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Encontro com Hilda Hilst

Fabiana Pirro estreou primeiro monólogo. Foto: Renata Pires

Fabiana Pirro estreou primeiro monólogo. Foto: Renata Pires

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A peça teatral contraria o seu próprio título e é pouco pornofônica, lasciva, desbocada, devassa, libidinosa, indecente, despudorada, escandalosa. Outro jeito de ser Hilda Hilst. A obra da criadora paulista é rica e ampla, escapa de rótulos. Seus textos estão além, porque ela é múltipla. É certo que a fase mais popular de escritura de Hilda é de conteúdo deliberadamente erótico e pornográfico. Mas a encenação cria deslocamentos e lembra que a palavra “Obscena” também remete para aquilo que está fora da cena.

O espetáculo agrega trechos dos escritos e de entrevistas de Hilst, rasgos de memória e dos estudos da atriz Fabiana Pirro e de Luciana Lyra (atriz, diretora e dramaturga pernambucana radicada em São Paulo, que assina a dramaturgia e encenação) para criar sua poética cênica.

Os questionamentos íntimos da intérprete vão buscar ressonância na elaboração criativa da escritora, que articula um eixo propagador de invenção no teatro – e através do teatro. É assim que a relação com os homens de sua vida, principalmente o pai, passa por ajustamento ficcional e friccional da composição de personagens de teatro, que estabelecem diálogos e buscam respostas.

Na cena, as complexas relações com Deus, com o pai, com a natureza, com os animais são apresentadas em camadas. A personagem Líria, uma mulher de mais de 40 anos, investiga desejos e lacunas; revezando com a figura da própria Fabiana, que dá espaço para a voz narrativa da atriz em solilóquio ou em diálogos com interlocutores fictícios.

A representação de uma árvore assume as forças divinas e da natureza, de extrema importância para o desenvolvimento da encenação, seja como cenografia ou elemento articulador do discurso.

No espetáculo, Fabiana Pirro vive Líria

No espetáculo, Fabiana Pirro vive Líria

Obscena é o primeiro solo de Fabiana Pirro e costura sentimentos. É um espetáculo de desenho bonito no palco, palavras fortes. A montagem apresenta uma intérprete que se jogou de cabeça nesse projeto. Que faz reluzir desejos, vindos da experiência. Que cresceu como atriz. A montagem deve amadurecer. Mas já nasceu bonita.

A expressividade da atriz ainda pede uma modulação mais definida do seu repertório vocal que, em muitos momentos, está impregnada das vozes de espetáculos anteriores. Não vejo acréscimo nos breves momentos de nudez e isso me fez lembrar um show de Gal Costa dirigido por Gerald Thomas, em que a cantora aparecia de peitos à mostra.

As sutilezas também podem ser intensificadas com uma possível temporada e o azeitamento do espetáculo. A poesia inundou a equipe de criação, mas a emoção, a intensidade, o que arde de misto de loucura e invenção, amor e desejo são comportas que não foram liberadas totalmente para atingir o público nas duas sessões.

Obscena foi apresentada no Teatro Marco Camarotti, como parte da programação do Janeiro de Grandes Espetáculos.

Montagem tem direção e dramaturgia de Luciana Lyra

Montagem tem direção e dramaturgia de Luciana Lyra

Ficha técnica:

Idealização do projeto e atriz-criadora – Fabiana Pirro
Dramaturgia, encenação e direção – Luciana Lyra
Trilha sonora – Ricardo Brazileiro
Preparação corporal – Silvia Góes
Direção de arte – Nara Menezes
Design de luz – Agrinez Melo
Operação de luz – Leo Ferrario
Figurino – Virgínia Falcão
Colaboração artística – Conrado Falbo
Produção – Fabiana Pirro e Lorena Nanes
Filmografia – Ernesto Filho e Renata Pires
Design gráfico – Tito França
Fotos – Renata Pires
Realização – Duas Companhias, Unaluna e Coletivo Lugar Comum

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A palavra cortante de Hilda Hilst

Hilda Hilst é homenageada em mostra no Recife

Hilda Hilst é homenageada em mostra no Recife

Com palavras, gestos e atitudes Hilda Hilst (21 de abril de 1930 – 4 de fevereiro de 2004) deixou sua marca revolucionária na literatura. Mas não foi fácil o reconhecimento tanto na poesia, quanto na dramaturgia e na prosa narrativa.

“Quero ser lida em profundidade e não como distração, porque não leio os outros para me distrair mas para compreender, para me comunicar. Não quero ser distraída. Penso que é a última coisa que se devia pedir a um escritor: novelinhas para ler no bonde, no carro, no avião. Parece que as pessoas querem livrar-se assim de si mesmas, que têm medo da ideia, da extensão metafísica de um texto, da pergunta, enfim”, argumentou a escritora em entrevista publicada no Estado de São Paulo, em 1975.

Mesmo uma obra profunda, complexa e rica, suas peças não eram montadas nem seus livros ganhavam novas edições. Ela resolveu, então, apelar para o que chamava de “bandalheira” e escreveu livros pornográficos. Mas não era uma pornografia qualquer, e sim textos repletos de ironia, com críticas afiadas a esse mundo dominado pelo capital.

Hilda Hilst escreveu a trilogia obscena e pornográfica: O caderno rosa de Lori Lamby (1990), Cartas de um sedutor (1991), Contos d’escárnio/ Textos grotescos (1992).

Surtiu efeito e toda sua obra foi relançada pela Globo Livros a partir de 2001. Mas ela veio a morrer em 2004,

A escritora teve uma vida social intensa na São Paulo dos anos 1950. Ela participou das farras da alta sociedade paulistana desfrutando de viagens, festas e amantes.

Quando cansou dessa roda, optou por um exílio voluntário, na década de 1960, numa propriedade da mãe, em Campinas, batizada de Casa do Sol.

Os grupos artísticos Duas Companhias, Unaluna e Coletivo Lugar Comum, em parceria com a Decanter Articulações Culturais e patrocínio da Inteligência XXI, celebram Hilda Hilst com uma programação de dois dias, na Galeria Café Castro Alves, com leituras dramatizadas, desenhos, instalações e cenários inspirados na escritora e sua obra. Vão entrar em cena Fabiana Pirro, Ceronha Pontes, Luciana Lyra, Silvia Góes, Samarone Lima e Conrado Falbo.

polêmica e deliciosa, obra da escritora ganha leitura dramatizada na Galeria Café Castro Alves Obra da escritora ganha leitura dramatizada na Galeria Café Castro Alves
Serviço:
Mostra Hilda Hilst
Onde: Café Castro Alves (Rua Capitão Lima, 280, Santo Amaro)
Quanto: R$ 10 por noite

Terça-feira, às 20h – Fabiana Pirro, Ceronha Pontes, Luciana Lyra fazem leituras dramáticas. Em seguida, o Grupo Obscena conversa com o diretor do Instituto Hilda Hilst e amigo pessoal da escritora, Jurandy Valença

Quarta-feira, às 20h – O professor e psicanalista Pedro Gabriel fala sobre o Eros na obra de Hilda Hilst. Silvia Góes, Samarone Lima e Fabiana Pirro fazem leituras dramáticas

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Construir a arte do efêmero em grupo

Outra vez, era uma vez, foi a primeira montagem da Fiandeiros. Foto: Val Lima/Divulgação

Outra vez, era uma vez, foi a primeira montagem da Fiandeiros. Foto: Val Lima/Divulgação

Na primeira edição do Jornal Aldeia Yapoatan, que circulou durante a mostra realizada pelo Sesc Piedade no mês de setembro, fizemos uma pequena matéria sobre teatro de grupo. Uma das companhias entrevistadas foi a Fiandeiros de Teatro, que está comemorando dez anos de atuação. Como a conversa com o diretor André Filho rendeu muito mais do que o espaço no papel permitia, aproveitamos o início do projeto Dramaturgia pernambucana, empreendido pelo grupo, para publicar a entrevista. O diretor fala não só sobre a realidade específica da companhia, mas toca em questões pertinentes ao teatro de grupo em todo o país, como a dificuldade em manter uma sede e a falta de políticas públicas.

Sobre o projeto Dramaturgia pernambucana, nas sextas-feiras deste mês serão realizadas leituras dramáticas e depois debates com os autores. Começando sempre às 19h30, no Espaço Fiandeiros, que fica na Rua da Matriz, 46, primeiro andar, na Boa Vista. Hoje (11) o texto será Jeremias e as caraminholas, de Alexsandro Souto Maior. O coletivo Sinergia de Teatro, sob direção de Emanuella de Jesus, fará a leitura. Semana que vem (18) é a vez de Senhora dos Afogados, de Nelson Rodrigues. O debatedor será Rodrigo Dourado e a direção de André Filho. Já no dia 25 o texto é Lunik, de Luciana Lyra, que ganha direção de Rodrigo Cunha.

O projeto terá ainda uma oficina de dramaturgia com Newton Moreno entre os dias 19 e 22 de novembro e encenações de contos de Nelson Rodrigues no mês de janeiro.

André Filho

ENTREVISTA // André Filho, diretor da Cia Fiandeiros

Como os artistas da Fiandeiros se reuniram?
Nós nos reunimos em 2003. Nosso começo não foi muito diferente de outros coletivos: artistas que se juntam querendo se expressar coletivamente através de sua arte. Tínhamos origens distintas – éramos músicos, palhaços, professores, arte-educadores, alguns já com experiência em trabalho de grupo, outros não. Eu havia sido convidado pelo SESC para dirigir uma leitura dramatizada da peça A tempestade, de William Shakespeare. Convidei alguns atores para participar e o resultado é que, depois da leitura, o grupo quis continuar se encontrando para ler outros textos e conversar sobre teatro. Então decidimos seguir em frente com o processo de estudo e, daí, surgiu a Fiandeiros.

Quando vocês perceberam que eram um grupo?
É sempre muito delicada essa questão de se definir como um grupo de teatro. Há dez anos que a gente vive se questionando sobre esse modelo e é impossível encontrar um conceito estável que sirva a todos os coletivos. Na verdade, acho que é justamente esse perguntar-se continuamente “o que nós somos?”, a busca por essa resposta, que nos faz ser enquanto grupo. Mas é possível pontuar algumas questões específicas que diferenciam o trabalho de um grupo daquele de uma produção convencional, como a manutenção de um núcleo de criação permanente e o processo continuado, que não se limita ao tempo de vida de um espetáculo. As ações do grupo não são apenas no sentido de uma criação artística, mas também na formação de uma identidade de coletivo.

Os objetivos iniciais da companhia foram mudando ao longo desses dez anos?
Na verdade, os objetivos mudam de acordo com cada projeto, mas existe algo que não pode mudar: a identidade do trabalho. Um grupo tem a sua identidade, que é quase como a sua digital, a sua marca, o seu formato de trabalho. Essa identidade não surge assim do nada, não dizemos “vamos criar uma identidade de grupo”. Ela surge com o tempo, como fruto de todo o processo de criação. Não é palpável, mas é sentida por todos. E guarda em si o compromisso com o todo. Sabe aquela música, “se falo em mim e não em ti é que, neste momento, já me despedi”? Quando em um processo de grupo alguém pensa assim é porque não faz mais parte dessa identidade e está na hora de partir em busca de outras lições.

Qual a principal dificuldade em manter um grupo?
Existem dificuldades de vários vieses. Mas creio que as mais importantes são conciliar os sonhos com a dura realidade do dia a dia, com a falta de um projeto cultural público eficaz para o teatro, com a desmobilização política de nós artistas de grupo. Essa última, por sinal, é de suma importância. Ou nos conscientizamos de que precisamos nos organizar politicamente, ou não daremos o passo qualitativo nunca. As artes visuais já fizeram isso, a dança já fez isso, mas o teatro não consegue dar esse passo. O tempo médio de vida útil de um grupo produzindo é de, no máximo, dois a três anos. Quem consegue ultrapassar isso já pode se considerar um vitorioso. Existem alguns coletivos na cidade que conseguiram isso. A Fiandeiros é um deles, mas ninguém imagina o preço que pagamos por isso. Olho para trás e vejo a quantidade de artistas e grupos de teatro que ficaram pelo caminho, que poderiam ter dado uma contribuição tão bacana para a cena local e não o fizeram porque não foram estimulados. Falta vontade política para isso. Ainda estamos engatinhando no processo de consolidação do teatro de grupo no Recife. Quando ficaremos de pé? Não sei.

Qual a importância e o desafio de manter uma sede?
Uma sede é extremamente importante para um grupo, não apenas por ser uma base, um apoio para suas atividades, mas também por contribuir para a sua discussão estética, na medida em que estabelece parâmetros novos para o pensamento de uma dramaturgia específica, um olhar sobre o entorno e a relação dos artistas com este. Isso possibilita um olhar diferenciado sobre um processo. Mas manter uma sede não é fácil. Nesse ponto, acho que todas as políticas públicas até agora são falhas. Recife ainda está engatinhando em políticas de fomento a grupos de pesquisa continuada. São Paulo e Rio de Janeiro já saíram na frente com ações públicas que possibilitam aos grupos fazerem residências continuadas em teatros, prédios e casarios públicos. Aqui sequer conseguimos abrir um diálogo a respeito. Há prédios públicos completamente abandonados e há grupos que ensaiam em garagens, nas praças, nas ruas. Acho profundamente lamentável e triste. A Fiandeiros consegue manter a sua sede com recursos próprios; vez por outra aprovamos um projeto que nos dá uma folga de alguns meses, mas é muito pouco. Cada ano que se inicia, não sabemos como vai ser, de onde tiraremos o dinheiro para manter vivo o nosso espaço. Desenvolvemos algumas ações como os cursos regulares de teatro que ministramos, para adultos, adolescentes e crianças, o que tem nos garantido uma sobrevida. Entramos também no circuito de produções nacionais que viajam através dos prêmios de circulação nacional. Em 2012 se apresentaram no nosso espaço, A Companhia Braziliense de Teatro e o Grupo Trama de Teatro (Minas Gerais). Além disso, fomos um dos pólos de apresentações do Festival Recife do Teatro Nacional, além de produções locais que também se apresentaram no nosso espaço.

O que une vocês artisticamente hoje?
O que nos une é a mesma coisa que nos unia há dez anos: a vontade de continuar caminhando em busca do invisível, de algo que talvez nunca encontremos. Somos artistas e isso por si só já seria suficiente para nos manter unidos, mas nem sempre é assim. Temos nossas diferenças, nossos pontos de vista divergentes, que nos fazem morrer e renascer renovados a cada dia. Sempre foi assim – o que nos une nem sempre é o concreto, o projeto pronto e acabado, mas o vazio das imperfeições, o medo das tentativas que nos aproxima e nos fortalece.

Quais as preocupações estéticas de vocês?
A Fiandeiros tem um traço, uma identidade musical bastante forte em seus trabalhos, não apenas instrumentalmente falando, mas também na melodia textual. Isso sempre foi alvo de nossas pesquisas. Em nosso último trabalho, Noturnos, nos experimentamos em outro viés, o da dura realidade das ruas. É um trabalho onde a musicalidade incomoda, são acordes dissonantes do que até então nós tínhamos feito. Falar sobre violência, medo, agressividade, abandono, asco, invisibilidade social, exigiu de nós um esforço enorme e um desprendimento de nossas vaidades pessoais muito além do que já havíamos ido em outros trabalhos. Sinto que agora é hora de voltar, de proceder o caminho de volta à nossa harmonia original, o que não significa que é menos densa. Penso em Picasso que, ao tentar retornar às origens do cubismo, acabou por recriar a realidade contida nele. Lógico que sem qualquer pretensão de nos compararmos, mas é um processo semelhante de busca interna em nossa estética. O legal é que não sabemos onde vamos acabar, as tentativas existem e são múltiplas, tudo vai depender das nossas escolhas. Mas o mais importante é não ficar parado, porque até mesmo quando o artista imita a si mesmo ele se recria.

Espetáculo Norturnos. Foto: Rodrigo Moreira/Divulgação

Espetáculo Norturnos. Foto: Rodrigo Moreira/Divulgação

Quais os próximos projetos?
Temos vários projetos para o futuro. Entre eles, montar um texto para crianças, intitulado Vento forte para água e sabão, de autoria de um ator pernambucano e pessoa muito querida nossa, Giordano Castro, do Magiluth. Estamos aguardando para ver se sai no máximo até o início do próximo ano. Mas tem pelo menos mais uns três ou quatro projetos viáveis para um futuro próximo. Vamos aguardar e ver o que acontece. O processo é este: viver o efêmero e mergulhar no transitório. Só.

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Homens e caranguejos

Espetáculo faz duas apresentações no Teatro Barreto Júnior. Fotos: AlanOju

Espetáculo faz duas apresentações no Teatro Barreto Júnior. Fotos: AlanOju

O pernambucano Josué de Castro (Recife, 5 de setembro de 1908 – Paris, 24 de setembro de 1973) formou-se em Medicina no Rio de Janeiro antes de completar 21 anos. Na volta ao Recife trabalhou numa fábrica, onde pesquisou as condições de vida dos operários. Os patrões perguntaram ao jovem médico qual o problema dos empregados. Quando Josué respondeu que era a fome – pois com salários tão baixos eles se alimentavam mal- foi demitido. Além de médico, Josué era escritor, geógrafo, antropólogo, cientista social e político e um dos primeiros a perseguir soluções de combate à fome no Brasil.

Josué foi uma das principais referências do nosso Chico Science.

Esse intelectual continua inspirando artistas. Um deles é o coletivo Joanas Incendeiam que apresenta nesta terça (3) e quarta (4), no Teatro Barreto Júnior, às 20h, o espetáculo Homens e Caranguejos, a partir do romance homônimo de Josué de Castro.

A peça, escrita e encenada por Luciana Lyra, circula pelas regiões Norte e Nordeste do Brasil até o final deste ano, graças ao Prêmio Funarte Myriam Muniz.

No enredo original, única ficção assinada por Castro, é enfocado o dia-a-dia da comunidade Aldeia Teimosa, onde o povo come caranguejo e anda quase nu. A vida é expressa a partir dos olhos de um menino de onze anos. “A ideia não é a transpor literalmente o romance, mas sim, a criação de fricções entre o universo criado por Josué e o cotidiano de duas comunidades brasileiras: a Ilha de Deus, em Recife, e o Boqueirão, em São Paulo, pontos investigados pelas atrizes desde 2010”, destaca Lyra.

Para engrossar o caldo da encenação, Lyra buscou elementos no teatro de Brecht, no Cinema Novo de Glauber Rocha, parangolés e penetráveis de Hélio Oiticica. Além da influência do mangue beat de Chico Science e do movimento do hip hop paulistano.

Serviço:

Homens e Caranguejos
Onde: Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos,s/n, Pina)
Quando: Terça (3) e quarta-feira (4), às 20h
Ingressos: Gratuito. A capacidade é de 80 lugares e as senhas serão distribuídas a partir das 19h
Duração: 50 minutos
Classificação: 12 anos

Montagem circula pelo Norte e Nordeste com verba do prêmio Myriam Muniz

Montagem circula pelo Norte e Nordeste com verba do prêmio Myriam Muniz

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia e Encenação: Luciana Lyra
Assistente de Direção e Dramaturgia: Mariana Souto Mayor
Atrizes-criadoras: Beatriz Marsiglia, Camila Andrade, Juliana Mado, Letícia Leonardi
Espaço Cenográfico e Design Gráfico: Vânia Medeiros
Direção Musical: Nilton Jr.
Figurinos: Ofélia Lott
Desenho e Operação de Luz: Silvestre J. R. e Carol Autran
Preparação Corporal: Viviane Madu
Preparação Musical: Mestre Nico
Preparação Vocal: Bel Borges
DJ/Sonoplasta: Eumar Lima (Mazinho)
Produção Musical: Buguinha Dub e Paulo César Tó
Produção Videográfica: Rafaela Penteado
Operação de Vídeo: Raiça Bonfim
Fotografia: Alicia Peres
Produção Executiva: Decanter Articulações Culturais (Karla Martins)
Produção Geral: Unaluna – Pesquisa e Criação de Arte (Luciana Lyra), Decanter Articulações Culturais (Karla Martins) e Coletivo Cênico Joanas Incendeiam
Realização: Unaluna – Pesquisa e Criação de Arte, Decanter Articulações Culturais e Coletivo Cênico Joanas Incendeiam

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José Barbosa no programa Encontro

José Barbosa interpreta Jesus Cristo há dois anos na Paixão de Nova Jerusalém. Foto: Fábio Jordão/divulgação

José Barbosa interpreta Jesus Cristo há dois anos na Paixão de Nova Jerusalém. Foto: Fábio Jordão/divulgação

Depois da atriz e bailarina Luciana Lyra ter ido ao programa de Fátima Bernardes para falar sobre dança, coco e Nordeste, agora é a vez do ator José Barbosa. O intérprete de Jesus Cristo na Paixão de Nova Jerusalém participa de um especial sobre a Jornada Mundial da Juventude. Detalhe: o programa é ao vivo! José Barbosa deve falar sobre espiritualidade, sobre a experiência de interpretar Cristo, claro, e sobre o reconhecimento do público. O programa será nesta quinta-feira (25), às 10h.

Para quem não viu a participação de Luciana Lyra (lembrando que este ano ela fez Maria em Nova Jerusalém), vale dar uma olhadinha nos vídeos do programa.

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