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Cuidado e política em Amor Mundi

Amor Mundi se inspira na condição de responsabilidade com o mundo. Foto: Alex Merino/ Divulgação

Cia Fragmento de danca, de São Paulo. Foto: Alex Merino / Divulgação

Espetáculo é dirigido por Vanessa Macedo. Foto: Alex Merino / Divulgação

O espetáculo de dança Amor Mundi, da Cia Fragmentos de Dança, de São Paulo, com direção de Vanessa Macedo, é atravessado pela obra da filósofa alemã de origem judaica Hannah Arendt (1906-1975), no que vibra sobre cuidado e política. O trabalho coreográfico, que toca em questões como a partilha com o outro e a responsabilidade com o mundo, faz três apresentações no Sesc Belenzinho, nos dias 17, 18 e 19 de dezembro, com sessões sexta e sábado, às 21h e domingo, às 18h.

Em meados do século 20, Arendt advertia para não duvidarmos da nossa capacidade de destruir a vida orgânica na Terra. De lá para cá, as coisas só pioraram.

“O que proponho, portanto, é muito simples: trata-se apenas de pensar o que estamos fazendo”.
Hannah Arendt 

O conceito de amor mundi é utilizado como mobilizador para identificar a apatia, o descuido, o isolamento, a dessubjetivação como origens dos totalitarismos e por outro lado a responsabilidade com o mundo como as condições de possibilidades históricas para a política e as revoluções.

“É sobre ação que se faz em grupo, espreita o risco, a imprevisibilidade, a codependência, a eminência de colisão e emerge num desejo de insurgir, romper e deixar nascer o que não se sabe”, resume a diretora Vanessa Macedo.

A obra do artista turco Ugur Gallen também foi disparadora para o espetáculo. Gallen expõe a desigualdade social e de costumes nas suas impactantes fotomontagens de reflexões duras, que integram cenas do cotidiano com tragédias e sofrimento, contrastes, desigualdades e contradições.

Concebido originalmente antes da pandemia, o projeto foi adaptado para o ambiente digital, lançado em sessões virtuais ainda em 2020. Para a estreia presencial, o espetáculo retorna ao formato que foi originalmente idealizado, com suas construções coreográficas relacionadas ao toque, cenas de colisões e contato corporal.

A Cia Fragmento de Dança atua desde 2002, com sede na cidade de São Paulo. Durante esse período, ergueu uma linguagem estética autoral interessada em discutir gênero, autoimagem, atrito entre vida e obra. Nos últimos anos, tem se voltado para a investigação do autodepoimento, a experiência da alteridade e a dimensão política do falar sobre si em processos de criação e a fricção entre privado e público na cena.

Ficha Técnica

Amor Mundi
Coreografia e direção: Vanessa Macedo
Intérpretes: Cristiano Saraiva, Diego Hazan, Letícia Mantovani, Maitê Molnar, Thainá Souza, Vanessa Macedo e Vinicius Francês
Iluminação: André Prado
Concepção de vídeo projeção: Bianca Turner
Composição, síntese sonora, gravação e mixagem: Ricardo Pesce
Participação especial : Paulo Jesus
Figurino: Daíse Neves
Assistente de figurino: Pablo Azevedo
Consultoria para cenário: Rogério Marcondes
Produção Executiva: AnaCris Medina

Dança
AMOR MUNDI
Com a Cia Fragmento de Dança
Dias 17, 18 e 19 de dezembro de 2021. Sexta e sábado, 21h. Domingo, 18h
Local: Teatro do Sesc Belenzinho (374 lugares) Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.
Belenzinho – São Paulo (SP)
Acesso somente com uso de máscara e apresentação do comprovante de vacinação
Ingressos: R$ 40,00 (inteira); R$20,00 (meia entrada/ Credencial Plena do Sesc).
Venda online a partir de 14/12 (terça), às 12h, em sescsp.org.br/unidades/belenzinho. Venda presencial, em todas as unidades da rede Sesc, a partir de 15/12 (quarta), às 17h.
Recomendação etária: 16 anos
Duração: 50 minutos
Telefone: (11) 2076-9700
sescsp.org.br/unidades/belenzinho

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Ganhar o mundo é uma proposta da Plataforma Brasil, da MITsp

Alessandra Negrini em A Árvore.  Foto: Divulgação

in.verter. Foto: Cacá Bernardes / Divulgaçao

Glitch com Flavia Pinheiro. Foto: Divulgação

Marta Soares em Vestigios. Foto João Caldas / Divulgação

Alargar horizontes e encontrar novos portos de chegada são desejos da maioria dos artistas e grupos brasileiros das artes cênicas. A Mostra Internacional de Teatro de São Paulo – MITsp vem apostando no fomento e promoção de grupos e artistas nacionais rumo à internacionalização há alguns anos. Mais uma ação nesse sentido é a programação especial de espetáculos e performances nacionais, a Plataforma Brasil – Mostra Digital de Artes Cênicas, que a MITsp apresenta entre 1° e 5 de dezembro, pelo site MIT+ (mitmais.org), braço digital da Mostra.

O evento, destinado a programadores nacionais e internacionais, mas estendido ao público gratuitamente, inclui 18 montagens de 14 artistas e grupos de vários estados brasileiros. A MITsp também anuncia a 8ª edição da MITsp, programada para a primeira quinzena de junho de 2022.

Os espetáculos que estão na mira da MITsp são aqueles que priorizam a pesquisa experimental e investigação da linguagem cênica, definem os idealizadores da MITsp, Antonio Araújo (Teatro da Vertigem) e Guilherme Marques (Ecum – Encontro Mundial das Artes Cênicas), diretor artístico e diretor geral de produção, respectivamente. Além da programação de espetáculos nacionais, a MITsp tem investido nas atividades pedagógicas voltadas para a capacitação de gestores e produtores culturais.

A Plataforma Brasil – Mostra Digital de Artes Cênicas em 2021 tem curadoria de Kil Abreu e Sônia Sobral e foi pautada pela escolha de produções de todo Brasil em diálogo com questões urgentes no mundo.

A seleção em teatro, dança e performance oferece espetáculos inéditos na plataforma e outros do acervo da MITbr, que já se apresentaram presencialmente em edições anteriores da Mostra. O conteúdo ficará disponível na MIT+ durante o período da Mostra com opção de legendas em inglês, Libras e audiodescrição.

Programação

Loess uma das quatro performances que Marise Maués apresenta. Foto: Divulgação

Serenatas Dançadas, de Soraya Portela, do Piauí. Foto: Divulgação

Desfazenda Me enterrem fora desse lugar, do Coletivo O Bonde Foto: Jose de Holanda / Divulgação

Loess é um conceito da geologia que aponta um tipo de solo arenoso, inconsistente, sedimentado. Loess é uma das quatro performances que Marise Maués apresenta como reflexão sobre a fragmentação do humano contemporâneo, com múltiplas identidades e em contínuo processo de mudança. As outras três são Nóstos, Kali, Paisagem Derruída, exibidas pela primeira vez na Mostra e que investigam questões do território paraense.

Serenatas Dançadas, de Soraya Portela, do Piauí, articula o encontro de quatro mulheres do Nordeste brasileiro com suas memórias, suas paisagens íntimas e seus desejos. O cotidiano fabulado e bem-humorado de Lara Luz, Vera Lu, Tetê Souza e Raimunda Flor do Campo é dançado celebrando o amanhã.

“Vapor” é uma gíria que significa sumir, nos becos das periferias de Teresina (PI) ou outras urbanidades. O morador da quebrada que morre, evapora. O cara que vende a ilícita aos consumidores. Pode dar conta do olheiro que vigia as entradas da favela e avisa à rede. Ou os mais vulneráveis, vítimas da ação policial, executados na juventude. A Original Bomber Crew apresenta Vapor, a partir da pesquisa e cultura do hip hop.

Glitch, palavra que quer dizer “deslizar”, “escorregar”, entrou na linguagem da informática para indicar um mau funcionamento. No uso corrente vale para qualquer tipo de pequeno problema inesperado que atrapalha o bom funcionamento de qualquer coisa. Flavia Pinheiro adota o nome Glitch no trabalho que investiga como corpos queer, desobedientes, podem hackear e desestabilizar sistemas hegemônicos de poder. Em cena, performers expõem suas individualidades, mas essa coletividade sofre colapso no palco.

Na coreografia Delirar o Racial, os artistas cariocas Wallace Ferreira e Davi Pontes conectam dança e filosofia para desafiar a lógica da violência moderna. É uma dança de autodefesa, repleta de movimentos acrescidos de artes marciais e da capoeira, para que o corpo negro exista sem a repetir a violência colonial sem se autodestruir , com os dois corpos em cena em constante diálogo e negociação.

Na peça-filme Desfazenda – Me enterrem fora desse lugar, do Coletivo o Bonde, de São Paulo, quatro pessoas pretas vivem na fazenda de um Padre Branco. Quando crianças, 12, 13, 23 e 40 foram salvas da guerra pelo homem. A guerra nunca atingiu a fazenda. O Padre nunca sai da capela. E em qualquer questionamento, um sino soa.

Eduardo Fukushima, de São Paulo, experimenta o desconfortável em si, com o solo Homem Torto, uma dança não simétrica que sugere um corpo frágil, mas com o vigor dos fortes. É uma dança que investe nos opostos como a dureza e a leveza, a fragilidade e a força, o equilíbrio e o desequilíbrio, movimentos fluidos e cortados, o dentro e o fora do corpo.

In-verter à Deriva, da paulista Les Commediens Tropicales, mistura ficção e documentário, em um experimento cênico audiovisual, que traz imagens do grupo em suas intervenções urbanas com dança, performance e teatro.

Em A Árvore, Alessandra Negrini interpreta A, escritora solitária que se metamorfoseia em uma árvore. É um relato poético que peregrina pelo isolamento, pela esperança, pelo íntimo contato com o estranho e pelo desconhecido de um novo ser em um novo mundo. A peça híbrida entre teatro e cinema, da dramaturga mineira Silvia Gomez, se inspira no fantástico e no absurdo para falar da relação de amor e ruína com o meio ambiente em que vivemos.

Boca de Ferro. Foto: Gelson Catatau

Dinamarca. Foto: Bruna Valença / Divulgação

Renata Carvalho. Foto: Nereu Jr / Divulgação

Algumas peças que foram apresentadas nas edições anteriores da MITbr estão na programação. Boca de Ferro, das cariocas Marcela Levi e Lucía Russo, traz a sonoridade de Belém em uma dança irreverente, provocadora. Dinamarca, do Grupo Magiluth, de Pernambuco, foi inspirado em Hamlet e propõe uma reflexão sobre o fenômeno das bolhas sociais.

Com Manifesto Transpofágico, a autora e atriz paulista Renata Carvalho questiona a construção de corpos, identidades e preconceitos contra travestis.

O Grupo Cena 11, de Santa Catarina, resgata, em Protocolo Elefante, o exílio da morte dos elefantes para falar de pertencimento e deslocamentos. Vestígios, da Marta Soares, é resultado de uma imersão em cemitérios indígenas pré-históricos na região de Laguna, em Santa Catarina, e mistura performance, videoinstalação e dança.

Ver(ter) à Deriva, espetáculo da paulista Les Commediens Tropicale, é formado por um conjunto de intervenções cênicas propostas para espaços externos e públicos, que dialogam com o silêncio das imagens de uma metrópole.

A Plataforma Brasil – Mostra Digital de Artes Cênicas tem apresentação da Prefeitura Municipal de São Paulo, Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Apoio institucional do Goethe Institute, Sesc SP, Festival Panorama, Faroffa. Apoio Cultural do Núcleo dos Festivais, KVS – Proximamente, Art Republic. A realização é da MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo e do Olhares Instituto Cultural.

Parcerias com festivais: resultados práticos

A MITsp, por meio da MITbr – Plataforma Brasil já fechou acordos com eventos de artes cênicas. São parceiros os festivais de Edimburgo; o Proximamente da KVS, em Bruxelas, o Lift, em Londres e o Festival de Santarcangelo, na cidade italiana de mesmo nome.

Alguns resultados das ações. Altamira 2042, de Gabriela Carneiro da Cunha, está em turnê por festivais de países como França, Portugal, Suíça e Uruguai até o início de 2022. Lobo, de Carolina Bianchi, foi convidado a se apresentar no Skirball, em Nova York, em 2020. A atriz e diretora Janaína Leite, que se apresentou na edição de 2020, dará um workshop no Festival Proximamente, na Bélgica. O Grupo Mexa levou Cancioneiro Terminal para o Festival Traansform, em Leeds, na Inglaterra.

Outros espetáculos como violento., solo encenado por Preto Amparo, com concepção de Preto Amparo, Alexandre de Sena, Grazi Medrado e Pablo Bernardo; Caranguejo Overdrive, da Aquela Cia de Teatro; Isto é um Negro?, do grupo E Quem É Gosta?; Vaga Carne, de Grace Passô; De Carne e Concreto, da Anti Status Quo Companhia de Dança estiveram em festivais como o Festival Mladi Levi, na Eslovênia, o Proximamente e o FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, no Porto, Portugal.

Serviço

Plataforma Brasil – Mostra digital de artes cênicas
On Demand – De 1º, às 11 horas, ininterruptamente, até 23 horas do dia 5 de dezembro de 2021
Conteúdo legendado em inglês e acessível com audiodescrição e Libras.
MIt+:
Informações e acesso gratuito em www.mitmais.org
Para ter acesso ao conteúdo, basta fazer o cadastro, gratuitamente, no site da plataforma e acessar a página de programação para escolher o espetáculo.

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Medea contemporânea da Cia. do Sopro

 Fani Feldman (Medea) e Daniel Infantini (Jasão). Foto: Murilo Alvesso / Divulgação

Montagem se localiza na periferia de uma grande cidade. Foto: Murilo Alvesso @mualvesso

A Cia do Sopro quer discutir a situação da mulher atualmente Foto: Murilo Alvesso / Divulgação

A versão contemporânea de Medea (2012), de Mike Bartlett para o clássico de Eurípides, ganha montagem da Cia. do Sopro, com três apresentações presenciais de 26 a 29 de novembro no Teatro do Sesc Pompeia, e segue para temporada online de 29 de novembro a 7 de dezembro. Com tradução de Diego Teza, a peça tem no elenco Fani Feldman (Medea), Daniel Infantini (Jasão), Juliana Sanches (Pam), Maristela Chelala (Sarah), Plínio Meirelles (Andrew) e Bruno Feldman (Nick Carter) e Zé Henrique de Paula como diretor convidado.

O dramaturgo desloca o território e a realidade originais da Grécia antiga para um conjunto habitacional de subúrbio, que pode existir em qualquer parte do mundo. Medea foi largada pelo marido e está atordoada em seu lar conjugal, sem conseguir lidar com a situação, sem ânimo para trabalhar nem sossego para dormir. Seu filho perdeu a fala e ela planeja vingança.

Bartlett explora as engrenagens do universo masculino, mostra como os homens são incapazes de negar sua luxúria sexual. O autor busca tratar esse homem contemporâneo sem condescendência, por seus atos mordazes, ambivalentes, nem sempre justificáveis. Ao expor suas chagas diante de Jasão, Medea diz: “Eu divido os homens em três grupos: idiotas, tios e estupradores. Os idiotas precisam de uma mãe, os tios nos tratam como crianças e os estupradores querem nos foder, gostemos ou não”.

Nesta versão da tragédia clássica de Eurípedes, o autor Bartlett explora a “fúria privada que borbulha sob o comportamento público” e como, no mundo de hoje, uma mãe, alimentada pela raiva pela infidelidade, pode ser conduzida a cometer o crime contra o próprio filho.

A Cia do Sopro quer com a peça discutir a situação da mulher atualmente, e as condições e forças contrárias que sabotam a emancipação efetiva de direitos e lugar de fala. Formada por Fani Feldman, Rui Ricardo Diaz, Plínio Meirelles, Osvaldo Gazotti e Antonio Januzelli a Cia. do Sopro, que tem em sua trajetória os espetáculos A Hora e Vez e Como Todos os Atos Humanos.

“Medeia é um dos grandes clássicos do teatro grego”, discorre o diretor Zé Henrique de Paula. “A protagonista acuada, traída, vilipendiada, eviscerada por uma sociedade alicerçada pelo machismo estrutural fala integralmente aos dias de hoje. E infelizmente, fala demais ao Brasil de 2021, um país aterrorizado permanentemente por notícias diárias de abuso e feminicídio”.

Para Zé Henrique de Paula, “dirigir essa peça sendo um homem é exercitar a humildade e servir meramente de canal para que a voz – no nosso caso, o grito – das mulheres seja ouvido. Ouvido de verdade, o que significa permitir que esse grito, esse lamento, esse coro, sejam ferramentas de modificação de uma tremendamente injusta situação social”.

Mike Bartlett é um dramaturgo aclamado da Grã-Bretanha. No Brasil já foram montadas as peças Love, Love, Love (2018), com direção de Eric Lenate, e elenco formado por Débora Falabella, Yara de Novaes, Augusto Madeira, Mateus Monteiro e Alexandre Cioletti, que traça um retrato político e provocador das idiossincrasias geracionais de uma mesma família, de 1967 a 2014; Contrações (2013) também com as atrizes mineiras do Grupo 3 de Teatro – Débora Falabella e Yara de Novaes – sob direção de Grace Passô, investiga os conflitos da vida pessoal em meio ao cenário corporativo e critica a degradação nas relações de trabalho. Bull, uma tentativa não tão bem-sucedida de Bartlett de abordar o bullying no ambiente corporativo,  foi encenada em 2014, com direção de Eduardo Muniz e Flavio Tolezani, com elenco composto por Bruno Guida, Cynthia Falabella, Muniz e Tolezani.

Medea. Foto: Murilo Alvesso / Divulgação

Ficha Técnica
Texto: Mike Bartlett
Tradução: Diego Teza
Idealização: Fani Feldman e Cia. do Sopro
Direção: Zé Henrique de Paula
Elenco: Fani Feldman (Medea), Daniel Infantini (Jasão), Juliana Sanches (Pam), Maristela Chelala (Sarah), Plínio Meirelles (Andrew) Bruno Feldman (Nick Carter) e David Uander (TOM)
Preparação: Inês Aranha
Trilha Original: Fernanda Maia
Assistência de direção: Marcella Piccin
Iluminação: Fran Barros
Cenário: Bruno Anselmo
Figurino e visagismo: Daniel Infantini
Direção de vídeo, montagem e fotografia: Murilo Alvesso
Direção audiovisual – Murilo Alvesso | Câmeras – Murilo Alvesso, Jorge Yuri e Ju Lima | Som Direto – Tomás Franco | Assistênica de câmera e Grafismos – João Marcello Costa | Produção Audiovisual – Assum Filmes
Concepção do projeto: Fani Feldman e Bruno Feldman
Produção: Quincas e Cia. do Sopro
Direção de Produção: Fani Feldman e Rui Ricardo Diaz
Assistente de Produção: Laura Sciulli
Realização: ProAc | Quincas I Cia. do Sopro
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Agradecimentos e apoios: Teatro do Núcleo Experimental, Teatro Santa Cruz/ Raul Teixeira, teatro FAAP/ Cláudia Hamra, Cláudia Miranda, Tati Marinho/ Casa dos Achados – Brechó, Refúgios Urbanos/ Bárbara Tegone, Una Muniz Viegas/ Cristiane Viegas, Jairo Leme, Marina Feldman, e Ariel Moshe.
Cia. do Sopro: Fani Feldman, Rui Ricardo Diaz, Plínio Meirelles, Osvaldo Gazotti e Antonio Januzelli.

Serviço
Presencial:
Estreia 26 de novembro
SESC Pompeia
26, 27 e 28 de novembro. (Sexta e Sábado 21h e domingo 18h)
Rua Clélia, 93 – Pompéia, São Paulo – SP.
Temporada online:
29 de novembro a 07 de dezembro, com sessões diárias, sempre às 21h00. (ingressos pelo Sympla)
Haverá bate-papo após as transmissões, nos dias 29/11 e 07/12. O link do Zoom estará disponível para acesso no Canal da Cia. do Sopro no YouTube.

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Ocupação Mirada 2021,
espetáculos e reflexões sobre a cena contemporânea

Sem Palavras, da cia brasileira. Foto: Nana Moraes / Divulgação

Michelle Boesche, Leopoldo Pacheco, Denise Weinberg; Simone Evaristo e Paulo de Pontes Foto: João Caldas Fº

A Ocupação Mirada 2021, programação especialmente idealizada para o momento de retomada entre as edições do Mirada – Festival Ibero-americano de Artes Cênicas, evento bienal organizado pelo Sesc SP, ocorre de 24 a 28 de novembro, em formato híbrido (com dois espetáculos com sessões presenciais e várias atrações on-line). São onze encenações, entre estreias e obras inéditas no Brasil.

O evento internacional também se ocupa de ações formativas, mesas de conversas, mostras digitais e aberturas de processos de criação. Nesta edição hibrida, o festival tem participantes de Portugal, Chile, México, Peru, Bolívia, Equador e Colômbia, além do Brasil, é claro, nas peças ou ações formativas.

Sem Palavras, da companhia brasileira de teatro, com direção de Márcio Abreu, abre programação de espetáculos nesse dia 24 de novembro, presencialmente, no Sesc Santos (SP). É a estreia do espetáculo em território brasileiro, depois de passar por festivais internacionais na França e Alemanha. Se a palavra provoca uma exaustão e não mais dá conta de traduzir o horror e o assombro desses tempos, os corpos potencializam as falas de lugares sociais diferentes na encenação.

A outra montagem com apresentação presencial é Sueño, que o diretor e dramaturgo Newton Moreno espelha Sonho de uma Noite de Verão, de Shakespeare, na luta de uma trupe teatral chilena, no período do golpe de 1973. A peça traça conexões da luta dos artistas, de ontem e de hoje, pela expressão poética e contra o autoritarismo.

Espetáculos on-line

Aquela Cia (RJ), de Caranguejo Overdrive e Guanabara Canibal estreia Chega de Saudade! uma projeção da história da Bossa Nova na visão de artistas negros do grupo.

O Monstro da Porta da Frente, d’A Digna Coletivo Teatral investe na discussão lúdica da memória, a partir da história de Laurinha e Lanterninha, que fazem um filme para evitar a destruição do bairro.

A produção portuguesa Aurora Negra discute a presença do corpo negro na cena artística europeia. As três criadoras Cleo Tavares (Cabo Verde), Isabel Zuaa (Portugal, de origem de Angola e Guiné-Bissau) e Nádia Yracema (Angola) participam ainda da mesa “Corpo Político e Presencialidades“, dia 27 de novembro, on-line, e que conta com a dramaturga peruana Diana Daf Collazos.

A justaposição de imagens das últimas décadas no Brasil e em Portugal movimenta o ensaio literário e dramatúrgico, Trauma, de Alexandre Dal Farra (Brasil) e Patrícia Portela (Portugal). A obra coproduzida pelo FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (Portugal) foi adaptada para o formato audiovisual a partir do projeto original chamado Reconciliação.

O lançamento da TePi – plataforma que reúne a produção teatral baseada no Festival Teatro e os Povos Indígenas, Encontros de Resistência, liderada pela diretora artística Andrea Duarte, em parceria e co-curadoria com o ambientalista e filósofo Ailton Krenak será no dia 26 de novembro.

Trewa. Foto Paula Gonzalez Seguel

Para marcar o lançamento da plataforma duas obras que tem a ver com a prática teatral dos povos originários são exibidas: Ino Moxo, do Grupo Íntegro, do Peru (uma aventura pela Amazônia em busca de um lendário shaman da ayahuasca) e Trewa, do KIMVN Teatro, cena documental das raízes do povo Mapuche do Chile. A diretora deste espetáculo, Paula González Seguel, participa de uma das mesas que integram a programação, “Teatralidades e Povos Indígenas“.

Preludio – Ficciones del Silencio, concebido pela atriz e diretora peruana Diana Daf Collazos, trata das memórias coletivas, lembranças pessoais e políticas, e de silêncio. Já o chileno Guillermo Calderón faz uma irônica reflexão sobre arte (e sobre fracasso), carregando a cena com uma crítica a artistas, instituições, mercado e sociedade na peça La segunda vida de un Dragón.

Uma trama sentimental sobre o ritual de despedida dos mortos é o que propõe a obra La Casa de tu Alma, do México, com direção de Conchi León para a Saas’Tun Teatro.

Mais espetáculos do #EmCasaComSesc

Dez espetáculos apresentados nas lives do #EmCasaComSesc, reunindo produções exibidas durante a pandemia estão na programação: Felipe Rocha, em Ele precisa começar; Matheus Nachtergaele, em Desconscerto; Hilton Cobra, em Traga-me a cabeça de Lima Barreto!; Grace Passô, em Frequência 20.20; Mariana Lima, em Cérebro Coração; Bete Coelho, em Mãe Coragem; Sara Antunes, em Dora; Cláudia Missura e Tata Fernandes, em O Menino Teresa; Cristina Moura, em MASCARADO – Ägô Pra Falar, Ägô Pra Dançar, Ägô Pra Existir; e Fragmento Urbano, em Espaço Seguro para Ficar em Risco.

Refletir sobre a linguagem

Quatro mesas de conversas on-line, com transmissão nas redes do Sesc SP estão agendadas para o Ocupação Mirada 2021,. São elas: “Desafios e Perspectivas da Ação Cultural“, com Danilo Miranda, Carmen Romero (Chile), Otávio Arbelaez (Colômbia) e Gonçalo Amorim (Portugal); “Percursos Criativos“, com Alexandre Dal Farra, Marcio Abreu (Brasil), Guillermo Calderón (Chile) e Patrícia Portela (Portugal); “Teatralidades e Povos Indígenas“, com Ailton Krenak, Paula González Seguel (Chile) e Andrea Duarte; e “Corpo Político e Presencialidades“, com Diana Daf Collazos (Peru), Cleo Tavares (Cabo Verde), Isabel Zuaa (Portugal), Nádia Yracema (Angola).

Antonio Araújo, do Teatro da Vertigem vai falar sobre a investigação crítica do ambiente do agronegócio brasileiro, especialmente aquele das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte de Rondônia, suas manifestações culturais e seus costumes.

A ColetivA Ocupação apresenta um ensaio aberto do próximo espetáculo Erupção, transmitido pela internet (mediante inscrição), obra que discute catástrofes.

As questões ambientais, econômicas e sociais da Baixada Santista são investigadas pelo Coletivo 302, que mostra ao público o desenvolvimento do próxima peça Vila Fabril, pesquisa histórica e geográfica de Cubatão (SP),

A construção eurocentrista na criação de monumentos (reais e simbólicos) vai ser questionado no “Telas Abertas da América Latina“, e com proposição de novas formas de se narrar histórias. Conta com a participação do Clowns de Shakespeare (RN/Brasil), teatro del Embuste (Colômbia), Grupo Cultural Yuyachkani (Peru), Malayerba (Equador) e Teatro de los Andes (Bolívia). Haverá transmissão ao vivo, pelo YouTube,

“Mirada Digitais”

Artistas de diferentes origens e áreas de atuação (e especialidades) criam e argumentam na mostra “Mirada Digitais“, sobre uma coletânea especial, a partir de séries e documentários originais do Sesc Digital. As playlists são assinada pelos dramaturgos André Guerreiro Lopes, Dione Carlos e Jé Oliveira; os grupos Magiluth e Nós do Morro; as atrizes Renata Carvalho e Priscila Obaci; a escritora Paula Autran; a diretora Onisajé; e os jornalistas Wellington Andrade e Dib Carneiro.

Ocupação Mirada 2021

De 24 a 28 de novembro de 2021
Informações em www.sescsp.org.br/mirada
Nas redes do Sesc SP e Sesc Santos

Programação

Matheus-Nachtergaele em Desconscerto. Foto: Divulgação

[#EMCASACOMSESC]
DESCONSCERTO
Matheus Nachtergaele
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21—31/12/21
Recomendação etária: 14 anos
INGRESSOS: GRÁTIS

O ator está em cena dizendo os poemas que guardou como única herança de sua mãe, a poeta Maria Cecília Nachtergaele, que faleceu quando o filho tinha três meses de idade.

Ficha técnica
Concepção e atuação:
 Matheus Nachtergaele
Textos: Maria Cecília Nachtergaele
Produção executiva: Valéria Luna
Diretora de produção: Miriam Juvino
Realização: A Gente Se Fala/Pássaro da Noite
instagram.com/mathnachtergaele/

Sara Antunes em Dora. Foto: Alessandra Nhovais / Divulgação

[#EMCASACOMSESC]
DORA
Sara Antunes
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21—31/12/21
Recomendação etária: Livre
INGRESSOS: GRÁTIS

Maria Auxiliadora Lara Barcelos (1945-1976), estudante de medicina, entrou para a luta armada contra a ditadura militar aos 23 anos. Foi presa, torturada, exilada e suicidou-se na Alemanha em 1976, aos 31 anos. A peça Dora conta a trajetória dessa militante, a partir de trechos de cartas, imagens de arquivo e relatos autobiográficos.

Ficha técnica
Direção, texto e atuação:
Sara Antunes
Concepção audiovisual: Henrique Landulfo e Sara Antunes
Direção de fotografia e assistência de direção: Henrique Landulfo
Direção de arte e figurino: Sara Antunes
Luz: Wagner Antônio
Desenho sonoro: Edson Secco
Participação: Angela Bicalho
instagram.com/sarantunes/

Felipe Roca em Ele precisa começar. Foto: Roberto Setton / Divulgação

[#EMCASACOMSESC]
ELE PRECISA COMEÇAR
Felipe Rocha
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21—31/12/21
Recomendação etária: 12 anos
INGRESSOS: GRÁTIS

O ator passeia entre camadas de realidade e ficção e dá voz e corpo aos inúmeros futuros espetáculos que imagina. Felipe Rocha une saltos de paraquedas e instalações de arte contemporânea, mafiosos romenos e super-heróis, canções românticas e estratégias performáticas.

Ficha técnica
Texto e interpretação: Felipe Rocha
Direção da peça: Alex Cassal e Felipe Rocha
Direção da versão audiovisual: Alex Cassal, Felipe Rocha, Luisa Espindula e Stella Rabello
Câmera, direção de fotografia e projeções: Lucas Canavarro
Iluminação: Stella Rabello
Operação de som: Luisa Espindula
Interlocução artística: Marina Provenzzano e Renato Linhares
Criação e produção: Foguetes Maravilha
instagram.com/felipe___rocha/
instagram.com/foguetesmaravilha/
foguetesmaravilha.wordpress.com

Douglas Iesus em Espaço seguro para ficar em risco, do Fragmento Urbano. Foto Kuruf

[#EMCASACOMSESC]
ESPAÇO SEGURO PARA FICAR EM RISCO
Fragmento Urbano
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21—31/12/21
Recomendação etária: 14 anos
INGRESSOS: GRÁTIS

Dançar em casa é privilégio de quantos? É resistência para quantos? Quem pode se manter em isolamento? A partir de perguntas como essas, o trabalho reflete sobre as condições das pessoas que moram nas periferias da cidade.

Ficha técnica
Concepção e interpretação:
Anelise Mayumi e Douglas Iesus
Luz e som: Cic Morais 
instagram.com/fragmento_urbano/

Grace Passô em FREQUÊNCIA 20.20. Foto Divulgação

[#EMCASACOMSESC] FREQUÊNCIA 20.20
Grace Passô
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21—31/12/21
Recomendação etária: 16 anos
INGRESSOS: GRÁTIS

A atriz, dramaturga e diretora mineira reúne trechos de espetáculos teatrais que escreveu e encenou: Preto (coautoria com Márcio Abreu e Nadja Naira), Mata Teu Pai e Por Elise e recuperar memórias e sensações dos três espetáculos.

Ficha técnica
Criação e atuação:
 Grace Passô

Bete Coelho em Mãe Coragem. Foto: Jennifer Glass / Divulgação

[#EMCASACOMSESC]
MÃE CORAGEM
Bete Coelho
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21—31/12/21
Recomendação etária: 16 anos
INGRESSOS: GRÁTIS

Em um monólogo denso, esta versão do espetáculo Mãe Coragem costura a trajetória da protagonista Anna Ferling por meio de cenas da peça de Bertolt Brecht e de narrações de Bete Coelho.

Ficha técnica
Atuação:
 Bete Coelho
Atuação e câmera: Gabriel Fernandes
Direção: Daniela Thomas
Texto: Bertolt Brecht
Tradução:Marcos Renaux

Cristina Moura em MASCARADO – ÄGÔ PRA FALAR, ÄGÔ PRA DANÇAR, ÄGÔ PRA EXISTIR

[#EMCASACOMSESC]
MASCARADO – ÄGÔ PRA FALAR, ÄGÔ PRA DANÇAR, ÄGÔ PRA EXISTIR
Cristina Moura
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21—31/12/21
Recomendação etária: 14 anos
INGRESSOS: GRÁTIS

Combinando linguagens e símbolos, o espetáculo busca uma escrita cênica e corporal que expresse as ambiguidades e possibilidades de um corpo feminino negro dançante.

Ficha técnica
Criação, direção e interpretação: Cristina Moura
Colaboração: Mariana Lima e Renato Linhares
Direção de fotografia e câmera: Clara Cavour
Direção de arte: Julia Deccache
Direção musical: Bruno Balthaza
Figurinos: Luana de Sá
Produção: Dadá Maia | Ciranda de 3 Trupe Produções
Textos: Achille Mbembe, Ana Miranda, Angela Davis, Bell Hooks, Edna St. Vincent Millay, Franz Fanon, Grada Kilomba, Maya Angelou, Marcelo Yuka, Pedro Rocha e Wislawa  Szymborska
instagram.com/cristinamourareal/

Cláudia Missura em O Menino Teresa Foto Alessandra Fratus / Divulgação

[#EMCASACOMSESC]
O MENINO TERESA
Banda Mirim
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21—31/12/21
Recomendação etária: Livre
INGRESSOS: GRÁTIS

Numa aventura no estilo Indiana Jones, Teresa busca desvendar com muita convicção e ingenuidade o mundo dos meninos e para isso conta com a companhia de sua amiga imaginária, sra. Cabeçuda.

Ficha técnica
Dramaturgia e direção:
Marcelo Romagnoli
Elenco:Cláudia Missura e Tata Fernandes
Músicas:Tata Fernandes
Objetos cenográficos:Marisa Bentivegna
Figurinos:Verônica Julian
Produção executiva:Andrea Pedro
www.bandamirim.com
instagram.com/bandamirim/

Mariana Lima em Cerebro Coraçãoo Foto: Mauricio Fidalgo / Divulgação

[#EMCASACOMSESC]
SIM – CÉREBRO|CORAÇÃO EM CONFERÊNCIA PARA TERRA
Mariana Lima
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21—31/12/21
Recomendação etária: 14 anos
INGRESSOS: GRÁTIS

Versão adaptada da peça Cérebro Coração. O título traduz um pouco da distopia, da ausência do outro, como se estivéssemos todos em um outro planeta vivendo de memórias e da especulação de um futuro, ainda incerto. Os assuntos centrais são neurociência, memória, cérebro, coração.

Ficha técnica (performance)
Atuação:
 Mariana Lima
Texto adaptado e direção:
 Mariana Lima, Renato Linhares e Enrique Diaz
Ambientação: Dina Salem Levy
Vídeos e projeções: Lina Kaplan
Pesquisa de som ambiente: Joana Guimarães
Música “For India”: João Bittencourt
Trilha sonora: Lucas Marcier
Voz: Greace Passô (Filme República)
Produção: Quintal Produções
Direção geral: Verônica Prates
Coordenação artística: Valencia Losada
Classificação indicativa: 14 anos
instagram.com/mariana.lima/

Hilton Cobra em Traga-me a cabeça de Lima Barreto. Foto: Divulgação

[#EMCASACOMSESC]
TRAGA-ME A CABEÇA DE LIMA BARRETO!
Hilton Cobra
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21—31/12/21
Recomendação etária: 14 anos
INGRESSOS: GRÁTIS

Para discutir questões como o racismo, a loucura e a vida literária, o diretor e dramaturgo Luiz Marfuz imaginou uma autópsia da cabeça do escritor carioca Lima Barreto, realizada por médicos eugenistas, defensores da higienização racial no Brasil.

Ficha técnica
Atuação:
 Hilton Cobra
Dramaturgia: Luiz Marfuz
Direção: Onissajé (Fernanda Júlia)
Cenário: Erick Saboya, Igor Liberato e Márcio Meireles | Vila de Taipa
Desenho de luz: Jorginho de Carvalho e Valmyr Ferreira
Figurino: Biza Vianna
Direção de movimentos: Zebrinha
Direção musical: Jarbas Bittencourt
Direção de vídeo: David Aynan
Design gráfico: Bob Siqueira e Gá
Produção executiva: Elaine Bortolanza e Júlio Coelho
Direção de fotografia/câmera: Lílis Soares
Operação de áudio e vídeo: Duda Fonseca
Operação de luz: Lucas Barbalho
Participações especiais (voz em off): Caco Monteiro, Frank Menezes, Harildo Deda, Hebe Alves, Lázaro Ramos, Rui Manthur e Stephane Bourgade
instagram.com/hiltoncobra/

Michelle e Leopoldo em Sueño. Foto: João Caldas / Divulgação

[PRESENCIAL]

SUEÑO

Newton Moreno (Brasil)
Complexo Esportivo e Recreativo Rebouças
DATA E HORA
26/11, às 19h
27/11, às 19h 00 às 21h30
Duração 150 min.
Recomendação etária: 14 anos
INGRESSOS:
INTEIRA R$ 40,00
MEIA R$ 20,00
CREDENCIAL PLENA R$ 20,00
Ingressos esgotados
A sessão do dia 27/11 será transmitida pelo Youtube @Sescsp e pelo Instagram @SescAoVivo GRATUIO
Parcerias e apoios: Projeto contemplado pela 12ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro para a Cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura

Vine, um diretor teatral chileno no exílio, passa vinte anos alimentando Sonho de uma Noite de Verão, de Shakespeare, seu espetáculo interrompido pelo golpe de 1973. O jogo teatral se revela entre declarações contundentes dos personagens sobre torturas e assassinatos da ditadura chilena.

Ficha técnica
Dramaturgia e direção geral: Newton Moreno
Direção de produção:Emerson Mostacco
Direção musical: Gregory Slivar
Direção de movimentos: Erica Rodrigues
Elenco: Denise Weinberg, José Roberto Jardim, Leopoldo Pacheco, Michelle Boesche, Paulo de Pontes, Simone Evaristo e Gregory Slivar (músico ao vivo)
Desenho de luz: Wagner Pinto
Figurinos: Chris Aizner e Leopoldo Pacheco
Cenário: Chris Aizner
instagram.com/newtonmoreno9/

Espetáculo português Aurora Negra. Foto: Divulgação

[EXIBIÇÃO]
AURORA NEGRA
Cleo Diára, Isabél Zuaa e Nádia Yracema (Portugal)
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21 a 27/11/21, às 21h
Duração 90 min.
Recomendação etária: 14 anos
INGRESSOS: GRÁTIS
Espetáculo vencedor da segunda edição da Bolsa Amélia Rey Colaço. Parceria com o Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães; O Espaço do Tempo, em Montemor-o-Novo; e Teatro Viriato, em Viseu.

As idealizadoras e performers concretizam em seus corpos variadas situações racistas e misóginas que elas e outras mulheres negras ainda vivenciam em Portugal e no mundo.
As artistas respondem a estereótipos e clichês em torno do corpo feminino negro lançando mão de humor e revolta.

FICHA TÉCNICA
Direção artística, criação e interpretação: Cleo Diára, Isabél Zuaa e Nádia Yracema
Cenografia: Tony Cassanelli
Figurinos: José Capela
Desenho de luz e vídeo: Felipe Drehmer
Sonoplastia e composição original: Carolina Varela e Yaw Tembe
Produção: Cama A. C.
Direção de produção: Maria Tsukamoto
Coprodução: Centro Cultural Vila Flor, O Espaço do Tempo, Teatro Viriato, TNDM II
Produção no Brasil: Pedro de Freitas – Périplo Produções
instagram.com/auroranegra.agora/

Chega de Saudade!, com Aquela Cia

[EXIBIÇÃO]
CHEGA DE SAUDADE!
Aquela Cia. (Brasil)
Exibição | Youtube @SescSP 
DATA E HORA
28/11/21—02/12/21, às 19h
Duração 65 min.
Recomendação etária: Livre
INGRESSOS: GRÁTIS

É , ao mesmo tempo, uma homenagem à bossa nova, que propunha rompimentos com a música de fins dos anos 1950, e um estímulo para que aquele sonho de jovens brancos de classe média da zona sul carioca seja revisto, passados mais de 50 anos.

FICHA TÉCNICA
Eletrobras apresenta Chega de Saudade!
Direção: Marco André Nunes
Texto: Pedro Kosovski
Atores:Andrea Bak, Flávio Bauraqui, Hugo Germano, Matheus Macena, Muato, Ona Silva e Vilma Melo
Direção de fotografia: Guilherme Tostes
Direção musical: Felipe Storino
Edição: Acácia Lima
Produção executiva: Cuca Dias e Júlia Andrade
Produção: Corpo Rastreado
Realização: Aquela Cia. de Teatro
instagram.com/aquela_cia/
facebook.com/aquelacia/

Ino Moxo, do Integro Grupo de Arte. Foto: J. Sullivan

[EXIBIÇÃO]
INO MOXO
Integro Grupo de Arte (Peru)
Exibição | Plataforma TePI
Sessão única
DATA E HORA
27/11, 21h às 22h
Duração 60 min.
Recomendação etária: 14 anos
INGRESSOS: GRÁTIS

O misticismo, o ritualismo e a natureza da Amazônia peruana transportam o espectador para uma viagem espiritual. Percorre imagens poéticas, oníricas, por vezes abstratas. Quadros performáticos promovem um ritual; alguns deles são embalados por ícaros, cantos medicinais que acompanham cerimônias espirituais de xamãs e curandeiros.

Ficha técnica:
Performers: Ana Zavala, Francesca Sissa, Gonzalo del Águila, Marisol Otero e Rawa
Figurino: Ana Teresa Barboza
Iluminação: Chacho Guerra e Óscar Naters
Esculturas: Silvia Westphalen
Ícaros (cantos): Rawa
Música: Santiago Pillado
Vídeo e animação: Juan Carlos Yanaura
Coreografia:Ana Zavala e Óscar Naters
Direção e produção: Óscar Naters
integroperu.com
instagram.com.br/integroperuoficial/

La Casa de Tu Alma, do grupo mexicano Conchi León. Foto: Ivan Aguilar / Divulgação

[EXIBIÇÃO]
LA CASA DE TU ALMA
Conchi León (México)
Exibição | Plataforma Sesc Digital
DATA E HORA
26/11/21—01/12/21, às 21h
Duração 70 min.
Recomendação etária: 16 anos
INGRESSOS: GRÁTIS

Lendas de cemitérios do mundo todo e depoimentos dos atores compõem a produção audiovisual da mexicana Conchi León que se debruça sobre o tema da morte com poesia e humor. A obra utiliza variados recursos teatrais – como a transformação dos atores em personagens de alguns relatos, uso de marionetes e uma suposta improvisação de apresentação.

Ficha técnica:
Criação, dramaturgia e direção:
 Conchi León
Música original e direção musical: Alejandro Preisser
Elenco: Conchi León, Oswaldo Ferrer e Susy Estrada
Direção audiovisual: Iván Aguilar
Produção no Brasil: Paula Rocha – Arueira Expressões Brasileiras
www.conchileon.com
instagram.com/laleonaconchi/
instagram.com/suxstrada/
instagram.com/oswoferrer/
instagram.com/ivvan/

La Segunda Vida de um Dragón, do chileno Guillermo Calderón. Foto: Eugenia Paz / Divulgação

[EXIBIÇÃO]
LA SEGUNDA VIDA DE UN DRAGÓN
Guillermo Calderón (Chile)
Exibição | Plataforma Sesc Digital
DATA E HORA
24/11/21—28/11/21, às 19h
Duração 20 min.
Recomendação etária: 12 anos
INGRESSOS: GRÁTIS

O processo de criação de uma obra de arte é tematizado em camadas sobrepostas. O trabalho explora a criação da peça Dragón, de 2019, e das instabilidades políticas e sociais que vêm provocando revisões no espetáculo: os protestos no Chile que tiveram início em outubro daquele ano e levaram a uma revolução ainda em curso, transformada pela pandemia de covid-19. Questões semelhantes são trabalhadas na segunda camada: a peça Dragón, que é tema do vídeo, enreda seus criadores em questionamentos sobre a contribuição social da arte.

Ficha técnica:
Direção e dramaturgia: Guillermo Calderón
Assistência de direção e desenho de som: Ximena Sánchez
Elenco: Camila González, Francisca Lewin, Luis Cerda
Design de luz: Rocío Hernández
Técnica de cenografia e iluminação: Manuela Mege
Produção: María Paz González
Coprodução: Fundación Teatro a Mil, Teatro UC e Theater der Welt 2020 Düsseldorf
Produção no Brasil: Celso Curi
fundacionteatroamil.cl/que-hacemos/circulacion-nacional-e-internacional/catalogo/dragon/
instagram.com/fundacionteatroamil/

O monstro da porta da frente, com A Digna companhia. Foto Jamil Kubruk / Divulgação

[EXIBIÇÃO]
O MONSTRO DA PORTA DA FRENTE
A Digna (Brasil)
Exibição | Youtube @SescSP 
DATA E HORA
27/11/21—01/12/21, às 15h
Duração 75 min.
Recomendação etária: Livre
INGRESSOS: GRÁTIS
Parcerias e apoios: Espetáculo contemplado pelo ProAC 2019 de Produção e Temporada de Espetáculos Inéditos para o Público Infantojuvenil

O Monstro da Porta da Frente pinça gêneros cinematográficos e trilhas sonoras icônicas para homenagear o cinema – tanto a sétima arte quanto as próprias salas de projeção. Voltado para o público infantil. Com seu celular, a menina Laura cria cenas de filmes no antigo cinema e conhece Lanterninha, que encarna a memória do lugar.

Ficha técnica
Direção: Kiko Marques
Dramaturgia: Victor Nóvoa
Elenco: Ana Vitória Bella, Caio Marinho, Helena Cardoso e Luís Mármora
Trilha sonora e direção musical: Carlos Zimbher
adigna.com
instagram.com/adigna.sp/

Preludio, com a peruana Diana Daf Collazos. Still. Direção de Fotografia: Carlos Sánchez / Divulgação

[EXIBIÇÃO]
PRELUDIO, FICCIONES DEL SILENCIO
Diana Daf Collazos (Perú)
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
25/11/21—30/11/21, às 21h
Duração 60 min.
Recomendação etária: 14 anos
INGRESSOS: GRÁTIS
Parcerias e apoios: Ganhador do Fondo de Estímulos para la Cultura 2019, do Ministério de Cultura do Peru. Apoio do Centro Cultural de la Universidad del Pacífico; elgalpon.espacio Asociación Cultural; Bombillo, Técnica para Espectáculos Escénicos

A peruana Diana Daf Collazos escava os sentidos do silêncio para falar de seu país e da América Latina. Combinando performance, documentário e videoarte, a artista investiga como o corpo pode transmitir as memórias que herdou diante de sua própria mudez progressiva, consequência de ter nascido sem uma corda vocal. Ela registrou em um gravador, antes que sua voz desaparecesse, as histórias da morte de seu avô, sua avó e seu pai, e reproduz essa narração enquanto realiza no palco ações cênicas que elaboram o luto.

Ficha técnica
Idealização, direção e performance: Diana Daf Collazos
Produção: Diana Castro Sánchez
Assessoria dramatúrgica: Miguel Rubio Zapata
Direção de vídeos: Carlos Sánchez e Diana Daf Collazos
Diretor técnico: Igor Moreno
Som: José Carlos Valencia
Música: Erick del Aguila
Assistência geral: Josselin Urco
Participação: Martha Palomino
Produção no Brasil: Carla Estefan – Metropolitana Gestão Cultural
dianadafcollazos.com
instagram.com/dianadafnis/
instagram.com/preludio_ficciones_delsilencio/

Reconciliação, de Alexandre Dal Farra e Patrícia Portela Foto: Plinio Leite Dal Farra/ Divulgação

[EXIBIÇÃO]
RECONCILIAÇÃO
Alexandre Dal Farra e Patrícia Portela/Brasil e Portugal
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21—29/11/21, às 19h
Duração 41 min.
Recomendação etária: 16 anos
INGRESSOS: GRÁTIS
Parcerias e apoios: DGArtes – República Portuguesa

Cinco quadros propõem uma espécie de expurgo – seja em uma conversa que aborda diretamente temas como a pandemia de covid-19, num monólogo vociferado por um ator que, caminhando apressado pela cidade, fala da ascensão da extrema-direita, seja na imagem de um iceberg se rompendo. O que está em foco no projeto é a ideia de reconciliação como um processo de aceitação e de convivência com o outro.

Ficha técnica
Direção, dramaturgia e textos: Alexandre Dal Farra e Patrícia Portela
Performers e cocriadores: Célia Fechas e Clayton Mariano
Convidado: Nicolas Fernando de Warren
Composição musical e interpretação: Gabriel Ferrandini
Trilha sonora glaciar: Sérgio Hydalgo
Cinematografia: Leonardo Simões (Portugal), Otávio Dantas (Brasil) e Patrícia Portela (Bélgica)
Edição de vídeo: Patrícia Portela e Tomás Pereira
Gravação e edição de som: Hélder Nelson (Gabriel Ferrandini) e Kellzo (Célio Fechas)
www.alexandredalfarra.com.br
www.patriciaportela.pt  
instagram.com/peixinho_da_horta/
instagram.com/clayton_mariano/
instagram.com/celia_fechas/

Trauma, de Alexandre Dal Farra e Patricia Foto: Joao Peixoto Dviulgação

[EXIBIÇÃO]
TRAUMA
Alexandre Dal Farra e Patrícia Portela (Brasil e Portugal)
Exibição| Youtube @SescSP 
DATA E HORA
25/11/21—29/11/21, às 19h
Duração 85 min.
Recomendação etária: 14 anos
INGRESSOS: GRÁTIS
Parcerias e apoios: DGArtes, Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (Fitei) e Prado Produções

Os quadros do vídeo evocam acontecimentos traumáticos que rondam a cena mas não se mostram diretamente sejam eles da história das personagens, referentes à pandemia de covid-19 ou comentários sobre o contexto político contemporâneo. As cenas cotidianas, diálogos e imagens, apesar das palavras, permanecem em tensão contínua do que não é dito, sugerindo uma convivência do trauma com a rotina.

Ficha técnica
Texto e direção: Alexandre Dal Farra e Patrícia Portela
Elenco: Célia Fechas, Clayton Mariano, Gabriela Elias e José Genoino
Câmera: Otávio Dantas
Som: Amarelo
Montagem: Tomás Pereira
Produção: Corpo Rastreado
alexandredalfarra.com.br
patriciaportela.pt
instagram.com/peixinho_da_horta
instagram.com/clayton_mariano
instagram.com/celia_fechas
 

Travessias apresenta gravação do processo de Sem Palavras, da cia brasileira. Foto: Nana Moraes / Divulgação

[EXIBIÇÃO]
TRAVESSIAS
companhia brasileira de teatro/Brasil
Exibição | Youtube @SescSP
DATA E HORA
24/11/21—28/11/21, às 21h
Duração 53 min.
Recomendação etária: 18 anos
INGRESSOS: GRÁTIS
Correalização: Centro Cultural Oi Futuro
Apoios e parcerias: Lei Estadual de Incentivo à Cultura e Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro

No documentário, dirigido por Marcio Abreu e Clara Cavour, a companhia brasileira de teatro compartilha o processo de criação de Sem Palavras, seu mais recente espetáculo, apresentando trechos de ensaios do momento final de sua elaboração.

Ficha técnica
Direção: Clara Cavour e Marcio Abreu
Câmera e edição: Clara Cavour
Mixagem: Estevão Casé
Direção e texto de Sem Palavras: Marcio Abreu
Dramaturgia: Marcio Abreu e Nadja Naira
Elenco: Fábio Osório Monteiro, Giovana Soar, Kauê Persona, Kenia Dias, Key Sawao, Rafael Bacelar, Viní Ventania Xtravaganza e Vitória Jovem Xtravaganza
Direção de produção e administração: Cássia Damasceno e José Maria
Iluminação e assistência de direção: Nadja Naira
Direção musical e trilha sonora original: Felipe Storino
Direção de movimento: Kenia Dias
Cenografia: Marcelo Alvarenga | Play Arquitetura
Figurinos: Luiz Cláudio Silva | Apartamento 03
www.companhiabrasileira.art.br
instagram.com/ciabrasileira/

Peça sobre ativista Yudi Macarena Valdés Muños, encontrada morta em 2016. Foto: Paula Gonzalez Seguel 

[EXIBIÇÃO]
TREWA, ESTADO-NACIÓN O EL ESPECTRO DE LA TRAICIÓN
KIMVN Teatro/Chile
Exibição | Plataforma TePI
DATA E HORA
26/11, das 19h às 20h30
Sessão única
Duração 90 min.
Recomendação etária: 14 anos
INGRESSOS: GRÁTIS
Financiamento: Ministerio de las Culturas, las Artes y el Patrimonio – Fondart Nacional – Trayectoria Artística

A violência contra os mapuches, povo originário da região centro-sul do Chile e da Argentina, a partir da morte da ativista Yudi Macarena Valdés Muños é o tema central da obra. Em 2016, dias depois de uma manifestação contra a instalação de uma central hidroelétrica no rio Tranguil, ela foi encontrada morta em casa; desde então familiares, amigos e ativistas contestam a versão oficial de suicídio.

Ficha técnica
Direção, pesquisa, encenação e dramaturgia: Paula González Seguel
Codramaturgia: David Arancibia Urzúa e Felipe Carmona Urrutia
Assistência de direção: Andrea Osorio Barra
Cenografia: Natalia Morales Tapia
Projeções e edição de som: Niles Atallah
Autoria, composição e direção musical: Evelyn González Seguel
Arranjos musicais: Juan Flores Ahumada e Sergio Ávila Muñoz
Músicos: Evelyn González, Juan Flores, Nicole Gutiérrez, Sergio Ávila e William García
Elenco: Amaro Espinoza, Benjamín Espinoza, Claudio Riveros, Constanza Hueche, Elsa Quinchaleo, Fabián Curinao, Francisca Maldonado, Hugo Medina, Norma Hueche, Paula Zúñiga e Rallen Montenegro
Desenho de luz: Francisco Herrera
Figurino: Natalia Geisse
Assessoria de pesquisa: Fernando Pairican (historiador), Helene Risor (antropóloga) e Marcela Cornejo (psicóloga)
Educadoras mapuzungun: Constanza Hueche e Norma Hueche
Treinamento psicofísico: Natalia Cuellar
facebook.com/kimvnteatro 

Sem Palavras, da cia brasileira. Foto: Nana Moraes / Divulgação

[PRESENCIAL – ESTREIA]
SEM PALAVRAS
Companhia Brasileira de Teatro (Brasil) | Estreia Nacional
Presencial | Teatro Sesc Santos

DATA E HORA

24/11, às 21h às 22h50
25/11, às 21h às 22h50
Duração 110 min.
Recomendação etária: 18 anos
INGRESSOS:
INTEIRA R$ 40,00
MEIA R$ 20,00
CREDENCIAL PLENA R$ 20,00

Parcerias e apoios: Passages Transfestival Metz/FR

A companhia brasileira de teatro tensiona perspectivas do país, como nos trabalhos anteriores PROJETO bRASIL e Preto. Por meio de teatro, dança, música e performance, o espetáculo traz histórias que não foram contadas e estão contidas nos corpos que passam pelo palco, propondo uma reinvenção da linguagem que tente dar conta dos velozes acontecimentos contemporâneos.

Ficha técnica
Direção e texto: Marcio Abreu
Dramaturgia: Marcio Abreu e Nadja Naira
Elenco: Fábio Osório Monteiro, Giovana Soar, Kauê Persona, Kenia Dias, Key Sawao, Rafael Bacelar, Viní Ventanía Xtravaganza e Vitória Jovem Xtravaganza
Direção de produção e administração: Cássia Damasceno e José Maria
Iluminação e assistência de direção: Nadja Naira
Direção musical e trilha sonora original: Felipe Storino
Direção de movimento: Kenia Dias
Cenografia: Marcelo Alvarenga | Play Arquitetura
Figurinos: Luiz Cláudio Silva | Apartamento 03
Produção: companhia brasileira de teatro
Coprodução: A Gente Se Fala Produções Artísticas – Rio de Janeiro/BR, Künstlerhaus Mousonturm Frankfurt am Main/GE e Théâtre Dijon Bourgogne – Centre Dramatique National/FR
Correalização: Centro Cultural Oi Futuro
companhiabrasileira.art.br/
instagram.com/ciabrasileira/

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A liberdade é uma luta constante.
Estreia Sueño, de Newton Moreno

Denise Weinberg e José Roberto Jardim. Foto: João Caldas Fº / Divulgação

Michelle Boesche e Leopoldo Pacheco. Foto: João Caldas Fº/ Divulgação

Paulo de Pontes. Foto: João Caldas Fº / Divulgação

“Ou se é livre por inteiro ou se está em cativeiro”. O trecho da música de Sueño traduz o espírito do espetáculo. Livremente inspirada em Sonho de uma Noite de Verão, de William Shakespeare, a peça expõe desejos interrompidos de uma trupe de teatro e de uma família por uma ditadura sul-americana. Com direção e dramaturgia de Newton Moreno e elenco formado por Denise Weinberg, Leopoldo Pacheco, Paulo de Pontes, Michelle Boesche, José Roberto Jardim e Simone Evaristo, Sueño estreia neste 5 de novembro de 2021 de modo presencial na área externa do Teatro João Caetano, em São Paulo.

As ditaduras são especialistas, sabemos, em confiscar destinos e semear pesadelos. Na peça, que começa em Santigo, no Chile, em 1973, um grupo de teatro ensaia Sonho de uma Noite de Verão. O diretor Vine forma um casal com uma militante política, que está gravida. Eles são separados pela ditadura.

A história é narrada pelo ponto de vista do diretor chileno, Vine, que anseia retomar sua montagem shakespeareana adiada pelo golpe e reencontrar sua companheira. Mesmo com a derrocada da ditadura, na década de 1990, os ecos do autoritarismo sobrevivem.

Sueño é nosso manifesto poético. Nossa teimosia estética para retornar ao teatro após o caos pandêmico e político que atravessamos, evidenciando nossa crise e buscando reafirmar a potência de nosso ofício. Uma peça em processo, sempre em processo, como este continente em ensaio há séculos. Por isso, chamamos esta primeira temporada de Etapa 1 do SUEÑO – ensaiando sonhos”, pontua o diretor e dramaturgo Newton Moreno.

A operação Condor, que envolveu Brasil, Chile, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Argentina é o disparador da montagem. A intervenção para detectar “movimentos subversivos” foi responsável por muitas prisões e “desaparecimentos”. “Queremos acessar as gavetas-memórias desta rede persecutória e opressora. E assim desenvolver a dramaturgia, explorando um eixo organizador: processos ditatoriais na América Latina e as famílias separadas pela ditadura”, diz Newton Moreno.

Há um entra-e-sai na ‘fábula’, no universo onírico e violento de Shakespeare. “Embaixo do tapete mágico de fadas, enamorados e quiprocós, esconde-se a sombra tenebrosa dos desafetos, desmandos patriarcais de humanos e desumanos”, lembra Moreno.

Muitas camadas são criadas para falar da eterna utopia, da colonização, do devir latino-americano, dos regimes totalitários, do ontem e hoje, das nossas heranças de desgovernos.

Num dos ensaios de Sueño, que acompanhamos nos últimos dias, fomos contagiados pela força da montagem para encarar o tema-desafio. Da delicadeza para tocar o humano, esse ser tão frágil que nos seus projetos de grandeza esquece do tempo. Newton Moreno conduz com engenhosidade esse projeto coletivo que conta com quase 50 pessoas envolvidas diretamente. E extrai gradações interpretativas que vai da fúria à meiguice de um elenco afinado e apaixonante.

Ficha técnica:
Dramaturgia e Direção Geral: Newton Moreno
Direção de Produção: Emerson Mostacco
Direção Musical: Gregory Slivar
Direção de Movimentos: Erica Rodrigues
Elenco: Denise Weinberg, Leopoldo Pacheco, Paulo de Pontes, José Roberto Jardim, Michelle Boesche, Simone Evaristo, Gregory Slivar (músico ao vivo)
Desenho de Luz: Wagner Pinto
Figurinos: Leopoldo Pacheco e Chris Aizner
Cenário: Chris Aizner
Visagismo: Leopoldo Pacheco
Assistente de Dramaturgia e Pesquisador: Almir Martines
Assistentes de Direção: Katia Daher (primeira etapa) e Erica Rodrigues
Assistente de Produção: Paulo Del Castro
Assistente de Luz: Gabriel Greghi
Adereços e cenotécnico: Zé Valdir Albuquerque
Estrutura de box truss e arquibancadas: Fernando Hilário Oliveira
Desenho de som: Victor Volpi
Operador de Luz: Gabriel Greghi / Vinícius Rocha Requena
Operador som e Microfone: Victor Volpi
Palestrantes: Sérgio Módena e Ricardo Cardoso
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio – Douglas e Heloisa
Designer: Leonardo Nelli Dias
Fotos: João Caldas
Assistente de fotografia: Andréia Machado
Produção Audiovisual: Ìcarus
Apoio Paisagístico: Assucena Tupiassu
Costureiras: Lande Figurinos e Judite de Lima
Equipe de Montagem de Luz: Guilherme Orro / Thiago Zanotta / Lelê Siqueira
Equipe de Montagem Cenário: F.S. Montagens
Estagiários: Camila Coltri; Fernando Felix; Marcelo Araújo; Bruna Beatriz Freitas; estagiário 5; estagiário 6
Produção: Mostacco Produções
Realização: “Heróica Companhia Cênica”, “Prêmio Zé Renato de Teatro”, “Secretaria Municipal de Cultura” e a “Prefeitura de São Paulo — Cultura”
“Este projeto foi contemplado pela 12a Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro para a cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura”

Serviço:
TEATRO MUNICIPAL JOÃO CAETANO – Rua Borges Lagoa, 650 – Vila Clementino – São Paulo.
Temporada: de 05 de novembro a 05 de dezembro de 2021.
Horários: De terça a domingo às 18 horas.
Ingressos: Entrada franca, com retirada na bilheteria uma hora antes do espetáculo.
Duração: 150 minutos + 30 minutos de debate após cada apresentação.
Classificação: 14 anos
Gênero: Tragicomédia
Lotação: 30 lugares
Informações: (11) 5573-3774 / 5549-1744

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