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Mundo animal no palco

Que Bicho Você É?, com o Grupo Teatral Os Filhos de Pã. Foto: Divulgação

Que Bicho Você É?, com o Grupo Teatral Os Filhos de Pã. Foto: Divulgação

Chimpanzés abanam a cabeça para dizer não e também manifestam sofrimento de luto; ratos fazem “careta” ao sentir dor; cavalos têm memória afetiva de longo prazo com treinadores e pessoas que os tratam bem; cisnes são monogâmicos e podem passar a vida inteira com o mesmo parceiro. Vários estudos mostram a semelhança de comportamento entre bichos e humanos.

Vamos a mais alguns exemplos. Entre primatas, como chimpanzés e bonobos, machos “cafajestes” e fêmeas “ardilosas” copulam com vários parceiros. Eles para obter maior êxito reprodutivo; elas para assegurar que os envolvidos ajudem no cuidado dos filhos, já que cada macho teria a memória de que o filhote poderia ser dele.

Por sua vez, as baratas podem trapacear para conseguir alimento: os machos se passam por fêmeas para receber comida de presente durante o rito da corte. As gaivotas roubam de outra ave até no ar.

Para garantir “alianças políticas” ou amizades estreitas, os primatas formam “panelinhas” e fazem bullying. Buscam de um lado a proteção do mais forte e a troca de favores; e de outro, exercem a hostilidade com grupos mais frágeis.

A literatura, o cinema, o teatro, entre outras artes estão repletas de histórias que envolvem o mundo animal, fazendo paralelo com questões de poder e campos afetivos do ser humano.

Na peça infantil Que Bicho Você É?, os animais estão exaustos de suas identidades. Querem mudar. Ser outra coisa. Então o grupo parte à cata de um território mágico, onde o Pavão possa se transformar em Onça e o Periquito possa virar dragão. Enfim, onde cada um possa ser o que deseja.

A montagem é do O Grupo Teatral Os Filhos de Pã, coletivo formado por artistas e arte-educadores das cidades de Bezerros e do Recife em 2013. O infantil tem temporada marcada para o Teatro Marco Camarotti, aos sábados e domingos (02, 03, 09 e 10 de abril) sempre em dois horários: às 10h e às 16h.

Dirigido por Kiko Gouveia e com sete atores no elenco, o espetáculo – que utiliza músicas e brincadeiras – vai incentivar cada espectador a revelar o bicho que carrega no seu interior e se divertir com ele.

Que Bicho Você É? Foi contemplado com patrocínio da Prefeitura do Recife através do Fomento às Artes Cênicas 2014/2015.

Serviço
Que Bicho Você É?
Quando:
Sábados e Domingos – 02, 03, 09 e 10 de Abril, às 10h e às 16h
Onde: Teatro Marco Camarotti (Sesc Santo Amaro) – Rua Treze de Maio, 455 – Recife/PE
Quanto: R$ 10 – preço único
Duração: 1 hora
Classificação Livre

Mais informações: facebook.com/osfilhosdepã
Contato: 9.9917-1591 (Kiko Gouveia)

FICHA TÉCNICA
Direção Geral, Preparação de Elenco, Produção Executiva e Dramaturgia: Kiko Gouveia
Direção de Arte, Assistente de Direção e Produção Executiva: Everson Melquiades
Cenografia (Criação): Altino Francisco, Mara Oliveira
Cenografia (Execução): Silvano Silva
Design de Luz (Criação e execução): Dado Sodi
Design de Figurino (Criação e execução): Sullivan Oscar
Design de Maquiagem (criação): Gerailton Sales
Design de Som (Criação): Thiago Aguiar e Thiago Lassiere
Coreografia e Preparação Corporal: Amanda Melo, Jonatas Luan
Fonoaudiólogo / Preparador Vocal: Geová Amorim
Desenhos e Design Gráfico: Hélio Meireles
Produção Executiva: Bárbara Aguiar
Assessoria de Imprensa: Hayla Cavalcanti
Elenco (Atores/Atrizes): 
Alexandra Porto – Tricolina (Aranha)
Arthur Santos – Zeca Lanterninha (Vagalume)
Ianka Luanna – Lili (Periquita)
João Paulo Souto Maior – Chitaro (Onça pintada)
Kiko Gouveia – Chico (Dragão Pai)
Lucas Vasconcelos – Bombom (Pavão)
Vinícius Gouveia / Jonatas Luan – Heragon (Dragão Filho)
Realização: Grupo Teatral Os Filhos de Pã (logo)
Patrocínio:
Prefeitura de Recife – Projeto Contemplado com o Fomento às Artes Cênicas do Recife 2014/2015
Prefeitura de Bezerros
Academia Saúde S/A
Smart Fluent
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

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Em nome do circo popular

A história flui por entre números de mágica, ventriloquismo, malabarismo e clowneria. Foto: Roberto D’Angelo

Espetáculo Il Trasporto Umano, com D’angelo Fabiano e Anaíra Mahin. Fotos: Roberto D’Angelo

Essa ideia de fugir com o circo já alimentou a fantasia de muita gente, encantada com a atmosfera onírica de malabarismo, magia e outros números arrebatadores, que hipnotiza o público e o projeta para o centro da cena. É verdade que o circo tradicional perdeu espaço no mundo contemporâneo, mas não o seu encanto. Imaginação, exercício de liberdade e desejo de ultrapassar limites são movimentos incentivados pelo projeto Il Trasporto Umano nas Pegadas do Circo Popular. Desenvolvido pela companhia ítalo-brasileira, Il Bianconiglio – Circo Teatro, radicada no Recife, a proposta promove ações pedagógicas, de valorização da arte circense e apresentação do espetáculo Il Trasporto Umano. As próximas apresentações no Recife terão acessibilidade (Libras e audiodescrição) e ocorrem nos dias 22, e 23 de março, às 15h, ambas no Teatro Apolo, com entrada gratuita.

A circulação começou em fevereiro e segue até o final de março e vai somar trabalhos e exibição da peça em seis circos de caráter popular situados nos estados de Pernambuco, Alagoas e Bahia. São eles: Gran Londres Circus (PE), Circo Bambolê (PE), Circo Alakazam (PE), Colômbia Circus (PE), Circo do Palhaço Biribinha (AL) e Circo Picolino (BA). No total serão doze exibições no interior dessas lonas, duas em cada picadeiro.

Espetáculo Il TRASPORTO UMANO,

A história flui entre números de mágica, ventriloquismo, malabarismo e clowneria.

Alice chega do País das Maravilhas – referência à obra-prima de Lewis Carroll, lançada em 1865 -, e encontra o mago que procura o líquido do Trasporto Umano. O Ilusionista busca conduzir a clown Alice – e o público – ao lugar onde a ilusão ganha aspectos de verdade.

Esses dois estranhos personagens que se esbarram por acaso, alimentam um jogo em que o ilusionista tenta seduzir Alice para conseguir o jornal e quando ele perde, transporta a garota por viagens através da magia. O mago acredita que o jornal talvez seja a chave que abrirá a porta, na elucidação do que seria o “transporte humano”.

O projeto Il Trasporto Umano nas Pegadas do Circo Popular pretende  promover a valorização dos circos parceiros. Para isso, a companhia Il Bianconiglio Circo Teatro contribui com o pagamento de pauta no valor de R$ 2 mil, disponibiliza o valor total da bilheteria arrecadada (exceto quando a entrada no circo já for gratuita) para os circos. E ajuda na visibilidade.

Contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz/2014, o projeto busca dar apoio financeiro,  pedagógico e de autoestima positiva a esses grupos pequenos, que sofrem com a falta de políticas públicas voltadas para eles.

Também estão na pauta da iniciativa do Il Bianconiglio – Circo Teatro a criação do blog Memória e Contemporaneidade dos Circos Populares, a partir do intercâmbio cultural com as trupes circenses visitadas e a Oficina escola de magia, gratuita para crianças que moram nos arredores dos picadeiros.

PROGRAMAÇÃO:

Dia 18 e 19 de março (sexta e sábado) – Circo Picolino (BA)

Dias 22 e 23 de março (terça e quarta) – Teatro Apolo
Apresentações gratuitas com acessibilidade de audiodescrição e libras – PE

Dias 28, 29 e 30 – Colômbia Circus (PE)

FICHA TÉCNICA
Espetáculo Il Trasporto Umano.
Realização: Cia. IL BIANCONIGLIO Circo Teatro
Elenco:  D’angelo Fabiano e Anaíra Mahin
Direção: Soraya Silva
Diretor Assistente e Argumento.: D’Angelo Fabiano
Cenário: D’Angelo Fabiano
Figurino: Java Araújo
Iluminação: Jannesson Cabral
Músico: Sueudo Fernandes
Produção: Renata Phaelante e Aracelly Silva
Produção Geral: Espaço Cultural do Déo – Aracelly Silva

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Sesc Piedade amplia Dia do Teatro

Em Angelicus Prostituto, Douglas Duan interpreta o Demônio. Foto: André Nery

Em Angelicus Prostitutus, Douglas Duan interpreta o Demônio. Foto: André Nery

Criado em 1961 pelo Instituto Internacional do Teatro (ITI), quando da fundação do Teatro das Nações, em Paris, o dia mundial do teatro é comemorado anualmente em 27 de março. Desde 80.000 anos a.C. essa arte muito antiga vem se transformando, assinalada por rituais e muitas histórias; e atravessada por questionamentos de todas as ordens no contemporâneo. A fogueira é outra daquelas épocas primitivas, mas o fogo prossegue a arder e incendiar espíritos criativos.

O Sesc Piedade (PE) resolver ampliar as celebrações do Dia Mundial do Teatro e o Dia Nacional do Circo. Desde domingo realiza a Semana do Teatro, com nove apresentações de espetáculos. A programação segue até o dia 19 de março, no Teatro Samuel Campelo, no Colégio Divino Mestre, na própria unidade do Serviço Social do Comércio e na Praça do Viaduto de Prazeres , todos em Jaboatão dos Guararapes, com acesso gratuito.

Rapha Santacruz interpreta o pupilo, aperfeiçoar os seus dons ilusionistas

Rapha Santacruz interpreta o pupilo, aperfeiçoar os seus dons ilusionistas

As pessoas querem ser reconhecidas. Não é diferente para um jovem mágico, que busca os elogios de seu mestre. Na peça Haru – a primavera do aprendiz o espaço-tempo busca ativar a imaginação do espectador. A história ocorre numa tenda de feira livre, onde mora um mestre aparentemente oriental. O pupilo Haru – nome em japonês para “primavera” -, é defendido pelo ilusionista Raphael SantaCruz.

Os dois personagens inventam um universo paralelo, quando o do tempo que não se mede com os ponteiros do relógio. Nesse lugar, o ilusionismo revela segredos ocultos e transforma a realidade. Em Haru são apresentados vários truques mágicos . A peça é dirigida por Marcondes Lima, com iluminação de Eron Vilar e trilha sonora de Marcelo Sena.

Fruto de pesquisa sobre o teatro medieval e renascentista, o espetáculo Angelicus Prostitutus, com direção de Rudimar Constâncio e elenco do Grupo Matraca de Teatro, formado no Sesc de Piedade, faz uma apresentação amanhã. O tema da prostituição é explorado nas mais variadas facetas. A sexual é a mais conhecida, mas há outras, como aponta o texto, a partir de aparelhos ideológicos, como igreja, estado e família.

Com o espírito dos autos medievais, a peça explora as interferências divinas e punições. A dramaturgia é assinada por Hamilton Saraiva (1934-2005), dramaturgo, ator, diretor e pesquisador fluminense. A comédia expõe uma humanidade corrompida. Arquétipo do homem comum, Angelicus assassina, envenena, mente e rouba. O personagem é julgado por Nossa Senhora e pelo Demônio, após a morte.

O elenco é composto por 12 atores, que também cantam, tocam instrumentos e executam números circenses. Entre os veteranos estão Marcelino Dias, Carlos Lira e Célia Regina.

Ainda estão previstas as apresentações de Caliban, Bote a mão que ainda tá quentinha, Homenagem ao Malandro, Luzia no Caminho das Águas, As Travessuras de Mané Gostoso. O encerramento é com a montagem Sebastiana e Severina, do Teatro Kamikaze, que mostra duas rendeiras que sonham em encontrar um príncipe encantado para casar. A distribuição de senhas de acesso é realizada uma hora antes do início de cada peça .

SERVIÇO
Semana do Teatro – Sesc Piedade
De 13 a 19 de março
Locais: Sesc Piedade, Teatro Samuel Campelo e o Colégio Divino Mestre
Entrada gratuita

Programação

Dia 13/03 (domingo), 16h.
Aboio – Toada Ligeira para Surubim – Grupo Proscênio
Onde: Praça do Viaduto de Prazeres

Dia 14/03 (segunda), 19h30
Curral Grande – Grupo do Curso de Interpretação para Teatro – Sesc Piedade
Onde:: Sesc Piedade

Dia 15/03 (terça),16h
Haru – A Primavera do aprendiz
Onde:: Teatro Samuel Campelo

Dia 15/03 (terça), 19h30
Caliban – Companhia Fiandeiros de Teatro
Onde:: Sesc Piedade

Dia 16/03 (quarta), 19h30
Angelicus Prostitutus – Grupo Matraca
Onde:: Teatro Samuel Campelo

Dia 17/03 (quinta), 15h
Bote a mão que ainda tá quentinha – Grupo Teatral o Tempo Não Para
Onde:: Sesc Piedade

Dia 17/03 (quinta), 19h30
Homenagem ao Malandro – Grupo do Curso de Interpretação para Teatro – Sesc Piedade
Onde:: Teatro Samuel Campelo

Dia 18/03 (sexta), 16h
Luzia no Caminho das Águas – Grupo Engenho de Teatro
Onde:: Teatro Colégio Divino Mestre

Dia 18/03 (sexta), 16h
As Travessuras de Mané Gostoso – Cia Meias Palavras. Recife-PE
Onde:: Teatro Samuel Campelo

Dia 19/03 (sábado), 16h
Sebastiana e Severina -Teatro Kamikaze. Recife-PE
Onde:: Teatro Samuel Campelo

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Três dicas de teatro no Recife

e Cláudio Lira em A Rã. Ffoto: Ralph Fernandes.

Diego Lucena e Cláudio Lira na peça A Rã. Foto: Ralph Fernandes.

O medo esteriliza os abraços já avisou Carlos Drummond de Andrade. No espetáculo A Rã, o medo gera o terror, o descompasso com a realidade e trava a ação. A Companhia Animatus Invictus prossegue com a montagem inspirada no conto homônimo de Hermilo Borba Filho, até domingo, às 20h, no Teatro que leva o nome do teatrólogo pernambucano. A experiência paralisante é vivenciada por uma mulher, que vê o objeto que lhe causa pavor crescer de tamanho até enredá-la por inteiro. A encenação marca a estreia de Luiz Manuel na direção e conta no elenco com Diego Lucena e Cláudio Lira.

O diretor utiliza várias técnicas para projetar fobias, dores, sofrimento e ansiedade. O realismo fantástico operado por HBF no texto é explorado na encenação, que leva para a cena aspectos sombrios e de terror para projetar labirintos. A dramaturgia é uma combinação do conto A Rã, na íntegra, com textos de Shakespeare, Lorca, Osman Lins, Poe, e outros de Hermilo.

A Animatus Invictus eliminou a separação palco e plateia, na perspectiva de envolver os espectadores. Ainda participam da montagem Charles de Lima, como diretor de arte e cenotécnico; Alexandre Henrique, na sonoplastia; Evandro Mesquita, na contrarregragem e Natalie Revorêdo, na iluminação.

SERVIÇO
A Rã, espetáculo teatral inspirado na obra de Hermilo Borba Filho.
Direção: Luiz Manuel
Atuação: Claudio Lira e Diego Lucena
Lotação do espetáculo: 30 pessoas
Duração: 1h
Classificação: 16 anos
Quando: 3, 4, 5, 6 e 10, 11, 12 e 13 de março, às 20h
Ingressos: R$ 20 (inteira) R$ 10 (meia)

 Micheli Arantes, Natali Assunção e Marcos Medeiros dividem a cena em Amar é crime. Geraldo Monteiro (Divulgação).

Micheli Arante, Natali Assunção e Marcos Medeiros dividem a cena em Amar é crime. Foto: Geraldo Monteiro.

A peça Amar é crime, inspirada no livro homônimo de Marcelino Freire, prossegue em temporada no Espaço O Poste. A montagem marca a estreia de Isabelle Barros na direção e coletivo AMARÉ Grupo de Teatro, formado em 2014 por ex-alunos do curso de interpretação para teatro do Sesc Santo Amaro. Nos quatro contos que compõe a peça – Acompanhante, Crime, Mariângela e Vestido longo – o amor aparece de mãos dadas com a violência.

As facetas distorcidas desse sentimento apontam para uma cuidadora de idosos que enfrenta uma situação constrangedora, em Acompanhante; ou da menina que sofre humilhações da própria mãe pelo fato de ser obesa, em Mariângela. A encenação investe no despojamento da cena e no trabalho do ator.

SERVIÇO
AMAR É CRIME
Onde:: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista).
Quando: de 20 de fevereiro a 20 de março. Sábados e domingos, às 20h.
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (meia).
Informações: 97914-4306.

 Cláudio Ferrário Olga Ferrário em A invenção da palavra. Foto: Divulgação

Olga Ferrário e Cláudio Ferrário em A invenção da palavra. Foto: Divulgação

No princípio era o Verbo; está nas escrituras bíblicas. No espetáculo A Invenção da palavra a disputa fica em torno de quem é o autor dessa façanha, Deus ou o Capeta? Com a montagem, o ator pernambucano Cláudio Ferrário comemora 40 anos de carreira e divide a cena com sua filha, Olga Ferrário.

Fruto de um intercâmbio artístico com o diretor espanhol Moncho Rodriguez, o trabalho faz uma viagem pela história da humanidade e a necessidade de criar histórias.

SERVIÇO
INVENÇÃO DA PALAVRA
Onde:: Caixa Cultural (Av. Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife)
Quando: 3, 4, 5, 10, 11, 12, 17, 18, 19 de março.  20h.
Ingresso: R$ 10 e R$ 5 (meia)
Informações: 3425-1915.

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Figura triste de Caio Fernando Abreu

Peça é inspirada nas figuras femininas de Caio Fernando Abreu. Foto: Davi Lima

Peça é inspirada nas figuras femininas de Caio Fernando Abreu. Foto: Davi Lima

Há mais de uma década que o ator e dramaturgo Rodolfo Lima anda às voltas com Alice, mulher infeliz e solitária, no espetáculo Réquiem para um Rapaz Triste. A peça, que é inspirada nas personagens femininas do escritor gaúcho Caio Fernando Abreu, faz única apresentação hoje, às 21h, no Espaço Cênicas, no Bairro do Recife.

A figura quarentona reflete sobre suas escolhas na vida, o que provoca uma avalanche de sentimentos contraditórios. O púbico é convidado a acompanhar esse monólogo íntimo, esse falso diálogo com a plateia, no quarto de Alice, que, sempre com um cigarro na mão, elucubra sobre sua pobre existência e os resultados de suas escolhas.

É um relato direto, descarnado, em que o abandono pulsa em cada palavra. Réquiem para um Rapaz Triste integra a Trilogia da ausência, formada pelas encenações Bicha oca, a partir dos contos homoeróticos do pernambucano Marcelino Freire, e Todas as horas do fim, baseado em Linda, de Caio Fernando Abreu.

O ator Rodolfo Lima vive Alice. Foto: Tatiane Carcanholo

O ator Rodolfo Lima vive Alice. Foto: Tatiane Carcanholo

Serviço

Réquiem para um rapaz triste, com Rodolfo Lima
Quando: Hoje, às 21h
Onde: Espaço Cênicas (Rua Marquês de Olinda, 199, 1º andar, Bairro do Recife, entrada pela rua Vigário Tenório)
Ingresso: R$ 10 (preço único)
Informações: 99609-3838
PLATEIA LIMITADA 70 LUGARES

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