A realidade é mais cruel que a ficção

Neto questiona as ruindades latentes no ser humano em A Mulher Monstro. Foto: Ivana Moura

Texto é baseado em conto de Caio Fernando Abreu e nas narrativas conservadoras. Foto: Ivana Moura

É possível que você fique com muita raiva da personagem da peça A Mulher Monstro. É provável que você ria de algumas falas altamente preconceituosas. É arriscado simplesmente condenar a Fulana da encenação, porque em muitos pontos as barbaridades que ela faz, pensa ou diz estão entranhadas até na constituição do brasileiro mais nobre, daquele que defende os plenos direitos humanos e dos seres vivos do planeta Terra. Aquela criatura do palco flerta com as ideias do Bol+nato. Ou reproduz a absoluta arrogância da elite e a estupidez de certos líderes religiosos. E esse caráter pode trair o nosso próprio gesto coletivo, pensamento ou fala. Ela é absurda.

E não dá para encarar essa criatura na chave da comédia. Inclusive porque humilhar, desprezar, rebaixar, desqualificar, aviltar as pessoas por qualquer motivo não tem graça. Especialmente nesses tempos sombrios em que vivemos, de intolerância em todas as letras do alfabeto. Em que cada um defende sua verdade e os caminhos para o diálogo estão obstruídos pela prepotência do umbigo.

O ator, dramaturgo e diretor José Neto Barbosa, da S.E.M. Cia de Teatro (RN), arquitetou a peça A Mulher Monstro tendo como eixos: o texto Creme de Alface, escrito por Caio Fernando Abreu em 1975 e publicado em Ovelhas negras (2002); e a avalanche de informações / comentários postados nas redes sociais (como Facebook e Instagram), falas aleatórias veiculadas na TV e nas ruas que exaltam panelaços e condenações “sem provas, mas com convicção”.

A Mulher Monstro estreou ontem e faz mais uma sessão neste sábado (24/09), às 20h, no Teatro Arraial Ariano Suassuna, na Rua da Aurora, no Recife.

Texto é baseado em conto de Caio Fernando Abreu

Neto Barbosa questiona as ruindades latentes no ser humano em A Mulher Monstro. Foto: Ivana Moura

A crueldade do conto Creme de Alface provocou a rejeição do próprio autor pelo texto, publicado mais de 20 anos depois de sua criação. A realidade é mais pesada e está deixando o ar irrespirável.

As palavras do escritor gaúcho foram encaixadas nas narrativas de parcelas mais conservadora e retrógrada da sociedade brasileira. O resultado é dilacerante diante do fervilhar de discriminação.

A barbárie, a intolerância e o preconceito da época da ditadura militar ganharam proporções alarmantes nas circunstâncias do golpe midiático-jurídico. E o espetáculo aproveita as imagens e as versões veiculadas pela imprensa conservadora, que criou seus bodes expiatórios. O panelaço é um dos primeiros.

A incapacidade de conviver com as regras democráticas e o ódio construído e alimentado nos noticiários em rede nacional está no subtexto da montagem. A figura que comanda o monólogo é uma monstra conservadora, que ostenta nos seus genes um pouco de tudo isso. Ela é racista, homofóbica, gordofóbica, elitista, sexista e por aí vai.

Essa mulher monstra de Abreu trafega pelo espaço urbano com dificuldade . Ela irrita-se com quem encontra pelo caminho: “aqueles negrinhos gritando loterias”; “…e este maldito velho com passinho de tartaruga bem na minha frente…”; “pivetes imundos, tinham que matar todos”; “só uma cretina seria capaz de trazer duas crianças ao centro da cidade a esta hora”; “animal, por que não olha onde pisa?”; “como é que uma gorda dessas pode sair à rua ao lado de outra gorda ainda mais larga?”. Ela não quer ser tocada pela multidão, “o senhor por favor poderia fazer o obséquio de tirar o cotovelo da minha barriga?”

Vozes da parcela mais conservadora da sociedade brasileira são expostas no palco

Vozes da parcela mais conservadora da sociedade brasileira são expostas no palco

Na primeira cena o ator na função de mulher-gorila dentro de uma gaiola é transformada numa dona de blusa branca e saia. Sua verborragia está contaminada pela desonestidade intelectual e pelo raciocínio capcioso. A luz faz a marcação na mudança dos discursos que ela trava sobre o mundo exterior e interior e seus pensamentos. A marcação frenética que revela as situações e personagens ganha espessura na modulação da voz, entonações e intenções que o intérprete desenvolve com muita propriedade. As mudanças de postura e expressão facial acompanham o processo, em rápidas transições.

Ela revela indiferença pela dor do outro. Nutre por si mesma uma autocomiseração e imagem tão positiva que supera qualquer espelho da rainha da Branca de Neve. Não se enxerga como realmente é. Nem vê a crueldade, a violência e monstruosidade que carrega. Sua posição é de vítima do mundo contemporâneo: “eu não nasci para viver neste tempo, sensível demais, no colégio já diziam”.

Retoma lembranças da própria existência e da dos conhecidos. E ao contrário do que nutre por si, eles não merecem sua generosidade: “Raul se enforcara no banheiro, cinco anos exatos amanhã”; “Lucinda quebrou as duas pernas atropelada por um corcel azul três dias depois de Martinha confessar que estava grávida de três meses, e não quer casar, a putinha”; “Marquinhos o tempo todo enfiando aquelas coisas nas veias, roubando coisas pra comprar a droga”; “Arthur subindo e descendo sobre o par de coxas escancaradas da empregadinha”; “Rosemari bebendo cada vez mais, meio litro de uísque até o meio dia, depressão, ela diz,”; “Lia Augusta agora querendo ser modelo, fortunas naquelas fotos, não tenho nada com isso mas falei assim pra Iolanda, bem na cara dela…”

A protagonista encara a rua para pagar alguns crediários. No embate com outros transeuntes ele destila seu ódio disfarçado, seu egoísmo e a frustração com sua vida caótica: “seus porcos, boiada, manada’; ‘desviou com nojo do velho, a pústula exposta, vai pedir dinheiro na Secretaria da Fazenda, já cansei de dizer que mendigo é problema social”.

A perversidade está em toda parte

A perversidade está em toda parte

O ambiente da rua é sufocante para ela com “aqueles jornais cheios de horrores, porcarias, aquele barulho das britadeiras furando o concreto, a fumaça negra dos ônibus”. Resolve adiar o pagamento para proporcionar a si mesma um pequeno prazer. De Assistir a um filme estrelado por Jane Fonda.

Mas tinha uma garotinha no meio do caminho. “A menina segurou seu braço pedindo um troquinho pelo amor de deus pro meu irmãozinho que tá no hospital desenganado, pra minha mãezinha que tá na cama entrevada, tia…”. “A menina insistia só um troquinho pro meu irmãozinho e pra minha mãezinha, moça bonita, e tão perfumada”. Ela nega mais uma vez e agride com palavras: “Ela sacudiu com força o braço como quem quer se livrar de um bicho, uma coisa suja grudada, enleada, e foi então que a menina cravou fundo as unhas no seu braço e gritou bem alto, todo mundo ouvindo apesar do barulho dos carros, dos ônibus, dos camelôs, das britadeiras, a menina gritou: sua puta sua vaca sua rica fudida lazarenta vai morrer toda podre”.

Ela agride fisicamente a menina. E como nas outras situações em que a protagonista se envolve, as imagens sugeridas pelos falas,e interpretação segura de Neto Barbosa são suficientes para despertar as mais diversas emoções.

E por fim ainda temos uma conversa com os criadores, sobre o processo. Um troca, uma comunhão. Neto Barbosa exposto em suas fragilidades, mais forte como artista, com uma mulher monstro odienta, mas encantadora.

FICHA TÉCNICA
Dramaturgia, encenação e atuação: José Neto Barbosa
Iluminação: Sergio Gurgel Filho e José Neto Barbosa
Maquiagem: Diógenes e José Neto Barbosa
Cenografia e figurino: José Neto Barbosa
Assistência de cenografia: Anderson Oliveira e Diego Alves
Sonoplastia: Diógenes, Mylena Sousa e José Neto Barbosa
Registro: Mylena Sousa
Produção: S.E.M. Cia de Teatro (Sentimento, Estéticas e Movimento)
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: aprox 60 minutos, mais bate-papo com a plateia.

SERVIÇO
A Mulher Monstro, da S.E.M. Cia de Teatro
Quando: sexta (23) e sábado (24), às 20h
Onde: Teatro Arraial (Rua da Aurora, 457, Boa Vista).
Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Informações: 3184-3057

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Outubro vem tinindo com o teatro

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Retomada, do grupo Totem, está na 1º Mostra de Teatro Alternativo do Recife. Foto: Fernando Figueirôa

A ideia é ambiciosa e vem sendo urdida no “afetuoso espaço de diálogos” em casas, terreiros e espaços não convencionais. OUTUBRO OU NADA – 1ª Mostra de Teatro Alternativo do Recife busca discutir a questão da representatividade do teatro na sociedade contemporânea. Para realizar a tarefa, conta com 24 grupos/ companhias/ coletivos e produtores independentes, que atuam nas apresentações, estreias, ensaios abertos, performances, rodas de diálogo e oficinas. De 3 a 29 de outubro o programa reúne 35 espetáculos em mais de 50 apresentações. Vai ocupar 14 espaços alternativos com Ingressos a preços populares.

Os números traduzem a potência do ajuntamento temporário de mais de 60 artistas pernambucanos. O que eles querem? “Exercer o seu empoderamento”. OUTUBRO OU NADA é defendido como um ato político, uma guerrilha cultural que permite projetar o espírito plural e polissêmico do projeto. E propõe reelaborar diálogos e relações com o público dessa produção, que atravessa os espaços oficiais e se instala em qualquer lugar da cidade.

A situação das políticas públicas para a cultura é periclitante, já sabemos. Mas o discurso dos artistas é outro. FORA daqui o lugar de coitadinho “Agora, é tudo ou nada”, anunciam no release quase manifesto. Eles se garantem mobilizados. Pela urgência das reivindicações para o setor, reafirmam que a “democracia em qualquer âmbito, exige diálogo permanente, tolerância com a diversidade dos pontos de vista, negociação entre todos os poderes”.

Reunião da equipe do Outubro ou nada, com Rodrigo Dourado em primeiro plano. Foto: Reprodução do Facebook

Reunião da equipe do Outubro ou Nada, com Rodrigo Dourado em primeiro plano. Foto: Reprodução do Facebook

A mostra acontece sem apoio dos editais. “Todos nós estamos apontando para os descasos do poder público e as deficiências paralisantes nos investimentos para uma política cultural satisfatória que nos faça manter uma permanente produção. A nossa resposta é um diálogo coletivo e ressoa em prol da proliferação e permanência desses espaços alternativos importantíssimos para a vitalidade da cena local, da valorização deste circuito alternativo que faz sustentar e estimular o teatro, nas suas múltiplas funções sociais”, pontua o coordenador da mostra, o diretor e professor Rodrigo Dourado.

Programação dos ESPETÁCULOS e RODAS DE DIÁLOGO

Espetáculo Na Beira abre a mostra, Foto: Divulgação

Espetáculo Na Beira abre a mostra, Foto: Divulgação

Dia 3 – ABERTURA (18h-19h30) com o lançamento da Revista TREMA! Edição “o golpe”
Na Beira (20h) / Local – Espaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares

Dia 4 – Na Beira (20h) / Local – Espaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares

Dia 5 – A última cólera no corpo de meu negro (19h) / Local – Espaço Fiandeiros / 70 lugares
Dia 5 – Pezinho de Galinha (20h30) / Local – Casa do Acre / 60 lugares

Dia 6 – 1 Torto (20h) / Local – Ed. Texas/Espaço Magiluth / 50 lugares

Dia 7 – Uma Antígona para Lúcia (19h30) / Local – Espaço Fiandeiros / 70 lugares
Dia 7 – Histórias Bordadas em Mim (20h30) / Local – Espaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares
Dia 7 – O Diário Quase Ridículo de Aurora (2030h) / Local – Bar Teatro Mamulengo / 80 lugares

Dia 8 – Roda de Diálogo: TEATRO ALTERNATIVO 10h Local: Teatro Joaquim Cardozo (CENTRO CULTURAL BENFICA)
Dia 8 – Ombela ESTREIA(20h) / Local – Espaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares
Dia 8 – Salmo 91 (20h) / Local – Espaço Cênicas / 70 lugares
Dia 8 – O palhaço de pijama (20h) / Local – Teatro Joaquim Cardozo / 50 lugares
Dia 8 – 4 X Hilda ou Quarteto Obsceno (20h) / Local – Teatro Joaquim Cardozo / 50 lugares

Dia 9 – Tempo Menino (17h) – Espaço Vila / 50 lugares
Dia 9 – Salobre (18h) / Local – Espaço Fiandeiros / 70 lugares
Dia 9 – Ombela (19h) / LocalEspaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares

Dia 10 – TRILOGIA VERMELHA – pa(IDEIA) – pedagogia da libertação (19h) / Local: Escola PE de Circo (EPC)
Dia 10 – Deu com a pleura (20h) / Local – Espaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares

Dia 11 – O Velho Diário da Insônia (20h) / Local – Espaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares

Dia 12 –  Acontece Enquanto Você Não Quer Ver (20h) / Local – Ed. Texas / Espaço Magiluth /50 lugares

Dia 13 – O Mascate, a Pé Rapada e os Forasteiros (20h) / Local – Ed. Texas / Espaço Magiluth /50 lugares

Dia 14 – Soledad – A Terra é Fogo Sob Nossos Pés (19h) / Local – Escola PE de Circo / 300 lugares
Dia 14 -Nem Tente (20h) / Local – Espaço Fiandeiros / 70 lugares
Dia 14 – O Diário Quase Ridículo de Aurora (2030h) / Local – Bar Teatro Mamulengo / 80 pessoas

Dia 15 – Salmo 91 (20h) / Local – Espaço Cênicas / 70 lugares
Dia 15 – Ombela (20h) / Local – Espaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares

Dia 16 – O Palhaço de Pijama (16h) / Local – Galeria Mau Mau (Sala Monstra)
Dia 16 – Aaaaaaah! Histórias de Arrepiar (16h) / Local – Galeria Mau Mau (Sala Monstra)
Dia 16 – (In)Cômodos (18h) / Local – Espaço Fiandeiros / 70 lugares
Dia 16 – Ombela (19h) / LocalEspaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares

Dia 17 – A Receita (20h) / Local – Espaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares

Dia 18 – JR. (19h) / Local – Espaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares

Dia 19 – Pezinho de Galinha (20h30) / Local – Casa do Acre

Pollyanna Monteiro em Ophelia. Foto Aline Rodrigues

Pollyanna Monteiro em Ophelia. Foto Aline Rodrigues

Dia 20 – Ophelia (20h) / Local – Ed. Texas/Espaço Magiluth / 50 lugares

Dia 21 – A última cólera no corpo de meu negro (19h) / Local – Espaco O Poste / 60 lugares
Dia 21 – Viva La Vida (20h) / Local – Escola Pernambucana de Circo / 300 lugares
Dia 21 – A Mulher Monstro (20h30) / Local – Ed. Texas/Espaço Magiluth / 50 lugares

Dia 22 – RODA DE DIÁLOGO: GESTÃO DE ESPAÇOS ALTERNATIVOS (10h) LOCAL: Teatro Joaquim Cardozo
Dia 22 – O Palhaço de Pijama (18h) / Local – Casarão da Várzea / livre
Dia 22 – Bruffa! (18h) / Local – Casarão da Várzea / livre
Dia 22 – Ombela (20h) / LocalEspaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares
Dia 22 – Salmo 91 (20h) / Local – Espaço Cênicas / 70 lugares

Dia 23 – Ombela (19h) / LocalEspaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares

Dia 24 – Na Beira (20h) / Local – Escola PE de Circo / 300 lugares

Dia 25 – Andarte Andarilho (20h) / Local – Espaço Cênicas

Dia 26 – Sistema 25 (19h30) / Local – Espaço O Poste Soluções Luminosas / 25 lugares
Dia 26 – TRILOGIA VERMELHA – h(EU)stória – O tempo em transe (20h) / Local – Espaço Cênicas

Dia 27- TRILOGIA VERMELHA – pa(IDEIA) – Pedagogia da libertação (20h) / Local – Espaço Cênicas

Alguém pra fugir comigo.Foto: Maria Vilar

Alguém para fugir comigo.Foto: Maria Vilar

Dia 28 – Alguém para fugir comigo (19h) / Local – Escola PE Circo / 300 lugares
Dia 28 – Luzir é Negro! (20h) / Local – Espaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares
Dia 28 – Santo Genet e as Flores da Argélia (20h) / Local – Espaço Experimental / 60 lugares

Dia 29 – Retomada (19h) / Local – Coletivo Lugar Comum / 60 lugares
Dia 29 – Ombela (20h) / LocalEspaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares
Festa de Encerramento (22h) / Local – Ed. Texas

AÇÕES FORMATIVAS

Oficinas

O negro e a dramaturgia no Teatro do Oprimido”
Dias 03, 04, 05, 06 e 07 / 8h as 12h / Mediador: Marcílio de Moraes

Da pele pra dentro” – Qualidades do movimento (Iniciação ao Teatro)
Dia 05 / 09h as 12h / Mediadora: Naná Sodré

Oficina de Interpretação”
Dia 13 /09h as 12h / Mediador: Samuel Santos

Oficina de figurino” – Customização e Transformação
Dia 19 / 09h as 12h / Mediadora: Agri Melo

Oficina Introdução ao Jogo do Bufão”
Dia 22 / 08h as 18h / Mediadora: Bruna Florie

ESPAÇOS e ENDEREÇOES

Espaço  O  Poste  Soluções  Luminosas  – Rua da Aurora, 529, Boa Vista

Espaço  Fiandeiros  – Rua da Matriz, 46, Boa Vista

Casa  do  Acre –  Rua da Aurora, 1019, 7º andar, Ed. Iemanjá, Santo Amaro

Ed. Texas/Espaço Magiluth –  R. Rosário da Boa Vista, 163, Boa Vista

Bar Teatro Mamulengo – Rua da Guia, 211, Bairro do Recife

Teatro Joaquim Cardozo  e Atelier 2 – CENTRO CULTURAL BENFICA  – Rua Benfica, 157, Madalena

Espaço  Cênicas –- Av. Marquês de Olinda, 199, Bairro do Recife (Entrada pela rua Vigário Tenório).

Espaço  Vila  – Rua Radialista Amarílio Nicéas, 76, Santo Amaro

Escola Pernambucana de Circo (EPC)  –  Avenida José Américo de Almeida, 5, Macaxeira.

Coletivo Lugar Comum  – Rua Capitão Lima, 210, Santo Amaro

Casarão da Várzea – Praça da Várzea, s/n, Várzea

Escola Pernambucana de Circo (EPC)  –  Avenida José Américo de Almeida, 5, Macaxeira

Galeria  Mau Mau – Sala Monstra  – Rua Nicarágua, 173, Espinheiro

Espaço Experimental  –  Rua Tomazina, 199, Bairro do Recife

CRÉDITOS

GRUPOS, COMPANHIAS, COLETIVOS E PRODUTORES INDEPENDENTES
REALIZAÇÃO
Aratu Produções
Cênicas Cia. de Repertório
Cia. de Teatro e Dança Pós-Contemporânea D’Improvizzo Gang
Cia. Experimental de Teatro – Vitória
Cia. de Teatro Omoiós
Cia. Maravilhas
Coletivo 4 no Ato
Coletivo Multus
Companhia Fiandeiros de Teatro
Coletivo Grão Comum
Cria do Palco
Doce Agri
Grupo Cen@off
Grupo Magiluth
Grupo O Poste Soluções Luminosas
Grupo Cênico Calabouço
Grupo Teatral Risadinha
Experimental
Operários de Teatro – OPTE
Peso Coletivo
S.E.M. Cia. de Teatro
Teatro de Fronteira
Trema! Plataforma de Teatro
Totem
Alessandro Moura
Bruna Florie
Diógenes D. Lima
Eric Valença
Flávio Renovatto
Marcílio de Moraes
Nínive Caldas

GRUPO – assessoria de comunicação
Alessandro Moura,  Cleyton Cabral, Cícero Belmar, Isabelle Barros. Java Araújo.Júnior Aguiar, Manuel Constantino

GRUPO – ações formativas
Analice Croccia, Breno Fittipaldi, Daniela Travassos, Fred Nascimento, Hilda Torres, Naná Sodré, Ricardo Maciel, Toni Rodrigues

Grupo – ações paralelas
Eric Valença, Márcia Cruz, Nínive Caldas

GRUPO – articulação
Marconi Bispo, Natali Assunção

Assistência de Coordenação
Marconi Bispo

Coordenação Geral
Rodrigo Dourado

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Monstruosidades do cotidiano

Ator e dramaturgo Neto Foto: Mylena Sousa

Ator e dramaturgo José Neto Barbosa. Foto: Mylena Sousa

A Mulher Monstro é novo espetáculo de José Neto Barbosa. A peça é inspirada nas suas memórias da figura de “Mulher Monga” dos parques e circos nordestinos para mostrar as várias facetas da discriminação. Ele também foi buscar fôlego em Caio Fernando Abreu, no conto Creme de Alface. A encenação expõe as monstruosidades verbais e físicas no cotidiano do atual momento sociopolítico do Brasil. “O ódio se mostra sem embaraço, principalmente nas opiniões das redes sociais, das ruas e nas lamentáveis posturas de figuras públicas”, observa o ator dramaturgo.

A S.E.M. Cia de Teatro promoveu leituras dramáticas, apresentações e bate-papo sobre arte militância com representantes de ONGs e movimentos sociais em Pernambuco e também no Rio Grande do Norte, para afinar os discursos artísticos e políticos da montagem,

A peça faz duas apresentações no Teatro Arraial Ariano Suassuna nos dias 23 e 24 de setembro, sexta-feira e sábado, às 20h, com ingressos a preços populares.

A mulher monstro. foto: Jorge Almeida

A mulher monstro. Foto: Jorge Almeida

“O que me aterroriza neste conto de 1975 é a sua atualidade. Com a censura da época, seria impossível publicá-lo. Depois, cada vez que o relia, acabava por rejeitá-lo com um arrepio de repulsa pela sua absoluta violência. Assim, durante vinte anos, escondi até de mim mesmo a personagem dessa mulher-monstro fabricada pelas grandes cidades. Não é exatamente uma boa sensação, hoje, perceber que as cidades ficaram ainda piores, e pessoas assim ainda mais comuns.” Explica Caio Fernando Abreu na nota introdutória do conto Creme de Alface, publicado no livro Ovelhas Negras, composto de textos rejeitados pelo autor entre os anos de 1962 a 1995.

No conto de Abreu, uma mulher anda pelas ruas com o propósito de pagar alguns crediários. Mas passa a indagar sobre os fatos do cotidiano e o redemoinho em que vive. Tenta tirar uma folga. O espaço urbano ficcionalizado chama a atenção para dois pontos:  o consumismo e a fragilidade dos laços humanos.

A intolerância da qual falava o escritor foi enraizada na sociedade. O espetáculo busca amplificar no palco as perversidades dos brasileiros, em expressões e atitudes que denunciam o preconceito e os argumentos segregacionistas, antidemocráticos, radicalistas e fundamentalistas.

FICHA TÉCNICA
Dramaturgia, encenação e atuação: José Neto Barbosa
Iluminação: Sergio Gurgel Filho e José Neto Barbosa
Maquiagem: Diógenes e José Neto Barbosa
Cenografia e figurino: José Neto Barbosa
Assistência de cenografia: Anderson Oliveira e Diego Alves
Sonoplastia: Diógenes, Mylena Sousa e José Neto Barbosa
Registro: Mylena Sousa
Produção: S.E.M. Cia de Teatro (Sentimento, Estéticas e Movimento)
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: aprox 60 minutos, mais bate-papo com a plateia.

SERVIÇO:
A Mulher Monstro, de José Neto Barbosa
Quando: 23 e 24 de setembro de 2016, sexta-feira e sábado, às 20h
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (R. da Aurora, 457 – Boa Vista, Recife
Telefones: 81 99599-8987 (produção) | 81 3184-3057 (Teatro)
Ingressos: R$ 20,00 inteira | R$ 10,00 meia
Vendas antecipadas: www.eventick.com.br/amulhermonstroarraial

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Agenda de SETEMBRO – 4ª semana

CHACRINHA – O MUSICAL

Stepan Nercessian interpreta Abelardo Barbosa. Foto: Divulgação

Stepan Nercessian interpreta Abelardo Barbosa. Foto: Divulgação

Caracterização impecável de Stepan Nercessian, no papel do Velho Guerreiro. Chacrinha, o musical homenageia uma das figuras mais extravagantes e relevantes do rádio e da TV brasileira. Ele foi responsável por revelar grandes nomes da música nacional e criou bordões infames. O lado pessoal e os conflitos do grande comunicador são também abordados. É a primeira direção teatral assinada pelo cineasta Andrucha Waddington. O espetáculo tem duração de 2 horas e 20 minutos com 15 minutos de intervalo.
Onde:: Teatro RioMar (Av. República do Líbano, 251, 4º piso %u2013 RioMar Shopping)
Quando: 24 e 25 de setembro; Sábado, às 21h, e domingo, às 15h e às 20h.
Ingresso: R$ 100 e R$ 50 (meia) para a plateia e R$ 80 e R$ 40 (meia) para o balcão, à venda na bilheteria do teatro e no site Ingresso Rápido.
Informações:3355-3323.

A MANDRÁGORA

Elenco do espetáculo A Mandrágora. Foto: Divulgação

Elenco do espetáculo A Mandrágora. Foto: Divulgação

A sátira de costumes é uma adaptação para o universo nordestino do texto teatral de Nicolau Maquiavel. A comédia rural conta a história de Calímaco, um rico paraibano radicado no Recife, que se apaixona por Lucrécia, a esposa de moral ilibada de um poderoso e influente coronel. Apesar das tentativas, o casal não consegue ter um herdeiro e Calímaco se disfarça de médico para receitar um infalível remédio à base de mandrágora, uma suposta planta afrodisíaca, cujo efeito mortífero o coronel desconhece.
Onde:: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)
Quando: 24 de setembro, Sábado, às 20h.
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (meia).
Informações: 3355-3321.

SALMO 91

Em cartaz no Espaço Cênicas. Foto: Wilson Lima

Em cartaz no Espaço Cênicas. Foto: Wilson Lima

O espetáculo, com texto de Dib Carneiro Neto, baseado no livro de sucesso Estação Carandiru, de Drauzio Varela, explora um recorte do Massacre do Carandiru. Com caráter intimista e confessional, Salmo 91 conta a história de dez presidiários do pavilhão 9 do Carandiru, em contexto que antecede o massacre de 2 de outubro de 1992, que culminou com a morte de 111 detentos.
Onde:: Espaço Cênicas (Avenida Marquês de Olinda, 199, Bairro do Recife – entrada pela Rua Vigário Tenório)
Quando: Até 22 de outubro, Sábados, às 20h.
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (meia).
Informações: 9609-3838.

AS CRIADAS MALCRIADAS

Filipe Enndrio interpreta Clair. Foto: Reprodução do Facebook

Filipe Enndrio interpreta Clair e Thiago Ambriell, Solange. Foto: Reprodução do Facebook

A Trupe do Barulho comemora 25 anos de existência com uma apresentação especial  As criadas Malcriadas,  versão muito bem-humorada do clássico As Criadas, de Jean Genet. A peça tem Madame X  defendida por Ricardo Silva; Clair por  Filipe Endrrio e Solange por Thiago Ambriell, além de Jô Ribeiro e Aurino Xavier no elenco. Humor na trama policialesca, cômica e carnavalizada desse grupo pernambucano.
Serviço
As Criadas Malcriadas
Onde: Teatro Experimental Roberto Costa, Paulista North Way Shopping.
Quando: Sábado, 24 de setembro, às 20h. Única Apresentação
Quanto: R$ 20 (preço único).
Informações: (81) 98463-8388 / 98778-4620

HISTÓRIAS BORDADAS EM MIM Encerrou temporada

Agrinez Melo tece suas memórias com leveza e graça. Foto: Divulgação

Agrinez Melo tece suas memórias com leveza e graça. Foto: Divulgação

A delicadeza tece as histórias de Agrinez Melo. Atriz, mulher, negra, mãe, trabalhadora e guerreira. Ela compartilhar fatos da própria vida. São histórias da infância costuradas com momentos atuais. Essas lembranças, essas imagens, essas emoções promovem resgatam a fé no amor e a possibilidade de ressignificar o passado ainda presente.
Quando: De 19 de agosto a 23 de setembro, sextas, às 20h 
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Ingresso: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)
Informações: (81) 98768-5804 / (81) 99505-4201

OSSOS

O diretor Marcondes Lima interpreta Estrela no espetáculo. Foto: Divulgação

O diretor Marcondes Lima interpreta Estrela no espetáculo. Foto: Divulgação

O amor moveu Heleno de Gusmão para o exílio e lá ele encontrou o prazer fortuito, o sucesso e a morte. O espetáculo Ossos explora essa viagem do protagonista as suas lembranças e origens, a pretexto de entregar os restos mortais do seu amante aos familiares, em Sertânia, no interior de Pernambuco. A montagem do Coletivo Angu de Teatro faz uma curta temporada no Teatro Barreto Júnior. Um coro de Urubus pontua os fatos embaralhados entre passado e presente. A peça tem dramaturgia de Marcelino e direção de Marcondes Lima. A montagem é patrocinada pelo prêmio Myriam Muniz da FUNARTE – Ministério da Cultura – Governo Federal. Com Arilson Lopes, Ivo Barreto, André Brasileiro, Marcondes Lima, Daniel Barros e Robério Lucado. A trilha sonora é assinada por Juliano Holanda.
Quando: de 19/08 a 25/09, sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h30
Onde: Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina).
Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)
Vendas online pelo site: http://vendas.ne10ingressos.com.br
Informações: 3355-6398.

A MULHER MONSTRO

Espetáculo com Neto. Foto: Jorge-almeida

Espetáculo com José Neto Barbosa. Foto: Jorge Almeida

Racista, machista, sexista, gordofóbica, homofóbica, reacionária e fundamentalista religiosa são alguns dos adjetivos que descrevem a protagonista de A Mulher Monstro, solo de José Neto Barbosa, da S.E.M. Companhia de Teatro. Ela é vítima de suas próprias posições.
Onde:: Teatro Arraial Ariano Suassuna (Rua da Aurora, 457, Boa Vista).
Quando: 23e 24 de setembro, Sexta e sábado, às 20h
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (meia)
Informações: 3187-3057

INFANTIL

VENTO FORTE PARA ÁGUA E SABÃO

O esetáculo Vento Forte para Água e Sabão, com montagem do Grupo de Teatro Fiandeiros. Foto: Rogério Alves /Divulgação

Montagem do Grupo de Teatro Fiandeiros. Foto: Rogério Alves /Divulgação

Musical mostra a incrível amizade entre uma bolha de sabão chamada Bolonhesa e Arlindo, uma rajada de vento. Os riscos são grandes, mas as recompensas também. É a segunda montagem da Companhia Fiandeiros dedicada ao público infanto-juvenil. O texto é de Giordano Castro, do grupo Magiluth e de Amanda Torres.
Onde:: Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina).
Quando: De 20 de agosto a 25 de setembro, Sábados e domingos, às 16h30.
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (meia).
Informações: 3355-6398.

BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS

Direção do espetáculo é de Jorge Féo

Direção do espetáculo é de Jorge Féo. Foto: Divulgação

A amizade no universo infantil é o tema do espetáculo Brinquedos e Brincadeiras com o Palhaço Chocolate, em cartaz no Teatro Boa Vista. A montagem mostra as brincadeiras de cinco crianças que discutem assuntos e sonhos do universo infantil, num cenário com referências lúdicas de uma cidade, com músicas autorais e cantigas conhecidas de domínio público. As coreografias, de Jennyfer Caldas. A direção cênica é de Jorge Féo, que também é autor do texto junto com Rosa Félix. O figurino colorido, é assinado por Jorge Féo e Henrique Celibi.
Serviço
Brinquedos e Brincadeiras, com Palhaço Chocolate
Quando: Dom às 10h
Onde: Teatro Boa Vista (Rua Dom Bosco, 551, Boa Vista, Recife)
Ingressos: R$ 40 e R$ 20
Contato: (81) 2129.5961
Direção: Jorge Féo
Elenco: Gabriela Melo, Gabriela Amarela, Beatriz Cavalcanti, Ítalo Lima e Tarcísio Vieira, e dos bailarinos Henrique Braz, Alessandra Santos, Ariane Gomes, Eddy Barbosa, Jares Santos e Jorge Kildery.

PEPPA PIG

No musical, Peppa Pig passeia pelo parque, faz um piquenique educativo repleto de brincadeiras em família. Peppa Pig, Mamãe Pig, Papai Pig e o irmão George Pig passam mensagens importantes sobre amor, paz, conhecimento e educação.
Onde:: Teatro Fafire (Avenida Conde da Boa Vista, 921, Boa Vista).
Quando: 25 de setembro, Domingo, às 16h.
Ingresso: R$ 30 e R$ 15 (meia), à venda nas lojas Alphabeto (Shoppings RioMar e Tacaruna) e na bilheteria do teatro no dia da apresentação.

AQUI, ONDE NOS ENCONTRAMOS

É preciso ficar atento às surpresas que estão por vir e se permitir viver aventuras com os novos amigos

É preciso ficar atento às surpresas que estão por vir e se permitir viver aventuras com os novos amigos

Com o Grupo Teatral Jovem em Cena, do Sesc Santo Amaro, Aqui, onde nos encontramos  sinaliza que existe um lugar de vida, sonhos, desafios, magia e fantasia a partir da trajetória de Kaline, Radijalson e Renata. Enquanto eles buscam um abrigo seguro para se protegerem do caos que está o mundo, acabam encontrando personagens de outras histórias. O elenco é composto por 17 atores. O texto é de Luiz Felipe Botelho e direção de Flávio Santos. A trilha sonora e a sonoplastia da peça são assinadas por Demétrio Rangel.
Onde: Teatro Marco Camarotti Sesc Santo Amaro (Rua 13 de Maio, 455)
Quando:  24 e 25 de setembro e nos dias 1º e 2 de outubro, às 16h
Ingressos: 1kg de alimento não perecível
Informações: 3216-1728.
Texto: Luiz Felipe Botelho
Direção: Flávio Santos
Elenco: Raissa Lemos (Renata), Sandy Sena (Kaline) e Thiago Augusto (Radijalson)

JOÃO E MARIA

A história clássica de João e Maria, escrita pelos Irmãos Grimm, é adaptada pela IQS Produções, trazendo uma visão otimista da fábula.
Onde: Teatro Experimental Roberto Costa (North Way Shopping – Paulista)
Quando: 25 de setembro, Domingo, às 16h30.
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (meia).
Informações: 99690-5558.

EM OUTUBRO

BEATLES NA FAVELA – O MUSICAL

Parceria entre a banda All You Need is Love e o Grupo Cultural AfroReggae

Parceria entre a banda All You Need is Love e o Grupo Cultural AfroReggae

Trabalho cênico do Afrorreggae em parceria com a banda cover All You Need is Love traz dança, música e circo em um espetáculo que traz as músicas dos Beatles.
Onde: Teatro Guararapes – Centro de Convenções de Pernambuco, Olinda.
Quando: 8 de outubro; sábado, às 21h.
Ingresso: R$ 124 e R$ 62 (meia) para a plateia especial, R$ 104 e R$ 52 (meia) para a plateia normal, R$ 84 e R$ 42 (meia) para o balcão e R$ 50 e R$ 25 (meia) para o balcão promocional.
Informações: 3182-8020.

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Narrativas miúdas da cidade

Oficina e perfomance perescruta os hist´rias comuns. Foto Duarque Silva

Oficina e performance percruta as histórias comuns. Foto: Duarque Silva

O tecido urbano é feito de muitas carnes, nervos, ossos, líquidos, afetos, desafetos, emoções. Tijolo cimento, pedra, cal, memória e muito mais. O espaço público e o patrimônio são também formados pelas células de seus habitantes, que carregam narrativas pessoais. A oficina Land propõe que os participantes se apropriem da cidade, a partir de um diálogo entre a dança-teatro e a paisagem urbana, arquitetônica e cultural. O programa será desenvolvido pelo ator, performer. músico e compositor português Bruno Humberto. Ele convida o grupo a “reimaginar” a sua relação com o lugar, através de coreografias efêmeras e instalação que vão ser criadas ao final do curso.

A oficina Land será realizada no Teatro Hermilo Borba Filho, de 26 a 30 de setembro e está direcionada para atores e dançarinos. As inscrições estão abertas até esta quinta (22/09) através de envio de carta de intenção para o email land.oficina@yahoo.com. Em Caruaru o curso está agendado para o período de 3 a 7 de outubro, na Casa de Cultura José Condé, e as inscrições vão até o dia 28.

Este projeto já passou por outros centros e em cada um descobriu sua poética. O método de criação é semelhante e nasce de um período intenso de trabalho. Cada criador é convidado a escrever um poema imaterial para dialogar com a cidade em ações breves e concretas.

Land explora o que rumoreja dos becos, ruelas, escadarias, portais e dos corpos mnemónicos. A partir disso são erguidas pequenas intervenções.

O curso faz parte da programação comemorativa pelos 54 anos de fundação do TEA (Teatro Experimental de Arte), e tem o apoio da Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Cultura e Fundação de Cultura Cidade do Recife.

SERVIÇO
Oficina LAND Recife
Quando: de 26 a 30/09, das 9 às 14h
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho
Vagas: 20
Valor a pagar: Grátis
Como se inscrever: Carta de intenção para o email land.oficina@yahoo.com
Prazo para Inscrição: Até o dia 22/09/2016
Apresentação Pública: 30/09 a partir das 14h
Os selecionados receberão email de confirmação até o dia 23/09

LAND Caruaru
Quando: de 3 a 7/10, das 9 às 14h
Onde: Casa de Cultura José Condé
Vagas: 20
Valor a pagar: Grátis
Como se inscrever: Carta de intenção para o email land.oficina@yahoo.com
Prazo para Inscrição: Até o dia 28/09/2016
Apresentação Pública: 07/10 a partir das 14h
Os selecionados receberão email de confirmação até o dia 29/09.

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