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Vagas para os cursos Dramaturgia e Cultura no Itaú

A dramaturga Dione Carlos ministra curso Dramaturgia Negra. Foto: Athos Souza.

A segunda turma do curso Dramaturgia Negra: a Palavra Viva vai funcionar de 11 de maio a 23 de junho de 2020, oferecida em plataforma on-line para interessados de todo o país. É uma prática do Núcleo de Artes Cênicas do Itaú Cultural em parceria com o Observatório Itaú Cultural. As aulas serão ministradas pela dramaturga Dione Carlos, autora de 15 textos encenados. As inscrições ficam abertas por apenas dois dias, terça, 28, e quarta-feira, 29 de abril, até às 23h59 – horário de Brasília. A submissão deve ser feita exclusivamente pela internet, mediante preenchimento de formulário, disponível no site itaucultural.org.br, e carta de interesse.

São disponibilizadas 40 vagas dirigidas a artistas, dramaturgos, pesquisadores e estudantes em geral, com experiência profissional ou amadora nas artes cênicas. A lista dos selecionados será divulgada, também no site do Itaú Cultural, no dia 8 de maio de 2020.

O programa gratuito propõe encontros e exercícios para pensar a dramaturgia negra numa configuração ampla, multicultural, articulando influências do teatro egípcio à dramaturgia negra contemporânea, além das heranças indígenas-afro-brasileiras. Além do panorama histórico do teatro negro no Brasil, o curso mergulha na obra de três dramaturgas contemporâneas: Fernanda Júlia Onisajé, da Bahia; Viviane Juguero, do Rio Grande do Sul; e Cristiane Sobral, do Distrito Federal.

Do conteúdo temático constam As Matrizes Negras da Dramaturgia, Entre Teatros e Dramas: Universos Cênicos, Teatro Brasileiro: Indígenas e Negros como os Primeiros Atores e Dramaturgias e Escrevivências.

Cultura e Desenvolvimento

Com o intuito de analisar maneiras de incluir a cultura na agenda política de desenvolvimento e dirigido a produtores, agentes culturais, artistas, pesquisadores e professores com experiência profissional na área cultural, o programa Cultura e Desenvolvimento cultiva o debate inesgotável da relação entre os dois conceitos que qualificam o curso. Professores de diferentes segmentos e formações na área cultural vão conduzir os trabalhos: Adriana Barbosa, gestora de eventos e idealizadora da plataforma Feira Preta, Alfons Martinell, professor emérito da Universidade de Girona, o sociólogo mexicano Enrique Glockner, a jornalista e ativista cultural Marta Porto, e Paula Moreno, ex-ministra da Cultura da Colômbia.

As inscrições podem ser feitas pelo site www.itaucultural.org.br , a partir de quarta-feira (29 de abril), às 10h, até se esgotarem as vagas. As aulas de Cultura e Desenvolvimento serão realizadas nos dias 12, 19 e 26 de maio e 2 e 9 de junho (terças-feiras). No dia 12 de maio será também lançada a edição 27 da Revista Observatório Itaú Cultural, que traz reflexões sobre como a cultura pode ser capaz de influenciar de forma relevante a Agenda 2030 – conjunto de objetivos e metas criado em 2015, em encontro na sede da ONU, e que integram um plano de ação para erradicar a pobreza e proteger o planeta.

SERVIÇO
Curso Dramaturgia Negra: A Palavra Viva
Inscrições: Dias 28 e 29 de abril (terça-feira e quarta-feira)
Pelo site www.itaucultural.org.br
Número de vagas: 40
Anúncio dos selecionados: 8 de maio
Curso: De 11 de maio a 23 de junho

Curso Cultura e Desenvolvimento
Inscrições: A partir de 29 de abril (quarta-feira), às 10h, até se esgotarem as vagas
Pelo site www.itaucultural.org.br
Número de vagas: 350
Anúncio dos selecionados: 6 de maio
Curso: Dias 12, 19 e 26 de maio e 2 e 9 de junho (terças-feiras)

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Itaú Cultural lança edital de emergência para cênicas

          O primeiro edital do Itaú Cultural dessa leva “Arte como respiro” é direcionado aos trabalhadores das artes cênicas (circo, dança e teatro) e está com inscrições abertas desta segunda-feira (06/04) até sexta-feira (10/04).            Na foto, o ator Paulo de Pontes, da Casa Maravilhas no Recife, apresenta programa, sem remuneração, para crianças  no Youtube durante a quarentena. Foto: Reprodução

Cerca de cinco milhões de pessoas atuam no setor cultural no Brasil, segundo dados apresentados pelo IBGE em 2018. Todas foram atingidas pela pandemia do novo coronavírus, de uma forma ou de outra. Acontece que neste país tropical de imensas desigualdades sociais e econômicas, e mais, há trabalhadores da cultura que se garantem por dois, três meses de quarentena, e aqueles que foram nocauteados com essa nova realidade brasileira e mundial. Alguns artistas estão na cota dos mais vulneráveis com essa avalanche que atinge toda a cadeia de produção.

Os artistas independentes, autônomos, que vivem de bilheteria ou de projetos foram surpreendidos. Com conta bancária no vermelho, boletos pra pagar e tarefa de garantir a alimentação da temporada. Situação complexa. Diante da crise, a cultura pede socorro. De que forma os governos federal, estaduais e municipais estão colaborando com a cultura? Assunto para alimentar muitos debates nas redes sociais e grupos de zap.

Muitos artistas expõem seus trabalhos nas redes e plataformas, sem remuneração, nessa temporada de isolamento social. O ator Paulo de Pontes, da Casa Maravilhas, do Recife, é um deles. Todo os dias, Paulinho lê um livro infantil, da Biblioteca Moura Torta, para os miúdos. O ator não está sendo remunerado por essa ação, paralisou as produções e precisa pagar as contas. São milhares na mesma situação.

O desempenho de criação online do meio artístico chamou a atenção dos dirigentes do Itaú Cultural, que resolveram criar e lançar com presteza o Arte como respiro: múltiplos editais de emergência. As inscrições estão abertas no site do instituto, desta segunda-feira, 6 de abril, até sexta-feira, 10 de abril. Interessados devem se apressar.

Com essa iniciativa, o Itaú Cultural vai apoiar os artistas que foram compelidos a atuar isoladamente e sem remuneração, devido ao isolamento social solicitado pelos organismo de saúde devido à pandemia da COVID-19. No intuito de gerar recursos na economia criativa, essa primeira etapa irá selecionar os projetos de artes cênicas – circo, dança e teatro –, em dois eixos.

O primeiro vai considerar os materiais elaborados no período da quarentena – proposta de apresentação em tempo real ou envio de programa já gravado em vídeo, com a exigência de que seja produzido nesta condição de recolhimento. O outro é direcionado a espetáculo cênico completo gravado anteriormente, mas com algum ajuste ao momento de recolhimento, “com uma intervenção gerada no momento de suspensão social”.

As inscrições devem ser realizadas pelo link https://itaucultural.formstack.com/forms/artecomorespiro .

120 projetos – até 90 no eixo “trabalhos produzidos na quarentena” e até 30 no eixo “espetáculo cênico completo já gravado” – serão selecionados pela equipe de programadores do Núcleo de Artes Cênicas da organização. O grupo avisa que serão levados em consideração critérios poéticos, apuro técnico, capacidade de realização e maior possibilidade de recepção de públicos.

A remuneração financeira será de até R$ 10 mil para todos os selecionados, como pagamento pelo licenciamento dos direitos autorais do trabalho.

Os contemplados serão informados por e-mail no dia 25 de abril. O material selecionado será exibido ao público de acordo com a agenda organizada pela equipe de artes cênicas dentro do prazo de até dois meses, com possibilidade de alteração diante do quadro social da pandemia ou de adequação do Itaú Cultural.

“Acreditamos que as instituições que têm condições semelhantes a nós, possam desenvolver programas e ações para oferecer mais imaginação, criatividade e oxigênio afetivo, em circunstâncias tão difíceis para a população, e, ao mesmo tempo, garantir algum apoio para a economia da cultura”, incentiva Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural.

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Críticas da colonização na América Latina

Há Mais Futuro que Passado, do Complexo Duplo. Foto: Nityama Macrini

As Veias Abertas da América Latina: Cinco Séculos de Pilhagem de um Continente, de Eduardo Galeano (mesmo autor de O livro dos abraços, que inspirou a peça Abrazos, do Clowns de Shakesperare, cancelada na Caixa Cultural Recife), norteou a programação da terceira edição do Crítica em Movimento, realizado pelo Itaú Cultural. O evento, que tem curadoria assinada pelo jornalista e crítico Valmir Santos em parceria com o instituto desde o primeiro ano, começa nesta terça-feira (10) e segue até 15 de setembro.

Comentando a escolha pela obra de Galeano, Valmir Santos chama a atenção para a sua atualidade negativa. “Em 2010, quando a obra de 1971 ganhou uma nova tradução e edição brasileiras, o autor uruguaio declarou: ‘A história não quer se repetir – o amanhã não quer ser outro nome do hoje –, mas a obrigamos a se converter em destino fatal quando nos negamos a aprender as lições que ela, senhora de muita paciência, nos ensina dia após dia’.

A programação inclui cinco debates, cinco espetáculos e uma oficina. A abertura será com a discussão “O Brasil pertence à América Latina?”, com a participação de Julián Fuks, escritor, Denise Mota, jornalista, e Mateo Piracés-Ugarte, produtor e multi-instrumentista, integrante da banda Francisco, el Hombre. A mediação é do gestor cultural, dramaturgo e diretor Pedro Granato.

Os espetáculos, por diferentes perspectivas, repercutem a colonização na América Latina. A programação abre com Pundonor, da companhia argentina El Patrón Vázquez, que tem como personagem central uma professora de sociologia. O diretor e dramaturgo do grupo, Rafael Sprégelburd, participa de um debate na sexta-feira (13).  “Ele atua há 25 anos em Buenos Aires e é fundador do grupo El Patrón Vázquez. Também transita muito pelo cinema, como no filme O Crítico (2013), de Hernán Guerschuny, no qual interpreta resenhista que se vê preso ao enredo de um tipo de filme que despreza, a comédia romântica”, pontua Valmir Santos.

Na sexta-feira (13), é a vez de Há Mais Futuro que Passado – Um Documentário de Ficção, do Complexo Duplo, com direção de Daniele Avila Small, espetáculo cuja equipe é toda formada por mulheres, discutindo o lugar da mulher na história da arte na América Latina.

Cartas de Niños. Foto: Divulgação

Cartas de Niños, com direção de María Sepúlveda, é inspirada em cartas e desenhos escritos por filhos de presos políticos, que viveram a infância na época da ditadura no Chile. A apresentação é no sábado (14), às 18h. “Num sincronismo involuntário da agenda dos artistas, mas de relevância poética e inclusive civilizatória, já que nesta semana é lembrado o golpe que instaurou a ditadura militar no Chile, em 11 de setembro de 1973, vamos receber na cidade um espetáculo para crianças narrado a partir da ótica de um garoto que teve o pai sequestrado naquele período”, destaca Santos.

Já às 22h, também no sábado, o grupo argentino La Mucca Teatro encena Nadie Murió de Amor Excepto Alguien Alguna Vez, com direção de Guilherme Baldo, que leva ao palco mecanismos violentos de sobrevivência.

A programação termina no domingo com a participação da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, que traz Violeta Parra – Uma atuadora!, performance cênico-musical que tem como foco central a cantora e violonista chilena.

O Crítica em Movimento terá ainda uma oficina intitulada Dramaturgia em Movim(i)ento, com a atriz, diretora e professora Malu Bazán, entre os dias 11 e 14 de setembro.
Serviço:

Crítica em Movimento

10/09 (terça-feira)
20h: Debate – O Brasil pertence à América Latina?
Com Julián Fuks, Denise Mota e Mateo Piracés-Ugarte. Mediação: Pedro Granato

11/09 (quarta-feira)
19h: Debate – Adiós Paraguay, uma pesquisa de campo por ideias e rituais
Com Teresa González Meyer, Cleiton Pereira e Daniele Santana. Mediação: Valmir Santos

12/09 (quinta-feira)
20h: Pundonor

13/09 (sexta-feira)
16h: Debate – Dramaturgias e fricções de recepção crítica
Com Rafael Spregelburd e Guillermo Baldo. Mediação: Marcia Nemer Jentzsch
20h: Há Mais Futuro que Passado – Um Documentário de Ficção

14/09 (sábado)
16h: Debate – A expansão de formas e ideias no teatro para crianças e adolescentes
Com María Sepúlveda, Amauri Falsetti e Luvel García Leyva. Mediação: Brenda Campos
18h: Cartas de Niños
22h: Nunca Nadie Murió de Amor Excepto Alguien Alguna Vez

Violeta Parra – Uma Atuadora!. Foto: Divulgação

15/09 (domingo)
16h: Debate – A relevância das trocas artísticas e culturais entre países latinos
Com Luis Alonso-Aude, Felipe Vidal e Cris Diniz. Mediação: Alexandre Roit
19h: Violeta Parra – Uma Atuadora!

Quanto: Gratuito
Onde: Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149, São Paulo)

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Femininos encerram Dança de agosto no Itaú

Antílope, de Flávia Pinheiro; Eu, Elas de Juliana Moraes e Entrelinhas de Jaqueline Elesbão

O tom político e as questões femininas marcam as produções do Dança no Itaú que ocorre no fim de semana – de 30 de agosto a 1º de setembro, encerrando a programação de agosto. A artista pernambucana Flavia Pinheiro vem com sua investigação do corpo em Antílope; a paulista Juliana Moraes questiona os comportamentos aceitos socialmente como femininos em Eu, Elas; e a baiana Jaqueline Elesbão investe em esquadrinhar a violência de gênero e raça em Entrelinhas.

O circuito começou em 15 de agosto, e abriu espaço para coreografias nascidas a partir de movimentos políticos, estéticos e poéticos que fogem do convencional – a exemplo da dança de rua, funk, popular e de origem africana. Ao todo somam-se 10 montagens com artistas vindos de diferentes influências e lugares do país: de São Paulo, Juliana Moraes e o Grupo Fragmento Urbano; da Bahia, Kety Kim Farafina e Jaqueline Elesbão; do Rio Grande do Norte, Alexandre Américo e a companhia Gira Dança; de Pernambuco, Angelo Madureira, Flávia Pinheiro e Pedro Lacerda e, do Ceará, Katiana Pena e Wellington Gadelha.

Flavia Pinheiro em Antílope. Foto: Amanda Pietra

Antílope é a designação vasta para o mamífero bovídeo, e que engloba subfamílias, que guarda parentesco com vacas ou cabras. É o nome do espetáculo que Flavia Pinheiro leva ao palco às 21h desta sexta-feira. O animal tem musculatura poderosa nos quartos traseiros, o que dá agilidade para fugir dos predadores e correr até 100 km/h.  Alguns ostentam cornos ocos.

Flavia Pinheiro desenvolve trabalhos numa conjunção de arte, ciência e tecnologia e utiliza sensores biométricos e ópticos para transformar seus movimentos em ruídos. Em Antílope, performer traça um paralelo da desventura humana, que foge para poder sobreviver. Mas o antílope é considerado um animal com grande capacidade de superar episódios traumáticos e sair de um estado de inconsciência caso sobreviva à caçada.

Às 19h30, na área externa do Itaú Cultural, a companhia Fragmento Urbano expõe a intervenção Breaking de Repente. Explora com sua dança de rua vários aspectos do cotidiano de grandes centros urbanos. Nesta performance, a companhia, criada em 2009, reproduz gestos e familiaridades da rotina social nos grandes centros – como caminhar, procurar objetos e pegar ônibus –, por meio de danças urbanas como popping e locking. 

30/08/2019 SEXTA-FEIRA – 21h às 21h35
Antílope
Flavia Pinheiro(PE)
[duração aproximada: 35 minutos]
Sala Multiuso (piso 2) – 70 lugares
[livre para todos os públicos]

Eu, elas, solo de Juliana Moraes. foto: Cris Lyra /divulgação

O que é um comportamento feminino? A bailarina e coreógrafa paulista Juliana Moraes problematiza a pergunta na apresenta desse sábado, 21h, Eu, Elas. Nesse solo contemporâneo, Juliana usa gestos e posturas socialmente aceitos como femininos no ocidente – especialmente a partir dos anos 1950 – para desconstruir e questionar essas atitudes aprendidos.

Sentada durante 30 minutos, mas movimentando-se freneticamente, a artista elabora uma coreografia fincada na acumulação de gestos em diferentes partes do corpo, criando apuradas combinações. Focada na identidade de gênero, a peça descortina complexos processos de submissão e resistência, numa alternância entre imposições sociais e descobertas libertadoras.

31/08/2019 SÁBADO – 21h às 21h30
Eu, Elas
Juliana Moraes (SP)
[duração aproximada: 30 minutos]
Sala Multiuso (piso 2) – 70 lugares
[classificação indicativa: 12 anos]

Entrelinha, mergulha nas feridas e cicatrizes desse sistema opressor, que mutila milhões de mulheres 

A baiana Jaqueline Elesbão apresenta Entrelinhas no domingo, às 20h, fechando a série de dança no Itaú Cultural em agosto. Diretora, coreógrafa, intérprete e ativista de questões femininas, étnicas e causas LGBT, ela aborda a temática da violência psicológica, emocional e sexual contra a mulher, articulando um diálogo entre o passado e o presente. Entrelinhas vasculha a mentalidade escravocrata e o comportamento machista dominador, que silencia a voz feminina com força física ou metafisica.

01/09/2019 DOMINGO – 20h às 20h35
Entrelinhas
Jaque Elesbão (BA)
[duração aproximada: 35 minutos]
Sala Multiuso (piso 2) – 40 lugares
[classificação indicativa: 18 anos]
[com interpretação em Libras]

SERVIÇO

Dança em agosto no Itaú Cultural
Itaú Cultural
Av. Paulista, 149 – Estação Brigadeiro do Metrô
Tel.: 2168-1776/1777
Entrada gratuita
Distribuição de ingressos:
Público preferencial: 1 hora antes do espetáculo (com direito a um acompanhante)
Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo (um ingresso por pessoa)

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Encontro de crítica investiga estampidos do real

Espetáculo cubano Jacuzzi integra programação. Foto: Lázaro Wilson

Peça cubana Jacuzzi integra programa Crítica em Movimento, do Itaú Cultural, na Paulista. Foto: Lázaro Wilson

A Mulher Arrastada. foto: Regina Peduzzi Protskof

A Mulher Arrastada baseada em fato real ocorrido no Rio de Janeiro. Foto: Regina Peduzzi Protskof

A arte se alia ao presente para expandir forças de defesa da democracia e de combate à barbárie. Foi assim em outros tempos nublados no Brasil. Daquela época ficaram as obras e testemunhos de muita gente guerreira. A segunda edição do Crítica em Movimento traz as experiências de Augusto Boal e Plínio Marcos na pisada das ações das atrizes Walderez de Barros e Cecilia Boal.  Carrega os olhares de grupos e coletivos teatrais, a vivência do escritor Marcelino Freire, a atuação da crítica cubana Vivian Martínez Tabares. Durante nove dias o exercício da crítica ocupa o espaço do Itaú Cultural, na Avenida Paulista, com depoimentos, debates, peças, leitura dramática e um show cênico. A programação ocorre de 26 de setembro (quarta-feira) a 7 de outubro (domingo).

Em que medida o momento sociopolítico influencia as obras e os seus desdobramentos poéticos? é um disparador de uma reflexão que deseja congregar espectador comum, estudantes, profissionais das artes cênicas, da crítica, gestores culturais e pensadores de outras áreas.

O crítico de teatro Valmir Santos, que assina a curadoria destaca que  esta segunda edição absorve o ponto de vista crítico dos artistas. “As obras partem de temáticas urgentes (violências de classe, racismo, misoginia, homofobia, entre outas). E as mesas aprofundam como esse material rente à realidade pode ganhar potência poética. O momento sociopolítico brasileiro atravessa a maioria dos trabalhos”, ressalta.

A mesa Reflexos da vida real na arte e na cultura (26/09, 20h) inicia a programação com um debate do escritor Marcelino Freire e de Onisajé (Fernanda Julia), diretora fundadora do Núcleo Afro brasileiro de Teatro de Alagoinhas, na Bahia. Com mediação da encenadora, educadora e pesquisadora teatral Verônica Veloso, eles vão tratar da subjetividade que irrompe na manifestação artística carregada de realidades.

O crítico literário, professor e organizador da coleção Plínio Marcos: Obras Teatrais (Funarte, 2016) Alcir Pécora e a atriz Walderez de Barros conversam sobre A atualidade de Plínio Marcos, “repórter de um tempo mau”, na quinta-feira (27/09), às 16h. A mediação é de Valmir Santos. Apontado em algum momento como um autor maldito, Plínio Marcos (1935-1999), foi um dos primeiros a retratar homossexualidade, marginalidade, prostituição e violência com muita crueza em suas peças.

Uma versão de Navalha na Carne, peça de 1968 é apresentada ainda na quinta feira, às 20h. Em Navalha na Carne Negra, o diretor José Fernando Peixoto de Azevedo problematiza o corpo negro e os processos históricos de marginalização social, a partir dos três personagens da peça. A atriz Lucelia Sergio, da Cia Os Crespos (SP), e os atores Raphael Garcia, do Coletivo Negro (SP), e Rodrigo dos Santos, da Cia dos Comuns (RJ), se debatem em cena para questionar quem são esses “marginais” de Plínio Marcos, hoje?

Vivian, Stela e Cecilia participam da mesa

Vivian Martínez Tabares, Stela Fischer e Cecilia Boal participam da mesa sobre realidade latino-americana

A crítica e pesquisadora teatral, editora e professora cubana Vivian Martínez Tabares, que ministrou o curso Práticas e Tendências da Cena Latino-Americana Contemporânea semana passada na USP, a doutora em artes cênicas e coordenadora do Coletivo Rubro Obsceno Stela Fischer e a psicanalista e atriz que preside o Instituto Augusto Boal, Cecilia Boal integram a mesa O gesto artístico e a realidade latino-americana

Como conjugar a singularidade estilística e o pensamento crítico da produção artística da América Latina é o mote desse encontro na sexta-feira (28/09), às 16h , mediado por Ilana Goldstein, antropóloga e professora do Departamento de História da Arte da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp. Elas vão destacar que as criações artísticas nas mais variadas linguagens – literatura, música, cinema, teatro e artes visuais – têm destaque documental para esses países traumatizados por processos violentos de colonização europeia.

A montagem Jacuzzi, com o grupo cubano Trébol Teatro tem sessões agendadas para os dias dias 28 e 29 (sexta-feira e sábado). Dirigido por Yunior García Aguilera, o espetáculo expõe relatos contraditórios sobre Cuba. O casal Susy e Pepe faz uma festa para despedir-se de Roma e voltar a Havana. O único convidado é Alejandro, melhor amigo de Pepe e ex-namorado de Susy. Entre taças de vinho e a espuma da jacuzzi cada um defende suas posições políticas, sociais e emotivas.

Bixa Monstra Presidenta. Foto: Denise Eloy / Divulgação

Bixa Monstra Presidenta. Foto: Denise Eloy / Divulgação

A leitura dramática do 1º ato de Bixa Monstra presidenta, da Cia Humbalada de Teatro, ocorre também na sexta-feira, às 23h59. A peça tem influência do texto Gota Dágua, de Chico Buarque e Paulo Pontes. Mídia divulga que o presidente da república tem como amante uma “bicha” prostituta. Isso causa reboliço. O espetáculo, dirigido por Bru César, empreende uma uma crítica ácida, cômica e sentimental ao atual sistema político e ao que toca em questões de gênero e sexualidade. O elenco é formado por 10 atrizes e atores do Grajaú.

O ator, dramaturgo e diretor João Junior, do grupo Estopô Balaio, o diretor, ator e co-fundador da Trupe Olho da Rua, de Santos, Caio Pacheco e a coordenadora de pesquisa do Grupo Caixa de Imagens Mônica Simões vão analisar se projetos arrolados na comunidade criam pontes de cidadania. A mesa O desafio de concretizar arte no imaginário do espaço público/ comunitário ocorre no dia 29 (sábado), às 16h.

O diretor José Fernando Peixoto de Azevedo e o ator Rodrigo dos Santos são os convidados da 24ª edição do Encontro com o Espectador, ação em parceria do Teatrojornal – Leituras de Cena e o Itaú Cultural , no domingo (30/09), às 15h. O espetáculo Navalha na Carne Negra é tema do programa com  mediação do crítico Kil Abreu.

A Trupe Lona Preta apresenta O Circo Fubanguinho ainda no domingo, às 19h. Inspirado em charangas, farsas e bufonarias, o espetáculo dirigido por Sergio Carozzi e Joel Carozzi fala de dois palhaços demitidos e expulsos do picadeiro, mas que não medem esforços para voltar à ativa.

Segunda semana

A oficina de Teatro Aspectos Culturais/Religiosos de Matriz Africana para o Processo de Composição de Personagens (inscrições encerradas), ministrada por Hilton Cobra (interpretação), Ana Paula Bouzas (preparação corporal), Valéria Monã (dança afro) e Duda Fonseca (Capoeira) começa no dia 4 de outubro (quinta-feira), às 10h. A proposta é arquitetar com os participantes um repertório de possibilidades (gestuais, movimentos, sabores, paladares, cores, instintos, vestuários, sons, instrumentos etc), relacionados à cultura ancestral de matriz africana, que possam abastecer a criação e construção de personagens.

Dinho Lima Flor interpreta o bispo no espetáculo O avesso do Claustro. Foto: Alecio Cezar

Dinho Lima Flor interpreta o bispo no espetáculo O avesso do Claustro. Foto: Alecio Cezar / Divulgação

Também na quinta-feira (04/10), é exibido o show cênico O Avesso do Claustro, às 20h com a Cia. do Tijolo, inspirado na vida e obra de Dom Helder Camara. Os personagens de O Avesso do Claustro (interpretados por Lilian de Lima, Karen Menatti, Dinho Lima Flor, Rodrigo Mercadante e Flávio Barollo, além dos músicos Aloísio Oliver, Maurício Damasceno, William Guedes e Leandro Goulart) ousam imaginar novos horizontes para esses tempos tenebrosos. No território profano, utópico e poético do teatro se cozinha o alimento da esperança e tonifica o espírito para a batalha. A peça leva ao palco as ideias revolucionárias, as históricas lutas de resistência política durante o regime militar de Dom Helder e ergue uma espécie de vigília coletiva para os dias de hoje. Na ocasião o grupo lança o CD do espetáculo, com os textos e as música apresentadas em cena.
Escrevemos sobre O Avesso do Claustro em:
https://mirada.sescsp.org.br/2016/critica/dom-da-liberdade/
http://www.satisfeitayolanda.com.br/blog/2016/12/18/peca-sobre-dom-helder-camara
http://www.satisfeitayolanda.com.br/blog/2017/02/01/no-palco-com-dom-helder/

Sexta-feira (05/10), às 16h, o ator Hilton Cobra, a atriz Naruna Costa e o diretor Rogério Tarifa debatem sobre a Poéticas da Cena Engajada, com mediação do crítico Kil Abreu. O encontro busca abordar a delicada questão dos danos provocados pela sociedade levados à cena, sem estrago da função estética. Os motes sociopolíticos executados no panorama brasileiro contemporâneo, como questões de identidade e de gênero, além dos movimentos antirracismo e em defesa de etnias e pelo feminismo são disparadores dessas reflexões.

A Mulher Arrastada, Foto: Regina Peduzzi Protskof ? Divulgação

A Mulher Arrastada, Foto: Regina Peduzzi Protskof ? Divulgação

Em março de 2014, no Rio de Janeiro, Cláudia Silva Ferreira, uma mulher negra, auxiliar de serviços gerais de 38 anos, mãe de quatro filhos biológicos e quatro adotivos foi assassinada pela Polícia Militar ao sair de casa. Seu corpo foi atirado às pressas no camburão da viatura e arrastado ainda com vida pelo tráfego. A peça A Mulher Arrastada é baseada nesse caso real. A dramaturgia é de Diones Camargo, dirigida por Adriane Mottola. O espetáculo convoca a uma repercussão sobre as barbáries cotidianas que a população periférica do país é submetida diariamente e ao apagamento na cobertura jornalística do nome de Cláudia, substituído pela alcunha de “mulher arrastada”. Apresentação no dia 5 de outubro, às 20h.

O sujeito periférico e a luta por políticas públicas é o tema da última mesa desta edição do Crítica em Movimento, que ocorre no dia 6 (sábado), às 16h. Participam da conversa Esther Solano, professora da Escola Paulista de Política, Economia e Negócios da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Tiaraju Pablo D’Andrea, cientista político e também professor da Unifesp, no Campus Zona Leste/Instituto das Cidades e Alfredo Manevy, gestor cultural e pesquisador em políticas públicas, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A mediação fica por conta de Carlos Gomes, ator e coordenador do Núcleo de Cênicas do Itaú Cultural.

Quando Quebra Queima é uma “dança-luta” coletiva, construída a partir das experiências de 14 estudantes que viveram o processo de ocupações e manifestações do movimento secundarista em São Paulo. É uma montagem da ColetivA Ocupação dirigida por Martha Kiss Perrone. Encerra o programa Crítica em Movimento: Presente com apresentações nos dias 6 e 7 (sábado, às 20h e domingo, às 19h).

PROGRAMAÇÃO

DIA 26 DE SETEMBRO (QUARTA-FEIRA),20h

Mesa Reflexos da vida real na arte e na cultura
Com Marcelino Freire e Onisajé. Mediação de Verônica Veloso.
Sala Itaú Cultural (200 lugares)
Duração: 120 minutos
Classificação Indicativa: 12 anos

Dia 27 de setembro (quinta-feira),

16h
Mesa A atualidade de Plínio Marcos, “repórter de um tempo mau”
Com Alcir Pécora e Walderez de Barros. Mediação de Valmir Santos
Sala Vermelha (60 lugares)
Duração: 120 minutos
Classificação Indicativa: 12 anos

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Navalha na Carne Negra. Foto: Sergio Fernandes / Divulgação

20h
Espetáculo Navalha na Carne Negra
Sala Itaú Cultural (200 lugares)
Duração: 50 minutos
Classificação Indicativa: 16 anos
FICHA TÉCNICA
Direção Geral e Dispositivo Cênico: José Fernando Peixoto de Azevedo
Atores: Lucelia Sergio, Raphael Garcia e Rodrigo dos Santos
Vídeo: Isabel Praxedes e Flávio Moraes
Iluminação: Denilson Marques
Direção de Arte: Criação Coletiva
Assessoria para o Trabalho Corporal: Tarina Quelho
Programação Visual: Rodrigo Kenan
Produção: corpo rastreado

DIA 28 DE SETEMBRO (SEXTA-FEIRA)

16h
Mesa O gesto artístico e a realidade latino-americana
Com Vivian Martínez Tabares, Stela Fischer e Cecilia Boal. Mediação de Ilana Goldstein
Sala Vermelha (60 lugares)
Duração: 120 minutos
Classificação Indicativa: 12 anos

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Jacuzzi. Foto Lázaro Wilson / Divugação

20h
Espetáculo Jacuzzi
Com Trébol Teatro (Cuba)
Sala Itaú Cultural (200 lugares)
Duração: 60 minutos
Classificação Indicativa: 16 anos
FICHA TÉCNICA
Elenco: Yunior García Aguilera, Víctor Garcés Rodríguez e Yanitza Serrano Garrido / Heidy Torres Padilla
Direção: Yunior García Aguilera
Produção e assistência de direção: Dayana Prieto Espinosa

Bixa Monstra Presidenta_foto Denise Eloy

Bixa Monstra Presidenta. Foto: Denise Eloy / Divulgação

23h59
Sessão maldita – Leitura dramática do 1º Ato: Bixa Monstra presidenta
Com Cia Humbalada de Teatro
Sala Multiúso (70 lugares)
Duração: 90 minutos
Classificação Indicativa: 18 anos
FICHA TÉCNICA
Direção e Dramaturgia: Bru César
Elenco: Tatiana Monte, Eliane Weinfurter, Rafael Cristiano, Onika Bibiana Soares, Bru César, Paulo Henrique Sant`Anna, Paulo Araújo, Dan Silva, Carlos Lourenço e Samuel Sasso
Figurino: Alene Alves
Assistente de Figurino: Deni Chagas
Cenário: Caio Marinho
Direção Musical: Luciano Antonio Carvalho
Iluminação: Piu Dominó
Produção: Janaína Soares
Assistente de Produção: Amanda Andrade

DIA 29 DE SETEMBRO (SÁBADO)

16h
Mesa O desafio de concretizar arte no imaginário do espaço público/comunitário
Com João Junior, Caio Pacheco e Mônica Simões
Sala Vermelha (60 lugares)
Duração: 120 minutos
Classificação Indicativa: 12 anos

20h
Espetáculo Jacuzzi
Com Trébol Teatro (Cuba)
Sala Itaú Cultural (200 lugares)
Duração: 60 minutos
Classificação Indicativa: 16 anos

DIA 30 DE SETEMBRO (DOMINGO)

15h
Encontro com o Espectador
Com José Fernando Peixoto de Azevedo e Rodrigo dos Santos, sobre o espetáculo Navalha na Carne Negra. Mediação: Kil Abreu
Sala Vermelha (70 lugares)

O Circo Fubanguinho_foto Lazerum_Easy-Resize.com

O Circo Fubanguinho. Foto: Lazerum / Easy-Resize.com / Divulgação

19h
Espetáculo O Circo Fubanguinho
Com Trupe Lona Preta
Sala Itaú cultural (200 lugares)
Duração: 60 minutos
Classificação Indicativa: 12 anos
FICHA TÉCNICA
Direção: Sergio Carozzi e Joel Carozzi
Elenco: Alexandre Matos, Elias Costa, Henrique Alonso, Joel Carozzi, Sergio Carozzi e Wellington Bernado.
Produção: Henrique Alonso, Dona Méris e Xisté Marçal

DIA 4 DE OUTUBRO (QUINTA-FEIRA)

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O Avesso do Claustro. Foto: Alécio César / Divulgação

20h
Show-espetáculo O Avesso do Claustro
Com Cia. do Tijolo
Sala Itaú Cultural (200 lugares)
Duração: 120 minutos
Classificação Indicativa: Livre
FICHA TÉCNICA
Direção musical: William Guedes
Dramaturgia: Cia do Tijolo
Atores Cantores: Lilian de Lima, Karen Menatti, Dinho Lima Flor, Rodrigo Mercadante, Flávio Barollo, Rogério Tarifa e Fabiana Vasconcelos Barbosa
Músicos: Maurício Damasceno, William Guedes, Clara Kok Martins, Eva Figueiredo, Leandro Goulart, Felipe Chacon e Jonathan Silva
Figurinista: Silvana Marcondes
Criação de luz: Laiza Menegassi
Operação de som: Leandro Simões
Fotos de Alécio César
Design gráfico: Fábio Viana

DIA 5 DE OUTUBRO (SEXTA-FEIRA)

16h
Mesa Poéticas da Cena Engajada
Com Hilton Cobra, Naruna Costa e Rogério Tarifa. Mediação de Kil Abreu.
Sala Vermelha (60 lugares)
Duração: 120 minutos
Classificação Indicativa: 12 anos

A Mulher Arrastada_foto Regina Peduzzi Protskof

A Mulher Arrastada. Foto: Regina Peduzzi Protskof / Divulgação

20h
Espetáculo A Mulher Arrastada
Sala Multiúso (70 lugares)
Duração:  50 minutos
Classificação Indicativa: 12 anos
FICHA TÉCNICA
Texto: Diones Camargo
Direção: Adriane Mottola
Elenco: Celina Alcântara e Pedro Nambuco
Trilha Sonora Original: Felipe Zancanaro
Iluminação: Ricardo Vivian
Cenografia: Isabel Ramil e Zoé Degani
Figurinos: criação coletiva
Fotos de Divulgação: Regina Peduzzi Protskof
Textos de divulgação / mídias digitais: Diones Camargo
Arte Gráfica: Jessica Barbosa
Produção estreia / temporadas: Diones Camargo e Regina Peduzzi Protskof
Produção circulação / festivais: Luísa Barros
Realização: Diones Camargo e LA PhOTO Galeria e Espaço Cultural
Apoio: Cia. Stravaganza e UTA – Usina do Trabalho do Ator

DIA 6 DE OUTUBRO (SÁBADO)

16h
Mesa O sujeito periférico e a luta por políticas públicas
Com Esther Solano, Tiaraju Pablo D’Andrea e Alfredo Manevy. Mediação de Carlos Gomes
Sala Vermelha (60 lugares)
Duração: 120 minutos
Classificação Indicativa: 12 anos

Quando Quebra Queima_foto Mayra Azzi

Quando Quebra Queima. Foto: Mayra Azzi / Divulgação

20h
Espetáculo Quando Quebra Queima
Com ColetivA Ocupação
Sala Multiúso (70 lugares)
Duração:  100 minutos
Classificação Indicativa: Livre
FICHA TÉCNICA
Criação e Performance: Abraão Santos, Alicia Esteves, Alvim Silva, André Dias de Oliveira, Ariane Fachinetto, Beatriz Camelo, Gabriela Fernandes, Heitor de Andrade, Ícaro Pio, Letícia Karen, Marcela Jesus, Matheus Maciel, Mayara Baptista e Mel Oliveira
Direção: Martha Kiss Perrone
Dramaturgia: Coletiva Ocupação
Vídeo: Martha Kiss Perrone, Alicia Esteves e Fernando Coster
Fotos durante a peça: Alicia Esteves
Figurino: Coletiva Ocupação / Lu Mugayar
Iluminação: Alessandra Domingues
Preparação Corporal: Martha Kiss Perrone/ Natália Mendonça
Produção: ColetivA Ocupação/Otávio Bontempo

DIA 7 DE OUTUBRO (DOMINGO)

19h
Espetáculo Quando Quebra Queima
Com ColetivA Ocupação
Sala Multiúso (70 lugares)
Duração: 100 minutos
Classificação Indicativa: Livre

Toda a programação tem interpretação em Libras
Entrada gratuita
Distribuição de ingressos:
Público preferencial: 1 horas antes do espetáculo (com direito a um acompanhante)
Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo (um ingresso por pessoa)
Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108
Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural:
3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 10.
Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.

Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô
Fones: 11. 2168-1776/1777
Acesso para pessoas com deficiência

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