Tem cangaceiro no picadeiro

Domingos Montagner no espetáculo Reprise. Fotos: Lana Pinho

Das revistas femininas, ganhou a alcunha de “um homem de verdade”. Com 1,86 metro, 88 quilos e rosto másculo, passou a ser fotografado sem camisa malhando na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Essa foi só uma das heranças, a mais frívola, que o Capitão Herculano, chefe do bando de cangaceiros da novela global Cordel encantado, deixou para o ator Domingos Montagner. “Era um excelente projeto, com grandes atores e aprendi muito. A televisão tem um alcance infinitamente maior que o teatro, portanto é natural que você acabe sendo reconhecido com mais velocidade, mas eu sou também bastante feliz com a minha trajetória e reconhecimento no circo e no teatro”, contou o ator por e-mail.

É essa vertente do seu trabalho que o paulista apresentou em Olinda e no Recife, no Festival de Circo do Brasil. Desde 1997, Montagner e Fernando Sampaio (que se conheceram no Circo Escola Picadeiro, em São Paulo) criaram o grupo La Mínima, dedicado à arte do circo. “O La Mínima nasceu dentro do circo e é a partir dele que elaboramos nossos espetáculos. O circo tradicional é muito rico, pois traz não somente a variedade acrobática, mas o teatro, a dança, a música e as artes plásticas. A estética do circo influenciou e continua influenciando muitos segmentos”, comenta.

O novo espetáculo do La Mínima, Mistério bufo, de Dario Fo, com direção de Neyde Veneziano, deve estrear em março do ano que vem, em São Paulo. “Acho que todo palhaço, como todo artista, precisa antes de mais nada, se comunicar com seu público. Mas o humor do palhaço em geral é arquetípico, ele fala de coisas comuns dos seres humanos”, analisa o ator quando perguntado sobre o palhaço brasileiro. Antes do espetáculo novo, Montagner já estará na telinha novamente: está gravando a minissérie Brado retumbante, de Euclydes Marinho, que irá ao ar em janeiro.

La Mínima foi criada em 1997 por Domingos e Fernando Sampaio

Entrevista / Domingos Montagner

Como se dá o processo de criação dos espetáculos do La Mínima? Hoje, em muitos casos, é difícil conseguir destrinchar a que linguagem está atrelada um espetáculo. Aurélia Thiérré, apresentou aqui no Recife, no mesmo festival que vocês estão participando, Murmures de Murs – é teatro, circo (malabarismo, contorcionismo, mágica), dança. Essa influência de outras linguagens também acontece com vocês? Como conciliar todas essas “interferências” com a linguagem do circo tradicional?
O processo de criação está sempre atrelado à experiência pessoal dos criadores. O La Mínima nasceu dentro do circo e é a partir dele que elaboramos nossos espetáculos. O circo tradicional é muito rico, pois traz não somente a variedade acrobática, mas o teatro (com o circo teatro ou os palhaços), a dança, a música e as artes plásticas. A estética do circo influenciou e continua influenciando muitos segmentos. Portanto conciliar hoje em dia, significa traduzir o que você quer comunicar através de sua experiência, agregando um novo caminho a ela.

Queria perguntar especificamente sobre o espetáculo Rádio Variété e sobre a participação de Antônio Nóbrega. Foi a primeira vez que vocês trabalharam juntos?
Sim, foi a primeira vez. Nós nos conhecemos há muito tempo, pois tanto Antônio como sua esposa Rosane, são próximos do universo do circo daqui de São Paulo, também passaram pelo Circo Escola Picadeiro em algum momento. O Rádio Variété foi a conclusão de uma pesquisa sobre o vocabulário do palhaço popular brasileiro. Foi um trabalho de quase um ano, onde tivemos contato com um pouco da história do rádio brasileiro e com outros grandes artistas. Fizeram parte também, através de oficinas o palhaço Biribinha, Augusto Bonequeiro e Rosane Almeida.

No La Mínima, você participa de todo o processo – cria, atua, produz. Os artistas de teatro e circo reclamam bastante das dificuldades de produção. O que você acha disso? Apesar das dificuldades, não é muito mais fácil fazer circo e teatro hoje do que há 20 anos?
Acho que cada um conhece sua próprias dificuldades, o importante é não deixar de fazer. Há diferenças importantes hoje em dia do que há 20 anos. É inegável que temos uma política cultural que favoreceu o trabalho de pesquisa nestas áreas, com os editais públicos. No entanto os circos itinerantes encontram maiores dificuldades de circulação, quer seja por falta de terrenos, quer seja ainda por uma atenção maior as reais dificuldades destes artistas, que são bem distinas do restante das artes cênicas.

Com a política cultural que tomou força principalmente nos últimos oito anos, tivemos avanços, mas parece que também surgiram alguns problemas. Os artistas não estão muito dependentes do poder público? Como vocês lidam com isso no La Mínima?
Como já disse, cada um conhece suas próprias dificuldades e lida com elas da melhor maneira. O La Mínima é um grupo de repertório. Procuramos criar espetáculos que ao mesmo tempo atendam nossa necessidades estéticas mas que também sejam adequados a nossa realidade de produção e circulação.

A companhia foi criada por você e por Fernando Sampaio. Porque a opção pelo trabalho em dupla? Não faz falta para a criação um grupo maior de pessoas envolvidas?
O La Mínima é basicamente uma dupla de palhaços que convida outros artistas, conforme a exigência da obra, para as criações. Portanto quando sentimos necessidade, nos aproximamos de outros profissionais, que sem dúvida acabam sendo fundamentais no processo.

O Circo Zanni veio da vontade de reunir vários artistas e poder, aí sim, ter essa troca maior? Vocês estão em temporada? Existe alguma previsão de vir ao recife?
O fato de sermos uma dupla nunca nos impediu de nos aproximarmos de artistas que admiramos, para trocar conhecimento. O Circo Zanni nasceu da vontade de ter um circo. Um espetáculo de circo como gostamos de fazer, possui variedade de artistas e de atrações, por isso o Circo zanni é desse jeito. Sem dúvida criamos um grupo que hoje tem seu próprio caminho de criar e apresentar um espetáculo de circo.

O que te encanta no teatro popular? Quem são os seus mestres? Ariano, por exemplo, está nessa lista?
A temática e a comunicação. Nossos mestres são os que conhecemos e tivemos a oportunidade de trabalhar ou aprender juntos: José Wilson, Roger Avanzi, Leris Colombaioni, Fernando Neves, Biribinha, Antônio Nóbrega, etc. Ariano é uma expressão fundamental do teatro popular. Sua obra é uma referência, gostaria muito de ter tido contato com ele e aprendido mais.

Qual a sua primeira memória do circo?
Gosto de lembrar a primeira vez que entrei no Circo Escola Picadeiro e da primeira vez que lotamos o Circo Zanni.

A tradição do circo no Brasil foi construída principalmente a partir do núcleo “circo-família”. Na La Mínima, pelo que sei, vocês não têm famílias de circenses. Você acha que isso traz alguma diferença para o espetáculo, estéticas mesmo?
Como disse lá em cima, a experiência do artista é fundamental na sua criação. Nosso trabalho é o que somos, portanto faz diferença sim no produto final. Não é melhor nem pior, é diferente.

Qual a diferença do palhaço brasileiro para o palhaço de outros lugares do mundo? Esse palhaço corre o risco de morrer?
Acho que todo palhaço como todo artista precisa antes de mais nada, se comunicar com seu público. Portanto o palhaço brasileiro aprende a se comunicar com o povo brasileiro, que é diferente do inglês ou do alemão, etc. Consequentemente este palhaço vai ser diferente sim. Mas o humor do palhaço em geral é arquetípico, ele fala de coisas comuns dos seres humanos e vai acabar sendo reconhecido por outros público também. A boa arte não morre.

Não posso deixar de perguntar sobre a televisão…apesar dos anos de carreira no teatro, a fama mesmo veio com a novela. Você está se divertindo com essa comoção? Com a reação das pessoas? Com o fato de, do papel de palhaço, ter passado para o de galã “machão”?
Gostei muito da experiência da novela, pois era um excelente projeto com grande atores do meu lado e aprendi muito. a televisão tem um alcance infinitamente maior que o teatro, portanto é natural que voce acabe sendo reconhecido com mais velocidade depois de um trabalho como este. Não acho que o Herculano era um machão, ele representava um tipo de homem de uma época e de um momento específico. Mas no entanto ele era familiar, com ética rígida e podia se apaixonar profundamente. Adorei o personagem e acho que o público também. Mas eu sou também bastante feliz, com minha trajetória e reconhecimento no circo e no teatro.

Cordel foi um trabalho esteticamente diferenciado na teledramaturgia brasileira, era mais próximo do teatro, da fábula, mas ainda assim foi difícil se adaptar, passar dos gestos largos e expansivos do teatro e circo, para a televisão? Encontrou muitas diferenças entre o teatro e a televisão?
Na nossa profissão uma das coisas mais importantes é observar e escutar, dizia minha grande mestra Myram Muniz. Quando comecei a fazer meus primeiros trabalhos procurava observar bastante a forma de relação dos atores com a câmera. É realmente um processo de adaptação muito grande para nós, formados no teatro no circo e nas ruas. Principalmente no rosto e no olhar. Mas é um conhecimento muito legal de se adquirir, estou aprendendo e adorando.

Você é paulista e Cordel foi uma novela que tinha a questão regional, o sotaque nordestino. Tanto é que, antes da novela começar, o público daqui tinha medo de, mais uma vez, a Globo fazer um estereotipo do nordestino, o que se dá principalmente com o sotaque. Como você se preparou para esse papel? Teve alguma preocupação nesse sentido?
Sim, não só eu como toda a equipe a começar pela direção. Tivemos uma preparação com uma professora de oratória, que buscou equilibrar o sotaque. A direção queria que ele se integrasse a imagem e não ficasse em primeiro plano. Acho que conseguimos um bom resultado.

Porque demorou tanto para que a televisão entrasse no seu currículo? Era falta de interesse, preconceito (que você sabe o quanto é comum no teatro) ou a vida simplesmente te levou para outro lado?
Falta de convite. Nunca tive preconceito, porém nosso cotidiano de produtores e realizadores não nos deixava virar o foco. E nosso trabalho, nossa forma de atuação naturalmente não chamava a atenção do que normalmente se necessita na televisão, isso diminuia nossas possibilidades…

Falei mais cedo com a sua esposa (que é a produtora do La Mínima) e você já estava gravando no Projac. Quais são os seus novos projetos? Na televisão e além dela?
Estou gravando uma minissérie que irá ao ar em janeiro, chama-se Brado retumbante de Euclydes Marinho. O novo epetáculo do La Mínima estreía em março de 2012 em São Paulo, Mistério bufo de Dario Fo, com direção de Neyde Veneziano.

Novo espetáculo da companhia estreia em março, em São Paulo

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Finalmente, o resultado do Funcultura*

18 projetos de teatro (além daqueles que estão enquadrados em outras categorias, como artes integradas) num montante de R$1.460.587,65 foram aprovados no Funcultura (Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura), que teve o resultado divulgado esta manhã depois de muito atraso – pelo edital, essa listagem deveria ter sido divulgada desde junho. “Diferentemente do ano passado, enfrentamos uma fase de transição, de montagem da equipe da secretaria, mas nossa intenção é fazer o Funcultura anualmente e tentar concluí-lo até maio”, tentou se explicar Fernando Duarte, secretário de Cultura de Pernambuco.

CONFIRA A LISTA DE APROVADOS NO FUNCULTURA.

Em dança, foram aprovados 21 projetos (R$ 1.681.615,88), quatro de circo (R$ 434.767,17) e 1 de ópera (249.999,99). O montante total do Funcultura nesta edição foi de 22 milhões e esse valor é motivo de celebração para o Governo do Estado. Tudo bem, ótimo. Mas até que ponto a produção desse ano foi paralisada por conta do atraso do Funcultura? Os artistas podem se permitir ter essa dependência dos fundos oficiais? São questões que merecem ser discutidas (vote na enquete!!!)

Uma boa notícia: segundo Fernando Duarte, o edital do Funcultura deste ano será divulgado até 15 de dezembro. E será ainda publicado um tipo de Funcultura regional, com um valor específico, para que haja uma interiorização maior das ações.

*com colaboração de Tatiana Meira

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A dança do outro

Quasar apresenta seu mais recente espetáculo hoje, no Dona Lindu. Foto: Lu Barcelos, Chocolate Fotografias

O espetáculo começa com uma música de Naná Vasconcelos. Os corpos aparecem suspensos, delimitados pelo recorte de luz até que tomam forma e extensão – no outro. Na sua 22ª criação para a companhia Quasar, o coreógrafo Henrique Rodovalho resolveu que deveria construir os movimentos de acordo com as relações de um bailarino com outro. “Antes dessa montagem, trabalhava muito o indivíduo e tudo parecia consequência disso. Agora, resolvi abrir mão disso. Tanto é que alguns movimentos começam com um bailarino e só terminam no outro”, explica. O espetáculo a que se refere Rodovalho é Tão próximo, que terá sessão única hoje, às 21h, no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu, dentro da programação do Festival Internacional de Dança.

Há pelo menos seis anos, a Quasar, mais importante companhia de Goiânia, com projeção internacional, não se apresenta no Recife. “Temos que somar esforços, estudar projetos, que tenham uma continuidade, para que possamos vir mais”, avalia Rodovalho. No Nordeste, o Recife é a primeira cidade que verá o espetáculo que estreou ano passado em São Paulo. Oito bailarinos – sendo quatro mulheres e quatro homens – estão em cena na montagem que trata de relacionamentos. “Não me interessava muito as relações mais óbvias, claras. As relações não são só amor ou ódio. Até que ponto você faz o bem para si mesmo ou para o outro? Só ajudo o outro porque isso vai me levar para o céu?”, questiona.

Em Tão próximo, o palco é revestido por uma manta de pelúcia e o figurino é bastante simples – short, camiseta, top. Na trilha, além de Naná, as batidas eletrônica do alemão Hendrik Lorenzen “ele já é meu parceiro” e algumas outras participações, como a da cantora Céu.

Quando a Quasar foi criada, em 1988, havia um pequeno grupo de bailarinos em Goiânia interessados em investigar novas possibilidades para a dança, além do balé clássico. Henrique Rodovalho, por exemplo, só começou a dançar depois dos 20 anos, na faculdade de Educação Física. “Agora temos uns oito grupos de dança contemporânea em Goiânia. Estamos avançando”, comenta. No intuito de incentivar a formação de novos bailarinos, a companhia criou, em 2007, a Quasar Jovem, que já possui três espetáculos em seu repertório e duas premiações nacionais. “Ficamos vários anos sem nenhum bailarino de Goiânia e isso nos preocupava. O projeto não tem a intenção de formar só para a Quasar, mas de formar”, avalia. Depois de ser visto no Recife, Tão próximo será apresentado novamente em São Paulo e ainda vai para o México e Bélgica. Ingressos: R$ 5 (preço único).

Tão próximo é a 22° criação de Rodovalho para a companhia de Goiânia

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Clown sanguinário

Sua Incelença, Ricardo III estava na grade da Virada Multicultural. Fotos: Daniela Nader

No Nordeste de nem tão antigamente, os mortos não eram enterrados sem que antes fossem cantadas ou rezadas as incelências. E todo “doutor” podia ser chamado por alguém mais cheio de dedos ou embromações de “Sua Incelença”. Foi a partir dessa brincadeira semântica que o Clowns de Shakespeare rebatizaram a obra do dramaturgo inglês. Sua Incelença, Ricardo III finalmente foi apresentada no Recife (dentro da programação da Virada Multicultural), depois de já ter sido vista em vários festivais, como Curitiba (onde a peça estreou nacionalmente, antes só tinham sido feitas apresentações, antes mesmo da montagem finalizada, em Acari, no Rio Grande do Norte), Brasília, Rio e Porto Alegre. A direção da montagem é assinada por Gabriel Villela.

No Parque Dona Lindu, em Boa Viagem, a semiarquibancada da trupe (eles não conseguiram autorização para montar uma arquibancada maior, como em outros lugares) foi erguida bem na esplanada. Como o espaço era mesmo muito reduzido, o público sentou no chão, ficou nas laterais, mas deu um jeitinho de conferir a performance desse importante grupo que já tem dezoito anos de estrada.

Montagem fez apenas uma sessão no Parque Dona Lindu, em Boa Viagem

Desta vez, a história de truculência e a trajetória de assassinatos de Ricardo para chegar ao poder ganharam embalagem circense. As referências ao mambembe, ao improviso, à estética e criatividade dos clowns se sucedem ao longo da montagem. E é com um humor mais ácido que eles atravessam a violência com força, mas leveza. As crianças mortas viraram coco vendido na praia; o nobre que estava prestes a ser assassinado era uma cabeça de boneca.

O público entra na ilusão proposta pela montagem já a partir da música, que tem de referências nordestinas ao rock inglês. E a partir daí não tem problema ser um matador sanguinário no momento e noutro se travestir de duquesa com peruca loira e longo vestido vermelho.

A música é fundamental para a encenação construída pelo grupo

Ah….já soube que os Clowns vão pagar a “dívida” que tem com Pernambuco em grande estilo! Já existe a ideia de que eles comecem a comemorar os 20 anos da companhia aqui, em 2013, no Janeiro de Grandes Espetáculos. O grupo vai remontar Muito barulho por quase nada, peça de 2003 que teve direção conjunta de Fernando Yamamoto e Eduardo Moreira, do Grupo Galpão; além disso, já deve ter estreado o novo projeto: Hamlet, com direção de Márcio Aurélio. A ideia é apresentar essas peças e talvez outras do repertório, fazer oficinas, debates. Esperamos que tudo se concretize mesmo! Vamos cobrar!

Ficha técnica:
Direção geral: Gabriel Villela
Elenco: Camille Carvalho, Dudu Galvão, César Ferrario, Joel Monteiro, Marco França, Paula Queiroz, Renata Kaiser e Titina Medeiros
Assistência de direção: Ivan Andrade e Fernando Yamamoto
Texto original: William Shakespeare
Adaptação dramatúrgica: Fernando Yamamoto
Consultoria dramatúrgica: Marcos Barbosa
Figurino: Gabriel Villela
Cenário: Ronaldo Costa
Assistente de figurino: Giovana Villela
Aderecista: Shicó do Mamulengo
Costureira: Maria Sales
Direção musical: Marco França, Ernani Maletta e Babaya
Arranjos vocais: Ernani Maletta e Marco França
Arranjos instrumentais: Marco França
Preparação vocal: Babaya
Direção vocal para texto e canto: Babaya
Música instrumental original: Marco França
Pesquisa musical: Gabriel Villela e o grupo
Preparação corporal: Kika Freire
Iluminação: Ronaldo Costa

Próximo projeto do grupo é montar Hamlet, com direção de Márcio Aurélio

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Para não perder Os náufragos

Depois da venda praticamente instantânea de todos os ingressos para a temporada paulista, quem não conseguiu garantir uma vaguinha na plateia para ver o espetáculo do Théâtre du Soleil terá mais uma oportunidade, só que para as apresentações no Rio de Janeiro. As vendas para Os náufragos da louca esperança, com direção de Ariane Mnouchkine, começam hoje, a partir das 13h, nos sites www.sescrio.org.br e também pelo ingressorapido.com.br e pessoalmente nas bilheterias do Espaço Sesc ou Teatro Sesc Ginástico.

A temporada no Rio vai de 9 a 19 de novembro (exceto nos dias 14 e 15), de terça a sábado, às 20h, e aos domingos, às 18h. As apresentações serão no HSBC Arena, na Barra da Tijuca.

Para quem está no Rio ou tem possibilidade de viajar, serão realizadas uma série de encontros e oficinas com os integrantes do grupo no Espaço Sesc, em Copacabana.

O espetáculo ainda vai passar por Porto Alegre, ainda dentro da programação do Porto Alegre em Cena.

Como comprar:

www.sescrio.org.br ou www.ingressorapido.com.br

Espaço Sesc
Rua Domingos Ferreira, 160 – Copacabana
Telefone: (21) 2547-0156

Teatro Sesc Ginástico
Av. Graça Aranha, 187 – Centro
Telefone: (21) 2279-4027

Companhia francesa vai ao Rio e depois segue para Porto Alegre. Foto: Divulgação

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