Viva la Vida tem direção de Fred Nascimento. Foto: Fernando Figueiroa.
O 14º Festival Estudantil de Teatro e Dança apresenta as derradeiras atrações desta edição neste fim de semana, no Teatro Apolo, no Recife. Viva La Vida, interpretado por alunos do Curso Básico de Teatro da Escola Municipal de Arte João Pernambuco, do Recife; O Labirinto, da Academia Santa Gertrudes, de Olinda; Central Park West da Hipérion Escola de Artes, do Recife e Era Uma Vez no Fundo do Mar, do Espaço Criança Esperança de Jaboatão, de Jaboatão dos Guararapes são as atrações. A programação reuniu 37 grupos, sendo cinco de teatro infanto-juvenil, sete de teatro adulto e 25 grupos de dança e coreografia.
As encenações de O Labirinto e Viva La Vida contam com a presença de intérpretes de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), como participação da Semana Estadual da Pessoa com Deficiência.
Viva La Vida é um espetáculo/ritual guiado por textos de Eduardo Galeano, Pablo Neruda, Vladimir Maiakovski, Victoria Santa Cruz, Antonin Artaud, com direção de Fred Nascimento. Esses fragmentos tensionam as noções de vida e morte. A obra investe na projeção da luta pela liberdade e pela democracia, as guerras travadas pelos povos indígenas, contra o preconceito. Alguns desses artistas latino-americanos afrontaram os ditadores desses países na busca por libertação.
A obra de Frida Kahlo e a festa de Los Muertos são inspirações da montagem, que lança mão do surrealismo e ressalta um ditado popular mexicano que diz: “Não deixem nossos mortos morrerem”. E busca com essa ideia reverenciar a vida.
O Festival tem como meta a difusão das artes cênicas entre alunos das escolas públicas e privadas de todo o Brasil, possibilitando o intercâmbio e o incentivo da produção cultural no âmbito escolar, bem como a formação de plateias e de artistas para os palcos profissionais.
Como incentivo aos grupos participantes do festival, será selecionado uma peça para compor a programação do Janeiro de Grandes Espetáculos, 2017, no Recife. O grupo que vai fazer essa escolha é formado pelo produtor Pedro Portugal; pelo ator, diretor e dramaturgo Albemar Araújo; e pelo ator e diretor Célio Pontes.
Central Park West, da Hipérion Escola de Artes. Foto: Divulgação
SERVIÇO 14º Festival Estudantil de Teatro e Dança Onde: Teatro Apolo, Rua do Apolo, 121 – Recife. Ingresso: R$10 (preço promocional).
Dia 27 de agosto de 2016 (sábado), 16h O Labirinto – Academia Santa Gertrudes – Olinda Texto e direção: Gabi Cabral
Dia 27 de agosto de 2016 (sábado), 20h
Central Park West – Hipérion Escola de Artes – Recife. Texto: Wood Alen Direção: Edson Aranha
Dia 28 de agosto de 2016 (domingo), 16h Era Uma Vez no Fundo do Mar – Espaço Criança Esperança de Jaboatão- Jaboatão dos Guararapes. Texto: Elis Costa Direção: Altino Francisco
Dia 28 de agosto de 2016 (domingo), 20h Viva La Vida – Escola Municipal de Arte João Pernambuco – EMAJPE – Recife. Preparação corporal: Juliana Nardin Direção de elenco: Lau Veríssimo Iluminação: Ronaldo Pereira Maquiagem e Figurino: Samuel Siebra Fotografia: Fernando Figueirôa Dramaturgia e direção: Fred Nascimento Elenco: Damyeres Barbosa, Lucas De Valois, Caio Rique, Robson Thiago,Leonardo Mello, Sueli Do Arte, Bruna Luiza Barros, Marcelo M. Barros,Elaine Cristina e El Maria.
O Mar de Fiote tem direção de Luis Reis. Foto: Divulgação
“Quando eu morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto do mar”, acalenta nossos ouvidos cansados a cantora Maria Bethânia. Esperança de retorno. O mundo é o mar, com suas marés de lembranças. Mas para um garoto que enxerga essa imensidão azul / verde e suas combinações de cores pela primeira vez é um universo que se revela. Essa aventura de menino é o gancho de O Mar de Fiote, criação dos alunos do quarto período do curso de Licenciatura em Teatro, da UFPE, do ano de 2014, com direção de Luís Reis. O espetáculo tem apresentação agendada para este domingo, 28/08, às 15h, no Teatro Marco Camarotti.
A obra cênica expõe os sentimentos e sensações de um jovem de interior que ao ingressar, inesperadamente, no quintal do vizinho, descobre a vastidão do oceano. Naquele terreiro junto da casa habita um assustador cachorrossauro.
O protagonista, de poucas falas, se rende à incumbência da fabulação, para narrar os detalhes dessa aventura.
A montagem foi construída a partir de um breve exercício cênico, resultado da disciplina Metodologia de Ensino do Teatro 2, ministrada pelo professor Luis Reis, em 2014.
O mar de Fiote é inspirada no livro homônimo da mineira Mariângela Haddad, que ganhou o primeiro Concurso Cepe de Literatura Infantil, em 2011.
A peça tem duração média de 45 minutos e no elenco estão Alef Shelldon, Aline Rodrigues, Ana Gabriela, Analice Croccia, Andréa Guimarães, Bruna Florie, Caio Andrade, Caio Richard, Durval Cristovão, Edcarlos Rodrigues, Gabriela Fernandes, João Guilherme, João Neto, Josué Rodrigues, Ju Torres, Lili Guedes, Maria Bianca, Marina Correia, Pedro Rodrigues, Thays Fernanda Santos.
Em dois anos e meio de trajetória, O mar de Fiote cumpriu temporadas no Teatro Joaquim Cardozo, participou de festivais e recebeu convites para se apresentar em congressos, seminários e outros eventos, como na comemoração dos 165 anos do Teatro de Santa Isabel, no Recife. Em julho de 2015 venceu o Prêmio Especial do Júri no 28º Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau FITUB, em Santa Catarina.
Peça é inspirada no livro de Mariângela Haddad. Foto: Felipe Ferreira
SERVIÇO O mar de Fiote Quando: Domingo, 28/08, 15h Onde: Marco Camarotti. Quanto: R$ 20 e R$ 10
FICHA TÉCNICA Direção: Luís Reis Cenografia, figurino e maquiagem: Gabriela Holanda Concepção sonora: Ju Torres Iluminação: João Guilherme Operação de luz e som: Dara Duarte Montagem: O grupo Produção: Lili Guedes, Pedro Rodrigues, Ju Torres, João Guilherme e Amanda Duarte Elenco: Alef Shelldon, Aline Rodrigues, Ana Gabriela, Analice Croccia, Andréa Guimarães, Bruna Florie, Caio Andrade, Caio Richard, Durval Cristovão, Edcarlos Rodrigues, Gabriela Fernandes, João Guilherme, João Neto, Josué Rodrigues, Ju Torres, Lili Guedes, Maria Bianca, Marina Correia, Pedro Rodrigues, Thays Fernanda Santos
As bailarinas Ana Luiza Bione (ao centro), Janaína Gomes (à esq.) e Íris Campos. Foto: Camila Sérgio/ Divulgação
Desejos e fantasias pulsam com a palavra maternidade. Gestação, esse estado interessante, seguida de um compromisso para sempre. Doação amorosa, mesmo permeada de sacrifícios. Essas posições subjetivas de não-toda são exploradas com delicadeza e harmonia no espetáculo de dança contemporânea Cara da Mãe. Inspirado nas jornadas do feminino, nas forças criadora e mantenedora, a encenação explora o universo da maternidade, com suas inquietudes e impasses nas escolhas do mundo atual.
Com elenco formado pelas bailarinas Ana Luiza Bione, Íris Campos e Janaína Gomes a montagem faz temporada de 12 apresentações em agosto, setembro e outubro, no Espaço Experimental, no Recife Antigo e espaços alternativos.
As primeiras ocorrem nestes 26 e 27 de agosto às 19h no Espaço Experimental (Rua Tomazina, 199) e prosseguem nos dias 10, 11, 17 e 18 de setembro e 1º e 2 de outubro. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) e começarão a ser vendidos 1h antes.
A segunda etapa, em espaços alternativos, terá ingressos gratuitos e é destinada às comunidades do entorno dos locais de apresentação. Nos dias 8 e 9 de outubro no Centro de Capoeira São Salomão, na Várzea, e nos dias 12 e 14 de outubro no Daruê Malungo, em Chão de Estrelas, integrando a Semana Afro da instituição.
Cara da Mãe tem direção de Luciana Lyra. Foto: Diogo Condé / Divulgação
As bailarinas do Coletivo Cênico Tenda Vermelha transbordaram das indagações de mães e convidaram a diretora Luciana Lyra para articular essas inquietações numa experiência poética em dança.
Cara da mãe estreou em 2015, no Janeiro de Grandes Espetáculos. Recebeu para a montagem o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna e conta com incentivo do FUNCULTURA – Fundo de Incentivo à Cultura do Estado de Pernambuco.
Das 12 apresentações, quatro serão direcionadas ao público com deficiência visual, onde haverá audiodescrição e os espectadores poderão conversar com as bailarinas, além de fazer um tour tátil pelo cenário e figurino. As apresentações com audiodescrição serão nos dias 10 e 11 de setembro e 1º e 2 de outubro.
SERVIÇO CARA DA MÃE Onde: Espaço Experimental (Rua Tomazina ,199 – Recife Antigo) Quando: 26 e 27 de agosto, 10 e 11, 17 e 18 de setembro, 1º e 2 de outubro
às 19h Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) Mais informações: (81)3224.1482
Se Fosse Fácil, Não Teria Graça. Foto: Nando Bolognesi / Divulgação
A arte é algo grande. Maior que a intolerância, o preconceito, as tentativas de exclusão. Muitos grupos de teatro, dança e circo ressignificam os corpos deficientes numa cena potente e libertadora – para artistas e para o público. Essas companhias exercem o direito à criação no campo das artes não como resposta salvadora ou redentora, mas como exercício de autonomia e beleza. A Mostra Acessível Rio das Olimpíadas aposta no corpo diferenciado como protagonista da criação e em novos parâmetros que permitem a capacitação de cidadãos críticos e conscientes. E investe na democratização da elaboração e acesso aos bens culturais e como desdobramento na formação de novas plateias.
Essa Mostra Acessível – articulada pelo Janeiro de Grandes Espetáculos – FIAC/PE – dialoga com a Paraolimpíada Rio 2016. E de 23 a 28 de agosto (terça a domingo), ocupa o Teatro Cacilda Becker, com espetáculos de dança, teatro e circo, além de workshop, visita tátil, tradução em libras, audiodescrição, mesa-redonda e conversa com o público.
O cotidiano vivido por artistas com deficiências físicas e cerebrais (cadeirantes, com nanismo, cegos, usuário de muletas, com lesão cerebral, membros atrofiados) é matéria-prima para as criações cênicas dos trabalhos da programação.
O evento integra a Mostra Funarte de Festivais 2016, com uma programação que soma companhias de quatro estados brasileiros: Ceará, Rio Grande do Norte, São Paulo e Rio de Janeiro.
A potiguar Cia Gira Dança exibe os espetáculos Sem conservantes, de Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira; e Proibido elefantes, de Clébio Oliveira. A Gira Dança é referência nacional e internacional na sua proposta de buscar uma linguagem própria com atores e bailarinos portadores de deficiência na dança contemporânea. Utilizando o conceito do corpo diferenciado como ferramenta de experiências, o grupo busca quebrar o paradigma de corpos perfeitos. O diretor Anderson Leão bate na tecla da necessidade de mudar o olhar sobre a pessoa com deficiência. Ele costuma dizer que não são os bailarinos que precisam de reabilitação, e sim a plateia que precisa ser reabilitada.
Espetáculos como Proibido Elefantes são provocadores para abrir a mente das pessoas. Foto: Brunno Martins
O ator-palhaço paulista Nando Bolognesi comparece com a peça Se fosse fácil, não teria graça. Ele usa sua experiência como clown para contar, de maneira divertida, como superou as dificuldades impostas pela esclerose múltipla e de que forma enfrenta as situações cotidianas. Ele descobriu a doença aos 21 anos de idade. Na peça, ele é engraçado e comovente, ironiza fatos, ri de si mesmo, expõe seu aprendizado de conviver com as limitações impostas pela doença.
O cearense Grupo Ninho de Teatro marca presença com Avental todo sujo de ovo. O espetáculo terá audiodescrição e uma visita tátil (antes da apresentação acessível, o público formado por pessoas cegas ou de baixa visão, poderá visitar o cenário, e ter uma vivência espacial a ser incorporada).
Criada em 2000, a carioca Pulsar Cia de Dança tem se dedicado à construção de obras coreográficas que reflitam a multiplicidade do indivíduo e dos corpos ímpares. peça Indefinidamente indivisível acende para uma entrada poética e plástica no pensamento bergsoniano. O espetáculo da Pulsar conta com voz em off de Angel Vianna.
Durante a programação também ocorrerá: o workshop Dança contemporânea e consciência através do movimento, com Teresa Taquechel (Pulsar Cia de Dança), no dia 26 das 10h às 13h e no dia 28 das 12h às 15h; a mesa redonda Curadoria Inclusiva: como identificar, programar e produzir o trabalho do artista com deficiência, com tradução em libras e audiodescrição, no dia 28, às 16h; e uma conversa com o público depois do espetáculo Avental todo Sujo de Ovo, no dia 27.
“Queremos com a Mostra Acessível Rio das Olimpíadas promover artistas com deficiência, que realizam trabalhos dentro dos parâmetros profissionais de máxima qualidade artística, e promover também a reflexão: sobre a criação estética que envolve os recursos de acessibilidade; a acessibilidade dos espaços culturais; e sobre como aproximar artistas com e sem deficiência para que trabalhem juntos e explorem novos formatos e novas visões de mundo, partindo de suas diferenças”, ressalta Paula de Renor, coordenadora de produção da Mostra.
O Janeiro de Grandes Espetáculos – Festival Internacional de Artes Cênicas de Pernambuco, idealizador e promotor da Mostra é realizado ininterruptamente há 23 anos, no Recife e mais recentemente em outras 3 cidades do interior do estado, com programação local, nacional e internacional.
PROGRAMAÇÃO
23 de agosto, terça-feira, às 20h Espetáculo:SE FOSSE FÁCIL, NÃO TERIA GRAÇA Nando Bolognesi / SP
Tragicomédia convida a repensar o modo de estar no mundo e de enxergar a vida. Foto: João Caldas Filho
O autor e ator Nando Bolognesi descobriu ter esclerose múltipla aos 21 anos de idade. Ao se deparar com essa doença degenerativa, progressiva, incurável e com potencial incapacitante ele resolveu dar uma virada na própria vida. Formado em Economia na USP e em História na PUC, ingressou na Escola de Arte Dramática EAD-ECA-USP. Trabalhou no cinema, televisão e teatro. Casou-se e adotou um filho. Criou, integrou ou dirigiu diversos projetos, entre ele o Doutores da Alegria, o Cidadão Clown, o Fantásticos Frenéticos e o espetáculo Jogando no Quintal. Publicou o livro Um palhaço na boca do vulcão (ed. Grua) e, desde agosto de 2013, apresenta o espetáculo Se fosse fácil, não teria graça em teatros, empresas e universidades. Na peça, ele conta como tem transformado dificuldades, limites e crises em alegrias, desafios e realizações. Autor, diretor e intérprete: Nando Bolognesi Assistente de direção: Élida Marques Produção: Joca Paciello e Élida Marques Prod. Art. Ltda Duração: 80 minutos Censura: 14 anos *Recurso de tradução em libras
24 de agosto, quarta-feira, às 20h Espetáculo: SEM CONSERVANTES Cia Gira Dança / RN
Sem Conservantes, da Cia Potiguar Gira Dança Foto: Divulgação
Há mais de 10 anos que a companhia Gira Dança, de Natal (RN), trabalha com o conceito de corpos diferenciados. Anderson Leão, diretor do espetáculo Sem Conservantes, foge de um padrão conservador na dança e junta nos espetáculos bailarinos altos, baixos, gordinhos, evitando essa ideia piegas e de coitadinho. A companhia trabalha com artistas com deficiência, encarando-as como pessoas completas e capazes. Atuam no grupo bailarinos com nanismo, cadeirantes, com Síndrome de Down, cegas, com paralisia cerebral, além de pessoas sem deficiência. Sem Conservantes foi coreografado pela dupla Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira. Eles desenvolveram movimentos a partir da ideia do desapego e do abandono. Os coreógrafos negociaram fragmentos da memória presente em imagens tiradas dos vídeos de processos anteriores de Ângelo e Ana Catarina: Somtir (2003), Outras Formas (2004) e Clandestino (2006). Esse material foi processado junto com os meninos do grupo para gerar uma coreografia e uma dramaturgia em cima de fotos.
Direção artística, coreografia e pesquisa de linguagem: Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira Direção geral e artística: Anderson Leão Elenco: Álvaro Dantas, Jânia Santos, Marconi Araújo, Rozeane Oliveira e Wilson Macário Classificação: LIVRE Duração: 60 minutos
25 de agosto, quinta-feira, às 20h Espetáculo: PROIBIDO ELEFANTES Cia Gira Dança / RN
Proibido Elefantes, da Cia Gira Dança. Foto: Brunno Martins
Proibido Elefantes propõe uma reflexão sobre limites e preconceitos. O espetáculo fala do olhar como via de acesso, porta de entrada e saída de significados. O modo como percebemos a “realidade” é resultante do diálogo que estabelecemos com ela.
O olhar enquanto apreensão subjetiva do mundo é, neste trabalho, apontado como elemento potencializador do sujeito diante do mesmo. Proibir elefantes é restringir o acesso, impedir o livre trânsito do animal que serve como meio de transporte na Índia, mas que causaria enormes transtornos em outras localidades.
O espetáculo aposta no olhar do sujeito sobre si e sobre o mundo em que vive como elemento ressignificador e instaurador de realidade. Concepção, coreografia e direção: Clébio Oliveira Bailarinos: Álvaro Dantas, Jania Santos, Joselma Soares, Marconi Araújo, Rodrigo Minotti e Rozeane Oliveira Classificação: 12 anos Duração: 55 minutos
26 de agosto, sexta-feira, às 20h Espetáculo: INDEFINIDAMENTE INDIVISÍVEL Pulsar Cia de Dança / RJ
Espetáculo da coreógrafa Teresa Taquechel trata das possibilidades do movimento. Foto: Jaime Acioli / Divulgação
Indefinidamente Indivisível se propõe a contribuir com novas perspectivas, ampliar o diálogo e o questionamento em torno da arte para pessoas com ou sem deficiência, além de estimular no espectador um novo olhar em relação à arte e à diferença. O espetáculo traça um roteiro de possibilidades e variantes. O risco permanece, pois o erro é a parte viva do acerto: abre para o que pode vir a ser. O uso das bolas infláveis neste processo investigativo permite que os corpos vivenciem de forma intensa a transformação e a imprevisibilidade do movimento. Abre caminhos para uma entrada poética e plástica no pensamento do filósofo Henri Bergson. A mudança é indivisível, o tempo – duração – é indefinidamente indivisível. Criação e direção: Teresa Taquechel Intérpretes: Andrea Chiesorin, Beth Caetano, Bruno Alsiv, Laura Canabrava, Marianne Panazio, Moira Braga, Raphael Arah e Rogério Andreolli Voz em Off: Angel Vianna Classificação etária: LIVRE Duração: 55 minutos
27 de agosto, sábado, às 20h Espetáculo: AVENTAL TODO SUJO DE OVO Grupo Ninho de Teatro / CE
Grupo Ninho de Teatro, do Ceará. Foto: Jarbas Oliveira
A montagem estreou no início de 2009. A peça foca a relação familiar, com suas emoções exacerbadas, suas limitações e suas (in)verdades. Propondo uma intimidade com o público, o elenco convida os espectadores a adentrarem na casa de Alzira e Antero, o casal que há 19 anos, junto à comadre Noélia, suporta a angustiante espera do filho Moacir. Esse cenário só se modifica a partir da inesperada visita de Indienne Du Bois. Na trama um jovem interpreta sem risco de estereótipos alguém muito mais velho que o ator, uma mulher uma transsexual e um deficiente físico um papel que não dá ênfase para esta deficiência. Texto: Marcos Barbosa Direção: Jânio Tavares Elenco: Edceu Barboza, Joaquina Carlos, Rita Cidade e Zizi Telécio Classificação: 14 anos Duração: 70 minutos *Recurso de Audiodescrição
MESA REDONDA Dia 28/8 (Domingo) – Das 16 às 18h30 Curadoria Inclusiva como identificar, programar e produzir o trabalho do artista com deficiência
Como o produtor pode se preparar melhor para trabalhar com artistas com deficiência?
Com: Beth Caetano – CVI-Rio/Bailarina da Pulsar Cia de Dança
Camila Alves – Sapoti e CCBB
Liliane Rebelo – British Council
Sidnei Pereira – CCBB
Curadoria e Organização: Paula Lopez
*Recurso de tradução em libras.
Audiodescrição: Os participantes da mesa descreverão as imagens
Paula de Renor. Foto no espetáculo Duas mulheres em preto e branco. Reprodução do Facebook
Ficha Técnica da Mostra Realização: Janeiro de Grandes Espetáculos – FIAC/PE Produção e coordenação geral: Remo Produções Artísticas Coordenação de produção: Paula de Renor Produção executiva: Mônica Biel Curadoria e mediação da mesa redonda: Paula Lopez Audiodescrição: Nara Medeiros Tradução em Libras: Milonga Digital Web Mídia Workshop: Teresa Taquechel (Pulsar Cia de Dança) Educativo e sensibilização de plateia: Carla Strachmann Coordenação técnica: Marcos Siqueira Assessoria de imprensa: Ney Motta / contemporânea comunicação Assistência de assessoria de imprensa: Ana Andréa
Serviço
Mostra Acessível Rio das Olimpíadas Onde: Teatro Cacilda Becker. Rua do Catete, 338, Catete, Rio de Janeiro. Fone: 21 2265-9933 (próximo a Estação Largo do Machado do Metrô)
Quando: De 23 a 28 de agosto, terça a sábado às 20h e domingo às 16h Capacidade de público: 186 pessoas, com acesso facilitado para deficientes físicos Classificação indicativa: vide programação Ingressos: GRÁTIS Distribuição dos ingressos: 1h antes de cada espetáculo
As criadas malcriadas faz sessão especial no Teatro Experimental Roberto Costa, em Paulista. Foto: Divulgação
Você acha mesmo que essa perversa relação entre opressor e oprimido é coisa que foi derrubada com o muro de Berlim? Ou com a chegada no mercado do celular “pode tudo” de última geração??? Então vá assistir As Criadas Malcriadas, com a Trupe do Barulho, em apresentação especial neste sábado, no Teatro Experimental Roberto Costa, Paulista North Way Shopping, na Região Metropolitana do Recife. Essa história policialesca e carnavalizada, de sotaque popular, com o perfil histriônico dos atores do grupo, expõe os planos das diabólicas Clair e Solange, que querem acabar com a patroa. Madame X é uma figura sinistra, uma poderosa Drag Queen, que não mede esforços para aumentar sua coleção de títulos, mesmo que para isso precise comprar os jurados.
A peça de Luiz Navarro é baseada no clássico As Criadas, escrita pelo dramaturgo e poeta francês Jean Genet (1910-1986) em 1947, e tem direção de Manoel Constantino. Madame é linda, rica e agora concorre ao título de “Miss Traveca”. Mortas de cobiça com o sucesso de Madame, as maninhas tramam derrubar esse império. O passatempo preferido da dupla é se fantasia com as roupas e as joias da chefa e reproduzir o jogo de dominação e submissão, com uma delas no papel da Madame.
Num dos diálogos de Genet, Claire fala: “Ela, ela gosta de nós. Ela é boa. Madame nos adora”. E Solange responde: “Gosta de nós como das poltronas dela. E olha lá!” Imagine uma conversa dessas, de comadres, com pitadas cômicas, humor kitsch o escracho da exultante Trupe do Barulho, companhia pernambucana de teatro que já montou Cinderela, a estória que sua mãe não contou, Deu a louca na estória que sua mãe não contou, As filhas da P…, As Malditas.
Em As criadas malcriadas o bando explora o complô com tratamento cotidiano, debochado, farsesco, cômico. E investe nas piadas escrachadas e até escatológicas, nas intervenções abusadas junto ao público para mostrar como se destrói o glamour de uma biscate.
O discurso social é pulverizado com situações do cotidiano das periferias das grandes cidades, e ganha uma carga de ironia no humor irreverente da equipe. Você verá manifestações de arrogância e prepotência de um lado e submissão e subserviência do outro, numa manobra carregada na caricatura. O jogo de poder das envolvidas inclui rancor, admiração, submissão, amor e ódio.
Ricardo Silva, (Madame X) no centro e Thiago Ambriell (Solange) à direita, estão no elenco. Foto: Divulgação
Vários atores já atuaram nessa peça, que agora conta com elenco formado por Ricardo Silva (Madame X), Filipe Enndrio (Clair) e Thiago Ambriell (Solange), além dos veteranos Jô Ribeiro (Divina), e Aurino Xavier (Chupingole),
Solange e Clair abusam de astúcias, maldades e magias para evitar o apogeu de Madame. O conflito de classes pode ganhar proporções gigantescas se Madame ganhar o concurso de Miss. As empregadas planejam envenenar a glamorosa patroa com um chá. Elas armam para se transformar em herdeiras naturais, e consequentemente, nas próprias “Madames”.
Filipe Enndrio interpreta a empregada Clair. Foto: Reprodução do Facebook
Serviço As Criadas Malcriadas Onde: Teatro Experimental Roberto Costa, Paulista North Way Shopping. Quando: Sábado, 20/08, às 20h. Única Apresentação Quanto: R$ 20 (preço único). Informações: (81) 98463-8388