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Performance de Edson Cordeiro

Edson Cordeiro apresenta o espetáculo The Countertainer, na Caixa Cultural. Foto: Edu Lopes

Edson Cordeiro apresenta o espetáculo The Countertainer, na Caixa Cultural. Foto: Edu Lopes

Ópera barroca, samba, MPB, pop, dance e rock’n’roll são algumas paradas musicais que o contratenor brasileiro Edson Cordeiro faz no espetáculo The Countertainer. É uma boa viagem musical que esse performer eclético traz ao Recife – de quinta a sábado, na Caixa Cultural. Serão quatro apresentações, sempre às 20h, sendo que no sábado, haverá também uma sessão extra às 17h. Os ingressos começam a ser vendidos a partir das 10h desta quarta-feira (4), a R$ 20 e R$ 10 (meia).

Considerado um fenômeno vocal, um dos cantores mais versáteis da atualidade, ele ostenta uma impressionante amplitude vocal e uma enorme variedade tímbrica. Com esse talento, Edson fica bem à vontade tanto na ópera, música clássica, música latina, jazz, rock, pop e dance music e por aí vai..

O cantor vem acompanhado pelo pianista Antonio Vaz Lemes. Juntos, eles interpretam canções clássicas brasileiras de Tom Jobim, como Modinha e Por toda minha vida, passando por Pixinguinha, com Carinhoso, e Azulão de Jaime Ovalle e Manoel Bandeira. Enveredam por Lovesong, de Adele. Passeiam pelo lado cômico e pop, com hits como Dancing Queen, do ABBA.

Edson Cordeiro apresenta o espetáculo The Countertainer, na Caixa Cultural. Foto: site Edson Cordeiro

Cordeiro começou em coro de igreja e fez teatro nos anos 1980. Foto: site Edson Cordeiro

Os números da carreira de Cordeiro impressionam. Em 25 anos de profissão já pisou em palcos de boa parte do mundo. Tem 12 álbuns de vários estilos no currículo – entre eles, dois discos de ouro e uma nomeação para o Grammy Latino.

O paulista de Santo André nascido em 9 de fevereiro de 1967, começou a cantar aos seis anos, no coro de uma igreja evangélica, onde ficou até os 16 anos. Em 1983, participou da ópera-rock Amapola, de Miguel Briamonte. Em 1988, atuou e cantou na terceira montagem brasileira da ópera-rock Hair!, dirigida por Antônio Abujamra. Na sequência veio O doente imaginário, de Molière (Jean-Baptiste Poquelin, 1622-1673), dirigida por Cacá Rosset, com a qual viajou pela Europa, EUA, México e América Central.

O primeiro show solo foi em agosto de 1990, no Rio de Janeiro. Gravou oito CDs pela Sony: Edson Cordeiro (1992), Edson Cordeiro (1994), Terceiro sinal (1996), Clubbing (1997), Disco Clubbing ao vivo (1998) Disco Clubbing ao Vivo, Mestre de Cerimônias (1999) e Dê-se ao luxo (2001). Os prêmios são muitos.

O seu último trabalho lançado no Brasil foi o Contratenor (2005), pela Paulus. Desde abril de 2007, o cantor, radicado na Alemanha, excursiona pela Europa intercalando dois formatos de shows. Um mix de jazz, música erudita e popular. No outro, apresenta sucessos de sua carreira e passeia pela ópera de Mozart, pela bossa nova de Tom Jobim, e o pop de Madonna e Michael Jackson. Em 2009 gravou The woman’s voice (A voz da mulher), no qual homenageia grandes divas da música, como Billie Holiday, Edith Piaf, Madonna, Carmen Miranda, Elis Regina e Dalva de Oliveira. Em 2012, rodou o mundo com os projetos My collection, Lounge Disco e Samba Deluxe. Ano passado, chegou ao mercado seu 11º álbum, Paradiesvogel, que foi gravado na Alemanha.

Ficha Técnica
Edson Cordeiro – Voz
Antonio Vaz Lemes – Piano
Produção Executiva – Robson Abreu
Coordenação de Produção – Vander Lopes, Leticia Trindade e Glauker Bernardes
Produção Local – João Araujo e Beatriz Campos

Serviço
Show The Countertainer, de Edson Cordeiro
Quando: Quinta (5) e na sexta (6), às 20h; Sábado (7), às 17h e 20h
Onde: Caixa Cultural Recife: Av. Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) – à venda a partir das 10h da quarta-feira (4), na bilheteria do teatro
Informações: (81) 3425-1915

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Enrique Diaz encena Cine Monstro

Ator e diretor interpreta 13 personagens. Foto: Guto Muniz

Ator e diretor interpreta 13 personagens. Foto: Guto Muniz

O ator e diretor Enrique Diaz finalmente traz ao Recife a peça Cine Monstro, texto do canadense Daniel MacIvor. Essa é a terceira incursão de Diaz nos textos do dramaturgo. Nas duas primeiras encenações, já apresentadas em terras pernambucanas, ele foi responsável pela direção: In on it (2000) e A primeira vista (2006). Dessa vez, o próprio Enrique Diaz interpreta 13 personagens dessa trama que alia drama, comédia e suspense.

A peça começa com uma voz pedindo silêncio, porque o filme já vai começar. E, a partir dali, a violência de um filho esquartejando o pai, por exemplo, é construída na mente do próprio espectador, sem a necessidade de cenários ou imagens prontas como apoio. A narrativa fragmentada, presente nas outras obras de MacIvor, também se mostra em Cine Monstro que, no original, era somente Monster.

É uma peça com mistério, suspense e humor, explorada por um intérprete com anos de estrada. Enrique Diaz era integrante de uma das mais importantes companhias dos anos 1990, a Cia dos Atores (que comemorou 25 anos recentemente com o espetáculo Conselho de classe, texto de Jô Bilac).

Na direção de Cine Monstro, Diaz contou com a colaboração de Marcio Abreu, da Cia Brasileira. Como ator, Henrique Diaz foi premiado com o Shell.

Serviço:
Cine Monstro
Quando: Quinta (15), Sexta (16) e Sábado (17), às 20h
Onde: Caixa Cultural Recife (Praça do Marco Zero)
Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada). Os ingressos começam a ser vendidos nesta quarta-feira (14), às 12h, na Caixa Cultural
Informações: (81) 3425-1900

Confira depoimento de Enrique Diaz sobre os textos de Daniel MacIvor:

E um teaser do espetáculo:

Cine Monstro versão 1 min from enrique diaz on Vimeo.

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A beleza da dor

Tadashi Endo no Recife em Fukushima Mon Amour. Fotos:  Renata Pires

Tadashi Endo no Recife em Fukushima Mon Amour. Fotos: Renata Pires

Diante do bombardeio de imagens sobre toda sorte de violência criamos camadas protetoras. As dores dos outros são flechas das quais procuramos desviar, mesmo que catástrofes e tragédias eclodam na esquina e do outro lado do mundo. Quando não estamos envolvidos buscamos passar incólumes. Mais insensibilizados, como se o destino da humanidade não nos dissesse respeito. Uma arte potente, no entanto, grita: acorde. Uma arte urgente rasga as capas impermeáveis e religa uma luz de dentro.

O segundo solo que Tadashi Endo trouxe ao Recife – Fukushima Mon Amour – é ainda mais impactante que o outro Ikiru – Um Réquiem para Pina Bausch (que ele apresentou em 2013, também na Caixa Cultural Recife). Mas esse impacto não está associado a grandiloquência e sim às sutilezas. Ele dança motivado pelos horrores de um desastre nuclear ocorrido no Japão em 2011, que vitimou milhares de pessoas.

Um foco está nesse passado recente, da destruição, de imagens de corpos mutilados, cadáveres, danos e perdas. E outro no devir mais promissor, num futuro mais harmonioso, construído a partir da solidariedade, da fraternidade.

Em Fukushima Mon Amour , bailarino tabalha com claros-escuros

Em Fukushima Mon Amour , bailarino tabalha com claros-escuros

Fukushima Mon Amour foi erguido em parceria com o músico Daniel Maia, que compôs a trilha sonora original. O som é fundamental nessa partitura cênica. Para criar o clima, arrancar sentimentos adormecidos do espectador. Há o som de risos de crianças, de algo que parece água, da contemplação do bailarino duplicado. Há o som forte de ruína e desespero.

O bailarino e diretor Tadashi Endo tem 68 anos e dança leve como um pássaro, explorando sua técnica de encenação Butoh MA. Ele cria desenhos de uma beleza comovente com seu corpo magro, que ora ele investe frágil ora realça a vida em fúria. Em Fukushima Mon Amour, Tadashi traça o ser humano em situações-limite.

A vida e a morte tomam conta de seus gestos. Precisos, elegantes, quase espirituais. Ele dança com ternura. Faz reverência aos que se foram. Patina pelo palco nas asas da música. Suas indumentárias esboçam mudanças de sentimentos, do preto e do cinza da dor ao colorido da esperança.

Tadashi Endo enche e desmancha essas imagens, ocupando todo o palco.

Espetáculo levou plateia às lágrimas

Espetáculo levou plateia às lágrimas

A encenação conta com outros recursos potentes que contribuem para elevar a obra. São as projeções, que traçam trevas, sombras, relâmpagos e por outro lado, clarões.

Se por algum tempo – como está escrito nas projeções “Now I am become death” – a morte predomina, ela cede lugar a algo luminoso. A vida que insiste em vingar, as flores de cerejeira em projeção e uma vontade incomensurável de que o mundo seja melhor.

Contra qualquer evidência negativa,  Tadashi Endo  aposta na esperança

Contra qualquer evidência negativa, Tadashi Endo aposta na esperança

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Um lírico japonês no Recife

Tadashi Endo apresenta Fukushima Mon Amour. Fotos: Maciej Rusinek

Tadashi Endo apresenta Fukushima Mon Amour. Fotos: Maciej Rusinek

A solidariedade se fez presente no Japão depois do horror da bomba atômica. Mas esse sentimento de cooperação se esgarçou nas últimas décadas no mundo todo. Resgatar o amor ao próximo e à natureza é urgente. O coreógrafo japonês, radicado na Alemanha, Tadashi Endo defende a retomada da profunda humanidade para qualquer miséria. E faz esse apelo na montagem Fukushima Mon Amour.

O acidente nuclear que ocorreu em 2011 é inspiração do espetáculo que faz temporada no Recife de 7 a 10 de janeiro, na Caixa Cultural. A música é assinada pelo compositor Daniel Maia, co-criador da performance.

Nesse solo, o corpo de Tadashi Endo está impregnado pela dor da tragédia e a esperança da reconstrução. O título da encenação faz referência ao filme Hiroshima, Mon Amour (1959), de Alain Resnais, que enfoca uma relação afetiva após os ataques de Hiroshima e Nagasaki.

A dança de Tadashi Endo tem por alicerce o Butoh-Ma – o estar entre. Sua técnica extrai o máximo de efeitos, conflitos e tons com o mínimo de movimentos. Delicados e flutuantes, numa conjugação de emoções.

Uma dança para lembrar da dor dos que sofreram com o acidente nuclear

Uma dança para lembrar a dor dos que sofreram com o acidente nuclear

Em 2013, Tadashi Endo veio ao Recife com Ikiru – Um Réquiem para Pina Bausch. O artista desenvolve uma relação criativa com o Brasil desde 2002. Depois da capital pernambucana, ele segue por Fortaleza, São Paulo, Brasília, Suíça, Costa Rica e Estados Unidos com seu Fukushima Mon Amour.

O espetáculo é uma produção do Theaterwerkstatt Hannover, em colaboração com o Butoh Centrum MAMU Göttingen, patrocinado pela cidade de Hannover e pelo Ministério da Cultura da Baixa Saxônia. No Brasil, a turnê é assinada pela Périplo Produções e conta com o patrocínio da Caixa Cultural.

Serviço
Fukushima Mon Amour
Quando: de 7 a 10 de janeiro de 2015, às 20h
Onde: Caixa Cultural Recife (Av. Alfredo Lisboa, 505 – Bairro do Recife)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia)
Informações: (81) 3425-1900

Desta terça (6) a sábado os ingressos para o espetáculo “Fukushima Mon Amour” serão vendidos, das 12h às 20h, na bilheteria da Caixa Cultural Recife. Para os quatro dias de espetáculos foram disponibilizados 320 ingressos (80/dia). O limite de compra é de dois bilhetes por pessoa, por dia de apresentação.

FICHA TÉCNICA
Concepção, coreografia e dança: Tadashi Endo
Diretor Musical e compositor: Daniel Maia
Iluminação: Matthias Alber e Tadashi Endo
Vídeo arte e efeitos visuais: Jürgen Salzmann
Dramaturgia: Sabine Trötschel

Turnê Brasil 2015
Iluminação: Maurício Shirakawa
Sonorização: Daniel Maia
Vídeo: André Menezes
Produção Executiva: Mariana Novais
Diretor de Produção: Pedro de Freitas
Produção no Brasil: Périplo Produções

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Viagem ao fundo do mar com o Teatro Portlach

Companhia italiana Teatro Portlach apresenta o espetáculo no Recife, de hoje a domingo, na Caixa Cultural

Companhia italiana Teatro Portlach apresenta o espetáculo no Recife, de hoje a domingo, na Caixa Cultural

O fundo do mar é um mistério e um fascínio. O escritor Júlio Verne soltou sua imaginação para sondar esse universo no romance Vinte mil léguas submarinas, de1870.

A Companhia italiana adaptou a ficção para os palcos e exibe o espetáculo no Recife, de hoje a domingo, na Caixa Cultural. Para as apresentações no Brasil, o grupo aprendeu a falar português.

No enredo, dois cientistas, o capitão Nemo e a professo Aronax, encaram o desafio de desvendar o mar. Os dois amam o mar e querem protegê-lo, mas com ideias diferentes. Qual o caminho seguir, o da violência o do conhecimento?

A trupe utiliza técnicas do teatro dramático e da cenografia digital. As projeções digitais dão a sensação de profundidade cênica, levando o espectador a visualizar um cenário ‘mágico’ no mar e na terra, junto aos personagens.

SERVIÇO
Vinte Mil Léguas Submarinas
Quando: Sexta e sábado, às 19h30, e no domingo, às 10h30

Onde: Caixa Cultural (Av. Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife) 

Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia) + 1kg de alimento para as vítimas da seca. 

Informações: (81) 34251900
Classificação indicativa: 10 anos

Peça discute meio ambiente e ecologia

Peça discute meio ambiente e ecologia

FICHA TÉCNICA

Direção: Pino Di Buduo
Com: Daniela Regnoli, Nathalie Mentha, Paolo Summaria, Gaudi Tione Fanelli, Marcus Souto,
Cenografia e luzes: Luca Ruzza
Cenografia digital: Mopstudio e Aesop Studio: Andrea Adriani e Stefano Di Buduo
Maquiagem e figurino: Laura Colombo

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