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Idas ao Teatro no Recife

ALGUÉM PRA FUGIR COMIGO (última sessão)

Alguém pra fugir comigo.Foto: Maria Vilar

Alguém pra fugir comigo faz temporada no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu. Foto: Maria Vilar

O que nos torna humanos? Esse é um questionamento-chave do espetáculo Alguém Pra Fugir Comigo, do Resta Um Coletivo de Teatro, que articula temas políticos e sociais e expõe que tudo pode ser ressignificado ao longo da vida. A peça faz provocações e busca abalar certezas e combater as opressões. Com encenação Analice Croccia e Quiercles Santana, e assistência dramatúrgica Ana Paula Sá, a montagem chega como um grito de dor contra qualquer barbárie.
Alguém Pra Fugir Comigo investiga fatos reais e fictícios, históricos e contemporâneos do Brasil e da Europa, para falar sobre corrupção, o trabalho escravo, a solidão e a discriminação. E utiliza provérbios e canções, imagens numa série de cenas justapostas e intercambiáveis que formam uma narrativa não-linear.
O elenco – composto pelos atores Analice Croccia, Ane Lima, Caíque Ferraz, Luís Bringel, Nataly Sousa, Pollyanna Cabral e Wilamys Rosendo – se desdobra em vários personagens de épocas e situações variadas. Mas cada um enfrenta uma crise moral ou social, como as agressões aos homossexuais, às mulheres e a escravidão na monarquia.
As malas do cenário remetem para a vontade de fugir, as memórias possíveis de carregar e os afetos ensimesmados. As fotografias de refugiados foram a inspiração para dar o motor desses deslocamentos.
Quando:26 de agosto e 2 de setembro (sábados), às 19h30.
Onde: Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu, s/n, Boa Viagem).
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia).
Informações: 3355-9822.

 

AQUELES VELHOS DE…

Sergio Mercurio e seu boneco em tamanho humano. Foto: Pablo Gonzales

Sergio Mercurio e seu boneco em tamanho humano. Foto: Pablo Gonzales

Nesses tempos de poucas delicadezas, um espetáculo de bonecos para adultos que trata da velhice, com cuidado e a emoção extremadas, é para não perder. O ator e manipulador de bonecos argentino Sergio Mercurio está em curta temporada com derradeira peça de uma trilogia sobre a velhice na Caixa Cultural. É uma linda história sobre a amizade entre dois moradores de uma pensão: Juanito e Juárez. Se o primeiro perde a memória, o segundo se desdobra em humanidades para que o parceiro não desapareça e inventa desenhos para manter o laço. A atriz e bonequeira Odília Nunes está como contrarregra da montagem. 
Quando: 1º e 2 de setemobro (sexta a sábado), às 20h. 
Onde: Caixa Cultural Recife (Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife) 
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia). 
Informações: 3425-1915.

 O DOENTE IMAGINÁRIO

Montagem do clássico de Molière tem direção de Max Almeida. Foto: Divulgação

Montagem do clássico de Molière tem direção de Max Almeida. Foto: Divulgação

Velho hipocondríaco expõe as vaidades mundanas e se depara com a falsidade e artimanhas. Comédia em três atos de Molière, com direção geral de Max Almeida, direção de elenco Marcos Portela e produção da Theatros Cia Produções Artísticas Ltda. No papel principal Marcos Portela e no elenco está a jovem atriz Rayza Alcântara, que fez a personagem Isabel em Velho Chico.
Quando:  1° e 8 de setembro (sextas), às 20h30.
Onde: Teatro Valdemar de Oliveira (Praça Oswaldo Cruz, 411, Boa Vista).
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia).
Informações: 3222-1284 e 3222-1200

 VUDEJÀVU

A peça da Academia Santa Gertrudes (Olinda) faz parte do 15° Festival Estudantil de Teatro e Dança. 
Quando: 1° de setembro (sexta), às 19h. 
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife).
Quanto: R$ 10.
Informações: 3355-3320.

RETRATOS DE AMOR

Montagem de formas animadas erguida para maiores de 14 anos, com produção do Curso de Licenciatura em Teatro da UFPE. A peça integra o 15° Festival Estudantil de Teatro e Dança. 
Quando: 2 de setembro (sábado), às 16h. 
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife). 
Quanto: R$ 10 (preço único). 
Informações: 3355-3320.

OS SOBREVIVENTES

Livremente inspirado em conto de Caio Fernando Abreu, do Em Duo e Curso de História da UFPE. A peça integra o 15° Festival Estudantil de Teatro e Dança. 
Quando: 2 de setembro (sábado), às 20h. 
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife). 
Quanto: R$ 10 (preço único). 
Informações: 3355-3320.

ANA DE FERRO – A RAINHA DOS TANOEIROS

Relato ficcional da trajetória de Ana de Ferro, uma das cortesãs mais famosas do Recife na Espetáculo se época da ocupação holandesa em Pernambuco.
Quando: 5 e 6 de setembro (terça e quarta), às 20h. 
Onde: Teatro Marco Camarotti (Sesc Santo Amaro) – Rua 13 de maio, 455, Santo Amaro. 
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia). 
Informações: 3216-1728.

JOÃO E O PÉ DE FEIJÃO

Menino que trocou uma vaca por três caroços de feijão e isso foi o passaporte para viver grandes aventuras. Integra o projeto Hoje tem Espetáculo.
Quando: 3 de setembro (domingo), às 17h.
Onde: Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu, s/n, Boa Viagem).
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia).
Informações: 3355-9822.

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Paixão tórrida na época da invasão holandesa

Peça sobre a paixão de Nassau por uma cortesã explora vida boêmia do Recife do século 17

Peça Ana de Ferro – A rainha dos Tanoeiros explora a paixão de Nassau por uma cortesã no Recife do século 17 

Carlos Kamara

Muitos assuntos políticos eram resolvidos nos bordéis. Foto: Carlos Kamara / Divulgação

Foto: Carlos Kamara

Trama se passa no século 17. Foto: Carlos Kamara / Divulgação

O romance entre o governador de Pernambuco e uma cortesã no cais do Porto do Recife durante a invasão holandesa faz a trama do espetáculo Ana de Ferro – A Rainha dos Tanoeiros. Inspirado no poema de Vital Correia de Araújo e com dramaturgia da carioca Miriam Halfim, a peça busca vai buscar no universo boêmio do Recife no século 17 os argumentos para discutir questões de gênero, religião e racismo, nos dias de hoje.

A montagem do grupo Teatral Risadinha, com direção do pernambucano Emanuel David D’Lúcard estreia no Teatro Marco Camarotti nesta terça (29/08), onde fica em cartaz quarta-feira (30/08) e nos dias 5 e 6 de setembro, sempre às 20h.

Ana de Ferro vem da Europa travestida de homem e isso causa reboliço na colônia. Outras atitudes chocam a sociedade da época. Como por exemplo a compra do escravo Zambi, que ela logo declara como amigo. Depois constitui sociedade com outra cortesã, Maria Cabelo de Fogo, e abre um dos bordéis, que passa a ser um dos mais frequentados na Rua dos Tanoeiros.

Um ato de racismo do mestre do presídio contra Zambi é o detonador de uma intensa e breve paixão de Maurício de Nassau por Ana. Enquanto isso, Maria Cabelo de Fogo revive os tormentos do passado num reencontro doloroso. Já Zambi é atraído para Palmares.

A encenação utiliza elementos para recomposição de época nos figurinos, cenários e adereços. E a trilha sonora faz releituras de músicas de Edith Piaf e Marília Mendonça, passando por obras como Hallelujah e Assum Preto.

O espetáculo conta com o patrocínio do Funcultura, Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo do Estado de Pernambuco.

A interpretação dos atores mescla, segundo D’Lúcard, momentos realistas e simbólicos numa dinâmica de graphic novel. O elenco é formado por Cláudia Alves, Euclides Farias, Geraldo Cosmos, João Neto, e Patrícia Assunção, João Arthur e conta com a participação especial de Telma Ratta.

Carlos Kamara/Ambar Produtora

A atriz Telma Ratta faz participação especial. Foto: Carlos Kamara /Ambar Produtora

FICHA TÉCNICA
Realização: Grupo Risadinha
Texto: Miriam Halfim
Poema: Vital Correia Araújo
Encenação e Identidade Visual: Emanuel David D’Lúcard
Produtora Executiva: Patrícia Assunção
Assistente de Produção: Geraldo Cosmo
Direção de Arte e Confecção de Figurino e Adereços: Francis de Souza
Web Designer e Administração do Projeto: Hypolito Patzdorf Lucena
Direção Musical: Samuel Lira
Coreografia: Anderson Henry
Designer de Luz: Izaltino Caetano e João Paulo
Operador de Som: Josinaldo Alves
Operador de Luz: João Paulo
Camareira: Adriana Pereira
Plano e Execução de Maquiagem: Cláudia Alves
Criação de Cenário: Marcelo Bonfim
Divulgação: Pedro Dias
Bilheteria: João Teobaldo
Consultora Histórica: Suzana Veiga
Atendimento e Relacionamento com o Público: Patrícia Leite
Fotografia e Filmagem: Carlos Kamara/Ambar Produtora
Elaboração do Projeto: Lúcio Fábio
Intérprete de Libras: Leonardo Ramos
Comunicação Móvel/Carro de Som: Coelho Publicidade
Locução: Gaby Lapenda
Serviços Gráficos: Clã de Comunicadores
Contrarregra: Edson Rodrigues
Elenco: Cláudia Alves, Euclides Farias, Geraldo Cosmo, João Arthur, João Neto, Patrícia Assunção, Pedro Dias e Telma Ratta

Serviço:
Espetáculo Ana de Ferro – A Rainha dos Tanoeiros
Onde: Teatro Marco Camarotti – Sesc Santo Amaro, Rua Treze de Maio, nº 455
Quando: 29 e 30 de agosto e dias 5 e 6 de setembro, às 20h
Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (comerciário, dependente e meia)
Duração: 80 min
Informações: 3216-1728 // 99536-4746 // 98705-1571 // 99646-7828

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Que venham outras edições da Virada do Parque

Ópera do Sol na Virada Cultural. Foto: Xirumba Amorim

Espetáculo Ópera do Sol na Virada Cultural do Teatro do Parque no palco Henrique Celibi. Foto: Xirumba Amorim

População encarou a chuva no sábado e ocupou a Rua do Hospício. Foto Xirumba Amorim

População encarou a chuva no sábado e ocupou a Rua do Hospício. Foto Xirumba Amorim

Cláudio Ferrário, FabianaPirro e Diógenes D. Lima, da comissão organizadora do evento. Foto Xirumba Amorim

Cláudio Ferrário, FabianaPirro e Diógenes D. Lima, da comissão organizadora do evento. Foto Xirumba Amorim

Simone Figueiredo e Toninho Rocha, da organização do evento. Foto: Alcides Ferraz

Simone Figueiredo e Toninho Rocha, da organização do evento. Foto: Alcides Ferraz

Mônica Feijó e Cannibal. Foto: Xirumba Amorim

Mônica Feijó e Cannibal. Foto: Xirumba Amorim

Poeta Miró da Muribeca. Foto: Xirumba Amorim

Poeta Miró da Muribeca. Foto: Xirumba Amorim

Até o tempo resolveu testar a tenacidade dos manifestantes em prol do Teatro do Parque. Se a sexta-feira foi uma jornada esplendorosa de sol, o sábado (26) amanheceu chuvoso, ameaçador. E a pisada foi assim durante todo o dia. Chovia e parava. Mas para que servem os guarda-chuvas, capas ou até mesmo a euforia de dançar na chuva? A movimentação da Virada Cultural do Teatro do Parque foi mais suave pela manhã. As apresentações começaram na hora, apesar do aguaceiro. A garra dos organizadores e dos artistas participantes contagiou o sábado e, no começo da tarde, a Rua do Hospício já tinha virado um encontro festivo de cidadania e reivindicação dos direitos culturais.

Os “Parques” Henrique Celibi, Rural (do Som da Rural de Roger de Renor), Poético Clarice Lispector / Firmo Neto viram desfilar paixão, garra, euforia, protesto, cobrança, reivindicação em verso e prosa, musicado, falado, sentido. O público aplaudiu e abraçou a causa entre um gole e outro, entre um passo e outro.

Foi bonita a festa, que seguiu numa maratona de mais de 12 horas seguidas, com as apresentações e depoimentos espontâneos. Os antigos frequentadores do local compareceram. Depois de sete anos fechado o Teatro, estava ali de novo bulindo, dizendo que quer muitos 102 anos de vida cultural. A rua ficou cheinha de gente. Imagem linda. Figuras, figurinhas e figuraços foram em busca de memórias afetivas forjadas em sessões de cinema, música, teatro e dança. E encontraram uma raça que nunca mais tinha sido vista.

A Virada Cultural do Teatro do Parque foi uma demonstração de que a população está disposta a lutar pelos seus direitos.

 Performances na rua. Foto Xirumba Amorim

Performances na rua. Foto Xirumba Amorim

 Helder Vasconcelos. Foto: Xirumba Amorim

Helder Vasconcelos. Foto: Xirumba Amorim

Na ponta dos pés do clássico... Foto Xirumba Amorim

Na ponta dos pés do clássico… Foto Xirumba Amorim

... Ou nos passos do frevo. foto Xirumba Amorim

… Ou nos passos do frevo. foto Xirumba Amorim

Nem tente, do Grupo Totem. foto Xirumba Amorim

Nem tente, do Grupo Totem. foto Xirumba Amorim

Politicamente Vos Digo, Abarca-me. Foto: Xirumba Amorim

Politicamente Vos Digo, Abarca-me. Foto: Xirumba Amorim

Adriano Cabral. Foto: Xirumba Amorim

Adriano Cabral. Foto: Xirumba Amorim

Três Tristes Gregas. Foto: Xirumba Amorim

Três Tristes Gregas. Foto: Xirumba Amorim

Ana Nogueira com sua Palhaça Dona Pequena. Foto: Ricardo Maciel

Ana Nogueira com sua Palhaça Dona Pequena. Foto: Ricardo Maciel

Sema Silvinha Góes, a lunática palhaça Sema, comemorou o aniversário na Virada. Foto: Ricardo Maciel

Silvinha Góes, a lunática palhaça Sema, comemorou o aniversário na Virada. Foto: Ricardo Maciel

A articulação do evento já havia conquistado um posicionamento da Prefeitura do Recife. A PCR anunciou no dia 22 a abertura de licitação para restauro e reformas do equipamento cultural. E a data de reabertura para julho de 2019. Não dá para comemorar porque datas e promessas já foram feitas anteriormente. O representante do Movimento Teatro do Parque Resiste Oséas Borba disse que já ouviu essa conversa outras vezes, em 2014 e em 2016.

Mas o mais importante da audiência pública realizada quinta-feira (24/08) na Câmara Municipal, numa ação proposta pelo vereador Ivan Moraes (PSOL), foi a inclusão da sociedade civil no desenvolvimento do trâmite. “Uma das intenções do movimento é ter representação na comissão que irá acompanhar todas as etapas da obra. Desde os processos licitatórios até a restauração física do prédio. Essa comissão foi uma vitória significativa da audiência pública”, pontua a produtora e atriz Simone Figueiredo, da equipe de organização da Virada Cultural. Para ela, a ação Virada Cultural foi um grito da classe artística e da sociedade civil sobre o descaso da atual gestão em estabelecer diálogo sobre a produção cultural do Recife

Outro da coordenação, o ator e diretor Claudio Ferrário já havia exposto nos seus minimanifestos do facebook: “Não permitiremos que um espaço como o Teatro do Parque desapareça pela incompetência e negligência de um poder público que despreza o valor cultural, afetivo e cidadão que um lugar como este constrói na cidade, pela cidade e por sua população”.

A cúpula das ações do Virada Parque faz hoje uma avaliação do acontecimento. “Particularmente achei um grande evento, onde tudo funcionou. Foi maravilhoso ver tanta gente produzindo e consumindo arte e cultura. Parecia um carnaval!”, comentou Diogenes D. Lima.

É simbólico que a ação tenha esse caráter festivo, do encontro, de congraçamento, da troca de afetos. Porque o Teatro do Parque significa tudo isso. E também por que a moral do brasileiro anda baixa, com as decisões autoritárias do governo golpista e um Congresso com figuras suspeitas de corrupção a avançar no confisco dos direitos do cidadão. O Recife amedrontado com a onda de violência e uma administração que vira as costas para a cultura da cidade deu uma resposta de coragem, alegria e bravura.  

“Pensamos em, a partir de agora, fazer dessa Virada um evento continuado até a reabertura do Teatro do Parque”, propõe Diogenes D. Lima, que foi o idealizador / provocador da ação. “Se das outras vezes foram feitos protestos anuais (em cada aniversário do teatro) dessa vez será bimestral…trimestral… não decidimos ainda, mas o fato é que dessa vez não podemos dispersar. Vamos firmes até a reabertura!”.

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Solte a palhaça que existe em você… ou palhaço

A paulista e a argentina ministram oficinas gratuitas. Fotos: Divulgação

A paulista Andrea Macera e a argentina Letícia Vetrano  ministram oficinas gratuitas. Fotos: Divulgação

Vão até o dia 30 de agosto as inscrições para os workshops gratuitos Oficina Intensiva de Clown, com Letícia Vetrano e Escola de Palhaças (só para mulheres), com a paulista Andrea Macera. Os dois cursos breves são oferecidos pelo PalhaçAria – Festival Internacional de Palhaças do Recife, realizado pela Cia. Animée, com curadoria de Enne Marx e Nara Menezes.

O PalhaçAria chega à terceira edição de 13 a 17 de setembro e atualiza a pesquisa de linguagem do espaço feminino nessa arte cômica. O programa que tem incentivo do Funcultura vai contar com atrações nacionais e internacionais, cortejo cênico e fórum, além das oficinas.

Além da oficina, a argentina Letícia Vetrano apresenta o espetáculo Fuera, no dia 13/09 no Teatro Apolo. foto Amondine Dooms / Divulgação

Além da oficina, Letícia Vetrano exibe o espetáculo Fuera, no dia 13 no Apolo. foto Amondine Dooms / Divulgação

Para a argentina Letícia Vetrano, o clown é um estado de disponibilidade física, emocional e espiritual. O artista surpreende o espectador com algo inesperado. Ela vai preparar o corpo do ator com treinamento físico, respiração e jogo para encontrar a máscara. Letícia vai trabalhar elementos da técnica como projeção, urgência, comunicação pública, transparência, permeabilidade e surpresa. A Oficina de Clown será realizada nos dias 14 e 15 de setembro das 9h às 15h, no Sesc Casa Amarela, e oferece 18 vagas para Palhaços e Palhaças com experiência.

Andréa Macera é também mestra de cerimônias do Cabaré Varieté 2, com sua palhaça Mafalda Mafalda!, no encerramento do Palhaçaria, no dia 17. Foto: Divulgação

Andréa Macera é a mestra de cerimônias do Cabaré Varieté 2, com sua palhaça Mafalda Mafalda!, no dia 17. 

A Palhaçaria Feminina de Andrea Macera – a palhaça Mafalda Mafalda – busca extrair a figura-síntese e pessoal de cada participante na linguagem do palhaço. Os encontros consistem em treinamento físico e da máscara, além de uma pesquisa do material individual/cênico para a composição do personagem e de números individuais. As aulas ocorrem nos dias 14 e 15 de setembro das 9h às 15h no Sesc Casa Amarela e serão disponibilizadas 16 vagas.

Para participar, o candidato precisa enviar currículo e carta de intenção até 30 de agosto para o email contatopalhacaria@gmail. A lista dos selecionados será divulgada em 10 de setembro/2017 por email.

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Virada do Parque é uma luta pela cultura do Recife

Fachada do Teatro do Parque, em registro de 2015. Foto: Ivana Moura

Fachada do Teatro do Parque, em registro de 2015. Foto: Ivana Moura

Palco e plateia do Tetro do Parque, em registro de 2015. Foto: Ivana Moura

Palco e plateia do Teatro do Parque, em registro de 2015. Foto: Ivana Moura

Vista lateral do Teatro do Parque, em registro de 2015. Foto: Ivana Moura

Vista lateral do Teatro do Parque, em registro de 2015. Foto: Ivana Moura

Entrada do Teatro do Parque, em registro de 2015. Foto: Ivana Moura

Entrada do Teatro do Parque, em registro de 2015. Foto: Ivana Moura

É um grito guardado há sete anos. Grito de guerra, de combate. A Virada Cultural Teatro do Parque, uma maratona artística que ocorre durante 12 horas deste sábado (26/08), é o marco de uma nova fase de luta dos artistas de Pernambuco pela reabertura do Teatro do Parque. O equipamento foi fechado em 2010 pela Prefeitura do Recife para uma reforma que ainda não chegou ao fim.

Mas esse longo ato, que ocorre das 10h às 22h no entorno do Teatro do Parque, traça o início de novas estratégias de mobilização em prol da cultura do Recife. Durante todo o dia teremos apresentações de dança, teatro, música, exposições, exibições de curtas, poesias e outras ações.

Os “Parques”, como são chamados os polos, contam com o palco principal intitulado Parque Henrique Celibi, que celebra o irreverente ator pernambucano, morto este ano e, que em 2015, fez um protesto sozinho em frente ao Teatro do Parque. O Som da Rural, de Roger de Renor, o Parque Rural, concentra as atrações musicais a partir das 16h40. Cannibal, Cássio Sette, DJ Dolores, Clayton Barros, Mônica Feijó, Hélder Vasconcelos e Juvenil Silva são alguns que tocam por lá.

O Parque Poético Clarice Lispector vai abrigar os versos de poetas da cidade, como Miró, Auzeh Freitas, Aninha Barbosa e Valmir Jordão, além do microfone aberto. Às 19h, este polo se transforma no Parque Firmo Neto, que exibe curtas pernambucanos.

Teatro do Parque, em registro de 2015. Foto: Ivana Moura

Teatro do Parque, em registro de 2015. Foto: Ivana Moura

Virada Cultural do Teatro do Parque – MANIFESTO

O Recife se verticaliza. E quanto mais vai ao alto, mais muros sobem, mais carros paralisam as ruas, menos calçadas temos, mais as construtoras ganham, menos espaços públicos surgem, mais pessoas são ignoradas, alijadas, menos horizontes alcançamos e, portanto, menos vida, menos cultura, menos troca, menos amor. A matemática é simples e cruel: sem nos consultar, certamente por não ter o menor interesse no que temos a dizer, o poder público constrói uma cidade para carros e muros, uma cidade para o capital.

Hoje, no Recife, muitas são as lutas que resistem por uma cidade diferente e à esta resistência nos juntamos agora. Queremos uma cidade das pessoas e para as pessoas, uma cidade onde os espaços públicos sejam valorizados e cuidados. Uma cidade que permita o encontro entre essas pessoas, onde sejam quebrados os muros sociais, que já são tão fortes, tão altos. Uma cidade que entenda o valor da cultura e que, portanto, abra espaços onde ela possa florescer, onde ela possa se manifestar. Uma cidade que não abandone e feche os poucos espaços culturais que existem.

Nós somos a “Virada Cultural do Teatro do Parque”!  Uma ação que nasce pela indignação de uma grande quantidade de artistas de várias áreas da cidade. Uma ação que resiste ao desmantelamento dos espaços públicos e culturais do Recife. Uma ação pelo Teatro do Parque. Este espaço, que já abriu as suas portas para incontáveis shows de música, inúmeros espetáculos de teatro e dança, que já exibiu cinema de qualidade a preços populares, não pode continuar abandonado. Qualquer espaço que promova encontros não pode permanecer esquecido. Ha sete anos envolvido em obras fantasmas, o Teatro do Parque deve voltar, urgentemente, a abrir as suas portas. Deve voltar a funcionar em plenas condições de acolhimento dos artistas e da população. Não podemos calar nem aceitar que a Prefeitura da Cidade do Recife, que pratica uma administração claramente calcada em decisões autoritárias, que ignora completamente a cultura da cidade, isso sem falar de outras áreas, se sinta à vontade para perpetuar tamanho descaso. Nós, da Virada Cultural do Teatro do Parque, não permitiremos. Estamos aqui para relembrar, ocupar e resistir. O Teatro do Parque não pode mais agonizar em meio a escombros. Não permitiremos que memórias e histórias sejam enterradas com ele. Não permitiremos que um espaço como o Teatro do Parque desapareça pela incompetência e negligência de um poder público que despreza o valor cultural, afetivo e cidadão que um lugar como este constrói na cidade, pela cidade e por sua população.

O impingido abandono ao Teatro do Parque é muito maior do que parece, porque é a imagem concreta do abandono geral em que fomos jogados. O abandono dos direitos sociais, da cultura, da liberdade, do valor dos espaços públicos, vítimas de um crescente neoliberalismo assassino e avassalador. O Teatro do Parque, em ruínas, representa muito mais do que um espaço abandonado. Representa uma idéia de cidade, de comunidade, de ausência, que não acreditamos, não queremos e não aceitaremos.

Vivemos um momento da história do Brasil em que precisamos nos posicionar e lutar contra os abandonos. E começaremos aqui em Recife, com esta imagem e este lugar tão simbólico que é o Teatro do Parque. Numa virada cultural com artistas e população, juntos, vamos relembrar a importância de se reabrir este teatro. É preciso fazer o poder público entender a necessidade desse espaço, para além dele mesmo. Estamos falando de cidadania, de modelo de cidade, de modelo de cultura, que preza, acolhe e defende o direito de todos e todas se manifestarem.

Queremos o Teatro do Parque de volta! E por ele vamos dançar, cantar, interpretar, ler, resistir e lutar.

Programação completa

PARQUE HENRIQUE CELIBI (Palco Principal)
10h – Leitura do Manifesto em prol da reabertura do Teatro do Parque com cerimônia de lavagem da calçada e cantos de prosperidade com Otiba.
10h (Circo) – Malabares com a Família Malanarquistas – Marciano Pretinho das Antenas Longas.
10h25 (Circo) – Intervenção de Palhaçaria (Companhia Brincantes de Circo). Boris Trindade

Boris Trindade Júnior. Foto: cla de comunicadores/ Divulgação

Boris Trindade Júnior. Foto: cla de comunicadores/ Divulgação

10h35 (Dança) – Pantomima, Danillo Dannti, Jay Figueredo, Lily Vidal e Kelson Tavares.
11h05 (Circo) – Dois em Cena
11h15 (Música) – Arteligados
11h45 – Leitura do Manifesto (2)
12h (Dança) – Terezinha com Rebeca Gondim
12h20 (Música) – Luísa Pérola do Samba e Trio Buteko, Ruy Ribeiro e Lucinha Guerra.
12h50 (Teatro) – Politicamente Vos Digo, Abarca-me
13h20 (Música) – Alexandre Seixas, Mayra Clara.
13h40 (Dança) – Step Evolution, Funknáticos e Grupo Acaso
14h10 (Teatro) – Totem (Nem Tente)

Nem Tente, com o Grupo Totem, direção de Fred Nascimento. Foto: Divulgação

Nem Tente, com o Grupo Totem, direção de Fred Nascimento. Foto: Divulgação

14h30 (Dança) – Academia Fátima Freitas
14h40 (Música) – Pau de Dar em Doido, Os Carlton.
15h10 (Música) – Os Caetanos
15h30 (Circo) – Violetas da Aurora
15h50 (Música) – Catharina Dee Jah (MC Ririca)
16h10 (Teatro) – Três Tristes Gregas – Metraton Produções

Isa Fernandes, Suzana Costa e Sônia Bierbard em As Três Tristes Gregas

Isa Fernandes, Suzana Costa e Sônia Bierbard em As Três Tristes Gregas

16h30 (Dança) – Maria Paula Costa Regô e Alê Carvalho com convidados
17h (Teatro) – Cênicas – Cia de Repertório
17h10 (Dança) – Sheylla Cavalcanti e Jaqson Gomes
17h20 (Dança) – Hélder Vasconcelos e Studio Viégas
18h40 (Teatro) – Ópera do Sol – Galharufas Produções
19h (Dança) – Cia de Dança Ferreiras e Amanda Lima
19h10 (Teatro) – Santo Genet e as Flores da Argélia – Cênico Calabouço
20h10 (Dança) – Flávia Pinheiro e Carolina Bianchi; Dielson Pessoa.

Utopyas For Every Day Life com Flávia Pinheiro e Foto: Mayra Azzi

Utopyas For Every Day Life com Flávia Pinheiro e Carolina Bianchi. Foto: Mayra Azzi

20h20 – Sarau da Boa Vista
21h – Leitura do Manifesto (3)
21h10 (Teatro) – Adriano Cabral, Ana Ferro, Senhora de Engenho, Entre a Cruz e a Torá e Risoflora

PARQUE SOM NA RURAL
16h40 – Juvenil Silva e Marília Parente
17h30 – JCarlos
17h40 – Quilombro
18h –   Café Tinto
18h20 – Dinho Negaba
19h30 – Cássio Sette

Cássio Sette. Reprodução do Youtube

Cássio Sette. Reprodução do Youtube

19h40 – Banda Boa Hora, Raphael Souto
21h40 – Mônica Feijó e Clayton Barros
22h – Griô
22h20 – STR
22h40 – Ivo e Banda
23h – Hélder Vasconcelos

Helder Vasconcelos. Foto Roberta Guimarães

Helder Vasconcelos. Foto Roberta Guimarães

23h20 – Clayton Barros , Canibal e DJ Dolores com intervenção de Água Dura

PARQUE POÉTICO CLARICE LISPECTOR
10h20 – Abertura
10h35 – Miró da Muribeca

Miró da Muribeca Reprodução do youtube

Miró da Muribeca Reprodução do youtube

10h50 – Monólogo de Frei Caneca com Buarque de Aquino
10h05 – Alisson Fernando (inscrição para microfone)
11h30 – Microfone Aberto
12h – Poesis
12h30 – Michelli Amorim
12h40 – Henrique Andrade
12h50 – Oséas Borba Neto

Oseas Borba Neto

Oseas Borba Neto

13h – TrupeArteNaMochila
13h10 – Beto Mix (inscrição para o microfone)
13h20 – Microfone Aberto
14h – Valmir Jordão

Valmir Jordão Reprodução do youtube

Valmir Jordão Reprodução do youtube

14h10 – Tonfil
14h30 – Lenemar Santos
14h40 – Leitura do Manifesto
14h50 – Auzeh Freitas
15h – Fred Caju
15h20 – Tempo para os poetas do Sarau da Boa Vista
15h40 – Rodrigo Santos (inscrição para o microfone)
15h50 – Microfone Aberto
16h10 – Rômulo Moraes (Sociedade dos Poetas Bebados)
16h20 – Carlos Mesquita (Cia. de artes integradas Literatrupe)
16h30 – Sidney Nicéas
16h40  Inscrição para o microfone
16h50 – Microfone Aberto
17h10 – Aldy Marcelo
17h20 – Aninha Barbosa
17h30 – Controverso Urbano
Leituras do Manifesto feita por inúmeros artistas , incluindo José Pimentel , Bruno Garcia , Irandir Santos e muito mais!

PARQUE FIRMO NETO
A partir das 19h, exibição de curtas:
My Way (Camilo Cavalcante)

My Way, filme de Camilo Cavalcanti

My Way, filme de Camilo Cavalcanti

Cores Femininas (MAPE)
Mulher(es)pelhos (Coletivo Mulheres Espelhos)
Calma, Monga, Calma  (Petrônio de Lorena)
Faço de Mim o que Quero (Petrônio de Lorena e Sergio Oliveira)
O Veio (Adelina Pontual)

Documentário Veio, de Adelina Pontual. Foto Gil Vicente / divulgação

Documentário Veio, de Adelina Pontual. Foto Gil Vicente / divulgação

Gira (Kátia Mesel)
Especulações S.A. (Erlânia Nascimento)
Arretadas (Synara Veras)
Teatro do Parque, da Glória ao Caos (Thiago Feliciano)
Somos Todos Jaqueline (Anina Dias)
Garotas da Moda (Tuca Siqueira)

Garotas da Moda, de Tuca Siqueira

Garotas da Moda, de Tuca Siqueira

Finito (Myriana Albuquerque)
Oula (Visto Permanente)
Santa Mala (Visto Permanente)

Atividades Paralelas para colorir a Rua do Hospício durante as atrações:

MANHÃ (a partir das 10h)
– Contação de História com Thaís Botelho e Beth Cruz.
– Performances
– Performance fixa – Cuidado: Humanos (Simone Santos e El Maria)
– Urubu no Parque, com Leonardo Leitão (baseado em Franz Kafka)
– La Caterina ronda o Parque – do Viva La Vida- Atriz Milan Cavalcanti

TARDE
– Pernas de Pau da Escola Pernambucana de Circo
– Cia. de acrobacia aérea Penduricalho (os tecidos serão pendurados nas
árvores em frente as Casas Bahia
– Malabares com Delmar Camilo
– Artesanato: GRUMAI (Grupo de Mulheres Artesãs Independentes)

 

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