O Brasil na MitSp

Bruno Parmera, em Dinamarca. Foto: Ivana Moura

Bruno Parmera, em Dinamarca. Foto: Ivana Moura

Além de importar, exportar. Uma ação para dar visibilidade e fomentar a circulação internacional de espetáculos brasileiros contemporâneos ganha espaço na quinta Mostra Internacional de Teatro de São Paulo – MITsp 2018. Trata-se do eixo MITbr – Plataforma Brasil, que neste projeto piloto aglutina montagens de grupos e artistas de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Pernambuco, Brasília e Minas Gerais. A curadoria é assinada pelos especialistas em artes cênicas Wellington Andrade, Christine Greiner e Felipe Assis e contempla 13 produções, que terão na plateia programadores de festivais nacionais e internacionais.

Pulsam nessas encenações, urgências sobre o Brasil, reconfigurações e confrontos de mentalidades. O Grupo Magiluth, de Pernambuco, comparece com Dinamarca, montagem que dilacera o conceito de felicidade a partir de uma ideia predominante de perfeição daquele país nórdico e traça outros fios para convocar Shakespeare e seu Hamlet.

Giordano Castro, um dos atores e dramaturgo de Dinamarca tenta explicar em cena o conceito de “hygge”, que não tem uma tradução precisa, mas tem a ver com conforto, bem-estar. “Nada de falar de política, religião, questões raciais, questões de gênero ou questões de superioridade biológica…”, determina. Isso é uma ironia???

O imperativo da ideia de felicidade também está nos questionamentos criativos de Nós, os Outros Ilesos, primeira montagem brasileira do dramaturgo japonês Toshiki Okada e direção de Carolina Mendonça.

Ao todo s]ao 11 espetáculos e dois ensaios abertos. Da panorâmica crítica até o osso de Leite Derramado, uma evolução carnavalizada do Brasil, de golpes e contragolpes, inspirada no livro de Chico Buarque de Holanda, com direção de Roberto Alvim. Passando pela maior tragédia ambiental brasileira, retratada do ponto de vista do relato de suas vítimas, em Hotel Mariana.

Também estão na MITbr Caranguejo Overdrive, que questiona como as políticas públicas direcionam as exclusões e o adoecimento da população, com a transformação das cidades. A programação também inclui a exuberância interpretativa de Grace Passô em Vaga Carne. A lenda urbana de um episódio recifense sobre o emparedamento de uma jovem dançado por Eliana Santana.

Confira a programação.

CARANGUEJO OVERDRIVE

Foto: Leandro Lima / Divulgação

Peça extrapola temporalidades, indo da Guerra do Paraguai aos processos políticos recentes. Foto: Leandro Lima / Divulgação

“Caranguejo Overdrive, espetáculo da carioca Aquela Cia. de Teatro, é fruto da potência da reverberação até os dias de hoje das ideias do Manguebeat, surgido na capital pernambucana, Nordeste do Brasil, na década de 1990. No movimento que teve como propulsores nomes como Chico Science, Nação Zumbi, Fred Zero Quatro e Renato L, a música assumiu caráter político, de manifestação e denúncia social. As letras estavam cheias de referência ao Recife; em 1991, segundo uma pesquisa do Instituto de Washington, a quarta pior cidade do mundo para se viver. “É só uma cabeça equilibrada em cima do corpo / Escutando o som das vitrolas que vem dos mocambos / Entulhados à beira do Capibaribe / Na quarta pior cidade do mundo”, dizia Antene-se, de Chico Science”.

Trecho da crítica de Pollyanna Diniz Da lama ao caos (Carioca Aquela Cia. de teatro revisita Manguebeat e Josué de Castro para tratar de história, desejo e impossibilidadespara o  MIRADA – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos / SESC SP. Disponível no link http://mirada.sescsp.org.br/2016/critica/da-lama-ao-caos/

Quando: Dia 06/03, às 16h e às 18h30
Onde: Teatro Sesi SP
Duração: 60 min – com legenda
Classificação indicativa: Acima de 12 anos

Ficha Técnica

Texto: Pedro Kosovski
Direção: Marco André Nunes
Com Carolina Virguez, Alex Nader, Eduardo Speroni, Fellipe Marques, Matheus Macena
Músicos em cena: Felipe Storino, Maurício Chiari e Samuel Vieira
Direção Musical: Felipe Storino
Iluminação: Renato Machado
Instalação Cênica: Marco André Nunes
Ideia Original: Maurício Chiari
Produção: Núcleo Corpo Rastreado
Produção Executiva: Thaís Venitt
Realização: Aquela Cia. De Teatro

 

LEITE DERRAMADO

Foto: Edson Kumasaka / Divulgação

O personagem gagá é defendido de forma brilhante pela atriz Juliana Galdino. Foto: Edson Kumasaka / Divulgação

“O som de Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, ocupa a cena propondo emoções contraditórias: de um ufanismo arraigado e de um profundo desprezo por tudo que está instalado no país. A cada verso as camadas de pele são arrancadas à força, numa ação brutal de descolar carnes da formação brasileira; dando um jeito de contrabandear parentescos e fazer sumir irmandades. Essa afecção de identidades como linguagem só me alcançou ao final da sessão da estreia nacional do espetáculo Leite derramado, versão cênica do romance de Chico Buarque de Hollanda (publicado em 2009), adaptado e dirigido por Roberto Alvim (…)  Eulálio d’Assumpção é um velho decrépito, que ostenta no corpo, na voz e nos gestos ressonâncias do antepassado aristocrata e da decadência dos descendentes (…) O oligarca centenário falido enverga o ocaso de sua linhagem de filhos únicos, o fim da fileira de excessos, ele mesmo derramado no corredor de um leito de hospital público”.

Trecho da crítica de Ivana Moura Alves (eu) Quebra de pactos no país dos Eulálios (Espetáculo Leite Derramado, versão cênica do romance de Chico Buarque, convoca a memória delirante do protagonista centenário para falar do Brasil de hoje) para o  MIRADA – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos / SESC SP. Disponível no link http://mirada.sescsp.org.br/2016/critica/critica-quebra-de-pactos-no-pais-dos-eulalios/

Quando: Dia 06 e 07/03 às 18h
Onde: Teatro João Caetano
Duração: 60 min – Com legenda
Classificação indicativa:  Acima de 16

Ficha Técnica

Texto Original: Chico Buarque
Adaptação, Direção e Cenografia: Roberto Alvim
Com Juliana Galdino, Filipe Ribeiro, Taynã Marquezone, Caio D’aguilar, Lenon Sebastian, Luis Fernando Pasquarelli, Nathalia Manocchio e Luiz Otavio Vizzon
Trilha Sonora Original: Vladimir Safatle
Iluminação: Domingos Quintiliano
Figurinos: João Pimenta
Desenho de Som: LP Daniel
Cenotecnia e Adereços: Fernando Brettas
Programação Visual: Vicka Suarez
Fotos e Vídeos: Edson Kumasaka
Crítico Interno: Welington Andrade
Assistente de Direção: Steffi Braucks
Técnico de som e Microfonista: Dug Monteiro
Técnico de luz: Luiz Fernando Vaz Junior
Direção de Palco: Alex Peixoto
Produção: Dani Angelotti
Realização: Cubo Produções e Cia. Club Noir

 

NÓS, OS OUTROS ILESOS

Foto: Mayra Azzi / Divulgação

Primeira montagem no Brasil de um texto do dramaturgo japonês Toshiki Okada. Foto: Mayra Azzy / Divulgação

As apreensões da classe média às vésperas de uma importante eleição são exploradas a partir do pensamentos, ações e dúvidas de um casal prestes a se mudar para um apartamento recém-construído. Borrando as fronteiras entre ação e narração, discurso direto e indireto, e de uma linguagem que oscila entre o coloquial e o estranho, os atores revezam-se em diferentes papéis, do marido e esposa, uma amiga e um desconhecido. A ideia de felicidade, o medo diante do outro, a precariedade das relações sociais e a ansiedade em relação ao futuro são temas levantados em Nós, os outros ilesosprimeira montagem no Brasil de um texto do dramaturgo japonês Toshiki Okada, 45, diretor do grupo Chelfitsch.

Direção: Carolina Mendonça
Quando: Dia 06/03 às 19h e às 21h
Onde: Casa do Povo
Duração: 55 min – Com legenda
Classificação indicativa:  Acima de 14

Ficha Técnica

Dramaturgia: Toshiki Okada
Tradução: Rita Kohl
Direção: Carolina Mendonça
Atores: Fernanda Raquel, Lúcia Bronstein, Rodrigo Andreolli e Rodrigo Bolzan Cenografia: Theo Craveiro
Criação de som: Miguel Caldas
Criação de luz: Alessandra Domingues
Figurinos: Ozenir Ancelmo
Produção: Fernanda Raquel
Fotos: Mayra Azzy

 

HOTEL MARIANA

Foto: Custodio Coimbra / Divulgação

Os depoimentos retratam a simplicidade de pessoas que perderam tudo o que tinham. Foto: Custodio Coimbra / Divulgação

O desastre de Mariana, Minas Gerais, ocorreu em 5 de novembro de 2015, no vale do Rio Doce e é considerada a maior tragédia ambiental do Brasil. O rompimento da barragem do Fundão, da mineradora Samarco, despejou cerca de 55 bilhões de litros de lama espessa que se espalhou por 650 quilômetros entre Minas Gerais e Espírito Santo. Deixou 19 mortos, cerca de 300 famílias desalojadas. O distrito de Bento Rodrigues (em Mariana) ficou submerso, os de Paracatu de Baixo (também em Mariana) e Gesteira (em Barra Longa) ficaram destruídos. Fora os prejuízos imateriais, afetivos.

Uma semana após a tragédia,  o dramaturgo Muniz Pedroza visitou as localidades e gravou depoimentos dos sobreviventes. Os relatos perturbadores e surpreendentes são matéria de criação do espetáculo Hotel Mariana. Na peça, dirigida por Herbert Bianchi, os atores – portando fones de ouvido –  escutam as histórias e as reproduzem para o público.

Quando: Dia 07 e 08/03 às 20h
Onde: Complexo Cultural Funarte SP 
Duração: 70 minutos – com legenda
Classificação indicativa:  Acima de 14

Idealização e pesquisa: Muniz Pedrosa
Direção: Herbert Bianchi
Elenco: Angela Barros, Bruno Feldman, Clarissa Drebtchinsky, Fani Feldman, Isabel Setti, Letícia Rocha, Marcelo Zorzeto, Munir Pedrosa, Rita Batata, Rodrigo Caetano
Dramaturgia: Munir Pedrosa e Herbert Bianchi
Assistente de direção: Letícia Rocha
Designer de luz: Rodrigo Caetano
Cenário: Marcelo Maffei e Herbert Bianchi
Cenotécnico: Marcelo Maffei
Figurinos: Bia Piaretti e Carol Reissman
Direção de produção: Munir Pedrosa
Realização: MUN Cultural

 

VAGA CARNE

Foto: Kelly Knevels / Divulgação

Concepção, atuação e texto de Grace Passô. Foto: Kelly Knevels / Divulgação

Vaga Carne é a  história de uma voz rebelde e errante e um corpo invadido. É difícil fazer uma sinopse da peça. A voz tem a capacidade de invadir matérias líquidas, sólidas ou gasosas. Depois de perambular pelo mundo ocupa o corpo da mulher, vasculha o que existe por dentro. ali e passa a se identificar com a imagem que ocupa. E narra essa experiência: o que sente, o que finge sentir, o que é insondável em si, como repercute sua imagem no outro, o que significa um corpo enquanto construção social. Identidade e pertencimentos são temas que estão presentes e não estão no discurso diretamente. Grace Passô arma desconexões entre gestos e falas, num jogo entre palavra e movimento. Numa “tempestade poética”, a atriz ergue questões feminismo, estereótipo, preconceito, sem concluir raciocínios.

Quando: Dia 06/03  às 21h e às 23h
Onde: Galpão do Folias
Duração: 50 min – Com Legenda
Classificação indicativa:  Acima de 14

Ficha Técnica

Concepção, atuação e texto: Grace Passô
Equipe de criação: Kenia Dias, Nadja Naira, Nina Bittencourt e Ricardo Alves Jr.
Luz: Nadja Naira
Técnico e operador de luz: Edimar Pinto
Trilha sonora | operador de som: Ricardo Garcia
Figurino: Virgílio Andrade
Pesquisa e produção: Nina Bittencourt

 

 

A EMPAREDADA DA RUA NOVA

A Emparedada da Rua Nova, obra literária do escritor pernambucano Carneiro Vilela (1846-1913) foi levada ao palco como uma farsa por um grupo recifense e ganhou as telinhas numa minissérie sensualizada. A montagem pernambucana de 2010 chamada O Amor de Clotilde por um Certo Leandro Dantas investe no melodrama do circo-teatro e abusa dos clichês presentes em folhetins, cinema e novelas. Além disso o grupo insere reviravoltas eletrizantes e dá um novo desfecho para o casal protagonista que viveu um amor proibido no Recife do século 19. A série televisiva aposta na tragédia de um conquistador que seduz de mãe e filha, ambientada num Brasil arcaico.

O solo de dança A Emparedada da Rua Nova, da intérprete e coreógrafa Eliana de Santana parece perseguir o clima original do livro. O texto de Vilela explora o episódio de uma moça que é emparedada viva, por ordem do pai.

Utilizando velas para iluminar o espaço, Eliana de Santana traça evoluções desse corpo murado, num ambiente de mistério. Essa lenda urbana sobre o emparedamento da jovem leva para a cena traços da violência contra a mulher, a situação feminina, num clima sobrenatural de aparições, lembranças e cantos de amor.

Direção: Eliana de Santana
Quando: 07/03, às 20h e 22h
Onde: Teatro do Sesc Ipiranga
Duração: 45 min

Classificação indicativa: Acima de 14

Ficha Técnica

Direção Geral e interpretação: Eliana de Santana
Performer convidado, criação de luz e espaço cênico: Hernandes de Oliveira
Trilha sonora e Figurinos: Eliana de Santana e Hernandes de Oliveira
Operação de luz e som: Rodrigo Eloi Leão
Produção: E² Cia de Teatro e Dança
Fotos: Rodrigo Eloi Leão

 

CANTO PARA RINOCERONTES E HOMENS

Foto Cacá Bernardes

Foto Cacá Bernardes

Canto Para Rinocerontes e Homens é um musical livremente inspirado na peça O Rinoceronte, do dramaturgo franco-romeno Eugène Ionesco (1909-1994). Trata da brutalização do ser humano e a extinção da humanidade. A montagem é do grupo Teatro do Osso, formado por ex-alunos da Escola de Arte Dramática (EAD-USP), com direção: Rogério Tarifa.

Os sete atores da peça cantam em coro para expor a transformação dos homens em rinocerontes. Além do texto de Ionesco.  outras dramaturgias são utilizadas. Cada ator potencializa um tema, como crimes de ódio, violência, queda das utopias, ensino, trabalho e culto a beleza. A obra original, escrita em 1959, é interpretada como uma metáfora para a hegemonia dos regimes totalitários durante a Segunda Guerra Mundial

Quando: Dias 07 e 08/03, às 17h
Onde: Galpão do Folias
Duração: 180 min – Com legenda
Classificação indicativa: Acima de 16

Ficha Técnica

Direção: Rogério Tarifa
Teatro do Osso: Guilherme Carrasco, Isadora Títto, Luísa Valente, João Victor Toledo Murillo Basso, Renan Ferreira, Rubens Alexandre e Viviane Almeida
Dramaturgia: Jonathan Silva, Rogério Tarifa e elenco
Direção Musical e Preparação Vocal: William Guedes
Músicos: Bruno Pfefferkorn e Filipe Astolfi
Composição (Músicas Inéditas): Jonathan Silva
Cenário: Rogério Tarifa
Cenotécnico: Zito Rodrígues
Figurino: Silvana Carvalho, Rogério Tarifa e elenco
Colaboração: Artur Abe
Consciência Corporal e Direção de Movimento: Érika Moura
Desenho de Luz: Rafael Souza Lopes
Operador de Luz: Nara Zocher
Vídeo: Flávio Barollo
Supervisão do Teatro de Animação: Luiz André Cherubini
Fotos: Cacá Bernardes

 

DINAMARCA

Magiluth discute a ideia de hygge, palavra que contém o segredo da felicidade dinamarquesa. Isso é uma ironia??? Foto: Ivana Moura

Magiluth discute a ideia de hygge, palavra que contém o segredo da felicidade dinamarquesa. Isso é uma ironia??? Foto: Ivana Moura

“A montagem atravessa muitas questões urgentes, para uns, como tudo na vida. Como a própria existência. Nada é absoluto. Maneja com habilidade os relativismos. Embrenha-se em círculos de invenções sociais. Com a ironia até a tampa, que às vezes transborda em riso (da plateia inclusive), o espetáculo lacera com palavras e com a articulação sutil das dobraduras da ficção, que se aproxima da realidade dolorosa. A trama de Shakespeare entra na cena de Dinamarca como um trampolim para avistar o Brasil e o mundo de um capitalismo acelerado e excruciante. A montagem é armada para tornar palpável sentimentos molestadores que nos assaltam em 2017/2018. Os golpes invadem o jogo de forma violenta em raios de ironia e cinismo dos discursos dos encastelados”.

Trecho da minha crítica ao espetáculo Dinamarca para o Satisfeita, Yolanda? no link http://www.satisfeitayolanda.com.br/blog/2017/08/05/nao-se-enganem-dinamarca-e-pedreira/ 

Mais Dinamarca no Satisfeita, Yolanda?

http://www.satisfeitayolanda.com.br/blog/2017/08/02/magiluth-no-reino-feliz-da-dinamarca/

http://www.satisfeitayolanda.com.br/blog/2017/08/10/quatro-visoes-sobre-dinamarca-do-magiluth/

Quando: Dia 08 e 09/03 às 21h
Onde: Centro Compartilhado de Criação
Duração: 80 minutos – com legenda
Classificação indicativa: Acima de 18

Ficha Técnica

Direção: Pedro Wagner
Dramaturgia: Giordano Castro
Elenco: Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Mário Sergio Cabral, Lucas Torres
Desenho de Som: Miguel Mendes e Tomás Brandão (Pachka)
Desenho de Luz: Grupo Magiluth
Direção de Arte: Guilherme Luigi
Fotografia: Bruna Valença e Danilo Galvão
Design Gráfico: Guilherme Luigi
Técnico: Lucas Torres
Realização: Grupo Magiluth

 

PROCEDIMENTO 2 PARA LUGAR NENHUM

Foto: MitSp / Divulgação

Trabalho de Vera Sala. Foto: MitSp / Divulgação

Entre o ruir e resistir ao colapso, Vera Sala expõe um corpo em estado alterado de percepção.  No tempo suspenso entre um instante e outro, o corpo se exaure, esvazia, dissolve seus contornos e limites. Elementos como uma placa de vidro, lâmpada piscando, cacos de vidros podem armar conexões com esse corpo repleto de memórias do processo de criação entre derivas, caminhos erráticos e vertigens nesse Procedimento 2 para lugar nenhum. A criadora-intérprete investiga um corpo “instalado”, que produz forma e se reconfigura no ambiente onde se instala.

DireçãoVera Sala
Quando: Dia 09 e 10/03  às 15h
Onde: Oficina Cultural Oswald de Andrade
Duração: 50 min
Classificação indicativa:  Acima de 12

Ficha Técnica

Concepção e direção geral: Vera Sala
Arquitetura e luz: Hideki Matsuka
Desenho de som: Tom Monteiro
Estimulo a auto percepção do movimento: José Antonio Lima
Agradecimento pela colaboração artística: Luiz Päetow
Projeto gráfico: Érico Peretta
Técnico de Luz: Igor Sane
Cenotécnico: Wanderley Wagner da Silva
Assistente de produção: Marcelo Leão
Direção de produção: Dora Leão –PLATÔproduções
Colaborações e compartilhamentos: Diego Alves Marques, Rubia Braga
Agradecimentos: Casa das Caldeiras

 

DNA DE DAN

Foto: Guto Muniz

Concepção e performance de Maikon K. Foto: Guto Muniz

Maikon K opera nas fronteiras entre performance, dança e teatro. DNA de DAN é uma dança-instalação inspirada no arquétipo da serpente. Num ambiente inflável e transparente, criado por Fernando Rosenbaum, o artista recebe uma substância no seu corpo, que quando seca funciona como uma outra pele. Depois desse procedimento, o público entra nesse espaço artificial para acompanhar a performance e as transformações no corpo do performer e a capacidade Maikon K de alterar percepções.

Quando: Dia 09/03  às 21h – Sesc Ipiranga
Dia 10/03  às 18h – Galeria Vermelho
Duração: 70 minutos
Classificação indicativa: Acima de 18

Ficha Técnica

Concepção e Performance: Maikon K
Ambiente: Fernando Rosenbaum
Pele: Faetusa Tezelli
Iluminação: Victor Sabbag
Orientação de Movimento: Kysy Fischer
Incentivo: Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna

 

DE CARNE E CONCRETO – UMA INSTALAÇÃO COREOGRÁFICA

Foto Mila Petrillo / Divulgação

Anti Status Quo Companhia de Dança é de Brasília. Foto Mila Petrillo / Divulgação

De Carne e Concreto – Uma Instalação Coreográfica, da Anti Status Quo Companhia de Dança, de Brasília (DF), questiona como viver em sociedade em grandes centros urbanos e a lógica do sistema econômico atual. A peça coreográfica inicia quando o público entra no espaço performático usando sacolas de papel na cabeça, como máscaras. A montagem atua na fronteira entre performance, intervenção urbana, artes visuais, dança contemporânea e experimentos sociais. Os recentes trabalhos do grupo, fundado em 1988, investigam a relação entre corpo e cidade, comportamento social, arte como experiência, arte relacional e participação do espectador.

Quando: Dia 09 e 10/03  às 20h
Onde: Tendal da Lapa
Duração: 140 minutos
Classificação indicativa: Acima de 18

Ficha Técnica

Grupo: Anti Status Quo Companhia de Dança (Brasília – DF)
Direção Artística, Dramaturgia e Conceito: Luciana Lara
Pesquisa e Concepção: Luciana Lara em colaboração com bailarinos e artistas convidados
Elenco: Camilla Nyarady, Cristhian Cantarino, Déborah Alessandra, João Lima, Luciana Matias, Marcia Regina, Raoni Carricondo e Roberto Dagô
Bailarinos Colaboradores do Processo Criativo: Camilla Nyarady, Carolina Carret, Cristhian Cantarino, João Lima, Luara Learth, Raoni Carricondo, Robson Castro e Vinícius Santana
Artistas Convidados Colaboradores do Processo Criativo: Marcelo Evelin, Gustavo Ciríaco e Denise Stutz
Figurino e Máscaras: Luciana Lara e elenco
Assessoria de Iluminação: James Fensterseifer e Marcelo Augusto
Produção: Marconi Valadares
Fotos Divulgação: Mila Petrillo

 

 

 

Riso – ENSAIO ABERTO

A cia. é dirigido por Key Sawao e Ricardo Iazzetta. Foto: Ines Correa / Divulgação

A cia. é dirigido por Key Sawao e Ricardo Iazzetta. Foto: Ines Correa / Divulgação

O que se passa nos corpos e no espaço quando o riso ri?, pergunta o núcleo de dança key zetta e cia., nesse trabalho. O riso se apresenta como proposta política, de tomada de posições, provocação, alívio e felicidade. O riso se materializa no corpo nas coreografias da dança. O riso salta como forma de existir, num território fronteiriço, em que o humor é apenas uma das nuances para criar uma variação de sentidos. Montagem integra o projeto Horizonte, contemplado pelo Programa de Fomento à Dança, da Secretaria Municipal de Cultura São Paulo.

Quando: Dia 08/03  às 14h
Onde: Teatro de Vertigem
Duração: 40 minutos
Classificação indicativa: Acima de 12

*Ingressos distribuídos 1 hora antes no local

Ficha Técnica

Direção: Key Sawao e Ricardo Iazzetta
Criação e Dança: Beatriz Sano, Carolina Minozzi, Key Sawao, Mauricio Florez e Ricardo Iazzetta
Espaço Cênico e Coordenação de Arte: Hideki Matsuka
Encontros intensivos: Nadja Naira, Gustavo Miranda, Luiz Fuganti
Desenho de Luz: Domingos Quintiliano
Design Gráfico: Erico Peretta e Hideki Matsuka (fotos)
Figurinos: Alex Cassimiro
Registro em Vídeo: Doctela
Montagem de vídeo-clipe: Henrique Cartaxo
Produção: Núcleo Corpo Rastreado

 

Imprevisível – ENSAIO ABERTO

Foto: Vitor Vieira / Divulgação

Concepção, direção artística e preparação corporal são assinados por Zélia Monteiro. Foto: Vitor Vieira / Divulgação

O Núcleo de Improvisação aposta na transitoriedade e nas múltiplas possibilidades de conexões da arte no momento em que é criada. Em Improvisação – Ensaio aberto, a dança é composta no presente, na articulação de cada bailarino; no jogo pulsante e imediato com outros elementos da cena como música, luz, espaço, figurinos e principalmente em diálogo com o público.

Quando: Dia 08/03  às 14h
Onde: Teatro da Vertigem
Duração: 40 minutos
Classificação indicativa: Acima de 14

*Ingressos distribuídos 1 hora antes no local

Ficha Técnica

Concepção, Direção Artística e Preparação Corporal: Zélia Monteiro
Criação Dança: Ernesto Filho, Marcela Páez, Mel Bamonte, Paulo Carpino e Zélia Monteiro
Criação Luz: Hernandes de Oliveira
Criação Musical: Felipe Merker Castellani
Criação Figurino: Joana Porto
Produção: Ação Cênica Produções Artísticas
Assistente de Produção: Rafael Petri

 
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Premiação do Janeiro 2018

Carlos Lira recebe o afeto e o troféu do coordenador do Janeiro de Grandes Espetáculo, por seus 40 anos de carreira

Carlos Lira recebe o afeto e o troféu especial do coordenador do JGE, Paulo de Castro. Foto: Pedro Portugal

Iara Campos e Flávio Renovatto, da peça Mucurana, o Peixe. Foto: Pedro Portugal

Iris Campos e Flávio Renovatto, da peça Mucurana, o Peixe. Foto: Pedro Portugal

Célia Regina, com um dos apresentadores da noite, Tiago Gondim. Foto: Pedro Portugal

Célia Regina, com um dos apresentadores da noite, Tiago Gondim. Foto: Pedro Portugal

O prêmio de Melhor Atriz para Célia Regina parecia o único dado como certo no 24º Janeiro de Grandes Espetáculos. Sua atuação na peça Um minuto para dizer que te amo é deveras  comovente, como a velha mulher que tem lapsos de memória, pois sofre de Alzheimer. Ela fez jus ao troféu. Um minuto para dizer que te amo, do Matraca Grupo de Teatro, faturou mais cinco estatuetas, das 13 indicadas: Melhor Diretor para Rudimar Constâncio,  Atriz Coadjuvante para Vanise Souza, Sonoplastia/Trilha Sonora para Samuel Lira, Iluminação para João Guilherme de Paula e Maquiagem para Vinicius Vieira.

Mucurana, o peixe, do Coletivo Construtores de Histórias, levou o mais cobiçado Prêmio Apacepe de Teatro e Dança 2018, o de Melhor Espetáculo. Ele concorreu com Dinamarca e Um minuto para dizer que te amo. Mucurana também ficou com os troféus de Melhor Ator para Flávio Renovatto e Figurino.

Carlos Reis foi condecorado com o prêmio especial Hors Concours de Melhor Ator. Reis, 81 anos, é diretor da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém há mais de 20 anos. Veterano, ele participou do lendário Teatro Popular do Nordeste. Não pisava num palco recifense desde 2008, quando participou de uma adaptação de O crime do Padre Amaro, de Eça de Queiroz, com direção de Lúcio Lombardi. É admirável sua interpretação em A Ceia dos Cardeais, apresentada no JGE e mesmo que o texto seja datado, vale ver a montagem por seus atores (além de Carlos Reis, Rogério Costa e Paulo de Pontes).

O ator Carlos Lira, que está no elenco de Um minuto para dizer que te amo, também recebeu um troféu especial em homenagem aos 40 anos de teatro.

Nínive Caldas faturou o troféu de atriz revelação por sua atuação escrachada em Eu Gosto Mesmo do Pezinho de Galinha Porque Eu Como a Carninha e Limpo o Dente com a Unhinha, da Alô Produções. Ela já esteve no elenco das montagens Essa Febre que não passa, do Coletivo Angu de Teatro, de 2011 e A Mandrágora, produção de Taveira Júnior, ambas dirigidas por Marcondes Lima. Mas os jurados concluíram que agora a intérprete se destacou no papel. Raphael Gustavo, da Cia Experimental de Teatro, de Vitória de Santo Antão/PE, conquistou o prêmio de ator revelação. Ele também já participou de outras montagens, como Bruta Flor.

Dinamarca, a mais recente encenação do Grupo Magiluth, foi indicada apenas para melhor espetáculo. A releitura contemporânea de Hamlet , a partir da recriação textual de Giordano Castro, não levou nada nesta premiação.

Hamlet? Fragmentado foi indicado para Melhor Diretor, Melhor ator,  Melhor Atriz revelação, melhor iluminação, melhor figurino, melhor maquiagem. Também não foi premiado.

Mas como sabemos, tudo são interpretações. A composição das equipes de seleção e premiação são determinantes para o resultado. Aqui em Pernambuco, em Nova York, no Japão, em todas as linguagens.  A decisão possivelmente seria diferente com uma outra banca. E isso também vale para as outras comissões. O júri para teatro adulto foi formado pelo encenador e professor Antonio Edson Cadengue, pelo diretor e mamulengueiro do Só-Riso Fernando Augusto Gonçalves e pelo ator, cantor e compositor Walmir Chagas. Os atores Paulo de Pontes, José Maciel e Lilian Ferreira, com coordenação de José Manoel Sobrinho, integraram a equipe de análise do teatro para infância e juventude. E os bailarinos e coreógrafos Emerson Dias, Íris Campos e Raimundo Branco julgaram os trabalhos de dança.

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André Filho, Daniela Travassos,  João Denys e Manuel Carlos. Foto Pedro Portugal

Os integrantes da Cia Fiandeiros de Teatro saíram felizes da vida com o resultado da peça Histórias por um fio na categoria Teatro para Infância e Juventude. Levou sete troféus: Melhor Espetáculo, Diretor, Ator, Ator Coadjuvante, Cenário, Iluminação e Sonoplastia/Trilha Sonora.

Retomada, do Totem, Zoe, de Francini Barros dividiram o prêmio de Melhor Espetáculo de dança. Pareceu-me justo. Também foi dividido o laurel entre os admiráveis bailarinos Orun Santana (Meia-Noite) e Jorge Kildere (Zoe). 

Ainda na dança, Beth Gaudêncio, da Cia Sopro-de-Zéfiro de Cecilia Brennand ganhou os troféus de Melhor cenário e melhor figurino com a encenação de O Nosso Villa – Um Musical Villa-Lobos.

A premiação ocorreu na noite de terça terça-feira (30/01), na Torre Malakoff, em uma festa à fantasia muito agradável. Clima animado, afetuoso, programação artística legal. Foi um bom fechamento.

Sandra Possini, Rudimar Constâncio e Carla Valença. Foto: Pedro Portugal

Sandra Possani, Rudimar Constâncio e Carla Valença. Foto: Pedro Portugal

Fred Nascimento, de Retomada, recebe prêmio de Antonio Cadengue. Foto: Pedro Portugal

Fred Nascimento, de Retomada, recebe prêmio de Antonio Cadengue. Foto: Pedro Portugal

Samuel Santos e Naná, um dos coletivos homenageados. Foto: Pedro Portugal

Samuel Santos e Naná, um dos coletivos homenageados. Foto: Pedro Portugal

Fantasia. Foto: Pedro Portugal

Fantasia. Foto: Pedro Portugal

Vinicius, Samuel, Cláudio Lira e João Guilherme

Vinicius, Samuel, Cláudio Lira e João Guilherme

Barros, e Vanise de Souza. Foto: Pedro Portugal

Daniel Barros, Flávio Renovatto e Vanise de Souza. Foto: Pedro Portugal 

Bloco da Saudade. Foto: Pedro Portugal

Bloco da Saudade. Foto: Pedro Portugal

Paula de Renor. Foto: Pedro Portugal

Paula de Renor. Foto: Pedro Portugal

Apresentadores Tiago, Naná e Arilson. Foto: Pedro Portugal

Apresentadores Tiago Gondim, Naná Sodré e Arilson Lopes. Foto: Pedro Portugal

Almérico. Foto: Pedro Portugal

Almério. Foto: Pedro Portugal

TEATRO ADULTO

Prêmio Especial Hors Concours de Melhor Ator 
Carlos Reis (A ceia dos cardeais)

Prêmio Especial pelos 40 anos de carreira
Carlos Lira

Melhor Espetáculo
Mucurana, o peixe (Coletivo Construtores de Histórias)

Melhor Diretor
Rudimar Constâncio (Um minuto para dizer que te amo)

Melhor Ator
Flávio Renovatto (Mucurana, o peixe)

Melhor Atriz
Célia Regina Rodrigues Siqueira (Um minuto para dizer que te amo“)

Melhor Ator Coadjuvante
Daniel Barros (Pro(fé)ta – O bispo do povo)

Melhor Atriz Coadjuvante
Vanise Souza (Um minuto para dizer que te amo)

Ator Revelação
Raphael Gustavo (A última cólera no corpo de meu negro)

Atriz Revelação
Nínive Caldas (Eu gosto mesmo do pezinho de galinha porque eu como a carninha e limpo o dente com a unhinha)

Melhor Sonoplastia ou Trilha Sonora
Samuel Lira (Um minuto para dizer que te amo)

Melhor Iluminação
João Guilherme de Paula (Um minuto para dizer que te amo)
Melhor Cenário
Claudio Lira (A ópera do sol)

Melhor Figurino
O grupo (Mucurana, o peixe)

Melhor Maquiagem
Vinicius Vieira (Um minuto para dizer que te amo)

Comissão Julgadora:Antonio Edson Cadengue, Fernando Augusto Gonçalves Santos, Walmir Chagas.


TEATRO PARA INFÂNCIA E JUVENTUDE

Melhor Espetáculo
Histórias por um Fio (Cia. Fiandeiros de Teatro)

Melhor Diretor
João Dennys (Histórias por um fio)

Melhor Ator
André Filho (Histórias por um fio)

Melhor Atriz
Paula de Tássia (“Do vestido ao nariz”)

Melhor Ator Coadjuvante
Manuel Carlos (Histórias por um fio)

Melhor Atriz Coadjuvante
Gerlane Silva (Do vestido ao nariz

Ator Revelação
Não houve indicações

Atriz Revelação
Thais Silva (Do vestido ao nariz)

Melhor Maquiagem

Cia 2 em Cena (Do vestido ao nariz)

Melhor Figurino

Anderson Gomes (Era uma vez na Terra)

Melhor Cenário

Manuel Carlos (Histórias por um fio)

Melhor Iluminação

Yuri Vilarim (A Bela & a Fera) e André Filho (Histórias por um fio)

Melhor Sonoplastia ou Trilha Sonora
André Filho (pela Sonoplastia e Trilha Sonora de Histórias por um fio)

Comissão Julgadora: Paulo de Pontes, José Maciel e Lilian Ferreira, com coordenação de José Manoel Sobrinho.

DANÇA
Melhor Espetáculo
Zoe (de Francini Barros) e Retomada (de Totem)

Melhor Bailarino
Orun Santana (Meia-Noite) e Jorge Kildere (Zoe)

Melhor Bailarina
Maria Agreli (Zoe) e Julyane Rocha (O Nosso Villa – Um Musical Villa-Lobos)

Bailarino Revelação
Anderson Dimas (Aluga-se)

Bailarina Revelação
Isabela Loepert (O Diário das Frutas)

Melhor Iluminação
Natalie Revorêdo (Retomada)

Melhor Figurino
Beth Gaudêncio (O Nosso Villa – Um Musical Villa-Lobos)

Melhor Cenário
Beth Gaudêncio (O Nosso Villa – Um Musical Villa-Lobos)

Melhor Sonoplastia ou Trilha Sonora
Cauê Nascimento, Gustavo Vilar e Fred Nascimento (Retomada)

Comissão Julgadora: Emerson Dias, Íris Campos e Raimundo Branco.

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Domingueiras do Janeiro

Afoxé Oxum Pandá lança disco. Foto:

Afoxé Oxum Pandá lança disco. Foto:

Em louvor das divindades do Orun, o Afoxé Oxum Pandá faz a festa para a entidade  que carrega no nome no show de lançamento do CD Deusa da Beleza. O show é uma atrações do 24º Janeiro de Grandes Espetáculos – Festival Internacional de Artes Cênicas e Música de Pernambuco deste domingo. No terreiro da cultura popular, a riqueza dos passos do cavalo-marinho são defendidas por Fábio Soares no seu solo Caminhos.

Para a criançada, a artista Carol Levy aposta no lúdico nas histórias contadas e cantadas e apresenta sucessos de CantaBicho, Contarola e Contarolando. E ainda tem as opções de O Mágico de Oz, no Recife e DORalice, um delicado enredo sobre abuso sexual infantil, em Paulista. 

Com canções do disco Amor Grave, o pernambucano Adriano Salhab põe humor nos conflitos da vivência urbana, a partir de sua experiência de nordestino em São Paulo. O trabalho dialoga com compositores como Tom Zé e Itamar Assumpção. 

 E tem música mais sensualizada com o cantor Ciel Santos, que faz o pleno exercício das possibilidades humanas de ser em todos os gêneros no show Enraizado. O intérprete Geraldo Maia faz investe no potencial intimista da sua vez e canta sem microfone um repertório de canções portuguesas.

PROGRAMAÇÃO

Caminhos – DANÇA

Caminhos. Foto: Wellington Dantas

Caminhos. Foto: Wellington Dantas

Caminhos (Recife)
Quando: Domingo, 21 de janeiro, 19h,
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho
Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia).
42 minutos de duração.
Livre

A alegria, a dor, a fantasia e a realidade contidas na brincadeira do cavalo-marinho são apresentadas no espetáculo solo de Fábio Soares. O artista pretende discutir os caminhos e escolhas para buscar a sobrevivência dessa e de outras brincadeiras. Concepção, direção e atuação: Fábio Soares.

Enraizado, com Ciel Santos – MÚSICA

Ciel Santos. Foto: Diego Cruz.

Ciel Santos. Foto: Diego Cruz.

Ciel Santos (Recife)
Quando: Domingo, 21 de janeiro, 18h,
Onde: Teatro Apolo
Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia).
1h de duração
16 anos

Mulher? Homem? Veado? Sapatão? Humanos. Somos humanos. Germinamos todos os dias para o novo, criamos raízes, reconstruímos e desconstruímos nosso ser. Enraizado traz um repertório autoral, COMde músicas que se mesclam com textos em uma narrativa dramático-musical. Aborda temas importantes para Ciel Santos: sua vida no interior, dificuldades enfrentadas pela androgenia da sua voz, fé, prazeres e intercâmbios artísticos. Ciel experimenta uma gama de nuances e texturas na voz, com apoio na dança e em movimentos corporais presentes na pluralidade da cultura popular.
Direção musical: Mauricio Cezar.
Músicos: Mauricio Cezar (teclados), Del Lima (baixo), Silva Barros (bateria), George Rocha (percussão).

Geraldo Maria – MÚSICA

Geraldo Maia _ Foto Aldo Rocha

Geraldo Maia. Foto Aldo Rocha

Geraldo Maia (Recife)
Quando: Domingo, 21 de janeiro, 18h,
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna
Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia).
1h10 de duração.
Livre

Nesta apresentação intimista de voz e violão, Geraldo Maia transita entre canções portuguesas que fazem parte de suas raízes lusitanas e clássicos do cancioneiro nordestino. Raízes é um show inteiramente acústico, no qual o cantor não faz uso de microfone ou qualquer outro recurso tecnológico.
Concepção, direção geral, roteiro e repertório: Geraldo Maia.

Adriano Salhab – MÚSICA

Amor Grave. Foto: Jennifer Glass

Show Amor Grave, com Adriano Salhab. Foto: Jennifer Glass

Adriano Salhab – Três de Copas Produções Artísticas (São Paulo)
Quando: Domingo, 21 de janeiro, 19h,
Onde:
Teatro Barreto Júnior
Quanto:
R$ 30 e R$ 15 (meia).
1h30 de duração.
Livre

O pernambucano Adriano Salhab apresenta canções do álbum Amor Grave, que marca sua estreia como compositor e intérprete. É uma tradução criativa e bem-humorada dos conflitos presentes na existência urbana e tem inspiração em seus anos de vida em São Paulo. Em tempos turbulentos, de intolerância e fobias mil, o show convida a uma reflexão, a frequências mais baixas que exigem atenção refinada. Salhab foi parceiro de palco por três anos de Elke Maravilha no espetáculo Elke Conta e Canta. Seu disco anterior é O Sol Rodando Vermelho, sobre Os Sertões de Euclides da Cunha e é interpretado coletivamente por Lira, Tulipa, Mariana de Morais e Celso Sim.
Baixo, viola, guitarra e voz: Adriano Salhab.
Bateria: Julio Epifany.
Guitarra e voz: Fernando Rischbieter.
Teclado e voz: Giuliano Ferrari.

Oxum Afoxé Pandá – MÚSICA

Afoxé Oxum Pandá. Foto: Alice Souza

Afoxé Oxum Pandá. Foto: Alice Souza

Oxum Afoxé Pandá – Paó Produção & Comunicação e Afoxé Oxum Pandá (Recife)
Quando: Domingo, 21 de janeiro, 19h,
Onde: Teatro Luiz Mendonça
Quanto: R$ 5.
1h20.
Livre

Comemorando 23 anos, o Afoxé Oxum Pandá traz a energia das divindades do Orun, sob as bênçãos do babalorixá Genivaldo Barbosa, para o show de lançamento do CD Deusa da Beleza. A apresentação homenageia a deusa Oxum, que representa tudo que há de belo e rico, espalhando seu axé no toque dos atabaques, no repicar dos agogôs, na virada dos agbês e na força das vozes do povo de amarelo e branco.

Carol Levy – TEATRO INFÂNCIA E JUVENTUDE – com audiodescrição em libras

Carol Levy. Foto: Andrea Rego Barros

Carol Levy. Foto: Andrea Rego Barros

Carol Levy – Onomatopéia Idéias Sonoras (Recife)
Cantora e contadora de histórias, Carol Levy leva aos palcos o projeto Conto de Casa, inicialmente concebido para o canal do Youtube da artista pernambucana. No show interativo, as crianças participam com Carol durante toda a apresentação, que traz desde músicas e histórias a peripécias na cozinha.
Direção geral: Carlinhos Borges e Carol Levy.
Direção artística: Luciano Pontes.
Texto, cantora e contadora de histórias: Carol Levy.
Quando: Domingo, 21 de janeiro, às 17h,
Onde: Teatro de Santa Isabel
Quanto: R$ 50 e R$ 25 (meia).
1h10.

Mágico de Oz – TEATRO INFÂNCIA E JUVENTUDE

Musical O Mágico de Oz - Foto: Beatriz Chaves / Divulgação

Musical O Mágico de Oz – Foto: Beatriz Chaves / Divulgação

A montagem é erguida a partir do famoso filme de 1939. Na história, Dorothy é levada por um furacão a uma terra mágica e conta com a ajuda de três amigos. A produção teatral utiliza um conjunto de cenários, figurinos e adereços para apresentar um espetáculo dinâmico e  tecnológico.
O Mágico de Oz | Companhia do Sol (Recife)
Direção artística geral: Lano de Lins.
Elenco: Anitson Monique, Ibson Quirino, Geovane Souza, Hemerson Moura, Joelma Alves, Lano de Lins, Karine Ordônio, Ibson Silver, Augusto Neves, Marília Santana.
Quando: Domingo, 21 de janeiro, às 10h,
Onde: Teatro Boa Vista
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia).
Musical.
55 minutos de duração.
Livre

Programação Paralela

Ombela – TEATRO ADULTO

Ombela. Com Agri Melo. Foto: Lucas Emanuel / Divulgação.

Ombela. Com Naná Sodré e Agri Melo. Foto: Lucas Emanuel / Divulgação

As atrizes Agrinez Melo e Naná Sodré personificam duas gotas de chuva que se transformam em entidades. As personagens inventam rios e desdobram-se ao som do vento e, a cada gota, fazem nascer ou morrer coisas, gente e sentimentos. Esse mergulho no universo do escritor africano Manuel Rui está envolto numa atmosfera mágica. A peça é interpretada em português e, em algumas partes, em umbundo – um dos principais dialetos de Angola. A trilha sonora é assinada pela cantora Isaar França, e executada ao vivo pelas atrizes do elenco.

Ombela – O Poste Soluções Luminosas (Recife)
Texto: Manuel Rui.
Encenação: Samuel Santos.
Elenco: Agrinez Melo e Naná Sodré
Quando: Domingo, 21 de janeiro, às 18h,
Onde: Espaço O Poste
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia).
Musical.
1h de duração.
18 anos

Senhora na Boca do Lixo  – TEATRO ADULTO

Escrita em 1963, a peça retrata a decadência da classe rica paulistana como metáfora da realidade social do Brasil naquela época, reverberando no panorama político e existencial da atualidade.   

Senhora na Boca do Lixo – Concluintes do curso profissionalizante da Escola de Teatro Fiandeiros (Recife)

Texto:  Jorge Andrade.
Encenação: 
Roberto Lúcio.
Elenco:
Airton Oliveira, Álcio Lins, Bianca Suely, DihRôh, Eduardo Godoy, Ewerton Oliveira, Fernanda Spíndola, Gabriel Thacio, Gabriela Fernanda, Kléber Félix, Laís Queiroz, Luciana Tognon, Milton Raulino, Rafael Braga, Tarcísio Andrade, Humberto, Valmir Leite e Zé Lucas.
Quando: 
Domingo, 21 de janeiro, às 18h,
Onde:
Espaço Fiandeiros
Quanto: 
Gratuito.
1h10.
16 anos

Pequenos Grandes Trabalhos – TEATRO ADULTO

Cenas com os alunos do Espaço Cênicas. Foto: Toni Rodrigues / Divulgação

Cenas com os alunos do Espaço Cênicas. Foto: Toni Rodrigues / Divulgação

 Cenas curtas, a partir de textos de escritores brasileiros, como Nelson Rodrigues, Marcelino Freire e Caio Fernando Abreu, construídas com os alunos do curso Dramaturgia do Ator, da Cênicas Cia. de Repertório, no processo de aprendizagem.

Pequenos Grandes Trabalhos – Alunos do curso Dramaturgia do Ator da Cênicas Cia. de Repertório (Recife)

Encenação: Antônio Rodrigues.
Elenco: Aline Santos, Bruna Barros, Carolina Rolim, Cristiano Primo, Elielson Fellype da Silva Soares, Fabiane Santos, Flávio Moraes, Hygor Callas, Jamerson Lima, Jandson Miranda, Marcionilo Pedrosa, Marcos Zé, Maria Eduarda Pepe, Mariana Brandão, Nara Esteves, Paula Ferreira Mendes, Raphael Mota, Ricardo Andrade, Roberto Sterenberg, Rodrigo Porto Cavalcanti, Sissi Loreto, Tábatta Martins, Waggner Lima.
Participação especial: Douglas Duan.
Quando:Domingo, 21 de janeiro, às 18h,
Onde: Espaço Cênicas (Rua Marques de Olinda, 199 sala 201 2º andar – Entrada pela rua Vigário Tenório.)
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia).
1h20.
14 anos

DORalice – TEATRO INFANTIL

DORalice. Foto: André Ramos / Divulgação

DORalice. Foto: André Ramos / Divulgação

A montagem infantil, da Cia. 2 em Cena, aborda com muita delicadeza o abuso sexual infantil. Brincadeira de casinha e comidinha com Cidinha, a boneca preferida de Alice. A menina também brinca com um amiguinho de pique esconde, pega-pega, amarelinha. Alice e as histórias do Pai e os cuidados da Mainha. Tudo é brincadeira na vida da menina, até que um dia uma mão malvada invade a casinha de Cidinha e tudo muda na vida de Alice. O espetáculo não usa palavras para contar esta história…

DORalice – Cia. 2 em Cena (Recife)
Direção e roteiro: Alexsandro Silva
Elenco: Arnaldo Rodrigues e Paula de Tássia
Quando: Domingo, 21 de janeiro, às 16h
Onde: Teatro Paulo Freire, Paulista.
Quanto: R$ 2 e R$ 1 (meia)

Ingressos

Programação oficial: à venda no www.compreingressos.com/janeirodegrandesespetaculos e na Central de Ingressos no Teatro de Santa Isabel (de terça a domingo, das 9h às 16h).
Programação paralela: à venda ou distribuído uma hora antes do espetáculo no próprio local.

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Opções do Janeiro para além da folia

Nínive Caldas e em Pezinho de Galinha. Foto Renato Filho / Divulgação

Nínive Caldas e Eric Valença em Pezinho de Galinha. Foto Renato Filho / Divulgação

Encontro de 14 amigos-músicosno show Reverbo Foto: Alessandro Sanches

Encontro de 14 amigos-músicos no show Reverbo Foto: Alessandro Sanches

Quem não for se jogar nas prévias de Olinda e Recife região metropolitana neste fim de semana – que são as melhores do planeta!!! – tem muitas opções teatrais, dentro da programação do Janeiro de Grandes Espetáculos, com peças para adultos e crianças, música e dança.

A companhia el contrabando, da Suíça, faz mais duas sessões do espetáculo Kalashnikova, no Teatro Barreto Júnior, às 17 e 21h. O grupo explora o flamengo de forma original e produz um espetáculo de impacto.

Pernambuco está com tudo na música. Depois do movimento manguebeat, a movimentação sonora vem com Juliano Holanda, Isadora Melo, Jr. Black e Almério, ao todo são 14 amigos músicos no palco do Santa Isabel para apresentar Reverbo. E tem mais música neste fim de semana no Janeiro. Shows de Geraldo Maia, Ciel Santos, Sheyla Costa, Adriano Salhab e o Afoxé Oxum Pandá, que lança o disco Deusa da Beleza.

Para o púbico infantil tem Carol Levy no domingo com recurso de libras e audiodescrição – e  O Mágico de Oz.

Dramas e comédias ocupam os palcos, como A Ópera do Sol e Eu Gosto Mesmo do Pezinho de Galinha Porque eu Como a Carninha e Limpo o Dente com a Unhinha. E tem mais atrações na programação paralela.

PROGRAMAÇÃO

DANÇA – INTERNACIONAL
Kalashnikova | Companhia el contrabando (Suíça)
Sábado, 20 de janeiro, 17h e 21h,
Teatro Barreto Júnior
R$ 30 e R$ 15 (meia).
1h05. 12 anos

A companhia suíça dedica-se ao flamenco experimental contemporâneo e investiga até que ponto esta forma de dança, marcada pelas tradições, pode ser colocada em novos contextos e posta em cena fora do seu caráter tradicional e obrigações estéticas.

TEATRO ADULTO
Eu Gosto Mesmo do Pezinho de Galinha Porque Eu Como a Carninha e Limpo o Dente com a Unhinha | Alô Produções (Recife)
Sábado, 20 de janeiro, 18h, Teatro Marco Camarotti
R$ 30 e R$ 15 (meia). 1h. 16 anos

Um pastor performático, uma prostituta bem-sucedida, um homossexual politicamente engajado, um marido fugitivo. Neste experimento cênico, os atores se revezam em seis personagens que contam histórias cruas de realidades escondidas por cidades grandes higienistas, passando pelo ponto de prostituição, igreja evangélica, presídio e subúrbio.
Direção: Eric Valença.
Elenco: Eric Valença e Nínive Caldas.

TEATRO ADULTO
A Ópera do Sol | Galharufas Produções (Olinda)
Sábado, 20 de janeiro, 20h, Teatro Apolo
R$ 40 e R$ 20 (meia). 1h40. 14 anos

Escrito em mais de 18 gêneros ou modalidades da cantoria de viola, o texto publicado em livro há quase 20 anos prevê a condenação dos poderosos que tentaram ludibriar São José e a população pobre de agricultores do Sertão pernambucano. A temática dessa ópera-repente envereda por assuntos irresolvíveis e que deixa esse Brasil bem fraturado: concentração latifundiária, violência e injustiças sociais.
Elenco: Beto Nery, Douglas Duan, Hermínia Mendes, Célia Regina Rodrigues, Katyucia, Miguel Taveira, Thalita Gadêlha, Eduardo Japiassú, Angelis Nardeli Tiago Britto.
Texto: Adriano Marcena.
Direção: Carlos Carvalho.

MÚSICA
Reverbo | Atos Produções Artísticas (Recife)
Sábado, 20 de janeiro, 20h, Teatro de Santa Isabel
R$ 40 e R$ 20 (meia). 1h40. 14 anos

Reverbo. Não é movimento, é movimentação. Afinação e afirmação de uma ideia. Música-artesanato feita por amigos-músicos para celebrar a nova música produzida em Pernambuco. Tudo autoral. A poesia dos encontros. Uma varanda no palco. Unidos por um elo chamado canção. O repertório vai contar com um pouco de cada um dos músicos em cena. Além das apresentações solo, o show é pautado pelo encontro de vozes, uma performance coletiva.
Cantores: Almério, Juliano Holanda, PC Silva, Marcello Rangel, Vinicius Barros, Isadora Melo, Flaira Ferro, Isabela Moraes, Gabi da Pele Preta, Vertin Moura, Alexandre Revoredo, Agda Moura, Tonfil, Helton Moura, Mayra Clara, Jr. Black.
Direção musical: Juliano Holanda.

MÚSICA
Sheyla Costa (Recife)
Sábado, 20 de janeiro, 20h, Teatro Arraial Ariano Suassuna
R$ 40 e R$ 20 (meia). 1h20. Livre

Sheyla Costa, cantora e compositora apresenta canções com as influências múltiplas de todo seu percurso artístico e pessoal. Nas 12 faixas autorais criadas para Do Lado Azul, seu terceiro álbum, estão impressas experimentações rítmicas da cantora que conjuga a força e expressividade de sua presença no palco – onde o feminino e o masculino coexistem harmonicamente 
Direção musical: Guilherme Eira.
Voz, violão e pequena percussão: Sheyla Costa.
Violão: Guilherme Eira.

Programação Paralela

SARAU DAS ARTES
Sábado, 20 de janeiro, 17h40, Centro Cultural Correios
Entrada franca. Informações: 97904.7906 e 98897.1513
Teatro, poesia, música, dança, leituras dramatizadas, circo, performance, cinema.

TEATRO ADULTO
Senhora na Boca do Lixo | Concluintes do curso profissionalizante da Escola de Teatro Fiandeiros (Recife)
Sábado, 20 de janeiro, 18h, Espaço Fiandeiros
Gratuito. 1h10. 16 anos
Segunda sessão: dia 21, 18h

Escrita em 1963, a peça retrata a decadência da classe rica paulistana como metáfora da realidade social do Brasil naquela época, reverberando no panorama político e existencial da inquietante atualidade.
Autor: Jorge Andrade.
Encenação: Roberto Lúcio.
Elenco: Airton Oliveira, Álcio Lins, Bianca Suely, DihRôh, Eduardo Godoy, Ewerton Oliveira, Fernanda Spíndola, Gabriel Thacio, Gabriela Fernanda, Kléber Félix, Laís Queiroz, Luciana Tognon, Milton Raulino, Rafael Braga, Tarcísio Andrade, Humberto, Valmir Leite e Zé Lucas.

TEATRO ADULTO
A Receita | O Poste Soluções Luminosas (Recife)
Sábado, 20 de janeiro, 20h, Espaço O Poste
R$ 20 e R$ 10 (meia). 50 minutos. 16 anos

A tragicomédia revela a condição oprimida de uma mulher casada e mãe, que passa a maior parte do tempo na cozinha, em meio a sal, alho, coentro e cebolinha. Tudo para servir bem seu homem. Suas ilusões não cabem numa panela. Ela se vê numa situação-limite, sob o fio aguçado de uma faca de dois gumes.
Autor: Samuel Santos.
Elenco: Naná Sodré.

TEATRO ADULTO
Pequenos Grandes Trabalhos | Alunos do curso Dramaturgia do Ator da Cênicas Cia. de Repertório (Recife)
Sábado, 20 de janeiro, 20h, Espaço Cênicas
R$ 30 e R$ 15 (meia). 1h20. 14 anos
Segunda sessão: dia 21, às 18h

Cenas curtas, a partir de textos de escritores brasileiros, como Nelson Rodrigues, Marcelino Freire e Caio Fernando Abreu, construídas com os alunos do curso Dramaturgia do Ator, da Cênicas Cia. de Repertório, no processo de aprendizagem.
Encenação: Antônio Rodrigues.
Elenco: Aline Santos, Bruna Barros, Carolina Rolim, Cristiano Primo, Elielson Fellype da Silva Soares, Fabiane Santos, Flávio Moraes, Hygor Callas, Jamerson Lima, Jandson Miranda, Marcionilo Pedrosa, Marcos Zé, Maria Eduarda Pepe, Mariana Brandão, Nara Esteves, Paula Ferreira Mendes, Raphael Mota, Ricardo Andrade, Roberto Sterenberg, Rodrigo Porto Cavalcanti, Sissi Loreto, Tábatta Martins, Waggner Lima. Participação especial: Douglas Duan.

Paulista: Teatro Paulo Freire. Ingressos: R$ 2 e R$ 1 (meia)
Sábado, 20 de janeiro, 16h, Do Vestido ao Nariz
Sábado, 20 de janeiro, 20h, Mucurana, O Peixe

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Residência e oficinas gratuitas na MITsp

Susanne Kennedy

Encenadora Susanne Kennedy adaptou para o teatro um filme de Fassbinder. Foto: Franziska Sinn /Divulgação 

Quatro ações educativas da 5ª edição da MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo estão com inscrições abertas para artistas de todo o país. Uma residência sobre possibilidades de escrita não-criativa no espaço teatral, com a encenadora alemã Susanne Kennedy. Um Workshop sobre internacionalização de espetáculos, com artista e produtora croata Iva Horvat. O outro Workshop, com a dramaturga e encenadora sueca Liv Elf Karlén, discute a desconstrução da normatividade. Além uma Oficina com os cenógrafos e curadores da Mostra Brasileira na Quadrienal de Praga, Aby Cohen e Renato Bolelli Rebouças. A curadoria das Ações Pedagógicas da MITsp (1º a 11 de março de 2018), – que ocorrem antes antes e durante o festival – é assinada por Maria Fernanda Vomero. 

A encenadora alemã Susanne Kennedy volta ao festival depois de ter participado da 4ª edição da MITsp com a encenação intencionalmente estranha ao senso comum Por que o senhor R. enlouqueceu?, concebida a partir do roteiro do filme homônimo (Warum läuft Herr R. Amok, em alemão), de R. W. Fassbinder. O sistema neoliberal está na mira crítica do teatro de Susanne, um dos mais admirados da cena contemporânea alemã. Nessa peça há uma sucessão de quadros que revelam situações cotidianas e aparentemente banais. Mas que estão carregadas de questões sobre a falta de sentido ou o absurdo da existência, que podem levar à loucura.

Textos cotidianos em cena

O ponto principal da residência de Susanne Kennedy para atrizes, atores e performers é a pesquisa com novas formas de linguagem verbal aliadas à precisão das expressões corporal e vocal. A ação ocorre de 19 de fevereiro e 4 de março de 2018, no Instituto Goethe de São Paulo. No domingo, 4 de março, será apresentado o experimento cênico.

A residência integra a pesquisa artística de Susanne, que investiga as possibilidades da escrita não-criativa – de acordo com conceito do poeta e crítico estadunidense Kenneth Goldsmith – no espaço teatral. As performers holandesas Suzan Boogaerdt (atriz de Senhor R.) e Bianca van der Schoot vão administrar a preparação física dos participantes. 

Internacionalização de espetáculos

A artista e produtora croata Iva Horvat, que reside em Barcelona, Espanha, e é fundadora da Art Republic, uma agência voltada para a gestão das artes, vai conduzir um workshop sobre estratégias de divulgação e circulação internacional de espetáculos. O caminho das pedras que muitas companhias brasileiras almejam para entrar no circuito de festivais e temporadas mundiais.

Durante cinco dias, Iva vai abrir o leque de técnicas para orientar sobre o desenvolvimento de plano de internacionalização de projetos teatrais.

Possibilidades criativas de expressão

A normatividade aprisiona, encaixota, engarrafa comportamentos na vida cotidiana e também no teatro. Dá regras sociais e cala singularidades expressivas. Como  exercício para a libertação, a dramaturga e encenadora sueca Liv Elf Karlén, autora do livro Mais que isso – Pensamento sobre Atuação Gênero-curiosa, criou um método sobre como percebemos e performamos gênero, sexualidade e raça tanto no dia a dia quanto na cena. Seu workshop prático apresenta técnicas de desconstrução de estereótipos refletidos com o objetivo de buscar novas e amplas expressões artísticas. Liv Elf Karlén vai desenvolver outras formas de trabalhar com o movimento, com a construção física e simbólica de personagens e com a relação entre corpo e espaço.

Elaboração de cenas e cenários-instalação

Sob orientação de Aby Cohen e Renato Bolelli Rebouças, cenógrafos e curadores da Mostra Nacional Brasileira na Quadrienal de Praga 2019, será realizada uma oficina de criação para diferentes áreas [cenografia/espaço, figurino/adereço, luz/multimidia, som, objetos/bonecos]. A atividade encara a amplitude da linguagem teatral, nas intersecções entre os grupos de participantes de diferentes formações. Serão seis encontros, de 28 de fevereiro a 9 de março, com apresentação dos resultados no último dia.

Serviço

Residência com Susanne Kennedy

De 19/2 a 04/3, de segunda a sábado, das 10h às 15h, com apresentação do experimento cênico no domingo (horário a definir).
Onde: Instituto Goethe – Rua Lisboa, 974, Pinheiros, São Paulo – SP
Público-alvo: atores, atrizes e performers.
Datas de inscrição:
Até 31 de janeiro
Inscrição: envio para o e-mail residencia@mitsp.org de
1. Nome completo, idade, endereço, e-mail e telefone para contato
2. Breve currículo (em Word ou PDF; máximo 300 palavras)
3. Carta de intenção, de preferência nada burocrática (também em Word ou PDF; máximo 400 palavras)
4. Um vídeo (formatos de celular e câmera fotográfica, que possam ser ouvidos e vistos por programas simples de Mac/PC) ou um áudio (wav, mp3 e formatos compatíveis), de no máximo três minutos, em que o candidato grave a leitura, do modo que quiser, com a entonação e o ritmo desejados, de uma notícia de jornal do dia.
Resultado: 7 de fevereiro
Os selecionados terão uma pequena tarefa a fazer – e entregar à curadoria do eixo Ações Pedagógicas – antes do início da residência.

Iva Horvat. Foto: Reprodução do Facebook

Iva Horvat. Foto: Reprodução do Facebook

Workshop Internacionalização de espetáculos com Iva Harvat

Quando: De 19 a 23/2, de segunda a sexta-feira, das 10h às 14h
Onde: Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149, São Paulo)
Participantes: 20 profissionais + um ouvinte-pesquisador
Público-alvo: produtores, curadores, diretores de companhias teatrais e artistas-solo. *Apenas um participante por companhia ou instituição
Inscrição: de 17 de janeiro a 10 de fevereiro
Inscrição: envio para o e-mail curso@mitsp.org de:
1. Nome completo, idade, endereço, e-mail e telefone para contato
2. Breve currículo do candidato e da companhia/instituição para a qual/em que trabalha (em Word ou PDF; máximo 300 palavras)
3. Carta de intenção, de preferência nada burocrática (também em Word ou PDF; máximo 400 palavras), mencionando quais são suas expectativas em relação ao curso
4. Breve descrição de um projeto já desenvolvido ou em andamento que lhe interessaria internacionalizar (em Word ou PDF; máximo 400 palavras) e, de modo opcional, uma imagem de divulgação, se houver
Resultado: 14 de fevereiro

Possibilidades criativas de expressão, com Liv Elf Karlén

Liv Elf Karlén. Foto: Kent Werne / Divulgação

Liv Elf Karlén. Foto: Kent Werne / Divulgação

Quando: De 26/2 a 03/3, de segunda a sábado, das 10h às 15h
Onde: Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363, Bom Retiro. Metrô Tiradentes)
Participantes: 15 artistas + um ouvinte-pesquisador
Público-alvo: atrizes e atores, bailarinas e bailarinos, encenadoras e encenadoras, performers e ativistas, estudantes e profissionais
Inscrição: de 17 de janeiro a 10 de fevereiro
Inscrição: envio para o e-mail oficina@mitsp.org de
1. Nome completo, idade, endereço, e-mail e telefone para contato
2. Breve currículo (em Word ou PDF; máximo 300 palavras)
3. Carta de intenção, de preferência nada burocrática (em Word ou PDF; máximo 400 palavras)
4. Breve texto em que o/a candidato/a responda: Gênero. Raça. Sexualidade. Quem ou o que determinam o que você, de fato, é? (em Word ou PDF; máximo 300 palavras)
Resultado: 19 de fevereiro

Aby Cohen e Renato Bolelli Rebouças. Fotos: Reprodução da internet

Aby Cohen e Renato Bolelli Rebouças. Fotos: Reprodução da internet

Intersecções entre poéticas não-verbais – Oficina com cenógrafos e curadores da Mostra Brasileira na Quadrienal de Praga Renato Bolelli Rebouças e Aby Cohen
Quando: De 28/2 a 09/3, de quarta a sexta-feira, nas seguintes datas e horários:
28 de fevereiro:  10h às 17h
02 de março: 10h às 17h
05 de março:  10h às 14h
06 de março: 10h às 17h
08 de março: 10h às 17h
09 de março: 11h às 14h (apresentação dos experimentos cênicos, seguida de debate).
Onde: local a definir
Participantes: 20 artistas + um ouvinte-pesquisador
Público-alvo: profissionais e estudantes das seguintes áreas: cenografia e arquitetura cênica; figurino e visagismo; som; luz, audiovisual e multimídia; objetos, marionetes e adereços
Inscrição: de 17 de janeiro a 10 de fevereiro
Inscrição: envio para o e-mail poeticas@mitsp.org de:
1. Nome completo, idade, endereço, e-mail e telefone para contato
2. Breve currículo (em Word ou PDF; máximo 300 palavras). Indicar no campo a qual das áreas descritas acima pertence
3. Carta de intenção, de preferência nada burocrática (também em Word ou PDF; máximo 400 palavras)
4. Uma imagem (em JPG, GIF ou PNG), acompanhada de um parágrafo escrito (máximo 100 palavras), que sintetize um dos seguintes temas:
– Rastro e presença: o ser e a cidade
– Memória: recolher e descartar
– Imaginação: entre o real e o ficcional
Resultado: 19 de fevereiro

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