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Por que não vivemos?
Eis a questão!!!

 

 

Cena de Por que não vivemos?, com Camila Pitanga e rodrigo de odé. Foto: Nana Moraes / Divulgação

Rodrigo Bolzan ao centro. Foto: Nana Moraes / Divulgação

Montagem da companhia brasileira de teatro tem no elenco Camila Pitanga, Cris Larin, Edson Rocha, Josy.Anne, Kauê Persona, Rodrigo Bolzan, Rodrigo Ferrarini e Rodrigo de Odé. Foto: Nana Moraes / Divulgação

Josy.Anne e rodrigo de odé em Por que não vivemos? Foto: Nana Moraes / Divulgação

Em qualquer tempo, cada um de nós pode cair na armadilha da inação, da paralisação do desejo de ousar um caminho novo, uma aventura ou uma possibilidade radical. O espetáculo Por que não vivemos?, dirigido de Marcio Abreu, com a companhia brasileira de teatro, investiga cenicamente esse condição. “Por que não vivemos como poderíamos ter vivido?” é uma pergunta-chave pulsando no texto do dramaturgo russo Anton Tchekhov (1860-1904), nessa peça escrita quando ele tinha por volta de 20 anos.

“Essa questão, que se abre para tantas outras, é um pouco a alma dessa peça”, situa Marcio Abreu. “São pessoas que gostariam de estar em outro lugar, mas não fizeram nada para isso. Mostra como a trama da vida vai se desenrolando e as pessoas vão caindo na armadilha de ficar onde estão”, aponta Giovana Soar, que assina com Abreu e Nadja Naira a adaptação da obra, a partir de uma tradução original do russo por Pedro Alves Pinto e de uma publicação francesa.

Por que não vivemos? estreou em julho de 2019 no CCBB do Rio de Janeiro, e passou no mesmo ano pelos CCBBs Belo Horizonte e Brasília. Em 2020, o espetáculo estreou em São Paulo no Teatro Municipal Cacilda Becker, mas com o início da pandemia suspendeu sua temporada. Depois disso, a montagem circulou por Recife e outras capitais. Agora, faz uma curta temporada no Sesc Santo Amaro (R. Amador Bueno, 505 – Santo Amaro, SP) de dia 20 de maio a 12 de junho de 2022, de sexta a domingo.

A peça, que foca na história do professor Platonov, foi descoberta nos arquivos do irmão de Anton Tchekhov após a sua morte, e publicada em 1923. Sem um título oficial, a peça foi editada em diversos países como Platonov. Somente no final da década de 1990 a obra ganhou traduções e montagens em teatros da Europa. Em 2017, os atores Cate Blanchett e Richard Roxburgh estrearam uma versão do texto na Broadway, em Nova York, chamada de The Present.

A escolha do título Por que não vivemos?, pela companhia brasileira de teatro estabelece, segundo o diretor, um exercício político pois aponta simultaneamente para o passado que não foi vivido e para uma convocação a um futuro que pode ser construído. Para Marcio Abreu, a encenação busca propor reflexões sobre as singularidades dos sujeitos, a conexão coletiva e uma consciência sobre as diferenças. “Os corpos dos atores se reconhecem na estrutura de um texto escrito no final do século XIX e as dinâmicas estabelecidas nos ensaios fizeram com que ele se atualizasse, conferindo ainda mais força à dimensão política da peça”, constata.

O espetáculo lida com temas recorrentes na obra de Tchekhov, a exemplo do conflito entre gerações, as transformações sociais através das mudanças internas do indivíduo, as questões do ser humano comum e do pequeno que existem em cada um de nós, o legado para as gerações futuras – tudo isso na fronteira entre o drama e a comédia, com múltiplas linhas narrativas.

“A montagem tem um foco muito específico nas personagens femininas. São elas que causam transformação, que caminham, que querem mudanças, contravenções e que enfrentam conceitos”, salienta Giovana. Soar atenta que esses traços estavam no texto de Tchekhov, mas foram acentuados na adaptação.

A encenação propõe uma perspectiva de convivência e proximidade com o público através de deslocamentos dos atores pelo espaço e pela quebra da frontalidade. Com isso, o público se tornar coparticipante das ações que ocorrem em cena. 

Por que não vivemos? Foto: Nana Moraes / Divulgação

FICHA TÉCNICA
Por que não vivemos?
Da obra Platonov, de Anton Tchekhov
Direção: Marcio Abreu
Assistência de Direção: Giovana Soar e Nadja Naira
Elenco: Camila Pitanga, Cris Larin, Edson Rocha, Josy.Anne, Kauê Persona, Rodrigo Bolzan, Rodrigo Ferrarini e rodrigo de Odé
Adaptação: Marcio Abreu, Nadja Naira e Giovana Soar
Tradução: Pedro Augusto Pinto e Giovana Soar
Direção de Produção: José Maria
Produção Executiva: Cássia Damasceno
Iluminação: Nadja Naira
Trilha e efeitos sonoros: Felipe Storino
Direção de movimento: Marcia Rubin
Cenografia: Marcelo Alvarenga | Play Arquitetura
Figurinos: Paulo André e Gilma Oliveira
Direção de arte das projeções: Batman Zavareze
Edição das imagens das projeções: João Oliveira
Câmera: Marcio Zavareze
Técnico de som | projeções: Pedro Farias
Assistente de câmera: Ana Maria
Assistente de produção: Luiz Renato Ferreira
Operador de Luz: Henrique Linhares e Ricardo Barbosa
Operador de vídeo: Michelle Bezerra e Sibila
Operador de som: Bruno Carneiro e Felipe Storino
Cenotécnico e contrarregra: Alexander Peixoto
Máscaras: José Rosa e Júnia Mello
Fotos: Nana Moraes
Programação Visual: Pablito Kucarz
Assessoria de Imprensa São Paulo: Canal Aberto
Difusão Internacional: Carmen Mehnert | Plan B
Administração: Cássia Damasceno
Criação e Produção: companhia brasileira de teatro
 
SERVIÇO
Por que não vivemos?
De 20 de maio a 12 de junho de 2022
Sextas, às 20h, sábados, às 19h e domingos, às 18h
Local: Sesc Santo Amaro (R. Amador Bueno, 505 – Santo Amaro, SP)
Ingressos: R$ 40/ R$ 20/ R$ 12
Capacidade: 279 lugares
Duração: 150 min.
Gênero: Comédia Dramática.
Classificação indicativa: 16 anos.
 
 

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“Eu me fiz.
De certa forma,
eu fiquei grávida
de mim mesma, eu me pari”.
ENTREVISTA: Renata Carvalho

Atriz, escritora e transpóloga Renata Carvalho, no lançamento do livro Manifesto Transpofágico, em São Paulo. Foto: Ivana Moura

“O olhar dela melhora o meu. Depois que a conheci, meu mundo se transformou completamente”, revelou a produtora Gabi Gonçalves, da Corpo Rastreado, sobre as micro revoluções provocadas pela trajetória da atriz, diretora, escritora e transpóloga Renata Carvalho. A emoção de Gabi ao falar da potência dos caminhos trilhados pela autora do livro Manifesto Transpofágico foi um momento lindo numa noite repleta de amorosidades. O lançamento ocorreu no dia 6 de abril, na Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo.

Manifesto Transpofágico é a transpofagia da transpologia de uma transpóloga. Em outras palavras, Renata se veste de sua própria pele, seu corpo travesti. Alimentando-se de sua “transcestralidade”, ela narra a historicidade que carrega no corpo. A artista devora, deglute e subverte posições do pesadelo conservador de forma combativa contra a herança colonial, numa experiência pessoal renovada. Renata cria o seu festim transpofágico.

A publicação da Editora Monstra, iniciativa editorial da ONG Casa 1, tem edição bilíngue (inglês e português) e duas brochuras extras, em espanhol e francês. Além de introdução assinada pela professora Jaqueline Gomes de Jesus (IFRJ). “O texto é uma forma de registrar como memória que em 2022 tinha uma travesti fazendo um espetáculo, que esse espetáculo tinha uma pesquisa aprofundada, uma transpofagia”, avalia Renata.

Meu corpo (TRAVESTI) veio antes de mim,
(pausa)
sem eu pedir.
Ele é mais velho do que eu.
(TRAVESTI)

A pesquisa, chamada de Transpologia, foi iniciada em 2007, quando Renata Carvalho atuou como agente de prevenção voluntária de ISTs, hepatites e tuberculose.  Em Santos (SP), ela cuidou de travestis e mulheres trans na prostituição, por 11 anos. Essa vivência motivou a criação do solo Dentro de Mim Mora Outra, que levou aos palcos em 2012, narrando sua travestilidade.

O livro é versão editada do solo que protagoniza e que assina a “travaturgia”, encenado desde 2019. Com direção de Luiz Fernando Marques, o Lubi, a peça Manifesto Transpofágico expõe acontecimentos ligados à travestilidade, compartilhamento íntimo da existência de Renata e sua subjetividade e resgate histórico de dados de sua “transcestralidade”.

Ao expor os fluxos do próprio caminho de forma corajosa, ela questiona a visão cisnormativa sobre o corpo travesti, tratamento social, violências intensas ou sutis, a patologização, a criminalização, a sexualização, enfim a construção social, imagética, midiática do corpo transgênero. E ressalta que o que está em jogo é a sobrevivência, é a própria vida.

A entrevista em vídeo foi realizada no dia do lançamento do livro Manifesto Antropofágico, no dia 6 de abril de 2022, no auditório da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo.

A conversa está dividida em cinco partes curtas.

Na primeira, Renata Carvalho discorre sobre sua percepção do tempo, diz que se sente mais calma, mesmo que o clima de ameaça de morte dos corpos trans ainda seja uma realidade no Brasil.

Transfake e da representatividades trans é tema do segundo bloco.

No terceiro bloco, a artista defende que é preciso celebrar as conquistas – como a deliberação do STJ (Supremo Tribunal de Justiça), do dia 5 de abril. A Lei Maria da Penha (Lei 11.340, de 2006), é aplicável a mulheres transexuais no país. A decisão inédita passa a proteger com essa Lei todas as mulheres vítimas de violência doméstica. E destaca a importância da atuação de figuras trans nos espaços de entretenimento, como ocorreu com Linn da Quebrada, no BBB.

A encenação O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu estreou em agosto de 2016, no Festival Internacional de Londrina (FILO). Teve grande repercussão e muitas polêmicas foram geradas em função de censuras. O monólogo prega a tolerância, a harmonia, o perdão, o acolhimento, o respeito e o amor e Jesus é interpretado por Renata Carvalho. O espetáculo foi censurado em Jundiaí, Salvador e Garanhuns por ordens judiciais. No Rio de Janeiro e no Recife por pressões religiosas. E muitas tentativas de censura por ódio injustificável, resistência de bandos fundamentalistas religiosos, juízes de direito e grupos conservadores. Renata conta sobre essas memórias doloridas na quarta parte.

No quinto bloco, ela vislumbra futuros possíveis e festeja sua atuação no audiovisual.

Obrigada Renata pela entrevista, pela gentileza e vivacidade de sempre. Parabéns Corpo Rastreado, Editora Monstra, ONG Casa 1,e todos os envolvidos nesta ação do lançamento do livro, “que foi pensado há muito tempo e há muitas mãos”, e que “vai ganhar lugares que a gente nem consegue ter noção”, como salientou a Gabi Gonçalves

RENATA CARVALHO, nasceu em 1981, em Santos (São Paulo).
É atriz, diretora, dramaturga, escritora e transpóloga (antropóloga transgênero).
Fundadora do MONART – Movimento Nacional de Artistas Trans, onde criou o Manifesto Representatividade Trans, que visa que artistas transgêneros interpretem personagens transgêneros.
Lançou o Coletivo T, o primeiro coletivo artístico formado integralmente por artistas transgêneros em São Paulo.

 

 

 

 

 

SERIVÇO

     

Livro Manifesto Transpofágico
Edição bilíngue: de R$ 20,00 a R$ 40,00
Brochuras em espanhol e/ou francês: de R$ 10,00 a R$ 20,00

Para solicitar um exemplar:
contato@corporastreado.com
(11) 3031-7138
corporastreado
corporastreado.com
@casa1 / @editoramonstra 

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Evoé, Zé Celso!

Zé Celso. Foto: Lilo Clareto / Divulgação

José Celso Martinez Corrêa é um grande farol da arte e da cultura. Arte como tradução de resistência e política. Essa figura febril e genial celebra 85 anos neste 30 de março e a fatia do Brasil que pulsa de afetos e revolução comemora sua existência.

Tudo o que se disser sobre Zé Celso é pouco. O ator, diretor, dramaturgo e fazedor da porra toda é grande demais. Ele já disse algumas vezes: “Sou uma entidade”. Respeitamos, admiramos, reverenciamos.

Sua presença ativa conexões cósmicas de amor e de ideias poderosas que vão na contramão de qualquer tipo de caretice. Esse artista de grandeza desestabiliza o establishment.

Surpreendente, dono de um sorriso debochado, figura incontornável do teatro brasileiro, criador febril, revolucionário libertário sexual. Idealizador e diretor da Companhia Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona, em São Paulo.

Sua vida pulsa multiplicada em muitas artérias, em muitos corações que foram tocados por alguma faísca de suas labaredas. Evoé Ze Celso!

Logo mais às 19h tem comemoração no Sesc Pompeia com a estreia de Esperando Godot, direção do aniversariante do dia.

Vladimir (Alexandre Borges) e Estragão (Marcelo Drummond) Foto: Jennifer Glass

Até quando Esperar Godot?

Esperando Godot, peça escrita por Samuel Beckett, é um clássico da Literatura e do Teatro. Como um bom clássico é flexível e poroso para leituras na história. As personagens Estragão (Gogo) e Vladimir (Didi) estão suspensas no tempo e espaço. Sem perspectivas, elas aguardam a chegada de Godot, mesmo sem saber quem é ou o que é.

Composta no pós-Segunda Guerra Mundial, a peça segue sacudindo nossas inércias e amplificando a visão dos abismos ao redor. O espetáculo fica em cartaz no Sesc Pompeia, a partir de hoje, por três semanas.

Esperando Godot celebra também neste lindo 30 de março de 2022, os 85 anos de José Celso Martinez Correa, uma força da natureza, que assina a direção do espetáculo.

Depois da temporada no Sesc SP, a montagem segue para estrear noutro espaço erguido por Lina Bo Bardi, no terreyro eletrônico do Teat(r)o Oficina, no Bixiga.

As personagens Estragão (Marcelo Drummond) e Vladimir (Alexandre Borges) podem ser dois palhaços vagabundos que se acham na encruzilhada entre a paralisia e a tomada da ação. Enquanto esperam Godot, a dupla se depara com as figuras que passam pela estrada: Pozzo – O Domador (Ricardo Bittencourt), Felizardo – A Fera (Roderick Himeros) e O Mensageiro (Tony Reis), que traz notícias preocupantes.

O espetáculo carrega muitas simbologias para o Oficina: foi o último espetáculo de Cacilda Becker (1969), eterna inspiração para as gerações de artistas do Teat(r)o Oficina. Marca também a volta na direção de teatro de Zé Celso, depois de dois anos desde o isolamento social imposto pela pandemia. E também assinala a volta de Alexandre Borges num espetáculo da companhia, depois de quase 30 anos. Borges interpretou o Rei Cláudio na montagem de Ham-let, de Shakespeare em 1993, montagem que reinaugurou o Teat(r)o Oficina, com o atual projeto arquitetônico de Lina Bo Bardi e Edson Elito.

Zé Celso. Foto: Fernando Laszlo / Divulgação

Ações do Itaú Cultural

O fundador do Teatro Oficina, José Celso Martinez Corrêa, é festejado pelo Itaú Cultural com a disponibilização de conteúdo em diferentes formatos e em seus canais virtuais: fotos, vídeos, registros históricos e filmes. Além de material inédito com depoimentos de profissionais que que dialogam com ele no exercício cênico no Teatro Oficina Uzyna Uzona.  

Nessa ação, será possível revisitar o material referencial de sua obra no hotsite da Ocupação Zé Celso, https://www.itaucultural.org.br/ocupacao/ze-celso/,realizada em 2009; vídeos de Zé Celso em família https://www.itaucultural.org.br/vento-forte-ocupacao-ze-celso-2009 e trechos de espetáculos como Ham-let, de 1993, inspirada na obra de William Shakespeare https://www.itaucultural.org.br/ham-let-ocupacao-ze-celso-2009. Ou o longo depoimento que o artista  gravou sobre o homenageado pela Ocupação Nelson Rodrigues, em 2012, https://www.itaucultural.org.br/ze-celso-boca-de-ouro-ocupacao-nelson-rodrigues-2012, e a fala de como é representar uma peça deste dramaturgo https://www.itaucultural.org.br/ze-celso-como-representar-nelson-ocupacao-nelson-rodrigues-2012.

Estão acessíveis as fotos e o making off do ensaio fotográfico feito por Bob Wolfenson para a revista Continuum, antiga publicação da instituição, https://issuu.com/itaucultural/docs/revista_continuum_33 e o making off do ensaio, realizado no Teatro Oficina https://www.itaucultural.org.br/continuum-33-ensaio-fotografico-de-bob-wolfenson-com-ze-celso.

A plataforma Itaú Cultural Play, por sua vez, exibe o documentário Evoé! Retrato de um Antropófago, produzido em 2011 para a série Iconoclássicos, do Itaú Cultural, sob direção de Tadeu Jungle e Elaine Cesar e acessível gratuitamente em www.itauculturalplay.com.br. Tem ainda o verbete na Enciclopédia Itaú Cultural, traz amplo conteúdo sobre Zé Celso, em https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa104235/jose-celso-martinez-correa.

Zé Celso conversa com o crítico teatral Nelson de Sá sobre as produções da companhia, sobre sua luta pela manutenção da sede, no Bixiga, em São Paulo, e a importância do teatro brasileiro para os tempos contemporâneos na série Camarim em Cena. O episódio está em https://www.youtube.com/watch?v=cd7VQKvGxd4&t=11s, a página do YouTube, e no site https://www.itaucultural.org.br/secoes/videos/assista-camarim-em-cena-ze-celso.

A matéria produzida especialmente para comemorar os 85 anos de José Celso Martinez Corrêa, publicada no site do Itaú Cultural, reúne conversas com profissionais do palco e dos bastidores da companhia, no Teatro Oficina. Tem falas, entre outros, do ator e autor Renato Borghi, um dos fundadores do Oficina; do ator Alexandre Borges, que volta a trabalhar com Zé Celso depois de 30 anos, do ator Elcio Nogueira Seixas, do ator, diretor e produtor Marcelo Drummond, integrante do Oficina desde 1986; da artista Marilia Geillmeister, que entrou para a companhia em 2011 e é a articuladora do Parque do Bixiga, e de Igor Marotti, videoartista do grupo desde 2013.

SERVIÇO

Esperando Godot, de Samuel Beckett
Onde: Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93 – Água Branca, São Paulo, SP
Quando: 30, 31/03; 1º, 2, 3, 6, 7, 8, 9, 10, 14, 16, 17/04
horário: quarta a sábado, 19h. domingo, 17h. (15/04, feriado da Sexta-feira Santa, não haverá apresentação)
ingressos: R$ 40 (inteira), R$ 20 (credencial plena do Sesc: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes e meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência).
Duração: 3H30 (com intervalo de 15 minutos)
Indicação etária: 18 anos
Protocolos de segurança
Pessoas com mais de 12 anos deverão apresentar comprovante de vacinação contra COVID-19, evidenciando DUAS doses ou dose única para ingressar em todas as unidades do Sesc no estado de São Paulo. O comprovante pode ser físico (carteirinha de vacinação) ou digital e um documento com foto.
O uso da máscara é obrigatório em todos os espaços fechados da Unidade.

Esperando Godot – TEMPORADA NO TEATRO OFICINA
Quando: de 05/05 a 03/07, de quinta a domingo, às 20h
Onde: Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona – rua Jaceguai, 520 – Bixiga, São Paulo, SP
ingressos:
quintas e sextas: R$ 60 inteira, R$ 30 meia (estudantes, aposentados, professores e artistas), R$ 25 moradores do Bixiga (necessário comprovante de residência)
sábados e domingos: R$ 80 inteira, R$ 40 meia (estudantes, aposentados, professores e artistas), R$ 35 moradores do Bixiga (necessário comprovante de residência)
venda online a partir de 12 de abril, terça-feira, às 14h.
https://site.bileto.sympla.com.br/teatrooficina/
duração: 3H30 (com intervalo de 15 minutos)
indicação etária: 14 anos

SERVIÇO
85 anos de Zé Celso Martinez Corrêa
No dia 30 de março (sexta-feira)
Conteúdo especial no site do Itaú Cultural www.itaucultural.org.br 

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Altamira 2042 performa catástrofe de Belo Monte

Gabriela Carneiro da Cunha em Altamira 2042. Foto:  Nereu Jr / Divulgação

Transmissão de fluxos e refluxos do rio e relatos de habitantes ribeirinhos e indígenas contam da devastação causada pela hidrelétrica de Belo Monte. Foto:  Nereu Jr / Divulgação

Desde 2013, a atriz, diretora e pesquisadora Gabriela Carneiro da Cunha desenvolve o Projeto Margens: sobre rios, buiúnas e vaga-lumes, uma pesquisa artística que se dedica a ouvir e ampliar as falas de rios brasileiros que vivem uma experiência de catástrofe. É uma resposta ao conceito de Antropoceno, esse período em que o ser humano destrói ferozmente seus próprios recursos de existência.  

Em uma polifonia de sonoridades, ruídos e timbres, Altamira 2042 capta os movimentos de sombra e luz da voz dos próprios rios, entre estremecimentos, suspiros e desejos. O espetáculo está em cartaz em São Paulo, no Sesc Avenida Paulista até 17 de abril de 2022, às quartas, quintas, sextas e sábados, às 21h, domingos, às 18h.

Altamira 2042 é uma instalação sonora composta por caixas de som que amplificam testemunhos diversos da devastação causada pela hidrelétrica de Belo Monte, que afeta toda a bacia do Rio Xingu e seus arredores.

Transmissão de fluxos e refluxos do rio e relatos de habitantes ribeirinhos e indígenas são acionados em caixas de som (daquelas comuns nas festas de aparelhagem da região) e drives pela performer. A peça se alterna ente transe e dança para mostrar múltiplas formas de vida daquele lugar e a dimensão da destruição em curso.

A performance foi apresentada durante a Mostra Internacional de São Paulo (MITsp) em 2019. O espetáculo circulou por palcos europeus, em setembro de 2021. Altamira 2042, é uma experiência tecno-xamânica que ocorre bem próximo dos espectadores.

Ficha Técnica

Altamira 2042
Concepção, criação e direção: Gabriela Carneiro da Cunha e Rio Xingu
Interlocução de direção: Cibele Forjaz
Diretor assistente: João Marcelo Iglesias
Assistente de direção: Clara Mor e Jimmy Wong
Orientação da pesquisa e interlocução artística: Dinah de Oliveira e Sonia Sobral
“Tramaturgia”: Raimunda Gomes Da Silva, João Pereira da Silva, Povos Indígenas Araweté e Juruna, Bel Juruna, Eliane Brum, Antonia Mello, Mc Rodrigo – Poeta Marginal, Mc Fernando, Thaís Santi, Thaís Mantovanelli, Marcelo Salazar e Lariza
Tecnologia / Programação / Automação: Bruno Carneiro
Criação multimídia: Bruno Carneiro e Rafael Frazão
Imagens: Eryk Rocha, Gabriela Carneiro da Cunha, João Marcelo Iglesias, Clara Mor e Cibele Forjaz
Montagem de vídeo: João Marcelo Iglesias, Rafael Frazão e Gabriela Carneiro da Cunha
Montagem textual: Gabriela Carneiro da Cunha e João Marcelo Iglesias
Desenho sonoro: Felipe Storino e Bruno Carneiro
Figurinos: Carla Ferraz
Iluminação: Cibele Forjaz
Concepção instalativa: Carla Ferraz e Gabriela Carneiro da Cunha
Realização instalativa: Carla Ferraz, Cabeção e Ciro Schou
Design visual: Rodrigo Barja
Trabalho corporal: Paulo Mantuano e Mafalda Pequenino
Pesquisadores: Gabriela Carneiro da Cunha, João Marcelo Iglesias, Cibele Forjaz, Clara Mor, Dinah de Oliveira, Eliane Brum, Sonia Sobral, Mafalda Pequenino e Eryk Rocha
Diretora de produção: Gabriela Gonçalves
Co-produção: FarOFFa e MITsp – Festival Internacional de Teatro de São Paulo
Produção: Corpo Rastreado e Aruac Filmes
Distribuição internacional: Judith Martin / Ligne Direct
Fotografias: Nereu Jr., Clara Mor e Rafael Frazão
Teaser: Renato Vallone e Rafael Frazão
 
Serviço
Teatro Altamira 2042
Onde: Arte II – 13° andar SESC Avenida Paulista
Quando: 25 de março a 17 de abril de 2022. Quartas, quintas, sextas e sábados, às 21h, domingos, às 18h.
* Não haverá sessão nos dias 30 de março, quarta, e 15 de abril, sexta.
** A sessão do dia 7 de abril, quinta, terá o recurso de audiodescrição.
Classificação: 16 anos.
Duração: 90 minutos.
Capacidade: 50 lugares.
Ingressos: R$30,00 (inteira) e R$15,00 (Credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes. Meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência).
É necessário apresentar comprovante de vacinação contra COVID-19.
 

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Hip-Hop Blues reforça ativismo do Bartolomeu

Elenco de Hip-Hop Blues – Espólio das Águas Daniel Oliva, Luaa Gabanini, Eugênio Lima, Nilcéia Vicente, Roberta Estrela D’Alva, Dani Nega, Cristiano Meirelles. Foto: Sérgio Silva  

A temporada de Hip-Hop Blues – Espólio das Águas acontece de 25 de março a 24 de abril de 2022 no Sesc Santana – sextas e sábados às 21h; domingos e feriados às 18h. 

Hip-Hop Blues – Espólio das Águas, do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, mergulha no Rio Mississipi para trazer à tona os rios soterrados de São Paulo. Essa imagem tem como alavanca a obra Os Sete Pecados Capitais dos Pequenos Burgueses, de Bertold Brecht, um dos disparadores do espetáculo, e o transbordamento dos rios paulistanos, que gritam por seu espaço de existência em dias de chuvas. Ideias atravessadas por dilúvios da memória.

Essas narrativas explodem em mosaico de depoimentos pessoais do elenco, que avaliam as condições instauradas pela pandemia e pelo momento político penoso em que vivemos. Na cena, os seis atores refletem e ensaiam. A peça sacode questões contemporâneas num jogo cênico que fricciona testemunho e ficção, projetando histórias e ancestralidades que revelam e contrapõem o racismo, a moralidade, a lgtqia+fobia, a intolerância, a supremacia branca e patriarcal e seus inúmeros braços estruturais.

O coletivo, criado em 2000, alimenta uma produção cultural ativista na cidade de São Paulo, aposta na contundência da autorrepresentação como discurso artístico, e tem como pesquisa de linguagem o diálogo entre a cultura hip-hop e o teatro épico e seus recursos.

O elenco é composto pelos quatro membros-fundadores do Núcleo – Claudia Schapira, Eugênio Lima, Luaa Gabanini e Roberta Estrela D’ Alva -, além dos artistas-aliados Cristiano Meirelles, Dani Nega, Nilcéia Vicente e Daniel Oliva. Adeleke Adisaogun Ajiyobiojo, Aretha Sadick e Zahy Guajajara, se juntam ao grupo formando a narrativa com a adição do vídeo. 

Inspirado pelos percursos dos rios de São Paulo, o grupo traduz o afogamento e reforça a necessidade de resgatar os afetos após as enxurradas. As narrativas são construtos da memória, cosidos pela diretora Claudia Schapira a partir dos depoimentos do elenco, criando um tecido polifônico. 

A música exerce papel essencial em Hip Hop Blues. O blues opera uma tradução dos conflitos, das desigualdades de classe e amplifica formas de resistência e de protesto. “Como ágora capaz de abrigar todas as diásporas, todos os levantes; que lança mão do ritmo e da poesia como se fosse reza, como se fosse lamento, também reivindicação e luta, sem abrir mão do poder transformador da celebração”  diz Claudia Schapira.

Este projeto foi realizado com apoio do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura.

Ficha Técnica
Direção: Claudia Schapira
Dramaturgia:  Claudia Schapira e elenco
Concepção Geral: Núcleo Bartolomeu de Depoimentos
Atores/Atrizes-MC’s: Cristiano Meirelles, Dani Nega, Eugênio Lima, Luaa Gabanini, Nilcéia Vicente e Roberta Estrela D’Alva
Guitarra: Daniel Oliva
Direção musical: Dani Nega, Eugênio Lima e  RobertaEstrela D’Alva
Músicas: Núcleo Bartolomeu e elenco
Assistência de direção: Rafaela Penteado
Cenografia: Marisa Bentivegna
Criação e operação de luz: Matheus Brant
Assistência de iluminação: Guilherme Soares
Criação e operação de vídeo: Vic Von Poser
Assistência de cenografia: César Renzi
Cenotecnia: César Rezende
Assistência de vídeo: Beatriz Gabriel
Direção de movimento: Luaa Gabanini
Técnica de spoken word e métricas: Roberta Estrela D’Alva e Dani Nega
Técnica de canto blues: Andrea Drigo
Técnica de sapateado: Luciana Polloni
Danças urbanas: Flip Couto
Participações especiais vídeo: Adeleke Adisaogun Ajiyobiojo, Aretha Sadick e Zahy Guajajara
Participações especiais áudio: Matriark e Reinaldo Oliveira
Pensadores-provocadores convidados: Luiz Antônio Simas, Luiz Campos Jr. e Celso Frateschi
Engenharia de Som: João de Souza Neto e Clevinho Souza
Intérprete Libras: Erika Mota e equipe
Figurinos: Claudia Schapira
Figurinista assistente e direção de cena: Isabela Lourenço
Costureira: Cleuza Amaro Barbosa da Silva
Direção de produção, administração geral e financeira: Mariza Dantas
Direção de Produção Executiva: Victória Martinez e Jessica Rodrigues [Contorno Produções]
Assistência de produção: Carolina Henriques e Helena Fraga
Coordenação das redes sociais: Luiza Romão
Assessoria de Imprensa e Coordenação de Comunicação: Canal Aberto – Márcia Marques, Carol Zeferino e Daniele Valério
Programação Visual e Desenhos: Murilo Thaveira
Fotos divulgação: Sérgio Silva
Agradecimentos
Lu Favoreto, Estúdio Nova Dança Oito, Pequeno Ato, Galpão do Folias, Lucía Soledad, Marisa Bentivegna, Colégio Santa Cruz – Raul Teixeira, Périplo Produções

Serviço
Hip-Hop Blues – Espólio das águas
Duração: 1h30
Recomendação etária: 12 anos
Sesc Santana (330 lugares) Av. Luiz Dumont Villares, 579, São Paulo – SP, Tel.: 11 2971-8700
Quando: 25/03 a 24/04/2022 + o dia 21/04 quinta-feira, às 18h
[Sexta e Sábado às 21h e Domingo e Feriado às 18h]
Quanto: R$ 40,00 e R$ 20,00
É necessário apresentar comprovante de vacinação contra COVID-19. Crianças de 5 a 11 anos devem apresentar o comprovante evidenciando uma dose, pessoas a partir de 12 anos, das duas doses (ou dose única), além de documento com foto para ingressar nas unidades do Sesc no estado de São Paulo.  
 
Sesc Santana na rede
instagram.com/sescsantana
sescsp.org.br/santana

 

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