Figura triste de Caio Fernando Abreu

Peça é inspirada nas figuras femininas de Caio Fernando Abreu. Foto: Davi Lima

Peça é inspirada nas figuras femininas de Caio Fernando Abreu. Foto: Davi Lima

Há mais de uma década que o ator e dramaturgo Rodolfo Lima anda às voltas com Alice, mulher infeliz e solitária, no espetáculo Réquiem para um Rapaz Triste. A peça, que é inspirada nas personagens femininas do escritor gaúcho Caio Fernando Abreu, faz única apresentação hoje, às 21h, no Espaço Cênicas, no Bairro do Recife.

A figura quarentona reflete sobre suas escolhas na vida, o que provoca uma avalanche de sentimentos contraditórios. O púbico é convidado a acompanhar esse monólogo íntimo, esse falso diálogo com a plateia, no quarto de Alice, que, sempre com um cigarro na mão, elucubra sobre sua pobre existência e os resultados de suas escolhas.

É um relato direto, descarnado, em que o abandono pulsa em cada palavra. Réquiem para um Rapaz Triste integra a Trilogia da ausência, formada pelas encenações Bicha oca, a partir dos contos homoeróticos do pernambucano Marcelino Freire, e Todas as horas do fim, baseado em Linda, de Caio Fernando Abreu.

O ator Rodolfo Lima vive Alice. Foto: Tatiane Carcanholo

O ator Rodolfo Lima vive Alice. Foto: Tatiane Carcanholo

Serviço

Réquiem para um rapaz triste, com Rodolfo Lima
Quando: Hoje, às 21h
Onde: Espaço Cênicas (Rua Marquês de Olinda, 199, 1º andar, Bairro do Recife, entrada pela rua Vigário Tenório)
Ingresso: R$ 10 (preço único)
Informações: 99609-3838
PLATEIA LIMITADA 70 LUGARES

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Está chegando a 3ª MITsp

Cendrillon, de Joël Pomerat, abre programação da MITsp. Foto: Cici Olsson

Cendrillon, de Joël Pommerat, abre programação da MITsp. Foto: Cici Olsson

12540647_1077205135644412_1544634185836411498_n A 3ª edição da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp) será realizada entre 4 e 13 de março e envolve dez espetáculos vindos de França, Polônia, África do Sul, Grécia, Bélgica, Congo, Alemanha e Brasil. A programação foi anunciada nesta segunda-feira na capital paulista. O dramaturgo e encenador francês Joël Pommerat traz para a abertura da MITsp o espetáculo Cendrillon, com sessões nos dias 4, 5 e 6, no Auditório Ibirapuera. É uma atualização do conto Cinderela, que moldou a imaginação dos ocidentais desde a infância.

Pommerat é considerado o grande nome do teatro contemporâneo francês. O encenador Márcio Abreu montou dele no Brasil a peça Esta criança. Pommerat vem com outra obra de sua autoria Ça ira (2015), que trata da Revolução Francesa – o estabelecimento da democracia, da abolição dos privilégios e a consagração da igualdade de todos os cidadãos – para refletir sobre o avanço do conservadorismo na Europa atual.

Mesmo com um orçamento maior — R$ 3,4 milhões, contra R$ 3,2 milhões de 2015 —, o valor do real em baixa frente ao dólar gerou impacto financeiro – de 43% da planilha – como explicou o diretor de produção, Guilherme Marques. A MITsp negociou a vinda das produções com euro cotado a R$ 4,48, contra de R$ 3,10 a R$ 3,48 da moeda europeia no ano passado. Diante desse cenário, das 15 atrações planejadas, cinco foram cortadas.

A aposta do curador, o encenador e professor Antônio Araújo é no alto nível da programação. Neste ano, os eixos de investigação da MITsp perpassam pelas formas de narrativa na cena contemporânea, e a cena como resposta à instabilidade da Europa atual, refletidas nas obras de Pommerat. Explora também o teatro enquanto forma híbrida, em sua relação com as artes visuais e sonoras.

A música borra as fronteiras com a montagem belga An Old Monk, um concerto dramático sobre a figura do músico de jazz Thelonious Monk (1941-1971). O racismo e o lugar do negro na cena contemporânea é debatido nas peças A Carga (Le Cargo), do congolês Faustin Linyekula; Revolting music, do sul-africano Neo Muyanga (que resgata as canções de protestos liderados por movimentos estudantis na cidade de Soweto), e Cidade vodu, do diretor brasileiro José Fernando de Azevedo e do grupo Teatro de Narradores, sobre a imigração e adaptação dos haitianos no Brasil a partir do terremoto de 2010.

Como nas edições anteriores, a MITsp traz trabalhos de artistas renomados em seus países, mas inéditos no Brasil. O encenador, coreógrafo, performer e dançarino grego Dimitris Papaioannou vem com Natureza Morta (Still life) que reconfigura o mito de Sísifo – de fazer rolar uma pedra para cima e deixar cair ad infinitum, – em relação com a classae trabalhadora. Ele ficou conhecido mundialmente após dirigir a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Outro que vem pela primeira vez ao país é o diretor polonês Krzysztof Warlikowski, com a encenação (A)polônia.

 A Tragédia Latino-Americana, de Felipe Hirsch e Ultralíricos estréia na MITsp .

Júlia Lemmertz e Pedro Wagner em ensaio da peças A Tragédia Latino-Americana

A Tragédia latino-americana, de Felipe Hirsch e do grupo Ultralíricos, também estreia na MITsp. O espetáculo leva ao palco fragmentos, adaptações de obras, ou parte de obras, da literatura latino-americana contemporânea. O elenco é formado por atores brasileiros, argentinos, chilenos, mexicanos, inclusive com a presença de Pedro Wagner, do Grupo Magiluth.

Cidadãos comuns integram a peça 100% City, que estreia como 100% São Paulo. Liderada pela companhia alemã Rimini Protokoll, a montagem vai juntar 100 pessoas no palco para tratar de temas controversos, como pena de morte e casamento de pessoas do mesmo sexo. A encenação será no Teatro Municipal, que integra a mostra pela primeira vez.

A partir de 18 de fevereiro, os ingressos – que variam entre R$ 10 e R$ 20 – estarão à venda nos sites do Sesc São Paulo e do Ingresso Rápido. Dois espetáculos terão entrada gratuita.

A DocumentaCena, plataforma de crítica teatral composta pelos blogs Horizonte da Cena e Satisfeita, Yolanda?, do site Teatrojornal e da revista eletrônica Questão de Crítica, produzirá diariamente, ao longo do evento, críticas sobre os espetáculos para veiculação impressa e eletrônica. A parceria com a MITsp funciona desde a primeira edição.

Espetáculos da 3ª MITsp – 2016

image Ça ira (França)
Autor e diretor: Joël Pommerat

Cinderela (Bélgica/França)
Autor e diretor: Joël Pommerat

image Natureza Morta (Grécia)
Autor e diretor: Dimitris Papaioannou

A Carga (Congo)
Autor e diretor: Faustin Linyekula
Studios Kabako

(A)polônia (Polônia)
Autor e diretor: Krzysztof Warlikowski
Cia Nowy Teatr

100% São Paulo (Alemanha/Brasil)
Autores e diretores: Helgard Haug, Daniel Wetzel e Stefan Kaegi
Cia Rimini Protokoll

Revolting Music – Inventário das Canções de Protesto que Libertaram a África do Sul (África do Sul)
Neo Muyanga

An Old Monk (Bélgica)
Autor e diretor: Josse De Pauw
Compositor: Kris Defoort, inspirado em Thelonius Monk

 

image Cidade Vodu (Brasil)
Teatro de Narradores
Autor e diretor: José Fernando de Azevedo

 

image A Tragédia Latino-Americana (Brasil)
Felipe Hirsch e Ultralíricos
Concepção e direção: Felipe Hirsch

 

Ficha Técnica

Idealização e direção artística: Antônio Araújo
Idealização e direção geral de produção: Guilherme Marques
Relações internacionais: Jenia Kolesnikova, João Passos, Natália Machiaveli
Relações institucionais: Rafael Steinhauser
Coordenação executiva de produção: Rachel Brumana
Coordenação técnica: André Boll
Curadoria dos Olhares Críticos: Silvia Fernandes e Fernando Mencarelli
Curadoria de Ações Pedagógicas: Maria Fernanda Vomero
Coordenação dos Olhares Críticos: Natália Machiaveli
Coordenação do coletivo de críticos: Soraya Belusi
Redação e supervisão de conteúdo editorial: Luciana Romagnolli
Coordenação de logística: Leo Devitto
Coordenação do Cabaré|Ponto de encontro: Cassia Andrade
Coordenação financeira: Patricia Perez
Produção de cenários: Patricia Rabbat
Relações públicas: Carminha Gongora
Assistente de produção: Nelio Teodoro
Assistente de coordenação técnica: Fernanda Guedella
Projeto gráfico: Patrícia Cividanes
Pré-produção: Patricia Lopes e Cássia Andrade, Claudia Burbulhan (Executiva); João Passos e Jenia Kolesnikova (Relações Internacionais); Patrícia Lopes (Assistência de relações internacionais); André Lucena (Assistência de coordenação técnica); Alba Roque (Financeiro), Gabi Gonçalves (Coordenação de produção executiva)
Assessoria Jurídica: José Augusto Vieira de Aquino
Coordenação da assessoria de comunicação: Marcia Marques / Canal Aberto
Assistente de assessoria de comunicação: Daniele Valério

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Janeiro aguerrido

Fraturas, Sebatiana e Severina e Sistema 25, os principais vencedores do Prêmio Apacepe

Fraturas, Sebastiana e Severina e Sistema 25, os principais vencedores do Prêmio Apacepe

janeiro-de-grandes-espetáculos-SSSS Protesto contra uma lei antiquada na porta do Teatro de Santa Isabel, um show belíssimo e do maestro Spok com participação especial do Velho Mangaba, espaço para desdobramentos da parceria com TV Globo; reconhecimento por parte dos organizadores da atuação da deputada Luciana Santos e uma fala contundente de uma produtora, que da plateia cobrou ações mais concretas e união dos artistas para exigir uma política cultural efetiva do estado e do município. Teve de tudo um pouco na entrega do Prêmio Apacepe de Teatro e Dança, cerimônia de premiação do 22º Janeiro de Grandes Espetáculos. O clima dominante era de fraternidade. Alegria dos vencedores, confraternização.

O ator e produtor Júnior Sampaio subiu ao palco para dar a boa-nova. A secretária de cultura do Recife, Leda Alves, revogou a norma que proibia a entrada do público com trajes informais. Isso é de bermuda, ou short. Datada de 1960, a regra foi motivo do uso da peça, articulada e engrossada pelas redes sociais.

Grupo comemora a liberação da bermuda para entrar no Teatro de Santa Isabel

Grupo comemora a liberação da bermuda para entrar no Teatro de Santa Isabel

A realização do evento foi reconhecida como uma ação política de resistência nesses tempos de crise e da não prioridade dada à cultura pelos governantes.

Bem, como comentou o produtor Paulo de Castro, sentado ao lado, que prêmio é algo que mobiliza as pessoas da classe. E mais, Paulo Baixinho. Prêmio redireciona carreiras. Transforma um desconhecido em celebridade. Lógico que depende da área e do valor real e simbólico da honraria.

De todo modo, as escolhas passam pela subjetividade dos juízes. Neste ano o trio que definiu os melhores da dança foram Maria Paula Costa Rêgo, Mônica Lira, Sandra Rino, coreóografas e bailarinas de grande prestígio na cidade. A trindade do teatro para infantil e adulto foi formada por Fernando Limoeiro, Magdale Alves, Maria Rita Freire Costa, artistas e professores, profissionais experientes na comissão do Janeiro.

Sebastiana e Severiana levou muitos troféus numa edição de poucas disputas para a esse braço. A montagem para adulto Sistema 25 foi o principal vencedor da noite. Hilda Torres teve mais um motivo para celebrar seu aniversário, com o troféu de melhor atriz pela peça Soledad – A Terra é Fogo Sob Nossos Pés.

Fraturas, do Coletivo Trippé, de Petrolina/PE, arrebatou os títulos de melhor espetáculo de dança, coreografia, bailarino revelação, figurino. E o júri conferiu um prêmio especial para o bailarino e coreógrafo da Compassos Companhia de Dança, Raimundo Branco.

Senti falta nas indicações do espetáculo do Grupo Magiluth, O ano em que sonhamos perigosamente. Como a trupe sinaliza, “uma obra aberta a múltiplas interpretações, um ensaio de resistência ético-estético-político”.

Como também da indicação da atriz Fabiana Pirro, por seu desempenho no espetáculo Grito de Guerra, Um Grito de Amor, dirigida por Moncho Rodriguez, com Asaías Rodrigues e Gilberto Brito no elenco. Ela faz vários papeis e apresenta um amadurecimento interpretativo que merece ser reconhecido.

PRÊMIO APACEPE DE TEATRO E DANÇA 2016

TEATRO ADULTO

MELHOR ESPETÁCULO
Sistema 25 – Grupo Cênico Calabouço e Grupo Teatral Risadinha – Recife/Camaragibe/PE

A turma de Sistema 25 na entrada do Teatro de Santa Isabel. Foto: Pedro Portugal

A turma de Sistema 25 na entrada do Teatro de Santa Isabel. Foto: Pedro Portugal

MELHOR DIRETOR
José Manoel – Sistema 25

MELHOR ATOR
Alexandre Guimarães – O Açougueiro
Walmir Chagas – Saudosiar… A Noite Insone de Um Palhaço…

O prêmio de Melhor Ator foi dividido entre Alexandre e Walmir

O prêmio de Melhor Ator foi dividido entre Alexandre e Walmir

MELHOR ATRIZ
Hilda Torres – Soledad – A Terra é Fogo Sob Nossos Pés

Hilda Torres, em Soledad. Foto: Flávia_Gomes

Hilda Torres, em Soledad. Foto: Flávia Gomes

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Emanuel David D’lucard – Sistema 25
Robson Queiroz – Sistema 25

Dois atores de Sistema 25 dividiram o prêmio de coadjuvante. Fotos: Rogério Alves

Dois atores de Sistema 25 dividiram o prêmio de coadjuvante. Fotos: Rogério Alves

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Natascha Falcão – Luas de Há Muito Sóis

Natascha Falcão – Luas de Há Muito Sóis, espetáculo dirigido por Moncho Rodriguez

Natascha Falcão – Luas de Há Muito Sóis, espetáculo dirigido por Moncho Rodriguez

ATOR REVELAÇÃO
Filipe Enndrio – Cabaré Diversiones

com a apresentadora da noite, a atriz Naná Sodré. Foto: JGE

Filipe Enndrio com a apresentadora da noite, a atriz Naná Sodré. Foto: JGE

ATRIZ REVELAÇÃO
Danielle Sena – Abraço – Nunca Estaremos Sós

com sua filhinha e o mestre de cerimônias André Filho. Foto: JGE

com sua filhinha e o mestre de cerimônias André Filho. Foto: JGE

MELHOR SONOPLASTIA OU TRILHA SONORA
Samuel Lira – Sistema 25

Músico e ator Samuel. Foto: JGE

Músico e ator Samuel. Foto: JGE

MELHOR ILUMINAÇÃO
Dado Sodi – Em Nome do Pai

MELHOR CENÁRIO
O Grupo – Sistema 25

MELHOR FIGURINO
Célio Pontes – Angelicus Prostitutus

Célio Pontes, ao lado do apresentador do JGE André Filho. Foto: Pedro Portugal

Célio Pontes, ao lado do apresentador do JGE André Filho. Foto: Pedro Portugal

MELHOR MAQUIAGEM
Célio Pontes – Angelicus Prostitutus

O JÚRI CRIOU UM PRÊMIO ESPECIAL
Companhia Cênicas de Repertório

A atriz Sônia Carvalho e O diretor e ator Antônio Rodrigues . Foto: JGE

A atriz Sônia Carvalho e O diretor e ator Antônio Rodrigues . Foto: JGE

CORPO DE JURADOS:
Fernando Antônio de Mélo (Fernando Limoeiro):
Magdale Alves
Maria Rita Freire Costa
Coordenação/Produção de Júri: Augusta Ferraz

TEATRO PARA A INFÂNCIA

MELHOR ESPETÁCULO
Sebastiana e Severina – Teatro Kamikase – Olinda/PE

Sebastiana e Severina foi a grande vencedora em teatro para a infância. Foto: Divulgação

Sebastiana e Severina foi a grande vencedora em teatro para a infância. Foto: Divulgação

MELHOR DIRETOR
Claudio Lira – Sebastiana e Severina

Cláudio Lira. Foto: JGE

Cláudio Lira. Foto: JGE

MELHOR ATOR
Anderson Machado – Cavaco e Sua Pulga Adestrada

MELHOR ATRIZ
Zuleika Ferreira – Sebastiana e Severina

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Luis Manoel – Sebastiana e Severina

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Tâmara Floriano – Sabores e Saberes do Milho

Tamara com André Filho. Foto JGE

Tâmara Floriano com André Filho. Foto: JGE

ATOR REVELAÇÃO
Não há Indicados para esta categoria

ATRIZ REVELAÇÃO
Não há Indicados para esta categoria

MELHOR SONOPLASTIA OU TRILHA SONORA
Demétrio Rangel – Sebastiana e Severina

Demétrio, , Monoel e ClaudioLira

Demétrio Rangel, Célia Regina, Luis Manoel Monoel e Claudio Lira, turma de Sebastiana e Severina. Foto: JGE

MELHOR ILUMINAÇÃO
Jatyles Miranda –Sebastiana e Severina

MELHOR CENÁRIO
Marcondes Lima – Sebastiana e Severina

MELHOR FIGURINO
Marcondes Lima – Sebastiana e Severina

MELHOR MAQUIAGEM
Marcondes Lima –Sebastiana e Severina

CORPO DE JURADOS:
Fernando Antônio de Mélo (Fernando Limoeiro)
Magdale Alves
Maria Rita Freire Costa
Coordenação/Produção de Júri: Augusta Ferraz

DANÇA

MELHOR ESPETÁCULO
Fraturas – Coletivo Trippé – Petrolina/PE

Fraturas, espetáculo de Petrolina

Fraturas, espetáculo de Petrolina

MELHOR COREOGRAFIA
Maurício de Oliveira – Fraturas

Fraturas levou o prêmio de melhor espetáculo, melhor coreografia (Maurício de Oliveira), bailarino revelação (Wagner Damasceno) e figurino (Maurício de Oliveira).

Fraturas levou os prêmios de melhor espetáculo, melhor coreografia, bailarino revelação e figurino

MELHOR BAILARINO
Gervásio Bráz – Passo

Passo, da Compassos Cia. de Danças

Passo, da Compassos Cia. de Danças

MELHOR BAILARINA
Karina Leiro – Bailaora

Bailoara ganhou os prêmios de trilha sonora ou sonoplastia (Eduardo Bertussi), iluminação (Cleison Ramos), bailarina revelação (Rafaela Wanderley) e bailarina (Karina Leiro).

Bailoara ganhou os prêmios de trilha sonora ou sonoplastia (Eduardo Bertussi), iluminação (Cleison Ramos), bailarina revelação (Rafaela Wanderley) e bailarina (Karina Leiro)

BAILARINO REVELAÇÃO
Wagner Damasceno – Fraturas

BAILARINA REVELAÇÃO
Rafaela Wanderley – Bailaora

MELHOR ILUMINAÇÃO
Cleison Ramos – Bailaora

MELHOR FIGURINO
Maurício de Oliveira – Fraturas

MELHOR CENÁRIO
Joana Veloso – La Plage

La Plage. Foto: Sara Marilda

La Plage. Foto: Sara Marilda

MELHOR SONOPLASTIA OU TRILHA SONORA
Eduardo Bertussi – Bailaora

PRÊMIO ESPECIAL
Raimundo Branco

Coreógrafo da Compassos Cia de Dança, Raimundo Branco

Coreógrafo da Compassos Cia de Dança, Raimundo Branco

CORPO DE JURADAS:
Maria Paula Costa Rêgo
Mônica Lira
Sandra Rino
COORDENAÇÃO/PRODUÇÃO DE CORPO DE JÚRI: Augusta Ferraz

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Indicados do Janeiro 2016

A entrega do Prêmio Apacepe de Teatro e Dança do 22º Janeiro de Grandes Espetáculos será na quinta-feira, no Teatro de Santa Isabel

Entrega do Prêmio Apacepe do 22º Janeiro de Grandes Espetáculos será na quinta-feira, no Teatro de Santa Isabel

janeiro-de-grandes-espetáculos-SSSS O Prêmio Apacepe de Teatro e Dança das edições do Janeiro de Grandes Espetáculos – Festival Internacional de Artes Cênicas de Pernambuco é um dos poucos legitimadores da construção de valor dos espetáculos no estado. É um processo complexo esse da consagração. Embora o teatro por aqui não possa ser comparado à arte contemporânea enquanto estatuto de mercado. É uma premiação amada e odiada pelos próprios artistas. Of course. O resultado também não está embutido da projeção que os filmes pernambucanos recebem quando abiscoitam prêmios pelo mundo afora (e tem tanto festival de cinema, que é uma beleza). É o que pessoal do teatro daqui tem para seus escambos simbólicos.

Então, quinta-feira, a partir das 19h30, no Teatro de Santa Isabel, com entrada franca, serão conhecidos os eleitos como os melhores dessa 22ª edição. Um show com o Maestro Spok, com participação especial do Véio Mangaba, vai animar a cerimônia, que este ano não será seguida de festa, por questões de custos, segundo os organizadores.

O Festival ficou mais enxuto este ano, com 64 apresentações contra mais de 100 do ano passado. Segundo informações da assessoria o público passou de 12 mil pessoas no Recife, mais 3 mil pelo Circuito BNDES de Música (Recife, Caruaru, Goiana e Olinda), além de 1 mil pessoas nas atividades extras (oficinas, leituras dramatizadas, saraus, lançamento de revista e livros, etc.).

A turma responsável pela felicidade de uns e tristeza de outros é composta pelo encenador e dramaturgo Fernando Limoeiro e pelas atrizes Magdale Alves e Maria Rita Freire Costa. O trio integra a comissão julgadora de Teatro (Adulto e Infância). Já a de dança é formada pelas bailarinas e coreógrafas Sandra Rino, Mônica Lira e Maria Paula Costa Rêgo.

O assessor de imprensa Leidson Ferraz lembra que o Teatro de Santa Isabel não permite entrada de espectadores que estejam de short ou camiseta.

Essa regra, que deve ter sido baixada no Segundo Império (isso é uma ironia), precisa ser revista.

 

PRÊMIO APACEPE DE TEATRO E DANÇA 2016

INDICAÇÕES TEATRO ADULTO

MELHOR ESPETÁCULO
Em Nome do Pai – REC Produtores Associados – Recife/PE
Luas de Há Muito Sóis – Papelão Produções e Projeto Fafe Cidade das Artes – Recife/PE/Fafe/Portugal
O Açougueiro – Produção Alexandre Guimarães – Recife/PE
Sistema 25 – Grupo Cênico Calabouço e Grupo Teatral Risadinha – Recife/Camaragibe/PE
Soledad – A Terra é Fogo Sob Nossos Pés – Cria do Palco – Recife/PE

MELHOR DIRETOR
Cira Ramos Em Nome do Pai
José Manoel Sistema 25
Malú Bazan Soledad – A Terra é Fogo Sob Nossos Pés
Moncho Rodriguez Luas de Há Muito Sóis
Samuel Santos O Açougueiro 

MELHOR ATOR
Alexandre Guimarães O Açougueiro
Cláudio Ferrario A Invenção da Palavra
Marcelino Dias Angelicus Prostitutus
Tatto Medinni Jr.
Walmir Chagas Saudosiar… A Noite Insone de Um Palhaço…

MELHOR ATRIZ
Hilda Torres Soledad – A Terra é Fogo Sob Nossos Pés
Marina Duarte Luas de Há Muito Sóis
Nilza Lisboa Obsessão

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Antônio Rodrigues Salmo 91
Carlos LiraAngelicus Prostitutus
Emanuel David D’lucardSistema 25
Neemias Dinarte Sistema 25
Robson QueirozSistema 25

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Luciana LemosAngelicus Prostitutus
Lucrécia ForcioniAngelicus Prostitutus
Natascha Falcão Luas de Há Muito Sóis

ATOR REVELAÇÃO
André Xavier Sistema 25
Filipe Enndrio Cabaré Diversiones
Glauco Bellardy Abraço – Nunca Estaremos Sós
Mateus Maia Abraço – Nunca Estaremos Sós

ATRIZ REVELAÇÃO
Danielle Sena Abraço – Nunca Estaremos Sós
Duda Martins Abraço – Nunca Estaremos Sós
Lívia Lins Abraço – Nunca Estaremos Sós

MELHOR SONOPLASTIA OU TRILHA SONORA
Narciso Fernandes Luas de Há Muito Sóis
Narciso Fernandes e Walmir Chagas Saudosiar… A Noite Insone de Um Palhaço…
Samuel Lira Sistema 25
Vitor Bertonny e Leila Chaves Abraço – Nunca Estaremos Sós

MELHOR ILUMINAÇÃO
Dado Sodi Em Nome do Pai
Luciana Raposo Angelicus Prostitutus
Luciana Raposo Sistema 25
Moncho Rodriguez Luas de Há Muito Sóis
Samuel Santos O Açougueiro

MELHOR CENÁRIO
Antônio Rodrigues Salmo 91
Célio Pontes Angelicus Prostitutus
Malú Bazan Soledad – A Terra é Fogo Sob Nossos Pés
Moncho Rodriguez Saudosiar… A Noite Insone de Um Palhaço…
O Grupo Sistema 25

MELHOR FIGURINO
Célio Pontes Angelicus Prostitutus
Henrique Celibi Cabaré Diversiones
Marília Martins A Invenção da Palavra
Moncho Rodriguez Luas de Há Muito Sóis
Nildo Garbo A Visita

MELHOR MAQUIAGEM
Vinícius Vieira O Açougueiro
Célio Pontes Angelicus Prostitutus

O JÚRI CRIOU UM PRÊMIO ESPECIAL

CORPO DE JURADOS:
Fernando Antônio de Mélo (Fernando Limoeiro):
Magdale Alves
Maria Rita Freire Costa
Coordenação/Produção de Júri: Augusta Ferraz

INDICAÇÕES – TEATRO PARA A INFÂNCIA

MELHOR ESPETÁCULO
Cavaco e Sua Pulga Adestrada – Caravana Tapioca – Recife/PE
Sebastiana e Severina – Teatro Kamikase – Olinda/PE

MELHOR DIRETOR
Helder Vasconcelos Cavaco e Sua Pulga Adestrada
Claudio LiraSebastiana e Severina

MELHOR ATOR
Fábio Caio Sabores e Saberes do Milho
Anderson Machado Cavaco e Sua Pulga Adestrada

MELHOR ATRIZ
Zuleika Ferreira Sebastiana e Severina
Célia Regina – Sebastiana e Severina

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Apenas uma indicação

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Apenas uma indicação

ATOR REVELAÇÃO
Não há Indicados para esta categoria

ATRIZ REVELAÇÃO
Não há Indicadas para esta categoria

MELHOR SONOPLASTIA OU TRILHA SONORA
Fernando Escrich Sabores e Saberes do Milho
Adriana Millet Cavaco e Sua Pulga Adestrada
Demétrio RangelSebastiana e Severina

MELHOR ILUMINAÇÃO
Apenas uma indicação

MELHOR CENÁRIO
Fábio CaioSabores e Saberes do Milho
Anderson MachadoCavaco e Sua Pulga Adestrada
Marcondes LimaSebastiana e Severina

MELHOR FIGURINO
Fábio CaioSabores e Saberes do Milho
Luciano PontesCavaco e Sua Pulga Adestrada
Marcondes LimaSebastiana e Severina

MELHOR MAQUIAGEM
Apenas uma indicação

CORPO DE JURADOS:
Fernando Antônio de Mélo (Fernando Limoeiro)
Magdale Alves
Maria Rita Freire Costa
Coordenação/Produção de Júri: Augusta Ferraz

INDICAÇÕES – DANÇA

MELHOR ESPETÁCULO
Bailaora – Cia. Karina Leiro – Recife/PE
Fraturas – Coletivo Trippé – Petrolina/PE
Passo – Compassos Cia. de Danças – Recife/PE

MELHOR COREOGRAFIA
Karina Leiro, Yara Castro, Fábio Rodriguez, Deborah Nefussi, José Sales e Cia. Karina Leiro Bailaora
Maurício de OliveiraFraturas
Raimundo Branco Passo

MELHOR BAILARINO
Adriano AlvesFraturas
Gervásio BrázPasso
Neto Portela(L)a (P)lage

MELHOR BAILARINA
Hulli Cavalcanti (L)a (P)lage
Júlia GondimFraturas
Karina LeiroBailaora
Marcela AragãoPasso

BAILARINO REVELAÇÃO
Apenas uma indicação

BAILARINA REVELAÇÃO
Apenas uma indicação

MELHOR ILUMINAÇÃO
Carlos Tiago e Maurício de Oliveira Fraturas
Cleison Ramos Bailaora
Joana Veloso (L)a (P)lage

MELHOR FIGURINO
Compassos Cia. de DançasPasso
Dallielle Oliveira, Fernanda Paulino e José SalesBailaora
Maurício de OliveiraFraturas

MELHOR CENÁRIO
Apenas uma indicação

MELHOR SONOPLASTIA OU TRILHA SONORA
Eduardo Bertussi Bailaora
Tato Taborda Fraturas

PRÊMIO ESPECIAL
O júri criou um Prêmio Especial

CORPO DE JURADAS:
Maria Paula Costa Rêgo
Mônica Lira
Sandra Rino
COORDENAÇÃO/PRODUÇÃO DE CORPO DE JÚRI: Augusta Ferraz

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Dramaturgia espanhola no Janeiro

Os corpos perdidos trata do extermínio de mulheres. Com o Angu de Teatro e convidados

Os corpos perdidos trata do extermínio de mulheres. Com o Angu de Teatro e convidados

janeiro-de-grandes-espetáculos-SSSS Ciudad Juárez é um dos lugares mais violentos do México na década de 1990. A obra dramática Os corpos perdidos, de José Manuel Mora com tradução de Cibele Forjaz, trata da torrente de assassinatos de mulheres. Impera a impunidade para os criminosos e a negligência do governo. A peça mergulha nessa pungente memória de mais de 300 mulheres executadas.

O texto integra a Coleção Dramaturgia Espanhola, da Editora Cobogó, que tem lançamento hoje e amanhã (ao preço de R$ 30 cada). O lançamento ocorre junto com leituras dramatizadas, com entrada franca.

A leitura de Os corpos perdidos conta com a participação do o elenco do Coletivo Angu de Teatro e convidados (Marcondes Lima, Arilson Lopes, André Brasileiro,Gheuza Sena, Nínive Caldas, Ivo Barreto, Daniel Barros, Hermínia Mendes,Márcio Antônio Fecher Junior, Paulo De Pontes e Lúcia Machado). E tem direção de  Cibele Forjaz. Nesta quarta, às 20h, no Teatro Arraial Ariano Suassuna.

O programa reserva para quinta-feira a leitura dramatizada da obra A Paz Perpétua, de Juan Mayorga, dirigida pelo gaúcho Fernando Philbert. A intriga que envolve violência, poder e autoridade é defendida pelos atores do Grupo Magiluth (Giordano Castro, Mário Sergio Cabral, Erivaldo Oliveira, Lucas Torres Magiluth e Bruno Parmera). Às 20h de amanhã, no palco do Teatro de Santa Isabel (entrada pela administração).

O Projeto de Internacionalização da Dramaturgia Espanhola promovida pela Acción Cultural Española – AC/E, conta com o envolvimento do TEMPO_FESTIVAL (Rio de Janeiro), Editora Cobogó, Porto Alegre em Cena – Festival Internacional de Artes Cênicas; Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília; Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia – FIAC; e Janeiro de Grandes Espetáculos – Festival Internacional de Artes Cênicas de Pernambuco.

 

Leitura Dramatizada e Lançamento de Livros

Dia 20 de janeiro de 2016 (quarta), 20h, gratuito
Teatro Arraial Ariano Suassuna
Leitura dramatizada do texto Os Corpos Perdidos, de José Manuel Mora, pela encenadora Cibele Forjaz e participação do Coletivo Angu de Teatro e atores convidados.

Lançamento dos livros A Paz Perpétua, de Juan Mayorga, com tradução de Aderbal Freire-Filho, e Os Corpos Perdidos, de José Manuel Mora, com tradução de Cibele Forjaz e colaboração de Kako Arancibia.

 

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