Velha carpideira resgata suas memórias

Foto: Antonio Rodrigues

Ator e dramaturgo Álcio Lins quer discutir as relações afetivas e os laços familiares. Foto: Antonio Rodrigues

A fala sarcástica do Primo Basílio, personagem-título de Eça de Queiroz,está impregnada no título da peça e nos desdobramentos do egocentrismo de quem sobrevive ao outro, e pode até comemorar. O espetáculo Morreu! Antes Ela do que Eu expõe o baú de lembranças de Florisbela, uma carpideira centenária cheia de causos para narrar. Das suas vivências, da família e do que presenciou. Ela guarda uma relação mal resolvida com a irmã mais nova, Ninha, esconde segredos de Jr., filho de Ninha e também de Ermitão, pivô da briga entre as manas.

Morreu! Antes Ela do que Eu é um solo do ator Álcio Lins, que assina o texto. Faz curta temporada hoje e no próximo fim de semana, n’O Poste Soluções Luminosas. Foi gestado no curso Antropologia do Ator, ministrado por Agrinez Melo, que dirige o espetáculo. E ganhou robustez no curso, Vozes que Saem pelos Poros, com por Felipe Botelho. E teve apresentação na mostra paralela do 23º Janeiro de Grandes Espetáculos.

Com o espetáculo, Álcio deseja discutir as relações afetivas e os laços familiares e provocar o espectador a pensar sobre as teias que nos une e nos separa, sobre as ações que se cristalizam com o tempo, as decisões de idas e que parecem sem volta, sobre velhice e morte, vida, solidão, abandono e conflitos.

O humor é a chave da encenação que conta com música inédita de Glauco Bellardy, iluminação de Dom Almeida e preparação vocal de Nazaré Sodré.

Ficha técnica
Texto e interpretação: Álcio Lins
Direção: Agrinez Melo
Preparação de ator: Agrinez Melo
Preparação vocal: Nazaré Sodré
Projeto Gráfico: Toni Rodrigues
Iluminação: Dom Dom Almeida
Música inédita: Glauco Bellardy
Músico convidado: Paulo Alves
Fotos de divulgação: Toni Rodrigues
Assessoria de imprensa: Alessandro Moura
Apoio: Cênicas Cia de Repertório, Teatro Santa Isabel, O Poste Soluções Luminosas, Dolce Verona.

Serviço:
Morreu! Antes Ela do que Eu
Quando: Sextas e sábados: 29 de abril – 05 e 06 de maio, 20h
Onde: O Poste Soluções Luminosas ( R. da Aurora, 529 – Boa Vista
Ingresso: R$ 30,00 (Inteira.) / R$ 15,00 (Meia.)
Informações e reservas: Vendas no local ás 19h, no dia das apresentações

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Últimos momentos de Martin Luther King

Lázaro Ramos e Thais Araújo em O Topo da Montanha. Foto:

Lázaro Ramos e Thais Araújo em O Topo da Montanha. Fotos: Valmyr Ferreira e Juliana Hilal/ Divulgação

Martin Luther King (1929-1968) é um mártir dos direitos civis dos negros em todo o mundo, um líder que “teve a força de amar aqueles que jamais puderam o amar de volta”. Pastor protestante e ativista político estadunidense que pregava a não violência, ele foi assassinado em 4 de abril de 1968 no auge do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos. Era um tempo de Malcolm X, dos Panteras Negras e, em especial, de Martin Luther King.

Herói que lutava contra a segregação racial norte-americana, o personagem era também humano e cheio de contradições. E esse viés é explorado na dramaturgia da norte-americana Katori Hall, no espetáculo O Topo da Montanha. Lázaro Ramos defende o personagem icônico (e também divide a direção com Fernando Philbert) e Taís Araújo interpreta a camareira Camei. A peça faz uma única sessão neste sábado (29 de abril de 2017) no Teatro Guararapes, numa produção local da Art Rec Produções.

Mesmo abordando um episódio de quase 50 anos, O Topo da Montanha traz um apelo atual ao explorar temas como genocídio da juventude negra e racismo. Mas o espetáculo também mostra quanto as mulheres negras são incríveis nesse mundo que insiste em colocá-las no papel de mula do mundo.

O Topo da Montanha toca na invisibilização das mulheres negras que são mortas ou têm seus filhos assassinados ainda hoje pela polícia e o poder público rechaça o genocídio. Mas também exalta a força feminina.

O TOPO DA MONTANHA

Comédia dramática explora temas as contradições dos discursos pacifistas para combater o racismo

Em Memphis, no estado americano do Tennessee, na Igreja de Mason, no dia 3 de abril de 1968, Luther King terminou seu último discurso I’ve been to the Mountaintop, em que apoiou uma greve de lixeiros e reforçou seu posicionamento contrário ao recurso da violência na defesa de qualquer direito. Nesse cenário, um dia antes de seu assassinato cometido na sacada do Hotel Lorraine, do quarto 306, se passa a encenação.

A peça de Katori ficciona os pensamentos e ações do líder negro, exausto das preocupações, naquele quarto de hotel sozinho, cansado, com vontade de tomar um café e fumar um cigarro. Uma funcionária leva café até o quarto, os dois flertam e travam uma conversa. O embate verbal com a camareira evidencia os buracos do discurso pacifista. E Camea expõe razões opostas ao de King, em defesa da violência. As falas dela estão repletas de chistes e ironia.

A dramaturga desconstruiu em sua obra fictícia a imagem de homem perfeito e ressalta as incoerências e pequenas falhas do seu protagonista, que o tornam maior. No jogo de provocações, Camae mostra que o reverendo é humano como qualquer outro, apesar de suas qualidades. E como na música de Chico Buarque pode ter pereba, marca de bexiga ou vacina, tem lombriga ou ameba e faz pecado, e no seu caso está em tentação no desejo de trair a mulher.

A peça de Katori estreou em Londres, em 2009. Ganhou versão na Broadway, em 2011, com Samuel L. Jackson, no papel de Martin Luther King, e Angela Bassett. No Brasil, O Topo da Montanha ficou em temporada por quase um ano em São Paulo, e passou por teatros em Campinas, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador e Ribeirão Preto.

Peleja entre a cmareira e o líder negro

Peleja entre a camareira e o líder negro traz clima que mistura suspense e deboche

Ficha Técnica

Texto: Katori Hall
Direção: Lázaro Ramos
Codireção: Fernando Philbert
Tradução: Silvio Albuquerque
Consultoria Dramatúrgica: Angelo Flávio
Assistência de direção:Thiago Gomes.
ElencoLázaro Ramos eTaís Araújo
Voz Inicial da Mãe de Martin Luther king: Léa Garcia
Preparação vocal:Edi Montecchi
Cenografia:André Cortez
Assistência de Cenografia: Carmem Guerra
Construção Cenário: Ono Zone Estúdio/ Fernando Bretas e Waldir Rosseti
Iluminação de Walmyr Ferreira
Assistência de Iluminação: Marcos Freire
Figurinos:Teresa Nabuco
Trilha sonora: Wladimir Pinheiro
Desenho de Som: Laércio Salles
Projeções: Rico Vilarouca e Renato Vilarouca
Fotos de estúdio: Jorge Bispo
Fotos de cena: Valmyr Ferreira e Juliana Hilal
Projeto gráfico: Dorotéia Design, Adriana Campos e Tamy Ponczyk
Revisão: Regina Stocklen
Assessoria de imprensa: Antonio Trigo
Comunicação para Web de Urgh.us
Direção, edição e imagens dos vídeos para Internet: Thiago Gomes
Serviços de camareira de Solange Carneiro
Contraregragem: Fabiano Motomoto
Operação de luz: Kadu Moratori
Operação de som e projeção: Fernando Castro
Serviços técnicos de projeção: Bruno Mattos
Supervisão técnica de projeção: Alexandre Bastos – Novamídia
Assistência técnica e de produção: Igor Dib
Assistência de administração:Jandy Vieira
Administração Lei Rouanet:Thiago Oliveira
Produção executiva e administração: Viviane Procópio
Administração geral: André Mello
Direção de produção: Radamés Bruno
Produção:BR Produtora
Produtores associados:André Mello, Lázaro Ramos;Taís Araújo
Lei Federal de Incentivo à Cultura
Patrocínio:Porto Seguro Seguros
Transportadora Oficial:Avianca
Realização:Sesc, Ministério da Cultura, Governo Federal – Brasil Pátria Educadora

SERVIÇO

O Topo da Montanha
Dia 29 de abril (sábado), às 21h
Teatro Guararapes – Centro de Convenções de Pernambuco
Informações: (81) 3182.8020

Duração: 90 minutos
Classificação: 12 anos
Gênero: Comédia dramática
Ingressos:
Plateia: R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia)
Balcão: R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia)

* À venda na bilheteria do teatro (segunda a sexta, das 9h às 17h; sábado, das 9h às 13h), loja da Ticketfolia e www.eventim.com.br

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Nós, do Grupo Galpão

Nós - Grupo Galpão - Foto Blenda Souto Maior

Nós - Grupo Galpão - Foto Blenda Souto Maior

Nós - Grupo Galpão - Foto Blenda Souto Maior

Nós - Grupo Galpão - Foto Blenda Souto Maior

Nós - Grupo Galpão - Foto Blenda Souto Maior

Nós - Grupo Galpão - Foto Blenda Souto Maior

Nós - Grupo Galpão - Foto Blenda Souto Maior

Nós - Grupo Galpão - Foto Blenda Souto Maior

Nós - Grupo Galpão - Foto Blenda Souto Maior

Nós - Grupo Galpão - Foto Blenda Souto Maior

Fotos do espetáculo Nós, do Grupo Galpão, feitas no dia 2 de abril, durante sessão no Itaú Cultural, em São Paulo, por Blenda Souto Maior.

*Blenda Souto Maior é pernambucana, mas atualmente moradora de São Paulo. Fotógrafa freelancer, também se dedica à arte-educação. No Recife, atuou como fotojornalista, integrando a equipe do jornal Diario de Pernambuco.

Ficha técnica do espetáculo:

NÓS
Elenco: Antonio Edson, Chico Pelúcio (substituído por Roberto Branco nesta apresentação), Eduardo Moreira, Júlio Maciel, Lydia Del Picchia, Paulo André e Teuda Bara
Direção: Marcio Abreu
Dramaturgia: Marcio Abreu e Eduardo Moreira
Cenografia: Play Arquitetura – Marcelo Alvarenga
Iluminação: Nadja Naira
Trilha e efeitos sonoros: Felipe Storino
Assistência de direção: Martim Diniz e Simone Ordones
Preparação musical e arranjos vocais / instrumentais: Ernanni Maletta
Preparação vocal e direção de texto: Babaya
Colaboração artística: Nadja Naira e João Santos
Assistência de figurino: Gilma Oliveira
Assistência de cenografia: Thays Canuto
Cenotécnica e construção de objetos: Joaquim Pereira e Helvécio Izabel
Operação e assistência de luz: Rodrigo Marçal
Desenho de som e programação de efeitos: Fábio Santos
Assistente técnico: William Teles
Assistente de produção: Cleo Magalhães
Confecção de figurino: Brenda Vaz
Técnica de pilates: Waneska Torres
Direção de produção: Gilma Oliveira
Produção executiva: Beatriz Radicchi
Produção: Grupo Galpão

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Retomada, nosso grito de guerra!

Foto Claudia Rangel

Um canto de resistência pelos direitos dos povos indígenas. Foto Claudia Rangel / Divulgação

Retomada, do grupo Totem, é um espetáculo de luta que se manifesta no corpo, nos gestos, na sonoridade, na potência de se insurgir contra as injustiças. É um canto de guerra pelos direitos dos povos indígenas e das falas silenciadas da história. A montagem engrossa o coro de vozes dos seres originários do país, reforça a sabedoria ancestral, robustece a batalha pela demarcação de suas terras. “Retomada se solidariza a todos os que sofreram e ainda sofrem com a invasão de seus territórios e o assassinato de seus líderes”, enfatiza o diretor da performance, Fred Nascimento. Neste 28 de abril, dia de manifestação nacional contra o confisco dos direitos dos trabalhadores, dos direitos dos cidadãos, essa tropa artística inicia a temporada de Retomada no Teatro Arraial, que segue até 27 de maio, às sextas e sábados, às 20h.

Nesta sexta-feira (28), o espetáculo é de portas abertas. É a contribuição ao ato que a turma aposta ser um caminho de mudança. “É nossa forma de somar forças. Nossa arma é nossa arte. Nosso espetáculo é nossa maneira de lutarmos por um país onde caibam todos”.

As terras indígenas formam um espaço sagrado exaltado na encenação. E o Totem corporifica a sacralidade e sentimento de resistência desses povos e produz esse poema cênico para celebrar a terra.

Resultado da Pesquisa Rito Ancestral Corpo Contemporâneo, o trabalho de residência artística foi desenvolvido junto aos povos Kapinawá, Xukuru e Pankararu. Com a investigação, o Totem se jogou nos rituais, aprofundando saberes e possibilidades de criação artística.

Foto: Fernando Figueirôa

A energia vem do coletivo. Foto: Fernando Figueirôa

A linguagem de Retomada combina dança, teatro, performance e ritual, e possibilita uma experiência estética poderosa. “A energia da atmosfera sagrada se faz presente, formando um corpo expandido entre o físico, o sonoro, o espaço circundante e a metafísica, uma obra cosmológica, trazida à cena contemporânea através do contato com forças ancestrais”, considera Fred Nascimento.

Parece mágico. Mas aqueles pés batendo no chão convocam outros que vieram antes de nós. Aquelas mulheres guerreiras nos contagiam com suas sabedorias impregnadas no corpo, nas marcas deixadas pelo tempo, na alegria das conquistas, na tenacidade de prosseguir na vida, lutando por respeito, por dignidade, sem esmorecer nem baixar a cabeça.

É uma experiência de estar vivo, envolvido energeticamente por aquelas artistas da cena – Lau Veríssimo, Gabriela Holanda, Inaê Veríssimo, Gabi Cabral, Juliana Nardin, Taína Veríssimo e El Maria (performer convidada) – com seus corpos projetados no universo.

Além delas, a encenação ganha nuances, texturas, impacto com a trilha sonora original executada por Fred Nascimento na percussão, Cauê Nascimento na guitarra e Gustavo Vilar no pífano e nos maracás. É uma sonoridade carregada de elementos da cultura indígena que aciona as memórias mais ancestrais em diálogo com a musicalidade contemporânea, que traduz a sensibilidade deste nosso tempo.

Foi um trabalho árduo de pesquisa, que durou mais de um ano e contou com orientações importantes, como a preparação da voz e corpo monitorada pelo dançarino/performer e músico Conrado Falbo, seguida pela preparação vocal de Thiago Neves. A pintura corporal, na criação e execução, foi direcionada pelo artista plástico Airton Cardin.

Iuminação de , Lau Veríssimo em performance Foto de Fernando Figueirôa

Iuminação de Natalie Revorêdo dialoga com as atrizes. Foto de Fernando Figueirôa

O desenho de luz de Natalie Revorêdo e a projeção do VJ Bio Quirino atuam como corpos a falar com as atrizes, estabelecendo uma atmosfera ritual do espetáculo e reforçando vigor e exuberância do coletivo. Tudo isso sob a batuta do incansável Fred Nascimento, que assina a encenação/direção geral do espetáculo.

A performance Retomada estreou em maio passado, no Trema! Festival de Teatro, passando depois pelo Cirkula/IRB, pela Mostra Outubro ou Nada de Teatro Alternativo, pela Mostra A Porta Aberta e recentemente pela Mostra de Teatro e Circo do SESC Santo Amaro. O espetáculo tem muito que circular por festivais, escolas, terreiros, palcos, rua. Vida longa e próspera à Retomada.

Lau Veríssimo, símbolo de força e amorosidade. Foto de Fernando Figueirôa

Lau Veríssimo, símbolo de força e amorosidade. Foto de Fernando Figueirôa

Ficha Técnica
Encenação: Fred Nascimento
Coreografias coletivas do grupo Totem
Preparação corporal: Totem
Performers: Gabi Cabral, Gabriela Holanda, Inaê Veríssimo, Juliana Nardin, Lau Veríssimo, Taína Veríssimo e El Maria (performer convidada)
Música original: Cauê Nascimento, Fred Nascimento e Gustavo Vilar
Cenografia: Totem
Figurino: Gabriela Holanda
Maquiagem: Totem
Designer de luz: Natalie Revorêdo
Vj: Bio Quirino
Pintura corporal: Airton Cardim
Assistente técnico: Ronaldo Pereira
Fotografia: Fernando Figueiroa
Designer gráfico: Uirá Veríssimo
Preparação vocal: Conrado Falbo e Thiago Neves

SERVIÇO
RETOMADA – performance do grupo Totem
Temporada 28 de abril a 27 de maio – sextas e sábados,às 20h
Quanto: R$ 20 e 10 (meia)
Onde: Teatro Arraial (Rua da Aurora, 457 – Boa Vista – Recife)
Fone: (81) 3184-3057

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Oficinas gratuitas no Trema! Festival de Teatro

Daniele Ávila Small ministra ofcina sobre teatro documentário. Foto: FTC

Daniele Avila Small ministra oficina sobre teatro documentário. Foto: FTC

Teatro Documentário Contemporâneo Ibero-Americano, com Daniele Avila Small (RJ); Deriva + participação no espetáculo Orgía, com o Teatro Kunyn (SP) e O Corpo Expressivo – Masterclass de movimento, com André Braga (Portugal) são as três oficinas gratuitas oferecidas pelo Trema! Festival de Teatro, no início de maio. Boas oportunidades de diálogos e vivências para os artistas da cena pernambucana. As inscrições estão abertas até o dia 28 de abril, sexta-feira próxima no link: https://www.tremafestival.com.br/oficinas-e-debates .

No teatro-documentário, as montagens se valem de documentos (escritos, orais, audiovisuais), mas não descartam a invenção. É um campo amplo que inclui muitas possibilidades cênicas, da peça-palestra, a peça-processo, o biodrama, a performance autobiográfica, o teatro-tribunal entre outras. – que tem potencializado o teatro no mundo inteiro.

De 5 a 7 de maio, a crítica, diretora e dramaturga Daniele Avila Small traça um arcabouço teórico para dissecar obras na oficina Teatro Documentário Contemporâneo Ibero-Americano, no Sesc Santa Rita, das 10h às 13h. Estão na pauta de discussão o conceito de historiografia de artista, o testemunho na primeira pessoa e o corpo como documento, a descolonização do saber no teatro documentário e a relação do teatro documentário com os estudos de história pública. Tudo numa perspectiva crítica.

Daniele Avila Small é a encenadora do “documentário de ficção” Há Mais Futuro Que Passado, uma dramaturgia criada coletivamente por ela, Clarisse Zarvos e Mariana Barcelos, que se dedica a refletir sobre o lugar da mulher latino-americana na história da arte.

Doutoranda em Artes Cênicas pela UniRio, idealizadora e editora da revista eletrônica Questão de Crítica e autora do livro O crítico ignorante – uma negociação teórica meio complicada, publicado pela Editora 7Letras, ela lembra que a oficina pode interessar também ao pessoal de cinema e de história.

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Oficina Deriva vai selecionar 12 atores para integrar peça Orgía ou de Como os corpos podem substituir as ideias

Doze atores do sexo masculino, maiores de 18 anos, serão selecionados para a oficina Deriva, para atuarem junto com o Teatro Kunyn na recriarão o segundo ato do espetáculo OrgÍa ou de como os corpos podem substituir as ideias no Recife, com sessões nos dias 10, 11 e 12 de maio, a partir do Espaço Pasárgada, às 15h. O espetáculo OrgÍa discute a homoafetividade na esfera pública e vasculha a reação da cidade diante da multiplicidade de desejos.

As digressões erótico-sociológicas do então professor de teatro na Universidade Federal de Pernambuco Túlio Carella, ancoradas nas ruas da Recife dos anos 1960, estão na base do espetáculo Orgía Ou De como os corpos podem substituir as ideias. Livremente inspirado nos diários íntimos, em que o heterônimo de Carella, Lúcio Ginarte, registra suas aventuras sexuais com anônimos populares e seus diálogos com intelectuais.

Para participarem de Deriva, os atores devem ter disponibilidade integral durante os seis dias de oficina (de 07 a 12 de maio) . O grupo já avisa que faltas ou atrasos eliminarão os atores da atividade.

A peça vai começar num espaço fechado, onde público conhece melhor o personagem principal, interpretado pelos atores Ronaldo Serruya, Paulo Arcuri e Luiz Gustavo Jahjah. E depois segue em uma jornada sensorial pelas ruas do Recife, utilizando aparelhos de MP3. A peça conta com direção de Luiz Fernando Marques (Grupo XIX de Teatro).

André Braga coordena trabalho criativo para performance

André Braga coordena trabalho criativo para profissionais e estudantes de artes performativas

O Corpo Expressivo Masterclass de movimento será desenvolvida pelo português André Braga, no dia 4 de maio, no Teatro Barreto Júnior, das 15h às 17h. Com exercício físicos e propostas de improvisação, o professor sinaliza pistas de criação. O programa está dirigido para profissionais ou estudantes de artes performativas.

SERVIÇO

OFICINA 1
TEATRO DOCUMENTÁRIO CONTEMPORÂNEO IBERO-AMERICANO

com Daniele Avila Small (RJ)
Dias 05, 06 e 07 de maio | Sesc Santa Rita | 10h às 13h
Gratuita. Inscrição via formulário até o dia 28 de abril de 2017 no https://www.tremafestival.com.br/oficinas-e-debates.

OFICINA 2
DERIVA + participação no espetáculo ORGÍA

com o Teatro Kunyn (SP)
Dias 07 a 12 de maio, no Espaço Pasárgada
dia 08 e 09 de maio – 15h30 às 18h30 (domingo)
dia 07 de maio – 13h30 às 18h30 (segunda e terça)
dia 10, 11 e 12 de maio – 13h30 às 18h30 (apresentações do ORGÍA)
Atenção: É necessário que os atores selecionados tenham disponibilidade integral nos horários mencionados durante os 06 dias de oficina. Faltas ou atrasos implicarão na não participação dos atores na atividade.
ATENÇÃO 2: Faz-Se Necessário Anexar 2 Fotos do Candidato.
Perfil do público: Atores do sexo masculino maiores de 18 anos.
Número de vagas: 12 vagas.
Recomendações aos participantes: Os participantes devem levar protetor solar, roupas leves, aparelho celular com bluetooth e fone de ouvido. Atividade realizada ao ar livre.
Gratuita. Inscrição via formulário até o dia 28 de abril de 2017 https://www.tremafestival.com.br/oficinas-e-debates.

OFICINA 3
O CORPO EXPRESSIVO Masterclass de movimento

com André Braga (PORTUGAL)
Dias 04 de maio | Teatro Barreto Júnior | 15h às 17h
Duração: 2 horas Público alvo: profissionais ou estudantes de artes performativas.
Número de vagas: 20 vagas.
Gratuita. Inscrição via formulário abaixo até o dia 28 de abril de 2017
https://www.tremafestival.com.br/oficinas-e-debates.

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