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Arte como Respiro prossegue nesta semana

Luta Live, com Teuda Bara. Foto Luiza Palhares

Esta quarentena mexeu com os movimentos, deslocamentos possíveis, perspectivas de vida e imprimiu novas buscas de energia para enfrentar o período. O isolamento social e suas circunstâncias estão na essência de alguns trabalhos produzidos para a programação do Festival Arte como Respiro – Edição Cênicas, do Itaú Cultural. Entre eles estão os espetáculos Luta, da atriz mineira Teuda Bara, e Gente de Classe –Transparente, do Grupo Carmin, do Rio Grande do Norte. Ao todo, nesta edição, são 18 projetos de 10 diferentes estados, exibidos de 7 a 11 de outubro (quarta-feira a domingo), sempre às 20h.

Compõem o quadro desse bloco criações em dança, teatro, performance e circo, de artistas da Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os trabalhos ficam disponíveis no site da instituição (www.itaucultural.org.br) por 24 horas para serem assistidos virtualmente.

Entre o fechar e o abrir dos olhos. Foto Drica Rocha / Divulgação

Mulher do Fim do Mundo, da Nau de Ícaros. Foto Ale Catan / Divulgação

Rede de Pulgas, das artistas cearenses Gabriela Jardim e Lívia Soares, atravessa o circo tradicional para mostrar como as artistas autônomas estão revivendo e recriando composições cênicas em casa. A moradia também está no centro da partitura da dança Menina em Casa, da carioca Amanda Gouveia, que encontra no autocuidado uma forma de reinventar o cotidiano. A performance Entre o Fechar e o Abrir dos Olhos, de Drica Rocha, da Bahia, vai buscar sustentação na poesia, no olhar e na janela. Mulher do Fim do Mundo: Manutenção e Criação em Cena, da Cia Nau de Ícaros, de São Paulo, é Inspirada pela música homônima de Elza Soares.

Cruz Credo. Foto Esteban Bisio / Divulgação

Filho Homem. Divulgação

As questões de gênero dominam a quinta-feira, dia 8. Esmea, dos paulistas Leonardo Cuspamos e Lucas Andrade, se agarra aos vestígios depois do fim de um romance. Filho Homem, do carioca Bernardo de Assis, situa as possíveis diferenças entre dois Irmãos, um criado para ser homem e outro criado para ser mulher. As fases do luto amoroso são exploradas em #ressignifiCASA – Cozinha, do multiartista Murilo Toledo, de São Paulo, que utiliza dança, acrobacia e interpretação para expor emoções do término de um casamento homoafetivo. Cruz Credo, do Coletivo Emaranhado, do Espírito Santo, expõe as marcas das retaliações sofridas pelo corpo-vivência de um humano negro, cisgênero e gay em espaços sociais. No monólogo O Hétero, do Rio de Janeiro, a figura Fulano de Tal, criado por Zé Wendell, é um nordestino, artista, homem comum, que sai em uma jornada de autoconhecimento e aceitação de si.

O Melhor Trapezista do Mundo. Foto Allan Lira / Divulgação

Ponto De Vista De Um Palhaço.Foto Wilian Aguiar / Divulgação

A linguagem circense norteia as produções de sexta-feira, dia 9. Chàrlá Táon – O Contorcionista, do palhaço, ator e bailarino paulista André Doriana, ensina um antídoto milenar contra a dor: o riso. O Melhor Trapezista de Todo o Mundo, da gaúcha Cia Fundo Mundo, faz uma sátira aos números clássicos de acrobacia aérea. O solo Pontos de Vista de Um Palhaço do ator Daniel Warren, de São Paulo, situa a busca da personagem por ajuda em uma sessão de terapia online.

Gente de Classe do Grupo Carmin. Divulgação

Projetos pensados e criados na quarentena, que refletem sobre o digital e os novos formatos seguem na pauta de sábado (10). Um Passinho de Cada Vez, de Marzia Zambianchi e Olivia Orthof, do Distrito Federal, realizada por alunos circenses, mostra uma videodança baseada na dança carioca do passinho. Gente de Classe: Transparentes, do Grupo Carmin, do Rio Grande do Norte, investe na comicidade para expor o quadro de mãe solteira e seus dois filhos que se falam apenas por videoconferência. Uma das fundadoras do grupo Galpão, a atriz mineira Teuda Bara, ficcionaliza sua trajetória, cria imagens, conta casos e elege a luta como alegoria para o teatro e a própria vida em Luta Live.

Maré. Foto Marcondes Filho / Divulgação

As relações criadas pelo indivíduo consigo, com o mundo e com os outros fazem os elos de reflexões dos projetos exibidos domingo, dia 11. Toque de Quarentena registra em vídeo uma cena performática do casal Livia Vilela e Cezar Siqueira, que expressa a experiência do isolamento e seus efeitos nos corpos. Já O Mundo Está ao Contrário e Ninguém Reparou, de Camila Cequinel, do Paraná, chama a atenção para a ideia de que mudar de ponto de vista pode ser a solução para os problemas. Maré, do Coletivo CIDA, do Rio Grande do Norte, é uma peça coreográfica sobre o amor.

O segundo bloco da edição Cênicas de outubro acontece entre os dias  21 e  25.

SERVIÇO:
Festival Arte como Respiro – Edição Cênicas
Quando: De 7 a 11 de outubro (quarta-feira a domingo), sempre a partir das 20h
Onde: No site do Itaú Cultural: www.itaucultural.org.br
Quanto: Gratuito

*Cada espetáculo fica disponível para visualização por 24h

PROGRAMAÇÃO, SINOPSES E SERVIÇO
SEMANA 5

7 de outubro, quarta-feira

Rede de Pulgas (CE), de Gabriela Jardim
Duração: 7 minutos
Composições cênicas carregadas de ações, lembranças, inquietude provocadas pelo isolamento.
Ficha técnica:
Direção: Gabriela Jardim e Lívia Soares
Intérprete criadora: Gabriela Jardim

Menina em Casa (RJ), de Amanda Gouveia
Duração: 5 minutos
Uma mulher aproveita a quarentena para eleger o autocuidado no seu cotidiano.
Ficha técnica:
Direção, roteiro, interpretação: Amanda Gouveia
Direção de fotografia: Klaus Schmaelter
Trilha sonora: Victor Ribeiro
Montagem: Rená Tardin

Entre o Fechar e o Abrir dos Olhos (BA), de Drica Rocha
Duração: 9 minutos
Alicerçado na poesia Não Basta Abrir a Janela, de Alberto Caeiro; no olhar e na janela.
Ficha técnica:
Intérprete-criadora: Drica Rocha
Orientação: Agatha Oliveira, Clara Trigo e Marta Bezerra
Filmagem: Alexandra Martins Costa, Eduardo Senna e Jota Júnior
Filmagem da investigação em casa: Eduardo Sena
Escultora sonora: Marion Monnot
Edição de vídeo: Alexandra Martins Costa
Gravado em dezembro de 2019 no Prédio Inacabado do IHAC
Universidade Federal da Bahia – Campus Ondina

Mulher do Fim do Mundo: Manutenção e Criação em Cena (SP), da Cia Nau de Ícaros
Duração: 65 minutos
Inspirado pela música de Elza Soares, espetáculo aponta para a criação de novos modos de existência.
Ficha técnica:
Criação e concepção: Erica Rodrigues e Letícia Olomidará Doretto
Cocriadoras: todas as mulheres visíveis e invisíveis que encontramos nesse processo
Direção colaborativa: Roberto Alencar, Dani Lima e Marco Vettore
Figurino: Chris Aizner
Trilha sonora: Simone Sou e Gustavo Souza
Cenografia: André Cortez
Iluminação: Wagner Freire
Fotos: Alexandre Catan
Design gráfico: Naná Mendes da Rocha e Maria Cau Levy
Vídeo: Bruta Flor Filmes
Preparação corporal (workshops): Vera Passos, Miriam Druwe, Henrique Lima, Roberto Alencar
Produção artística: Junior Guimarães
Operação de som: Celso Reeks
Operação de luz e direção geral: Marco Vettore
Administração: Álvaro Barcellos

8 de outubro, quinta-feira

Esmea (SP), de Lucas Andrade
Duração: 6 minutos
Em completo estado de solidão, personagem relembra momentos de amor ao reler cartas antigas.
Ficha técnica:
Com Leonardo Cuspamos e Lucas Andrade

Filho Homem (RJ), de Bernardo de Assis
Duração: 10 minutos
Sinopse:
Documentário ficcional investiga as repercussões entre dois irmãos: um criado para ser homem e outro para ser mulher.
Ficha técnica:
Concepção e atuação: Bernardo de Assis

#ressignifiCASA – Cozinha (SP), de Murilo Toledo
Duração: 11 minutos
Fim de um casamento homoafetivo, marcado por padrões heterocisnormativos e processo de cura.
Ficha técnica:
Com Murilo Toledo

Cruz Credo (ES), de Coletivo Emaranhado
Duração: 15 minutos
Sinopse:
O corpo-vivência de um humano negro, cisgênero, gay, que sofre retaliações dos espaços sociais.
Ficha técnica:
Direção de produção e Coreográfica: Maicom Souza
Intérprete-criador/Bailarino: Ricardo Reis
Arte gráfica: Wendel Alexandre
Iluminação: Léia Rodrigues
Organização: Coletivo Emaranhado e Bule

O Hétero (RJ), de Zé Wendell
Duração: 40 minutos
Monólogo que conta com humor a história de Fulano de Tal, nordestino, artista e sonhador.
Ficha técnica:
Da Filmagem:
Autoria, atuação, direção de produção e edição vídeo no celular: Zé Wendell
Filmagem e operação de trilha sonora: Andrea Menezes
Do Espetáculo:
Texto e atuação: Zé Wendell
Direção: Alice Steinbruck
Direção de produção: Zé Wendell
Produção executiva: Andrea Menezes
Iluminação: Ana Luzia de Simoni
Figurino: Ticiana Passos
Cenário: Mina Quental
Visagismo: Márcio Mello
Direção musical: Marcelo Alonso Neves
Programação visual: André Senna
Assessoria de imprensa: Marrom Glacê Assessoria – Gisele Machado & Bruno Morais

9 de outubro, sexta-feira

Chàrlá Táon – O Contorcionista (SP), de André Doriana
Duração: 6 minutos
O palhaço faquir Chàrlá procura a partir de seu corpo não-engenhoso, compreender as leis da natureza e o que são a pele, o medo, a carne, a alegria, as articulações, o encantamento e a respiração.
Ficha técnica:
Roteiro, direção e atuação: André Doriana
Fotografia e edição: Ana Tardivo Alves
Provocações: Fernando Borges

O Melhor Trapezista de Todo o Mundo (RS), de Cia Fundo Mundo
Duração: 7 minutos
As coisas não saem como planejado no show do autointitulado o melhor trapezista de todos os tempos.
Ficha técnica:
Elenco: Noam Scapin
Criação: Noam Scapin
Produção e assistência: Lui Castanho

Pontos de Vista de Um Palhaço (SP), de Daniel Warren
Duração: 45minutos
Um palhaço busca ajuda numa sessão de terapia online. Adaptação teatral do romance homônimo do alemão Heinrich Boll (1917-1985).
Ficha técnica:
Concepção artística: Maristela Chelala e Daniel Warren
Texto original: Ansichten Eines Clown, de Heinrich Boll
Dramaturgia e direção: Maristela Chelala
Elenco: Daniel Warren
Preparação e técnicas de Palhaço: Esio Magalhães
Iluminação e cenografia: Marisa Bentivegna
Figurino: Carol Badra
Trilha sonora: Frederico Vasconcelos
Operador som e luz: Andrea Dupré
Cenotécnico: Cesar Resende Santana
Assistente de cenografia: Amanda Vieira
Fotos: Ligia Jardim/Willian Aguiar
Assessoria de imprensa: Juliana Araújo e Ivan Marsiglia
Programação visual: Phillipe Marks
Produção: Fenetre Produções

10 de outubro, sábado

Um Passinho de Cada Vez (DF), de Marzia Zambianchi e Olivia Orthof
Duração: 2 minutos
Videodança realizada por alunos circenses a partir da dança carioca do passinho durante a pandemia.
Ficha técnica:
Produção e edição: Olivia Orthof
Dança: Marzia Zambianchi e Olivia Orthof
Participação especial: Davide Milani
Câmera: Fillipe Rufino
Trilha: Dj Seduty -Violão Dançante

Gente de Classe: Transparentes (RN), do Grupo Carmin
Duração: 19 minutos
Num condomínio de classe média, moram uma mãe solteira e seus dois filhos, que se falam apenas por videoconferência, ainda que estejam na mesma casa. A cena é um trecho cômico do futuro espetáculo do Grupo Carmin.
Ficha técnica:
Diretor: Pedro Fiuza
Texto: Henrique Fontes e Pablo Capistrano
Atores: Quitéria Kelly, Mateus Cardoso, Robson Medeiros
Editor de vídeo: Juliano Barreto
Produção: Mariana Hardi
Assistente de direção: Tereza Duarte

Luta Live (MG), de Teuda Bara
Duração: 57 minutos
Desenvolvido a partir do espetáculo Luta, criado com e para Teuda Bara e baseado em suas memórias e particularidades como atriz.
Ficha técnica:
Solo de Teuda Bara
Concepção e edição: João Santos
Comentários em vídeo: Teuda Bara, Cléo Magalhães, João Santos e Marina Viana
Direção e intervenções cênicas: Cléo Magalhães, João Santos e Marina Viana
Dramaturgia: Cléo Magalhães, João Santos e Marina Viana a partir de relatos de Teuda Bara
Colaboração Artística: Marta Aurélia
Iluminação: Marina Arthuzzi e Rodrigo Marçal
Cenografia: Taísa Campos
Figurino: Cléo Magalhães
Filmagem: Byron O’Neill
Vídeos: Pedro Estrada e Lucas Calixto
Vídeo mapping: Fabiano Lana
Trilha original: Barulhista
Fotos: Luiza Palhares
Produção executiva: Beatriz Radicchi

11 de outubro, domingo

Toque de Quarentena (SP), de Livia Vilela
Duração: 4 minutos
O casal Livia Vilela e Cezar Siqueira realizou e registrou em vídeo uma cena performática que expressa, através do movimento, a experiência do isolamento e seus efeitos sobre os corpos.
Ficha técnica:
Idealização, intérpretes, edição e trilha sonora: Livia Vilela e Cezar Siqueira

O Mundo Está ao Contrário e Ninguém Reparou (PR), de Camila Cequinel
Duração: 4 minutos
Criado e gravado em sua residência em um único dia, o trabalho é um possível embrião do seu novo espetáculo.
Ficha técnica:
Criação e elenco: Camila Cequinel
Filmagem e direção: João Ricardo Rocha
Contra-regra: Ravilson Cequinel

Maré (RN), de Coletivo CIDA
Duração: 40 minutos
Uma metáfora sobre a modificação, os vários níveis, as intensidades e profundidades do amor, esse sentimento tão complexo.
Ficha técnica:
Coreografia e direção: René Loui e Rozeane Oliveira
Artistas convidados: Álvaro Dantas, André Rosa, Gabriela Gorges
Produção geral: René Loui
Produção executiva: Arthur Moura
Assistente de produção: Raquel Lucena
Registro de vídeo: Eduardo Pinheiro / Estúdios Megafone
Sonorização: Paulo de Oliveira / Studio Pró Mídia
Imagens de divulgação: Marcondes Filho
Designer de iluminação: Priscila Araújo
Operação de iluminação: Anderson Galdino
Realização: CIDA – Coletivo Independente Dependente de Artistas.

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Crise existencial de ator pernambucano na quarentena

Paulo de Pontes passa a quarentena dentro de um teatro, que é também sua casa. Foto: Keity Carvalho

Um ator em confinamento durante 72 dias, dentro de um teatro que é a sua própria casa. Ele está em vias de enlouquecer. Delírios, incertezas, sonhos, conflitos pessoais. No contexto desses dias de isolamento são exploradas a dúvida do futuro, a solidão de um artista e como ele constrói, como ele pensa o mundo, como ele reage à pandemia. De acordo com Paulo de Pontes 72 dias – WORK IN PROCESS é um exercício, um experimento, um diário de bordo pandêmico. “Desde que começou a quarentena estou levantando possibilidades, refletindo sobre a experiência de vida, o teatro, minha carreira, o teatro pernambucano, os problemas políticos. É um reality teatral pandêmico, com performance, vídeo e tecnologia, que pode se tornar um embrião para um espetáculo”.

O público vai ver como ator trabalha um processo. Paulo de Pontes transformou esse processo o mais próximo possível de uma apresentação cênica. O diretor Quiercles Santana fez a direção virtualmente, da sua casa. 

A dramaturgia se baseia na realidade, mas vai ser criada praticamente ao vivo, a partir do roteiro desenvolvido por ator e diretor, performada a partir das memórias de Paulo, sua trajetória artística no Recife, em São Paulo, nessa volta para o Recife.

O programa tem previsão de durar 40 minutos. “uma coisa rápida urgente e eu tenho que condensar esses 72 dias em 40 minutos. é praticamente improvisação dirigida”, diz ele.

“Assista sem a preocupação de achar que é teatro… isso não tem nome…para mim que sou ator, tudo é teatro, tudo na vida é teatro. Mas como as pessoas em meio a uma pandemia estão muito preocupadas em nominar esse negócio que a gente está levando para internet. Estão muito preocupadas com isso… eu não estou… é um experimento cênico de um ator em crise construído a partir de memórias do confinamento”.

Sobre o teatro pernambucano quais as conclusões?
O caos!
Parece que se rema contra a maré o tempo todo.
Mas há muita luta e resistência.
Artistas passando fome.
Tudo lento demais nas secretarias de cultura. Parece que trabalham contra o artista

Quem sabe a lei Aldir Blanc resgate pelo menos 30 por cento dos escombros.

Uma cidade que não conhece seus próprios artistas… daí … uma luta pra dar conta de um cadastro obsoleto dos mapas culturais é motivo de estresse e incerteza de que a lei Aldir Blanc vá contemplar a todos… nunca houve interesse dos órgãos de cultura do estado em cadastrar seus artistas e isso atrasa a vida numa pandemia… agora querem resolver tudo em menos de um mês?

Vínhamos querendo organizar isso há 2 anos no BATENDO TEXTO NA COXIA e nem a classe deu atenção… agora tá aí uma realidade que nos obriga uma organização burocrática em tempo recorde… artista não é prioridade nem pra receber cachê

Dia 5 entregaremos a Casa maravilhas… menos um espaço de resistência na cidade
E por aí vai.

E vai para onde?

Pra lugar nenhum… vamos ficar só com a Cia maravilhas para realizar os projetos apenas

Que pena!!!!

É… mas continuamos na luta

Ator voltou para o Recife, para passar uma temporada.  E não parou de trabalhar. E foi ficando…

Ele ressalta que sua construção pessoal, social e artística foi toda no Recife. Na prática. “Tudo que aprendi, como me transformei no profissional que sou, é tudo fruto do que aprendi no Recife. Com a Seraphim (cia dirigida por Antonio Cadengue), Trupe do Barulho, José Manoel, Companhia do Sol, grandes diretores, Cinderela, com as minhas peças, com o trabalho para escolas”.

Ele passou 14 anos em São Paulo, com os Fofos em Cena. Com um convite de trabalho no Recife viu a possibilidade de passar uma temporada. Que temporada foi essa que o “cabra” já está na capital pernambucana há quase três anos sem botar os pés em Sampa?! “Acabei me envolvendo. Eu voltei também porque quero fazer teatro com os meus amigos, com a minha raiz, com as pessoas com as quais eu comecei, que eu me identifico. Aí eu voltei para o Recife e desde então eu não paro de trabalhar”.

Só de montagens teatrais foram mais de 10 em menos de três anos. Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, O Baile do Menino Deus, Obsessão, Cinderela a História que sua mãe não contou, Em nome do Desejo, A ceia dos Cardeais, Procenium – teatro-jogo 2.0, Berço Esplêndido, Muito Tempo Com Você, só para citar algumas.

Além disso ele abriu junto com a atriz e produtora Márcia Cruz, a Casa Maravilhas e comprometeu-se com movimentos políticos culturais. “Eu me acorrentei ao Teatro do Parque dentro do movimento Virada Cultural Teatro Parque. Se não fosse o movimento talvez o Parque ainda estivesse abandonado”.

Teatro do Parque. Plateia. 

Hall de entrada. Fotos: Reprodução da TV Globo 24/08

O equipamento da prefeitura do Recife está fechado há pelo menos uma década. Com idas e vindas na reforma, está em processo de restauração desde 2015, paralisada no mesmo ano e retomada em 2018 depois de muita articulação e pressão da classe cultural recifense. O Teatro do Parque completou 105 anos no dia 24 de agosto. Está com promessa de ser reaberto em novembro.

 

“Então eu também me envolvi. Senti essa necessidade de lutar, não apenas artisticamente, com minha força política. Eu acredito e quero que Recife volte a ser o que era em termos de teatro, da dignidade do teatro. O Recife é um celeiro de artistas competentíssimos, talentosíssimos, que não fica devendo a nenhum lugar do mundo. Só precisa ser reconhecido e respeitado. E isso foi mola propulsora para lutar também politicamente, junto com os meus amigos. Vamos lá ser mais um grito, mais uma voz, mais uma mão, mais uma força”.

E aí a gente abriu a Casa Maravilhas. Com muita garra para receber esses artistas, mesmo sem dinheiro, sem ter o respeito necessário que a gente precisa ter dos órgãos públicos de Cultura, né?

É isso que não é só o meu trabalho artístico, mas é essa força de construir e reconstruir uma dignidade, para nós no mercado de trabalho.

Porque a gente tinha um trabalho melhor antes de eu ir para São Paulo, e está cada vez mais escasso conquistar esse mercado de trabalho.

E Casa Maravilhas a gente teve uma série de ações positivas na cidade. Uma casa pequena, mas a gente conseguiu, em dois anos, fazer cursos de formação, receber grupos. E aí veio a  pandemia.

Com a pandemia o primeiro pensamento foi: ‘vamos entregar a casa, porque não tem dinheiro para pagar, a gente não tem recursos”. Pensamos melhor e ficamos trabalhando o nome da casa, porque a gente pensava que seria pouco tempo de quarentena.

Abrimos um canal no YouTube para oferecer conteúdo de teatro, de literatura. A gente criou o  Ocupa Maravilhas, para grupos se apresentarem na casa. Isso mudou para o formato virtual com a quarentena. Então muitos artistas se apresentaram virtualmente dentro da Casa Maravilhas sem público.

Isso foi o que nos segurou até agora, além da vaquinha que nós fizemos.

O diário de bordo junta experimentos do que Paulo de Pontes pensa como cidadão, como artista no momento da pandemia e o que vislumbra para o futuro. “Criei 16 exercícios, que estão disponíveis no canal do YouTube. São experimentos para câmera, que atrás é teatro. Claro que não tem público, é uma coisa solitária, mas o exercício em si é para o artista de teatro, ele não diferencia nada”.

Eu tô no meio de uma guerra. Não quero conceituar nada. Isso é a minha experiência no teatro, então não tem porque o negar: isso é teatro. Eu estou dentro disso fazendo todo meu instrumento, que sou eu mesmo, é teatral embora, eu esteja fazendo dentro de um celular, para um celular, virtualmente para um público.

Além de Paulo de Pontes, o técnico Fernando Calábria divide o local, com os devidos cuidados, porque o trabalho mistura vídeo, projeções. “A gente conseguiu a liberação do Sonic Júnior, (Juninho, marido de Tati Azevedo, que é músico), e a gente precisava de uma trilha legal com a liberação do músico, né?, para não cair a transmissão”.

 

Serviço
72 dias – WORK IN PROCESS
Segunda, 28/09, 20h
No YouTube SESC PE
Grátis

Ficha técnica
72 dias – WORK IN PROCESS
Criação e atuação: Paulo De Pontes
Dramaturgia: Quiercles Santana e Paulo De Pontes
Direção: Quiercles Santana
Direção de arte e vídeos: Célio Pontes
Músicas: Sonic Júnior
Técnica: Fernando Calábria
Fotos: Keity Carvalho
Produção: Márcia Cruz
Realização: Companhia Maravilhas de Teatro – Sesc PE – Cultura em Rede Sesc PE.

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Festival de Curitiba online celebra Antunes Filho

Jê Oliveira, Grace Passô, Christian Malheiros, Elisa Ohtake e Matheus Nachtergaele estão em $odoma \G/omorra

A peça Sodoma & Gomorra estava planejada para ser exibida no Festival de Curitiba, em março ou abril, como {tubos de ensaio I & II}, para inaugurar os processos criativos do espetáculo inédito. A pandemia parou (quase) tudo. Subverteu conceitos da arte e o teatro foi atingido em sua essência de presença. Voilà que teatro é (sempre foi) arte de resistência e subversão e reinvenção e desafios infinitos. O Festival de Curitiba pulsa em sua versão digital e realiza a transmissão ao vivo de Antunes Filho: $odoma \G/omorra, “que transcende as molduras convencionais do teatro”, pelas redes sociais do Festival de Curitiba e do Sesc-SP (parceira do projeto) neste domingo, dia 20 de setembro, as 21h30, gratuitamente.

Concebida e dirigida por Luiz Päetow, a peça pretende que o espectador tenha uma “fruição inesperada das artérias cênicas pesquisadas pelo visionário diretor Antunes Filho (1929-2019)” a partir de sua peça inédita Sodoma & Gomorra.

O ator, diretor e dramaturgo Luiz Päetow é autor de uma série de solos que investigam a essência no corpo, na voz e na memória. Implantou o Círculo de Dramaturgia no CPT-Sesc, e com Antunes Filho, idealizou o projeto Prêt-à-Porter, em 1998.

O projeto secreto Antunes Filho: $odoma \G/omorra (de 1998) foi imaginado e alimentado por Antunes em parceria com Päetow, mas nunca chegou a ser ensaiado.

Um texto “inacabado” foi entregue por Antunes a Luiz, no último encontro que tiveram, com a dedicatória: “Päetow, só você consegue encenar esta peça. Eu te amo! Antunes Filho”.

A obra foi reinventada e ganhou mais potência ao “investigar o nosso tempo neste espanto apocalíptico: pandemia e confinamento, dignos de Sodoma & Gomorra”. A dramaturgia de Päetow perfura passagens bíblicas escritas por Moisés (Gênesis) e João de Patmos (Apocalipse) para encontrar sinais contemporâneos

Uma sessão especial do projeto Teatro Vivo em Casa, com a peça Maternagem e a oficina Compor a Cena, com Paulo Moraes da Cia Armazém também estão na programação do Festival online, que segue até dia 24.

O Festival de Curitiba é patrocinado pelo Ebanx, Vivo, Uninter, Renault do Brasil, Continental, Banco RCI Brasil, Junto Seguros, Copel – Pura Energia, Sanepar, Governo do Estado e GRASP.

Ficha Técnica
Artistas participantes : Matheus Nachtergaele, Grace Passô, Christian Malheiros, Jé Oliveira, Elisa Ohtake.
Direção de fotografia : Julia Zakia
Edição e mapeamento de vídeos : Ivan Soares
criação, roteiro, produção e direção geral : Luiz Päetow
Duração: 30 minutos.
Classificação:

Programação:
19/09, às 20h – Teatro Vivo em Casa – Sessão Especial: “Maternagem”
20/09, às 21h30 – Antunes Filho : $odoma \G/omorra { TRANSMISSÃO } de Luiz Päetow”
21/09 a 24/09 das 20h às 22 – Curso “Compor a Cena”, com Paulo Moraes da Cia Armazém
*Todas as ações feitas de forma online e serão gratuitas.

Canais digitais do Festival de Curitiba
Todas as ações e atrações gratuitas
Facebook: @fest.curitiba
Instagram: @festivaldecuritiba
Youtube: youtube.com/festcuritiba
Informações: falecom@festivaldecuritiba.com.br
www.festivaldecuritiba.com.br

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Guaramiranga valoriza a cena nordestina há 27 edições

A Casatória C’a Defunta, da Cia Pão Doce (RN), integra a programação da Mostra Nordeste. Foto: George Vale

O 27º Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga – FNT começa com a programação da Mostra Nordeste, de 26 a 30 de setembro, em formato adaptado a esses tempos de pandemia da Covid-19, com transmissões online. Essa ação do FNT deste ano inclui apresentações de 10 companhias, sendo duas de Pernambuco (Grupo Magiluth e Teatro de Fronteira), duas da Bahia (Pico Preto e Teatro dos Novos), duas do Rio Grande do Norte (Clowns de Shakespeare e Cia Pão Doce) , três do Ceará (Inquieta Cia., Flecha Lançada Arte e Paula Yemanja / Zéis) e uma de Sergipe (Grupo Caixa Cênica). Além de cinco espetáculos suplentes: Memórias de Cão, do Alfenim (PB); Velòsidades, do Território Sirius Teatro (BA); Bixa Viado Frango, d’As Travestidas (CE); Marlene dos Espíritos online com o No Barraco da Constância Tem (CE) e Pas de Temps, da Companhia de Teatro Epidemia de Bonecos (CE).

A produção teatral do Nordeste recebe destaque e valorização desde a primeira edição do FNG, que impulsionou a trajetória de grupos e faz da cidade cearense um ancoradouro potente da arte e da renovação dos sonhos. Nilde Ferreira, coordenadora geral do FNT, anunciou em uma live os selecionados da Mostra Nordeste e as outras estações do festival. Em outubro está previsto um webnário com o tema Desafios Sustentáveis para o Século 21 no Âmbito de Festivais e Mostras, além do Encontro com Artistas pesquisadores e Música no FNT, uma panorâmica.

A Mostra de Dramaturgias está agendada para novembro bem como o programa de formação. Em dezembro, a organização planeja, e torce que possa ser presencial, a Mostra FNT para Crianças e o Palco Ceará.

Realizado pela Associação dos Amigos da Arte de Guaramiranga (AGUA), com apoio cultural do Governo do Estado do Ceará e apoio institucional da Prefeitura de Guaramiranga, o FNT priorizou, segundo Nilde, o compromisso de manter o festival no calendário, entendendo o papel da grande rede de festivais.

A seleção da Mostra Nordeste foi feita sob a coordenação de Paulo Feitosa, do Ceará, e contou com as curadoras e os curadores Celso Curi, de São Paulo, Thereza Rocha, do Ceará e Paula de Renor, de Pernambuco.

 

Bruno Parmera em ação no experimento sonoro Tudo que coube numa VHS, do Grupo Magiluth

Mário Sergio Cabral, integrante do Grupo Magiluth

Entrelinhas, com Jaqueline Elesbão. Foto: Ives Padilha

O Grupo Magiluth, do Recife (PE) integra a mostra com o experimento sonoro Tudo o que coube numa VHS. Os atores utilizam várias plataformas virtuais de comunicação e entretenimento, numa relação individual com o espectador. O público se torna cúmplice das memórias de um personagem, que fala sobre amor e relacionamento, no percurso dessas recordações.

A violência psicológica, emocional e sexual sofrida pela mulher, especialmente a negra, numa sociedade patriarcal, racista, machista e misógina há mais de 500 anos faz mover o espetáculo Entrelinhas, com Jaqueline Elesbão, do grupo Pico Preto, de Salvador (BA). A coreógrafa, diretora e performer usa máscara de flandres, que calava a escravizada Anastácia nas sessões de tortura. Outra elemento emblemático do trabalho é o sutiã, como símbolo da luta pela liberdade feminina na década de 1960.

 

Paula Queiroz, atriz da viagem cênico-cibernética Clã_Destino, do Clowns de Shakespeare. Reprodução do Face

Metrópole, com Silvero Pereira e Gyl Giffony

O grupo teatral sergipano Caixa Cênica discute a violência urbana no espetáculo Respire 

A proposta do Grupo Clowns de Shakespeare é fazer um passeio lúdico conduzido por seis agentes, por trilhas tão desconhecidas quanto divertidas rumo ao redescobrimento da alegria. O passageiro Clã_Destino dessa viagem cênico-cibernética responde a perguntas, participa de algumas situações e faz escolhas que determinam o caminho de cada um.

Silvero Pereira e Gyl Giffony são dois irmãos na peça Metrópole. O mais velho dos dois, Caetano, está às voltas com as encomendas de bolo e com prazos estourados. Ele busca garantir o sustento e esquecer os sonhos. O jovem ator Charles aparece de surpresa e nesse encontro afloram antigos conflitos em torno do mercado artístico, terreno onde “não há garantias”. Também do Ceará, a Flecha Lançada Arte apresenta Influxo.

Respire – Manifesta, do Grupo Caixa Cênica (SE), é uma instalação-vivência cênica com uma dramaturgia expandida composta por palavras, sons, cheiros, movimentos e corpos políticos dançantes que escavam a violência predominante na sociedade. A montagem tem direção de Sidney Cruz e texto de Marcelino Freire.

Dante Olivier, Joe Andrade, Jailton Júnior e Rodrigo Cavalcanti participam d’O Evangelho Segundo Vera Cruz

Peça Um São Sebastião Flechado é inspirada em conto de Nelson Rodrigues

Religião, política, arte, moral e hipocrisia compõe um cenário explosivo. Foi em 2018 que o espetáculo O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu – com a atriz trans Renata Carvalho – foi alvo de boicotes e de censura no Festival de Inverno de Garanhuns, no interior de Pernambuco. A peça tem uma lista de perseguições em outros locais, mas a atriz chegou a dizer que esses ataques foram os mais traumáticos. O Evangelho Segundo Vera Cruz é uma ficcionalização do episódio pelo grupo Teatro de Fronteira, com dramaturgia e direção de Rodrigo Dourado. Entre outras coisas, a peça reflete sobre as potências das artes para enfrentar o reacionarismo.

Durval é um sujeito que se divide em dois para agradar a esposa e a amante. Um São Sebastião Flechado é inspirado no conto Mártir em Casa e na Rua de Nelson Rodrigues. Os atores Paula Yemanjá & Zéis misturam música, teatro e literatura, num jogo provocador para apresentar a história.

 

A Casatória c’a Defunta. Foto: George Vale

Fragmento de um teatro decomposto, com texto do romeno Matéi Visniec, encenada por Marcio Meirelles

O medroso Afrânio vai se casar com a romântica Maria Flor, mas acidentalmente se junta com a temível Moça de Branco, que o conduz para o submundo. Mas ele não desiste do amor e os atores da Cia Pão Doce contam essas peripécias no espetáculo A Casatória C’a Defunta.

Fragmentos de um teatro decomposto é uma série de monólogos do dramaturgo romeno Matéi Visniec traduzidos por Alexandre David e encenada por Marcio Meirelles, com a Companhia Teatro dos Novos (CTN) , do Teatro Vila Velha, de Salvador. A peça exibe um mundo distópico, mas que soa familiar depois da pandemia. De gente que se enclausura para se proteger e isolar do mundo, de alguém que conserta uma máquina de enterrar cadáveres, ou de outro que acorda numa cidade onde todos os habitantes sumiram.

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Paradas teatrais no virtual

Sidney Santiago Kuanza, Felipe Vidal, Maitê Proença, Karin Rodrigues e Chris Couto, Chica Carelli, Marcelo Drummond, Luiz Machado, Abílio Tavares, Patrícia Selonk, Nena Inoue , e Maria Ribeiro

É tanta coisa para ver que só mesmo multiplicando o tempo. Não dá para assistir a tudo, mas… é bom saber o que está rolando nessa parada virtual. Selecionamos algumas opções para este sábado e dias seguintes. Algumas peças estão estreando como PÓS F, com a atriz Maria Ribeiro, a partir dos escritos de Fernanda Young ou a apresentação do trabalho poético político Numa Terra Estranha – 12 Respirações, de Sidney Santiago Kuanza, sobre a dimensão do ser negro no Brasil do século 21. Neste sábado tem ainda a estreia online de Nefelibato, que mira as consequências catastróficas do confisco do Plano Collor.

Na quarta-feira a atriz Maitê Proença apresenta o monólogo O pior de mim, sobre sua trajetória e o mergulho interior que empreendeu para dissipar as mágoas do coração.

O Grupo TAPA faz neste sábado, a última sessão de O encontro no Bar, um texto escrito na década de 1970, sobre os encontros clandestinos no meio da tarde. Karin Rodrigues, Chris Couto e Claudio Curi contam o reencontro entre mãe e filha no espetáculo Para Duas

Um mundo tão distópico quanto atual é o que mostra o Teatro Vila Velha, de Salvador, em Fragmentos de um teatro decomposto, com textos de Matéi Visniec e direção de Marcio Meirelles,

O ator Abílio Tavares dá corpo e voz à professora que exerce seu autoritarismo na releitura do clássico nacional de Roberto Athayde em Todo Mundo quer ser Dona Margarida (?)

Para quem não conhece a poesia transgressora e experimental de Roberto Piva um bom caminho é a live Paranoia, do ator Marcelo Drummond, do Teatro Oficina. Quem já conhece, sabe o quanto é preciso voltar a Piva.

Nena Inoue leva ao palco a voz de mulheres latino-americanas que se insurgiram contra qualquer tipo de opressão no solo Para não morrer. Enquanto a arte pop de Andy Warhol dá os motivos para o jogo de Polaroides Secretas.

É extremamente tocante o documentário cênico Dois (Mundos), do Complexo Duplo, dirigido por Felipe Vidal, que se apoia nas canções da banda Legião Urbana, na vivência dos atores e no jogo bem engendrado de cápsulas do tempo. Perde não!

A temporada de Todas as Histórias Possíveis, do Grupo Magiluth, termina neste domingo. Mas não deu pra quem quis. Talvez fosse o caso de o Sesc Avenida Paulista, que bancou essas sessões, investir em mais apresentações.

Os personagens de Shakespeare prosseguem com a peça-jogo on-line da Armazém Companhia de Teatro em Parece Loucura Mas Há Método. Já a Cia. Os Satyros utiliza os sentimentos desse momento de pandemia em A Arte de Encarar o Medo.

Há muita peça boa espalhada por esse mundo virtual. Hoje conseguimos chegar até aqui. Mas vale muito dar uma pesquisada pelas redes e linhas.

 

PÓS F – Estreia 

Pos F., com Maria Ribeiro. Foto: Bob Wolfenson / Divulgação

Fernanda Young (1970-2019) sempre foi uma provocadora. Escritora, roteirista e apresentadora, ela cutucava a moral careta e os bons costumes retrógrados nos textos e na postura. Morreu na beirada de completar 50 anos, em agosto do ano passado.
Entre outras atividades, ela estava envolvida nos peça Ainda Nada de Novo, de Carlos Canhameiro, com direção de José Roberto Jardim, em que atuaria ao lado de Fernanda Nobre. E na adaptação do livro Pós-F, para além do masculino e do feminino para texto dramatúrgico, junto com a diretora Mika Lins e a atriz Maria Ribeiro.
Pós-F, para além do masculino e do feminino agrupa textos autobiográficos e ilustrações da própria Fernanda que excitam o debate sobre o que constitui ser um homem e uma mulher nos dias que correm.
Inspirada nessa primeira obra de não-ficção de Young, que ganhou o Prêmio Jabuti 2019, a atriz Maria Ribeiro, sob direção de Mika Lins, apresenta o espetáculo-relato Pós-F. O solo investe nas experiências pessoais que forjaram a autora artista, a criadora corajosa para desafiar convenções, livre para viver e amar sem rótulos, mas que carregava um sentimento essencial de inadequação.

“… se me contradigo em alguns momentos desta jornada, não é por fraqueza, mas porque a vida é inexata e segue me espantando.”
Fernanda Young. Pós-F: para além do feminino e masculino

De Fernanda Young
Com Maria Ribeiro
Direção Mika Lins
SERVIÇO
Gênero: Drama
formato: espetáculo teatral online
Onde: direto do palco do Teatro Porto Seguro, transmitido online para todo o Brasil.
Duração: 50 minutos
Classificação Etária: 16 anos
Quando: Sábados, 20h, Domingos, 20h; de 12 de setembro a 04 de outubro
Ingressos: R$20,00; R$40,00; R$50,00; R$80,00; R$100,00,

https://checkout.tudus.com.br/teatro-porto-seguro-pos-f-/selecione-seus-ingressos

Os ingressos são colaborativos, a partir de R$20,00 e parte do valor arrecadado será destinado à campanhas que auxiliam profissionais das artes cênicas, que estão sem trabalho neste período.
Cliente Porto Seguro na compra de um ingresso antecipado (até um dia antes) receberá um link extra de acesso para convidar alguém.
Haverá um bate-papo conduzido pela atriz maria ribeiro às 21h, aos sábados e domingos (durante a temporada), sempre com um convidado especial.

 

Numa Terra Estranha – 12 Respirações – Grátis

Com atuação, dramaturgia e direção de Sidney Santiago Kuanza. No Teatro Vivo em Casa. Foto: Pedro Jackson.

O ator Sidney Santiago Kuanza ambiciona dar uma dimensão do ser negro na sociedade brasileira, neste século 21, no exercício ‘poético político’ Numa Terra Estranha – 12 Respirações. A partir de uma coletânea de 12 textos afro brasileiros o artista faz um mergulho na poesia negra e de protesto contemporânea. Poetas como Cruz e Souza, Solano Trindade, Oswaldo de Camargo, Cristiane Sobral, Abdias Nascimento, Marcelino Freire, entre outros, constroem a teia dessa narrativa, que não renuncia à ternura para falar de liberdade.
A peça convida o público a entrar em um barraco e acompanhar a história de um carteiro, uma passista de escola de samba, um peixeiro e uma empregada doméstica. Essas figuras reivindicam a palavra para falar em primeira pessoa e em legítima defesa.
Numa terra estranha – 12 Respirações, propõe uma reflexão sobre o protagonismo de personagens normalmente subalternizados na sociedade. A produção é a segunda montagem do Selo Homem de Cor, coletivo dedicado a pesquisar masculinidade, luta antirracismo, arte negra e a interação social. Com atuação, dramaturgia e direção de Sidney Santiago Kuanza. Dentro da programação do Teatro Vivo em Casa.
A abertura musical será com a artista Verônica Ferriani.
Ficha técnica
Realização: Selo Homens de Cor
Produção: Sidney Santiago Kuanza e Rafael Ferro,
Concepção, direção e interpretação: Sidney Santiago Kuanza,
Dramaturgia de imagens: Edu Luz,
Direção de movimento: Kenia Dias
Trilha sonora: Dani Nega.
Classificação indicativa: 14 anos.
Serviço
Numa terra estranha – 12 Respirações
Quando: 12/9. Sábado, 20h.
Ingressos e transmissão no Instagram: @vivo.cultura.
Quanto: Grátis. é preciso se inscrever na plataforma @vivo.cultura, pelo Instagram.
www.teatrovivoonline.com.
Onde: Zoom instalado. Entrar na sala com 15 minutos de antecedência.

 

Nefelibato – Estreia online

Nefelibato, com o ator Luiz Machado. Foto Lenise Pinheiro

Na década de 1990, uma decisão da equipe econômica do governo federal quebrou muita gente. Financeira e psicologicamente. Arruinou vidas. O Plano Collor confiscou parte da caderneta de poupança da população, o que levou milhares de brasileiros ao desespero e à bancarrota. Muitos enlouqueceram. Foi o caso de Anderson, personagem do solo Nefelibato, que se tornou morador de rua.
Perambulando pelas ruas, o protagonista oscila entre a lucidez e a loucura. Outrora bem-sucedido, ele perdeu sua empresa, todas as economias, o amor da sua vida e a avó. Interpretada pelo ator Luiz Machado, o solo escrito por Regiana Antonini, dirigido por Fernando Philbert e com supervisão artística de Amir Haddad, está há quatro anos percorrendo os palcos do país.
Dialoga muito com o Brasil de hoje.
Ficha Técnica
Texto: Regiana Antonini.
Supervisão artística: Amir Haddad.
Direção: Fernando Philbert.
Interpretação: Luiz Machado.
Serviço
Nefelibato, a partir de material pré-filmado
Temporada: 12, 19 e 26 de setembro, às 21h.
Ingressos: R$ 20,00.
Onde comprar e assistir: IClubbe (www.iclubbe.com/nefelibato).
Classificação: 14 anos.

 

O Pior De Mim

Maitê Proença se apresenta às quartas-feiras de setembro, no Teatro PetraGold (RJ) com transmissão online 

No monólogo O pior de mim, Maitê Proença relata lembranças escondidas, tragédias familiares e analisa como esses fatos repercutiram na vida pessoal e na carreira.
Em 1970, o pai, o procurador de Justiça Augusto Carlos Eduardo da Rocha Monteiro Gallo, matou por ciúmes, a facadas, a mãe, a professora Margot Proença Gallo, em Campinas (SP). Maitê tinha 12 anos. Em 1989, seu pai se suicidou, seguido do seu irmão adotivo.
Depois da morte da mãe, passou um tempo num pensionato luterano, estudou em Paris e viajou pela Europa e pela Ásia, de carona, junto com o primeiro namorado. Em 1979, estreou na TV.
Apesar das tragédias, Maitê não assume o papel de vítima. O espetáculo fala da mulher de 60 anos no Brasil, de machismo, misoginia, dos preconceitos enfrentados.

Mais do que nunca estamos de olho na vida do outro. Neste voyerismo desenfreado, nos comparamos para melhor compreender a nós mesmos. Não é assim? Venha espiar, eu deixo.” (Maitê Proença)

O Pior De Mim
Quando: Às Quartas (Dias 16, 23 e 30 De Setembro), às 17h
Ingressos: De 10 a 100 (+ taxas) via Sympla
Onde: Teatro PetraGold, por videoconferência
Ficha Técnica
Com Maitê Proença
Texto: Maitê Proença
Direção: Rodrigo Portella

 

O encontro no Bar – Grátis

Grupo TAPA

Os encontros amorosos clandestinos ocorrem durante o dia. Nessas horas, a infidelidade chama menos a atenção. O Encontro no Bar, espetáculo escrito pelo dramaturgo paulistano Bráulio Pedroso (1931-1990) em 1973.
Transmitido do palco do Teatro João Caetano, em São Paulo, pelo canal oficial do grupo no Youtube

Quando: Sábado 12 de setembro, às 21h.
Onde: Do Teatro João Caetano pelo canal do TAPA no Youtube .
Quanto: Gratuito.
Direção: Eduardo Tolentino de Araujo
Elenco: Clara Carvalho, Guilherme Sant’Anna e Brian Penido Ross.

Fragmentos de Um Teatro Decomposto

Atriz Chica Carelli, em peça do Teatro Vila Velha, da Bahia. Foto: Ananda Brasileiro

A Companhia Teatro dos Novos, do Teatro Vila Velha de Salvador, apresenta ao vivo o trabalho Fragmentos de um teatro decomposto – com textos de Matéi Visniec e direção de Marcio Meirelles –, que revela um mundo tão distópico quanto atual.
Mulheres que relatam pragas, homens que se enclausuram em círculos para se proteger e isolar do mundo, pessoas que despejam lixo num homem, uma poeta que conserta uma máquina de enterrar cadáveres, um homem que acorda numa cidade onde todos os habitantes sumiram. a banalidade do cotidiano aniquilada por acontecimentos sem explicação. Encenado para web teatro, onde cada atriz e cada ator está em seu cenário/casa, os monólogos são costurados pelo sentimento de estranhamento e desolação, mas também de busca por saídas, alternativas que nos levem a um mundo novo e diferente do que conhecemos.

Ficha Técnica
Textos: Matéi Visniec, Do Livro Teatro Decomposto Ou O Homem Lata De Lixo
Tradução: Alexandre David
Revisão De Tradução: Chica Carelli
Inserção De Fragmentos De Andando Pela Paris Deserta Ou O Mundo De Chirico: Matéi Visniec
Tradução: Tanti Ungureanu
Revisão Da Tradução: Chica Carelli
Concepção . Roteiro . Dramaturgia . Encenação: Marcio Meirelles
Assistência De Direção: Clara Romariz
Direção De Produção: Clara Torres
Música: Ramon Gonçalves [Concerto Grosso In G Menor . Para A Noite De Natal . Op.6 . No.8 . Orpheus Chamber Orchestra . Deutsche Grammophon: Arcangelo Corelli
Canção Do Distribuidor Automático (Criada Para O Projeto Matéi – 2015): Lázaro Reinaldo . Matei Visniec]
Vídeo: Rafael Grilo
Operação De Transmissão: Ruy Soledade
Assistência De Transmissão: Lucas Lima
Divulgação: Núcleo De Comunicação Do Teatro Vila Velha: Gil Maciel . Jordan Dafné. Ramon Gonçalves . Rodrigo Lelis
Identidade Visual . Material Gráfico: Ramon Gonçalves
Elenco:
A Louca Tranquila – Clara Romariz
A Louca Febril – Loiá Fernandes
A Louca Lúcida – Chica Carelli
O Homem Do Círculo – Rodrigo Lelis
O Homem_Lata De Lixo – Vick Nefertiti
O Morador De Rua – Miguel Campelo
A Corredora – Ananda Brasileiro
Mulher_Barata – Clara Torres
A Assistente Mecânica – Meniky Marla
Mulher_Cavalo – Anne Cardoso
Realização: Companhia Teatro Dos Novos. Teatro Vila Velha
Serviço
Fragmentos de Um Teatro Decomposto
Quando: 12 e 13 de setembro, sempre às 20h.
Onde: Youtube do Vila Velha https://bit.ly/3hwVqW6. (Teatro Vila Velha – Salvador, BA
Ingressos: R$ 10 (+ R$ 2,50 taxa) a R$ 50 (+ R$ 5,00 taxa), à venda no Sympla
As vendas encerram sempre as 19:20h no dia da apresentação.
Para outras formas de pagamento (depósito, transferência bancária e demais) entre em contato conosco por email: coordenacaotvv@gmail.com
Classificação: 18 anos

 

Para duas – Grátis

Karin Rodrigues, Chris Couto e Claudio Curi. Foto Kim Lee Kyung

Após anos de separação, mãe e filha se reencontram para um acerto afetivo. Com Karin Rodrigues, Chris Couto e Claudio Curi, direção de Elias Andreato e dramaturgia de Ed Anderson, o espetáculo Para Duas destampa memórias da família e traça delicadas reflexões sobre escolhas e suas consequências, amor e recusa, solidão e presença, tensionando a fragilidade da culpa e do perdão.
A montagem mistura momentos de drama e humor nessa trama que se desenvolve durante um jantar improvisado servido com temperos distintos, degustado pelas duas mulheres sob a sombra de um pai não mais presente, O cenário é um espaço dividido em dois ambientes, o lado imaginário habitado pelo pai e a sala de jantar com o embate entre as duas mulheres.

Ficha Técnica
Texto: Ed Anderson.
Direção: Elias Andreato.
Assistente de Direção: Rodrigo Chueri.
Elenco: Chris Couto, Claudio Curi e Karin Rodrigues.
Cenário e Figurino: Fábio Namatame.
Serviço
Direto do Teatro Cacilda Becker
Temporada:12 e 19 de setembro,. Sábados, 21h.
Classificação:Livre.
Ingressos:Grátis.
Para Duas
Onde: Do Teatro Cacilda Becker, com transmissão on-line Pelos canais do YouTube, Facebook e Instagram do @nossocultural .
Quando: Aos sábados, às 21h, até 19 de setembro.
Quanto: Gratuito.
Quando: sábado, às 21h , até 19 de setembro
Ficha técnica
Direção: Elias Andreato
Dramaturgia: Ed Anderson.
Elenco Karin Rodrigues, Chris Couto e Claudio Curi.

 

Todo Mundo Quer Ser Dona Margarida (?) – Grátis

Todo Mundo quer ser Dona Margarida Foto Jeferson Vanzo (16)

Apareceu a Margarida é um clássico da dramaturgia nacional criado por Roberto Athayde e que completa 50 anos em 2021. A adaptação online de Abílio Tavares, com direção de Nicolas Iso mostra a personagem com as adequações para ensinar no formato virtual. Professora do quinto ano primário, ela continua arrogante e não dá folga para os alunos verbalizarem suas opiniões.
O ator Abílio Tavares, que já montou o texto em diversas ocasiões, capricha nas características centralizadora e altamente provocativa, dessa professora no online Todo Mundo Quer Ser Dona Margarida (?). E reforça que a alteração no nome foi para enfatizar que hoje há muitas Margaridas autoritárias protagonizando a cena nacional”, reforça.
Ficha Técnica
Direção e Ação Pedagógica: Nicolas Iso
Consultoria Pedagógica: Paula Zurawski
Pesquisa e Colaboração para Pesquisa Cênica: Ewerton Correia
Consultoria em Direção de Arte: Marco Lima
Visagismo: Carol Badra (Consultoria) e Jefferson Vanzo (Criação)
Preparação física: Mahal Araujo Personal
Consultoria Corporal: Juliana Monteiro
Direção de vídeo abertura: Kleber Goes
Música: Hino da Cruzada Alfabética
Compositor: Roberto Athayde
Voz: Abílio Tavares
Arranjo e Produção Musical: Rodolfo Schwenger
Edição de vídeo: Felipe Rolli – NoName Estúdio de Animação
Consultoria Jurídica: Grupo Prismma
Comunicação Digital: BMG Comunicação
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques
Assistentes de Assessoria de Imprensa: Daniele Valério e Diogo Locci
Produção: MoviCena Produções
Assistente de Produção: Luciana Venancio
Assistência de Coordenação Geral: Karina Cardoso
Concepção, Viabilização, Coordenação Geral do Projeto e Atuação: Abílio Tavares
Agradecimento especial: Instituto Vladimir Herzog
SERVIÇO
Todo Mundo Quer Ser Dona Margarida (?)
Releitura de Apareceu a Margarida, de Roberto Athayde
Quando: sábados e domingos, às 20h, Até 27 de setembro
Onde: YouTube A Dona Margarida Oficial
* As sessões serão exibidas ao vivo e não ficam registradas no canal
Acesso gratuito
Duração: 50 min.
Classificação: 12 anos

 

Paranoia

Marcelo Drummond em Paranoia.

Paranoia, livro de Roberto Piva, é um clássico da poesia paulistana. Ele traça uma sucessão de pesadelos e alucinações de uma cidade erotizada, trazendo à tona o subterrâneo homoerótico de uma São Paulo mítica, a metrópole que não para. Esse ‘curandeiro das palavras’ fez da experiência transgressora o alicerce de sua poesia, mantendo-se fiel a este princípio. “Só acredito em poeta experimental que tenha vida experimental”, dizia.
Marcelo Drummond interpreta os poemas do livro de Roberto Piva, AO VIVO no Teatro Oficina, do quase-solo multimídia Paranoia. Desde 2011, o ator do Teatro Oficina Uzyna Uzona apresenta este espetáculo, sempre nos intervalos das produções da companhia. Paranoia foi criada com a estrutura de um show, com música executada ao vivo, luzes e projeções de imagens que acompanham os poemas na voz do ator.

FICHA TÉCNICA
texto: Roberto Piva
direção e atuação: Marcelo Drummond
trilha sonora: Zé Pi
piano: Chicão
videoarte: Cecília Lucchesi e Igor Marotti
abertura: Kaëka Tchëka
luz: Luana Della Crist e Pedro Felizes
som: Camila Fonseca
contrarregragem: Victor Rosa
assessoria de imprensa: Brenda Amaral e Vanessa Fusco
realização: Teatro Oficina Uzyna Uzona e Sympla

 

Para Não Morrer – Gratuito

Solo da atriz Nena Inoue. Foto: Lidia Ueta.j

No livro Mulheres, de 1997, o escritor Eduardo Galeano, recupera a biografia de várias personagens históricas cujo valor e luta a mirada dominante reduziu, deturpou ou simplesmente ignorou. Inspirado na obra de Galeano, o espetáculo Para Não Morrer, da atriz e diretora Nena Inoue, investe em temáticas feministas e femininas atreladas a questões políticas. Sentada em uma poltrona, a atriz rememora os grandes feitos de perseverança contra a opressão. Com dramaturgia de Francisco Mallmann e parceria de criação de Babaya Morais, o monólogo celebra as mulheres – notáveis e anônimas – em especial da América Latina.
Ficha Técnica
Dramaturgia: Francisco Mallmann, a partir da obra de Eduardo Galeano
Direção e Atuação: Nena Inoue
Direção de Texto: Babaya Morais
Iluminação: Beto Bruel
Figurino: Carmen Jorge
Cenário: Ruy Almeida
Gravação: Alan Raffo
Transmissão on-line: Lídia Ueta e Alan Raffo
Técnico Operador: Vinícius Sant
Tradutora Libras: Talita Sharon Simões
Espaço Teatral para transmissão: Ave Lola Espaço de Criação
SERVIÇO
Quando: 12/9, às 20h.
Inscrição online e gratuita via site: https://bit.ly/32tW6Wn
Também é possível assistir as exibições nas páginas:
12/9: Bicicletaria Cultural – https://www.facebook.com/bicicletariacultural/
As exibições GRATUITAS e fechadas para parceiros acontecerão nos dias: 12, 13, 14, 16, 18, 19/9.
https://www.facebook.com/watch/?v=486051222141281&extid=WVqJlnhsbJHN2JKC

 

POLAROIDES SECRETAS – O amor e outros equívocos

O espetáculo teatral online Polaroides Secretas se joga na arte pop. Inspirado na obra do artista norte-americano Andy Warhol (1928-1987), em especial na série cliques registrados com câmeras polaroides. Os solos perfilam figuras que revisam suas vidas na busca de um sentido. A dramaturgia da peça foi criada coletivamente a partir de temas recorrentes na obra de Andy Warhol, como consumismo, alienação, identidade e temporaneidade. Outra referência foram textos do dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906-1989). Com direção de Renato Andrade e trilha sonora de sucessos dos anos 1980, a montagem reúne personagens solitárias em uma sociedade líquida e midiática, que compartilham suas angústias e o vazio de uma existência que anseia por alguns minutinhos de fama.
Ficha técnica
Elenco: Leo Marcondes, Marília Viana, Nina Marqueti e Roberta Azevedo
Dramaturgia: Criação coletiva a partir de textos de Samuel Beckett e da obra de Andy Warhol
Direção: Renato Andrade
Assistência de Direção: Drica Czech
Figurinos: Criação Coletiva
Cenário e Trilha sonora: Drica Czech e Renato Andrade
Design e Instagram: Drica Czech, Maíra Machado, Marília Viana, Renato Andrade, Roberta Figueira e Stephanie Degreas,
Vídeos: TV Cutícula, Stephanie Degreas e Guilherme Barcelos Realização: Cutícula Produções
SERVIÇO
Quando: Sábados, às 20h, até 3 de outubro. NÃO É POSSÍVEL ENTRAR NA SALA APÓS O INÍCIO DA SESSÃO!
Onde: Videoconferência via Sympla Streaming (Beta)
Contribuição: “pague quanto puder” R$ 0,00 a R$ 30,00 (+ R$ 3,00 taxa), https://www.sympla.com.br/polaroides
Duração: 36min.
Classificação Indicativa: 12 anos

 

Dois (Mundos)

Documentário cênico Dois mundos Créditos: Complexo Duplo

Inspirado em canções da banda Legião Urbana, do álbum Dois, o dramaturgo Felipe Vidal criou o documentário cênico Dois (Mundos), concebido em seis episódios independentes. Na trama, os impasses de 2020 são lançados para o ano 2054, numa proposta de cápsula do tempo. Essa distância temporal lança luzes sobre os desdobramentos da COVID-19.

Dois (mundos) arma o desafio de um possível diálogo com canções do disco icônico da Legião Urbana com as experiências e histórias pessoais dos oito integrantes do elenco. A peça-espelho conversa com Cabeça (um documentário cênico). Enquanto o primeiro parte de um importante disco de rock dos Titãs, traçando uma ponte entre o ano de lançamento até 2016, olhando para trás, Dois (mundos) parte de outro álbum fundamental de 1986 – Dois, para olhar para frente. O modo de comunicação com as próximas gerações são as cápsulas do tempo, onde são colocados registros do atual momento pandêmico da humanidade.

Ficha Técnica
Dramaturgia e direção: Felipe Vidal
Colaboração dramatúrgica: Leonardo Corajo (textos construídos com a participação do elenco)
Elenco (em ordem alfabética): Felipe Antello, Felipe Vidal, Guilherme Miranda, Gui Stutz, Leonardo Corajo, Lucas Gouvêa, Luciano Moreira, Sergio Medeiros + convidadas
Direção musical e arranjos: Luciano Moreira e Felipe Vidal
Mixagem: Gui Stutz
Edição de vídeos de música: Guilherme Miranda
Edição de vídeos: Felipe Vidal
Concepção de iluminação: Felipe Antello
Videografismo: Eduardo Souza – Pavê
Interlocução crítica: Daniele Avila Small
Produção: Luísa Barros
Redes sociais: Lucas Gouvêa
Assessoria de imprensa: JSPontes – João Pontes e Stella Stephany
Realização: Complexo Duplo
SERVIÇO
Episódio Eduardo e Mônica.
Quando: sábado, dia 05/09; e na sexta e sábado dias 11 e 12/09, às 21:30 no Zoom
Ingressos a venda pelo SYMPLA: www.sympla.com.br/complexoduplo, a partir de R$ 10 (+ taxa de R$ 2,50)
O episódio 1 (Daniel na cova dos leões) está disponível no canal do Complexo Duplo no YouTube:
www.youtube.com/complexoduplo
Outros episódios
Episódio 5 : 18, 19, 25 e 26 de setembro (sextas e sábados), às 21h30
Episódio 6 : 02, 03, 09 e 10 de outubro (sextas e sábados), às 21h30

 

Todas as histórias possíveis – Grátis – Esgotado

Experimento sensorial do Grupo Magiluth. Reservas na terça-feira. os ingressos acabam rapidinho

Em Todas as Histórias Possíveis a estrutura dramatúrgica percorre múltiplas plataformas digitais. Há algo que resgata resquícios do experimento anterior, Tudo que coube numa VHS. Fragmentos de memória ganham novos trechos, que preenchem lacunas e abrem outras. A criação artística é matéria dessa investigação.

“Isto é ficção. Obras ficcionais podem ser parcialmente baseadas em fatos. E por que criamos ficção? Porque a realidade é insustentável. A distração de um motorista por dois segundos em um veículo a 60 km/h faz com que o carro percorra um trajeto de 37 metros às cegas. Estamos suspensos. Ninguém morre. Ninguém nasce. Não andamos. E partir de agora eu começo a reconfigurar histórias reais, já que todas as histórias são possíveis. Esta é a sua primeira viagem no tempo”.

A temporada vai até 13/9, com sessões gratuitas, de quinta a domingo, agendadas previamente. As inscrições são abertas todas as terças, a partir das 14h, que se esgotam rapidinho.

A experiência dura 30 minutos, executada em plataformas como Whatsapp, Instagram, e-mail, YouTube, Spotify ou Deezer e contato telefônico.

Assim como Tudo que coube numa VHS, a dramaturgia é assinada por por Giordano Castro, e narra uma história de amor, que ocorre num dia específico de um acidente.

FICHA TÉCNICA
Direção e Dramaturgia: Giordano Castro
Performers: Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Mário Sergio Cabral e Pedro Wagner
Design de Som: Kiko Santana
Vídeo: Juliana Piesco
SERVIÇO
Todas as histórias possíveis
Quando: Quinta-feira a domingo, a partir das 18h, pela internet
Quanto: Gratuito
Informações e retirada de ingressos: www.sescsp.org.br/avenidapaulista
Indicação etária: 16 anos

 

Parece Loucura Mas Há Método

crédito: Armazém Companhia de Teatro

Parece Loucura Mas Há Método é uma peça-jogo on-line da Armazém Companhia de Teatro , apresentada pelo Zoom, dirigida por Paulo de Moraes. Dez atores transformam o espaço virtual num campo de duelos. No tablado digital, nove personalidades shakespearianas se enfrentam numa arena de ideias, com um Mestre de Cerimônias regendo as intervenções. Ele sorteia os personagens que devem expor suas historias. O trabalho explora a essência da internet, a interação e o público é instigado a eliminar um dos jogadores. A trama rejeitada fica fora da narrativa. Então o público vai definindo a sequência dos duelos e e encadeamento da fábula. Também movimenta o jogo a busca por descobrir de onde vem cada figura que aparece na tela. Podem passear por lá Ricardo II, Henrique V, Iago e muitos outros personagens shakespearianos

Ficha Técnica:
a partir de personagens da obra de William Shakespeare
Roteiro: Paulo de Moraes e Jopa Moraes
Direção: Paulo de Moraes
Elenco: Charles Fricks, Isabel Pacheco, Jopa Moraes, Kelzy Ecard, Liliana de Castro, Luis Lobianco, Marcos Martins, Patrícia Selonk, Sérgio Machado, Vilma Melo
Música: Ricco Viana
Design Gráfico: Jopa Moraes e Paulo de Moraes
Colaborações artísticas: Carol Lobato e Lúcio Zandonadi
Assistente de Produção: Malu Selonk
Produção: Armazém Companhia de Teatro
Assessoria de Imprensa: Ney Motta

 

A Arte de Encarar o Medo

Cia Os Satyros. Foto: André Stefano

O modo como estamos vivendo e como ficam os laços afetivos nesta época de pandemia de Covid-19 são vasculhados no espetáculo online A Arte de Encarar o Medo, da Cia. Os Satyros. Dirigida por Rodolfo García Vázquez, que divide o roteiro com Ivam Cabral, a peça ocorre num futuro ainda mais distópico, quando os terráqueos buscam regatar histórias de um tempo anterior à pandemia. Isolados há 5.555 dias, antigos camaradas desejam se conectar à internet para retomar suas relações.
Entre os nomes chamados para esse reencontro, estão os atores da peça e alguns amigos do grupo que morreram e são convocados para o encontro, como o jornalista Gilberto Dimenstein, que partiu no dia 29 maio; a atriz Maria Alice Vergueiro, que faleceu no dia 3 de junho; o cenógrafo Carlos Colabone, que morreu no dia 27 de maio; e o jornalista e dramaturgo Alberto Guzik, que integrou a companhia e faleceu em 2010.
Os desafios de manter a saúde mental no isolamento e os questionamentos políticos ao atual contexto brasileiro como a necropolítica, o autoritarismo, a violência governamental, também estão na pauta dos assuntos abordados.
Os atores se apresentam de diferentes cidades brasileiras – de onde passam a quarentena – e até da Suécia, onde mora a atriz Ulrika Malmgren, que já participou de outros trabalhos da companhia.
Ficha Técnica
Roteiro: Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez
Direção: Rodolfo García Vázquez
Elenco: Ivam Cabral, Eduardo Chagas, Nicole Puzzi, Ulrika Malmgren, Diego Ribeiro, Dominique Brand, Fabio Penna, Gustavo Ferreira, Henrique Mello, Julia Bobrow, Ju Alonso, Marcelo Thomaz, Marcia Dailyn, Mariana França, Sabrina Denobile e Silvio Eduardo
Ator convidado: César Siqueira
Atores mirins convidados: Nina Denobile Rodrigues e Pedro Lucas Alonso
Orientação visual: Adriana Vaz e Rogério Romualdo
Fotos: Andre Stefano
Produção: Os Satyros
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany
SERVIÇO
Quando: sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 16h.
Plataforma Zoom
Ingresso Sympla
: a partir de R$ 10 (+ taxa de 2,50)

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