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Sesc Piedade amplia Dia do Teatro

Em Angelicus Prostituto, Douglas Duan interpreta o Demônio. Foto: André Nery

Em Angelicus Prostitutus, Douglas Duan interpreta o Demônio. Foto: André Nery

Criado em 1961 pelo Instituto Internacional do Teatro (ITI), quando da fundação do Teatro das Nações, em Paris, o dia mundial do teatro é comemorado anualmente em 27 de março. Desde 80.000 anos a.C. essa arte muito antiga vem se transformando, assinalada por rituais e muitas histórias; e atravessada por questionamentos de todas as ordens no contemporâneo. A fogueira é outra daquelas épocas primitivas, mas o fogo prossegue a arder e incendiar espíritos criativos.

O Sesc Piedade (PE) resolver ampliar as celebrações do Dia Mundial do Teatro e o Dia Nacional do Circo. Desde domingo realiza a Semana do Teatro, com nove apresentações de espetáculos. A programação segue até o dia 19 de março, no Teatro Samuel Campelo, no Colégio Divino Mestre, na própria unidade do Serviço Social do Comércio e na Praça do Viaduto de Prazeres , todos em Jaboatão dos Guararapes, com acesso gratuito.

Rapha Santacruz interpreta o pupilo, aperfeiçoar os seus dons ilusionistas

Rapha Santacruz interpreta o pupilo, aperfeiçoar os seus dons ilusionistas

As pessoas querem ser reconhecidas. Não é diferente para um jovem mágico, que busca os elogios de seu mestre. Na peça Haru – a primavera do aprendiz o espaço-tempo busca ativar a imaginação do espectador. A história ocorre numa tenda de feira livre, onde mora um mestre aparentemente oriental. O pupilo Haru – nome em japonês para “primavera” -, é defendido pelo ilusionista Raphael SantaCruz.

Os dois personagens inventam um universo paralelo, quando o do tempo que não se mede com os ponteiros do relógio. Nesse lugar, o ilusionismo revela segredos ocultos e transforma a realidade. Em Haru são apresentados vários truques mágicos . A peça é dirigida por Marcondes Lima, com iluminação de Eron Vilar e trilha sonora de Marcelo Sena.

Fruto de pesquisa sobre o teatro medieval e renascentista, o espetáculo Angelicus Prostitutus, com direção de Rudimar Constâncio e elenco do Grupo Matraca de Teatro, formado no Sesc de Piedade, faz uma apresentação amanhã. O tema da prostituição é explorado nas mais variadas facetas. A sexual é a mais conhecida, mas há outras, como aponta o texto, a partir de aparelhos ideológicos, como igreja, estado e família.

Com o espírito dos autos medievais, a peça explora as interferências divinas e punições. A dramaturgia é assinada por Hamilton Saraiva (1934-2005), dramaturgo, ator, diretor e pesquisador fluminense. A comédia expõe uma humanidade corrompida. Arquétipo do homem comum, Angelicus assassina, envenena, mente e rouba. O personagem é julgado por Nossa Senhora e pelo Demônio, após a morte.

O elenco é composto por 12 atores, que também cantam, tocam instrumentos e executam números circenses. Entre os veteranos estão Marcelino Dias, Carlos Lira e Célia Regina.

Ainda estão previstas as apresentações de Caliban, Bote a mão que ainda tá quentinha, Homenagem ao Malandro, Luzia no Caminho das Águas, As Travessuras de Mané Gostoso. O encerramento é com a montagem Sebastiana e Severina, do Teatro Kamikaze, que mostra duas rendeiras que sonham em encontrar um príncipe encantado para casar. A distribuição de senhas de acesso é realizada uma hora antes do início de cada peça .

SERVIÇO
Semana do Teatro – Sesc Piedade
De 13 a 19 de março
Locais: Sesc Piedade, Teatro Samuel Campelo e o Colégio Divino Mestre
Entrada gratuita

Programação

Dia 13/03 (domingo), 16h.
Aboio – Toada Ligeira para Surubim – Grupo Proscênio
Onde: Praça do Viaduto de Prazeres

Dia 14/03 (segunda), 19h30
Curral Grande – Grupo do Curso de Interpretação para Teatro – Sesc Piedade
Onde:: Sesc Piedade

Dia 15/03 (terça),16h
Haru – A Primavera do aprendiz
Onde:: Teatro Samuel Campelo

Dia 15/03 (terça), 19h30
Caliban – Companhia Fiandeiros de Teatro
Onde:: Sesc Piedade

Dia 16/03 (quarta), 19h30
Angelicus Prostitutus – Grupo Matraca
Onde:: Teatro Samuel Campelo

Dia 17/03 (quinta), 15h
Bote a mão que ainda tá quentinha – Grupo Teatral o Tempo Não Para
Onde:: Sesc Piedade

Dia 17/03 (quinta), 19h30
Homenagem ao Malandro – Grupo do Curso de Interpretação para Teatro – Sesc Piedade
Onde:: Teatro Samuel Campelo

Dia 18/03 (sexta), 16h
Luzia no Caminho das Águas – Grupo Engenho de Teatro
Onde:: Teatro Colégio Divino Mestre

Dia 18/03 (sexta), 16h
As Travessuras de Mané Gostoso – Cia Meias Palavras. Recife-PE
Onde:: Teatro Samuel Campelo

Dia 19/03 (sábado), 16h
Sebastiana e Severina -Teatro Kamikaze. Recife-PE
Onde:: Teatro Samuel Campelo

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Três dicas de teatro no Recife

e Cláudio Lira em A Rã. Ffoto: Ralph Fernandes.

Diego Lucena e Cláudio Lira na peça A Rã. Foto: Ralph Fernandes.

O medo esteriliza os abraços já avisou Carlos Drummond de Andrade. No espetáculo A Rã, o medo gera o terror, o descompasso com a realidade e trava a ação. A Companhia Animatus Invictus prossegue com a montagem inspirada no conto homônimo de Hermilo Borba Filho, até domingo, às 20h, no Teatro que leva o nome do teatrólogo pernambucano. A experiência paralisante é vivenciada por uma mulher, que vê o objeto que lhe causa pavor crescer de tamanho até enredá-la por inteiro. A encenação marca a estreia de Luiz Manuel na direção e conta no elenco com Diego Lucena e Cláudio Lira.

O diretor utiliza várias técnicas para projetar fobias, dores, sofrimento e ansiedade. O realismo fantástico operado por HBF no texto é explorado na encenação, que leva para a cena aspectos sombrios e de terror para projetar labirintos. A dramaturgia é uma combinação do conto A Rã, na íntegra, com textos de Shakespeare, Lorca, Osman Lins, Poe, e outros de Hermilo.

A Animatus Invictus eliminou a separação palco e plateia, na perspectiva de envolver os espectadores. Ainda participam da montagem Charles de Lima, como diretor de arte e cenotécnico; Alexandre Henrique, na sonoplastia; Evandro Mesquita, na contrarregragem e Natalie Revorêdo, na iluminação.

SERVIÇO
A Rã, espetáculo teatral inspirado na obra de Hermilo Borba Filho.
Direção: Luiz Manuel
Atuação: Claudio Lira e Diego Lucena
Lotação do espetáculo: 30 pessoas
Duração: 1h
Classificação: 16 anos
Quando: 3, 4, 5, 6 e 10, 11, 12 e 13 de março, às 20h
Ingressos: R$ 20 (inteira) R$ 10 (meia)

 Micheli Arantes, Natali Assunção e Marcos Medeiros dividem a cena em Amar é crime. Geraldo Monteiro (Divulgação).

Micheli Arante, Natali Assunção e Marcos Medeiros dividem a cena em Amar é crime. Foto: Geraldo Monteiro.

A peça Amar é crime, inspirada no livro homônimo de Marcelino Freire, prossegue em temporada no Espaço O Poste. A montagem marca a estreia de Isabelle Barros na direção e coletivo AMARÉ Grupo de Teatro, formado em 2014 por ex-alunos do curso de interpretação para teatro do Sesc Santo Amaro. Nos quatro contos que compõe a peça – Acompanhante, Crime, Mariângela e Vestido longo – o amor aparece de mãos dadas com a violência.

As facetas distorcidas desse sentimento apontam para uma cuidadora de idosos que enfrenta uma situação constrangedora, em Acompanhante; ou da menina que sofre humilhações da própria mãe pelo fato de ser obesa, em Mariângela. A encenação investe no despojamento da cena e no trabalho do ator.

SERVIÇO
AMAR É CRIME
Onde:: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista).
Quando: de 20 de fevereiro a 20 de março. Sábados e domingos, às 20h.
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (meia).
Informações: 97914-4306.

 Cláudio Ferrário Olga Ferrário em A invenção da palavra. Foto: Divulgação

Olga Ferrário e Cláudio Ferrário em A invenção da palavra. Foto: Divulgação

No princípio era o Verbo; está nas escrituras bíblicas. No espetáculo A Invenção da palavra a disputa fica em torno de quem é o autor dessa façanha, Deus ou o Capeta? Com a montagem, o ator pernambucano Cláudio Ferrário comemora 40 anos de carreira e divide a cena com sua filha, Olga Ferrário.

Fruto de um intercâmbio artístico com o diretor espanhol Moncho Rodriguez, o trabalho faz uma viagem pela história da humanidade e a necessidade de criar histórias.

SERVIÇO
INVENÇÃO DA PALAVRA
Onde:: Caixa Cultural (Av. Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife)
Quando: 3, 4, 5, 10, 11, 12, 17, 18, 19 de março.  20h.
Ingresso: R$ 10 e R$ 5 (meia)
Informações: 3425-1915.

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Figura triste de Caio Fernando Abreu

Peça é inspirada nas figuras femininas de Caio Fernando Abreu. Foto: Davi Lima

Peça é inspirada nas figuras femininas de Caio Fernando Abreu. Foto: Davi Lima

Há mais de uma década que o ator e dramaturgo Rodolfo Lima anda às voltas com Alice, mulher infeliz e solitária, no espetáculo Réquiem para um Rapaz Triste. A peça, que é inspirada nas personagens femininas do escritor gaúcho Caio Fernando Abreu, faz única apresentação hoje, às 21h, no Espaço Cênicas, no Bairro do Recife.

A figura quarentona reflete sobre suas escolhas na vida, o que provoca uma avalanche de sentimentos contraditórios. O púbico é convidado a acompanhar esse monólogo íntimo, esse falso diálogo com a plateia, no quarto de Alice, que, sempre com um cigarro na mão, elucubra sobre sua pobre existência e os resultados de suas escolhas.

É um relato direto, descarnado, em que o abandono pulsa em cada palavra. Réquiem para um Rapaz Triste integra a Trilogia da ausência, formada pelas encenações Bicha oca, a partir dos contos homoeróticos do pernambucano Marcelino Freire, e Todas as horas do fim, baseado em Linda, de Caio Fernando Abreu.

O ator Rodolfo Lima vive Alice. Foto: Tatiane Carcanholo

O ator Rodolfo Lima vive Alice. Foto: Tatiane Carcanholo

Serviço

Réquiem para um rapaz triste, com Rodolfo Lima
Quando: Hoje, às 21h
Onde: Espaço Cênicas (Rua Marquês de Olinda, 199, 1º andar, Bairro do Recife, entrada pela rua Vigário Tenório)
Ingresso: R$ 10 (preço único)
Informações: 99609-3838
PLATEIA LIMITADA 70 LUGARES

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Está chegando a 3ª MITsp

Cendrillon, de Joël Pomerat, abre programação da MITsp. Foto: Cici Olsson

Cendrillon, de Joël Pommerat, abre programação da MITsp. Foto: Cici Olsson

12540647_1077205135644412_1544634185836411498_nA 3ª edição da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp) será realizada entre 4 e 13 de março e envolve dez espetáculos vindos de França, Polônia, África do Sul, Grécia, Bélgica, Congo, Alemanha e Brasil. A programação foi anunciada nesta segunda-feira na capital paulista. O dramaturgo e encenador francês Joël Pommerat traz para a abertura da MITsp o espetáculo Cendrillon, com sessões nos dias 4, 5 e 6, no Auditório Ibirapuera. É uma atualização do conto Cinderela, que moldou a imaginação dos ocidentais desde a infância.

Pommerat é considerado o grande nome do teatro contemporâneo francês. O encenador Márcio Abreu montou dele no Brasil a peça Esta criança. Pommerat vem com outra obra de sua autoria Ça ira (2015), que trata da Revolução Francesa – o estabelecimento da democracia, da abolição dos privilégios e a consagração da igualdade de todos os cidadãos – para refletir sobre o avanço do conservadorismo na Europa atual.

Mesmo com um orçamento maior — R$ 3,4 milhões, contra R$ 3,2 milhões de 2015 —, o valor do real em baixa frente ao dólar gerou impacto financeiro – de 43% da planilha – como explicou o diretor de produção, Guilherme Marques. A MITsp negociou a vinda das produções com euro cotado a R$ 4,48, contra de R$ 3,10 a R$ 3,48 da moeda europeia no ano passado. Diante desse cenário, das 15 atrações planejadas, cinco foram cortadas.

A aposta do curador, o encenador e professor Antônio Araújo é no alto nível da programação. Neste ano, os eixos de investigação da MITsp perpassam pelas formas de narrativa na cena contemporânea, e a cena como resposta à instabilidade da Europa atual, refletidas nas obras de Pommerat. Explora também o teatro enquanto forma híbrida, em sua relação com as artes visuais e sonoras.

A música borra as fronteiras com a montagem belga An Old Monk, um concerto dramático sobre a figura do músico de jazz Thelonious Monk (1941-1971). O racismo e o lugar do negro na cena contemporânea é debatido nas peças A Carga (Le Cargo), do congolês Faustin Linyekula; Revolting music, do sul-africano Neo Muyanga (que resgata as canções de protestos liderados por movimentos estudantis na cidade de Soweto), e Cidade vodu, do diretor brasileiro José Fernando de Azevedo e do grupo Teatro de Narradores, sobre a imigração e adaptação dos haitianos no Brasil a partir do terremoto de 2010.

Como nas edições anteriores, a MITsp traz trabalhos de artistas renomados em seus países, mas inéditos no Brasil. O encenador, coreógrafo, performer e dançarino grego Dimitris Papaioannou vem com Natureza Morta (Still life) que reconfigura o mito de Sísifo – de fazer rolar uma pedra para cima e deixar cair ad infinitum, – em relação com a classae trabalhadora. Ele ficou conhecido mundialmente após dirigir a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Outro que vem pela primeira vez ao país é o diretor polonês Krzysztof Warlikowski, com a encenação (A)polônia.

 A Tragédia Latino-Americana, de Felipe Hirsch e Ultralíricos estréia na MITsp .

Júlia Lemmertz e Pedro Wagner em ensaio da peças A Tragédia Latino-Americana. Foto: Patrícia Cividanes

A Tragédia latino-americana, de Felipe Hirsch e do grupo Ultralíricos, também estreia na MITsp. O espetáculo leva ao palco fragmentos, adaptações de obras, ou parte de obras, da literatura latino-americana contemporânea. O elenco é formado por atores brasileiros, argentinos, chilenos, mexicanos, inclusive com a presença de Pedro Wagner, do Grupo Magiluth.

Cidadãos comuns integram a peça 100% City, que estreia como 100% São Paulo. Liderada pela companhia alemã Rimini Protokoll, a montagem vai juntar 100 pessoas no palco para tratar de temas controversos, como pena de morte e casamento de pessoas do mesmo sexo. A encenação será no Teatro Municipal, que integra a mostra pela primeira vez.

A partir de 18 de fevereiro, os ingressos – que variam entre R$ 10 e R$ 20 – estarão à venda nos sites do Sesc São Paulo e do Ingresso Rápido. Dois espetáculos terão entrada gratuita.

A DocumentaCena, plataforma de crítica teatral composta pelos blogs Horizonte da Cena e Satisfeita, Yolanda?, do site Teatrojornal e da revista eletrônica Questão de Crítica, produzirá diariamente, ao longo do evento, críticas sobre os espetáculos para veiculação impressa e eletrônica. A parceria com a MITsp funciona desde a primeira edição.

Espetáculos da 3ª MITsp – 2016

imageÇa ira (França)
Autor e diretor: Joël Pommerat

Cinderela (Bélgica/França)
Autor e diretor: Joël Pommerat

imageNatureza Morta (Grécia)
Autor e diretor: Dimitris Papaioannou

A Carga (Congo)
Autor e diretor: Faustin Linyekula
Studios Kabako

(A)polônia (Polônia)
Autor e diretor: Krzysztof Warlikowski
Cia Nowy Teatr

100% São Paulo (Alemanha/Brasil)
Autores e diretores: Helgard Haug, Daniel Wetzel e Stefan Kaegi
Cia Rimini Protokoll

Revolting Music – Inventário das Canções de Protesto que Libertaram a África do Sul (África do Sul)
Neo Muyanga

An Old Monk (Bélgica)
Autor e diretor: Josse De Pauw
Compositor: Kris Defoort, inspirado em Thelonius Monk

 

imageCidade Vodu (Brasil)
Teatro de Narradores
Autor e diretor: José Fernando de Azevedo

 

image

Foto: Patrícia Cividanes

A Tragédia Latino-Americana (Brasil)
Felipe Hirsch e Ultralíricos
Concepção e direção: Felipe Hirsch

 

Ficha Técnica

Idealização e direção artística: Antônio Araújo
Idealização e direção geral de produção: Guilherme Marques
Relações internacionais: Jenia Kolesnikova, João Passos, Natália Machiaveli
Relações institucionais: Rafael Steinhauser
Coordenação executiva de produção: Rachel Brumana
Coordenação técnica: André Boll
Curadoria dos Olhares Críticos: Silvia Fernandes e Fernando Mencarelli
Curadoria de Ações Pedagógicas: Maria Fernanda Vomero
Coordenação dos Olhares Críticos: Natália Machiaveli
Coordenação do coletivo de críticos: Soraya Belusi
Redação e supervisão de conteúdo editorial: Luciana Romagnolli
Coordenação de logística: Leo Devitto
Coordenação do Cabaré|Ponto de encontro: Cassia Andrade
Coordenação financeira: Patricia Perez
Produção de cenários: Patricia Rabbat
Relações públicas: Carminha Gongora
Assistente de produção: Nelio Teodoro
Assistente de coordenação técnica: Fernanda Guedella
Projeto gráfico: Patrícia Cividanes
Pré-produção: Patricia Lopes e Cássia Andrade, Claudia Burbulhan (Executiva); João Passos e Jenia Kolesnikova (Relações Internacionais); Patrícia Lopes (Assistência de relações internacionais); André Lucena (Assistência de coordenação técnica); Alba Roque (Financeiro), Gabi Gonçalves (Coordenação de produção executiva)
Assessoria Jurídica: José Augusto Vieira de Aquino
Coordenação da assessoria de comunicação: Marcia Marques / Canal Aberto
Assistente de assessoria de comunicação: Daniele Valério

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Janeiro aguerrido

Fraturas, Sebatiana e Severina e Sistema 25, os principais vencedores do Prêmio Apacepe

Fraturas, Sebastiana e Severina e Sistema 25, os principais vencedores do Prêmio Apacepe

janeiro-de-grandes-espetáculos-SSSSProtesto contra uma lei antiquada na porta do Teatro de Santa Isabel, um show belíssimo e do maestro Spok com participação especial do Velho Mangaba, espaço para desdobramentos da parceria com TV Globo; reconhecimento por parte dos organizadores da atuação da deputada Luciana Santos e uma fala contundente de uma produtora, que da plateia cobrou ações mais concretas e união dos artistas para exigir uma política cultural efetiva do estado e do município. Teve de tudo um pouco na entrega do Prêmio Apacepe de Teatro e Dança, cerimônia de premiação do 22º Janeiro de Grandes Espetáculos. O clima dominante era de fraternidade. Alegria dos vencedores, confraternização.

O ator e produtor Júnior Sampaio subiu ao palco para dar a boa-nova. A secretária de cultura do Recife, Leda Alves, revogou a norma que proibia a entrada do público com trajes informais. Isso é de bermuda, ou short. Datada de 1960, a regra foi motivo do uso da peça, articulada e engrossada pelas redes sociais.

Grupo comemora a liberação da bermuda para entrar no Teatro de Santa Isabel

Grupo comemora a liberação da bermuda para entrar no Teatro de Santa Isabel

A realização do evento foi reconhecida como uma ação política de resistência nesses tempos de crise e da não prioridade dada à cultura pelos governantes.

Bem, como comentou o produtor Paulo de Castro, sentado ao lado, que prêmio é algo que mobiliza as pessoas da classe. E mais, Paulo Baixinho. Prêmio redireciona carreiras. Transforma um desconhecido em celebridade. Lógico que depende da área e do valor real e simbólico da honraria.

De todo modo, as escolhas passam pela subjetividade dos juízes. Neste ano o trio que definiu os melhores da dança foram Maria Paula Costa Rêgo, Mônica Lira, Sandra Rino, coreóografas e bailarinas de grande prestígio na cidade. A trindade do teatro para infantil e adulto foi formada por Fernando Limoeiro, Magdale Alves, Maria Rita Freire Costa, artistas e professores, profissionais experientes na comissão do Janeiro.

Sebastiana e Severiana levou muitos troféus numa edição de poucas disputas para a esse braço. A montagem para adulto Sistema 25 foi o principal vencedor da noite. Hilda Torres teve mais um motivo para celebrar seu aniversário, com o troféu de melhor atriz pela peça Soledad – A Terra é Fogo Sob Nossos Pés.

Fraturas, do Coletivo Trippé, de Petrolina/PE, arrebatou os títulos de melhor espetáculo de dança, coreografia, bailarino revelação, figurino. E o júri conferiu um prêmio especial para o bailarino e coreógrafo da Compassos Companhia de Dança, Raimundo Branco.

Senti falta nas indicações do espetáculo do Grupo Magiluth, O ano em que sonhamos perigosamente. Como a trupe sinaliza, “uma obra aberta a múltiplas interpretações, um ensaio de resistência ético-estético-político”.

Como também da indicação da atriz Fabiana Pirro, por seu desempenho no espetáculo Grito de Guerra, Um Grito de Amor, dirigida por Moncho Rodriguez, com Asaías Rodrigues e Gilberto Brito no elenco. Ela faz vários papeis e apresenta um amadurecimento interpretativo que merece ser reconhecido.

PRÊMIO APACEPE DE TEATRO E DANÇA 2016

TEATRO ADULTO

MELHOR ESPETÁCULO
Sistema 25 – Grupo Cênico Calabouço e Grupo Teatral Risadinha – Recife/Camaragibe/PE

A turma de Sistema 25 na entrada do Teatro de Santa Isabel. Foto: Pedro Portugal

A turma de Sistema 25 na entrada do Teatro de Santa Isabel. Foto: Pedro Portugal

MELHOR DIRETOR
José Manoel – Sistema 25

MELHOR ATOR
Alexandre Guimarães – O Açougueiro
Walmir Chagas – Saudosiar… A Noite Insone de Um Palhaço…

O prêmio de Melhor Ator foi dividido entre Alexandre e Walmir

O prêmio de Melhor Ator foi dividido entre Alexandre e Walmir

MELHOR ATRIZ
Hilda Torres – Soledad – A Terra é Fogo Sob Nossos Pés

Hilda Torres, em Soledad. Foto: Flávia_Gomes

Hilda Torres, em Soledad. Foto: Flávia Gomes

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Emanuel David D’lucard – Sistema 25
Robson Queiroz – Sistema 25

Dois atores de Sistema 25 dividiram o prêmio de coadjuvante. Fotos: Rogério Alves

Dois atores de Sistema 25 dividiram o prêmio de coadjuvante. Fotos: Rogério Alves

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Natascha Falcão – Luas de Há Muito Sóis

Natascha Falcão – Luas de Há Muito Sóis, espetáculo dirigido por Moncho Rodriguez

Natascha Falcão – Luas de Há Muito Sóis, espetáculo dirigido por Moncho Rodriguez

ATOR REVELAÇÃO
Filipe Enndrio – Cabaré Diversiones

com a apresentadora da noite, a atriz Naná Sodré. Foto: JGE

Filipe Enndrio com a apresentadora da noite, a atriz Naná Sodré. Foto: JGE

ATRIZ REVELAÇÃO
Danielle Sena – Abraço – Nunca Estaremos Sós

com sua filhinha e o mestre de cerimônias André Filho. Foto: JGE

com sua filhinha e o mestre de cerimônias André Filho. Foto: JGE

MELHOR SONOPLASTIA OU TRILHA SONORA
Samuel Lira – Sistema 25

Músico e ator Samuel. Foto: JGE

Músico e ator Samuel. Foto: JGE

MELHOR ILUMINAÇÃO
Dado Sodi – Em Nome do Pai

MELHOR CENÁRIO
O Grupo – Sistema 25

MELHOR FIGURINO
Célio Pontes – Angelicus Prostitutus

Célio Pontes, ao lado do apresentador do JGE André Filho. Foto: Pedro Portugal

Célio Pontes, ao lado do apresentador do JGE André Filho. Foto: Pedro Portugal

MELHOR MAQUIAGEM
Célio Pontes – Angelicus Prostitutus

O JÚRI CRIOU UM PRÊMIO ESPECIAL
Companhia Cênicas de Repertório

A atriz Sônia Carvalho e O diretor e ator Antônio Rodrigues . Foto: JGE

A atriz Sônia Carvalho e O diretor e ator Antônio Rodrigues . Foto: JGE

CORPO DE JURADOS:
Fernando Antônio de Mélo (Fernando Limoeiro):
Magdale Alves
Maria Rita Freire Costa
Coordenação/Produção de Júri: Augusta Ferraz

TEATRO PARA A INFÂNCIA

MELHOR ESPETÁCULO
Sebastiana e Severina – Teatro Kamikase – Olinda/PE

Sebastiana e Severina foi a grande vencedora em teatro para a infância. Foto: Divulgação

Sebastiana e Severina foi a grande vencedora em teatro para a infância. Foto: Divulgação

MELHOR DIRETOR
Claudio Lira – Sebastiana e Severina

Cláudio Lira. Foto: JGE

Cláudio Lira. Foto: JGE

MELHOR ATOR
Anderson Machado – Cavaco e Sua Pulga Adestrada

MELHOR ATRIZ
Zuleika Ferreira – Sebastiana e Severina

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Luis Manoel – Sebastiana e Severina

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Tâmara Floriano – Sabores e Saberes do Milho

Tamara com André Filho. Foto JGE

Tâmara Floriano com André Filho. Foto: JGE

ATOR REVELAÇÃO
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ATRIZ REVELAÇÃO
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MELHOR SONOPLASTIA OU TRILHA SONORA
Demétrio Rangel – Sebastiana e Severina

Demétrio, , Monoel e ClaudioLira

Demétrio Rangel, Célia Regina, Luis Manoel Monoel e Claudio Lira, turma de Sebastiana e Severina. Foto: JGE

MELHOR ILUMINAÇÃO
Jatyles Miranda –Sebastiana e Severina

MELHOR CENÁRIO
Marcondes Lima – Sebastiana e Severina

MELHOR FIGURINO
Marcondes Lima – Sebastiana e Severina

MELHOR MAQUIAGEM
Marcondes Lima –Sebastiana e Severina

CORPO DE JURADOS:
Fernando Antônio de Mélo (Fernando Limoeiro)
Magdale Alves
Maria Rita Freire Costa
Coordenação/Produção de Júri: Augusta Ferraz

DANÇA

MELHOR ESPETÁCULO
Fraturas – Coletivo Trippé – Petrolina/PE

Fraturas, espetáculo de Petrolina

Fraturas, espetáculo de Petrolina

MELHOR COREOGRAFIA
Maurício de Oliveira – Fraturas

Fraturas levou o prêmio de melhor espetáculo, melhor coreografia (Maurício de Oliveira), bailarino revelação (Wagner Damasceno) e figurino (Maurício de Oliveira).

Fraturas levou os prêmios de melhor espetáculo, melhor coreografia, bailarino revelação e figurino

MELHOR BAILARINO
Gervásio Bráz – Passo

Passo, da Compassos Cia. de Danças

Passo, da Compassos Cia. de Danças

MELHOR BAILARINA
Karina Leiro – Bailaora

Bailoara ganhou os prêmios de trilha sonora ou sonoplastia (Eduardo Bertussi), iluminação (Cleison Ramos), bailarina revelação (Rafaela Wanderley) e bailarina (Karina Leiro).

Bailoara ganhou os prêmios de trilha sonora ou sonoplastia (Eduardo Bertussi), iluminação (Cleison Ramos), bailarina revelação (Rafaela Wanderley) e bailarina (Karina Leiro)

BAILARINO REVELAÇÃO
Wagner Damasceno – Fraturas

BAILARINA REVELAÇÃO
Rafaela Wanderley – Bailaora

MELHOR ILUMINAÇÃO
Cleison Ramos – Bailaora

MELHOR FIGURINO
Maurício de Oliveira – Fraturas

MELHOR CENÁRIO
Joana Veloso – La Plage

La Plage. Foto: Sara Marilda

La Plage. Foto: Sara Marilda

MELHOR SONOPLASTIA OU TRILHA SONORA
Eduardo Bertussi – Bailaora

PRÊMIO ESPECIAL
Raimundo Branco

Coreógrafo da Compassos Cia de Dança, Raimundo Branco

Coreógrafo da Compassos Cia de Dança, Raimundo Branco

CORPO DE JURADAS:
Maria Paula Costa Rêgo
Mônica Lira
Sandra Rino
COORDENAÇÃO/PRODUÇÃO DE CORPO DE JÚRI: Augusta Ferraz

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