Mostra Capiba chega à décima edição

Pedro Vilela em Altíssimo . Foto: Divulgação

Pedro Vilela em Altíssimo . Foto: Divulgação

Com a mudança do nome de Mostra Capiba de Teatro para Mostra Capiba de Artes, a iniciativa desenvolvida pelo Sesc de Casa Amarela chega à 10ª edição incluindo atrações de dança e circo. Altíssimo, do Trema! Plataforma de Teatro, solo com o ator Pedro Vilela, abre a programação nesta quinta-feira. A peça escrita por Alexandre Dal Farra questiona a mercantilização da fé, a partir da reflexão sobre o poder crescente das religiões neopentecostais. As apresentações de espetáculos seguem até 18 de novembro.

Com apenas 15 segundos de propaganda eleitoral gratuita, um político brasileiro ganhou visibilidade numa guerra de marketing de grandes partidos. Ele é o personagem de Meu Nome é Enéas – o último pronunciamento, com roteiro e atuação de Márcio Fecher.

O multiartista Valmir Chagas participa da mostra com as lembranças e delírios de um artista do picadeiro, que relembra suas aventuras mambembes, no musical Saudosiar… A Noite Insone de Um Palhaço.

A atriz Augusta Ferraz interpreta, canta e dialoga com a plateia em MEDEAponto. A tragédia de Eurípides ganhou versão da poeta portuguesa Sophia de Melo Breyner Andresen e é a base da cena desenvolvida pela intérprete.

E o ator Plínio Maciel, do Teatro de Fronteira  exibe Na Beira, um resgate de suas memórias familiares, desde Surubim, onde nasceu.

Fabiana Pirro como a Palhaça Uruba. Foto: Lana Pinho / Divulgação

Fabiana Pirro como a Palhaça Uruba. Foto: Lana Pinho / Divulgação

Quatro performances circenses estão agendadas: Uruba e Lilão, com Fabiana Pirro; Dona Pequena e os Rolamentos, com Ana Nogueira; Dança, Maroca, com Mayra Waquim e Sema e os Contatos Imediatos, com Silvia Góes.

Na área de dança, Gardênia Coleto apresenta Dor de Pierrot – 80 aos pedações, em que reconstrói a obra do bailarino Bernot Sanches. Já Na Malandragem do Feminino, dirigido por Daniela Santos e criado por Rebeca Gondim, discute questões de gênero e sexualidade.

Vai ter oficina com o pesquisador Junior Aguiar chamada O Solo do Ator: o que você tem a dizer?. Além da mesa O clown solo: a busca do palhaço no espaço das sensações, com as atrizes e palhaças Juliana Almeida e Lívia Falcão e mediação de Ana Nogueira. E da roda de diálogo com a dançarina Gardênia Coleto e a diretora artística Daniela Santos sobre Dança: as peculiaridades do corpo que se move sozinho na cena, com mediação de Ailce Moreira.

PROGRAMAÇÃO

Oficina

15 a 17/11 O Solo do Ator: o que você tem a dizer?– das 9h às 13h
Inscrições: R$ 10 (comerciários e dependentes) e R$ 20 (público em geral)

Espetáculos

Teatro

09/11 – Altíssimo – Trema! Plataforma de Teatro (PE) – 20h

10/11 – Meu Nome é Enéas: o último pronunciamento – Gota Serena (PE) – 20h

11/11 – Saudosiar… A Noite Insone de um Palhaço – Paulo de Castro Prod. – 20h

16/11 – MEDEAponto – Pharkas Serthanejaz – 20h

17/11 – Na Beira – Teatro de Fronteira – 20h

18/11 – Eu no Controle – Cia. Do Abajur – 20h

Ingresso: R$ 10 (comerciários e dependentes) e R$ 20 (público em geral)
Local: Teatro Capiba

Mostra de Solos

Dança e Circo

14/11 – a partir das 15h, na área externa do Sesc Casa Amarela
Dança – Dor de Pierrot – 80 aos pedaços – Gardênia Coleto (PE)
Dança – Na Malandragem do Feminino – Rebeca Gondim (PE)
Circo – Uruba e Lilão – Violetas da Aurora (PE)
Circo – Dona Pequena e os Rolamentos – Violetas da Aurora (PE)
Circo – Dança, Maroca – Violetas da Aurora (PE)
Circo – Sema e os Contatos Imediatos – Violetas da Aurora (PE)
Entrada gratuita

Teatro

14/11 – a partir das 15h
O Teatro é Necessário? – Curso de Iniciação de Teatro Sesc Casa Amarela*
*o espetáculo será realizado no Cineclube Coliseu

Mesas redondas

15/11 – O clown solo: a busca do palhaço no espaço das sensações (com as atrizes e palhaças Juliana Almeida e Lívia Falcão e mediação de Ana Nogueira) – 15h às 17h

18/11 –  Dança: as peculiaridades do corpo que se move sozinho na cena, com a dançarina Gardênia Coleto e a diretora artística Daniela Santos e mediação de Alice Moreira.  – 15h às 17h

SERVIÇO
Mostra Capiba de Artes
Onde: Teatro Capiba, Sesc Casa Amarela, (Avenida Norte, 4490, Mangabeira)
Quando: De 6 a 18 de novembro
Quanto: R$ 10 (meia, comerciário e dependente) e R$ 20 (público em geral)
Informações: (81) 3267-4400

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Teatro no Recife no comecinho de novembro

SUASSUNA: O AUTO DO REINO DO SOL

Trupe atravessa o Sertão para homenagear Ariano. Foto: Divulgação

Trupe atravessa o Sertão para homenagear Ariano. Foto: Divulgação

Musical homenageia o escritor Ariano Suassuna (1927-2014), que completaria 90 anos em 2017. A Cia. Barca dos Corações Partidos mostra uma trupe que atravessa o semiárido dividido por uma guerra travada por famílias rivais. Entre números circenses aparecem personagens de Ariano, como João Grilo e Chicó. Suassuna — O Auto do Reino do Sol, tem texto de Braulio Tavares e direção de Luis Carlos Vasconcelos, e canções em parceria do ator Alfredo Del Penho com os compositores Beto Lemos e Chico César.
Quando: 3 de novembro (sexta), às 21h e 4 de novembro (sábado), às 20h. 
Onde: Teatro Guararapes (Centro de Convenções de Pernambuco, Olinda). 
Quanto: R$ 104 (plateia), R$ 52 (plateia-meia), R$ 50 (balcão), R$ 25 (balcão-meia). 
Informações: 3182-8020.

(1/7) DO TEMPO

Espetáculo participa da Mostra Cumplicidade em Cena. Foto: Divulgação

Espetáculo participa da Mostra Cumplicidade em Cena. Foto: Divulgação

O espetáculo do diretor e coreógrafo moçambicano Manuel Castomo leva para a cena a corporificação visceral de raízes ancestrais que se movem ao ritmo do corpo dando vida ao mundo oculto. A obra evoca conflitos, paradoxos, aproximações, territórios e fronteiras. As narrativas coreográficas da obra passeiam pela África Ocidental (os Iorubás: de Daomé, Ketu e Benin, do Centro e do Sul; os Bantos: do Zaire, de Luanda e de outros lugares da África) e pela América Latina, em Pernambuco.
Quando: 03, 05, 06 e 20 de novembro. Às 19h (03 e 05/11) e 17h (06 e 20/11). 
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (Rua do Apolo, s/n, Cais do Apolo) (03/11), Daruê Malungo (Rua Passarela, 18A, Chão de Estrelas) (05/11), UFPE (Avenida da Arquitetura, s/n, Campos Universitários, Várzea) (06/11), Centro Cultural Grupo Bongar (Rua Iêda, Xambá, Olinda) (20/11).
Quanto: Gratuito. 
Informações: 99901-9387, 99145-2560.

O AMOR DE CLOTILDE POR UM CERTO LEANDRO DANTAS

O amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas. Foto: Júlio Morais

O amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas. Foto: Júlio Morais

A Trupe Ensaia Aqui e Acolá subverteu o trágico do clássico da literatura pernambucana, inserindo clichês de folhetins, cinema e telenovelas. Com algumas reviravoltas a trama ganha um novo desfecho para o casal que viveu um amor proibido no Recife do século XIX.
Quando: Todos os sábados e domingos de novembro, às 20h e 19h, respectivamente. 
Onde: Cênicas Cia. de Repertório (Rua Vigário Tenório, 199, 2°andar, sala 201, Bairro do Recife). 
Quanto: R$ 20, R$ 10 (meia), à venda na bilheteria do local.

A CORDA, MARIA BONITA

Com roteiro baseado em histórias reais, o espetáculo da Companhia Maktub reflete sobre o poder feminino. 
Quando: 4 de novembro, às 19h.
Onde: Teatro do IMIP (Rua dos Coelhos, 300, Coelhos).
Quanto: R$ 20. À venda com os integrantes da companhia ou no Nerfetiti Studio de Danças (Avenida Doutor José Augusto Moreira, 1179, Olinda).

LES ACTRICES SIEMPRE MIENTEN, de El pollo campero/ Comidas para llevar  (Espanha)

Espetáculo participa da Mostra Cumplicidade em Cena. Foto: Divulgação

Espetáculo participa da Mostra Cumplicidade em Cena. Foto: Divulgação

Uma “reflexão original” sobre o ofício de atriz. É uma investigação cênica que parte dos estereotipos e os tópicos associados a esse universo. As interprtes falam sobre os assuntos que as interessam como criadoras e como indivíduos (comércio, gênero, precariedade). Todos os castings, testes, cursos, oficinas que fizeram ao longo de suas vidas com o objetivo de serem atrizes não serviram para isso, é verdade, mas com tudo isso elas construíram esta peça de teatro contemporâneo. Com Gloria March Chulvi y Cris Celada,  
Quando: 2 de novembro – quinta-feira, 19h 
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho 
Quanto: R$ 20.

NOS, TUPI OR NOT TUPI?, de Cie  R.A.M.a (França)

Espetáculo participa da Mostra Cumplicidade em Cena. Foto: Divulgação

Espetáculo participa da Mostra Cumplicidade em Cena. Foto: Divulgação

Um testemunho profundo, singular e sincero de três homens, dançarinos talentosos, de sua relação ao corpo, ao outro, ao mundo, ao político, ao íntimo. Com Bailarinos/ Performers Eduardo Hermanson/Renann Fontoura/Tito Lacerda.
Quando: 2 de novembro – quinta-feira, 20h 
Onde: Teatro Apolo
Quanto: R$ 20.

TRILOGIA DO FEMININO – MULHER SELVAGEM

O solo da Cia de dança Mário Nascimento, com a atriz e bailarina mineira Rosa Antuña, trata da descoberta da força feminina, essa alavanca propulsora. Mostra uma mulher que batalha para se reconstruir, tentando superar o abuso que sofreu durante toda a vida, da violência física às pressões psicológicas. 
Quando: 2 de novembro, às 20h.
Onde: Teatro da Caixa Cultural (Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife). 
Quanto: R$ 10 e R$ 5 (meia). Ingressos à venda um dia antes do espetáculo, na bilheteria da Caixa Cultural. 
Informações: 3425-1915.

TRILOGIA DO FEMININO – O VESTIDO

Vestido, da Cia Mário Nascimento. Foto: Divulgação

Vestido, da Cia Mário Nascimento. Foto: Divulgação

Uma peça estilista mineiro de Ronaldo Fraga foi o disparador dessa montagem, que fala como a mulher usa a força no mundo, trata do empoderamento feminino. Para a encenação foram feitos estudos com livros de Lewis Carroll, além dos filmes Elizabeth e A Jovem Rainha Vitória. A bailarina mineira Rosa Antuña apresenta o profundo processo de descoberta, consciência, ação e libertação. Uma mulher que vê em um vestido o caminho para sua libertação, numa metáfora dos sonhos almejados, do que parece um sonho inalcançável. A montagem é da Cia de dança Mário Nascimento.
Quando: 3 de novembro, às 20h. 
Onde: Teatro da Caixa Cultural (Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife). 
Quanto: R$ 10 e R$ 5 (meia). Ingressos à venda a partir do dia 25 de outubro, para a primeira sessão, e 1º de novembro, para a segunda sessão, na bilheteria da Caixa Cultural. 
Informações: 3425-1915.

TRILOGIA DO FEMININO – A MULHER QUE CUSPIU A MAÇÃ

foto: Duda Las Casas

Peça questiona as expectativas da mulher nos relacionamentos românticos nos dias de hoje. Foto: Duda Las Casas

A proposta é analisar o comportamento da mulher contemporânea e criticar as desilusões românticas – que ainda condicionam a vida de muitas delas. Além de sinalizar que existem caminhos para a libertação. Inspirada no livro A Cama na Varanda, de Regina Navarro Lins, a obra da Cia de dança Mário Nascimento. Criada pela atriz e bailarina mineira Rosa Antuña durante uma residência artística na Dinamarca, a montagem encerra a Trilogia do Feminino, composta também por Mulher Selvagem (2010) e O Vestido (2013).
Quando: 4 de novembro, às 20h. 
Onde: Teatro da Caixa Cultural (Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife). 
Quanto: R$ 10 e R$ 5 (meia). Ingressos à venda a partir do dia 25 de outubro, para a primeira sessão, e 1º de novembro, para a segunda sessão, na bilheteria da Caixa Cultural. 
Informações: 3425-1915.

ALGUÉM PARA FUGIR COMIGO

Alguém para fugir comigo. Foto: Kleber Santana/Divulgação

Alguém para fugir comigo. Foto: Kleber Santana/Divulgação

O que nos torna humanos? Esse é um questionamento-chave do espetáculo Alguém Pra Fugir Comigo, do Resta Um Coletivo de Teatro, que articula temas políticos e sociais e expõe que tudo pode ser ressignificado ao longo da vida. A peça faz provocações e busca abalar certezas e combater as opressões. Com encenação Analice Croccia e Quiercles Santana, e assistência dramatúrgica Ana Paula Sá, a montagem chega como um grito de dor contra qualquer barbárie.
Alguém Pra Fugir Comigo investiga fatos reais e fictícios, históricos e contemporâneos do Brasil e da Europa, para falar sobre corrupção, o trabalho escravo, a solidão e a discriminação. E utiliza provérbios e canções, imagens numa série de cenas justapostas e intercambiáveis que formam uma narrativa não-linear.
O elenco – composto pelos atores Analice Croccia, Ane Lima, Caíque Ferraz, Luís Bringel, Nataly Sousa, Pollyanna Cabral e Wilamys Rosendo – se desdobra em vários personagens de épocas e situações variadas. Mas cada um enfrenta uma crise moral ou social, como as agressões aos homossexuais, às mulheres e a escravidão na monarquia.
As malas do cenário remetem para a vontade de fugir, as memórias possíveis de carregar e os afetos ensimesmados. As fotografias de refugiados foram a inspiração para dar o motor desses deslocamentos.
Quando: 04, 05, 10, 11, 12 de novembro, às 19h. 
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (Rua do Apolo, s/n, Cais do Apolo). 
Quanto: R$ 40, R$ 20 (meia). À venda no site www.sympla.com.br
Informações: 3232-2030.

SOLO DE GUERRA

Clayton Cabral em seu primeiro solo

Clayton Cabral em seu primeiro solo

Uma batalha por dia. Os inimigos podem estar em qualquer parte. Disfarçados. Para ser o que se é, o personagem de Solo de Guerra “abre fogo” contra seu passado e o mundo que o cerca. Entre desejos e gritos de amor, o ator e dramaturgo Cleyton Cabral explora esse combate entre soldadinhos verdes e Barbies. O primeiro monólogo de Cabral toca em questões como bullying, relações afetivas na infância e sentimento de deslocamento.e tem direção de Luciana Pontual.
Solo de Guerra – 
Solo de Guerra – Curta Temporada
Quando: 04 e 11 de novembro (sábados), às 20h.
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Ingressos: R$ 30 e 15
Capacidade: 40 lugares
Classificação: 14 anos
Ingressos antecipadosbit.ly/solodeguerra-novembro
Informações: 98484-8421.

RITMO KENTE – UM BREGA DE MUSICAL

Concurso vai eleger a dançarina para a equipe do famoso MC Kivara. Duas finalistas se enfrentam: Lady Gaga, a mocinha da história que acaba se apaixonado pelo popstar, é auxiliada por sua mãe, a extrovertida Cher; e Fabíola, a vilã que unirá forças com o também vilão Patrick para tentar ganhar a competição de qualquer forma. O espetáculo é uma realização da Onz& Produções Artísticas faz uma homenagem ao brega pernambucano.
Quando: 3 e 4 de novembro (sextas e sábados), às 20h. 
Onde: Teatro Eva Herz Recife – Livraria Cultura do Shopping RioMar (Avenida República do Líbano, 251, Pina). 
Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia). 
Informações: 3256-7500.

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Motivos para ir ao teatro neste fim de outubro

Salina foto Divulgação

Em Caruaru tem a nova montagem do Grupo Amok, Salina foto Divulgação

Recife esbanja festivais, que se espalham por cidades vizinhas. No segundo semestre é um emendando no outro. Estão acontecendo ao mesmo tempo o Festival Cena Cumplicidades, o Festival de Teatro do Agreste – Feteag, a Mostra Luz Negra – O Negro em Estado de Representação, o Festival de Dança do Recife. Fora visitantes e curtas temporadas. Bom dessa oferta é que temos opções. Boas opções. A passionalidade do Balé Carmen, a irreverência de Isso não é uma mulata, uma peça no Teatro de Santa Isabel e a outro no Espaço O Poste, cada uma de um dos lados do rio Capibaribe.  Em Caruaru, o Grupo Amok propõe um mergulho numa África ancestral com Salina (a última vértebra). Em Camaragibe Cartas para Alemanha, sobre o fim de relacionamento de uma mulher negra com um estrangeiro. Para quem gosta de uma comédia mais digestiva tem Cada Um Com Seus Pobrema, no Teatro Guararapes. Neste domingo, de graça em Olinda, uma programação na Igreja da Sé, com várias atrações do Cena Cumplicidades.

 SÁBADO – 28 DE OUTUBRO

 ISTO NÃO É UMA MULATA- MOSTRA LUZ NEGRA – O NEGRO EM ESTADO DE REPRESENTAÇÃO

Monica Santana. Foto: Divulgação

Mônica Santana. Foto: Divulgação

Solo com direção, dramaturgia e atuação de Mônica Santana reflete sobre a representação da mulher negra e traz provocações sobre o mito da democracia racial brasileira, com ironia e humor. Isto Não É Uma Mulata transita entre o teatro e a performance, e problematiza a invisibilidade, a visibilidade reduzida, os estereótipos, o silenciamento, a exotização e a hipersexualização da mulher negra. Com humor, ironia, referências de cultura pop e de massa, o espetáculo dialoga com divas da música internacional como Beyoncé e Nina Simone, além de evocar o universo do samba e do carnaval.
Isto Não É Uma Mulata
Quando: 28 de outubro, às 20h
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Informações: 98649-6713

CARMEN – FESTIVAL CENA CUMPLICIDADES

Balé Teatro Guaíra com Carmen. Foto: Kraw Penas/ Divulgação

Balé Teatro Guaíra com Carmen. Foto: Kraw Penas/ Divulgação

Carmen é uma das tragédias mais famosas da história da arte. Os ingredientes são explosivos: amor, passionalidade, ciúme e morte. Exibe a experiência de um mundo que não atende aos caprichos do personagem tomado pelo desejo, que comete o feminicídio. Inicialmente, escrita em forma de ópera, 90 anos depois foi criada a versão para balé. É ambientado na Sevilha do século 19. A partir  da dramaturgia da ópera e da trilha composta por Rodion Shchedrin e Georges Bizet. Com direção e coreografia de Luiz Fernando Bongiovanni.
Carmen, com o Balé Teatro Guaíra. 
Quando: 28 de outubro, às 20h. 
Onde: Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Santo Antônio). 
Quanto: R$ 20, R$ 10 (meia). À venda na bilheteria do Teatro. 

QUE MUITO AMOU

Montagem da Cênicas. Foto: Divulgação

Montagem da Cia Cênicas. Foto: Divulgação

Três contos do livro Os Dragões Não Conhecem o Paraíso, de Caio Fernando Abreu, são adaptados para a cena: Sapatinhos Vermelhos, Praiazinha e Dama da Noite. As histórias tratam dos amores exponenciais espalmados com a morte, saudade e ódio.
Quando: 28 de outubro, às 20h 
Onde: Espaço Cênicas (Avenida Marquês de Olinda, 199, Sala 201, 2° Andar – Entrada pela Vigário Tenório-, Recife Antigo) 
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Informações: 3355-3323, 3355-3324.

RE/IN-FLEXÃO – 22º FESTIVAL DE DANÇA DO RECIFE

A bailarina pernambucana Valéria Vicente revive e discute diferentes maneiras de dançar o frevo.
Re/In-flexão
Quando: 28 de outubro, às 19h.
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (Rua do Apolo, s/n, Cais do Apolo).
Quanto: R$ 10, R$ 5 (meia).
Informações: 3224-3257.

A BATALHA DE HIP HOP – 22º FESTIVAL DE DANÇA DO RECIFE

Ginga B.boy Foto: Divulgação

Ginga B.boy Foto: Divulgação

Maratona de apresentações de hip hop com Grupo Ginga Bboys e Bgirls, da Associação Metropolitana de Hip Hop. O evento contará com a participação de 20 Crews de Breaking, além do DJ Stanley e do Mestre de cerimônia BBoy Chitos.
Quando: 28 de outubro, das 14h às 21h.
Onde: Compaz Eduardo Campos (Alto Santa Terezinha).
Quanto: R$ 10, R$ 5 (meia).
Informações: 3224-3257.

TRILOGIA DO FEMININO – A MULHER QUE CUSPIU A MAÇÃ

foto: Duda Las Casas

Peça questiona as expectativas dos relacionamentos românticos da mulher nos dias de hoje. Foto: Duda Las Casas

A proposta é analisar o comportamento da mulher contemporânea e criticar as desilusões românticas – que ainda condicionam a vida de muitas delas. Inspirada no livro A Cama na Varanda, de Regina Navarro Lins, a obra da Cia de dança Mário Nascimento. Criada pela atriz durante uma residência artística na Dinamarca, a montagem encerra a Trilogia do Feminino, composta também por Mulher Selvagem (2010) e O Vestido (2013).
Quando: 28 de outubro e 4 de novembro, às 20h. 
Onde: Teatro da Caixa Cultural (Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife). 
Quanto: R$ 10 e R$ 5 (meia). Ingressos à venda a partir do dia 25 de outubro, para a primeira sessão, e 1º de novembro, para a segunda sessão, na bilheteria da Caixa Cultural. 
Informações: 3425-1915.

SALINA (A ÚLTIMA VÉRTEBRA)

salina foto daniela magalhães divulgação

Salina. Foto Daniela Magalhães / divulgação

Salina (a última vértebra) mostra a saga da protagonista. Casada à força e violada pelo marido, ela gera Mumuyê Djimba, um filho que ela detesta tanto quanto o pai. O espetáculo do grupo Amok Teatro, tem direção de Ana Teixeira e Stephane Brodt. A montagem tem texto do francês Laurent Gaudé e propõe um mergulho numa África ancestral ao abordar o exílio, o ódio e o perdão.
Salina – A Última Vértebra (Amok Teatro – Rio de Janeiro/RJ)
Quando: Dia 28 de outubro de 2017 (sábado), às 18h, no Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
Grátis

CADA UM COM SEUS POBREMA

Marcelo Medici. Foto: Divulgacao

Marcelo Médici. Foto: Divulgação

Marcelo Médici traz o espetáculo Cada Um Com Seus Pobrema , que ficou em cartaz por sete anos ininterruptos em São Paulo (2004 a 2011). O ator interpreta oito personagens hilários e surpreende por sua agilidade para mudar radicalmente de expressão e voz. Tem figuras já conhecidas do público como o corintiano Sanderson, a vidente Mãe Jatira e a apresentadora infantil Tia Penha. A direção de Ricardo Rathsam.
Cada Um Com Seus Pobrema, com Marcelo Médici
Quando: Dia 28 de outubro (sábado), às 21h
Quando: Dia 29 de outubro (domingo), às 19h
Onde: Teatro RioMar: Av. República do Líbano, 251, 4º piso – RioMar Shopping
www.teatroriomarrecife.com.br
Classificação: livre
Ingressos:
Plateia Baixa: R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia)
Plateia Alta: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia)
Balcão: R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia)
*Canais de vendas oficiais: bilheteria do Teatro RioMar Recife (terça a sábado, das 12h às 21h, e domingos e feriados, das 14h às 20h)
Vendas online: www.ingressorapido.com.br
Televendas: 4003-1212

EL REGRESO DE FÁTIMA

Declaradamente baseada nas novelas mexicanas. Comédia mostra a virada na vida de Maria de Fátima. Ao tentar chegar aos EUA, ela fica detida no México e lá encontra Antony Julio de Alcântara Velásquez, que a acolhe. A partir daí, a moça vai descobrir segredos de sua origem. 
Quando: 28 e 29 de outubro, às 19h. 
Onde: Teatro Valdemar de Oliveira (Rua Oswaldo Cruz, 412A, Boa Vista). 
Quanto: R$ 20 (antecipado). 
Informações: 98827-3109.

UM PASSO PARA O RISO

Junta dança, música e comédia. Sátira a fatos do cotidiano com elementos da cultura pernambucana. 
Quando: 28 de outubro, às 20h. 
Onde: Teatro Paulo Freire (Avenida Marechal Floriano Peixoto, Centro, Paulista). 
Quanto: R$ 20, R$ 10 (meia). 
Informações: 98467-9901, 98697-4683.

 DOMINGO – 29 DE OUTUBRO

OMBELA – MOSTRA LUZ NEGRA – O NEGRO EM ESTADO DE REPRESENTAÇÃO

Naná Sodré e Agri Melo. Foto: Lucas Emanuel

Naná Sodré e Agri Melo. Foto: Lucas Emanuel

Duas gotas de chuva que se transformam em entidades. Na peça inspirada no poema épico Ombela  (chuva em português ), do escritor africano Manuel Rui, Agrinez Melo e Naná Sodré inventam rios e desdobram-se ao som do vento e, a cada gota, fazem nascer ou morrer coisas, gente e sentimentos. Imerso numa atmosfera mágica, o espetáculo busca refletir sobre a cultura africana no Brasil. A direção é de Samuel Santos.
Ombela  

Quando: 29 de outubro, às 17h
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Informações: 98649-6713

MEMÓRIA DE BRINQUEDO – 22º FESTIVAL DE DANÇA DO RECIFE

Curitiba Cia de Dança resgata o lúdico em espetáculo. Foto: Divulgação

Curitiba Cia de Dança resgata o lúdico em espetáculo. Foto: Divulgação

Curitiba Companhia de Dança faz um resgate poético para mostrar que brincar é o pensamento da criança, e é preciso inteligência e sensibilidade para promover esse espaço/tempo. Da representação simbólica até estudos recentes da neurociência apontam a brincadeira como uma atividade fundamental para o desenvolvimento físico e psicológico das crianças.
Memória de Brinquedo – Curitiba Cia de Dança (PR). 
Quando: 29 de outubro, às 20h. 
Onde: Teatro Luiz Mendonça (Avenida Boa Viagem, s/n, Boa Viagem). 
Quanto: R$ 10, R$ 5 (meia). 
Informações: 3224-3257.

CARTA PARA A ALEMANHA – Elze Maria Barroso

Montagem do Rio Grande do Norte discute a negritude. Foto: Divulgação

Montagem do Rio Grande do Norte discute a negritude. Foto: Divulgação

A atriz/performer ao relembrar passagens do término de um relacionamento amoroso com um alemão, convida o espectador a compartilhar espaços íntimos dos pensamentos. A experiência de uma mulher negra ao se relacionar com um estrangeiro também são refletidas na peça. Carta para a Alemanha busca através de uma narrativa  com propostas relacionais de sensorealidade despertar os cinco sentidos do corpo. Com Elze Maria Barroso.

Carta para a Alemanha
Quando: 29/10 Domingo, às 19h
Onde:  Cine Teatro Bianor Mendonça, Av. Dr. Pierre Collier, 167 – Vila da Fabrica – Camaragibe 
Entrada Gratuita
Faixa etária: 12 anos

PALCO PETROBRÁS – IGREJA DA SÉ – CENA CUMPLICIDADES

História Conteiner. foto Divulgação

História Contêiner. foto Divulgação

Reencontro Angola-Brasil: Um encontro do presente com o passado
Balé Tradicional Kilandukilu (Brasil- Angola)
História Contêiner
Diogo Ricardo, Manuel Castomo e René Loui (Brasil/Moçambique)
Sing the positions
Cia Ioannis Mandafounis (Suíça)
Transiterrifluxório
Cláudio Lacerda/ Dança Amorfa (Brasil)
Quando: 29/10 – 15h
Onde: (Igreja da Sé, Alto da Sé, s/n, Olinda)

GANGA MEU GANGA, O REI

A influência africana em Pernambuco é mote do espetáculo do Grupo Teatral Ariano Suassuna, de Igarassu, que tem como meta desmistificar o preconceito religioso. Ao final de cada apresentação, haverá um debate com a plateia sobre o assunto. 
Ganga meu Ganga, o Rei
Quando e onde: 22 de outubro, às 19h, no Ilê Axé Omô Ogundê (Travessa Joaquim Távora, 794, Paulista). 29 de outubro, 05, 12 e 26 de novembro, locais e horários a definir.
Quanto: Gratuito
Informações: 99592-2288, 98765-6633

SALINA (A ÚLTIMA VÉRTEBRA)

Salina. Foto Daniela Magalhães / divulgação

Salina. Foto Daniela Magalhães / divulgação

Salina (a última vértebra) mostra a saga da protagonista. Casada à força e violada pelo marido, ela gera Mumuyê Djimba, um filho que ela detesta tanto quanto o pai. O espetáculo do grupo Amok Teatro, tem direção de Ana Teixeira e Stephane Brodt. A montagem tem texto do francês Laurent Gaudé e propõe um mergulho numa África ancestral ao abordar o exílio, o ódio e o perdão.
Salina – A Última Vértebra (Amok Teatro – Rio de Janeiro/RJ)
Quando: Dia 29 de outubro de 2017 (domingo), às 18h,
Onde: Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)

CADA UM COM SEUS POBREMA

Marcelo Médici

Marcelo Médici. Foto: Divulgação

Marcelo Médici traz o espetáculo Cada Um Com Seus Pobrema , que ficou em cartaz por sete anos ininterruptos em São Paulo (2004 a 2011). O ator interpreta oito personagens hilários e surpreende por sua agilidade para mudar radicalmente de expressão e voz. Tem figuras já conhecidas do público como o corintiano Sanderson, a vidente Mãe Jatira e a apresentadora infantil Tia Penha. A direção de Ricardo Rathsam.
Cada Um Com Seus Pobrema, com Marcelo Médici
Quando: Dia 29 de outubro (domingo), às 19h
Onde: Teatro RioMar: Av. República do Líbano, 251, 4º piso – RioMar Shopping
www.teatroriomarrecife.com.br
Classificação: livre
Ingressos:
Plateia Baixa: R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia)
Plateia Alta: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia)
Balcão: R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia)
*Canais de vendas oficiais: bilheteria do Teatro RioMar Recife (terça a sábado, das 12h às 21h, e domingos e feriados, das 14h às 20h)
Vendas online: www.ingressorapido.com.br
Televendas: 4003-1212

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Mais Ocupação Pernambuco em São Paulo

Bailarina e coreógrafa Maria Paula Costa Rêgo em As Três Mulheres de Xangô. Foto: Divulgação

Maria Paula Costa Rêgo exibe As Três Mulheres de Xangô no Teatro do Contêiner. Foto: Divulgação

A Ocupação Pernambuco em São Paulo, no Teatro de Contêiner, da Cia Mungunzá, chega à segunda semana com apresentações de Amor, Segundo As Mulheres de Xangô e Abô, do Grupo Grial de Dança; Rei Lear, da Remo Produções e um show-festa do Coletivo Reverse. Essa programação especial começou no dia 18 e segue até 5 de novembro, no bairro de Santa Ifigênia.

As Três Mulheres de Xangô exaltadas na peça coreografia de Maria Paula Costa Rego são Iansã, Oxum e Obá. O trio briga pelo amor do orixá e cada uma utiliza as armas de sua feminilidade.  Já  Abô carrega a força, o mistério e a beleza dos mitos africanos na sua composição cênica, com interpretação de Anne Costa, Maria Paula e Silas Samarki. Na religião afro-brasileiro, Abô significa o banho de ervas para purificar o corpo e afastar as energias negativas. 

O Grupo Magiluth abriu a Ocupação Pernambuco com espetáculo O Ano em que Sonhamos Perigosamente, que problematiza o cenário político brasileiro e mundial a partir das articulações da cena e seus dispositivos. O projeto Estesia levou ao palco uma experiência híbrida de som e luz, envolvendo produtores musicais Pachka (Miguel Mendes e Tomás Brandão), o cantor e compositor Carlos Filho e o iluminador cênico Cleison Ramos.

Paula de Renor, em Rei Lear. Foto: Rogério Alves

Paula de Renor, Sandra Possani e Bruna Castiel em Rei Lear. Foto: Rogério Alves

Rei Lear é visto pelo teórico Jan Kott como uma peça sobre a decomposição e o declínio do mundo. Em Shakespeare nosso contemporâneo, ele argumenta que “dos doze principais personagens, metade é justa, a outra injusta. Uma metade de bons, uma metade de maus. A divisão é tão lógica e abstrata quanto numa peça de moralidade. Mas é uma peça de moralidade em que todos serão aniquilados: os nobres e os vis, os perseguidos e os perseguidores, os torturadores e os torturados”.

O diretor carioca Moacir Chaves destaca na cena as questões pertinentes aos dias de hoje: como se constroem as estruturas de poder, injustiças sociais, tratamento ao idoso e à mulher. As atrizes Paula de Renor, Sandra Possani e Bruna Castiel se desdobram em vários personagens.  Os músicos Miguel Mendes e Tomás Brandão executam ao vivo a trilha sonora (um diálogo da música eletrônica com a música popular) criada por eles especialmente para o espetáculo. Rei Lear conta com incentivo do Funcultura-Secretaria de Cultura- Fundarpe/Governo de Pernambuco para essa circulação.

PROGRAMAÇÃO

Amor, segundo as Mulheres de Xangô, do Grupo Grial de Dança 
Quando: 23 e 24  de Outubro, Segunda e terça às 20h
Onde: Teatro de Contêiner Mungunzá ((rua dos Gusmões, 47, Santa Ifigênia, fone: 97632-7852)
Quanto:R$ 30,00 / R$ 15,00 / R$ 5,00 (moradores)
Duração: 52 min.
Classificação: 12 anos
FICHA TÉCNICA
Concepção e Direção: Eric Valença
Intérprete criador: Maria Paula Costa Rêgo
Trilha Sonora: Tarcísio Resende
Figurino: Gustavo Silvestre
Iluminação: Luciana Raposo

Abô, do Grupo Grial de Dança
Quando: 25 de outubro, às 20h
Onde: Teatro de Contêiner Mungunzá ((rua dos Gusmões, 47, Santa Ifigênia, fone: 97632-7852)
Ingressos: R$ 30, R$ 15 (meia) e R$ 5 (moradores da Santa Ifigênia)
Duração: 52 min.
Classificação: Livre
FICHA TÉCNICA
Concepção e Direção: Maria Paula Costa Rêgo
Intérpretes: Anne Costa, Maria Paula e Silas Samarki
Trilha Sonora: Berna Vieira e Lucas dos Prazeres
Figurino: Gustavo Silvestre
Cenário: Gustavo Silvestre e Maria Paula
Iluminação: Luciana Raposo

Rei Lear, da Remo Produções
Quando: de 27 a 29 de outubro e de 2 a 5 de novembro, às 21h
Ingressos: R$ 20, R$ 10 (meia) e R$ 5 (moradores da Santa Ifigênia)
No dia 26 de outubro, haverá ensaio aberto, com entrada gratuita.
Duração: 80 min.
Classificação: 14 anos
FICHA TÉCNICA
Texto: William Shakespeare
Diretor: Moacir Chaves
Atrizes: Bruna Castiel, Paula de Renor e Sandra Possani
Iluminação: Aurélio de Simoni
Montagem de luz e operação: Luciana Raposo
Cenografia original: Fernando Mello da Costa
Figurinos: Chris Garrido
Trilha sonora e execução ao vivo: Tomás Brandão e Miguel Mendes
Produção Executiva: Elias Vilar
Produção geral: Paula de Renor
Realização: Remo Produções Artística

Coletivo Reverse
Quando: 1º de novembro, às 20h
Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (moradores da Santa Ifigênia)
Classificação: 18 anos

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Crítica: A Carga

A Carga. Foto: Pedro Portugal

Bailarino e coreógrafo congolês Faustin Linyekula em A Carga. Foto: Pedro Portugal / Divulgação

A artista sul- africana Ntando Cele já havia jogado na nossa cara que sabemos pouco sobre a África, continente multifacetado e encaixotado como “país” pela mentalidade reducionista e deturpada de europeus e americanos. O bailarino e coreógrafo congolês Faustin Linyekula expõe as feridas e vocifera com seu corpo a questão “de quem se importa de verdade com o sofrimento alheio”. É preciso afinar a sensibilidade e usar lentes mais humanitárias, menos capitalistas para abraçar o espetáculo A Carga (Le Cargo), exibido ontem como parte da programação do 27º Festival de Teatro do Agreste – FETEAG, no Teatro Hermilo Borba Filho (com ar-condicionado desligado durante a apresentação, porque o silêncio é um elemento importante… ah meu sonho é que os teatros da cidade possuam refrigeração silenciosa!).

Com sua conversa de contador de histórias e desejo de acolhimento, ele nos conduziu por suas memórias, histórias pessoais e sua aldeia, lugares perdidos no tempo, afetos desmontados por outras “ordens de progresso”. Ele começa seu relato dizendo: “Eu sou um contador de histórias. Mas eu não estou aqui para contar histórias. Eu estou aqui para dançar”. Para depois indagar: “Nesses anos será que eu dancei verdadeiramente?”; “Que diferença isso faz? E para quem faz?”.

Linyekula levou para a cena um instrumento musical de percussão, dois livros, um computador. Suas narrativas erguem imagens de territórios longínquos, de trajetórias em busca de uma passado que ficou impregnado no seu corpo, que baila uma dança que se perdeu.

A iluminação garante micro-ambientes com os claros escuros e sombras que se ampliam nas paredes. A perda produz dor e a melancolia do tempo que se foi. Mas também, porque é preciso mais que sobreviver, viver, brota festa desses gestos, desse corpo coreográfico que se mexe de forma encantadora.

E ele canta, lindamente. E seu corpo miúdo se agiganta e nos conduz no escuro por seu desejo de resgatar arte de sua infância e juventude.

Sua fala vem da República Democrática do Congo, segundo maior país da África, francófano e com uma população formada por cerca de 200 grupos étnicos. Um dos países mais pobres do mundo com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), mas ao mesmo tempo, um dos mais ricos do planeta em recursos naturais biodiversificados.

É desse lugar, que mudou muitas vezes de nome, que foi articulado esse corpo, atravessado por guerras e assolado por chagas colonialistas e ditaduras, flagelado em sua cultura. Nesse território nasceu sua avó, que ninguém sabe a data porque não havia registros.

As marcas e as relações de poder estão no começo do seu discurso, repetido na etapa final do espetáculo como o reforço de uma resistência. E da busca de danças que sumiram, dessa carga e suas marcas históricas.

A Carga. Foto: Pedro Portugal

A Carga. Foto: Pedro Portugal

Linyekula expressa emoções íntimas e abarca um país. Resgata em seu texto personagens como um mestre percussionista que conheceu na infância, que virou pastor evangélico fazedor de milagres e foi proibido de fabricar arte. Também busca celebrar a existência de figuras que carregam a sabedoria com a idade.

Esse relato minimalista e que se repete para não se perder, alimenta um tempo de ancestralidades, de conversas olho no olho, que pode incomodar a nossa pressa. Ele se comunica em português com sotaque francês, para evitar a mediação, e um trecho em francês.  Sua locução se refere o tempo todo a uma humanidade esquecida, a um cuidado com o ser que precisa ser recuperado, ressignificando afetos com o sagrado que existe em cada um.

Linyekula potencializa do corpo as muitas vozes que o compõem e que formam povo do seu país. Sua coreografia é uma postura libertadora. Sua arte , sua dança um ato político. Faz parte do processo de descolonização, que inegavelmente é atravessado pelo lugar de fala e reconhecimento dessa alteridade. Ao final, o laptop desferia imagens suas e dos seus de um retorno ao paraíso do afeto, nos convidando para seguir junto.

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