Arquivo da categoria: Agenda

Vamos fugir? Do Recife a Portugal

foto: Maíra Arrais

Alguém pra fugir comigo. Foto: Maíra Arrais / Divulgação

O título é sugestivo. Alguém pra fugir comigo. E nesses tempos de barbárie chega a ser um alento contar com pessoas. Mesmo que seja só uma. Para confiar. Para partilhar. Para sonhar. Com a sensação de que estamos cada vez mais vulneráveis diante das políticas públicas (e da falta delas), frente à impunidade com os verdadeiros poderosos deste país (o espetáculo rasga o manto: desde sempre), com a constatação de que somos presas fáceis quando lutamos por direitos ou criticamos, é bom ir ao teatro.

Ficar junto, conectar forças talvez seja uma saída. Sempre o talvez. Alguém para fugir comigo é a primeira montagem profissional do Coletivo Resta 1 de Teatro, grupo recifense egresso de um Curso de Formação do Sesc e que segue adiante. Esses verbos são importantes: caminhar, insistir, tentar. A peça dirigida por Analice Croccia e Quiercles Santana trabalha no campo da incerteza e isso cria potências.

A história brasileira é uma história de violências. O espetáculo investiga isso também, essa (de)formação econômica e social. A encenação combina cenas justapostas e intercambiáveis. Em comum, a opressão; dos séculos retrasado e passado e dos tempos atuais. De descaramento e cinismo. Entre quadros, os atores exercitam o grito de dor, rebentação.

Canções, provérbios, imagens, quadros isolados, literatura, cinema, história inspiram essa narrativa não-linear. Há frestas de fatos reais contemporâneos e históricos, do Brasil e da Europa. A corrupção, o trabalho escravo, recortes das metrópoles, a solidão em sua porta, os preconceitos de todas as ordens irrompem como temática, carne e movimento.

Corrupções, chantagens, traições estão na base de enriquecimentos, manutenção do status quo. Às custas de vidas silenciadas de fato e metaforicamente.

Mesmo com o gosto amargo de que nada, absolutamente nada sucede após alguns crimes. Sigamos. Mesmo que o sentimento de impotência diante da impunidade por práticas de assassinato e tortura, de que o Estado dentro do Estado mudou quase nada.

Essa montagem trabalha numa perspectiva utópica, para dizer chega de tanta brutalidade, de tanta arbitrariedade, de tanta injustiça. É um espetáculo sobre urgências.

É certo que os quadros têm estaturas diferentes e efeitos variados. Há cenas suaves e outras que rasgam o nervo e fere o osso. Em uma dessas molduras aparece Liberdade, uma negra, escrava, presa, acorrentada. A construção de camadas remete para o racismo declarado e implícito e para tantas questões imprescindíveis de identidades, espaços e pertencimentos. Em outra situação, uma mulher é humilhada até a morte por autoridades policiais. É uma cena dura, por tudo que representa e suscita.

Entre as malas do cenário os atores convidam para essa viagem. Um percurso pela trajetória de dores brasileiras e de subjetividades do elenco. Na década de 1980, Cazuza convidava “Vem comigo, no caminho eu explico”. Não sei se hoje há muito o que detalhar. Talvez sim. Mas é tempo de limpar nossas lentes para as panorâmicas e zoom. E principalmente é premente  fortalecer nossos melhores afetos, com o respeito que o ser humano merece.

Alguém para fugir comigo. Foto: Kleber Santana/Divulgação

Em frente, provoca a peça. Foto: Kleber Santana/Divulgação

Alguém pra fugir comigo
Duração: 1h30min
Classificação indicativa: 14 anos

Encenação: Analice Croccia e Quiercles Santana
Assistência dramatúrgica: Ana Paula Sá
Desenho de luz: Elias Mouret
Direção musical: Katarina Menezes e Kleber Santana
Desenho de som: Kleber Santana
Preparação de corpo e movimento: Patrícia Costa
Cenografia: Flávio Freitas
Adereços: Gorett Cabral
Narração: Zoraide Coleto
Artes digitais e gráficas: Analice Croccia
Direção artística e produção: Resta 1 Coletivo de Teatro
Elenco: Analice Croccia, Ane Lima, Caíque Ferraz, Claudiane Barros, Luís Bringel, Pollyanna Cabral, Wilamys Rosendo

SERVIÇO
Alguém Pra Fugir Comigo – Rumo À Portugal
Onde: Teatro Marco Camarotti – Recife, PE
Quando: 18 de março de 2018, 17h
Ingressos: R$ 40,00 (+ R$ 4,00 taxa) / R$ 20,00 (+ R$ 2,00 taxa) / R$ 25,00 (+ R$ 2,50 taxa)
Vendas até às 15h no site sympla
https://www.sympla.com.br/alguem-pra-fugir-comigo—rumo-a-portugal__256723
ou no teatro.

Postado com as tags: ,

As pulsações da 5ª MITsp

", Dirigida pelo polonês Krystian Lupa a peça Árvores abatidas é inspirada no romance de Thomas Bernhard. Foto: Natalia Kabanow / Divulgação

Dirigida pelo polonês Krystian Lupa, a peça Árvores Abatidas é inspirada no romance de Thomas Bernhard. Foto: Natalia Kabanow / Divulgação

Desde a primeira edição, a MITsp assumiu impotentes papéis de conectar o Brasil com o teatro contemporâneo do mundo, incentivar o exercício do pensamento no borramento de fronteiras artísticas e de levar para o centro da cena questões urgentes sobre humanidade e a luta contra desumanidades. Neste ano, na sua quinta versão, a Mostra Internacional de Teatro de São Paulo além da vocação inicial também investe na projeção internacional de produções brasileiras, com o eixo da MITbr.

A MITsp começa nesta quinta-feira, no Auditório do Ibirapuera, com a apresentação para convidados do espetáculo Suíte n°2, do diretor francês Joris Lacoste, artista em foco dessa temporada. O espetáculo integra o projeto Enciclopédia da Palavra, iniciado em 2007. A dramaturgia é costurada a partir de uma série de textos, que vão de pesquisas médicas a cartas de amor, passando por discursos de políticos, coletados pelo autor nos últimos 11 anos.

São dez montagens com a participação de artistas de diversos países como Alemanha, Argentina, França, Polônia, Reino Unido, Suíça e Uruguai. A programação prossegue até o dia 11, que fecha com a performance A gente se vê por aqui, do brasileiro Nuno Ramos, com duração de 24 horas no Teatro Galpão do Folias

As peças são inéditas no país; todas com a ideia de chacoalhar as certezas sobre arte e vida.

O festival, que tem como diretor artístico Antônio Araújo e diretor de produção Guilherme Marques, conta neste ano com o menor orçamento desde a primeira edição. Em 2018 a MITsp foi erguida com R$ 2,1 milhões — foram R$ 2,9 milhões em 2017, R$ 3,4 milhões em 2016, e R$ 3,2 milhões em 2015.

Campo Minado. Foto Tristam Kenton / Divulgação

Campo Minado. Foto Tristam Kenton / Divulgação

A guerra das Malvinas (1982) deixou suas marcas insuperáveis. E é isso que a dramaturga argentina Lola Arias investiga no espetáculo Campo Minado, ao contrapor posições e lembranças de ex-combatentes argentinos e ingleses. Outra encenação que também investe nas relações entre arte, política e história é País Clandestino, que junta autores-atores-diretores de cinco países diferentes – Florencia Lindner (Uruguai), Jorge Eiro (Argentina), Lucía Miranda (Espanha), Maëlle Poesy (França) e Pedro Granato (Brasil).

A cidade síria de Palmira, saqueada e destruída pelo Estado Islâmico em 2015, é inspiração de Palmira, que embaralha realidade e ficção no espetáculo do francês Bertrand Lesca e do grego Nasi Voutsas, para discutir vingança e barbárie.

O solo Sal, da atriz e dramaturgo inglesa Selina Thompson prossegue com o debate sobre sobre racismo, colonialismo e pós-colonialismo, presente em outras edições da MITsp. A intérprete reconstrói no espetáculo a viagem que fez em um navio cargueiro em 2016, por uma das antigas rotas de comercialização de escravos, que passava por Inglaterra, Gana e Jamaica, para questionar: “Como a história e as relações coloniais permanecem em nosso cotidiano?”.

O Hamlet do dramaturgo e diretor suíço Boris Nikitin está revoltado com a plateia e com o mundo. E para traduzir sua indignação, ele conta com o suporte de um quarteto barroco para transitar entre a performance, os teatros documentário e musical.

King size, a montagem do suíço Christoph Marthaler envereda por novas possibilidades criativas do gênero musical. Com um repertório eclético, que vai desde composições de Schumann até músicas do Jackson 5, a encenação aposta na comicidade de experimentos vocais e corporais inusitados.

Árvores Abatidas, do veterano diretor polonês Krystian Lupa, é uma peças das mais aguardadas. A violência com que a realidade se imiscui no teatro ganha potência em suas obras, salientando a falta de sintonia entre o mundo da arte e o da política, com a crescente intolerância da parte mais poderosa para impor suas decisões.

Inspirada no romance homônimo do austríaco Thomas Bernhard, Árvores Abatidas ressalta a dificuldade de diálogo, o jogo de força, a precarização das condições de trabalho para o artista, e que função é essa que a arte desenvolve no século 21. Na peça, 13 atores interpretam artistas que outrora quiseram fazer a revolução do mundo. Mas as pessoas da sala de jantar, os velhos amigos, domesticaram seus ímpetos utópicos em troca de conforto, contratos e poder. Ah, o capitalismo! é muito convincente.

Para além dos espetáculos da Mostra principal e da MITbr, outros dois eixos reforçam a robustez da MITsp. São as Ações Pedagógicas, com curadoria de Maria Fernanda Vomero, com workshops e oficinas. E os Olhares Críticos, com curadoria de Luciana Romagnolli e Daniele Ávila Small, trazem potentes debates sobre censura, violência e arte no Brasil e muitas outras questões..

O Satisfeita, Yolanda? acompanha essa jornada da MITsp. Mais sobre a MITsp no blog: 

http://www.satisfeitayolanda.com.br/blog/2018/03/01/o-brasil-na-mitsp/

PROGRAMAÇÃO

1º de Março

CAMPO MINADO (da Argentina, com direção de Lola Arias)
20h – Teatro Sesi SP

Cerimônia de Abertura MITsp
20h30 – Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer
* para convidados

SUÍTE Nº2 (da França, com direção de Joris Lacoste)
21h – Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer
*para convidados

2 de Março

Pensamento-em-Processo: AUDIOREFLEX
11h-12h – Museu da Imigração

AUDIOREFLEX (com texto e direção de José Fernando de Azevedo (Brasil), Alejandro Ahmed (Brasil), Ariel Efraiam Ashbel (Israel), Rita Natálio (Portugal) e Claudia Bosse Alemanha).
12h-14h – Museu da Imigração

PONTOS DE VISTA – Performance Pública
14h30-18h – Praça da República

ÁRVORES ABATIDAS (da Polônia, com direção de Krystian Lupa)
18h – Sesc Pinheiros

CAMPO MINADO (da Argentina, com direção de Lola Arias)
20h – Teatro Sesi SP
*Pensamento-em-Processo

SUÍTE Nº2 (da França, com direção de Joris Lacoste)
21h – Auditório Ibirapuera- Oscar Niemeyer
*Diálogos Transversais com Luz Ribeiro

3 de Março

PONTOS DE VISTA – Performance Pública
10h-13h – Praça da Sé

Pensamento-em-Processo: SUÍTE Nº2
11h – Itaú Cultural

Roda de Conversa – Des-normatividade: Possibilidades Criativas de Expressão
13h-15h – Oficina Cultural Oswald de Andrade

ÁRVORES ABATIDAS (da Polônia, com direção de Krystian Lupa)
18h – Sesc Pinheiros

CAMPO MINADO (da Argentina, com direção de Lola Arias)
20h – Teatro Sesi SP
*Diálogos Transversais com Márcio Seligmann-Silva

KING SIZE (da Suíça, com direção de Christoph Marthaler)
21h – Sesc Vila Mariana

SUÍTE Nº2 (da França, com direção de Joris Lacoste)
21h – Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer

4 de Março

VOCÊ TEM UM MINUTO PARA OUVIR A PALAVRA? – Performance Pública
10h-15h30 – Av. Paulista (esquina com a Rua Teixeira da Silva) /se estiver chovendo, a atividade será realizada na Casa das Rosas

Apresentação de Experimento Cênico, resultado da Residência Textos Cotidianos em Cena, realizada por Susanne Kennedy
11h-11h30 – Goethe-Institut São Paulo

Intervenção e Mediação no Espaço Público – Conversa com Nayse López e Ana Luisa Santos
15h30-16h30 – Avenida Paulista (esquina com a Rua Teixeira da Silva) /se estiver chovendo, a atividade será realizada na Casa das Rosas

ÁRVORES ABATIDAS (da Polônia, com direção de Krystian Lupa)
17h – Sesc Pinheiros

CAMPO MINADO (da Argentina, com direção de Lola Arias)
18h – Teatro Sesi SP

KING SIZE (da Suíça, com direção de Christoph Marthaler)
18h – Sesc Vila Mariana
*Diálogos Transversais com Charles Gavin

5 de Março

Abertura Comemorativa: Daqui a 10 anos…
Prática da Crítica
14h-16h – Goethe-Institut SP

Conversa entre Joris Lacoste e Nuno Ramos
19h-21h – Itaú Cultural

PALMIRA (com texto, direção e performance de Bertrand Lesca (França) e Nasi Voutsas (Grécia)
21h – Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno

6 de Março

AUDIOREFLEX (com texto e direção de José Fernando de Azevedo (Brasil), Alejandro Ahmed (Brasil), Ariel Efraiam Ashbel (Israel), Rita Natálio (Portugal) e Claudia Bosse Alemanha).
9h-17h – Museu da Imigração

Pensamento-em-Processo: KING SIZE
11h – Itaú Cultural

Masterclass com Victoria Pérez Royo
14h-16h – Itaú Cultural

CARANGUEJO OVERDRIVE – MITbr (do Brasil, Rio de Janeiro, com Aquela Cia. de Teatro. Direção: Marco André Nunes)
16h e 18h30 – Teatro Sesi SP

LEITE DERRAMADO – MITbr (do Brasil, São Paulo, com Cia. Club Noir. Direção: Roberto Alvim)
18h – Teatro João Caetano

NÓS, OS OUTROS ILESOS – MITbr (do Brasil, Direção: Carolina Mendonça)
19h e 21h – Casa do Povo

VAGA CARNE – MITbr (do Brasil. Concepção, atuação e texto: Grace Passô)
21h e 23h – Galpão do Folias

HAMLET (da Suíça, com direção de Boris Nikitin e performance de Julian Meding)
21h – Teatro FAAP

PALMIRA (com texto, direção e performance de Bertrand Lesca (França) e Nasi Voutsas (Grécia)
21h – Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno
*Diálogos Transversais com Christian Dunker

KING SIZE (da Suíça, com direção de Christoph Marthaler)
21h – Sesc Vila Mariana

7 de Março

AUDIOREFLEX (com texto e direção de José Fernando de Azevedo (Brasil), Alejandro Ahmed (Brasil), Ariel Efraiam Ashbel (Israel), Rita Natálio (Portugal) e Claudia Bosse Alemanha).
9h-17h – Museu da Imigração

Pensamento-em-Processo: HAMLET
10h – Itaú Cultural

Pensamento-em-Processo: PALMIRA
11h – Itaú Cultural

Debate + Lançamento de Livros
14h-16h30 – Itaú Cultural

Mesa Redonda – O Devir Negro do Mundo + Lançamentos N-1
16h30-18h30 – Itaú Cultural

LEITE DERRAMADO – MITbr (do Brasil, São Paulo, com Cia. Club Noir. Direção: Roberto Alvim
18h – Teatro João Caetano

A EMPAREDADA DA RUA NOVA – MITbr (do Brasil, E² Cia de Teatro e Dança. Direção Geral e interpretação: Eliana de Santana)
20h e 22h – Sesc Ipiranga

HOTEL MARIANA – MITbr (do Brasil. Idealização e pesquisa: Muniz Pedrosa. Direção: Herbert Bianchi
20h – Complexo Cultural Funarte SP

HAMLET (da Suíça, com direção de Boris Nikitin e performance de Julian Meding)
21h – Teatro FAAP
*Diálogos Transversais com Marcelo Caetano

PALMIRA (com texto, direção e performance de Bertrand Lesca (França) e Nasi Voutsas (Grécia)
21h – Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno

sal. (do Reino Unido, com direção de Dawn Walton e texto e performance de Selina Thompson)
21h30 – Itaú Cultural

8 de Março

AUDIOREFLEX (com texto e direção de José Fernando de Azevedo (Brasil), Alejandro Ahmed (Brasil), Ariel Efraiam Ashbel (Israel), Rita Natálio (Portugal) e Claudia Bosse Alemanha).
9h-17h – Museu da Imigração

Seminário Artes Cênicas: Desafios para Internacionalização
9h-12h – Itaú Cultural

Assembleia Geral – Democracia e Representação no Mundo Contemporâneo
10h-12h – Goethe-Institut São Paulo

Mesa-Redonda – O Mal-Estar das Mediações e o Isolamento da Arte
14h-17h – Itaú Cultural

Estreia do Filme Tribunal Congo
20h-22h – Espaço Itaú de Cinema Anexo

IMPREVISÍVEL – Ensaio aberto – MITbr (do Brasil, São Paulo, com o Núcleo de Improvisação. Concepção, Direção Artística e Preparação Corporal: Zélia Monteiro)
14h – Sede do Teatro da Vertigem

RISO – Ensaio aberto – MITbr (do Brasil, São Paulo, com o núcleo de dança key zetta e cia. Direção: Key Sawao e Ricardo Iazzetta.
15h – Sede do Teatro da Vertigem

CANTO PARA RINOCERONTES E HOMENS – MITbr (do Brasil, São Paulo. Com o Teatro do Osso. Direção de Rogério Tarifa (Cia do Tijolo e Cia São Jorge de Variedades)
17h – Galpão do Folias

HOTEL MARIANA – MITbr (do Brasil. Idealização e pesquisa: Muniz Pedrosa. Direção: Herbert Bianchi
20h – Complexo Cultural Funarte SP

DINAMARCA – MITbr (do Brasil, Pernambuco, com o Grupo Magiluth. Direção: Pedro Wagner)
21h – Centro Compartilhado de Criação

HAMLET (da Suíça, com direção de Boris Nikitin e performance de Julian Meding)
21h – Teatro FAAP

sal. (do Reino Unido, com direção de Dawn Walton e texto e performance de Selina Thompson)
21h30 – Itaú Cultural

9 de Março

AUDIOREFLEX (com texto e direção de José Fernando de Azevedo (Brasil), Alejandro Ahmed (Brasil), Ariel Efraiam Ashbel (Israel), Rita Natálio (Portugal) e Claudia Bosse Alemanha).
9h-17h – Museu da Imigração

Seminário Artes Cênicas: Desafios para Internacionalização
9h-12h – Itaú Cultural

Pensamento-em-Processo: sal.
11h – Itaú Cultural

Roda de Conversa – Intersecções entre Poéticas Não Verbais
12h30-14h – Memorial da Resistência

Mesa-Redonda – Crítica Não é Censura: De Quem é a Arte que Pode Tudo?
13h30-18h – Itaú Cultural

PROCEDIMENTO 2 PARA LUGAR NENHUM – MITbr (do Brasil, São Paulo. Concepção e direção geral: Vera Sala)
15h – Oficina Cultural Oswald de Andrade

CANTO PARA RINOCERONTES E HOMENS – MITbr (do Brasil, São Paulo. Com o Teatro do Osso. Direção de Rogério Tarifa (Cia do Tijolo e Cia São Jorge de Variedades)
17h – Galpão do Folias

DE CARNE E CONCRETO Uma Instalação Coreográfica – MITbr (do Brasil, Brasília [DF], com Anti Status Quo Companhia de Dança. Direção Artística, Dramaturgia e Conceito: Luciana Lara)
20h – Tendal da Lapa

sal. (do Reino Unido, com direção de Dawn Walton e texto e performance de Selina Thompson)
20h – Itaú Cultural

PAÍS CLANDESTINO (com direção, texto e performance de Maëlle Poesy (França), Jorge Eiro (Argentina), Lucía Miranda (Espanha), Pedro Granato (Brasil) e Florencia Lindner (Uruguai)
21h – Teatro Cacilda Becker

DNA DE DAN – MITbr (do Brasil, Curitiba. Concepção e Performance: Maikon K)
21h – Sesc Ipiranga

DINAMARCA – MITbr (do Brasil, Pernambuco, com o Grupo Magiluth. Direção: Pedro Wagner)
21h – Centro Compartilhado de Criação

10 de Março

AUDIOREFLEX (com texto e direção de José Fernando de Azevedo (Brasil), Alejandro Ahmed (Brasil), Ariel Efraiam Ashbel (Israel), Rita Natálio (Portugal) e Claudia Bosse Alemanha).
9h-17h – Museu da Imigração

Pensamento-em-Processo: PAÍS CLANDESTINO
11h – Itaú Cultural

Cena Contemporânea: Panoramas Críticos
14h-18h – Itaú Cultural

PROCEDIMENTO 2 PARA LUGAR NENHUM – MITbr (do Brasil, São Paulo. Concepção e direção geral: Vera Sala)
15h – Oficina Cultural Oswald de Andrade

DNA DE DAN – MITbr (do Brasil, Curitiba. Concepção e Performance: Maikon K)
18h – Galeria Vermelho

DE CARNE E CONCRETO Uma Instalação Coreográfica – MITbr (do Brasil, Brasília [DF], com Anti Status Quo Companhia de Dança. Direção Artística, Dramaturgia e Conceito: Luciana Lara)
20h – Tendal da Lapa

Entrevista Pública com Krystian Lupa
20h-22h – Sesc Pinheiros

sal. (do Reino Unido, com direção de Dawn Walton e texto e performance de Selina Thompson)
20h – Itaú Cultural
*Diálogos Transversais com Ana Maria Gonçalves

PAÍS CLANDESTINO (com direção, texto e performance de Maëlle Poesy (França), Jorge Eiro (Argentina), Lucía Miranda (Espanha), Pedro Granato (Brasil) e Florencia Lindner (Uruguai)
21h – Teatro Cacilda Becker

11 de Março

AUDIOREFLEX (com texto e direção de José Fernando de Azevedo (Brasil), Alejandro Ahmed (Brasil), Ariel Efraiam Ashbel (Israel), Rita Natálio (Portugal) e Claudia Bosse Alemanha).
10h-17h – Museu da Imigração

Roda de Conversa – Através das Fronteiras: Imigração, Refúgio e Arte
11h-13h30 – Oficina Cultural Oswald de Andrade

Mesa-Redonda – Amor e Ódio ao Corpo no Brasil
14h-16h30 – Avenida Paulista (esquina com a Rua Teixeira da Silva)/se chover, a atividade será realizada na Sede do Teatro da Vertigem

PAÍS CLANDESTINO (com direção, texto e performance de Maëlle Poesy (França), Jorge Eiro (Argentina), Lucía Miranda (Espanha), Pedro Granato (Brasil) e Florencia Lindner (Uruguai)
18h – Teatro Cacilda Becker
*Diálogos Transversais com André Dahmer

A GENTE SE VÊ POR AQUI (do Brasil, com direção de Nuno Ramos)
de 21h do dia 11/3 às 21h do dia 12/3 – Galpão do Folias

Postado com as tags: ,

O Brasil na MitSp

Bruno Parmera, em Dinamarca. Foto: Ivana Moura

Bruno Parmera, em Dinamarca. Foto: Ivana Moura

Além de importar, exportar. Uma ação para dar visibilidade e fomentar a circulação internacional de espetáculos brasileiros contemporâneos ganha espaço na quinta Mostra Internacional de Teatro de São Paulo – MITsp 2018. Trata-se do eixo MITbr – Plataforma Brasil, que neste projeto piloto aglutina montagens de grupos e artistas de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Pernambuco, Brasília e Minas Gerais. A curadoria é assinada pelos especialistas em artes cênicas Wellington Andrade, Christine Greiner e Felipe Assis e contempla 13 produções, que terão na plateia programadores de festivais nacionais e internacionais.

Pulsam nessas encenações, urgências sobre o Brasil, reconfigurações e confrontos de mentalidades. O Grupo Magiluth, de Pernambuco, comparece com Dinamarca, montagem que dilacera o conceito de felicidade a partir de uma ideia predominante de perfeição daquele país nórdico e traça outros fios para convocar Shakespeare e seu Hamlet.

Giordano Castro, um dos atores e dramaturgo de Dinamarca tenta explicar em cena o conceito de “hygge”, que não tem uma tradução precisa, mas tem a ver com conforto, bem-estar. “Nada de falar de política, religião, questões raciais, questões de gênero ou questões de superioridade biológica…”, determina. Isso é uma ironia???

O imperativo da ideia de felicidade também está nos questionamentos criativos de Nós, os Outros Ilesos, primeira montagem brasileira do dramaturgo japonês Toshiki Okada e direção de Carolina Mendonça.

Ao todo s]ao 11 espetáculos e dois ensaios abertos. Da panorâmica crítica até o osso de Leite Derramado, uma evolução carnavalizada do Brasil, de golpes e contragolpes, inspirada no livro de Chico Buarque de Holanda, com direção de Roberto Alvim. Passando pela maior tragédia ambiental brasileira, retratada do ponto de vista do relato de suas vítimas, em Hotel Mariana.

Também estão na MITbr Caranguejo Overdrive, que questiona como as políticas públicas direcionam as exclusões e o adoecimento da população, com a transformação das cidades. A programação também inclui a exuberância interpretativa de Grace Passô em Vaga Carne. A lenda urbana de um episódio recifense sobre o emparedamento de uma jovem dançado por Eliana Santana.

Confira a programação.

CARANGUEJO OVERDRIVE

Foto: Leandro Lima / Divulgação

Peça extrapola temporalidades, indo da Guerra do Paraguai aos processos políticos recentes. Foto: Leandro Lima / Divulgação

“Caranguejo Overdrive, espetáculo da carioca Aquela Cia. de Teatro, é fruto da potência da reverberação até os dias de hoje das ideias do Manguebeat, surgido na capital pernambucana, Nordeste do Brasil, na década de 1990. No movimento que teve como propulsores nomes como Chico Science, Nação Zumbi, Fred Zero Quatro e Renato L, a música assumiu caráter político, de manifestação e denúncia social. As letras estavam cheias de referência ao Recife; em 1991, segundo uma pesquisa do Instituto de Washington, a quarta pior cidade do mundo para se viver. “É só uma cabeça equilibrada em cima do corpo / Escutando o som das vitrolas que vem dos mocambos / Entulhados à beira do Capibaribe / Na quarta pior cidade do mundo”, dizia Antene-se, de Chico Science”.

Trecho da crítica de Pollyanna Diniz Da lama ao caos (Carioca Aquela Cia. de teatro revisita Manguebeat e Josué de Castro para tratar de história, desejo e impossibilidadespara o  MIRADA – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos / SESC SP. Disponível no link http://mirada.sescsp.org.br/2016/critica/da-lama-ao-caos/

Quando: Dia 06/03, às 16h e às 18h30
Onde: Teatro Sesi SP
Duração: 60 min – com legenda
Classificação indicativa: Acima de 12 anos

Ficha Técnica

Texto: Pedro Kosovski
Direção: Marco André Nunes
Com Carolina Virguez, Alex Nader, Eduardo Speroni, Fellipe Marques, Matheus Macena
Músicos em cena: Felipe Storino, Maurício Chiari e Samuel Vieira
Direção Musical: Felipe Storino
Iluminação: Renato Machado
Instalação Cênica: Marco André Nunes
Ideia Original: Maurício Chiari
Produção: Núcleo Corpo Rastreado
Produção Executiva: Thaís Venitt
Realização: Aquela Cia. De Teatro

 

LEITE DERRAMADO

Foto: Edson Kumasaka / Divulgação

O personagem gagá é defendido de forma brilhante pela atriz Juliana Galdino. Foto: Edson Kumasaka / Divulgação

“O som de Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, ocupa a cena propondo emoções contraditórias: de um ufanismo arraigado e de um profundo desprezo por tudo que está instalado no país. A cada verso as camadas de pele são arrancadas à força, numa ação brutal de descolar carnes da formação brasileira; dando um jeito de contrabandear parentescos e fazer sumir irmandades. Essa afecção de identidades como linguagem só me alcançou ao final da sessão da estreia nacional do espetáculo Leite derramado, versão cênica do romance de Chico Buarque de Hollanda (publicado em 2009), adaptado e dirigido por Roberto Alvim (…)  Eulálio d’Assumpção é um velho decrépito, que ostenta no corpo, na voz e nos gestos ressonâncias do antepassado aristocrata e da decadência dos descendentes (…) O oligarca centenário falido enverga o ocaso de sua linhagem de filhos únicos, o fim da fileira de excessos, ele mesmo derramado no corredor de um leito de hospital público”.

Trecho da crítica de Ivana Moura Alves (eu) Quebra de pactos no país dos Eulálios (Espetáculo Leite Derramado, versão cênica do romance de Chico Buarque, convoca a memória delirante do protagonista centenário para falar do Brasil de hoje) para o  MIRADA – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos / SESC SP. Disponível no link http://mirada.sescsp.org.br/2016/critica/critica-quebra-de-pactos-no-pais-dos-eulalios/

Quando: Dia 06 e 07/03 às 18h
Onde: Teatro João Caetano
Duração: 60 min – Com legenda
Classificação indicativa:  Acima de 16

Ficha Técnica

Texto Original: Chico Buarque
Adaptação, Direção e Cenografia: Roberto Alvim
Com Juliana Galdino, Filipe Ribeiro, Taynã Marquezone, Caio D’aguilar, Lenon Sebastian, Luis Fernando Pasquarelli, Nathalia Manocchio e Luiz Otavio Vizzon
Trilha Sonora Original: Vladimir Safatle
Iluminação: Domingos Quintiliano
Figurinos: João Pimenta
Desenho de Som: LP Daniel
Cenotecnia e Adereços: Fernando Brettas
Programação Visual: Vicka Suarez
Fotos e Vídeos: Edson Kumasaka
Crítico Interno: Welington Andrade
Assistente de Direção: Steffi Braucks
Técnico de som e Microfonista: Dug Monteiro
Técnico de luz: Luiz Fernando Vaz Junior
Direção de Palco: Alex Peixoto
Produção: Dani Angelotti
Realização: Cubo Produções e Cia. Club Noir

 

NÓS, OS OUTROS ILESOS

Foto: Mayra Azzi / Divulgação

Primeira montagem no Brasil de um texto do dramaturgo japonês Toshiki Okada. Foto: Mayra Azzy / Divulgação

As apreensões da classe média às vésperas de uma importante eleição são exploradas a partir do pensamentos, ações e dúvidas de um casal prestes a se mudar para um apartamento recém-construído. Borrando as fronteiras entre ação e narração, discurso direto e indireto, e de uma linguagem que oscila entre o coloquial e o estranho, os atores revezam-se em diferentes papéis, do marido e esposa, uma amiga e um desconhecido. A ideia de felicidade, o medo diante do outro, a precariedade das relações sociais e a ansiedade em relação ao futuro são temas levantados em Nós, os outros ilesosprimeira montagem no Brasil de um texto do dramaturgo japonês Toshiki Okada, 45, diretor do grupo Chelfitsch.

Direção: Carolina Mendonça
Quando: Dia 06/03 às 19h e às 21h
Onde: Casa do Povo
Duração: 55 min – Com legenda
Classificação indicativa:  Acima de 14

Ficha Técnica

Dramaturgia: Toshiki Okada
Tradução: Rita Kohl
Direção: Carolina Mendonça
Atores: Fernanda Raquel, Lúcia Bronstein, Rodrigo Andreolli e Rodrigo Bolzan Cenografia: Theo Craveiro
Criação de som: Miguel Caldas
Criação de luz: Alessandra Domingues
Figurinos: Ozenir Ancelmo
Produção: Fernanda Raquel
Fotos: Mayra Azzy

 

HOTEL MARIANA

Foto: Custodio Coimbra / Divulgação

Os depoimentos retratam a simplicidade de pessoas que perderam tudo o que tinham. Foto: Custodio Coimbra / Divulgação

O desastre de Mariana, Minas Gerais, ocorreu em 5 de novembro de 2015, no vale do Rio Doce e é considerada a maior tragédia ambiental do Brasil. O rompimento da barragem do Fundão, da mineradora Samarco, despejou cerca de 55 bilhões de litros de lama espessa que se espalhou por 650 quilômetros entre Minas Gerais e Espírito Santo. Deixou 19 mortos, cerca de 300 famílias desalojadas. O distrito de Bento Rodrigues (em Mariana) ficou submerso, os de Paracatu de Baixo (também em Mariana) e Gesteira (em Barra Longa) ficaram destruídos. Fora os prejuízos imateriais, afetivos.

Uma semana após a tragédia,  o dramaturgo Muniz Pedroza visitou as localidades e gravou depoimentos dos sobreviventes. Os relatos perturbadores e surpreendentes são matéria de criação do espetáculo Hotel Mariana. Na peça, dirigida por Herbert Bianchi, os atores – portando fones de ouvido –  escutam as histórias e as reproduzem para o público.

Quando: Dia 07 e 08/03 às 20h
Onde: Complexo Cultural Funarte SP 
Duração: 70 minutos – com legenda
Classificação indicativa:  Acima de 14

Idealização e pesquisa: Muniz Pedrosa
Direção: Herbert Bianchi
Elenco: Angela Barros, Bruno Feldman, Clarissa Drebtchinsky, Fani Feldman, Isabel Setti, Letícia Rocha, Marcelo Zorzeto, Munir Pedrosa, Rita Batata, Rodrigo Caetano
Dramaturgia: Munir Pedrosa e Herbert Bianchi
Assistente de direção: Letícia Rocha
Designer de luz: Rodrigo Caetano
Cenário: Marcelo Maffei e Herbert Bianchi
Cenotécnico: Marcelo Maffei
Figurinos: Bia Piaretti e Carol Reissman
Direção de produção: Munir Pedrosa
Realização: MUN Cultural

 

VAGA CARNE

Foto: Kelly Knevels / Divulgação

Concepção, atuação e texto de Grace Passô. Foto: Kelly Knevels / Divulgação

Vaga Carne é a  história de uma voz rebelde e errante e um corpo invadido. É difícil fazer uma sinopse da peça. A voz tem a capacidade de invadir matérias líquidas, sólidas ou gasosas. Depois de perambular pelo mundo ocupa o corpo da mulher, vasculha o que existe por dentro. ali e passa a se identificar com a imagem que ocupa. E narra essa experiência: o que sente, o que finge sentir, o que é insondável em si, como repercute sua imagem no outro, o que significa um corpo enquanto construção social. Identidade e pertencimentos são temas que estão presentes e não estão no discurso diretamente. Grace Passô arma desconexões entre gestos e falas, num jogo entre palavra e movimento. Numa “tempestade poética”, a atriz ergue questões feminismo, estereótipo, preconceito, sem concluir raciocínios.

Quando: Dia 06/03  às 21h e às 23h
Onde: Galpão do Folias
Duração: 50 min – Com Legenda
Classificação indicativa:  Acima de 14

Ficha Técnica

Concepção, atuação e texto: Grace Passô
Equipe de criação: Kenia Dias, Nadja Naira, Nina Bittencourt e Ricardo Alves Jr.
Luz: Nadja Naira
Técnico e operador de luz: Edimar Pinto
Trilha sonora | operador de som: Ricardo Garcia
Figurino: Virgílio Andrade
Pesquisa e produção: Nina Bittencourt

 

 

A EMPAREDADA DA RUA NOVA

A Emparedada da Rua Nova, obra literária do escritor pernambucano Carneiro Vilela (1846-1913) foi levada ao palco como uma farsa por um grupo recifense e ganhou as telinhas numa minissérie sensualizada. A montagem pernambucana de 2010 chamada O Amor de Clotilde por um Certo Leandro Dantas investe no melodrama do circo-teatro e abusa dos clichês presentes em folhetins, cinema e novelas. Além disso o grupo insere reviravoltas eletrizantes e dá um novo desfecho para o casal protagonista que viveu um amor proibido no Recife do século 19. A série televisiva aposta na tragédia de um conquistador que seduz de mãe e filha, ambientada num Brasil arcaico.

O solo de dança A Emparedada da Rua Nova, da intérprete e coreógrafa Eliana de Santana parece perseguir o clima original do livro. O texto de Vilela explora o episódio de uma moça que é emparedada viva, por ordem do pai.

Utilizando velas para iluminar o espaço, Eliana de Santana traça evoluções desse corpo murado, num ambiente de mistério. Essa lenda urbana sobre o emparedamento da jovem leva para a cena traços da violência contra a mulher, a situação feminina, num clima sobrenatural de aparições, lembranças e cantos de amor.

Direção: Eliana de Santana
Quando: 07/03, às 20h e 22h
Onde: Teatro do Sesc Ipiranga
Duração: 45 min

Classificação indicativa: Acima de 14

Ficha Técnica

Direção Geral e interpretação: Eliana de Santana
Performer convidado, criação de luz e espaço cênico: Hernandes de Oliveira
Trilha sonora e Figurinos: Eliana de Santana e Hernandes de Oliveira
Operação de luz e som: Rodrigo Eloi Leão
Produção: E² Cia de Teatro e Dança
Fotos: Rodrigo Eloi Leão

 

CANTO PARA RINOCERONTES E HOMENS

Foto Cacá Bernardes

Foto Cacá Bernardes

Canto Para Rinocerontes e Homens é um musical livremente inspirado na peça O Rinoceronte, do dramaturgo franco-romeno Eugène Ionesco (1909-1994). Trata da brutalização do ser humano e a extinção da humanidade. A montagem é do grupo Teatro do Osso, formado por ex-alunos da Escola de Arte Dramática (EAD-USP), com direção: Rogério Tarifa.

Os sete atores da peça cantam em coro para expor a transformação dos homens em rinocerontes. Além do texto de Ionesco.  outras dramaturgias são utilizadas. Cada ator potencializa um tema, como crimes de ódio, violência, queda das utopias, ensino, trabalho e culto a beleza. A obra original, escrita em 1959, é interpretada como uma metáfora para a hegemonia dos regimes totalitários durante a Segunda Guerra Mundial

Quando: Dias 07 e 08/03, às 17h
Onde: Galpão do Folias
Duração: 180 min – Com legenda
Classificação indicativa: Acima de 16

Ficha Técnica

Direção: Rogério Tarifa
Teatro do Osso: Guilherme Carrasco, Isadora Títto, Luísa Valente, João Victor Toledo Murillo Basso, Renan Ferreira, Rubens Alexandre e Viviane Almeida
Dramaturgia: Jonathan Silva, Rogério Tarifa e elenco
Direção Musical e Preparação Vocal: William Guedes
Músicos: Bruno Pfefferkorn e Filipe Astolfi
Composição (Músicas Inéditas): Jonathan Silva
Cenário: Rogério Tarifa
Cenotécnico: Zito Rodrígues
Figurino: Silvana Carvalho, Rogério Tarifa e elenco
Colaboração: Artur Abe
Consciência Corporal e Direção de Movimento: Érika Moura
Desenho de Luz: Rafael Souza Lopes
Operador de Luz: Nara Zocher
Vídeo: Flávio Barollo
Supervisão do Teatro de Animação: Luiz André Cherubini
Fotos: Cacá Bernardes

 

DINAMARCA

Magiluth discute a ideia de hygge, palavra que contém o segredo da felicidade dinamarquesa. Isso é uma ironia??? Foto: Ivana Moura

Magiluth discute a ideia de hygge, palavra que contém o segredo da felicidade dinamarquesa. Isso é uma ironia??? Foto: Ivana Moura

“A montagem atravessa muitas questões urgentes, para uns, como tudo na vida. Como a própria existência. Nada é absoluto. Maneja com habilidade os relativismos. Embrenha-se em círculos de invenções sociais. Com a ironia até a tampa, que às vezes transborda em riso (da plateia inclusive), o espetáculo lacera com palavras e com a articulação sutil das dobraduras da ficção, que se aproxima da realidade dolorosa. A trama de Shakespeare entra na cena de Dinamarca como um trampolim para avistar o Brasil e o mundo de um capitalismo acelerado e excruciante. A montagem é armada para tornar palpável sentimentos molestadores que nos assaltam em 2017/2018. Os golpes invadem o jogo de forma violenta em raios de ironia e cinismo dos discursos dos encastelados”.

Trecho da minha crítica ao espetáculo Dinamarca para o Satisfeita, Yolanda? no link http://www.satisfeitayolanda.com.br/blog/2017/08/05/nao-se-enganem-dinamarca-e-pedreira/ 

Mais Dinamarca no Satisfeita, Yolanda?

http://www.satisfeitayolanda.com.br/blog/2017/08/02/magiluth-no-reino-feliz-da-dinamarca/

http://www.satisfeitayolanda.com.br/blog/2017/08/10/quatro-visoes-sobre-dinamarca-do-magiluth/

Quando: Dia 08 e 09/03 às 21h
Onde: Centro Compartilhado de Criação
Duração: 80 minutos – com legenda
Classificação indicativa: Acima de 18

Ficha Técnica

Direção: Pedro Wagner
Dramaturgia: Giordano Castro
Elenco: Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Mário Sergio Cabral, Lucas Torres
Desenho de Som: Miguel Mendes e Tomás Brandão (Pachka)
Desenho de Luz: Grupo Magiluth
Direção de Arte: Guilherme Luigi
Fotografia: Bruna Valença e Danilo Galvão
Design Gráfico: Guilherme Luigi
Técnico: Lucas Torres
Realização: Grupo Magiluth

 

PROCEDIMENTO 2 PARA LUGAR NENHUM

Foto: MitSp / Divulgação

Trabalho de Vera Sala. Foto: MitSp / Divulgação

Entre o ruir e resistir ao colapso, Vera Sala expõe um corpo em estado alterado de percepção.  No tempo suspenso entre um instante e outro, o corpo se exaure, esvazia, dissolve seus contornos e limites. Elementos como uma placa de vidro, lâmpada piscando, cacos de vidros podem armar conexões com esse corpo repleto de memórias do processo de criação entre derivas, caminhos erráticos e vertigens nesse Procedimento 2 para lugar nenhum. A criadora-intérprete investiga um corpo “instalado”, que produz forma e se reconfigura no ambiente onde se instala.

DireçãoVera Sala
Quando: Dia 09 e 10/03  às 15h
Onde: Oficina Cultural Oswald de Andrade
Duração: 50 min
Classificação indicativa:  Acima de 12

Ficha Técnica

Concepção e direção geral: Vera Sala
Arquitetura e luz: Hideki Matsuka
Desenho de som: Tom Monteiro
Estimulo a auto percepção do movimento: José Antonio Lima
Agradecimento pela colaboração artística: Luiz Päetow
Projeto gráfico: Érico Peretta
Técnico de Luz: Igor Sane
Cenotécnico: Wanderley Wagner da Silva
Assistente de produção: Marcelo Leão
Direção de produção: Dora Leão –PLATÔproduções
Colaborações e compartilhamentos: Diego Alves Marques, Rubia Braga
Agradecimentos: Casa das Caldeiras

 

DNA DE DAN

Foto: Guto Muniz

Concepção e performance de Maikon K. Foto: Guto Muniz

Maikon K opera nas fronteiras entre performance, dança e teatro. DNA de DAN é uma dança-instalação inspirada no arquétipo da serpente. Num ambiente inflável e transparente, criado por Fernando Rosenbaum, o artista recebe uma substância no seu corpo, que quando seca funciona como uma outra pele. Depois desse procedimento, o público entra nesse espaço artificial para acompanhar a performance e as transformações no corpo do performer e a capacidade Maikon K de alterar percepções.

Quando: Dia 09/03  às 21h – Sesc Ipiranga
Dia 10/03  às 18h – Galeria Vermelho
Duração: 70 minutos
Classificação indicativa: Acima de 18

Ficha Técnica

Concepção e Performance: Maikon K
Ambiente: Fernando Rosenbaum
Pele: Faetusa Tezelli
Iluminação: Victor Sabbag
Orientação de Movimento: Kysy Fischer
Incentivo: Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna

 

DE CARNE E CONCRETO – UMA INSTALAÇÃO COREOGRÁFICA

Foto Mila Petrillo / Divulgação

Anti Status Quo Companhia de Dança é de Brasília. Foto Mila Petrillo / Divulgação

De Carne e Concreto – Uma Instalação Coreográfica, da Anti Status Quo Companhia de Dança, de Brasília (DF), questiona como viver em sociedade em grandes centros urbanos e a lógica do sistema econômico atual. A peça coreográfica inicia quando o público entra no espaço performático usando sacolas de papel na cabeça, como máscaras. A montagem atua na fronteira entre performance, intervenção urbana, artes visuais, dança contemporânea e experimentos sociais. Os recentes trabalhos do grupo, fundado em 1988, investigam a relação entre corpo e cidade, comportamento social, arte como experiência, arte relacional e participação do espectador.

Quando: Dia 09 e 10/03  às 20h
Onde: Tendal da Lapa
Duração: 140 minutos
Classificação indicativa: Acima de 18

Ficha Técnica

Grupo: Anti Status Quo Companhia de Dança (Brasília – DF)
Direção Artística, Dramaturgia e Conceito: Luciana Lara
Pesquisa e Concepção: Luciana Lara em colaboração com bailarinos e artistas convidados
Elenco: Camilla Nyarady, Cristhian Cantarino, Déborah Alessandra, João Lima, Luciana Matias, Marcia Regina, Raoni Carricondo e Roberto Dagô
Bailarinos Colaboradores do Processo Criativo: Camilla Nyarady, Carolina Carret, Cristhian Cantarino, João Lima, Luara Learth, Raoni Carricondo, Robson Castro e Vinícius Santana
Artistas Convidados Colaboradores do Processo Criativo: Marcelo Evelin, Gustavo Ciríaco e Denise Stutz
Figurino e Máscaras: Luciana Lara e elenco
Assessoria de Iluminação: James Fensterseifer e Marcelo Augusto
Produção: Marconi Valadares
Fotos Divulgação: Mila Petrillo

 

 

 

Riso – ENSAIO ABERTO

A cia. é dirigido por Key Sawao e Ricardo Iazzetta. Foto: Ines Correa / Divulgação

A cia. é dirigido por Key Sawao e Ricardo Iazzetta. Foto: Ines Correa / Divulgação

O que se passa nos corpos e no espaço quando o riso ri?, pergunta o núcleo de dança key zetta e cia., nesse trabalho. O riso se apresenta como proposta política, de tomada de posições, provocação, alívio e felicidade. O riso se materializa no corpo nas coreografias da dança. O riso salta como forma de existir, num território fronteiriço, em que o humor é apenas uma das nuances para criar uma variação de sentidos. Montagem integra o projeto Horizonte, contemplado pelo Programa de Fomento à Dança, da Secretaria Municipal de Cultura São Paulo.

Quando: Dia 08/03  às 14h
Onde: Teatro de Vertigem
Duração: 40 minutos
Classificação indicativa: Acima de 12

*Ingressos distribuídos 1 hora antes no local

Ficha Técnica

Direção: Key Sawao e Ricardo Iazzetta
Criação e Dança: Beatriz Sano, Carolina Minozzi, Key Sawao, Mauricio Florez e Ricardo Iazzetta
Espaço Cênico e Coordenação de Arte: Hideki Matsuka
Encontros intensivos: Nadja Naira, Gustavo Miranda, Luiz Fuganti
Desenho de Luz: Domingos Quintiliano
Design Gráfico: Erico Peretta e Hideki Matsuka (fotos)
Figurinos: Alex Cassimiro
Registro em Vídeo: Doctela
Montagem de vídeo-clipe: Henrique Cartaxo
Produção: Núcleo Corpo Rastreado

 

Imprevisível – ENSAIO ABERTO

Foto: Vitor Vieira / Divulgação

Concepção, direção artística e preparação corporal são assinados por Zélia Monteiro. Foto: Vitor Vieira / Divulgação

O Núcleo de Improvisação aposta na transitoriedade e nas múltiplas possibilidades de conexões da arte no momento em que é criada. Em Improvisação – Ensaio aberto, a dança é composta no presente, na articulação de cada bailarino; no jogo pulsante e imediato com outros elementos da cena como música, luz, espaço, figurinos e principalmente em diálogo com o público.

Quando: Dia 08/03  às 14h
Onde: Teatro da Vertigem
Duração: 40 minutos
Classificação indicativa: Acima de 14

*Ingressos distribuídos 1 hora antes no local

Ficha Técnica

Concepção, Direção Artística e Preparação Corporal: Zélia Monteiro
Criação Dança: Ernesto Filho, Marcela Páez, Mel Bamonte, Paulo Carpino e Zélia Monteiro
Criação Luz: Hernandes de Oliveira
Criação Musical: Felipe Merker Castellani
Criação Figurino: Joana Porto
Produção: Ação Cênica Produções Artísticas
Assistente de Produção: Rafael Petri

 
Postado com as tags: , , , , , , , , , , , ,

Domingueiras do Janeiro

Afoxé Oxum Pandá lança disco. Foto:

Afoxé Oxum Pandá lança disco. Foto:

Em louvor das divindades do Orun, o Afoxé Oxum Pandá faz a festa para a entidade  que carrega no nome no show de lançamento do CD Deusa da Beleza. O show é uma atrações do 24º Janeiro de Grandes Espetáculos – Festival Internacional de Artes Cênicas e Música de Pernambuco deste domingo. No terreiro da cultura popular, a riqueza dos passos do cavalo-marinho são defendidas por Fábio Soares no seu solo Caminhos.

Para a criançada, a artista Carol Levy aposta no lúdico nas histórias contadas e cantadas e apresenta sucessos de CantaBicho, Contarola e Contarolando. E ainda tem as opções de O Mágico de Oz, no Recife e DORalice, um delicado enredo sobre abuso sexual infantil, em Paulista. 

Com canções do disco Amor Grave, o pernambucano Adriano Salhab põe humor nos conflitos da vivência urbana, a partir de sua experiência de nordestino em São Paulo. O trabalho dialoga com compositores como Tom Zé e Itamar Assumpção. 

 E tem música mais sensualizada com o cantor Ciel Santos, que faz o pleno exercício das possibilidades humanas de ser em todos os gêneros no show Enraizado. O intérprete Geraldo Maia faz investe no potencial intimista da sua vez e canta sem microfone um repertório de canções portuguesas.

PROGRAMAÇÃO

Caminhos – DANÇA

Caminhos. Foto: Wellington Dantas

Caminhos. Foto: Wellington Dantas

Caminhos (Recife)
Quando: Domingo, 21 de janeiro, 19h,
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho
Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia).
42 minutos de duração.
Livre

A alegria, a dor, a fantasia e a realidade contidas na brincadeira do cavalo-marinho são apresentadas no espetáculo solo de Fábio Soares. O artista pretende discutir os caminhos e escolhas para buscar a sobrevivência dessa e de outras brincadeiras. Concepção, direção e atuação: Fábio Soares.

Enraizado, com Ciel Santos – MÚSICA

Ciel Santos. Foto: Diego Cruz.

Ciel Santos. Foto: Diego Cruz.

Ciel Santos (Recife)
Quando: Domingo, 21 de janeiro, 18h,
Onde: Teatro Apolo
Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia).
1h de duração
16 anos

Mulher? Homem? Veado? Sapatão? Humanos. Somos humanos. Germinamos todos os dias para o novo, criamos raízes, reconstruímos e desconstruímos nosso ser. Enraizado traz um repertório autoral, COMde músicas que se mesclam com textos em uma narrativa dramático-musical. Aborda temas importantes para Ciel Santos: sua vida no interior, dificuldades enfrentadas pela androgenia da sua voz, fé, prazeres e intercâmbios artísticos. Ciel experimenta uma gama de nuances e texturas na voz, com apoio na dança e em movimentos corporais presentes na pluralidade da cultura popular.
Direção musical: Mauricio Cezar.
Músicos: Mauricio Cezar (teclados), Del Lima (baixo), Silva Barros (bateria), George Rocha (percussão).

Geraldo Maria – MÚSICA

Geraldo Maia _ Foto Aldo Rocha

Geraldo Maia. Foto Aldo Rocha

Geraldo Maia (Recife)
Quando: Domingo, 21 de janeiro, 18h,
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna
Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia).
1h10 de duração.
Livre

Nesta apresentação intimista de voz e violão, Geraldo Maia transita entre canções portuguesas que fazem parte de suas raízes lusitanas e clássicos do cancioneiro nordestino. Raízes é um show inteiramente acústico, no qual o cantor não faz uso de microfone ou qualquer outro recurso tecnológico.
Concepção, direção geral, roteiro e repertório: Geraldo Maia.

Adriano Salhab – MÚSICA

Amor Grave. Foto: Jennifer Glass

Show Amor Grave, com Adriano Salhab. Foto: Jennifer Glass

Adriano Salhab – Três de Copas Produções Artísticas (São Paulo)
Quando: Domingo, 21 de janeiro, 19h,
Onde:
Teatro Barreto Júnior
Quanto:
R$ 30 e R$ 15 (meia).
1h30 de duração.
Livre

O pernambucano Adriano Salhab apresenta canções do álbum Amor Grave, que marca sua estreia como compositor e intérprete. É uma tradução criativa e bem-humorada dos conflitos presentes na existência urbana e tem inspiração em seus anos de vida em São Paulo. Em tempos turbulentos, de intolerância e fobias mil, o show convida a uma reflexão, a frequências mais baixas que exigem atenção refinada. Salhab foi parceiro de palco por três anos de Elke Maravilha no espetáculo Elke Conta e Canta. Seu disco anterior é O Sol Rodando Vermelho, sobre Os Sertões de Euclides da Cunha e é interpretado coletivamente por Lira, Tulipa, Mariana de Morais e Celso Sim.
Baixo, viola, guitarra e voz: Adriano Salhab.
Bateria: Julio Epifany.
Guitarra e voz: Fernando Rischbieter.
Teclado e voz: Giuliano Ferrari.

Oxum Afoxé Pandá – MÚSICA

Afoxé Oxum Pandá. Foto: Alice Souza

Afoxé Oxum Pandá. Foto: Alice Souza

Oxum Afoxé Pandá – Paó Produção & Comunicação e Afoxé Oxum Pandá (Recife)
Quando: Domingo, 21 de janeiro, 19h,
Onde: Teatro Luiz Mendonça
Quanto: R$ 5.
1h20.
Livre

Comemorando 23 anos, o Afoxé Oxum Pandá traz a energia das divindades do Orun, sob as bênçãos do babalorixá Genivaldo Barbosa, para o show de lançamento do CD Deusa da Beleza. A apresentação homenageia a deusa Oxum, que representa tudo que há de belo e rico, espalhando seu axé no toque dos atabaques, no repicar dos agogôs, na virada dos agbês e na força das vozes do povo de amarelo e branco.

Carol Levy – TEATRO INFÂNCIA E JUVENTUDE – com audiodescrição em libras

Carol Levy. Foto: Andrea Rego Barros

Carol Levy. Foto: Andrea Rego Barros

Carol Levy – Onomatopéia Idéias Sonoras (Recife)
Cantora e contadora de histórias, Carol Levy leva aos palcos o projeto Conto de Casa, inicialmente concebido para o canal do Youtube da artista pernambucana. No show interativo, as crianças participam com Carol durante toda a apresentação, que traz desde músicas e histórias a peripécias na cozinha.
Direção geral: Carlinhos Borges e Carol Levy.
Direção artística: Luciano Pontes.
Texto, cantora e contadora de histórias: Carol Levy.
Quando: Domingo, 21 de janeiro, às 17h,
Onde: Teatro de Santa Isabel
Quanto: R$ 50 e R$ 25 (meia).
1h10.

Mágico de Oz – TEATRO INFÂNCIA E JUVENTUDE

Musical O Mágico de Oz - Foto: Beatriz Chaves / Divulgação

Musical O Mágico de Oz – Foto: Beatriz Chaves / Divulgação

A montagem é erguida a partir do famoso filme de 1939. Na história, Dorothy é levada por um furacão a uma terra mágica e conta com a ajuda de três amigos. A produção teatral utiliza um conjunto de cenários, figurinos e adereços para apresentar um espetáculo dinâmico e  tecnológico.
O Mágico de Oz | Companhia do Sol (Recife)
Direção artística geral: Lano de Lins.
Elenco: Anitson Monique, Ibson Quirino, Geovane Souza, Hemerson Moura, Joelma Alves, Lano de Lins, Karine Ordônio, Ibson Silver, Augusto Neves, Marília Santana.
Quando: Domingo, 21 de janeiro, às 10h,
Onde: Teatro Boa Vista
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia).
Musical.
55 minutos de duração.
Livre

Programação Paralela

Ombela – TEATRO ADULTO

Ombela. Com Agri Melo. Foto: Lucas Emanuel / Divulgação.

Ombela. Com Naná Sodré e Agri Melo. Foto: Lucas Emanuel / Divulgação

As atrizes Agrinez Melo e Naná Sodré personificam duas gotas de chuva que se transformam em entidades. As personagens inventam rios e desdobram-se ao som do vento e, a cada gota, fazem nascer ou morrer coisas, gente e sentimentos. Esse mergulho no universo do escritor africano Manuel Rui está envolto numa atmosfera mágica. A peça é interpretada em português e, em algumas partes, em umbundo – um dos principais dialetos de Angola. A trilha sonora é assinada pela cantora Isaar França, e executada ao vivo pelas atrizes do elenco.

Ombela – O Poste Soluções Luminosas (Recife)
Texto: Manuel Rui.
Encenação: Samuel Santos.
Elenco: Agrinez Melo e Naná Sodré
Quando: Domingo, 21 de janeiro, às 18h,
Onde: Espaço O Poste
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia).
Musical.
1h de duração.
18 anos

Senhora na Boca do Lixo  – TEATRO ADULTO

Escrita em 1963, a peça retrata a decadência da classe rica paulistana como metáfora da realidade social do Brasil naquela época, reverberando no panorama político e existencial da atualidade.   

Senhora na Boca do Lixo – Concluintes do curso profissionalizante da Escola de Teatro Fiandeiros (Recife)

Texto:  Jorge Andrade.
Encenação: 
Roberto Lúcio.
Elenco:
Airton Oliveira, Álcio Lins, Bianca Suely, DihRôh, Eduardo Godoy, Ewerton Oliveira, Fernanda Spíndola, Gabriel Thacio, Gabriela Fernanda, Kléber Félix, Laís Queiroz, Luciana Tognon, Milton Raulino, Rafael Braga, Tarcísio Andrade, Humberto, Valmir Leite e Zé Lucas.
Quando: 
Domingo, 21 de janeiro, às 18h,
Onde:
Espaço Fiandeiros
Quanto: 
Gratuito.
1h10.
16 anos

Pequenos Grandes Trabalhos – TEATRO ADULTO

Cenas com os alunos do Espaço Cênicas. Foto: Toni Rodrigues / Divulgação

Cenas com os alunos do Espaço Cênicas. Foto: Toni Rodrigues / Divulgação

 Cenas curtas, a partir de textos de escritores brasileiros, como Nelson Rodrigues, Marcelino Freire e Caio Fernando Abreu, construídas com os alunos do curso Dramaturgia do Ator, da Cênicas Cia. de Repertório, no processo de aprendizagem.

Pequenos Grandes Trabalhos – Alunos do curso Dramaturgia do Ator da Cênicas Cia. de Repertório (Recife)

Encenação: Antônio Rodrigues.
Elenco: Aline Santos, Bruna Barros, Carolina Rolim, Cristiano Primo, Elielson Fellype da Silva Soares, Fabiane Santos, Flávio Moraes, Hygor Callas, Jamerson Lima, Jandson Miranda, Marcionilo Pedrosa, Marcos Zé, Maria Eduarda Pepe, Mariana Brandão, Nara Esteves, Paula Ferreira Mendes, Raphael Mota, Ricardo Andrade, Roberto Sterenberg, Rodrigo Porto Cavalcanti, Sissi Loreto, Tábatta Martins, Waggner Lima.
Participação especial: Douglas Duan.
Quando:Domingo, 21 de janeiro, às 18h,
Onde: Espaço Cênicas (Rua Marques de Olinda, 199 sala 201 2º andar – Entrada pela rua Vigário Tenório.)
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia).
1h20.
14 anos

DORalice – TEATRO INFANTIL

DORalice. Foto: André Ramos / Divulgação

DORalice. Foto: André Ramos / Divulgação

A montagem infantil, da Cia. 2 em Cena, aborda com muita delicadeza o abuso sexual infantil. Brincadeira de casinha e comidinha com Cidinha, a boneca preferida de Alice. A menina também brinca com um amiguinho de pique esconde, pega-pega, amarelinha. Alice e as histórias do Pai e os cuidados da Mainha. Tudo é brincadeira na vida da menina, até que um dia uma mão malvada invade a casinha de Cidinha e tudo muda na vida de Alice. O espetáculo não usa palavras para contar esta história…

DORalice – Cia. 2 em Cena (Recife)
Direção e roteiro: Alexsandro Silva
Elenco: Arnaldo Rodrigues e Paula de Tássia
Quando: Domingo, 21 de janeiro, às 16h
Onde: Teatro Paulo Freire, Paulista.
Quanto: R$ 2 e R$ 1 (meia)

Ingressos

Programação oficial: à venda no www.compreingressos.com/janeirodegrandesespetaculos e na Central de Ingressos no Teatro de Santa Isabel (de terça a domingo, das 9h às 16h).
Programação paralela: à venda ou distribuído uma hora antes do espetáculo no próprio local.

Postado com as tags:

Retomada, do Totem, para quem tem fome de justiça

Totem ergue um dos mais belos poemas cênicos de resistência, de demonstração de bravura inspirado nos povos primordiais. Foto: Divulgação

Totem ergue um dos mais belos poemas cênicos de resistência inspirado nos povos primordiais. Foto: Divulgação

Dignidade, honra,  coragem urgem voltar à prática cotidiana. Em tempos de golpes baixos é imprescindível estar atento e forte, insiste o espetáculo Retomada,que eclode em movimentos de resistência, de combate em defesa dos povos indígenas e de toda gente esmagada historicamente. A montagem faz única apresentação nesta sexta-feira (12/01) no Teatro Hermilo Borba Filho, dentro da programação do 24º Janeiro de Grandes Espetáculos – Festival Internacional de Artes Cênicas e Música de Pernambuco.

Esse trabalho do Grupo Totem, que inicia as celebrações dos 30 anos de existência da trupe, é uma experiência de luta que se manifesta no corpo, nos gestos, na sonoridade, na potência de se insurgir contra as injustiças. Encenação para quem tem fome de justiça, “Retomada se solidariza a todos os que sofreram e ainda sofrem com a invasão de seus territórios e o assassinato de seus líderes”, enfatiza o diretor, Fred Nascimento.

Retomada combina dança, teatro, performance e ritual, que permite uma experiência estética poderosa. “A energia da atmosfera sagrada se faz presente, formando um corpo expandido entre o físico, o sonoro, o espaço circundante e a metafísica, uma obra cosmológica, trazida à cena contemporânea através do contato com forças ancestrais”, confirma Fred.

oto Olga Wanderley

Foto: Olga Wanderley / Divulgação

As terras indígenas formam um espaço sagrado exaltado nesse poema cênico. É fruto da pesquisa Rito Ancestral Corpo Contemporâneo, residência artística desenvolvida junto aos povos Kapinawá, Xukuru e Pankararu.

Nesse belo, poderoso e mágico espetáculo, as artistas projetam seus corpos no universo. Com os pés batendo no chão, as mulheres guerreiras – Gabi Cabral, El Maria, Inaê Veríssimo, Juliana Nardin, Lau Veríssimo e Taína Veríssimo – convocam outros que vieram antes de nós.

A encenação ganha nuances, texturas, efeito com a trilha sonora original executada por Fred Nascimento na percussão, Cauê Nascimento na guitarra e Gustavo Vilar no pífano e nos maracás. É uma sonoridade carregada de elementos da cultura indígena que aciona as memórias em diálogo com a musicalidade contemporânea.

O desenho de luz de Natalie Revorêdo e a projeção do VJ Bio Quirino atuam como personagens a dialogar com as atrizes, amplificando a exuberância do trabalho.

O espetáculo Retomada estreou em maio de 2016, no Trema! Festival de Teatro. E a beleza se faz na cena, nos corpos expandidos. Enquanto houver injustiça, vai ter luta anunciam na pele, no gesto, no olhar, na energia feminina as atrizes-performers. Uma injeção de ânimo nesses tempos de apatia, que merece correr os palcos do Brasil e do mundo.

Ficha Técnica
Encenação: Fred Nascimento
Coreografias coletivas do grupo Totem
Preparação corporal: Totem
Performers: Gabi Cabral, El Maria, Inaê Veríssimo, Juliana Nardin, Lau Veríssimo e Taína Veríssimo.
Música original: Cauê Nascimento, Fred Nascimento e Gustavo Vilar
Cenografia: Totem
Figurino: Gabriela Holanda
Maquiagem: Totem
Designer de luz: Natalie Revorêdo
Vj: Bio Quirino
Pintura corporal: Airton Cardim
Assistente técnico: Ronaldo Pereira
Fotografia: Fernando Figueiroa
Designer gráfico: Uirá Veríssimo
Preparação vocal: Conrado Falbo e Thiago Neves

SERVIÇO
RETOMADA – performance do grupo Totem
Quando: Nesta sexta-feira (12/01),às 20h30,
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho
Quanto:;R$30 e R$ 15 (meia).

ATRAÇÕES DESTA SEXTA-FEIRA NO JGE (com informações da assessoria de imprensa)

Ator, diretor e dramaturgo . Ícaro - foto : Fernanda Chemale

Ator, diretor e dramaturgo Luciano Mallmann em Ícaro. Foto: Fernanda Chemale

19h, Teatro Arraial Ariano Suassuna – Ícaro –+ segunda sessão dia 13, às 18h
LM Produções (Porto Alegre/RS).

Em sua estreia como dramaturgo, o ator e bailarino Luciano Mallmann reflete sobre a fragilidade do homem a partir de seis histórias fictícias de cadeirantes. Inspirado em suas próprias experiências e nas de pessoas que conheceu ao sofrer uma lesão medular, em 2004, o monólogo mistura realidade e ficção num mosaico sobre a diversidade humana, partindo de temas universais, como relacionamentos interpessoais, abandono, maternidade e preconceito. R$ 20.

Dialogus

Dialogus Ibéricos

19h, Teatro Apolo – Dialogus Ibéricos
Favelacult Gestión Cultural (Portugal e Espanha).

O projeto une música, dança, canto e teatro numa viagem contemporânea às raízes populares portuguesas e suas influências na Espanha e no Brasil. Erudito e contemporâneo, tradicional e experimental. Resultante do encontro entre um músico espanhol, uma bailarina portuguesa e uma cantora espanhola, tendo como ponto de partida o cancioneiro popular ibérico, mostra o ciclo da vida das gentes. Verdadeiros laços de identidade que nos ligam mais do que separam. Com Carlos Blanco (músico), Vanessa Muela (cantora e percussionista), Alexandra Fonseca (bailarina). Dramaturgia e encenação: Moncho Rodriguez. Poemas: Ronaldo Correia de Brito. R$ 30 e R$ 15 (meia).

 

Espelunca, da Sede das Cias. Foto: Thiago Cristaldi Carlan / Divulgação

Espelunca, da Sede das Cias. Foto: Thiago Cristaldi Carlan / Divulgação

20h30, Teatro Barreto Júnior – Espelunca – + segunda sessão dia 13, às 20h
Cia Teatral Milongas e Pagu Produções Culturais (Rio de Janeiro/RJ).

Espetáculo baseado na relação das figuras do palhaço Branco (manipulador) com o palhaço Augusto (manipulado). A peça tem como cenário um antigo restaurante, visivelmente decadente. Um único homem espera ansioso por clientes que nunca chegam, até que uma figura estranha entra e começa o quiproquó. Toda a encenação é conduzida sem uso da palavra. R$ 30 e R$ 15 (meia).

Ayrton_Claudette_Credito_Igor_Montarroyos

Claudette e Ayrton. Foto: Igor_Montarroyos / Divulgação

21h, Teatro de Santa Isabel |- Ayrton Montarroyos e Claudette Soares
Recife/PE.

Duas grandes vozes de diferentes gerações se juntam num show que passeia por vários tempos da música popular brasileira. Claudette Soares, 60 anos de carreira, grande cantora e diva da bossa nova, apresenta os clássicos dos anos 1950, 60 e 70, dos repertórios de Vinicius de Moraes, Johnny Alf, Roberto e Erasmo, Chico Buarque. Ayrton Montarroyos, 22 anos, finalista do The Voice, da TV Globo, leva ao palco as canções que o consagraram no programa e os novos compositores que estão no álbum de estreia, que leva seu nome, lançado em 2017. R$ 40 e R$ 20 (meia).

 

Postado com as tags: , , , , , , , ,