O aquário absurdo e a profusão de imagens no Woyzeck de Andriy Zholdak

Woyzeck. Foto: Lígia Jardim

Woyzeck. Foto: Lígia Jardim

Enquanto a Ucrânia amarga uma situação de guerra, com 5,2 milhões de pessoas morando em áreas de conflito, o diretor ucraniano Andriy Zholdak, radicado na Alemanha, apresenta um Woyzeck em estado de tensão permanente. Uma sociedade presa dentro de um aquário transparente, que se movimenta em espaços circunscritos e delimitados. Podem ser todos ratos de laboratório ou coelhos, ou simplesmente homens animalizados, acorrentados a situações de dominação e fatalidade.

Assim como o próprio texto do alemão Georg Büchner, a performance midiática proposta pelo diretor ucraniano tem caráter político. A questão no primeiro plano continua sendo o desamparo e as relações de poder num mundo absurdo; no caso da encenação, especificamente, em diversas instâncias: desde as referências mais diretas e facilmente assimiláveis, com imagens que ressaltam a desigualdade social e a citação de que “somos 15 milhões de pobres”, o imperialismo, o militarismo, a globalização, até disputas internas que se dão noutras instâncias, como no campo da própria teatralidade.

Patrice Pavis já dizia no livro A encenação contemporânea que, na concorrência entre a imagem fílmica e o corpo real do ator, não é necessariamente esse último que ganha. No caso do Woyzeck proposto por Zholdak podemos dizer que o que se instaura é uma desorientação (propositada, obviamente) espacial do espectador. Desde o inicio, quando passamos por uma antessala e nos deparamos com a visceralidade da atuação dos performers em deliberada anarquia, até estabelecermos uma relação de frontalidade com o espetáculo, percebemos que o que se revela é uma instalação visual e sonora. O diretor bebe nos campos de várias linguagens, música, cinema, artes visuais, para compor um espetáculo que não se deixa enquadrar por um elemento sobrepujante de condução. Pode ser facilmente estudo de caso da teoria do teatro pós-dramático do alemão Hans-Thies Lehmann.

Cenas acontecem também dentro de aquários

Cenas acontecem também dentro de aquários

Direção é do ucraniano Andriy Zholdak

Direção é do ucraniano Andriy Zholdak

A fricção entre os vários componentes dessa ópera caótica nos deixa inicialmente aturdidos. As camadas vão se sobrepondo a cada instante com signos que não serão compreendidos em sua totalidade. Nem essa é, de maneira alguma, a intenção do diretor, que assina ainda roteiro dramático e coreografia. Assim como os atores, estamos nadando em aquários, perdidos na profusão das imagens que nos remetem a um mundo de seres absurdos no ano de 2108, seja em alguma grande metrópole ou numa nave espacial com destino a Saturno. De qualquer maneira, assim como acontece no palco, somos levados a recorrer a uma edição de imagens, de texto, de expressões e sonoridades, mesmo que, no espectador, os significados possam ser depurados muito tempo depois.

O texto de Büchner, com sua fragmentação de dramaturgia, um “drama de farrapos”, como pontua Anatol Rosenfeld, é um aliado na construção da engenhosa teatralidade de Zholdak. Sobre o texto, Anatol Rosenfeld complementa: “É um fragmento; mas é uma obra que só como fragmento poderia completar-se. Ela cumpre a sua lei específica de composição pela sucessão descontínua de cenas sem encadeamento causal. (…) Tal fato desfaz a perspectiva temporal; boa parte das cenas pode ser deslocada, a primeira cena não é mais distante do fim do que a sétima ou a décima-quarta”.

A escritura cênica no campo visual encontra reverberação no corpo do ator, submetido a uma experiência rigorosa. O caos é orquestrado e coreografo em minuciosos detalhes pelo diretor. Se a escritura cênica é marcada pelo excesso e pela profusão e multiplicidade de imagens, o efeito que isso tudo produz na plateia, no entanto, é de muito distanciamento ao final das duas horas de sessão. Como se toda frieza das relações em cena também fosse transposta para o espectador. A tentativa de humanizar aqueles seres se mostra vã. Os limites do aquário, mesmo que invisíveis, não são rompidos ainda que a cena aconteça no telhado, numa possibilidade frustrada de expansão. Quando, ao final de contas, tenta-se falar de amor, não há laços construídos que se encaixem em padrões a que estejamos minimamente familiarizados. O único ponto de conexão com alguma delicadeza possível é a criança; a esperança remota de que, em 2108, o mundo de Zholdak não esteja definitivamente instaurado em sua totalidade.

Criança participa de encenação

Criança participa de encenação

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Sai o resultado do Fomento às Artes Cênicas

Os palhaços Cavaco e Nina, da Caravana Tapioca, contemplada pelo fomento

Os palhaços Cavaco e Nina, da Caravana Tapioca, contemplada pelo fomento

O valor nem de longe é o que se espera para uma cidade como o Recife. Mas é o que a Prefeitura da cidade, através da Secretaria de Cultura e Fundação de Cultura Cidade do Recife, disponibilizou para o Fomento às Artes Cênicas do Recife 2014/2015: R$ 33 mil para cada projeto, sem levar em consideração os descontos. Ao todo são R$ 297 mil para montagens de novos espetáculos de teatro (3), dança (3) e circo (3).

Se os valores demonstram a precariedade das políticas públicas da Prefeitura com relação às artes cênicas, ao menos o fomento foi retomado. O último ano em que os artistas tiveram oportunidade de concorrer ao fomento foi em 2010. Só um ano depois ele foi pago, em 2011. Desde então, o Fomento às Artes Cênicas foi interrompido.

Os contemplados deste ano são:

DANÇA:
Tandan! Uma dança para ver com os ouvidos (Hudson Wlamir)
Thalassa (Corpo memória)
Lamê (Taciana Ramos)

CIRCO:
O aniversário da Nina (Caravana Tapioca)
Historietas Circenses – Vidas vividas no picadeiro (Grande Circo Arraial / Escola Pernambucana de Circo)
Os anões no reino das arábias (Circo Intinerante dos Anõs / Sated/PE).

TEATRO:
Que bicho você é (Everson Melquiades)
Cabarét Diversiones (Henrique Celibi / Sated)
A invenção da Palavra (Janela Gestão de Projetos ME).

Entraram na concorrência 37 projetos, sendo 15 de teatro, 14 de circo e 08 de dança. A comissão de análise e seleção foi formada por Feliciano da Silva, representando a Associação dos Realizadores de Teatro de Pernambuco (Artepe), Adriana Ayub Penna Leal, representando o Movimento Dança Recife, e José Clementino de Oliveira, representando a Secretaria de Cultura do Recife.

Os projetos contemplados com o Prêmio Fomento às Artes Cênicas têm por compromisso estrear no Recife no segundo semestre de 2015 e fazer oito apresentações na capital pernambucana.

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Todos permanecem vivos

As irmãs Macaluso. Foto: Lígia Jardim

As irmãs Macaluso. Foto: Lígia Jardim

No último dia 19 de fevereiro, o The New York Times publicou um artigo de Oliver Sacks. No texto, que viralizou rapidamente pelas mídias sociais, o escritor e professor de neurologia escreveu sobre a experiência de encarar a consciência da proximidade da morte por conta de um câncer terminal. Os compartilhamentos na rede talvez tenham vindo pelo fato de que, ao invés do tom pesaroso diante da finitude, o artigo propunha a superação, com uma mensagem clara de encorajamento. “It is up to me now to choose how to live out the months that remain to me (Agora depende de mim escolher como viver os meses que me restam)”. Para o filósofo existencialista Martin Heidegger, a tomada de consciência da morte nos leva a um questionamento radical diante do ser. Em As irmãs Macaluso, montagem da Compagnia Sud Costa Occidentale, esse questionamento é trazido exatamente pela convivência com a morte proposta pela encenação de Emma Dante: os mortos continuam sendo parte de nós. Será que estamos mesmo vivos? O que determina a existência de vida?

As sete irmãs da história – Gina, Cetty, Maria, Katia, Lia, Pinucia e Antonella – saem do limbo da escuridão e passam a existir para os espectadores inicialmente todas de preto. Executam cortejos fúnebres coreografados, em bloco, mesmo diante da insistência de uma delas em se destacar do grupo com liberdade de expressão. Se a queda se instaura por alguns instantes, a força do grupo reanima, coloca de volta no prumo.

A movimentação permanece até que as irmãs assumem a posição na qual permanecerão ao longo de praticamente toda a montagem, dispostas uma ao lado da outra. Na encenação da diretora e dramaturga de Palermo, no entanto, o fuzilamento do pelotão não será pelas mãos de elementos desconhecidos, externos, sem qualquer relação próxima e que apenas cumprem ordens pós-sentença de morte. Numa reunião familiar, as lembranças podem ser muito mais cortantes e virulentas do que qualquer projétil. Os julgamentos são desfiados e se mostram inevitáveis quando os laços relacionais permitem o conhecimento profundo do outro.

Montagem da Compagnia Sud Costa Occidentale tem direção de Emma Dante

Montagem da Compagnia Sud Costa Occidentale tem direção de Emma Dante

A história da família é marcada por tragédias

A história da família é marcada por tragédias

O estado de energia e tensão presente no corpo das atrizes se desdobra na sonoridade da língua – o espetáculo é encenado no dialeto de Palermo – e das músicas cantadas inclusive pelos próprios atores. A partir do ritmo impresso pela movimentação do corpo, a poética do espetáculo vai se afirmando aos poucos e reverberando na plateia. As risadas com as travessuras e episódios de infância se transformam com a apreciação dos dramas que compõem a história daquela família, marcada por tragédias e calcada na tradição. O humor e a ironia travam uma relação tênue com a melancolia da percepção dos erros, com a inevitabilidade do acidente trágico, com os cuidados que deveriam ser tomados e não foram. O tempo não volta atrás, mas permanece. O presente existe enquanto desdobramento do passado, mas esse último não se exaure, se estabelece como permanência e continuidade.

Na cena, a realidade vai sendo permeada pela memória, que é capaz de se mostrar cruel e dura, mas também pode trazer uma afetividade transbordante. O que foi se apresenta amalgamado com o presente. Os que morreram permanecem ali e, mesmo aqueles que parecem voltar, nunca estiveram no campo do esquecimento. O pai, que faz um grunhido de porco, dá bronca com dedo em riste, mas canta a música com a preferida, a caçula, já estava presente como narrativa. Uma das sequências de maior potência poética na montagem é o encontro da mãe com o pai. Os dois giram agarrados como crianças, eternizando um momento que pode ser ilusão, sonho, idealização.

O encontro entre o pai e a mãe

O encontro entre o pai e a mãe

Sem nenhum cenário ou mesmo aparatos tecnológicos, a teatralidade de Emma Dante é construída a partir do vazio. Do vazio do preto que assume outras cores, mas depois se estabelece como ausência de cor. Do vazio do silêncio preenchido pela sonoridade rápida e ininteligível do dialeto. Do vazio da narrativa que se transforma em memória. Também há muita simplicidade estampada na cena. Quando a opção é óbvia, mas eficiente: o convívio do espectador com a história que nos agarra sem que nenhum esforço se mostre excessivo, talvez só pela constatação de que, naquela família, cabem todas as famílias do mundo, inclusive a minha.

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MITsp traz ao palco conflitos, discussão e crítica

As irmãs Macaluso

As irmãs Macaluso

Na cidade mais cosmopolita do Brasil, um festival que discute o teatro feito além do nosso umbigo. Produzido no mundo. Que coloca em pé de igualdade a apresentação da obra e as reverberações que podem surgir a partir daí: encontros com diretores, grupos, pesquisadores, crítica. É exatamente pela combinação desses elementos que a Mostra Internacional de Teatro de São Paulo – MITsp – é, mais uma vez, tão potente de possibilidades.

A segunda do festival, aberto na noite de ontem, no auditório Ibirapuera, em São Paulo, com a presença do prefeito Fernando Haddad, de representantes do Ministério da Cultura, do Sesc, do Itaú Cultural e da Oi, traz este ano espetáculos da Rússia, Alemanha, Inglaterra, Ucrânia, Holanda, Itália, Israel, Colômbia e Brasil.

Matando o tempo. Foto: Juan Carlos Mazo

Matando o tempo. Foto: Juan Carlos Mazo

Antônio Araújo, diretor do Teatro da Vertigem, e Guilherme Marques, diretor geral do CIT-Ecum (Centro Internacional de Teatro Ecum) pensaram uma programação a partir da ideia de conflito, inclusive territorial. O espetáculo israelense Arquivo, por exemplo, com direção e autoria de Arkadi Zaides, usa imagens projetadas do arquivo do Centro de Informação Israelense pelos Direitos Humanos nos territórios ocupados. Voluntários palestinos que vivem na Cisjordânia receberam câmeras para gravar o dia a dia na ocupação.

As montagens geralmente também apresentam radicalidades com relação à encenação. Stifters Dinge, da Alemanha, direção de Heiner Goebbels, propõe uma performance sem atores, “uma instalação sonora e imagética que experimenta o cruzamento das artes visuais com a música erudita contemporânea”, diz o material do programa da MIT.

Stifters Dinge. Foto: Mario del Curto

Stifters Dinge. Foto: Mario del Curto

O festival traz ainda a sua primeira coprodução: o espetáculo Canção de muito longe, da Holanda, com direção de Ivo van Hove, que estreia no Brasil. Na montagem, “um jovem banqueiro retorna de Nova York para sua cidade natal, Amsterdã, para assistir ao funeral do seu irmão mais novo”, antecipa o programa.

As atividades de debate e formação incluem, por exemplo, uma ação intitulada Diálogos Transversais, que traz nomes geralmente de outros campos do conhecimento que não as artes cênicas, para discutirem os espetáculos logo após a apresentação. Para exemplificar, José Miguel Wisnik vai tratar de Canção de muito longe; Raquel Rolnik de Julia, espetáculo de Christiane Jatahy, e Bernardo Carvalho, de Arquivo.

Canção de muito longe

Canção de muito longe

Uma das mesas de discussão mais esperadas acontece no dia 15, às 11h, no Itaú Cultural, com Josete Féral, José Antonio Sánchez, Kil Abreu e Luiz Fernando Ramos.

Crítica

O Satisfeita, Yolanda? participa mais uma vez da MITsp como integrante do coletivo DocumentaCena, formado ainda pelos espaços virtuais Teatrojornal, Questão de crítica e Horizonte da Cena. Ao DocumentaCena, juntam-se outros críticos convidados – Beth Néspoli, Daniel Schenker, Michel Fernandes, Ruy Filho e Wellington Andrade – para que todos os espetáculos possam ter pelo menos três apreciações críticas. Os textos vão circular em publicações impressas nos próprios teatros e serão postados também no blog Olhares críticos, dentro do site da MITsp. Os textos dos integrantes do coletivo DocumentaCena serão publicados também aqui no Satisfeita, Yolanda?.

Oficina DocumentaCena

O DocumentaCena propôs também uma laboratório de crítica de teatro, que será realizado dias 11 e 12 de março, das 10h às 14h, no Centro de Pesquisa e Formação, no Sesc SP. O encontro pretende debater questões inerentes à crítica teatral, desde um recorte histórico sobre a crítica no Brasil, até a relação com outras artes, as especificidades da crítica jornalística e acadêmica e o local do espectador diante da crítica. As inscrições para a oficina estão abertas e podem ser feitas através do e-mail inscricoes@mitsp.org .

Confira a programação da MIT no site da mostra.

E se elas fossem para Moscou? Foto: Aline Macedo

E se elas fossem para Moscou? Foto: Aline Macedo

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Janeiro faz festa para as artes cênicas

O Som na Rural, de Roger de Renor, vai animar a premiação

O Som na Rural, de Roger de Renor, vai animar a premiação

imagePrêmios projetam e dão credibilidade e o cinema tira muito proveito desse mecanismo. Um filme que ganha destaque em Um festival de peso desperta o desejo do público, e, em consequência, rentabilidade financeira. Já faz um tempo que o teatro brasileiro diminuiu essa prática de entregar troféus. E nunca chegou próximo do glamour da sétima arte. Mas pode ter seu charme. O Janeiro de Grandes Espetáculos é um dos poucos no país, e o mais importante em Pernambuco, que distribui estatuetas.

Chegou o dia. A Associação Produtores Artes Cênicas de Pernambuco entrega nesta quarta-feira o Prêmio Apacepe de Teatro e Dança aos melhores do 21º Janeiro de Grandes Espetáculos – Festival Internacional de Artes Cênicas de Pernambuco.

É o Oscar do teatro pernambucano. A cerimônia será a partir das 20h, na rua em frente à Galeria Café Castro Alves (Rua do Lima, 280, Santo Amaro. O Som na Rural, de Roger de Renor, com apresentação do ator Arilson Lopes garante a animação, com várias homenagens e distribuição de troféus. Após a premiação, a festa de confraternização, ocorre no Castro Alves, com discotecagem de Carlinhos Harmed. A entrada é franca.

As comissões que escolheram os vencedores é formada por Moisés Neto, Antônio Rodrigues e Ana Elizabeth Japiá, para o teatro para infância e juventude. Flávia Pinheiro, Marcia Rocha e Daniela Santos selecionaram os ganhadores de dança. E Luiz Felipe Botelho, Paulo Michelotto e Breno Fittipalfi são os responsáveis pelos nomes do teatro adulto.

INDICADOS – TEATRO ADULTO

Melhor Maquiagem
Não houve indicação

Melhor Figurino
Agrinez Melo (Ombela)
Aníbal Santiago e Manuel Carlos (Doroteia)
Fabiana Pirro (A Dona da História)
Marcondes Lima (A Mandrágora)
Pedro Gilberto (Tapioca)

Ombela. Foto: Thaís Lima

Ombela. Foto: Thaís Lima

Melhor Cenário
Nara Menezes e Luciana Lyra (Cara da Mãe)
Dóris Rollemberg (Doroteia)
Fernando Melo da Costa (Rei Lear)
Nara Menezes (Obscena)
Pedro Gilberto (Tapioca)
Samuel Santos (Ombela)

Cara da mãe. Foto: Giovanni Chamberlain

Cara da mãe. Foto: Giovanni Chamberlain

Melhor Sonoplastia/Trilha sonora
Alexandre Lemos e João Arruda (Gaiola de Moscas)
Beto Lemos (A Dona da História)
Ricardo Brazileiro (Obscena)
Samuel Lira (A Mandrágora)
Sônia Guimarães (Tapioca)
Tomás Brandão e Miguel Mendes (Rei Lear)

Rei Lear. Foto: Guga Melgar

Rei Lear. Foto: Guga Melgar

Melhor Iluminação
Aurélio di Simoni (Rei Lear)
Ednilson Leite (Frei Molambo)
Játhyles Miranda (A Mandrágora)
Luciana Raposo (A Dona da História)
Luciana Raposo (Doroteia)

A dona da história. Foto: Pollyanna Diniz

A dona da história. Foto: Pollyanna Diniz

Ator Revelação
Houve apenas uma indicação

Atriz Revelação
Houve apenas uma indicação

Melhor Ator Coadjuvante
Eduardo Albergaria (Gaiola de Moscas)
Mário Miranda (A Mandrágora)
Mauro Monezi (Doroteia)
Múcio Eduardo (A Mandrágora)
Normando Roberto Santos (A Mandrágora)

Doroteia. Foto: Laryssa Moura

Doroteia. Foto: Laryssa Moura

Melhor Atriz Coadjuvante
Não houve indicação

Melhor Ator
Bóris Trindade Jr./Borica (Tapioca)
Carlos Lira (Doroteia)
Lineu Gabriel (Gaiola de Moscas)
Naldo Venâncio (Frei Molambo)
Tiago Gondim (A Mandrágora)

Melhor Atriz
Bruna Castiel (Rei Lear)
Lívia Falcão (A Dona da História)
Naná Sodré (A Receita)
Paula de Renor (Rei Lear)
Sandra Possani (Rei Lear)

Naná Sodré, em A Receita. Foto: Ivana Moura

Naná Sodré, em A Receita. Foto: Ivana Moura

Melhor Direção
Ana Cristina Colla (Gaiola de Moscas)
Antonio Cadengue (Doroteia)
Duda Maia (A Dona da História)
Marcondes Lima (A Mandrágora)
Moacir Chaves (Rei Lear)

Melhor Espetáculo Teatro Adulto
A Dona da História (Duas Companhias)
A Mandrágora (Galharufas Produções)
Doroteia (Antonio Cadengue e Companhia Teatro de Seraphim)
Gaiola de Moscas (Grupo Peleja)
Rei Lear (Remo Produções Artísticas e Centro de Diversidade Cultural Teatro Armazém)

A Mandrágora , de Galharufas Produções. Foto: Ivana Moura

A Mandrágora , de Galharufas Produções. Foto: Ivana Moura

*A comissão deseja conceder três (3) prêmios especiais.

INDICADOS – DANÇA

Melhor Figurino
Beth Gaudêncio (Três Mulheres e Um Bordado de Sol)
Carol Monteiro (Breguetu)
Maria Agrelli (Cara da Mãe)
Maria Agrelli (Rio de Contas)

Rio de Contas. Foto: Lizandra Martins.

Rio de Contas. Foto: Lizandra Martins.

Melhor Cenografia
Henrique Celibi (Breguetu)
Nara Menezes (Cara da Mãe)
Tonlin Cheng (PEBA)

Melhor Iluminação
Beto Trindade (Breguetu)
Eron Villar (Três Mulheres e Um Bordado de Sol)
Luciana Raposo (Rio de Contas)
Natalie Revorêdo (Elégùn, Um Corpo Em Trânsito)
Tonlin Cheng (PEBA)

Melhor Sonoplastia/Trilha sonora
Caio Lima (Elégùn, Um Corpo Em Trânsito)
Isaar França (Cara da Mãe)
Sônia Guimarães (Rio de Contas)
Tonlin Cheng (PEBA)
Valéria Vicente, Flaira Ferro, Spok e Lucas dos Prazeres (Frevo de Casa)

Frevo de casa. Ju Brainer.

Frevo de casa. Ju Brainer.


Melhor Bailarino
Saulo Uchôa (Anticorpo)
Alexandre Santos (Rio de Contas)
André Vítor Brandão (Rio de Contas)
Giordani de Souza/Kiran (Elégùn, Um Corpo Em Trânsito)
Jorge Kildery (Breguetu)
Jorge Kildery (Elégùn, Um Corpo Em Trânsito)
Anticorpo. Foto: Chico-Ludermir

Anticorpo. Foto: Chico-Ludermir

Melhor Bailarina
Flaira Ferro (Frevo de Casa)
Iara Sales (PEBA)
Júlia Gondim (Rio de Contas)
Marcela Felipe (Três Mulheres e Um Bordado de Sol)
Mary Ane Nascimento (Rio de Contas)
Rafaella Trindade (Breguetu)

Melhor Coreografia
Giordani de Souza/Kiran (Elégùn, Um Corpo Em Trânsito)
Iara Sales e Sérgio Andrade (PEBA)
Jailson Lima (Rio de Contas)
Mônica Lira (Breguetu)
Valéria Vicente e Flaira Ferro (Frevo de Casa)

bregaetu. Foto: Sobrado423/Rogerio Alves

bregaetu. Foto: Sobrado423/Rogerio Alves

Melhor Espetáculo de Dança
Breguetu (Grupo Experimental)
Elégùn, Um Corpo Em Trânsito (Giordani de Souza/Kiran e Jorge Kildery)
Frevo de Casa (Valéria Vicente, Flaira Ferro, Spok e Lucas dos Prazeres)
PEBA (Iara Sales, Tonlin Cheng e Sérgio Andrade)

Elégùn, Um Corpo Em Trânsito.  Foto: Ivana Moura

Elégùn, Um Corpo Em Trânsito. Foto: Ivana Moura

**A comissão deseja conceder dois (2) prêmios especiais.

NDICADOS – TEATRO PARA A INFÂNCIA

Melhor Maquiagem
Centro de Criação Galpão das Artes (Mané Gostoso)
Lano de Lins (A Energia de Um Polegar)
Marcondes Lima (Haru – A Primavera do Aprendiz)

Mané Gostoso. Foto: Helder Santana

Mané Gostoso. Foto: Helder Santana

Melhor Figurino
Claudio Lira (Como a Lua)
Enne Marx, Tâmara Floriano e Fernando Escrich (Trueque)
Joana Gatis (As Travessuras de Mané Gostoso)
Marcondes Lima (Haru – A Primavera do Aprendiz)

Melhor Cenário
Marcondes Lima (Haru – A Primavera do Aprendiz)
Rai Bento (As Travessuras de Mané Gostoso)

Haru - A Primavera do Aprendiz. foto: Silvio Barreto

Haru – A Primavera do Aprendiz. foto: Silvio Barreto

Melhor Sonoplastia/Trilha Sonora
Fernando Escrich (As Travessuras de Mané Gostoso)
Fernando Escrich (Trueque)
Marcelo Sena (Haru – A Primavera do Aprendiz)
Samuel Lira (Como a Lua)

Trueque. Foto: reprodução Facebook

Trueque. Foto: reprodução Facebook

Melhor Iluminação
Eron Villar (Haru – A Primavera do Aprendiz)
Luciana Raposo (As Travessuras de Mané Gostoso)
Luciana Raposo (Trueque)

Ator revelação
Houve apenas uma indicação

Atriz revelação
Não houve indicação

Melhor Ator Coadjuvante
Jadenilson Gomes (Mané Gostoso)
Pascoal Filizola (Como a Lua)
Tarcísio Queiroz (Mané Gostoso)
Tiago Gondim (Como a Lua)

Melhor Atriz Coadjuvante
Geysa Barlavento (Como a Lua)
Sandra Rino (Como a Lua)

Melhor Ator
Arilson Lopes (As Travessuras de Mané Gostoso)
Charlon Cabral (Mané Gostoso)
Luciano Pontes (As Travessuras de Mané Gostoso)

As travessuras de Mané Gostoso. Foto: Rogério Alves

As travessuras de Mané Gostoso. Foto: Rogério Alves

Melhor Atriz
Enne Marx (Trueque)
Tâmara Floriano (Trueque)

Melhor Direção
Fernando Escrich (As Travessuras de Mané Gostoso)
Fernando Escrich (Trueque)
José Manoel Sobrinho (Como a Lua)
Marcondes Lima (Haru – A Primavera do Aprendiz)

Melhor Espetáculo de Teatro Para a Infância
Haru – A Primavera do Aprendiz (Rapha Santacruz Produções Artísticas)
Trueque (Cia. Animée/As Levianas)
As Travessuras de Mané Gostoso (Cia. Meias Palavras)
Como a Lua (Mambembe Produções Artísticas)

Como a Lua. Foto: Divulgação

Como a Lua. Foto: Divulgação

***A comissão deseja conceder um (01) prêmio especial.

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