Um furacão chamado Cássia

Peça traça trajetória da cantora carioca morta em 2001. Foto: Divulgação

Peça traça trajetória da cantora carioca morta em 2001. Foto: Divulgação

Intensa e curta foi a carreira da cantora Cassia Eller. Gravou cerca de dez álbuns próprios em 12 anos de carreira. Um vulcão no palco, mas se dizia tímida fora dele. Essa moça, filha de um sargento paraquedista do Exército e de uma dona-de-casa, deixou sua marca na constelação da música brasileira. Com sua voz grave, Eller sacou de rock nacional, sambas, MPB, pop, inclassificáveis, rap, rock clássicos. Deu um trato em canções de Cazuza e Renato Russo, Caetano Veloso e Chico Buarque, Nando Reis, rapper Xis, Arrigo Barnabé, Wally Salomão, Rita Lee, Riachão, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Beatles, Nirvana e tantos outros com uma interpretação só sua.

Cássia Eller morreu aos 39 anos em 29 de dezembro de 2001, no auge da carreira. Suspeitou-se de overdose de drogas, o que foi descartado pelos laudos periciais.

Naquele 2001, nos últimos sete meses do ano ela fez mais de cem shows. No Recife a intérprete apresentou o espetáculo Acústico MTV em 15 de setembro, no Classic Hall, com a participação da banda Nação Zumbi. Incendiou quando cantou Quando a Maré Encher, composta pelo trio Fábio Trummer, Roger Man e Bernardo Chopinho.

Ela foi sepultada no dia 30 de dezembro, no Rio. Eu escrevi na época para o Diario de Pernambuco (edição do dia 31 de dezembro de 2001):
“Sua performance era inigualável. Esbanjava energia no palco e foi ampliando seu público com sua postura rebelde, um vozeirão grave e potente, interpretações viscerais. Debochada, homossexual assumida e com absoluta personalidade, Cássia não perdia oportunidade para provocar os padrões comportadinhos. No show recifense, exibiu os seios e lançou uma onda elétrica para plateia com seu comportamento andrógino. Não haverá segundo sol (como anuncia a música Segundo Sol, de Nando Reis) em 2002 para Eller, que sabia misturar como ninguém suas influências do rock e da MPB”.

Tacy de Campos se reveza no papel-título com Jana Figarella. Foto: Divulgação

Tacy de Campos se reveza no papel-título com Jana Figarella. Foto: Divulgação

Cássia Eller – O Musical retraça a vida e executa a obra da cantora carioca (1962-2001). O espetáculo tem direção de João Fonseca e Vinicius Arneiro, texto de Patrícia Andrade, idealização de Gustavo Nunes e produção da Turbilhão de Ideias Entretenimento, sob o patrocínio do Banco do Brasil Seguridade.

Virou um fenômeno da cena teatral em 2014 e já foi visto por mais de 60 mil pessoas. A encenação estreou no Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro, passou por Belo Horizonte, Salvador, São Paulo, Brasília e, novamente, Rio de Janeiro, e agora chega ao Recife para uma curta temporada.

Cássia Eller – O Musical fica em cartaz desta quinta-feira até domingo, 13 a 16 de agosto, no Teatro RioMar, com ingressos que vão de R$ 25 a R$ 120. Serão cinco sessões. As atrizes Tacy de Campos e Jana Figarella dividem papel principal, revezando-se nas apresentações. Tacy, atriz e cantora de Curitiba, foi escolhida entre mais de mil candidatas que se inscreveram para as audições. Jana Figarella, a outra Cássia, morou dos 15 aos 32 anos no Recife, onde cantou em bares e cursou teatro pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A banda toca ao vivo mais de 35 canções e é formada por Felipe Caneca (pianista), Pedro Coelho (baixista), Diogo Viola (guitarrista), Mauricio Braga (baterista) e Fernando Caneca (violonista).

O roteiro, de Patrícia Andrade, traça o fluxo artístico dos primeiros passos, como por exemplo com a criação autoral Flor do Sol, até interpretações definitivas como Malandragem (Cazuza/ Frejat), Socorro (Arnaldo Antunes/ Alice Ruiz) e Por Enquanto (Renato Russo). O amigo Nando Reis é personagem do espetáculo, e entra com composições no repertório, como All Star, O Segundo Sol, Relicário, Luz dos Olhos e E.C.T.

A peça também dá conta de questões mais pessoas, como os amores da cantora, em especial Maria Eugênia, companheira com quem criou o filho, Chicão. A direção musical é de Lan Lanh, que tocou anos com Cássia.


Músicas
Do Lado do Avesso (Cássia Eller)
Lanterna dos Afogados (Herbert Vianna)
Eu Queria Ser Cássia Eller (Péricles Cavalcante)
Come Together (Lennon/Mc Cartney)
Vinheta: Noturno (Graco/Caio Sílvio)
Que País é Este (Renato Russo)
Flor do Sol (Cássia Eller/Simone Saback)
Noite do Meu Bem (Dolores Duran)
Mercedez-Benz (Janis Joplin with the posts Michael McClure and Bob Neuwirt)
Pra Longe do Paranoá (Oswaldo Montenegro)
Ne Me Quitte Pas (Jacques Brel)
Vinheta: Eu Queria Ser Cássia Eller
Eleanor Rigby (Lennon/Mc Cartney)
Socorro (Arnaldo Antunes/Alice Ruiz)
Vinheta: Stairway to Heaven (Page/Plant)
Juventude Transviada (Luis Melodia)
Rubens (Mario Manga)
De Esquina (Xis)
Palavras ao Vento (Moraes Moreira/Marisa Monte)
Top Top (Mutantes/Arnolpho Lima)
Um Branco, Um Xis e Um Zero (Marisa/Pepeu/Arnaldo)
Vinheta: Infernal (Nando Reis)
Por Enquanto (Renato Russo)
Vinheta: Partido Alto (Chico Buarque)
Com Você Meu Mundo Ficaria Completo (Nando Reis)
Coroné Antonio Bento (João do Valle/Luiz Wanderley)
Cocorocó (Marcio Mello)
1º de Julho (Renato Russo)
Todo Amor que Houver Nessa Vida (Cazuza/Frejat)
Malandragem (Cazuza/Frejat)
E.C.T. (Nando Reis/Carlinhos Brown/Marisa Monte)
Luz dos Olhos (Nando Reis)
Nós (Tião Carvalho)
Soy Gitano (J. Monje/José Fernandes Torres/Vicente Amigo)
Relicário (Nando Reis)
All Star (Nando Reis)
Smells Like Teen Spirit (Nirvana)
Non, Je Ne Regrette Rien (Michel Vaucaire/Charles Dumont)
O Segundo Sol (Nando Reis)

Elenco e Personagens
Tacy de Campos (Cássia Eller)
Jana Figarella (Cássia Eller/Rúbia/Dora)
Eline Porto (Cláudia/Eugênia)
Emerson Espíndola (Ronaldo/Marcelo Saback/Elder/Executivo/Nando Reis)
Evelyn Castro (Nanci Eller/Ana)
Jandir Ferrari (Altair Eller/Oswaldo Montenegro/Violonista/Empresário/Guto/Fernando Nunes)
Thainá Gallo (Moema/Lan Lan)
Juliane Bodini (Stand by de Evelyn Castro)
* As atrizes Tacy de Campos e Jana Figarella revezam-se na personagem de Cássia Eller sem aviso prévio.

As cumplicidades da cantora com outros artistas são contempladas no espetáculo

As cumplicidades da cantora com outros artistas são contempladas no espetáculo

Ficha Técnica
Texto: Patrícia Andrade.
Direção: João Fonseca e Vinicius Arneiro.
Direção de Produção: Gustavo Nunes.
Direção Musical: Lan Lanh.
Codireção Musical: Fernando Nunes.
Elenco (ordem alfabética): Eline Porto (Claudia/Eugênia), Emerson Espíndola (Ronaldo/Marcelo Saback/Elder/Executivo/Nando Reis), Evelyn Castro/Juliane Bodini (Nanci (mãe)/Ana), Jana Figarella (Cássia Eller/Rúbia/Dora), Jandir Ferrari (Altair Eller/Oswaldo Montenegro/ Violonista/Empresário/Guto/Fernando Nunes), Tacy de Campos (Cássia Eller) e Thainá Gallo (Moema/Lan Lanh).
Banda – Pianista: Felipe Caneca. Baixista: Pedro Coelho. Guitarrista: Diogo Viola. Baterista: Mauricio Braga. Violonista: Fernando Caneca.
Direção de Movimento: Márcia Rubin.
Figurinista: Marília Carneiro e Lydia Quintaes.
Cenógrafo: Nello Marrese e Natália Lana. Visagismo: Beto Carramanhos.
Design de Luz: Maneco Quinderé.
Cenotécnico: André Salles e equipe.
Designer e Engenheiro de Som: Sound Designer.
Operação de Som: Lilla Stipp.
Preparador Elenco (Tacy de Campos): Ana Paula Bouzas.
Produtora de Elenco: Cibele Santa Cruz.
Pesquisadora: Barbara Duvivier.
Fotógrafo: Marcos Hermes.
Assistência de Direção: João Pedro Madureira.
Assistência de Direção de Movimento: Luar Maria.
Representante do Espólio da Família da Cássia Eller: Rodrigo Garcia.
Produção Executiva: Mariana Chew.
Equipe Musical/Preparação Vocal: Marco Dantonio.
Pianista Ensaiador: Felipe Caneca.
Idealização: Gustavo Nunes.
Produção: Turbilhão de Ideias Entretenimento.
Apoio Institucional: Centro Cultural Banco do Brasil
Patrocínio: Banco do Brasil Seguridade

SERVIÇO
Cássia Eller – O Musical
Onde: Teatro RioMar: 4º piso do RioMar Shopping – Av. República do Líbano, 251, Pina, Recife
Quando: 13 de agosto (quinta-feira), às 21h; 14 de agosto (sexta-feira), às 21h;  Dia 15 de agosto (sábado), às 17h e às 21h; Dia 16 de agosto (domingo), às 19h
Informações: (81) 4003.1212
Classificação: 14 anos
Duração: 135 minutos
Ingressos: À venda no site Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br), bilheteria do teatro, lojas Reserva dos shoppings Recife e Plaza e Livraria Jaqueira. Meia-entrada para maiores de 60 anos, professores, estudantes e clientes do Banco do Brasil Seguridade
Quanto:
Plateia
Dia 13 de agosto, 21h: R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia)
Dia 14 de agosto, 21h: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia)
Dia 15 de agosto, 17h: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia)
Dia 15 de agosto, 21h: R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia)
Dia 16 de agosto, 19h: R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia)
Balcão:
Todas as sessões: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)

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Dos meandros da música e da cópia

Imagens não explodidas, com Foto: focoincena.com.br

Imagens não explodidas, com Marcelo Sena e José W Júnior. Foto: focoincena.com.br

mbd-22233Um espetáculo de Pernambuco outro do Mato Grosso do Sul estão na programação de hoje 12ª Mostra Brasileira de Dança. Imagens não explodidas, montagem da Cia. Etc., do Recife, dirigida por Marcelo Sena, investiga o diálogo entre a música e a coreografia. Tem sessão às 19h, no Teatro Apolo. Plagium? discute os limites da originalidade, em várias coreografias mais que inspiradas em outros grupos. Tem apresentação no Teatro de Santa Isabel, às 20h.

“A música é um reservatório de imagens não explodidas”. Dessa definição do filósofo Giovanni Piana, em seu livro Filosofia da Música, surgiu o título do espetáculo da Cia Etc e a semente da pesquisa.

O trabalho, criado em 2008, promove o cruzamento entre as linguagens da dança e da música. E investiga como os conceitos como tempo, harmonia, sincronia, tonalidade e intensidade se deliberavam na dança. Formado em dança e música, o diretor do espetáculo, Marcelo Sena, usou seus conhecimentos nas duas áreas e construiu a própria trilha sonora.

Cia. Dançurbana questiona conceitos de originalidade na dança. Foto: Divulgação

Cia. Dançurbana questiona conceitos de originalidade na dança. Foto: Divulgação

A Cia Dançurbana, do Mato Grosso do Sul questiona originalidade, autoria e autenticidade na dança, a partir do espetáculo Plagium?. Dirigida e coreografada por Marcos Mattos a montagem apropriar-se de trechos de encenações de companhias de dança reconhecidas para compor seu espetáculo. As referências são peças da Ginga Cia. de Dança (MS), Membros (RJ), Quasar (GO), Cena 11 (SC) e a companhia belga Rosas.

A pergunta que não quer calar é atirada no palco pela companhia e respinga no público: “como é possível ser singular em contato com o que há em comum com outras obras?” Afinal o que é um plágio?

A Dançuarbana, que trabalha com o hip hop sul mato-grossense, defende que o conhecimento é acumulativo e gruda no corpo do bailarino e o processo de aprendizado se dá por imitação. Mas como cada corpo tem sua singularidade, portanto, não é possível pensar em mera reprodução do movimento, e muito menos em cópia. Proposta instigante.

Ficha técnica
Espetáculo Imagens Não Explodidas, da Cia. Etc.
Direção do espetáculo e trilha sonora original: Marcelo Sena
Intérpretes-criadores: José W Júnior e Marcelo Sena
Dramaturgia: Kiran (Giorrdani Gorki)
Iluminação: Luciana Raposo
Operação de luz: Saulo Uchôa
Produção: Hudson Wlamir


Serviço
Imagens não explodidas, da Cia. Etc. (PE)
Quando: Hoje, às 19h
Onde: Teatro Apolo
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia)


Ficha Técnica
Plagium?, da Cia. Dançurbana (MS)
Direção e concepção: Marcos Mattos
Iluminação: Camila Jordão
Intérpretes criadores: Ariane Nogueira, Adailson Dagher, Maura Menezes, Ralfer Campagna, Reginaldo Borges, Roger Pacheco e Rose Mendonça

Serviço
Plagium?, da Cia. Dançurbana (MS)
Quando: Hoje, às 20h
Onde: Teatro de Santa Isabel,
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia)

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Balé de São Paulo explora facetas da paixão

Coreografia Uneven, do espanhol Cayetano Soto. Foto:  Wellington Dantas/MBD.

Coreografia Uneven, do espanhol Cayetano Soto. Foto: Wellington Dantas/MBD.

mbd-22233Técnica, ousadia e experimentação. Assistir ao espetáculo do Balé da Cidade de São Paulo foi um exercício para os sentidos. O grupo fez duas sessões, uma no sábado e outra no domingo, no Teatro de Santa Isabel. E a participação da companhia na 12ª Mostra Brasileira de Dança se revelou como uma pequena panorâmica da companhia. As três coreografias, de três artistas estrangeiros, têm em comum a destreza e entrega dos bailarinos e um jogo narrativo ora mais transparente ora com um vocabulário mais denso da dança.

Uneven, do espanhol Cayetano Soto, lança desenhos geométricos no chão, no ar e no corpo dos bailarinos para configurar um mundo em eterno desequilíbrio. Ou a incessante busca humana por uma lógica que explique coisas incompreensíveis. Há um traçado complexo na sequência de gestos, nos movimentos minuciosos. O preto e branco do figurino expressam também essa ideia de fora do eixo defendida pelo coreógrafo.

Os oito bailarinos em cena executaram uma movimentação cerebral e a iluminação com suas sombras e brumas, que criam rotas de fuga dentro da espacialidade do palco, exercem um papel fundamental na montagem. A sonoplastia também ocupa lugar de destaque. O efeito dos bailarinos surgindo das sombras no fundo do palco é um momento de grande beleza cênica. É uma dança que expõe também o corpo treinado do elenco no balé clássico.

O jogo de atração e repulsão sentimental é explorado no quadro O Balcão de Amor

O jogo de atração e repulsão sentimental é explorado no quadro O Balcão de Amor

O Balcão de Amor, do israelense Itzik Galili, ostenta uma narrativa divertida, engraçada, bem-humorada. A sensualidade de um casal que assume o papel de caça ou caçador do jogo amoroso, invertendo as funções, é explorada de forma inteligente, sarcástica, numa brincadeira de esconde-esconde do desejo. O mambo do cantor cubano Pérez Valdez (1916-89) cria uma cumplicidade com a música sem seguir os passos catalogados dessa dança. Os dois bailarinos se atraem e se rejeitam numa oscilação ágil com ingredientes cômicos.

Cantata

Cantata, visão calorosa da paixão em coreografia do italiano Mauro Bigonzetti

Frenética e extravagante. Outra faceta do jogo de sedução é dançada em Cantata, do italiano Mauro Bigonzetti. Mas desta vez a temperatura sobe e é multiplicada por 20 bailarinos, que enchem o palco com bailados de acasalamento, de lutas, de paixões arrebatadoras. Formando grupos de vários números, mas sempre com muita vibração, eles traduzem o burburinho de uma aldeia italiana, com seus encontros e desencontros.

O sangue italiano correndo nas veias é traduzido em gestos de explosões de amor e de raiva. Os sentimentos fervem, borbulham, contagia cada um dos participantes. Vulcão pronto a entrar em erupção. Só achei que acrescentam pouco as frases dos bailarinos. Uma quebra e uma ordenação que já estão inscritas no corpo. Mas é uma dança que instiga para a vida. Repleta de emoção faz um contraponto com a primeira coreografia do espetáculo. Uma participação ovacionada na Mostra de Dança.

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Criança, teatro e tecnologia

O encenador Marcondes Lima. Foto: Ivana Moura

O encenador Marcondes Lima. Foto: Ivana Moura

Já houve um tempo em que se dizia “Cala a boca, menino!”. E a criaturinha não tinha direito à voz. Os miúdos atualmente são tratadas (ou deveriam ser) como seres inteligente, sensíveis, cheios de vontade, inclusive de consumo. A palestra A criança, o teatro, o mundo tecnológico e os tempos atuais, com o encenador, cenógrafo, figurinista e professor de teatro Marcondes Lima vai refletir sobre o teatro para a infância, as autonomias e os mundos paralelos promovidos pela tecnologia, com uma oferta diversificada e assombrosa para a garotada. E como todo esse caldeirão influencia no interesse dos pequenos pelo teatro e a utilização dos recursos da tecnologia no palco.

A conversa encerra a programação do Polo Formação do 12º Festival de Teatro para Criança de Pernambuco – FTCPE, promovido pela Métron Produções, de Edivane Bactista e Ruy Aguiar. O encontro está marcado para às 19h, no Teatro Hermilo Borba Filho. A entrada é gratuita.

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A carne trêmula de Hilda Hilst

FabianaPirro, idealizadora e atriz do projeto. Fotos: Renato Filho

Fabiana Pirro, idealizadora e atriz do projeto. Fotos: Renato Filho

O título Hilda em carne e Hilst já traduz bem o que significa mergulhar na obra dessa escritora brasileira. Nada é superficial, nada é leviano. É um mergulho nos nervos, para fazer vibrar as cordas de sentimentos profundos. A série de leituras dramatizadas está “encarnada” nas vozes e corpos da atriz Fabiana Pirro, em Cartas de um sedutor; da performer Silvia Góes, em O caderno Rosa de Lori Lamby e do ator Asaías Rodrigues, em Lázaro, texto da obra Fluxo-Floema. Nesta terça-feira, 11 de agosto, ocorre a derradeira apresentação do projeto, às 20h, no Acre, apartamento 701 do edifício Iemanjá, na Rua da Aurora, no Recife. O espaço, residência e atelier do criador Cássio Bomfim, foi aberto para várias iniciativa das artes cênicas.

A ação é mais uma parceria entre vários grupos do Recife: a Duas Companhias (PE); Coletivo Grão Comum (PE/Itália) e Coletivo Lugar Comum (PE). Trata-se de uma iniciativa dentro de um projeto maior, o Obscena. Esse trabalho começou ano passado com diálogos com o grupo Unaluna (SP) e a diretora e atriz Luciana Lyra. Luciana assina a encenação e dramaturgia do espetáculo Obscena, solo poético com atriz Fabiana Pirro, que fez temporada no Recife vai fazer uma temporada em setembro em Portugal.

Obscena participa da Mostra Internacional de Teatro – ENTREtanto MIT Valongo, na cidade de Valongo, em Portugal, no dia 12 de setembro e no dia 20 de setembro fará uma apresentação em Fafe, ainda em terras portuguesas.

Leitores apaixonados pela escritora seguem o projeto em que Hilda em carne e Hilst é um capítulo a mais. Outra oportunidade de ser arrebatado pela polêmica e poderosa obra de Hilda Hilst. É só chegar de corpo aberto para encarar e se entender com os fantasmas de cada um.

Como política adotada pelo Acre nas ações teatrais, as contribuições espontâneas a partir de R$ 15 continuam valendo.

SERVIÇO

Silvia Góes em O caderno Rosa de Lori Lamby

Silvia Góes em O caderno Rosa de Lori Lamby


Última apresentação das leituras dramatizadas Hilda em carne e Hilst
Com Fabiana Pirro – Cartas de um sedutor, Silvinha Góes – O caderno rosa de Lori Lamby e Asaías Rodrigues Zazaias Mucurana – o Lázaro de Fluxo-Floema
Quando: Hoje, terça, 11 de agosto, 20h
Onde: Acre Recife – Edf. Iemanjá – apto 701
Informações e reservas: pecanoacre@gmail.com
Videografia: Ernesto Filho
Trilha Sonora: Ricardo Brz
Direção de Arte: Nara Menezes
Fotos dos artistas-leitores: Renato Filho
Realização: Duas Companhias, ACRE, Coletivo Grão Comum, Coletivo Lugar Comum
Asaías Rodrigues, em Lázaro, texto da obra Fluxo-Floema

Asaías Rodrigues, em Lázaro, texto da obra Fluxo-Floema


FICHA TÉCNICA DO PROJETO OBSCENA
Idealização do projeto e atriz-criadora – Fabiana Pirro
Dramaturgia, encenação e direção – Luciana Lyra
Trilha sonora – Ricardo Brazileiro
Preparação corporal – Silvia Góes
Direção de arte – Nara Menezes
Design de luz – Luciana Raposo
Operação de luz – Leo Ferrario
Figurino – Virgínia Falcão
Colaboração artística – Conrado Falbo
Produção – Fabiana Pirro e Lorena Nanes
Filmografia – Ernesto Filho e Renata Pires
Design gráfico – Tito França
Fotos – Renata Pires
Realização – Duas Companhias, Unaluna e Coletivo Lugar Comum

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