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4º Crítica em movimento traz espetáculos, debates, podcasts e publicações

Épico, da Tercer Abstracto. Foto: Brendo Trolesi

Tempos de Errância – lado B [vídeo teatro], espetáculo do Núcleo 2 Coletivo de Teatro. Foto: Polly Rosa

A 4ª edição do Crítica em Movimento, realizado pelo Itaú Cultural, vai acontecer a partir desta quinta-feira (1) até domingo (4) com espetáculos, debates, lançamentos de podcasts e cadernos digitais, com textos sobre crítica e teatro, que serão publicados paulatinamente, de 1 a 22 de abril.

A abertura da programação será com a mesa “Considerações sobre a recepção crítica na vida contemporânea” nesta sexta-feira, às 20h. Valmir Santos, co-curador do Crítica em Movimento, jornalista e crítico do site Teatrojornal, conversa com a pernambucana Clarissa Diniz, curadora, pesquisadora e crítica de artes visuais, atualmente professora e curadora da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, e com Alcir Pécora, professor e crítico literário da Universidade Estadual de Campinas.

Na sexta-feira (2), às 20h, começam as apresentações de espetáculos com Épico, peça do grupo Tercer Abstracto, que trabalha com artistas do Chile e do Brasil desde 2012. No espetáculo, o grupo coloca em paralelo uma peste mortífera que assolou a Europa em 1348 e a situação da Covid-19 no mundo desde o ano passado. O espetáculo faz parte do Projeto Manifestos, que investiga na cena as propostas e manifestações teatrais do início do século XX. Neste caso, o ponto de partida é Bertolt Brecht. Depois da apresentação, haverá uma conversa com o professor-adjunto do Instituto de Cultura e Arte da Universidade Federal do Ceará, Héctor Briones.

A programação continua no sábado (3), às 20h, com Tempos de Errância – lado B [vídeo teatro], espetáculo do Núcleo 2 Coletivo de Teatro, de Minas Gerais. O espetáculo parte de três fotogramas recentes e contemporâneos da paisagem latino-americana, buscando rastros de devastação pela violência armada. Pós-apresentação, o público acompanha o bate-papo do diretor artístico Narciso Telles com a atuadora gaúcha Tânia Farias.

No domingo (4), a companhia Enxame Circo, de São Paulo, apresenta o espetáculo Enxame. A sinopse diz que quatro indivíduos à espera de que algo aconteça acabam subvertendo a ordem das coisas dentro de um fluxo de acontecimentos não-rotineiros. A encenação traz técnicas circenses tradicionais, como corda lisa, malabarismo, palhaçaria e paradas-de-mão, elementos do teatro e da dança, e ainda projeção de vídeo. Logo depois, a conversa será conduzida por Fátima Pontes, atriz, produtora cultural e professora de teatro, que há 20 anos coordena as áreas executiva e artística da Escola Pernambucana de Circo.

O podcast Crítica em Movimento possui cinco episódios, que serão liberados todos ao mesmo tempo a partir desta sexta (1), no site do Itaú Cultural e nos aplicativos de podcast. O primeiro episódio tem como tema “Quais os enfrentamentos da prática da crítica de teatro hoje?”, com participação do crítico e jornalista Macksen Luiz e da crítica e pesquisadora Daniele Avila Small, da revista Questão de Crítica, com a mediação de Valmir Santos. No segundo programa, participam Lourdes Macena, pesquisadora e artista cearense, e o ator e diretor Rogério Tarifa, com mediação do professor paraibano Diógenes Maciel, a partir do tema “Como a crítica se relaciona com a noção do popular nas artes cênicas?”.

Maria Fernanda Vomero, jornalista, crítica, curadora e pesquisadora, faz a mediação do terceiro episódio que tem como pergunta disparadora “Qual a percepção de quem cria a respeito do travalho da crítica?”. Participam a atuadora Tânia Farias, da gaúcha Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, e o dramaturgo e diretor Edyr Augusto Proença, do paraense Grupo Cuíra. No quarto programa, o tema é “Como exercer olhares e escutas a partir da cena remota?”, com mediação da jornalista e crítica Luciana Romagnolli, do site Horizonte da Cena. O último episódio, com mediação da professora, crítica e jornalista Julia Guimarães tem como tema “Qual o lugar da resistência na formação da crítica?”, com Dodi Leal, professora do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da Universidade Federal do Sul da Bahia, e Henrique Saidel, diretor, performer, curador e professor gaúcho.

O Crítica em Movimento traz ainda a publicação de oito caderno com 24 textos. Ivana Moura, jornalista e crítica aqui do Satisfeita, Yolanda? escreveu para o primeiro caderno, que sai nesta quinta-feira (1), com o tema “O papel da crítica de teatro no Brasil: do jornal impresso à plataforma digital”. Também escrevem neste caderno Edson Fernando (PA) e Macksen Luiz (RJ) a partir do tema O papel da crítica de teatro no Brasil: do jornal impresso à plataforma digital.

No caderno 2 “O vão entre a crítica e o circo” escrevem Alice Viveiros de Castro (RJ), Daniel Lopes (SP), Ermínia Silva (SP) e Fátima Pontes (PE). O caderno 3 traz textos de Carlos Alberto Pereira dos Santos (RS), Daniel Kairoz (SP) e Rosa Primo (CE) com o tema “Estados da crítica de dança”.

Pollyanna Diniz, jornalista e crítica aqui do Yolanda escreveu para o caderno 4 a partir do tema “Espaços digitais empenhados em artes cênicas”, que tem ainda como autores Diogo Spinelli (RN) e Walmeri Ribeiro (RJ). No caderno 5 “A dificuldade da crítica em contracenar com o teatro de rua” os autores são Altemar DiMonteiro (CE), Lindolfo Amaral (SE) e Marta Haas (RS). Fernando Cruz (MS), Nena Inoue (PR) e Onisajé (Fernanda Júlia|BA) escrevem no caderno 6 “A cena engajada no contexto contemporâneo”. O caderno 7 propõe o tema “Teatros peculiares na mão dupla com Cuba e Brasil”, com os autores Camila Scudeler (Colômbia), Luis Alonso-Aude (BA) e Luvel Garcia (Cuba). E, por fim, o caderno 8 “Panorama do teatro latino-americano visto da ponte” reúne textos de Alice Guimarães (Bolívia), Andrea Hanna (Argentina) e Héctor Briones (Chile/CE).

PROGRAMAÇÃO CRÍTICA EM MOVIMENTO

Mesa Considerações sobre a recepção crítica na vida contemporânea
Com Alcir Pécora (SP), Clarissa Diniz (RJ) e Valmir Santos (co-curador desta edição do Crítica em Movimento – SP)
Quando: Quinta-feira (1), às 20h
Onde: Pela plataforma Zoom, com ingressos via Sympla
Quanto: Gratuito
* Com tradução simultânea em espanhol

Clarissa Diniz (foto: Portrite) e Valmir Santos (foto: Agência Ophélia) participam de mesa de abertura

Épico, da Cia Teatral Tercer Abstracto (Chile/Brasil)
Após a apresentação, acontece um bate-papo com mediação de Héctor Briones (CE)
Quando: Sexta-feira (2), às 20h
Onde: Pela plataforma Zoom, com ingressos via Sympla
Quanto: Gratuito
* Com legenda em espanhol

Tempos de Errância – lado B [vídeo teatro], do Núcleo 2 Coletivo de Teatro (MG)
Após a apresentação, acontece bate-papo com o ator Narciso Teles, mediado por Tânia Farias (RS)
Quando: sábado (3), às 20h
Onde: Pela plataforma Zoom, com ingressos via Sympla
Quanto: Gratuito
* Com legenda em espanhol

Enxame, da companhia Enxame Circo. Foto: Daniel Carvalho

Enxame, do Enxame Circo (SP)
Após a apresentação, acontece um bate-papo com mediação de Fátima Pontes (PE)
Quando: domingo (4), às 20h
Onde: Pela plataforma Zoom, com ingressos via Sympla
Quanto: Gratuito

PROGRAMAÇÃO DE PUBLICAÇÕES, no site do Itaú Cultural

1 de abril, quinta-feira:
Caderno 1: O papel da crítica de teatro no Brasil: do jornal impresso à plataforma digital
Autores: Edson Fernando (PA), Ivana Moura (PE) e Macksen Luiz (RJ)

Caderno 2: O vão entre a crítica e o circo
Autoras: Alice Viveiros de Castro (RJ), Daniel Lopes (SP), Ermínia Silva (SP) e Fátima Pontes (PE)

8 de abril, quinta-feira:
Caderno 3: Estados da crítica de dança
Autores: Carlos Alberto Pereira dos Santos (RS), Daniel Kairoz (SP) e Rosa Primo (CE)

Caderno 4: Espaços digitais empenhados em artes cênicas
Autores: Diogo Spinelli (RN), Pollyanna Diniz (PE) e Walmeri Ribeiro (RJ)

15 de abril, quinta-feira:
Caderno 5: A dificuldade da crítica em contracenar com o teatro de rua
Autores: Altemar DiMonteiro (CE), Lindolfo Amaral (SE) e Marta Haas (RS)

Caderno 6: A cena engajada no contexto contemporâneo
Autores: Fernando Cruz (MS), Nena Inoue (PR) e Onisajé (Fernanda Júlia | BA)

22 de abril, quinta-feira:
Caderno 7: Teatros peculiares na mão dupla com Cuba e Brasil
Autores: Camila Scudeler (Colômbia), Luis Alonso-Aude (BA) e Luvel Garcia (Cuba)

Caderno 8: Panorama do teatro latino-americano visto da ponte
Autores: Alice Guimarães (Bolívia), Andrea Hanna (Argentina) e Héctor Briones (Chile/CE)

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Grupo 3 de Teatro comemora 15 anos com reedição de repertório online

Peça Contrações inicia celebrações de aniversário. Foto: Guto Muniz / Divulgação

A Serpente, de Nelson Rodrigues, marcou o debut do Grupo 3 de Teatro, na Casa de Cultura Laura Alvim, no Rio de Janeiro, no  dia 7 de setembro de 2005. De lá para cá, a trinca Débora Falabella, Gabriel Fontes Paiva e Yara de Novaes ergueu seis montagens teatrais, com mais de mil apresentações pelo Brasil e exterior. E não menos importante na trajetória do trio renovam-se o envolvimento, a troca de afeto, a escolha de repertório que traduz os anseios desses artistas na luta e resistência por condições melhores para a arte e para a vida.

Contrações, de 2013, inicia as celebrações virtuais do Grupo 3 de Teatro, com transmissões ao vivo gratuitas pelo aplicativo Zoom através do site do Itaú Cultural. Para hoje, os ingressos estão esgotados. As outras sessões ocorrem nos dias 13 e 20 de outubro, sempre às 20h.

Débora Falabella e Yara de Novaes interpretam uma funcionária e uma gerente de uma corporação. O assédio emocional é violento. Ai que ódio que dá da amada Yara por essa personagem. Ela trabalha minúcias de crueldade para sabotar de todas as formas sua empregada. A situação é terrível, mas a peça é incrível num trabalho magnífico das duas atrizes e da direção de Grace Passô em alta voltagem. O mundo capitalista é absolutamente cruel, não nos esqueçamos.

Com um humor nonsense, o texto do inglês Mike Bartlet apresenta esse universo coorporativo que estrangula os direitos individuais da funcionária. A trabalhadora cede, para manter o próprio emprego, e é invadida cada vez mais na sua vida privada. Faz ainda mais sentido nestes tempos de pandemia e home office. A direção de Grace modula com primor as temperaturas dessa conexão abusiva e materializa o terror da situação. Nesse formato virtual, as atrizes atuam cada uma de sua casa, filmadas por diferentes ângulos. Elas estão num “escritório on-line” e se encontram em reuniões remotas. 

Love, love, love (2016) e Neste mundo louco, nesta noite brilhante (2019), também compõem a programação comemorativa. No dia 27, às 20h, uma gravação da peça Love, love, love ganha transmissão via Zoom. Neste mundo louco, nesta noite brilhante rendeu a websérie homônima, com direção de João Wainer, a partir do espetáculo escrito por Silvia Gomez. Será lançada pela plataforma do Itaú Cultural, com episódios semanais com cerca de 30 minutos, liberados de 16 de outubro a 13 de novembro (sextas-feiras, às 18h)

Publicação online

Ainda nesta terça (6), para marcar o início da “temporada”, será lançado o catálogo digital 15 anos do Grupo 3 de Teatro da trajetória do grupo, com texto do jornalista e crítico teatral Valmir Santos. O design é da artista visual Patrícia Cividanes.

O acervo da companhia (registros fotográficos, vídeos, entrevistas, programas, catálogos e apontamentos de processos) foram a base do catálogo, que traça uma linha do tempo atravessada por histórias e ilustrações.

A trupe encenou os espetáculos A Serpente (2005) e O Amor e Outros Estranhos Rumores (2011), ambos com direção de Yara de Novaes, além de O Continente Negro (2007), dirigida por Aderbal Freire Filho, Contrações (2013), por Grace Passô, Love Love Love (2017), por Eric Lenate, e Neste Mundo Louco, Nesta Noite Brilhante (2019), de Silvia Gomez, com direção de Gabriel Fontes Paiva.

Conflitos geracionais são explorados na peça Love Love Love 

Elenco é formado por Débora Falabella, Augusto Madeira, Alexandre Ciolleti, Mateus Monteiro e Yara de Novaes

Love, love, love

Libertárias na juventude, elas são seduzidas pelo capitalista quando chegam ao período produtivo ou alcançam postos de comando. Love, love, love, também de Mike Bartlet, mete o dedo nessa ferida. De novo as corporações a interferir e sufocar nossa vida. No projeto comemorativo, será exibida a versão gravada da encenação no teatro.

Com direção de Eric Lenate, Débora e Yara dividem o palco com Augusto Madeira, Alexandre Ciolleti e Mateus Monteiro. A peça acompanha as mudanças no núcleo familiar. A história começa na noite da primeira transmissão ao vivo de TV via satélite, em 1967. Sandra, caloura na universidade, tem um encontro com Henry, mas flerta com o irmão mais novo, Kenneth. Avanço temporal. Nos anos 1990, a família de classe média é descuidada com os filhos e nem sabe porque ainda insiste num casamento falido.

A geração de paz e amor foi uma derrota para os descendentes. E é isso que a filha do casal joga na cara dos pais em 2011. Com uma estrutura familiar frágil, a violonista, antes promissora, agora frustrada, avança na acusação: “Você não alterou o mundo, você o comprou”. É… para o capitalismo tudo é mercadoria.

Neste mundo louco, nesta noite brilhante fala de violência e solidariedade. Fotos:  Joao Caldas Fº

Yara de Novaes interpreta vigia do KM 23. Foto:  Joao Caldas Fº

Yara de Novaes e Débora Falabella, Foto: Joao Caldas Fº

Vítima de estupro coletivo, uma garota delira. Naquela noite estrelada, ela recebe a ajuda de uma anja, porque elas existem. É a vigia do KM 23 de uma rodovia abandonada, que acompanha o movimento dos aviões. Se lembrarmos, a terra também vem sendo violentada. O texto de Silvia Gomez se expande para outras preocupações urgentes, do feminicídio, no trato predador do homem com o Natureza, dos abusos de poder.

Neste mundo louco, nesta noite brilhante, a websérie, foi gravada em quatro dias, na mesma sala de ensaio em que o grupo montou o espetáculo. 

Dirigida pelo fotógrafo, cineasta e documentarista João Wainer em parceria com a companhia e com apoio do Itaú Cultural, Neste Mundo Louco, Nesta Noite Brilhante, conta com episódios de aproximadamente 30 minutos, compostos da apresentação da dramaturga Silvia Gomez, cenas de ensaio, discussões do processo de mesa, além do espetáculo filmado.

Ao final de cada episódio, ocorre Conversas com Heroínas do Mundo Real: uma mulher que faz a diferencia no contemporâneo dá seu testemunho das ações para melhorar o mundo, o seu entorno. A artista paraense Berna Reale, que realiza performances para refletir sobre a violência, é a primeira convidada.

RETROSPECTIVA 15 ANOS – Sessões virtuais do Grupo 3 de Teatro

CONTRAÇÕES
Texto de Mike Bartlett, direção de Grace Passô. O assédio moral no ambiente de trabalho é explorado na peça, a partir da relação entre a gerente de uma corporação e uma funcionária. Transmissões via Zoom. Bate-papo com o grupo após a sessão. Dias 6 (esgotado), 13 e 20 de outubro, às 20h. Gratuito. Capacidade: 270 pessoas.

LOVE, LOVE, LOVE
Texto de Mike Bartlett, direção de Eric Lenate. Peça segue quase 50 anos de uma família, focalizando o contexto político-social de cada momento e revelando o impacto de cada época na vida das pessoas. Exibição via Zoom. Após a sessão, haverá bate-papo com o grupo. Dia 27 de outubro, às 20h. Gratuito. Capacidade: 270 pessoas.

NESTE MUNDO LOUCO, NESTA NOITE BRILHANTE
Texto de Silvia Gomez, direção de Gabriel Fontes Paiva e João Wainer. Enquanto aviões decolam e aterrissam em várias partes do mundo, uma garota delira, em uma rodovia abandonada, após ser violentada. Websérie em cinco episódios. Após a exibição, haverá o encontro Conversas com heroínas do mundo real. Dias 16, 23 e 30 de outubro e 6 e 13 de novembro, às 18h, no Itaú Cultural. Os episódios ficarão disponíveis até 4 de dezembro.

15 anos Grupo 3 de Teatro

FICHA TÉCNICA
Idealização: Grupo 3 de Teatro
Diretor técnico: André Prado
Assistente Administrativo: Rogerio Prudêncio
Direção de Produção: Heloisa Andersen
Gestão de Projeto: Luana Gorayeb
Coordenação Geral: Gabriel Fontes Paiva
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Artes gráficas: Patrícia Cividanes
Grupo 3 de Teatro: Débora Falabella, Gabriel Fontes Paiva e Yara de Novaes

Informações e reservas de ingressos no site do Itaú Cultural: www.itaucultural.org.br

 

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Arte como Respiro prossegue nesta semana

Luta Live, com Teuda Bara. Foto Luiza Palhares

Esta quarentena mexeu com os movimentos, deslocamentos possíveis, perspectivas de vida e imprimiu novas buscas de energia para enfrentar o período. O isolamento social e suas circunstâncias estão na essência de alguns trabalhos produzidos para a programação do Festival Arte como Respiro – Edição Cênicas, do Itaú Cultural. Entre eles estão os espetáculos Luta, da atriz mineira Teuda Bara, e Gente de Classe –Transparente, do Grupo Carmin, do Rio Grande do Norte. Ao todo, nesta edição, são 18 projetos de 10 diferentes estados, exibidos de 7 a 11 de outubro (quarta-feira a domingo), sempre às 20h.

Compõem o quadro desse bloco criações em dança, teatro, performance e circo, de artistas da Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os trabalhos ficam disponíveis no site da instituição (www.itaucultural.org.br) por 24 horas para serem assistidos virtualmente.

Entre o fechar e o abrir dos olhos. Foto Drica Rocha / Divulgação

Mulher do Fim do Mundo, da Nau de Ícaros. Foto Ale Catan / Divulgação

Rede de Pulgas, das artistas cearenses Gabriela Jardim e Lívia Soares, atravessa o circo tradicional para mostrar como as artistas autônomas estão revivendo e recriando composições cênicas em casa. A moradia também está no centro da partitura da dança Menina em Casa, da carioca Amanda Gouveia, que encontra no autocuidado uma forma de reinventar o cotidiano. A performance Entre o Fechar e o Abrir dos Olhos, de Drica Rocha, da Bahia, vai buscar sustentação na poesia, no olhar e na janela. Mulher do Fim do Mundo: Manutenção e Criação em Cena, da Cia Nau de Ícaros, de São Paulo, é Inspirada pela música homônima de Elza Soares.

Cruz Credo. Foto Esteban Bisio / Divulgação

Filho Homem. Divulgação

As questões de gênero dominam a quinta-feira, dia 8. Esmea, dos paulistas Leonardo Cuspamos e Lucas Andrade, se agarra aos vestígios depois do fim de um romance. Filho Homem, do carioca Bernardo de Assis, situa as possíveis diferenças entre dois Irmãos, um criado para ser homem e outro criado para ser mulher. As fases do luto amoroso são exploradas em #ressignifiCASA – Cozinha, do multiartista Murilo Toledo, de São Paulo, que utiliza dança, acrobacia e interpretação para expor emoções do término de um casamento homoafetivo. Cruz Credo, do Coletivo Emaranhado, do Espírito Santo, expõe as marcas das retaliações sofridas pelo corpo-vivência de um humano negro, cisgênero e gay em espaços sociais. No monólogo O Hétero, do Rio de Janeiro, a figura Fulano de Tal, criado por Zé Wendell, é um nordestino, artista, homem comum, que sai em uma jornada de autoconhecimento e aceitação de si.

O Melhor Trapezista do Mundo. Foto Allan Lira / Divulgação

Ponto De Vista De Um Palhaço.Foto Wilian Aguiar / Divulgação

A linguagem circense norteia as produções de sexta-feira, dia 9. Chàrlá Táon – O Contorcionista, do palhaço, ator e bailarino paulista André Doriana, ensina um antídoto milenar contra a dor: o riso. O Melhor Trapezista de Todo o Mundo, da gaúcha Cia Fundo Mundo, faz uma sátira aos números clássicos de acrobacia aérea. O solo Pontos de Vista de Um Palhaço do ator Daniel Warren, de São Paulo, situa a busca da personagem por ajuda em uma sessão de terapia online.

Gente de Classe do Grupo Carmin. Divulgação

Projetos pensados e criados na quarentena, que refletem sobre o digital e os novos formatos seguem na pauta de sábado (10). Um Passinho de Cada Vez, de Marzia Zambianchi e Olivia Orthof, do Distrito Federal, realizada por alunos circenses, mostra uma videodança baseada na dança carioca do passinho. Gente de Classe: Transparentes, do Grupo Carmin, do Rio Grande do Norte, investe na comicidade para expor o quadro de mãe solteira e seus dois filhos que se falam apenas por videoconferência. Uma das fundadoras do grupo Galpão, a atriz mineira Teuda Bara, ficcionaliza sua trajetória, cria imagens, conta casos e elege a luta como alegoria para o teatro e a própria vida em Luta Live.

Maré. Foto Marcondes Filho / Divulgação

As relações criadas pelo indivíduo consigo, com o mundo e com os outros fazem os elos de reflexões dos projetos exibidos domingo, dia 11. Toque de Quarentena registra em vídeo uma cena performática do casal Livia Vilela e Cezar Siqueira, que expressa a experiência do isolamento e seus efeitos nos corpos. Já O Mundo Está ao Contrário e Ninguém Reparou, de Camila Cequinel, do Paraná, chama a atenção para a ideia de que mudar de ponto de vista pode ser a solução para os problemas. Maré, do Coletivo CIDA, do Rio Grande do Norte, é uma peça coreográfica sobre o amor.

O segundo bloco da edição Cênicas de outubro acontece entre os dias  21 e  25.

SERVIÇO:
Festival Arte como Respiro – Edição Cênicas
Quando: De 7 a 11 de outubro (quarta-feira a domingo), sempre a partir das 20h
Onde: No site do Itaú Cultural: www.itaucultural.org.br
Quanto: Gratuito

*Cada espetáculo fica disponível para visualização por 24h

PROGRAMAÇÃO, SINOPSES E SERVIÇO
SEMANA 5

7 de outubro, quarta-feira

Rede de Pulgas (CE), de Gabriela Jardim
Duração: 7 minutos
Composições cênicas carregadas de ações, lembranças, inquietude provocadas pelo isolamento.
Ficha técnica:
Direção: Gabriela Jardim e Lívia Soares
Intérprete criadora: Gabriela Jardim

Menina em Casa (RJ), de Amanda Gouveia
Duração: 5 minutos
Uma mulher aproveita a quarentena para eleger o autocuidado no seu cotidiano.
Ficha técnica:
Direção, roteiro, interpretação: Amanda Gouveia
Direção de fotografia: Klaus Schmaelter
Trilha sonora: Victor Ribeiro
Montagem: Rená Tardin

Entre o Fechar e o Abrir dos Olhos (BA), de Drica Rocha
Duração: 9 minutos
Alicerçado na poesia Não Basta Abrir a Janela, de Alberto Caeiro; no olhar e na janela.
Ficha técnica:
Intérprete-criadora: Drica Rocha
Orientação: Agatha Oliveira, Clara Trigo e Marta Bezerra
Filmagem: Alexandra Martins Costa, Eduardo Senna e Jota Júnior
Filmagem da investigação em casa: Eduardo Sena
Escultora sonora: Marion Monnot
Edição de vídeo: Alexandra Martins Costa
Gravado em dezembro de 2019 no Prédio Inacabado do IHAC
Universidade Federal da Bahia – Campus Ondina

Mulher do Fim do Mundo: Manutenção e Criação em Cena (SP), da Cia Nau de Ícaros
Duração: 65 minutos
Inspirado pela música de Elza Soares, espetáculo aponta para a criação de novos modos de existência.
Ficha técnica:
Criação e concepção: Erica Rodrigues e Letícia Olomidará Doretto
Cocriadoras: todas as mulheres visíveis e invisíveis que encontramos nesse processo
Direção colaborativa: Roberto Alencar, Dani Lima e Marco Vettore
Figurino: Chris Aizner
Trilha sonora: Simone Sou e Gustavo Souza
Cenografia: André Cortez
Iluminação: Wagner Freire
Fotos: Alexandre Catan
Design gráfico: Naná Mendes da Rocha e Maria Cau Levy
Vídeo: Bruta Flor Filmes
Preparação corporal (workshops): Vera Passos, Miriam Druwe, Henrique Lima, Roberto Alencar
Produção artística: Junior Guimarães
Operação de som: Celso Reeks
Operação de luz e direção geral: Marco Vettore
Administração: Álvaro Barcellos

8 de outubro, quinta-feira

Esmea (SP), de Lucas Andrade
Duração: 6 minutos
Em completo estado de solidão, personagem relembra momentos de amor ao reler cartas antigas.
Ficha técnica:
Com Leonardo Cuspamos e Lucas Andrade

Filho Homem (RJ), de Bernardo de Assis
Duração: 10 minutos
Sinopse:
Documentário ficcional investiga as repercussões entre dois irmãos: um criado para ser homem e outro para ser mulher.
Ficha técnica:
Concepção e atuação: Bernardo de Assis

#ressignifiCASA – Cozinha (SP), de Murilo Toledo
Duração: 11 minutos
Fim de um casamento homoafetivo, marcado por padrões heterocisnormativos e processo de cura.
Ficha técnica:
Com Murilo Toledo

Cruz Credo (ES), de Coletivo Emaranhado
Duração: 15 minutos
Sinopse:
O corpo-vivência de um humano negro, cisgênero, gay, que sofre retaliações dos espaços sociais.
Ficha técnica:
Direção de produção e Coreográfica: Maicom Souza
Intérprete-criador/Bailarino: Ricardo Reis
Arte gráfica: Wendel Alexandre
Iluminação: Léia Rodrigues
Organização: Coletivo Emaranhado e Bule

O Hétero (RJ), de Zé Wendell
Duração: 40 minutos
Monólogo que conta com humor a história de Fulano de Tal, nordestino, artista e sonhador.
Ficha técnica:
Da Filmagem:
Autoria, atuação, direção de produção e edição vídeo no celular: Zé Wendell
Filmagem e operação de trilha sonora: Andrea Menezes
Do Espetáculo:
Texto e atuação: Zé Wendell
Direção: Alice Steinbruck
Direção de produção: Zé Wendell
Produção executiva: Andrea Menezes
Iluminação: Ana Luzia de Simoni
Figurino: Ticiana Passos
Cenário: Mina Quental
Visagismo: Márcio Mello
Direção musical: Marcelo Alonso Neves
Programação visual: André Senna
Assessoria de imprensa: Marrom Glacê Assessoria – Gisele Machado & Bruno Morais

9 de outubro, sexta-feira

Chàrlá Táon – O Contorcionista (SP), de André Doriana
Duração: 6 minutos
O palhaço faquir Chàrlá procura a partir de seu corpo não-engenhoso, compreender as leis da natureza e o que são a pele, o medo, a carne, a alegria, as articulações, o encantamento e a respiração.
Ficha técnica:
Roteiro, direção e atuação: André Doriana
Fotografia e edição: Ana Tardivo Alves
Provocações: Fernando Borges

O Melhor Trapezista de Todo o Mundo (RS), de Cia Fundo Mundo
Duração: 7 minutos
As coisas não saem como planejado no show do autointitulado o melhor trapezista de todos os tempos.
Ficha técnica:
Elenco: Noam Scapin
Criação: Noam Scapin
Produção e assistência: Lui Castanho

Pontos de Vista de Um Palhaço (SP), de Daniel Warren
Duração: 45minutos
Um palhaço busca ajuda numa sessão de terapia online. Adaptação teatral do romance homônimo do alemão Heinrich Boll (1917-1985).
Ficha técnica:
Concepção artística: Maristela Chelala e Daniel Warren
Texto original: Ansichten Eines Clown, de Heinrich Boll
Dramaturgia e direção: Maristela Chelala
Elenco: Daniel Warren
Preparação e técnicas de Palhaço: Esio Magalhães
Iluminação e cenografia: Marisa Bentivegna
Figurino: Carol Badra
Trilha sonora: Frederico Vasconcelos
Operador som e luz: Andrea Dupré
Cenotécnico: Cesar Resende Santana
Assistente de cenografia: Amanda Vieira
Fotos: Ligia Jardim/Willian Aguiar
Assessoria de imprensa: Juliana Araújo e Ivan Marsiglia
Programação visual: Phillipe Marks
Produção: Fenetre Produções

10 de outubro, sábado

Um Passinho de Cada Vez (DF), de Marzia Zambianchi e Olivia Orthof
Duração: 2 minutos
Videodança realizada por alunos circenses a partir da dança carioca do passinho durante a pandemia.
Ficha técnica:
Produção e edição: Olivia Orthof
Dança: Marzia Zambianchi e Olivia Orthof
Participação especial: Davide Milani
Câmera: Fillipe Rufino
Trilha: Dj Seduty -Violão Dançante

Gente de Classe: Transparentes (RN), do Grupo Carmin
Duração: 19 minutos
Num condomínio de classe média, moram uma mãe solteira e seus dois filhos, que se falam apenas por videoconferência, ainda que estejam na mesma casa. A cena é um trecho cômico do futuro espetáculo do Grupo Carmin.
Ficha técnica:
Diretor: Pedro Fiuza
Texto: Henrique Fontes e Pablo Capistrano
Atores: Quitéria Kelly, Mateus Cardoso, Robson Medeiros
Editor de vídeo: Juliano Barreto
Produção: Mariana Hardi
Assistente de direção: Tereza Duarte

Luta Live (MG), de Teuda Bara
Duração: 57 minutos
Desenvolvido a partir do espetáculo Luta, criado com e para Teuda Bara e baseado em suas memórias e particularidades como atriz.
Ficha técnica:
Solo de Teuda Bara
Concepção e edição: João Santos
Comentários em vídeo: Teuda Bara, Cléo Magalhães, João Santos e Marina Viana
Direção e intervenções cênicas: Cléo Magalhães, João Santos e Marina Viana
Dramaturgia: Cléo Magalhães, João Santos e Marina Viana a partir de relatos de Teuda Bara
Colaboração Artística: Marta Aurélia
Iluminação: Marina Arthuzzi e Rodrigo Marçal
Cenografia: Taísa Campos
Figurino: Cléo Magalhães
Filmagem: Byron O’Neill
Vídeos: Pedro Estrada e Lucas Calixto
Vídeo mapping: Fabiano Lana
Trilha original: Barulhista
Fotos: Luiza Palhares
Produção executiva: Beatriz Radicchi

11 de outubro, domingo

Toque de Quarentena (SP), de Livia Vilela
Duração: 4 minutos
O casal Livia Vilela e Cezar Siqueira realizou e registrou em vídeo uma cena performática que expressa, através do movimento, a experiência do isolamento e seus efeitos sobre os corpos.
Ficha técnica:
Idealização, intérpretes, edição e trilha sonora: Livia Vilela e Cezar Siqueira

O Mundo Está ao Contrário e Ninguém Reparou (PR), de Camila Cequinel
Duração: 4 minutos
Criado e gravado em sua residência em um único dia, o trabalho é um possível embrião do seu novo espetáculo.
Ficha técnica:
Criação e elenco: Camila Cequinel
Filmagem e direção: João Ricardo Rocha
Contra-regra: Ravilson Cequinel

Maré (RN), de Coletivo CIDA
Duração: 40 minutos
Uma metáfora sobre a modificação, os vários níveis, as intensidades e profundidades do amor, esse sentimento tão complexo.
Ficha técnica:
Coreografia e direção: René Loui e Rozeane Oliveira
Artistas convidados: Álvaro Dantas, André Rosa, Gabriela Gorges
Produção geral: René Loui
Produção executiva: Arthur Moura
Assistente de produção: Raquel Lucena
Registro de vídeo: Eduardo Pinheiro / Estúdios Megafone
Sonorização: Paulo de Oliveira / Studio Pró Mídia
Imagens de divulgação: Marcondes Filho
Designer de iluminação: Priscila Araújo
Operação de iluminação: Anderson Galdino
Realização: CIDA – Coletivo Independente Dependente de Artistas.

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a_ponte: cena do teatro universitário, do Itaú Cultural, prorroga o prazo até 5 de outubro

 

Sandra Vargas vai ministrar oficina Quem tem medo de teatro para criança? O artista, o Teatro e as Infâncias, junto com Brenda Campos; uma das cinco salas virtuais oferecidas. Foto: Marco Aurélio Olimpio 

Atenção estudantes de artes cênicas de todo o país! O Itaú Cultural prorrogou mais uma vez o prazo para as inscrições da convocatória a_ponte: cena do teatro universitário. Agora vai até o dia 5 de outubro, às 23h59, o prazo final, que devem ser feitas pelo site da instituição (www.itaucultural.org.br ).

A proposta busca manter o caráter pulsante das edições presenciais anteriores – da diluição de fronteiras e aproximando estudantes – desta vez em formato digital, como requer os protocolos de isolamento social devido a Covid-19.

São dois eixos oferecidos pelo programa: o primeiro, conta com aulas virtuais abordando pluralidade de dramaturgias, cena queer, figurino e maquiagem, problematização do corpo e teatro para criança. Já o segundo é direcionado a teses de conclusão de cursos práticos ou teóricos, que terão publicação posterior.

A Jornada de Aprendizagem Expandida oferece cinco opções de salas de aulas online temáticas, conduzidas por especialistas nas áreas, a serem escolhidas pelo candidato. São elas:

Sala 1Dramaturgias, palavra plural?, com a dramaturga Dione Carlos, orientadora artística do Núcleo de Dramaturgia da Escola Livre de Santo André, e Marcos Barbosa, dramaturgo formado pelo Instituto Dragão do Mar, do Ceará, e professor da Escola Superior de Artes Célia Helena, em São Paulo. A proposta é praticar a escrita dramatúrgica e analisar textos de vozes significativas do teatro contemporâneo brasileiro, para ir além dos cânones tradicionais de referência e chegar à narrativa pluriversal.

 Sala 2Discurso e práxis para uma cena Queer – É possível falar de cena Queer? Além da contextualização da presença e da memória LGBTQI+ nas artes performativas do Brasil, os encontros debatem sobre as subjetividades e identidades queer, a partir de referências artísticas e teóricas que observem os procedimentos dissidentes de criação estética. As aulas têm como orientadores a dramaturga, poeta, diretora, atriz e professora Ave Terrena e Rodrigo Dourado, professor do Curso de Teatro do Departamento de Artes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pesquisador das áreas de Performatividade e Teatro Contemporâneo, Identidades de Gênero, Sexualidade e Teatro e Estudos Queer.

Sala 3, PoÉticas das materialidades da cena – O figurino e a maquiagem são marginais na criação? com Marcondes Lima, professor do Departamento de Artes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutorando em Artes Performativas e da Imagem em Movimento pela Universidade de Lisboa, além da participação do pernambucano Fábio Soares, figurinista, bailarino e brincante de cavalo-marinho, e de Cyntia Carla, professora da Universidade de Brasília (UnB), além de figurinista, diretora, professora, circense, atriz, cenógrafa e maquiadora. Esta classe apresenta um panorama sobre princípios e práticas da caracterização visual, enquanto linguagem nas artes da cena, especificamente no que diz respeito ao figurino e à maquiagem.

Sala 4Existe corpo na virtualidade? Dimensões pessoais e políticas do corpo: a cena como plataforma, comandada pelas atrizes e encenadoras Luciana Lyra e Tânia Farias, Aqui, a problematização do corpo, em tempos pandêmicos de inevitável virtualidade, é o ponto de partida para o desdobramento de estudos sobre a história do corpo, seus padrões e suas práticas, resultantes de múltiplas relações biológicas, biopolíticas, estéticas, culturais e ambientais.

Sala 5 aborda o tema Quem tem medo de teatro para criança? O artista, o Teatro e as Infâncias. Orientadas pela artista de teatro, pedagoga e pesquisadora Brenda Campos, e Sandra Vargas, atriz, diretora, dramaturga e uma das fundadoras do grupo SOBREVENTO, as aulas são realizadas por meio de exercícios práticos e reflexivos sobre o fazer teatral para as infâncias, provocando os participantes a perceberem caminhos possíveis para a criação de um espetáculo teatral voltado para crianças. 

Serão selecionados até 40 estudantes para cada sala virtual, para cumprirem uma carga horária de 20 horas em 10 encontros realizados de 9 de novembro a 15 de dezembro. Os selecionados serão divulgados no dia 26 de outubro pelo site do Itaú Cultural.

O outro eixo é a Seleção de Trabalhos de Conclusão de Cursos (práticos ou teóricos), que destaca a produção acadêmica de teses sobre as artes cênicas realizadas no período 2019-2020.

Podem concorrer trabalhos de iniciação científica ou iniciação à docência. Serão selecionados até 20 trabalhos, com divulgação dos resultados a partir do dia 14 de janeiro de 2021, no site do Itaú Cultural. Posteriormente integrarão uma publicação digital.

SERVIÇO:
Convocatória a_ponte: cena do teatro universitário
Inscrições até 5 de outubro (segunda-feira), às 23h59
Pelo site do Itaú Cultural ( www.itaucultural.org.br )

Eixo 1: Jornada de Aprendizagem Expandida:
Divulgação dos selecionados: 26 de outubro de 2020 (segunda-feira)
Eixo 2: Seleção de trabalhos de conclusão de cursos de 2019/2020
Pelo site do Itaú Cultural ( www.itaucultural.org.br )
Divulgação dos selecionados: 14 de janeiro de 2021 (quinta-feira)

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Ciclo “a_ponte : cena do teatro universitário”, do Itaú Cultural, investe na expansão de intercâmbios
PRAZO PRORROGADO

Ave Terrena (foto Luciana Bati), Brenda Campos (foto Natália Campos), Dione Carlos (foto Malcolm Lima),  Marcondes Lima (foto Rogério Alves), no meio, Luciana Lyra (foto Fábio Gark/Estúdio Mudrah); Cyntia Carla (foto Luana Proença), Sandra Vargas (foto Marco Aurélio Olímpo), Tânia Farias (foto Mariana Rotilli) e Rodrigo Dourado (foto Ricardo Maciel) são alguns dos condutores da Jornada de Aprendizagem Expandida

A terceira convocatória de a_ponte: cena do teatro universitário, do Itaú Cultural, está com inscrições abertas nos dois eixos desta edição: Jornada de Aprendizagem Expandida (aulas virtuais sobre conteúdos pouco explorados nos currículos oficiais) e Seleção de Trabalhos de Conclusão de Cursos (teses de conclusão de cursos práticos ou teóricos, que terão publicação posterior). O programa – que ocorre em formato reformulado, digital e ampliado -, reforça o compromisso de renovação da cena teatral, dissolvendo fronteiras e congraçando estudantes.

Os interessados devem acessar o site do Itaú Cultural (www.itaucultural.org.br) para fazer a inscrição. Para o primeiro eixo, até às 23h59 desta sexta-feira, dia 25 de setembro de segunda-feira, dia 28 de setembro (prazo prorrogado, anunciou o Itaú, na manhã desta sexta-feira). Para o segundo núcleo, a data de acesso vai até 2 de outubro (a outra sexta-feira), no mesmo horário. 

a_ponte é norteada a estudantes maiores de 18 anos, vinculados a uma instituição de ensino de cursos técnicos e universitários de artes cênicas de todo o país.

A gerente do Núcleo de Artes Cênicas do Itaú Cultural, Galiana Brasil, ressalta que (a mostra) a_ponte propõe um mergulho em saberes, dissidências e na recuperação de ausências curriculares há muito reclamadas, “com o intuito de agregar vozes, ligar interesses, e contribuir com o processo de formação que deve reverberar nos processos cênicos Brasil adentro”.

As duas primeiras edições de a_ponte: cena do teatro universitário foram realizadas presencialmente. Neste ano, o programa conecta-se ao virtual.

Fábio Soares participa da Sala que enfoca figurino e a maquiagem. Foto Panamérica Filmes

No eixo 1, Jornada de Aprendizagem Expandida, são oferecidas para inscrição cinco diferentes salas de aulas virtuais temáticas, conduzidas por especialistas nas áreas. A instituição oferece interpretação em Libras para os selecionados que o indiquem no ato da inscrição

Sala 1, Dramaturgias, palavra plural?, com a dramaturga Dione Carlos, orientadora artística do Núcleo de Dramaturgia da Escola Livre de Santo André, e Marcos Barbosa, dramaturgo formado pelo Instituto Dragão do Mar, do Ceará, e professor da Escola Superior de Artes Célia Helena, em São Paulo. A proposta é praticar a escrita dramatúrgica e analisar textos de vozes significativas do teatro contemporâneo brasileiro, para ir além dos cânones tradicionais de referência e chegar à narrativa pluriversal.

 Sala 2, Discurso e práxis para uma cena Queer – É possível falar de cena Queer? Além da contextualização da presença e da memória LGBTQI+ nas artes performativas do Brasil, os encontros debatem sobre as subjetividades e identidades queer, a partir de referências artísticas e teóricas que observem os procedimentos dissidentes de criação estética. As aulas têm como orientadores a dramaturga, poeta, diretora, atriz e professora Ave Terrena e Rodrigo Dourado, professor do Curso de Teatro do Departamento de Artes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pesquisador das áreas de Performatividade e Teatro Contemporâneo, Identidades de Gênero, Sexualidade e Teatro e Estudos Queer.

Sala 3, PoÉticas das materialidades da cena – O figurino e a maquiagem são marginais na criação? com Marcondes Lima, professor do Departamento de Artes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutorando em Artes Performativas e da Imagem em Movimento pela Universidade de Lisboa, além da participação do pernambucano Fábio Soares, figurinista, bailarino e brincante de cavalo-marinho, e de Cyntia Carla, professora da Universidade de Brasília (UnB), além de figurinista, diretora, professora, circense, atriz, cenógrafa e maquiadora. Esta classe apresenta um panorama sobre princípios e práticas da caracterização visual, enquanto linguagem nas artes da cena, especificamente no que diz respeito ao figurino e à maquiagem.

Sala 4, Existe corpo na virtualidade? Dimensões pessoais e políticas do corpo: a cena como plataforma, comandada pelas atrizes e encenadoras Luciana Lyra e Tânia Farias, Aqui, a problematização do corpo, em tempos pandêmicos de inevitável virtualidade, é o ponto de partida para o desdobramento de estudos sobre a história do corpo, seus padrões e suas práticas, resultantes de múltiplas relações biológicas, biopolíticas, estéticas, culturais e ambientais.

Sala 5 aborda o tema Quem tem medo de teatro para criança? O artista, o Teatro e as Infâncias. Orientadas pela artista de teatro, pedagoga e pesquisadora Brenda Campos, e Sandra Vargas, atriz, diretora, dramaturga e uma das fundadoras do grupo SOBREVENTO, as aulas são realizadas por meio de exercícios práticos e reflexivos sobre o fazer teatral para as infâncias, provocando os participantes a perceberem caminhos possíveis para a criação de um espetáculo teatral voltado para crianças.

Serão selecionados até 40 estudantes para cada uma das cinco salas virtuais, para cumprirem uma carga horária prevista de 20 horas. As aulas acontecerão por meio da plataforma crossknowledge em 10 encontros realizados de 9 de novembro a 15 de dezembro. Os selecionados serão divulgados no dia 26 de outubro pelo site do Itaú Cultural.

No Eixo 2 a_ponte: cena do teatro universitário busca valorizar a pesquisa com uma Seleção de Trabalhos de Conclusão de Curso (práticos ou teóricos), resultados de estudos concluídas nos anos de 2019 e/ou 2020. Podem se candidatar autores de trabalhos de iniciação científica ou iniciação à docência. A iniciativa visa atestar a necessidade dos programas de financiamento à pesquisa continuada nos bacharelados, nas licenciaturas e nos cursos técnicos nas áreas de artes e humanidades. Até 20 trabalhos inscritos serão selecionados, divulgados a partir do dia 14 de janeiro de 2021, no site do Itaú Cultural. Esse material fará arte, posteriormente, de uma publicação digital.

 

SERVIÇO:
Convocatória a_ponte: cena do teatro universitário
Inscrições:
Eixo 1: Jornada de Aprendizagem Expandida:
Até 25 de setembro (sexta-feira), NOVO PRAZO dia 28 de setembro (segunda-feira),  às 23h59
Pelo site do Itaú Cultural (www.itaucultural.org.br)
Divulgação dos selecionados: 28 de outubro de 2020 (segunda-feira)

Eixo 2: Seleção de trabalhos de conclusão de cursos de 2019/2020
Até 2 de outubro (sexta-feira), às 23h59
Pelo site do Itaú Cultural (www.itaucultural.org.br)
Divulgação dos selecionados: 14 de janeiro de 2021 (quinta-feira)

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