Mundo encantado de Bonecos

Teatro dos Seres Imaginários é uma das atrações do Sesi Bonecos do Mundo. Foto: Betina Carcuchinski /PMPA / Divulgação

Teatro dos Seres Imaginários é uma das atrações do festival. Foto: Betina Carcuchinski /Divulgação

Deve ser mesmo uma mágica, um trilhar por mistérios, uma exuberância da criação o que esses artistas manipuladores conseguem fazer com esses seres e objetos inanimados. “Inanimados?” Parece até uma blasfêmia dizer isso ao assistir as proezas de companhias como Giramundo, Teatro dos Seres Imaginários, o  Mamulengo Só Riso e os mestre mamulengueiros; ou Hugo & Inès, do Peru, Mikropodium, da Hungria, Teatro Tenj & Puppentheaterkunstschutzverein Rússia/Alemanha, por exemplo.

O Sesi Bonecos do Mundo chega ao Recife com a beleza dessas criaturinhas mais que humanas, para emocionar. Já fazia cinco anos que esse programa, considerado o  maior festival de teatro de bonecos da América Latina, não ocorria por essas bandas. Desta quarta-feira, 6, até domingo, 10 de dezembro, companhias de nove países – Peru Hungria, Rússia, Alemanha, Itália, França, Portugal, Coreia e Brasil exibem espetáculos no Teatro de Santa Isabel e no Parque Parque Treze de Maio. A programação é gratuita e tem o patrocínio do Sesi-PE. Esses Bonecos do Mundo vêm com variedade de técnicas, com manipulações virtuosas nesta 13ª edição. 

Uma exposição com quase 300 bonecos, grande parte do acervo da pesquisadora Magna Modesto, além de relíquias de mestres mamulengueiros, é uma visitação obrigatória, instalada no Parque Treze de Maio. Neste edição o festival faz homenagem ao mamulengo como patrimônio imaterial.

O grupo francês Plasticiens Valants vem pela primeira vez ao festival com suas marionetes gigantes, que convidam o espectador a mergulhar num mundo onírico. Em Pérola, vamos acompanhar um mergulhador em um aquário e uma pequena pérola que escapa para descobrir o mundo subaquático. Já o Teatro dos Seres Imaginários, minimalista, é para ser apreciado a poucos centímetros dos rostos das pessoas. Livremente inspirado em O Livro dos Seres Imaginários, de Jorge Luís Borges. 

Alice Live, com o Grupo Giramundo e a banda Pato Fu. Foto Divulgação

Alice Live, com o Grupo Giramundo e a banda Pato Fu. Foto Divulgação

O grupo mineiro Giramundo, junto com a banda Pato Fu, apresenta o espetáculo Alice Live, uma releitura do clássico Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll, no Santa Isabel, nesta quarta e no fim de semana no Treze de Maio. Teatro, show e cinema de animação, a montagem exalta o fantástico do clássico da literatura mundial. O espetáculo conta com 65 bonecos, de diversos tamanhos e técnicas de manipulação, e trilha sonora com mais de 20 músicas, com a personagem Alice interpretada por Fernanda Takai.

 PROGRAMAÇÃO

TEATRO DE SANTA ISABEL

QUARTA-FEIRA, 6 DE DEZEMBRO

Alice Live, às 21h, com Giramundo e a Banda Pato Fu, de Minas Gerais. 10 Anos

QUINTA-FEIRA, 7 DE DEZEMBRO

Pequenos Contos, às 19h e 21h, com Hugo & Inès, do Peru. Livre

SEXTA-FEIRA, 8 DE DEZEMBRO

Pequenos Contos, 19h, com Hugo & Ines, do Peru. Livre.

Deux, às 21h, com PequodPeh Quo, do Rio de Janeiro. Adulto

PARQUE TREZE DE MAIO

SÁBADO, 9 DE DEZEMBRO

Torres Andantes, às 16h, Abertura com o Giramundo, de Minas Gerais. Livre. No Entre o público

Exposição Mamulengo: Patrimônio Imaterial Brasileiro, entre 16h e 22h, RJ / PE. Livre. Pavilhão de Exposição

Mestres Mamulengueiros, entre 16h30 e 20h30. Com Zé Lopes c/Saúba, Waldeck de Garanhuns, Luiz André (PE / SP / RJ) Livre. Praça dos Mamulengos

Corsários Inversos, entre 16h30 e 20h30. Com Mosaíco Cultural, do Rio Grande do Sul. Livre. Praça dos Mamulengos

Teatro dos Seres Imaginários, entre 16h30 e 20h30. Com Seres Imaginários,  do Rio Grande do Sul. Livre. Tenda Teatro

Stop, entre 16h30 e 20h30. Com Mikropodium, da Hungria. Livre. Tablado

O Teatro de Liliput(Carmen), entre 16h30 e 20h30. Teatro Tenj & Puppentheaterkunstschutzverein Rússia/Alemanha. Livre. Kombi Amarela

Histórias de um abraço, às 16h30 e 17h30, com Dromofista, da Itália. Livre. Palco 3

Pequenos Contos, às 16h30. Com Hugo & Inês, do Perú. Livre. Palco 1

O Homem que Amava Caixas, às 17h30, com Artesanal Cia. de Theatro, do Rio de Janeiro. Livre. Palco 2

Pérola, às 18h30, com Plasticiens Volants, da França. Livre. No Entre o Público

Bonecos de Santo Aleixo, às 19h30, com Bonecos de Santo Aleixo, de Portugal. Livre. Palco 3

Romeu e Julieta. 19h30, com Art Stage San, da Coreia. Livre. Palco 1

Alice Live, às 20h30, com Giramundo e Banda Pato Fu, de Minas Gerais. 10 anos. Palco 2

DOMINGO, 10 DE DEZEMBRO

Torres Andantes, às 16h, Abertura com o Giramundo, de Minas Gerais. Livre. Entre o público

Exposição Mamulengo: Patrimônio Imaterial Brasileiro, entre 16h e 22h (RJ / PE). Livre. Pavilhão de Exposição

Mestres Mamulengueiros, entre 16h30 e 20h30. Com Zé Di Vina, Chico Simões c/Saúba, Seba (Caruaru), Shicó. (PE / DF / PE / RN). Livre / Adulto. Praça dos Mamulengos

Corsários Inversos, entre 16h30 e 20h30, com Mosaíco Cultural (RS). Livre. Praça dos Mamulengos

Teatro dos Seres Imaginários, entre 16h30 e 20h30. Com Seres Imaginários (RS). Livre. Tenda Teatro

Stop, entre 16h30 e 20h30. Com Mikropodium, da Hungria. Livre. Tablado

O Teatro de Liliput (Carmen), entre 16h30 e 20h30. Com Teatro Tenj & Puppentheaterkunstschutzverein, da  Rússia/Alemanha. Livre. Kombi Amarela

Histórias de um Abraço, às16h30 e 17h30. com Dromofista, da Itália. Livre. Palco 3

Circo das Baleias, às16h30. Pia Fraus (SP). Livre. Palco 1

O Gigante Egoista, às 17h30. Com Artesanal Cia de Theatro (RJ). Livre. Palco 2

Pérola, às 18h30. Com Plasticiens Volants, da França. Livre. Entre o público

Bonecos de Santo Aleixo,  às 19h30. Com Bonecos de Santo Aleixo, de Portugal. Livre. Palco 3

A História de Dallae, às 19h30. Com Art Stage San, da Coreia. 10 anos. Palco 1

Festança, às 20h30 , com o Mamulengo Só Riso (PE). Adulto. Palco 2

* Para o teatro, retire seu ingresso gratuitamente a partir das 12h do dia da apresentação. Serão distribuídos dois ingressos por pessoa. Lugares limitados.

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De Olho no Teatro do Parque, do Recife

Palco e plateia do Tetro do Parque, em registro de 2015. Foto: Ivana Moura

Palco e plateia do Teatro do Parque, em registro de 2015. Foto: Ivana Moura

É tempo de vigiar todos os atos do poder público e dos políticos. “É preciso estar atento e forte”, como diz a canção. Exigir transparência nos processos é (ou deveria ser) um compromisso de todos os cidadãos. Por isso tudo, pela cidade do Recife, pela cultura, os artistas pernambucanos promovem neste sábado (25/11) o segundo ato político cultural do ano pela reabertura do Teatro do Parque, equipamento cultural gerenciado pela Prefeitura do Recife e que está fechado para reforma desde 2010.

O ato coordenado por Diógenes D.Lima, Simone Figueiredo e Claudio Ferrario, inicia às 10h com microfone aberto na Rua do Hospício, em frente ao Teatro Parque. Às 12h começa a roda de samba com Lucinha Guerra, Luisa Pérola, Xico de Assis, Sonnia Aguiar, Paulo Perdigão, Neguinho da Samarina, Selma do Samba, George Rocha, Hilson Btk, Caio Fernando e Bruno Cavalcanti.

A Roda de Debate ‘Políticas Culturais e Gestão Pública’ esquenta a tarde, a partir das 15h, com a participação de João Roberto Peixe, Karina de Paula, Simone Figueiredo, Júnior Afro, Fernando Coelho, Ednéia Alcântara e Eva Duarte.

O Teatro do Parque, de 102 anos completados em 24 de agosto, é um dos poucos teatros-jardim existentes no Brasil, está desativado há sete anos, como uma reforma com obras paradas.

Em agosto, os artistas realizaram a Virada Cultural, que reuniu um público de cerca de 5 mil pessoas, numa maratona de mais de doze horas de atividades, entre leitura do manifesto pela reabertura do teatro, e apresentações artísticas de várias linguagens. Também em agosto, a Prefeitura anunciou a abertura de licitação para a reforma do equipamento. Em outubro, a Prefeitura do Recife publicou no Diário Oficial a suspensão do processo licitatório.

Há poucos dias a PCR noticiou que a assinatura do convênio para início das obras do cine-teatro do Parque está marcada para o dia 7 de dezembro, com a presença de prefeito, ministro de Educação e representante do Ministério da Cultura.

Então temos que ficar de olho, como chama esse segundo ato. Os moradores e comerciantes da rua do Hospício e entorno dão o maior apoio à mobilização, porque enxergam a reabertura do teatro centenário como a saída para revitalização da área central do Recife.

Simone Figueiredo, Diógenes D. Lima, Claudio Ferrário e ... mobilização deste sábado. Foto: Reprodução do Facebook

Simone Figueiredo, Diógenes D. Lima, Claudio Ferrário e … mobilizar é preciso. Foto: Reprodução do Facebook

Serviço:
De Olho no Parque – ato pela reabertura do Teatro do Parque
10h – Microfone aberto
12h – Roda de Samba
15h – Roda de Debate ‘Políticas Culturais e Gestão Pública’

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Breguetu em São Paulo

Henrique Celibi é homenageado pelo Experimental. Foto: Divulgação

Henrique Celibi (de noiva) é homenageado pelo Experimental. Foto: Divulgação

Nesta sexta-feira, 24 de novembro, o ator e diretor Henrique Celibi completaria 54 anos. Esse artista inquieto e provocador nos deixou antes, em maio. Faz uma falta! O espetáculo Breguetu, do Grupo Experimental de Dança, do Recife, faz curtíssima temporada no Sesc Belenzinho, em São Paulo, e a sessão de hoje é dedicada a Celibi, que soube como poucos transformar materiais descartáveis em moda, em luxo. Celibi fazia uma participação especial e nas apresentações paulistanas Fabio Caio defende esses papeis.

Sabemos que cada ambiente cultiva o brega do seu jeito. A montagem do Experimental coreografa esse estilo de vida das periferias do Recife, nos movimentos, nas cenas tragicômicas, nos dramas do cotidiano de gente comum. Pintar o cabelo é das formas de se valorizar, acrescentar detalhes ao corpo e ter atitude são outras.

A música trata das paixões, dos dramas afetivos, das calamidades e sucessos da vida cotidiana. De abandonos, do homem da outra, da mulher cobiçada, de solidão e superação. Breguetu convida o público para ser cúmplice dessas intimidades nas ruas, nos bares, em lugares  intimistas.

Concebida pela diretora da companhia, Mônica Lira, a peça coreográfica encara o movimento brega em ampla análise, do contexto social às características que marcam a identidade como música, moda ou mesmo estilo de vida. “O brega, ritmo que definimos e defendemos aqui, vai muito além da música. Brega é estado de felicidade e modo de vida”, atesta a diretora Mônica Lira.

Em Breguetu, a vida é intensa, exagerada, sofrida; segue de mãos dadas entre a felicidade e o desespero. Mas com muita poesia no corpo, no rosto, na alma. A montagem estreou em 2015 e é fruto da pesquisa do Grupo A dança no corpo desse lugar, através da qual a equipe estudou, de forma teórica e prática, manifestações e movimentos culturais do Recife.

Paixão, movimento e sensualidade na peça coreográfica do grupo recifense. Foto: Paula Alencastro / Divulgação

Paixão, movimento e sensualidade na peça coreográfica do grupo recifense. Foto: Paula Alencastro / Divulgação

Olhar amoroso sobre o brega. Foto: Paula Alencastro / Divulgação

Olhar amoroso sobre o brega. Foto: Paula Alencastro / Divulgação

Serviço
Breguetu – Grupo Experimental de Dança
Quando: Sexta e sábado, 24 e 25 de novembro, às 20h, e no domingo, 26, às 17h.
Onde: Sesc Belenzinho – Sala de Espetáculos II (Rua Padre Adelino, 1000 Quarta Parada – Leste São Paulo – SP (11) 2076-9700)
Ingressos: R$ 20, R$ 10 (meia-entrada) e R$ 6 (credencial do Sesc)

Ficha técnica
Concepção e direção: Mônica Lira (Grupo Experimental)
Intérpretes-criadores: Jennyfer Caldas, Jorge Kildery, Rebeca Gondim, Rafaella Trindade, Gardênia Coleto e Ramon Milanez.
Ator convidado: Fabio Caio.
Projeto de iluminação: Beto Trindade
Trilha sonora: Marcelo Ferreira e João Paulo Oliveira
Sonoplastia: Adelmo do Vale
Figurino: Carol Moneiro
Design: Carlos Moura
Cabelo e maquiagem: Jennyfer Caldas
Produção: Emeline Soledade
Cenotécnico: Eduardo Autran
Assessoria de comunicação: Paula Caal
Duração: 60 minutos
Indicação etária: 16 anos

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Mostra Capiba chega à décima edição

Pedro Vilela em Altíssimo . Foto: Divulgação

Pedro Vilela em Altíssimo . Foto: Divulgação

Com a mudança do nome de Mostra Capiba de Teatro para Mostra Capiba de Artes, a iniciativa desenvolvida pelo Sesc de Casa Amarela chega à 10ª edição incluindo atrações de dança e circo. Altíssimo, do Trema! Plataforma de Teatro, solo com o ator Pedro Vilela, abre a programação nesta quinta-feira. A peça escrita por Alexandre Dal Farra questiona a mercantilização da fé, a partir da reflexão sobre o poder crescente das religiões neopentecostais. As apresentações de espetáculos seguem até 18 de novembro.

Com apenas 15 segundos de propaganda eleitoral gratuita, um político brasileiro ganhou visibilidade numa guerra de marketing de grandes partidos. Ele é o personagem de Meu Nome é Enéas – o último pronunciamento, com roteiro e atuação de Márcio Fecher.

O multiartista Valmir Chagas participa da mostra com as lembranças e delírios de um artista do picadeiro, que relembra suas aventuras mambembes, no musical Saudosiar… A Noite Insone de Um Palhaço.

A atriz Augusta Ferraz interpreta, canta e dialoga com a plateia em MEDEAponto. A tragédia de Eurípides ganhou versão da poeta portuguesa Sophia de Melo Breyner Andresen e é a base da cena desenvolvida pela intérprete.

E o ator Plínio Maciel, do Teatro de Fronteira  exibe Na Beira, um resgate de suas memórias familiares, desde Surubim, onde nasceu.

Fabiana Pirro como a Palhaça Uruba. Foto: Lana Pinho / Divulgação

Fabiana Pirro como a Palhaça Uruba. Foto: Lana Pinho / Divulgação

Quatro performances circenses estão agendadas: Uruba e Lilão, com Fabiana Pirro; Dona Pequena e os Rolamentos, com Ana Nogueira; Dança, Maroca, com Mayra Waquim e Sema e os Contatos Imediatos, com Silvia Góes.

Na área de dança, Gardênia Coleto apresenta Dor de Pierrot – 80 aos pedações, em que reconstrói a obra do bailarino Bernot Sanches. Já Na Malandragem do Feminino, dirigido por Daniela Santos e criado por Rebeca Gondim, discute questões de gênero e sexualidade.

Vai ter oficina com o pesquisador Junior Aguiar chamada O Solo do Ator: o que você tem a dizer?. Além da mesa O clown solo: a busca do palhaço no espaço das sensações, com as atrizes e palhaças Juliana Almeida e Lívia Falcão e mediação de Ana Nogueira. E da roda de diálogo com a dançarina Gardênia Coleto e a diretora artística Daniela Santos sobre Dança: as peculiaridades do corpo que se move sozinho na cena, com mediação de Ailce Moreira.

PROGRAMAÇÃO

Oficina

15 a 17/11 O Solo do Ator: o que você tem a dizer?– das 9h às 13h
Inscrições: R$ 10 (comerciários e dependentes) e R$ 20 (público em geral)

Espetáculos

Teatro

09/11 – Altíssimo – Trema! Plataforma de Teatro (PE) – 20h

10/11 – Meu Nome é Enéas: o último pronunciamento – Gota Serena (PE) – 20h

11/11 – Saudosiar… A Noite Insone de um Palhaço – Paulo de Castro Prod. – 20h

16/11 – MEDEAponto – Pharkas Serthanejaz – 20h

17/11 – Na Beira – Teatro de Fronteira – 20h

18/11 – Eu no Controle – Cia. Do Abajur – 20h

Ingresso: R$ 10 (comerciários e dependentes) e R$ 20 (público em geral)
Local: Teatro Capiba

Mostra de Solos

Dança e Circo

14/11 – a partir das 15h, na área externa do Sesc Casa Amarela
Dança – Dor de Pierrot – 80 aos pedaços – Gardênia Coleto (PE)
Dança – Na Malandragem do Feminino – Rebeca Gondim (PE)
Circo – Uruba e Lilão – Violetas da Aurora (PE)
Circo – Dona Pequena e os Rolamentos – Violetas da Aurora (PE)
Circo – Dança, Maroca – Violetas da Aurora (PE)
Circo – Sema e os Contatos Imediatos – Violetas da Aurora (PE)
Entrada gratuita

Teatro

14/11 – a partir das 15h
O Teatro é Necessário? – Curso de Iniciação de Teatro Sesc Casa Amarela*
*o espetáculo será realizado no Cineclube Coliseu

Mesas redondas

15/11 – O clown solo: a busca do palhaço no espaço das sensações (com as atrizes e palhaças Juliana Almeida e Lívia Falcão e mediação de Ana Nogueira) – 15h às 17h

18/11 –  Dança: as peculiaridades do corpo que se move sozinho na cena, com a dançarina Gardênia Coleto e a diretora artística Daniela Santos e mediação de Alice Moreira.  – 15h às 17h

SERVIÇO
Mostra Capiba de Artes
Onde: Teatro Capiba, Sesc Casa Amarela, (Avenida Norte, 4490, Mangabeira)
Quando: De 6 a 18 de novembro
Quanto: R$ 10 (meia, comerciário e dependente) e R$ 20 (público em geral)
Informações: (81) 3267-4400

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Teatro no Recife no comecinho de novembro

SUASSUNA: O AUTO DO REINO DO SOL

Trupe atravessa o Sertão para homenagear Ariano. Foto: Divulgação

Trupe atravessa o Sertão para homenagear Ariano. Foto: Divulgação

Musical homenageia o escritor Ariano Suassuna (1927-2014), que completaria 90 anos em 2017. A Cia. Barca dos Corações Partidos mostra uma trupe que atravessa o semiárido dividido por uma guerra travada por famílias rivais. Entre números circenses aparecem personagens de Ariano, como João Grilo e Chicó. Suassuna — O Auto do Reino do Sol, tem texto de Braulio Tavares e direção de Luis Carlos Vasconcelos, e canções em parceria do ator Alfredo Del Penho com os compositores Beto Lemos e Chico César.
Quando: 3 de novembro (sexta), às 21h e 4 de novembro (sábado), às 20h. 
Onde: Teatro Guararapes (Centro de Convenções de Pernambuco, Olinda). 
Quanto: R$ 104 (plateia), R$ 52 (plateia-meia), R$ 50 (balcão), R$ 25 (balcão-meia). 
Informações: 3182-8020.

(1/7) DO TEMPO

Espetáculo participa da Mostra Cumplicidade em Cena. Foto: Divulgação

Espetáculo participa da Mostra Cumplicidade em Cena. Foto: Divulgação

O espetáculo do diretor e coreógrafo moçambicano Manuel Castomo leva para a cena a corporificação visceral de raízes ancestrais que se movem ao ritmo do corpo dando vida ao mundo oculto. A obra evoca conflitos, paradoxos, aproximações, territórios e fronteiras. As narrativas coreográficas da obra passeiam pela África Ocidental (os Iorubás: de Daomé, Ketu e Benin, do Centro e do Sul; os Bantos: do Zaire, de Luanda e de outros lugares da África) e pela América Latina, em Pernambuco.
Quando: 03, 05, 06 e 20 de novembro. Às 19h (03 e 05/11) e 17h (06 e 20/11). 
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (Rua do Apolo, s/n, Cais do Apolo) (03/11), Daruê Malungo (Rua Passarela, 18A, Chão de Estrelas) (05/11), UFPE (Avenida da Arquitetura, s/n, Campos Universitários, Várzea) (06/11), Centro Cultural Grupo Bongar (Rua Iêda, Xambá, Olinda) (20/11).
Quanto: Gratuito. 
Informações: 99901-9387, 99145-2560.

O AMOR DE CLOTILDE POR UM CERTO LEANDRO DANTAS

O amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas. Foto: Júlio Morais

O amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas. Foto: Júlio Morais

A Trupe Ensaia Aqui e Acolá subverteu o trágico do clássico da literatura pernambucana, inserindo clichês de folhetins, cinema e telenovelas. Com algumas reviravoltas a trama ganha um novo desfecho para o casal que viveu um amor proibido no Recife do século XIX.
Quando: Todos os sábados e domingos de novembro, às 20h e 19h, respectivamente. 
Onde: Cênicas Cia. de Repertório (Rua Vigário Tenório, 199, 2°andar, sala 201, Bairro do Recife). 
Quanto: R$ 20, R$ 10 (meia), à venda na bilheteria do local.

A CORDA, MARIA BONITA

Com roteiro baseado em histórias reais, o espetáculo da Companhia Maktub reflete sobre o poder feminino. 
Quando: 4 de novembro, às 19h.
Onde: Teatro do IMIP (Rua dos Coelhos, 300, Coelhos).
Quanto: R$ 20. À venda com os integrantes da companhia ou no Nerfetiti Studio de Danças (Avenida Doutor José Augusto Moreira, 1179, Olinda).

LES ACTRICES SIEMPRE MIENTEN, de El pollo campero/ Comidas para llevar  (Espanha)

Espetáculo participa da Mostra Cumplicidade em Cena. Foto: Divulgação

Espetáculo participa da Mostra Cumplicidade em Cena. Foto: Divulgação

Uma “reflexão original” sobre o ofício de atriz. É uma investigação cênica que parte dos estereotipos e os tópicos associados a esse universo. As interprtes falam sobre os assuntos que as interessam como criadoras e como indivíduos (comércio, gênero, precariedade). Todos os castings, testes, cursos, oficinas que fizeram ao longo de suas vidas com o objetivo de serem atrizes não serviram para isso, é verdade, mas com tudo isso elas construíram esta peça de teatro contemporâneo. Com Gloria March Chulvi y Cris Celada,  
Quando: 2 de novembro – quinta-feira, 19h 
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho 
Quanto: R$ 20.

NOS, TUPI OR NOT TUPI?, de Cie  R.A.M.a (França)

Espetáculo participa da Mostra Cumplicidade em Cena. Foto: Divulgação

Espetáculo participa da Mostra Cumplicidade em Cena. Foto: Divulgação

Um testemunho profundo, singular e sincero de três homens, dançarinos talentosos, de sua relação ao corpo, ao outro, ao mundo, ao político, ao íntimo. Com Bailarinos/ Performers Eduardo Hermanson/Renann Fontoura/Tito Lacerda.
Quando: 2 de novembro – quinta-feira, 20h 
Onde: Teatro Apolo
Quanto: R$ 20.

TRILOGIA DO FEMININO – MULHER SELVAGEM

O solo da Cia de dança Mário Nascimento, com a atriz e bailarina mineira Rosa Antuña, trata da descoberta da força feminina, essa alavanca propulsora. Mostra uma mulher que batalha para se reconstruir, tentando superar o abuso que sofreu durante toda a vida, da violência física às pressões psicológicas. 
Quando: 2 de novembro, às 20h.
Onde: Teatro da Caixa Cultural (Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife). 
Quanto: R$ 10 e R$ 5 (meia). Ingressos à venda um dia antes do espetáculo, na bilheteria da Caixa Cultural. 
Informações: 3425-1915.

TRILOGIA DO FEMININO – O VESTIDO

Vestido, da Cia Mário Nascimento. Foto: Divulgação

Vestido, da Cia Mário Nascimento. Foto: Divulgação

Uma peça estilista mineiro de Ronaldo Fraga foi o disparador dessa montagem, que fala como a mulher usa a força no mundo, trata do empoderamento feminino. Para a encenação foram feitos estudos com livros de Lewis Carroll, além dos filmes Elizabeth e A Jovem Rainha Vitória. A bailarina mineira Rosa Antuña apresenta o profundo processo de descoberta, consciência, ação e libertação. Uma mulher que vê em um vestido o caminho para sua libertação, numa metáfora dos sonhos almejados, do que parece um sonho inalcançável. A montagem é da Cia de dança Mário Nascimento.
Quando: 3 de novembro, às 20h. 
Onde: Teatro da Caixa Cultural (Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife). 
Quanto: R$ 10 e R$ 5 (meia). Ingressos à venda a partir do dia 25 de outubro, para a primeira sessão, e 1º de novembro, para a segunda sessão, na bilheteria da Caixa Cultural. 
Informações: 3425-1915.

TRILOGIA DO FEMININO – A MULHER QUE CUSPIU A MAÇÃ

foto: Duda Las Casas

Peça questiona as expectativas da mulher nos relacionamentos românticos nos dias de hoje. Foto: Duda Las Casas

A proposta é analisar o comportamento da mulher contemporânea e criticar as desilusões românticas – que ainda condicionam a vida de muitas delas. Além de sinalizar que existem caminhos para a libertação. Inspirada no livro A Cama na Varanda, de Regina Navarro Lins, a obra da Cia de dança Mário Nascimento. Criada pela atriz e bailarina mineira Rosa Antuña durante uma residência artística na Dinamarca, a montagem encerra a Trilogia do Feminino, composta também por Mulher Selvagem (2010) e O Vestido (2013).
Quando: 4 de novembro, às 20h. 
Onde: Teatro da Caixa Cultural (Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife). 
Quanto: R$ 10 e R$ 5 (meia). Ingressos à venda a partir do dia 25 de outubro, para a primeira sessão, e 1º de novembro, para a segunda sessão, na bilheteria da Caixa Cultural. 
Informações: 3425-1915.

ALGUÉM PARA FUGIR COMIGO

Alguém para fugir comigo. Foto: Kleber Santana/Divulgação

Alguém para fugir comigo. Foto: Kleber Santana/Divulgação

O que nos torna humanos? Esse é um questionamento-chave do espetáculo Alguém Pra Fugir Comigo, do Resta Um Coletivo de Teatro, que articula temas políticos e sociais e expõe que tudo pode ser ressignificado ao longo da vida. A peça faz provocações e busca abalar certezas e combater as opressões. Com encenação Analice Croccia e Quiercles Santana, e assistência dramatúrgica Ana Paula Sá, a montagem chega como um grito de dor contra qualquer barbárie.
Alguém Pra Fugir Comigo investiga fatos reais e fictícios, históricos e contemporâneos do Brasil e da Europa, para falar sobre corrupção, o trabalho escravo, a solidão e a discriminação. E utiliza provérbios e canções, imagens numa série de cenas justapostas e intercambiáveis que formam uma narrativa não-linear.
O elenco – composto pelos atores Analice Croccia, Ane Lima, Caíque Ferraz, Luís Bringel, Nataly Sousa, Pollyanna Cabral e Wilamys Rosendo – se desdobra em vários personagens de épocas e situações variadas. Mas cada um enfrenta uma crise moral ou social, como as agressões aos homossexuais, às mulheres e a escravidão na monarquia.
As malas do cenário remetem para a vontade de fugir, as memórias possíveis de carregar e os afetos ensimesmados. As fotografias de refugiados foram a inspiração para dar o motor desses deslocamentos.
Quando: 04, 05, 10, 11, 12 de novembro, às 19h. 
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (Rua do Apolo, s/n, Cais do Apolo). 
Quanto: R$ 40, R$ 20 (meia). À venda no site www.sympla.com.br
Informações: 3232-2030.

SOLO DE GUERRA

Clayton Cabral em seu primeiro solo

Clayton Cabral em seu primeiro solo

Uma batalha por dia. Os inimigos podem estar em qualquer parte. Disfarçados. Para ser o que se é, o personagem de Solo de Guerra “abre fogo” contra seu passado e o mundo que o cerca. Entre desejos e gritos de amor, o ator e dramaturgo Cleyton Cabral explora esse combate entre soldadinhos verdes e Barbies. O primeiro monólogo de Cabral toca em questões como bullying, relações afetivas na infância e sentimento de deslocamento.e tem direção de Luciana Pontual.
Solo de Guerra – 
Solo de Guerra – Curta Temporada
Quando: 04 e 11 de novembro (sábados), às 20h.
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Ingressos: R$ 30 e 15
Capacidade: 40 lugares
Classificação: 14 anos
Ingressos antecipadosbit.ly/solodeguerra-novembro
Informações: 98484-8421.

RITMO KENTE – UM BREGA DE MUSICAL

Concurso vai eleger a dançarina para a equipe do famoso MC Kivara. Duas finalistas se enfrentam: Lady Gaga, a mocinha da história que acaba se apaixonado pelo popstar, é auxiliada por sua mãe, a extrovertida Cher; e Fabíola, a vilã que unirá forças com o também vilão Patrick para tentar ganhar a competição de qualquer forma. O espetáculo é uma realização da Onz& Produções Artísticas faz uma homenagem ao brega pernambucano.
Quando: 3 e 4 de novembro (sextas e sábados), às 20h. 
Onde: Teatro Eva Herz Recife – Livraria Cultura do Shopping RioMar (Avenida República do Líbano, 251, Pina). 
Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia). 
Informações: 3256-7500.

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