Hip-Hop Blues reforça ativismo do Bartolomeu

Elenco de Hip-Hop Blues – Espólio das Águas Daniel Oliva, Luaa Gabanini, Eugênio Lima, Nilcéia Vicente, Roberta Estrela D’Alva, Dani Nega, Cristiano Meirelles. Foto: Sérgio Silva  

A temporada de Hip-Hop Blues – Espólio das Águas acontece de 25 de março a 24 de abril de 2022 no Sesc Santana – sextas e sábados às 21h; domingos e feriados às 18h. 

Hip-Hop Blues – Espólio das Águas, do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, mergulha no Rio Mississipi para trazer à tona os rios soterrados de São Paulo. Essa imagem tem como alavanca a obra Os Sete Pecados Capitais dos Pequenos Burgueses, de Bertold Brecht, um dos disparadores do espetáculo, e o transbordamento dos rios paulistanos, que gritam por seu espaço de existência em dias de chuvas. Ideias atravessadas por dilúvios da memória.

Essas narrativas explodem em mosaico de depoimentos pessoais do elenco, que avaliam as condições instauradas pela pandemia e pelo momento político penoso em que vivemos. Na cena, os seis atores refletem e ensaiam. A peça sacode questões contemporâneas num jogo cênico que fricciona testemunho e ficção, projetando histórias e ancestralidades que revelam e contrapõem o racismo, a moralidade, a lgtqia+fobia, a intolerância, a supremacia branca e patriarcal e seus inúmeros braços estruturais.

O coletivo, criado em 2000, alimenta uma produção cultural ativista na cidade de São Paulo, aposta na contundência da autorrepresentação como discurso artístico, e tem como pesquisa de linguagem o diálogo entre a cultura hip-hop e o teatro épico e seus recursos.

O elenco é composto pelos quatro membros-fundadores do Núcleo – Claudia Schapira, Eugênio Lima, Luaa Gabanini e Roberta Estrela D’ Alva -, além dos artistas-aliados Cristiano Meirelles, Dani Nega, Nilcéia Vicente e Daniel Oliva. Adeleke Adisaogun Ajiyobiojo, Aretha Sadick e Zahy Guajajara, se juntam ao grupo formando a narrativa com a adição do vídeo. 

Inspirado pelos percursos dos rios de São Paulo, o grupo traduz o afogamento e reforça a necessidade de resgatar os afetos após as enxurradas. As narrativas são construtos da memória, cosidos pela diretora Claudia Schapira a partir dos depoimentos do elenco, criando um tecido polifônico. 

A música exerce papel essencial em Hip Hop Blues. O blues opera uma tradução dos conflitos, das desigualdades de classe e amplifica formas de resistência e de protesto. “Como ágora capaz de abrigar todas as diásporas, todos os levantes; que lança mão do ritmo e da poesia como se fosse reza, como se fosse lamento, também reivindicação e luta, sem abrir mão do poder transformador da celebração”  diz Claudia Schapira.

Este projeto foi realizado com apoio do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura.

Ficha Técnica
Direção: Claudia Schapira
Dramaturgia:  Claudia Schapira e elenco
Concepção Geral: Núcleo Bartolomeu de Depoimentos
Atores/Atrizes-MC’s: Cristiano Meirelles, Dani Nega, Eugênio Lima, Luaa Gabanini, Nilcéia Vicente e Roberta Estrela D’Alva
Guitarra: Daniel Oliva
Direção musical: Dani Nega, Eugênio Lima e  RobertaEstrela D’Alva
Músicas: Núcleo Bartolomeu e elenco
Assistência de direção: Rafaela Penteado
Cenografia: Marisa Bentivegna
Criação e operação de luz: Matheus Brant
Assistência de iluminação: Guilherme Soares
Criação e operação de vídeo: Vic Von Poser
Assistência de cenografia: César Renzi
Cenotecnia: César Rezende
Assistência de vídeo: Beatriz Gabriel
Direção de movimento: Luaa Gabanini
Técnica de spoken word e métricas: Roberta Estrela D’Alva e Dani Nega
Técnica de canto blues: Andrea Drigo
Técnica de sapateado: Luciana Polloni
Danças urbanas: Flip Couto
Participações especiais vídeo: Adeleke Adisaogun Ajiyobiojo, Aretha Sadick e Zahy Guajajara
Participações especiais áudio: Matriark e Reinaldo Oliveira
Pensadores-provocadores convidados: Luiz Antônio Simas, Luiz Campos Jr. e Celso Frateschi
Engenharia de Som: João de Souza Neto e Clevinho Souza
Intérprete Libras: Erika Mota e equipe
Figurinos: Claudia Schapira
Figurinista assistente e direção de cena: Isabela Lourenço
Costureira: Cleuza Amaro Barbosa da Silva
Direção de produção, administração geral e financeira: Mariza Dantas
Direção de Produção Executiva: Victória Martinez e Jessica Rodrigues [Contorno Produções]
Assistência de produção: Carolina Henriques e Helena Fraga
Coordenação das redes sociais: Luiza Romão
Assessoria de Imprensa e Coordenação de Comunicação: Canal Aberto – Márcia Marques, Carol Zeferino e Daniele Valério
Programação Visual e Desenhos: Murilo Thaveira
Fotos divulgação: Sérgio Silva
Agradecimentos
Lu Favoreto, Estúdio Nova Dança Oito, Pequeno Ato, Galpão do Folias, Lucía Soledad, Marisa Bentivegna, Colégio Santa Cruz – Raul Teixeira, Périplo Produções

Serviço
Hip-Hop Blues – Espólio das águas
Duração: 1h30
Recomendação etária: 12 anos
Sesc Santana (330 lugares) Av. Luiz Dumont Villares, 579, São Paulo – SP, Tel.: 11 2971-8700
Quando: 25/03 a 24/04/2022 + o dia 21/04 quinta-feira, às 18h
[Sexta e Sábado às 21h e Domingo e Feriado às 18h]
Quanto: R$ 40,00 e R$ 20,00
É necessário apresentar comprovante de vacinação contra COVID-19. Crianças de 5 a 11 anos devem apresentar o comprovante evidenciando uma dose, pessoas a partir de 12 anos, das duas doses (ou dose única), além de documento com foto para ingressar nas unidades do Sesc no estado de São Paulo.  
 
Sesc Santana na rede
instagram.com/sescsantana
sescsp.org.br/santana

 

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Pós-feminismo de Fernanda Young no Recife

Maria Ribeiro em Pós-F. Foto: Maringas Maciel / Divulgação

Fernanda Young nunca foi uma unanimidade. Gracias!!!. Foi até apontada como uma feminista controversa. Pós-F: para além do masculino e do feminino – livro publicado pela Editora Leya em 2018, e vencedor do Prêmio Jabuti (póstumo) – apresenta opiniões sinceras de uma mulher que experimentou como quis a palavra liberdade. Em sua primeira obra de não ficção, Young levantou o seu debate do que significa ser homem e ser mulher atualmente, em muitas referências autobiográficas. Um forte sentimento de inadequação serviu como bússola para constantes deslocamentos.

Com um jeito personalíssimo de falar sobre assuntos diversos, ela construiu uma marcante carreira como escritora, apresentadora roteirista e atriz. Os títulos de seus livros são bem reveladores de alguns posicionamentos: Posso Pedir Perdão, Só Não Posso Deixar de Pecar,  A Mão Esquerda de Vênus, A Louca Debaixo do Branco, O Pau, Vergonha dos Pés, Dores do Amor Romântico. Fernanda morreu em 25 de agosto de 2019, aos 49 anos, devido a uma parada respiratória provocada por uma crise de asma. Ela deixou o marido Alexandre Machado e quatro filhos, Cecília Maddona, Estela May, Catarina Lakshimi e John Gopala.

O espetáculo Pós-F, com Maria Ribeiro e direção de Mika Lins, foi adaptado do livro Pós-F, para além do masculino e do feminino. Construído em versão on-line, estreou de forma presencial e segue em turnê nacional. Neste fim de semana faz apresentações no Teatro de Santa Isabel, no Recife, com sessões neste sábado às 20h e domingo às 18h (19 e 20/3).

A diretora Mika Lins buscou na encenação levar ao palco as experiências pessoais da autora. “Buscamos transformar o que é expresso na teoria em ação, na experiência pessoal dela. É quase como se a Fernanda estivesse em cena exposta como pessoa e contasse suas memórias e vivências.”, explica.

Pós-F é uma peça provocativa que expõe com bom-humor as ideias de um pós-feminismo e pós-Fernanda, um relato sincero sobre uma vida livre de estigmas, que rejeita convenção conservadoras e que aposta força do desejo e no respeito ao outro.

Pos-F. Foto: Bob Wolfenson / Divulgação

Ficha técnica – Pós F
 
Texto: Fernanda Young
Com: Maria Ribeiro
Direção e cenografia: Mika Lins
Adaptação: Caetano Vilela, Maria Ribeiro e Mika Lins
Iluminação: Caetano Vilela
Figurino: David Pollack
Trilha Sonora: Estela May, Maria Ribeiro, Mika Lins e Caetano Vilela
Ilustração: Fernanda Young, Estela May e Mika Lins
Cenotecnia e Direção de Palco: Alejandro Huerta
Fotos: Bob Wolfenson
Coordenação de Comunicação: Vanessa Cardoso
Assessoria de imprensa: Factoria Comunicação
Designer: Luciano Angelotti
Assistência, programação e operação de luz: Nicolas Caratori
Coordenação técnica: Helio Schiavon Jr.
Operação de Luz: Marcel Rodrigues
Operação de Som: Hayeska Somerlatte
Captação de imagens e edição: Paula Mercedes
Visagismo: Marcos Padilha
Assistente de Produção: Rafaella Blat
Produção executiva: Camila Scheffer
Produção: Dani Angelotti
Realização: Cubo Produções
Patrocínio: Porto Seguro

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Espetáculo “Encantado”, de Lia Rodrigues:
para nos reconectar com a magia do mundo

Encantado, da Lia Rodrigues Companhia de Danças. Foto: Sammi Landweer / Divulgação

Vários tipos de corpos compõem criaturas mágicas e paisagens encantadas. Foto: Sammi Landweer / Divulgação

Espetáculo está em cartaz no Teatro Paulo Autran, do Sesc Pinheiros. Foto: Sammi Landweer / Divulgação

Encantado: particípio passado do verbo encantar. Encantar: submeter (algo, alguém ou a si mesmo) à ação de encanto, feitiço ou magia; enfeitiçar. Por extensão, envolver ou ser envolvido por algo sedutor; maravilhar(-se). Serve ainda como expressão de cumprimento social. No Brasil, a palavra ganha outros sentidos: designa as entidades animadas por forças desconhecidas, que transitam entre céu e terra, nas selvas, nas pedras, em águas doces e salgadas, nas dunas, nas plantas, transformando-os em locais sagrados.

Os bailarinos desenrolam uma enorme colcha de retalhos colorida, como se estendessem um grande rio de tecido, e desaparecerem. Quando a luz aumenta, eles voltam um a um, nus, andando para agarrar os tecidos, propondo maneiras de cobrir e descobrir o corpo ou a cabeça, e convocar os espíritos. Esses vários tipos de corpos compõem criaturas mágicas e paisagens encantadas: imagens, assombros, silhuetas, humanos, animais, vegetais ou minerais, que podem remeter a formas de tigre, sereia grávida, dragão, carruagem de sapo ou graças em transfigurações constantes. É um encontro de essências sobrenaturais.

Na cultura afro-americana, entidades animadas, os “encantados”, trafegam entre terra e céu, dunas e rochedos, e os transformam em lugares sagrados. São essas forças misteriosas, intimamente ligadas à natureza, ameaçadas no mundo de hoje que inspiram o espetáculo Encantado, da Lia Rodrigues Companhia de Danças.

Os artistas se metamorfoseiam ao som de trechos das melodias do povo Guarani Mbya do Brasil, mais precisamente da aldeia de Kalipety do território indígena Ténondé Porã. Esse material, utilizado em looping na trilha composta e mixada com Alexandre Seabra, foi cantado durante a marcha dos povos indígenas contra o marco temporal, realizada no ano passado, em Brasília. Em agosto de 2021, em frente ao Supremo Tribunal Federal, durante a maior manifestação de povos indígenas, 170 tribos exigiam a proteção de suas terras ancestrais, ameaçadas por lobbies agrícolas e seus métodos de desmatamento massivo, em grande parte incentivados pelas políticas de Jair Bolsonaro.

Concebida no contexto da crise sanitária, a peça foi criada entre abril e novembro de 2021, como todos os projetos da companhia desde 2004, no Centro de Artes da Maré, no Rio de Janeiro, instituição criada e dirigida pela Redes da Maré e pela Lia Rodrigues Cia de Danças em 2009.  

A peça segue as pistas da magia na busca da energia ancestral da dança, seu caráter festivo e revolucionário. As demandas política e ecológica estão no corpo criação da coreógrafa Lia Rodrigues.

Encantado estreou em dezembro de 2021 no Festival d’Automne de Paris, fazendo temporada em dois teatros da capital francesa dos quais Lia Rodrigues é artista associada: Teatro Nacional de Chaillot e o LeCenquatre. Está em cartaz no Sesc Pinheiros até 10 de abril, de quinta a sábado, às 21h e domingos, às 18h.

Fúria, de Lia Rodrigues. Foto: Sammi Landweer / Divulgação

O espetáculo Fúria, que passou por São Paulo em 2019 e faz apresentações nos dias Dias 14, 16 e 17 de abril de 2022, de quinta e sábado, às 21h e domingo, às 18h, está repleto do sentimento de perplexidade e indignação despertado pela realidade atual . No palco, os bailarinos lançam perguntas corporais como: “de que lugar estamos falando? Por que estamos falando? Sobre quem estamos falando? Como estamos falando? Para quem estamos falando?”

Ficha Técnica – Encantado 

Criação:  Lia Rodrigues 
Dançado e criado em estreita colaboração com  Leonardo Nunes, Carolina Repetto, Valentina Fittipaldi, Andrey Da Silva, Larissa Lima, Ricardo Xavier, Joana Lima, David Abreu, Matheus Macena, Tiago Oliveira, Raquel Alexandre 
Assistente de criação: Amália Lima 
Dramaturgia:  Silvia Soter 
Colaboração artística  e imagens:  Sammi Landweer 
Criação de luz:  Nicolas Boudier com assistência técnica de  Baptistine Méral e  Magali Foubert 
Operação de luz: Jimmy Wong 
Trilha sonora/mixagem: Alexandre Seabra (a partir de trechos de músicas do  povo GUARANI MBYA/aldeia  de Kalipety da T.I. Tenondé Porã, cantadas e tocadas  durante a marcha de povos indígenas em Brasília em  agosto e setembro de 2021 contra o ‘marco temporal ‘, uma medida inconstitucional, que prejudica o presente e o futuro de todas as gerações dos povos indígenas). 
Produção e difusão: Colette de Turville com assistência de Astrid Toledo 
Administração França: Jacques Segueilla 
Produção Brasil: Gabi Gonçalves / Corpo Rastreado 
Produção e idealização do projeto Goethe Instituto: Claudia Oliveira 
Secretária: Glória Laureano 
Professores: Amalia Lima, Sylvia Barretto, Valentina Fittipaldi 
Uma coprodução de Scène nationale Carré-Colonnes; Le TAP – Théâtre Auditorium de Poitiers; Scène nationale du Sud-Aquitain; La Coursive – Scène nationale de La Rochelle; L’empreinte, Scène nationale Brive-Tulle; Théâtre d’Angoulême Scène Nationale; Le Moulin du Roc, Scène nationale à Niort; La Scène Nationale d’Aubusson; Kunstenfestivaldesarts (Brussels); Brussels, Theaterfestival (Basel); HAU Hebbel am Ufer (Berlin); Festival Oriente Occidente (Rovereto); Theater Freiburg; l’OARA – Office Artistique de la Région Nouvelle Aquitaine; Julidans (Amsterdam); Teatro Municipal do Porto; Festival DDD, dias de dança; Chaillot – Théâtre national de la Danse (Paris); Le CENTQUATRE-PARIS; e Festival d’Automne à Paris. 
Com apoio de FONDOC (Occitanie)/França; Fundo internacional de ajuda para as organizações de cultura e educação 2021 do ministério federal alemão de Affaires étrangères, do Goethe-Institut et de outros parceiros; Fondation d’entrepriseHermès/França, com a parceria de  France Culture 
Lia Rodrigues é artista associada do Théâtre national de la Danse (Paris); Le CENTQUATRE-PARIS 
Uma produção da Lia Rodrigues Companhia de Danças com apoio da Redes da Maré (Campanha “A Maré diz  não  ao  Coronavírus  – projeto  Conexão Saúde”) e do  Centro de Artes da Maré . 
Agradecimentos:  Thérèse Barbanel, Antoine Manologlou, Maguy Marin, Eliana Souza Silva, equipe do Centro de Artes da Maré. 
Encantado é dedicado a Olivier. 

Ficha técnica – Fúria 
Criação: Lia Rodrigues 
Assistente de criação: Amália Lima 
Dançado e criado em estreita colaboração com: Leonardo Nunes, Carolina Repetto, Valentina Fittipaldi, Andrey Silva, Larissa Lima, Ricardo Xavier, Joana Lima, David Abreu, Matheus Macena, Tiago Oliveira, Raquel Alexandre 
Também criado por: Felipe Vian, Clara Cavalcante, Karoll Silva 
Dramaturgia: Silvia Soter 
Colaboração artística e imagens: Sammi Landweer 
Criação de Luz: Nicolas Boudier 
Operação de Luz: Jimmy Wong 
Produção e difusão internacional: Colette de Turville 
Produção e difusão Brasil: Gabi Gonçalves/ Corpo Rastreado 
Secretária/administração: Glória Laureano 
Professoras: Amália Lima, Sylvia Barreto 
Coprodução: Chaillot – Théâtre national de la Danse, CENTQUATRE-Paris, Fondation d’entreprise Hermès dans le cadre de son programme New Settings,  Festival d’Automne  de Paris, MA scène- nationale, Pays de Montbéliard, Les Hivernales – CDNC (França);  Künstlerhaus Mousonturm Frankfurt am Main, Festival Frankfurter Position 2019 –BHF-Bank-Stiftung, Theater Freiburg,  Muffatwerk/Munique (Alemanha); Kunstenfestivaldesarts, Bruxelas (Bélgica); Teatro Municipal do Porto,  Festival DDD – dias de dança (Portugal). 
Uma realização da Lia Rodrigues Companhia de Danças com o apoio da Redes da Maré e do Centro de Artes da Maré. 
Lia Rodrigues é uma artista associada ao Chaillot-Théâtre national de la Danse e ao CENTQUATRE, França. 
Agradecimentos:  Zeca Assumpção, Inês Assumpção, Alexandre Seabra, Mendel Landweer, Jacques Segueilla , equipe do Centro de Artes da Maré e da Redes da Maré. 

SERVIÇO 
Fúria e EncantadoLia Rodrigues Companhia de Danças 
Onde: Teatro Paulo Autran (1010 lugares) – R. Pais Leme, 195 – Pinheiros, São Paulo
Encantado 
Quando: De 17 de março a 10 de abril de 2022. Quinta a sábado, às 21h. Domingos, às 18h  
Ingressos: R$ 40 (inteira), R$ 20 (credencial plena/meia)   
Duração: 60 minutos  
Classificação: 16 anos  
Fúria 
Quando: Dias 14, 16 e 17 de abril de 2022. Quinta e sábado, às 21h. Domingo, às 18h 
Ingressos: R$ 40 (inteira), R$ 20 (credencial plena/meia)   
Duração: 70 minutos  
Classificação: 16 anos 

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Mulheres Viram Búfalos com o Teatro Heliópolis

 

Cárcere ou Porque as Mulheres Viram Búfalos. Foto: Weslei Barba / Divulgação

O contexto do encarceramento feminino é mote da montagem CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos, da Companhia de Teatro Heliópolis. O espetáculo estreia neste 12 de março (sábado, às 20h), na sede do grupo, com ingressos no sistema “pague quanto puder” e gratuitos para alunos e professores da rede pública. A peça tem direção de Miguel Rocha, texto de Dione Carlos e celebra 20 anos de fundação do grupo, completados em 2020.

Na peça, duas irmãs com vidas marcadas pelo aprisionamento dos homens da família buscam estratégias de sobrevivência, inclusive para suas comunidades. O título do espetáculo, segundo a dramaturga “faz referência às mulheres que transmutam as energias de violência e morte e reinventam realidades”.

A encenação é fruto do projeto CÁRCERE – Aprisionamento em Massa e Seus Desdobramentos, contemplado pela 35ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

Montagem celebra dias décadas do Teatro Heliópolis Foto: Weslei Barba / Divulgação

A fábula das irmãs é um disparador no enredo de CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos para evidenciar o quanto é difícil  se desvincular de uma estrutura tão complexa quanto o encarceramento.

A mãe luta contra o sistema para libertar o filho, ao mesmo tempo que precisa garantir a sobrevivência da família e do filho. A irmã dela vive uma relação tóxica com o ex-companheiro também confinado, que a ameaça a não ter uma nova relação conjugal, sob o risco de perder a própria vida.

Elas batalham para romper esse círculo vicioso,  que inclui o histórico o pai quem também esteve preso.

A peça foi construída durante a pandemia, com parte do processo realizado virtualmente.  A experiência  do confinamento na criação das cenas está carregada de camadas, de desafios, para tratar sobre outros cativeiros reais e subjetivos.

Ficha técnica  

Encenação: Miguel Rocha. 
Assistência de direção: Davi Guimarães. 
Texto: Dione Carlos. 
Elenco: Antônio Valdevino, Dalma Régia, Danyel Freitas, Davi Guimarães, Isabelle Rocha, Jefferson Matias, Jucimara Canteiro, Priscila Modesto e Walmir Bess. 
Direção musical: Renato Navarro. 
Assistência de direção musical: César Martini. 
Musicistas: Alisson Amador (percussão), Amanda Abá (violoncelo), Denise Oliveira (violino) e Jennifer Cardoso (viola). 
Cenografia: Eliseu Weide. 
Iluminação: Miguel Rocha e Toninho Rodrigues. 
Figurino: Samara Costa. 
Assistência de figurino: Clara Njambela. 
Costureira: Yaisa Bispo. 
Operação de som: Jéssica Melo. 
Operação de luz: Viviane Santos. 
Cenotecnia: Leandro Henrique. 
Provocação vocal, arranjos e composição da música do ‘manifesto das mulheres’: Bel Borges. 
Provocação vocal, orientação em atuação-musicalidade e arranjos – percussão ‘chamado de Iansã’ e poema ‘Quero ser tambor’: Luciano Mendes de Jesus. 
Estudo da prática corporal e direção de movimento: Érika Moura. 
Provocação teórico-cênica: Maria Fernanda Vomero.
 Provocações: Bernadeth Alves. 
Comentadores: Bruno Paes Manso e Salloma Salomão. 
Provocação de performatividade: Carminda Mendes André. 
Mesas de debates: Juliana Borges, Preta Ferreira, Roberto da Silva e Salloma Salomão. 
Orientação de dança afro: Janete Santiago. 
Designer gráfica: Camila Teixeira. 
Fotos: Weslei Barba. 
Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. 
Direção de produção: Dalma Régia. 
Produção executiva: Davi Guimarães, Miguel Rocha e Leidiane Araújo. 
Idealização e produção: Companhia de Teatro Heliópolis.

Serviço

Espetáculo CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos
Com: Companhia de Teatro Heliópolis
Temporada:  De 12 de março a 5 de junho de 2022; sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h
Ingressos: Pague quanto puder (público em geral) e Grátis (estudantes e professores de escolas públicas).
IIngressos online: Sympla  – https://www.sympla.com.br/produtor/companhiadeteatroheliopolis
Duração: 1h45 min.
Classificação: 14 anos.
Gênero: Experimental
Local: Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho
Sede da Cia. de Teatro Heliópolis
Endereço: Rua Silva Bueno, 1533, Ipiranga. São Paulo/SP
http://ciadeteatroheliopolis.com/
Facebook – @companhiadeteatro.heliopolis | Instagram – @ciadeteatroheliopolis

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Mostra Teatro na Telona, no Cine Satyros Bijou

Daniela Sevilha e Renata Perón em No Meio do Caminho. Foto José Luis Sória/ Divulgação

Elephants Foto: Luis Soria /Num Click Studio / Divulgação

A Mostra Teatro na Telona, promovida pelo Cine Satyros Bijou, exibe No Meio do Caminho com sessão na sexta-feira (11/03, às 18h30); e Elephants no sábado (12/03, 18h30, ambos na sala Patrícia Pillar.

Expectativas, momento de suspensão, arrependimentos, dúvidas, julgamentos e anseios são questões discutidas no trabalho No Meio do Caminho com texto de Luh Maza e direção de Danilo Miniquelli. O diretor destaca que a peça traz uma crueza, dentro do simbolismo poético, mas não apresenta respostas. Aponta para reflexões de como os corpos e as mentes das mulheres são afetados.

Com a participação das atrizes Renata Perón e Daniela Sevilha, No Meio do Caminho mostra o encontro de duas mulheres desconhecidas, trancadas em um ônibus quebrado em uma estrada escura e sem movimento, que não sabem se chegarão ao destino que planejavam, Terra Nova. O projeto foi contemplado pelo PROAC Expresso Lei Aldir Blanc – LAB 36/2020 – Produção e Temporada de Espetáculo de Teatro com Apresentação Online.

Com elenco formado por Danilo Miniquelli, Carol Mafra e Danna Lisboa, o vídeo-espetáculo Elephants é uma adaptação da obra Sobre Elefantes e Coelhos, de René Piazentin, com a direção de Nelson Baskerville. Flagra o encontro entre um corretor de imóveis e uma excêntrica tatuadora, que lidam de forma diferente com a ideia de fracasso. Enquanto os protagonistas vivem suas amarguras, ocorre uma espécie de epidemia de suicídio, que faz os corpos desaparecerem quando tocam o chão. O projeto foi contemplado pelo PROAC Expresso Lei Aldir Blanc – LAB 36/2020 – Produção e Temporada de Espetáculo de Teatro com Apresentação Online.

SERVIÇO:  No Meio do Caminho
Quando: 11/03 – sexta-feira – 18h30
Onde: Cine Satyros Bijou (Praça Franklin Roosevelt, 172 – Consolação)
Duração: 60 minutos
Valor: Gratuito (retirar 1h antes na bilheteria)
Classificação Indicativa: não recomendado para menores de 14 anos (violência verbal)

SERVIÇO:  Elephants
Quando: 12/03 – sábado – 18h30
Onde: Cine Satyros Bijou (Praça Franklin Roosevelt, 172 – Consolação)
Duração: 80 minutos
Valor: Gratuito (retirar 1h antes na bilheteria)
Classificação Indicativa: não recomendado para menores de 14 anos (violência verbal)

Ficha Técnica: No Meio do Caminho
Autora:
 Luh Maza
Direção Geral e Cenografia: Danilo Miniquelli
Elenco: Daniela Sevilha e Renata Perón
Direção de Vídeo: Richard Dantas
Concepção e Dramaturgia de Luz: Aline Santini
Figurino: Fabio Namatame
Curadoria e Concepção Musical: Luciano Andrey
Vídeo: Trópico Filmes
Técnico e Operador de Luz: Pajeú
Arranjo e Execução Musical: Raquel Martins
Som Direto e Mixagem: Equipe Produções
Sound Designer e Poesia do Som: Luana Oliveira
Operação de Câmera: Andrezza Thomas, Carla Leoni e Richard Dantas
Montagem: Carla Leoni
Produção de Set: Daniel Guisard
Fotos: Luis Sória (Num Click Studio)
Espaço Cênico: Sede Luz do Faroeste (Cia. Pessoal do Faroeste)
Produção Executiva: Daniela Sevilha e Danilo Miniquelli
Assessoria de Imprensa: Sevilha Comunicação
Idealização: Luh Maza e Danilo Miniquelli

Ficha Técnica: Elephants
Texto: René Piazentin
Direção: Nelson Baskerville
Elenco: Carol Mafra, Danilo Miniquelli e Danna Lisboa
Direção de Imagem e cenário virtual: André Grynwask e Pri Argoud (Um Cafofo)
Direção de Arte: André Grynwask e Telumi Hellen
Figurino: Telumi Hellen
Trilha Sonora Original: Dan Maia
Assistência de Direção e Produção Executiva: Daniel Guisard
 Idealização: Danilo Miniquelli e Carol Mafra
Assessoria de Imprensa: Sevilha Comunicação
Foto: Luis Sória – Num Click Estúdio

 

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