Mayra Waquim e  Milkshake com Natascha Falcão e muitas surpresas.

Nara Menezes e sua Aurélia . Foto: Lana Pinho / Divulgação

Nara Menezes e sua Aurélia . Foto: Lana Pinho / Divulgação

PROGRAMAÇÃO

PalhaçAria – Festival Internacional de Palhaças do Recife – 3a. edição – Ingressos: R$ 10 e R$ 5

O DIA DA CAÇA – (São Paulo/SP)
Dia 16/09 às 16h30 – Teatro APOLO
Duração: 50 min
Classificação: livre
Las Cabaças/ Atrizes palhaçasJuliana Balsalobre e Marina Quinan

VALDORF (Porto Alegre/RS)
DIA 16/09 às 20h – Teatro APOLO
Duração: 55 min
Claassificação: 16 anos
Casa de Madeira/ Atriz palhaça Aline Marques

SEMIBREVE – (São Paulo/SP)
Dia 17/09 às 16h30 – TEATRO HERMILO BORBA FILHO
Duração: 40 min
Classificação: livre
Las Cabaças/ Atrizes palhaças Juliana Balsalobre e Marina Quinan

CHÁ COMIGO – (São Paulo/SP)
Dia 17/09 às 17h – PRAÇA DO ARSENAL DA MARINHA
Duração: 40 min
Classificação:livre
Caravana Tapioca/Atriz palhaça Giullia Cooper

CABARÉ VARIETÉ – (Recife, Rio de Janeiro, São Paulo/SP, São José dos
Campos/SP)
Dia 17/09 às 20h ENCERRAMENTO DO FESTIVAL- Teatro APOLO
Participação Especial da Banda de Palhaças AS LEVIANAS com Pílulas das Levianas (Cia Animee)
Duração: 1h30
Classificação: 16 anos
Mestra de Cerimônias: Andréa Macera
Elenco:
As Lavadeiras, com Jerlane Silva e Paula de Tassia (Cia 2 em cena),
A mulher mais forte do mundo, com Alessandra Siqueira,
A volta do velório, com Regina Mascarenhas,
Balões!, com Ana Sawen,
Choque-Rosa, com Circo Di Sóladies,
Dança Maroca, com Mayra Waquim
Milkshake, com Natascha Falcão
Pílulas das Levianas, com Enne Marx, Juliana de Almeida e Nara Menezes.

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