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Festival em Caruaru, no peito e na raça

encerra a programação, no domingo. Foto: Diego Di Niglio/Divulgação

pa(IDEIA) – Pedagogia da Libertação encerra o festival, no domingo. Foto: Diego Di Niglio/Divulgação

O produtor Rafael Amancio não se deixou paralisar pela crise, pela não contemplação em editais, pela ausência de apoios institucionais. Para realizar o Festival Abril para o Teatro pediu apoio a comerciantes e empresas de Caruaru, arregimentou amigos e parentes na produção e com garra e coragem promove a  primeira edição. Não foi fácil e o desafio é administrar os próximos sete dias para que tudo corra da melhor forma. São 10 espetáculos na programação, que começa hoje e segue até o dia 10, com sessões no Teatro João Lyra Filho, em Caruaru.  Com apresentações competitivas nas categorias Teatro Adulto, Mostra de Artes das Comunidades e Teatro Infantil, o evento reúne grupos da terra de Vitalino, Altinho, Cabo de Santo Agostinho, Igarassu, Recife, Garanhuns e Vitória de Santo Antão. A principal característica é juntar as produções de vários pontos de Pernambuco.

De Caruaru participam Chico Cobra e Lazarino, da Associação dos Artistas de Caruaru – ASSARTIC;  A Visita, do grupo Arte em Cena; Guiomar, sem rir sem chorar, do Teatro Experimental de Artes – TEA e Sonhos do Palhaço Nuneco, do Grupo Ciarte. De outros municípios de Pernambuco estão A Menina que buscava o Sol do Núcleo de Pesquisa Cênica de Pernambuco, de Vitória de Santo Antão; Eudiamon do Grupo Osicran Teatro, de Igarassu; A Dama da Noite, do Pane Produções Artísticas, de Garanhuns; O Apanhador no Campo de Centeio, do Coletivo de Teatro Risoflora, do Cabo de Santo Agostinho; O Samba nosso de cada dia, do Grupo TROPA, de Altinho e pa(IDEIA)-Pedagogia da Libertação, do Coletivo Grão Comum, do Recife.

A VISITA-GRUPO ARTE EM CENA

Ator Severino Florêncio, na montagem A Visita

O ator Severino Florêncio apresenta seu espetáculo de repertório A Visita. Nele, o protagonista Antônio retorna ao solo da sua infância e encontro o lugar muito diferente. A secura atingiu gente e bicho. Ele busca na memória elementos para recriar o futuro. A montagem faz uma adaptação do texto do encenador e dramaturgo Moncho Rodriguez pelo Grupo de Teatro Arte-Em-Cena.

A segunda encenação da Trilogia Vermelha, Pa(Ideia)- Pedagogia da Libertação, do coletivo Grão Comum, investe sobre os 70 dias em que o educador pernambucano Paulo Freire ficou preso no Recife, seus 16 anos exilado pelo mundo (América Latina, Europa e África), e a sua volta ao Brasil nos tempos da redemocratização. A primeira peça da trilogia foi h(EU)stória – o tempo em transe,  sobre a vida de Glauber Rocha. A próxima é pro(FÉ)ta – O bispo do povo, sobre Dom Helder Câmara.

Os homenageados do festival são o ator e poeta, Cícero Gomes (in memoriam) e o ator, diretor, professor, coreografo e iluminador Francisco Pereira da Silva Neto (Chico Neto). Na abertura estão previstas apresentações de Israel Filho, Banda de Pífano Zé do Estado e o espetáculo O Samba Nosso de Cada Dia. Além das peças, o festival vai exibir o curta Miolo de Barro, dirigido por Leandro Braith, com duração de 17 minutos.

Programação
Teatro João Lyra Filho.

Dia 4 de Abril
– Espetáculo Adulto: O Samba Nosso de Cada Dia, de Altinho ás 20h

Dia 5 de Abril
– Espetáculo Infantil: Sonhos Do Palhaço Nuneco, de Caruaru, às15h
SONHOS DO PALHAÇO NUNECO

– Espetáculo Adulto: Guiomar, Sem Rir Sem Chorar, Caruaru às 20h
GUIOMAR- GRUPO BASTIDORES

Dia 06 De Abril
– Espetáculo Infantil: Sonho De Criança, de Caruaru às 15h

-Espetáculo Adulto: Chico Cobra e Lazarino, de Caruaru, às 20h
Chico Cobra e Lazarino

Dia 07 De Abril

– Espetáculo: O Mágico De Oz, de Caruaru, às 15h

– Espetáculo: A Visita, de Caruaru às 20h

Dia 08 De Abril
-Espetáculo Infantil: A Menina Que Buscava O Sol, de Vitória De Santo Antão Às 15h
A MENINA QUE BUSCAVA O SOL (1)

-Espetáculo Adulto: O Apanhador no Campo de Centeio, do Cabo de Santo Agostinho, às 20h.

Dia 09 De Abril
Espetáculo Adulto: A Dama da Noite, de Garanhuns, às 18h30
DAMA DA NOITE 1

Espetáculo Adulto: Eudiamon, de Igarassu às 20h

Dia 10 De Abril
Espetáculo Adulto: Pa (Ideia)- Pedagogia Da Libertação, às 19h

Curta- Miolo De Barro, às 20h

Cerimônia de Entrega de Troféus, às 20h30

Ingressos: Inteira: R$: 10,00 e Meia: R$: 5,00.

Informações: (81) 3136 3377 / (81) 99404 8608 / (81) 99741 8774

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O amor de Clotilde volta aos palcos

O amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas. Foto: Júlio Morais

O amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas. Foto: Júlio Morais

Comemorando seis anos em temporada, o espetáculo O amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas volta aos palcos pernambucanos neste fim de semana. Serão poucas apresentações: a peça fica em cartaz de 2 a 24 de abril, aos sábados e domingos, sempre às 19h, no Teatro Apolo, no Bairro do Recife.

A montagem da Trupe Ensaia Aqui e Acolá, que já teve várias temporadas no Recife, rodou o Brasil pelo Palco Giratório e também fez circulação internacional, é baseada no romance A emparedada da Rua Nova, de Carneiro Vilela, publicada em folhetins entre agosto de 1909 e janeiro de 1912, no Jornal Pequeno. Misto de suspense, policial, crítica de costumes e estudo sociológico de uma época, o texto de Vilela se transformou num delicioso melodrama no palco.

Confira a crítica de Ivana Moura sobre o espetáculo.

No elenco, Andréa Veruska, que interpreta a mãe da mocinha; Andréa Rosa, a empregada; Iara Campos, Clotilde; Jorge de Paula, o comerciante Jaime Favais, pai de Clotide; Tatto Medinni é o vilão interesseiro João Favais; e Marcelo Oliveira, o sedutor galante Leandro Dantas.

Muitos dos ingredientes dessa montagem são os clichês, o gesto exagerado, a dublagem das músicas bregas, a estética kitsch. Jorge de Paula, que também está no elenco, se mostra um encenador potente, criativo e muito hábil na direção de atores. De fato, a proposta do mergulho no melodrama se torna bem-sucedida principalmente pela qualidade do trabalho dos atores, todos no mesmo diapasão.

Ficha técnica:

Texto: Trupe Ensaia Aqui e Acolá
Encenação: Jorge de Paula
Atores: Andréa Veruska, Andréa Rosa, Iara Campos, Jorge de Paula, Marcelo Oliveira e Tatto Medinni.
Figurino: Marcondes Lima
Cenário: Jorge de Paula
Iluminação: Sávio Uchoa
Operação de luz: Dado Sodi
Maquiagem: Trupe Ensaia Aqui e Acolá
Pesquisa de trilha sonora: Trupe Ensaia Aqui e Acolá
Operação de som: Juliana Montenegro
Produção: Trupe Ensaia Aqui e Acolá

Serviço:
O amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas
Quando: sábados e domingos, às 19h, de 2 a 24 de abril
Onde: Teatro Apolo
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada), disponíveis na bilheteria do teatro duas horas antes da peça, a partir das 17h

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Mostra do Sesc em vários teatros

Amar é Crime é o primeiro trabalho do grupo Amaré. Foto: Maíra Arrais

Amar é Crime é o primeiro trabalho do grupo Amaré. Foto: Maíra Arrais

O espetáculo Amar é crime, inspirada no livro homônimo de Marcelino Freire, integra a programação da Mostra Sesc Teatro e Circo, que começou na quarta-feira e segue até o dia 7 de abril. A primeira montagem do coletivo AMARÉ Grupo de Teatro é dirigida por Isabelle Barros e traz no elenco os atores Natali Assunção, Marcos Medeiros e Micheli Arantes.

Foram garimpados quatro contos do livro para o palco: Acompanhante, Crime, Mariângela e Vestido longo. As narrativas têm em comum alguma situação de opressão, social, econômica ou psicológica. O amor do título beira a perversidade e está ligado à violência.

Amar é Crime foi apresentado quinta-feira (31/03) no Sesc Santa Rita e volta a ser exibido na terça-feira (05/04),  no Teatro Marco Camarotti.

Hilda Torres no espetáculo Soledad. Foto: Divulgação

Hilda Torres no espetáculo Soledad. Foto: Divulgação

Soledad – A Terra é Fogo sob Nossos Pés, solo com Hilda Torres, é exibido no Teatro Capiba nesta sexta-feira às 20h. O monólogo narra o percurso da militante de esquerda Soledad Barrett Viedma, sua vida e luta política até ser assassinada em Pernambuco. O espetáculo tem direção da paulista Malú Bazan

Gritos de Guerra, Gritos de Amor é uma viagem poética de vida e morte, de encontros e desencontros, com texto e direção de Moncho Rodriguez. Com Fabiana Pirro, Gilberto Brito e Asaías Rodrigues, a montagem utiliza tradição da narrativa ibérica, e elementos da cultura do Nordeste brasileiro, como o mamulengo e a poesia popular. A peça tem sessão marcada para sábado (02/04), Teatro Capiba, 20h.

Na próxima quarta-feira (06/04), mais uma oportunidade para assistir ao espetáculo Camille Claudel, no Teatro Marco Camarotti, às 20h. A atriz Ceronha Pontes inverte a ordem cronológica para mostrar os desassossegos da artista francesa, que foi atormentada por um amor mal correspondido por Rodin, pelo preconceito da sociedade do século 19. Depois de mais de 30 anos internada num hospício, sem o amparo da família, Camille Claudel morreu em 1943, aos 79 anos de idade, pobre e sozinha.

Romance de dois soldados de Herodes encerra a programação na quinta-feira (07/04), no Teatro Marco Camarotti, 20h

Já foram apresentados Na Beira, com direção e atuação de Plínio Maciel; o ensaio aberto Retratos de Uma Lembrança Interrompida, do Grupo Bela Idade e O Açougueiro, monólogo com Alexandre Guimarães.

Programação Completa:

30/03 (quarta-feira)
Na Beira
Teatro Arraial – 19h

31/03 (quinta-feira)
Retratos de uma Lembrança Interrompida
Teatro Arraial – 15h

 31/03 (quinta-feira)
Amar é Crime
Sesc Santa Rita – 20h

31/03 (quinta-feira)
Açougueiro
Teatro Capiba – 20h

01/04 (sexta-feira)
Soledad – A terra é fogo sob nossos pés
Teatro Capiba – 20h

02/03 (sábado)
Grito de Guerra, Grito de Amor
Teatro Capiba – 20h

 05/04 (terça-feira)
Amar é Crime
Teatro Marco Camarotti – 20h

06/04 (quarta-feira)
Camille Claudel
Teatro Marco Camarotti – 20h

07/04 (quinta-feira)
Romance de dois soldados de Herodes
Teatro Marco Camarotti – 20h

SERVIÇO
Mostra Sesc Teatro e Circo
Quando: Até 7 de abril
Onde: Teatros Arraial (Rua da Aurora, 457, Boa Vista); Capiba (Avenida Professor José dos Anjos, 1190, Casa Amarela) e Marco Camarotti (Rua do Pombal, s/nº, Santo Amaro).
Ingressos: R$ 20 (público em geral) e R$ 10 (comerciários e dependentes)

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Encontro de Artes Cênicas será neste fim de semana

 

Escola Pernambucana de Circo abre programação com circus-círculos-que-não-se-fecham-Foto-Karina-Morais

Escola Pernambucana de Circo abre evento com Faça parte dessa história. Na foto de Karina Morais, a montagem Círculos que não se fecham

A reclamação de inexistência, ausência de pertinência, de falta de continuidade ou prioridade das políticas públicas para as artes cênicas na cidade do Recife é geral. E não sem motivos. Com três anos da atual gestão fica difícil contabilizar avanços. A ideia de transformar o Centro Apolo-Hermilo numa usina cultural de referência de pesquisa contemporânea não chegou nem a virar proposta no papel.

A situação dos equipamentos municipais é preocupante. O Teatro do Parque, por exemplo, está fechado desde 2010; as obras de restauração estão suspensas desde julho de 2015; agora, o Ministério Público cobra na justiça a retomada das obras. O SIC municipal sumiu do mapa dos incentivos da cidade. O recorrente atraso nos pagamentos de editais ou trabalhos de artistas é considerado pelos contratados ou premiados como algo altamente desrespeitoso. O festival de teatro deu um recuo em importância e discussão de ideias para o começo dos anos 1990; quer dizer, ficou obsoleto e desorientado enquanto identidade, com suas particularidades, e perdeu força.

Bem, a Fundação de Cultura Cidade do Recife promove neste sábado (2) e domingo (3) o 3º Encontro de Artes Cênicas do Recife no Museu da Cidade do Recife (Forte das Cinco Pontas), no bairro de São José. Pretende reunir atores, artistas circenses, profissionais da dança e  produtores, para – segundo o release da prefeitura-, discutir propostas para melhorias para o teatro, dança e circo.

O programa começa no sábado a partir das 9h, com a apresentação do espetáculo Faça Parte Dessa História, da Escola Pernambucana de Circo. Em seguida, serão realizados os debates de cada segmento: teatro, dança e circo. Às 14h, está marcada uma Sessão Plenária até às 16h30.

A Sessão Plenária do domingo vai das 9h até o meio-dia. E, a partir das 14h, o debate tem como tema os Festivais de Artes Cênicas no Recife. Apresentações artísticas, ainda em comemoração ao Dia Mundial do Teatro e Dia Nacional do Circo (comemorado no dia 27 de março), terão vez a partir das 16h.

O aviso da Prefeitura do Recife atesta que o “encontro é um convite para tomada de decisões em conjunto, em benefício das artes cênicas da capital pernambucana”.

As inscrições terminaram nesta quinta-feira (31). De acordo com Romildo Moreira, gerente de Artes Cênicas da Prefeitura do Recife, idealizador do encontro, ainda há algumas vagas disponíveis. Os interessados podem enviar e-mail para gerenciaartescenicas@gmail.com ou ligar para o número (81) 3355-3137, até às 17h, para garantir a inscrição. Por e-mail, é preciso aguardar confirmação.

Sábado 02/04:

9h – Solenidade de abertura e Apresentação do espetáculo Faça Parte Dessa História (no Pátio Térreo)

10h às 12h – Trabalho dos grupos de teatro, dança e circo (Sala de Reunião e Pátio Térreo)

12h às 13h30 – Almoço (Área externa)

14h às 16h30 – Sessão Plenária (Pátio Térreo, Lona de Circo)

Domingo, 03/04

9h às 12h – Sessão Plenária

12h às 13h30 – Almoço (Área externa)

14h às 16h –  Debate: Festivais de Artes Cênicas em Recife (Auditório)

16h – Encerramento com apresentações artísticas (Pátio Térreo)

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O apavorante golpe de 1964

Espetáculo Nem mesmo todo o Oceano. Foto: Glaudio Gil

Espetáculo Nem mesmo todo o Oceano. Foto: Glaudio Gil

As obras artísticas também são contaminadas pelas circunstâncias em que são exibidas. Elas incorporam um determinado tempo e são ressignificadas por ele. Isso pode ocorrer no próprio objeto ou em sua recepção. O espetáculo Nem mesmo todo o Oceano, da Cia OmondÉ , estreou em 2013, antes da reeleição para o segundo mandato da presidenta Dilma Russeff. E apesar dos ânimos tensos, não era possível vislumbrar com clareza a crise institucional, jurídica e política que o país atravessa atualmente, com uma ameaça real de um golpe, comandada pela plutocracia, a partir dos seus ferozes representantes situados em pontos estratégicos.

Nem mesmo todo o oceano expõe a história fictícia de um médico, sua infância pobre no interior de Minas Gerais, seu período de estudante em pensões no Rio de Janeiro, as desilusões amorosas, as frustrações e a batalha por sobrevivência. Uma forma de encarar. Outra, a trajetória de um arrivista e sua ambiciosa, deslumbrada e abominável escalada até assumir o cargo de médico legista do DOI-CODI.

A partir da narrativa dessa figura, o espetáculo explora os momentos que antecederam o golpe militar (1964), seus modelos de repressão desvelando os “porões” da ditadura.

A montagem faz uma curta temporada na CAIXA Cultural Recife, de 31 de março a 9 de abril. É uma adaptação da diretora Inez Viana do romance homônimo de 800 páginas do escritor, dramaturgo e pensador mineiro Alcione Araújo (1945-2012).

foto: carlos cabera

O protagonista acompanhava torturas durante a ditadura militar. Foto: Carlos Cabera

Os atores Leonardo Brício, Iano Salomão, Jefferson Schroeder, Junior Dantas, Luis Antonio Fortes e Zé Wendell se revezam nos diversos personagens, inclusive os femininos.  O elenco está metido em calças sociais entre o cinza e o azul marinho, sapatos pretos e camisetas de física, no figurino assinado por Flávio Souza. O espaço utiliza poucos objetos de cena. A diretora Inez Viana busca com isso valorizar o trabalho do ator e o jogo teatral.

O livro de Alcione Araújo reconstitui uma época adversa da História do Brasil (1950 a 1975). A cena mostra o protagonista, que narra sua biografia, atravessada por seus filtros cognitivos e por suas emoções. O médico assistia torturas durante a ditadura militar brasileira. Acusado de ter estuprado uma das prisioneiras, ele sente novamente a hostilidade do mundo diante desse seu crime abominável. Ameaçado de morte, ele tenta se explicar a um grupo de jornalistas.

A peça embaralha fatos reais  e ficção. Entre facínoras e torturadores cruéis, o médico tenta se convencer, e nos convencer, enquanto a grande angular  expõe o processo de perversão espiritual do ser humano.

Se há dois anos discutir artisticamente essa passagem dos 50 anos do Golpe Militar de 1964 era uma necessidade, hoje se tornou urgente conhecer – de verdade, com todas contradições – essa parte da história horrenda desse Brasil. Para não permitir que nunca mais isso se repita.

Espetáculo fica em cartaz na Caixa Cultura Recife, de 2 a 10 de abril. Foto: Rodinelle de Paula

Espetáculo fica em cartaz na Caixa Cultura Recife, de 31 de março a 9 de abril. Foto: Rodinelle de Paula

FICHA TÉCNICA
Autor: Alcione Araújo
Adaptação e Direção: Inez Viana
Consultoria Dramatúrgica: Pedro Kosovski
Elenco: Cia OmondÉ – Leonardo Bricio, Iano Salomão, Jefferson Schroeder, Junior Dantas, Luis Antonio Fortes e Zé Wendell
Figurino: Flávio Souza
Direção Musical: Marcelo Alonso Neves
Iluminação: Renato Machado
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Programação Visual: Dulce Lobo
Assistentes de Direção: Carolina Pismel, Debora Lamm e Juliane Bodini
Produção Executiva: Jéssica Santiago e Rafael Faustini
Direção de Produção: Claudia Marques
Projeto da Cia OmondÉ
Patrocínio CAIXA

SERVIÇO:
Nem mesmo todo o oceano
Onde: CAIXA Cultural Recife (Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife, Recife/PE)
Quando: 31/03 a 02/04 e de 07 a 09/04/2016, de Quinta a sábado, às 20h.
Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia)
Vendas: a partir das 10h do dia 30 (para as apresentações de 31/03 a 2/04) e do dia 06 (para as apresentações de 07 a 09/04)

Informações: (81) 3425-1915 / 3425-1900
Classificação Indicativa: 16 anos
Duração: 80 minutos

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