Fantásticas figuras de Osman Lins

Mistério das Figuras de Barro. Foto: Rodrigo Silva Santos

Mistério das Figuras de Barro. Foto: Rodrigo Silva Santos

O dramaturgo Osman Lins problematiza o papel do artista no mundo na peça Mistério das Figuras de Barro, que Cia Máscaras de Teatro apresenta nesta sexta-feira, às 20h, no Espaço Cultural O Poste, na Rua da Aurora, no Recife. A montagem, agora em formato solo com Sebastião Simão Filho, expõe uma fábula imaginosa, fantástica para criticar a realidade política nordestina.

O protagonista anuncia: “Sabem quem sou: O esposo de Jerônima. Pertence ao povo e trabalho em cerâmica. Faço bonecos de barro; gente, bichos, os mandões os governados que montam, os que sangram, os que são cavalgados e os sangrados. Certos acontecimentos na história que ireis assistir, ameaçaram a minha vida. Mas prestai atenção: Isto não é o mais grave – e sim o que está disperso, escondido nos fatos.”

Coronéis, jagunços de aluguel, beatos fraudulentos são alguns personagens que nosso herói enfrenta, enquanto não sabe da traição amorosa de Jerônima e Claraval.

Seguindo as orientações do autor, Simão Filho trabalha com manipulação de bonecos. O artista-atuante se veste de personagem-vendedor de artesanato em feira popular e, entre pregões e canções, narra/vivencia os acontecidos da fábula. A banca é o cenário que abriga dispositivos de iluminação e instrumentos sonoros manipulados ao vivo.

Sebastião Simão Filho mergulha na pesquisa de borramento de fronteiras

Sebastião Simão Filho mergulha na pesquisa de borramento de fronteiras

As cenas são rápidas, cinematográficas. A ação se passa numa cidade chamada Arcoverde e explora a religiosidade popular. O ator-manipulador-menestrel produz sons, ruídos e cantos de feiras populares e religiosos, entonações inusitadas, prolongamentos e onomatopeias vocais e o próprio texto falado/articulado.

“É um espetáculo em que estou levando às últimas consequências a dissolução da fronteira entre Teatro de Ator X Teatro de Bonecos. Não quer dizer: ator-boneco, boneco-ator, mistura. As especificidades desses dois tipos de teatros se mantém. Não é algo que já sei definir a priori. Não sou kantiano. Não acredito em ideias a priori. É algo mais prático do que teórico. Aqui a teoria vem depois”, pontua o intérprete-encenador.

SERVIÇO
Mistério das Figuras de Barro
Onde: Espaço Cultural O Poste – Rua da Aurora, 555 – Recife
Quando: Sexta-feira (02/06) às 20h
Quanto: R$ 10 (meia) 20 (inteira)

Autor: Osman Lins
Criação/atuação:Sebastião Simão Filho
Produção: Cia Máscaras de Teatro

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A dança do Cão sem Pluma

O Cão sem Plumas. Foto: Cafi / Divulgação

Dança inspirada na obra de João Cabral de Melo Neto. Foto: Cafi / Divulgação

João Cabral de Melo Neto (1920–2000) admitiu que escreveu O Cão Sem Plumas sob o impacto de uma notícia que leu numa revista de que a expectativa de vida no Recife era de 28 anos, e, na Índia, de 29. Na obra composta entre 1949 e 1950, o escritor ergueu suas imagens poéticas à distância, da sua memória do rio, pois nessa época, como diplomata, morava em Barcelona.

O Recife que a lente do rio revela é uma cidade sem cuidado, sem enfeites. A lama, a água quase estagnada do Capibaribe transforma o homem também em paisagem. O movimento moroso, quase estancado contagia o ser.

O poema de João Cabral de Melo Neto é a inspiração do espetáculo Cão sem Plumas, da Cia. de Dança Deborah Colker, que estreia neste sábado e é reapresentado no domingo, no Teatro Guararapes. Para erguer a montagem, a coreógrafa veio a Pernambuco em 2015, quando percorreu o Capibaribe da nascente à foz. E no ano passado, quando acompanhada por seus bailarinos, realizou uma residência artística em várias cidades do estado – entre Sertão, Agreste e Recife. E exibiu trecho da encenação no Marco Zero.

Mas o processo criativo começou há quatro anos, quando Colker releu a obra de Cabral e se entusiasmou por levá-la ao palco.

Foto Cafi: Divulgação

Foto Cafi: Divulgação

O primeiro espetáculo assinado por Deborah com temática explicitamente brasileira traça o percurso do Rio Capibaribe, expõe a pobreza da população ribeirinha, a destruição da natureza, a ganância das elites, a vida no mangue.

O tom é de crítica, de coisas inconcebíveis que acontecem pelo descaso dos governos. A vida Severina desse bicho-homem que segue pulsante na paisagem caudalosa, ganha os passos de uma coreografia que evoca a movimentação dos caranguejos. O geógrafo Josué de Castro (1908-1973), autor de Geografia da fome e Homens e caranguejos, investigou essas mutações. E o cantor e compositor Chico Science (1966-1997), principal nome do manguebeat, levou para a música pop os conceitos de Castro, para miscigenar uma das criações musicais brasileiras mais potentes dos últimos tempos.

Foto: Cafi

Foto: Cafi

Dramaturgia e direção do filme são de Cláudio Assis. Foto: Cafi: Divulgação

Dramaturgia e direção do filme exibido ao fundo são de Cláudio Assis. Foto: Cafi: Divulgação

Cobertos e lama os bailarinos misturam na dança o maracatu e o coco, e também o samba, o jongo e kuduro. A trilha sonora original é assinada pelos pernambucanos Jorge Du Peixe, da banda Nação Zumbi e Lirinha (ex-cantor do Cordel do Fogo Encantado, poeta e ator), além do carioca Berna Ceppas, que integra a equipe de Deborah desde Vulcão (1994).

O cinema amplifica o poder da obra, com cenas de um filme feitas por Deborah e pelo cineasta pernambucano Cláudio Assis (diretor de Amarelo Manga, Febre do Rato e Big Jato). As imagens são projetadas no fundo do palco e produzem outras camadas nos corpos dos 13 bailarinos. Além do registro fotográfico feito por Cafi.

No repertório do grupo estão montagens mais pop como Velox (1995), Rota (1997) e Casa (1999). E os de apelo mais subjetivos, dos afetos como (2005), Cruel (2008), Tatyana (2011) e Belle (2014). Em 2009 Deborah elaborou Ovo, para o Cirque de Soleil. E no ano passado foi a diretora de movimento da cerimônia de abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro.

Ficha técnica
Criação, Coreografia e Direção: Deborah Colker
Direção Executiva: João Elias
Direção Cinematográfica e Dramaturgia: Claudio Assis
Direção De Arte e Cenografia: Gringo Cardia
Direção Musical: Jorge Du Peixe e Berna Ceppas Participação Especial Lirinha
Desenho De Luz: Jorginho De Carvalho
Figurinos: Cláudia Kopke
Patrocínio: Petrobras

SERVIÇO
Cão sem Plumas, da Cia. de Dança Deborah Colker
Quando: 3 de junho (sábado), às 21h e 4 de junho (domingo), às 20h
Onde: Teatro Guararapes – Centro de Convenções, s/n, Olinda
Ingresso: Plateia: R$ 120 e R$ 60 (meia) para o setor 1, R$ 100 e R$ 50 (meia) para o setor 2 e R$ 80 e R$ 40 (meia) para o setor 3; Balcão: R$ 50 e R$ 25 (meia), à venda na bilheteria, nas lojas Chili Beans e no site Bilheteria Digital
Duração: 1h10 minutos
Classificação: Livre
Informações: 3182-8020

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Marilyn Monroe, a mulher por trás do mito CANCELADO

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André Gonçalves e  Danielle Winits em Depois do amor. Foto: 

Marilyn Monroe e Margot Taylor são duas ex-amigas, separadas por uma paixão pelo mesmo homem. Dez anos depois do rompimento, essas mulheres se encontram num golpe do destino e travam um acerto de contas emocional no espetáculo Depois do amor. Com o casal Danielle Winits e André Gonçalves, a última direção de Marília Pêra ((1943-2015, que faleceu no mesmo dia em que a peça estreou no Teatro Amazonas, em Manaus), Depois do Amor, faz duas sessões no Recife, nos dias 3 e 4 de junho, no Teatro de Santa Isabel.

A peça recua ao ano de 1962 e o cenário são os bastidores de Something’s got to give, filme estrelada por Marilyn Monroe (1926-1962) e interrompido devido à morte da diva aos 36 anos, no mês de agosto do mesmo ano.

Marilyn é uma figura real, apontada como a mais absoluta encarnação do glamour, da feminilidade e da carência afetiva. Margot Taylor, a personagem fictícia, é uma assistente de figurino da obra cinematográfica que ficou incompleta.

Escrita por Fernando Duarte, a peça articula fatos reais e outros ficcionais ou conspiratórios. Something’s got to give era uma produção anunciada como a salvadora da pátria da empresa Fox, atolada em dívidas desde Cleópatra.

Mas a estrela do filme não apareceu no set de filmagem, nos primeiros 16 dias, alegando uma sucessão de enfermidades. Quando deu o ar de sua graça ela estava dez quilos mais magra, o que exigiu a remodelagem de todos os seus figurinos do famoso estilista Jean Louis. Margot Taylor, a assistente do estilista, foi designada para a tarefa. Ela era uma antiga conhecida da sexy symbol .

As duas se tornaram amigas em 1952, nos bastidores de outra filmagem. Na ocasião, Margot era namorada de Joe DiMaggio, que que se apaixonou perdidamente pela loura platinada, rompeu com noiva e manteve um casamento de nove meses com a atriz.

As fragilidades de Marilyn são exploradas na peça. Foto: Divulgação

As fragilidades de Marilyn são exploradas na peça. Foto: Divulgação

Na vida real, o jogador de baseball Joe DiMaggio (1914-1999) conheceu Marilyn em 1952. Mundialmente célebre por suas carreiras no esporte e no cinema, eles se casaram em janeiro de 1954 e se separaram em outubro. DiMaggio, que era um católico conservador, desejava que Marilyn largasse a profissão, como aconteceu com a primeira esposa, a atriz Dorothy Arnald (1917-1984). Marilyn não se submeteu a esse capricho.

Na ficção, Margot tem a chance de um acerto de contas por ter sido abandonada por DiMaggio. Entre trocas de roupas e ajustes de vestidos, as duas mulheres falam sobre o passado, mágoas antigas as dores e alegrias e sobre o futuro.

O título da peça Depois do amor remete à Depois da queda, peça escrita pelo dramaturgo Arthur Miller (1915-2015), terceiro marido de Marilyn Monroe, e lançada dois anos depois da morte da estrela. No texto de Miller, os personagens Quentin e Maggie são álter ego do casal. O protagonista Quentin faz um exame de seu passado, do seu comportamento púbico e na intimidade, dos seus dois casamentos fracassados e das responsabilidades de cada um com a sociedade e com as pessoas que ama.

depois do amor

Winits interpreta a atriz mais glamourosa do cinema norte-americano

No início dos anos 1960, Monroe estava apaixonada pelo então presidente John F. Kennedy (1917-1963). Em 5 de agosto de 1962 Marilyn foi encontrada morta em sua casa e a informação oficial é a de que a deusa do cinema cometera suicídio a partir da ingestão de barbitúricos.
A peça abraça a tese de que a estrela foi assassinada, uma hipótese defendida pelos dos jornalistas Jay Margolis e Richard Buskin no livro O assassinado de Marilyn Monroe: caso concluído.

Depois do amor mostra ficcionalmente um dos seus momentos mais complexos diva do cinema americano. 


Ficha Técnica

Autor – Fernando Duarte
Direção – Marília Pêra
Diretor Assistente – Fernando Philbert
Elenco – Danielle Winits e André Gonçalves
Figurinos – Sônia Soares
Cenário – Natalia Lana
Iluminação – Vilmar Olos
Trilha sonora – Paula Leal
Ass. de Direção – Mayara Travassos
Projeções – Anibal Diniz
Visagismo – Max Lira e Chico Toscano
Fotos material gráfico – Lucio Luna
Fotos de cena – Guga Melgar
Direção de produção – Cássia Vilasbôas e Fernando Duarte
Realização – NOVE PRODUÇÕES Culturais
Produção local – Art Rec Produções.

SERVIÇO
Depois do Amor, um encontro com Marilyn Monroe
Quando: Dia 3 de junho (sábado), às 21h e Dia 4 de junho (domingo), às 19h
Onde: Teatro de Santa Isabel – Praça da República, s/n, Santo Antônio
Informações: 3355.3323

Gênero: comédia biográfica
Classificação: 12 anos
Duração: 60 min

Ingressos:
Plateia R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia)
Frisas: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia)
Camarotes A e B: R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia)
À venda na bilheteria do teatro e no site Compre Ingressos

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Bonecos para encantar

Foto: Franz Mendes Cia Fios de Sombra (SP)

Foto: Franz Mendes Cia Fios de Sombra (SP)

A 6ª Mostra Pernambucana de Teatro de Bonecos se faz na raça. Mesmo com a carência de espaços teatrais e específicos para títeres, com os incentivos insuficientes e a falta de políticas de salvaguarda para o mamulengo, que é Patrimônio Imaterial. O resultado de resistência e insistência dos artistas do setor são exibidos deste sábado (27) até o dia 4 de junho, no Teatro Apolo, e em espaços públicos do Recife, Olinda e Igarassu.

Serão 33 apresentações artísticas, com destaque para a produção local, que compõe um panorama dessa arte no estado. E a Associação Pernambucana de Teatro de Bonecos, presidida por Jorge Costa, focou na descentralização do programa e na realização de três oficinas: Confecção de Bonecos de papel machê, Confecção de bonecos de sucata e Confecção de bonecos de madeira (Mulungu).

O festival inclui os tradicionais, como o Mestre Saúba e seu filho Bibiu, de Carpina (PE), o Mamulengo Riso do Povo do Mestre Zé de Vina, de Glória do Goita (PE), Mestre João do Mamulengo (São João/PE); Mamulengo Jurubeba. E também peças que usam técnicas de objetos animados, como Mistério das Figuras de Barro, da Cia. Máscaras de Teatro (PE), o musical Pipoquinha, e O mascate, a pé-rapada e os forasteiros, da Artes Cínicas com Objetos (PE).

Além de duas montagens do Mão Molenga Teatro de Bonecos ,na programação paralela: Babau ou a vida desembestada do homem que tentou engabelar a morte e Fio mágico.
A programação é vasta e o espectador deve encontrar algo que o encante nessa arte mágica.

A Companhia Fios de Sombra, de Campinas, vem com dois espetáculos neste sábado. Maresias traça uma reflexão poética sobre brincadeiras na praia. Nela, um homem solitário constrói um castelo de areia e logo depois um menino. O garoto de areia sonha que uma bela sereia o chama das profundezas do mar. O homem vislumbra sua criatura no afã de conquistar o amor da sereia. São sonhos que se conectam, numa brincadeira divertida com técnica de manipulação direta e sombras.

Cinza, o solo da atriz Paloma Barreto é sobre uma personagem moradora de rua. A concepção visual trabalha com estampas de jornal e uma técnica japonesa chamada Kuruma Nyngio, em que o títere é manipulado por artista que usa um pequeno banco com rodas.

PROGRAMAÇÃO

Maresias, da Cia. Fios de Sombra (Campinas/SP)
Quando e onde: 27/05 (sábado), às 16h, no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)

Cinza, da Cia. Fios de Sombra (Campinas/SP)
Quando e onde: 27/05 (sábado), às 20h, no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)

A pata e a raposa, do Grupo Pipoquinha (PE)
Quando e onde: 28/05 (domingo), às 10h, no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)

As bravatas de Tiridá no Mamulengo do Recife – Mamulengo Jurubeba
Quando e onde: 28/05 (domingo), às 15h, na Praça do Carmo – Olinda

Cantiga e histórias na terra do sabiá ou O que é meu é meu e o boi não lambe, do Grupo Mamulengos e Catrevagens (PE)
Quando e onde: 28/05 (domingo), às 16h30, no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)

Mestre Saúba e seu filho Bibiu – Carpina (PE)
Quando e onde: 28/05 (domingo), às 18h, na Praça do Arsenal, Bairro do Recife

Mistério das Figuras de Barro, da Cia. Máscaras de Teatro (PE)
Quando e onde: 28/05 (domingo), às 20h, no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)

Bumba meu boi do Capitão Boca Mole, do Teatro Bonecartes (PE)
Quando e onde: 29/05 (segunda), às 10h, no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)

O homem e a morte, do TengoLengo Teatro de Mamulengo (Salgueiro/PE)
Quando e onde: 29/05 (segunda), às 15h, no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)

H20, o planeta é água, do Theatro de Bonecos Quero Mais (PE)
Quando e onde: 30/05 (terça), às 10h, no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)

Era uma vez…, do Theatro de Bonecos Quero Mais (PE)
Quando e onde: 30/05 (terça), às 15h, no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)

Musical Pipoquinha, do Grupo Pipoquinha (PE)
Quando e onde: 31/05 (quarta), às 10h, no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)

Folclore: será que é história? Q-Riso teatro de bonecos (Igarassu/PE)
Quando e onde: 31/05 (quarta), às 15h, no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)

A bela e a fera, do Teatro de Bonecos Lobatinho
Quando e onde: 1º/06 (quinta), às 15h, no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)

Cantigas de Roda que o circo chegou, do Theatro de Bonecos Quero Mais (PE)
Quando e onde: 1º/06 (quinta), às 15h, no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)

Mamulengo mulato, Mestre João do Mamulengo (São João/PE)
Quando e onde: 1º/06 (quinta), às 15h, na Praça do Carmo

Grandioso espetáculo do Mamulengo Tomé, do Mamulengo Tomé (Garanhuns/PE)
Quando e onde: 1º/06 (quinta), às 20h, no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)

Historinhas breves: miniespetáculos dos alunos de teatro da UFPE
Quando e onde: 02/06 (sexta), às 10h, no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)

A fazenda encantada, do Mamulengo Nova Geração de Glória do Goita (PE)
Quando e onde: 02/06 (sexta), às 15h, no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)

Vai ter festa na fazenda de Mané Pacaru, do Teatro História do Mamulengo, de Glória do Goitá (PE)
Quando e onde: 02/06 (sexta), às 15h, na esquina da Rua 7 de setembro com a Rua do Hospício

A fazenda do coronel Mané Pacaru, do Mamulengo Riso do Povo do Mestre Zé de Vina, de Glória do Goita (PE)
Quando e onde: 02/06 (sexta), às 20h, na esquina da Rua 7 de setembro com a Rua do Hospício

Quem conta um conto, aumenta um ponto, da Oficina de Comunicação (PE)
Quando e onde: 03/06 (sábado), às 10h, na Casa da Cultura

Mestre João Galego, do Mamulengo Nova Geração (Carpina/PE)
Quando e onde: 03/06 (sábado), às 15h, na Praça do Carmo, em Olinda

Cantiga e histórias na terra do sabiá ou O que é meu é meu e o boi não lambe, do Grupo Mamulengos e Catrevagens (PE)
Quando e onde: 03/06 (sábado), às 16h30, no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)

Miro dos Bonecos – Mamulengo Novo Milênio, de Carpina (PE)
Quando e onde: 03/06 (sábado), às 18h, no Sítio Histórico de Igarassu

A fazenda do coronel Pacaru – Mamulengo Teatro Novo Riso do Mestre Zé Lopes – Glória do Goitá (PE)
Quando e onde: 03/06 (sábado), às 20h, no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)

Nuviô ou Quero cê balão, da Clara Trupi de Ovos y Assovios (SP)
Quando e onde: 04/06 (domingo), às 10h, no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)

Coisas de menino-boneco, da Clara Trupi de Ovos y Assovios (SP)
Quando e onde: 04/06 (domingo), às 16h30, no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)

A fantasia dos bonecos, do Mamulengo Arte da Alegria, de Glória do Goitá (PE)
Quando e onde: 04/06 (domingo), às 18h, na Praça do Arsenal

O mascate, a pé-rapada e os forasteiros, da Artes Cínicas com Objetos (PE)
Quando e onde: 04/06 (domingo), às 20h, no Teatro Apolo

Programação paralela

Babau ou a vida desembestada do homem que tentou engabelar a morte, do Mão Molenga Teatro de Bonecos
Quando e onde: 27/05 (sábado), às 16h, no Teatro Marco Camarotti (Sesc Santo Amaro) – Rua 13 de maio, 455, Santo Amaro

Fio mágico, do Mão Molenga Teatro de Bonecos
Quando e onde: 28/05 (domingo), às 16h, no Teatro Marco Camarotti (Sesc Santo Amaro) – Rua 13 de maio, 455, Santo Amaro

SERVIÇO
6° Mostra Pernambucana do Teatro de Bonecos
De 27 de maio a 4 de junho, em Recife, Olinda e Igarassu
Ingressos: R$ 20 e R$ 10 para os espetáculos no Teatro Apolo e gratuito nas peças de rua

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Saga de Bernarda Soledade

Fabiana Pirro e Sílvia Góes nos papéis de Beranrda e Inês. Foto: Roberta Guimarães

Fabiana Pirro e Sílvia Góes nos papéis de Bernarda e Inês. Foto: Roberta Guimarães / Divulgação

Conflito por terras e pelos corpos femininos. Ato sexual enquanto relação de poder e conquista. Dupla moral: honra da mulher conectada à virgindade e a do homem à virilidade. A história de Bernarda Soledade – A Tigre do Sertão, de Raimundo Carrero, trafega por essas áreas de disputas. No espaço de predomínio patriarcal, o discurso e as ações são machistas e até os subjugados usam, para pensar a dominação, as ferramentas dos dominadores. Nesse cenário, a mulher será enquadrada a uma moral masculina que desvaloriza àquelas que transgridem essa norma.

Primeiro romance de Carrero, publicado em 1975, Bernarda Soledade, a Tigre do Sertão, tem nova leitura dramática neste sábado (27), às 18h, em Olinda, no sebo Casa Azul, do escritor Samarone Lima, recém-inaugurado na rua 13 de Maio (vizinho ao MAC e Casa do Cachorro Preto). A trama da família Soledade, ganha dramatização com os atores Fabiana Pirro (Bernarda), Sílvia Góes (Inês), Ana Nogueira (Gabriela), Cláudio Ferrario (Narrador e Coronel Pedro Militão), Diógenes D. Lima (Anrique Soledade) e Edjalma Freitas (Pedro Lucas), e percussão de Luca Teixeira.

Essa ação faz parte do Circuito de Leituras Teatrais Dramatizadas da Literatura Pernambucana do Centro Cultural Raimundo Carrero. Depois da apresentação está marcada uma conversa entre o autor de Somos Pedras Que Se Consomem,  O Amor Não Tem Bons Sentimentos e A Minha Alma É Irmã de Deus e o escritor Samarone Lima. Literatura, concepção, inspiração, teatro e vida, estão na pauta desse bate-papo de criadores, que terá como eixo propulsor Bernarda Soledade, publicado há mais de quarenta anos.

faz . Foto: Nina Xará França

Cláudio Ferrario faz o Narrador e o Coronel Pedro Militão. Foto: Nina Xará França / Divulgação

Bernarda Soledade está no centro dessa história de lutas reais e simbólicas no Sertão nordestino. A filha primogênita do Coronel Pedro Militão executa sua gana de expansão territorial da fazenda Puxinãnã . Para isso confisca terras circunvizinhas, expulsa seus proprietários e semeia inimigos.

Mas a domadora de cavalos imponente nutre a vontade de gerar em seu ventre o herdeiro de Puxinãnã. E para isso escolhe o Tio Anrique. Mas nesse encontro, cada um tinha uma meta. Ele almejava se vingar da sobrinha que usurpou suas terras. Ela ansiava por um filho que herdasse a bravura do tio.

Pedro Lucas, um ex-namorado de Inês, a filha caçula do Coronel Pedro Militão, também é motivado pela revanche por ter sido expulso junto com sua família e pela morte do pai. Seu objetivo é “desonrar” Inês publicamente. 

Anrique e Pedro Lucas enxergam a relação sexual como um ato de posse do corpo feminino e de desforra. Gabriela Soledade, a mãe de Bernarda e Inês, é apresentada como uma viúva perturbada emocionalmente. 

Bernarda Soledade – A Tigre do Sertão é uma ótima provocação para debater identidade, poder, quebra de papeis e internalização do discurso dominante.

Ana Nogueira como . Foto: Roberta Guimarães

Ana Nogueira como Gabriela . Foto: Roberta Guimarães / Divulgação

Ficha Técnica
Direção: Coletiva (o grupo)
Produção: Fabiana Pirro e Ana Nogueira
Adaptação: Raimundo Carrero, Fabiana Pirro, Ana Nogueira e Sílvia Góes
Percussão: Luca Teixeira
Patrocínio: Copergás.

Serviço
Onde: Sebo Casa Azul (Rua 13 de Maio, 121 – Carmo/Olinda)
Quando: Sábado (27), às 18h
Entrada franca

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