Escritura clássica no foco da Cia Fiandeiros

Companhia Fiandeiros de Teatro realiza segunda edição do projeto Espaço Fiandeiros Dramaturgia neste mês de junho

Companhia Fiandeiros realiza segunda edição do projeto de Dramaturgia neste mês de junho

A Companhia Fiandeiros de Teatro investe nos processos formativos em artes nesses 12 anos de trajetória. Em 2009, o grupo criou a Escola de Teatro Fiandeiros, que veio suprir uma demanda de formação artística no Recife. Para se ter uma ideia de que existe procura pelo aprendizado na área, somente neste semestre são cinco turmas e 119 alunos matriculados. E os aprendizes já participaram de 13 peças ao longo desses anos.

O texto teatral é uma preocupação constante da trupe. Tanto é assim que no seu repertório constam montagens com escrituras originais compostas a partir de pesquisas inspiradas na dramaturgia pernambucana: Vozes do Recife – um concerto poético (2004), O capataz de Salema (2005), Outra vez, era uma vez…. (2008) e Noturnos (2011).

De 16 a 19 de junho o grupo realiza a primeira etapa da segunda edição do projeto Espaço Fiandeiros – Dramaturgia, com incentivo do Funcultura. O programa é composto de leituras dramáticas dos textos clássicos Antígona, de Sófocles; O canto do cisne, de Tchekhov e A tempestade, de Shakespeare, seguido de debates. Além da palestra A dramaturgia clássica e o teatro contemporâneo: tensões, relações e interseções, com professor da UFPE Rodrigo Dourado, que vai contar com tradução simultânea em Libras.

As leituras serão interpretadas por atores profissionais e alunos da Escola de Teatro Fiandeiros. No segundo semestre haverá apresentação de solos a partir de personagens extraídos das leituras, com participação de diretores convidados.

Na primeira edição do projeto, em 2013, o foco foi sobre os textos inéditos de autores pernambucanos. Desta vez o grupo propõe reflexões e conexões entre história, sociedade, dramaturgia e contemporaneidade à partir dessas obras clássicas.

PROGRAMAÇÃO
Dia 16/06 (terça-feira), às 19h30
Palestra A dramaturgia clássica e o teatro contemporâneo: tensões, relações e interseções – com Rodrigo Dourado

Leitura dramática seguida de debate:

Dia 17/06 (quarta-feira), às 19h30
Antígona, de Sófocles
Direção: Daniela Travassos
Elenco: Sandra Rino, Ivo Barreto, André Riccari, Eduardo Japiassú e Lili Rocha

Dia 18/06 (quinta-feira), às 19h30
O canto do cisne, de Anton Tchekhov
Direção: Manuel Carlos
Elenco: Ricardo Mourão e André Filho

Dia 19/06 (sexta-feira), às 19h30
A tempestade, de William Shakespeare
Direção: André Filho
Elenco: Domingos Soares, Célio Pontes, Marília Linhares, Jefferson Larbos, Carlos Duarte Filho, Geysa Barlavento, Pascoal Fillizola, Manuel Carlos, Luís Távora, Wellington Júnior e Quiércles Santana.

FICHA TÉCNICA DO PROJETO
Concepção e coordenação geral: Daniela Travassos
Produção executiva: Renata Teles e Jefferson Figueirêdo
Estágio em produção: Tiago Gondin (Faculdade Senac)
Realização: Companhia Fiandeiros de Teatro / Espaço Fiandeiros

SERVIÇO
Espaço Fiandeiros – Dramaturgia
Quando: De 16 a 19 de junho, sempre às 19h30
Dia 16 de junho: palestra A dramaturgia clássica e o teatro contemporâneo: tensões, relações e interseções, com Rodrigo Dourado
Dia 17 de junho: leitura dramática de Antígona, de Sófocles + debate
Dia 18 de junho: leitura dramática de O canto do cisne, de Tchekhov + debate
Dia 19 de junho: leitura dramática de A tempestade, de Shakespeare + debate
Onde: Espaço Cultural Fiandeiros: Rua da Matriz, 46, 1º andar, Boa Vista, Recife
Quanto: Entrada franca
Informações: (81) 4141.2431

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Magiluth para doer no osso

Magiltuh estreia O ano em que sonhamos perigosamente. Foto: Renata Pires

“Vocês tão muito ‘fudidos’, né?”. A pergunta, quase cúmplice, aos atores do Magiluth, veio do vigilante do Centro Apolo-Hermilo, no Bairro do Recife, onde foi ensaiado o novo espetáculo do grupo: O ano em que sonhamos perigosamente. A estreia é nesta quinta-feira (11), às 20h, no Teatro Apolo. O mesmo vigilante – que também fez outros comentários igualmente afetivos, sempre terminados por um ‘né?’, do tipo “a peça de vocês é muito cabeçuda, né?” – foi um dos funcionários do Centro que acompanhou a intensa rotina de trabalho.

Desde o segundo semestre do ano passado, com as apresentações pelo país por conta do Palco Giratório e o aumento do preço das locações de imóveis, o Magiluth entregou a sede que ocupava no Recife Antigo. Como não houve inscrições para o Programa Espaço de Criação, do Centro Apolo-Hermilo, o grupo foi convidado a ocupar o local.

Em entrevista no Bar Central, em Santo Amaro, onde os atores de 30 e poucos anos circulam bastante, eles deixam claro, no entanto, a postura política adotada pelo grupo: “a gente continua sendo oposição a essa Prefeitura e a esse Governo, principalmente pela atuação deles na Cultura, mas não podemos perder espaços. Não é um favor. O Centro Apolo-Hermilo é um espaço nosso. Se a gente não se utiliza disso, eles vão fechar. Não é uma oposição cega. Estamos ocupando porque é da cidade. Não é da Prefeitura. É público”, explica o ator e dramaturgo Giordano Castro. As críticas à gestão não se ampliam aos funcionários do Centro, todos citados nos agradecimentos do programa do espetáculo. “As pessoas que administram o Centro também são artistas. Eles estão lá defendendo aquele local e aquele fazer. Os técnicos, por exemplo, são muito disponíveis”, complementa Giordano.

Erivaldo Oliveira

Erivaldo Oliveira

Cena 2 – O ano em que sonhamos perigosamente, título emprestado do livro do filósofo esloveno Slavoj Žižek (a peça não é baseada na obra), é o trabalho mais político da trajetória de 11 anos do Magiltuh. Em Aquilo que o meu olhar guardou para você a cidade era um pano de fundo, mas vista de maneira bastante afetiva e simbólica; nas performances realizadas em vários pontos no projeto Intervenções urbanas com mídias locativas, a postura era bem mais crítica. Foram detidos, por exemplo, quando resolveram mudar os nomes das ruas do Bairro do Recife: adesivaram todas as placas com o nome do então governador Eduardo Campos.

Em O ano em que sonhamos perigosamente, no entanto, a crise política, social, econômica e existencial é detonadora do espetáculo. As provocações teóricas que ajudaram a construir o espetáculo começaram quando Pedro Wagner, que assina direção e dramaturgia, essa última em parceria com Giordano, apresentou ao grupo a filmografia do grego Yorgos Lanthimos, especialmente o filme Dente canino (Dogtooth). “No filme, o pai tranca a família dentro de uma casa. Ele faz as próprias regras, até vocabulário novo. E a premissa é que eles só poderiam sair de casa quando o dente canino caísse. Yorgos usa o microcosmo de uma família para falar da Grécia e da situação que o país vivencia”, pontua o ator Erivaldo Oliveira.

Passaram por outros filmes gregos como Miss Violence (Alexandros Avranas) e Attenberg (Athina Rachel Tsangari), chegaram a Žižek, intelectual que consegue analisar, quase que concomitantemente, movimentos como a Primeira Árabe o Ocuppy Wall Street. Também leram Adorno. Revisitaram a Ditadura no Brasil, na América Latina. E se agarraram à Deleuze, com suas “máquinas desejantes” e à noção de estrutura rizomática, onde elementos e conceitos entrecruzam-se, apresentam incidências uns sobre os outros, se alteram.

Cinco atores do grupo estão em cena

Cinco atores do grupo estão em cena

Cena 3 – Mas o espetáculo, mesmo cabeçudo (o vigilante deve mesmo estar certo), traz uma fábula? Com começo, meio e fim, não. O espetáculo, tentam explicar os atores, é divido mais ou menos em três etapas: na primeira, cinco homens estão buscando construir um momento belo. Ensaiam e treinam pra isso; na segunda, eles encenam trechos de Tchékov (A Gaivota, O jardim das cerejeiras e As três irmãs); e a terceira…bom, nosso texto não podia ter spoiler.

Mas eles já avisam que estão jogando no nível hard. “Antes de chegar ao espetáculo que temos hoje, tínhamos outro. Todo montadinho. Foi quando paramos e nos questionamos. A gente ‘tava falando em Deleuze, em rizoma, mas ainda estávamos presos a Aristóteles. Peraí: vamos sair do nível 4 e vamos para o nível 6. Bagunçar tudo!”, anuncia Giordano.

Assim como para outros grupos da cena contemporânea, o Magiltuh está mais preocupado com a presentificação do ator do que com a construção tradicional de um personagem. Criaram um jogo próprio, que vem se desenvolvendo ao longo dos trabalhos do grupo. “Não é improviso. É um trabalho de composição, mas que está aberto. É um risco. Todas as noites poderemos ter espetáculos diferentes”, opina o ator Thiago Liberdade.

Cena Ad infinitum com ou sem hiatos – Se você é daqueles que detesta ser chamado ao palco, a possibilidade de ter que participar com uma frase que seja no espetáculo já te deixa tenso ou cansado, nem se preocupe. “Aqui a maneira de afetar foi exatamente não tentar aproximação com o público. Não vamos te tocar, não vamos te olhar, não vamos fazer nada. Estamos aqui e vocês aí”, adianta Castro.

“Mas não vá assistir com expectativas”, é o que diz Erivaldo Oliveira. “Talvez algumas pessoas não entendam. Talvez não seja pra entender tudo. É duro. Não tem como lidar com esse tema de forma delicada, fazendo graça ou de maneira superficial”, complementa. Incensados como grupo cult-pop-queridinho da cena contemporânea, o Magiluth tem um público cativo – de artistas, mas principalmente de não artistas. Mas, se chegaram até aqui, é porque não se furtaram ao risco, pautado naquela máxima tão conservadora da labuta diária. “Rapaz, a gente se problematiza, enfrenta as crises de todas as formas num processo desse. Mas, no final, a percebemos que só sabemos fazer isso: só sabemos fazer teatro. E queremos estar juntos, ali, no palco”.

Serviço:
O ano em que sonhamos perigosamente
Quando: Dias 11, 12, 18, 19, 25 e 26 de Junho de 2015, às 20h
Onde: Teatro Apolo (R. do Apolo, 121 – Bairro do Recife)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Informações: (81) 3355-3320

Ficha Técnica:
Direção: Pedro Wagner
Dramaturgia: Giordano Castro e Pedro Wagner
Atores:  Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Mário Sergio Cabral, Pedro Wagner, Thiago Liberdade
Preparação corporal: Flávia Pinheiro
Desenho De Som:Leandro Oliván
Desenho De Luz: Pedro Vilela
Direção De Arte: Flávia Pinheiro
Fotografia: Renata Pires
Design Gráfico: Thiago Liberdade
Caixas De Som: Emanuel Rangel, Jeffeson Mandu e Leandro Oliván
Técnico: Lucas Torres
Realização: Grupo Magiluth

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Sessão de Espaçamento na UFPE

Dança e arquitetura se cruzam em espetáculo experimental[

Dança e arquitetura se cruzam em espetáculo experimental

A ideia de juntar dança e arquitetura poderia soar incongruente. Afinal, a dança de natureza estética que traça na efemeridade o movimento através do tempo; e a arquitetura formada por materiais inorgânicos e que tem a estaticidade como marca, têm características muito distintas. O pesquisador, bailarino e coreógrafo pernambucanoCláudio Lacerda propôs cruzar essas propriedades e o resultado é o espetáculo experimental Espaçamento, que faz apresentação nesta terça (9), às 17h, o hall de entrada do Centro de Artes e Comunicação (CAC/UFPE), na Cidade Universitária.

Além do próprio Cláudio Lacerda dançam os bailarinos Juliana Siqueira e Jefferson Figueirêdo. A trilha sonora, neste dia, será produzida ao vivo pelos músicos Thiago Fournier, Publius, João Vasconcelos e Tiago Araújo.

A exibição finaliza a temporada nacional iniciada em 2013 e retomada no ano passado com sessões no espaço Octógono, da Caixa Cultural, e no Festival Cena Cumplicidades. Durante o mês de maio foram realizadas apresentações no Teatro Marco Camarotti. O projeto tem incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura – Funcultura.

Cláudio Lacerda

Jefferson Figueirêdo, Claudio Lacerda e Juliana Siqueira

O espetáculo parece o mesmo, mas vai mudando a cada nova apresentação. Altera o espaço. O acompanhamento sonoro, que, no início foi o silêncio, ganhou outras propostas: as trilhas podem ter músicas de J. S. Bach; composição eletrônica a partir de samples; intervenção de músicos ao vivo e subjetividade dos dançarinos, com narração em off. Além de projeção de vídeo, com imagens de obras arquitetônicas, gravações de ensaios e apresentações.

Claudio Lacerda destaca que o espectador torna-se autor, a partir de escolhas de pontos de vista e interpretações. “Ficou bastante claro que não podemos nunca subestimá-los –– com suas subjetividades, memórias corporais e bagagem de seus contextos socioculturais ––, independente de faixa etária, condição social, portador ou não de necessidades especiais, conhecedor ou não de artes. A experimentação ganha projeções a partir do contato com eles(as), gerando significados no mundo”, escreveu o pesquisador no artigo apresentado no VII CONGRESSO – ABRACE – Tempos de memória: Vestígios, Ressonâncias e Mutações, em Porto Alegre, em outubro de 2012.

SERVIÇO
Espetáculo Espaçamento
Quando: Terça (09/06), às 17h
Onde: Centro de Artes e Comunicação – CAC/UFPE
Duração: 50 min
Classificação: Livre
Entrada gratuita

Ficha técnica
Concepção, Direção e Coreografia: Cláudio Lacerda.
Bailarinos: Cláudio Lacerda, Jefferson Figueirêdo e Juliana Siqueira.
Iluminação: Eron Vilar.
Figurinos Paulinho Ricardo e o grupo.
Produção Executiva: Clarisse Fraga / Bureau de Cultura.
Trilhas sonoras/Composição eletrônica: Thiago Fournier.
Edição de som / trilha Bach e trilha subjetividade dos bailarinos João Vasconcelos.
Direção e Edição de Vídeo e fotografias: Val Lima.
Consultores durante o projeto de pesquisa: Jonatas Ferreira, Gentil Porto Filho e Arnaldo Siqueira.
Design gráfico; Fernanda Lisboa.

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O foco é o mito no teatro contemporâneo

Usina Teatral inclui debates, performances e apresentação de peças, como Agda. Foto: Claudia Echenique

Estão abertas somente até às 19h desta segunda-feira (8) as inscrições para o evento intitulado Usina Teatral, que pretende discutir o teatro contemporâneo. Em sua primeira edição, o tema escolhido foi “Teatro e Mito: o imaginário e a cena contemporânea”. A programação começa nesta terça-feira (9) e vai até 12 de junho. A realização é do Sesc Santa Rita, em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte e o Centro Apolo-Hermilo. As atividades vão acontecer tanto no Centro de Artes e Comunicação (CAC) da Ufpe quanto no Teatro Hermilo Borba Filho.

Entre os pesquisadores e artistas que participam do evento está Luciana Lyra, atriz, diretora e professora da Unesp; Verônica Fabrinni, atriz e mestre em Artes Cênicas; Danielle Pitta, professora da UFPE e criadora do primeiro Centro de Pesquisas sobre o Imaginário do Brasil; Luís Reis, Doutor em Teoria da Literatura e coordenador do curso de Teatro da UFPE; Robson Haderchpek, professor pós-doutor da UFRN e pesquisador da área de Artes Cênicas.

O evento inclui ainda oficina (com inscrições esgotadas) e a apresentação dos espetáculos Agda e Fogo de Monturo. Fogo de Monturo tem dramaturgia e direção de Luciana Lyra e conta a jornada de Fátima, que está prestes a ser coroada como rainha do Maracatu, mas decide partir para a capital e estudar Direito. Com a sua migração, a pequena Monturo sofre com o retorno da assombração da prostituta Gaba Machado, morta por choques elétricos. No vilarejo, a energia de Gaba toma o corpo e o pensamento dos moradores, trazendo à tona seus mais recônditos desejos. Enquanto isso, Fátima, na Capital, envolve-se com o movimento estudantil e uma professora de Direito que poetiza a revolução contra o poder ditatorial dos militares. A Direção Musical é de Alessandra Leão, com Colaboração Artística de Robson Haderchpek. A realização é do Arkhétypos Grupo de Teatro e Unaluna – Pesquisa e Criação em Arte. Já Agda é um espetáculo dos grupos Matula e a Boa Companhia, de São Paulo, que leva à cena a história de uma mulher que rompe de tabus.

PROGRAMAÇÃO

TERÇA-FEIRA – 09/06

14h – Teatro Milton Bacarelli (térreo do Centro de Artes e Comunicação da UFPE)
Debate Teatro e Mito: o Imaginário e a Cena Contemporânea, com a atriz e mestre em Artes Cênicas pela Unicamp, Verônica Fabrinni, e a professora da UFPE e criadora do primeiro Centro de Pesquisas sobre o Imaginário do Brasil, Danielle Pitta. Mediação da atriz, diretora e professora de Artes Cênicas da UNESP, Luciana Lyra.

Agda é uma co-produção de Matula e Boa Companhia, Sesc Campinas e Instituto Hilda Hilst. Foto: Anabela Leandro

Agda é uma co-produção de Matula e Boa Companhia, Sesc Campinas e Instituto Hilda Hilst. Foto: Anabela Leandro

20h – Teatro Hermilo Borba Filho
Espetáculo Agda, com os grupos Matula e a Boa Companhia, ambos de São Paulo.
* Adaptação do conto homônimo de Hilda Hilst. Narra a história de uma mulher que rompe tabus e provoca a ira da comunidade onde vive.
Ficha Técnica
Atuação: Alice Possani, Aldiane Dalla Costa, Melissa Lopes e Verônica Fabrini
Texto Original: Hilda Hilst
Direção e Adaptação: Moacir Ferraz
Iluminação: Alice Possani e Moacir Ferraz
Figurinos: Juliana Pfeifer e Sandra Pestana
Cenografia: Juliana Pfeifer
Orientação Tango: Natacha Muriel e Lucas Magalhães
Trilha sonora: Mauro Braga e Silas Oliveira
Fotografia: Anabela Leandro e Claudia Echenique
Identidade Visual: Léo Ferrari
Produção: Anna Kuhl, Cassiane Tomilhero
Realização: Grupo Matula Teatro e Boa Companhia
Duração: 60 minutos
Classificação Etária: 18 Anos

QUARTA-FEIRA – 10/06 

Das 14h às 17h –  Sala de dança do Centro de Artes e Comunicação (CAC) Oficina Corpo e Mito – destinada a atores, bailarinos e estudantes de artes cênicas, com os grupos Matula e a Boa Companhia               * A partir das imagens arquetípicas da tríplice deusa – Diana, Vênus e Hécate – presentes na obra de Hilda Hilst, os participantes da oficina trabalham improvisações dirigidas a partir de investigações de imagens literárias e do Método da Análise Ativa de Michael Checkov para a materialização no corpo e na voz.

16h – Auditório do Niate CFCH/CCSA da UFPE   Debate O imaginário mítico de Hermilo Borba Filho, com a atriz e secretária de Cultura do Recife, Leda Alves, e do doutor em Teoria da Literatura e Coordenador do Curso de Teatro da UFPE, Luís Reis. Mediação do escritor e jornalista Raimundo de Moraes.

19h30 – no Jardim externo do CAC da UFPE

Intervenção poética pelo universo da obra de Hilda Hilst, com os grupos Matula e a Boa Companhia, a partir de poemas, fragmentos de contos e novelas . Duração: 60 minutos. Classificação indicativa: 14 anos.

QUINTA-FEIRA – 11/06 

14h as 17h –  Sala de dança do Centro de Artes e Comunicação (CAC) – UFPE
OficinaCorpo e Mito

19h30 – Teatro Milton Bacarelli, CAC
Aula-espetáculo Joana Apocalíptica, com a atriz, diretora e professora de Artes Cênicas da UNESP, Luciana Lyra.
* A performance poetiza a história da atriz que ritualiza por meio da máscara da guerreira mítica Joana d’Arc.

SEXTA-FEIRA-  12/06

Das 14h às 16h – Auditório Evaldo Coutinho, 2° andar do Centro de Artes e Comunicação (CAC) da UFPE
Debate Matizes da Cena Contemporânea – o Teatro e seus Reversos , com o professor pós-doutor da UFRN e pesquisador da área de Artes Cênicas, Robson Haderchpek, o doutor em Teoria da Literatura e Coordenador do Curso de Teatro da UFPE, Luís Reis, e a atriz Luciana Lyra. Mediação da atriz, mestra em Teatro e doutora em Comunicação, Anamaria Sobral.

Fogo de Monturo, espetáculo da Universidade do Rio Grande do Norte

Fogo de Monturo, espetáculo da Universidade do Rio Grande do Norte

20h – Teatro Hermilo Borba Filho
 Espetáculo Fogo de Monturo, do grupo Arkhétypos de Teatro, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
* A encenação traz como plano de fundo a assombração da prostituta Gaba Machado, morta por choques elétricos, cuja energia toma o corpo e os pensamentos dos moradores do vilarejo de Monturo, trazendo à tona seus desejos mais secretos.
Ficha Técnica
Dramaturgia – Encenação – Direção Geral: Luciana Lyra
Direção Musical: Alessandra Leão
Cenografia – Design De Luz: Ronaldo Costa
Indumentária: Paula Vanina
Trilha Sonora: Alessandra Leão, Rafa Barreto
Atores-Criadores: Aldemar Pereira, Alice Jácome, Clareana Graebner, Leila Bezerra, Marília Negra Flor, Paul Moraes, Tatiane Tenório
Colaboração Artística: Robson Haderchpek
Produção Geral: Paul Moraes E Leila Bezerra (Grupo Arkhétypos De Teatro)
Realização: Grupo Arkhétypos De Teatro; Unaluna – Pesquisa e criação em Arte
Classificação indicativa: 18 anos.

INSCRIÇÕES
Interessados em participar da Usina Teatral devem se inscrever presencialmente até às 19h do dia 8 de junho, na Central de Atendimento do SESC Santa Rita, munido de RG, CPF, Comprovante de Residência e Foto 3 x 4 para a confecção de carteira cadastral e beneficiária de serviços do SESC, item obrigatório para a inscrição na Usina Teatral. A carteira, com valor de R$ 6,00 para o público em geral e R$ 3,00 para comerciários, é emitida no ato da inscrição no evento.

Estudantes de Teatro da UFPE e do SESC-PE são isentos da taxa de inscrição, mas necessitam dirigir-se ao SESC Santa Rita para emitir a carteira e efetivar o cadastro. Aos demais participantes, a inscrição em todas as atividades propostas, nos quatro dias de evento, é mediante valor de R$ 80. Caso prefira, o usuário pode inscrever-se apenas nas atividades de interesse, com investimento de R$ 10 para cada palestra ou debate direcionado, R$ 60 para a oficina e R$ 12 para ingresso em cada espetáculo. Comerciários e estudantes de outros cursos e instituições interessados em participar da Usina Teatral tem meia-entrada nos valores apresentados, passando a pagar R$ 40, R$ 5, R$ 30 e R$ 6 respectivamente. A emissão do certificado de participação, com a carga horária do Usina Teatral, será feita durante o evento e entregue após a conclusão da última atividade do participante ao longo da semana.

Informações:
Sesc Santa Rita: (81) 3224.7577

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Vamos ao teatro… temos opções

Espetáculo Sistema 25 recebe apenas 25 espectadores. Foto Rogério Alves

Espetáculo Sistema 25 recebe apenas 25 espectadores. Foto Rogério Alves

Musical, comédia rasgada, reflexões e experimentos cênicos estão na ordem deste fim de semana nos palcos do Recife. Cazuza – pro Dia nascer feliz tem cinco sessões, sendo duas extras (sábado às 18h e domingo às 16h30) e leva para a cena a trajetória do cronista da juventude brasileira dos anos 1980, morto, aos 32 anos, em 1990, no auge da carreira.

Em Sistema 25, do diretor José Manoel Sobrinho, a cena está em pleno processo, dos atores, do lugar o espectador. Inútil canto e inútil pranto… , de Plínio Marcos, é a inspiração para trabalho, mas sem “nenhum compromisso com o real cromatismo proposto por sua dramaturgia”, como destaca o encenador.

Da primeira para a segunda temporada a montagem passou de 2h20, com 27 cenas e 5 músicas, para aproximadamente 3h, com 30 cenas e 7 músicas. Nessa investigação cênica, a equipe se joga ao desafio de abolir afirmações que enquadrem pessoas como “marginal”.  A busca é por algo maior. Nem vítima, nem vilão. A proposta é refletir que cada um tem sua prisão e uma visão particular da prisão.

Confira algumas sugestões:

Abraço investe na temática da amizade. Foto: Fernanda Acioly

Abraço investe na temática da amizade. Foto: Fernanda Acioly

ABRAÇO – NUNCA ESTAREMOS SÓS
Oito jovens têm uma paixão em comum: a música. É década de 1990 e eles resolvem montar um musical. Mas um desentendimento separa o grupo. Eles se reencontram 15 anos depois. E é sobre isso amizade e possibilidades de resgate que trata o musical Abraço – Nunca estaremos sós, com direção geral de Duda Martins e Lívia Lins, e direção musical do maestro Victor Bertonny e Leila Chaves.
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife).
Quando: De 6 a 28 de junho, nos sábados, às 19h e domingos, às 18h.
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (meia), à venda antecipadamente pelo telefone 9.9574-7657 ou 2h antes, na bilheteria do teatro.
Informações: 3355-3320.
Duração: 1h20

ACONTECE ENQUANTO VOCÊ NÃO QUER VER
Com Daniel Barros e Fábio Calamy. A encenação está dividida em dois atos: Bem guardado e Rua Garopaba, 410. O trabalho foi pensado para espaço alternativos e lança provocações sobre a moralidade vigente.
Onde: Espaço Caramiolas (Avenida Dantas Barreto, 324, 7º andar, Santo Antônio).
Quando: 6, 13 e 20 de junho, sextas, às 20h. Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (meia).
Informações: 9790-8251.

A RECEITA
A receita apresenta uma mulher que tempera sua vida de abandono e violência com comida. O solo é com a atriz Naná Sodré, do grupo O Poste Soluções Luminosas. O texto e a encenação são de Samuel Santos.
SERVIÇO
Espetáculo A receita
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, loja 1, Boa Vista).
Quando: De 29 de maio a 26 de junho, todas as sextas, às 20h.
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (meia).
Informações: 8484-8421.

BORDERLINE
Inspirado no conto O Cangaço e o Carcará Sanguinolento, o espetáculo Borderline investiga os estados emocionais da síndrome, ao mesmo tempo que questiona o comportamento da sociedade.
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apólo, 121, Recife). Quando: Dias 6, 7, 13, 14, 20, 21, 27 e 28 de junho. Sábados, às 20h e domingos, às 19h.
Ingresso: R$ 20. (vendas antecipadas e promocionais, com 50% de desconto no site http://www.eventick.com.br/borderline). Informações: 3355-3320.

Musical desfila sucessos de Cazuza. Foto: Leo Aversa

Musical desfila sucessos de Cazuza. Foto: Leo Aversa

CAZUZA – PRO DIA NASCER FELIZ
A breve e trepidante trajetória do músico é contada nos palcos, no musical com roteiro de Aloísio de Abreu e direção de João Fonseca. Cazuza é protagonizado por Emílio Dantas.
Onde: Teatro RioMar (Avenida República do Líbano, 251, Pina).
Quando: De sexta a domingo. Dia 5 de junho, às 21h; Dia 6 de junho, às 21h30; Dia 7 de junho, às 20h.
Sessões extras: Sábado, às 18h e domingo, às 16h30
Ingresso: Plateia R$ 150 (inteira) e R$ 75 (meia). Balcão R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia).
À venda na bilheteria do teatro, loja Maria Filó (Shopping Recife), loja Reserva (Plaza Shopping) ewww.ingressorapido.com.br
Informações:3207-1144

COMÍCIO GARGALHADA – SEGUNDO TURNO
O ator e humorista Rodrigo Sant’anna volta ao Recife com o espetáculo Comício Gargalhada – segundo turno, em que satiriza candidados que defendem campanha. Ele traz na maleta a mendiga Adelaide, o sensitivo Vanderley das Almas, a cantora de axé Sara menininha, o frango de padaria Juarez, Homossexual Obeso, Adimilson e Valéria. A peça tem texto de Mariana Rebelo, Conrado Helt e do próprio Rodrigo, que também dirige a montagem.
Onde: Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Santo Antônio).
Quando: Domingo, 7 de junho, às 20h.
Ingresso: R$ 80 e R$ 40 (meia).
Informações: 3355-3322.

h(EU)stória - o tempo em transe está em cartaz no Teatro Arraial

h(EU)stória – o tempo em transe está em cartaz no Teatro Arraial

H(EU)STÓRIA – O TEMPO EM TRANSE
A partir das cartas escritas para o poeta Jomard Muniz de Britto e o ex-governador Miguel Arraes foi erguido o espetáculo, que projeta as relações do cineasta baiano Glauber Rocha com o estado de Pernambuco.
SERVIÇO
Espetáculo H(Eu)stória – O Tempo em Transe
Onde: Teatro Arraial (Rua da Aurora, 457, Boa Vista).
Quando: Sextas e sábados, às 20h (até o dia 20 de junho).
Ingresso: R$ 20 (inteira) R$ 10 (meia).
Informações: 3184-3057

Lívia (Nilza Lisboa) e Marina (Simone Figueiredo) são ex-amigas e querem vingança. No Teatro Boa Vista.

Lívia (Nilza Lisboa) e Marina (Simone Figueiredo) são ex-amigas e querem vingança. No Teatro Boa Vista.

OBSESSÃO
A rivalidade entre duas ex-amigas chega às raias da desrazão. A vingança é o tema da comédia Obsessão, com texto de Carla Faour e direção de Henrique Tavares, em cartaz no Teatro Boa Vista. Com Simone Figueiredo, Nilza Lisboa, Silvio Pinto, Diógenes Lima e Tarcísio Vieira.
SERVIÇO
Espetáculo Obsessão
Onde: Teatro Boa Vista (Colégio Salesiano)
Quando: sábado (30), às 21h.
Ingressos: R$ 60, R$ 30 (meia) e R$ 20 (promocional, à venda na bilheteria do teatro até às 17h).
Informações: 2129-5961.

SISTEMA 25
Os atores-dramaturgos-narradores articularam a cena a partir do corpo e do tema da prisão para construir partituras de ação, inflamados pelo furor de Plínio Marcos. Estão na montagem Beto Nery, Breno Fittipaldi, Bruno Britto, Edinaldo Ribeiro, Eddie Monteiro, Emanuel David D’Lúcard, Geraldo Cosmo, Marcílio Moraes, Neemias Dinarte, Normando Roberto Santos, Robson Queiróz, Samuel Bennaton, Will Cruz, entre outros. Ao todo são 25 atores. E apenas 25 espectadores. Sistema 25 tem encenação de José Manoel Sobrinho, e rasga questões como disputa por poder e violência.
Onde: Teatro Marco Camarotti – Rua do Pombal, s/n, Sesc Santo Amaro).
Quando: 6, 7, 12, 13 e 14 de junho, às 15h e 19h.
Ingresso: R$ 40 e R$ 20 (meia), com reservas pelo blog do espetáculo: sistemavinteecinco.blogspot.com.
Informações: 3216-1728.

DANÇA
SHERAZADE E DOM QUIXOTE
Para quem gosta de clássico, a dica é apresentação do Balé Nacional da Rússia que traz, pela primeira vez ao Recife, duas obras em uma única sessão: Sheherazade e Don Quixote, com 40 solistas.
Onde: Teatro Guararapes (Centro de Convenções, s/n, Complexo de Salgadinho – Olinda).
Quando: 7 de junho, às 16h e 20h.
Ingresso: R$ 200 e 100 (meia) para o balcão, R$ 300 e 150 para a plateia A e R$ 240 e 120 para a plateia B.
Informações: 3182-8020.

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