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Teatro em tempo de peste

Edjalma Freitas encena três poemas da Tetralogia da Peste, de Antonio Martinelli. Foto: Toni Rodrigues

“Toda hora é de luto em Guayaquil”, diz o texto de Antonio Martinelli, Tetralogia da Peste. Aqui no Brasil também. O Jornal Nacional, há mais de um ano, divulga o número de mortos diariamente. Ontem, 23 de abril, eram 386.623 pessoas. É nesse contexto que o ator e produtor cultural Edjalma Freitas lança Poema. As apresentações serão neste sábado (24), às 20h, e domingo (25), às 18h e às 20h.

“É a urgência da hora. Um espetáculo de quarentena, pandêmico, com as condições que temos, com a pouca verba da Aldir Blanc, com as dificuldades de ensaiar presencialmente, com os adiamentos da estreia porque o diretor pega covid, porque o estado decreta lockdown. Tudo isso está refletido nesse trabalho”, explica Freitas. Com texto do jornalista e gestor cultural Antonio Martinelli, o espetáculo tem direção de Quiercles Santana e direção audiovisual de Tuca Siqueira.

Três poemas da Tetralogia da peste [+ dois tempos, uma cidade], lançado pela N-1 Edições, compõem a dramaturgia do espetáculo: Brasilândia, Zona Norte, Calvário e O Eco de Bérgamo. Edjalma Freitas se deparou com a obra por meio de um post no Instagram. “Quando o livro foi lançado, Galiana Brasil fez uma postagem nos stories dela. Achei bonito aquilo que ela escreveu, achei o nome Tetralogia da Peste interessante e, logo na sequência, fui ler. Fiquei tomado pelo texto, pela força das palavras, pela capacidade de geração de imagens que aqueles poemas tinham – que eu nem chamava de poema ainda. Era muito dramático, trágico. Quando terminei a primeira leitura, na segunda já li em voz alta, muito mexido, com vontade de performar essas palavras”. O mote é a pandemia, enquanto esse fim do mundo ainda está acontecendo e as feridas expostas.

Traduzir a linguagem do palco para o audiovisual foi uma das inquietações da equipe de criação. A opção pela transmissão ao vivo e não pela gravação acirrou os questionamentos com relação à linguagem. “O espetáculo chega às pessoas através do meio digital e a gente nunca pegou numa câmera!”, conta o ator. Foi aí que a diretora Tuca Siqueira entrou na história. “Quando o espetáculo já estava de pé, nessa reta final, ela veio fazer a direção de fotografia: como essa câmera se desloca, o que essa câmera pega, como se movimenta. São saberes do audiovisual, que ela quem trouxe. Eu não me atreveria a fazer uma coisa transmitida, flertando com essa linguagem, sem uma pessoa do audiovisual presente. É uma peça de teatro, os saberes do teatro, está tudo ali, desde a minha atuação, os signos, os elementos. A gente construiu uma peça de teatro, mas que flerta diretamente, arranha, fricciona com os saberes do audiovisual, já que as pessoas vão ter acesso por meio de um celular, de um computador, de uma tv”, explica.

Como conta com o apoio da Lei Aldir Blanc, a peça tem ingressos gratuitos, que podem ser retirados pelo Sympla. O projeto que ainda tem ares de sonho é levar a peça aos palcos, assim que possível.

Espetáculo será ao vivo, com transmissão pelo YouTube

Ficha técnica:
Poema
Atuação: Edjalma Freitas
Autoria: Antonio Martinelli
Direção: Quiercles Santana
Direção audiovisual: Tuca Siqueira
Trilha sonora original: Pedro Huff e Tarcísio Resende
Cenografia e figurino: Luciano Pontes
Iluminação: Luciana Raposo
Provocação corpovoz: Henrique Ponzi

Serviço:
Quando: sábado (24), às 20h, e domingo (25), às 18h e às 20h
Onde: Transmissão pelo YouTube
Quanto: Gratuito. É preciso retirar ingressos pelo Sympla 

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Pintando o 7 para crianças e adultos

Tempo de Flor, do Grupo Pé de Vento, de Arcoverde (PE). Foto: Yan Vinicius / Divulgação

Grupo Serelepe, de Belo Horizonte (MG) apresenta Brincanectados. Foto: Florencia Giocon / Divulgação

Luciano Pontes e Íris Macedo, curador e idealizadora do projeto. Fotos:  Lucas Molina e Arnaldo Sete / Divulgação

Estímulo à criatividade, exercícios lúdicos e poéticos entre a criança e a família são propostas da edição deste ano do Pintando o 7 – Edição Digital. Com o tema Real e virtual, Brincar não tem igual, o projeto é formado por cinco webinars (seminários ou conferências), cinco espetáculos virtuais e três lives com a participação de artistas, voltadas para escolas estaduais e municipais. A programação é exibida no YouTube da Fervo Projetos, de 11 a 22 de março incorporando a linguagem literária às artes cênicas.

O Pintando o 7 já teve quatro edições desde 2017. Nesta versão de 2021, a gestora cultural e idealizadora do festival, Iris Macedo, convidou o ator e escritor Luciano Pontes, especializado em literatura infantil e juvenil, para fazer a curadoria.

Pontes pensa que vivemos um momento muito especial, que é tempo de reinventar as infâncias. “As virtualidades apontaram caminhos surpreendentes de interação e conexão entre as crianças, suas famílias”. Muitos desafios.

Aproveitando essas janelas digitais, o Pintando o 7 Digital propõe a apreciação/vivência das experiências estéticas em múltiplas linguagens.

O projeto é uma realização da Fervo Projetos Culturais, com incentivo da Lei Aldir Blanc Pernambuco, FUNDARPE, Secretaria de Cultura, Governo de Pernambuco, no âmbito federal, por intermédio da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

ESPETÁCULOS

Abertura oficial do Pintando o 7
DIA 11/03/21, 19H

Brincanectados (Grupo Serelepe – BH)
DIA 12/03/21, 16H
As memórias da infância, a formação profissional e o encontro com brincantes forneceram aos integrantes do Serelepe os nutrientes para a formatação de Brincanectados. A peça junta canções e jogos tradicionais do Brasil e de países latino-americanos.
Duração: 30 min
Classificação etária: Livre

Tempo de Flor (Grupo Pé de Vento – ARCOVERDE/PE)
DIA 13/03/21, 16H
O espetáculo de lambe-lambe Tempo de Flor é um desejo de aproximação com a memória adormecida. É um compartilhamento de ideias, transcritas para a cena, relidas nas caixas. Flor está no imaginário, nessa busca incansável do interior.
Duração: 20 min
Classificação etária: crianças acima de 4 anos

Cordel-Animado com as irmãs Mari Bigio e Milla Bigio. Foto: Lara Valenca.

O Cordel Animado (Mari e Milla Bigio – PE)
DIA 14/03/21, 16H
As irmãs Mari Bigio e Milla Bigio (PE), prepararam um repertório onde os brinquedos e a brincadeira são protagonistas. Adivinhas em Cordel, cantigas, e “mungangas”, além de outras histórias brincalhonas, mostram ao público que as palavras e os sons são matéria-prima do brincar.
Duração do espetáculo: 50 min
Classificação etária: Livre

O Matuto (Rapha Santa Cruz – PE)
DIA 20/03/21, 16H
Misto de palhaço e mágico, O Matuto apresenta seu universo de encantamento através das surpresas que vão saindo da sua mala. Trilhas sonoras nordestinas animam esse encontro.
Duração do espetáculo: 50 min
Classificação etária: Livre

O duo Livia & Fred exibem um namoro da música clássica europeia com o cancioneiro popular brasileiro

YOUKALI (Lívia & Fred – RJ)
DIA 21/03/21, 16H
Os artistas conduzem a plateia por uma fantástica viagem norteada pela música clássica, relida em arranjos originais para guitarra e voz. Partindo das canções da tradição europeia de séculos passados, a dupla faz tramas com a prática do cancioneiro do Brasil.
Duração do espetáculo: 40 min
Classificação etária: Livre

WEBINARS
TEMA CENTRAL: Infâncias em territórios interativos

DIA 15/03/21, 19h
Tema: O bebê e os estímulos sensíveis para o simbólico
Convidada: Tetê Brandão (PE) – Pesquisadora e especialista em Educação Infantil; autora do livro: O brincar, a vida dos bebês, da editora Vacatussa. Atua como mediadora de oficinas para e com bebês há 3 anos.
Mediação: Luciano Pontes

DIA 16/03/21, 19h
Tema: As dimensões afetivas, sociais e culturais do brincar livre
Convidada: Camila Domingues (PE) – Pedagoga, gestora educacional da rede privada de ensino, Fundadora da Casa das Asas, mãe de Miguel de 9 anos.
Mediação: Luciano Pontes

DIA 17/03/21, 19h
Tema: Diversidade cultural e identidade na infância
Convidada: Kemla Baptista (PE) – Contadora de histórias, escritora, mãe, professora e empreendedora social. Responsável pelo Caçando Estórias, iniciativa de arte e educação que apresenta as tradições afro-brasileiras através da contação de histórias.
Mediação: Luciano Pontes

DIA 18/03/21, 19h
Tema: Apreender o mundo – os bebês e a pedagogia dos começos
Convidado: Paulo Fochi (RS) – Atua no assessoramento de escolas privadas além de redes municipais de ensino e produções culturais e artísticas para crianças. Colunista do Portal Lunetas. Tem publicações no campo da pedagogia da infância, educação infantil, bebês, documentação pedagógica e formação de professores.
Mediação: Luciano Pontes

DIA 19/03/21, 19h
Tema: Os espaços do brincar na vida, na escola, na rua e na tela
Convidada: Gabriela Romeu (SP) – Escritora, pesquisadora da infância, documentarista e crítica de teatro infantil. Durante 20 anos, ela escreveu sobre e para crianças, no jornal Folha de S. Paulo, veículo no qual editou o caderno Folhinha.
Mediação: Luciano Pontes

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Mané Gostoso e Seu Rei chegam a São Paulo

Espetáculo é inspirado na literatura de cordel e no teatro de mamulengo. Foto: Rogério Alves - Sobrado423

Espetáculo é inspirado na literatura de cordel e no teatro de mamulengo. Foto: Rogério Alves – Sobrado423

A Cia Meias Palavras, companhia pernambucana que trabalha a partir do encontro entre teatro, literatura e oralidade, faz uma curta temporada em São Paulo com os dois espetáculos do seu repertório: As travessuras de Mané Gostoso e Seu Rei Mandou.

As travessuras de Mané Gostoso é cheio de referências à cultura popular, dialogando com a literatura de cordel e o teatro de mamulengos. Segundo o historiador, antropólogo, advogado e jornalista Câmara Cascudo, Mané Gostoso é um dos personagens do cavalo-marinho. Virou também brinquedo popular nos interiores pelo país afora. O texto de autoria de Luciano Pontes, que também está no elenco ao lado de Arilson Lopes e de Samuel Lira (responsável ainda pela trilha sonora ao vivo), traz figuras de histórias populares, como a mocinha Anarina, o forasteiro e vilão Bibiu, a fofoqueira Comadre Zuzinha e o cabo Zé Firmino. A história vai se desenrolando, ou enrolando cada vez mais, sempre a partir de uma disputa. Mané Gostoso e Bibiu duelam pelo amor de Anarina, por exemplo; e a alma de Mané Gostoso se torna alvo da peleja entre o anjo e o diabo. É um espetáculo divertido, potente, uma dramaturgia que não menospreza o público infantil e cativa também os adultos. Mas, sobretudo, é uma montagem potencializada pelo trabalho e talento dos atores, que contaram na direção com Fernando Escrich.

Seu Rei Mandou é um trabalho de ator Luciano Pontes, que assina ainda texto, direção e figurinos. No palco, ele conta com a participação do músico Gustavo Vilar. A peça é reflexo de uma ampla pesquisa sobre tradição oral, narração e contação. Com histórias que tratam do universo fabuloso dos reis, através de releituras cômicas e poéticas, ora críticas, mas sempre lúdicas, Seu Rei Mandou recupera o prazer em ouvir histórias e devolve ao público o rico imaginário dos contos populares. O espetáculo promove um diálogo entre a contação de histórias, a música e o teatro de formas animadas, para falar da trajetória de tirania, bravura, esperteza e bonanças de três reis. Três contos são levados ao palco: A Lavadeira Real, O Rato que roeu a Roupa do Rei de Roma e O Rei chinês Reinaldo Reis.

Ficha Técnica: As Travessuras de Mané Gostoso

Texto: Luciano Pontes
Direção: Fernando Escrich
Trilha original composta: Fernando Escrich
Letras: Fernando Escrich e Luciano Pontes
Cenário e Bonecos: Rai Bento
Figurinos: Joana Gatis
Assistente de Figurino: Gabriela Miranda
Iluminação: Luciana Raposo
Preparação Vocal e Musical: Carlos Ferreira
Preparação Corporal: Maria Acselrad
Elenco: Arilson Lopes, Samuel Lira e Luciano Pontes
Participação voz Acalanto de Anarina: Isadora Melo
Confecção dos Bonecos: Tonho de Pombos, Bila, Genilda Felix e Rai Bento
Adereços: Álcio Lins, Fábio Caio, Rai Bento, Gabriela Miranda e Joana Gatis
Design Gráfico: Hana Luzia
Ilustração: Luciano Pontes
Idealização e Realização: Cia Meias Palavras

Seu Rei Mandou traz histórias de realeza. Foto: Sheila Oliveira

Seu Rei Mandou traz histórias de realeza. Foto: Sheila Oliveira

Ficha técnica: Seu Rei Mandou

Criação, adaptação e concepção: Luciano Pontes
Intérprete: Luciano Pontes
Músico: Gustavo Vilar
Pesquisa musical, composição e arranjos: Gustavo Vilar e Luciano Pontes
Figurinos: Luciano Pontes
Iluminação: Luciana Raposo
Idealização e Realização: Cia Meias Palavras

Serviço:
As Travessuras de Mané Gostoso
Quando: Sábados, às 11h, de 5 a 26 de agosto
Onde: Teatro Anchieta (Sesc Consolação)
Quanto: R$ 17 e R$ 8,50 (meia-entrada). Crianças até 12 anos não pagam

Seu Rei Mandou
Quando: Domingos, às 15h e às 17h, de 13 a 27 de agosto
Onde: Sesc Pinheiros – Auditório, 3º andar
Quanto: R$ 17 e R$ 8,50 (meia-entrada). Crianças até 12 anos não pagam

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As encrencas de um mentiroso

A atriz Isabela Leão em cena no espetáculo Pinóquio e suas desventuras. Foto: Sayonara Freire

Conhecemos a trajetória de Pinóquio, o insolente boneco de madeira, da fábula de Carlo Collodi, escrita e publicada no final do século 19. Toda vez que mentia via crescer, de forma incontrolável, o próprio nariz. Há muitas possibilidades de leitura para o conto. E isso demonstra a riqueza dessa narrativa. O grupo de teatro Cênicas Companhia de Repertório, dá pistas de suas opções a partir do título da versão Pinóquio e suas Desventuras, em que elenca os percalços enfrentados pelo protagonista. O espetáculo faz curta temporada, com novo elenco, neste domingo (17) e no próximo, 24 de abril, às 17h, no Teatro Luiz Mendonça – Parque Dona Lindu. A música é executada ao vivo pelos atores e por três músicos, utilizando instrumentos musicais e brinquedos.

A trupe quer destacar dicotomias pontuadas do texto para propor uma reflexão. Inocência versus crueldade inconsciente, juras e descumprimentos, deslizes, chantagens e manipulações. A montagem de Antônio Rodrigues sublinhar alguns episódios – que vez por são omitidos  nas cenas -, como a morte da menina Azul, que sempre aparecia para socorrer Pinóquio nos momentos complicados; a prisão de Gepetto, o carpinteiro que criou a marionete e a fome do personagem principal.

Os prazeres e diversões de Pinóquio o afastavam do caminho da escola. O que essas figuras “pré-digitais” tem a nos dizer sobre a educação das crianças ou a relação de autoridade? Para encenar esse conto de fadas e preservar o caráter onírico do original, a trupe vai buscar nas HQs (histórias em quadrinhos) e desenhos animados, na metateatralidade e no teatro de bonecos os elementos para criar esse universo mágico. O resultado também depende do calibre moralista entalhado na encenação.

Ficha Técnica
Texto: Pinóquio e Suas Desventuras
Autor: Antônio Rodrigues – Livremente inspirado na obra de Carlo Collodi.
Direção: Antônio Rodrigues
Elenco: Raul Elvis, Sônia Carvalho, Rogério Wanderley, Antônio Rodrigues, Ana Souza, Gysele Brasiliano, Pablo Souza e Isabela Leão.
Direção musical: Demétrio Rangel
Músicos: Luciano Brito, Ivanise Santana e Monique Nascimento
Cenografia e Figurinos: Luciano Pontes
Iluminação: Luciana Raposo
Operação de Luz: Nardônio Almeida
Adereços: Altino Francisco
Bordados: Sônia Carvalho
Maquiagem: Marcondes Lima
Execução de figurino: Maria Lima e Madalena do Vale
Projeto Gráfico: Alexandre Siqueira
Cenotécnico: Mário Almeida
Produção Executiva: Antônio Rodrigues e Sônia Carvalho
Contrarregra: Manu Costa e Álcio Lins
Realização: Cênicas Cia de Repertório

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Seu Rei mandou ferver a imaginação

Luciano Pontes e Gustavo Villar. Foto: Sheila Oliveira

Luciano Pontes e Gustavo Villar. Foto: Sheila Oliveira

O dom de fabular é uma das características do humano. Uns tem mais jeito (ou mais treino) do que outros. É um deleite conferir narrativas da tradição oral. O trabalho do ator, diretor e escritor Luciano Pontes é um habilidoso incentivo à imaginação da criançada e à ampliação do repertório cultural do público mirim. Com o espetáculo Seu Rei Mandou, a Cia Meias Palavras joga as sementes para ajudar no desenvolvimento cognitivo. O mote vem do universo fabuloso dos reis, a partir de releituras cômicas e poéticas e sempre lúdicas,

Seu Rei Mandou inicia nova temporada neste sábado (16) até o dia 28 de maio, no Teatro Marco Camarotti, no Sesc Santo Amaro. As sessões são aos sábados e domingos, sempre às 16h e os ingressos custam R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada).

A montagem investe no diálogo entre a narrativa, a música e o teatro de formas animadas, para descortinar um mundo imenso de conflitos, impasses e saídas. Os contos encenados exploram trajetória de tirania, coragem, astúcia e bonanças de três reis: A Lavadeira RealO Rato que roeu a Roupa do Rei de Roma e O Rei chinês Reinaldo Reis.

Seu Rei Mandou reconquista o prazer em ouvir histórias populares e através das vivências dos personagens é possível vivenciar emoções e estimular o potencial crítico da criança.  A peça é resultado da ampla pesquisa que Luciano Pontes desenvolve há anos sobre tradição oral, narração e contação histórias e está há quatro ano no repertório da companhia. A montagem tem texto, direção, figurinos e atuação de Luciano Pontes, acompanhado no palco pelo músico Gustavo Vilar.

Nessa temporada, que tem o incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), o texto da peça está disponível para a venda, por R$ 20. Lançado em outubro do ano passado, livro Seu Rei Mandou marca a estreia do selo editorial Edições Meias Palavras, com texto e ilustrações de Luciano Pontes e projeto gráfico da designer Hana Luzia.

O livro da peça está à venda no teatro. Foto Lana Pinho

O livro da peça está à venda no teatro. Foto Lana Pinho

Antes de cada sessão, a Cia Meias Palavras instala um espaço para leitura partilhada de livros que serviram de inspiração dos espetáculos no foyer do teatro. São 27 títulos sobre histórias de reis, pesquisadas para Seu Rei Mandou.  E mais de 30 sobre oralidade, causos, cordéis e contos populares, que serviram de base para outra montagem do grupo, a peça As Travessuras de Mané Gostoso.

Confira também a crítica de Ivana Moura sobre o espetáculo.

Ficha técnica Seu Rei Mandou:
 Criação, adaptação e concepção: Luciano Pontes
Intérprete: Luciano Pontes
Músico: Gustavo Vilar
Pesquisa musical, composição e arranjos: Gustavo Vilar e Luciano Pontes
Figurinos: Luciano Pontes
Iluminação: Luciana Raposo
Produção: Cia Meias Palavras

Serviço:
 Seu Rei Mandou
Quando:De 16 de abril a 28 de maio, aos sábados e domingos, às 16h
Onde: Teatro Marco Camarotti – SESC Santo Amaro (Rua Treze de Maio, 455,Santo Amaro)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Informações: (81) 3216-1728

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